TJRN
Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte
O documento a seguir foi juntado aos autos do processo de número 0805647-16.2023.8.20.5106
em 26/04/2024 08:34:56 por EDINO JALES DE ALMEIDA JUNIOR
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Poder Judiciário do Estado do Rio Grande do Norte
1ª Vara Cível da Comarca de Mossoró
Processo: 0805647-16.2023.8.20.5106
Classe: PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL (7)
Polo ativo: MARIA MARINETE CORINGA DE SOUZA
Advogados do(a) AUTOR: MARIA DA CONCEIÇÃO ROSANA CARLOS DANTAS - RN011698;
ANTONIO MATHEUS SILVA CARLOS - RN014635
Polo passivo: SEBRASEG CLUBE DE BENEFÍCIOS - CNPJ:38.075.234/0001-70
Advogados do(a) RÉU: DANIEL GARBER - DF047827; SOFIA COELHO ARAUJO - DF040407
Sentença
Trata-se de recurso de embargos de declaração apresentados pelo SEBRASEG
CLUBE DE BENEFÍCIOS diante da sentença proferida nestes autos, alegando, em
síntese, omissão/erro material sobre os valores dos danos materiais, devendo os
mesmos serem especificados em sentença.
A embargada foi ouvida e afirmou que a sentença não padece de qualquer dos
vícios indicados no art. 1.022, do CPC, tendo o embargante opostos esses embargos
eivados de inconformismo, requerendo a improcedência total (ID nº 116544480).
Os embargos de declaração são cabíveis contra qualquer decisão judicial lato
sensu proferida no curso do processo, sempre que se pretenda esclarecimentos acerca
da decisão proferida, nos termos do artigo 1.022, do Código de Processo Civil:
Art. 1.022. Cabem embargos de declaração contra qualquer decisão judicial para:
I - esclarecer obscuridade ou eliminar contradição;
II - suprir omissão de ponto ou questão sobre o qual devia se pronunciar o juiz de ofício
ou a requerimento;
III - corrigir erro material.
Parágrafo único. Considera-se omissa a decisão que:
I - deixe de se manifestar sobre tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em
incidente de assunção de competência aplicável ao caso sob julgamento;
II - incorra em qualquer das condutas descritas no art. 489, § 1º.
O embargante alegou inicialmente, omissão quanto ao dispositivo não constar
os valores a serem pagos em dobro, a título de danos materiais, relacionado aos
descontos indevidos que estão sendo feitos na conta da parte embargada.
Se observarmos a sentença atacada, no dispositivo não há qualquer omissão
quanto a determinação de devolução dos valores descontados indevidamente, em
dobro, vejamos : “(...) bem como ao pagamento da repetição em dobro do valor
descontado indevidamente, com juros de mora pela SELIC, a partir dos respectivos
descontos, sem cumulação com correção monetária.”
Portanto, não vislumbro qualquer omissão quanto ao pedido alegado pela
embargante, uma vez que e integralidade dos descontos pode ser demonstrada na
fase de cumprimento de sentença.
Posto isso, conheço do recurso de embargos de declaração em face de sua
tempestividade, mas nego provimento para manter a sentença em todo o seu teor.
Publique-se. Intime-se. Cumpra-se.
EDINO JALES DE ALMEIDA JUNIOR
Juiz de Direito