Professora Ana Paula Correia de Souza
Processo Penal I
QUESTÕES – INQUÉRITO POLICIAL
1. (FCC - 2019 - TRF - 4ª REGIÃO - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador
Federal) Marcelo e Márcio praticaram um roubo contra uma pizzaria situada na cidade de
Florianópolis no início da madrugada, subtraindo todo o dinheiro arrecadado pelo
estabelecimento naquele dia. A polícia é acionada e o inquérito policial para apuração dos
fatos é instaurado pela autoridade policial. Pelas imagens das câmeras de segurança do
estabelecimento foi possível a plena identificação dos roubadores. Após representação da
autoridade policial o Magistrado competente decretou a prisão preventiva de Marcelo e
Márcio. Os mandados de prisão foram cumpridos três dias depois do crime. Neste caso,
o inquérito policial deverá terminar no prazo de
A) 30 dias, contados da data do crime.
B) 5 dias, contados a partir do dia da execução da ordem de prisão preventiva.
C) 10 dias, contados da data do crime.
D) 10 dias, contados a partir do dia da execução da ordem de prisão preventiva.
E) 30 dias, contados a partir do dia da execução da ordem de prisão preventiva
2. ( Instituto Acesso - 2019 - PC-ES - Delegado de Polícia) “O inquérito policial é um
procedimento administrativo, não judicial, e por isso mesmo pode ter caráter
explicitamente inquisitorial, isto é, registrar por escrito, com fé pública, emprestada pelo
cartório que a delegacia possui, informações obtidas dos envolvidos sem que estes tenham
conhecimento das suspeitas contra eles.” (LIMA, Roberto Kant de; MOUZINHO,
Glaucia. DILEMAS – Vol.9 – no 3 – SET-DEZ 2016 – pp. 505-529). Assinale, a seguir,
a característica INCORRETA quanto ao inquérito policial brasileiro.
A) não possui contraditório e ampla defesa.
B) é escrito.
C) é público.
D) é dispensável.
E) é sigiloso.
3. (FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - DPE-MG - Defensor Público) No curso de
inquérito policial, a autoridade policial que o presidia constatou que teria ocorrido
extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva. Diante disso, assinale a
alternativa correta.
A) A Autoridade Policial deverá declarar a extinção da punibilidade pela prescrição, em
razão do princípio da legalidade do inquérito policial.
B) A Autoridade Policial deverá prosseguir na apuração, em razão do princípio do
impulso oficial do inquérito policial.
C) A Autoridade Policial deverá remeter de imediato os autos do inquérito ao Poder
Judiciário, em razão do princípio da indisponibilidade do inquérito policial.
D) A Autoridade Policial deverá arquivar o inquérito policial, em razão do princípio da
eficiência do inquérito policial.
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4. (Crescer Consultorias - 2019 - Prefeitura de Jijoca de Jericoacoara - CE - Procurador
do Município) Tomando como fundamento as disposições legais acerca do inquérito
policial, analise os itens e assinale a alternativa correta:
I. É obrigatória a participação de defensor quando do ato de interrogatório do investigado
no âmbito do Inquérito Policial.
II. No âmbito do Inquérito Policial é dispensável a autorização judicial para a solicitação
pelo Delegado de Polícia de dados cadastrais da vítima ou do suspeito de crime a
empresas de telefonia.
III. Caberá mandado de segurança quando do pedido de arquivamento do Inquérito
Policial
Estão corretos os itens:
A) I e II
B) I e III
C) I
D) II
5. (VUNESP - 2019 - TJ-RS - Titular de Serviços de Notas e de Registros - Remoção)
Nos estritos termos do art. 18 do CPP, é correto afirmar que depois de ordenado o
arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária, por falta de a base para a denúncia,
A) não existe mais possibilidade de a autoridade policial investigar o fato.
B) fica a autoridade policial impedida de investigar o mesmo indiciado com relação ao
mesmo fato, podendo, contudo, continuar com a investigação de novos suspeitos.
C) apenas mediante nova requisição ministerial ou judicial específica a autoridade
policial pode proceder a novas investigações.
D) a autoridade policial tem autonomia para seguir nas investigações, complementando-
as, mas não pode repetir a produção das provas que já constam dos autos.
E) a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas, se de outras provas tiver
notícia.
6. (FGV - 2018 - OAB - Exame de Ordem Unificado - XXVII - Primeira Fase) Após
receber denúncia anônima, por meio de disquedenúncia, de grave crime de estupro com
resultado morte que teria sido praticado por Lauro, 19 anos, na semana pretérita, a
autoridade policial, de imediato, instaura inquérito policial para apurar a suposta prática
delitiva. Lauro é chamado à Delegacia e apresenta sua identidade recém-obtida; em
seguida, é realizada sua identificação criminal, com colheita de digitais e fotografias.
Em que pese não ter sido encontrado o cadáver até aquele momento das investigações, a
autoridade policial, para resguardar a prova, pretende colher material sanguíneo do
indiciado Lauro para fins de futuro confronto, além de desejar realizar, com base nas
declarações de uma testemunha presencial localizada, uma reprodução simulada dos
fatos; no entanto, Lauro se recusa tanto a participar da reprodução simulada quanto a
permitir a colheita de seu material sanguíneo. É, ainda, realizado o reconhecimento de
Lauro por uma testemunha após ser-lhe mostrada a fotografia dele, sem que fossem
colocadas imagens de outros indivíduos com características semelhantes.
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Ao ser informado sobre os fatos, na defesa do interesse de seu cliente, o(a) advogado(a)
de Lauro, sob o ponto de vista técnico, deverá alegar que
A) o inquérito policial não poderia ser instaurado, de imediato, com base em denúncia
anônima isoladamente, sendo exigida a realização de diligências preliminares para
confirmar as informações iniciais.
B) o indiciado não poderá ser obrigado a fornecer seu material sanguíneo para a
autoridade policial, ainda que seja possível constrangê-lo a participar da reprodução
simulada dos fatos, independentemente de sua vontade.
C) o vício do inquérito policial, no que tange ao reconhecimento de pessoa, invalida a
ação penal como um todo, ainda que baseada em outros elementos informativos, e não
somente no ato viciado.
D) a autoridade policial, como regra, deverá identificar criminalmente o indiciado, ainda
que civilmente identificado, por meio de processo datiloscópico, mas não poderia fazê-lo
por fotografias.
7. ( FGV - 2018 - OAB - Exame de Ordem Unificado - XXVI - Primeira Fase) Um
Delegado de Polícia, ao tomar conhecimento de um suposto crime de ação penal pública
incondicionada, determina, de ofício, a instauração de inquérito policial. Após adotar
diligência, verifica que, na realidade, a conduta investigada era atípica. O indiciado,
então, pretende o arquivamento do inquérito e procura seu advogado para
esclarecimentos, informando que deseja que o inquérito seja imediatamente arquivado.
Considerando as informações narradas, o advogado deverá esclarecer que a autoridade
policial
A) deverá arquivar imediatamente o inquérito, fazendo a decisão de arquivamento por
atipicidade coisa julgada material.
B) não poderá arquivar imediatamente o inquérito, mas deverá encaminhar relatório final
ao Poder Judiciário para arquivamento direto e imediato por parte do magistrado.
C) deverá elaborar relatório final de inquérito e, após o arquivamento, poderá proceder a
novos atos de investigação, independentemente da existência de provas novas.
D) poderá elaborar relatório conclusivo, mas a promoção de arquivamento caberá ao
Ministério Público, havendo coisa julgada em caso de homologação do arquivamento por
atipicidade.
8. (FGV - 2018 - OAB - Exame de Ordem Unificado - XXV - Primeira Fase) Maria, 15
anos de idade, comparece à Delegacia em janeiro de 2017, acompanhada de seu pai, e
narra que João, 18 anos, mediante grave ameaça, teria constrangido-a a manter com ele
conjunção carnal, demonstrando interesse, juntamente com seu representante, na
responsabilização criminal do autor do fato. Instaurado inquérito policial para apurar o
crime de estupro, todas as testemunhas e João afirmaram que a relação foi consentida por
Maria, razão pela qual, após promoção do Ministério Público pelo arquivamento por falta
de justa causa, o juiz homologou o arquivamento com base no fundamento apresentado.
Dois meses após o arquivamento, uma colega de classe de Maria a procura e diz que teve
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medo de contar antes a qualquer pessoa, mas em seu celular havia filmagem do ato sexual
entre Maria e João, sendo que no vídeo ficava demonstrado o emprego de grave ameaça
por parte deste. Maria, então, entrega o vídeo ao advogado da família. Considerando a
situação narrada, o advogado de Maria
A) nada poderá fazer sob o ponto de vista criminal, tendo em vista que a decisão de
arquivamento fez coisa julgada material.
B) poderá apresentar o vídeo ao Ministério Público, sendo possível o desarquivamento
do inquérito ou oferecimento de denúncia por parte do Promotor de Justiça, em razão da
existência de prova nova.
C) nada poderá fazer sob o ponto de vista criminal, tendo em vista que, apesar de a decisão
de arquivamento não ter feito coisa julgada material, o vídeo não poderá ser considerado
prova nova, já que existia antes do arquivamento do inquérito.
D) poderá iniciar, de imediato, ação penal privada subsidiária da pública em razão da
omissão do Ministério Público no oferecimento de denúncia em momento anterior.
9. (FGV - 2017 - OAB - Exame de Ordem Unificado - XXIV - Primeira Fase) Tiago,
funcionário público, foi vítima de crime de difamação em razão de suas funções. Após
Tiago narrar os fatos em sede policial e demonstrar interesse em ver o autor do fato
responsabilizado, é instaurado inquérito policial para investigar a notícia de crime.
Quando da elaboração do relatório conclusivo, a autoridade policial conclui pela prática
delitiva da difamação, majorada por ser contra funcionário público em razão de suas
funções, bem como identifica João como autor do delito. Tiago, então, procura seu
advogado e informa a este as conclusões 1 (um) mês após os fatos. Considerando apenas
as informações narradas, o advogado de Tiago, de acordo com a jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal, deverá esclarecer que
A) caberá ao Ministério Público oferecer denúncia em face de João após representação
do ofendido, mas Tiago não poderá optar por oferecer queixa-crime.
B) caberá a Tiago, assistido por seu advogado, oferecer queixa-crime, não podendo o
ofendido optar por oferecer representação para o Ministério Público apresentar denúncia.
C) Tiago poderá optar por oferecer queixa-crime, assistido por advogado, ou oferecer
representação ao Ministério Público, para que seja analisada a possibilidade de
oferecimento de denúncia.
D) caberá ao Ministério Público oferecer denúncia, independentemente de representação
do ofendido.
10. Julgue V (verdadeiro) ou F (falso):
a. ( ) O Plenário do Supremo Tribunal Federal fixou, em sede de repercussão geral, a
tese de que o Ministério Público dispõe de atribuição para promover, por autoridade
própria, e por prazo razoável, investigações de natureza penal, desde que respeitados os
direitos e garantias que assistem a qualquer indiciado ou a qualquer pessoa sob
investigação do Estado. Na mesma ocasião, o STF, a fim de racionalizar a atuação do
Ministério Público, firmou entendimento de que a investigação direta por parte
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do Parquet deve ocorrer apenas nos crimes praticados por policiais, nos crimes de
corrupção e nos que envolvam organização criminosa, podendo, nesta última hipótese,
haver o auxílio de grupos especiais de atuação (p. ex., GAECO). (MPE-GO - 2019 - MPE-
GO - Promotor de Justiça Substituto )
b. ( ) É direito do defensor, no interesse do investigado, ter amplo acesso aos elementos
de prova já documentos no procedimento de investigação criminal (PIC). Ademais, a fim
de que seja garantida a ampla defesa do investigado, o Promotor de Justiça que presidir o
PIC deve, também, facultar ao defensor o acesso aos elementos de prova relacionados a
diligências em andamento e ainda não documentados nos autos, mesmo que sigilosos,
mas neste caso o defensor deverá apresentar procuração. (MPE-GO - 2019 - MPE-GO -
Promotor de Justiça Substituto )
c. ( ) Jaime foi preso em flagrante por ter furtado uma bicicleta havia dois meses.
Conduzido à delegacia, Jaime, em depoimento ao delegado, no auto de prisão em
flagrante, confessou que era o autor do furto. Na audiência de custódia, o Ministério
Público requereu a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, sob o
argumento da gravidade abstrata do delito praticado. No entanto, após ouvir a defesa, o
juiz relaxou a prisão em flagrante, com fundamento de que não estava presente o requisito
legal da atualidade do flagrante, em razão do lapso temporal de dois meses entre a
consumação do crime e a prisão do autor. Dias depois, em nova diligência no inquérito
policial instaurado pelo delegado para apurar o caso, Jaime, já em liberdade, retratou-se
da confissão, alegando que havia pegado a bicicleta de Abel como forma de pagamento
de uma dívida. Ao ser ouvido, Abel confirmou a narrativa de Jaime e afirmou, ainda, que
registrou boletim de ocorrência do furto da bicicleta em retaliação à conduta de Jaime,
seu credor. Por fim, o juiz competente arquivou o inquérito policial a requerimento de
membro do Ministério Público, por atipicidade material da conduta, sob o fundamento de
ter havido entendimento mútuo e pacífico entre Jaime e Abel acerca da questão, nos
termos do relatório final produzido pelo delegado. A respeito da situação hipotética
precedente, julgue o item a seguir: O delegado de polícia não poderia deixar de lavrar o
auto de prisão em flagrante de Jaime, mesmo que tivesse observado a ausência da
atualidade do flagrante, nem caberia a ele sugerir o arquivamento do inquérito em
relatório final, uma vez que a ação do delegado em sede de investigações policiais é regida
pelo princípio do in dubio pro societate e deve fazer prevalecer o interesse público sobre
o individual. (CESPE - 2019 - TJ-AM - Assistente Judiciário)
11. (FUNCAB - 2014 - PJC-MT - Investigador - Escrivão de Polícia) Sobre o
princípio da reserva de jurisdição, assinale a alternativa correta.
a) A autoridade policial pode ordenar buscas domiciliares uma vez que não se
adotou, em nosso ordenamento, a cláusula de reserva de jurisdição.
b) Segundo o princípio da reserva de jurisdição, sobre determinados temas, a
autoridade judiciária tem o monopólio da última palavra.
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c) Vigora em nosso ordenamento a cláusula de reserva de jurisdição, de forma que a
interceptação telefônica, as buscas domiciliares e a prisão só podem ser
determinados pela autoridade judiciária.
d) Excepcionalmente, as CPIs, por possuírem poderes de investigação típicos da
autoridade judiciária, podem ordenar buscas domiciliares.
e) A ordem constitucional brasileira não adotou o princípio da reserva de jurisdição.
12. (FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Procurador Municipal -
Edital nº 001) De acordo com o Código de Processo Penal, é correto afirmar:
a) O Ministério Público não poderá requerer a devolução do inquérito à autoridade
policial, senão para novas diligências, imprescindíveis ao oferecimento da
denúncia.
b) Após a realização das diligências cabíveis, caso a autoridade policial entenda não
ter havido infração penal, ela deverá determinar o arquivamento dos autos de
inquérito.
c) Os instrumentos do crime, bem como os objetos que interessarem à instrução
processual, deverão ficar sob a guarda de depositário fiel, que deverá apresentar à
autoridade competente toda vez que for requisitado.
d) Para verificar o modo e as circunstâncias em que ocorreu a prática da infração
penal, é dever da autoridade policial proceder à reprodução simulada dos fatos.
e) Tendo conhecimento do cometimento de um crime, a autoridade policial deverá,
imediatamente, instaurar inquérito policial, que terá por fim a apuração das
infrações penais e da sua autoria.
13. (CESPE / CEBRASPE - 2022 - DPE-RO - Oficial de Diligência) Com relação ao
inquérito policial, assinale a opção correta.
a) É indispensável sua instauração e conclusão com indiciamento para o
oferecimento da denúncia.
b) Não é admitida sua instauração em crime de ação penal pública condicionada a
representação.
c) O delegado pode arquivar o inquérito policial quando não identificar o autor da
infração penal.
d) O inquérito policial é um procedimento administrativo sigiloso que reúne
informações para subsidiar a ação penal.
e) A instauração do inquérito policial, de ofício, pelo delegado é obrigatória em se
tratando de crimes de ação penal privada.
14. (Prefeitura de Varginha - MG - Procurador Municipal - 2022) De acordo com
CAPEZ, sobre o inquérito policial, marcar C para as afirmativas Certas, E para as
Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) A notitia criminis de cognição imediata ocorre quando a autoridade policial toma
conhecimento do fato por meio de algum ato jurídico de comunicação formal do delito,
como, por exemplo, a delatio criminis – delação (CPP, Art. 5º, II, e §§ 1º, 3º e 5º), a
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requisição da autoridade judiciária, do Ministério Público (CPP, Art. 5º, II) ou do Ministro
da Justiça (CP, arts. 7º, § 3º, b, e 141, I, c/c parágrafo único do Art. 145) e a representação
do ofendido (CPP, Art. 5º, § 4º).
( ) O inquérito policial tem como destinatários mediatos o Ministério Público, titular
exclusivo da ação penal pública (CF, Art. 129, I), e o ofendido, titular da ação penal
privada (CPP, Art. 30); como destinatário imediato, tem o juiz, que se utilizará dos
elementos de informação nele constantes para o recebimento da peça inicial e para a
formação do seu convencimento quanto à necessidade de decretação de medidas
cautelares.
( ) O inquérito policial é uma atividade investigatória feita por órgãos oficiais, podendo
ficar a cargo do particular nos casos em que a titularidade da ação penal seja atribuída ao
ofendido.
( ) No caso de reprodução simulada dos fatos, o indiciado poderá ser forçado a
comparecer, mas não a participar da reconstituição. Qualquer ato destinado a compeli-lo
a integrar a reprodução simulada do crime configura atentado ao privilégio da não
incriminação e possibilita a invalidação total dessa prova, por meio de habeas corpus.
a) C - C - C - E.
b) E - C - E - E.
c) C - E - C - C.
d) E - E - E - C.
15. (Prefeitura de Varginha - MG - Procurador Municipal - 2022) Em relação ao
inquérito policial, assinalar a alternativa CORRETA:
a) Nos crimes de ação privada, a autoridade policial poderá proceder a inquérito
independentemente de requerimento de quem tenha qualidade para intentá-la.
b) Somente o ofendido ou seu representante legal poderão requerer diligências, que
serão realizadas, ou não, a juízo da autoridade, não sendo permitido o
requerimento de diligências pelo indiciado.
c) O inquérito policial é amparado pelo princípio da publicidade, sendo vedada a
imposição de sigilo para a elucidação do fato investigado.
d) Consoante entendimento sumulado pelo Superior Tribunal de Justiça, a
participação de membro do Ministério Público na fase investigatória criminal não
acarreta o seu impedimento ou suspeição para o oferecimento da denúncia.
16. (UFMT - 2022 - PJC-MT - Escrivão de Polícia e Investigador de Polícia) Segundo
as prescrições do Código de Processo Penal (Decreto-Lei nº 3.689/1941 e alterações)
acerca do inquérito policial, a autoridade policial NÃO poderá
a) apreender os objetos que tiverem relação com o fato delituoso, após liberados
pelos peritos criminais.
b) representar acerca da prisão preventiva.
c) cumprir os mandados de prisão expedidos pelas autoridades judiciárias.
d) realizar as diligências requisitadas por membro do Ministério Público.
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e) mandar arquivar autos de inquérito, por falta de base para a denúncia.
17. (FGV - 2021 - PC-RJ - Inspetor de Polícia Civil) Quanto à investigação
preliminar realizada sob a forma de inquérito policial, é correto afirmar que:
a) ainda que no curso da investigação policial se realizem atos concretos de
perturbação da liberdade jurídica do indivíduo, não há submissão a controle
jurisdicional;
b) gravidade e complexidade do fato investigado não são fatores que legitimam, por
si sós, a duração alongada da investigação preliminar, ensejando constrangimento
ilegal;
c) a reforma do Código de Processo Penal pela Lei nº 12.403/2011 passou a prever,
em hipóteses urgentes ou com risco de ineficiência da medida, que o juiz da causa
poderá estabelecer cautelas, independentemente da oitiva antecipada do
interessado, no curso da investigação;
d) não há nulidade na juntada posterior de provas colhidas durante o inquérito, desde
que a defesa seja intimada para se manifestar sobre elas antes da sentença;
e) a jurisprudência dos Tribunais Superiores entende que é necessária a presença de
advogado durante o interrogatório policial do réu.
18. (CS-UFG - 2021 - TJ-GO - Analista Judiciário - Área Judiciária) Leia o trecho
da música “Rita”, de Tierry, 2020, apresentada a seguir.
Sua ausência tá fazendo mais estrago
Que a sua traição (quero ouvir), lê-lê-lê-lê
Minha cama dobrou de tamanho
Sem você no meu colchão
Seu perfume tá impregnado nesse quarto escuro
Que saudade desse cheiro de cigarro e desse álcool puro
Rita, eu desculpo tudo
Ôh, Rita, volta, desgramada
Volta, Rita, que eu perdoo a facada
Ôh, Rita, não me deixa
Volta, Rita, que eu retiro a queixa
Atualmente, muitas músicas populares abordam temáticas jurídicas, sobretudo
penais. Contudo, dada a licença poética e o descompromisso com as normas
jurídicas, algumas impropriedades acabam sendo cometidas. Nesse sentido,
considerando o trecho da música “Rita”, infere-se que
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a) Rita é autora do crime, que, a depender de sua intenção, poderá ser lesão corporal
ou tentativa de homicídio e, em qualquer caso, de ação penal pública; logo, o
inquérito policial deverá ser instaurado, não dependendo de manifestação de
vontade da vítima, salvo se tratar de lesão corporal de natureza leve, em que
dependerá da representação do ofendido.
b) na música a palavra queixa está relacionada ao seu uso popular, no sentido de
indicar o comunicado do crime à autoridade policial, quando na verdade queixa-
crime é a nomenclatura da peça inaugural do processo penal em casos de ações
penais públicas condicionadas à representação ou privadas de qualquer natureza.
c) para “adequar” a música ao direito penal, o crime deveria ser de lesão corporal de
natureza leve, ou seja, dependeria de representação; nesse caso, o companheiro de
Rita poderia, além de perdoar, retirar a representação até a data anterior à
publicação da sentença, utilizando o seu direito de retratação.
d) o perdão do ofendido, nos termos da canção, pode ter efeito moral, mas não gera
efeito jurídico algum; todavia, caso fosse um crime de ação penal privada, o
perdão poderia gerar extinção de punibilidade, independente da outra parte aceitá-
lo.
GABARITO:
1.D 2.C 3.C 4.D 5.E 6.A 7.D 8.B 9.C 10.
F,F,F
11. C 12. A 13. D 14. D 15. D 16. E 17. D 18. A