Escola Secundária de Pemba
Trabalho de Geografia 10 Classe
Turma: 9
Pemba, Maio de 2023
Celina Fernando Lopes N o : 25
Biogeografia
O presente trabalho de carácter avaliactivo
é da disciplina de Geografia, orientado pelo
docente: Anasaledya
Pemba, Maio de 2023
Índice
Introdução..............................................................................................................................3
1. Biogeografia...................................................................................................................... 4
1.1. Vegetação ........................................................................................................................4
1.2. Centro Regional de Endemismo Zambeziano....................................................... 5
1.3. Savana de Mopane....................................................................................................... 6
1.4. Mozaico Regional de Zamzibar_Inhambane ........................................................ 6
1.5. Mozaico Regional e Tongoland_Pondoland........................................................... 7
1.6. Formações Psamofiticas Costeiras........................................................................... 8
1.7. Fauna................................................................................................................................8
1.8. Mamíferos ......................................................................................................................8
2. Recursos Marinhos...........................................................................................................9
2.1. Crustáceos .......................................................................................................................9
[Link]ó-pedes.....................................................................................................................9
2.3. Recursos Litorais.. ......................................................................................................10
2.4. Importância de Conservação e protecção das florestas ...................................10
Conclusão .............................................................................................................................11
Referências bibliográficas ...............................................................................................12
Introdução
O presente trabalho como tema: A biogeografia que é o estudo científico da
distribuição dos organismos no espaço e no tempo, e dos processos que
influenciam essa distribuição. Essa ciência tem como objetivo compreender a
diversidade da vida no planeta, suas origens e os fatores que influenciam seu
desenvolvimento.
No entanto, a vegetação do planeta está enfrentando grandes desafios,
incluindo a degradação de habitantes, a fragmentação de ecossistemas, a
invasão de espécies exóticas e as mudanças climáticas. É importante que sejam
feitos esforços para conservar e restaurar a vegetação, promovendo a
utilização sustentável dos recursos naturais e o desenvolvimento de iniciativas
de conservação da biodiversidade.
1. Biogeografia
A biogeografia pode ser dividida em dois grupos principais: A biogeografia
histórica e a biogeografia ecológica. A biogeografia histórica estuda a história
evolutiva dos organismos e como suas distribuições geográficas mudaram ao
longo do tempo. Já a biogeografia ecológica se concentra na compreensão da
distribuição atual e ecologia dos organismos.
Historicamente, a biogeografia se desenvolveu a partir da observação do
padrão de distribuição dos organismos pelo naturalista Alfred Russel Wallace
e pelo biólogo francês Georges-Louis Leclerc. A teoria da evolução de Charles
Darwin também influenciou a biogeografia, pois, segundo ele, as espécies
poderiam se originar em um local e depois se dispersar para outras áreas.
Assim, a biogeografia incorpora várias disciplinas, como ecologia, geologia,
evolução e climatologia para entender como os organismos se distribuem no
espaço e no tempo.
1.1. Vegetação
Em Moçambique, a vegetação natural é constituída por diferentes tipos de
formações vegetais, que resultam de grandes diferenças de latitude, longitude,
geologia, clima e de outros factores que caracterizam o aspecto físico do
território nacional. A localização geográfica de Moçambique no continente
africano confere-lhe 3 das 20 principais regiões fitogeográficas sendo as
seguintes:
I. Centro Regional do Endemismo Zambeziano.
II. Mosaico Regional Zanzibar – Inhambane
III. Mosaico Regional Tongoland – Pondoland
1.2. Centro Regional do Endemismo Zambeziano
Na região Norte, ela ocupa toda a parte planáltica e montanhosa ,
particularmente nas províncias do Niassa e Nampula.
Na região Central, para além de atingir o litoral entre Angoche e o rio Raraga
(na província da Zambézia), ocupa uma boa parte das províncias de Sofala e
Manica e a totalidade da província de Tete.
Na região Sul, ocupa cerca de dois terços da região, com particular destaque
para as áreas localizadas no interior das províncias de Inhambane e Gaza.
Conhecem-se nesta região cerca de 8.500 espécies de flora das quais 54% são
endémicas. As formações típicas desta região compreendem:
Floresta Aberta de Miombo, onde ocorrem os seguintes sub-tipos: Miombo
semi-decíduo, miombo semi-decíduo de alta pluviosidade, miombo decíduo
tardio, miombo decíduo, miombo decíduo seco e floresta aberta de folha larga
do Sul.
Encontram-se normalmente associadas a solos bem drenados, ácidos bem
lavados. A maior parte desta formação vegetal é do tipo semi-decíduo,
havendo, todavia, ocorrência de miombo totalmente decíduo nas regiões mais
áridas.
1.3. Savanas de Mopane
Savanas arbóreas e arbustivas onde dominam savanas da acácias, savanas de
embondeiros, savanas de Mopane, savanas de palmeiras em terras pantanosas
e savanas dos Libombos.
Constituídas por pradarias e savanas de aluvião, pradarias em terras salgadas
e pastagens de montanha e planalto. É o tipo de formação vegetal mais extensa
e representativa dos vales dos principais rios.
Ocorre a Norte do rio Limpopo. Distingue-se facilmente das formações
anteriores pela ausência de Mapone e Miombo. Distribui-se por grande
variedade de solos, possuindo uma enorme riqueza florística.
Localiza-se sobretudo nas regiões acima de 1300m de altitude, isto é, nas
regiões montanhosas da alta Zambézia (montes Namúli), na parte Ocidental da
província de Manica (Maciço de Chimanimani), e no Sul em certas zonas na
cadeia dos montes Libombos.
1.4. Mosaico regional de Zanzibar – Inhambane
Na região Norte distribui-se ao longo dos vales dos principais rios, como sejam
do Rovuma, do Lugenda, do Messalo e do Lúrio. Estende-se igualmente ao
longo de todo o litoral desde a foz do rio Rovuma, tendo o seu limite a Sul
perto de Angoche. Esta faixa longitudinal, apresenta larguras que variam
desde os 80 aos 160 km.
Após uma interrupção de cerca de 160 km em direcção ao Sul, ela reaparece
na Região Central, partindo aproximadamente do rio Raraga. Deste ponto,
descai numa larga faixa acompanhando o traçado da linha de costa até ao
paralelo de 19º S, a partir do qual se estreita em direcção ao rio Save.
É constituído por cerca de 3000 espécies, não havendo ocorrência de famílias
endémicas. Há florestas fechadas e abertas com ocorrências de acácias e
vegetação típica das dunas, os graminais aparecem em mosaico com outros
tipos de vegetação, havendo ocorrência de brenhas.
1.5. Mosaico regional Tongoland – Pondoland
Estende-se ao longo da costa, desde o rio Limpopo até a Ponta de Ouro,
fazendo fronteira e prolongando-se pelo território Sul Africano. O seu traçado
acompanha o da linha de costa, numa largura que varia de 35 a cerca de 90
km.
É caracterizada por uma vegetação florista pouco variada, com agravante de a
acção humana ter reduzido substancialmente a já pobre vegetação natural.
Ele é constituído basicamente por florestas abertas ou fechadas, ocorrendo
também gramíneas em tufas , com 1 a 1,5 m de altura.
Há igualmente ocorrência de brenhas e gramíneas com alguma diferenciação
quanto à sua composição florística e particular destaque para a presença de
mata de acácias.
Matas de acácias, o corre sobretudo, junto à fronteira com a Suazilândia e
África do Sul, onde a precipitação média anual varia de 600 a 1000mm. Este
tipo de vegetação é típico do mosaico Tongoland – Pondoland. As espécies
dominantes nesta formação vegetal, são as variantes de acácias.
Para além das formações vegetais atrás referidas, ocorrem outras que
possuem particularidades fito geográficas dignas de menção no nosso estudo,
assim como ocorre localmente nas zonas de solos húmidos das margens dos
cursos de água permanente (rios). É constituída por árvores de médio e grande
porte.
1.6. Formações Psamofíticas Costeiras
São constituídas por vegetação arbustiva ou arbórea baixa, densa, de porte
sensivelmente uniforme devido à influência do vento.
1.7. Fauna
Sob ponto de vista zoogeográfico , Moçambique pertence à região etiópica
abrangendo áreas das sub-regiões austral e oriental de África, onde
encontramos uma rica e diversificada fauna com milhares de espécies de
diferentes grupos zoológicos.
As espécies mamíferas mais abundantes no nosso país são: Búfalo, cocone,
chango, elefante, facocero, hipopótamo, impala, macaco – cão, nhacoso, oribi,
zebra, cabrito cinzento, civeta, elande, gondonga, kudu, leão, mangul, nyala,
palapala, porco do mato, simango, girafa, cabrito chengane, chacal, serval,
sitatunga, chita. Outras espécies não mamíferas abundantes são: crocodilo,
avestruz, dungongo, tartaruga marinha, para além de uma enorme variedade
de aves.
1.8. Mamíferos
Os mamíferos mais abundantes no nosso país são: Búfalo, cocone, chango,
elefante, facocero, hipopótamo, impala, macaco - cão, nhacoso, oribi, zebra,
cabrito cinzento, civeta, elande, gondonga, kudu, leão, mangul, nyala,
palapala, porco do mato, simango, girafa, cabrito chengane, chacal, serval,
sitatunga, chita, etc.
Outras espécies não mamíferas abundantes são: Crocodilo, avestruz,
dungongo, tartaruga marinha, para além de uma enorme variedade de aves.
Neste momento estão em exploração nosso país 5 parques nacionais, 6
reservas e 12 coutadas:
Parque Localização Área (Km 2 )
Parque Nacional de Gorongosa Sofala 5.370
Parque Nacional de Zivane Inhambane 6.000
Parque Nacional de Banhine Gaza 7.000
Parque Nacional de Arquipélago de Bazaruto Inhambane 1.600
Parque Nacional das Quirimbas Cabo Delgado 7.500
Parque Nacional de Limpopo Gaza 10.000
2. Recursos Marinhos
Moçambique tem uma grande variedade de recursos marinhos, incluindo
crustáceos, acéfalo-pedes e recursos litorais.
2.1. Crustáceos
Entre os crustáceos, encontramos as lagostas, camarões, caranguejos e
lagostins. Estes recursos são fundamentais para a economia de muitas
comunidades costeiras do país, fornecendo emprego e alimento para muitas
famílias.
2.2. Céfalo-pedes
Em Moçambique incluem amêijoas, ostras e mexilhões. Estes recursos são
explorados em grande parte por pescadores artesanais das comunidades
costeiras. Esses recursos também desempenham um papel importante na dieta
alimentar das pessoas.
2.3. Recursos litorais
Tais como algas marinhas, peixes e moluscos, são vitais para a segurança
alimentar e a economia do país. Peixes como o atum e sardinha são
capturados na costa e no mar profundo, enquanto moluscos como o polvo e
cefaló-pedes são comuns em muitas áreas.
As áreas costeiras de Moçambique são muito importantes para os meios de
subsistência das comunidades e são recursos sagrados, onde é necessário
desenvolver um sistema de gestão adequado que permita preservar estes
recursos de maneira sustentável e responsável.
2.4. Importância da conservação e protecção das florestas
O índice de destruição de florestas à escala mundial, atingiu nas últimas
décadas níveis alarmantes. Nos países tropicais, a extinção desta formação
vegetal se deve sobretudo às queimadas descontroladas, à excessiva
exploração para fins comerciais, à procura de combustíveis e pastagens. Nos
países industrializados, a chuva ácida e a poluição são as principais razões que
estão na origem da extinção acelerada das florestas. Este fenómeno de
dimensão mundial, constitui hoje o somatório da devastação florestal que
ocorre nos vários países em ritmos e estágios diferentes, dependendo do seu
nível de desenvolvimento e integração na economia mundial.
Apesar de o fenómeno ocorrer em pontos bem localizados, a sua dimensão é
de tal ordem que os reflexos se fazem sentir à escala planetária. Por isso é
urgente que se conheça a importância da conservação e protecção das
florestas como ponto de partida para o desencadeamento de acções que levem
a um maior e melhor controlo da situação através da implementação de um
conjunto de medidas de forma integrada tanto ao nível local como regional e
mundial que permitam:
• protecção de 50 a 80% de animais e plantas do planeta;
• renovação do oxigénio atmosférico sem o qual não é possível a vida;
• a diminuição da erosão dos solos, como o grande responsável para o
desenvolvimento da vida animal e vegetal;
• a queda regular das chuvas;
• a contenção do avanço dos desertos, etc.
Conclusão:
A biogeografia é importante para entender e conservar a biodiversidade em
várias escalas. Portanto ela é uma ciência fundamental para entender a
diversidade da vida no planeta. Os processos que influenciam a distribuição de
organismos, como especiação, extinção, isolamento geográfico, migração e
adaptação, são cruciais para compreender a biogeografia histórica e ecológica.
Para isso, temos também a vegetação que é um componente fundamental do
nosso planeta, representando uma complexa rede de interações entre as
plantas, os animais, o clima e o solo.
Ela desempenha um papel crucial na manutenção dos ecossistemas e é
responsável pela produção de oxigênio, liberação de dióxido de carbono e
pelos processos de fotossíntese e transpiração. Além disso, a vegetação tem um
papel importante na conservação da biodiversidade, na regulação do clima
local e global e na manutenção do equilíbrio hidrológico.
No entanto, a vegetação do planeta está enfrentando grandes desafios,
incluindo a degradação de habitats, a fragmentação de ecossistemas, a invasão
de espécies exóticas e as mudanças climáticas. É importante que sejam feitos
esforços para conservar e restaurar a vegetação, promovendo a utilização
sustentável dos recursos naturais e o desenvolvimento de iniciativas de
conservação da biodiversidade.
Referências bibliográficas
LEMOLINO, M. V., Riddle, B. R., & Whittaker, R. J. (2017). Biogeography. Sinauer
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