Estruturas Organizacionais na Administração Pública
Estruturas Organizacionais na Administração Pública
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[Programa]
• eventuais conflitos;
• lideranças naturais; e
• amizades e ações benéficas ou prejudiciais à empresa
Na maioria dos casos, é dada liberdade total para a organização informal, mas isto é perigoso e não tem
razão de ser, porque é administrável e direcionável positivamente.
Exemplo de Sucesso: “Empresas que estão praticando com critérios claros e de comum acordo, a
participação de funcionários na gestão e nos lucros”
Nestes casos ocorre:
• transparência;
2 • lealdade;
• sentido colaboracionista
Estrutura Organizacional
A estrutura organizacional define a autoridade e as responsabilidades das pessoas, como indivíduos e
como integrantes de grupos, sendo representada por um gráfico denominado organograma. Observa-se em
qualquer organograma os seguintes aspectos:
• Divisão do trabalho: os retângulos representam unidades de trabalho (departamentos) e indicam
como as responsabilidades estão divididas dentro da organização.
Divisão do Trabalho
É o processo por meio do qual uma determinada atividade é dividida em tarefas menores, cada uma das
quais atribuída a uma pessoa ou a uma equipe.
A divisão do trabalho permite às organizações realizar tarefas complexas, como a montagem de
veículos, a construção de prédios, navios, etc. A divisão do trabalho permite ganhos de produtividade que
viabiliza a produção em massa de determinados bens, pois conduz à especialização dentro da empresa.
A responsabilidade pela execução de cada tarefa pode ser atribuída a indivíduos ou a grupos (equipes de
trabalho). O conjunto de tarefas atribuídas a uma pessoa chama-se cargo.
Um cargo é a menor unidade de trabalho da estrutura organizacional. Um cargo consiste de um
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conjunto de tarefas ou responsabilidades específicas que uma pessoa (ocupante do cargo) deve desempenhar.
Uma das providências que devem ser tomadas no processo de definição da estrutura organizacional é
justamente descrever os cargos que existirão nessa estrutura e as correspondentes atribuições.
Desse modo, o ocupante do cargo deverá responder perante seus superiores pela execução das
atividades inerentes ao mesmo.
Um departamento, por sua vez, é um agregado de cargos, e tem também responsabilidade em relação a
uma determinada função da organização (produção, marketing, finanças, etc). Geralmente os departamentos
são identificados pelo título da função sob sua responsabilidade (Ex: Diretoria de Produção, Gerência de
Marketing, Superintendência de Finanças, etc).
Especialização
A especialização do trabalho proposta pela Administração Científica constitui uma maneira de aumentar
a eficiência e de diminuir os custos de produção. Simplificando as tarefas, atribuindo a cada posto de trabalho
tarefas simples e repetitivas que requeiram pouca experiência do executor e escassos conhecimentos prévios,
reduzem-se os períodos de aprendizagem, facilitando substituições de uns indivíduos por outros, permitindo
melhorias de métodos de incentivos no trabalho e, conseqüentemente, aumentando o rendimento de
produção.
Hierarquia
Uma das conseqüências do princípio da divisão do trabalho é a diversificação funcional dentro da
organização. Porém, uma pluralidade de funções desarticuladas entre si não forma uma organização eficiente.
Como decorrência das funções especializadas, surge inevitavelmente a de comando, para dirigir e controlar
todas as atividades para que sejam cumpridas harmoniosamente. Portanto, a organização precisa, além de
uma estrutura de funções, de uma estrutura hierárquica, cuja missão é dirigir as operações dos níveis que lhes
estão subordinados. Em toda organização formal existe uma hierarquia. Esta divide a organização em camadas
ou escalas ou níveis de autoridade, tendo os superiores autoridade sobre os inferiores. À medida que se sobe
na escala hierárquica, aumenta a autoridade do ocupante do cargo.
Distribuição da Autoridade e da Responsabilidade (Empowerment)
A hierarquia na organização formal representa a autoridade e a responsabilidade em cada nível da
estrutura. Por toda a organização, existem pessoas cumprindo ordens de outras situadas em níveis mais
elevados, o que denota suas posições relativas, bem como o grau de autoridade em relação às demais. A
autoridade é, pois, o fundamento da responsabilidade, dentro da organização formal, ela deve ser delimitada
explicitamente. De um modo geral, a generalidade do direito de comandar diminui à medida que se vai do alto
para baixo na estrutura hierárquica.
Fayol dizia que a "autoridade" é o direito de dar ordens e o poder de exigir obediência, conceituando-a,
ao mesmo tempo, como poder formal e poder legitimado.
Assim, como a condição básica para a tarefa administrativa, a autoridade investe o administrador do
direito reconhecido de dirigir subordinados, para que desempenhem atividades dirigidas pra a obtenção dos
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objetivos da empresa. A autoridade formal é sempre um poder, uma faculdade, concedidos pela organização
ao indivíduo que nela ocupe uma posição determinada em relação aos outros.
Autoridade
Estamos aqui tratando da autoridade formal, ou seja, do direito legal que os chefes ou gerentes têm de
influenciar o comportamento de seus subordinados, bem como de utilizar ou comprometer os recursos
organizacionais.
Em outras palavras, a autoridade envolve o direito formalmente constituído (com base em lei,
regulamentos, regimentos ou outro instrumento de caráter normativo) que tem o chefe de exigir o
cumprimento de determinadas tarefas por parte do subordinando, sendo facultado ao superior a possibilidade
4 de algum tipo de sanção caso a ordem não seja cumprida.
Autoridade envolve também o poder de decisão sobre a utilização dos recursos disponíveis pela
organização no cumprimento de certas atividades.
A autoridade é o mecanismo que garante a coordenação e a execução das tarefas especializadas, pois
envolve poder. Assim, no desenho da estrutura organizacional, é necessário saber como distribuir de forma
adequada este poder dentro da empresa. Além disso, há tipos diferentes de autoridade formal, que pode ser
vistos a seguir:
• Autoridade de linha: é inerente à cadeia de comando e define as relações entre chefes e
subordinados. O mecanismo da autoridade formal de linha estipula que os chefes têm o direito de emitir
ordens e de esperar a obediência ou adesão daquelas pessoas que trabalham para eles, ou em suas equipes.
• Autoridade de assessoria (ou de Staff): baseia-se no desempenho de atividades de aconselhamento. É
característica das funções de apoio para orientar os gerentes de linha.
Exemplos: assessoria jurídica, assessoria econômica, etc. Algumas funções de linha podem também ter
autoridade de assessoria, como, por exemplo, a administração de recursos humanos e administração da
qualidade.
• Autoridade funcional: sua característica principal é o poder para determinar o que os outros devem
fazer, independente das relações entre chefes e subordinados. As mesmas funções, em certo assuntos,
exercem autoridade de linha e autoridade funcional. Por exemplo, a gerência de qualidade pode determinar
quais critérios devem ser obedecidos na contratação de fornecedores; a gerência de recursos humanos pode
determinar que todos os candidatos a emprego passem por certo processo de seleção.
Observe que estamos falando da autoridade formal, que surge em função das normas internas da
empresa. No entanto, existe o conceito de Liderança, que envolvem aspectos informais existentes na
organização. Liderança pode ser definida como a capacidade de influenciar o comportamento de outra pessoa
através da adesão da mesma a um princípio, a uma meta ou a uma determinada missão.
Portanto, a Liderança não parte do uso da sanção como mecanismo de convencimento. Ela envolve
habilidades e capacidades interpessoais, inerentes às relações humanas.
Esta distinção entre autoridade formal e liderança é importante, pois, em qualquer empresa coexistem,
simultaneamente, duas organizações:
• A organização formal, baseada na estrutura desenhada pela empresa de forma planejada e racional,
descrita em normas e regulamentos internos;
• A organização informal, que surge espontaneamente da interação diária entre os indivíduos, de forma
não planejada, a partir das relações humanas.
Assim, nem sempre o gerente que tem autoridade formal conseguirá atuar como líder, e muitas vezes
surgem espontaneamente lideres que não exercem formalmente nenhum cargo de chefia. Esse é um
fenômeno que as organizações devem levar em conta, no que diz respeito à influência das relações humanas
sobre o desempenho global da organização.
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COMPONENTES DA ESTRUTURA
São quatro os componentes da estrutura organizacional:
I . DEPARTAMENTALIZAÇÃO
Ao se considerar OS TIPOS DE ESTRUTURA ORGANIZACIONAL deve-se lembrar que estes são os
resultados da departamentalização. A departamentalização pode ser considerada, entre todos os
componentes e subcomponentes da estrutura organizacional, como o mais conhecido pelos funcionários da
empresa.
Departamentalização é o agrupamento, de acordo com um critério específico de homogeneidade, das
atividades e correspondentes recursos (Humanos, Materiais e Tecnológicos) em unidades organizacionais.
A estrutura organizacional é representada graficamente no organograma, que entretanto, não
apresenta todos os aspectos da estrutura organizacional.
ORGANOGRAMA
“Organograma é a representação gráfica de determinados aspectos da estrutura organizacional.”
Toda empresa deve ter o seu organograma. É através dele que se pode analisar a estrutura
organizacional da empresa ou da área de responsabilidade dentro da empresa, bem como a ligação das áreas
entre si, em função de suas linhas de autoridade.
Não se deve confundir posições das áreas no organograma com níveis salariais. Portanto, não há
nenhum motivo para se manter segredo do organograma.
Existem algumas formas de a empresa departamentalizar as suas atividades, As básicas são:
• departamentalização por quantidade;
• departamentalização funcional;
• departamentalização territorial (ou geográfica);
• departamentalização por produtos (ou serviços);
• departamentalização por clientes;
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• não serve para os níveis intermediários e mais elevados da empresa. E mesmo para os níveis mais baixos da
hierarquia empresarial a sua validade se restringe a determinados setores do processo produtivo.
DEPARTAMENTALIZAÇÃO FUNCIONAL
As atividades são agrupadas de acordo com as funções da empresa.
Pode ser considerado o critério de departamentalização mais usado pelas empresas.
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Esse tipo de departamentalização é uma forma segura de garantir a satisfação dos clientes. São usuários
tradicionais do critério de departamentalização por cliente: as lojas de departamentos e as agências de
propaganda.
As atividades são agrupadas de acordo com as necessidades variadas e especiais dos clientes ou
fregueses da empresa.
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DEPARTAMENTALIZAÇÃO MATRICIAL
Baseia-se na sobreposição de dois ou mais tipos de departamentalização sobre a mesma pessoa.
Geralmente, esta sobreposição se refere à fusão entre a estrutura funcional e a estrutura por projetos.
A departamentalização matricial não leva em consideração o princípio clássico de unidade de comando
estabelecido por Henry Fayol em 1.916, no seu livro Administração Industrial e Geral. No entanto, o conflito
interno preconizado pela escola clássica pode ser evitado se existir clara definição de atribuições de cada um
dos elementos componentes da estrutura.
A departamentalização matricial, tendo em vista sua característica de responsabilidade compartilhada,
exige nível de confiança mútua e capacidade de improvisação na solução de problemas. Dessa forma, é
14 importante o estudo de liderança dos elementos da Alta Administração, que têm grande influência em relação
ao conflito inevitável desse tipo de departamentalização, que pode ser minimizado se administrado com
eficiência.
Do ponto de vista evolutivo, a departamentalização matricial surgiu porque as formas tradicionais de
organizar não eram eficazes para lidar com atividades complexas, envolvendo várias áreas do conhecimento
científico e com prazos determinados para sua realização. As principais razões que levaram a
departamentalização funcional a fracassar nestes tipos de circunstâncias foram:
• baixo grau de integração entre áreas cada vez mais especializadas;
• falta de um coordenador geral para o projeto com visão ampla para integrar as várias especializações
e relacioná-las com as necessidades dos clientes; e
• falta de motivação dos especialistas responsáveis por partes de uma atividade maior, sem um
entendimento satisfatório de como elas estão relacionadas com o esforço total.
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DEPARTAMENTALIZAÇÃO MISTA
É o tipo mais frequente, pois cada parte da empresa deve ter a estrutura que mais se adapte à sua
realidade organizacional.
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II . LINHA E ASSESSORIA
DE LINHA, são as unidades organizacionais que têm ação de comando, enquanto que as unidades
organizacionais DE ASSESSORIA não têm ação de comando, cabendo-lhes o aconselhamento às unidades de
linha no desempenho de suas atividades.
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DELEGAÇÃO
O Que é Delegação
É a transferência de determinado nível de autoridade de um chefe para um subordinado, criando a
correspondente responsabilidade pela execução da tarefa delegada. Muito embora a responsabilidade
original, do chefe para com seu superior, não possa ser delegada ("Pode-se delegar autoridade, mas não
responsabilidade").
Princípios da Delegação
a) A autoridade deve ser delegada até o ponto e na medida necessária para a realização dos resultados
esperados;
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A autoridade deve ser proporcional ao nível de responsabilidade alocada no cargo e/ou funcionário;
A responsabilidade não pode ser delegada., pois nem o chefe nem o subordinado podem livrar-se
completamente de suas obrigações, designando outros para realizá-las;
A clareza é fundamental, com designação precisa, entendida e aceita.
Técnicas de Delegação
a) Selecionar o subordinado adequado;
b) Proporcionar um nível de autoridade compatível com as atividades exercidas pelo subordinado;
c) Explicar com precisão e clareza as atividades e resultados esperados;
d) Recompensar, de alguma forma, um bom resultado apresentado pelo subordinado;
e) Criar condições adequadas de motivação;
f) Estabelecer controles adequados, divulgados e aceitos;
g) Treinar e ajudar os subordinados em suas atividades;
h) Evitar perda excessiva de poder, mas estar disposto a "abrir mão" de determinadas atividades que
provoquem uma situação adequada de motivação nos subordinados;
i) Ter adequados canais de comunicação;
j) Ter disposição para aceitar erros dos outros;
k) Incrementar o nível de participação nos subordinados;
l) Perceber que os subordinados têm muito a contribuir no processo decisório na área de sua
especialização;
m) Desenvolver o processo de planejamento para que a delegação possa ocorrer antes do fato, e não
depois do fato consumado;
n) Desenvolver adequado nível de confiança nos subordinados, por meio de treinamento, participação,
reconhecimento e troca de idéias;
o) Criar condições para forçar os subordinados a tomarem decisões, dando-lhes ao mesmo tempo o
apoio que se fizer necessário;
p) Não criticar excessivamente quando os subordinados cometem enganos;
q) Fazer com que os subordinados saibam o que tem de ser feito e quais os resultados esperados,
incluindo o nível de qualidade e o prazo de realização;
r) Prover incentivos adequados para que os subordinados se sintam dispostos a aceitar maior delegação;
s) Desenvolver uma estrutura organizacional que proporcione incremento no processo de delegação;
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t) Deve-se ficar, concentrando os esforços, com as atividades que mais contribuem para os objetivos
desejados, delegando as demais aos subordinados;
O Modo Certo de Delegar
Para saber o modo certo de delegar, deve-se conhecer alguns princípios da delegação de tarefas:
a) Sempre acompanhar o progresso de uma tarefa que tenham delegado, pois caso contrário, alguns
erros caros poderão ser cometidos;
b) O gerente precisa ter certeza de que o subordinado é capaz de concluir a tarefa;
c) Um subordinado nunca deve poder subdelegar uma tarefa sem permissão;
18 d) Cuidado com o subordinado super entusiasmado, que sempre pede tarefas, mas raramente as
termina;
e) Coloque recursos à disposição dos subordinados, não apenas dinheiro, mas também o direito de agir
adequadamente;
f) Quando uma tarefa delegada for satisfatoriamente concluída, não se esqueça de dar o devido
reconhecimento ao subordinado;
g) Se uma tarefa não for satisfatoriamente concluída, investigue os motivos, antes de atribuir a culpa;
h) Pergunte a si mesmo, em intervalos regulares, “por que eu faço isso? Por que eu faço aquilo?”. A
resposta poderá ser que você não precisa fazer “isso ou aquilo”, e que seria um grande prazer para um
subordinado ter a oportunidade de assumir a tarefa, bem como a autoridade que ela incorpora;
i) Mesmo que possamos realizar uma tarefa melhor que um subordinado, devemos deixar que ele a faça
uma vez ou outra. Esta é a única maneira em que ele poderá se desenvolver e adquirir experiência.
Podemos entender como delegação:
• a transferência temporária do poder e responsabilidade, específicos;
• a tarefa que for transferida do chefe para o subordinado; e
• quando existe a obrigação (responsabilidade) do subordinado para com o chefe na realização da
tarefa.
DESCENTRALIZAÇÃO / CENTRALIZAÇÃO
Centralização é a maior concentração de poder decisório na alta direção de uma empresa.
Vantagens:
• Menor número de níveis hierárquicos;
• Melhor uso dos R. Humanos, R. Materiais e R. Tecnológicos;
• Melhor interação no processo de planejamento, controle e avaliação;
• Uniformidade nos processos técnicos e adm;
• Decisões estratégicas mais rápidas; e
• Maior segurança nas informações.
Descentralização é a menor concentração do poder decisório na Alta Administração da empresa, sendo,
portanto, mais distribuído pelos seus diversos níveis hierárquico.
Vantagens:
• Geração de maior especialização nas unidades organizacionais;
• Menor exigência de tempo nas informações e decisões;
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SISTEMA DE DECISÕES
O que é Processo Decisório
As decisões são tomadas em resposta a algum problema a ser resolvido, a alguma necessidade a ser
satisfeita ou a algum objetivo a ser alcançado. As decisões envolvem um processo, isto é, uma sequência de
passos ou fases que se sucedem. Daí o nome “processo decisório”.
Todas as organizações, cientistas, políticos, gerentes, enfrentam com assiduidade o problema de tomar
decisões. Não há nada mais fatal para um executivo do que a insegurança na hora de tomar decisões. Os
problemas, quando convenientemente analisados, apresentam-se de forma muito simples, admitem soluções
simples e a escolha de decisões, no caso, é um problema geralmente simples. À medida que o espaço de
alternativas cresce, cresce em geral, o número de linhas de ação para a tomada de decisão. Neste caso, um
gerente que vai tomar decisões, reconhece o grau de complexidade do Processo Decisório. Sob o ponto de
vista mais objetivo, podemos conceituar o planejamento como um processo de tomada de decisão, subtendo-
se um conjunto de decisões interdependentes.
FASES DO PROCESSO DECISÓRIO
a) Definição e diagnóstico do problema: Essa fase envolve a obtenção dos dados e dos fatos a respeito
do problema., suas relações com o contexto mais amplo, suas causas, definição e diagnostico;
b) Processo de soluções alternativas mais promissoras: Esta fase envolve a busca de cursos alternativos
de ação possíveis e que se mostrem mais promissoras para a solução do problema, satisfação da necessidade
ou alcance do objetivo;
c) Análise e comparação dessas alternativas de solução: É a fase na qual as alternativas de cursos de
ação são devidamente analisadas, ponderadas e comparadas, no sentido de verificar os custos e os benefícios;
d) Seleção e escolha da melhor alternativa como um plano de ação: A seleção e a escolha de uma
alternativa de curso de ação implicam o abandono dos demais cursos alternativos. O tomador de decisão
escolhe uma alternativa dentre varias outras. Se ele escolhe os meios apropriados para alcançar um
determinado objetivo, a decisão é considerada racional.
Características do Processo Decisório
O processo decisório na empresa se caracteriza pelos seguintes aspectos:
a) O tomador de decisões evita a incerteza e segue as regras padronizadas para tomar as decisões;
b) Procura manter as regras estabelecidas pela empresa e somente a redefine quando sofre pressões;
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ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
Centralização, descentralização, concentração e desconcentração; organização
administrativa da União; administração direta e indireta
CENTRALIZAÇÃO x DESCENTRALIZAÇÃO
A centralização ocorre quando a autoridade é retida e circunscrita às mãos do executivo máximo da
organização. A descentralização permite uma autoridade, parcialmente delegada e distribuída aos níveis de
supervisão situadas nas camadas hierarquicamente inferiores.
A centralização e a descentralização dependem da estrutura da empresa.
1) Estrutura linear - neste tipo de estrutura não existe dúvida acerca de quem manda ou é mandado. São
exigidos chefes ótimos, capazes de abranger diversas partes do conhecimento, já que estes não possuem
assessoria especializada e tomam decisões finais.
Uma das desvantagens desta estrutura é que os chefes não possuem uma visão de toda a empresa,
apenas conhecem muito bem seu próprio departamento. Isso prejudica um pouco as relações entre
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departamentos, pois não há cooperação. Como podemos verificar, este tipo de estrutura favorece a rede de
comunicação formal, na qual toda a hierarquia demonstrada no organograma deve ser obedecida. O processo
decisório também é bastante rígido, sendo que os chefes passam a figurar quase que exclusivamente como os
elementos críticos para o sucesso. Dessa forma, na estrutura linear, há centralização do poder nas mãos de
uma única figura: o chefe.
Essa centralização é encontrada com mais frequência em pequenas empresas, pois reduz custos com
especialização de pessoas - o conhecimento é centralizado nas mãos de um chefe.
2) Estrutura linear - staff - é a que apresenta uma organização estruturada linearmente como base, com a
inclusão de órgãos de staff (apoio), possuidores de conhecimentos especializados necessários à organização.
Esses órgãos de apoio têm a função de assessorar os executivos em assuntos especializados e não possuem
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autoridade. Este tipo de estrutura geralmente é utilizado em empresas de maior porte, pois demanda recursos
suficientes para manter um grupo de pessoas especializadas atuando constantemente nas empresas. Como
exemplo de órgãos de apoio podemos citar o departamento jurídico em empresa industrial.
3) Estrutura funcional - foge à rigidez que é imposta pela estrutura linear.
Possui uma descentralização maior e é bastante flexível, favorecendo uma melhor divisão do trabalho.
Um exemplo de utilização da estrutura funcional é em empresas que possuem filiais em diversos estados do
país. Em vez de montar um departamento especializado para cada filial, a empresa cria esses departamentos
especializados apenas na matriz e eles atendem a todas as filiais.
Uma das vantagens da estrutura funcional é que ela favorece a cooperação e o trabalho em equipe,
além de aumentar o controle indireto, já que os departamentos especializados funcionam como filiais e não
como supervisão cerrada. Deve-se tomar cuidado, no entanto, para não haver uma falta de disciplina, pois
haverá várias chefias em uma mesma filial.
4) Estrutura matricial - é utilizada em empresas de alta tecnologia e grande especialização do trabalho. Nessa
estrutura existem diversos grupos de pessoas especializadas em determinada função e essas pessoas são
alocadas nos projetos que vão surgindo. Quando estão participando de um projeto, as pessoas respondem ao
gerente de projeto no que se refere ao cronograma do trabalho e ao gerente funcional no que respeita aos
aspectos técnicos especializados. Quando o projeto termina, as pessoas voltam aos seus departamentos
funcionais de origem, passando a responder ao chefe desse departamento, agora de forma exclusiva. A
estrutura matricial garante uma descentralização do poder de decisão maior que as estruturas linear e
funcional, já que os chefes dos projetos têm maior autonomia.
Vantagens da Descentralização
- aumenta a eficiência dos funcionários que fugiam da responsabilidade recorrendo aos níveis superiores;
- os chefes ficam mais próximos do ponto em que se podem tomar decisões;
- os altos funcionários podem concentrar-se nas decisões de maior importância;
- toma-se, na hora, uma decisão que levaria dias para ser comunicada;
- os gastos com trabalho e papéis do pessoal dos escritórios podem ser consideravelmente reduzidos;
- os gastos da coordenação podem ser reduzidos, devido à maior autonomia para tomar decisões. Isto
requer políticas da companhia definindo até que ponto as unidades subsidiárias podem tomar decisões.
Na amplitude desse conceito entram não só os órgãos pertencentes ao poder público, como também as
instituições e empresas particulares que colaboram com o Estado no desempenho de serviços de utilidade
pública ou de interesse coletivo, ou seja, a Administração direta (entidades estatais) e a indireta (entidades
autárquicas e algumas para estatais) e os entes de cooperação.
A expressão Administração Pública apresenta dois sentidos mais comuns:
• Sentido Subjetivo ou Formal - Quando a administração pública se refere aos entes que exercem a
atividade administrativa: pessoas jurídicas, órgãos, e agentes públicos incumbidos do exercício da função
administrativa.
• Sentido Objetivo, Material ou Funcional - Neste sentido, a administração pública, designa a natureza
22 da atividade exercida pelos referidos entes, ou seja, as funções necessárias aos serviços públicos em geral.
De uma maneira geral, a administração é a estrutura do Estado anteriormente ordenada para a
realização de seus serviços.
Há distinção entre governo e administração:
a) Governo é a atividade política e discricionária e, comando com responsabilidade constitucional e política
mas sem responsabilidade profissional pela execução.
b) Administração é a atividade geralmente vinculada à lei ou à Norma Técnica. A administração executa as
funções com responsabilidade técnica e legal, mas sem responsabilidade constitucional ou política. É o
instrumento do qual dispõe o Estado para colocar em prática as opções políticas do governo.
Os fins da administração pública se resumem num único objetivo: o bem comum da coletividade
administrada. Toda atividade do administrador público deve ser orientada para esse objetivo. Se dele o
administrador se afasta ou desvia, trai o mandato de que está investido, porque a comunidade não instituiu a
Administração senão como meio de atingir o bem-estar social. Ilícito e imoral será todo ato administrativo que
não for praticado no interesse da coletividade.
Em última análise, os fins da Administração se consubstanciam na defesa do interesse público, assim
entendidas aquelas aspirações ou vantagens licitamente almejadas por toda a comunidade administrada, ou
por uma parte expressiva de seus membros. O ato ou contrato administrativo realizado sem interesse público
configura "desvio de finalidade".
Princípios da Administração
Os princípios básicos da administração estão alicerçados em regras de observância permanente e
obrigatória para o administrador.
Todos os Atos Administrativos deverão ser pautados nesses padrões. Constituem, portanto, os
fundamentos da ação administrativa, ou seja, os sustentáculos da atividade administrativa.
Estes princípios são:
a) Princípio da Supremacia do Interesse Público sobre o Particular
O princípio pode ser flagrado nas posições de privilégio e supremacia do órgão público. Daí resulta a
exigibilidade dos atos administrativos e, em certos casos, a executoriedade. Outra típica manifestação está na
autotutela (possibilidade de revogar ou anular seus atos por manifestação unilateral).
Não se perca de vista que a supremacia do interesse público não é um valor em si. A supremacia, como
componente da função administrativa, é instrumento para a realização de finalidades legais, segundo os
critérios e procedimentos consagrados na ordem jurídica.
b) Princípio da Legalidade
Reza este princípio, que a administração pública, em toda sua atividade funcional, está presa aos
mandamentos da lei, deles não podendo se afastar, sob pena de invalidade do ato e responsabilidade de seu
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autor. Ainda, segundo este princípio, a administração pública só pode fazer o que a lei autoriza, quando e
como autoriza. Isto significa, que se a lei nada dispuser, a administração pública não pode agir, a não ser em
situações excepcionais, (guerra, grave perturbação da ordem ).
c) Princípio da Finalidade
Impõe que o administrador só pratique o ato para obter o fim legal. O administrador deve perseguir o
interesse público (primário) contido na lei. O favorecimento ou prejuízo de alguém não pode ser o fim do ato
administrativo, e sim, decorrência da obtenção do objetivo previsto na norma legal. O afastamento do
administrador da finalidade de interesse público, conforme previsão legal, caracteriza o vício de desvio de
finalidade.
d) Princípio da Impessoalidade - Este princípio, visa a garantir a neutralidade da administração, 23
proporcionando aos administradores tratamento que afaste qualquer espécie de discriminação ou
favorecimento, pois qualquer ato deve ser de interesse público e nos estritos termos da lei, caso contrário,
estará sujeito a invalidação por desvio de finalidade, por meio da ação popular.
Portanto, a atividade administrativa deve ser destinada a todos os administrados, dirigida aos cidadãos
em geral, sem a determinação de pessoa ou discriminação de qualquer natureza.
O princípio da impessoalidade nada mais é que o princípio da finalidade, o qual impõe ao administrador
público que só pratique o ato para o seu fim legal, sendo que o fim legal é aquele que a norma de direito
indica, expressa ou virtualmente, como objetivo do ato, de forma impessoal. Este princípio é um
desdobramento do artigo 5o da CF (caput).
e) Princípio da Moralidade - Também denominado de princípio da proibidade administrativa. Este
princípio, não se refere a moral comum como a concebemos, mas a um conjunto de regras éticas que
norteiam a administração pública.
Com o advento da Constituição Federal de 1988, o princípio da moralidade passou a ser pressuposto de
validade de todo ato administrativo.
Segundo a doutrina, a moralidade administrativa deve ser entendida como sendo o conjunto de regras
tiradas da disciplina interior da administração. A moralidade administrativa é ao lado da legalidade e da
finalidade um dos pressupostos de validade do ato administrativo. A moralidade administrativa está ligada ao
conceito de "bom administrador".
f) Princípio da Publicidade - É a divulgação oficial de atos (Leis, Decretos, Contratos Administrativos,
etc.), para conhecimento público em geral e início da produção de seus efeitos externos.
O princípio da publicidade é justificado pelo fato de que, todo ato administrativo deve ser público, uma
vez que, a administração que o realiza é pública, só se admitindo sigilo nos casos de segurança nacional,
investigações policiais ou interesse superior da administração a ser preservado em processo previamente
declarado sigiloso nos termos do Decreto Federal no 79099, de 06 de janeiro de 1977.
A publicidade como princípio da administração pública (CF, artigo 37), abrange toda a atuação estatal: A
administração direta e indireta de qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, não só no que se refere a publicação de seus atos, como, também, a propiciação de
conhecimentos da conduta interna dos seus agentes. Assim, essa publicidade alcança os atos concluídos e
informação, os processos em andamento, os pareceres de órgãos técnicos e jurídicos, os despachos
intermediários e finais, as atas de julgamento das licitações e os contratos com quaisquer interessados, bem
como os comprovantes de despesas e as prestações de contas submetidas aos órgãos competentes.
Todos esses papéis ou documentos públicos podem ser examinados por qualquer interessado e dele
pode obter certidão ou fotocópia autenticada para fins constitucionais.
A publicidade se faz no Diário Oficial da União, do Estado ou do Município conforme a competência, ou,
em jornais contratados para essas publicações oficiais. Também poderão ser feitas por meio de editais
afixados em lugares próprios para a divulgação dos referidos atos com a finalidade da coletividade em geral
tomar conhecimento dessas decisões.
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Estes atos exigem publicidade para adquirirem validade universal, isto é, perante as partes, terceiros e
ao povo em geral, proporcionando ainda aos administradores o conhecimento e o controle dos atos praticados
pela administração, através dos instrumentos constitucionais: Mandado de segurança, direito de petição, ação
popular, habeas data, fornecimento de certidões e improbidade administrativa (artigo 37o § 4o).
g) Princípio da Eficiência
O administrador não deve, tão somente, perseguir as finalidades previstas ou consagradas em lei.
Não deve alcançá-las de qualquer forma ou a qualquer custo. Impõe-se a obtenção do melhor resultado,
o resultado ótimo. Devem ser observados os atributos de rapidez, perfeição e rendimento.
O princípio foi positivado na Constituição (art. 37, caput) pela Emenda no. 19, de 1998.
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h) Princípio da Economicidade
Trata-se da verificação da eficiência das escolhas administrativas nas perspectiva da relação custo-
benefício. Está positivado no art. 70, caput da Constituição de 1988.
i) Princípio da Motivação
Trata-se do dever de justificar os atos praticados. Devem ser apontados os fundamentos de fato e de
direito e a correlação lógica entre as situações observadas e as providências tomadas. A motivação pode ser
prévia ou contemporânea à prática do ato. A motivação pode não constar do ato, se presente no processo
administrativo subjacente. Subsiste uma discussão acerca da motivação ser obrigatória somente para os atos
vinculados ou para todos os atos (discricionários e vinculados).
Observar o art. 50 da Lei no. 9.784, de 1999.
j) Princípio da Continuidade
Por esse princípio a atividade da administração não pode parar, deve ser ininterrupta. Assim, não é
admitida a paralisação dos serviços de saúde, de transporte, de segurança pública, de distribuição de justiça,
de extinção de incêndios e dos serviços funerários.
k) Princípio da Indisponibilidade
Conforme este princípio, os bens, direitos, interesses e serviços públicos não se acham à livre disposição
dos órgãos públicos, cabendo a esses apenas a responsabilidade de preservá-los e aprimorá-los para as
atividades as quais se destinam.
O detentor dessa possibilidade é o Estado. Por esse motivo, há necessidade de lei para alienar bens para
outorgar concessão de serviço público, e para muitas outras atividades a cargo de órgãos públicos e agentes
da administração pública.
l) Princípio da AutoTutela
A administração pública está obrigada a policiar os atos administrativos que pratica para evitar a
ilegalidade, de qualquer ato, cabendo-lhe assim, retirar do ordenamento jurídico, os atos inconvenientes e os
ilegítimos. Os inconvenientes através da revogação e os ilegítimos através da anulação.
m) Princípio da Razoabilidade e Princípio da Proporcionalidade
Não há uniformidade de tratamento destes princípios. Diogenes Gasparini afirma que a
proporcionalidade é apenas um aspecto da razoabilidade. Celso Antônio Bandeira de Mello, embora trate
formalmente dos dois, consigna que a proporcionalidade é faceta da razoabilidade. Maria Sylvia Zanella Di
Pietro ensina que a razoabilidade exige proporcionalidade. Odete Medauar entende que é melhor englobar no
princípio da proporcionalidade o sentido da razoabilidade. Lúcia Valle Figueiredo trata do princípio da
proporcionalidade ao lado do da razoabilidade (como elementos distintos). Luís Roberto Barroso entende que
os dois são conceitos próximos o suficiente para serem intercambiáveis.
[Link]
A razoabilidade tem o sentido de coerência lógica nas decisões e medidas administrativas. A atuação
administrativa não pode ser desarrazoada, ilógica ou incongruente. Deve ser a mais adequada para obter o fim
legal (adequação entre os meios e os fins). Fica evidente o traço qualitativo.
Já a proporcionalidade apresenta o sentido de exercício da competência administrativa na extensão ou
intensidade apropriadas ao que seja realmente demandado para cumprimento da finalidadepública. Aqui
ganha relevo o traço quantitativo.
Encontramos a utilização da razoabilidade nos ordenamentos jurídicos norte-americano e argentino.
Os ordenamentos europeus, a exemplo do alemão e francês, operam com a proporcionalidade.
Acreditamos que razoabilidade e proporcionalidade são ideias, conceitos ou critérios ligados entre si,
embora possuam sentidos próprios, na linha antes referida. Assim, preferimos falar em princípio da 25
proporcionalidade em sentido amplo, desdobrado nos seguintes elementos (ou princípios):
(a) conformidade, adequação ou razoabilidade. O meio empregado deve guardar adequação,
conformidade, aptidão, no sentido qualitativo, com o fim perseguido. Flagramos exatamente neste ponto o
princípio da razoabilidade, na sua formulação corrente;
(b) necessidade. Não há medida ou caminho alternativo para chegar ao mesmo resultado com menor
ônus a direito ou situação do atingido pelo ato;
(c) da proporcionalidade em sentido estrito. O que se perde com a medida tem menor relevo do que
aquilo que se ganha.
Inegavelmente, são mecanismos ou institutos voltados para o controle da discricionariedade legislativa
e administrativa.
O STF em várias decisões afirmou que o princípio da razoabilidade está implícito no art. 5o., inciso LIV da
Constituição. Seria o "princípio do devido processo legal substantivo".
Já a Lei no. 9.784, de 1999, consagra expressamente os princípios da razoabilidade e da
proporcionalidade no art. 2o., caput.
empresas públicas que exploram atividade econômica terão as mesmas obrigações civis, trabalhistas,
tributárias e comerciais das empresas privadas. Ainda o art. 173, § 2º, dispõe que as empresas públicas não
terão imunidade do art. 150, § 2º, quando estiverem exercendo atividade econômica;
" empresas públicas prestadoras de serviço público: não existe livre concorrência. Na área tributária,
ainda que a CF/88 não tenha mencionado, elas possuem os mesmos privilégios da Administração Direta, visto
não estarem em regime de livre concorrência. Na área processual, entretanto, não têm privilégios.
Responsabilidade
Quanto à responsabilidade das empresas públicas, temos que:
" empresas públicas exploradoras de atividade econômica: a responsabilidade do Estado não existe,
28 pois, se essas empresas públicas contassem com alguém que respondesse por suas obrigações, elas estariam
em vantagem sobre as empresas privadas. Só respondem na forma do § 6º do art. 37 da CF/88 as empresas
privadas prestadoras de serviço público, logo, se a empresa pública exerce atividade econômica, será ela a
responsável pelos prejuízos causados a terceiros (art. 15 do CC);
" empresas públicas prestadoras de serviço público: como o regime não é o da livre concorrência, elas
respondem pelas suas obrigações e a Administração Direta responde de forma subsidiária. A responsabilidade
será objetiva, nos termos do art. 37, § 6º, da CF/88.
Falência
" Empresas públicas exploradoras de atividade econômica: submetem-se a regime falimentar,
fundamentando-se no princípio da livre concorrência.
" Empresas públicas prestadoras de serviço público: não se submetem a regime falimentar, visto não
estarem em regime de concorrência.
III - Sociedades de Economia Mista- São empresas onde existe colaboração entre o Estado e
particulares, ambos reunindo recursos para a realização de uma finalidade sempre de ordem econômica.
A razão de ser das sociedades de economia mista, é que nem sempre o Estado dispõe de recursos
suficientes para investir em determinado empreendimento, que de maneira direta ou indireta, visa o interesse
da sociedade.
O Estado então, associasse a particulares objetivando a atender essas necessidades sociais, e os
particulares visando alcançar os objetivos pretendidos motivados pelo lucro. A sociedade de economia mista
será sempre uma sociedade anônima (S/A), sendo portanto uma pessoa jurídica de direito privado, ou seja,
uma sociedade comercial, não gozando por esta razão de privilégios tributários ou processuais. O Banco do
Brasil é um exemplo de sociedade de economia mista.
IV - Fundações Públicas (entidades fundacionais) - São pessoas jurídicas de direito público,
conforme orientação da Constituição Federal de 1988. As fundações são entidades semelhantes as autarquias,
pois a Lei 8112/90 equiparou as duas entidades ao instituir o "Regime Jurídico dos Servidores da União,
Autarquias e Fundações de Direito Público".
Após a Constituição de 1988 a doutrina e a jurisprudência estabeleceram dois tipos de fundações:
a) a pública e
b) a privada.
Fundação Pública- É a que tem qualidade de autarquia, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal.
Fundação Privada - É aquela que desempenha funções que não são características do Estado.
Exemplo: IBGE.
[Link]
Órgãos Públicos
São centros de competência criados para o desempenho de funções estatais, através de seus agentes,
cuja atuação é imputada à pessoa jurídica a que pertencem. São unidades de ação com atribuições específicas
na organização estatal. Cada órgão, como centro de competência governamental ou administrativa, tem
necessariamente funções, cargos e agentes. Os órgãos integram a estrutura do Estado e das demais pessoas
jurídicas.
Como parte das entidades que integram, os órgãos são meros instrumentos de ação dessas pessoas
jurídicas, previamente ordenados para o desempenho das funções que lhes forem atribuídas pelas normas de
sua Constituição e funcionamento. Para eficiente realização de suas funções, cada órgão é investido de
determinada competência, redistribuída entre seus cargos, com a correspondente parcela de poder necessária 29
ao exercício funcional de seus agentes.
Classificação dos Órgãos Públicos
Existem três classificações de órgãos:
• quando à composição estatal,
• quanto à estrutura e
• quanto à composição.
III- Órgãos Superiores - São aqueles que possuem o poder de direção, controle, decisão e comando nos
assuntos de sua competência específica, mas sempre sujeitos à subordinação e ao controle hierárquico de
uma chefia mais elevada. Não gozam de autonomia administrativa nem financeira, que são atributos dos
órgãos independentes e dos autônomos a que pertencem. Sua liberdade funcional está restrita ao
planejamento e soluções técnicas, dentro de sua área de competência, com responsabilidade pela execução,
geralmente a cargo de seus órgãos subalternos.
Nessa categoria estão incluídas Secretarias Gerais, Inspetorias Gerais, Gabinetes, Procuradorias
Administrativas e Judiciais, Coordenadorias, Departamentos e Divisões.
IV - Órgãos Subalternos - São todos os órgãos que se acham subordinados a órgãos mais elevados, com
reduzido poder de decisão e com predominância de atribuições de execução.
30
Destinam-se à execução de serviços de rotina, cumprimento de decisões superiores e primeiras soluções
em casos individuais, tais como os que, nas repartições públicas, executam as atividades-meios e atendem ao
público, prestando-lhe informações e encaminhando seus requerimentos, como são as Portarias e Seções de
Expediente.
b) Quanto à estrutura, os órgãos são classificados em:
• simples ou
• compostos.
I - Órgãos Simples ou Unitários - São os constituídos por um único centro de competência, como as
Portarias com diversos cargos e agentes.
II - Órgãos Compostos - São aqueles que reúnem na sua estrutura vários outros órgãos menores, como
a Secretaria de Educação, órgão composto que tem na sua estrutura diversas unidades escolares.
c) Quanto à composição, podem ser classificados em:
• órgãos singulares ou
• colegiados.
I - Órgãos Singulares - Também denominados de unipessoais. São aqueles que atuam e decidem através
de um único agente, que é seu chefe e representante. Esses órgãos podem ter muito outros agentes auxiliares,
mas o que caracteriza sua singularidade é o desempenho de sua função precípua por um só agente investido
como seu titular.
São exemplos de órgãos singulares, a Presidência da República, as Governadorias dos Estados, e as
Prefeituras Municipais. A Presidência da República tem um único agente que é o Presidente; o Estado de São
Paulo, o Governador; o Município, o Prefeito.
II - Órgãos Colegiados - Também chamados de pluripessoais. São os órgãos que atuam e decidem por
meio da manifestação conjunta e majoritária da vontade de seus membros. Nos órgãos colegiados não
prevalece a vontade individual de seu chefe ou presidente, nem a de seus integrantes de maneira isolada. O
que vale juridicamente é a decisão da maioria. É órgão colegiado por exemplo, o Tribunal de Impostos e Taxas.
[Link]
GESTÃO DE PROCESSOS
A Gestão de Processo pode ser entendida como um “Sistema ou Modelo de Gestão Organizacional”
orientado para gerir a organizações com foco nos processos. Uma organização, ao adotar um sistema ou
modelo desse tipo, precisa, inicialmente, pensar em sua melhor forma de fazer negócios, levando em
consideração os processos críticos do seu negócio e, com base neles, procurar identificar, mapear, analisar,
documentar e melhorar continuamente tais processos. Um Modelo de Gestão Organizacional possibilita a
visualização, o entendimento e administração da organização como “um todo”, tal como um sistema completo
e integrado. Por conseguinte, a principal preocupação deve ser com os processos do seu core business e não
apenas com alguns dos seus processos. Para que isto seja possível, todos os processos críticos precisam fazer 31
parte desse modelo ou sistema.
Toda organização desenvolve inúmeras atividades, que levam à produção de resultados na forma de
produtos e serviços. O conjunto dessas atividades, devido à sua natureza e aos resultados gerados, pode ser
enquadrados na forma de processos organizacionais que, de forma integrada, trabalham no sentido de
promover a consecução dos objetivos principais da organização, diretamente relacionados a sua missão.
A Gestão de Processos Organizacionais significa que os processos da instituição estão sendo
monitorados, avaliados e revisados, com foco na melhoria contínua e no alcance dos objetivos da organização.
Processo Organizacional
Processo organizacional é um conjunto de atividades logicamente inter-relacionadas, que envolve
pessoas, equipamentos, procedimentos e informações e, quando executadas, transformam entradas em
saídas, agregam valor e produzem resultados, repetidas vezes.
Esse conceito traz a ideia de processo como fluxo de trabalho com insumos e produtos/serviços
claramente definidos e atividades que seguem uma sequência lógica e que dependem umas das outras numa
sucessão clara, denotando que os processos têm início e fim bem determinados e geram resultados para os
clientes internos e usuários do serviço.
• Um processo organizacional se caracteriza por:
• Ter claras as fronteiras (Início e Fim) e seu objetivo;
• Ter claro aquilo que é transformado na sua execução;
• Definir como ou quando (circunstância) uma atividade ocorre;
• Ter um resultado específico;
• Listar os recursos utilizados para a execução da atividade;
• Ter gerenciabilidade, ou seja, responsável definido e problemas conhecidos e acompanhados;
• Ter efetividade quanto às relações com usuários e fornecedores e seus requisitos são claramente
definidos;
• Ter transferibilidade, ou seja, ser devidamente documentado;
• Ser mensurável, possuindo pontos de controle e medidas de eficácia/eficiência;
• Ter alterabilidade por meio de mecanismos para melhoria; e
• Permitir o acompanhamento ao longo da execução.
[Link]
Categorias de Processos
Os processos organizacionais são classificados em três categorias:
Processos Gerenciais: são aqueles ligados à estratégia da organização. São processos gerenciais ou de
informação e de decisão, que estão diretamente relacionados à formulação de políticas e diretrizes para o
estabelecimento e consecução de metas; bem como ao estabelecimento de métricas (indicadores de
desempenho) e às formas de avaliação dos resultados alcançados interna e externamente à organização
(planejamento estratégico, gestão por processos e gestão do conhecimento são exemplos de processos
gerenciais).
Processos Finalísticos: referem-se à essência do funcionamento da organização. São aqueles que
32 caracterizam a atuação da organização e recebem apoio de outros processos internos, gerando o
produto/serviço para o cliente interno ou usuário. Os processos organizacionais enquadrados nesta categoria
estão diretamente relacionados ao objetivo da organização.
Processos de Suporte: São processos essenciais para a gestão efetiva da organização, garantindo o
suporte adequado aos processos finalísticos. Estão diretamente relacionados à gestão dos recursos
necessários ao desenvolvimento de todos os processos da instituição. Os seus produtos e serviços se
caracterizam por terem como clientes, principalmente, elementos pertinentes ao sistema (ambiente) da
organização.
Dentre os processos finalísticos e de suporte encontram-se processos denominados processos críticos
que são aqueles de natureza estratégica para o sucesso institucional.
Hierarquia de Processos
Hierarquicamente, os processos podem se apresentar da seguinte forma:
[Link]
I. Cadeia de Valor Agregado: Processos Superiores que apresentam uma macrovisão da organização.
II. Macroprocesso: É um processo que geralmente envolve mais de uma função organizacional e cuja
operação tem impacto significativo no modo como a organização funciona
III. Processo: É um conjunto de operações de alta complexidade (subprocessos, atividades e tarefas
distintas e interligadas), visando cumprir um objetivo organizacional especifico.
IV. Subprocesso: É um conjunto de operações de média a alta complexidade (atividades e tarefas
distintas e interligadas), realizando um objetivo especifico em apoio a um processo.
V. Atividades: São operações ou conjuntos de operações de média complexidade que ocorrem dentro
de um processo ou subprocesso, geralmente desempenhadas por uma unidade organizacional determinada e
destinada a produzir um resultado específico. 33
VI. Tarefas: Conjunto de trabalhos a serem executados, envolvendo rotina, dificuldades, esforço ou
prazo determinado; nível imediatamente inferior a uma atividade.
A figura a seguir demonstra essa hierarquia:
IV. Metodologia padronizada: é importante ser fiel aos padrões e à metodologia definida, que poderá
ser constantemente melhorada, e persistir na sua aplicação, para evitar desvios de interpretação e alcançar os
resultados esperados.
V. Melhoria contínua: o comprometimento com o aperfeiçoamento contínuo é o principal objetivo da
gestão de processos organizacionais. A melhoria do desempenho dos processos com foco no resultado deve
ser um dos objetivos permanentes da organização.
VI. Informação e Comunicação: disseminar a cultura, divulgar os resultados e compartilhar a informação
internamente é fundamental para o sucesso da gestão de processos.
VII. Busca da excelência: no caminho para a excelência os erros devem ser minimizados e as suas causas
34 eliminadas, mas sempre considerados como a melhor oportunidade de acerto. É preciso a definição clara do
que é certo para se traçar os objetivos da gestão de processos organizacionais.
35
III. análise e consolidação das avaliações das unidades organizacionais e, a partir destas, elaboração do
Diagnóstico pelo Comitê Gestor; e
IV. divulgação do Diagnóstico Consolidado.
GLOSSÁRIO
Análise Crítica do Processo: avaliação sistemática sobre a pertinência, a adequação e a eficiência do processo,
no que diz respeito à legislação, políticas setoriais e aos objetivos da instituição;
Áreas de Sombra (Sombreamento): geração da mesma informação (ou muito similar) em partes diferentes do
processo ou por pessoas diferentes, gerando aumento no custo total do processo ou tornando possível a
ocorrência de dados conflitantes que desequilibram o processo gerando duplicidades e redundâncias.
Atividade: Unidade de trabalho realizada por uma pessoa, em um local e em dado tempo;geralmente se
desdobra em tarefas e está vinculada a um subprocesso.
Avaliação do Processo: avaliação realizada com intuito de promover a inovação nos processos executados,
buscando sempre a eficiência e eficácia.
[Link]
Cliente: organização ou pessoa que recebe um serviço ou um produto do processo e pode ser interno e
externo à organização. Como exemplo, podemos entender como clientes externos, os usuários dos serviços de
energia elétrica, os agentes regulados, o governo, etc...
Desempenho: é o resultado da avaliação de como o processo está sendo executado, ou seja, nível de
desempenho atingido, oportunidades de melhoria priorizadas, fatores críticos de sucesso e metas alcançadas
ou não.
Diagnóstico Consolidado: consolidação de todas as avaliações de processo realizadas pelas unidades
organizacionais.
Executante:quem executa as atividades do processo.
38 Eficácia: é o grau de alcance das metas programadas, em um determinado período de tempo,
independentemente da utilização dos recursos empregados.
Eficiência: melhor relação possível entre os produtos (bens e serviços) gerados por uma atividade e os custos
dos insumos empregados em um determinado período de tempo.
Fornecedor: organização ou pessoa que fornece um produto ou serviço podendo ser interno ou externo à
organização.
Gestão por processos organizacionais: caracteriza-se pela capacidade tecnológica, humana e estrutural para
administrar os diferentes processos organizacionais de forma eficaz, eficiente e efetiva, no intuito de conduzir
a organização à excelência de sua gestão.
Gestão da Mudança: é o gerenciamento contínuo das propostas de mudanças nos processos por meio da
análise dos impactos na organização (pessoal, custos, sistemas de informação, legislação).
Indicadores: dados ou informações numéricas que quantificam as entradas (recursos ou insumos),saídas
(produtos) e o desempenho de processos, produtos e da organização como um todo.
Insumo ou Entrada (input): produto ou serviço necessário para o início de um determinado processo.
Macroprocessos: agrupamento de processos necessários para a produção de uma ação ou desempenho de
uma atribuição da organização. Consiste em grandes conjuntos de atividades pelos quais a organização
cumpre a sua missão, gerando valor para o cliente. Correspondem às grandes funções da organização, para as
quais devem estar voltadas todas as suas unidades internas e descentralizadas. Um macroprocesso engloba
vários outros processos.
Mapeamento de processo: ação de identificar como são realizados os processos organizacionais de uma
empresa e de desenhar um fluxograma funcional, que retrata as diferentes áreas de trabalho, onde o tempo e
a responsabilidade ficam evidenciados.
Mapeamento dos processos atuais (AS IS): é o levantamento da situação atual dos processos organizacionais;
serve para diagnosticar e orientar as ações de melhoria nos processos existentes.
Meta: objetivos quantificados, expressão dos níveis de desempenho pretendidos para um determinado
período de tempo. Resultado a ser atingido decorrente do objetivo proposto, composto de indicador, valor e
prazo.
Melhoria contínua: é a ação contínua de propor uma alteração nos processos organizacionais com vistas a
obter um melhor desempenho. Objetiva aumentar a probabilidade de fazer crescer a satisfação dos clientes e
de outras partes interessadas.
Missão: a razão de ser de uma organização, as necessidades sociais a que ela atende e seu foco fundamental
de atividades.
Padrão de Trabalho: É um documento que define o Padrão de modelagem para o desenho dos processos em:
Diagramas, Objetos, destes Diagramas, bem como para os Atributos dos Diagramas ou dos Objetos.
.
[Link]
Processo: conjunto de subprocessos e/ou atividades logicamente relacionadas que transformam insumos em
produtos a um cliente específico, essa transformação deve agregar valor na percepção dos clientes do
processo e exige um conjunto de recursos. O processo poderá exigir que a sequência de etapas seja
documentada por meio de especificações, de procedimentos e de instruções de trabalho, bem como que as
etapas de medição e de controle sejam adequadamente definidas. Para que as organizações funcionem de
forma eficaz, elas têm que identificar e gerenciar processos inter-relacionados e interativos e quase sempre a
saída de um processo constitui-se na entrada do processo seguinte. Os processos têm como características a
repetibilidade, estabilidade, previsibilidade, mensurabilidade e adaptabilidade.
Processo de suporte: processo que dá suporte aos processos relativos ao produto e que é usualmente
projetado em função de necessidades relacionadas à estrutura e aos fatores internos à organização.
39
Processo finalístico: processo relacionado às atividades-fim, aquele que gera os produtos finais da organização
e gera valor direto para os clientes. Envolve tanto a fabricação de bens como a prestação de serviços.
Produto/Serviço: definido como resultado de um processo; resultado de um conjunto de atividades inter-
relacionadas ou em interação que transformam entradas em saídas.
Qualidade: adequabilidade para o uso. Fazer certo a coisa certa já na primeira vez, com excelência no
atendimento. Totalidade de características de uma organização que lhe confere a capacidade de satisfazer as
necessidades explícitas e implícitas dos cidadãos e/ou clientes.
Redesenho dos Processos (TO BE): é o redesenho do fluxo a partir do diagnóstico da situação atual (ASIS).
Representa o esforço para orientar as ações de melhoria nos processos da agência, de forma a permitir que
seus produtos e serviços sejam eficientes e eficazes e que estejam em conformidade com a missão
institucional da Agência.
Responsável pelo Processo: pessoa que responde diretamente pelo processo.
Revisão do Processo: consiste na revisão de um processo com intuito de realizar uma melhoria localizada ou
correção de um desvio.
Satisfação do cliente: percepção do cliente quanto ao grau de atendimento aos seus requisitos.
Subprocesso: conjunto de atividades inter4relacionadas que transformam insumos (entradas) em produtos
(saídas).
Tarefa: conjunto de trabalhos a serem executados, envolvendo rotina, dificuldades, esforço ou prazo
determinado; nível imediatamente inferior a uma atividade.
Validação: comprovação, por intermédio do fornecimento de evidência objetiva, de que os requisitos
pretendidos foram atendidos.
Visão: estado que a organização deseja atingir no futuro. A visão tem a intenção de propiciar o
direcionamento dos rumos de uma organização.
[Link]
PDCA (conceito)
O ciclo PDCA ou ciclo de Shewart é um método gerencial de tomada de decisão, que se constitui no
cerne do sistema de gerenciamento pela qualidade.
Todas as ações da organização deverão ter como orientação básica o cumprimento deste ciclo.
O PDCA é um instrumento de gestão aplicável a qualquer processo organizacional, do mais simples ao mais
complexo. O que mudam são as técnicas e ferramentas a serem utilizadas em cada tipo de processo.
40
[Link]
O ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Action) é composto de quatro momentos "planejar, executar, verificar e agir
corretivamente".
PLANEJAR (P) - definir metas, horizontes, métodos e técnicas. Pode ser um planejamento estratégico, um
plano de ação, um conjunto de padrões ou cronograma.
EXECUTAR (D) - executar as tarefas exatamente como previsto na etapa de planejamento e coletar dados para
verificação do processo. Pode ser um programa de treinamento e educação seguido de ações operacionais
concretas, por processo. Nesta etapa são essenciais a educação e o treinamento.
VERIFICAR (C) – a partir dos dados coletados na execução, comparar as metas definidas com os resultados
obtidos.
CORRIGIR (A) - eliminar as causas identificadas como geradoras dos desvios (diferenças entre meta e
resultado), para que mesmo motivo, esses desvios, não voltem a ocorrer. A ação corretiva pode ocorrer no 41
planejar, no executar, no verificar e no próprio corrigir.
Planejamento
As etapas a serem seguidas no planejamento para a qualidade são: ·
1) Identificação do produto ou do serviço
Identifique o resultado produzido, não a atividade.
Identifique o resultado específico, não o genérico.
Diferencie os resultados intermediários dos resultados finais.
Identifique os resultados de acordo com o seu nível de responsabilidade.
2) Identificação do cliente
Identifique o grupo que é o próximo a participar no processo de trabalho.
Identifique a pessoa, dentro do grupo.
Verifique se há clientes indiretos.
Verifique a seqüência do processo até chegar ao cliente final.
3) Identificação dos requisitos do cliente
Conscientize-se de que cada cliente pode ter necessidades diferentes.
Identifique os requisitos racionais do cliente.
Identifique os requisitos afetivos do cliente.
4) Transformação dos requisitos do cliente em especificações
Verifique se as características desejadas podem ser medidas.
Analise os requisitos para verificar se não existem contradições.
Verifique se todos os requisitos têm o mesmo peso.
Analise se os requisitos do cliente são viáveis.
Verifique o que pode ser negociado.
Organização
Na organização para a qualidade as etapas a serem seguidas são:
1) Definição dos elementos do processo
Identifique os conhecimentos e as habilidades necessárias ao desenvolvimento do processo.
Procure conhecer a natureza dos materiais e das informações que serão utilizados.
Faça um levantamento dos recursos e das instalações possíveis.
Oriente-se quanto aos métodos e aos procedimentos adequados.
Estabeleça padrões de desempenho.
2) Estabelecimento de medições necessárias
Identifique:
O que medir.
Como medir.
Quando medir.
3) Determinação da Capacidade do Processo
Verifique se o processo atende aos requisitos do cliente, a um custo de não-conformidade zero.
Assegure-se de que o processo escolhido seja efetivamente capaz de produzir o resultado desejado.
Avalie se as variações do processo permitem atender plenamente aos requisitos do cliente.
[Link]
Controle
O controle da qualidade se verifica quando são executados os seguintes passos:
1) Avaliação dos Resultados do Processo
Compare o que foi efetivamente obtido com as especificações acordadas com o cliente.
Decida, após esta comparação, as ações que devem ser executadas a seguir.
2) Reciclagem do Processo
Procure identificar as oportunidades de melhoria, se nenhum problema for detectado.
Adote a metodologia de análise e solução de problemas, se a avaliação indicar a existência de um
resultado indesejado do processo.
Recicle o processo.
42
O PDCA constitui-se na razão do Sistema de gerenciamento pela qualidade. Todas as ações da organização
deverão ter como orientação básica o cumprimento deste ciclo, o qual é dinâmico, devendo haver
continuidade entre suas fases, numa espécie de “giro do ciclo do PDCA”.
· Temporais: data de retorno, prazo de entrega, tempo de espera, período para realização do
serviço, e outros .;
· Numéricos: índice de reclamação, grau de satisfação do cliente/usuário ; e outros.;
· De Ação: controle da qualidade, verificação automática pelo sistema, verificação pelo
cliente/usuário, buscas automáticas, e outros .
Utilizando o exemplo do subprocesso Requisição, os Pontos de Controle poderiam ser os seguintes:
Pontos de Controle
· Qualidade da especificação do produto/serviço;
· Tempo de análise
· Disponibilidade de recursos
Os pontos de controle identificados deverão servir de subsídio para orientar a construção dos 43
indicadores que serão objeto do próximo passo - Sistema de Medição de Desempenho do subprocesso.
· Ação Corretiva: agir corretivamente sobre a diferença identificada. Tal atuação pode ser sobre o que
foi feito (retrabalho, reparo, ajuste.) ou sobre o que foi planejado.
[Link]
O mapeamento de processo é uma técnica usada para detalhar o processo de negócios focando os elementos
importantes que influenciam em seu comportamento atual. A orientação do fluxo dos processos é importante
porque transforma um simples layout de máquinas dentro de uma fabrica em uma série de processos,
tentando reduzir distâncias entre as operações, melhora o aproveitamento do espaço e diminui o tempo de
produção.
44
Mapear ajuda a identificar as fontes de desperdício, fornecendo uma linguagem comum para tratar dos
processos de manufatura e serviços, tornando as decisões sobre o fluxo visíveis, de modo em que se possa
discutí-las, agregando conceitos e técnicas enxutas, que ajudam a evitar a implementação de algumas técnicas
isoladamente, formando a base para um plano de implementação e mostrando a relação entre o fluxo de
informação e o fluxo de material.
Para iniciar a fase de representação do processo é importante o desenvolvimento de uma lista de atividades
pela realização de entrevistas semi-estruturadas, que permitam aos participantes dos processos falarem
aberta e claramente a respeito do seu trabalho diário. Pode-se colocar essas informações em uma tabela para
facilitar a visualização ou identificação dos produtos produzidos, dos clientes e fornecedores internos e
externos do processo, das funções, responsabilidades e dos pontos críticos.
Em uma outra fase, faz-se a análise do processo, cuja importância se deve ao fato de permitir uma contínua
preocupação com o mercado externo e com todos os níveis da empresa, ou seja, dá-se atenção aos
concorrentes e às necessidades do consumidor. A partir daí, segue-se com o desenvolvimento de soluções,
avaliação de alternativas e aprovação de propostas.
A melhoria do processo, a última fase do gerenciamento, aborda a avaliação da situação atual dos processos e
promoção de planos de melhoria. Para isso, são consideradas algumas etapas como a verificação do plano de
melhoria, a implantação da solução ótima e a monitoração dos resultados. Esta fase busca garantir que falhas
identificadas sejam profundamente analisadas e solucionadas.
Após análise dos processos, como podemos definir valor? Antes de qualquer outra atitude, é necessário que a
empresa defina e entenda quem é o consumidor de seus produtos. A partir daí, deve-se pensar em adicionar
valor ao seu produto em termos de qualidade, controle de custos e estratégias de distribuição. Assim, pode-se
atender o cliente de uma forma mais satisfatória e justa.
Assim, a empresa começará a entender o seu cliente, o seu produto e a adição de valor dentro do processo
produtivo, o que a credencia para iniciar a implantação do sistema de manufatura enxuta.
Assim, de modo geral, o mapeamento de processo é usualmente executado nos seguintes passos:
1. Identificação dos produtos e serviços e seus respectivos processos. Os pontos de início e fim dos
processos são identificados neste passo.
2. Reunião de dados e preparação
3. Transformação dos dados em representação visual para identificar gargalos, desperdícios, demoras e
duplicação de esforços.
[Link]
46
[Link]
5W E 2H
O que é o 5W2H? 47
O 5W2H, basicamente, é um checklist de determinadas atividades que precisam ser
desenvolvidas com o máximo de clareza possível por parte dos colaboradores da empresa. Ele
funciona como um mapeamento destas atividades, onde ficará estabelecido o que será feito, quem fará
o quê, em qual período de tempo, em qual área da empresa e todos os motivos pelos quais esta
atividade deve ser feita. Em um segundo momento, deverá figurar nesta tabela criada, como será feita
esta atividade e quanto custará aos cofres da empresa tal processo.
Esta ferramenta é extremamente útil para as empresas, uma vez que elimina por completo
qualquer dúvida que possa surgir sobre um processo ou sua atividade. Em um meio ágil e competitivo
como é o ambiente corporativo, a ausência de dúvidas agiliza e muito as atividades a serem
desenvolvidas por colaboradores de setores ou áreas diferentes. afinal, um erro na transmissão de
informações pode acarretar diversos prejuízos à sua empresa, por isso é preciso ficar atento à essas
questões decisivas, e o 5W2H é excelente neste quesito.
Por que 5W2H?
O nome desta ferramenta foi assim estabelecido por juntar as primeiras letras dos nomes (em
inglês) das diretrizes utilizadas neste processo. Abaixo você pode ver cada uma delas e o que elas
representam:
What – O que será feito (etapas)
Why – Por que será feito (justificativa)
Where – Onde será feito (local)
When – Quando será feito (tempo)
Who – Por quem será feito (responsabilidade)
How – Como será feito (método)
How much – Quanto custará fazer (custo)
1) O que/Que/Qual (What)
(1) Quais são os insumos do processo?
(2) Que produto/serviço o processo produz?
(3) Quais são as metas, padrões e indicadores de desempenho do processo?
(4) Quais são os métodos e tecnologia empregada?
(5) Qual o grau de satisfação do cliente com o processo?
2) Onde (Where)
(1) Onde o processo é planejado, executado e avaliado?
(2) Onde o processo deveria ser executado?
3) Quem (Who)
(1) Quem são os clientes, fornecedores, gerentes e executores do processo?
(2) Quem participa das decisões?
(3) Quem deveria executar o processo?
4) Quando (When)
(1) Quando deve começar e terminar a preocupação do dono do processo com o mesmo?
(2) Quando deve começar e terminar o envolvimento dos clientes com o processo?
[Link]
Há ainda outros 2 tipos de nomenclatura para esta ferramenta, o 5W1H (onde exlui-se o "H"
referente ao "How much") e o mais recente 5W3H (onde inclui-se o "H" referente ao "How many", ou
Quantos). Todas elas podem ser utilizadas perfeitamente dependendo da necessidade do gestor,
respeitando sempre as características individuais.
Como utilizar?
Antes de utilizar o 5W2H é preciso que você estabeleça uma estratégia de ação para
identificação e proposição de soluções de determinados problemas que queira sanar. Para isso pode-se
utilizar de brainstorm para se chegar a um ponto comum. É preciso também ter em conta os seguintes
pontos:
- Tenha certeza de estar implementando ações sobre as causas do problema, e não sobre seus
efeitos;
- Tenha certeza que suas ações não tenham qualquer efeito colateral, caso contrário deverá tomar
outras ações para eliminá-los;
- É preciso propor diferentes soluções para os problemas analisados, certificando-se dos custos
aplicados e da real eficácia de tais soluções.
Exemplo:
Ao planejar determinada atividade gerencial, você deve responder às 7 perguntas citadas acima
com clareza e objetividade. Logo após, você deverá elaborar uma tabela explicativa sobre tudo o que
foi planejado. Abaixo segue o esboço bem simples de uma planilha de 5W2H. Ela pode ser
configurada da maneira que o utilizador achar melhor (linhas, colunas, cores etc). Mas sempre
seguindo o modelo de especificar, ao máximo, todas as etapas do processo. Caso contrário o 5W2H
perde a sua função.
[Link]
49
Esta ferramenta é uma das mais fáceis de ser implementada e traz grandes benefícios para os gestores e
suas atividades organizacionais.
Exemplo prático:
Quanto
Quem Quando? Por que? Como?
Ação Onde?
executa
Após o
Autorização para Para dar início ao
SALC/OD recebimento Termo SALC 0,06
Abertura de Processo processo
Referência Doc Específico
Licitatório
Inicio do Exercício 0,06
Nomeação do
Financeiro ou em SALC/Portaria Designar os
Pregoeiro e Equipe de Portaria
SALC/OD Processo Deisg responsáveis
Apoio
Específico
Na identificação das causas, utilizando a ferramenta 7M, para cada família de causas, deve-se
fazer indagações como:
1) Mão-de-obra
(1) O pessoal está qualificado?
(2) Possui experiência?
(3) Está motivado? É suficiente? É adequado?
2) Máquinas e equipamentos
(1) São suficientes? São adequados?
(2) A manutenção é adequada?
50 (3) O arranjo físico é adequado?
3) Método
(1) As rotinas são claras e objetivas?
(2) Existem excessos de burocracia?
(3) As normas atuais cumprem a finalidade?
(4) Há trabalhos que seriam mais bem executados em outro setor?
(5) Existe retrabalho?
4) Materiais
(1) Estão disponíveis quando necessários?
5) Finanças (money)
(1) Está disponível quando necessário?
(2) Existem excessos de restrições?
6) Gerenciamento (management)
(1) Os controles são adequados? Existem controles ou relatórios inúteis?
2. Trace uma reta, da esquerda para a direita, acrescentando uma seta no ponto em que a reta encontra o
retângulo.
3. Relacione as causas básicas dentro de retângulos e ligue cada um deles ao eixo horizontal do diagrama.
[Link]
51
Esses fatores são gerais e seu número varia tipicamente de 4 a 6 categorias.
4. Relacione, como espinhas médias, as causas secundárias, terciárias e quaternárias. Para cada causa
primária (dentro dos retângulos)
5. Identifique subcausas (secundária, terciária e quaternária) que as afetam.
Encontra-se desenhado abaixo, um diagrama que está construído por outro método:
[Link]
52
Se queremos controlar o efeito, devemos criar “Item de Controle”, indicador que serve para
identificar se o produto está de acordo com o planejado
Se queremos garantir que o resultado seja o planejado, devemos criar “Itens de Verificação”,
indicadores que servem para identificar em determinados pontos do processo a ocorrência falhas.
Porque estamos usando este software? Porque o engenheiro responsável ainda não recebeu treinamento
no software mais atual.
Pelo exemplo, podemos ver que a causa raiz das reclamações dos clientes é a falta de treinamento do
engenheiro em softwares de produção mais atuais. Se o responsável somente fizesse a primeira pergunta,
tentaria mudar o sistema de transportes da empresa, o que provavelmente seria mais caro e não resolveria
realmente o problema.
Na realidade, não é necessário que sejam exatamente 5 perguntas. Podem ser menos ou mais, desde que
você chegue à real causa do problema. No exemplo, ainda poderia haver um porque mais, e se descobriria que o
engenheiro não foi treinado devido a sua forte carga de trabalho. O importante é que esta ferramenta sirva para
exercitar as idéias e tire a pessoa de sua zona de conforto.
Também é importante entender que esta é uma ferramenta limitada. Fazer 5 perguntas não substitui uma
54 análise de qualidade detalhada. Uma das principais críticas à ferramenta, é que pessoas diferentes
provavelmente chegarão a causas raiz diferentes com estas perguntas. Por isso o ideal é que as perguntas sejam
feitas com participação de toda a equipe, para que gere um debate em torno das causas verdadeiras.
Além disso, frequentemente a causa de um problema será mais de uma. Se você usa somente esta
ferramenta, pode estar deixando de lado outros fatores importantes para a melhoria de seus processos.
Em um de seus artigos, Bill Wilson cita outras perguntas que devem ser feitas para assegurar que a causa
encontrada é correta:
Que provas tenho de que esta causa existe? (É concreta? É mensurável?)
Que provas tenho de que esta causa levará ao problema identificado? (Ou estou apenas fazendo
suposições?)
Que provas tenho de que esta é a principal causa que verdadeiramente leva ao problema? (Mesmo que
seja um fator importante, a causa principal poderia ser outra).
Algo mais deve ocorrer junto a esta causa para que o problema ocorra? (Serve para esclarecer se o
problema não vem de uma combinação de fatores)
Em resumo, esta é uma boa técnica para resolver problemas simples e tomar os primeiros passos para
problemas mais complexos, desde que você não se acomode e ache que seu problema está resolvido com 5
perguntinhas.
A ÁRVORE DOS PORQUÊS
O que é: Trata-se do “Método dos 5 Por quês?”, que através de perguntas encadeadas sobre os efeitos,
motivos e causas dos problemas nos levam às causas fundamentais que devem ser atacadas, evitando que se
fique, como muitas vezes é usual, agindo apenas sobre os sintomas dos problemas e não em sua solução e
bloqueio.
Esta técnica consiste em colocar um conjunto de questões aos problemas e possíveis soluções. Considera-
se que a causa de raiz foi encontrada quando deixa de ser possível encontrar respostas para as questões que se
colocam.
Tal como na técnica do Brainstorming, também na Árvore dos Porquês existe um facilitador (alguém que
coordena o processo) gere a intervenção das diferentes partes interessadas.
1) Quando deixa de ser possível encontrar outra causa para explicar uma cadeia de acontecimentos,
quando deixa de ser possível encontrar respostas para as perguntas “porquê?”;
2) O facilitador deve questionar sobre a existência de outra causa do problema e começa uma nova cadeia
de acontecimentos.
Algumas notas sobre o Facilitador: A função do Facilitador é de apoiar o líder e o restante da equipe no
sentido de se conseguir o eficiente funcionamento do grupo. Este papel exige o conhecimento das ferramentas
que podem ser úteis para os processos a melhorar e a colaboração com a equipe de modo a proporcionar uma
boa comunicação durante as reuniões. O Facilitador deve, ainda, possuir os conhecimentos necessários para
identificar problemas quando surjam e assegurar que todos os membros da equipe cumpram o código da
conduta.
A metodologia de confecção é a seguinte:
Definir o objetivo principal: estabelecer com simplicidade e clareza o objetivo básico.
Listar os meios para se atingir o objetivo: coletar idéias para alcançar os objetivos.
Selecionar os meios e tarefas: analisar cada idéia definida anteriormente e avaliar as viabilidades
de execução. Organizar os meios e tarefas selecionados: identificar a ordem de colocação dos
meios e tarefas selecionados no diagrama. Segundo MOU[93], parte-se da pergunta: "Para atingir
[Link]
o objetivo básico, quais são os meios e tarefas mais necessários?" As respostas à esta pergunta
formam o segundo nível do diagrama. O terceiro nível é encontrado fazendo-se a mesma pergunta
ao segundo nível, e assim por diante.
Confirmar a ordem dos procedimentos: verificar se a ordem estabelecida corresponde às reais
relações de causa e efeito entre cada objetivo e meio.
55
MATRIZ GUT
O método de GUT é uma ferramenta de auxilio na priorização de ações, especialmente quando elas não
apresentam dados quantificáveis.
Gravidade (impacto do problema sobre coisas, pessoas, resultados, processos ou organizações e
efeitos que surgirão a longo prazo, caso o problema não seja resolvido);
Urgência (relação com o tempo disponível ou necessário para resolver o problema)
Tendência (potencial de crescimento do problema, avaliação da tendência de crescimento, redução
ou desaparecimento do problema).
A pontuação de 1 a 5, para cada dimensão da matriz, permite classificar em ordem decrescente de pontos
os problemas a serem atacados na melhoria do processo.
Este tipo de análise deve ser feita pelo grupo de melhoria com colaboradores do processo, de forma a
estabelecer a melhor priorização dos problemas. Lembrando que deve haver consenso entre os membros do
grupo.
Após atribuída a pontuação, deve-se multiplicar GxUxT e achar o resultado, priorizando de acordo com
os pontos obtidos.
[Link]
56
A pontuação de cada processo é obtida pela multiplicação dos pontos (1, 3 ou 5) atribuídos à
gravidade à urgência e à tendência.
A coluna ‘PONTOS’ indicará a priorização estabelecida, sendo que o processo com maior prioridade
será aquele que, na opinião dos participantes, atingir a maior pontuação.
[Link]
Esse método deve ser desenvolvido em grupo, podendo os pesos serem atribuídos por consenso. O
consenso se estabelece quando há concordância, obtida a partir de uma argumentação lógica, entre os
membros do grupo, acerca do grau de gravidade, urgência e tendência dos processos em análise.
Gerar consenso em processos grupais a partir de argumentação lógica não é tarefa simples. Todavia,
pode-se utilizar a Técnica de Moderação por Cartelas como ferramenta de facilitação dessa construção,
uma vez que ela possibilita a participação democrática, considerando a opinião de todos os participantes
sem deixar que se perca o foco em discussões, muitas vezes, inócuo e sem resultados.
VOTAÇÃO DE PARETO
É uma técnica de priorização baseada no “Principio de Pareto” dos poucos pontos vitais e muitos
pontos triviais sendo, neste caso, utilizado o procedimento de votação.
57
Juran adaptou aos problemas da qualidade a teoria da desigualdade da distribuição de renda
desenvolvida pelo economista italiano Vilfredo Pareto.
O principio de Pareto estabelece que, na maioria dos processos, uma pequena quantidade de causas
(cerca de 20%) contribui de forma preponderante para a maior parte dos problemas (cerca de 80%), e que
uma grande quantidade de causas (cerca de 80%) contribui muito pouco para os efeitos observados (cerca
de 20%). Ao primeiro grupo de causas, ele chamou de “poucas vitais” e ao segundo de “muitos triviais”.
O procedimento utilizado é o de, após a geração de uma série de idéias por um grupo, o coordenador
solicitar, aos participantes, para votar naquelas que consideram as mais importantes, de acordo com as
seguintes regras:
O número de votos por participante é limitado a 20%, do total de idéias;
Todos os votos permitidos devem ser usados;
Não é permitido dedicar mais de um voto para uma mesma idéia por participante.
As idéias mais votadas, que devem estar na faixa dos 20% do total de idéias geradas, são as
consideradas prioritárias.
Ferramentas estatísticas
Histogramas (não esta no edital)
São gráficos de barras construídos a partir de uma tabela de freqüência de determinadas ocorrências.
O eixo horizontal apresenta os valores assumidos por uma variável de interesse. Subdivide-se o eixo
horizontal em vários pequenos intervalos, construindo-se para cada um destes intervalos uma barra vertical.
[Link]
Os histogramas, assim como os processos, podem ter as mais variadas formas, indicando se o
processo está “estável” ou apresenta algum desvio. A construção de histogramas exige conhecimentos
mínimos de estatísticas que permitam, após a coleta de dados, a determinação da amplitude, do número de
classes, do intervalo de classe e dos limites de classe e a preparação de uma tabela de freqüência.
DIAGRAMA DE PARETO
São gráficos de barras verticais que permitem classificar e priorizar problemas em duas categorias.
“Poucos vitais” e “Muito triviais”.
Segundo o princípio de Pareto, os processos podem ser melhorados se houver uma atuação
sistemática sobre as causas do primeiro grupo. Se existir o hábito da medição priorização, muitos
problemas simplesmente desaparecem por serem pouco relevantes. Por outro lado os problemas mais
58
graves passam a ter o tratamento devido e também desaparecem.
Outro ponto importante sobre o diagrama de Pareto é a possibilidade de desdobramento das causas
principais em outros Paretos, permitindo análises sucessivas, como ilustrado a seguir:
A - Falta de Treinamento
B - Não cumprimento de rotinas
C - Poucas fontes de consulta
D - Excesso de reuniões
E - Telefonemas
F - Outros
[Link]
59
BRAINSTORMING.
Esta técnica é conhecida também como “tempestade de idéias” e objetiva a produção de um grande
número de idéias criativas. Permite explorar idéias de todos os participantes para a tomada de decisão.
As regras para conduzir uma sessão de brainstorming são:
Incentive todos a se sentirem livres;
Não rejeite quaisquer idéias, mesmo que no momento elas pareçam tolas; quanto mais idéias,
melhor;
Não permita discussões durante a sessão de brainstorming. Isto virá mais tarde;
Não permita a emissão de julgamentos. Ninguém tem o direito de criticar as idéias dos
outros, nem mesmo com um resmungo ou careta;
Permita às pessoas "pegarem carona" - desenvolverem idéias dadas por outros membros do
grupo;
Escreva todas as idéias, de modo que o grupo todo possa examiná-las posteriormente.
A seqüência geral de procedimentos em uma sessão de brainstorming estar descrita a seguir podendo
ser modificada e adequada ao tipo de equipe e natureza do trabalho.
1) Defina o assunto a ser analisado e o apresente em forma de pergunta.
2) Dê dois minutos de silêncio para as pessoas pensarem sobre o assunto.
3) Convide os participantes a apresentarem suas idéias.
4) Anote as idéias no flipchart, escrevendo-as com clareza.
Quando geramos idéias, é necessário ignorar as considerações à importância da idéia, à sua usabilidade, à
sua praticabilidade. Neste patamar, todas as idéias são iguais. É necessário atrasar o julgamento enquanto ainda
não se terminou a geração das idéias.
O segundo princípio é relativo à quantidade e qualidade da criatividade. Quanto mais idéias forem
geradas, será mais provável encontrar uma boa idéia. A técnica de brainstorming tira vantagem de associações
que se desenvolvem quando se consideram muitas idéias. Uma idéia pode levar a uma outra. Idéias más podem
levar a boas idéias.
Por vezes, não conseguimos pensar num problema enquanto não houver algumas respostas.
Brainstorming dá-nos a hipótese de pôr as idéias que passam pela cabeça no papel, de maneira a conseguir obter
as melhores delas.
Usualmente, as linhas de guia que se seguem são chamadas de regras. Devem ser seguidas como regras,
60 embora sejam apenas linhas de guia ou de direção.
Regras
As quatro principais regras do brainstorming são:
Críticas são rejeitadas: Esta é provavelmente a regra mais importante. A não ser que a avaliação seja
evitada, o princípio do julgamento não pode operar. A falha do grupo ao cumprir esta regra é a razão
mais crítica para que o sessão de brainstorming não resulte. Esta regra é aquela que primariamente
diferencia um brainstorming clássico dos métodos de conferência tradicionais.
Criatividade é bem-vinda: Esta regra é utilizada para encorajar os participantes a sugerir qualquer
idéia que lhe venha à mente, sem preconceitos e sem medo que isso o vá avaliar imediatamente. As
idéias mais desejáveis são aquelas que inicialmente parecem ser sem domínio e muito longe do que
poderá ser uma solução. É necessário deixar as inibições para trás enquanto se geram idéias. Quando se
segue esta regra, cria-se automaticamente um clima de brainstorming apropriado. Isso aumenta também
o número de idéias geradas.
Quantidade é necessária: Quanto mais idéias forem geradas, mais hipóteses há de encontrar uma boa
idéia. Quantidade gera qualidade.
Combinação e aperfeiçoamento são necessários: O objetivo desta regra é encorajar a geração de
idéias adicionais para a construção e reconstrução sobre as idéias dos outros.
[Link]
Gestão de Contratos
O Gestor de contrato
O gestor é o representante da administração para acompanhar a execução do contrato. Assim, deve agir de
forma pró-ativa e preventiva, observar o cumprimento, pela contratada, das regras previstas no instrumento
contratual, buscar os resultados esperados no ajuste e trazer benefícios e economia para o órgão / instituição
ou empresa.
61
Por imposição legal a execução do contrato será acompanhada e fiscalizada por representante da
administração, especialmente designado para a função de gestor, para tomar as providências necessárias ao
fiel cumprimento do ajuste, tendo por parâmetro os resultados previstos no contrato.
As decisões e providências que ultrapassarem a sua competência deverão ser encaminhadas a seus superiores,
em tempo hábil, para a adoção das medidas convenientes.
Designação do Gestor
A indicação do gestor, pelo responsável pelas atividades objeto do Contrato, recairá sobre servidor da
unidade. A designação será feita por Portaria.
Perfil do Gestor
A Lei 8.666/93 não faz referência expressa ao perfil do gestor do [Link], em face da relevância do
encargo, é importante que o servidor designado seja dotado de certas qualificações, tais como:
d) não possuir em seus registros funcionais punições em decorrênciada prática de atos lesivos ao patrimônio
público, em qualquer esfera do governo;
e) não haver sido responsabilizado por irregularidades junto ao Tribunal de Contas da União;
f) não haver sido condenado em processo criminal por crimes contra a Administração Pública, capitulados no
Título XI, Capítulo I, do Código Penal Brasileiro, na Lei 7.492/1986 e na Lei 8.429/1992.
[Link]
Atribuições do Gestor
O gestor do contrato tem grande responsabilidade pelos seus resultados, devendo observar o cumprimento. A
Lei 8.666/93 atribui ao gestor autoridade para acompanhar sistematicamente o desenvolvimento do contrato,
o que lhe possibilita corrigir, no âmbito da sua esfera de ação e no tempo certo, eventuais irregularidades ou
distorções existentes.
Conforme o art. 66 da Lei 8.666/93, o contrato deverá ser executado fielmente pelas partes, de acordo com as
62 cláusulas estabelecidas e as normas constantes da citada lei, respondendo cada qual pelas consequências de
sua inexecução total ou parcial.
Responsabilidades do Gestor
O gestor do contrato, por força de atribuições formalmente estatuídas, tem particulares deveres que, se não
cumpridos, poderão resultar em responsabilização civil, penal e administrativa. A Lei 8.112/1990, em seu
artigo 127, prevê as penalidades disciplinares a serem aplicadas aos servidores pelo exercício irregular de
atribuições a eles afetas, que são:
a) advertência;
b) suspensão;
c) demissão;
Na aplicação dessas penalidades, serão consideradas a natureza e a gravidade da infração cometida, bem
como os danos que dela provierem para o serviço público. As sanções administrativas poderão cumular-se
com as sanções civis e penais, sendo independentes entre si. De acordo com o artigo122 da Lei 8.112/1990, a
responsabilidade civil decorre de ato omisso ou comissivo, doloso ou culposo, que resulte em prejuízo ao
erário ou a terceiros.
No que se refere à responsabilidade penal, esta abrange os crimes e as contravenções imputadas ao servidor
nessa qualidade, conforme preconiza o artigo 123 da citada lei. Se comissão de sindicância ou de processo
administrativo disciplinar concluir que a infração constitui ilícito penal, os autos serão encaminhados ao
Ministério Público. São crimes contra a Administração Pública: improbidade administrativa, aplicação irregular
de dinheiro público, lesão aos cofres públicos e dilapidação nacional e corrupção.
Termo Contratual
A inexecução total ou parcial do contrato pode acarretar a sua rescisão, com as conseqüências estabelecidas
no próprio contrato e previstas em lei ou regulamento.
5 - a subcontratação total ou parcial do seu objeto, a associação do contratado com outrem, a cessão ou
transferência, total ou parcial, da execução do objeto, bem como a fusão, cisão ou incorporação da
contratada, quando não admitida no ato convocatório e no contrato;
11 - razões de interesse público de alta relevância e amplo conhecimento, justificadas e determinadas pela
máxima autoridade da esfera administrativa a que está subordinada a Administração, e exaradas no processo
administrativo a que se refere o contrato;
12 - a supressão, por parte da Administração, de obras, serviços ou compras, acarretando modificação do valor
inicial do contrato além do limite permitido;
13 - a suspensão de sua execução, por ordem escrita da Administração, por prazo superior a 120 (cento e
vinte) dias, salvo em caso de calamidade pública, grave perturbação da ordem interna ou guerra, ou ainda por
repetidas suspensões que totalizem o mesmo prazo, independentemente do pagamento obrigatório de
indenizações pelas sucessivas e contratualmente imprevistas desmobilizações e mobilizações, e outras
previstas, assegurando ao contratado, nesses casos, o direito de optar pela suspensão do cumprimento das
obrigações assumidas até que seja normalizada a situação;
14 - o atraso superior a 90 (noventa) dias dos pagamentos devidos pela Administração, decorrentes de obras,
serviços ou fornecimento, ou parcelas deste, já recebidos ou executados, salvo em caso de calamidade
pública, grave perturbação da ordem interna ou guerra, assegurado ao contratado o direito de optar pela
suspensão do cumprimento de suas obrigações até que seja normalizada a situação.
[Link]
O prazo contratual para a prestação de serviços de natureza continuada pode ser prorrogado por iguais e
sucessivos períodos, até o limite de 60 (sessenta) meses, a fim de que se possa obter preços e condições mais
vantajosos para a Administração.
Deverá ser informado à unidade de Contratos, nos respectivos autos, o interesse na prorrogação do contrato
sob sua responsabilidade, apresentando:
• nos casos de prorrogação de contratos de prestação de serviços, anexar aos autos cópia da convenção
coletiva de trabalho, devidamente registrada na Delegacia Regional do Trabalho, ou do Dissídio Coletivo;
• nos caso de dispensa e inexigibilidade de licitação informar se a contratada continua mantendo, em relação
à execução do objeto, as condições que ensejaram sua contratação, de conformidade com a fundamentação
legal pertinente.
Na hipótese em que os contratos não puderem ser prorrogados em virtude de expiração do prazo limite de
vigência, deverá ser elaborado Projeto Básico visando à elaboração de novo procedimento licitatório.
O processo, contendo o pedido de prorrogação ou novo projeto básico, deverá ser encaminhado antes da
expiração da vigência do respectivo contrato, nos seguintes prazos:
• até 90 (noventa) dias para os procedimentos relativos à licitação nas modalidades de Convite e Pregão;
• até 120 (cento e vinte) dias para os procedimentos relativos à licitação nas modalidades de Tomada de
Preços e Concorrência.
É importante observar o cumprimento dos sobreditos prazos, pois a elaboração da minuta do contrato, bem
como a do edital, exige detalhada análise do projeto básico. Vale ressaltar que os trâmites processuais
obrigatórios e o próprio procedimento licitatório necessitam de tempo considerável.
Os contratos somente poderão ser prorrogados caso não tenha havido interrupção do prazo de vigência, ainda
que a interrupção tenha ocorrido por apenas um dia.
Os contratos poderão ser alterados desde que haja interesse da Administração para atender ao interesse
público. Para que as alterações sejam consideradas válidas devem ser justificadas por escrito e previamente
autorizadas pela autoridade competente para celebrar o contrato.
[Link]
Alterações Unilaterais
• Alteração quantitativa: quando for necessária a modificação do valor do contrato em razão do acréscimo ou 65
diminuição nos quantitativos do seu objeto.
• quando for necessária modificação da forma de pagamento, por imposição de circunstâncias que surgirem
após a assinatura do contrato, devendo ser mantido seu valor inicial atualizado;
Acréscimos e Supressões
A administração pode alterar o contrato quando forem necessários acréscimos ou supressões nas compras,
obras ou serviços, desde que previsto no Edital e respeitados os seguintes limites:
• Para compras, obras ou serviços: acréscimos ou supressões de até 25% do valor atualizado do contrato.
• para reforma de edifício ou equipamento: acréscimos até o limite de 50% do valor atualizado do contrato.
• Acima desses percentuais, somente são permitidas supressões desde que resultante de acordo celebrado
entre as partes.
Os prazos de execução do objeto contratado poderão ser aumentados ou diminuídos proporcionalmente aos
acréscimos ou supressões que por acaso ocorrerem.
Equilíbrio Econômico-Financeiro
66 • Caso de força maior, caso fortuito ou fato do príncipe, configurando álea econômica (probabilidade de perda
concomitante à probabilidade de lucro) extraordinária e extracontratual.
Para que possa ser autorizado e concedido o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato, normalmente
pedido pelo contratado, deverá ser verificado:
• Os custos dos itens constantes da proposta contratada com a planilha de custos que acompanha o pedido de
reequilíbrio;
O reequilíbrio econômico-financeiro não está vinculado a qualquer índice, ocorre quando for necessário o
restabelecimento da relação econômica que as partes pactuaram inicialmente.
Reajuste de Preços
Em contratos com prazo de duração igual ou superior a um ano, é admitida cláusula com previsão de reajuste
de preços.
O reajuste dos preços contratuais só pode ocorrer quando a vigência do contrato ultrapassar 12 (doze) meses,
contados a partir da data limite para apresentação da proposta.
O reajuste de preços está vinculado a índice previamente definido no contrato. O índice utilizado na maioria
dos contratos é o IGP/DI-FGV (Índice Geral de Preços/Disponibilidade Interna, calculado e divulgado pela
Fundação Getúlio Vargas).
De acordo com a Lei nº 10.192, de 14/02/2001, são nulos de pleno direito qualquer expediente que, na
apuração do índice de reajuste, produzam efeitos inferiores a 12 (doze) meses.
Repactuação
A repactuação é uma forma de negociação entre a Administração e a contratada, que visa à adequação dos
preços contratuais aos novos preços de mercado. Não está vinculada a qualquer índice.
Somente os contratos que tenham por objeto a prestação de serviços de natureza contínua podem ser
repactuados.
[Link]
É necessária a existência de cláusula no contrato admitindo a repactuação, que pode ser para aumentar ou
para diminuir o valor do contrato.
Para repactuação de preços deve ser apresentada demonstração analítica da variação dos componentes dos
custos do contrato, devidamente justificada.
A repactuação que vise a aumento de despesa não é permitida antes de decorrido, pelo menos, 01 (um) ano
de vigência do contrato.
67
Penalidades – Artigo 87 da Lei 8.666/93
A Administração pode prever no contrato a aplicação de multa por inexecução total ou parcial do objeto. A
aplicação da multa não impede a Administração de rescindir o contrato, e de aplicar simultaneamente ao
contratado advertência, suspensão temporária ou declaração de inidoneidade.
Se a garantia prestada for inferior ao valor da multa, o contratado, além de perder o valor da garantia,
responderá pela diferença, que será descontada dos pagamentos eventualmente devidos pela Administração.
• advertência;
• declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a Administração Pública, enquanto perdurarem os
motivos determinantes da punição ou até que seja promovida a reabilitação perante a própria autoridade que
aplicou a penalidade.
Além das penalidades citadas, o contratado fica sujeito às demais sanções civis e penais previstas em lei. Para
validade da aplicação das penalidades, é indispensável que seja assegurado ao contratado o direito de ampla
defesa e do contraditório, no prazo de cinco dias úteis. As penalidades deverão estar motivadas em processo
administrativo.
Caso o gestor verifique a inexecução total ou parcial do objeto contratado, deverá proceder da seguinte
maneira:
1 Registrar em formulários próprios todas as ocorrências observadas (conforme sugerido no anexo IV);
2 oficiar a empresa contratada acerca das falhas apontadas, concedendo prazo para manifestação da mesma;
3 analisar as justificativas da empresa, e caso não sejam aceitas, encaminhar os autos com as devidas
observações para a unidade de contratos visando, se for o caso, a abertura de procedimento administrativo
para aplicação da penalidade;
4 acatando as justificativas da empresa, e conforme o caso, advertir a contratada que novas ocorrências
poderão acarretar aplicação de penalidade.
[Link]
Pagamento
Notas Fiscais
As notas fiscais referentes aos contratos de prestação de serviços e/ou fornecimento de material devem ser
encaminhadas pela contratada para as providências necessárias à conferência e atesto dos documentos fiscais.
O gestor do contrato, ao atestar a fatura/nota fiscal, está declarando que o serviço ou material a que ela se
refere foi satisfatoriamente prestado ou fornecido e que o seu valor está em conformidade com o termo
contratual. Após o atesto os documentos de cobrança devem ser encaminhados à Diretoria Financeira
68 imediatamente.
Quando se tratar de fatura/nota fiscal de telefonia, água, luz ou assemelhados, com a data de vencimento
expressa no corpo do documento, o mesmo deve ser encaminhado à Diretoria Financeira, dentro dos prazos
previstos, para pagamento. Caso a fatura/nota fiscal seja encaminhada fora do prazo, e não haja possibilidade
de efetuar seu pagamento na data aprazada, a mesma será restituída ao gestor para as providências
necessárias à prorrogação do prazo de vencimento.
Caso os documentos fiscais sejam encaminhados sem que a documentação estipulada em contrato esteja
completa, será requerida as providências necessárias à complementação da documentação, possibilitando,
assim, a liquidação e pagamento.
Processo de Pagamento
Cabendo-lhe informar ao gestor o número do processo de pagamento de cada contrato sob sua
responsabilidade.
Após o recebimento e análise dos documentos fiscais, em confronto com o termo contratual e com a
legislação vigente, providenciará a juntada aos autos de toda a documentação obrigatória para o pagamento,
com os lançamentos contábeis no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI).
Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal - SIAFI é um sistema contábil que tem
por finalidade realizar todo o processamento, controle e execução financeira, patrimonial e contábil do
governo federal brasileiro.
O sistema foi desenvolvido pelo Serviço Federal de Processamento de Dados - (SERPRO). Foi implantado
oficialmente no ano de 1987. Até o ano de 1986 o governo federal convivia com uma série de problemas de
natureza administrativa inviabilizando a correta aplicação dos recursos públicos.
Uma das principais vantagens do Siafi é a descentralização da entrada, consulta, execução orçamentária,
financeira e patrimonial da União, isto com a supervisão do Tesouro Nacional.
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