Universidade Católica de Moçambique
Instituto de Ensino à Distância
Planificação do processo de ensino e aprendizagem no ensino de História
Paula Emiliano Tenente
Código: 708210750
Quelimane, Maio de 2024
Universidade Católica de Moçambique
Instituto de Ensino à Distância
Planificação do processo de ensino e aprendizagem no ensino de História
Paula Emiliano Tenente
Código: 708210750
Curso: Lic. Em Ensino de História
Disciplina: Didáctica de História III
Ano de Frequência: 4º Ano
Tutor: Albertina Franco
Turma: H
Quelimane, Maio de 2024
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Estrutura
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Bibliografia 0.5
Contextualização
(Indicação clara do 1.0
problema)
Descrição dos
Introdução 1.0
objectivos
Metodologia
adequada ao 2.0
objecto do trabalho
Articulação e
domínio do
discurso
académico 2.0
Conteúdo (expressão escrita
cuidada, coerência
/ coesão textual)
Análise e
Revisão
discussão
bibliográfica
nacional e
2.
internacionais
relevantes na área
de estudo
Exploração dos
2.0
dados
Contributos
Conclusão 2.0
teóricos práticos
Paginação, tipo e
tamanho de letra,
Aspectos
Formatação paragrafo, 1.0
gerais
espaçamento entre
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Normas APA 6ª Rigor e coerência
Referências edição em das
4.0
Bibliográficas citações e citações/referência
bibliografia s bibliográficas
Folha para recomendações de melhoria: A ser preenchida pelo tutor
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Índice
1. Introdução.................................................................................................................. 4
1.1 Objectivos .............................................................................................................. 4
1.2 Metodologias ......................................................................................................... 4
2. Revisão bibliográfica................................................................................................. 5
2.1 Conceitos ............................................................................................................... 5
2.1.1 Planificação no PEA .......................................................................................... 5
2.2 Importância da Planificação no PEA ..................................................................... 6
2.3 Os Níveis da Planificação no PEA ........................................................................ 8
2.3.1 Nível Central ...................................................................................................... 8
2.3.2 Nível do Professor ............................................................................................. 9
2.3.3 Longo Prazo (Macro Planificação) .................................................................... 9
2.3.4 Médio Prazo (Meso-Planificação) ..................................................................... 9
2.3.5 Curto Prazo (Micro Planificação) .................................................................... 10
2.4 Os Requisitos e os Tipos de Planificação no PEA .............................................. 10
2.4.1 Planificação Linear: ......................................................................................... 11
2.4.2 Planificação no PEA a Nível Nacional ............................................................ 11
2.4.3 Planificação no PEA a Nível Provincial .......................................................... 11
2.4.4 Planificação no PEA a nível Distrital .............................................................. 12
3. Conclusão ................................................................................................................ 13
4. Referência Bibliográfica ......................................................................................... 14
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1. Introdução
A planificação do processo de ensino e aprendizagem no ensino de História é um
tema de grande relevância no campo educacional, pois reúne estratégias e metodologias
que visam potencializar a transmissão de conhecimento histórico e facilitar a
assimilação pelos estudantes.
A elaboração de planos de aula detalhados e alinhados com os objectivos
educacionais pode impactar significativamente a qualidade do ensino, favorecendo a
construção do conhecimento histórico de forma mais significativa e duradoura. Neste
trabalho de pesquisa, exploraremos a importância da planificação no contexto da
disciplina de História, analisando suas principais características, desafios e benefícios,
bem como estratégias eficazes para promover um ensino mais dinâmico e enriquecedor.
Assim sendo, o objectivo geral deste trabalho de pesquisa é analisar e
compreender a importância da planificação do processo de ensino e aprendizagem no
ensino de História, investigando como a elaboração de planos de aula estruturados e
alinhados com os objectivos educacionais pode contribuir para a eficácia do ensino da
disciplina.
1.1 Objectivos
1.1.1 Geral
Compreender a importância da planificação do processo de ensino e
aprendizagem no ensino de História.
1.1.2 Específicos
Conceptualizar a planificação no PEA;
Descrever a importância da planificação no PEA;
Identificar e explicar os níveis da planificação no PEA;
Explicar os requisitos e os tipos de planificação no PEA.
1.2 Metodologias
Para a elaboração deste trabalho, foi possível através de uso de pesquisa
qualitativa quanto a sua abordagem. O estudo bibliográfico ajudou na obtenção de
informações com base nas leituras de diferentes obras bibliográficas e material
disponibilizado pelo docente da disciplina e artigos científicos disponíveis em várias
plataformas electrónicas para sustentar o teor do trabalho.
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2. Revisão bibliográfica
2.1 Conceitos
2.1.1 Planificação no PEA
O processo de ensino e aprendizagem é uma actividade intencional e, nesta
condição, requer uma planificação, a começar pelo nível central, da escola e da aula.
Neste sentido, a planificação do ensino-aprendizagem assume carácter de
obrigatoriedade para o professor: o plano de ensino determina os objectivos a que se
pretende chegar e o conteúdo a mediar e, ademais, algumas características fundamentais
da estruturação didáctico-metodológica e organização do ensino. É essencialmente uma
concepção de direcção didáctica do ensino. (Braga, 2004).
Segundo Bento (2003) “a planificação é o elo de ligação entre as pretensões,
imanentes ao sistema de ensino e aos programas das respectivas disciplinas, e a sua
realização prática”. É uma actividade prospectiva, directamente situada e empenhada na
realização do ensino que se consuma na sequência: “Elaboração do plano → realização
do plano → controlo do plano → confirmação ou alteração do plano, etc.” (Bento 2003,
pp. 15-16). Este autor refere ainda que a planificação “é também ligar a própria
qualificação e formação permanente do professor ao processo de ensino, a procura de
melhores resultados no ensino como resultante do confronto diário com problemas
teóricos e práticos” (Bento 2003, p.16)
“Neste sentido o professor é então considerado um agente de ensino que, além
de outros papéis, tem a responsabilidade de desenvolver o currículo ao nível micro,
adequando a sua acção ao Currículo Nacional e aos programas das disciplinas
(elaborados a nível macro), às características do meio social da escola e dos alunos e ao
Projecto Curricular da escola. Desta forma mostra que no processo de planificação o
professor estará sempre confrontado com: o programa de ensino, a população a
leccionar tendo em conta as suas características sociais e culturais, a satisfação das
expectativas dos alunos bem como os recursos disponíveis na escola e as orientações
definidas no projecto curricular de Escola”. (Bento, 2003, p. 16)
Segundo Braga, (2004), planificação é uma prática corrente em todas as
actividades humanas, especificamente as que são realizadas intencionalmente. Por isso
terá sido fácil para você concluir que o plano de aula (ou seja, a planificação do PEA) é
a previsão mais objectiva possível de todas as actividades escolares para a efectivação
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do processo de ensino e aprendizagem que conduz o aluno a alcançar os objectivos
previstos; e, neste sentido, a planificação do ensino é uma actividade que consiste em
traduzir em termos mais concretos e operacionais o que o professor e os alunos farão na
aula para conduzir os alunos a alcançar os objectivos educacionais propostos.
Planificação de ensino, de acordo com Piletti (2004), é o acto que consiste em
traduzir em termos mais concretos e operacionais o que o professor irá fazer na sala de
aulas para conduzir os alunos a alcançar os objectivos educacionais propostos. Esta
planificação prevê os objectivos específicos, conteúdo a ser dado, procedimentos e
recursos de ensino, inclusive os procedimentos de avaliação que possibilitem a
verificação do alcance ou não dos objectivos. E de acordo com Libâneo (1992, p. 222),
considera a planificação como sendo “uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das
actividades didácticas em termos da sua organização e coordenação em face dos
objectivos propostos, quanto a sua revisão e adequação no decorrer do processo de
ensino”.
Ainda segundo Bento (2003,pp.15-16) “a planificação é o elo de ligação entre as
pretensões, imanentes ao sistema de ensino e aos programas das respectivas disciplinas,
e a sua realização pratica. È uma actividade directamente situada e empenhada na
realização do ensino que se consuma na sequência: Elaboração do plano> realização do
plano> controlo do plano> Confirmação ou alteração do plano, etc. ”. De acordo como
pensamento destes autores podemos afirmar que a planificação é um procedimento
importante, e necessário, do trabalho pré-interactivo dos professores para que o
complexo processo de ensino-aprendizagem se desenvolva com qualidade, harmonia,
eficácia e consiga os resultados desejados.
2.2 Importância da Planificação no PEA
Consideramos que o processo de planificação reveste-se de capital importância
para as mais diversas áreas profissionais. Revela-se igualmente muito importante na
docência que tende à formação integral do ser humano. Deste modo Zabalza (2003: 72)
considera-a “uma competência imperativa que deve ser desenvolvida por todos os
professores, independentemente do nível de ensino que estiver a actuar. O mesmo autor
afirma que a” capacidade de planificar constitui primeira competência do docente” e a
melhoria do ensino pode passar pela reactivação dessa capacidade do professor ao
estruturar a sua actuação (idem).
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A planificação no ensino de história é de extrema importância, pois permite ao
professor organizar de forma coerente e estruturada o conteúdo a ser ensinado,
definindo objectivos claros, estratégias de ensino e avaliação. Com um planeamento
bem elaborado, é possível garantir que os alunos tenham acesso a um ensino de
qualidade, favorecendo a compreensão dos eventos históricos, a contextualização dos
fatos e o desenvolvimento do pensamento crítico. Braga, (2004).
Além disso, a planificação facilita a integração de diferentes recursos didácticos,
a adaptação às necessidades e interesses dos alunos e a articulação entre os diversos
temas abordados ao longo do curso. Dessa forma, a planificação no ensino de história
contribui significativamente para a construção do conhecimento dos estudantes e para a
formação de cidadãos mais críticos, conscientes e participativos. Silva, D. B. (2013).
A planificação assume grande importância na prática profissional. De acordo
com Cortesão (1993), ela exige muita dedicação, capacidade de articular e reflectir e
também muito estudo, para que se traduza em resultados positivos. O Professor deverá
seleccionar, organizar e apresentar o conteúdo ao aluno, recorrendo à imaginação e à
criatividade, a fim de garantir o interesse do aluno e ao mesmo tempo ir ao encontro das
suas necessidades.
Para Zahorik (1970), citado por Arends (1995:47), a eliminação da planificação
poderá também levar a uma aprendizagem completamente ao acaso e improdutiva. Para
que a aula seja eficaz, é necessário que haja alguma direcção sob a forma de metas e de
experiências, mesmo que seja geral ou vaga.
Assim a planificação funcionará como um recurso, uma referência que servirá
para reconhecer o que se atingiu e tudo aquilo que ainda não se alcançou. O processo de
planificação no domínio da educação tem sido tarefa de análise de muitos
investigadores. A partir das várias investigações realizadas sobressaem dois modelos de
planificação: o modelo racional-linear e o modelo não-linear.
A Planificação das aulas é importante para que toda actividade docente tenha
êxito com o conhecimento daquilo que se pretende da actividade de ensino e
aprendizagem. A Planificação Escolar exerce várias funções. De acordo com Libâneo
(1992, p. 223) as funções da Planificação são as seguintes:
a) Explicitar princípios, directrizes e procedimentos do trabalho docente;
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b) Expressar os vínculos entre o posicionamento filosófico, político
pedagógico e profissional e as acções efectivas que o professor irá
realizar na sala de aula;
c) Assegurar a racionalização, organização e coordenação do trabalho
docente;
d) Prever objectivos, conteúdos e métodos, a partir da consideração das
exigências postas pela realidade social, no âmbito de preparo e das
condições socioculturais e individuais dos alunos;
e) Assegurar a unidade e coerência do trabalho docente;
f) Actualizar o conteúdo do plano sempre que é revisto;
g) Facilitar a preparação das aulas.
Com a planificação o professor determina os objectivos a alcançar ao término do
PEA, os conteúdos a serem aprendidos, as actividades a serem realizadas pelo professor
e aluno e a distribuição do tempo; ou seja, permite visualizar previamente a sequência
de tudo o que vai ser desenvolvido em dia lectivo. Promove a eficiência do ensino,
garante maior segurança na direcção do ensino. (Idem., p.219).
2.3 Os Níveis da Planificação no PEA
Na perspectiva de Nivagara (s/d, p.232), a planificação do PEA realiza-se em
dois níveis fundamentais: nível central e nível de planificação pelo professor, passando
por um nível intermediário, o da planificação pela escola. No entanto, Libâneo define a
planificação tendo em conta os três níveis: Macro, Meso e Micro planificação.
2.3.1 Nível Central
Neste nível faz-se a planificação curricular a nível da nação que abrange a todos
os níveis e graus de ensino-aprendizagem e, na base disso, procede-se a definição do
perfil de saída do nível, grau, curso, disciplina, ano, a partir do qual se faz:
A definição dos objectivos gerais, conteúdos e métodos;
A distribuição destes pelos anos, semestres ou trimestre e pelas unidades do
PEA;
Elaboração dos programas detalhados por disciplina.
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Com base nos programas detalhados elabora se o livro dos alunos, o manual do
professor e outros meios de ensino-aprendizagem.
2.3.2 Nível do Professor
A planificação do professor começa juntamente com os outros colegas, com a
elaboração do plano anual da disciplina (Dosificação), na qual o grupo de disciplina ou
de classe faz a distribuição das unidades do ensino, e além de outras que merecem
destaque na planificação anual ou semestral. Em seguida o professor individualmente ou
em grupo elabora o seu plano de aula, ou seja, a previsão do desenvolvimento de
conteúdos para uma aula ou um conjunto de aulas, tendo em conta um carácter bastante
específicos em termo de temas (conteúdo), métodos e técnicas de ensino, objectivos e
meios; isto é, das condições concretas que se realiza o ensino-aprendizagem. Ao iniciar
um ano lectivo é importante perspectivar o PEA a desenvolver ao longo do ano. Para
isso, antes das aulas a primeira preocupação do professor, deve consistir em delimitar
globalmente acção a ser aprendida ao longo de todo o ano escolar, isto é, elaborar a
planificação a longo prazo. No desenrolar do ano lectivo é necessário elaborar plano a
médio prazo e a curto prazo.
2.3.3 Longo Prazo (Macro Planificação)
A planificação a longo prazo engloba os seguintes aspectos: reunir documentos,
tais como programas de ensino, planificação do ano anterior e livros; Marcar as férias,
feriados e momento de reuniões intercalares; Calcular o número de aulas disponíveis ao
longo do ano; Analisar cuidadosamente os textos do programa; Organizar e ordenar
conteúdos em blocos unidades de ensino de modo que cada bloco constitua um todo
coerente de aprendizagem a realizar, definindo os objectivos gerais que deverão ser
alcançados; Distribuir o tempo disponível pelas diversas unidades temáticas.
2.3.4 Médio Prazo (Meso-Planificação)
A planificação a médio prazo consiste em planificar uma unidade de ensino,
percorrendo os seguintes aspectos: Identificação e ordenação dos conteúdos;
Definição dos objectivos correspondentes aos conteúdos;
Identificação dos pré-requisitos necessários a aprendizagem a desenvolver e de
novos conceitos;
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Definição das estratégias a implementar mais adequadas à situação pedagógica e
aos objectivos a atingir,
Identificação dos materiais e dos recursos físicos e humanos existentes;
Definição dos modos ou técnicas de avaliação;
Distribuição das aulas pelos diferentes conteúdos.
2.3.5 Curto Prazo (Micro Planificação)
Planificação a curto prazo consiste na planificação de cada aula, onde se define
todos os pormenores essenciais à sua docência tais como:
Sumário;
Novos conceitos a serem leccionados;
Objectivos que os alunos deverão atingir;
Estratégias;
Materiais necessários a aula;
Linguagem específica a utilizar.
2.4 Os Requisitos e os Tipos de Planificação no PEA
Objectivos e tarefas da escola democrática: A primeira condição para a
planificação são as convicções seguras sobre a direcção que queremos dar ao
processo educativo na nossa sociedade, ou seja, o papel destacado pela escola
para a formação dos alunos. Os objectivos e as tarefas da escola democrática
estão ligados às necessidades de desenvolvimento cultural do povo, de modo a
preparar as crianças e jovens para a vida e para o trabalho.
Exigência dos planos e programas oficiais: Os planos e programas oficiais de
ensino constituem outro requisito prévio para a planificação. A escola e os
professores, porém, devem ter em conta que estes planos e programas oficiais de
ensino são directrizes gerais, são documentos de referência, a partir dos quais
são elaborados planos didácticos específicos. Cabe à escola e aos professores
elaborar os seus próprios planos, seleccionar os conteúdos, os métodos e meios
de organização do ensino, em face das particularidades de cada região, de cada
escola, das particularidades e condições de aproveitamento escolar dos alunos,
inclusive dos alunos com Necessidades Educativas Especiais.
Condições prévias para aprendizagem: A planificação escolar está
intimamente condicionada ao nível de preparação em que os alunos se
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encontram, em relação às tarefas de aprendizagem. Os conteúdos de ensino são
mediados para que os alunos assimilem activamente e os transformem em
instrumentos teóricos e práticos para a vida prática.
Princípios e condições de assimilação activa: Este requisito diz respeito ao
domínio dos meios e condições de orientação do processo de assimilação activa
nas aulas. A planificação das unidades didácticas e das aulas deve estar em
correspondência com as formas de desenvolvimento do trabalho na sala de aula.
Uma parte importante do plano de ensino é a descrição de situações docentes
específicas, com a indicação do que os alunos farão para aprender, e do que o
professor fará para criar condições adequadas para a aprendizagem; e para
dirigir a actividade cognitiva dos alunos na sala de aula.
2.4.1 Planificação Linear:
Caracteriza-se pela definição clara e rigorosa dos objectivos que explicitam as
componentes que os alunos devem adquirir. Só depois é que são seleccionados os
modos de acção e as actividades específicas tendo em vista alcançar as finalidades
predeterminadas. Metas →acções →resultados (AREDES, 1999: 45).
Este modo de planificação baseia-se nos princípios definidos pelas teorias
técnicas, e dá grande ênfase aos objectivos e metas a alcancar.
2.4.2 Planificação no PEA a Nível Nacional
A Planificação no Plano Estratégico de Acção a nível nacional é um processo
complexo que envolve a definição de objectivos, metas e estratégias para orientar o
desenvolvimento de educação a nível do país, educação. A elaboração desse plano
requer a participação de diversos sectores da sociedade, bem como a análise de dados e
o diagnóstico de problemas e desafios a serem enfrentados. É essencial que a
planificação seja realizada de forma participativa e transparente, de modo a garantir que
as políticas e acções propostas estejam alinhadas com as reais necessidades e demandas
da população. Além disso, é importante que haja um acompanhamento constante do
PEA para avaliar seu impacto e promover ajustes necessários ao longo do tempo.
2.4.3 Planificação no PEA a Nível Provincial
A planificação no âmbito do Programa de Educação Ambiental (PEA) a nível
provincial é um processo essencial para garantir a eficiência e eficácia das acções
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propostas. Neste nível, a planificação envolve a definição de metas e objectivos claros, a
alocação de recursos necessários, o estabelecimento de estratégias de implementação e a
criação de mecanismos de monitoramento e avaliação. Além disso, é importante
envolver activamente as partes interessadas locais, como comunidades, instituições
educacionais e órgãos governamentais, para garantir que as acções planejadas atendam
às necessidades e realidades específicas da província. Ao realizar uma planificação
detalhada a nível provincial, é possível promover uma abordagem mais personalizada e
efectiva para a educação ambiental, contribuindo para a promoção da sustentabilidade e
da conscientização ambiental em toda a região.
2.4.4 Planificação no PEA a nível Distrital
A planificação no âmbito do Programa de Educação Ambiental (PEA) a nível
distrital compreende a elaboração de estratégias e acções específicas para abordar as
questões ambientais localizadas em determinado distrito. Isso envolve a identificação de
desafios ambientais únicos enfrentados pelo distrito, a definição de metas e objectivos
precisos, a alocação de recursos apropriados e a organização de iniciativas educacionais
ambientais direccionadas para a comunidade local. A planificação a nível distrital
permite adaptar as acções de educação ambiental às necessidades específicas da região,
garantindo que as intervenções sejam eficazes e relevantes para a população local.
Envolvendo activamente as partes interessadas locais no processo de planificação, é
possível promover parcerias e colaborações que fortalecem a implementação das acções
propostas, contribuindo para a promoção da conscientização e da sustentabilidade
ambiental dentro do distrito.
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3. Conclusão
A conclusão deste trabalho de pesquisa destaca a relevância fundamental da
planificação no processo de ensino e aprendizagem (PEA) da disciplina de História.
Através de uma planificação cuidadosa e estruturada, os educadores podem garantir que
as aulas sejam organizadas de forma lógica e coerente, visando atingir os objectivos
educacionais estabelecidos, favorecendo assim a construção do conhecimento histórico
pelos alunos. Detectar e compreender os diferentes níveis de planificação no PEA é
crucial para garantir a qualidade do ensino, passando pela planificação macro
(planeamento anual) até à planificação micro (planeamento diário de aula).
Cada nível de planificação desempenha um papel único e essencial no processo
educativo, permitindo aos professores atender às necessidades específicas dos alunos e
manter a continuidade e coerência no processo de ensino. Relativamente aos requisitos e
tipos de planificação no PEA, é importante destacar a necessidade de assegurar que os
planos de aula sejam claros, relevantes, sequenciais e flexíveis para se adaptarem às
necessidades dos alunos e às circunstâncias variáveis da sala de aula. Existem diferentes
modelos de planificação, como a planificação por objectivos, competências, temas ou
por projectos, cada um com características distintas que se adequam a diferentes
contextos educativos e preferências pedagógicas. Em suma, a planificação no processo
de ensino e aprendizagem da História é uma ferramenta imprescindível para promover
uma educação de qualidade, permitindo uma abordagem estruturada e eficiente para
atingir os objectivos educacionais e facilitar a compreensão e a aprendizagem dos
alunos de forma significativa.
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4. Referência Bibliográfica
Bento, O. (1996). Planeamento e avaliação em educação física. Lisboa: Livros
Horizonte;
Braga, F. (coord.) (2004). Planificação: Novos papéis, novos modelos: Dos projectos
de planificação à planificação em projecto. Porto: Edições ASA;
Cortesão, L. (1993). A avaliação formativa que desafios? Cadernos Pedagógicos.
Porto: Edições ASA;
Libânio, José Carlos. (1990). Didáctica. Dina livro, São Paulo SP, 1990;
Nivagara, D. Daniel. Didáctica Geral. Aprender a ensinar. Ensino a distância, UP-
Maputo s/d;
Pillett, C. (2006). Didáctica Geral. São Paulo: Ática.
Silva, D. B. (2013). A importância da planificação do processo ensino-aprendizagem.
Porto: Porto Editora;
Zabalza, M. (1994). Planificação e Desenvolvimento Curricular na Escola. Porto:
Edições Asa