FISIOLOGIA
CARDIOVASCULAR
Katlyn Barp Meyer
MV | Drª em Fisiologia
katlynb@[Link]
COMPONENTES DO APARELHO CARDIOVASCULAR
Coração
Vasos sanguíneos:
Artérias
Veias
Capilares
arteriolas e venulas
Sangue
FUNÇÕES DO APARELHO CARDIOVASCULAR
A principal função é o transporte;
Nutrientes: oxigênio, aminoácidos, glicose, triglicerídeos;
Remoção de metabólitos: gás carbônico, resíduos para rins, pulmões e fígado;
Defesa imunológica: leucócitos e anticorpos;
O CORAÇÃO PROPULSIONA O SANGUE PARA A
CIRCULAÇÃO
- Anatomia cardíaca;
- Origem e regulação dos estímulos que induzem a contração do miocárdio;
ANATOMIA
DO
CORAÇÃO
Pericárdio
Câmaras cardíacas
Vasos da base cardíaca
m. estriado
Miocárdio e septos cardiaco
Músculos papilares
Valvas
(König, 2007)
Entre as lâminas parietal e visceral forma-se a CAVIDADE PERICÁRDICA que contém LÍQUIDO
PERICÁRDICO;
Lubrifica a cavidade e evita o atrito entre as lâminas do coração durante o batimentos cardíacos.
**TAMPONAMENTO CARDÍACO
Acúmulo de líquido pericárdico por hipoalbuminemia, p. ex.
Saco fibroso inelástico
toda a pressão do liquido vai para o coração, impedindo sua expansão
Saco pericárdico
AFECÇÕES DO MIOCÁRDIO
Dilatação
Aumento de volume da câmara
Redução da força de contração
Insuficiência cardíaca
Hipertrofia
Aumento da massa miocárdica
- Concêntrica – aumento da espessura da parede ventricular, sem aumento do diâmetro da câmara
Causada por sobrecarga de pressão – obstrução do fluxo de saída de sangue do ventrículo
- Excêntrica – aumento da câmara, com ligeiro aumento na espessura do miocárdio – persistência do
canal arterial
forame oval e ducto arterioso devem se fechar ao nascer, pela diferença de pressão
Consequências: alterações no DC e arritmias
diferença de pressão do sangue entre as camaras fazem as valvas abrirem e fechares
objetivo das valvas é impedir o fluxo retrogrado do sangue
(Sherwood, L., 2017)
AS VALVAS EVITAM FLUXO
RETRÓGRADO DO SANGUE
DISFUNÇÃO DAS VALVAS
Causas: alteração da morfologia das valvas
não se fecha nem se abre completamente
Estenose aórtica (enrijecimento valvar): causa resistência ao fluxo de saída do sangue
Insuficiência mitral (não obstrui totalmente o canal valvar): causa regurgitação do sangue na
diástole
Altera o volume de sangue que flui através do coração
Podem ser diagnosticadas através de ausculta cardíaca - sopro cardíaco
O CORAÇÃO É COMPOSTO POR TRÊS CAMADAS
(Silverthorn, D.U., 2017)
AS FIBRAS MUSCULARES FORMAM SINCÍCIOS FUNCIONAIS
Membrana
plasmática da
Desmossomo
fibra adjacente
Sincício: fusão de células sincicio atrial e ventricular- septo
interventricular onde passa o feixe de his, que
originalmente separadas conduz potenciais de ação do atrio para o
ventriculo
DISCOS INTERCALARES
Junção comunicante Potencial de ação
Disco intercalado
(Sherwood, L., 2017)
CÉLULAS MUSCULARES CARDÍACAS ESPECIALIZADAS GERAM POTENCIAIS DE
AÇÃO ESPONTANEAMENTE. ESSES SE ESPALHAM PELO SINCÍCIO ATRAVÉS DOS
DISCOS INTERCALARES.
celulas das fibras de purkinge, do nodo sinoatrial, dos feixes internodais e do
feixe de his são celulas miocardiais que tem capacidade e gerar e conduzir os
potenciais de ação de forma mais repida
(Silverthorn, D.U., 2017)
EXISTE UM SINCÍCIO ATRIAL E OUTRO VENTRICULAR
SEPARADOS POR TECIDO CONJUNTIVO.
Logo, átrios contraem-se à parte dos ventrículos.
(Sherwood, L., 2017)
o guia da frequencia cardiaca é o nodo sinoatrial (despolariza com uma
velocidade mais rapida), mas se houver algum problema quem ira conduzir a
fc é o nodo atrioventricular, mas sera uma fc mais baixa comprometendo o
organismo do animal
nodo sinoatrial é o marcapasso cardiaco- celulas se despolarizam e espalham
para todo o atrio causando a sistole atrial, alcança p nodo atrioventricular e
despolariza, passa para o septo interventricular e depois para os feixes de hiss
contração ventricular é de baixo para cima
SEQUÊNCIA DE
DESPOLARIZAÇÃO
CARDÍACA
(Silverthorn, D.U., 2017)
ATIVIDADE ELÉTRICA CARDÍACA
No miocárdio existem Nó SA
dois tipos de células:
- Contrátil Nó AV
- Marcapasso
Feixe HIS
Fibras de Purkinje
(MedGif, 2017)
O ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
ECG é um gráfico da variação de voltagem em
função do tempo que registra a soma da
atividade elétrica em todas as células cardíacas.
Despolarização do coração gera corrente
elétrica que é transferida para a pele
através da água e sais presentes no corpo.
Pode ser mensurada por eletrodos
posicionados sobre a pele.
DII
Repolarização dos
Despolarização
ventrículos
dos átrios
Despolarização
dos ventrículos
O ECG PERMITE AVALIAR
- A distância entre dois complexos QRS ou outras ondas pode ser usado para indicar a FC;
- A duração, amplitude e a deflexão das ondas, indica padrão de despolarização do
coração que é alterado em casos de, por exemplo:
ARRITMIAS
Desordens na geração e/ou condução do impulso elétrico
aumento de calcio
Causas: hipóxia, isquemia, desequilíbrio eletrolítico e administração de certos fármacos
Tipos: fibrilação atrial e ventricular, bloqueio sinusal, bloqueios atrioventriculares, entre outros
bloqueio da passagem do potencial de ação do nodo sinoatrial para o nodo atrioventricular
Espécie, porte, sexo, idade e raça do animal
EXEMPLOS DE ECG
O CORAÇÃO É UMA BOMBA DUPLA
A circulação sanguínea pode ser dividida em dois grandes circuitos
Circulação Pulmonar e Sistêmica
› Um que conduz o sangue aos pulmões, para oxigená-lo
› Outro que leva sangue oxigenado a todas as células do corpo
INTERVALO!
OS EVENTOS ELÉTRICOS
CARDÍACOS PROMOVEM A
CONTRAÇÃO DO MIOCÁRDIO
O ciclo cardíaco
Conjunto de eventos cardíacos que ocorrem entre o início de um batimento e o
início do próximo
Um ciclo cardíaco compreende uma sístole e uma diástole
ventricular
DIÁSTOLE despolarização do miocardio
- Período de relaxamento do músculo cardíaco, durante o qual o coração se enche de sangue
SÍSTOLE repolarização do miocardio
- Período de contração do músculo cardíaco, durante o qual o sangue é ejetado para a circulação
EVENTOS MECÂNICOS
• As células cardíacas se despolarizam produzindo a atividade elétrica
cardíaca que resulta na contração do miocárdio.
• A contração cardíaca altera a pressão e o volume das câmaras
cardíacas e dos vasos sanguíneos.
• O movimento do sangue e das válvulas geram sons que podem ser
auscultados.
O CICLO CARDÍACO POSSUI 5 FASES:
2° BULHA CARDÍACA
“TÁ”
todas as camaras estao repolarizadas, relaxadas
sangue flui das veias para os atrios e dos atrios para os ventriculos, valvas
atrioventriculares estão abertas e valvas seminulares fechadas
aumento de pressão ventricular e diminuição da pressão atrial
pressão atrial mais alta
1° BULHA CARDÍACA
“TUM”
pressão atrial menor e ventricular aumentando
todas as valvas fechadas
(Silverthorn, D.U., 2017)
Diagrama de Wiggers
Apresenta todos os eventos elétricos,
mecânicos e sonoros que ocorrem no
coração durante um ciclo cardíaco.
(Silverthorn, D.U., 2017)
(Silverthorn, D.U., 2017)
DIAGRAMA VOLUME X PRESSÃO DE UM VENTRÍCULO
EM UM CICLO CARDÍACO
de sangue
O volume sistólico é o volume
de sangue bombeado em
uma contração.
VDF – VSF = VOLUME SISTÓLICO
ESPÉCIE VDF VSF VS
CANINA 19 ml 5 ml 14 ml
(Cardoso, 2015)
(Silverthorn, D.U., 2017)
O DÉBITO CARDÍACO É O VOLUME DE SANGUE EJETADO DE CADA
VENTRÍCULO POR MINUTO
DC = FC . VS
Onde:
DC = débito cardíaco
FC = frequência cardíaca
VS = volume sistólico
Débito cardíaco no cão saudável
DC = 110 x 14 = 1540 ml/min
Através da ecocardiografia é
possível obter VS
(Lang, et al.)
FATORES QUE AFETAM A FREQUÊNCIA CARDÍACA
Espécie/ Repouso Atividade Filhote
Frequência
Cardíaca (bpm)
Canina 70 - 120 220 - 235 140 - 275
Felina 120 - 140 170 - 300
(Dukes, 2017)
Pode ser alterada por:
SNA simpático e parassimpatico
Arritmia sinusal respiratória, pode ser reflexo barorreceptor
Controle hormonal
O SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO MODULA A
FREQUÊNCIA CARDÍACA
A estimulação pelo nervos parassimpáticos A estimulação pelo nervos simpáticos aumenta
(VAGO) diminui a frequência cardíaca a frequência cardíaca
DC = FC . VS
(Lauralee, S., 2017)
Recebe aferências do hipotálamo,
sistema límbico e do córtex
cerebral motor e sensorial
Potencial de ação das células marcapasso
E a força de contração
despolarizar- sair calcio
repolarizar- entrar potássio
(Silverthorn, D.U., 2017)
MODULAÇÃO DO CORAÇÃO PELO SNA
Simpático
Parassimpático
(receptores B1 no miocárdio, B2 nas
(receptores muscarínicos)
coronárias – vasodilatação)
- Cronotrópico +
- Cronotrópico -
Aumenta a FC
- Inotrópico + - Inotrópico -
Aumenta a força de contração
- Batmotrópico + - Batmotrópico -
Aumenta a excitabilidade
- Dromotrópico -
- Dromotrópico +
Aumenta a velocidade de condução
Controle tônico: em geral, é dominado pela porção
parassimpática. Se experimentalmente bloquearmos os
receptores muscarínicos, a frequência cardíaca aumenta.
CONTROLE HORMONAL DO CORAÇÃO
Medula Adrenal
Adrenalina e noradrenalina
Glucagon age induzindo a degradação do glicogenio hepatico para liberar a glicose no organismo e
aumentar a FC para que a glicose seja distribuida mais rapida
Semelhante adrenalina
Angiotensina vasoconstrição aumentando a velocidade do fluxo sanguineo e FC
Prostaglandinas aumento a FC durante processos inflamatorios
FATORES QUE AFETAM O VOLUME SISTÓLICO
Pré-carga
Pós-carga
Estado inotrópico (contratilidade - simpática)
PRÉ-CARGA
É a tensão do miocárdio quando ele
começa a se contrair, é a pressão
exercida pelo VDF sobre o miocárdio.
Quanto maior a pré-carga, maior a força de
enchimento ventricular, fibra muscular vai se distendendo
contração do miocárdio (lei de Starling no
coração)
(Sherwood, L., 2017)
Animal saudável Animal com insuficiência cardíaca direita
(dirofilariose)
Quanto maior a pré-carga no ventrículo direito Aumento da pré-carga no ventrículo direito
Maior o volume de sangue para os pulmões Baixo volume de sangue para os pulmões
Maior a pré-carga do ventrículo esquerdo Baixa pré-carga do ventrículo esquerdo
Maior o volume de sangue para os sistemas Baixo volume de sangue para os sistemas
(Cicarino, 2009)
PÓS-CARGA
Estenose de valva aórtica
É a pressão contra a qual o miocárdio
ventricular deve gerar força para
propulsionar o sangue (VD – pressão
arterial pulmonar; VE – pressão
aórtica)
Quanto maior a pós-carga
Maior a força que o ventrículo deve gerar
Menor o volume sistólico
DC = VS X FC
Débito cardíaco no cão saudável
DC = 110 x 14 = 1540 ml/ min
Coração insuficiente
110 X 10 = 1110 ml/ min
Estenose de válvula atrioventricular
110 x 10 = 1110 ml/ min
(Silverthorn, D.U., 2017)
Regurgitação de válvula semilunar
110 x 10 = 1110 ml
O DÉBITO CARDÍACO MANTÉM AS CÉLULAS VIÁVEIS
A redução do DC levará aos sinais clínicos do animal cardiopata:
- Cansaço
- Resistência aos exercícios
- Síncope/ Desmaios
- Morte súbita
INTERVALO!
1ª atividade
DISTRIBUIÇÃO DO DÉBITO
CARDÍACO PARA OS TECIDOS
A distribuição sistêmica varia com as
necessidades metabólicas de cada órgão e é
controlada por mecanismos locais e
homeostáticos!
As variações no fluxo são possíveis porque os
vasos sanguíneos estão distribuídos em
PARALELO! Se obstruir o fluxo para
determinado local, ele segue para o próximo.
(Silverthorn, D.U., 2017)
CARACTERÍSTICA MORFOLÓGICA
DOS VASOS SANGUÍNEOS
❖Explica a característica funcional do vaso
❖São compostos por 3 camadas:
1. Camada externa;
- Tecido conjuntivo
2. Camada média;
- Muscular
3. Camada interna.
- Endotélio
(Silverthorn, D.U., 2017)
CARACTERÍSTICA FUNCIONAL
DOS VASOS SANGUÍNEOS
Artérias – resistência
Arteríolas – regulam fluxo local de sangue
Capilares – distribuição de nutrientes
Veias – complacência ou capacitância
(Silverthorn, D.U., 2017)
• Artérias: arterias tem energia elastica
- Permitem a rápida chegada do sangue aos
órgãos;
- Reservatórios de pressão:
Expande com a entrada de sangue proveniente do
coração;
A expansão aumenta a energia elástica do tecido
conjuntivo externo da artéria;
As proteínas elásticas retornam a artéria para seu
diâmetro normal, empurrando o sangue adiante.
• Arteríolas:
- Grande variação de raio;
Vasoconstrição x vasodilatação
- Tônus vascular (simpático);
- Regulam o fluxo de sangue:
1) Para cada órgão de acordo com as
necessidades do órgão – controle local
2) Regulam a pressão sanguínea – controle
extrínseco;
(Silverthorn, D.U., 2017)
• Capilares:
– São os vasos mais delicados (endotélio → ∆X);
– Local de troca de substâncias entre o sangue e as células
dos tecidos;
sinusoides
– Têm permeabilidade variável: fenestrados/ porosos x SNC
– As substâncias são trocados por difusão;
passagem passiva de moleculas dos vasos sanguineos para as celulas
– A difusão pode ser variável de acordo com fatores edema pulmonar aumenta a distancia entre o sangue e as celulas que
precisam do nutriente por ex
projetados na Lei da difusão de Fick:
Fator Efeito sobre a difusão
Δ𝐶 × 𝐴 × 𝛽 ↑ Δ𝐶 ↑
𝑄= ↑𝐴 ↑
Onde: 𝑀𝑊 × Δ𝑋
Q = taxa de fluxo/difusão ↑𝛽 ↑
∆C = diferença de concentração de uma substância
Β = Solubilidade lipídica da substância ↑ 𝑀𝑊 ↓
MW = peso molecular
∆X = distância
↑ Δ𝑋 ↓
O plasma passa entre as células endoteliais do sangue para o meio extracelular ou deve ser
filtrado para a produção de líquidos cavitários e excretas;
Fatores que determinam em qual sentido o plasma se moverá (Forças de Starling):
Pressão sanguínea capilar (Pc) pressão hidrostatica
Pressão coloidosmótica do plasma (πp) pressão osmotica
Pressão hidrostática do fluido intersticial (Pif)
Pressão coloidosmótica do fluido intersticial (πif)
𝑃𝑟𝑒𝑠𝑠ã𝑜 𝑑𝑒 𝑓𝑖𝑙𝑡𝑔𝑟𝑎çã𝑜 𝑐𝑎𝑝𝑖𝑙𝑎𝑟 = 𝑃𝑐 + 𝜋𝑖𝑓 − (𝑃𝑖𝑓 + 𝜋𝑝)
Pressão para fora do capilar Pressão para dentro do capilar
O sistema linfático é responsável por:
Drenar o restante de fluido filtrado;
Defesa contra doenças;
Linfonodos.
Transporte de gordura do trato digestório
Retorno de proteínas filtradas;
(Silverthorn, D.U., 2017)
O edema é resultado do acúmulo de líquido no fluido intersticial:
as prostaglandinas, histamina liberada no processo inflamatório aumenta o espaço entre as celulas endoteliais, permeabilidade do espaço capilar aumenta e passa maior quantidade
de plasma para o fluido intersticial
Causado por:
acumulo de sangue nas veias aumenta pressão hidrostatica e capilares começam a drenar plasma
Redução da pressão coloidosmótica capilar;
Maior permeabilidade dos capilares;
Maior pressão venosa;
Bloqueio dos vasos linfáticos.
• Veias:
– Drenam o sangue de volta ao coração – retorno venoso;
– As veias têm um grande diâmetro – baixa resistência ao fluxo;
– São o reservatório de sangue do sistema circulatório – vasos de capacitância e baixa
pressão;
– Possuem paredes mais finas do que as artérias;
– Para auxiliar no RETORNO VENOSO, algumas veias possuem valvas;
• As valvas garantem que o sangue não retorne.
O RETORNO VENOSO É AUXILIADO
• Atividade simpática sobre o músculo liso veias;
- Vasoconstrição → aumenta o retorno venoso;
• Atividade do músculo esquelético – bomba muscular
esquelética;
- Contração muscular comprime os vasos;
ajudando na movimentação deles
- Válvulas venosas;
- Bomba respiratória; auxulia no retorno venoso para o coração
- Sucção cardíaca (na diástole);
(Silverthorn, D.U., 2017)
O FLUXO SANGUÍNEO
F = fluxo
F = ∆P/R ∆P = variação de pressão
R = resistência
1) Deve haver uma diferença de pressão entre dois pontos
de um vaso para que o sangue flua;
A principal força motriz é a contração cardíaca; *parada cardíaca
A fricção do sangue com o endotélio vascular e o aumento gradativo
da área, faz a pressão diminuir ao longo do percurso
A velocidade do fluxo sanguíneo é reduzida nos capilares;
Permite maior tempo para troca de materiais;
area maior area menor
Onde:
p = pressão
F = força
A = área
O FLUXO SANGUÍNEO
F = fluxo
F = ∆P/R ∆P = variação de pressão
R = resistência
2) A resistência é uma medida das forças que se opõem ao fluxo;
O aumento da resistência do vaso, causa redução do fluxo;
A fricção do sangue com o endotélio vascular causa resistência ao fluxo;
Viscosidade do sangue Resistência
A RESISTÊNCIA DEPENDE DE TRÊS
FATORES
1) Viscosidade do sangue (ƞ); Resistência Resistência
Constantes
*Em animal saudável
2) Comprimento do vaso (L); Comprimento vaso Resistência
3) Raio do vaso (r). Variável
Resistência Resistência
Lei de Poiseuille-Hage
Raio vaso Resistência
Resistência Resistência
A VISCOSIDADE DO SANGUE PODE ESTAR ALTERADA EM ALGUMAS
SITUAÇÕES AUMENTANDO OU REDUZINDO A VISCOSIDADE SANGUÍNEA
Diabetes
Desidratação/ Hiperidratação
Hematócrito
Hipo/ Hiperalbuminemia
Hemoparasitas
O RAIO DOS VASOS
O sangue é desviado das arteríolas de
maior resistência!
(Silverthorn, D.U., 2017)
1. AUTORREGULAÇÃO MIOGÊNICA AJUSTA O FLUXO DE ACORDO COM A PA
Aumento da PA Redução da PA
Leva a Leva à
Distensão dos músculos liso da parede Acúmulo de CO2, metabólitos locais
em reposta, há em reposta, há
Contração da parede arteriolar Relaxamento da parede arteriolar
Vasoconstrição Vasodilatação
↑ da RESISTÊNCIA ↓ da RESISTÊNCIA
desencadeia desencadeia
↓ do fluxo de sangue ↑ do fluxo de sangue
1.1. HIPEREMIA ATIVA
Exemplo: ↑ de CO2 no local, acidez, metabólitos.
Exemplo: NO
(Silverthorn, D.U., 2017)
1.2. HIPEREMIA REATIVA
Acúmulo de CO2 no local.
Exemplo: NO, serotonina
hiperemia ativa- tecido aumenta sua demanda metabolica levando a vasodilatação
hiperemia reativa- hipoxia tecidual levando a produção de vasodilatadores
(Silverthorn, D.U., 2017)
2. REGULAÇÃO EXTRÍNSECA: SNA SIMPÁTICO CONTROLA A MAIORIA DOS MÚSCULOS
VASCULARES
(Silverthorn, D.U., 2017)
INTERVALO!
A PRESSÃO ARTERIAL
É a força exercida pelo sangue contra a parede de um vaso sanguíneo;
Pode ser entendida como a força de propulsão do sangue;
F = ∆P/R
Varia de acordo com:
O volume de sangue circulante
Volemia e débito cardíaco;
volume total de sangue
↑ vol sg = ↑ PA
E a distensibilidade do vaso (R);
↓ a distensibilidade = ↑ PA
Pode ser aferida através do uso:
Esfigmomanômetro
Doppler
A pressão arterial varia entre a sístole e a diástole
mais alta
pressão de pulso
perfusão sanguinea e tecidual
mais baixa- relaxamento
Fonte: ANJOS, T. M. AVALIAÇÃO E COMPARAÇÃO ENTRE MÉTODOS DE MENSURAÇÃO DE PRESSÃO ARTERIAL SISTÓLICA EM GATOS
HÍGIDOS. (Dissertação de mestrado) UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS ESCOLA DE VETERINÁRIA. 2013.
Já que a pressão ventricular é difícil de ser medida, assumimos a PRESSÃO
ARTERIAL MÉDIA (PAM).
A PAM é estimada somando a pressão diastólica + 1/3 da pressão de pulso.
PAM = P. diastólica + 1/3 (P. sistólica - P. diastólica)
PAM = 80 + 1/3 (120-80)
PAM = 93 mmHg.
A PAM é regulada pelos sistemas homeostáticos do corpo.
Dois fatores determinam a PAM:
-Volume de sangue dentro das artérias (DÉBITO CARDÍACO - DC);
-A resistência ao fluxo sanguíneo para fora das artérias (RESISTÊNCIA
resistencia vascular
PERIFÉRICA TOTAL - RPT).
PAM = DC . RPT
DC = VS x FC
(Silverthorn, D.U., 2017)
ALTERAÇÃO DA VOLEMIA ALTERA A PRESSÃO ARTERIAL
urina- ultrafiltrado do sangue
(Silverthorn, D.U., 2017)
O REFLEXO BARORRECEPTOR REGULA A
PRESSÃO ARTERIAL
os principais estão no arco da aorta e nas arterias carotidas
Barorreceptor é um mecanorreceptor de estiramento;
pressão arterial aferida por eles
O aumento da PAM, aumenta o estiramento, aumenta a
frequência de disparos de PA;
A queda da PAM, reduz o estiramento, reduz a frequência de
disparos de PA;
Os PA chegam ao centro de controle cardiovascular
(no bulbo);
A resposta é emitida através dos neurônios motores do
SNA.
(Silverthorn, D.U., 2017)
HIPOTENSÃO ORTOSTÁTICA
Cão/ gato hipotenso:
Hemorragia
Desidratação
Perda de líquido para terceiro espaço
Choque anafilático
Tamponamento cardíaco
Anestesia
Cardiomiopatia dilatada
Diuréticos
(Silverthorn, D.U., 2017)
Hipertensão por estresse
(ANJOS, T. M., 2013)
PAM = DC . RPT
DC = VS x FC
(ANJOS, T. M., 2013)
(ANJOS, T. M., 2013)
Pressão arterial média
Resistência
Débito cardíaco
periférica total
Frequência Volume Raio das Viscosidade
cardíaca sistólico arteríolas do sangue
Efeito de Controle Controle
Atividade Atividade Retorno Número de
sucção metabólico Vasoconstritor
parassimpática simpática venoso hemácias
cardíaca local extrínseco
vasoconstrição
Volume de Atividade Atividade Atividade Vasopressina e
sangue respiratória músculo simpática angiotensina II
esquelético
Troca passiva de fluidos Balanço entre Sistema renina-
entre o sangue e o fluido água e sal angiotensina-
intersticial aldosterona
PNA, calcitonina/PTH, ADH
(ANJOS, T. M., 2013)
BIBLIOGRAFIA
ANJOS, T. M. AVALIAÇÃO E COMPARAÇÃO ENTRE MÉTODOS DE MENSURAÇÃO DE PRESSÃO ARTERIAL
SISTÓLICA EM GATOS HÍGIDOS. (Dissertação de mestrado) UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
ESCOLA DE VETERINÁRIA. 2013.
Dukes- Fisiologia dos Animais Domésticos. 12ª ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara
Koogan S.A., 2006.
KÖNIG, H. E.; LIEBICH, H-G. Anatomia dos animais domésticos: texto e atlas colorido.
6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2016
SILVERTHORN, D.U. Fisiologia Humana: Uma Abordagem Integrada, 7ª Edição,
Artmed, 2017.
SHERWOOD, Lauralee. Fisiologia humana: das células aos sistemas. São Paulo:
Cengage Learning,. 2011
Recommendations for Cardiac Chamber Quantification by Echocardiography in Adults: An Update
from the American Society of Echocardiography and the European Association of Cardiovascular
Imaging, Lang, Roberto M. et al, Journal of the American Society of Echocardiography, Vol. 28,
Issue 1, p1–39.e14