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Controle Interno nas Empresas

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FACULDADE NOSSA SENHORA APARECIDA

CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS


TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

A IMPORTÂNCIA DO CONTROLE INTERNO


NAS EMPRESAS

Aluna: Thaíne Araújo Rocha

Orientador: Prof. Dr. José Américo Lacerda Junior

Aparecida de Goiânia, 2015


FACULDADE NOSSA SENHORA APARECIDA
CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS
COORDENAÇÃO DE ESTÁGIO

A IMPORTÂNCIA DO CONTROLE INTERNO


NAS EMPRESAS

Artigo apresentado em cumprimento às


exigências para término do Curso de
Ciências Contábeis sob orientação do
Prof. Dr. José Américo de Lacerda Júnior.

Aparecida de Goiânia, 2015


FACULDADE NOSSA SENHORA APARECIDA
CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS
COORDENAÇÃO DE ESTÁGIO

THAÍNE ARAÚJO ROCHA

A IMPORTÂNCIA DO CONTROLE INTERNO


NAS EMPRESAS

Artigo apresentado em cumprimento às exigências para término do Curso de


Ciências Contábeis sob orientação do Prof. José Américo de Lacerda Júnior.

Avaliado em ______ / _____ / _____

Nota Final: ( ) _____________

______________________________________________________

Professor- Orientador (nome completo e titulação)

_______________________________________________________

Professor Examinador
RESUMO

Este artigo visa evidenciar a importância de um controle interno nas empresas.


Onde as mesmas estão vivendo em um mercado bastante competitivo e com isso
buscam por ferramentas que auxiliem no seu desenvolvimento para atingir os
objetivos traçados e assim promover sua continuidade no mercado. Pois uma
empresa que implanta o controle interno obtém integridade nas suas informações,
assegura o controle das operações, detecta falhas e erros em tempo de não gerar
um dano maior, além de garantir um bom desempenho e sucesso nas suas
atividades.

Palavras-Chave: Controle interno; Implantação; Informações.


ABSTRACT

This article aims to highlight the importance of internal control in companies. Where
they are living in a highly competitive market and thus seek for tools to assist in their
development to achieve the planned objectives and thus promote continuity in the
market. For a company that implements the internal control gets integrity of your
information, ensure the control of operations, detects failures and errors in time to not
generate a greater harm, and ensure a good performance and success in their
activities.

Keywords: Internal control; Implementation; Information.


5

INTRODUÇÃO

Um dos maiores desafios das empresas nos dias atuais é a sobrevivência no


mercado, já que o mesmo se encontra muito competitivo. Passando por mudanças
constantemente, as empresas buscam enfrentar tais mudanças utilizando assim
alguns princípios e técnicas que possibilitem sua permanência no mercado. E para
isso e de suma importância que a empresa busque por mecanismos e ferramentas
que a auxiliem no seu desenvolvimento.

Independentemente do que ocorra, a empresa deve manter o controle sobre


as funções, documentações e serviços ocorridos dentro da organização. O gestor
deve estar ciente do que se passa dentro dela, a fim de verificar se tais
procedimentos estão sendo realizados de modo correto e confiável.

Para auxiliar esses procedimentos, um dos meios para certificar que a


organização tenha um desempenho satisfatório, é o uso do sistema de controle
interno que ao ser implantado serve de apoio aos administradores, para que eles
possam utilizar dessa ferramenta para analisar e decidir o melhor caminho a seguir
em uma determinada situação.

Pois, com o controle interno implantado na empresa, é possível identificar,


corrigir falhas e evitar informações distorcidas nas atividades das empresas podendo
ser inseridos desde o nível operacional até o nível administrativo de acordo com a
necessidade e possibilidade de cada empresa.

O objetivo geral desse estudo é mostrar a importância do controle interno nas


empresas. Com os objetivos específicos o estudo procurou demonstrar os tipos e
objetivos do controle interno, os erros que possivelmente acontecem numa empresa
sem controle e por final a implantação do controle na organização.

CONCEITOS

Segundo o Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo


(CRC-SP) (1998, p. 19) “o controle interno é a viga mestra em que a administração
se baseia para medir o alcance dos objetivos e metas, e ter certeza que as diretrizes
6

fornecidas pela empresa estão sendo regularmente seguidas. ”, ou seja, possui a


função de verificar se os objetivos da empresa estão sendo seguidos em relação ao
que foi estabelecido.

Segundo a definição fornecida pelo American Institue of Certified Public


Accountants (AICPA) o CRC-SP (1998, p. 19) destaca:

Controle interno é o plano da organização e todos os métodos e medidas


coordenados, adotados dentro da empresa para salvaguardar seus ativos,
verificar a adequação e confiabilidade de seus dados contábeis, promover a
eficiência operacional e fomentar o respeito e obediência às políticas
administrativas fixadas pela gestão.

Então o controle interno se refere aos procedimentos adotados pela empresa,


que visam proteger o patrimônio verificar a exatidão das informações registradas e
promover a eficiência operacional para assim atingir a missão e os resultados
planejados.

O controle interno determina os aspectos da empresa para que as metas se


cumpram e alcance os objetivos, e também exerce uma importante função para
resguardar o patrimônio.

Para Almeida (2003, p.63) o controle interno pode ser representado como “o
conjunto de procedimentos, métodos ou rotinas com os objetivos de proteger seus
ativos, produzir dados contábeis confiáveis e ajudar na condução ordenada dos
negócios da empresa”.

No entanto, o controle interno traz mais segurança nas ações para o alcance
dos objetivos proposto. Além de verificar se os procedimentos e atividades da
empresa estão sendo executados corretamente, para que assim ela possa ter um
bom resultado em todas as áreas da organização.

TIPOS DE CONTROLE INTERNOS

Segundo Oliveira, Perez e Silva (2002, p. 94) o controle interno pode ser
diferenciado em três categorias:

Controles internos estratégicos: fundamentais no contexto estrutural e para


servir de guia para o dimensionamento e tratamento das outras categorias
7

de controles; controles internos diretivos: relacionados às diversas situações


de risco a que estão expostas a empresas, variáveis sobre as quais esses
controles devem agir para a minimização dos efeitos; e controles internos
operacionais: responsáveis por garantir eficácia dos antecessores, ao
contribuir para a eliminação ou constatação de falhas na realização dos
negócios, ineficiência nas tomadas de decisões ou na execução das rotinas
de trabalho preestabelecidas.

Então nota-se que controle estratégico diz a respeito sobre as normas gerais
impostas pela empresa a fim de atingir um objetivo. Enquanto o controle diretivo irá
direcionar os métodos e meios para poder alcançar o objetivo feito no controle
estratégico e por fim o controle operacional que se concentra nas atividades diárias,
onde ele é responsável por garantir que os outros controles se tornem eficiente.

O sistema de controle interno também pode variar de acordo com sua


natureza eles podem ser preventivos e detectivos como afirma o CRC-SP (1998,
p.130):

O sistema de controle interno de uma empresa visa sempre uma possibilitar


a sua administração a prevenção e a detecção de erros ou fraudes que
tragam prejuízos ou afetem a qualidade da informação fornecida para que a
administração tome decisões. Dessa forma os controles internos mantidos
podem ser detectivos ou preventivos.

Controle detectivo, tem como forma perceber possíveis irregularidades, para


que elas sejam interceptadas no começo antes que ocorram danos maiores, para a
empresa. E o controle preventivo que tem como forma de prevenir atos indesejados,
realiza as atividades de controle antes que um fato ocorra realmente.

Os controles internos adotam medidas para que seja bem desenvolvido tanto
para a contabilidade como para a administração. De acordo com Attie (1998, p.114)

O controle contábil compreende o plano de organização e todos os métodos


e procedimentos relacionados, principalmente com a salvaguarda do
patrimônio e a fidedignidade dos registros contábeis. E controle
administrativo compreende o plano de organização e todos os métodos e
procedimentos que dizem a respeito à eficiência operacional e a decisão
política traçada pela administração.

O controle contábil tende a resguardar o patrimônio, fornecer dados confiáveis


e guardar os registros da empresa. Enquanto o controle administrativo é voltado aos
processos operacionais da empresa e à decisão política traçada pela administração.

Apesar de esses controles serem distintos, eles precisam funcionar em


8

conjunto, pois o que acontece no administrativo reflete na contabilidade. Como o


CRC- SP (1998 p.155) afirma que “alguns dos métodos e procedimentos
compreendidos nos controles administrativos podem, todavia, estar envolvidos no
controle interno contábil”.

Então se a empresa não dispõe do controle administrativo adequado o seu


sistema de contabilidade pode ser considerado sem valor, por não poder depositar
confiança nas informações e nos relatórios repassados a ele. Visto que a
contabilidade nos dias atuais é um meio de controle muito importante para a
empresa, como Crepaldi (2006, p. 80) determina “um dos mais abstratos e
poderosos sistemas de controle é a contabilidade que opera na organização,
incluindo a maneira de organizar e interpretar os dados numéricos dentro do
sistema”.

Por isso a necessidade de passar informações e dados de forma correta e


confiável para que a contabilidade possa expressar a realidade da empresa. O
controle interno está ligado a todas as áreas da empresa então se em um segmento
o controle não for executado de forma correta, acarretará informações distorcidas no
outro segmento e no final o controle estará ineficiente.

OBJETIVO DO CONTROLE INTERNO

Em regra geral, Attie (1998 p.117) o determinou “em quatro objetivos básicos
que são a salvaguarda dos interesses da empresa; a precisão e a confiabilidade dos
informes e relatórios contábeis, financeiros e operacionais; o estímulo à eficiência
operacional e a aderência às políticas existentes”.

Esses objetivos visam os aspectos da organização para auxiliar no seu


desempenho além, de exercer uma importante função para proteger o patrimônio,
pois são através deles que o controle se tornará eficiente.

“O objetivo do controle interno relativo à salvaguarda dos interesses refere-se


à proteção do patrimônio contra quaisquer perdas e riscos devidos a erros ou
irregularidades” (ATTIE, 1998, p.117). A empresa deve limitar quem tem acesso aos
seus ativos, definir tanto responsabilidade quanto autoridades as seus funcionários.
9

ATTIE (1998, p.117) ainda citou alguns meios que ajuda a salvaguarda
desses interesses que são:

a) Segregação das funções


b) Sistema de autorização e aprovação
c) Determinação de funções e responsabilidades
d) Manutenção de contas de controle
e) Diminuição de erros e desperdícios

A segregação de funções se consiste na separação das funções com o intuito


de garantir um melhor controle, pois um único funcionário não deve ter total controle
dos procedimentos em relação a quem faz o controle das operações realizadas e
quem gera lançamentos contábeis, assim a possibilidade de ocorrer desvios é
menor, pois um procedimento feito por uma pessoa será conferido por outra.

O sistema de autorização e aprovação se da por meio da definição de uma


linha de autorização e aprovação sobre as operações e transações realizadas por
funcionários diferentes, essas limitações são necessárias para que a empresa não
seja afetada negativamente.

Determinação de funções e responsabilidades compreende o fato da empresa


estabelecer claramente a autoridade, a responsabilidade de cada departamento e
atribuição de cada funcionário para que a eficiência das atividades seja atingida.
Almeida (2003, p.64) em sua obra mostra as razões para a definição das atribuições
que são “assegurar que todos os procedimentos de controles sejam executados,
detectar erros e irregularidades, apurar as responsabilidades por eventuais omissões
na realização das transações da empresa”. Então a divisão das atividades e
responsabilidades se torna necessária e devem ser aplicadas para o bom
funcionamento e verificação das operações.

A manutenção de contas de controle nada mais é que a confrontação dos


saldos das contas detalhadas e da sintética garantindo assim a exatidão e a
comprovação dos registros.

Diminuição de erros e desperdícios podem ser ocasionadas por falta de


controles até mesmo por copias excessivas, para diminuir essas falhas deve ser
10

fornecida uma supervisão expondo claramente as normas e procedimentos de


prevenção.
Em relação ao objetivo da precisão e confiabilidade dos informes e relatórios
contábeis financeiros e operacionais, Attie (1998 p.119) compreende como “a
geração de informações adequadas e oportunas, necessárias gerencialmente para
administrar e compreender os eventos realizados na empresa”.

A entidade precisa criar meios que produzam informações adequadas que


demonstre o que aconteça em cada departamento, e essas informações devem
estar escrituradas para que os administradores tenham noção do que ocorre na
empresa.

O mesmo autor cita “que os principais meios de dar o suporte necessário à


precisão e confiabilidade dos informes e relatórios contábeis, financeiros e
operacionais é documentação confiável, análise, planos de contas e tempo hábil”.
(ATTIE, 1998). Então, percebe-se a importância de se ter uma documentação
confiável que reflita fielmente o que está ocorrendo na empresa além de assegurar
que os registros foram feitos corretamente, a análise que permite verificar como
foram compostos os registros. A necessidade de se ter um plano de contas bem
estruturado auxiliando na correta utilização de cada conta e o tempo hábil que deve
respeitar o princípio da competência realizando os registros no menor período
disponível.

O objetivo do controle interno relacionado ao estimulo à eficiência operacional


segundo Attie (1998 p.120) “determina prover os meios necessários à condução das
tarefas, de forma a obter entendimento, aplicação e ação tempestiva e uniforme”. A
Seleção, o treinamento, manuais internos e instruções formais, são citados pelo
autor como meios que dão suporte para desempenhar a eficiência operacional.

Esse objetivo é importante para assegurar a eficiência do controle interno,


pois o controle depende de pessoal qualificado com competência para executar,
além de treinamentos adequados para que o controle implantado na empresa possa
dar continuidade e atingir seu objetivo.
11

Mesmo que a empresa tenha um bom sistema de controle interno, não há


cem por cento de garantia de êxito, pois ainda assim é possível ocorrer falhas que
não seja do sistema, mas sim do pessoal no qual realiza essas atividades e
operações. Os programas de treinamento às vezes oferecidos pela própria empresa
possuem caráter relevante, porque um pessoal treinado e capacitado tende a
provocar menos erros e/ou desperdícios, durante a realização das atividades,
contribuindo para a melhoria da organização.

Então se a empresa tem que possuir um quadro de pessoal motivado e


disposto a levar esse controle adiante, caso contrário dificultará o sucesso da
implantação, como diz Oliveira Perez e silva (2002, p.92):

No contexto de uma visão sistêmica das corporações é fácil compreender


que, mesmo com sistemas de última geração [...] toda eficiência
administrativa será comprometida se a empresa não dispuser de um quadro
de funcionários adequadamente dimensionado, capacitado, treinado.

Por isso há necessidade de que os funcionários além de capacitados sejam


comprometidos em dar seguimento adequado ao que foi estabelecido, apesar de
que ao trabalhar com pessoas existem possíveis barreiras, por isso a empresa deve
ter objetivos claros e mostrá-lo aos seus funcionários para que eles tenham a
mesma visão, para que a organização possa trabalhar de forma conjunta. Manuais
internos e instruções formais tendem a auxiliar os colaboradores, por expor os
procedimentos internos e as instruções a serem seguidos pelo pessoal.

O objetivo do controle interno, no que se refere à aderência às políticas


existentes de acordo com Attie (1998 p.121) “é assegurar que os desejos da
administração, definidos através de suas políticas e indicados por meio de seus
procedimentos, sejam adequadamente seguidos pelo pessoal”. Sabe-se que só a
implantação do controle não irá fazer com que a empresa chegue à meta traçada,
então há uma necessidade de que as atividades impostas sejam realmente
realizadas pelo pessoal.

Os principais meios que serve de base para a aderência às políticas


existentes que são: supervisão, sistema de revisão e aprovação e auditoria interna.

Onde a supervisão se torna uma etapa fundamental para controlar todo o


12

processo das operações, pois se há uma supervisão continua dessas atividades


caso encontre problemas poderá se aplicar uma ação corretiva, como também saber
se o sistema adotado está sendo eficiente em determinada área.

Sistema de revisão e aprovação consiste no método de revisar e aprovar se


os procedimentos estão sendo seguidos conforme estabelecidos. Pois sem a revisão
o controle pode perder sua essência.

E a auditoria interna é um importante controle administrativo, pois ela visa


assegurar se as atividades realizadas estão seguindo conforme descritas pela
empresa.

Diante de todos esses procedimentos veem-se as diversas práticas adotadas


e quão importantes eles são para resguardar o patrimônio da empresa e fazer com
que o sistema de controle interno tenha êxito.

A IMPORTANCIA DO CONTROLE INTERNO

Esse conjunto de medidas que é o controle interno deveria ser adotado pelas
empresas em geral, pois ele serve para organizar e conhecer os possíveis
problemas da empresa, proteger seu patrimônio e identificar as principais falhas que
ocorrem dentro da organização.

Sobre controle interno Franco e Marra (2001 p.267) entendem como:

Todos os instrumentos da organização destinados à vigilância, fiscalização


e verificação administrativa, que permitem prever, observar, dirigir ou
governar os acontecimentos que se verificam dentro da empresa e que
produzem reflexos em seu patrimônio.

Ao utilizar esses procedimentos à organização amplia suas ferramentas de


gestão, obtendo assim informações necessárias para garantir um melhor resultado
operacional. Uma vez que o controle interno gera informações que possibilita a
tomada de decisão sobre os objetivos que almejam atingir, além de comparar o
desempenho da organização em relação ao plano que foi traçado, analisar os riscos
e oportunidades que surgem durante o caminho, podendo alterar o que se julgar
necessário. (MAXIMIANO, 2009).
13

Quando uma empresa está em fase inicial o ponto referencial do controle e o


dono, pois é ele quem analisa e controla praticamente todo o segmento da empresa,
à medida que a empresa toma amplitude no mercado de trabalho e inviável que seu
dono sozinho controle todas as operações, deste modo deverá delegar funções aos
seus funcionários da qual espera que haja compromisso e eficiência. Então vê uma
necessidade de implantar o controle interno eficiente, a fim de evitar fraudes,
diminuir erros que poderão surgir e também para que algum funcionário não possa
tirar proveito da situação (ATTIE, 1998).

A EMPRESA SEM CONTROLE INTERNO ADEQUADO

Toda organização possui um sistema de controle interno implantado, mesmo


que este não seja usado de uma forma correta, mas esse controle existe. Uma
empresa sem o controle interno adequado não consegue manter sua continuidade
no mercado, por não ter nenhum auxilio ou direção. Pois cada ação ao ser
executada na empresa precisa de um controle que resultará na eficiência do
planejamento.

As decisões que são tomadas por base na experiência, opinião de terceiros


ou até mesmo por não ter uma orientação adequada, sendo assim sem o controle
devido podem acarretar em prejuízos a empresa. Em razão de não houver a
possibilidade de verificação de danos, desperdícios, fraudes ou até mesmo se os
funcionários da organização estão realizando suas atividades de forma correta.

Em relação a isso Attie (1998 p.114) confirma que “quando não existem
procedimentos adequados de controle interno, são frequentes os erros involuntários
e os desperdícios”.

Os erros se tornam números quando a empresa não dispõe de um controle


interno adequado, possui alguns fatos que acontecem na empresa que a deixam
sem perspectivas e acabam provocando distorção das informações da empresa,
neste caso a não apropriação do princípio da entidade, onde não há separação das
despesas financeiras administrativas com as contas particulares, fazendo com o que
o controle existentes não demonstre a realidade da empresa ; compras sem
14

necessidades por não saber quanto produtos tem em estoque ocasionando


desperdícios; e a falta de pessoal qualificado para manter os controles funcionando
corretamente.

O CRC destacou algumas deficiências encontradas nas empresas que faliram


como contabilização inadequada, custos operacionais excessivos, falta de controle
de estoque, procedimentos deficientes de compra e venda entre outros, o que leva a
acreditar que as principais causas encontradas para os fracassos foi a falta de
desenvolvimento de solidas políticas empresariais e procedimentos de controle.
(CRC, 1998)

Todos esses pontos impedem que a empresa exerça seu controle interno da
maneira adequada impedindo de chegar a seu objetivo. Alem de gerar prejuízos à
empresa pode não conseguir sobreviver no mercado. Então é de suma importância à
disposição na qual a empresa se presta para que busque sempre pelo o melhor
controle para o seu sucesso.

Desse modo há uma necessidade da implantação de um sistema de controle


interno para verificar tais situações e consequentemente tomar as medidas
necessárias antes que a organização seja afetada de forma negativa.

Tendo um controle interno de qualidade, à organização faz que atos errôneos


não venham dar prejuízos, mas que mostre os caminhos fáceis e seguros para que
as atividades sejam desenvolvidas com segurança. De acordo com Attie (1998
p.126) “bons controles internos previnem contra fraude e minimizam os riscos de
erros e irregularidades”. Então nota-se a importância do controle interno adequado
implantado na empresa.

IMPLANTAÇÃO DO CONTROLE INTERNO

O administrador da empresa é quem irá estabelecer se deve ou não implantar


um sistema de controle interno. As empresas normalmente tendem a perceber que
necessitam de um controle interno quando a administração não consegue verificar
se as funções estão sendo executadas de acordo com o previsto ou no pior das
hipóteses sejam detectados prejuízos ou fraudes ou mesmo quando a empresa vê a
15

necessidade de ter um sistema padronizado.

Na implantação do controle interno é necessário conhecer a missão, visão e


as políticas da empresa, fazendo uma comparação entre “onde a empresa está” e
“aonde ela quer chegar”. É necessário também avaliar o custo/beneficio da
implantação do sistema de controle interno considerando os possíveis resultados em
relação ao seu custo de instalação. Diante disso Attie (1998 p.113) afirma que:

A implantação ou aprimoramento de um tipo de controle e tanto viável


quanto positiva for sua relação custo/benefício. O grau máximo de avaliação
do benefício deve ser atribuído à importância e qualidade da informação
gerada.

O que tem que verificar é se ao implantar o controle o benefício de mantê-lo


será maior que o seu custo caso o controle interno não existisse.

No entanto o empresário ou o administrador deverá definir um limite tanto no


qual estará disposto a arcar financeiramente com o projeto, e até onde o projeto
pode chegar, a fim de não exceder a esse limite para que futuramente o sistema não
venha a ser inutilizado devido à situação da empresa. Em relação a isso, Oliveira,
Perez e Silva (2002, p. 93) declara que “não adianta nada o analista projetar um
sistema que exceda essa limitação, implicando a aplicação de recursos que a
empresa não tem ou não está disposta a pagar”.

O sistema de controles internos varia de acordo com cada organização. Por


mais que uma se pareça com a outra, cada empresa deverá elaborar seu próprio
sistema. Assim como destaca o CRC-SP (1998, p. 22):

O sistema de controle deve variar de acordo com a natureza do negócio,


estrutura, e tamanho da empresa, diversidade e complexidade das
operações, métodos utilizados para processamento dos dados e requisitos
legais e regulamentares aplicáveis.

Visto que toda empresa tem suas particularidades, cada uma sabe seus
pontos fortes e fracos nos quais devem incluir no seu procedimento de controle para
que assim possam elaborar um sistema que atendam corretamente suas
necessidades.

No processo de implantação de um sistema de controle a empresa tem que


16

estar ciente que o controle deve estar de acordo com o ambiente corporativo.
Oliveira, Perez e Silva (2002, p. 91) cita:

Em geral, complexidade é sinônimo de custo elevado. Quanto mais


complexo um sistema, maiores serão as despesas envolvidas, maior a
necessidade de treinamento do pessoal encarregado e maiores as
possibilidades de que erros comprometedores venham a ser cometidos.

Portanto não adianta ter um controle interno complexo, desembolsar um valor


alto e não ter um pessoal qualificado para executa-lo. Neste caso não e só o sistema
que irá trazer os resultados esperados, mas também de pessoal qualificado que a
empresa deve dispor para manter o sistema de controle funcionando, pois é a mão
de obra que fará com que isso aconteça.

Ao se implantar o controle interno, a empresa tem que estar ciente da


situação em que a empresa se encontra e adotar o controle mais adequado, e se
comprometer para que os objetivos traçados sejam alcançados.

AUDITORIA INTERNA

Como citado anteriormente à auditoria interna é um importante controle


administrativo, pois ela visa assegurar se as atividades realizadas estão seguindo as
descritas pela empresa.

De acordo com o CRC-SP (1998, p.167) “a função da auditoria interna é um


procedimento de controle que, entre outros objetivos, pode assegurar a eficiência
operacional e monitorar a aderência aos procedimentos e políticas da entidade”. Ou
seja, é a auditoria quem irá verificar se o controle interno está sendo adequado para
as operações realizadas na empresa.

Assim sendo a auditoria interna é muito importante para a organização manter


um controle interno com qualidade, para descobrir quaisquer deficiências ou falhas
do sistema que ocasionará em irregularidades.

Attie (1998, p.208) refere-se ao objetivo geral da auditoria interna que nada
mais “é assessorar a administração no desempenho eficiente de suas funções,
fornecendo-lhe análise, avaliações, recomendações e comentários sobre as
17

atividades auditadas”. Então a auditoria interna estabelece procedimentos para


avaliar se está sendo executado o que foi planejado pela organização, se todos os
recursos disponíveis estão sendo empregados, e verificar a necessidade de novas
normas ou aprimoramento das normas já existentes, assim sendo, a auditoria vem
ajudar para que a empresa encontre os resultados esperados.

Almeida (2003, p.70) afirma que:

Não adianta a empresa implantar um excelente sistema de controle interno


sem que alguém verifique periodicamente se os funcionários estão
cumprindo o que foi determinado no sistema, ou se o sistema não deveria
ser adaptado às novas circunstâncias.

Então é importante que o controle esteja em revisão continua para poder


certificar as operações, pois de nada adianta implantar um controle se o mesmo não
está sendo averiguado periodicamente a fim de verificar se as operações estão
sendo realizadas conforme o planejado, ou se por ventura ocorrer algo que não
esteja dentro dos padrões, às correções possam ser realizadas em tempo hábil.

Há uma certa diferença entre controle interno e auditoria pois controle interno
se refere aos procedimentos adotados pela empresa e auditoria interna e uma
revisão e apreciação dos controles internos.

CONCLUSÃO

A necessidade de possuir um controle interno se torna evidente, quando se


diz respeito as informações e ao desempenho da empresa. O controle interno é de
grande importância para a empresa, pois o bom desempenho da mesma depende
da sua estruturação para que os procedimentos estipulados sejam seguidos, os
objetivos alcançados atingindo sucesso nos resultados.

Além da empresa dispor de informações segura, ela visa o controle das


atividades realizadas, percebe falhas em tempo hábil para fazer as devidas
correções, além disso, a empresa vê uma oportunidade de possuir de mais uma
ferramenta de gestão.

Neste artigo também foi destacado a necessidade de uma auditoria interna na


18

empresa para que as operações realizadas na empresa possam estar em constante


vistoria a fim de verificar se os métodos adotados no controle interno estão tendo
resultados satisfatórios.

De acordo com o estudo da pesquisa realizada conclui se que para ter um


bom controle das operações, é sempre importante buscar por recursos que
melhorem cada vez mais a situação da empresa.
19

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Auditoria: um curso moderno e completo - 6. Ed.-


São Paulo: Atlas, 2003.

ATTIE, William. Auditoria conceitos e aplicações - 3. Ed. São Paulo: Atlas, 1998.

CRC-SP,CONSELHO RESGIONAL DE CONTABILIDADE DO ESTADO DE SÃO


PAULO. Controle Interno nas Empresas - 10. Atlas, 1998.

CREPALDI, Silvio Aparecido – Contabilidade gerencial: teoria e pratica – [Link]. São


Paulo,2006.

LAKATOS, Eva Maria, MARCONI, Marina de. Fundamentos de metodologia


científica. 6ª Ed. São Paulo: Atlas 2007.

MAXIMIANO, Antônio Cesar Amaru - Introdução à administração – 7. Ed. - São


Paulo: Atlas, -2009.

OLIVEIRA, Luis Martins de, PEREZ, Jose Hernandez Jr, SILVA, Carlos Alberto dos
santos – Controladoria estratégica - São Paulo: Atlas, 2002.

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