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Desafios da SADC para Desenvolvimento Regional

SADC
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Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Ensino à Distância

Os Desafios da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) para a


integração e o desenvolvimento da África Austral

Paula Emiliano Tenente

Código: 708210750

ii
Quelimane, Maio de 2024

Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Ensino à Distância

Os Desafios da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) para a


integração e o desenvolvimento da África Austral

Paula Emiliano Tenente

Código: 708210750

Curso: Lic. Em Ensino de História

Disciplina: História Económica IV

Ano de Frequência: 4º Ano

Tutor: Samuel Simango


Turma: H

ii
Quelimane, Maio de 2024
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objectivos
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nacional e
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internacionais
relevantes na área
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dados
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Referências edição em das
4.0
Bibliográficas citações e citações/referência
bibliografia s bibliográficas
Folha para recomendações de melhoria: A ser preenchida pelo tutor

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Índice
1. Introdução.................................................................................................................................4

1.1 Objectivos.............................................................................................................................4

1.2 Metodologia..........................................................................................................................4

2. As Razões Objectivas que levaram a criação SADCC.............................................................5

2.1 A Participação Efectiva dos Países na SADC......................................................................7

2.2 Caracterização das Fortalezas e as Fraquezas da SADC......................................................8

2.2.1 Fortalezas da SADC..........................................................................................................8

2.2.2 Fraquezas da SADC..........................................................................................................9

2.3 Os Resultados Conseguidos Nesta Integração Regional....................................................10

3. Conclusão...............................................................................................................................12

4. Referências Bibliográficas.....................................................................................................13
4

1. Introdução
A Integração regional é um fenómeno que ocupa um papel central em diversas áreas de
estudo. O continente africano em especial África Austral é uma região grande diversidade
geográfica, económica, política e social. Considerando o desenvolvimento como o objectivo
principal da comunidade para o Desenvolvimento da África Austral, buscaremos mostrar se a
SADC, contribui para o desenvolvimento dos países membros.

A Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) enfrenta uma série de


desafios significativos ao tentar alcançar a integração e o desenvolvimento da África Austral.
Esses desafios abrangem uma variedade de questões, incluindo questões políticas, económicas,
sociais e ambientais. A região da SADC é diversa e enfrenta desafios únicos que exigem esforços
coordenados para superá-los. A colaboração entre os países membros da SADC é essencial para
enfrentar questões como pobreza, desigualdade, infra-estrutura inadequada e conflitos regionais.

1.1 Objectivos
1.1.1 Geral

 Compreender as Razões Objectivas que levaram a criação SADCC.

1.1.2 Específicos

 Identificar as razões objectivas que levaram a criação SADCC;

 Comparar a participação efectiva dos países na SADC;

 Caracterizar as fortalezas e as fraquezas da SADC;

1.2 Metodologia
Para a elaboração deste trabalho, foi possível através de uso de pesquisa qualitativa
quanto a sua abordagem. O estudo bibliográfico ajudou na obtenção de informações com base
nas leituras de diferentes obras bibliográficas e material disponibilizado pelo docente da
disciplina e artigos científicos disponíveis em várias plataformas electrónicas para sustentar o
teor do trabalho.
5

2. As Razões Objectivas que levaram a criação SADCC


Com a independência de Moçambique, Angola e Zimbabué, os Estados da Linha de
Frente perceberam a necessidade de tratar, também, das questões económicas na região. No
início do ano de 1979, um encontro dos Ministros de Relações Exteriores dos FLS em Garbone,
Botsuana, discute o conceito de desenvolvimento regional e cooperação económica (Swart e
Plessis, 2004). É nesse contexto, segundo Murapa 2002), que o Presidente da Tanzânia, Július
Nyerere, convoca uma reunião consultiva na cidade de Arusha, Tanzânia, em 1979. Na ocasião,
os membros dos FLS reuniram-se para debater a possibilidade de uma aliança económica entre
eles. Decidiu-se, assim, avançar na ideia de um mecanismo regional para coordenar questões de
economia e desenvolvimento nos países da África Austral. Nasce, desta forma, o embrião da
Conferência de Coordenação para o Desenvolvimento da África Austral (SADCC).

Em Abril de 1980, a SADCC é formalmente criada, através do Protocolo de Lusaka. Para


Evans (1984), a criação da SADCC foi uma vitória estratégica dos FLS, ao mesmo tempo em
que determinou o fracasso da Constelação de Estados da África Austral (CONSAS), criada pela
África do Sul. Enquanto os Estados da Linha de Frente coordenavam esforços para apoiar os
movimentos de libertação nacional e resistir às agressões da África do Sul, a SADDC tentava
reduzir a dependência económica desses países em relação à Pretória (Murapa, 2002). É
importante deixar claro, assim, que a organização dos Estados da Linha de Frente não foi
transformada na SADCC, as duas continuaram coexistindo.

Como ressaltam Bauer e Taylor (2005:333):

A Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral tem uma origem muito


diferente das suas colegas [SACU e COMESA] e uma orientação que vai além
do objectivo de integração económica, para cooperação política e militar e
funções de desenvolvimento. O momento histórico no qual a SADCC é criada,
bem como o histórico de organizações que a antecede, torna bastante clara a
existência de uma trajectória de cooperação política-secundária que antecede a
cooperação económica. Nas palavras de Murapa (2002:158):

Assim, a SADCC nasceu das experiências positivas de íntima cooperação entre governos
e povos da África Austral em sua luta contra a resistência colonial e as políticas do apartheid na
6

região. Fortes laços de solidariedade surgiram de um sentimento de propósito comum e acção


conjunta contra o colonialismo e o racismo.

A SADCC é criada com nove Estados membros: Angola, Botsuana, Lesoto, Maláui,
Moçambique, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabué. Segundo Murapa (2002), quatro
objectivos estratégicos nortearam a criação da organização:

(1) A redução da dependência do exterior, em especial da África do Sul;

(2) A promoção da autoconfiança colectiva dos Estados membros;

(3) A promoção e a coordenação da cooperação económica através de uma abordagem


sectorial;

(4) A promoção de uma acção conjunta que garantisse tanto o reconhecimento quanto o
apoio internacional para a estratégia da SADCC.

A formalização da SADCC, como lembram Swart e Plessis (2004), só se deu no ano


seguinte, 1981, com o Memorando de Entendimento para Instituições da Conferência de
Coordenação para o Desenvolvimento da África Austral. É só em 1989, durante o encontro dos
Chefes de Estado que se decide por uma maior institucionalização da SADCC, com a
substituição do Memorando por um tratado ou carta fundadora.

É nesse contexto de mudança e novas possibilidades que, em 1992, os Chefes de Estado


da SADCC assim a Declaração e o Tratado de Criação da Comunidade para Desenvolvimento da
África Austral, a SADC, conhecida como declaração de Windhoek, cidade da Namíbia onde
ocorreu o encontro. Nesse momento, passam a fazer parte da SADC, Angola, Botsuana, Lesoto,
Maláui, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabué.

Os objectivos da SADC, presentes no seu Tratado, são divididos por Cilliers (1999) em
três grupos, os económicos, os políticos-secundários e os gerais. No primeiro grupo temos: a
promoção de desenvolvimento e do crescimento económico, bem como a redução das
desigualdades e a melhora da qualidade de vida; o estímulo ao desenvolvimento auto-sustentável
através da interdependência dos Estados membros; a maximização do emprego produtivo e da
utilização dos recursos da região; e a utilização sustentável dos recursos naturais e a protecção
7

efectiva do meio ambiente. Os objectivos político-secundários são mais vagos, e resumem-se a:


evolução de instituições, sistemas e valores políticos comuns; e a promoção e defesa da paz e da
segurança. Nos objectivos gerais está a complementaridade entre as estratégias e programas
nacionais e regionais e a consolidação dos laços culturais e sociais históricos entre as populações
da região.

2.1 A Participação Efectiva dos Países na SADC


Soko (s.d.) defende que a SADC buscou, inicialmente, uma estratégia de
desenvolvimento baseada na cooperação económica e integração, em vez do modelo clássico de
integração de mercado, como forma de reduzir os desequilíbrios económicos entre os Estados
membros. Ou seja, o projecto de integração da SADC seguiu dois caminhos paralelos, de um
lado enfatizando o comércio e o investimento, e, do outro lado, orientado para a política e
segurança (Visentini, 2010; p. 76).

Os marcos da integração incluem a implementação de uma moeda única, a criação de


uma União Monetária, o estabelecimento de um Mercado Comum e uma União Aduaneira, e a
liberalização do comércio através de uma Zona de Comércio Livre. Estes esforços visam a
integração económica regional, que é fundamental para a estabilidade e prosperidade da região.

Segundo Peters-Berries (s.d.) os modelos políticos e económicos prevêem que se


implementado com sucesso, a integração é capaz de melhorar o bem-estar económico, aumenta
as chances dos países se tornarem democráticos e seguros, além de satisfazer as necessidades
fundamentais para o desenvolvimento como paz e justiça (Bach, 2005; 125).

Além disso, estudos indicam que houve avanços no desenvolvimento e na integração dos
países membros em diversas áreas, embora seja complexo determinar o quanto desse progresso é
atribuível directamente à integração regional. Em 2016, os países membros da SADC somavam
uma população de aproximadamente 210 milhões de pessoas e um PIB de cerca de 471 bilhões
de dólares, o que é significativo, especialmente considerando as economias dos demais países do
continente.

O Tratado SADC menciona algumas acções gerais que a deve adoptar para alcançar tais
objectivos. São elas: (1) harmonizar as políticas sociopolíticas e económicas entre os países
8

membros; (2) encorajar a população da região, bem como as instituições, a promover o


desenvolvimento de laços económicos, políticos e culturais na região, e a participar da
implementação dos projectos da SADC; (3) criar mecanismos e instituições apropriadas para a
mobilização dos recursos necessários para a implementação dos projectos da SADC; (4)
desenvolver políticas almejando a redução progressiva das barreiras para a livre movimentação
de capital, trabalho, bens, serviços e pessoas entre os Estados membros (5) promover o
desenvolvimento de recursos humanos; (6) promover o desenvolvimento e a transferência de
tecnologia; (7) melhorar a gestão económica através da cooperação regional; (8) promover a
coordenação e a harmonização das relações internacionais dos Estados membros; (9) garantir o
entendimento internacional, a cooperação e o suporte, e mobilizar a entrada de recursos públicos
e privados na região; e (10) desenvolver qualquer outra actividade que os Estados Membros
decidam em prol dos objectivos do Tratado Cilliers (1999).

2.2 Caracterização das Fortalezas e as Fraquezas da SADC


As fortalezas da SADC destacam seu potencial para promover o desenvolvimento e a
integração regional, enquanto as fraquezas apontam para áreas que precisam de atenção para
garantir um crescimento sustentável e equitativo. A superação desses desafios requer um
compromisso contínuo dos países membros e uma abordagem coordenada para o
desenvolvimento regional (GIUFFRIDA, 2008; 76).

2.2.1 Fortalezas da SADC


a) Integração Económica

Zona de Livre Comércio: A implementação da zona de livre comércio ajudou a reduzir barreiras
comerciais entre os países membros, promovendo o aumento do comércio intra-regional.

Harmonização de Políticas: Esforços para harmonizar políticas fiscais, monetárias e


regulamentares têm fortalecido a integração económica e facilitando investimentos.

b) Cooperação em Infra-estrutura

Projectos Conjuntos: A colaboração em projectos de infra-estrutura, como estradas, ferrovias e


energia eléctrica, tem melhorado a conectividade e a eficiência logística na região.
9

Iniciativas Energéticas: Programas como a Iniciativa de Energia da África Austral (SAEP) têm
melhorado a segurança energética e a interconexão das redes eléctricas.

c) Segurança e Estabilidade

Mecanismos de Resolução de Conflitos: A SADC tem estruturas para a resolução pacífica de


conflitos e a manutenção da paz, incluindo a Força de Prontidão da SADC.

Observação Eleitoral: A organização promove eleições livres e justas, contribuindo para a


estabilidade política na região.

d) Desenvolvimento Social e Humano

Programas de Saúde: Iniciativas regionais para combater o HIV/AIDS e outras doenças


transmissíveis têm melhorado os indicadores de saúde.

Educação e Mobilidade Académica: A harmonização dos currículos educativos e programas de


intercâmbio têm promovido a mobilidade estudantil e profissional.

e) Gestão de Recursos Naturais

Sustentabilidade Ambiental: A SADC promove a gestão sustentável dos recursos naturais, como
água, florestas e biodiversidade, essencial para a preservação ambiental e o desenvolvimento
sustentável.

2.2.2 Fraquezas da SADC


a) Desigualdades Económicas

Disparidades de Desenvolvimento: Existe uma significativa disparidade económica entre os


países membros, o que pode criar desequilíbrios e tensões na região.

Infra-estrutura Deficiente: Em alguns países membros, a infra-estrutura básica ainda é


subdesenvolvida, limitando o crescimento económico e a integração regional.

b) Capacidade Institucional
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Burocracia e Ineficiência: A SADC enfrenta desafios institucionais, incluindo burocracia


excessiva e processos de decisão lentos, que podem atrapalhar a implementação eficaz de
políticas e projectos.

Financiamento Insuficiente: Muitos projectos e iniciativas da SADC enfrentam limitações


financeiras, afectando a sustentabilidade e a amplitude dos programas.

c) Questões Políticas e Governança

Instabilidade Política: A instabilidade política em alguns países membros pode interferir na


cooperação regional e na implementação de políticas comuns.

Governança Fraca: Problemas de corrupção e governança fraca em alguns estados membros


comprometem a eficácia das iniciativas regionais.

d) Coordenação e Implementação

Desafios de Implementação: A transposição de políticas regionais para o nível nacional pode ser
ineficaz, resultando em uma implementação inconsistente das decisões da SADC.

Falta de Envolvimento dos Sectores Privado e Civil: A participação limitada do sector privado e
da sociedade civil pode restringir a inovação e a responsividade às necessidades locais.

e) Integração Limitada

Dependência de Economias Externas: Muitos países da SADC ainda dependem fortemente de


economias fora da região para comércio e investimentos, limitando a integração económica
interna.

Barreiras Não-Tarifárias: Apesar da zona de livre comércio, ainda existem barreiras não-
tarifárias significativas que dificultam o comércio intra-regional.

2.3 Os Resultados Conseguidos Nesta Integração Regional


A integração regional na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral) tem produzido
diversos resultados importantes, apesar dos desafios que persistem. (Chanada, 2010; p. 78)
Dentre os quais se destacam:
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Crescimento do Comércio Intra-regional: a implementação da Zona de Livre Comércio da


SADC em 2008 resultou em um aumento significativo no comércio intra-regional. Isso facilitou
o acesso aos mercados dos países membros e reduziu barreiras tarifárias; Alguns países da
SADC têm diversificado suas economias, indo além das exportações de commodities para incluir
produtos manufacturados e serviços, promovendo o comércio regional.

Desenvolvimento de Infra-estrutura: iniciativas como a Estrada do Corredor de Nacala e a


Linha de Caminho de Ferro Dar es Salaam – Kapiri Mposhi melhoraram a conectividade entre os
países membros, facilitando o comércio e a mobilidade; A interconexão de redes eléctricas,
como através do Southern African Power Pool (SAPP), tem melhorado a segurança energética e
a distribuição de electricidade na região.

Harmonização de Políticas: a SADC trabalhou na harmonização de políticas fiscais, monetárias


e comerciais, promovendo a estabilidade macroeconómica e facilitando investimentos
transfronteiriços; Esforços para harmonizar normas e regulamentos técnicos e sanitários têm
facilitado o comércio e a movimentação de bens e serviços.

Paz e Segurança: a SADC implementou várias missões de paz e iniciativas de mediação em


países como Lesoto, Madagáscar e Zimbabué, promovendo a estabilidade política na região; A
organização tem enviado missões de observação eleitoral para assegurar eleições livres e justas,
fortalecendo a democracia nos estados membros.

Desenvolvimento Social e Humano: Iniciativas regionais para combater o HIV/AIDS, malária e


outras doenças têm melhorado os indicadores de saúde na região; Programas de harmonização de
currículos educativos e de formação profissional têm facilitado a mobilidade estudantil e
trabalhista entre os países membros.

Gestão de Recursos Naturais: A SADC promove a gestão conjunta de recursos naturais, como
bacias hidrográficas e florestas, contribuindo para a sustentabilidade ambiental e o
desenvolvimento sustentável.

Os resultados da integração regional da SADC mostram avanços importantes em áreas


como comércio, infra-estrutura, paz e segurança, e desenvolvimento social.
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3. Conclusão
A Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) enfrenta vários
desafios em seu objectivo de integrar e promover o desenvolvimento da região. A criação da
SADC, originalmente como Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral.
Coordenação e Cooperação (SADCC), foi impulsionada por várias razões objectivas, incluindo a
necessidade de cooperação económica e social entre os países membros. Desde então, a transição
para SADC visou fortalecer a integração regional e promover o desenvolvimento sustentável.

A participação efectiva dos países membros da SADC tem sido variada, com alguns
demonstrando um alto nível de comprometimento e colaboração, enquanto outros enfrentam
desafios internos que afectam sua contribuição para a comunidade. Isso destaca a importância da
coesão e da cooperação contínua para alcançar os objectivos da SADC.

Ao caracterizar as fortalezas e fraquezas da SADC, é possível observar que a comunidade


possui recursos naturais abundantes, diversidade cultural e potencial económico significativo. No
entanto, desafios persistem, como disparidades económicas entre os países membros, questões de
governança e infra-estrutura subdesenvolvida. Superar essas fraquezas requer um compromisso
conjunto dos membros da SADC e o fortalecimento das instituições regionais.

Apesar dos desafios enfrentados, a SADC tem alcançado resultados positivos na


integração regional, como a facilitação do comércio intra-regional, a promoção da paz e
segurança e o avanço da cooperação em várias áreas, como saúde e educação. Esses resultados
destacam o potencial da SADC para impulsionar o desenvolvimento da região e enfrentar os
desafios em conjunto.

Em conclusão, os desafios da SADC para a integração e o desenvolvimento da África


Austral requerem um esforço colectivo, focado em fortalecer as parcerias regionais, abordar
questões estruturais e promover a colaboração entre os países membros.
13

4. Referências Bibliográficas
Bach, Daniel. Integration through Hysteresis: SACU in a comparative and contextual
perspective. In: Hansohom, Dirk et al. (Eds.). (2005). Monitoring Regional Integration in:
Southern Africa Yerabook. V.5. Windhoek: NEPRU;

Bauer, Gretchen; Taylor, Scott D. (2005). Politics in Southern Africa: State & Society in
Transition. Boulder: Lynne Rienner Publishers;

Cilliers, Jakkie. Building Security in Southern Africa: An Update on the Evolving Archicteture.
ISS Monograph Series, Nº43, November 1999.

Chanada, Dominic. (2010). Regional Integration in Southern Africa: focusing on the future of
SADC and SACU. Stellenbosch: Tralac;

Cilliers, Jakkie. (1999). Building Security in Southern Africa: An Update on the Evolving
Archicteture. ISS Monograph Series, Nº43, November;

Evans, M. (1984). The Front-Line States, South Africa and Southern African Security: Military
Prospects and perspectives. Zambezia, v. XII;

Murapa, Rukudzo. (2002). A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC): rumo


à integração política e econômica. Impulso, nº31, Setembro;

Swart, Gerrie; Plessis, Anton. (2004). From Apartheid to Destabilisation to a Southern African
Security Community. In: Solomon, Hussein (Ed.). Towards a Common Defence and Security
Policy in the Southern African Development Community. Pretoria: AISA;

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