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Interpretação de Crônica e Conto

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ATIVIDADE - Interpretação de texto (crônica)

A outra noite

Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite, uma noite de vento sul e chuva,
tanto lá como aqui. Quando vinha para casa de táxi, encontrei um amigo e o trouxe
até Copacabana; e contei a ele que lá em cima, além das nuvens, estava um luar
lindo, de Lua cheia; e que as nuvens feias que cobriam a cidade eram, vistas de
cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas, uma paisagem irreal.
Depois que o meu amigo desceu do carro, o chofer aproveitou um sinal fechado
para voltar-se para mim:
– O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir sua conversa. Mas, tem mesmo
luar lá em cima?
Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e enlamaçada e torpe havia uma outra -
pura, perfeita e linda.
– Mas, que coisa. . .
Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para olhar o céu fechado de chuva.
Depois continuou guiando mais lentamente. Não sei se sonhava em ser aviador ou
pensava em outra coisa.
– Ora, sim senhor. . .
E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse uma "boa noite" e um "muito
obrigado ao senhor" tão sinceros, tão veementes, como se eu lhe tivesse feito um
presente de rei.

(BRAGA, Rubem. A outra noite. In: PARA gostar de ler: crônicas. São Paulo:
Ática, 1979.

Vocabulário: 1. torpe: repugnante 2. veementes: animados

Após ler o texto, assinale a alternativa correta nas questões 1 e 3 e responda as


demais:

[Link] era a noite vista pelo taxista e pelo amigo do narrador?


( ) calor e chuva ( ) vento e chuva ( ) luar
lindo ( ) lua cheia

2. Como era a noite para o narrador?-


__________________________________________________________
. .
3. Considerando a maneira como é narrada, a reação do taxista (no final), pode-se
inferir que ele ficou:
( ) sensibilizado com a conversa ( ) curioso por mais informações.
( ) agradecido com o presente. ( ) desconfiado com o pagamento

4. A outra noite a que o título se refere seria a vista somente pelo narrador ou
aquela que o taxista e seu amigo enxergavam?
__________________________________________________________________
_______

5. O que faz com que diferentes personagens vejam diferentes noites?


__________________________________________________________________
_______
6. Que fato do cotidiano a crônica que você leu explora?
__________________________________________________________________
_______

7. Nesse texto, o narrador é personagem? Justifique sua resposta copiando um


trecho do texto.
__________________________________________________________________
_______

Avaliação aplicada em turmas de 7ª e 8ª séries


- Produção textual
Gênero textual: Conto

Leia a seguir um fragmento de conto:


Em dezembro
“Em dezembro mangas maduras eram vistas da janela – mas antes disso já tínhamos comido
muita manga verde com sal, tirado escondido da cozinha. [...]
— Quem comeu manga verde? Vamos, confessa, já. Nenhum confessava: os dois de castigo.
Mostrei para Neusa a manga amoitada no capim: começava a amarelar. Ela cheirou, apertou
contra o rosto, me pediu.
— Dou um pedaço.
— Quero a manga inteira.
— A manga inteira não. Um pedaço. [...]
— A manga inteira ou nada.
— Então nada.
Quando entrei na cozinha, Vovó estava me esperando:
— Pode ir direto para o quarto, já sei de tudo. Fiquei fechado de castigo até a hora da janta.
— Se tornar a comer manga verde, da próxima vez vai apanhar é de vara, ouviu?
Quem apanhou de vara foi Neusa. Cerquei-a no fundo do quintal com uma vara:
— Você enredou, agora vai pagar. [...]
Ela pediu pelo amor de Deus. Perguntei se ela gostava de mim. Ela disse que gostava. Pedi
para ela dizer: ‘Eu te amo.’ Ela disse. [...] Eu falei que era mentira, que ela gostava é de
Marcelo. Então ela disse que era mentira mesmo, que tinha é nojo de mim, e eu desci uma
varada nas pernas dela. Em vez de correr, ela ficou parada, encolhida contra o muro [...].
— Pede perdão, senão eu bato de novo! [...]
Ameacei com a vara, mas ela só chorava. Então bati de novo, e dessa vez ela nem se mexeu,
como se não tivesse sentido dor. Foi andando em direção a casa, e eu fiquei parado, vendo-a
afastar-se. [...]
Ao voltar para casa, deixei três moranguinhos na mesinha do quarto onde ela, deitada, havia
adormecido.
No dia seguinte recebi uma caixinha embrulhada — dentro os três moranguinhos e um bilhete:
‘Eu gostava é de você mesmo, mas agora nunca mais’.”

VILELA, Luiz. Contos da infância e da adolescência. São


Paulo: Ática, 2001.

Luiz Vilela nasceu em Minas Gerais, em 1942. Desde menino, lia muito. Então, um dia, depois
de ler tantas histórias, resolveu tornar-se um escritor: começou a escrever aos 13 anos. Sua
obra é composta por mais de 15 livros, entre novelas, romances e coletâneas de contos. Em
entrevista, afirmou: “Meus livros são o melhor de mim, são a marca de minha passagem pela
Terra, o meu nome escrito a canivete no tronco da grande árvore da vida”.

1 - O texto acima é o fragmento de um conto narrado em (?). O narrador é o (?), isto é, a


personagem principal da história: ele participa ativamente dos acontecimentos e é de seu ponto
de vista que tudo é observado e narrado. Chamamos esse tipo de narrador de(?).
As palavras que completam corretamente a afirmação acima são:
a) 1ª pessoa, antagonista, narrador-observador
b) 2ª pessoa, protagonista, narrador-personagem
c) 3ª pessoa, secundário, narrador-observador
d) 1ª pessoa, protagonista, narrador-personagem
e) 3ª pessoa, protagonista, narrador-personagem

2 - Que marcas gramaticais permitem dizer em que pessoa um texto é narrado? Retire 3
exemplos do texto lido.
_____________________________________________________________________________
_________________________
_____________________________________________________________________________
__________________________

3 - Transcreva uma frase ou expressão que revelem impressões do


narrador.______________________________________________
_____________________________________________________________________________
_______________________________

4 - Reescreva o parágrafo sublinhado, alterando o foco narrativo.


_____________________________________________________________________________
_______________________________
_____________________________________________________________________________
_______________________________
_____________________________________________________________________________
_______________________________

5 - Na maior parte de suas falas, o autor utiliza os verbos no tempo (?), pois está narrando
fatos que (?). Já o tempo verbal utilizados nas falas dos personagens é o (?), já que se referem
a fatos que (?).

a) presente, estão acontecendo, pretérito, já aconteceram.


b) pretérito, já aconteceram, presente, estão acontecendo.
c ) futuro, irão acontecer, presente, estão acontecendo.
d) presente, já aconteceram, pretérito, estão acontecendo.
e) pretérito, estão acontecendo, futuro, irão acontecer.

6 - Além dos verbos, há outras maneiras de marcar o tempo em uma narrativa. Localize, no
texto, uma palavra ou expressão que indiquem tempo decorrido na narrativa.
____________________________________________________

7 - Nesse conto, o narrador tem acesso aos pensamentos e emoções das outras personagens?
__________________________

a) Em que momento o narrador descobre os verdadeiros sentimentos de Neusa em relação a


ele?
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
________________________________________________________________

b) Em sua opinião, por que ele não acreditou quando ela disse, no quintal, que gostava dele?
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
__________________________________________________________________

8 – No texto predomina o discurso direto ou indireto? Justifique


_____________________________________________________________________________
_______________________________
_____________________________________________________________________________
_______________________________

9 – Reescreva o trecho abaixo, modificando o discurso utilizado pelo narrador:

Quando entrei na cozinha, Vovó estava me esperando:


— Pode ir direto para o quarto, já sei de tudo. Fiquei fechado de castigo até a hora da janta.
_____________________________________________________________________________
_______________________________
_____________________________________________________________________________
_______________________________
_____________________________________________________________________________
_______________________________
_____________________________________________________________________________
_______________________________

10 - Supondo que o narrador também gostasse de Neusa, imagine o que ele sentiu ao ler
bilhete. Escreva um diálogo em que o menino procure a amiga e tente resolver essa situação.
Seu texto deverá ter, no mínimo, 15 linhas e estar adequadamente pontuado.

Ler mais: [Link]


%20textual/

Gênero textual: Fábula


Aluno (a): ______________________________________ Nº_____
Turma: __________

A descoberta

Estavam os dois caçadores bem no centro da África, quando, por trás de


uma colina, de dentro de uma gruta, da escuridão de uma mata, do seio de uma grota, surgiu
um tigre de dentes de sabre.
̶ Um animal pré-histórico! O mais terrível e o mais precioso dos animais pré-históricos!
Que vamos fazer? ̶ disse um dos caçadores.
̶ Vamos fazer o seguinte – sugeriu o outro caçador, preparando-se para correr – Você
fica aqui e aguenta o bicho, que eu vou espalhar a notícia pela África inteira.
Millôr Fernandes, Fábulas Fabulosas, Rio de Janeiro: Nórdica, 1991

1) Após ler o texto, responda atentamente às questões propostas:


a) Há quantos personagens no texto?
___________________________________________________________________
b) Em que local se passa a história?
____________________________________________________________________
c) Se a sugestão dada pelo outro caçador fosse aceita, o que você acha que aconteceria?
_____________________________________________________________________________
______________________
_____________________________________________________________________________
______________________
d) Você teria aceitado aquela proposta?
_________________________________________________________________
e) Que resposta que você daria ao outro caçador Escreva-a usando a pontuação adequada em
um diálogo.
_____________________________________________________________________________
______________________
_____________________________________________________________________________
______________________
f) Para que foi utilizado o travessão no início do segundo e do terceiro parágrafos?
_____________________________________________________________________________
_____________________
g) Em qual parágrafo encontramos frases exclamativas e interrogativas?
_______________________________________

2) No último parágrafo, além do travessão que inicia a fala do personagem, há outros dois que
servem para:
(__) Indicar o início da fala do outro caçador.
(__) Introduzir um comentário do narrador entre as falas do personagem.
(__) Apresentar um pensamento de um dos personagens da história.

3) Imagine que você é um dos personagens da história e está contando a um amigo tudo o que
aconteceu naquele dia. Reescreva a história na 1ª pessoa e complete-a contando como tudo
terminou.

_______________________________________________________________________

_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
____________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
________________________________________________________
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_____________________________________________________________________________
________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
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________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
________________________________________________________
____________________________________________________________________

Ler mais: [Link]


%20textual/
Gênero textual: Crônica
RIMAS

O homem chegou em casa assustado:


- Está por toda a cidade, é uma sina: todo mundo falando em rima.
- O quê? - perguntou a mulher.
- Uma compulsão, um vírus, algo no ar. Não diz mais nada sem rimar.
- Que absurdo - disse a mulher - um vírus da rima, ninguém é obrigado a falar o que não
quer, seja homem ou mulher. Nenhuma lei... meu Deus, peguei!
- É na rua, é em casa, é em todo lugar. Não se fala sem rimar.
- Mas é uma barbaridade, ser poeta contra a vontade!
- Concordo, é um absurdo. Mas o que fazer? Estou confuso.
- Só há um jeito de se rebelar, resistir e não rimar...
- Como?
- Não falar.
- Mas como nos comunicaremos, se não com as vozes que temos?
- Escrevendo, por que não? Ninguém manda em nossa mão.
- Sei não, será que muda? E se eu escrever como o Neruda?
- Não é hora pra chilique. Pegue um papel, e olha a Bic.
O homem experimenta escrever uma frase no papel. Depois recua, horrorizado.
- Estou quase tendo um ataque. Escrevi como o Bilac!
- Será uma coisa generalizada, que atingiu ate a empregada?
- Vamos ver se e' ou não e'. Chame a Nazaré'.
A mulher chama a empregada.
- Nazaré, vem aqui um minutinho?
- Já vou indo um instantinho. Estou fazendo ensopadinho.
O homem e a mulher se abraçam. É uma epidemia. A rima tomou conta do país. Mas por
quê? O homem tenta racionalizar.
- Tem que haver uma razão, um motivo, uma explicação.
- Será que, de repente, tem a ver com o presidente?
- Você quer dizer o Maravilhoso...
- Quê?
-...Fernando Henrique Cardoso?
- O Cardoso, Maravilhoso? Me admira você, que votou no PT!
- Você não está entendendo? Eu não sei o que estou dizendo!
- Calma, não se apoquente. Fale outra vez, pausadamente.
O homem faz um esforço, mas não consegue.
- Maravilhoso. Fernando. Henrique. Cardoso.
- Tente outra rima, com urgência critica. Quem sabe 'horroroso', por uma questão de
coerência política?
- Não consigo, não vê? Tente você!
- O...
- Sim?
- Esplendoro...
- Não!
- Fernando Henrique Cardoso.
- Já vi, é uma perfídia. Tudo culpa da mídia. Nós não estamos enfeitiçados, estamos é
condicionados.
- Há uma rima oficial no país. Ninguém mais controla o que diz.
- Quem variar é exótico, até impatriótico.
- Paciência, relaxemos. Isso passa, esperemos...
- Eu ate diria assim: rima melhor quem rima no fim.
Aparece a Nazaré na porta da cozinha.
- A senhora chamou? Aqui estou.
- Nada, nada, Nazaré. O ensopadinho, de que é?
- De vitela cortadinha. Batata, vagem e cebolinha.
- Parece uma beleza, pode botar na mesa.
Luiz Fernando Veríssimo

1. O texto que você leu foi escrito em prosa, isto é, dividido em parágrafos. Nele há
personagens que dialogam. Quem são eles?
_____________________________________________________________________________
_________________________________________________
2. O homem chega em casa muito aflito. Qual o motivo de tanta preocupação?
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
______________
3. Olavo Bilac foi um grande poeta brasileiro que se preocupava em fazer poemas belos, com
muita rima e perfeição. Por que o homem se compara a Bilac?
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
______________
4. Segundo o texto, apenas aquela família estava sofrendo a epidemia de rima? Copie um
trecho que comprove sua resposta.
_____________________________________________________________________________
_________________________________________________
5. Por que a palavra Bic foi escrita com letra maiúscula?
_____________________________________________________________________________
_________________________________________________
6. Localize, no texto, 10 pares de palavras que rimam.

Ler mais: [Link]


%20textual/

7 ano

Interpretação textual - 7° ano


Texto narrativo: Vamos acabar com esta folga

O negócio aconteceu num café. Tinha uma porção de sujeitos, sentados nesse
café, tomando umas e outras. Havia brasileiros, portugueses, franceses, argelinos,
alemães, o diabo.

De repente, um alemão forte pra cachorro levantou e gritou que não via homem
pra ele ali dentro. Houve a surpresa inicial, motivada pela provocação, e logo um
turco, tão forte como o alemão, levantou-se de lá e perguntou:

___Isso é comigo?

___Pode ser com você também __respondeu o alemão.

Aí então o turco avançou para o alemão e levou uma traulitada tão segura que caiu
no chão. Vai daí o alemão repetiu que não havia homem pra ele ali
[Link]-se então um português que era maior ainda que o turco.
Queimou-se e não conversou. Partiu pra cima do alemão e não teve outra sorte.
Levou um murro debaixo dos queixos e caiu sem sentidos.

O alemão limpou as mãos, deu mais um gole no chope e fez ver aos presentes
que o que dizia era certo. Não havia homem pra ele ali naquele café. Levantou-se
então um inglês troncudo pra cachorro e também entrou bem. E depois do inglês
foi a vez de um francês, depois de um norueguês etc.,etc. Até que, lá do canto do
café, levantou-se um brasileiro magrinho, cheio de picardia, para perguntar, como
os outros:

___Isso é comigo?

O alemão voltou a dizer que podia ser. Então o brasileiro deu um sorriso cheio de
bossa e veio gingando assim pro lado do alemão. Arou perto, balançou o corpo
e...PIMBA! O alemão deu-lhe uma cacetada na cabeça com tanta força que quase
desmonta o brasileiro.

Como, minha senhora? Qual é o fim da história? Pois a história termina aí


madame. Termina aí que é pros brasileiros perderem essa mania de pisar macio e
pensar que são mais malandros do que os outros.

Stanislaw Ponte Preta

COMPREENDENDO O TEXTO

1. “ O NEGÓCIO ACONTECEU NUM CAFÉ” (L. 1). A que negócio se refere o


texto?

__________________________________________________________________
______________

2. Que espécie de local seria o café onde ocorreu a história?

__________________________________________________________________
______________

3. “...um alemão...gritou que não via homem pra ele ali dentro” (l.4/5).O que quis
dizer o alemão com esta frase?

__________________________________________________________________
______________
4. “Queimou-se e não conversou.” (l.13). O que quer dizer essa expressão?

__________________________________________________________________
______________

5. Todos os personagens que enfrentam o alemão são derrotados. Por que, ao


lermos a crônica, achamos que o brasileiro vai vencê-lo?

__________________________________________________________________
______________

6. Quais as qualidades do brasileiro apontadas pelo autor?

__________________________________________________________________
______________

7. Por que a senhora que escuta a história acha que ela não havia terminado? O
que faltava?

__________________________________________________________________
______________
8. O que poderíamos escrever em lugar da palavra “ o diabo” na última linha do 1°
parágrafo?
__________________________________________________________________
___________

9. “...é pros brasileiros perderem essa mania de pisar macio...”.O que quer dizer
pisar macio?

Exercício de interpretação de textos com gabarito


O HOMEM E A GALINHA

Era uma vez um homem que tinha uma galinha. Era uma galinha como as
outras.
Um dia a galinha botou um ovo de ouro. O homem ficou contente.
Chamou a mulher:
- Olha o ovo que a galinha botou.
A mulher ficou contente:
- Vamos ficar ricos!
E a mulher começou a tratar bem da galinha. Todos os dias a mulher
dava mingau para a galinha. Dava pão-de-ló, dava até sorvete. E todos os
dias a galinha botava um ovo de ouro. Vai que o marido disse:
- Pra que esse luxo com a galinha? Nunca vi galinha comer pão-de-ló...
Muito menos tomar sorvete!
- É, mas esta é diferente! Ela bota ovos de ouro!
O marido não quis conversa:
- Acaba com isso mulher. Galinha come é farelo.
Aí a mulher disse:
- E se ela não botar mais ovos de ouro?
- Bota sim - o marido respondeu.
A mulher todos os dias dava farelo à galinha. E a galinha botava um ovo
de ouro. Vai que o marido disse:
- Farelo está muito caro, mulher, um dinheirão! A galinha pode muito bem
comer milho.
- E se ela não botar mais ovos de ouro?
- Bota sim - o marido respondeu.
Aí a mulher começou a dar milho pra galinha. E todos os dias a galinha
botava um ovo de ouro. Vai que o marido disse:
- Pra que esse luxo de dar milho pra galinha? Ela que procure o de-comer
no quintal!
- E se ela não botar mais ovos de ouro? - a mulher perguntou.
- Bota sim - o marido falou.
E a mulher soltou a galinha no quintal. Ela catava sozinha a comida dela.
Todos os dias a galinha botava um ovo de ouro. Uma dia a galinha
encontrou o portão aberto. Foi embora e não voltou mais.
Dizem, eu não sei, que ela agora está numa boa casa onde tratam dela a
pão-de-ló. (Ruth Rocha)

1) O texto recebe o título de O homem e a galinha. Por que a história


recebe esse título?
a) Porque eles são os personagens principais da história narrada.
b) Porque eles representam, respectivamente, o bem e o mal na
história.
c) Porque são os narradores da história.
d) Porque ambos são personagens famosos de outras histórias.
e) Porque representam a oposição homem-animal.

2) Qual das afirmativas a seguir não é correta em relação ao homem da


fábula?
a) É um personagem preocupado com o corte de gastos.
b) Mostra ingratidão em relação à galinha.
c) Demonstra não ouvir as opiniões dos outros.
d) Identifica-se como autoritário em relação à mulher
e) Revela sua maldade nos maus-tratos em relação à galinha.
3) Qual das características a seguir pode ser atribuída à galinha?
a) avareza
b) conformismo
c) ingratidão
d) revolta
e) hipocrisia

4) Era uma vez um homem que tinha uma galinha. De que outro modo
poderia ser dita a frase destacada?
a) Era uma vez uma galinha, que vivia com um homem.
b) Era uma vez um homem criador de galinhas.
c) Era uma vez um proprietário de uma galinha.
d) Era uma vez uma galinha que tinha uma propriedade.
e) Certa vez um homem criava uma galinha.

5) Era uma vez é uma expressão que indica tempo:


a) bem localizado
b) determinado
c) preciso
d) indefinido
e) bem antigo

6) A segunda frase do texto diz ao leitor que a galinha era uma galinha
como as outras. Qual o significado dessa frase?
a) A frase tenta enganar o leitor, dizendo algo que não é verdadeiro.
b) A frase mostra que era normal que as galinhas botassem ovos de
ouro.
c) A frase indica que ela ainda não havia colocado ovos de ouro.
d) A frase mostra que essa história é de conteúdo fantástico.
e) A frase demonstra que o narrador nada conhecia de galinha.

7) O que faz a galinha ser diferente das demais?


a) Botar ovos todos os dias independentemente do que cofnia.
b) Oferecer diariamente ovos a seu patrão avarento.
c) Pôr ovos de ouro antes da época própria.
d) Botar ovos de ouro a partir de um dia determinado.
e) Ser bondosa, apesar de sofrer injustiças.

8) O homem ficou contente. O conteúdo dessa frase indica um (a):


a) causa
b) modo
c) explicação
d) conseqüência
e) comparação

9) A presença de travessões no texto indica:


a) a admiração da mulher
b) a surpresa do homem
c) a fala dos personagens
d) a autoridade do homem
e) a fala do narrador da história

10) Que elementos demonstram que a galinha passou a receber um bom


tratamento, após botar o primeiro ovo de ouro?
a) pão-de-ló / mingau / sorvete
b) milho / farelo / sorvete
c) mingau / sorvete / milho
d) sorvete / farelo / pão-de-ló
e) farelo / mingau / sorvete

11) Dizem, eu não sei... Quem é o responsável por essas palavras?


a) o homem
b) a galinha
c) o narrador
d) a mulher
e) o ovo

Gabarito dos exercícios de interpretação


1-a, 2-e, 3-b, 4-c, 5-d, 6-c, 7-d, 8-d, 9-c, 10-a, 11-c

TEXTO: MEU IDEAL SERIA ESCREVER... – Rubem Braga

Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está naquela casa
cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e
dissesse – “ai meu Deus, que história mais engraçada!” E então a contasse para a
cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para contar a história; e todos a quem ela
contasse rissem muito e ficassem alegremente espantados de vê-la tão alegre. Ah, que
minha história fosse como um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo, em sua vida
de moça reclusa (que não sai de casa), enlutada (profundamente triste), doente. Que ela
mesma ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e depois repetisse para si própria – “mas
essa história é mesmo muito engraçada!”
Que um casal que estivesse em casa mal-humorado, o marido bastante aborrecido com a
mulher, a mulher bastante irritada como o marido, que esse casal também fosse atingido
pela minha história. O marido a leria e começaria a rir, o que aumentaria a irritação da
mulher. Mas depois que esta, apesar de sua má-vontade, tomasse conhecimento da história,
ela também risse muito, e ficassem os dois rindo sem poder olhar um para o outro sem rir
mais; e que um, ouvindo aquele riso do outro, se lembrasse do alegre tempo de namoro, e
reencontrassem os dois a alegria perdida de estarem juntos.
Que nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de espera, a minha história chegasse – e
tão fascinante de graça, tão irresistível, tão colorida e tão pura que todos limpassem seu
coração com lágrimas de alegria; que o comissário ((autoridade policial) do distrito
(divisão territorial em que se exerce autoridade administrativa, judicial, fiscal ou policial),
depois de ler minha história, mandasse soltar aqueles bêbados e também aquelas pobres
mulheres colhidas na calçada e lhes dissesse – “por favor, se comportem, que diabo! Eu não
gosto de prender ninguém!” E que assim todos tratassem melhor seus empregados, seus
dependentes e seus semelhantes em alegre e espontânea homenagem à minha história.
E que ela aos poucos se espalhasse pelo mundo e fosse contada de mil maneiras, e fosse
atribuída a umpersa (habitante da antiga Pérsia, atual Irã), na Nigéria (país da África), a um
australiano, em Dublin (capital da Irlanda), a um japonês, em Chicago – mas que em todas
as línguas ela guardasse a sua frescura, a sua pureza, o seu encanto surpreendente; e que no
fundo de uma aldeia da China, um chinês muito pobre, muito sábio e muito velho dissesse:
“Nunca ouvi uma história assim tão engraçada e tão boa em toda a minha vida; valeu a pena
ter vivido até hoje para ouvi-la; essa história não pode ter sido inventada por nenhum
homem, foi com certeza algum anjo tagarela que a contou aos ouvidos de um santo que
dormia, e que ele pensou que já estivesse morto; sim, deve ser uma história do céu que se
filtrou (introduziu-se lentamente em) por acaso até nosso conhecimento; é divina.”
E quando todos me perguntassem – “mas de onde é que você tirou essa história?” – eu
responderia que ela não é minha, que eu a ouvi por acaso na rua, de um desconhecido que a
contava a outro desconhecido, e que por sinal começara a contar assim: “Ontem ouvi um
sujeito contar uma história...”
E eu esconderia completamente a humilde verdade: que eu inventei toda a minha história
em um só segundo, quando pensei na tristeza daquela moça que está doente, que sempre
está doente e sempre está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta de meu bairro.

INTERPRETAÇÃO DO TEXTO

01) Por que o autor deseja escrever uma história engraçada?


02) Por que ele diz que a moça tem uma casa cinzenta, e não verde, azul ou amarela?
03) Ao descrever um raio de sol, o autor lhe atribui características que, de certa forma, se
opõem às da moça. Cite algumas dessas características opostas.
04) Como você interpretaria a oração “que todos limpassem seu coração com lágrimas de
alegria”?
05) O autor sonha em tornar mais felizes e sensíveis apenas as pessoas de seu país?
Justifique.
06) Relacione as colunas conforme as reações das pessoas diante da história:
(a) moça triste ( ) libertaria os detentos, dizendo-lhes para se comportarem, pois não
gostava de
prender ninguém
(b) amigas da moça triste ( ) sentir-se-ia tão feliz que se lembraria do alegre tempo de
namoro
(c) casal mal-humorado ( ) ficariam espantadas com a alegria repentina da moça
(d) comissário do distrito ( ) concluiria que teria valido a pena viver tanto, só para ouvir
uma história tão
engraçada
(e) sábio chinês ( ) ficaria feliz e contaria a história para a cozinheira e as amigas
07) Por que o autor não contaria aos outros que havia inventado a história engraçada para
alegrar a moça triste e doente? Copie a alternativa correta:
(a) porque, na verdade, a moça triste não existia
(b) por que ele mesmo não achava a história engraçada
(c) por modéstia e humildade
(d) porque não acreditariam que ele fosse capaz de inventar aquela história

08) Afinal, que história Rubem Braga inventou para alegrar e comover tantas pessoas?
09) Na sua opinião, o que mais sensibiliza as pessoas: histórias engraçadas ou dramáticas?
Justifique.

De 5° a 8°, Enem com Gabarito


1° TEXTO

BUROCRATAS CEGOS
A decisão, na sexta-feira, da juíza Adriana Barreto de Carvalho Rizzotto, da 7a Vara Federal do
Rio, determinando que a Light e a Cerj também paguem bônus aos consumidores de energia
que reduziram o consumo entre 100 kWh e 200 kWh fez justiça. A liminar vale para todos os
brasileiros. Quando o Governo se lançou nessa difícil tarefa do racionamento, não contou com
tamanha solidariedade dos consumidores. Por isso, deixou essa questão dos bônus em
suspenso. Preocupada com os recursos que o Governo federal terá que desembolsar com os
prêmios, a Câmara de Gestão da Crise de Energia tem evitado encarar essa questão, muito
embora o próprio presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, já tenha dito que o
bônus será pago. Decididamente, os consumidores não precisavam ter lançado mão da Justiça
para poder ter a garantia desse direito. Infelizmente, o permanente desrespeito ao
contribuinte ainda faz parte da cultura dos burocratas brasileiros. Estão constantemente
preocupados em preservar a máquina do Estado. Jamais pensam na sociedade e nos
cidadãos. Agem como se logo mais na frente não precisassem da população para vencer as
barreiras de mais essa crise. (Editorial de O Dia, 19/8/01)

1) De acordo com o texto:


a) a juíza expediu a liminar porque as companhias de energia elétrica se negaram a pagar os
bônus aos consumidores.
b) a liminar fez justiça a todos os tipos de consumidores.
c) a Light e a Cerj ficarão desobrigadas de pagar os bônus se o Governo fizer a sua parte.
d) o excepcional retorno dado pelos consumidores de energia tomou de surpresa o Governo.
e) o Governo pagará os bônus, desde que as companhias de energia elétrica também o façam.

2) Só não se depreende do texto que:


a) os burocratas brasileiros desrespeitam sistematicamente o contribuinte.
b) o governo não se preparou para o pagamento dos bônus.
c) o chefe do executivo federal garante que os consumidores receberão o pagamento dos
bônus.
d) a Câmara de Gestão está preocupada com os gastos que terá o Governo com o pagamento
dos bônus.
e) a única forma de os consumidores receberem o pagamento dos bônus é apelando para a
Justiça.

3) De acordo com o texto, a burocracia brasileira:


a) vem ultimamente desrespeitando o contribuinte.
b) sempre desrespeita o contribuinte.
c) jamais desrespeitou o contribuinte.
d) vai continuar desrespeitando o contribuinte.
e) deixará de desrespeitar o contribuinte.

4) A palavra que justifica a resposta ao item anterior é:


a) infelizmente
b) constantemente
c) cultura
d) jamais
e) permanente

5) Os burocratas brasileiros:
a) ignoram o passado.
b) não valorizam o presente.
c) subestimam o passado.
d) não pensam no futuro.
e) superestimam o futuro.

6) Pode-se afirmar, com base nas idéias do texto:


a) A Câmara de Gestão defende os interesses da Light e da Cerj.
b) O presidente da República espera poder pagar os bônus aos consumidores.
c) Receber o pagamento dos bônus é um direito do contribuinte, desde que tenha reduzido o
consumo satisfatoriamente.
d) Os contribuintes não deveriam ter recorrido à Justiça, porque a Câmara de Gestão garantiu
o pagamento dos bônus.
e) A atuação dos burocratas brasileiros deixou a Câmara de Gestão preocupada.

2° TEXTO
É consenso entre os economistas que o setor automobilístico é o que impulsiona a economia
de qualquer país. QUATRO RODAS foi conferir e viu que os números são espantosos. A
começar pelo mercado de trabalho. Estima-se que um emprego em uma fábrica de carros
gera, indiretamente, 46 outros empregos. Por esse cálculo, 5 milhões de brasileiros dependem,
em maior ou menor grau, dessa indústria. Até na construção civil a presença das rodas é
enorme: 1 em cada 4 metros quadrados de espaço nas grandes cidades se destina a ruas ou
estacionamentos. Na ponta do lápis, o filão da economia relacionado a automóveis
movimentou, no ano passado, pelo menos 216 bilhões de dólares. Como o PIB brasileiro,
nesse período, foi de 803 bilhões de dólares (e ainda não havia ocorrido a
maxidesvalorização), cerca de 1 em cada 4 reais que circularam no país andou sobre rodas em
1998. (Quatro Rodas, março/99)

7) Segundo o texto, a economia de um país:


a) é ajudada pelo setor automobilístico.
b) independe do setor automobilístico.
c) às vezes depende do setor automobilístico.
d) não pode prescindir do setor automobilístico.
e) fortalece o setor automobilístico.
8) A importância do setor automobilístico é destacada:
a) por boa parte dos economistas
b) pela maioria dos economistas
c) por todos os economistas
d) por alguns economistas
e) pelos economistas que atuam nessa área

9) Pelo texto, verifica-se que:


a) alguns países têm sua economia impulsionada pelo setor automobilístico.
b) o PIB brasileiro seria melhor sem o setor automobilístico.
c) para os economistas, o setor automobilístico tem importância relativa na economia brasileira.
d) cinco milhões de brasileiros têm seu sustento no setor automobilístico.
e) em 1998, três quartos da economia brasileira não tinham relação com o setor
automobilístico.

10) “A começar pelo mercado de trabalho.” Das alterações feitas na passagem acima,
aquela que lhe altera basicamente o sentido é:
a) a princípio pelo mercado de trabalho
b) começando pelo mercado de trabalho
c) em princípio pelo mercado de trabalho
d) principiando pelo mercado de trabalho
e) iniciando pelo mercado de trabalho

11) Segundo o texto, o setor automobilístico:


a) está presente em segmentos diversos da sociedade.
b) limita-se às fábricas de veículos.
c) no ano de 1988 gerou salários de aproximadamente 216 bilhões de dólares.
d) ficou imune à maxidesvalorização.
e) gera, pelo menos, 47 empregos por fábrica de automóveis.

12) A palavra ou expressão que justifica a resposta ao item anterior é:


a) qualquer
b) gera
c) até
d) na ponta do lápis
e) no país

3° TEXTO
Vários planetas são visíveis a olho nu: Marte, Júpiter, Vênus, Saturno e Mercúrio. Esses astros
já eram conhecidos não apenas dos gregos, mas também de povos ainda mais antigos, como
os babilônios. Apesar de sua semelhança com as estrelas, os planetas eram identificados
pelos povos da Antigüidade graças a duas características que os diferenciavam. Primeiro: as
estrelas, em curtos períodos, não variam de posição umas em relação às outras. Já os
planetas mudam de posição no céu com o passar das horas. À noite, esse movimento pode ser
percebido com facilidade. Segundo: as estrelas têm uma luz que, por ser própria,
pisca levemente. Já os planetas, que apenas refletem a luz do Sol, têm um brilho fixo. Os
planetas mais distantes da Terra só puderam ser descobertos bem mais tarde, com a ajuda de
aparelhos ópticos como o telescópio. “O primeiro deles a ser identificado foi Urano, descoberto
em 1781 pelo astrônomo inglês William Herschel”, afirma a astrônoma Daniela Lázzaro, do
Observatório Nacional do Rio de Janeiro. (Superinteressante, agosto/01)

13) Com relação às idéias contidas no texto, não se pode afirmar que:
a) os gregos não conheciam o planeta Urano.
b) os gregos, bem como outros povos da Antigüidade, conheciam vários planetas do Sistema
Solar.
c) a olho nu, os planetas se assemelham às estrelas.
d) os povos da Antigüidade usavam aparelhos ópticos rudimentares para identificar certos
planetas.
e) os povos antigos sabiam diferençar os planetas das estrelas, mesmo sem aparelhos ópticos.

14) Infere-se do texto que a Astronomia é uma ciência que, em dadas circunstâncias,
pode prescindir de:
a) estrelas
b) planetas
c) instrumentos
d) astrônomos
e) estrelas, planetas e astrônomos

15) A locução prepositiva “graças a” tem o mesmo valor semântico de:


a) mas também
b) apesar de
c) com
d) por
e) em

16) “Esses astros já eram conhecidos não apenas dos gregos, mas também
de povos ainda mais antigos...” Das alterações feitas na passagem acima, aquela que
apresenta sensível alteração de sentido é:
a) Esses astros já eram conhecidos não somente dos gregos, como também de povos ainda
mais antigos.
b) Tais planetas já eram conhecidos não apenas dos gregos, mas também de povos ainda
mais antigos.
c) Esses astros já eram conhecidos não apenas pelos gregos, mas também por povos ainda
mais antigos.
d) Esses astros já eram conhecidos tanto pelos gregos, como por povos ainda mais antigos.
e) Esses astros já eram conhecidos não apenas através dos gregos, mas também através de
povos mais antigos.

17) A diferença que os antigos já faziam entre estrelas e planetas era de:
a) brilho e posição
b) beleza e posição
c) importância e disposição
d) brilho e importância
e) beleza e disposição

18) Infere-se do texto que o planeta Netuno:


a) era conhecido dos gregos.
b) foi descoberto sem ajuda de aparelhos ópticos.
c) foi descoberto depois de Plutão.
d) foi descoberto depois de Urano.
e) foi identificado por acaso.

19) Segundo o texto, as estrelas:


a) nunca mudam de posição.
b) são iguais aos planetas.
c) não piscam.
d) só mudam de posição à noite.
e) mudam de posição em longos períodos de tempo.

4° TEXTO
Não faz muito tempo, a mata virgem, as ondas generosas e as areias brancas da Praia do
Rosa, no sul catarinense, despertaram a atenção de surfistas e viajantes em busca de lugares
inexplorados. Era meados dos anos 70, e este recanto permanecia exclusivo de poucas
famílias de pescadores. O tempo passou e hoje “felizmente”, conforme se ouve em conversas
com a gente local, o Rosa não mudou. Mesmo estando localizada a apenas 70 quilômetros de
Florianópolis e vizinha do badalado Balneário de Garopaba, a Praia do Rosa preserva, de
forma ainda bruta, suas belezas naturais. É claro que houve mudanças desde
sua descoberta pelos forasteiros. Mas, ao contrário de muitos lugarejos de nossa costa que
tiveram a natureza devastada pela especulação imobiliária, esta região resiste intacta graças a
um pacto entre moradores e donos de pousadas. Uma das medidas adotadas por eles, por
exemplo, é que ninguém ocupe mais de 20% de seu terreno com construção. Assim, o verde
predomina sobre os morros de frente para o mar azul repleto de baleias. Baleias? Sim, baleias
francas, a mais robusta entre as espécies desses mamíferos marinhos, que chegam a
impressionantes 18 metros e até 60 toneladas. (Sérgio T. Caldas, na Os caminhos da Terra,
dez./00)

20) Quanto à Praia do Rosa, o autor se contradiz ao falar:


a) da localização
b) dos moradores
c) da mudança
d) do tempo
e) do valor

21) O texto só não nos permite afirmar, com relação à Praia do Rosa:
a) mantém intactas suas belezas naturais.
b) manteve-se imune à especulação imobiliária.
c) não fica distante da capital do Estado.
d) no início dos anos 70, surfistas e exploradores se encantaram com suas belezas naturais.
e) trata-se de um local tranqüilo, onde todos respeitam a natureza.

22) Pelo visto, o que mais impressionou o autor do texto foi a presença de:
a) moradores
b) baleias
c) surfistas
d) donos de pousadas
e) viajantes

23) O fator determinante para a preservação do Rosa é:


a) a ausência da especulação imobiliária
b) o amor dos moradores pelo lugar
c) a consciência dos surfistas que freqüentam a região
d) o pacto entre moradores e donos de pensão
e) a proximidade de Florianópolis

24) O primeiro período do segundo parágrafo terá o seu sentido alterado se


for iniciado por:
a) a despeito de estar localizada
b) não obstante estar localizada
c) ainda que esteja localizada
d) contanto que esteja localizada
e) posto que estivesse localizada

25) O adjetivo empregado com valor conotativo é:


a) generosas
b) exclusivo
c) bruta
d) intacta
e) azul

26) O adjetivo “badalado”:


a) pertence à língua literária e significa importante.
b) é linguagem jornalística e significa comentado.
c) pertence à língua popular e significa muito falado.
d) é linguagem científica e significa movimentado.
e) pertence à língua coloquial e significa valiosa.
5° TEXTO
A vida é difícil para todos nós. Saber disso nos ajuda porque nos poupa da autopiedade. Ter
pena de si mesmo é uma viagem que não leva a lugar nenhum. A autopiedade, para ser
justificada, nos toma um tempo enorme na construção de argumentos e motivos para nos
entristecermos com uma coisa absolutamente natural: nossas dificuldades. Não vale a pena
perder tempo se queixando dos obstáculos que têm de ser superados para sobreviver e para
crescer. É melhor ter pena dos outros e tentar ajudar os que estão perto de você e precisam
de uma mão amiga, de um sorriso de encorajamento, de um abraço de conforto. Use sempre
suas melhores qualidades para resolver problemas, que são: capacidade de amar, de tolerar e
de rir. Muitas pessoas vivem a se queixar de suas condições desfavoráveis, culpando as
circunstâncias por suas dificuldades ou fracassos. As pessoas que se dão bem no mundo
são aquelas que saem em busca de condições favoráveis e se não as encontram se esforçam
por criá-las. Enquanto você acreditar que a vida é um jogo de sorte vai perder sempre. A
questão não é receber boas cartas, mas usar bem as que lhe foram dadas. (Dr. Luiz Alberto
Py, in O Dia, 30/4/00)

27) Segundo o texto, evitamos a autopiedade quando:


a) aprendemos a nos comportar em sociedade.
b) nos dispomos a ajudar os outros.
c) passamos a ignorar o sofrimento.
d) percebemos que não somos os únicos a sofrer.
e) buscamos o apoio adequado.

28) Para o autor, o mais importante para a pessoa é:


a) perceber o que ocorre à sua volta.
b) ter pena das pessoas que sofrem.
c) buscar conforto numa filosofia ou religião.
d) esforçar-se para vencer as dificuldades.
e) estar ciente de que, quando menos se espera, surge a dificuldade.

29) A autopiedade, segundo o autor:


a) é uma doença.
b) é problema psicológico.
c) destrói a pessoa.
d) não pode ser evitada.
e) não conduz a nada.

30) A vida é comparada a um jogo em que a pessoa:


a) precisa de sorte.
b) deve saber jogar.
c) fica desorientada,
e) geralmente perde.
e) não pode fazer o que quer.

31) A superação das dificuldades da vida leva:


a) à paz
b) à felicidade
c) ao equilíbrio
d) ao crescimento
e) à auto-estima

32) Os sentimentos que levam à superação das dificuldade são:


a) fé, tolerância, abnegação
b) amor, desapego, tolerância
c) caridade, sensibilidade, otimismo
d) fé, tolerância, bom humor
e) amor, tolerância, alegria

33) Para o autor:


a) não podemos vencer as dificuldades.
b) só temos dificuldades por causa da nossa imprevidência.
c) não podemos fugir das dificuldades.
d) devemos amar as dificuldades.
e) devemos procurar as dificuldades.

Gabarito esta abaixo.

GABARITO DOS EXERCÍCIOS:


1- d
2- e
3- b
4- e
5- d
6- c
7- d
8- c
9- e
10- c
11- a
12- c
13- d
14- c
15- d
16- e
17- a
18- d
19- e
20- c
21- d
22- b
23- d
24- d
25- a
26- c
27- d
28- d
29- e
30- b
31- d
32- e
33- c

Interpretação Textual com música


Atividades com Música.
Gramática: Verbos no Presente do Indicativo verbos querer e pedir.

“Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar)”

Composição: Tim Maia

_________ para ver se você vem

Não te troco nessa vida por ninguém

Eu te amo!

Eu te _______ bem

Acontece que na vida a gente tem

Que ser feliz por ser amado por alguém

Eu te amo

Eu te _______, meu amor!

A semana inteira fiquei esperando

Pra te _____ sorrindo

Pra te ver cantando

Quando a gente ama não _______ em dinheiro

Só se quer amar

Se _____ amar

Se quer amar

De jeito maneira

Não ______ dinheiro

Quero amor sincero

Isso que eu ______

Digo ao mundo inteiro

Não quero dinheiro

Eu só ______ amar!
Vou pedir pra você _______

Vou pedir pra você _______

Eu te amo

Eu te quero bem

Vou pedir pra você me ______

Vou pedir pra você _______

Eu te amo

Eu te adoro, meu amor!

Sobre a Música

1) Qual é o tema que envolve a música?Explique-o.

____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
__________________

2)Na letra da música qual é a necessidade que a gente tem na vida ?

____________________________________________________________________________
__________________________________________________________

3)Quanto tempo você ficou esperando e o que ou quem você esperou?

____________________________________________________________________________
__________________________________________________________

4)O verbo querer aparece muitas vezes na letra da música. O que se quer?

____________________________________________________________________________
_______
Sobre a Língua

1)Selecione e copie os verbos que aparecem na música.

____________________________________________________________________________
________________________________________________________________

2)Escreva de outra maneira a frase “ De jeito maneira”.

____________________________________________________________________________
_______________________________________________________________

Na sua opinião dentro do tema da música.


1)O que você quer do outro ?_________________________________________

2)O que você nao quer do outro?______________________________________

Vamos escrever!!

Alguma vez você já esteve em alguma situaçao parecida com está “Vou pedir pra você..”

Material do Professor

Você sabe o que é rodo?

Sabe o que é cotidiano?

O que acha que é um Rodo Cotidiano?

Escute essa música dO Rappa e descubra o que é um rodo cotidiano para eles.

Rodo Cotidiano 1

Composiçã o: O Rappa

Ô Ô Ô Ô Ô my brother
É...
A idéia lá comia solta
Subia a manga amarrotada social
No calor alumínio não tinha caneta nem papel
E uma idéia fugia

Era o rodo cotidiano


O espaço é curto quase um curral
Na mochila amassada uma quentinha abafada
Meu troco é pouco, é quase nada

1
Atividade proposta por Nathália Santos Rodrigues. Modificada pela equipe do Redigir em 2009.
Ô Ô Ô Ô Ô my brother

Não se anda por onde gosta


Mas por aqui não tem jeito, todo mundo se encosta
Ela some é lá no ralo de gente
Ela é linda mas não tem nome
É comum e é normal

Sou mais um no Brasil da Central


Da minhoca de metal que entorta as ruas
Da minhoca de metal
Como um Concorde apressado cheio de força
Voa, voa pesado que o ar
O avião, avião, avião do trabalhador

Ô Ô Ô Ô Ô my brother
O espaço é curto quase um curral
Na mochila amassada uma vidinha abafada
Meu troco é pouco, é quase nada

Não se anda por onde gosta


Mas por aqui não tem jeito, todo mundo se encosta
Ela some é lá no ralo de gente
Ela é linda mas não tem nome
É comum e é normal

Sou mais um no Brasil da Central


Da minhoca de metal que entorta as ruas
Da minhoca de metal que entorta as ruas
Como um Concorde apressado cheio de força
Voa, voa pesado que o ar
O avião,avião, avião do trabalhador

Ô Ô Ô Ô Ô my brother

Depois de ler a letra e/ou ouvir a música. Responda às questões a seguir:

1. Quem fala nesta letra de música? Explicite algumas características desse “eu”.
O “eu” que fala no texto é um trabalhador, tipicamente brasileiro, que usa o
metrô como seu meio de transporte para ir e voltar do trabalho. Ele parece ser
uma pessoa de uma classe economicamente menos favorecida.
2. A letra fala, em geral, sobre o quê?
A letra fala do dia-a-dia, do cotidiano de um trabalhador brasileiro, que vai e
volta do trabalho utilizando o metrô. O personagem fala, no decorrer da
música, de como é o trajeto, como é dentro do próprio metrô e como ele se sente
nesse meio de transporte.
3. A que se referem as expressões “no calor alumínio”, “minhoca de metal” e “Concorde
apressado”? A personagem está confortável nesse ambiente? Que elementos do texto
comprovam sua resposta?
A primeira se refere ao calor que faz dentro do metrô e as outras se referem ao
próprio meio de transporte. Não. Os versos em que ele fala que o espaço é tão
curto que parece um curral, que sua mochila está amassada e principalmente
quando fala: “não se anda por onde gosta, mas por aqui não tem jeito, todo
mundo se encosta”.
4. No verso “A ideia lá comia solta” o que seria essa “ideia” e o que, no contexto em
questão, significa “comia solta”?
Seria a conversa, o “papo” entre os passageiros do metrô. E “comia solta” é
uma expressão muito utilizada na linguagem coloquial que quer dizer que a
conversa fluía, as pessoas conversavam bastante.
5. Nos versos “o espaço é curto / quase um curral”, você consegue enxergar alguma
crítica social? Explique.
Sim. Porque quando o narrador compara o espaço do metrô a um curral, ou
seja, um local onde são criados animais, ele denuncia as condições desumanas
às quis o trabalhador é submetido e as precariedades dos meios de transporte
públicos. Dessa forma, cria-se uma crítica apontando como os trabalhadores
são, muitas vezes, tratados como animais.
6. Na terceira estrofe, o “eu” que fala no texto se refere a uma mulher. Quem seria ela?
Seria uma mulher que o narrador enxergara em meio à multidão do metrô. E,
como ele mesmo diz, uma mulher comum e normal, a qual ele nunca mais pode
rever no metrô.
7. A Central do Brasil é uma estação de metrô do Rio de Janeiro. É um lugar muito
movimentado e, por lá, passam cerca de 42 mil pessoas de segunda a sábado. O que o
autor quis mostrar ao dizer “Sou mais um no Brasil da Central”?
Ele mostra que é apenas mais um trabalhador brasileiro, homem comum que
passa todos os dias pela Centra do Brasil e que utiliza o metrô como meio de
transporte.
8. No verso “Como um Concorde apressado” há uma comparação. Explique o sentido
dessa comparação no texto.
Neste verso, o metrô é comparado ao Concorde, um avião apressado. Essa
comparação mostra que o metrô é tão forte e tão veloz como o avião.
9. A última estrofe da música se refere a quê? Apresente a sua interpretação deste
trecho da música.
Essa última estrofe se refere a uma possível identificação do narrador com
outros milhares de brasileiros trabalhadores como ele, uma vez que, traduzida,
a expressão significa “meu irmão”.
10. Com base na letra da música, o que você entendeu como sendo o Rodo Cotidiano?
Explique como o título da música se relaciona com a letra.
O título se refere, inicialmente, à rotina do trabalhador. Rotina essa que é
extremamente massacrante, cansativa e da qual não há como fugir. E a palavra
“rodo”, nesse contexto, pode estar ligada à expressão “passar o rodo”, no
sentido de jogar no ralo. Sendo assim, rodo cotidiano é a vida cotidiana, é a
rotina dura de muitos trabalhadores em meio ao desconforto dos meios de
transporte do Brasil.

Objetivos:

- Acionar conhecimentos necessários para construir sentidos para o texto.


- Interpretar expressões com sentido figurado.
- Construir uma interpretação para um poema/letra de música.

Avaliação:

É importante considerar, nesse tipo de atividade, o processo de interpretação e não


apenas o produto. Deve-se avaliar cada passo e estratégia utilizados para que o texto seja
compreendido. Durante as discussões sobre as possíveis interpretações do texto os alunos
provavelmente surgirão algumas que não eram esperadas pelo professor, mas que, no
entanto, não deixam de ser plausíveis e devem ser avaliadas pelo grupo. È importante que os
alunos percebam que o sentido em muitos casos exigem esforço do leitor, que precisa montar
o “quebra-cabeça” proposto pelo autor.

Sugestão:

O professor pode trabalhar com outras músicas que falem sobre o dia-a-dia do trabalhador
para fazer comparações com a música em questão. A música “Cotidiano”, de Chico Buarque,
por exemplo, poderia ser trabalhada numa atividade comparativa.

O professor pode também chamar a atenção dos alunos para expressões como “ My
brother”, que significa meu irmão, o que nos leva a inferir uma possível identificação do
narrador com os outros milhares de trabalhadores brasileiros, “quentinha abafada”, que se
refere à marmita levada pelos trabalhadores. Enfim, trata-se de expressões que fazem parte
de uma linguagem que revela o meio social em que vive a personagem.
Material do aluno

Veja bem, meu bem

Los Hermanos

Composição: Marcelo Camelo

Veja bem, meu bem

Sinto te informar que arranjei alguém

pra me confortar.

Este alguém está quando você sai

E eu só posso crer, pois sem ter você

nestes braços tais.

Veja bem, amor.

Onde está você?

Somos no papel, mas não no viver.

Viajar sem mim, me deixar assim.

Tive que arranjar alguém pra passar os dias ruins.

Enquanto isso, navegando vou sem paz.

Sem ter um porto, quase morto, sem um cais.

E eu nunca vou te esquecer amor,

Mas a solidão deixa o coração neste leva e traz.

Veja bem além destes fatos vis.

Saiba, traições são bem mais sutis.

Se eu te troquei não foi por maldade.

Amor, veja bem, arranjei alguém

chamado saudade.

Questões:

Após escutar a canção acima leia a letra com atenção e responda às seguintes questões:
1. A palavra “bem” aparece duas vezes no título da música. Explique em que sentido ela

é usada em cada uma dessas vezes. Qual seria o propósito dessa repetição?

2. Como você acha que o “eu” da canção está se sentindo? Que passagens do texto te

levaram a concluir isso?

3. O eu da música insinua que está se relacionando com uma outra pessoa. Explique de

que maneira o compositor constrói essa expectativa e como ele rompe com ela.

4. Explique o verso: “Somos no papel, mas não no viver”.

5. No primeiro verso da quinta estrofe da canção, o autor faz referência a “fatos vis”. Na

sua opinião o que seria um fato vil e quais deles são apontados na música?

6. A música trata de uma separação? Justifique sua resposta.

7. Você acha que o relato presente na música foi de fato realizado diante de uma pessoa

concreta ou aconteceu de outra maneira? Qual? Justifique sua resposta.

8. Se você fosse o interlocutor desse texto, quais seriam suas reações no decorrer da

leitura e como você responderia a ele?

Música eu não vou me adaptar titas

Agora, leia silenciosamente a letra da canção para responder:

1. Quem está falando na canção: uma criança, um jovem, ou um adulto? É uma guria ou é

um guri? Por quê?

2. O que está acontecendo com ele na fase sobre a qual fala todo o tempo?

3. Você acha que esta canção fala de coisas que acontecem com você? Fala de coisas parecidas
com as que acontecem com você? Quais?

Estudo do texto

Leia novamente a letra da canção e responda em seu caderno:

1. Você já conhecia essa canção? De onde (rádio, TV, etc.)?

2. Você costuma ouvir esse gênero de música? Que gênero é esse?

3. Por que, na primeira estrofe, a canção diz “Eu não encho mais a casa de alegria”? Quem
enchia a casa de alegria?

4. Quando fala no tamanho da barba, a canção diz o seguinte: “Mas é que quando/Eu me

toquei”. O que quer dizer “me toquei” nesses versos? Você usa essa expressão? E os adultos
que você conhece, usam essa expressão?

5. De que coisas você está “se tocando” na sua vida, hoje?

TEXTO I
Conto de fadas para Mulheres Modernas

Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa,
independente e cheia de autoestima que, enquanto contemplava a natureza e
pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as
conformidades ecológicas, se deparou com uma rã. Então, a rã pulou para o
seu colo e disse:
- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas, uma bruxa
má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo
teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e
poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe
poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as
minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre…
… E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée,
acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho
branco, a princesa sorria e pensava: – Eu, hein?… nem morta!

(Luís Fernando Veríssimo)

Interpretação de Texto
1. A princesa possui uma atitude típica das heroínas de contos de fada?
Explique?

2. Em um conto de fada clássico, qual seria o desfecho desse conto?

3. Qual o conceito de “Felizes para sempre” para o príncipe?

4. Em sua opinião, qual o conceito de felicidade na visão da princesa?

5. Quais adjetivos são usados para definir a princesa? Esses adjetivos


condizem com a atitude que ela toma no fim do conto? Justifique.

6. Intertextualidade é quando um texto remete a outro. Existem três tipos de


intertextualidade, a paráfrase (quando o texto possui as mesmas ideias
centrais do texto original), apropriação (quando o texto é reescrito com as
mesmas palavras) e Paródia (quando o texto possui ideias contrárias as ideias
centrais do texto original). No texto lido lembramos a clássica história do
príncipe transformado em sapo e na construção desse texto o autor usou qual
tipo de intertextualidade? Justifique.

7. O título do texto nos dá ideia do que encontraremos nesse conto? Caso sim,
explique qual a posição da mulher moderna?

8. Qual o dito popular que define melhor a ideia central do conto de Luís
Fernando Veríssimo?

(a) Melhor um na mão do que dois voando.


(b) Sempre existe um sapato velho para um pé doente.
(c) Antes só do que mal acompanhada.
(d) Quem ama o feio bonito lhe parece.
(e) Quem cospe para cima na cara lhe cai.

TEXTO II
Veja o quadrinho abaixo.
1. De acordo com o conceito de intertextualidade, em relação ao texto de
Veríssimo ele é uma paródia, uma paráfrase ou uma apropriação? Justifique.

2. Onde reside o humor da tirinha? Explique da melhor forma possível:

3. Analise cada reação de humor de cada personagem, em cada quadrinho:


Magali, o sapo, o príncipe e novamente a Magali:

4. Crie uma resposta bem interessante e divertida para o príncipe dar à


Magali, a fim de deixá-la:

--> Mais decepcionada ainda;


--> Satisfeita com a situação;
--> Revoltadíssima;
5. Se no lugar da Magali, outra personagem da Turma da Mônica beijasse o
sapo, qual desejo ela certamente quereria?

* Cebolinha -
* Mônica -
* Chico Bento -
* Cascão -

6. Se você desse um beijo no sapo encantado, em que(m) gostaria que ele se


transformasse?

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