0% acharam este documento útil (0 voto)
25 visualizações4 páginas

Noite Fria e Pedrada Inesperada

Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
25 visualizações4 páginas

Noite Fria e Pedrada Inesperada

Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Prólogo| Noite fria.

"Há uma razão pela qual as coisas acontecem." Drácula de Bram Stoker

Jungkook

Aproximo o isqueiro da ponta do meu cigarro, acendendo e sugando uma nuvem de fumaça. O
gosto e a queimadura atingem minha língua, enchendo meus pulmões, e eu a expulso.

Nada mais tranquilo como sair para caminhar a noite.

Em noites frias podem acontecer muitas coisas, eu creio que é assim que as pessoas costumam
ser. Você pode esperar qualquer coisa delas a qualquer momento, temos que está espertos
para lidar com isso, bom eu pelo menos tenho que aprender muito ainda. Eu diria que todos
nós devemos ser espertos e agíeis com qualquer coisa, as pessoas são ardilosas, mentirosas, e
podem nos enganar a qualquer momento.

Sendo honesto, eu vivo em um ambiente que eu desconfio até da minha própria sombra, são
muitas perguntas sem respostas, coisas do passado que nunca foram esclarecidas da maneira
certa. Eu tenho um bom motivo para pensar dessa maneira.

Solto a fumaça, sacudindo a cinza do cigarro, ficando com a boca seca.

Seguindo o meu caminho nessa rua deserta para o caminho de casa, apenas o meu
conversando comigo mesmo. Eu me sinto bem no silêncio, eu posso ficar em paz com os meus
pensamentos, me sinto sossegado.

Eu não saio tanto de madrugada para não preocupar a minha vó Daisy, ela é uma muito
preocupada quando se trata de eu sair de noite, mesmo eu sendo maior da idade.

Eu compreendo esse lado dela é por conta de situações que aconteceram no passado, como o
acidente de carro da minha mãe.

Seguindo para um lado oposto, eu vou indo em direção a um jardim aberto e repleto de
árvores que tinha bem no centro da avenida, precisava cortar caminho o mais rápido possível
para conseguir chegar em casa. Minha casa não era tão longe assim, mas do mesmo jeito eu
tinha que me apressar.

Eu já tinha perdido a noção do tempo, nem tinha como eu verificar o horário porque o meu
celular já havia descarregado, eu apenas sei que eu devo acelerar os meus passos e ir embora
de uma vez. — Puxo o meu capuz para cima logo enfio uma mão para dentro do bolso da
minha blusa de frio, e a outra mão de mantém ocupada segurando o cigarro.

Sinto a brisa do vento frio em meu rosto assim que eu começo a correr, o som dos galhos das
árvores se mexendo por conta do vento.

Que ideia idiota foi essa de eu querer caminhar e ainda por cima de noite. Eu poderia muito
bem espairecer andando de moto, não a pé.
Prólogo| Noite fria.

Nada contra andar a pé, literalmente, só que as vezes meu sendentarismo fala mais alto que
isso é olha que eu pratico exercício físico!

Eu faço boxe e academia, qualidades eu sei que eu tenho.

Era mais fácil eu ter feito isso mais cedo, porém eu passei a minha manhã na casa do Yoongi,
enchendo o saco do meu velho rabugento que estava enrolando para terminar o trabalho da
faculdade .

Confesso que área que escolhemos é bem puxada, não e nada fácil quando estudamos
administração, são tantas coisas para estudar. O Yoongi escolheu essa área por conta do seu
pai, ele e filho de um grande socialite e banqueiro, seu pai quer que ele siga o mesmo ramo,
mesmo o Yoongi não tendo o menor interesse. Eu nunca tive tanto interesse pela
administração, mas a minha vó sempre me deixou claro que eu precisava ter algum estudo
nessa área para conseguir garantir os meus direitos que me pertencia dentro da empresa do
meu pai, é que era da minha mãe também. Diz ela que eu tenho que ser esperto, tendo o meu
estudo e conhecimento ninguém iria me passar a perna. Esse ninguém que ela diz, se
direciona a uma única pessoa…o meu próprio pai.

Diminuo os meus passos assim que eu começo a ficar ofegante, olho para o céu e puxo o ar e
respiro fundo. O céu está nublado, nenhuma estrela para admirar a noite. Sinto pequenas
gotículas de água cair sobre o meu rosto, tenho que me apressar antes que comece a chover.

Quanto mais rápido eu ando mais eu sinto o ar gelado bater em meu rosto, esse lugar escuro e
cheio de árvores, totalmente cobertos pela neblina, já estava me dando arrepios.

Um som atravessou o silêncio, fazendo que eu parasse no meio do caminho; Olhei ao redor
tentando detectar a origem desse som, que em si é uma música que começa de uma forma
calma mas logo fica mais forte.

De onde está vindo isso?

Estranho.

Me livro do resto do maço de cigarro que eu ainda mantinha na mão.

Olho em volta do jardim totalmente perdido, sem ter noção qual caminho correto que eu
seguiria para encontrar o local que tocava essa música, então apenas continua caminhando em
direção ao som. Virando à esquerda, caminhei silenciosamente para o meio de duas arvores,
vendo uma casa velha e próximo a uma capela, só a casa aparentava está velha já a capela
não.

Pegando o meu celular eu ligo a lanterna para iluminar o meu caminho. Havia algumas janelas
na casa, mas a maioria estavam caindo aos pedaços assim como o restante da casa. O meu
coração começou acelerar, lembrando de filmes de terror que eu o Yoongi assistia quando
éramos mais jovens.
Prólogo| Noite fria.

Esperando a qualquer momento uma garota de branco com as pressas ensanguentadas em


sua boca saltar em cima de mim. É uma grande idiotice eu tenho vindo até aqui, o que a
curiosidade não faz com o ser humano.

Arrastando as pontas dos meus dedos na parede e segurando minha vontade de entrar de uma
vez dentro daquela casa. Parando um pouco distante da janela que tinha o vidro quebrado,
conseguia ver alguém dançando, alguém não é sim um garoto!

Espiei um pouco mais e me aproximei mais da janela, e conseguia ver perfeitamente tudo que
acontecia ali dentro. Um lindo garoto loiro que mais parecia um anjo que dançava
perfeitamente bem dentro naquele casa, que na verdade aparentava ser um cômodo enorme,
junto com um grande espelho no centro que estava pendurado na parede.

Eu tenho a impressão que eu já vi ele em algum lugar.

Eu nunca fiquei tão encantado como eu estou agora, sua dança me hipnotiza.

Ele está usando uma calça de cetim branca e junto com um par de uma blusa de manga
compridas, era um verdadeiro anjo.

Qual é a razão de ele está dançando nessa casa “abandonada”, justo nesse horário da noite?

Eu realmente não deveria está fazendo isso, eu me sinto um stalker espionado esse
desconhecido.

A música continua intensa assim como seus movimentos, meus olhos não perdem nenhum
movimento que ele faz e fluxo de dança sem fim, pisando um pé na frente do outro, seus
movimentos era intensos e delicados, ele fechou os olhos e seguiu o ritmo da música. A música
percorre como se viesse de seu corpo, cada movimento perfeitamente sincronizado.

Eu observo seu rosto e seu corpo enquanto ele gira e salta, ele flexionou as pernas mais
próximas ao chão em seguida olhando sua imagem no espelho, respirando ofegante e dando
um sorriso largo assim que a música para.

Aquela expressão dele de satisfação logo se torna de assustado e sério, seu olhar se direciona
a mim ao ver o meu reflexo encapuzado no espelho.

Fodeu.

Arregalo os meus olhos, então vejo ele correr em direção a portar , eu não penso duas vezes
antes de fugir.

— Ei idiota!— o garoto gritou o meu nome. Eu me recuso a olhar para trás, em filmes de terror
isso é um clássico.

—Volta aqui seu espião de araque!— o garoto grita novamente mas dessa vez ele tenta me
acertar com pedras. Infelizmente quebro a regra dos filmes de terror, eu olho para trás, assim
Prólogo| Noite fria.

sem pensar duas vezes o garoto se agacha e paga uma pedra novamente. Nesse curto período
de tempo, nem deu tempo de desviar.

Por um momento eu sinto a minha visão ficar escura me fazendo trombar contra uma árvore,
uma onda de dor forte lateja na minha cabeça. Levo a minha mão até a minha testa onde a
pedra foi atinginda, solto um gemido de dor. — Puta merda.— sinto os meus dedos molhados
com o meu sangue.— Que merda acabou de acontecer comigo?— perguntei para mim
mesmo.

Enquanto eu espero minha visão turva voltar ao normal, ainda sim consegui perceber o garoto
me observando de longe. Por um momento eu achei essa situação uma verdadeira loucura,
que chegava até ser engraçado, mas esse sentimento foi tomado por um fúria assim que eu fui
acertado em cheio por um pedra. Eu poderia muito bem voltar e devolver a pedrada que eu
recebi, mas nesse momento eu nem tenho forças para fazer isso.

Eu corri, da maneira mais estranha que eu pude correr, deixando o garoto plantado em frente
a casa abandonada sem entender nada do que havia acontecido.

Eu realmente levei uma pedrada na cabeça?

Você também pode gostar