Interpretação de Crônica e Conto
Interpretação de Crônica e Conto
A outra noite
Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite, uma noite de vento sul e chuva,
tanto lá como aqui. Quando vinha para casa de táxi, encontrei um amigo e o trouxe
até Copacabana; e contei a ele que lá em cima, além das nuvens, estava um luar
lindo, de Lua cheia; e que as nuvens feias que cobriam a cidade eram, vistas de
cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas, uma paisagem irreal.
Depois que o meu amigo desceu do carro, o chofer aproveitou um sinal fechado
para voltar-se para mim:
– O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir sua conversa. Mas, tem mesmo
luar lá em cima?
Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e enlamaçada e torpe havia uma outra -
pura, perfeita e linda.
– Mas, que coisa. . .
Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para olhar o céu fechado de chuva.
Depois continuou guiando mais lentamente. Não sei se sonhava em ser aviador ou
pensava em outra coisa.
– Ora, sim senhor. . .
E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse uma "boa noite" e um "muito
obrigado ao senhor" tão sinceros, tão veementes, como se eu lhe tivesse feito um
presente de rei.
(BRAGA, Rubem. A outra noite. In: PARA gostar de ler: crônicas. São Paulo:
Ática, 1979.
4. A outra noite a que o título se refere seria a vista somente pelo narrador ou
aquela que o taxista e seu amigo enxergavam?
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Luiz Vilela nasceu em Minas Gerais, em 1942. Desde menino, lia muito. Então, um dia, depois
de ler tantas histórias, resolveu tornar-se um escritor: começou a escrever aos 13 anos. Sua
obra é composta por mais de 15 livros, entre novelas, romances e coletâneas de contos. Em
entrevista, afirmou: “Meus livros são o melhor de mim, são a marca de minha passagem pela
Terra, o meu nome escrito a canivete no tronco da grande árvore da vida”.
2 - Que marcas gramaticais permitem dizer em que pessoa um texto é narrado? Retire 3
exemplos do texto lido.
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5 - Na maior parte de suas falas, o autor utiliza os verbos no tempo (?), pois está narrando
fatos que (?). Já o tempo verbal utilizados nas falas dos personagens é o (?), já que se referem
a fatos que (?).
6 - Além dos verbos, há outras maneiras de marcar o tempo em uma narrativa. Localize, no
texto, uma palavra ou expressão que indiquem tempo decorrido na narrativa.
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7 - Nesse conto, o narrador tem acesso aos pensamentos e emoções das outras personagens?
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b) Em sua opinião, por que ele não acreditou quando ela disse, no quintal, que gostava dele?
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10 - Supondo que o narrador também gostasse de Neusa, imagine o que ele sentiu ao ler
bilhete. Escreva um diálogo em que o menino procure a amiga e tente resolver essa situação.
Seu texto deverá ter, no mínimo, 15 linhas e estar adequadamente pontuado.
A descoberta
2) No último parágrafo, além do travessão que inicia a fala do personagem, há outros dois que
servem para:
(__) Indicar o início da fala do outro caçador.
(__) Introduzir um comentário do narrador entre as falas do personagem.
(__) Apresentar um pensamento de um dos personagens da história.
3) Imagine que você é um dos personagens da história e está contando a um amigo tudo o que
aconteceu naquele dia. Reescreva a história na 1ª pessoa e complete-a contando como tudo
terminou.
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1. O texto que você leu foi escrito em prosa, isto é, dividido em parágrafos. Nele há
personagens que dialogam. Quem são eles?
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2. O homem chega em casa muito aflito. Qual o motivo de tanta preocupação?
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3. Olavo Bilac foi um grande poeta brasileiro que se preocupava em fazer poemas belos, com
muita rima e perfeição. Por que o homem se compara a Bilac?
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4. Segundo o texto, apenas aquela família estava sofrendo a epidemia de rima? Copie um
trecho que comprove sua resposta.
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5. Por que a palavra Bic foi escrita com letra maiúscula?
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6. Localize, no texto, 10 pares de palavras que rimam.
7 ano
O negócio aconteceu num café. Tinha uma porção de sujeitos, sentados nesse
café, tomando umas e outras. Havia brasileiros, portugueses, franceses, argelinos,
alemães, o diabo.
De repente, um alemão forte pra cachorro levantou e gritou que não via homem
pra ele ali dentro. Houve a surpresa inicial, motivada pela provocação, e logo um
turco, tão forte como o alemão, levantou-se de lá e perguntou:
___Isso é comigo?
Aí então o turco avançou para o alemão e levou uma traulitada tão segura que caiu
no chão. Vai daí o alemão repetiu que não havia homem pra ele ali
[Link]-se então um português que era maior ainda que o turco.
Queimou-se e não conversou. Partiu pra cima do alemão e não teve outra sorte.
Levou um murro debaixo dos queixos e caiu sem sentidos.
O alemão limpou as mãos, deu mais um gole no chope e fez ver aos presentes
que o que dizia era certo. Não havia homem pra ele ali naquele café. Levantou-se
então um inglês troncudo pra cachorro e também entrou bem. E depois do inglês
foi a vez de um francês, depois de um norueguês etc.,etc. Até que, lá do canto do
café, levantou-se um brasileiro magrinho, cheio de picardia, para perguntar, como
os outros:
___Isso é comigo?
O alemão voltou a dizer que podia ser. Então o brasileiro deu um sorriso cheio de
bossa e veio gingando assim pro lado do alemão. Arou perto, balançou o corpo
e...PIMBA! O alemão deu-lhe uma cacetada na cabeça com tanta força que quase
desmonta o brasileiro.
COMPREENDENDO O TEXTO
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3. “...um alemão...gritou que não via homem pra ele ali dentro” (l.4/5).O que quis
dizer o alemão com esta frase?
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4. “Queimou-se e não conversou.” (l.13). O que quer dizer essa expressão?
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7. Por que a senhora que escuta a história acha que ela não havia terminado? O
que faltava?
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8. O que poderíamos escrever em lugar da palavra “ o diabo” na última linha do 1°
parágrafo?
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9. “...é pros brasileiros perderem essa mania de pisar macio...”.O que quer dizer
pisar macio?
Era uma vez um homem que tinha uma galinha. Era uma galinha como as
outras.
Um dia a galinha botou um ovo de ouro. O homem ficou contente.
Chamou a mulher:
- Olha o ovo que a galinha botou.
A mulher ficou contente:
- Vamos ficar ricos!
E a mulher começou a tratar bem da galinha. Todos os dias a mulher
dava mingau para a galinha. Dava pão-de-ló, dava até sorvete. E todos os
dias a galinha botava um ovo de ouro. Vai que o marido disse:
- Pra que esse luxo com a galinha? Nunca vi galinha comer pão-de-ló...
Muito menos tomar sorvete!
- É, mas esta é diferente! Ela bota ovos de ouro!
O marido não quis conversa:
- Acaba com isso mulher. Galinha come é farelo.
Aí a mulher disse:
- E se ela não botar mais ovos de ouro?
- Bota sim - o marido respondeu.
A mulher todos os dias dava farelo à galinha. E a galinha botava um ovo
de ouro. Vai que o marido disse:
- Farelo está muito caro, mulher, um dinheirão! A galinha pode muito bem
comer milho.
- E se ela não botar mais ovos de ouro?
- Bota sim - o marido respondeu.
Aí a mulher começou a dar milho pra galinha. E todos os dias a galinha
botava um ovo de ouro. Vai que o marido disse:
- Pra que esse luxo de dar milho pra galinha? Ela que procure o de-comer
no quintal!
- E se ela não botar mais ovos de ouro? - a mulher perguntou.
- Bota sim - o marido falou.
E a mulher soltou a galinha no quintal. Ela catava sozinha a comida dela.
Todos os dias a galinha botava um ovo de ouro. Uma dia a galinha
encontrou o portão aberto. Foi embora e não voltou mais.
Dizem, eu não sei, que ela agora está numa boa casa onde tratam dela a
pão-de-ló. (Ruth Rocha)
4) Era uma vez um homem que tinha uma galinha. De que outro modo
poderia ser dita a frase destacada?
a) Era uma vez uma galinha, que vivia com um homem.
b) Era uma vez um homem criador de galinhas.
c) Era uma vez um proprietário de uma galinha.
d) Era uma vez uma galinha que tinha uma propriedade.
e) Certa vez um homem criava uma galinha.
6) A segunda frase do texto diz ao leitor que a galinha era uma galinha
como as outras. Qual o significado dessa frase?
a) A frase tenta enganar o leitor, dizendo algo que não é verdadeiro.
b) A frase mostra que era normal que as galinhas botassem ovos de
ouro.
c) A frase indica que ela ainda não havia colocado ovos de ouro.
d) A frase mostra que essa história é de conteúdo fantástico.
e) A frase demonstra que o narrador nada conhecia de galinha.
Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está naquela casa
cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e
dissesse – “ai meu Deus, que história mais engraçada!” E então a contasse para a
cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para contar a história; e todos a quem ela
contasse rissem muito e ficassem alegremente espantados de vê-la tão alegre. Ah, que
minha história fosse como um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo, em sua vida
de moça reclusa (que não sai de casa), enlutada (profundamente triste), doente. Que ela
mesma ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e depois repetisse para si própria – “mas
essa história é mesmo muito engraçada!”
Que um casal que estivesse em casa mal-humorado, o marido bastante aborrecido com a
mulher, a mulher bastante irritada como o marido, que esse casal também fosse atingido
pela minha história. O marido a leria e começaria a rir, o que aumentaria a irritação da
mulher. Mas depois que esta, apesar de sua má-vontade, tomasse conhecimento da história,
ela também risse muito, e ficassem os dois rindo sem poder olhar um para o outro sem rir
mais; e que um, ouvindo aquele riso do outro, se lembrasse do alegre tempo de namoro, e
reencontrassem os dois a alegria perdida de estarem juntos.
Que nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de espera, a minha história chegasse – e
tão fascinante de graça, tão irresistível, tão colorida e tão pura que todos limpassem seu
coração com lágrimas de alegria; que o comissário ((autoridade policial) do distrito
(divisão territorial em que se exerce autoridade administrativa, judicial, fiscal ou policial),
depois de ler minha história, mandasse soltar aqueles bêbados e também aquelas pobres
mulheres colhidas na calçada e lhes dissesse – “por favor, se comportem, que diabo! Eu não
gosto de prender ninguém!” E que assim todos tratassem melhor seus empregados, seus
dependentes e seus semelhantes em alegre e espontânea homenagem à minha história.
E que ela aos poucos se espalhasse pelo mundo e fosse contada de mil maneiras, e fosse
atribuída a umpersa (habitante da antiga Pérsia, atual Irã), na Nigéria (país da África), a um
australiano, em Dublin (capital da Irlanda), a um japonês, em Chicago – mas que em todas
as línguas ela guardasse a sua frescura, a sua pureza, o seu encanto surpreendente; e que no
fundo de uma aldeia da China, um chinês muito pobre, muito sábio e muito velho dissesse:
“Nunca ouvi uma história assim tão engraçada e tão boa em toda a minha vida; valeu a pena
ter vivido até hoje para ouvi-la; essa história não pode ter sido inventada por nenhum
homem, foi com certeza algum anjo tagarela que a contou aos ouvidos de um santo que
dormia, e que ele pensou que já estivesse morto; sim, deve ser uma história do céu que se
filtrou (introduziu-se lentamente em) por acaso até nosso conhecimento; é divina.”
E quando todos me perguntassem – “mas de onde é que você tirou essa história?” – eu
responderia que ela não é minha, que eu a ouvi por acaso na rua, de um desconhecido que a
contava a outro desconhecido, e que por sinal começara a contar assim: “Ontem ouvi um
sujeito contar uma história...”
E eu esconderia completamente a humilde verdade: que eu inventei toda a minha história
em um só segundo, quando pensei na tristeza daquela moça que está doente, que sempre
está doente e sempre está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta de meu bairro.
INTERPRETAÇÃO DO TEXTO
08) Afinal, que história Rubem Braga inventou para alegrar e comover tantas pessoas?
09) Na sua opinião, o que mais sensibiliza as pessoas: histórias engraçadas ou dramáticas?
Justifique.
BUROCRATAS CEGOS
A decisão, na sexta-feira, da juíza Adriana Barreto de Carvalho Rizzotto, da 7a Vara Federal do
Rio, determinando que a Light e a Cerj também paguem bônus aos consumidores de energia
que reduziram o consumo entre 100 kWh e 200 kWh fez justiça. A liminar vale para todos os
brasileiros. Quando o Governo se lançou nessa difícil tarefa do racionamento, não contou com
tamanha solidariedade dos consumidores. Por isso, deixou essa questão dos bônus em
suspenso. Preocupada com os recursos que o Governo federal terá que desembolsar com os
prêmios, a Câmara de Gestão da Crise de Energia tem evitado encarar essa questão, muito
embora o próprio presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, já tenha dito que o
bônus será pago. Decididamente, os consumidores não precisavam ter lançado mão da Justiça
para poder ter a garantia desse direito. Infelizmente, o permanente desrespeito ao
contribuinte ainda faz parte da cultura dos burocratas brasileiros. Estão constantemente
preocupados em preservar a máquina do Estado. Jamais pensam na sociedade e nos
cidadãos. Agem como se logo mais na frente não precisassem da população para vencer as
barreiras de mais essa crise. (Editorial de O Dia, 19/8/01)
5) Os burocratas brasileiros:
a) ignoram o passado.
b) não valorizam o presente.
c) subestimam o passado.
d) não pensam no futuro.
e) superestimam o futuro.
2° TEXTO
É consenso entre os economistas que o setor automobilístico é o que impulsiona a economia
de qualquer país. QUATRO RODAS foi conferir e viu que os números são espantosos. A
começar pelo mercado de trabalho. Estima-se que um emprego em uma fábrica de carros
gera, indiretamente, 46 outros empregos. Por esse cálculo, 5 milhões de brasileiros dependem,
em maior ou menor grau, dessa indústria. Até na construção civil a presença das rodas é
enorme: 1 em cada 4 metros quadrados de espaço nas grandes cidades se destina a ruas ou
estacionamentos. Na ponta do lápis, o filão da economia relacionado a automóveis
movimentou, no ano passado, pelo menos 216 bilhões de dólares. Como o PIB brasileiro,
nesse período, foi de 803 bilhões de dólares (e ainda não havia ocorrido a
maxidesvalorização), cerca de 1 em cada 4 reais que circularam no país andou sobre rodas em
1998. (Quatro Rodas, março/99)
10) “A começar pelo mercado de trabalho.” Das alterações feitas na passagem acima,
aquela que lhe altera basicamente o sentido é:
a) a princípio pelo mercado de trabalho
b) começando pelo mercado de trabalho
c) em princípio pelo mercado de trabalho
d) principiando pelo mercado de trabalho
e) iniciando pelo mercado de trabalho
3° TEXTO
Vários planetas são visíveis a olho nu: Marte, Júpiter, Vênus, Saturno e Mercúrio. Esses astros
já eram conhecidos não apenas dos gregos, mas também de povos ainda mais antigos, como
os babilônios. Apesar de sua semelhança com as estrelas, os planetas eram identificados
pelos povos da Antigüidade graças a duas características que os diferenciavam. Primeiro: as
estrelas, em curtos períodos, não variam de posição umas em relação às outras. Já os
planetas mudam de posição no céu com o passar das horas. À noite, esse movimento pode ser
percebido com facilidade. Segundo: as estrelas têm uma luz que, por ser própria,
pisca levemente. Já os planetas, que apenas refletem a luz do Sol, têm um brilho fixo. Os
planetas mais distantes da Terra só puderam ser descobertos bem mais tarde, com a ajuda de
aparelhos ópticos como o telescópio. “O primeiro deles a ser identificado foi Urano, descoberto
em 1781 pelo astrônomo inglês William Herschel”, afirma a astrônoma Daniela Lázzaro, do
Observatório Nacional do Rio de Janeiro. (Superinteressante, agosto/01)
13) Com relação às idéias contidas no texto, não se pode afirmar que:
a) os gregos não conheciam o planeta Urano.
b) os gregos, bem como outros povos da Antigüidade, conheciam vários planetas do Sistema
Solar.
c) a olho nu, os planetas se assemelham às estrelas.
d) os povos da Antigüidade usavam aparelhos ópticos rudimentares para identificar certos
planetas.
e) os povos antigos sabiam diferençar os planetas das estrelas, mesmo sem aparelhos ópticos.
14) Infere-se do texto que a Astronomia é uma ciência que, em dadas circunstâncias,
pode prescindir de:
a) estrelas
b) planetas
c) instrumentos
d) astrônomos
e) estrelas, planetas e astrônomos
16) “Esses astros já eram conhecidos não apenas dos gregos, mas também
de povos ainda mais antigos...” Das alterações feitas na passagem acima, aquela que
apresenta sensível alteração de sentido é:
a) Esses astros já eram conhecidos não somente dos gregos, como também de povos ainda
mais antigos.
b) Tais planetas já eram conhecidos não apenas dos gregos, mas também de povos ainda
mais antigos.
c) Esses astros já eram conhecidos não apenas pelos gregos, mas também por povos ainda
mais antigos.
d) Esses astros já eram conhecidos tanto pelos gregos, como por povos ainda mais antigos.
e) Esses astros já eram conhecidos não apenas através dos gregos, mas também através de
povos mais antigos.
17) A diferença que os antigos já faziam entre estrelas e planetas era de:
a) brilho e posição
b) beleza e posição
c) importância e disposição
d) brilho e importância
e) beleza e disposição
4° TEXTO
Não faz muito tempo, a mata virgem, as ondas generosas e as areias brancas da Praia do
Rosa, no sul catarinense, despertaram a atenção de surfistas e viajantes em busca de lugares
inexplorados. Era meados dos anos 70, e este recanto permanecia exclusivo de poucas
famílias de pescadores. O tempo passou e hoje “felizmente”, conforme se ouve em conversas
com a gente local, o Rosa não mudou. Mesmo estando localizada a apenas 70 quilômetros de
Florianópolis e vizinha do badalado Balneário de Garopaba, a Praia do Rosa preserva, de
forma ainda bruta, suas belezas naturais. É claro que houve mudanças desde
sua descoberta pelos forasteiros. Mas, ao contrário de muitos lugarejos de nossa costa que
tiveram a natureza devastada pela especulação imobiliária, esta região resiste intacta graças a
um pacto entre moradores e donos de pousadas. Uma das medidas adotadas por eles, por
exemplo, é que ninguém ocupe mais de 20% de seu terreno com construção. Assim, o verde
predomina sobre os morros de frente para o mar azul repleto de baleias. Baleias? Sim, baleias
francas, a mais robusta entre as espécies desses mamíferos marinhos, que chegam a
impressionantes 18 metros e até 60 toneladas. (Sérgio T. Caldas, na Os caminhos da Terra,
dez./00)
21) O texto só não nos permite afirmar, com relação à Praia do Rosa:
a) mantém intactas suas belezas naturais.
b) manteve-se imune à especulação imobiliária.
c) não fica distante da capital do Estado.
d) no início dos anos 70, surfistas e exploradores se encantaram com suas belezas naturais.
e) trata-se de um local tranqüilo, onde todos respeitam a natureza.
22) Pelo visto, o que mais impressionou o autor do texto foi a presença de:
a) moradores
b) baleias
c) surfistas
d) donos de pousadas
e) viajantes
Eu te amo!
Eu te _______ bem
Eu te amo
Só se quer amar
Se _____ amar
Se quer amar
De jeito maneira
Eu só ______ amar!
Vou pedir pra você _______
Eu te amo
Eu te quero bem
Eu te amo
Sobre a Música
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4)O verbo querer aparece muitas vezes na letra da música. O que se quer?
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Sobre a Língua
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Vamos escrever!!
Alguma vez você já esteve em alguma situaçao parecida com está “Vou pedir pra você..”
Material do Professor
Escute essa música dO Rappa e descubra o que é um rodo cotidiano para eles.
Rodo Cotidiano 1
Composiçã o: O Rappa
Ô Ô Ô Ô Ô my brother
É...
A idéia lá comia solta
Subia a manga amarrotada social
No calor alumínio não tinha caneta nem papel
E uma idéia fugia
1
Atividade proposta por Nathália Santos Rodrigues. Modificada pela equipe do Redigir em 2009.
Ô Ô Ô Ô Ô my brother
Ô Ô Ô Ô Ô my brother
O espaço é curto quase um curral
Na mochila amassada uma vidinha abafada
Meu troco é pouco, é quase nada
Ô Ô Ô Ô Ô my brother
1. Quem fala nesta letra de música? Explicite algumas características desse “eu”.
O “eu” que fala no texto é um trabalhador, tipicamente brasileiro, que usa o
metrô como seu meio de transporte para ir e voltar do trabalho. Ele parece ser
uma pessoa de uma classe economicamente menos favorecida.
2. A letra fala, em geral, sobre o quê?
A letra fala do dia-a-dia, do cotidiano de um trabalhador brasileiro, que vai e
volta do trabalho utilizando o metrô. O personagem fala, no decorrer da
música, de como é o trajeto, como é dentro do próprio metrô e como ele se sente
nesse meio de transporte.
3. A que se referem as expressões “no calor alumínio”, “minhoca de metal” e “Concorde
apressado”? A personagem está confortável nesse ambiente? Que elementos do texto
comprovam sua resposta?
A primeira se refere ao calor que faz dentro do metrô e as outras se referem ao
próprio meio de transporte. Não. Os versos em que ele fala que o espaço é tão
curto que parece um curral, que sua mochila está amassada e principalmente
quando fala: “não se anda por onde gosta, mas por aqui não tem jeito, todo
mundo se encosta”.
4. No verso “A ideia lá comia solta” o que seria essa “ideia” e o que, no contexto em
questão, significa “comia solta”?
Seria a conversa, o “papo” entre os passageiros do metrô. E “comia solta” é
uma expressão muito utilizada na linguagem coloquial que quer dizer que a
conversa fluía, as pessoas conversavam bastante.
5. Nos versos “o espaço é curto / quase um curral”, você consegue enxergar alguma
crítica social? Explique.
Sim. Porque quando o narrador compara o espaço do metrô a um curral, ou
seja, um local onde são criados animais, ele denuncia as condições desumanas
às quis o trabalhador é submetido e as precariedades dos meios de transporte
públicos. Dessa forma, cria-se uma crítica apontando como os trabalhadores
são, muitas vezes, tratados como animais.
6. Na terceira estrofe, o “eu” que fala no texto se refere a uma mulher. Quem seria ela?
Seria uma mulher que o narrador enxergara em meio à multidão do metrô. E,
como ele mesmo diz, uma mulher comum e normal, a qual ele nunca mais pode
rever no metrô.
7. A Central do Brasil é uma estação de metrô do Rio de Janeiro. É um lugar muito
movimentado e, por lá, passam cerca de 42 mil pessoas de segunda a sábado. O que o
autor quis mostrar ao dizer “Sou mais um no Brasil da Central”?
Ele mostra que é apenas mais um trabalhador brasileiro, homem comum que
passa todos os dias pela Centra do Brasil e que utiliza o metrô como meio de
transporte.
8. No verso “Como um Concorde apressado” há uma comparação. Explique o sentido
dessa comparação no texto.
Neste verso, o metrô é comparado ao Concorde, um avião apressado. Essa
comparação mostra que o metrô é tão forte e tão veloz como o avião.
9. A última estrofe da música se refere a quê? Apresente a sua interpretação deste
trecho da música.
Essa última estrofe se refere a uma possível identificação do narrador com
outros milhares de brasileiros trabalhadores como ele, uma vez que, traduzida,
a expressão significa “meu irmão”.
10. Com base na letra da música, o que você entendeu como sendo o Rodo Cotidiano?
Explique como o título da música se relaciona com a letra.
O título se refere, inicialmente, à rotina do trabalhador. Rotina essa que é
extremamente massacrante, cansativa e da qual não há como fugir. E a palavra
“rodo”, nesse contexto, pode estar ligada à expressão “passar o rodo”, no
sentido de jogar no ralo. Sendo assim, rodo cotidiano é a vida cotidiana, é a
rotina dura de muitos trabalhadores em meio ao desconforto dos meios de
transporte do Brasil.
Objetivos:
Avaliação:
Sugestão:
O professor pode trabalhar com outras músicas que falem sobre o dia-a-dia do trabalhador
para fazer comparações com a música em questão. A música “Cotidiano”, de Chico Buarque,
por exemplo, poderia ser trabalhada numa atividade comparativa.
O professor pode também chamar a atenção dos alunos para expressões como “ My
brother”, que significa meu irmão, o que nos leva a inferir uma possível identificação do
narrador com os outros milhares de trabalhadores brasileiros, “quentinha abafada”, que se
refere à marmita levada pelos trabalhadores. Enfim, trata-se de expressões que fazem parte
de uma linguagem que revela o meio social em que vive a personagem.
Material do aluno
Los Hermanos
pra me confortar.
chamado saudade.
Questões:
Após escutar a canção acima leia a letra com atenção e responda às seguintes questões:
1. A palavra “bem” aparece duas vezes no título da música. Explique em que sentido ela
é usada em cada uma dessas vezes. Qual seria o propósito dessa repetição?
2. Como você acha que o “eu” da canção está se sentindo? Que passagens do texto te
3. O eu da música insinua que está se relacionando com uma outra pessoa. Explique de
que maneira o compositor constrói essa expectativa e como ele rompe com ela.
5. No primeiro verso da quinta estrofe da canção, o autor faz referência a “fatos vis”. Na
sua opinião o que seria um fato vil e quais deles são apontados na música?
7. Você acha que o relato presente na música foi de fato realizado diante de uma pessoa
8. Se você fosse o interlocutor desse texto, quais seriam suas reações no decorrer da
1. Quem está falando na canção: uma criança, um jovem, ou um adulto? É uma guria ou é
2. O que está acontecendo com ele na fase sobre a qual fala todo o tempo?
3. Você acha que esta canção fala de coisas que acontecem com você? Fala de coisas parecidas
com as que acontecem com você? Quais?
Estudo do texto
3. Por que, na primeira estrofe, a canção diz “Eu não encho mais a casa de alegria”? Quem
enchia a casa de alegria?
4. Quando fala no tamanho da barba, a canção diz o seguinte: “Mas é que quando/Eu me
toquei”. O que quer dizer “me toquei” nesses versos? Você usa essa expressão? E os adultos
que você conhece, usam essa expressão?
TEXTO I
Conto de fadas para Mulheres Modernas
Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa,
independente e cheia de autoestima que, enquanto contemplava a natureza e
pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as
conformidades ecológicas, se deparou com uma rã. Então, a rã pulou para o
seu colo e disse:
- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas, uma bruxa
má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo
teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e
poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe
poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as
minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre…
… E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée,
acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho
branco, a princesa sorria e pensava: – Eu, hein?… nem morta!
Interpretação de Texto
1. A princesa possui uma atitude típica das heroínas de contos de fada?
Explique?
7. O título do texto nos dá ideia do que encontraremos nesse conto? Caso sim,
explique qual a posição da mulher moderna?
8. Qual o dito popular que define melhor a ideia central do conto de Luís
Fernando Veríssimo?
TEXTO II
Veja o quadrinho abaixo.
1. De acordo com o conceito de intertextualidade, em relação ao texto de
Veríssimo ele é uma paródia, uma paráfrase ou uma apropriação? Justifique.
* Cebolinha -
* Mônica -
* Chico Bento -
* Cascão -