Cuidados Paliativos: Importância e Desafios
Cuidados Paliativos: Importância e Desafios
cuidados
paliativos
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CUIDADOS PALIATIVOS
INTRODUÇÃO
Cuidados paliativos (CP) é uma abordagem destinada a melhorar a qualidade de vida do paciente
e de seus familiares em face de uma doença que põe em risco a continuidade da vida, mediante pre-
venção e alívio do sofrimento, envolvendo identificação precoce, avaliação rigorosa e tratamento da dor
e de outros problemas de ordem biopsicossocial e espiritual. A demanda por CP é um problema atual
de saúde pública, haja vista o progressivo envelhecimento da população mundial, cuja consequência
revela-se pelo substancial crescimento do número de idosos, que resulta, por sua vez, no aumento da
incidência de doenças crônico-degenerativas não transmissíveis (DCNT).
Segundo registros da Organização Mundial da Saúde (OMS), dos 58 milhões de mortes por ano
no mundo, 34 milhões são por doenças crônico-degenerativas incapacitantes e incuráveis. O Brasil as-
siste a um milhão de óbitos por ano, dos quais 650 mil deles por doenças crônicas. Cerca de 70% dessas
mortes ocorrem em hospitais, grande maioria em unidades de terapia intensiva.
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A família deve ser cuidada com tanto empenho como o doente. Paciente
e familiares formam a chamada unidade de cuidados;
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A OMS pontua ainda que se deve iniciar o tratamento paliativo o mais precocemente possível,
simultaneamente ao tratamento curativo, utilizando-se todos os esforços necessários para melhor com-
preensão e controle dos sintomas. E que ao buscar o conforto e a qualidade de vida por meio do controle
de sintomas, pode-se também possibilitar mais dias de vida (OMS, 2007).
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dica junto à Associação Médica Brasileira e a universalização dos serviços de Cuidados Paliativos no
Ministério da Saúde.
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trabalho para o grande público por meio de filmes e novelas. A ANCP e seus parceiros lutam para que
isso de fato se torne realidade. A regularização legal e das profissões, por exemplo, permitirá que os
planos de saúde incluam Cuidados Paliativos em suas coberturas, está provado que Cuidados Paliativos
diminuem os custos dos serviços de saúde e trazem enormes benefícios aos pacientes e seus familiares.
A conscientização da população brasileira sobre os Cuidados Paliativos é essencial para que o
sistema de saúde brasileiro mude sua abordagem aos pacientes portadores de doenças que ameaçam
a continuidade de suas vidas, e atualmente os cuidados paliativos estão sendo uma necessidade de
saúde pública.
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desamparada, conflitos do passado e até problemas de ordem prática, como o afastamento do trabalho
e a consequente queda de renda, entre outras.
Todas essas indagações não podem ser tratadas e aborda-
das por um único profissional. Por isso, as equipes de cuidados
paliativos são multidisciplinares. O médico paliativista atua
para melhorar o conforto físico do paciente – amenizar a dor,
diminuir o mal-estar causado pela doença ou pelo seu trata-
mento – e toda a equipe trabalha para que esses incômodos e
todos os outros sejam atenuados para melhoria da qualidade
de vida de quem está enfermo e de sua família e amigos.
O time de cuidados paliativos entende que uma doença
grave atinge não só o paciente, mas também aqueles que o amam.
Por esse motivo, seu papel é cuidar de todos. Daí a importância de
ser uma equipe que inclua enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, terapeu-
tas ocupacionais, capelães, assistentes sociais, entre outros profissionais, para dar conta de uma extensa
demanda de necessidades.
Os profissionais de cuidados paliativos podem acompanhar um paciente com cân-
cer durante seu tratamento, por exemplo. A doença será cuidada pelo oncologista e o pa-
ciente será apoiado pela equipe de paliativistas. Uma criança com paralisia cerebral
será assistida por um neurologista, mas os cuidados paliativos podem fazer muito para
amenizar os problemas que podem surgir com a menor mobilidade e para aliviar a
carga emocional e psicológica que possa pesar nos ombros dos pais.
Esses são alguns exemplos de como os cuidados paliativos podem
acompanhar o paciente durante sua doença desde o início do diagnóstico.
A equipe estará com o paciente e sua família em todas as etapas da doença,
independentemente de sua evolução. O importante é que todos se sintam aco-
lhidos e amparados nesse momento tão difícil.
SERVIÇO SOCIAL
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os serviços disponíveis, as redes de suporte e canais para atender a demanda dos usuários, são outras
atribuições do assistente social. Os assistentes sociais em cuidados paliativos contribuem para o fortale-
cimento das relações entre os pacientes e seus entes queridos, providenciam os recursos necessários
aos cuidados básicos dos indivíduos para que ele tenha uma morte digna.
PSICOLOGIA
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ENFERMAGEM
É uma das categorias desta pesquisa que mais publicam sobre o cuidado paliativo. Segundo
Matos e Moraes35 a enfermagem pode ser definida como a arte e a ciência de se assistir
o doente nas suas necessidades básicas e, em se tratando de cuidados paliativos, po-
de-se acrescentar que busca contribuir para uma sobrevida mais digna e uma morte
tranquila. Nos artigos de enfermagem selecionados para esta pesquisa, os enfermeiros
relatam que o currículo profissional da categoria carece de disciplinas voltadas para a
finitude humana, e que se sentem despreparados para lidar com os pacientes
que estão à morte.
Fogem, por vezes, da discussão, dando desculpas e promessas de
recuperação ao paciente, quando a morte é praticamente inevitável, boa
comunicação. O enfermeiro que atua em cuidados paliativos do paciente
com câncer, precisa saber orientar tanto o paciente quanto a família nos cuidados
a serem realizados, esclarecendo a medicação, e os procedimentos a serem realiza-
dos. Portanto, o enfermeiro deve saber educar em saúde de maneira clara e objetiva,
sendo prático em suas ações, visando sempre o bem-estar dos seus pacientes.
Em busca do bem-estar do paciente terminal, o enfermeiro busca realizar
ações de confortar o mesmo, além dos cuidados básicos e fisiopatológicos que o
paciente necessitar, realizando quando possível seus anseios, desejos e vontades.
MEDICINA
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De acordo com Bromberg (1994), o luto não começa com a morte. Ele já será determinado a partir
da qualidade das relações familiares existentes antes dela, pela qualidade dos vínculos estabelecidos
e, também, afetado por condições atuantes mais próximas à morte propriamente dita. O luto, mesmo
quando considerado normal, não significa que não seja doloroso ou que não exija um grande esforço de
adaptação às novas condições de vida, tanto por parte de cada um dos indivíduos afetados quanto no
sistema familiar, que também sofre impacto em seu funcionamento e em sua identidade.
Ressaltam que a família merece um cuidado especial desde o instante da comunicação do diag-
nóstico, uma vez que esse momento tem um enorme impacto sobre os familiares, que veem seu mundo
desabar após a descoberta de que uma doença potencialmente fatal atingiu um dos seus membros.
Isso faz com que, em muitas circunstâncias, suas necessidades psicológicas excedam as do paciente.
Dependendo da intensidade das reações emocionais desencadeadas, a ansiedade familiar torna-se um
dos aspectos de mais difícil manejo.
Na fase da negação, os familiares não acreditam (ou melhor, não podem acreditar) na gravidade
do diagnóstico e do reservado prognóstico do paciente. Aparece com frequência o discurso da possibili-
dade de ter havido um erro no seu exame, ou de troca do resultado. O primeiro contato com a doença
grave em geral tem como características: o choque inicial frente ao diagnóstico e o início de uma busca
frenética, que logo se torna uma autêntica peregrinação de especialista em especialista, na expectativa
de mudança do diagnóstico.
Na fase da raiva, é esperado um questionamento da vontade divina e do poder da equipe, uma
vez que a melhora está demorando por vir. O familiar passa a experimentar outros sentimentos, com forte
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O grau de ruptura do sistema familiar é afetado por diversos fatores, sendo os mais significativos: o
contexto social e étnico da morte; histórias de perdas anteriores; o timing da morte no ciclo da vida; a
natureza da morte ou da doença grave; a posição e função da pessoa no sistema familiar; e a abertura
do sistema familiar.
Nas famílias que estão lidando com a morte ou com a doença terminal, os estudos evidencia-
ram uma maior probabilidade de desenvolvimento de sintomas emocionais e/ou físicos quando seus
membros são incapazes de se relacionarem francamente uns com os outros em relação à morte. Entre-
tanto, independentemente de quão bem diferenciada for a família, a capacidade de se expressar com
franqueza os próprios pensamentos e sentimentos e não reagir à ansiedade do outro, está relacionada
à intensidade e duração do estresse. Quanto mais longo e intenso for o estresse, mais difícil será que
os relacionamentos familiares permaneçam francos, e mais provável que se estabeleça a disfunção. As
famílias que conseguem se comunicar, compartilhar informações e opções, e utilizam fontes externas
de apoio para essas funções parecem se estabilizar melhor após a morte.
Ao focar sobre a temática dos aspectos terapêuticos inerentes ao paciente terminal, depara-se
inicialmente com implicações existentes na sociedade, bem como no contexto hospitalar, que incidem
sobre ele. Numa sociedade em que a pessoa é explorada mercantilmente, a perda da capacidade pro-
dutiva fará com que o “desamparo social” seja sentido com mais intensidade. O (quase) total abandono a
que se encontram entregues os inválidos, de maneira em geral, levam o paciente terminal, muitas vezes,
a desesperar-se diante da realidade que se lhe apresenta.
Existem diferentes dificuldades internas da equipe de saúde, em relação aos enfermos pelos
quais se acredita “já não existir mais qualquer manobra curativa a ser realizada “. Entende-se que, na me-
dida em que a equipe não consegue expressara claramente seus sentimentos sobre esses pacientes,
também não se sente apta a dar ouvidos ao que os terminais têm a dizer. Trata-se de uma atitude de
defesa, assumida de diferentes formas, e pode acarretar a condenação a uma morte social prematura,
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final. Desta forma, este doente não temerá isolamento, abandono, rejeição, e continuará confiando na
honestidade de seu médico, certo de que, se algo houver a ser feito, é junto que farão. Esta aproximação
é reconfortante, inclusive para a família, que, se acha muito impotente diante dessas situações. Todos
dependem do conforto verbal do médico, pois sentem-se encorajados ao saber que se fará todo o pos-
sível, se não for para prolongar a vida, ao menos para aliviar o sofrimento.
O grupo familiar é um todo organizado, e desta forma, quando um componente adoece, outros
adoecerão também. Portanto, há uma desestruturação do desenho familiar, onde os papéis de cada
indivíduo dessa família terão que se reorganizar. Se por exemplo, o homem da família adoecer, pode
haver mudanças sutis ou dramáticas na família e na atmosfera do lar, provocando também reações nas
crianças, aumentando assim os encargos e a responsabilidade da mãe.
De uma hora para outra, ela se vê frente à realidade de ser uma mãe solitária, com responsabi-
lidades antes repartidas com seu cônjuge. , os familiares têm necessidades específicas e apresentam
frequências elevadas de estresse, distúrbios do humor e ansiedade durante o acompanhamento da
internação, e que muitas vezes persiste após a morte de seu ente querido. Se não se levar em conta
a família do paciente em fase terminal, não se pode ajudá-los eficazmente. No processo da doença, os
familiares desempenham papel preponderante, e suas reações muito contribuem para a própria reação
do paciente.
É importante que tanto a família quanto o paciente, percebam que a doença não desequilibrou
totalmente o lar, nem privou os familiares de momentos de lazer. Desta forma, a doença pode permitir
que o lar se adapte e se transforme gradativamente, preparando-se para quando o doente não mais
estiver presente. O paciente também pode ajudar seus familiares de várias formas. Uma delas é participar
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O processo da morte e do morrer provoca sentimentos que até então não eram habituais, como
manter atitudes afetivas: o tocar, o ouvir, o olhar, o chorar e o acariciar, que são próprios do ser humano.
Ainda não existe, salvo raras exceções, um preparo separando o cotidiano afetivo do âmbito da profis-
são, mas isso não exclui o humano que habita no profissional de saúde, que precisa estar presente no
processo de finitude, ressaltando que ele está apto para o cuidado não só do paciente, como do familiar
deste.
Os profissionais de saúde ao se depararem com a morte, desencadeiam manifestações compor-
tamentais e emocionais que estão relacionadas de acordo com as exigências de suas funções. No en-
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tanto, os efeitos dessas exigências podem influenciar a maneira como se percebem em termos afetivos
e comportamentais.
Outro sentimento vivenciado pelos profissionais de saúde diz respeito ao confronto vivenciado
diariamente com a morte, pois é passível o desencadeamento da Síndrome de Burnout, que está rela-
cionada ao esgotamento físico e emocional do profissional, suscitado pela exposição crônica aos estres-
sores psicossociais presentes no desempenho do seu trabalho, motivados pela exposição direta, intensa
e prolongada. E esse fenômeno pode prejudicar sua eficiência nas atividades diárias, interferindo em
outros aspectos da sua vida.
OS ESTÁGIOS DE KUBLER-ROSS
Uma das figuras mais importantes que relata e estuda sobre os cuidados do paciente durante a
aproximação da morte, é a autora e pioneira dos cuidados paliativos KUBLER-ROSS.
Através dos estudos, ela constatou a existência de padrões de fantasias, comportamentos, an-
siedades e defesas que auxiliam o profissional de saúde a perceber os mecanismos que estão sendo
utilizados frente a ameaças de morte, e a como lidar com eles.
A autora agrupou cinco estágios pelos quais os pacientes passam desde o momento em que
se suspeita do mau prognóstico: negação, raiva, negociação, depressão e aceitação. Em vários casos e
situações a sequência pode não ser exatamente essa, os estágios mesclam-se.
NEGAÇÃO
Quando o paciente recebe a notícia sobre sua doença ou seu prognóstico, a nega-
ção costuma ser o primeiro mecanismo emocional utilizado. A negação é uma defesa
mental que implica em recusar o contato com um fato que promoveria turbulências e
sofrimento emocional. Esse fato pode passar a ser tratado como não existente. Evi-
dentemente, essa defesa não somente é perfeitamente compreensível, como pode
ser necessária, por vezes impedindo uma desestruturação mental.
Com isso, o mundo interno “ganha tempo” para absorver o impacto e utilizar
outras defesas mais adequadas.
Seria uma defesa psíquica que faz com que o indivíduo acaba negando o pro-
blema, tenta encontrar algum jeito de não entrar em contato com a realidade seja
da morte de um ente querido ou da perda de emprego. É comum a pessoa tam-
bém não querer falar sobre o assunto.
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RAIVA
Quando o paciente não pode mais negar, ou o impacto vivenciado foi tão grande que a
negação se tornou impossível, ele se sente tomado pelo ódio e pode demonstrar seu
inconformismo por meio de condutas violentas. Mostre-se agressivo e desafiador,
atacando tudo e todos. Pode recusar-se a efetuar procedimentos médicos e tornar-
-se um problema para família e para a equipe de saúde. A intensidade e a qualidade
desses mecanismos vão decorrer também das características individuais do paciente.
Nessa fase o indivíduo se revolta com o mundo, se sente injustiçada e não se con-
forma por estar passando por isso.
NEGOCIAÇÃO
Neste estágio o paciente aceita a realidade, mas tenta efetuar barganhas “acordos”, que lhe possibilitem
manter uma visão não totalmente realística dos fatos, ou negocia para poder aproveitar melhor o tempo
que lhe resta. Vários mecanismos são mesclados, tais como projeção de aspectos aterrorizantes, idea-
lização, negação, revisão e tentativas de anulação de culpas, tendências à reparação etc. Certamente
ele somente é possível em pessoas que já estão alcançando algum contato razoável com a realidade,
somado a algum grau de vitalidade. Pacientes com funcionamento mental predomi-
nantemente persecutório terão maior dificuldade em atingir esse estágio.
A observação cínica nos mostra, comumente, que nessa etapa ocorrem
processos criativos, ou seja, pessoas usando o tempo para reavaliar proces-
sos criativos, ou seja, pessoas usando o tempo para reavaliar suas vidas;
preparando-se para um processo de reconciliação com o mundo e consi-
go mesmas; esboçando mecanismos de reparação; e até conseguindo tempo
necessário para realizarem algo que muito desejariam. Isso nos mostra que
existe um certo controle sobre o momento da morte.
Essa é fase que o indivíduo começa a negociar, começando com si mesmo, aca-
ba querendo dizer que será uma pessoa melhor se sair daquela situação, faz
promessas a Deus. É como o discurso “Vou ser uma pessoa melhor, serei
mais gentil e simpático com as pessoas, irei ter uma vida saudável.”
DEPRESSÃO
Neste Estágio o paciente está elaborando lutos. O luto pelos entes queridos, das vivências agra-
dáveis, pelas oportunidades não aproveitadas, por situações e objetos aos quais se apegou.
O paciente apresenta-se retraído, pouco comunicativo, triste, sofrendo intensamente e evitam
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o contato com pessoas que não respeitam o seu momento. Já nessa fase a pessoa se retira para seu
mundo interno, se isolando, melancólica e se sentindo impotente diante da situação.
ACEITAÇÃO
A este estágio chegam pacientes que superaram os anteriores, e a chance de que isso
corra é maior se tiverem a ajuda durante todo o processo. Tendo-se realizado a despedida
das experiencias vividas e dos entes queridos, pode manifestar-se uma grande paz e
tranquilidade. O paciente parece desligado, dorme bastante, como que repousan-
do de um sofrido processo, possivelmente preparando-se para outro. É essa
tranquilidade que diferencia a fase da aceitação com as fases ante-
riores. Nem todos os pacientes atingiram essa fase, ou mesmo al-
gumas das anteriores, será o apoio emocional que lhes permitirá
chegar a ela, no caso não tenham recursos próprios. É o estágio em
que o indivíduo não tem desespero e consegue enxergar a realidade
como realmente é, ficando pronto para enfrentar a perda ou a morte.
SAIBA MAIS
Assista o video em nosso material complementar sobre os
! Estágios de Kubler - Ross.
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Má notícia pode ser compreendida como aquela que altera drástica e negativamente a perspec-
tiva do paciente em relação ao seu futuro. Essa definição implica que a resposta do paciente dependerá,
entre outras coisas, de sua perspectiva de futuro, sendo esta única, individual e influenciada pelo con-
texto psicossocial dele. Uma outra definição é de que toda comunicação relacionada com o processo
de atenção médica.
A comunicação do diagnóstico e prognóstico ao paciente fora de condições terapêuticas é ta-
refa de dificuldade comum na equipe de saúde. Além do confronto com uma situação para o qual a
sociedade ocidental não prepara seus indivíduos, no que se refere à formação médica, este não é um
assunto privilegiado em sua formação acadêmica. Comunicar más notícias é, provavelmente, uma das
tarefas mais difíceis que os profissionais de saúde têm que enfrentar, pois implica em um forte impacto
psicológico do paciente e sua rede de apoio - quem recebe uma má notícia dificilmente esquece onde,
como e quando ela foi comunicada.
Assim como para o paciente e/ou familiares, o ato de transmitir uma notícia desagradável é
desconfortável também para o médico por vários motivos. Primeiramente, este se vê na situação difícil
de lidar com emoções experimentadas pelo paciente e/ou familiares e suas reações. Por outro lado, o
médico também deve lidar com as próprias emoções e receios, devendo enfrentar sua própria finitude.
Some-se a isso o fato de que a maioria deles não recebeu treinamento formal durante sua formação
profissional que oferecesse mais segurança ao transmitir más notícias.
A falta a de informação sobre o psiquismo humano não favorece a habilidade de médicos em lidar
com o sofrimento humano, tão importante num momento como este. Alguns escolhem comunicar as
notícias mais difíceis aos parentes, mas não ao paciente, para evitar contato com eventual crise emocio-
nal deste. Outros são sensíveis, e melhor preparados emocionalmente para lidar com as necessidades
emocionais de seus pacientes, e obtêm êxito ao transmitir-lhes a existência de uma doença séria, sem
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PROTOCOLO SPIKES
S Procure por um lugar calmo e que permita que a conversa seja particu-
lar, mantenha um acompanhante com seu paciente, isso costuma deixá-lo
mais seguro. Sente-se e procure não ter objetos entre você e seu pacien-
te. Escute atentamente o que o paciente diz e mostre atenção e carinho.
P
PERCEPTION: Percebendo o paciente: Investigue o que o paciente já
sabe do que está acontecendo. Procure usar perguntas abertas.
K gunte, com certa frequência, como o paciente está e o que está enten-
dendo. Se o prognóstico for muito ruim, evite termos como “não há mais
nada que possamos fazer”. Sempre deve existir um plano!
E
pode vir, dê tempo ao paciente, ele pode chorar, ficar em silêncio, em
choque. Aguarde e mostre compreensão. Mantenha sempre uma postura
empática.
S
STRATEGY AND SUMMARY: Resumindo e organizando estratégias
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CUIDADOS PALIATIVOS
A construção de uma interação apropriada, desde o primeiro contato, implica por em prática a ca-
pacidade de empatia, compreensão e desejo de ajuda. Este tipo de abordagem
na comunicação da má notícia pode melhorar o relacionamen-
to do médico (equipe de saúde) - paciente e reduzir a ansie-
dade deste último. Desta forma, é importante demonstrar in-
teresse e respeito. A conduta e o comportamento profissional
são essenciais para o paciente sentir-se bem.
Isto dará consistência às decisões clínicas e permitirá uma comunicação mais clara e fluída. Neste
sentido, quem irá revelar as más notícias deverá ser preferencialmente o médico responsável pelo caso.
PREPARAR O SETTING
Deve se buscar um lugar com privacidade e conforto, onde não haja possibilidade de interrupção
- e evitar comunicar uma má notícia no corredor. Uma outra informação importante é saber se o paciente
deseja a presença de outras pessoas durante a entrevista. Por parte da equipe médica, é recomendável
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a presença de outro membro da equipe (outro médico ou enfermeiro familiarizado com o caso) durante
a comunicação. A pessoa que for comunicar a má notícia deverá manter contato visual com o paciente e
usar o toque apropriadamente.
ORGANIZAR O TEMPO
É necessário que se garanta um tempo razoável para preparar o paciente, comunicar a informação,
permitir um breve espaço para reflexão e possibilitar um intercâmbio entre perguntas e respostas progra-
mando, apropriadamente, o seguimento e abordando os procedimentos terapêuticos por fazer, antes de
concluir a entrevista.
É muito importante compreender o paciente, ter uma expressão neutra e, em seguida, informar
as más notícias de maneira clara e direta. Usar um tom de voz suave, pausado e usar uma linguagem sin-
cera. O profissional deverá assegurar-se que o paciente tenha compreendido a mensagem com clareza.
A maioria dos autores sugere o uso de uma linguagem simples, sem muitos termos médicos. Isso
não significa, no entanto, que o uso de terminologia específica e adequada não seja também importante
para que o paciente possa, por conta própria, encontrar informações sobre sua doença. Para ajudar os
pacientes a processarem adequadamente a má notícia, quantidades menores de informações devem ser
dadas. A informação médica habitualmente é de difícil compreensão, principalmente quando se trata de
más notícias. Assim, para que se possa checar o grau de compreensão do paciente, é aconselhável que
o profissional peça ao mesmo conte as informações com suas próprias palavras.
É importante lembrar que o paciente não irá reter muito do que foi dito depois da má notícia inicial; isso é
esperado e deve ser retomado em outro momento, podendo assim individualizar a maneira de comuni-
car uma má notícia e o conteúdo transmitido, de acordo com as necessidades ou desejos do paciente.
Ouvir a má notícia deve ser contrabalançado, contudo, com a evidência de que alguma coisa pode ser
feita. Desta forma, mesmo que uma cura não seja realista, oferecer esperança e encorajamento sobre
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quais opções estão disponíveis é necessário. Discutir as opções de tratamento no início e marcar consul-
tas de seguimento para a tomada de decisão deverá estar no planejamento do médico no momento de
comunicar a má notícia.
Existe discordância entre o que o profissional quer dizer e o que o paciente quer saber. Perguntar
ao paciente o que ele quer saber dará a oportunidade de este colocar sua vontade. Se o paciente mos-
trar que não quer falar sobre a informação, devemos deixar a porta aberta para falar em outra hora. Neste
sentido, há duas perguntas importantes a serem feitas: O que o doente sabe sobre sua situação médica?
Quais informações que ele deseja receber? As respostas permitirão avaliar a percepção do paciente e
saber o que informar e a melhor maneira de comunicar a informação dentro do nível de compreensão
do paciente.
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completa sem considerar seu contexto, dinâmica e relacionamento familiar. A rede familiar que apoia o
paciente compreende não apenas os consanguíneos, mas também as pessoas próximas com as quais
ele possui um relacionamento mais estreito, com amigos e vizinhos.
Quando os familiares recebem a informação de que um ente está morrendo, geralmente ex-
pressão um turbilhão de sentimentos, combinação de choque, incertezas, tristezas, confusão, estresse,
ansiedade e desconforto. Frequentemente não entendem o que está acontecendo com seu familiar, não
sabem para quem perguntar ou como devem se comportar.
Os familiares necessitam ser mantidos informados sobre o que acontece e sobre o que esperar
do processo de morrer de seus entes. Assim, uma das necessidades mais proeminentes da família é o
estabelecimento de uma comunicação clara, honesta e frequente com os membros da equipe que cui-
dam do paciente. A informação contínua e acessível aos familiares é o elemento essencial que permitirá
uma vivência mais serena e tranquila do processo de morrer do doente, sem gerar expectativas que não
poderá ser atendida.
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CUIDADOS PALIATIVOS
MORTE ENCEFÁLICA
O conceito de morte encefálica pode ser escrito como um estado em que temos perda da nossa
capacidade de consciência, junto com perda irreversível da capacidade de ventilar espontaneamente,
mesmo mantendo por certo período uma função cardíaca evidente.
A seguir temos exemplos de períodos de observação em horas, antes dos testes em pacientes
com suspeita de morte encefálica:
DIAGNÓSTICO CLÍNICO DE MORTE ENCEFÁTICA
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CUIDADOS PALIATIVOS
Além do exame clínico, existem vários métodos disponíveis para confirmar a morte encefálica
como:
Eletroencefalografia (EEG): onde é possível avaliar a atividade elétrica ce-
rebral e, consequentemente, o perfeito funcionamento do cérebro.
Angiografia com contraste dos quatro vasos: esse exame objetiva ver a
perfusão sanguínea no SNC e a angiografia com radionuclídeos é ver o
fluxo sanguíneo cerebral.
ESTADO VEGETATIVO
Como na morte cerebral, o estado vegetativo é um diagnóstico clínico, que quando permanente,
pode ser considerado um artefato trágico da tecnologia moderna.
Não existe evidência de percepção de si mesmo ou do ambiente e inabilidade de interagir
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CUIDADOS PALIATIVOS
DOAÇÃO DE óRgÃOS
Doação de órgãos é um ato nobre que pode salvar vidas. Muitas vezes, o transplante de órgãos
pode ser única esperança de vida ou a oportunidade de um recomeço para pessoas que precisam de
doação. É preciso que a população se conscientize da importância do ato de doar um órgão.
O transplante de órgãos é um procedimento cirúrgico que consiste na reposição de um órgão
(coração, fígado, pâncreas, pulmão, rim) ou tecido (medula óssea, ossos, córneas) de uma pessoa doen-
te (receptor) por outro órgão ou tecido normal de um doador, vivo ou morto.
Pela legislação brasileira, não há como garantir efetivamente a vontade do doador, no entanto,
observa-se que, na grande maioria dos casos, quando a família tem conhecimento do desejo de doar do
parente falecido, esse desejo é respeitado. Por isso a informação e o diálogo são absolutamente funda-
mentais, essenciais e necessários. Essa é a modalidade de consentimento que mais se adapta à realida-
de brasileira. A previsão legal concede maior segurança aos envolvidos, tanto para o doador quanto para
o receptor e para os serviços de transplantes.
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CUIDADOS PALIATIVOS
A vontade do doador, expressamente registrada, também pode ser aceita, caso haja decisão
judicial nesse sentido. Em razão dis so tudo, orienta-se que a pessoa que deseja ser doador de órgãos e
tecidos comunique sua vontade aos seus familiares.
Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em
lista única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada estado e controlada
pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT).
Existem dois tipos de doador.
O primeiro é o doador vivo. Pode ser qualquer pessoa que concorde com
a doação, desde que não prejudique a sua própria saúde. O doador vivo
1 pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte
do pulmão. Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser
doadores. Não parentes, só com autorização judicial.
Para ser um doador, basta conversar com sua família sobre o seu desejo de ser doador e deixar
claro que eles, seus familiares, devem autorizar a doação de órgãos. No Brasil, a doação de
órgãos só será feita após a autorização familiar.
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CUIDADOS PALIATIVOS
mais usando os diversos meios disponíveis para atendimento sem levar em conto os benefícios que
efetivamente podem ser alcançados. A preocupação com a preservação da vida não pode servir de
argumento para os posicionamentos de extrema firmeza diante da dor e do sofrimento.
Impõe-se uma visão mais humana do tratamento, permitindo que o paciente não seja abandona-
do pela sua própria dor. Pode ser assegurada ao paciente adoção de condutas ou mesmo procedimen-
tos que visem abreviar o sofrimento e, por consequência, escolher a morte como a melhor opção?
A questão deve ser analisada sob diversos aspectos. Atualmente, não são consideradas apenas
as dimensões físicas e biológica, mas também as dimensões psíquica, social e espiritual.
O enfrentamento da própria morte pode desencadear o sofrimento mesmo psíquico. Caracteri-
za-se pela mudança de humor, pelo sentimento de perda do controle sobre o processo de morrer, pela
perda da esperança e sonhos e pela necessidade de se redefinir perante o mundo.
EUTANÁSIA
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CUIDADOS PALIATIVOS
EUTANÁSIA VOLUNTÁRIA
É quando a morte é provocada atendendo a uma vontade do paciente, ou seja, quando uma
pessoa ajuda outra a acabar com a sua vida. Asseveram que a legalização da eutanásia, permitindo aos
pacientes a possibilidade de deliberarem se a sua situação é ou não suportável estaria muito mais em
concordância com o respeito pela liberdade individual e pela autonomia. Mesmo que a pessoa já não
esteja em condições de afirmar o seu desejo de morrer, a eutanásia pode ser voluntária. Pode-se desejar
que a própria vida acaba, no caso de se ver numa situação em que, embora sofrendo de um estado in-
curável e doloroso, a doença ou um acidente tenham tirado todas as capacidades racionais e já não seja
capaz de decidir entre a vida e a morte. Se, enquanto ainda capaz, tiver expressado o desejo refletido de
morrer quando numa situação como esta, então a pessoa que, nas circunstâncias apropriadas, tira a vida
de outra atua com base no seu pedido e realiza um ato de eutanásia voluntária.
É aquela em que a vida do paciente é terminada sem que ele tenha consen-
timento, ou tenha expressado qualquer desejo nesse sentido, seria causar
a morte de um ser humano incapaz de tomar decisões entre a vida e a
morte. Seriam os bebês deficientes ou que sofram de doenças ditas e
incuráveis e as pessoas que já perderam a capacidade de compreender
o problema em questão, por motivo do acidente, doença ou velhice ou
em casos que a pessoa se encontra em coma. A aceitação eutanásia
não-voluntária traria medo e insegurança às pessoas, as quais, incertas
quanto ao futuro, temeriam chegar a um ponto em que a decisão sobre
suas vidas ficasse nas mãos de outra pessoa, passando a não mais confiar
nos seus próprios médicos. Na Holanda, por exemplo, dados do governo
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holandês, onde a eutanásia, apesar de não ser legalizada, é aceita pelos tribunais, registram que um
grande número de idosos teme que, em alguma fase de suas vidas, seus tratamentos tornem-se inviá-
veis economicamente para o governo.
ORTOTANÁSIA
DISTANÁSIA
A distanásia (dis + thanasia, morte lenta, ansiosa e com muito sofrimento) é o em-
prego de todos os meios terapêuticos possíveis, inclusive os extraordinários e experimen-
tais, no doente agonizante, já incapaz de resistir, e no curso natural do fim de sua vida.
Tais meios são empregados na expectativa duvidosa de prolongar-lhe a existência, sem
a mínima certeza de sua eficácia, nem da reversibilidade do quadro.
É etimologicamente o contrário da eutanásia, consistem
em atrasar o mais rápido possível o momento da morte usando
todos os meios, proporcionados, e ainda que isso signifique afligir
ao moribundo sofrimento do paciente mesmo que, obviamente,
não conseguirão afastar a inevitável morte, mas apenas atrasa-la
umas horas ou uns dias em condições deploráveis para o enfermo.
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A espiritualidade diz respeito à busca do ser humano por um sentido e significado transcendente
da vida. A religião, por outro lado, é um conjunto de crenças, práticas rituais e linguagem litúrgica que
caracteriza uma comunidade que está procurando dar um significado transcendente às situações fun-
damentais da vida, desde o nascer até o morrer.
O papel do profissional não é oferecer conselhos espirituais ou religiosos, mas sim, fazer com que o pa-
ciente encontre respostas em sua própria crença. Não devemos ter medo de dizer “eu não sei” quando somos
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interpelados por questões complexas sobre espiritualidade e religiosidade, o importante é que saibamos
ouvir, pois o fato de estarmos ao lado do paciente, prestando atenção e compreendendo-o já é de gran-
de valo
É de suma importância conhecer e ter clareza em relação à própria espiritualidade, pois “é impossível
ajudar alguém em questões espirituais sem antes conhecer sua própria espiritualidade”. A equipe também
deverá trabalhar as crenças do paciente sem pregar a sua verdade. Dessa forma, os profissionais de-
verão ser orientados quanto ao respeito à individualidade do paciente, pois o cuidado espiritual cabe a
todos os envolvidos.
O Dia Mundial dos Cuidados Paliativos é celebrado anualmente no segundo sábado de outubro.
O objetivo do Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, cuja organização está a cargo de um comitê
mundial, é unir esforços nos cuidados paliativos por todo o mundo, chamando a atenção para as necessi-
dades das pessoas em sofrimento (18 milhões de pessoas morrem em dor e sofrimento todos os anos).
É preciso abrir espaço para que o problema seja discutido, pelo que uma das finalidades desta data é
justamente compartilhar visões e experiências das pessoas e famílias que vivem nessa situação.
Essa é uma forma de conscientizar as pessoas acerca das necessidades dos envolvidos com
esse tipo de cuidados - por um lado, os doentes e suas famílias, e por outro, os profissionais que traba-
lham no seu tratamento.
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CONCLUSÃO
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REFERENCIAS
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