CONTROLE
ESTATÍSTICO DO
PROCESSO
DISCIPLINA:
TÓPICOS AVANÇADOS EM QUALIDADE
CURSOS:
CST Gestão da Qualidade, ENGa Produção,
ENGa Mecânica
Prof. M. Sc. Eng. Charles Rui
Capacidade do Processo
A capacidade do processo é a medição de sua própria
variabilidade, depois que este foi otimizado e está sob
controle.
A melhor forma de se verificar a adequação de um
processo às necessidade da engenharia de produto é
através do estudo de capacidade do processo ou da
relação entre a capacidade do processo e a diferença entre
os limites de especificação (tolerância do produto). Esta
relação é conhecida como índice de capacidade (Cp), onde
(Montgomery, 2003):
Cp =( LSE – LIE ) / 6 σ
Calculando Cp
Exemplo:
Dimensão = 9,0mm 0.5mm
Média do processo = 8,80 mm
Amplitude média = 0,33 mm
Tamanho da amostra = 5
LSE – LIE Onde:_
Cp = e= R
6e d2
9.5 - 8.5
Cp = = 1,17
6 (0,33/2,326)
INTERPRETAÇÃO DO CP
INTERPRETAÇÃO DO CP
INTERPRETAÇÃO DO CP
INTERPRETAÇÃO DO CP
Capabilidade de Processo - Conceitos
• Tolerâncias: especificações de engenharia que representam requisitos
do produto.
• Capabilidade do Processo: representa o melhor desempenho do
processo e é determinada pela variação das causas comuns. Isso é
demonstrado quando o processo está sendo operado sob controle
estatístico.
– A capabilidade potencial do processo (Cp) é a entre tolerância e a
variabilidade do processo.
– A capabilidade efetiva do processo (Cpk) mede a localização da variação
do processo com relação aos limites de especificação. É a condição real
de operação do processo. Considera a variação dentro dos subgrupos c
(desvio padrão estimado por R/d2) – estudo de curto prazo.
• Desempenho do Processo: representa o desempenho geral do
processo considerando todas as variações presentes.
– O desempenho potencial e efetivo do processo (Pp/Ppk) tem conceito
similar ao da capabilidade, porém utiliza a variação entre os subgrupos
p, que é a variação total do processo (desvio padrão amostral s) -
longo prazo.
Cálculo da Capabilidade do Processo
Índice de Capabilidade “efetiva” do
Processo
_ _
Cpk = mínimo x - LIE LSE - x
;
3c 3c
Onde:_
c = R
d2
Calculando Cpk
Exemplo:
Dimensão = 9,0mm 0.5mm
Média do processo = 8,80 mm
Amplitude média = 0,33 mm
Tamanho da amostra = 5
_ _
Cpk = mínimo x - LIE LSE - x
;
3c 3c
0,70 1,64
8.80 - 8.50 9.50 - 8.80
Cpk = mínimo ; = 0,70
3 (0,33/2,326) 3 (0,33/2,326)
QUANTO É O REJEITO DO MEU PROCESSO?
_
x - LIE 8.80 - 8.50
zi= 2,11
c (0,33/2,326)
QUAL É O
_ REFUGO?
LSE - x 9.50 - 8.80 4,93
zs=
c (0,33/2,326)
QUANTO É O REJEITO DO MEU PROCESSO?
APÊNDICE
_
x - LIE 8.80 - 8.50 Pzi= 1,74%
zi= 2,11 0,0174
c (0,33/2,326)
_
LSE - x 9.50 - 8.80 4,93 0,00003 Pzs= 0,003%
zs=
c (0,33/2,326)
PZT= 1,743%
Representação da Capabilidade
Cp = 1,17
Cpk = 0,70
LIE LSE
_
8,5 X 9,0 9,5
Processos capazes e não capazes
Limites de
Especificação
(a) Variação natural excede
os limites de especificação;
processo não é capaz de
atender as especificações o
tempo todo.
Processo
Limites de
Especificação
(b) Limites de especificação e
variação natural são iguais;
processo é capaz de atender as
especificações a maior parte do
tempo.
Processo
Processos capazes e não capazes
Limites de
Especificação
(c) Limites de especificação
maiores que a variação
natural do processo; o
processo é capaz de atender a
especificação ao longo do
tempo.
Processo
Limites de
Especificação
(d) Limites de especificação maiores
que a a variação natural do
processo, mas o processo está
descentralizado. Processo capaz
mas alguns resultados não vão
atender o limite superior de
especificação.
Processo
PROCESSOS CENTRALIZADO E
DESCENTRALIZADO
Análise da capabilidade
• Cp < 1: a capabilidade do
processo é inadequada à
tolerância exigida.
• 1 ≤ Cp ≤ 1,33: a capabilidade do
processo está em torno da
diferença entre as
especificações.
• Cp > 1,33: a capacidade do
processo é adequada à
tolerância exigida (resta 30% de
“folga” na tolerância).
CLASSIFICAÇÃO DA
CAPACIDADE DO PROCESSO
• Valores de referência por PPM
RELACIONAMENTO
ENTRE CP E CPK
EXEMPLO DO PROCESSO
DE SAQUINHOS DE LEITE
1025
1015
X 1005
(ml) 995
985
975
0 5 10 15 20 25 30 35 40
Número das observações
Limites de especificação
Tempo
T4
f(X) T3
T3
X
T2
T1
X
X
Figura 2.8: Distribuição do Volume dos Saquinhos de Leite ao Longo do Tempo
(processo instável)
LÍQUIDO
IMPUREZAS
VOLUME
DE
LEITE
ACÚMULO DE GORDURA
ENTUPIMENTO DO BOCAL
TUBULAÇÃO
Figura 2.9: Diagrama de Causa e Efeito
(causas especiais que afetam o volume de leite)
Tabela 2.4: Causas Especiais e Medidas Corretivas/Preventivas
Causa especial Medida corretiva/preventiva
Gordura na tubulação Limpeza mensal da tubulação
Entupimento do bocal Troca semanal do bocal
Impurezas no leite Utilização de filtros
Tempo
f(X)
f(X)
T4
f(X)
T3
f(X)
T2 X
T1 X
Figura 2.2: Processo Isento de Causas Especiais
1025
1015
X 1005
(ml) 995
985
975
0 5 10 15 20 25 30 35 40
Número das observações
especificações
Figura 2.10: Volume dos Saquinhos de Leite
( processo estável e ajustado)
f(X) Tempo
f(X)
T4
f(X)
T3
f(X)
T2
X
T1
X
Figura 2.3: Causa Especial Altera a Média do Processo
Referências Bibliográficas
FORD BRASIL, Controle Estatístico de Processo - Treinamento Básico, 1984.
LOPES, Luis Felipe [Link] Estatístico de [Link] Federal de Santa
Maria, 2007.
MONTGOMERY, D.C. Introduction to statistical quality control. 2 ed. New York, John Wiley,
1991.
WERKEMA MCC. Ferramentas estatísticas básicas para o gerenciamento de processos. Belo
Horizonte: Fundação Christiano Ottoni, Escola de Engenharia da UFMG; 1995.
MONTGOMERY, Douglas C.; RUNGER, George C. Estatística aplicada e probabilidade para
engenheiros. 2a. ed. Tradução de Verônica Calado. Rio de Janeiro, LTC, 2003.
SHEWHART, W. Statistical method: from the viewpoint of quality control. Washington:
Dover, 1986.
TRIOLA, M. F., Introdução à Estatística. 9a. ed. Tradução de Vera Regina de Farias e Flores.
Rio de Janeiro, LTC, 2005.
VIEIRA, S. Estatística para a qualidade. Rio e Janeiro: Campus. 1999. 198 p.
VTB, Consultoria e Treinamento. Controle Estatístico do Processo Básico. São Paulo, 2008.
Material Apostila de CEP - QUALYTOOL – Consulting Group. 2013.