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Análise de Riscos: APR, FMEA, HAZOP e FTA

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ANÁLISE DE RISCOS: APR, AMFE, HAZOP

1) ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCOS (APR)

- análise inicial "qualitativa" na fase de projeto e investigação de sistemas novos ou pouco conhecidos.
- revisão geral de segurança em sistemas já operacionais/ conhecidos, revelando aspectos
desapercebidos.
- para checar possibilidade de não utilização de materiais e procedimentos de alto risco.
- não é uma técnica aprofundada, precede técnicas detalhadas.
- objetivo: estabelecer limites de atuação e definir responsabilidades no controle de riscos.
- priorização das ações determinada pela categorização dos riscos (frequencia/ gravidade).
- Determinar riscos principais e os riscos iniciais e contribuintes: para cada risco principal detectado.
- inicialmente: aplicada apenas para análise de riscos de processo
- atualmente: largamente empregada para análise de tarefas de manutenção e obras, serviços
- primeiras tentativas de uso na área de higiene: utilização na elaboração do PPRA
- subdivisão da instalação em diversos módulos de análise
- definição das fronteiras do sistema
- determinação dos produtos perigosos (condições de processo ou estocagem)
- preenchimento das planilhas de APR em reuniões do grupo de análise

Perigo Causa Modo de Detecção Efeito Categoria Recomendações/ Cená


Freq. Sever. Risco Observações rio
Grande Ruptura de linha de carga Visual (operador de Incêndio em poça no A IV S Verificar se há 1
Liberação (8”) desde a plataforma de campo); Odor píer com possibilidade sistema de
de Líquido operação (berço de (operador de campo); de incêndio no mar e aterramento do
Inflamável atracação) até ponto onde a Indicação de pressão incêndio e/ou explosão navio ao píer
(Gasolina) linha é enterrada (180 m) baixa no local no navio atracado petroleiro.

2) ANÁLISE DE MODOS DE FALHA E EFEITOS (FMEA)


- qualitativa ou quantitativa: maneiras que um equipamento ou sistema pode falhar e os efeitos,
estimando ainda as taxas de falha e mudanças que diminuam as probabilidades de falha, aumentando a
confiabilidade do sistema.
- confiabilidade: probabilidade de missão ter sucesso dentro de tempo e condições específicas;
- determina confiabilidade de produto complexo (modo, freqüencia e efeitos de falha dos componentes).
- mais aplicável às Indústrias de Processos, principalmente quando possui instrumentos de controle,
levantando necessidades adicionais e defeitos de projeto, definindo configurações seguras.
- determinação e encadeamento dos procedimentos para contingências operacionais, quando o sistema
está em risco e a probabilidade de erro devido a ações não estruturadas é alta, dependendo da ação
correta dos operadores.
- primeiramente de forma qualitativa (revisão sistemática dos modos de falha do componente, seus
efeitos em outros componentes e ainda na determinação dos componentes cujas falhas têm efeito
crítico na operação do sistema, garantindo danos mínimos).
2
- posteriormente de forma quantitativa: confiabilidade ou probabilidade de falha do sistema ou
subsistema, através do cálculo de probabilidades de falhas de montagens, subsistemas e sistemas, a
partir das probabilidades individuais de falha de seus componentes, e sua redução, inclusive pelo uso
de componentes com confiabilidade alta ou pela verificação de redundâncias de projeto.
- é primordial conhecer o sistema, função e objetivos, limites de sucesso ou falha.
- análise do modelo que melhor se adapte a ela.

Procedimento
a) Dividir o sistema em subsistemas que podem ser efetivamente controlados;
b) Traçar diagramas de blocos funcionais para determinar os interelacionamentos;
c) Preparar um “Chek list” dos componentes de cada subsistema e sua função específica;
d) Determinar modos possíveis de falha que possam afetar outros componentes em quatro categorias:
I- Falha em operar no instante prescrito;
II- Falha em cessar de operar no instante prescrito;
III- operação prematura;
IV- falha em operação;
e) Indicar os efeitos de cada falha sobre outros componentes e na operação do mesmo;
f) Estimar a gravidade de cada falha para priorizar alternativas;
g) Indicar os métodos usados para detecção de cada falha específica;
h) Formular ações de compensação e reparos para eliminar ou controlar cada falha e seus efeitos;
i) Determinar probabilidades de ocorrência de cada falha específica para análise quantitativa.

- analisa de forma geral os modos de falha de um produto.


- a componentes críticos, dar atenção utilizando a FMECA (Análise crítica de modos de falha e efeitos)
- FMEA e FMECA - sistemas mais simples e de falhas mais singelas
- Análise de Árvore de Falhas - complexidade é maior .
- Técnica de análise indutiva onde o raciocínio parte da perda de função (modo da falha) de um único
componente até uma conclusão geral sobre o efeito correspondente no sistema como um todo

Análise usada para:


- Relacionar os modos de falha dos componentes e subsistemas (módulos) de um sistema
- Identificar as causas e os efeitos dessas falhas sobre o sistema
Empregada usualmente em estudos de:
- Confiabilidade
- Qualidade
- Manutenção Centrada em Confiabilidade (MCC)

Componente Modo de falha Causa da falha Efeito das falhas


Operação indevida fricção
Válvula ruído excessivo
Entupimento falta de lubrificação
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Vazamento interno

3) ANÁLISE DE OPERABILIDADE DE PERIGOS – “HAZard and OPerability Studies” (HAZOP)


- análise qualitativa para examinar as linhas de processo, identificando perigos e prevenindo problemas.
- aplicada também para equipamentos do processo e até para sistemas.
- implantação de novos processos na fase de projeto ou na modificação de processos já existentes.
- desenvolvido antes de detalhamento e construção do projeto, evitando modificações
- para projetos e modificações tanto grandes quanto pequenas.
- pessoas de funções diferentes trabalham em conjunto, esquecimentos evitados e a compreensão dos
problemas das diferentes áreas e interfaces do sistema seja atingida (experiência + competência)
- HAZOP é bastante semelhante a AMFE
- analisando cada circuito, linha por linha, para cada tipo de desvio passível.
- "A operabilidade é tão importante quanto a identificação de perigos" (são detectados mais problemas
operacionais do que identificados perigos). Diminuição dos riscos liga-se a eliminação de problemas
operacionais.
- procedimento que gera perguntas de maneira estruturada e sistemática através de palavras-guia.

PALAVRA- Desvio Causa Possíveis Efeitos Salvaguardas Recomendações Cenári


GUIA s Existentes o
Nenhum Nenhu Válvula - Pequena perda - Bacia de contenção; 1. Este evento já 14
m fluxo fechad do produto e Cal hidratada ou occoreu algumas
a formação de solução de soda vezes na
nuvem tóxica cáustica; EPI instalação.
Seleção de nós: determinação dos pontos representativos do processo (da instalação) onde desvios
serão analisados. Causas a montante, consequencias a jusante e montante.

4) ANÁLISE DE ÁRVORE DE FALHAS (AAF) – “Fault Tree Analysis” (FTA)


- evento indesejado = EVENTO TOPO; causas básicas = EVENTOS BÁSICOS
- representação gráfica da relação lógica entre as falhas (“eventos básicos” e “eventos intermediários”)
que levam à ocorrência do evento topo.
- aplicação no estudo de situações complexas; projeto novo, instalações em operação (modificações,
automação)
- principal intuito: determinar probabilidades (técnica quantitativa)
- primeiro: análise qualitativa determina combinações de falhas.
- depois: avaliação quantitativa determina probabilidade de falha.
- determinação da sequência mais crítica (pontos fracos do sistema);
- descobrimento de elementos sensores para reduzir a probabilidade.
- Permite a incorporação de erros humanos, falhas de teste e manutenção
- Permite quantificar a freqüência de eventos iniciadores em estudos de análise de riscos
- avalia a indisponibilidade de uma planta de processos contínuos ou sistemas de segurança
ETAPAS
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1. Definição do sistema (fronteiras, interfaces, 5. Obtenção dos dados de falhas
etc.) 6. Avaliação quantitativa
2. Definição do evento topo 7. Identificação dos cortes mais importantes
3. Construção da árvore 8. Conclusões e recomendações
4. Determinação dos cortes mínimos

Cortes Mínimos: menor combinação de eventos básicos a qual, se todos os seus eventos ocorrerem,
leva à ocorrência do evento topo (fornece os pontos fracos potenciais de um sistema complexo). São
caracterizados como primeira ordem, segunda ordem, etc, de acordo com a quantidade de eventos que
os compõem).

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