Memorex OAB (Exame XL) – Rodada 06
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ÍNDICE
ÉTICA .............................................................................................. 4
FILOSOFIA DO DIREITO ................................................................ 10
DIREITO CONSTITUCIONAL ........................................................... 12
DIREITOS HUMANOS ..................................................................... 24
DIREITO INTERNACIONAL............................................................. 27
DIREITO TRIBUTÁRIO ................................................................... 30
DIREITO ADMINISTRATIVO........................................................... 38
DIREITO AMBIENTAL..................................................................... 46
DIREITO CIVIL .............................................................................. 49
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE ................................. 57
CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR........................................... 60
DIREITO PROCESSUAL CIVIL ......................................................... 62
DIREITO EMPRESARIAL................................................................. 76
DIREITO PENAL............................................................................. 83
PROCESSO PENAL.......................................................................... 92
DIREITO DO TRABALHO................................................................. 99
PROCESSO DO TRABALHO........................................................... 109
DIREITO ELEITORAL.................................................................... 117
DIREITO FINANCEIRO ................................................................. 120
DIREITO PREVIDENCIÁRIO ......................................................... 123
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ÉTICA
DICA 01
SISTEMA ELEITORAL DA OAB- NOVO PROVIMENTO 222/2023
Comissão Eleitoral Nacional: A Comissão Eleitoral Nacional é composta por:
um(a) Presidente;
03 (três) advogados e 01 (um) suplente;
03 (três) advogadas e 01 (uma) suplente, sendo presidida, preferencialmente, por
Conselheiro ou Conselheira Federal ou por Membro Honorário Vitalício do Conselho Federal.
DICA 02
SISTEMA ELEITORAL DA OAB- NOVO PROVIMENTO 222/2023
Quem não pode integrar a Comissão Eleitoral Nacional? A Comissão Eleitoral Nacional
não pode ser integrada por membro de quaisquer das chapas concorrentes no Conselho
Federal, nos Conselhos Seccionais ou nas Subseções, parente até terceiro grau, inclusive
por af inidade, sócio(a) ou associado(a) e empregado(a) ou empregador(a) de candidato(a),
havendo vínculo f ormal societário ou empregatício, nem incorrer nas inelegibilidades
previstas no art. 11 deste Provimento.
Art. 11: Somente integrará a chapa o(a) candidato(a) que atender, cumulativamente,
aos seguintes requisitos:
seja advogado(a) regularmente inscrito(a) no respectivo Conselho Seccional, com
inscrição principal ou suplementar;
esteja em dia com as anuidades na data do protocolo do requerimento de registro da
chapa, considerando-se regular aquele(a) que parcelou seus débitos e esteja adimplente
com a quitação das parcelas vencidas;
não ocupe cargos ou f unções incompatíveis com a advocacia, ref eridos no art. 28 da
Lei n. 8.906, de 1994 (EAOAB), em caráter permanente ou temporário, ressalvado o
disposto no art. 83 da mesma lei;
não ocupe cargo ou exerça f unção em comissão, de livre nomeação e exoneração
pelos poderes públicos, ainda que compatíveis com o exercício da advocacia, não se
aplicando este dispositivo ao(à) ocupante de cargo diretivo provido por meio de eleição
ou de cargo jurídico provido mediante concurso em ente público;
não tenha sido condenado(a) em def initivo pela prática de qualquer inf ração da qual
tenha resultado a aplicação de sanção disciplinar prevista no art. 35 da Lei n. 8.906, de
1994 (EAOAB), salvo se reabilitado(a) pela OAB, ou não tenha representação disciplinar
em curso, já julgada procedente por órgão do Conselho Federal;
exerça ef etivamente a advocacia, há mais de 03 (três) anos, nas eleições para os
cargos de Conselheiro(a) Seccional e da Subseção, quando houver, e há mais de 05
(cinco) anos, nas eleições para os demais cargos, excluído o período de estágio, sendo
f acultado à Comissão Eleitoral Seccional exigir a devida comprovação;
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não esteja em débito com a prestação de contas perante o Conselho Federal, na
condição de dirigente de Conselho Seccional ou da Caixa de Assistência dos Advogados,
responsável pelas ref eridas contas, ou não tenha tido prestação de contas reprovada,
após apreciação do Conselho Federal, com trânsito em julgado, nos 08 (oito) anos
seguintes;
com contas reprovadas, segundo o disposto na alínea "a" do inciso III do art. 8º do
Provimento n. 216/2023-CFOAB, tenha ressarcido o dano apurado pelo Conselho Federal,
sem prejuízo do cumprimento do prazo de 08 (oito) anos previsto no inciso VII deste
artigo;
não integre listas elaboradas pela OAB, com processo em tramitação, para provimento
de cargos nos tribunais judiciais ou administrativos;
não tenha sido condenado(a) em representação eleitoral pela prática de violência
política ou por divulgar ou compartilhar inf ormação ou notícia que sabe ser f alsa (f ake
news), mentiras sobre pessoas e acontecimentos, de f orma a enganar de maneira ef etiva
e inf luenciar a opinião pública e, ainda, que possa modif icar ou desvirtuar a verdade com
relação ao processo eleitoral.
DICA 03
SISTEMA ELEITORAL DA OAB- NOVO PROVIMENTO 222/2023
CAMPANHA ELEITORAL: As chapas podem promover a divulgação de suas propostas
de trabalho com vistas às eleições.
A propaganda eleitoral, voltada ao âmbito da advocacia, só pode ter início após o
protocolo do requerimento de registro da chapa, deve manter conteúdo ético , de
acordo com a Lei n. 8.906, de 1994 (EAOAB), a legislação complementar e as demais
normas aplicáveis, e tem como f inalidade apresentar e debater propostas e ideias
relacionadas às f inalidades da OAB e aos interesses dos(as) advogados(as).
DICA 04
SISTEMA ELEITORAL DA OAB- NOVO PROVIMENTO 222/2023
Pode fazer campanha eleitoral antecipada? Não. É vedada a campanha antecipada,
caracterizada por pedido explícito ou implícito de voto, ou indicação de candidatura f utura
ou pré-candidatura vinculadas ao nome de candidato(a) ou de movimento, ao lema f uturo
de chapa ou ao grupo organizador.
Além destas proibições, caracteriza campanha antecipada, entre outras condutas:
realização de propaganda eleitoral, inclusive a propaganda negativa ou por meio de
utilização de notícias f alsas (f ake news), anterior ao registro da chapa;
prática de qualquer conduta vedada pelo disposto nos arts. 18 e 19 deste Provimento;
montagem de comitê pré-eleitoral;
utilização do banco de dados de inscritos na OAB para a realização de pesquisas
eleitorais, enquetes, impulsionamentos e disparos em massa de material relativo a
movimento pré-eleitoral;
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uso de grupos institucionais of iciais da OAB, assim entendidos aqueles f ormalmente
constituídos, regulamentados e reconhecidos pela própria Instituição;
realização de eventos f estivos, com música ambiente realizada por artistas prof issionais
com potencial de atração de público.
DICA 05
SISTEMA ELEITORAL DA OAB- NOVO PROVIMENTO 222/2023
A propaganda eleitoral somente é permitida após o protocolo do requerimento de
registro, mediante:
envio de cartas e mensagens eletrônicas (e-mail), estas limitadas a uma por semana;
veiculações por meio de mensagens instantâneas (aplicativo, site ou sof tware) ou
através de blogs, redes sociais e sítios eletrônicos, exceto mediante impulsionamento,
postagem ou link patrocinados;
cartazes, f aixas e placas de até 02 m² (dois metros quadrados), dentro do limite de
distância compreendido no raio de 300 (trezentos) metros dos f óruns e da sede da OAB,
bem como nos escritórios de advocacia, nestes independentemente da observação da
ref erida distância, e desde que não explorados comercialmente por empresas que vendam
espaço publicitário;
banners e adesivos, também perf urados, em vidro traseiro de veículos, de até 600 cm²
(seiscentos centímetros quadrados), desde que não explorados comercialmente por
empresas que vendam espaço publicitário;
uso e distribuição de bótons;
distribuição de impressos variados;
criação e manutenção de sítios eletrônicos próprios da chapa, blogs e assemelhados,
vedado o anonimato, desde que devidamente inf ormados à Comissão Eleitoral Seccional,
para f ins de registro;
realização de eventos f estivos, com música ambiente, observada a vedação prevista no
art. 18, VIII, deste Provimento, permitindo-se a emissão de convite de participação por
intermédio de redes sociais, sem impulsionamento, e de meios de comunicação social,
exceto emissora de televisão, f echada ou aberta, ou rádio.
DICA 06
SISTEMA ELEITORAL DA OAB- NOVO PROVIMENTO 222/2023
O dia da eleição: No dia da eleição é vedada a prática da boca de urna e a contratação,
para esse f im, de qualquer pessoa, sendo ou não advogado(a), bem como a propaganda
eleitoral nos prédios onde estiverem situadas as salas de votação ou os ambientes
relacionados ao apoio da votação on-line, permitida a manif estação individual e silenciosa
do(a) eleitor(a), como o uso de broches e adesivos, f icando proibida, no entanto, a
distribuição de material de propaganda política ou a prática de aliciamento, coação ou
manif estação para inf luenciar a vontade do(a) eleitor(a).
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DICA 07
SISTEMA ELEITORAL DA OAB- NOVO PROVIMENTO 222/2023
Financiamento da campanha: O f inanciamento da campanha é arcado pelos(as)
integrantes das chapas e por advogados(as) regularmente inscritos(as).
É admitida doação exclusivamente por advogados(as) regularmente inscritos(as) na OAB,
sendo vedada a doação por demais pessoas f ísicas ou qualquer empresa ou pessoa jurídica,
inclusive sociedade de advogados(as), sob pena de indeferimento ou cassação do
registro da chapa ou cassação do mandato, se já tiver sido eleita.
É obrigatória a prestação de contas de campanha por parte das chapas
concorrentes, a ser regulamentada pelo Conselho Federal, juntamente com o limite
máximo de gastos.
DICA 08
REPRESENTAÇÃO ELEITORAL
A legitimidade ativa para propor a representação é exclusiva da(s) chapa(s) com
requerimento de registro, por seu candidato(a) a presidente.
Caberá ao (à) Presidente da Comissão Eleitoral Seccional, de of ício ou mediante
representação, até a proclamação do resultado do pleito, instaurar processo e determinar a
notif icação da chapa representada, por intermédio do(a) candidato(a) a presidente, pa ra
que apresente def esa, no prazo de 05 (cinco) dias, acompanhada de documentos e rol
de testemunhas.
DICA 09
DA VOTAÇÃO E PROCLAMAÇÃO DO RESULTADO
A votação é realizada, a critério do(da) Presidente do Conselho Seccional, ad ref erendum
da Diretoria, na modalidade presencial ou on-line.
IMPORTANTE: O voto é obrigatório para todos(as) os(as) advogados(as)
inscritos(as) na OAB, sob pena de multa equivalente a 20% (vinte por cento) do valor
da anuidade, salvo a apresentação de ausência justif icada, por escrito, no prazo de 30
(trinta) dias, contado a partir do dia útil seguinte à data da eleição, a ser apreciada pela
Comissão Eleitoral Seccional.
DICA 10
DA VOTAÇÃO E PROCLAMAÇÃO DO RESULTADO
Encerrada a votação, as Mesas Eleitorais de recepção apuram os votos das
respectivas urnas, nos mesmos locais ou em outros designados pela Comissão Eleitoral
Seccional, preenchendo e assinando os documentos dos resultados e entregando todo o
material à ref erida comissão ou à subcomissão por ela designada.
A apuração, em qualquer modalidade, tem a f iscalização das chapas, adotando -se, no que
couber, a legislação eleitoral para a matéria.
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DICA 11
DA VOTAÇÃO E PROCLAMAÇÃO DO RESULTADO
Concluída a totalização da apuração pela Comissão Eleitoral Seccional, esta proclama os
resultados, lavrando ata a ser encaminhada ao Conselho Seccional.
São considerados eleitos os(as) integrantes da chapa que obtiver a maioria dos
votos válidos, proclamada vencedora pela Comissão Eleitoral Seccional, sendo
empossados no primeiro dia do início de seus mandatos.
DICA 12
ELEIÇÃO SUPLEMENTAR NA SUBSEÇÃO
O Conselho Seccional, ao criar o Conselho da Subseção, f ixa, na respectiva resolução, a
data da eleição suplementar, regulamentando-a segundo as regras do Provimento
222/2023.
Os eleitos ao primeiro Conselho da Subseção complementam o prazo do mandato da
Diretoria.
DICA 13
ELEIÇÃO DOS MEMBROS DA DIRETORIA DO CONSELHO FEDERAL
A eleição dos membros da Diretoria do Conselho Federal é realizada em sessão às 19
horas do dia 31 de janeiro do ano seguinte ao das eleições nos Conselhos
Seccionais.
Compõem o Colégio Eleitoral os Conselheiros e as Conselheiras Federais titulares eleitos(as)
no ano anterior, nos respectivos Conselhos Seccionais.
DICA 14
ELEIÇÃO DOS MEMBROS DA DIRETORIA DO CONSELHO FEDERAL
O Colégio Eleitoral é presidido pelo(a) mais antigo(a) dos(as) Conselheiros(as) Federais
eleitos(as), e, em caso de empate, o(a) de inscrição mais antiga, o(a) qual designará um(a)
dos membros como Secretário(a).
O Colégio Eleitoral reúne-se no Plenário do Conselho Federal e conta com os serviços de
apoio de servidores(as) da Instituição, devendo os membros ocupar as bancadas das
respectivas Unidades da Federação.
DICA 15
ELEIÇÃO DOS MEMBROS DA DIRETORIA DO CONSELHO FEDERAL
Cédulas: O Conselho Federal conf ecciona as cédulas únicas, com indicação do nome
da(s) chapa(s), dos(as) respectivos(as) integrantes e dos cargos a que concorrem, na
ordem em que f orem registradas.
As cédulas são rubricadas pelo(a) Presidente e distribuídas a todos os membros presentes.
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DICA 16
ELEIÇÃO DOS MEMBROS DA DIRETORIA DO CONSELHO FEDERAL
Cédulas: O(a) eleitor(a) indica seu voto assinalando a quadrícula ao lado da chapa
escolhida.
Não pode o(a) eleitor(a) suprimir ou acrescentar nomes ou rasurar a cédula, sob pena de
nulidade do voto.
As cédulas são recolhidas mediante chamamento dos(as) representantes de cada
Unidade da Federação, observada a ordem alfabética, e são depositadas em urna
colocada na parte central e à frente da Mesa Diretora , após o que o(a) eleitor(a)
assina a lista de presença, sob a guarda do(a) Secretário(a).
DICA 17
ELEIÇÃO DOS MEMBROS DA DIRETORIA DO CONSELHO FEDERAL
Proclamada a chapa eleita pelo Presidente do Colégio Eleitoral, É SUSPENSA A REUNIÃO
PARA A ELABORAÇÃO DA ATA CORRESPONDENTE, A SER LIDA, discutida e votada,
sendo considerada aprovada se obtiver a maioria de votos dos(as) membros do Colégio
Eleitoral.
IMPORTANTE: As impugnações são apreciadas imediatamente pelo Colégio Eleitoral.
DICA 18
O ADVOGADO QUE PRATICAR VIOLÊNCIA DOMÉSTICA PODE SER EXCLUÍDO DA
OAB
A prática de violência contra a mulher, assim def inida na “Convenção Interamericana para
Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher – ‘Convenção de Belém do Pará’
(1994)”, constitui fator apto a demonstrar a ausência de idoneidade moral para a
inscrição de bacharel em Direito nos quadros da OAB, independente da instância criminal,
assegurado ao Conselho Seccional a análise de cada caso concreto.
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FILOSOFIA DO DIREITO
DICA 19
RUDOLF VON IHERING
Autor de “A Luta pelo Direito” e crítico de Savigny (muito embora ele gostasse de alguns
pontos específ icos), Rudolf von Ihering tinha ideias marxista, entretanto mais ponderado,
sem culpabilizar a burguesia pelos conf litos existentes na sociedade. E mais: ele af irmava
que o indivíduo tem o dever ético, de lutar por seus próprios direitos, dever este que
ele tem consigo e também com toda a sociedade.
“O f im do direito é a paz, o meio de que se serve para consegui-lo é a luta. Enquanto o
direito estiver sujeito às ameaças da injustiça – e isso perdurará enquanto o mundo for
mundo –, ele não poderá prescindir da luta. A vida do direito é a luta: a luta dos povos, dos
governos, das classes sociais, dos indivíduos” (Rudolf von Ihering).
CUIDADO! Em uma questão recente, caiu uma alternativa sobre a chamada “Ideia de
Volksgeist - espírito do povo” é de Savigny e não de Ihering.
DICA 20
FRIEDRICH CARL VON SAVIGNY
Alemão da cidade de Frankf urt, extremamente estudado em direito das coisas (mais
precisamente no tema posse), ele era opositor à elaboração de um Código alemão, pois
cria no volkgeist (“espírito do povo”) e na f orça dos costumes e da tradição, aonde o povo
deveria ter pref erência sobre o Estado. Perceba que a ideia de Savigny é completamente
oposta à de Hobbes, em “O Leviatã”, que def endia um Estado totalitário acima do povo.
Vale a pena ressaltar que ele chegou a ser Ministro da Justiça para a Revisão da Legislação
Prussiana.
DICA DE OURO: Savigny dá muita importância ao argumento de que o importante,
para o direito, era o sentimento e não a razão.
DICA 21
JACQUES DERRIDA
Nascido na Argélia, quando está era colônia, este autor def endia f errenhamente a ideia da
desconstrução, muito disseminada na década de 60, chegando a ser nomeado por alguns
autores como o filósofo das minorias, f oi autor de “A f orça da lei” e “Desconstrução da
possibilidade de justiça.” E mais: Teve um papel ativo na luta contra o Apartheid na Áf rica
do Sul.
Vale a pena ressaltar que ele vinha de família judia e sofreu com as medidas
antissemitas aplicadas na época. Suas principais obras são:
Gramatologia;
Escritura e dif erença;
Margens da f ilosof ia;
O Animal que Logo Sou;
“Tenho enorme apreço por tudo o que eu desconstruo” (Jacques Derrida).
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DICA 22
FARIAS DE BRITO
Natural do Ceará, ele era visto por Miguel Reale como um dos maiores jusf ilósofos
brasileiros. A visão de Farias de Brito era muito religiosa, dizendo que Deus é o
responsável pela ordem social, inclusive o conceito de moral. Para ele, são “f ilosof ias do
desespero” o materialismo, o criticismo (a f ilosof ia de Kant), o positivismo (de Auguste
Comte) e a anarquia.
Era mais alinhado ao jusnaturalismo do que ao juspositivismo, sendo inclusive um crítico
das ideias evolucionistas de Darwin.
DICA 23
PONTES DE MIRANDA
O alagoano e jusf ilósof o Pontes de Miranda, extremamente estudado em Direito Civil, com
sua escada ponteana nos negócios jurídicos, Pontes de Miranda era um democrata,
liberal, com ideias neopositivistas. Era um crítico f errenho das posturas de Wittgenstein e
de Bertrand Russell. Foi desembargador do Tribunal de Apelação do Distrito Federal. Foi
chamado a representar o Brasil em duas conf erências internacionais: A de Santiago do Chile,
em 1923, e a de Haia, na Holanda, em 1932.
Escada Ponteana (negócios jurídicos): Plano da eficácia
Plano da validade
Plano da existência
Nas suas obras, especialmente as de cunho constitucional, sempre valorizaram os
direitos sociais. Via o socialismo como um governo ideal, desde que preservasse as
liberdades individuais, sendo também um pacif ista, criando a ideia de que os governos
deveriam se comprometer a pôr em prática os direitos humanos em suas sociedades.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
DICA 24
PODER LEGISLATIVO - DISPOSIÇÕES GERAIS
O tema sobre o Poder Legislativo corresponde aos artigos 44 ao 58, da Constituição Federal.
Destaca-se que o Poder Legislativo é exercido pelo congresso nacional, o qual é composto
pela Câmara dos Deputados e Senado Federal.
A legislatura é o período de trabalhos das Casas Legislativas (Congresso, Câmara e
Senado) e tem duração de 4 anos.
CÂMARA DOS DEPUTADOS SENADO FEDERAL
Composta pelos Deputados Federais. Composto pelos Senadores.
Representantes do povo. Representantes dos Estados e do
Distrito Federal.
A escolha dos deputados f ederais respeita o A escolha dos senadores respeita o
sistema proporcional. sistema majoritário.
O número de deputados varia de acordo Cada um deles elegerá o número f ixo de
com a população, devendo respeitar o 3 (três) senadores.
número mínimo de 8 (oito) e o máximo de
Cada senador é eleito com 2 (dois)
70 (setenta).
suplentes.
Os Territórios elegerão 4 (quatro)
deputados.
Mandato de 4 (quatro) anos. Mandato de 8 anos, sendo renovado de
quatro em quatro anos,
alternadamente por um e dois terços (ou
seja, em uma eleição escolhe-se 1
senador, em outra são escolhidos 2).
IMPORTANTE: a f unção do Poder Legislativo é a de controle externo da
administração pública, que compreende a fiscalização contábil, f inanceira,
orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta
e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e
renúncia de receitas, que será exercida com auxílio do tribunal de contas.
DICA 25
CÂMARA DOS DEPUTADOS
Vejamos alguns pontos importantes sobre a competência privativa da Câmara dos
Deputados:
OBS: as competências da Câmara dos Deputados estão previstas no art. 50, da CF. As
competências listadas abaixo são as mais importantes, ressaltando a de autorizar a
instauração de processo contra o Presidente da República.
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Compete privativamente à Câmara dos Deputados:
Autorizar, por 2/3 dos seus membros, a instauração de processo contra o Presidente
e o Vice-Presidente da República e os Ministros de Estado.
Proceder à tomada de contas do Presidente da República , quando não
apresentadas ao Congresso Nacional dentro de 60 (setenta) dias após a abertura da
sessão legislativa;
Eleger membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII.
Essa autorização é aplicada tanto para os processos comuns, instaurados em f ace do
presidente, quanto para os processos que versam sobre crime de responsabilidade
(impeachment).
DICA 26
SENADO FEDERAL
O rol de competências privativas do Senado Federal é bem mais amplo do que o da
Câmara dos Deputados. Merece destaque as seguintes competências:
Processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de
responsabilidade, bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do
Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles;
Processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal, os membros do Conselho
Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, o Procurador -Geral da
República e o Advogado-Geral da União nos crimes de responsabilidade;
Suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão
def initiva do Supremo Tribunal Federal;
Eleger membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII.
Avaliar periodicamente a f uncionalidade do Sistema Tributário Nacional, em sua estrutura
e seus componentes, e o desempenho das administrações tributárias da União, dos
Estados e do Distrito Federal e dos Municípios.
Parágraf o único. Nos casos previstos nos incisos I e II, f uncionará como Presidente o do
Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida
por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por
oito anos, para o exercício de f unção pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais
cabíveis.”
Merece destaque a competência para julgamento do Presidente da República e dos
Ministros do Supremo Tribunal Federal nos crimes de responsabilidade, principalmente pelo
momento de tensão política em que o Brasil se encontra.
Em todos os casos de julgamento de crimes de responsabilidade, o Presidente do
Supremo Tribunal Federal será o presidente do julgamento da autoridade.
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A condenação depende do voto de 2/3 dos membros do Senado Federal.
São previstas a aplicação das seguintes sanções, sem prejuízo das demais sanções
judiciais cabíveis:
Perda do cargo;
Inabilitação, por 08 (oito) anos, para o exercício de f unção pública.
DICA 27
REUNIÕES
O Congresso Nacional se reúne do dia 02 de fevereiro até 17 de julho; e do dia 1º de
agosto até 22 de dezembro.
Sessões preparatórias: cada uma das casas legislativas (Câmara e Senado) vão se
reunir a partir do dia 1º de f evereiro do primeiro ano da legislatura, para a posse dos
membros e para a eleição das respectivas Mesas (compreende o Presidente da Câmara e
do Senado, Vice-presidente, 1º Secretário, 2º Secretário).
Sessões conjuntas: são as reuniões em que a Câmara dos Deputados e o Senado
Federal se juntam para:
inaugurar a sessão legislativa;
elaborar o regimento comum e regular a criação de serviços comuns às duas Casas;
receber o compromisso do Presidente e do Vice-Presidente da República;
conhecer do veto e sobre ele deliberar.
O primeiro ano após as eleições dá início a legislatura, que compreende o período de 4
anos, coincidente com o período do mandato dos deputados.
ATENÇÃO!!
O mandato dos senadores é de 8 anos, ou seja, eles representam o seu respectivo
estado ou DF por duas legislaturas.
Atenção para as nomenclaturas:
Legislatura – período de quatro anos;
Sessão legislativa – período anual de atividade do Congresso.
(02 de f evereiro até 22 de dezembro)
Período legislativo – período semestral de reunião do Congresso.
(02 de f evereiro até 17 de julho e 1º de agosto até 22 de dezembro).
DICA 28
COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO
Outro assunto que ganhou bastante visibilidade no cenário nacional nos últimos meses f oi
a CPI da COVID. Por isso, é um assunto que pode ser cobrado na prova da OAB, pois é
uma importante f erramenta do Poder Legislativo de f iscalização e apuração.
Por esta razão, vale conf erir o que a Constituição Federal dispõe sobre o tema.
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“Art. 58, §3º - As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de
investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos
das respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal,
em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um terço de seus membros,
para a apuração de f ato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se f or o
caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade civil ou
criminal dos inf ratores.”
Do dispositivo constitucional, vale ressaltar:
CPI detém poderes de investigação próprios das autoridades judiciais ;
Criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, conjunta ou
separadamente;
Requerimento de 1/3 no mínimo de seus membros;
Apuração de fato determinado e por prazo certo;
As conclusões serão encaminhadas ao Ministério Público para que promova as
responsabilidades civil e/ou criminal dos inf ratores;
A composição dos integrantes da CPI deve respeitar o princípio da representação
proporcional de partidos e blocos partidários.
CPI
PODE NÃO PODE
→ Quebrar sigilo bancário, fiscal, de → Determinar de indisponibilidade de
dados e telefônico (não conf undir com bens do investigado.
interceptação telef ônica);
→ Decretar a prisão preventiva (pode
→ Requisitar informações e documentos decretar somente prisão em f lagrante);
sigilosos diretamente às instituições
financeiras ou através do BACEN ou CVM,
→ Determinar o afastamento de cargo
ou função pública durante a
desde que previamente aprovadas pelo
investigação; e
Plenário da CD, do Senado ou de suas
respectivas CPIs (Artigo 4º, § 1º, da LC → Decretar busca e apreensão
105); domiciliar de documentos.
→ Ouvir testemunhas, sob pena de → Decretar interceptação telefônica
condução coercitiva;
→ Ouvir investigados ou indiciados.
As regras acima são válidas para CPIs instauradas em âmbito federal e estadual.
As CPIs instauradas nos municípios apresentam poderes mais restritos.
ATENÇÃO!!
A CPI municipal não poderá ter poderes próprios de autoridade judiciária , pois
isto seria atribuir ao município uma competência que não lhe f oi dada pela constituição,
em razão de não ter Poder Judiciário Municipal.
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O STF já decidiu que CPI municipal não pode determinar condução coercitiva de
testemunha.
DICA 29
IMUNIDADES DOS CONGRESSISTAS
Os membros do Poder Legislativo possuem algumas prerrogativas. Atenção para o f ato de
que as prerrogativas estão vinculadas ao cargo e não ao indivíduo que exerce o cargo.
Tais garantias são irrenunciáveis justamente porque se vinculam ao cargo e não à pessoa
do congressista.
Foro por prerrogativa de função: essa prerrogativa garante ao parlamentar o
julgamento perante órgão específico do Poder Judiciário, e é aplicada para casos de
inf rações penais comuns, não se aplica a toda demanda judicial.
Os Deputados Federais e Senadores serão julgados no STF.
Imunidade material: Os deputados e senadores são invioláveis, civil e penalmente, por
quaisquer de suas opiniões palavras e votos.
Imunidade formal: essa imunidade se ref ere à prisão e ao processo por crime praticado
pelo parlamentar.
As seguintes prerrogativas (f oro por prerrogativa de f unção, imunidade material e
imunidade f ormal) começam após a diplomação do parlamentar.
DICA 30
IMUNIDADE MATERIAL
A imunidade material está relacionada ao conteúdo das manif estações dos parlamentares.
É importante definir se a manif estação do parlamentar ocorreu dentro ou fora do
Congresso Nacional (entenda-se Câmara dos Deputados e Senado Federal também).
Manif estação fora do Congresso Nacional: só estarão protegidas as declarações se
guardarem conexão com o exercício da f unção de parlamentar;
Manif estação dentro do Congresso Nacional: a manif estação não precisa guardar
relação com o exercício da f unção parlamentar.
DICA 31
PODER LEGISLATIVO - IMUNIDADE FORMAL
A imunidade f ormal relacionada à prisão signif ica que os parlamentares não poderão ser
presos, salvo em caso de flagrante de crime inafiançável.
Todavia, os parlamentares poderão ser presos caso tenha sentença penal
condenatória transitada em julgado. Portanto, o que se veda é a prisão cautelar,
exceto o f lagrante de crime inaf iançável.
A imunidade f ormal relacionada ao processo signif ica que, quando o STF recebe a
denúncia contra o parlamentar, deve dar ciência à Casa que o parlamentar integra, e por
iniciativa do partido político nela representado, e pelo voto da maioria dos membros,
poderá sustar o andamento da ação penal.
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Caso a Casa decida pela sustação da ação penal, também estará suspensa a prescrição
do crime, com o objetivo de não gerar a impunidade.
RESUMINDO: O parlamentar NÃO pode ser preso, salvo em caso de f lagrante delito
inaf iançável; e o processo por crime cometido após a diplomação pode ser sustado.
DICA 32
IMUNIDADES DOS DEPUTADOS E SENADORES
Os Deputados Federais, Estaduais e Distritais (DF) e os Senadores gozam de
prerrogativa de foro, imunidade material e imunidade formal.
O f oro por prerrogativa de f unção depende do cargo exercido:
Deputados Federais e Senadores – STF.
Deputados Estatuais e Distritais – o f oro depende do crime praticado e do bem jurídico
atingido, podendo ser o Tribunal de Justiça do Estado ou do Distrito Federal; TRF ou TRE.
DICA 33
IMUNIDADE DOS VEREADORES
Os vereadores, integrantes do Poder Legislativo Municipal, possuem apenas imunidade
material, que é restrita aos limites do município onde exercem a f unção (art. 29, VIII, da
CF).
SÚMULA VINCULANTE Nº 25:
“A competência constitucional do tribunal do júri prevalece sobre o f oro por prerrogativa
de f unção estabelecido exclusivamente pela Constituição Estadual.”
Assim, se um vereador praticar um crime da competência do Tribunal do Júri e tiver
f oro por prerrogativa de f unção estabelecido na Constituição Estadual, deverá ser julgado
no juízo do tribunal do júri.
Sintetizando:
IMUNIDADES PARLAMENTARES
Deputados Senadores Deputados Vereadores
Federais Estaduais e
Distritais
FORO POR SIM SIM SIM Fixado na
PRERROGATIVA DE Constituição
FUNÇÃO Estadual
IMUNIDADE SIM SIM SIM SIM, mas nos
MATERIAL limites do
município
IMUNIDADE FORMAL SIM SIM SIM NÃO
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DICA 34
FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL, FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA - TRIBUNAL DE
CONTAS DA UNIÃO - DO PROCESSO LEGISLATIVO
CONCEITO (Ministro Alexandre de Moraes): “conjunto ordenado de disposições que
disciplinam o procedimento a ser obedecido pelos órgãos competentes na produção de leis
e atos normativos que derivam diretamente da própria constituição”.
O processo legislativo compreende a elaboração de:
emendas à Constituição;
leis complementares;
leis ordinárias;
leis delegadas;
medidas provisórias;
decretos legislativos;
resoluções.
ATENÇÃO!!
As medidas provisórias, teoricamente, não deveriam estar elencadas no art. 59 da
CF/88, pois, trata-se de atos do Poder Executivo, uma vez que são criadas pelo
Presidente da República e não pelo processo legislativo.
Lei complementar disporá sobre a:
elaboração;
redação;
alteração;
consolidação das leis.
DICA 35
NORMA JURÍDICA
A doutrina de Hans KELSEN, em sua dúplice estrutura:
Normas primárias: têm fundamento de validade na própria Constituição. São as
leis complementares, as leis ordinárias, leis delegadas, medidas provisórias, decretos
legislativos e as resoluções, todas de mesmo nível hierárquico.
ATENÇÃO!!
O art. 59 da CF/88 também prevê o procedimento para a f eitura de emendas à
constituição, mas estas serão hierarquicamente superiores às outras espécies depois de
aprovadas, pois se integram ao próprio texto constitucional.
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Normas secundárias: têm f undamento de validade nas normas primárias. São aquelas
que prescrevem a conduta lícita, sendo consideradas somente como conceitos auxiliares do
conhecimento jurídico. As regras secundárias, por sua vez, outorgam poderes aos
particulares ou às autoridades públicas para criar, modif icar, extinguir ou determinar os
ef eitos das regras do tipo primárias, como, por exemplo, os decretos de execução.
ESPÉCIES DE PROCESSO LEGISLATIVO:
Processo ordinário: o processo que leva a criação das leis ordinárias é bem parecido
com o processo de criação das leis complementares, a dif erença está apenas no quórum
de aprovação. Como o próprio nome esclarece, o processo ordinário é destinado a
elaboração de leis ordinárias.
Processo Sumário: também é o processo para elaboração de leis ordinárias, porém com
o prazo máximo de 100 (cem) dias.
Processo Especial: Servirá para outras normas que não as leis ordinárias
Devido processo legislativo: direito público subjetivo dos parlamentares, que podem
impetrar mandado de segurança quando as normas constitucionais ref erentes à
elaboração de determinada espécie normativa não f orem respeitadas.
DICA 36
DA EMENDA À CONSTITUIÇÃO
A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:
de 1/3 (um terço), no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados OU do
Senado Federal;
do Presidente da República;
de mais de ½ (metade) das Assembleias Legislativas das unidades da Federação,
manif estando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.
A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção f ederal, de
estado de def esa ou de estado de sítio.
A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos,
considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos
membros.
A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do
Senado Federal, com o respectivo número de ordem.
NÃO será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:
a forma federativa de Estado;
o voto direto, secreto, universal e periódico (DSUP);
a separação dos Poderes;
os direitos e garantias individuais.
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ATENÇÃO!!
A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada NÃO
pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.
DICA 37
ATOS DO PROCESSO LEGISLATIVO
Os atos que compõem o processo legislativo são: iniciativa, emendas, deliberação e
votação, sanção ou veto, promulgação e publicação.
O processo legislativo ordinário ocorre em 03 (três) fases:
Introdutória: iniciativa de apresentação da proposta, podendo ser de diversas
espécies.
Constitutiva: apresentação de emendas, discussão do projeto, votação e sanção/veto.
Quando ocorre a deliberação parlamentar e executiva;
Complementar: promulgação e publicação da lei.
DICA 38
INICIATIVA LEGISLATIVA - CONCEITO
“É a f aculdade que se atribui a alguém ou a algum órgão para apresentar projetos de lei ao
Legislativo” (Silva).
A INICIATIVA DAS LEIS COMPLEMENTARES E ORDINÁRIAS CABE:
A qualquer membro ou Comissão:
→ da Câmara dos Deputados;
→ do Senado Federal;
→ do Congresso Nacional;
→ ao Presidente da República;
→ ao Supremo Tribunal Federal;
→ aos Tribunais Superiores;
→ ao Procurador-Geral da República;
→ aos cidadãos, na f orma e nos casos previstos nesta Constituição.
São de iniciativa privativa do PRESIDENTE DA REPÚBLICA as leis que:
f ixem ou modif iquem os ef etivos das Forças Armadas;
Disponham sobre:
criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e
autárquica ou aumento de sua remuneração;
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organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços
públicos e pessoal da administração dos Territórios;
servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico, provimento de cargos,
estabilidade e aposentadoria;
organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União , bem como
normas gerais para a organização do Ministério Público e da Def ensoria Pública dos
Estados, do Distrito Federal e dos Territórios;
criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública, observado o
disposto no art. 84, VI, da CF/88;
militares das Forças Armadas, seu regime jurídico, provimento de cargos, promoções,
estabilidade, remuneração, ref orma e transf erência para a reserva.
DICA 39
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
Deve ser garantido o acesso a todos de f orma universal e igualitária.
O SUS será f inanciado por recursos advindos do orçamento de seguridade social dos
entes federados, observando: a descentralização; atendimento integral e
participação da sociedade.
É def esa a participação direta ou indireta de empresas ou capitais estrangeiros na
assistência à saúde no País, salvo nos casos previstos em lei.
DICA BÔNUS
EDUCAÇÃO
É direito de todos e dever do Estado e da f amília:
As universidades gozam de autonomia didático-científ ica, administrativa e de gestão
f inanceira e patrimonial;
O ensino é livre à iniciativa privada, desde que cumpra as normas gerais da educação
nacional, desde que haja autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público.
Plano Nacional de Educação: articulação do sistema nacional de educação em regime
de colaboração e def inir diretrizes, objetivos, metas e estratégias de implementação.
O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de:
Educação básica obrigatória e gratuita dos 4 aos 17 anos de idade, assegurada
inclusive sua of erta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria;
Progressiva universalização do ensino médio gratuito;
Atendimento educacional especializado aos portadores de def iciência, pref erencialmente
na rede regular de ensino;
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Educação inf antil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 anos de idade;
Acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a
capacidade de cada um;
Of erta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando;
Atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio de
programas suplementares de material didáticoescolar, transporte, alimentação e
assistência à saúde.
TOME NOTA!
→ O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo.
→ O não-oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público, ou sua oferta irregular,
importa responsabilidade da autoridade competente.
→ Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino f undamental, f azer -lhes a
chamada e zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela f requência à escola.
DICA BÔNUS
BENS PÚBLICOS EM ESPÉCIE - CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO DOMÍNIO
Adotamos a classif icação do prof essor Celso Antônio Bandeira de Mello por ser a mais
utilizada em certames públicos e seguido pelo restante da doutrina.
Bens do domínio hídrico:
Águas correntes;
Águas dormentes;
Potenciais de energia hidráulica.
Bens do domínio terrestre:
Do solo;
Do subsolo.
BENS PÚBLICOS EM ESPÉCIE – CONCEITOS IMPORTANTES:
Terrenos de Marinha e acrescidos: São áreas que, banhadas pelas águas do mar ou
dos rios navegáveis, em sua f oz, se estendem a distância de 33 metros para a área
terrestre, contados da linha do preamar médio do ano de 1831. Conf orme o art. 20,
VII, da CRFB, os terrenos de marinha e seus acrescidos, pertencem à União.
A utilização privativa, por particulares, dos terrenos de marinha, se ef etua
mediante enf iteuse ou af oramento, como ocorre com casas ou prédios de apartamentos na
orla marítima. Os terrenos acrescidos de marinha, segundo o art. 3° do DL 9.760/46, são
os que se tiverem f ormado, natural ou artif icialmente, para o lado do mar ou dos rios e
lagoas, em seguimento aos terrenos de marinha.
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Ilhas: As ilhas costeiras e oceânicas foram incluídas entre os bens da União pela
CRFB. Pertencem aos Estados as áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, que
estiverem no seu domínio, excluídas aquelas sob domínio da União, Município ou
terceiros (art. 26, II, da CRFB). A EC nº 46/05 retirou da União o domínio de terrenos nas
ilhas sedes de municípios, mas não af etará as áreas de marinha e as áreas tituladas como
da União nas ilhas sede de município.
Águas Públicas: São aquelas de que se compõem os mares, os rios e os lagos de
domínio público. A CRFB apresenta partilha de águas entre a União e os Estados. Assim,
são do domínio da União os lagos, rios e quaisquer correntes de água que (i) estejam em
terreno de seu domínio; (ii) banhem mais de um Estado; (iii) f açam limites com outros
países; (iv) se estendam a território estrangeiro ou dele provenham (art. 20, III, CRFB/88).
Aos Estados pertencem o domínio das demais águas públicas . Segundo o texto
constitucional, pertencem-lhes o disposto no art. 26, I, da CRFB/88. Nenhuma ref erência
f oi f eita na CRFB/88 sobre o domínio do Município sobre as águas públicas. Como a divisão
constitucional abrangeu todas as águas, é de considerar -se que não mais tenha aplicação o
art. 29 do Código de Águas (Decreto 24.643/34), quando admitiu pertencerem aos
Municípios as águas situadas em seu território.
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DIREITOS HUMANOS
DICA 40
ASPECTOS GERAIS DO TRATADO DE MARRAQUECHE
Promulgado em 2018, recebeu status de Emenda Constitucional, pois seguiu o rito
especial do art. 5º, § 3º, da Constituição Federal de 1988, ou seja, f oi aprovado, em
cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos
membros.
DECRETO Nº 9.522 (2018) e DECRETO Nº 10.882, DE 3 DE DEZEMBRO DE 2021
Por meio dele, f oram criadas condições para a disseminação de obras intelectuais em
f ormatos acessíveis;
Finalidade: Combater a carência de livros e outras obras vivenciada pelas pessoas com
def iciência;
Beneficiários: A pessoa cega; pessoa com def iciência visual que não possa ser corrigida;
pessoa com dif iculdade de percepção ou de leitura considerada incorrigível; pessoa com
def iciência f ísica que torne impossível sustentar ou manipular um livro, f ocar ou mover os
olhos de f orma apropriada à leitura.
DICA 41
OBRAS E EXEMPLARES EM FORMATOS ACESSÍVEIS
Obras: a obra literária ou artística em f orma de texto, de notação ou de ilustrações
conexas, que tenha sido publicada, distribuída, comunicada ou colocada à disposição do
público por qualquer meio, inclusive a f ixada em f onogramas, como os audiolivros; (art. 2º,
II do Decreto 10.882).
Exemplar em formato acessível: a reprodução de uma obra em meio ou em f ormato
alternativo que dê aos benef iciários acesso à obra, inclusive para permitir que a pessoa
tenha acesso de maneira semelhante a uma pessoa sem def iciência visual ou outras
dif iculdades para ter acesso ao texto impresso; (art. 2º, III do Decreto 10.882).
IMPORTANTE: Os exemplares em língua estrangeira também devem ser importados
em f ormatos acessíveis e não há necessidade de autorização do titular do direito
autoral sobre a obra, desde que para proveito exclusivo dos ref eridos benef iciários.
DICA 42
ENTIDADES AUTORIZADORAS E SUAS ATRIBUIÇÕES
Entidades Autorizadas: é uma organização pública ou privada sem fins
lucrativos, reconhecida pela administração pública f ederal para, de acordo com as
limitações previstas no Tratado de Marraqueche:
produzir e disponibilizar aos benef iciários exemplares de obras em f ormatos acessíveis;
obter ou ter acesso a obras em f ormatos acessíveis, por meio de outras entidades
autorizadas, sem a necessidade de autorização ou de remuneração ao autor ou ao
titular da obra.
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As Entidades Autorizadas devem manter e atualizar os registros dos exemplares
disponíveis em f ormatos acessíveis; dos beneficiários; e das atividades relacionadas
ao cumprimento do Tratado de Marraqueche.
Além disso, cabe às Entidades Autorizadas a prevenção de f alseamento de dados e f raudes,
sendo elas responsáveis pelos dados cadastrados.
DICA 43
REGRA DOS TRÊS PASSOS
O "Tratado de Marraqueche para Facilitar o Acesso a Obras Publicadas às Pessoas Cegas,
com Def iciência Visual ou com outras Dif iculdades para Ter Acesso ao Texto Impresso"
adotou o "teste dos três passos", pelo qual é admissível a limitação do direito do a utor de
determinada obra, mesmo sem o consentimento do titular dos direitos autorais (PGR-2017);
Regra dos três passos (three-step test): estabelece limitações aos direitos
exclusivos dos autores.
Foi introduzida na Convenção de Berna, em 1967 (ratif icada pelo Brasil) e pode ser
utilizada:
em certos casos especiais;
que não conf litem com a exploração comercial normal da obra;
não prejudiquem injustif icadamente os legítimos interesses do autor.
DICA BÔNUS
TÓPICOS IMPORTANTES PARA RECORDAR SOBRE O TRATADO DE MARRAQUECHE
Possui status de Emenda Constitucional: caso eventual lei ou ato normativo estiver
em conf ronto com ele deverá ser julgado inconstitucional.
Princípios que fundamentam o Tratado: Princípio da não discriminação; Princípio da
igualdade de oportunidades; Princípio da acessibilidade; Princípio da participação; Princípio
da inclusão plena e ef etiva na sociedade.
Tratados internacionais de direitos humanos que possuem status constitucional:
Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Def iciência;
Protocolo Facultativo da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Def iciência;
Tratado de Marraqueche para f acilitar o acesso a obras publicadas às pessoas cegas, com
def iciência visual ou com outras dif iculdades para aceder ao texto impresso;
Convenção Interamericana Contra o Racismo.
E esse tratado caiu recentemente em uma questão da 1ª Fase:
QUESTÃO.
Você está trabalhando, como advogada(o), para um grupo de estudantes universitários
com def iciência visual. Eles relataram ter muita dif iculdade para estudar, pois há
pouquíssima disponibilidade de obras científ icas com exemplar em f ormato acessível.
Para preparar sua atuação no caso, você recorreu ao Tratado de Marraqueche para
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Facilitar o Acesso a Obras Publicadas às Pessoas Cegas, com Def iciência Visual ou com
Outras Dif iculdades para Ter Acesso ao Texto Impresso.
Como ponto de partida do seu caso, exemplar em f ormato acessível, segundo o Tratado
de Marraqueche, deve ser entendido como:
A)disponibilização da obra no sistema de escrita e leitura tátil baseada em símbolos em
relevo, conhecido como método Braille. Tal disponibilização deve se dar em centros
governamentais ou não governamentais especializados em apoio às pessoas com
def iciência visual.
B)venda ou reprodução de obras literárias, artísticas ou científ icas por preços de no
máximo 30% do valor de mercado destinada exclusivamente às pessoas com def iciência
visual. As empresas editoriais contarão com isenções tributárias para compensar o custo
de produção.
C)reprodução de uma obra de uma maneira ou f orma alternativa que dê aos benef iciários
acesso à obra, inclusive para permitir que a pessoa tenha acesso de maneira tão prática
e cômoda como uma pessoa sem def iciência visual ou sem outras dif iculdades para te r
acesso ao texto impresso.
D)exemplar disponível para as pessoas com def iciência visual em bibliotecas que tenham
ledores disponíveis durante todo o seu horário de f uncionamento.
Gabarito: Letra C.
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DIREITO INTERNACIONAL
DICA 44
REGRAS DE CONEXÃO NO BRASIL
A legislação brasileira apresenta regras ou elementos de conexão para a aplicação e
resolução do caso concreto.
Para o começo e f im da personalidade; nome; capacidade e direitos de f amília =
domicílio da pessoa.
Impedimentos dirimentes e f ormalidades para casamento no Brasil = aplicada a lei
brasileira.
Regime de bens (legal ou convencional) /invalidade de matrimônio = lei do primeiro
domicílio conjugal.
Qualif icar os bens e regular as relações a eles concernentes = lei do país em que
estiverem situados.
Qualif icar e reger as obrigações = lei do país em que se constituírem.
Obrigação a ser executa no Brasil e dependendo de f orma essencial, será esta observada,
admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos extrínsecos do ato.
Sucessão por morte ou por ausência = lei do país que domiciliado o defunto ou o
desaparecido.
Se o bem estiver situado no Brasil e a lei brasileira f or f avorável para os herdeiros, esta
prevalecerá.
Organizações destinadas a f ins de interesse coletivo, como as sociedades e as f undações
= lei do estado em que se constituírem.
Ilícito extracontratual: lei do local da prática do ato.
DICA 45
AUTONOMIA DA VONTADE
As partes podem escolher o direito aplicável ou a jurisdição que será utilizada no caso de
uma controvérsia, conf orme previsão do art. 25 do Código de Processo Civil.
A autonomia da vontade, não poderá ser aplicada nos casos de competência
internacional exclusiva.
A competência internacional serve para estabelecer os limites dos tribunais
estrangeiros na jurisdição brasileira, a competência pode ser concorrente (ambas podem
ser acionadas) ou exclusiva (somente a brasileira pode ser acionada).
Na concorrente, é considerado competente o juiz estrangeiro e o brasileiro para
conhecer e julgar a causa, que será executada no Brasil após a homologação da sentença
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estrangeira. É o caso das situações previstas no art. 12 da LINDB e arts. 21, 22 e 24 do
CPC.
Na exclusiva cabe ao judiciário brasileiro conhecer e julgar a demanda, assim,
mesmo que a estrangeira seja acionada, a sentença não poderá ser homologada no
Brasil. A competência exclusiva é prevista no art. 12 § 1º e art. 23 do CPC.
DICA 46
APLICAÇÃO INDIRETA DO DIREITO ESTRANGEIRO
São os casos em que há solicitação para diligência ou execução de sentença no Brasil. A
aplicação indireta poderá ocorrer por meio da cooperação jurídica internacional.
A cooperação jurídica internacional serve para solicitar a outro país alguma medida
judicial, investigativa ou administrativa necessária para o caso, já em andamento.
Deverá observar, conf orme previsão no art. 26 do CPC, as garantias do devido processo
legal, igualdade de tratamento, publicidade processual, existência de uma autoridade
central e espontaneidade da transmissão.
Na ausência de tratado prevendo a cooperação, ela poderá ser estabelecida com base na
reciprocidade.
A cooperação não poderá contrariar ou produzir ef eitos incompatíveis com as normas
f undamentais do Estado brasileiro e o Ministério da Justiça exercerá as f unções de
autoridade central.
Os objetivos estão previstos no art. 27 do CPC, de f orma exemplif icativa.
As medidas objeto da cooperação podem ser realizadas em três vias, o auxílio direto,
carta rogatória e homologação de sentença.
DICA 47
AUXÍLIO DIRETO E CARTA ROGATÓRIA
O auxílio direto é a via utilizada quando a medida não decorrer diretamente de decisão
de autoridade jurisdicional estrangeira a ser submetida a juízo de delibação no Brasil. Já a
carta rogatória é um pedido estabelecido a órgão jurisdicional de outro país, para que este
colabore na prática de um determinado ato processual.
O auxílio é solicitado pelo estado estrangeiro para a autoridade central e pode ser
solicitado para obtenção e prestação de inf ormações colheita de provas ou para qualquer
outra medida não proibida pela lei brasileira.
Caso a medida não necessite de prestação jurisdicional, a própria autoridade centra deverá
providenciar o cumprimento, caso necessite de prestação jurisdicional, a competência é a
da justiça f ederal do local da execução da medida.
A legislação brasileira prevê que a decisão estrangeira poderá ser executada no Brasil
por meio da carta rogatória, mas o cumprimento da carta ocorre a partir da concessão do
exequatur, que é o juízo de admissibilidade realizado pelo STJ.
O exequatur f unciona como uma “ordem de execute-se”.
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DICA 48
HOMOLOGAÇÃO DE SENTENÇA ESTRANGEIRA
É a terceira via de aplicação indireta, possibilita a execução da sentença de outro país
seja realizada aqui no Brasil.
Não é cabível o julgamento do mérito, é realizado apenas um juízo e deliberação, para
análise dos requisitos f ormais, que estão presentes nos arts. 15 da LINDB e 963 do CPC.
Os requisitos são: sentença prof erida por autoridade competente; citação regular; ser ef icaz
no país que f oi prof erida. não of ender a coisa julgada brasileira e nem a ordem pública;
possuir tradução of icial e ter sido homologada pelo Superior Tribunal de J ustiça.
STJ homologa a sentença após análise dos requisitos e expede uma carta de sentença
ao juízo f ederal para a execução da sentença estrangeira.
É possível a homologação de uma decisão não judicial (natureza jurisdicional).
A sentença pode ser homologada parcialmente.
A sentença de divórcio consensual produz efeitos no Brasil, independentemente de
homologação e qualquer juiz é competente para examinar a validade da decisão.
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DIREITO TRIBUTÁRIO
DICA 49
SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE E EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
Depósito do montante integral: Causa de suspensão do crédito tributário. O
contribuinte para discutir o crédito deposita o valor devido, f icando livre do pagamento de
correção e juros. Pode ser realizado no âmbito judicial ou administrativo. O depósito
é sempre f aculdade do agente, não sendo obrigatório porque no Brasil não existe mais a
cláusula “solve et repet” (exigência de pagamento para posterior discussão do débito),
porque compromete direito de acesso à justiça. É também direito subje tivo do sujeito
passivo, não precisa requerer autorização do juízo. Mas caso a pessoa escolha realizar o
depósito tem que ser integral e em dinheiro.
SÚMULA 112 STJ
O depósito somente suspende a exigibilidade do crédito tributário se f or integral e em
dinheiro.
Integral: valor exigido pelo f isco.
Em dinheiro: não basta f iança bancária/ seguro-garantia/ garantia antecipada, pois
esses instrumentos não são equiparáveis.
DICA 50
SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE E EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
Reclamações e recursos: CAUSAS de suspensão do crédito tributário. Enquanto
perdurar julgamento do processo administrativo que discuta a exigibilidade do crédito (se
discute qualquer outra coisa não suspende), a exigibilidade do crédito tributário fica
sobrestada. Leis reguladoras do processo tributário administrativo podem regular a f orma
com que ocorrerá a suspensão (prazos, condições, etc.), porém, não podem af astá-la, já
que a suspensão deriva do CTN. Assim, pode-se af irmar que toda relação e todo recurso no
âmbito do processo administrativo f iscal possuem ef eito suspensivo e impedem que a
Fazenda Pública exija o crédito tributário do contribuinte, até que sobrevenha a decisão
def initiva no processo.
Apresentação de recurso intempestivo não enseja a suspensão da exigibilidade do crédito e
do prazo prescricional (STJ, AgRg no EDcl no REsp 1313765).
Nesse procedimento administrativo Fazenda não pode exigir depósito prévio ou arrolamento
de dinheiro ou bens. Esse depósito era “condição da ação”, o que é vedado (era percentual
do débito).
SÚMULA VINCULANTE 21
É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens
para admissibilidade de recurso administrativo.
SÚMULA 373 STJ:
É ilegítima a exigência de depósito prévio para admissibilidade de recurso administrativo.
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DICA 51
SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE E EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
Concessão de Liminar em MS, tutelas de urgência ou de evidência: CAUSA de
suspensão do crédito tributário.
Art. 151. CTN- Suspendem a exigibilidade do crédito tributário:
IV - a concessão de medida liminar em mandado de segurança.
Mandado de segurança: é impetrado na hipótese em que há direito líquido e certo
violado ou ameaçado, desde que exista prova pré-constituída desse direito.
Tutela de urgência ou evidência: visa assegurar resultado útil ao processo ou
antecipar gozo de direito inequívoco/ extremamente provável.
DICA 52
SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE E EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
Parcelamento: causa de suspensão do crédito tributário.
Art. 151. CTN- Suspendem a exigibilidade do crédito tributário:
V – o parcelamento.
O parcelamento possui dois principais ef eitos:
Requerimento de adesão parcelamento interrompe o prazo prescricional.
Art. 174 CTN Parágraf o único. A prescrição se interrompe:
IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em
reconhecimento do débito pelo devedor;
O deferimento do parcelamento suspende o prazo prescricional e a exigibilidade do
pagamento por quanto tempo ele perdurar.
DICA 53
SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE E EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
O parcelamento somente pode ser concedido por meio de lei específ ica do ente que detém
competência tributária, porque atividade de cobrança é vinculada, assim a autoridade não
pode parcelar para cada contribuinte de um jeito.
Lei deve estabelecer requisitos para o parcelamento (quem, qual tributo, quais condições
do parcelamento, número máximo de parcelas, e valor mínimo da parcela).
DICA 54
EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
O artigo 156 do CTN estabelece f ormas de extinção do crédito tributário. O crédito, assim,
pode ser extinto quando f or satisfeito (pagamento, dação de bens imóveis, etc.), quando
f or desconstituído (decisão administrativa ou judicial), quando perdoado (remissão) ou
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ainda quando precluso o direito do fisco lançar ou cobrar o crédito (prescrição e
decadência).
A extinção do crédito tributário faz extinguir a obrigação correspondente. Já́ para as
obrigações acessórias temos o art. 113 CTN, que esclarece que essas se extinguirão com o
simples adimplemento das prestações positivas ou negativas ali elencadas, ou seja, f azer,
não f azer ou tolerar que se f aça.
DICA 55
EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
Pagamento: causa de extinção do crédito tributário. O pagamento é a primeira e
principal causa da exclusão do crédito tributário.
Pagamento deve ser feito em dinheiro, sendo vedado o pagamento em trabalho (princípio
da dignidade da pessoa humana) ou em natura (realizado com o próprio bem que é objeto
da tributação, viola princípio da vedação ao conf isco).
Os efeitos da mora (multa pelo atraso + juros + correção) são automáticos, não sendo
requerido qualquer atuação do credor para constituir o devedor em mora.
É possível também que a f iscalização aplique multas de ofício quando apuradas inf rações
(tributos não pagos e não declarados, ou pagos a menor), ou multas isoladas (inf ração a
obrigação acessórias).
DICA 56
EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
No âmbito tributário, ao pagar uma parcela, não se presumem pagas as anteriores.
Igualmente, ao se pagar um tributo de um exercício inteiro, não se presumem pagos os
demais exercícios.
O pagamento de um tributo não f az presumir o pagamento de outros.
CUIDADO! Note-se que o f ato de inexistir tal presunção relativa não signif ica que a
Fazenda Pública deva negar-se a receber um pagamento parcial de crédito tributário, pelo
contrário, é esse mesmo dispositivo (art. 158, do CTN) que autoriza recebimento de
qualquer valor pago pelo contribuinte.
Art. 158. CTN O pagamento de um crédito não importa em presunção de pagamento:
I - quando parcial, das prestações em que se decomponha;
II - quando total, de outros créditos ref erentes ao mesmo ou a outros tributos.
DICA 57
EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
Um ponto que merece sua atenção é que, segundo jurisprudência do STJ, a respeito da
constituição do crédito tributário quando não houver declaração do débito, o prazo
decadencial quinquenal para o Fisco constituir o crédito tributário conta -se exclusivamente
na f orma do art. 173, I, do CTN, nos casos em que a legislação atribui ao sujeito passivo o
dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa.
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REGRAS PARA O PAGAMENTO DO TRIBUTO:
Quem paga (devedor): sujeito passivo da relação jurídico tributária (contribuinte ou
responsável).
A quem se paga (credor): sujeito ativo (ente competente ou quem possui a capacidade
tributária ativa).
Local de pagamento: se lei tributária não dispuser de modo contrário, o local do
pagamento é na repartição pública competente no domicílio do DEVEDOR. Dívida
tributária é portável. Art. 159. CTN Quando a legislação tributária não dispuser a respeito,
o pagamento é ef etuado na repartição [na repartição pública] competente do domicílio do
sujeito passivo.
Meio de pagamento: dinheiro (moeda nacional, cheque, vale postal). Lei pode exigir
garantia para pagamento em cheque/postal, desde que não torne obrigação mais onerosa
do que em moeda. Pagamento pode ser f eito em estampilha, papel selado ou processo
mecânico, quando previsto em lei. Como se prova o pagamento: recibo, autenticação
bancária, certidão negativa expedida pela Fazenda.
DICA 58
EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
Prazo de Pagamento: Se a lei não estabelecer de f orma diversa, o pagamento do
tributo deve se dar em 30 dias após a notificação. Esse prazo somente pode ser aplicado
no lançamento de of ício ou por declaração, pois no lançamento por homologação o sujeito
passivo antecipa o pagamento do tributo antes de qualquer ação da autoridade, nesse caso
lei deve estabelecer o prazo para o pagamento. Notif icação pode ser f icta, ente pode publicar
no diário of icial a data do vencimento, ou se o ente comprova que enviou o boleto no
endereço correto.
Art. 160. CTN Quando a legislação tributária não f ixar o tempo do pagamento, o
vencimento do crédito ocorre trinta dias depois da data em que se considera o sujeito
passivo notif icado do lançamento.
Parágrafo único. A legislação tributária pode conceder desconto pela antecipação do
pagamento, nas condições que estabeleça. Lei pode estabelecer desconto em razão do
vencimento antecipado.
DICA 59
EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
TAXA DE JUROS: O crédito não pago de f orma extemporânea é acrescido de juros de
mora, sem prejuízo da sanção cabível. Os juros são automáticos. Se a lei do ente não
dispuser de modo diverso, ela será de 1% ao mês. No âmbito federal, f ixou-se a taxa
Selic. Não há juros quando está pendente a consulta, dentro do prazo do pagamento.
Art. 161. CTN - O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros
de mora, seja qual f or o motivo determinante da f alta, sem prejuízo da imposição das
penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei
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ou em lei tributária. § 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são
calculados à taxa de um por cento ao mês. § 2º O disposto neste artigo não se aplica na
pendência de consulta f ormulada pelo devedor dentro do prazo legal para pagamento do
crédito.
TEMA 1062 STF:
Os estados/DF podem legislar sobre índice de correção e taxa de juros de mora incidente
sobre seus créditos f iscais, limitando-se aos percentuais estabelecidos pela União para o
mesmo f im (ARE 1216078).
DICA 60
EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO: IMPUTAÇÃO AO PAGAMENTO
Imputação ao pagamento: qual débito considera-se extinto primeiro quando o
pagamento não f or identif icado – autoridade def inirá a qual parcela se ref ere. Deve
observar ordem.
Art. 163. CTN - Existindo simultaneamente dois ou mais débitos vencidos do mesmo
sujeito passivo para com a mesma pessoa jurídica de direito público, relativos ao mesmo
ou a dif erentes tributos ou provenientes de penalidade pecuniária ou juros de mora, a
autoridade administrativa competente para receber o pagamento determinará a
respectiva imputação, obedecidas as seguintes regras, na ordem em que enumeradas:
I - em primeiro lugar, aos débitos por obrigação própria, e em segundo lugar aos
decorrentes de responsabilidade tributária;
II - primeiramente, às contribuições de melhoria, depois às taxas e pôr f im aos impostos;
III - na ordem crescente dos prazos de prescrição;
IV - na ordem decrescente dos montantes.
DECORAR A ORDEM:
1º: Débitos de obrigação própria e em segundo lugar aos decorrentes de
responsabilidade tributária.
2º: olhar em que o serviço público atuou mais diretamente em prol do contribuinte
– contribuição de melhoria > taxa > impostos. Não menciona empréstimo compulsório e
contribuição especial.
Em prova subjetiva pode adotar que os empréstimos compulsórios e contribuições seriam
pagos juntos com os impostos, pois maioria deles não são vinculados. Ou então pode
adotar que deve se observar a próxima regra.
3º: pagar o que prescreve primeiro (pagos pequenos de prescrição pagos antes dos
maiores).
4º: pagar os tributos de maior montante primeiro (paga os maiores débitos depois os
menores).
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DICA 61
EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO: COMPENSAÇÃO
Compensação: Art. 156. CTN - Extinguem o crédito tributário: II – a compensação;
Extinção do crédito tributário realizado pelo encontro de débitos/créditos (que nem
sempre precisam ser de credores/devedores recíprocos (art. 368 CC/02). Inclusive
contribuinte pode optar por receber por compensação o indébito.
SÚMULA 461 STJ
O contribuinte pode optar por receber, por meio de precatório ou por compensação, o
indébito tributário certif icado por sentença declaratória transitada em julgado.
A compensação deve ser prevista em lei e deve possuir despacho do poder executivo
autorizando. Requisitos:
Lei específica do ente competente para instituir o tributo autorizando e impondo
requisitos para compensação; alguns contribuintes, em Estados que não possuem lei
autorizando a compensação, têm entrado em juízo para pedir aplicação por analogia da lei
f ederal, mas isso não é possível, pois a compensação está inserida na competência tributária
de cada ente. Sendo assim, não havendo permissivo legal, o tributo recolhido em excesso
deve ser objeto de pedido de restituição (art. 165 do CTN).
Existência de créditos líquidos quanto ao seu valor e certo quanto à sua existência;
Existência de créditos vencidos ou vincendos contra Fazenda Pública; CTN
permite a compensação de créditos vincendos, ou seja, que estarão a vencer no f uturo,
desde que se aplique a taxa de juros de maneira retroativa, para saber quanto ele
ef etivamente vale naquela data (ou seja, os juros serão abatidos naquele crédito) –
percentual dos juros não pode ser inf erior a 1% ao mês.
Art. 170. CTN - A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja
estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação
de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito
passivo contra a Fazenda pública. Parágraf o único. Sendo vincendo o crédito do sujeito
passivo, a lei determinará, para os ef eitos deste artigo, a apuração do seu montante, não
podendo, porém, cominar redução maior que a correspondente ao juro de 1% (um por
cento) ao mês pelo tempo a decorrer entre a data da compensação e a do vencimento.
Identidade de partes (créditos recíprocos).
SÚMULA 464 STJ
A regra de imputação de pagamentos estabelecida no art. 354 do CCB/2002 não se aplica
às hipóteses de compensação tributária.
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DICA 62
EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO: TRANSAÇÃO
Art. 156. CTN - Extinguem o crédito tributário: III - a transação;
Causa de extinção do Crédito Tributário em que há um acordo em que há distribuição de
ônus e vantagens a ambos os polos da relação jurídica (art.840 CC/02).
Depende de lei autorizativa.
CTN apenas abre a possibilidade de transação terminativa do litígio, nunca preventiva.
Art. 171. CTN - A lei pode f acultar, nas condições que estabeleça, aos sujeitos ativo e
passivo da obrigação tributária celebrar transação que, mediante concessões mútuas,
importe em determinação de litígio e consequente extinção de crédito tributário.
Parágraf o único. A lei indicará a autoridade competente para autorizar a transação em
cada caso. Assim, para a realização da transação deveria existir lei autorizativa e a
existência de litígio pendente (judicial ou administrativo), com concessões
mútuas. Atualmente f alta regulação para transação f iscal (PL 5082/09).
DICA 63
EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO: REMISSÃO
Remissão: hipótese de extinção do crédito tributário: perdão da dívida pelo credor (art.
385, CC). Traduz-se na liberação graciosa (unilateral) da dívida pelo Fisco, e depende da
existência de lei específica para sua aplicação. No caso do ICMS f az se ainda necessária à
celebração de convênio (art. 150, parágraf o 6º). Remissão não gera direito adquirido.
Legislador deve observar balizas autorizativas circunstanciais previstas no artigo 172 do
CTN, ou seja, hipóteses em que será autorizada a remissão. Assim, com base nessas
circunstâncias o legislador f ixará critérios objetivos para a remissão.
Art. 172. CTN - A lei pode autorizar a autoridade administrativa a conceder, por despacho
f undamentado, remissão total ou parcial do crédito tributário, atendendo:
I - à situação econômica do sujeito passivo;
II - ao erro ou ignorância escusáveis do sujeito passivo, quanto a matéria de f ato;
III - à diminuta importância do crédito tributário;
IV - a considerações de equidade, em relação com as características pessoais ou materiais
do caso;
V - a condições peculiares a determinada região do território da entidade tributante.
Parágrafo único. O despacho ref erido neste artigo não gera direito adquirido, aplicando-
se, quando cabível, o disposto no artigo 155.
Os motivos acima elencados f azem parte de rol não exaustivo, ou seja, lei específ ica
pode autorizar a concessão de remissão em outras hipóteses ali não previstas, desde que
razoável.
A remissão causa de extinção do crédito tributário (abrange tanto o tributo como a
penalidade). É dif erente da anistia/isenção que são causas de exclusão do crédito tributário
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(impede o nascimento do crédito tributário). Alguns doutrinadores conceituam a remissão
como sendo a causa de extinção do tributo e a anistia como sendo o perdão de penalidade.
Remissão parcial: é possível. Seria o desconto que é dado pela Fazenda a determinado
crédito. Deve ser previsto em lei por ser hipótese de remissão parcial.
DICA BÔNUS
ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA
Mediante intimação escrita, são obrigados a prestar à autoridade administrativa todas
as inf ormações de que disponham com relação aos bens, negócios ou atividades de
terceiros:
os tabeliães, escrivães e demais serventuários de of ício;
os bancos, casas bancárias, Caixas Econômicas e demais instituições f inanceiras;
as empresas de administração de bens;
os corretores, leiloeiros e despachantes of iciais;
os inventariantes;
os síndicos, comissários e liquidatários;
quaisquer outras entidades ou pessoas que a lei designe, em razão de seu cargo, of ício,
f unção, ministério, atividade ou prof issão.
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DIREITO ADMINISTRATIVO
DICA 64
AGENTES PÚBLICOS - ESPÉCIES E CLASSIFICAÇÃO
Uma segunda classificação pode ser encontrada, embora menos usual:
Agentes administrativos: aqueles que estão sujeitos à uma hierarquia constitucional,
independentemente de a administração pública ser direta ou indireta. Os servidores
públicos e empregados públicos em geral são exemplos de agentes administrativos;
Agentes delegados: recebem um encargo estatal com a f inalidade de prestação de
prestação de determinado serviço. Como exemplo de agentes delegados temos os leiloeiros
e os concessionários;
Agentes honoríficos: aqueles requisitados para temporariamente desempenharem
uma f unção pública. Os mesários e os jurados são exemplos desse tipo de agente;
Agentes credenciados: são os que recebem a incumbência da administração para
representá-la em determinado ato ou praticar certa atividade específ ica, mediante
remuneração do poder público credenciante. São exemplos de agentes credenciados os
prof essores substitutos e os médicos credenciados.
DICA 65
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA - AGENTES PÚBLICOS - ACESSO
Conf orme o artigo 37, inciso I, da CF/88, os cargos, empregos e f unções públicas são
acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como
aos estrangeiros, na f orma da lei.
Os editais de concurso público não podem estabelecer restrição a pessoas com tatuagem,
salvo em situações excepcionais em razão de conteúdo que viole valores
constitucionais. Assim, caso uma pessoa que tenha uma tatuagem que f aça apologia ao
nazismo por exemplo, será excluída do certame público.
Os requisitos para acesso aos cargos públicos devem ser comprovados na data da POSSE.
ATENÇÃO!!
Nos concursos para magistratura e Ministério Público, o requisito da atividade jurídica
deve ser comprovado na data da inscrição definitiva.
DICA 66
CONCURSO PÚBLICO
Segundo dispõe o inciso II, do artigo 37, a investidura em cargo ou emprego público
depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de
acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na f orma previstas em lei,
ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e
exoneração.
Exige-se concurso público para o provimento de cargos e empregos na administração
pública direta e indireta.
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Para nomeação em cargo em comissão, não se f az necessária a aprovação em concurso
público.
O candidato aprovado dentro do número de vagas tem direito subjetivo à nomeação.
DICA 67
INGRESSO SEM CONCURSO PÚBLICO
Pode haver ingresso em cargo público sem concurso? SIM! Nas hipóteses de cargos
em comissão;
Contudo, é importante não conf undir o cargo em comissão com a f unção de conf iança :
O cargo em comissão pode ser ocupado por qualquer pessoa e não depende de
concurso, pois é de livre nomeação e exoneração;
A função de confiança também não depende de concurso público, todavia, devem ser
exercidas apenas por servidores ocupantes de cargo efetivo;
Importante saber também que parte dos cargos em comissão devem ser preenchidos por
servidores de carreira, em percentual def inido em lei;
Vamos à esquematização?
CARGO EM COMISSÃO FUNÇÃO DE CONFIANÇA
Prescinde de concurso público Prescinde de concurso público
Podem ser ocupados por qualquer pessoa,
Exercidas EXCLUSIVAMENTE por ocupantes
mas parte dos cargos será reservado a
de cargo ef etivo
servidores de carreira (cargo ef etivo)
Atribuições de direção, chef ia e Atribuições de direção, chef ia e
assessoramento assessoramento
DICA 68
NOVIDADE RECENTE: DEMISSÃO DE SERVIDOR PÚBLICO POR ASSÉDIO SEXUAL
Recentemente, o presidente Lula assinou um novo entendimento, em parceria também com
a AGU, a respeito da demissão de servidor público que cometer assédio sexual.
De acordo com este parecer, a prática do assédio sexual é considerada uma conduta a ser
punida com demissão, que é a penalidade máxima prevista na Lei 8.112/90.
E mais: Com o novo parecer, f oi f ixado que os casos de assédio que f orem devidamente
apurados devem ser enquadrados como uma das condutas proibidas aos servidores
públicos, no qual a pena prevista é justamente a de demissão.
Em suma: Os casos de assédio sexual deverão ser punidos com demissão em toda a
administração pública f ederal.
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DICA 69
CARGOS EM COMISSÃO E NEPOTISMO
O nepotismo of ende os princípios da moralidade e da impessoalidade, devendo a
vedação a esta prática ser observada por todos os Poderes da República e por todos os
entes da Federação, independentemente de lei f ormal.
A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por af inidade,
até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa
jurídica, investido em cargo de direção, chef ia ou assessoramento, para o exercício de cargo
em comissão ou de conf iança, ou, ainda, de f unção gratif icada na administração pública
direta e indireta, em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, caracteriza NEPOTISMO.
DICA 70
O TOMBAMENTO E ALGUMAS CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES
Uma consideração de extrema importância é que o tombamento é única maneira de
intervenção na propriedade autorref erente, já que enquanto os outros instrumentos tem
por intuito a chamada tutela de interesses públicos gerais, enquanto o tombamento tem
por intuito a conservação e preservação da própria coisa.
IMPORTANTE: O tombamento possui natureza de direito pessoal.
ATENÇÃO!!
O tombamento não f az a coisa tombada em bem público, mantendo-a no domínio do seu
proprietário.
Nada obsta que o bem tombado seja gravado com ônus ou encargos, como por exemplo a
hipoteca, contudo sujeita o dono a uma série de restrições extensivas também a terceiros.
DICA 71
A DESAPROPRIAÇÃO E CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES
Ela também é chamada de expropriação, sendo a modalidade mais radical de intervenção
estatal. Na desapropriação deve-se garantir o contraditório e o direito à ampla def esa ao
expropriado, conf orme disposições do art. 5º, LV, da CF/88. Além disto, esta moda lidade
de intervenção é a única com natureza de procedimento (garante contraditório e ampla
def esa).
IMPORTANTE: O TCU pode sim realizar auditorias para observar procedimentos de
desapropriação.
DICA 72
INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE PRIVADA – DESAPROPRIAÇÃO -
DIREITO DE PROPRIEDADE
Direito de propriedade: trata-se de um direito historicamente reconhecido como um
direito natural do indivíduo.
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Além disso, no Brasil é reconhecido pela CF/88 como um direito fundamental, porém,
devendo atender a sua f unção social:
Art. 5°, XXII - é garantido o direito de propriedade;
XXIII - a propriedade atenderá a sua função social;
Do mesmo modo, o Código Civil prevê em seu artigo 1.228 o direito de propriedade,
entretanto, também preconiza a possibilidade de desapropriação.
DICA 73
CONCEITO DE DESAPROPRIAÇÃO
Para Celso Antônio Bandeira de Mello, a def inição de desapropriação é: “como o
procedimento através do qual o Poder Público, f undado em:
Necessidade pública;
Utilidade pública;
Interesse social.
Compulsoriamente despeja alguém de um bem certo, normalmente adquirindo-o para
si, em caráter originário, mediante indenização prévia, justa e pagável em dinheiro,
Salvo no caso de certos imóveis urbanos ou rurais, em que, por estarem em desacordo
com a f unção social legalmente caracterizada para eles, a indenização far-se-á em
títulos da dívida pública, resgatáveis em parcelas anuais e sucessivas, preservado seu
valor real."
Forma de aquisição originária da propriedade (bem livre e desembaraçado): a
desapropriação, segundo ampla maioria da doutrina, é f orma originária de aquisição da
propriedade, o que signif ica que é, por si mesma, suf iciente para instaurar a propriedade
em f avor do Poder Público, independentemente de qualquer vinculação com o título jurídico
do anterior proprietário.
DICA 74
CONCEITO DE DESAPROPRIAÇÃO ESQUEMATIZADO
A Constituição Federal em seu art. 5º, inciso XXIV, prescreve que:
A lei estabelecerá o procedimento para DESAPROPRIAÇÃO por necessidade ou
utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em
dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição;
Necessidade pública: tem por principal característica uma situação de urgência, cuja
melhor solução será a transf erência de bens particulares para o domínio do Poder Público.
Utilidade pública: se traduz na transf erência conveniente da propriedade privada para
a Administração. Não há o caráter imprescindível nessa transf erência, pois é apenas
oportuna e vantajosa para o interesse coletivo. O Decreto-lei 3.365/41 prevê no
artigo 5º as hipóteses de necessidade e utilidade pública sem dif erenciá -los, o que
somente poderá ser f eito segundo o critério da situação de urgência. O bem será utilizado
diretamente pelo Estado.
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Interesse social: segundo Hely Lopes "o interesse social ocorre quando as
circunstâncias impõem a distribuição ou o condicionamento da propriedade para
seu melhor aproveitamento, utilização ou produtividade em benef ício da
coletividade ou de categorias sociais merecedoras de amparo específ ico do Poder Público.
Esse interesse social justif icativo de desapropriação está indicado na norma própria (Lei
4.132/62) e em dispositivos esparsos de outros diplomas legais. O que convém assinalar,
desde logo, é que os bens desapropriados por interesse social não se destinam à
Administração ou a seus delegados, mas sim à coletividade ou, mesmo, a certos
benef iciários que a lei credencia para recebê-los e utilizá-los convenientemente".
DICA 75
COMPETÊNCIAS
Para legislar sobre desapropriação: Trata-se de competência privativa da União,
como se vê abaixo no preceito constitucional:
Art. 22. Compete PRIVATIVAMENTE à União legislar sobre: II - desapropriação;
Para declarar a desapropriação:
Utilidade pública ou o interesse social: a União, os Estados, os Municípios, o Distrito
Federal e os Territórios;
Interesse social para fins de reforma agrária: a competência para a sua declaração
é privativa da União ou por uma de suas entidades da Administração indireta, nos termos
do art. 184, CF/88.
Desapropriação confiscatória: prevista no art. 243 da Carta Magna, é privativa da
União, podendo ser delegada à pessoa jurídica de sua Administração indireta.
Competência executória: legitimidade para promover efetivamente a
desapropriação, providenciando todas as medidas e exercendo as atividades que
culminarão na transf erência da propriedade.
Estabelece o art. 3º do Decreto-Lei nº 3.365/41 que, além da União, dos Estados, do Distrito
Federal, dos Municípios e das entidades da Administração indireta desses entes políticos, os
delegatários podem propor a ação, desde que estejam expressamente autorizadas em
lei ou contrato.
DICA 76
OBJETO DA DESAPROPRIAÇÃO
Podem ser objeto de desapropriação as coisas passíveis de direito de propriedade, ou
seja, todo bem móvel ou imóvel, público ou privado, corpóreo ou incorpóreo,
incluindo-se aqui até mesmo direitos em geral.
Ex.: desapropriação do espaço aéreo ou do subsolo.
Desapropriação de Bens Públicos: f igura-se possível a desapropriação de bens
públicos, desde que, além de ser precedida de autorização legislativa da pessoa jurídica
Expropriante, seja observada a direção vertical das entidades federativas , isto é, a
União pode desapropriar bens dos Territórios, dos Estados, do Distrito Federal e dos
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Municípios, e os Estados podem desapropriar bens do Município, desde que este esteja
situado em sua dimensão territorial, conf orme previsto no art. 2º, § 2º, do DL nº 3.365/41.
DICA 77
REQUISIÇÃO ADMINISTRATIVA
Conceito: Trata-se de direito pessoal da Administração por meio do qual o Estado utiliza
bens móveis, imóveis e serviços particulares em situação de perigo público iminente. A
requisição poderá ser civil ou militar.
É obrigatória a constatação do perigo público iminente, que coloque em risco a
coletividade. A situação de perigo não se restringe às ações humanas.
Requisição civil: visa a evitar danos à vida, à saúde e aos bens da coletividade.
Requisição militar: visa resguardar segurança interna do País e a manutenção da
Soberania Nacional.
ATENÇÃO!!
Independente da natureza da requisição (se civil ou militar) será SEMPRE obrigatória a
constatação do perigo público iminente.
Conforme preconizado pela Carta Magna de 1988:
Art. 5°, XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá
usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se
houver dano;
Art. 22, III – Compete privativamente à União legislar sobre (...) requisições civis e
militares, em caso de iminente perigo e em tempo de guerra;
Lembrando que o Art. 1.228, § 3º, do Código Civil prevê que o proprietário pode ser
privado da coisa, nos casos de desapropriação, por necessidade ou utilidade pública ou
interesse social, bem como no de REQUISIÇÃO, em caso de perigo público iminente.
EXTINÇÃO DA REQUISIÇÃO: teoricamente, somente se dará quando cessada a
situação de iminente perigo público. Assim, a requisição é transitória.
DICA 78
OCUPAÇÃO TEMPORÁRIA
Conceito: trata-se de uma modalidade de intervenção por prazo determinado, na qual
o Poder Público usa temporariamente imóveis privados como meio de apoio à
execução de obras e serviços públicos, af etando a exclusividade do direito de
propriedade.
Dif erentemente do que ocorre na requisição, aqui NÃO há uma situação de perigo público
iminente. Vale mencionar que somente a ocupação temporária vinculada à
desapropriação exige indenização. Caso contrário, a indenização f ica condicionada à
existência de dano.
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Ex.: Obras em estradas para alocação de máquinas de asf alto e outros; uso de escolas,
clubes e outros estabelecimentos privados por ocasião das eleições ou por alguma
necessidade pública (art. 136, II, da CRFB/88).
DICA 79
OCUPAÇÃO TEMPORÁRIA
NECESSIDADE DE ATO INSTITUIDOR: Não há consenso doutrinário a respeito do
tema, ao contrário, existem divergências sobre a necessidade ou não de ato f ormal para a
instituição desta modalidade de intervenção. Pode-se citar que para a prof essora Lucia Valle
Figueiredo, o ato é autoexecutório; já para Diógenes Gasparini, há a necessidade de ato
instituidor.
OBS.: sobre isso deve-se ter especial cuidado no momento da prova, qualquer
af irmativa absoluta para qualquer das posições tornará, provavelmente, a questão passível
de recurso.
DICA 80
SERVIDÃO ADMINISTRATIVA
A servidão se trata de um direito real público sobre propriedade alheia, f azendo assim
a restrição do seu uso em f avor do interesse público , dando assim o benef ício à entidade
pública ou delegada.
Os exemplos mais comuns são a placa com nome da rua na f achada do imóvel e a
passagem de f ios e cabos pelo imóvel.
DICA 81
SERVIDÃO ADMINISTRATIVA
A servidão administrativa tem como a sua característica primordial a perpetuidade,
podendo-se cogitar a sua extinção só em situações excepcionais, como por exemplo o
desaparecimento do bem gravado.
Atenção: Se a restrição f or muito excessiva, é perf eitamente cabível a chamada ação de
desapropriação indireta.
DICA 82
SERVIDÃO ADMINISTRATIVA
Como já dito, é um direito real ( e não contratual), e quanto ao seu conteúdo , é importante
que você saiba que ela produz dever de tolerar.
IMPORTANTE: A base legislativa dela está nos artigos 1.378 a 1.389 do Código Civil, só
que a servidão administrativa não tem o mesmo regime jurídico da servidão privada ( do
CC/02), pois a servidão administrativa atende ao interesse público e tem maior inf luência
dos regramentos do direito administrativo.
DICA 83
CONFISCO
O conf isco tem base sua base no art. 243 da CF/88, que sof reu mudanças na Emenda
Constitucional n. 81/2014.
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Há duas situações ensejadoras de conf isco, podendo este conf isco ser sobre
propriedades urbanas ou rurais onde f orem localizadas:
culturas ilegais de psicotrópicos (drogas);
exploração de trabalho escravo, na f orma da lei.
DICA 84
CONFISCO
A EC n. 81/2014 mudou também o objetivo dos bens conf iscados: Os bens imóveis
confiscados serão destinados à reforma agrária e a programas de habitação
popular.
IMPORTANTE: Já no caso dos bens móveis objeto de conf isco, reverterão a f undo
especial com destinação específ ica, na f orma da legislação.
DICA 85
QUADRO RESUMO – SERVIDÃO ADMINISTRATIVA, REQUISIÇÃO, OCUPAÇÃO
TEMPORÁRIA, LIMITAÇÃO ADMINISTRATIVA
Servidão Ocupação Limitação
Requisição
administrativa temporária administrativa
Atos legislativos
Natureza Direito ou
Direito real Direito pessoal
Jurídica pessoal administrativos
de caráter geral
Bens móveis, Interesses
Bens imóveis
Objeto imóveis e Bens imóveis públicos
alheios
serviços abstratos
Prazo Indeterminado Transitório Transitório Indeterminado
Ato f ormal
Atos (necessidade
Acordo ou autoexecutórios de realização Leis de caráter
Instituição
decisão judicial (iminente de obras e geral
perigo público) serviços
públicos)
Prévia e
Só se houver
condicionada Só se houver
Indenização prejuízo. É NÃO há
(no caso de prejuízo
posterior
prejuízo)
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DIREITO AMBIENTAL
DICA 86
DA RESPONSABILIDADE PENAL DA PESSOA JURÍDICA EM DELITOS AMBIENTAIS
O art. 225, § 3º da Constituição Federal prevê que “as condutas e atividades consideradas
lesivas ao meio ambiente sujeitarão os inf ratores, pessoas f ísicas ou jurídicas, a sanções
penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados.
A seu turno, o art. 3º da Lei 9605/98 prescreve que “as pessoas jurídicas serão
responsabilizadas administrativa, civil e penalmente conf orme o disposto nesta Lei,
nos casos em que a inf ração seja cometida por decisão de seu representante legal ou
contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse ou benef ício da sua entidade.
OBS.: Grande polêmica existente sobre este tema é acerca da possibilidade de
responsabilizar penalmente a pessoa jurídica sem imputar concurso com pessoas
físicas (representante legal, administrador ou executor).
O STJ já exigiu a necessidade da condenação a ambos (dupla imputação).
Atualmente, a jurisprudência dominante do STF e do STJ entendem pela possibilidade da
responsabilização penal somente da pessoa jurídica ainda que não identif icada ou não
condenada a pessoa f ísica (RE 548.181 e RMS 39.173/BA, respectivamente).
DICA 87
DAS PENAS APLICÁVEIS À PESSOA JURÍDICA
Em caso da prática de infração ambiental por pessoa jurídica, são aplicáveis as
seguintes sanções:
Multa.
Penas Restritivas de Direitos: consistentes em suspensão de atividades quando não
estiverem obedecendo às normativas relativas à proteção do meio ambiente; Interdição
Temporária de Estabelecimento, Obra ou Atividade sem licença ou operando com violação
à licença ou à Lei; e Proibição de Contratar com o Poder Público e dele obter subsídios,
subvenções ou doações por até 10 anos.
Prestação de Serviços à Comunidade (a lei traz como espécie autônoma de pena, quando
na verdade deveria ser uma espécie de pena restritiva de direitos): custeio de programas e
de projetos ambientais; obras de recuperação de áreas degradadas; manutenção de
espaços públicos; e contribuições a entidades ambientais ou culturais públicas.
DICA 88
DO CRIME DE MAUS-TRATOS/ABUSO A ANIMAIS
Conf orme previsão do art. 32 da Lei 9.605/98, conf igura crime: praticar ato de abuso,
maus-tratos, f erir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou
exóticos.
A pena desse crime é de detenção de 3 meses a 1 ano, e multa.
Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo,
ainda que para f ins didáticos ou científ icos, quando existirem recursos alternativos.
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ATENÇÃO!!
há novidade legislativa trazida pela Lei nº 14.064/2020. Quando se tratar de cão ou
gato, a pena será de reclusão, de 2 a 5 anos, multa e proibição da guarda.
OBS.: Em caso de morte do animal a pena ainda é aumentada de um 1/6 a 1/3.
DICA 89
DO CRIME DE POLUIÇÃO
Prevê o art. 54 da Lei 9605/98 a conduta criminosa de causar poluição de qualquer
natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou
que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora.
A pena de tal crime é de reclusão, de 1 a 4 anos e multa.
Em caso de o crime ser praticado na modalidade culposa, a pena será de detenção de 6
meses a 1 ano e multa.
DICA 90
DOS FUNDAMENTOS E DOS OBJETIVOS DA POLÍTICA NACIONAL DE RECURSOS
HÍDRICOS
CUIDADO! É necessária muita atenção para não confundir os fundamentos e os
objetivos, as provas sempre buscam misturá-los a f im de trazer conf usão aos candidatos.
Vejamos as tabelas abaixo:
A Política Nacional de Recursos Hídricos baseia-se nos seguintes fundamentos
(6):
a água é um bem de domínio público;
a água é um recurso natural limitado, dotado de valor econômico;
em situações de escassez, o uso prioritário dos recursos hídricos é o consumo humano
e a dessedentação de animais;
a gestão dos recursos hídricos deve sempre proporcionar o uso múltiplo das águas;
a bacia hidrográf ica é a unidade territorial para implementação da Política Nacional de
Recursos Hídricos e atuação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos
Hídricos;
a gestão dos recursos hídricos deve ser descentralizada e contar com a participação do
Poder Público, dos usuários e das comunidades.
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DICA BÔNUS
SERVIDÃO AMBIENTAL
O instrumento ou termo de instituição da servidão ambiental deve incluir, no mínimo, os
seguintes itens:
memorial descritivo da área da servidão ambiental, contendo pelo menos um ponto de
amarração georref erenciado;
objeto da servidão ambiental;
direitos e deveres do proprietário ou possuidor instituidor;
prazo durante o qual a área permanecerá como servidão ambiental.
IMPORTANTE: a servidão ambiental não se aplica às Áreas de Preservação Permanente
e à Reserva Legal mínima exigida.
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DIREITO CIVIL
DICA 91
MOMENTO DA SUCESSÃO
A morte é o marco do fim da personalidade. Há uma universalidade de direitos atrelada
à personalidade de alguém que permanece na órbita jurídica: créditos, propriedade, posse,
entre outros. Contudo, a pessoa que dela era titular perdeu a aptidão de sê -lo. Dessa f orma,
no exato momento do fim da personalidade, isto é, com o óbito, abre-se a sucessão
(art. 1.784, CC).
OBS: A sucessão em sentido estrito deve ser entendida como a transferência para
herdeiros, em um único momento, de toda a universalidade de direitos de que o falecido
era titular, ainda que os herdeiros desconheçam essa universalidade ou a sua condição
(princípio da saisine).
DICA 92
SUCESSÃO POR PARENTESCO
Herdam por parentesco os sucessores de sucessão legítima, ou seja, os herdeiros
necessários (descendentes, ascendentes e cônjuge). A eles deve ser separado, pelo
menos, metade do patrimônio do f alecido. O art. 1.788, CC determina que haver á́ sucessão
legítima se: a pessoa morreu sem deixar testamento; se há́ bens não incluídos no
testamento; se há́ disposição testamentária inválida ou inef icaz.
TOME NOTA: São herdeiros facultativos os colaterais até́ o quarto grau. Pode ser
que estes não recebam nada, caso o f alecido disponha de toda a sua herança via
testamento.
DICA 93
PARENTESCO
Parentesco é a relação que une determinado grupo de pessoas a ancestrais comuns
(art. 1.593, CC). Pode ser por sangue (relação biológica), por lei (adoção, inseminação) e
por relação socioafetiva (reconhecida pela doutrina e jurisprudência).
Tipos de parentesco:
Parentesco Natural (consanguíneo): pessoas que possuem vínculo biológico, por
terem origem no mesmo tronco comum.
Parentesco por Afinidade: existente entre um cônjuge ou companheiro e os
parentes do outro cônjuge ou companheiro.
Parentesco Civil: decorrente de outra origem, que não seja a consanguinidade ou a
af inidade, conf orme disposto no art. 1.593 do CC.
ATENÇÃO!!
Marido e mulher não são parentes. A relação entre eles é de vínculo conjugal que
nasce com o casamento e dissolve-se pela morte de um dos cônjuges, pelo divórcio ou
pela anulação do matrimônio.
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DICA 94
FORMAS DE PARENTESCO
O parentesco pode ser em linha reta ou linha colateral:
Parentesco em Linha Reta: são as pessoas que estão umas para com as outras na
relação de ascendentes e descendente (art. 1.591, CC).
Ex.: Pais e Filhos.
Parentesco em Linha Colateral: são as pessoas, até́ o quarto (4º) grau, provenientes
de um só́ tronco, sem descenderem uma da outra (art. 1.592, CC).
Ex.: Irmãos.
OBS: Na linha reta não há limite de parentesco, mas na linha colateral o limite é até́
o 4º grau.
DICA 95
VOCAÇÃO HEREDITÁRIA
Vocação hereditária é a convocação de pessoa com direito à herança, para que receba
o patrimônio deixado pelo f alecido. A abertura da sucessão conf ere direito sucessório a
quem tenha vocação hereditária. Se o indivíduo quiser ter o direito, ele aceita. Se ele não
quiser, ele renúncia.
TOME NOTA: Para que ocorra a vocação hereditária, o legitimado a suceder tem que
sobreviver ao autor da herança. É o chamado princípio da coexistência segundo o qual
o legitimado a suceder tem que existir no momento em que a sucessão é aberta.
DICA 96
SUCESSÃO LEGÍTIMA
Na sucessão legítima, há uma ordem de convocação dos herdeiros prevista no art. 1.829,
CC. Os primeiros são os descendentes. Caso haja descendentes de graus distintos, os de
grau mais próximo pref erem aos de grau mais remoto, resguardado o direito de quem
sucede por representação (art. 1.833, CC).
O concebido no momento da abertura da sucessão tem vocação hereditária (art. 1798,
CC). Ele é considerado um herdeiro, desde que ocorra o nascimento (expectativa de
direito).
DICA 97
ACEITAÇÃO DA HERANÇA
Embora o princípio da saisine determine a transf erência da propriedade desde a morte
do titular, é preciso que haja uma manifestação de vontade no sentido de conf irmar
aquela posição de herdeiro ou de legatário. Desde a abertura da sucessão até́ o ato de
aceitação, há um período denominado delação ou devolução da herança.
ATENÇÃO!!
Segundo entendimento do STJ, os irmãos que renunciaram à herança não podem pleitear
anulação da venda de imóvel da f alecida.
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DICA 98
RENÚNCIA DA HERANÇA
A renúncia é o ato pelo qual o sucessor não aceita a sua parte na herança. Sua renúncia
tem que ser total, pura e simples e não admite retratação.
A renúncia pode ser:
Abdicativa ou propriamente dita: é aquela onde o sucessor repudia o benefício.
Esse ato retroage à data da abertura da sucessão, de f orma que o ref erido sucessor será
excluído da sucessão. O quinhão hereditário é devolvido ao monte.
Translativa ou ad favorem: é quando o sucessor renuncia em benef ício de outro
sucessor.
IMPORTANTE! Não confunda! A renúncia, dif erentemente da aceitação, só́ pode ser
f eita de forma expressa. A lei exige instrumento público ou termo judicial (art. 1.806,
CC). Não observada a f orma, a renúncia é considerada nula.
DICA 99
INDIGNIDADE
A indignidade é a exclusão de direito hereditário imposta por lei em razão da prática de
um dos atos previstos no art. 1.814, CC.
SÃO EXCLUÍDOS DA SUCESSÃO OS HERDEIROS OU LEGATÁRIOS:
que houverem sido autores, coautores ou partícipes de homicídio doloso, ou tentativa
deste, contra a pessoa de cuja sucessão se tratar, seu cônjuge, companheiro, ascendente
ou descendente;
que houverem acusado caluniosamente em juízo o autor da herança ou incorrerem em
crime contra a sua honra, ou de seu cônjuge ou companheiro;
que, por violência ou meios fraudulentos, inibirem ou obstarem o autor da herança de
dispor livremente de seus bens por ato de última vontade.
DICA 100
PERDÃO DO OFENDIDO
Pode o of endido (autor da herança) conceder perdão ao indigno, desde que o f aça de forma
expressa e em testamento ou documento autêntico (escritura pública ou escrito
particular com pelo menos 2 testemunhas) (art. 1.818, CC)
ATENÇÃO!!
Ainda que não haja reabilitação expressa, se o of endido contemplou o indigno em seu
testamento, após conhecer a causa de indignidade, o indigno poderá sucedê-lo no
limite da disposição testamentária. Ele pode, porém, ser excluído da sucessão
legítima, pois essa disposição do testamento não é considerada como reabilitação tácita.
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DICA 101
DESERDAÇÃO
A deserdação tal qual a indignidade, é uma causa de exclusão do herdeiro. A dif erença é
que, em razão do art. 1.961, CC, a deserdação somente se aplica em desf avor dos
herdeiros necessários que pratiquem atos de deserdação (arts. 1.692 e 1.693, CC).
Os ef eitos da exclusão por indignidade também são os ef eitos da deserdação. E mais: No
caso da deserdação, ao herdeiro instituído, ou àquele a quem aproveite a deserdação,
incumbe provar a veracidade da causa alegada pelo testador.
IMPORTANTE: A deserdação apenas pode ser f eita pelo autor da herança por meio
do testamento.
DICA 102
CONTAGEM DOS GRAUS DE PARENTESCO
Em Linha Reta: O parentesco na linha reta é contado na medida em que se sobe
(linha reta ascendente) ou se desce (linha reta descendente) na linha reta (art. 1.594,
CC). Cada geração é igual a 1 grau. Assim, neto e avô são parentes em 2º grau na linha
reta e pai e f ilho são parentes de 1º grau.
Em linha Colateral: Na contagem de graus de linha colateral observa-se o
ascendente em comum. Sobe-se ao ascendente comum e desce ao parente colateral.
Deve-se subir ao máximo, até́ o parente comum, para depois descer e encontrar o parente
procurado. O mínimo de parentesco colateral é de 2º grau. Ex.: irmãos.
DICA 103
ESPÉCIES DE SUCESSÃO HEREDITÁRIA
Por Direito Próprio: sucede-se por direito próprio quando se é herdeiro da classe
chamada. Desse modo, o f ilho herda do pai por direito próprio.
Por Direito de Representação: sucede-se por direito de representação quando se
toma o lugar de herdeiro pré-morto (1.851, CC) ou indigno da classe chamada (1.816, CC).
Ex.: Pedro morre em 2015, sem cônjuge, tendo tido uma f ilha chamada Ana e um f ilho
chamado Antônio. Ocorre que Antônio morreu em 2013 (antes de seu pai Pedro). Nesse
caso ocorrerá o instituto da pré-morte e do direito de representação. Assim, os f ilhos vivos
que Antônio tiver deixado (os netos de Pedro) irão entrar na partilha, devendo receber a
cota-parte correspondente que Antônio teria direito (50%, dividido igualmente entre eles),
enquanto Ana, tia deles, receberá os outros 50%.
DICA 104
FORMAS DE PARTILHA
A PARTILHA PODE SER POR 3 (TRÊS) FORMAS:
Por cabeça: dá-se em partes iguais entre herdeiros da mesma classe.
Ex.: João morre e seus três f ilhos vão herdar por direito próprio e por cabeça 33% do
patrimônio de João, por serem seus parentes mais próximos.
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Por estirpe: herdam por estirpe os que sucedem em graus diversos por direito de
representação.
Ex.: João morre e tem um f ilho pré-morto que deixou (1.835, CC). Aqueles que
descendem por estirpe estão representando alguém.
Por linhas: a partilha por linhas só ocorre quando são chamados os ascendentes.
Ex.: João morre sem descendentes e cônjuge, seus pais igualmente já morreram, mas
a avó paterna está viva, e o avô e a avó materna também. Então caberá́ metade à avó
paterna e metade aos outros dois avôs maternos (§§ 1º e 2º do 1.836, CC).
DICA 105
HERANÇA LEGÍTIMA
O cálculo da legítima deve observar o abatimento das dívidas e do f uneral do f alecido (art.
1847, CC).
IMPORTANTE! Colação de bens são os bens doados a herdeiro necessário durante a
vida do f alecido. Se não f orem declarados como bens da parte disponível, por
testamento, devem ser colados ao patrimônio do espólio para serem partilhados (art.
2.006, CC).
DICA 106
DOAÇÃO
A doação pura é um ato de liberalidade. Já a doação remuneratória ref ere-se a um
contrato oneroso, de f orma que não significa adiantamento da legítima (art. 2.011,
CC).
ATENÇÃO!!
A doação f eita a pessoa que não era herdeira necessária, ainda que se torne
posteriormente, não é considerada adiantamento de herança (art. 2.005, § único, CC).
Ex.: doação de avô para neto.
DICA 107
SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA
Testamento é um negócio jurídico unilateral, solene, cujos ef eitos só́ serão produzidos na
data da morte.
Existem duas modalidades de testamento:
Testamentos Ordinários: realizados em situação que não são consideradas
excepcionais. Se dividem em particulares, cerrados e públicos.
Testamentos Especiais: contemplados pela lei por estarem em situações especif icas.
São os testamentos marítimo, aeronáutico ou militar.
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DICA 108
TESTAMENTOS ORDINÁRIOS
Um ponto que merece sua atenção é que o testamento conjuntivo não se enquadra dentro
das classif icações de testamento ordinário.
Mas o que é um testamento conjuntivo. E o que vem a ser um testamento conjuntivo? Ele
é o testamento criado por duas pessoas, que são capazes, dispondo de seus bens de
maneira recíproca, ou em f avor de terceiros, em um instrumento.
Existem três modalidades de testamentos ordinários:
Público: realizado por tabelião em livro notarial. Possui f é pública e publicidade. Tem que
ser escrito em português, pois é um documento of icial. São necessárias 2 (duas)
testemunhas. O def iciente visual ou analf abeto só poderá testar por meio do testamento
público.
Cerrado: redigido pelo próprio testador, sujeito à conf irmação por tabelião.
O testamento f ica lacrado (cerrado) e sua abertura somente ocorrer á após a morte do
testador. Se violado o lacre, o testamento será considerado REVOGADO (art. 1.972, CC).
Necessária a presença de 2 (duas) testemunhas. Poderá́ ser escrito em língua
estrangeira.
Particular: Redigido pelo próprio indivíduo, sem intervenção de tabelião, na presença de
3 (três) testemunhas. Quando f alecer, o testamento será́ apresentado em juízo e os
herdeiros legítimos poderão contestá-lo.
Pode ser redigido em língua estrangeira, desde que as testemunhas compreendam.
DICA 109
CLÁUSULAS TESTAMENTÁRIAS
ATENÇÃO!!
Não é permitido ao testador estabelecer cláusula de inalienabilidade,
impenhorabilidade, e de incomunicabilidade, sobre os bens da legítima, salvo se houver
justa causa, declarada no testamento (art. 1.848, CC).
Inalienabilidade - suprime do titular o poder de dispor do bem.
Impenhorabilidade - se dá quando é retirada da coisa a aptidão de responder por
dívidas. Dessa f orma, não poderá́ ser objeto de constrição judicial.
Incomunicabilidade - af asta o direito à meação na comunhão universal dos bens. O
bem gravado de incomunicabilidade será́ somente da pessoa contemplada no testamento,
se tornando incomunicável.
DICA 110
REVOGAÇÃO DO TESTAMENTO
Salvo a perf ilhação, qualquer manif estação de vontade em testamento é revogável, total
ou parcialmente, por novo testamento f eito na mesma f orma do anterior. Não havendo
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cláusula revogatória expressa, só́ se considera revogado aquilo que f or incompatível com o
testamento anterior (art. 1.970, § único, CC).
OBS: A revogação produzirá seus ef eitos, ainda quando o testamento, que a encerra,
vier a caducar por exclusão, incapacidade ou renúncia do herdeiro nele nomeado. Ou seja,
a cláusula revogada não volta a produzir efeitos (art. 1.971, CC).
DICA 111
PARTILHA DOS BENS
Partilha Extrajudicial: É f eita sempre que os herdeiros f orem capazes e estiverem de
acordo com a divisão. A escritura pública valerá como título translativo daquela
propriedade, podendo ser averbada no RGI, utilizada para sacar depósito de dinheiro em
nome do f alecido. Não havendo alguns desses requisitos, a partilha ter á́ que ser judicial.
Partilha Judicial: Feita quando não houver consenso entre herdeiros ou na existência
de herdeiro incapaz. Se os bens f orem indivisíveis ou de dif ícil divisão, é possível realizar
uma alienação judicial, partilhando-se posteriormente os valores apurados (art. 2.019, CC).
DICA 112
HERANÇA JACENTE E VACANTE
Herança Jacente: é aquela cujos sucessores não são conhecidos ou que não f oi aceita
pelas pessoas com direito à sucessão. A jacência constitui f ase provisória e temporária, de
expectativa de aparecimento de herdeiros. Consiste num acervo de bens administrado por
um curador, sob f iscalização do juiz, até que se habilitem os herdeiros ou se declare a
vacância.
Herança Vacante: é aquela que, após a realização de todas as diligências e passado um
ano da publicação de editais, não há o comparecimento de interessados, def erindo -se os
bens ao ente público designado em lei (Município ou Distrito Federal). Até que se complete
o período de cinco anos, o ente público tem a propriedade resolúvel dos bens.
DICA 113
PETIÇÃO DE HERANÇA
Segundo a súmula 149 do STF é imprescritível a ação de investigação de paternidade,
mas não o é a de petição de herança.
O prazo para interposição da Ação de Petição de Herança é de 10 (dez) anos, contados da
abertura da sucessão, momento no qual se transmitem os bens aos herdeiros, legítimos ou
ainda não legitimados, e que nasce o ato lesivo a eles, reconhecidos ou não, quando da
morte do de cujus (STJ. 4ª Turma. AREsp 479. 648).
DICA 114
MEAÇÃO E HERANÇA
Existe diferença entre os dois institutos? Sim.
O meeiro é o cônjuge ou convivente sobrevivente que tem direito à metade do patrimônio
do casal, de acordo com o regime de casamento.
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Vale lembrar:
MEEIRO
METADE
Já os herdeiros são os que tem uma titularidade de direito à uma herança, podendo
estar herdando percentuais dif erentes do que há na meação.
DICA 115
AÇÃO DE INDIGNIDADE
O Ministério Público tem legitimidade para propor ação de indignidade. Vejamos:
Enunciado 116 – Jornada de Direito Civil: O Ministério Público, por f orça do art. 1.815,
desde que presente o interesse público, tem legitimidade para promover ação visando à
declaração de indignidade de herdeiro ou legatário.
E qual o prazo para sua propositura? Quatro anos.
Vale lembrar: A-Ç-Ã-O = 4 LETRAS = 4 ANOS
→E este prazo é decadencial.
DICA BÔNUS
CODICILO
O codicilo é considerado um ato de última vontade, com o objetivo de destinar objetos
de pequeno valor, como por exemplo roupas, sapatos entre outros. Não exige as mesmas
f ormalidades do testamento.
Uma das f inalidades do codicilo é reabilitar o indigno, conf orme normatiza o art. 1.818 do
Código Civil.
Destaca-se que esse instituto também serve para RECONHECER FILHO HAVIDO FORA
do casamento.
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ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
DICA 116
REMISSÃO E EXTINÇÃO
É um procedimento dif erenciado para apuração dos atos infracionais.
Pode incluir, eventualmente, a aplicação de qualquer das medidas previstas em lei, exceto
a colocação em regime de semiliberdade e a internação.
A remissão pode ser pré-processual/ministerial, of ertada pelo Ministério Público e
homologada pelo magistrado, o adolescente e seu representante deverão consentir. Poderá
ser também processual ou judicial, ocorre quando o procedimento já tiver iniciado e a
remissão implicará na extinção ou suspensão do processo.
A medida socioeducativa será declarada extinta:
pela morte do adolescente;
pela morte do adolescente;
pela aplicação de pena privativa de liberdade, a ser cumprida em regime f echado ou
semiaberto, em execução provisória ou def initiva;
pela condição de doença grave, que torne o adolescente incapaz de submeter-se ao
cumprimento da medida; e
nas demais hipóteses previstas em lei.
DICA 117
APURAÇÃO DE ATO INFRACIONAL – FASE POLICIAL
A apuração ocorre em três f ases, a Policial, a de atuação do Ministério Público e a Judicial.
A fase policial se inicia com a apreensão do autor da inf ração, que será encaminhado para
a sede policial especializado.
Se o mesmo f or apreendido por decisão judicial, será desde logo, encaminhado à autoridade
judiciária.
DICA 118
FASE DE ATUAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO
A def esa e o Ministério Público intervirão, sob pena de nulidade do procedimento
judicial de execução de medida socioeducativa.
Após as diligências policiais, o adolescente será apresentado ao Ministério Público que
poderá:
promover o arquivamento dos autos;
conceder a remissão;
representar à autoridade judiciária para aplicação de medida socioeducativa.
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No caso de arquivamento ou concessão da remissão, os autos serão conclusos à
autoridade judicial para homologação. Em caso de discordância da autoridade judicial, os
autos serão remitidos ao Procurador-geral de Justiça, que of erecerá representação,
designará outro membro ou ratif icará o arquivamento ou a remissão e a autoridade
judiciária estará obrigada a homologar.
Se f or of erecida representação para aplicação de medida socioeducativa, esta será
encaminhada, por petição, com classif icação do ato inf racional a autoridade judiciária com
a proposta de instauração do procedimento para a aplicação da respectiva medida.
Prazo: máximo e improrrogável de 45 dias.
DICA 119
FASE JUDICIAL
Após a f ase de atuação do Ministério Público, a autoridade judicial designara audiência de
apresentação do adolescente e decidira pela decretação ou não da internação.
O adolescente e seus pais ou responsável serão cientificados do teor da
representação, e notificados a comparecer à audiência, acompanhados de
advogado.
Se não f orem localizados pais ou responsáveis, será nomeado curador especial para o
adolescente.
Não localizado o adolescente, a autoridade judiciária expedirá mandado de busca e
apreensão, determinando o sobrestamento do f eito, até a ef etiva apresentação;
Caso o adolescente internado, será requisitada a sua apresentação, sem prejuízo da
notif icação dos pais ou responsável.
Regras para aplicação ou manutenção da medida de internação:
Não poderá ser cumprida em estabelecimento prisional;
Inexistindo na comarca entidade com as características def inidas no art. 123, o
adolescente deverá ser imediatamente transf erido para a localidade mais próxima;
Sendo impossível a pronta transf erência, o adolescente aguardará sua remoção em
repartição policial, desde que em seção isolada dos adultos e com instalações
apropriadas, não podendo ultrapassar o prazo máximo de cinco dias, sob pena de
responsabilidade.
DICA 120
CRIMES PRATICADOS CONTRA CRIANÇA E ADOLESCENTE
O Estatuto da Criança e do Adolescente destinou um capítulo para tratar dos crimes
praticados com ação ou omissão, praticados contra criança ou adolescente, sem exclusão
do que já prevê a legislação penal.
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Os crimes são de ação pública incondicionada, independem da expressão da vontade da
vítima e são de competência do Ministério Público.
São considerados crimes:
omissão do registro de atividades ou do f ornecimento da declaração de nascimento;
omissão de identif icação do neonato e da parturiente ou de realização de exames
necessários;
privar a criança ou o adolescente de sua liberdade;
deixar a autoridade policial responsável pela apreensão de criança ou adolescente de
f azer imediata comunicação à autoridade judiciária competente e à f amília do apreendido
ou à pessoa por ele indicada;
deixar a autoridade competente, sem justa causa, de ordenar a imediata liberação de
criança ou adolescente, tão logo tenha conhecimento da ilegalidade da apreensão, entre
outros, previstos nos arts. 228 e seguintes do ECA.
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CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR
DICA 121
DIREITO À INFORMAÇÃO
Um dos direitos constantes no art. 6º é o chamado direito básico à informação
adequada e clara sobre os dif erentes produtos e serviços.
Em outras palavras: o CDC prevê como direito básico do consumidor a obtenção de
inf ormação adequada sobre dif erentes produtos e serviços, como a especif icação correta de
quantidade, as características, a composição, a qualidade, os tributos incidentes e o preço,
incluindo os eventuais riscos que tais produtos ou serviços possam causar.
Um exemplo prático desse direito é a Lei n° 10.674/2003, conhecida popularmente
como Lei do Glúten, estabeleceu que os alimentos industrializados devem trazer em seu
rótulo e bula, conf orme o caso, a inf ormação "não contém glúten" ou "contém glúten",
sendo na visão do STJ este tipo de inf ormação somente uma "inf ormação -conteúdo".
Em outras palavras, nessa visão do STJ, para quem sof re de intolerância ou alergia
alimentar, a inf ormação "contém glúten" nos rótulos de alimentos industrializados é
insuf iciente para avisar sobre os perigos da presença da proteína. Por isto, o STJ decidiu
(EREsp 1.515.895) que o f ornecedor deve complementar a inf ormação-conteúdo "contém
glúten" com a inf ormação-advertência de que "o glúten é prejudicial à saúde dos
consumidores com doença celíaca".
DICA 122
CONTRATOS DE ADESÃO
Fruto da realidade que vivemos hoje (dos serviços de massa), o contrato de adesão é o
oposto do contrato paritário, ou seja, as partes não discutem os termos do contrato. O
contrato é elaborado por uma das partes, cabendo a outra apenas ACEITAR OU REJEITAR
O CONTRATO. Vejamos o que o art. 54 do CDC preconiza:
Art. 54 do CDC. Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas
pela autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo f ornecedor de produtos
ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou modif icar substancialmente seu
conteúdo.
AUTORIDADE COMPETENTE= ANATEL, ANEEL ENTRE OUTROS
DICA 123
DIREITO DE ARREPENDIMENTO
Como já é sabido por você em seus estudos, o consumidor pode desistir do contrato, no
prazo de 07 (sete) dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou
serviço, sempre que a contratação de f ornecimento de produtos e serviços ocorrer f ora do
estabelecimento comercial, especialmente por telef one ou a domicílio.
Isso, é o que chamamos de direito ao arrependimento, que tem o objetivo do direito de
arrependimento é garantir ao consumidor que não teve contato com o produto ou serviço
numa compra realizada a distância (internet, telef one, catálogo etc.) a possibilidade
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de ref letir ao ef etivamente ter o produto ou serviço à sua disposição, pois muitas vezes
pode ter agido sob impulso ao ser estimulado pelas mais diversas técnicas de marketing,
que muitas vezes podem ser exageradas e não corresponder ao que de f ato o produ to ou
serviço pode proporcionar, o que só é possível constatar na presença deles.
DICA 124
DEFESA DO CONSUMIDOR EM JUÍZO
A tutela do consumidor em juízo está prevista a partir do art. 81 do CDC e seguintes,
sendo que o ref erido capítulo é aplicável não apenas na esf era do direito do consumidor,
mas também para def esa de outros direitos dif usos, coletivos, transindividuais.
Trata-se o microssistema de tutela de direitos coletivos em que se insere o direito do
consumidor, mas também as ações civis públicas, a ação popular, ações ambientais, ações
constitucionais.
DICA 125
DEFESA DO CONSUMIDOR EM JUÍZO – INTERESSES DIFUSOS, COLETIVOS E
INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS
De acordo com o art. 81, do CDC, a def esa dos interesses e direitos dos consumidores e
das vítimas poderá ser exercida em juízo individualmente, ou a título coletivo. A def esa
coletiva, por sua vez, será exercida quando se tratar de:
Interesses ou direitos difusos, assim entendidos, para ef eitos deste código, os
transindividuais, de natureza indivisível, de que sejam titulares pessoas indeterminadas e
ligadas por circunstâncias de f ato;
Interesses ou direitos coletivos, assim entendidos, para ef eitos deste código, os
transindividuais, de natureza indivisível de que seja titular grupo, categoria ou classe de
pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica base;
Interesses ou direitos individuais homogêneos, assim entendidos os decorrentes
de origem comum.
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DIREITO PROCESSUAL CIVIL
DICA 126
DOS FATOS IMPEDITIVOS/EXTINTIVOS DO DIREITO DE RECORRER
Trata-se de requisito negativo, ou seja, inexistir f ato impeditivo ou extintivo do direito:
DESISTÊNCIA: A desistência impede o conhecimento do recurso. Conf orme art.
998 do CPC, o recorrente poderá, a qualquer tempo, sem a anuência do recorrido ou dos
litisconsortes, desistir do recurso.
A qualquer tempo, desde que respeitada a boa-f é.
Não há necessidade de anuência da parte contrária ou dos litisconsortes.
ATENÇÃO!!
não conf undir desistência do recurso com desistência da ação
DESISTÊNCIA DO RECURSO DESISTÊNCIA DA AÇÃO
A qualquer tempo (art. 998),
salvo identif icado interesse coletivo no
Até a sentença (art. 485, VIII e §5º).
prosseguimento do recurso ou má-fé
processual.
Independe da anuência dos recorridos ou Se já houve a contestação o réu precisa
litisconsortes. consentir. ([Link] e §4º)
Renúncia: ocorre antes da interposição do recurso, motivo pelo qual é um f ato extintivo
do direito de recorrer. Conf orme art. 999 do CPC, A renúncia ao direito de recorrer
independe da aceitação da outra parte.
Aceitação da Decisão: pode ocorrer de f orma expressa ou tácita. Sendo a aceitação
expressa, o vencido manifesta estar de acordo com a decisão. Por sua vez, a aceitação
tácita ocorre com a prática de ato incompatível com o direito de recorrer. Conf orme o art.
1.000 do CPC, a parte que aceitar expressa ou tacitamente a decisão não poderá recorrer.
Ex.: o cumprimento da decisão = preclusão lógica.
DICA 127
DOS RECURSOS EM ESPÉCIE PREVISTOS NO CPC/15
IMPORTANTE:
O recurso pode ser interposto pela parte vencida, pelo terceiro prejudicado e pelo Ministério
Público, como parte ou como f iscal da ordem jurídica.
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O CPC, em sua sistemática recursal, prevê os seguintes recursos:
Apelação;
Agravo de Instrumento;
Agravo interno;
Embargos de Declaração;
Recurso Ordinário;
Recurso Extraordinário e Recurso Especial;
Agravo em Recurso Extraordinário e em Recurso Especial;
Embargos de Divergência em RE e REsp.
DICA 128
TÉCNICA DE AMPLIAÇÃO DO COLEGIADO
No CPC/15 não há mais previsão dos embargos inf ringente, porém passou a ser previsto o
chamado Julgamento Estendido.
Ocorre quando o acórdão de um julgamento não é unânime, é necessário convocar novos
julgadores e ampliar do colegiado e, somente após esse julgamento estendido, chegaremos
ao resultado f inal.
Conf orme o art. 942 do CPC, “quando o resultado da apelação f or não unânime, o
julgamento terá prosseguimento em sessão a ser designada com a presença de outros
julgadores, que serão convocados nos termos previamente def inidos no regimento interno,
em número suf iciente para garantir a possibilidade de inversão do resultado inicial,
assegurado às partes e a eventuais terceiros o direito de sustentar oralmente suas razões
perante os novos julgadores.”.
Sendo possível, o prosseguimento do julgamento acontecerá na mesma sessão,
colhendo-se os votos de outros julgadores que porventura componham o órgão colegiado.
Os julgadores que já tiverem votado poderão rever seus votos por ocasião do
prosseguimento do julgamento.
DICA 129
DO CABIMENTO E REQUISITOS DA APELAÇÃO
A apelação será cabível contra sentença.
Essa determinação se aplica mesmo quando as questões mencionadas no art. 1.015 (agravo
de instrumento) integrarem capítulo da sentença.
As questões resolvidas na f ase de conhecimento, se a decisão a seu respeito não comportar
agravo de instrumento, não são cobertas pela preclusão e devem ser suscitadas em
preliminar de apelação, eventualmente interposta contra a decisão f inal, ou nas
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contrarrazões. Caso as questões f orem suscitadas em contrarrazões, o recorrente será
intimado para, em 15 dias, manif estar-se a respeito delas.
O capítulo da sentença que conf irma, concede ou revoga a tutela provisória é impugnável
na apelação.
O disposto no caput deste artigo aplica-se mesmo quando as questões mencionadas no art.
1.015 integrarem capítulo da sentença.
A apelação, interposta por petição dirigida ao juízo de primeiro grau,
conterá:
os nomes e a qualificação das partes;
a exposição do fato e do direito;
as razões do pedido de ref orma ou de decretação de nulidade;
o pedido de nova decisão.
O apelado será intimado para apresentar contrarrazões no prazo de 15 dias. Caso o
apelado interponha apelação adesiva, o juiz intimará o apelante para apresentar
contrarrazões.
DICA 130
DAS DECISÕES DO RELATOR
Após cumpridas as f ormalidades, os autos serão remetidos ao tribunal pelo juiz,
independentemente de juízo de admissibilidade.
Recebido o recurso de apelação no tribunal e distribuído imediatamente, o relator:
decidi-lo-á monocraticamente apenas nas hipóteses do art. 932, incisos III a V, quais
sejam;
não conhecer do recurso: inadmissível, prejudicado ou se não respeitou a
dialeticidade;
negar provimento ao recurso:
se a decisão contrariar súmula do STF/STJ e do próprio Tribunal.
se a decisão contrariar acórdão de recurso repetitivo/IRDR/IAC.
Dar provimento ao recuso:
se a sentença contrariar súmula do STF/STJ e do próprio Tribunal, recurso
repetitivo/IRDR/IAC.
se não for o caso de decisão monocrática, elaborará seu voto para julgamento do
recurso pelo órgão colegiado.
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DICA 131
DO EFEITO SUSPENSIVO DA APELAÇÃO
A apelação terá efeito suspensivo.
Além de outras hipóteses previstas em lei, começa a produzir efeitos imediatamente
após a sua publicação a sentença (ou seja, não tem ef eito suspensivo) que:
homologa divisão ou demarcação de terras;
condena a pagar alimentos;
extingue sem resolução do mérito ou julga improcedentes os embargos do executado;
A vantagem de não ter o ef eito suspensivo é o cumprimento provisório de sentença. Em
todas as outras hipóteses fora as acima citadas, a apelação possui efeito
suspensivo.
DICA 132
DO EFEITO DEVOLUTIVO DA APELAÇÃO
A apelação devolverá ao tribunal o conhecimento da matéria impugnada.
Serão, porém, objeto de apreciação e julgamento pelo tribunal todas as questões
suscitadas e discutidas no processo, ainda que não tenham sido solucionadas, desde que
relativas ao capítulo impugnado.
Quando o pedido ou a def esa tiver mais de um fundamento e o juiz acolher apenas um
deles, a apelação devolverá ao tribunal o conhecimento dos demais.
DICA 133
APELAÇÃO E A TEORIA DA CAUSA MADURA
Conf orme o §3º do art. 1.013, se o processo estiver em condições de imediato
julgamento, o tribunal deve decidir desde logo o mérito quando:
reformar sentença f undada no art. 485 (julgamento sem resolução de mérito);
decretar a nulidade da sentença por não ser ela congruente com os limites do pedido
ou da causa de pedir;
constatar a omissão no exame de um dos pedidos, hipótese em que poderá julgá-lo;
decretar a nulidade de sentença por falta de fundamentação.
Quando ref ormar sentença que reconheça a decadência ou a prescrição, o tribunal,
se possível, julgará o mérito, examinando as demais questões, sem determinar o
retorno do processo ao juízo de primeiro grau.
O objetivo é que o Tribunal resolva a situação em vez de devolver o processo para
primeira instância.
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DICA 134
DA ALEGAÇÃO DE NOVAS QUESTÕES NA APELAÇÃO
O art. 1.014 do CPC prevê que “as questões de fato não propostas no juízo inf erior poderão
ser suscitadas na apelação, se a parte provar que deixou de f azê-lo por motivo de força
maior.”.
O artigo acima permite que novas questões de fato sejam suscitadas em apelação,
ainda que não suscitadas no primeiro grau, desde que:
Fato superveniente;
Se a parte provar que deixou de f azê-lo por motivo de f orça maior.
DICA 135
DAS HIPÓTESES DO AGRAVO DE INSTRUMENTO
Novidade recente: O segundo entendimento atual e muito recente do STJ, admite-se
a interposição de f orma direta do agravo de instrumento contra ordem de penhora, sem
prévia impugnação por petição prevista no CPC.
Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem
sobre:
tutelas provisórias;
mérito do processo;
rejeição da alegação de convenção de arbitragem;
incidente de desconsideração da personalidade jurídica ;
rejeição do pedido de gratuidade da justiça ou acolhimento do pedido de sua
revogação;
exibição ou posse de documento ou coisa;
exclusão de litisconsorte;
rejeição do pedido de limitação do litisconsórcio;
admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros;
concessão, modificação ou revogação do efeito suspensivo aos embargos à
execução;
redistribuição do ônus da prova nos termos do art. 373, § 1º;
outros casos expressamente referidos em lei;
Também caberá agravo de instrumento contra decisões interlocutórias proferidas na
fase de liquidação de sentença ou de cumprimento de sentença , no processo de
execução e no processo de inventário.
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DICA 136
DA TAXATIVIDADE DO AGRAVO DE INSTRUMENTO
Existem situações que apesar de não previstas, necessitam de recurso de forma
imediata. Assim sendo, passou a entender o STJ que a taxatividade do rol do art. 1.015
do CPC deve ser mitigada.
Informativo 639 do STJ:
O rol do art. 1.015 do CPC é de taxatividade mitigada, por isso admite a interposição de
agravo de instrumento quando verif icada a urgência decorrente da inutilidade do
julgamento da questão no recurso de apelação.
DICA 137
DOS REQUISITOS DO AGRAVO DE INSTRUMENTO
O agravo de instrumento será dirigido diretamente ao tribunal competente, por
meio de petição com os seguintes requisitos:
os nomes das partes;
a exposição do f ato e do direito;
as razões do pedido de ref orma ou de invalidação da decisão e o próprio pedido;
o nome e o endereço completo dos advogados constantes do processo.
DICA 138
DA INSTRUÇÃO DO AGRAVO DE INSTRUMENTO
O art. 1.017 do CPC preconiza que a petição de agravo de instrumento será instruída:
obrigatoriamente, com cópias da petição inicial, da contestação, da petição que
ensejou a decisão agravada, da própria decisão agravada, da certidão da respectiva
intimação ou outro documento of icial que comprove a tempestividade e das procurações
outorgadas aos advogados do agravante e do agravado;
com declaração de inexistência de qualquer dos documentos referidos acima, f eita
pelo advogado do agravante, sob pena de sua responsabilidade pessoal;
facultativamente, com outras peças que o agravante reputar úteis.
Acompanhará a petição o comprovante do pagamento das respectivas custas e do porte
de retorno, quando devidos, conf orme tabela publicada pelos tribunais.
No prazo do recurso, o agravo será interposto por:
protocolo realizado diretamente no tribunal competente para julgá-lo;
protocolo realizado na própria comarca, seção ou subseção judiciárias;
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postagem, sob registro, com aviso de recebimento;
transmissão de dados tipo f ac-símile, nos termos da lei;
Nesse caso, as peças devem ser juntadas no momento de protocolo da petição original;
outra f orma prevista em lei.
Na falta da cópia de qualquer peça ou no caso de algum outro vício que comprometa a
admissibilidade do agravo de instrumento, deve o relator aplicar o disposto no art. 932,
parágraf o único (prazo de 5 dias para sanar).
Sendo eletrônicos os autos do processo, dispensam-se as peças tidas como obrigatórias,
f acultando-se ao agravante anexar outros documentos que entender úteis para a
compreensão da controvérsia.
DICA 139
PODERES DO RELATOR NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
O art. 1.019 do CPC prevê que: Recebido o agravo de instrumento no tribunal e
distribuído imediatamente, se não f or o caso de aplicação do art. 932, incisos III e IV (não
conhecer de recurso inadmissível ou negar provimento), o relator, no prazo de 5 (cinco)
dias:
poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso ou deferir, em antecipação de tutela,
total ou parcialmente, a pretensão recursal, comunicando ao juiz sua decisão;
ordenará a intimação do agravado pessoalmente, por carta com aviso de recebimento,
quando não tiver procurador constituído, ou pelo Diário da Justiça ou por carta com aviso
de recebimento dirigida ao seu advogado, para que responda no prazo de 15 dias,
f acultando-lhe juntar a documentação que entender necessária ao julgamento do recurso;
determinará a intimação do Ministério Público, pref erencialmente por meio eletrônico,
quando f or o caso de sua intervenção, para que se manif este no prazo de 15 dias.
DICA 140
DO AGRAVO INTERNO
Aduz o art. 1.021 do CPC que contra decisão prof erida pelo relator caberá agravo interno
para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do
regimento interno do tribunal.
Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especif icadamente os
f undamentos da decisão agravada.
O agravo será dirigido ao relator, que intimará o agravado para manif estar-se sobre o
recurso no prazo de 15 dias, ao f inal do qual, não havendo retratação, o relator levá-lo-á a
julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta.
É vedado ao relator limitar-se à reprodução dos f undamentos da decisão agravada
para julgar improcedente o agravo interno.
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Quando o agravo interno f or declarado manif estamente inadmissível ou improcedente
em votação unânime, o órgão colegiado, em decisão f undamentada, condenará o
agravante a pagar ao agravado multa f ixada entre 1% e 5% do valor atualizado da causa.
LEMBRE-SE: A interposição de qualquer outro recurso está condicionada ao depósito
prévio do valor desta multa, à exceção da Fazenda Pública e do benef iciário de gratuidade
da justiça, que f arão o pagamento ao f inal.
A doutrina pacif icou o entendimento que a aplicação dessa multa exige: manif esta
inadmissibilidade ou manif esta improcedência, reconhecida por votação unânime.
En. 358, FPPC: A aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, exige manif esta
inadmissibilidade ou manif esta improcedência.
O agravo interno era previsto apenas nos Regimentos Internos, e o prazo de
interposição era, em regra, de 5 dias.
De acordo com o art. 1.070 do CPC, esse prazo agora f oi unif icado e é de 15 dias.
DICA 141
DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO E O SEU CABIMENTO
Os embargos de declaração dif erenciam-se dos demais recursos pois podem ser opostos
em f ace de qualquer decisão, seja ela interlocutória, sentença, acórdão e mesmo
despachos, salvo decisão de Presidente de Tribunal acerca da admissibilidade de recursos
especiais.
Informativo 886 do STF:
Não cabem embargos de declaração contra decisão de presidente do tribunal que não
admite recurso extraordinário.
Consoante jurisprudência desta Declaração of erecidos contra admissibilidade do Recurso
desta Corte Superior, os Embargos de decisão de juízo prévio admissibilidade do
Recurso Especial são manifestamente incabíveis.
Entretanto, excepcionalmente, naqueles casos em que a decisão de inadmissibilidade do
Recurso Especial é genérica, a ponto de inviabilizar a interposição de Agravo, é que é cabível
a oposição dos Embargos de Declaração. (STJ, AgInt no AREsp 1.529.119/2020)
Cabem embargos de declaração contra qualquer decisão judicial para:
esclarecer obscuridade ou eliminar contradição;
suprir omissão de ponto ou questão sobre o qual devia se pronunciar o juiz de of ício
ou a requerimento;
corrigir erro material.
Considera-se omissa a decisão que:
deixe de se manifestar sobre tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em
incidente de assunção de competência aplicável ao caso sob julgamento;
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incorra em qualquer das condutas descritas no art. 489, § 1º (decisões não
f undamentadas).
Os embargos serão opostos, no prazo de 5 dias, em petição dirigida ao juiz, com
indicação do erro, obscuridade, contradição ou omissão, e não se sujeitam a
preparo.
En. 360, FPPC: A não oposição de embargos de declaração em caso de erro material na
decisão não impede sua correção a qualquer tempo.
DICA 142
PROCEDIMENTO DO EMBARGOS DECLARATÓRIOS
Caso os Embargos de Declaração sejam opostos contra:
decisão de 1º grau: o mesmo juiz é quem irá julgar o recurso.
decisão de Tribunal.
Decisão monocrática: embargos declaratórios serão decididos monocraticamente;
Contra decisão colegiada: apresentação dos embargos declaratórios “em mesa” na sessão
subsequente e, em caso de não ocorrer o julgamento nesta sessão, será incluído em pauta
automaticamente.
O §1º do art. 1.024 traz a expressão “em mesa” signif ica que os embargos não precisarão
ser colocados em pauta de julgamento, autorizando um julgamento mais célere.
DICA 143
INTERPOSIÇÃO DOS EMBARGOS DECLARATÓRIOS SIMULTANEAMENTE A
RECURSOS ESPECIAIS
Caso o acolhimento dos embargos de declaração implique modificação da decisão
embargada, o embargado que já tiver interposto outro recurso contra a decisão originária
tem o direito de complementar ou alterar suas razões, nos exatos limites da
modif icação, no prazo de 15 dias, contado da intimação da decisão dos embargos de
declaração.
Se os embargos de declaração f orem rejeitados ou não alterarem a conclusão do
julgamento anterior, o recurso interposto pela outra parte antes da publicação do
julgamento dos embargos de declaração será processado e julgado independentemente
de ratificação.
Interpretando a súmula a contrário senso, havendo alteração do resultado anterior, é
necessário pelo menos a ratif icação do recurso.
Por outro lado, não havendo alteração ou se f orem rejeitados os embargos de declaração,
não se f az necessária a ratif icação.
DICA 144
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIOS
Esse recurso muitas vezes é utilizado de f orma protelatória por se tratar de recurso de
efeito interruptivo e sem preparo.
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A f im de evitar essa situação, a lei previu que a proposição de embargos declaratórios
manif estamente protelatórios enseja:
multa de até 2% do valor da causa atualizado;
reiteração (Embargos protelatórios + Embargos protelatórios);
ampliação da multa até 10% e depósito da multa como condição para outros recursos,
(exceto Fazenda Pública e justiça gratuita que pagarão ao f inal), além de vedação de
novos embargos declaratórios.
PARA FIXAR E NÃO CONFUNDIR ALGUMAS MULTAS
Manif estamente
inadmissível ou
Agravo Interno De 1 a 5% do valor da causa
improcedente, por votação
unânime
Embargos Manif estamente
Até 2% do valor da causa
Declaratórios protelatórios
Majoração da multa para até
10%
Reiteração de Depósito da multa como
Manif estamente
Embargos condição para interposição de
protelatórios
Declaratórios outros recursos;
Vedado a interposição de
novos embargos declaratórios.
DICA 145
DO INCIDENTE DE ASSUNÇÃO DE COMPETÊNCIA
É admissível a assunção de competência quando o julgamento de recurso, de remessa
necessária ou de processo de competência originária envolver relevante questão de direito,
com grande repercussão social, sem repetição em múltiplos processos.
Ocorrendo a hipótese de assunção de competência, o relator proporá, de of ício ou a
requerimento da parte, do Ministério Público ou da Def ensoria Pública, que seja o recurso,
a remessa necessária ou o processo de competência originária julgado pelo órgão colegiado
que o regimento indicar.
O órgão colegiado julgará o recurso, a remessa necessária ou o processo de competência
originária se reconhecer interesse público na assunção de competência.
ATENÇÃO!!
O acórdão prof erido em assunção de competência vinculará todos os juízes e órgãos
f racionários, exceto se houver revisão de tese.
Aplica-se o IAC quando ocorrer relevante questão de direito a respeito da qual seja
conveniente a prevenção ou a composição de divergência entre câmaras ou turmas do
tribunal.
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Informativo 659 do STJ:
É inadmissível incidente de assunção de competência no âmbito do STJ fora das
situações previstas no art. 947 do CPC/2015.
DICA 146
CABIMENTO DO INCIDENTE DE RESOLUÇÃO DE DEMANDAS REPETITIVAS
O incidente de resolução de demandas repetitivas – IRDR, é cabível quando houver
simultaneamente:
efetiva repetição de processos versando sobre uma mesma questão unicamente de
direito;
risco de ofensa à isonomia e à segurança jurídica;
OBS.: É indispensável ainda a presença de um requisito negativo: que os tribunais
superiores não tenham af etado RE/REsp para julgamento através do rito dos repetitivos.
A instauração do IRDR ocorre nos tribunais de justiça e tribunais regionais f ederais, não
pode ser instaurado no âmbito dos Tribunais Superiores.
O requerimento de instauração do IRDR é dirigido ao Presidente do Tribunal:
Pelo juiz ou relator por ofício;
Pelas partes por petição;
Pela Defensoria Pública por petição;
Pelo Ministério Público por petição;
O MP intervirá obrigatoriamente caso não seja o requerente, devendo assumir a
titularidade da ação em caso de abandono ou desistência daquele que a propôs.
OBS.: A desistência não obsta a análise do mérito do IRDR, haja vista o interesse
público.
Admitido o incidente, o relator:
suspenderá os processos pendentes, individuais ou coletivos, que tramitam no
Estado ou na região, conf orme o caso;
poderá requisitar informações a órgãos em cujo juízo tramita processo no qual se
discute o objeto do incidente, que as prestarão no prazo de 15 dias;
intimará o Ministério Público para, querendo, manif estar-se no prazo de 15 dias.
Durante a suspensão, o pedido de tutela de urgência deverá ser dirigido ao juízo onde
tramita o processo suspenso.
Enunciado 140, CJF: A suspensão de processos pendentes, individuais ou coletivos,
que tramitam no Estado ou na região prevista no art. 982, I, do CPC não é decorrência
automática e necessária da admissão do IRDR, competindo ao relator ou ao
colegiado decidir acerca da sua conveniência.
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OBS.: É possível que seja requerido ao STF, como garantia da segurança jurídica, para
que haja suspensão em nível nacional.
O incidente será julgado no prazo de 1 ano e terá preferência sobre os demais f eitos,
ressalvados os que envolvam réu preso e os pedidos de habeas corpus.
Informativo 662 do STJ:
O procedimento de distinção (distinguishing) previsto no art. 1.037, §§ 9º a 13, do
CPC/2015, aplica-se também ao incidente de resolução de demandas repetitivas – IRDR.
DICA 147
DAS MEDIDAS EXECUTIVAS NA AÇÃO DE ALIMENTOS
No cumprimento de sentença que condene ao pagamento de prestação alimentícia ou de
decisão interlocutória que f ixe alimentos, o juiz, a requerimento do exequente, mandará
intimar o executado pessoalmente para, em 3 dias, pagar o débito, provar que o f ez ou
justif icar a impossibilidade de ef etuá-lo.
A Execução de alimentos pode se dar por meio de várias medidas executivas:
Protesto (art. 528, caput c/c § 1º);
Prisão (art. 528, caput c/c § 3º);
Expropriação (art. 528, § 8º c/c 530): Atos de penhora, avalição, expropriação de
bens;
Desconto em folha de pagamento (art. 529);
Constituição de capital (art. 533).
DICA 148
DAS HIPÓTESES DE FRAUDE À EXECUÇÃO
Fraude à execução é espécie do gênero f raudes do devedor:
Fraude contra credores (art. 158 do CC): decorre da prática de atos anteriores à
existência de citação contra o devedor. É proposta a chamada Ação Pauliana, a qual
visa anular os atos lesivos e, após a anulação, os bens passam a ser sujeitos à execução.
O interesse violado é de natureza privada.
Fraude à execução: nesse caso, o interesse maculado é da própria jurisdição e o
Estado-juiz, uma vez que há ação e o devedor integra a relação processual, ou seja, f oi
devidamente citado.
Conf orme preceitua o art. 792 do CPC: A alienação ou a oneração de bem é considerada
f raude à execução:
quando sobre o bem pender ação f undada em direito real ou com pretensão
reipersecutória, desde que a pendência do processo tenha sido averbada no respectivo
registro público, se houver;
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quando tiver sido averbada, no registro do bem, a pendência do processo de execução,
na f orma do art. 828;
Art. 828 do CPC: O exequente poderá obter certidão de que a execução f oi admitida pelo
juiz, com identif icação das partes e do valor da causa, para f ins de averbação no registro
de imóveis, de veículos ou de outros bens sujeitos apenhora, arresto ou indisponibilidade.
quando tiver sido averbado, no registro do bem, hipoteca judiciária ou outro ato de
constrição judicial originário do processo onde f oi arguida a f raude;
quando, ao tempo da alienação ou da oneração, tramitava contra o devedor ação capaz
de reduzi-lo à insolvência;
nos demais casos expressos em lei.
DICA 149
DO INVENTÁRIO E PARTILHA
Havendo testamento ou interessado incapaz, proceder-se-á ao inventário judicial.
Caso todos sejam capazes e concordes, o inventário e a partilha poderão ser feitos por
escritura pública, a qual constituirá documento hábil para qualquer ato de registro, bem
como para levantamento de importância depositada em instituições f inanceiras.
OBS.: O tabelião somente lavrará a escritura pública se todas as partes
interessadas estiverem assistidas por advogado ou por defensor público, cuja
qualif icação e assinatura constarão do ato notarial.
O processo de inventário e de partilha de 2 meses, a contar da abertura da sucessão,
ultimando-se nos 12 meses subsequentes, podendo o juiz prorrogar esses prazos, de of ício
ou a requerimento de parte.
O juiz decidirá todas as questões de direito desde que os f atos relevantes estejam provados
por documento, só remetendo para as vias ordinárias as questões que dependerem de
outras provas.
Até que o inventariante preste o compromisso, continuará o espólio na posse do
administrador provisório.
O administrador provisório representa ativa e passivamente o espólio, é obrigado a
trazer ao acervo os f rutos que desde a abertura da sucessão percebeu, tem direito ao
reembolso das despesas necessárias e úteis que f ez e responde pelo dano a que, por dolo
ou culpa, der causa.
DICA 150
DA OPOSIÇÃO
Prevê o art. 682 do CPC que: Quem pretender, no todo ou em parte, a coisa ou o direito
sobre que controvertem autor e réu poderá, até ser proferida a sentença, oferecer
oposição contra ambos.
O opoente deduzirá o pedido em observação aos requisitos exigidos para propositura da
ação.
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Distribuída a oposição por dependência, serão os opostos citados, na pessoa de seus
respectivos advogados, para contestar o pedido no prazo comum de 15 dias.
Se um dos opostos reconhecer a procedência do pedido, contra o outro prosseguirá o
opoente.
Admitido o processamento, a oposição será apensada aos autos e tramitará
simultaneamente à ação originária, sendo ambas julgadas pela mesma sentença.
Se a oposição f or proposta após o início da audiência de instrução, o juiz suspenderá o curso
do processo ao f im da produção das provas, salvo se concluir que a unidade da instrução
atende melhor ao princípio da duração razoável do processo.
Cabendo ao juiz decidir simultaneamente a ação originária e a oposição, desta (oposição)
conhecerá em primeiro lugar.
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DIREITO EMPRESARIAL
DICA 151
RECUPERAÇÃO JUDICIAL - CONCEITO
A recuperação judicial é o instrumento jurídico apto à preservação da empresa e sua
f unção social que substituiu o processo de concordata. Até a promulgação da Lei
11.101/2005 havia o processo de concordata que ocorria de f orma preventiva ou
suspensiva, respectivamente antes da propositura da f alência ou no decorrer do processo
de f alência.
Recuperação da empresa, nos termos de Fabio Ulhoa Coelho, é uma f aculdade aberta
pela lei exclusivamente aos devedores que se enquadram no conceito de empresário ou
sociedade empresária, que possibilita a reorganização das empresas exploradas pelo
devedor, com maior ou menor sacrif ício dos credores, de acordo com plano aprovado ou
homologado judicialmente.
Por meio do plano de recuperação da empresa, o devedor pode postergar o vencimento
de obrigações, reduzir seu valor ou benef iciar -se de outros meios aptos a impedir a
instauração da execução concursal.
O devedor civil não tem nenhuma medida com esta extensão. Na melhor das hipóteses, a
lei prevê a possibilidade de suspensão da execução concursal se o devedor obtiver a
anuência de todos os credores. (CPC/1973, art. 783; CPC, art. 1.052)
DICA 152
RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL
Recuperação de empresa judicial é aquela que é processada integralmente no âmbito do
Poder Judiciário, por meio de uma ação judicial, com rito processual próprio, visando a
solução para a crise econômica ou f inanceira da empresa. Desta f orma, a recuperação
judicial tem como objetivo:
possibilitar a superação do estado de crise econômico-f inanceira do devedor;
manter a f onte produtora (de riquezas);
manter os empregos e os interesses dos credores;
promover a preservação da empresa e sua f unção social, bem como estimular a atividade
econômica.
DICA 153
FALÊNCIA- O ADMINISTRADOR JUDICIAL FEAT COMITÊ DE CREDORES
O administrador judicial será prof issional idôneo, preferencialmente advogado,
economista, administrador de empresas ou contador, ou pessoa jurídica
especializada. Lembrando sempre que as remunerações dos auxiliares do administrador
judicial serão f ixadas pelo juiz, que considerará a complexidade dos trabalhos a serem
executados e os valores praticados no mercado para o desempenho de atividades
semelhantes.
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O Comitê de Credores, por sua vez, será constituído por deliberação de qualquer das
classes de credores na assembléia-geral e terá a seguinte composição:
1 (um) representante indicado pela classe de credores trabalhistas, com 2 (dois)
suplentes;
1 (um) representante indicado pela classe de credores com direitos reais de garantia ou
privilégios especiais, com 2 (dois) suplentes;
1 (um) representante indicado pela classe de credores quirograf ários e com privilégios
gerais, com 2 (dois) suplentes.
1 (um) representante indicado pela classe de credores representantes de microempresas
e empresas de pequeno porte, com 2 (dois) suplentes.
DICA 154
REQUISITOS PARA REQUERER A RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Os requisitos para propor recuperação judicial estão previstos no art. 48 da LRE, e não
devem ser conf undidos com os requisitos para a concessão do próprio pedido de
recuperação judicial, sendo apenas os requisitos iniciais para o processamento da própria
recuperação judicial.
São eles:
no momento do pedido, o empresário deverá comprovar que exerce regularmente
suas atividades há mais de 2 (dois) anos e que atenda aos seguintes requisitos,
cumulativamente:
não ser falido e, se f oi, estejam declaradas extintas, por sentença transitada em
julgado, as responsabilidades daí decorrentes;
não ter, há menos de 5 anos, obtido concessão de recuperação judicial;
não ter, há menos de 5 anos, obtido concessão de recuperação judicial com base
no plano especial de que trata a Seção V deste Capítulo;
não ter sido condenado ou não ter, como administrador ou sócio controlador,
pessoa condenada por qualquer dos crimes previstos nesta Lei.
As sociedades irregulares não podem requerer a recuperação judicial, mas podem ter a
f alência decretada.
A recuperação judicial também poderá ser requerida pelo cônjuge sobrevivente, herdeiros
do devedor, inventariante ou sócio remanescente.
ATENÇÃO!!
Em 2020 houve a publicação da Lei 14.112 de 2020, que trouxe inúmeras modif icações
na Lei de Falência. Dentre as mesmas, destaca-se o Art. 48-A, que tornou
OBRIGATÓRIA a f ormação e o f uncionamento do conselho fiscal na recuperação
judicial de companhias abertas, enquanto durar a f ase da recuperação judicial, incluído
o período de cumprimento das obrigações assumidas pelo plano de recuperação.
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DICA 155
OUTRAS QUESTÕES SOBRE A RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Foro competente: O pedido de recuperação deve ser f eito no foro do principal
estabelecimento do devedor, que nem sempre será a sede administrativa da empresa,
mas necessariamente onde estão os maiores negócios da mesma. O f oro do estabelecimento
do devedor deverá também ser o competente para a distribuição de ação de f alência e da
recuperação extrajudicial.
Meios de recuperação judicial: a lei traz um rol não exaustivo de meios de
recuperação judicial, que serão propostos pelos devedores, mas também poderão ser
modificados pelos credores, assim como homologado pelo Juiz. Obviamente que para
cada empresa deverá ser apresentado um plano específ ico que a auxilie a sair da crise
econômico-f inanceira que se encontre.
São exemplos de meios de recuperação judicial:
concessão de prazos e condições especiais para pagamento das obrigações vencidas ou
vincendas;
cisão, incorporação, f usão ou transf ormação de sociedade, constituição de subsidiária
integral, ou cessão de cotas ou ações, respeitados os direitos dos sócios, nos termos da
legislação vigente;
alteração do controle societário;
substituição total ou parcial dos administradores do devedor ou modif icação de seus
órgãos administrativos;
concessão aos credores de direito de eleição em separado de administradores e de poder
de veto em relação às matérias que o plano especif icar;
aumento de capital social;
trespasse ou arrendamento de estabelecimento, inclusive à sociedade constituída pelos
próprios empregados;
redução salarial, compensação de horários e redução da jornada, mediante acordo ou
convenção coletiva;
dação em pagamento ou novação de dívidas do passivo, com ou sem constituição de
garantia própria ou de terceiro;
constituição de sociedade de credores;
venda parcial dos bens;
equalização de encargos f inanceiros relativos a débitos de qualquer natureza, tendo como
termo inicial a data da distribuição do pedido de recuperação judicial, aplicando -se
inclusive aos contratos de crédito rural, sem prejuízo do disposto em legislação específ ica;
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usuf ruto da empresa;
administração compartilhada;
emissão de valores mobiliários;
constituição de sociedade de propósito específ ico para adjudicar, em pagamento dos
créditos, os ativos do devedor.
ATENÇÃO!!
A Lei 14.112 de 2020 trouxe mais duas hipóteses de recuperação judicial, sendo
elas: conversão de dívida em capital social e venda integral da devedora, desde
que garantidas aos credores não submetidos ou não aderentes condições, no mínimo,
equivalentes àquelas que teriam na f alência, hipótese em que será, para todos os f ins,
considerada unidade produtiva isolada.
DICA 156
FALÊNCIA
Falência é um processo judicial cabível quando o patrimônio do devedor empresário é
insuficiente para satisf ação de seu passivo, situação em que estará caracterizada a
insolvência. Nessa situação, as regras de execução individual se tornariam injustas, razão
pelo qual pode-se af irmar que a f alência é um tipo de execução coletiva, também conhecida
como execução concursal.
Princípio f undamental na compreensão da f alência é o par conditio creditorum, em que
deve ser dado tratamento parif icado aos credores.
A f alência é um processo aplicável apenas aos empresários ou sociedades empresárias,
sendo que, para outros tipos de devedores, como as sociedades civis não empresariais,
caberá o processo de concurso de credores, nos termos do art.1052 e seguintes do CPC.
ATENÇÃO!!
NOVIDADE LEGISLATIVA.
A Lei 14.112/2020 modifica o art. 75 sobre os objetivos da f alência inf ormando que
os mesmos são:
I - preservar e a otimizar a utilização produtiva dos bens, dos ativos e dos recursos
produtivos, inclusive os intangíveis, da empresa;
II - permitir a liquidação célere das empresas inviáveis, com vistas à realocação ef iciente
de recursos na economia;
III - f omentar o empreendedorismo, inclusive por meio da viabilização do retorno célere
do empreendedor f alido à atividade econômica.
§ 1º O processo de f alência atenderá aos princípios da celeridade e da economia
processual, sem prejuízo do contraditório, da ampla def esa e dos demais princípios
previstos na Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil).
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§ 2º A f alência é mecanismo de preservação de benef ícios econômicos e sociais
decorrentes da atividade empresarial, por meio da liquidação imediata do devedor e da
rápida realocação útil de ativos na economia.
DICA 157
PRESSUPOSTOS DA FALÊNCIA
André Santa Cruz esclarece que o objetivo principal da f alência é afastar o devedor de suas
atividades para preservar e otimizar a utilização produtiva dos bens, ativos e recursos
produtivos. Nesse aspecto, há dois princípios importantes: princípio da preservação da
empresa e princípio da maximização dos ativos, que signif ica que deverá haver o
máximo aproveitamento do ativo da empresa.
São três os pressupostos da f alência:
Pressuposto material subjetivo: diz respeito à qualidade de empresário do devedor,
apenas o empresário estará sujeito à f alência, ainda que irregular.
Pressuposto material objetivo: apenas o insolvente está sujeito à declaração de
f alência.
Pressuposto formal: apenas a sentença é que decreta a f alência, não existe f alido
antes da sentença que o declarar.
DICA 158
SISTEMAS QUE DETERMINAM A INSOLVÊNCIA DO EMPRESÁRIO NO ÂMBITO DA
FALÊNCIA
Impontualidade injustificada: art. 94, I – Empresa que, sem relevante razão de
direito, não paga, no vencimento, obrigação líquida materializada em título ou títulos
executivos protestados cuja soma ultrapasse o equivalente a 40 salários-mínimos na data
do pedido de f alência. Deve ser feito o protesto do título.
Prática de atos de falência:
Execução Frustrada: quando o executado por qualquer quantia líquida, não paga, não
deposita e não nomeia à penhora bens suf icientes dentro do prazo legal;
Outros atos de falência do art. 94, III, LRE: Aqui deve ser descrito os f atos que
caracterizam a f alência, juntando-se provas e especif icando as provas que serão produzidas.
Além da impontualidade injustif icada e dos atos de f alência, para caracterizar a f alência
requer-se também a presença dos seguintes requisitos:
A cessação de pagamento pelo empresário leva a uma presunção de insolvabilidade;
O Estado patrimonial def icitário signif ica a insuf iciência do patrimônio ativo para saldar o
passivo.
DICA 159
CRÉDITOS NA FALÊNCIA
De vez em quando é cobrada em direito f alimentar quanto à classificação dos créditos
em processo de f alência, ou seja, em que ordem deverá ser pago um determinado
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credor. Houve inúmeras mudanças recentes pela Lei 14.112/2020, razão pela qual válida
a transcrição de todos os incisos do artigo 83.
DE ACORDO COM A LEI, A ORDEM SERÁ A SEGUINTE:
créditos derivados da legislação trabalhista, limitados a 150 salários-mínimos por credor,
e aqueles decorrentes de acidentes de trabalho;
os créditos gravados com direito real de garantia até o limite do valor do bem gravado;
os créditos tributários, independentemente da sua natureza e do tempo de constituição,
exceto os créditos extraconcursais e as multas tributárias;
OS CRÉDITOS QUIROGRAFÁRIOS, A SABER:
aqueles não previstos nos demais incisos deste artigo;
os saldos dos créditos não cobertos pelo produto da alienação dos bens vinculados ao
seu pagamento;
os saldos dos créditos derivados da legislação trabalhista que excederem o limite
estabelecido no inciso I do caput deste artigo.
as multas contratuais e as penas pecuniárias por inf ração das leis penais ou
administrativas, incluídas as multas tributárias;
OS CRÉDITOS SUBORDINADOS, A SABER:
os previstos em lei ou em contrato;
os créditos dos sócios e dos administradores sem vínculo empregatício cuja
contratação não tenha observado as condições estritamente comutativas e as práticas de
mercado;
os juros vencidos após a decretação da f alência, conf orme previsto no art. 124 desta
Lei.
DICA 160
CRÉDITOS EXTRACONCURSAIS
Segundo entendimento recente do STJ, a empresa em recuperação judicial pode arcar com
multa e honorários por f alta de pagamento voluntário de crédito extraconcursal.
Serão considerados créditos extraconcursais e serão pagos com precedência sobre
os mencionados no art. 83 desta Lei, na ordem a seguir, aqueles relativos:
I. às quantias ref eridas nos arts. 150 e 151 desta Lei;
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II. ao valor ef etivamente entregue ao devedor em recuperação judicial pelo f inanciador,
em conf ormidade com o disposto na Seção IV-A do Capítulo III desta Lei;
III. aos créditos em dinheiro objeto de restituição, conf orme previsto no art. 86 desta Lei;
IV. às remunerações devidas ao administrador judicial e aos seus auxiliares, aos
reembolsos devidos a membros do Comitê de Credores, e aos créditos derivados da
legislação trabalhista ou decorrentes de acidentes de trabalho relativos a serviços
prestados após a decretação da f alência;
V. às obrigações resultantes de atos jurídicos válidos praticados durante a recuperação
judicial, nos termos do art. 67 desta Lei, ou após a decretação da f alência;
VI. às quantias f ornecidas à massa f alida pelos credores;
VII - às despesas com arrecadação, administração, realização do ativo, distribuição do
seu produto e custas do processo de f alência;
VIII - às custas judiciais relativas às ações e às execuções em que a massa f alida tenha
sido vencida;
IX - aos tributos relativos a f atos geradores ocorridos após a decretação da falência,
respeitada a ordem estabelecida no art. 83 desta Lei.
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DIREITO PENAL
DICA 161
DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA - PECULATO
O crime de peculato é a subtração, apropriação ou desvio de bem ou valor da
Administração Pública f azendo uso da condição de funcionário público.
É preciso que o crime seja f acilitado pelo f ato do agente ser f uncionário público, pois se esta
condição não f or utilizada para o crime, o autor responderá por um crime contra o
patrimônio “comum”, como f urto, roubo, apropriação indébita etc.
OBS.: É importante a memorização de cada uma das espécies de peculato, pois a FGV,
em sua prova da OAB, pode trazer casos concretos para que o candidato aponte qual a
hipótese correta.
TIPOS DE PECULATO:
APROPRIAÇÃO/PRÓPRIO Apropriar-se o f uncionário público de dinheiro, valor
ou qualquer outro bem móvel, público ou
particular, de que tem a posse em razão do
cargo.
DESVIO/PRÓPRIO Desviar, em proveito próprio ou alheio, o f uncionário
público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem
móvel, público ou particular, de que tem a posse
em razão do cargo.
FURTO/IMPRÓPRIO O f uncionário público, embora não tendo a posse
do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre para
que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio,
valendo-se de f acilidade que lhe proporciona a
qualidade de f uncionário.
CULPOSO Funcionário concorre culposamente para o crime
de outrem
MEDIANTE ERRO DE Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que,
OUTREM no exercício do cargo, recebeu por erro de
outrem.
ATENÇÃO!!
A reparação do dano no peculato culposo pode ter consequências distintas, a
depender do momento em que é f eito:
ANTES da Sentença Irrecorrível (TJ) → EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE
DEPOIS do Trânsito em Julgado → DIMINUIÇÃO DE PENA EM METADE
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DICA 162
PECULATO ELETRÔNICO
Vejamos alguns pontos importantes sobre esse delito:
PECULATO ELETRÔNICO – PECULATO ELETRÔNICO -
INSERÇÃO MODIFICAÇÃO
Inserir ou f acilitar a inserção, alterar, Modif icar ou alterar sistema de inf ormações
excluir dados de sistemas ou programa de inf ormática.
inf ormatizados bancos de dados.
FUNCIONÁRIO AUTORIZADO FUNCIONÁRIO NÃO AUTORIZADO
Obter vantagem OU causar dano Sem f im especial
Causa de aumento de pena: dano para a
Administração Pública ou Administrado
DICA 163
CONCUSSÃO
Exigir + em razão função (f ora ou antes) + vantagem indevida;
→ Não precisa haver ameaça específ ica, basta o temor genérico da f unção;
→ Pode ocorrer durante licença, férias ou antes da posse;
→ Se aplicar violência ou grave ameaça, praticará o crime de extorsão;
→ Se apenas solicitar será corrupção passiva.
DICA 164
EXCESSO DE EXAÇÃO
Primeiro, atente-se ao f ato que o excesso de exação é uma espécie de concussão!
Vejamos mais alguns aspectos importantes desse delito:
Na primeira modalidade o crime consiste em exigir o recolhimento de tributo/contribuição
social que sabe (dolo direto) ou que deveria saber (dolo eventual) indevido;
Também haverá crime quando, embora devido o tributo, seja cobrado de
f orma vexatória ou gravosa;
Modalidade qualif icada: quando a agente desvia para si o que arrecado;
Se aplicar violência ou grave ameaça, praticará o crime de extorsão.
DICA 165
CORRUPÇÃO PASSIVA
SOLICITAR, RECEBER ou ACEITAR PROMESSA + em RAZÃO DA FUNÇÃO (antes ou
f ora) + VANTAGEM INDEVIDA
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O crime se consuma simplesmente com o ato de solicitar, receber ou aceitar a promessa,
mas se em razão disso o f uncionário público não praticar o ato legal ou demorar
para praticá-lo, haverá causa de aumento;
Na corrupção passiva o agente não pode exigir, mas simplesmente solicitar, receber ou
aceitar.
CORRUPÇÃO PASSIVA PRIVILEGIADA:
Pratica, Deixa de Praticar ou Retarda + Pedido ou Influência de Outrem.
Dif ere da concussão pois aqui não há exigência, há pedido, solicitação de vantagem
indevida.
Solicitar, receber ou aceitar promessa.
O vereador que solicita dinheiro para ser aprovada emenda parlamentar pratica o
crime.
É crime unilateral, pois a existência de corrupção passiva não exige a de corrupção
ativa.
Se o f uncionário realmente deixar de praticar o ato ou o retardar incidirá causa de
aumento de pena.
DICA 166
PREVARICAÇÃO
RETARDAR, DEIXAR DE PRATICAR ou PRATICAR CONTRA A LEI + SATISFAZER
INTERESSE ou SENTIMENTO PESSOAL.
Na prevaricação, o agente deixa de praticar o ato ou o retarda não porque quer uma
vantagem, mas porque tem um interesse ou sentimento pessoal, como amizade, por
exemplo.
Há também modalidade de prevaricação especial, que ocorre quando o diretor de
penitenciária ou o agente público permite que entre no estabelecimento prisional aparelho
telef ônico, rádio ou similar.
DICA 167
CONDESCENDÊNCIA CRIMINOSA
Consiste em:
Deixar de responsabilizar o subordinado ou de comunicar ao chef e responsável,
quando não o f or;
Prática de inf ração por outro funcionário, seja administrativa ou penal, mas que tenha
sido cometida em razão da f unção;
Movido por sentimento de indulgência: clemência, tolerância, vontade de perdoar;
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CUIDADO! para não confundir a prevaricação com a corrupção passiva privilegiada e
a condescendência criminosa:
CORRUPÇÃO PASSIVA PRIVILEGIADA A pedido ou inf luência
PREVARICAÇÃO Interesse ou sentimento Pessoal
CONDESCENDÊNCIA CRIMINOSA Indulgência
DICA 168
FUNCIONÁRIO PÚBLICO
O f uncionário público para fins penais é todo aquele que exerce:
Cargo, emprego ou f unção;
Caráter permanente ou transitório;
Com ou sem remuneração;
Cargo, emprego ou f unção de entidade paraestatal;
Empresa prestadora de serviço público.
Além disso, é importante saber que todos os crimes contra a administração pública
praticados por funcionário público terão a pena aumentada em 1/3 se:
Ocupantes de cargo em comissão;
Função de direção ou assessoramento;
Administração direta ou indireta.
DICA 169
ADVOCACIA ADMINISTRATIVA
A conduta típica é patrocinar o agente, direta ou indiretamente, ainda que não no
exercício do cargo, emprego ou f unção, mas valendo-se da sua qualidade de f uncionário,
interesse privado perante a Administração Pública;
Advogar é def ender, pleitear, advogar junto a companheiros ou superiores hierárquicos
o interesse particular de terceiro;
Para que ocorra o crime não basta que o agente seja f uncionário público, pois é
necessário e indispensável que pratique a ação aproveitando-se das f acilidades que a
qualidade de f uncionário proporciona.
CUIDADO: não existe a inf ração quando o f uncionário pleiteia interesse próprio.
Embora o crime se chame advocacia administrativa, o agente não precisa ser
advogado ou estar inscrito na OAB;
IMPORTANTE: haverá o crime se o interesse f or legítimo ou ilegítimo, ou seja, ainda
que o interesse do terceiro def endido pelo f uncionário público seja devido, pode o crime
ocorrer;
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A dif erença é que se o interesse f or ilegítimo, a pena será maior;
Nos dois casos, a pena será de detenção, mas no primeiro, de 1 a 3 meses, e no
segundo, de 3 meses a um ano.
DICA 170
RESISTÊNCIA
Vejamos alguns pontos importantes desse crime:
O crime de resistência exige:
Violência ou grave ameaça ao Funcionário Público;
Se a violência f or contra coisa, como chutar uma viatura, poderá haver o crime de dano.
A oposição deve ser à ato legal:
Se houver violência, poderá haver concurso material entre resistência e lesão corporal,
por exemplo;
O crime é chamado de desobediência belicosa.
DICA 171
DESOBEDIÊNCIA
O crime de desobediência se dif erencia do crime de resistência, pois aqui há uma f orma
passiva, pois não há violência ou grave ameaça;
Só admite a f orma dolosa!
Vejamos a dif erença entre os crimes de resistência e desobediência:
RESISTÊNCIA DESOBEDIÊNCIA
Opor-se à execução de ato legal Desobedecer à ordem
Violência ou ameaça Pacif icamente
Figura qualificada: se o ato não e realizar
DICA 172
TRÁFICO DE INFLUÊNCIA
Solicitar, exigir, cobrar ou obter;
Crime praticado pelo particular;
Vantagem ou promessa de vantagem;
A pretexto de inf luir em ato praticado por f uncionário público;
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CUIDADO! Se disser que é para inf luir em f uncionário da justiça (juiz, promotor) o crime
será de exploração de prestígio.
DICA 173
CORRUPÇÃO ATIVA
É o “outro lado” da corrupção passiva, praticada pelo particular;
Of erecer ou prometer;
Vantagem indevida a f uncionário público;
Para praticar, omitir ou retardar ato;
Se o ato não ocorrer a pena será aumentada em 1/3.
DICA 174
PUNIDOS COM DETENÇÃO
São punidos com detenção os seguintes crimes contra a Administração Pública (todos
são inf ração de menor potencial of ensivo):
CRIME CUMPRIMENTO DA PENA
Condescendência criminosa 15 dias a 1 mês
Abandono de f unção simples 15 dias a 1 mês
Exercício f uncional ilegalmente antecipado 15 dias a 1 mês
Desobediência 15 dias a 6 meses
Emprego irregular de verbas ou rendas
1 a 3 meses
públicas
Advocacia administrativa 1 a 3 meses
Inutilização de edital ou de sinal 1 mês a 1 ano
Resistência 2 meses a 2 anos
Desacato 2 meses a 6 anos
Peculato culposo 3 meses a 1 ano
Corrupção passiva privilegiada 3 meses a 1 ano
Prevaricação 3 meses a 1 ano
Advocacia administrativa majorada 3 meses a 1 ano
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Abandono de f unção com prejuízo 3 meses a 1 ano
Violação do sigilo de proposta de
3 meses a 1 ano
concorrência
Usurpação de f unção pública sem vantagem 3 meses a 2 anos
Modif icação ou alteração não autorizada de
3 meses a 2 anos
sistema de inf ormações
Violência arbitrária 6 meses a 3 anos
Violação de sigilo f uncional 6 meses a 2 anos
Abandono de f unção f aixa de f ronteira 1 a 3 anos
DICA 175
PUNIDOS COM RECLUSÃO
São punidos com reclusão os seguintes crimes contra a Administração Pública:
CRIME CUMPRIMENTO DA PENA
Resistência qualif icada 1 a 3 anos
Peculato mediante erro de outrem 1 a 4 anos
Extravio, sonegação ou inutilização de livro
1 a 4 anos
ou documento
Usurpação de f unção pública com vantagem 2 a 5 anos
Subtração ou inutilização de livro ou
2 a 5 anos
documento
CRIME CUMPRIMENTO DA PENA
Tráf ico de inf luência 2 a 5 anos
Violação de sigilo f uncional com dano 2 a 6 anos
Peculato 2 a 12 anos
Inserção de dados f alsos em sistema de
2 a 12 anos
inf ormações
Concussão 2 a 12 anos
Corrupção passiva 2 a 12 anos
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Corrupção ativa 2 a 12 anos
Excesso de exação 3 a 8 anos
DICA BÔNUS
DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA X COMUNICAÇÃO FALSA DE CRIME OU DE
CONTRAVENÇÃO
Na denunciação caluniosa, exige-se que a imputação f aça referência à pessoa
determinada.
Na comunicação falsa, o agente limita-se a narrar à autoridade inf ração inexistente,
sem contudo, identificar se autor.
MACETE:
Denunciação Caluniosa
Comunicação Falsa de crime ou contravenção: crime inexistente.
COMUNICAÇÃO FALSA DE CRIME OU
DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA
CONTRAVENÇÃO
Dar causa à investigação, processo, PAD
Comunicar à autoridade f ato inexistente.
e ação de improbidade.
Prática de crime. Crime ou contravenção.
Indicação do autor. Sem indicação de autoria.
DICA BÔNUS
FALSO TESTEMUNHO OU FALSA PERÍCIA
Ambos os crimes são de grande relevância para sua prova! Por isso, f ique atento (a):
ATENÇÃO!!
A vítima NÃO pode cometer crime de falso testemunho!
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FALSO TESTEMUNHO OU FALSA
CORRUPÇÃO ATIVA DE TESTEMUNHA
PERÍCIA
Fazer af irmação f alsa, negar ou calar a Dar, of erecer ou prometer dinheiro ou
verdade vantagem
Testemunha, perito, contador, tradutor ou Testemunha, perito, contador, tradutor ou
intérprete intérprete
Processo judicial, processo administrativo, Depoimento, perícia, cálculos, tradução ou
inquérito policial e juízo arbitral interpretação
Aumento de pena: 1/6 a 1/3 Aumento de pena: 1/6 a 1/3
Suborno, prova em processo penal, Prova em processo penal, processo civil
processo civil com parte da Administração com parte da Administração Pública (direta
Pública (direta ou indireta) ou indireta)
Extinção da Punibilidade: retratação antes
da sentença no processo em que ocorreu
o f also
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PROCESSO PENAL
DICA 176
RECURSOS - DE OFÍCIO
Em regra, os recursos são voluntários.
Contudo, existem exceções em que o JUIZ deverá interpor de ofício (sem provocação)
o recurso. Vejamos:
Sentença concessiva de habeas corpus;
Absolvição sumária do réu (exclusão do crime ou isenção de pena);
CUIDADO: não caberá recurso de of ício da sentença que absolver def initivamente o
réu por f alta de provas, por exemplo.
DICA 177
CONCURSO DE AGENTES
Imagine que João e José f oram condenados por homicídio, apenas João recorre e o recurso
é julgado procedente e ele é considerado agora inocente. Esse resultado aproveita à José?
Se, por exemplo, a alegação de João envolver José (dizer que f oi Pedro que matou a vítima),
o resultado do recurso o atingirá, ainda que não tenha apelado.
Porém, se o motivo f or pessoal de João, o resultado do recurso não o aproveitará.
Art. 580: No caso de concurso de agentes, a decisão do recurso interposto por um dos
réus, se f undado em motivos que não sejam de caráter exclusivamente pessoal,
aproveitará aos outros.
DICA 178
DECISÕES IRRECORRÍVEIS
DECORE as hipóteses de decisões irrecorríveis para eliminar alternativas:
Recebe a denúncia;
Julga a entrada de assistente;
Julga incidente de insanidade mental;
Julga exceção de suspeição.
DICA 179
RECURSO EM SENTIDO ESTRITO
Em regra, o RESE é interposto de decisões que não encerram o processo.
O prazo de interposição é de 5 dias e de razões é de 2 dias.
São as hipóteses mais relevantes:
Não recebe a denúncia;
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Incompetência do Juízo;
Procedentes as exceções (exceto suspeição que é irrecorrível);
Ref erentes à f iança;
Prescrição ou extinção da punibilidade;
Ref erentes a Habeas Corpus, Suspensão Condicional da Pena ou Livramento Condicional;
Anular o processo;
Ref erentes à Medida de Segurança;
Incidente de f alsidade.
CUIDADO! O incidente de insanidade mental é combatido por apelação.
ATENÇÃO!!
HIPÓTESE NOVA:
Recusar HOMOLOGAÇÃO ao acordo de NÃO PERSECUÇÃO PENAL.
DICA 180
EFEITO SUSPENSIVO
É o ef eito que suspende a decisão combatida até que seja julgado o recurso.
Terão ef eito suspensivo:
Perda de f iança;
Concessão de livramento condicional;
Denegar a apelação ou julgar deserta;
Decidir sobre unif icação de penas;
Converter a multa em detenção ou prisão simples;
DICA: Todas essas decisões têm resultados muito gravosos se executadas de imediato,
por isso é preciso esperar o julgamento do recurso.
DICA 181
PRINCÍPIO DA INDISPONIBILIDADE
Os recursos interpostos pelo Ministério Público são regidos pelo princípio da
indisponibilidade.
Assim, uma vez interposto o recurso, o Ministério Público dele não poderá desistir.
Já os recursos interpostos pelas partes são regidos pela disponibilidade e interesse, pois
só poderá recorrer aquele que tiver interesse da ref orma ou modif icação da decisão.
O Def ensor Público, por sua vez, pode desistir.
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DICA 182
INTERPOSIÇÃO
Vejamos alguns pontos importantes sobre a interposição de recursos:
O recurso pode ser interposto por petição ou por termo nos autos;
Será assinado pelo recorrente OU pelo seu representante;
Se não souber assinar, será assinado por alguém a seu rogo (a seu pedido), na presença
de duas testemunhas;
O escrivão, depois de interposto o recurso, deve f azê -lo concluso ao juiz, até o dia
seguinte ao último do prazo, sob pena de suspensão de 10 a 30 dias.
DICA 183
APELAÇÃO
A apelação será interposta em 5 dias e as razões apresentadas em 8 dias;
Caberá APELAÇÃO das decisões:
Def initivas de condenação ou absolvição;
Outras decisões def initivas ou com f orça de def initiva;
De nulidades posteriores à pronúncia;
Sentença do juiz-presidente (Júri) contrária à lei ou aos jurados;
Sentença do Júri com erro ou injustiça no tocante à pena;
Dos jurados contrária aos autos;
Ainda que se queira recorrer apenas de parte da decisão, NÃO caberá RESE.
DICA 184
PROCEDIMENTO DA APELAÇÃO
Pode ser realizado na apelação:
Revisitar toda a matéria probatória;
Proceder a novo interrogatório do acusado, reinquirir testemunhas ou determinar outras
diligências;
NÃO poderá:
Agravar a pena quando somente o réu recorrer.
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DICA 185
RAZÕES DA APELAÇÃO
Vejamos alguns pontos importantes sobre as razões de apelação:
Serão apresentadas no prazo de 8 dias;
Podem ser apresentadas ao Juiz ou diretamente no Tribunal se assim requerer;
Se tiver assistente de acusação, o prazo deste será de 3 dias depois do Ministério
Público;
Se houver mais de um apelado, os prazos serão comuns.
DICA 186
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
Os embargos de declaração, no CPP, serão interpostos no prazo de 2 dias quando houver
CAOO:
C Contradição
A Ambiguidade
O Obscuridade
O Omissão
Contudo, o JECRIM f icou OCO desde 2015, pois tiraram a dúvida, sendo as hipóteses
agora:
O Obscuridade
C Contradição
O Omissão
DICA 187
REVISÃO CRIMINAL
São hipóteses de revisão criminal:
Sentença condenatória contrária à lei;
Sentença condenatória contrária à evidência dos autos;
Sentença condenatória f undada em provas falsas;
Quando surgirem novas provas benéficas depois da sentença.
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DICA 188
MOMENTO DA REVISÃO CRIMINAL
Vejamos alguns pontos importantes sobre a revisão criminal:
A revisão poderá ser solicitada em qualquer tempo depois do trânsito em julgado;
Antes ou depois da extinção da pena;
O pedido só não poderá ser f eito novamente, se f undamentado em provas já apreciadas
anteriormente no processo;
Se houver novas provas, pode pedir mais uma revisão;
IMPORTANTE! Em caso de ser procedente a revisão criminal, o réu poderá ser
indenizado;
Se o réu tiver sido condenado pela justiça do Distrito Federal ou de Território, será paga
pela união, se tiver sido pela justiça estadual, pelo estado.
Não será devida indenização:
Se o erro ou injustiça tiver se dado por f alha do réu, como conf issão ou prova que
escondeu;
Quando a ação tiver sido privada.
Falecimento do réu no julgamento da revisão criminal:
Se no decorrer do julgamento da revisão criminal, o réu f alecer, o processo não será
extinto;
O presidente do Tribunal nomeará um CURADOR para a def esa;
Em regra, o curador f az parte do CADI (cônjuge, ascendente, descendente, irmão);
DICA 189
RECURSO EXTRAORDINÁRIO E ESPECIAL
O Recurso Extraordinário não tem ef eito suspensivo;
Por isso, após o recorrente interpor o recurso, os autos descerão para execução da
sentença;
O recurso extraordinário será julgado pelo Supremo Tribunal Federal;
O recurso especial será julgado pelo Superior Tribunal de Justiça.
DICA 190
CARTA TESTEMUNHÁVEL
A carta testemunhável é recurso relacionado ao não recebimento de recurso, sendo cabível
da decisão que denega o recurso e daquela que admite, mas impede o seu seguimento;
Qual o prazo? 48 horas da decisão que impediu o recurso;
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O escrivão ou secretário, em 5 dias (no caso de RESE) ou 60 dias (em caso de REx) f ará
entrega da carta;
O escrivão que não der o recibo ou não entregar a carta será suspenso por 30 dias;
A carta testemunhável não terá ef eito suspensivo.
DICA BÔNUS
HABEAS CORPUS
O habeas corpus é ação constitucional destinada a def ender o direito à locomoção;
Pode ser interposto em caso de ameaça ou de restrição da liberdade;
Paciente preso (HC Repressivo) → expedido alvará de soltura;
Paciente solto (HC Preventivo) → expedido salvo-conduto.
Caberá HC:
Quando não houver justa causa;
Quando alguém estiver preso por mais tempo do que determina a lei;
Quando quem ordenar a coação não tiver competência para f azê -lo;
Quando houver cessado o motivo que autorizou a coação;
Quando não f or alguém admitido a prestar f iança, nos casos em que a lei a autoriza;
Quando o processo f or manif estamente nulo;
Quando extinta a punibilidade.
IMPORANTE! NÃO caberá HC de punições disciplinares.
Empate na votação do HC:
Se o HC f or julgado por TRIBUNAL a decisão será tomada pela maioria dos votos;
Havendo empate: Presidente desempata.
Empatou com voto do presidente: resultado f avorável ao paciente (preso).
DICA BÔNUS
JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS - COMPETÊNCIA
Os Juizados Especiais Criminais têm competência para a conciliação, julgamento e
execução.
Das inf rações de menor potencial of ensivo: contravenções penais de qualquer pena e
crimes cuja pena máxima não ultrapasse dois anos;
Será competente o Juizado do local da infração (teoria da atividade);
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Os Juizados são regidos pelas regras da:
Simplicidade;
Oralidade;
Inf ormalidade;
Celeridade;
Economia processual.
DICA BÔNUS
ATOS PROCESSUAIS
Os atos processuais nos Juizados Criminais:
Serão públicos;
Podem ocorrer em qualquer dia da semana;
Podem ocorrer à noite;
Só serão anulados somente se houver prejuízo;
Serão escritos apenas os essenciais;
Não admitem citação por edital, sendo a citação pessoal no Juizado ou por mandado;
Devem ser acompanhados por advogado ou defensor público (cuidado para não
conf undir com o juizado cível, no qual a presença do advogado é, em regra, f acultativa);
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DIREITO DO TRABALHO
DICA 191
SITUAÇÕES QUE IMPEDEM A EQUIPARAÇÃO SALARIAL
O direito não é uma matéria exata, portanto, é bastante comum que haja situações de
exceções em várias áreas. No que diz respeito à equiparação salarial, há situações aonde
não é possível termos a equiparação salarial. Que tal vermos que situações são estas?
Quando existe um quadro de carreira ou de plano de cargos e salários: O
empregador não tem a obrigação de instituir um quadro de carreira ou um plano de cargo
e salários. Mas caso f aça, por causa da normatização do art. 461, § 2º, da CLT, não se pode
f alar em equiparação salarial.
CUIDADO: No caso de empregados de sociedades de economia mista, o TST entende o
seguinte:
SÚMULA 455 DO TST
“À sociedade de economia mista não se aplica a vedação à equiparação prevista no art.
37, XIII, da CF/1988, pois, ao admitir empregados sob o regime da CLT, equipara -se a
empregador privado, conf orme disposto no art. 173, § 1º, II, da CF/1988”.
Readaptação de função: O nosso proíbe que o empregado readaptado, que está no
exercício de nova atividade, sirva de paradigma para f ins de equiparação salarial. Em outras
palavras: O salário da pessoa em readaptação f uncional, quer seja por motivo de def iciência
f ísica ou de def iciência mental que seja devidamente atestada pela Previdência Social, NÃO
pode ser invocado para f ins de equiparação.
Veja o dispositivo a seguir:
Art. 461 da CLT: Sendo idêntica a f unção, a todo trabalho de igual valor, prestado ao
mesmo empregador, no mesmo estabelecimento empresarial, corresponderá igual
salário, sem distinção de sexo, etnia, nacionalidade ou idade.
§ 4º - O trabalhador readaptado em nova f unção por motivo de def iciência f ísica ou
mental atestada pelo órgão competente da Previdência Social não servirá de paradigma
para f ins de equiparação salarial.
DICA 192
PONTOS IMPORTANTES SOBRE A OIT
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) é a instituição mundial responsável pela
elaboração e supervisão da aplicação das normas internacionais do trabalho. Faz parte da
ONU, como um órgão, embora tenha personalidade jurídica própria.
Os quatro objetivos estratégicos da Agenda de Trabalho Decente da OIT são:
Def inir e promover normas e princípios e direitos f undamentais no trabalho;
Criar maiores oportunidades de emprego e renda decentes para mulheres e homens;
Melhorar a cobertura e a ef icácia da proteção social para todos;
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Fortalecer o tripartimos e o diálogo social.
IMPORTANTE: A OIT adotou a Declaração da Filadélf ia como anexo da sua Constituição.
DICA 193
SINDICATO E O REGISTRO NO MTE
Sindicato precisa estar registrado no MTE?
Sim, existe a obrigação do sindicato de estar devidamente registrado no MTE, pois
somente assim ele ganhará a sua personalidade jurídica. Vejamos o que a lei af irma sobre
este assunto:
Art. 8º da CF/88: I – a lei não poderá exigir autorização do Estado para a f undação de
sindicato, ressalvado o registro no órgão competente, vedadas ao Poder Público a
interf erência e a intervenção na organização sindical;
Inclusive, uma decisão do TST decidiu que sindicato sem registro no MTE não tem direito a
repasses. Você pode conf erir a decisão com detalhes maiores no site do TST, mais
precisamente f alando, no processo RR - 172-88.2010.5.04.0701.
DICA 194
RESPONSABILIDADE PRÉ-CONTRATUAL
Imagine a seguinte situação: Um empregador que contata, via LinkedIn, um prof issional,
f azendo as devidas tratativas pré-contratuais. Este prof issional se muda de sua cidade para
a cidade aonde está o empregador, mas ao chegar lá o empregador lhe avisa que contratou
outro prof issional. Este empregador possui alguma responsabilidade neste momento pré -
contratual? A resposta é sim.
O ressarcimento pelo dano ocasionado pelo rompimento poderá ser exigido a partir do
momento em que a parte prejudicada comprovar que conf iou nas tratativas e realizou
gastos (como no nosso exemplo acima, aonde o prof issional se mudou de cidade) ou até
mesmo deixou de aceitar proposta mais vantajosa. Tal responsabilização se dará nos termos
de art. 465 do Código Civil.
DICA 195
FALTAS GRAVES FORA DO ARTIGO 482 DA CLT
Que tal vermos as possibilidades de f altas graves (que ensejam dispensa por justa causa)
f ora das listadas no art.482 da CLT:
Greves abusivas;
Declaração f raudulenta de itinerário;
A recusa injustif icada do uso do EPI (equipamento de proteção individual) ;
Motorista prof issional que não se submeter a teste e programa de controle de drogas e
de bebida alcoólica.
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E como este assunto pode cair na prova:
QUESTÃO SIMULADA.
José é um motorista prof issional da empresa Ônibus Feliz e Contente LTDA, f azendo
trajetos interestaduais, nos estados da Região Sul do Brasil. Recentemente, a empresa
em questão solicitou que todos os seus motoristas prof issionais f izessem um teste de
controle de drogas, mas José se recusou, pois f az uso de substâncias ilícitas, f ato e ste
desconhecido pelo seu empregador. Diante da sua recusa a empresa o demitiu por justa
causa. Sabendo disto e do que dispõe nosso ordenamento jurídico, a atitude da empresa
em dispensar José f oi:
a) Correta
b) Incorreta, já que está f ora das possibilidades listadas no art.482 da CLT
c) Incorreta, pois a OIT veda este tipo de dispensa
d) Incorreta, pois motoristas prof issionais podem se recusar a se submeter a teste e
programa de controle de drogas e de bebida alcoólica.
Gabarito: Letra a.
Comentário: Art. 235 – B, VII, e parágraf o único da CLT.
DICA 196
NOVIDADE LEGISLATIVA- LEI 14.289/2022
Uma novidade bastante recente: A normatização da Lei 14.289/2022. Esta lei traz a
disposição sobre a obrigatoriedade de preservação do sigilo sobre a condição de pessoa que
vive com inf ecção pelos vírus da imunodef iciência humana (HIV) e das hepatites crônicas
(HBV e HCV) e de pessoa com hanseníase e com tuberculose, nos casos que estabelece. Em
outras palavras: vedada a divulgação, pelos agentes públicos ou privados, de inf ormações
que permitam a identif icação da condição de pessoa que vive com inf ecção pelos vírus da
imunodef iciência humana (HIV) e das hepatites crônicas (HBV e HCV) e de pessoa com
hanseníase e com tuberculose, nos seguintes âmbitos:
serviços de saúde;
estabelecimentos de ensino;
locais de trabalho; (Lembrando que já f alamos em uma dica anterior sobre dispensa
discriminatória, sendo esta lei de suma importância nestes casos).
administração pública;
segurança pública;
processos judiciais;
mídia escrita e audiovisual.
Percebeu que a proibição se dá também local de trabalho e processos judiciais? Isto quer
dizer, por exemplo, que quando você f or advogado e tiver como cliente f or uma pessoa
soropositiva, você poderá pedir sigilo no processo.
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DICA 197
CONSÓRCIO DE EMPREGADORES
Ocorre quando há duas ou mais pessoas f ísicas reunidas, celebrando um acordo para que
todos possam usuf ruir da mão de obra da mesma pessoa empregado. Nestes casos, é
sempre importante f risar que todos os empregadores responderão de f orma solidária pelos
créditos trabalhistas dos empregados. Uma dúvida que geralmente surge é se o consórcio
de empregadores é aplicado também para empregadores urbanos, visto que sua previsão é
para empregadores rurais. A resposta é sim, não há proibições para que o Consórcio de
Empregadores seja aplicado também em relação aos empregadores urbanos.
Lei 8.212 art. 25-A: “Equipara-se ao empregador rural pessoa f ísica o consórcio
simplif icado de produtores rurais, f ormado pela união de produtores rurais pessoas
f ísicas, que outorgar a um deles poderes para contratar, gerir e demitir trabalhadores
para prestação de serviços, exclusivamente, aos seus integrantes, mediante documento
registrado em cartório de títulos e documentos”.
DICA 198
INJEÇÕES NA FARMÁCIA: INSALUBRIDADE
Aplicar injeções em farmácia é atividade insalubre?
Sim, em uma decisão muito recente, o TST decidiu que a aplicação de injeções em
farmácia é considerada atividade insalubre, visto que a exposição rotineira a agentes
biológicos dá direito ao adicional de insalubridade. Inclusive, que o grau desta insalubridade
é médio. Também é importante que você saiba mesmo o prof issional aqui tratado esteja
utilizando o EPI, ainda assim é devido o adicional de insalubridade.
DICA 199
DEMISSÃO POR WHATSAPP GERA DANO MORAL
Esta questão levanta certos debates, mas nosso objetivo é trazer aqui uma decisão
importante do TST sobre este assunto. Neste caso aqui tratado, o empregador, em período
anterior à pandemia de coronavírus, mandou para a empregada doméstica a seguinte
mensagem via aplicativo de mensagens: “Bom dia. Você está demitida. Devolva as chaves
e o cartão da minha casa. Receberá contato em breve para assinar documentos”.
O TST julgou o teor das mensagens e a f orma como se deu como of ensiva, mostrando f alta
de respeito à dignidade humana, não se justif icando nem mesmo em nome dos avanços
tecnológicos e de meios de comunicação virtuais.
DICA 200
CATEGORIA DIFERENCIADA
De uma f orma bastante resumida, a categoria dif erenciada é a formada pela união de
empregados, que tenham uma profissão devidamente regulamentada por legislação
específica ou que estejam no quadro do art. 511, § 3º, da CLT.
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E o que af irma este artigo? Vamos ver:
Art. 511, § 3º Categoria prof issional dif erenciada é a que se f orma dos empregados que
exerçam prof issões ou f unções dif erenciadas por f orça de estatuto prof issional especial
ou em consequência de condições de vida singulares.
Sabendo disto, que tal vermos alguns exemplos de categorias dif erenciadas:
desenhistas técnicos;
artísticos;
industriais;
publicitários;
secretárias;
técnicos de segurança do trabalho;
trabalhadores em movimentação de mercadoria em geral entre outros.
DICA 201
SÚMULAS IMPORTANTES SOBRE JORNADA DE TRABALHO
SÚMULA 60
ADICIONAL NOTURNO. INTEGRAÇÃO NO SALÁRIO E PRORROGAÇÃO EM HORÁRIO
DIURNO (incorporada a Orientação Jurisprudencial n. 6 da SBDI-I) – Res. 129/2005, DJ
20, 22 e 25-4-2005. I – O adicional noturno, pago com habitualidade, integra o salário
do empregado para todos os ef eitos. (ex-Súmula n. 60 – RA 105/1974, DJ 24-10-1974)
II – Cumprida integralmente a jornada no período noturno e prorrogada esta, devido é
também o adicional quanto às horas prorrogadas. Exegese do art. 73, § 5º, da CLT. (ex -
OJ n. 6 da SBDI-I – inserida em 25-11-1996)
SÚMULA 366
CARTÃO DE PONTO. REGISTRO. HORAS EXTRAS. MINUTOS QUE ANTECEDEM E
SUCEDEM A JORNADA DE TRABALHO (nova redação) – Res. 197/2015, DEJT divulgado
em 14, 15 e 18-5-2015. Não serão descontadas nem computadas como jornada
extraordinária as variações de horário do registro de ponto não excedentes de cinco
minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. Se ultrapassado esse limite,
será considerada como extra a totalidade do tempo que exceder a jornada normal, pois
conf igurado tempo à disposição do empregador, não importando as atividades
desenvolvidas pelo empregado ao longo do tempo residual (troca de unif orme, lanche,
higiene pessoal etc.).
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SÚMULA Nº 338 DO TST
JORNADA DE TRABALHO. REGISTRO. ÔNUS DA PROVA (incorporadas as Orientações
Jurisprudenciais nºs 234 e 306 da SBDI-1) - Res. 129/2005, DJ 20, 22 e 25.04.2005
I - É ônus do empregador que conta com mais de 10 (dez) empregados o registro da
jornada de trabalho na f orma do art. 74, § 2º, da CLT.
A não-apresentação injustif icada dos controles de f reqüência gera presunção relativa de
veracidade da jornada de trabalho, a qual pode ser elidida por prova em contrário. (ex -
Súmula nº 338 – alterada pela Res. 121/2003, DJ 21.11.2003)
II - A presunção de veracidade da jornada de trabalho, ainda que prevista em
instrumento normativo, pode ser elidida por prova em contrário. (ex -OJ nº 234 da SBDI-
1 - inserida em 20.06.2001)
III - Os cartões de ponto que demonstram horários de entrada e saída unif ormes são
inválidos como meio de prova, invertendo-se o ônus da prova, relativo às horas extras,
que passa a ser do empregador, prevalecendo a jornada da inicial se dele não se
desincumbir. (ex-OJ nº 306 da SBDI-1- DJ 11.08.2003)
IMPORTANTE: Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas,
é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no
mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não
poderá exceder de 2 (duas) horas.
DICA 202
O PEDIDO DE DEMISSÃO ANTES DA DISTRIBUIÇÃO DOS LUCROS NÃO AFASTA
DIREITO À PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS
Isso mesmo. Em uma decisão bastante recente, o TST decidiu que o pedido de demissão
f eito em período anterior da distribuição dos lucros não af asta direito do empregado
demitido à participação nos lucros e resultados (PLR), pois o pagamento desta parcela n ão
é condicionado à vigência do contrato de trabalho.
Inclusive, o próprio TST já pacif icou este assunto. Veja:
SÚMULA Nº 451 DO TST
PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS. RESCISÃO CONTRATUAL ANTERIOR À
DATA DA DISTRIBUIÇÃO DOS LUCROS. PAGAMENTO PROPORCIONAL AOS MESES
TRABALHADOS. PRINCÍPIO DA ISONOMIA. (conversão da Orientação Jurisprudencial nº
390 da SBDI-1) – Res. 194/2014, DEJT divulgado em 21, 22 e 23.05.2014.
DICA 203
MEDIAÇÃO PRÉ-PROCESSUAL
Foram normatizadas no ano 2016 no TST por intermédio do Ato [Link] 168/2016, a
mediação e a conciliação pré-processual em dissídios coletivos visam evitar o ajuizamento
de dissídios. Isto quer dizer basicamente que para ter acesso ao apoio do juiz, não é preciso
ajuizar uma ação trabalhista.
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O f uncionamento da mediação é bastante simples e relativamente parecido com uma
audiência de conciliação. O magistrado vai f azer a mediação, tentando f azer com que as
partes entre em um acordo que seja bom para todas as partes ali presentes. Lembrando
que por causa da pandemia, as mediações estão sendo por videoconf erência.
DICA 204
LEI DA TERCEIRIZAÇÃO
A Lei da Terceirização é a Lei 13.429/2017, e é preciso que você saiba que a prestação de
serviços a terceiros é a transf erência, pela contratante, da execução de qualquer atividade,
até mesmo a atividade principal, a pessoa jurídica de direito privado pre stadora de serviços
com capacidade econômica compatível com a sua execução.
Sabendo disto, é importante também que você saiba que não existe obrigatoriedade de
equiparação salarial em caso de terceirização. E quais são os requisitos para o
f uncionamento da empresa de prestação de serviços a terceiros? São os seguintes:
prova de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ);
registro na Junta Comercial;
capital social compatível com o número de empregados, observando -se os seguintes
parâmetros:
empresas com até dez empregados - capital mínimo de R$ 10.000,00 (dez mil reais);
empresas com mais de dez e até vinte empregados - capital mínimo de R$ 25.000,00
(vinte e cinco mil reais);
empresas com mais de vinte e até cinquenta empregados - capital mínimo de R$
45.000,00 (quarenta e cinco mil reais);
empresas com mais de cinquenta e até cem empregados - capital mínimo de R$
100.000,00 (cem mil reais);
empresas com mais de cem empregados - capital mínimo de R$ 250.000,00
(duzentos e cinquenta mil reais).
OBS.: Uma empresa terceirizada poderá f azer a subcontratação outras empresas para
prestar serviços? Pode sim, o art. 4º-A, § 1º da Lei n. 6.019/74 permite a subcontratação
de outras empresas para prestar de serviços. E mais: A responsabilidade entre estas
empresas será subsidiária.
DICA 205
AUXÍLIO-INCLUSÃO
Este é um novo tipo de auxilio de teor previdenciário. A previsão legal dele está no
Estatuto da Pessoa com Def iciência (Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015). Vamos ver a
seguir:
Art. 94: “Terá direito a auxílio-inclusão, nos termos da lei, a pessoa com def iciência
moderada ou grave que:
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receba o benef ício de prestação continuada previsto no art. 20 da Lei nº 8.742, de 7
de dezembro de 1993, e que passe a exercer atividade remunerada que a enquadre como
segurado obrigatório do RGPS;
tenha recebido, nos últimos 5 (cinco) anos, o benef ício de prestação continuada
previsto no art. 20 da Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993, e que exerça atividade
remunerada que a enquadre como segurado obrigatório do RGPS”.
DICA 206
FALTA DE PRIVACIDADE PODE GERAR DIREITO À INDENIZAÇÃO PARA O
EMPREGADO?
A privacidade é um direito muito básico no Estado Democrático de Direito em que vivemos,
pois ela gera a individualidade que todos precisam, todavia o que acontece quando o
empregador viola este direito do seu empregado? Recentemente o TST decidiu que um
f rigoríf ico deverá indenizar um de seus empregados, pois este era obrigado a transitar em
roupas íntimas na troca das vestimentas na chamada barreira sanitária. Vale a pena
salientar aqui na visão do TST, este caso não é um mero aborrecimento, como a instância
que julgou anteriormente.
Violação de privacidade no ambiente laboral não é mero aborrecimento para o TST.
Também é muito importante destacar que a violação da privacidade atenta vários princípios
da nossa CF/88, dentre eles o da dignidade da pessoa humana.
DICA 207
TIPOS DE EPI’S
Os EPIs se dividem em 9 categorias:
proteção da cabeça: capacete, capuz ou balaclava;
proteção dos olhos e face: óculos, protetor f acial, máscara de solda;
proteção auditiva: protetor auditivo circum-auricular, de inserção, ou semi-auricular;
proteção respiratória: respirador purif icador de ar não motorizado ou motorizado; de
adução de ar, ou de f uga;
proteção do tronco: vestimentas para proteção, colete à prova de balas;
proteção dos membros superiores: luvas, creme protetor, manga, braçadeira,
dedeira;
proteção dos membros inferiores: calçados para proteção, meia, perneira, calça;
proteção do corpo inteiro: macacão; vestimentas de corpo inteiro;
proteção contra quedas com diferença de nível: cinturão de segurança com
dispositivo trava-queda, cinturão de segurança com talabarte.
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DICA 208
EMPREGADO QUE É EXPOSTO AO CALOR EXTREMO POSSUI DIREITO A INTERVALO
DE CONFORTO TÉRMICO
Neste caso, f icou decidido recentemente pelo TST que Embrapa deveria pagar ao seu
empregado horas extras pela não concessão de intervalos para que este pudessem ter um
descanso térmico, visto que exposto ao calor extremo, acima do considerado ideal em
norma regulamentadora, e tal decisão pode ser vista no RR-240-63.2019.5.06.0411.
IMPORTANTE: destacar que o empregado em questão trabalhava em céu aberto, e que
no entendimento do TST, o ambiente em questão era insalubre pela ação do agente calor
acima dos limites de tolerância, devendo o empregado realizar um regime de 15 minutos
de trabalho e 45 de descanso, intervalo este que lhe f oi suprimido.
DICA 209
MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO
O Ministério Público possui um papel de suma importância na justiça trabalhista, sendo
inclusive responsabilidade do Ministério Público do Trabalho suprir a incapacidade
processual dos menores desassistidos.
ATENÇÃO!!
Apesar deste caráter judicial, saiba que o MPT tem sim atuação na esf era extrajudicial
também.
Lembrando que são órgãos do Ministério Público do Trabalho:
o Procurador-Geral do Trabalho;
o Colégio de Procuradores do Trabalho;
o Conselho Superior do Ministério Público do Trabalho;
a Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público do Trabalho;
a Corregedoria do Ministério Público do Trabalho;
os Subprocuradores-Gerais do Trabalho;
os Procuradores Regionais do Trabalho;
os Procuradores do Trabalho.
IMPORTANTE: Nas ações civis públicas que não f orem propostas pelo Ministério
Público, é obrigatória a intervenção dele como f iscal da lei, conf orme normatizado no § 1º,
do artigo 5º, da Lei 7.347/85.
E olha, a banca já cobrou recentemente este assunto:
QUESTÃO FGV, 2021.
Após ser alvo de um inquérito civil junto ao Ministério Público do Trabalho – MPT, tendo
sido investigada pela prática de suposta irregularidade, a sociedade empresária Vida
Global assinou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o MPT para sanar o problema
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e evitar a judicialização daquela situação, o que poderia abalar sua credibilidade perante
os investidores nacionais e estrangeiros.
Ocorre que a sociedade empresária não cumpriu o que f oi estipulado no TAC, seja no
tocante à obrigação de f azer, seja no pagamento de multa pelo dano moral coletivo.
Diante dessa situação, e de acordo com os termos da CLT, assinale a af irmativa correta.
a) O parquet deverá propor execução de título judicial.
b) O MPT deverá ajuizar execução de título extrajudicial.
c) A ação própria para a cobrança será o inquérito judicial.
d) O MPT deverá propor reclamação trabalhista pelo rito ordinário.
Gabarito: Letra B
Comentário: Os Termos de Ajuste de Conduta (TACs) celebrados diante do Ministério
Público do Trabalho são títulos executivos extrajudiciais, podendo ser executados
diretamente na presença da Justiça do Trabalho, sendo desnecessário o ajuizamento de
ação trabalhista para tanto (art. 876, caput, da CLT).
Na f orma do art. 877-A CLT, é competente para a execução de título executivo
extrajudicial o juiz que teria competência para o processo de conhecimento relativo à
matéria.
Ponto chave para resolver: A questão f ala em evitar a judicialização, logo, já impõe a
ideia de uma solução extrajudicial.
DICA 210
ABOLIÇÃO DO TRABALHO FORÇADO
Na 40ª reunião da Conf erência Internacional do Trabalho, f oi aprovada a Convenção n.
105, no ano de 1957. Convenção veda o trabalho f orçado ou obrigatório:
como intermédio de coerção ou de educação políticas;
como castigo pela expressão de opiniões políticas ou pela manif estação de oposição
ideológica contrária à ordem política, social ou econômica vigentes;
como método de mobilização e de utilização de mão de obra para f ins de f omento
econômico;
como medida de disciplina no trabalho;
como castigo por participação em greves;
como medida de discriminação racial, social, nacional ou religiosa.
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PROCESSO DO TRABALHO
DICA 211
PROVAS DIGITAIS NA JUSTIÇA DO TRABALHO
Podemos utilizar provas digitais na justiça trabalhista?
Sim, inclusive ela (a Justiça do Trabalho) é pioneira no uso deste tipo de provas, haja
vista que existe um programa da Justiça do Trabalho chamado Programa Provas Digitais.
Importante, ainda, salientar que a iniciativa do uso de provas digitais no meio jurídico
encontra seu respaldo nos artigos 369 e 370 do Código de Processo Civil, bem como também
artigo 765 da CLT.
Gostaria de um exemplo de prova digital: Um exemplo bastante clássico é a biometria,
que armazena uma série de inf ormações como por exemplo a entrada e saída dos
empregados na empresa onde trabalha. Outro exemplo são as postagens em redes sociais,
aonde já houve um caso de uma empregada que laborava como enf ermeira, e apresentou
um atestado f also para f altar ao trabalho, só que ela tinha postado f otos em seu perf il em
rede social participando de uma maratona e, com a prova digital, f oi devidamente
conf irmada sua demissão por justa causa.
DICA 212
EFEITO SUBSTITUTIVO DOS RECURSOS
Este ef eito é aquele em que a decisão prof erida pelo órgão ad quem substitui aquela que
f oi recorrida. Mas só haverá este ef eito se o recurso f or conhecido.
INFORMAÇÃO EXTRA: EFEITO TRANSLATIVO.
Este ef eito permite ao Tribunal que matérias que não tenham sido citadas (levantadas)
sejam julgadas. São o caso das matérias de ordem pública, aquelas matérias que não
precluem.
Ex.: Litispendência, coisa julgada entre outros. Este ef eito não caracteriza violação do
princípio ref ormatio in pejus.
DICA 213
APLICAÇÃO SUBSIDIÁRIA DA LEI DE EXECUÇÕES FISCAIS
Um ponto de suma importância para que você saiba é que, caso haja alguma omissão na
CLT, primeiramente deve-se ver se há normatização sobre o assunto no qual a CLT é omissa
na Lei de Execuções Fiscais, e se não houver tal normatização, aí sim aplicar o CPC.
Art. 899 da CLT: “Aos trâmites e incidentes do processo de execução são aplicáveis,
naquilo que não contravierem ao presente Título, os preceitos que regem o processo dos
executivos f iscais para cobrança judicial da dívida ativa da Fazenda Pública Federal”.
DICA 214
SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL
A substituição processual também é chamada de legitimidade extraordinária ou
anômala, criando a devida possibilidade de um indivíduo vir a juízo, f azer a postulação em
nome próprio direito alheio, em autêntica transf erência da titularidade do direito de ação.
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dá à parte legitimidade extraordinária e assim o substituto poderá f azer a prática de todos
os atos processuais, como a apresentação da petição inicial.
IMPORTANTE: O TST vem entendendo a f avor do posicionamento da substituição
processual passiva quando o sindicato f igurar enquanto réu na ação rescisória proposta em
f ace de decisão prof erida em processo no qual tenha atuado.
DICA 215
PROTESTO JUDICIAL
É importante que você saiba que a decisão judicial transitada em julgado pode ser levada a
protesto. Para ef etivar o protesto, cabe ao exequente f azer a apresentação da certidão de
teor da decisão, conf orme normatizado no art. 517, § 1º, do CPC.
O protesto pode ser cancelado?
Sim, a requerimento do executado, o protesto será cancelado por determinação do
juiz, mediante of ício a ser expedido ao cartório, no prazo de 3 (três) dias, contado da data
de protocolo do requerimento, desde que comprovada a satisf ação integral da obrigação,
conf orme normatizado no art. 517, § 4° do CPC.
INFORMAÇÃO IMPORTANTE: O protesto judicial interrompe a prescrição.
DICA 216
PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE OU CONVERSIBILIDADE
O princípio da f ungibilidade permite que o magistrado aceite um recurso quando o
correto seria aceitar outro, entretanto desde que haja dúvida na doutrina ou
jurisprudência sobre qual seria o correto a ser utilizado. É necessário que o recurso
interposto não seja um erro grosseiro, bem como obedecer ao prazo do recurso cabível.
Inclusive, em uma decisão muito importante, o TST decidiu não aplica princípio da
f ungibilidade quando há erro grosseiro na escolha do recurso.
IMPORTANTE: no caso de um recurso ter sido erroneamente interposto, é preciso que
não tenha havido má f é da parte que o interpôs.
SÚMULA 272 DO STF
Não se admite como ordinário recurso extraordinário de decisão denegatória de
mandado de segurança.
DICA 217
PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
O Ministério Público da União tem por chefe o Procurador-Geral da República, que
deverá ser nomeado pelo Presidente da República. Para que este seja destituído, por
iniciativa do Presidente da República, que antes mesmo deverá ter autorização da maioria
absoluta do Senado Federal, em uma votação secreta. O procurador -geral tem suas f unções
do Ministério Público junto aos outros tribunais superiores do país: O STF e o STJ. Também
atua em conjunto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
CUIDADO: para não confundir a f igura do Procurador - Geral da República com
procurador-geral do Trabalho, sendo este último nomeado pelo Procurado - Geral da
República.
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DICA 218
DIREITO DE SINDICALIZAÇÃO E DE NEGOCIAÇÃO COLETIVA
Na 32ª reunião da Conf erência Internacional do Trabalho, f oi aprovada a Convenção n.
98, tendo esta convenção como f inalidade:
proteger os direitos sindicais dos trabalhadores em relação aos respectivos
empregadores e suas organizações;
assegurar a independência das associações de trabalhadores em f ace das de
empregadores, e vice-versa;
f omentar a negociação coletiva como solução ideal para os conf litos coletivos de
trabalho.
DICA 219
EFEITO SUSPENSIVO DOS RECURSOS
Não é regra no processo trabalhista, sendo a regra que seja de efeito devolutivo.
Havendo ef eito suspensivo, aquela decisão não pode ser executada. Em outras palavras,
este ef eito suspensivo impede que a decisão seja cumprida de imediato, adiando a ef icácia
da decisão no juízo a quo. Veja o que a Súmula 414, I do TST:
SÚMULA 414, I DO TST
A antecipação da tutela concedida na sentença não comporta impugnação pela via do
mandado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. A ação cautelar
é o meio próprio para se obter ef eito suspensivo a recurso.
A aplicação do CPC aqui é subsidiária.
DICA 220
TÍTULOS EXECUTIVOS TRABALHISTAS JUDICIAIS E EXTRAJUDICIAIS
O art. 876 da CLT traz a disposição destes títulos:
JUDICIAIS: EXTRAJUDICIAIS:
Sentenças transitadas em julgado; Termos de compromisso de ajustamento
de conduta f irmados perante;
Sentenças sujeitas a recurso desprovido de
ef eito suspensivo; Ministério Público do Trabalho;
Acordos judiciais não cumpridos; Termos de conciliação f irmados perante a
comissão de conciliação prévia.
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DICA 221
LEILÃO
Na fase de execução, é possível que, para satisf azer o direito do credor, os bens do
executado sejam alienados em leilão. Vejamos o que CPC diz:
Art. 895. O interessado em adquirir o bem penhorado em prestações poderá apresentar,
por escrito:
I - até o início do primeiro leilão, proposta de aquisição do bem por valor não inf erior ao
da avaliação;
II - até o início do segundo leilão, proposta de aquisição do bem por valor que não seja
considerado vil.
§ 1° A proposta conterá, em qualquer hipótese, of erta de pagamento de pelo menos vinte
e cinco por cento do valor do lance à vista e o restante parcelado em até 30 (trinta)
meses, garantido por caução idônea, quando se tratar de móveis, e por hipoteca do
próprio bem, quando se tratar de imóveis.
§ 2° As propostas para aquisição em prestações indicarão o prazo, a modalidade, o
indexador de correção monetária e as condições de pagamento do saldo.
§ 3. º (VETADO).
§ 4° No caso de atraso no pagamento de qualquer das prestações, incidirá multa de dez
por cento sobre a soma da parcela inadimplida com as parcelas vincendas.
§ 5° O inadimplemento autoriza o exequente a pedir a resolução da arrematação ou
promover, em f ace do arrematante, a execução do valor devido, devendo ambos os
pedidos ser f ormulados nos autos da execução em que se deu a arrematação.
§ 6° A apresentação da proposta prevista neste artigo não suspende o Leilão.
§ 7° A proposta de pagamento do lance à vista sempre prevalecerá sobre as propostas
de pagamento parcelado.
§ 8° Havendo mais de uma proposta de pagamento parcelado:
I - em dif erentes condições, o juiz decidirá pela mais vantajosa, assim compreendida,
sempre, a de maior valor;
II- em iguais condições, o juiz decidirá pela f ormulada em primeiro lugar.
§ 9° No caso de arrematação a prazo, os pagamentos f eitos pelo arrematante
pertencerão ao exequente até o limite de seu crédito, e os subsequentes, ao executado".
OBS.: Leilão obedece ao princípio da publicidade? Sim, já que art. 888 da CLT
normatiza que a arrematação dos bens deve ser anunciada por intermédio de um edital a
ser af ixado na sede do juízo ou tribunal e publicado no jornal local, caso haja, com um
tempo de antecedência de 20 dias.
DICA 222
DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO- EXCEÇÕES
Como tudo no direito, há exceções em muitos casos jurídicos. Tenha atenção com um
ponto de suma importância: Não se sujeita ao duplo grau de jurisdição a decisão f undada
em:
súmula ou orientação jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho;
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acórdão prof erido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Tribunal Superior do Trabalho
em julgamento de recursos repetitivos;
entendimento f irmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de
assunção de competência;
entendimento coincidente com orientação vinculante f irmada no âmbito administrativo
do próprio ente público, consolidada em manif estação, parecer ou súmula administrativa.
Tudo isto está disposto na Súmula 303 do TST.
DICA 223
SÚMULAS VINCULANTES DO STF
SÚMULA VINCULANTE 4
Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como
indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser
substituído por decisão judicial.
SÚMULA VINCULANTE 22
A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar as ações de indenização por
danos morais e patrimoniais decorrentes de acidente de trabalho propostas por
empregado contra empregador, inclusive aquelas que ainda não possuíam sentença de
mérito em primeiro grau quando da promulgação da Emenda Constitucional n. 45/04.
SÚMULA VINCULANTE 25
É ilícita a prisão civil de depositário inf iel, qualquer que seja a modalidade do depósito.
SÚMULA VINCULANTE 40
A contribuição conf ederativa de que trata o art. 8º, IV, da Constituição Federal, só é
exigível dos f iliados ao sindicato respectivo.
SÚMULA VINCULANTE 53
A competência da Justiça do Trabalho prevista no art. 114, VIII, da Constituição Federal
alcança a execução de of ício das contribuições previdenciárias relativas ao objeto da
condenação constante das sentenças que prof erir e acordos por ela homologados.
SÚMULA VINCULANTE 53
A competência da Justiça do Trabalho prevista no art. 114, VIII, da Constituição Federal
alcança a execução de of ício das contribuições previdenciárias relativas ao objeto da
condenação constante das sentenças que prof erir e acordos por ela homologados.
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INFORMAÇÃO IMPORTANTE: Você deve ir para a sua prova sabendo que tais súmulas
possuem a f unção de homogeneizar decisões sobre temas f undamentais e divergentes,
trazendo assim uma garantia que os tribunais tenham coerência em suas decisões, trazendo
ao nosso ordenamento jurídico a necessária segurança jurídica.
DICA 224
A LGPD PODE SER CITADA EM PROCESSOS TRABALHISTAS
Antes de tudo, a Lei Geral de Proteção de Dados já está vigente em nosso ordenamento
jurídico, e nada impede que uma questão da prova aborde a LGPD.
Será que ela pode estar presente no processo do trabalho? A resposta é sim. Em um
caso recente a LGPD f oi usada para pedir acesso a f olhas de ponto. A def esa argumentou
que o documento pertence à trabalhadora e, com base na norma, ela deve ter a posse e
ciência do seu conteúdo.
Ademais, em uma notícia recente, f oi af irmado que a Lei Geral de Proteção de Dados foi
citada em 139 ações trabalhistas. Ou seja, este uso da lei tende a cada vez mais crescer.
Um caso muito importante f oi de uma prof essora que, com base na LGPD, alegou que, por
conta das aulas online, estava tento violados os seus direitos trabalhistas e de
personalidade, pois o empregador pretende armazenar as videoaulas, mas sem observar o
dever de transparência e, por consequência, vários outros direitos previstos na LG PD.
DICA 225
EFEITO DEVOLUTIVO DOS RECURSOS
Como o próprio nome já deixa nítido, transf ere do juízo a quo para o juízo ad quem a
matérias que f oram impugnadas para que o juízo a quem modif ique ou tenha uma nova
decisão sobre aquela matéria impugnada. Em outras palavras, transf ere da vara para o TRT
ou do TRT para o TST as matérias que as partes não se conf ormam com a decisão ali
prof erida.
Art. 899 da CLT: Os recursos serão interpostos por simples petição e terão ef eito
meramente devolutivo, salvo as exceções previstas neste Título, permitida a execução
provisória até a penhora.
Quanto à sua extensão, o órgão ad quem só poderá julgar o que f oi pedido, que f oi objeto
do recurso.
Ex.: Uma pessoa recorre, em um Recurso Ordinário, pedindo adicional de insalubridade
e adicional noturno, e o órgão ad quem só poderá julgar o adicional de insalubridade e o
adicional noturno.
DICA 226
NÃO CABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA
O art. 5° da Lei 12.016/2009 estabelece que:
Art. 5°: Não se concederá mandado de segurança quando se tratar:
de ato do qual caiba recurso administrativo com ef eito suspensivo, independentemente
de caução;
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de decisão judicial da qual caiba recurso com ef eito suspensivo;
de decisão judicial transitada em julgado".
SÚMULA 267 DO STF
Não cabe mandado de segurança contra ato judicial passível de recurso ou correição.
IMPORTANTE: Recentemente o TST entendeu que cabe sim mandado de segurança
contra negativa de substituição de penhora por seguro-garantia, pois a apresentação do
seguro, atendendo aos requisitos legais, é um direito líquido e certo. Essa decisão se deu
no ROT-1232-23.2019.5.05.0000.
→DIREITO LÍQUIDO E CERTO= MANDADO DE SEGURANÇA
DICA 227
LIQUIDAÇÃO PÓS REFORMA TRABALHISTA
A liquidação é necessária para que os valores sejam especif icados , como, por exemplo,
horas extras e FGTS, e esta especif icação inclui também as contribuições previdenciárias.
Lembrando sempre que se uma das partes não concordar com os valores apresentados pela
outra, terá um prazo de 8 dias para questionar, o que se chama de impugnação de cálculos.
Se a dif erença entre os valores apresentados pelo reclamante ou pelo reclamado f or grande,
o juiz poderá entender a necessidade da nomeação de um perito.
DICA 228
PAGAMENTO NO PROCESSO TRABALHISTA
Se o processo f or encerrado por intermédio de um acordo, o pagamento acontecerá nos
termos a serem homologados pelo magistrado.
Se não f or por acordo, só acontecerá depois da sentença de execução, aonde o juiz fixará
o valor da dívida trabalhista. O pagamento se dará por meio de depósito em uma conta
judicial. Caso o devedor não possua dinheiro, a justiça tem uma série de convênios buscar
bens que possam garantir o pagamento, como por exemplo o Bacenjud.
DICA 229
TUTELA PROVISÓRIA NA AÇÃO CIVIL PÚBLICA
A Lei 7 .347 /1985, em seus arts. 4.º e 12, deu a possibilidade da parte propor uma ação
cautelar anteriormente à ação civil pública. Vejamos a seguir o que estes artigos dizem:
Art. 4°: Poderá ser ajuizada ação cautelar para os f ins desta Lei, objetivando, inclusive,
evitar o dano ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem urbanística ou aos bens e
direitos de valor artísticos, estético, histórico, turístico e paisagístico.
Art. 12: Poderá o Juiz conceder mandado liminar, com ou sem justif icação prévia, em
decisão sujeita a agravo".
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DICA 230
PROGRAMA NACIONAL DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DE TRABALHO
Nascido de uma iniciativa do TST e Conselho Superior da Justiça do Trabalho, em parceria
com diversas instituições públicas e privadas criaram o programa, com o intuito de prevenir
acidentes de trabalho.
Lembrando sempre que art. 19 da Lei nº 8.213/91, "acidente de trabalho é o que ocorre
pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados
ref eridos no inciso VII do art. 11 desta lei, provocando lesão corporal ou perturbação
f uncional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da
capacidade para o trabalho".
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DIREITO ELEITORAL
DICA 231
AÇÕES JUDICIAIS ELEITORAIS – PEDIDO DE DIREITO DE RESPOSTA
Previsto no artigo 58 da Lei n.º 9.504/97.
Cabimento: quando candidato, partido ou coligação f orem atingidos, ainda que de f orma
indireta, por conceito, imagem ou af irmação caluniosa, dif amatória, injuriosa ou
sabidamente inverídica, dif undidos por qualquer veículo de comunicação social.
Procedimento: recebido o pedido, o of ensor é imediatamente citado para que apresente
def esa em 24 horas. A decisão deve ser prolatada no prazo máximo de 72 horas da
f ormulação do pedido. O Ministério Público manif esta-se em parecer antes da sentença, no
prazo máximo de 24 horas (artigo 33, parágraf o primeiro, da Resolução TSE n.º
23.608/2019).
ATENÇÃO!!
A Lei n.º 9.504/97 prevê os prazos em horas, porém, a Resolução TSE n.º 23.608/2019
prevê os prazos em dias.
Legitimados Ativos: o candidato, o partido político, a f ederação de partidos ou a
coligação.
DICA 232
AÇÕES JUDICIAIS ELEITORAIS – PEDIDO DE DIREITO DE RESPOSTA
CUIDADO: o direito de resposta pode ser pedido por quem quer seja of endido em
propaganda, não se restringindo a candidato ou partido político. Até mesmo uma pessoa
jurídica pode ajuizar este pedido. Porém, o não candidato (ou partido) só pode pleitear
perante a Justiça Eleitoral direito de resposta por of ensa veiculada no horário eleitoral
gratuito. Aquelas of ensas veiculadas em outros meios devem ser demandadas perante a
Justiça Comum.
Legitimados Passivos: candidatos, partidos políticos ou coligações/f ederações e
empresas de comunicação.
Prazos: há prazos dif erenciados, de acordo com o veículo no qual a of ensa f oi divulgada :
PRAZO MEIO DE DIVULGAÇÃO
24 horas Horário Eleitoral Gratuito.
48 horas Programação normal rádio e TV.
72 horas Imprensa escrita.
A qualquer tempo Internet
72 horas Após a retirada do material da Internet
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Sanções: O descumprimento, ainda que parcial, da decisão que reconhecer o direito de
resposta sujeitará a inf ratora ou o inf rator ao pagamento de multa no valor de R$ 5.320,50
(cinco mil, trezentos e vinte reais e cinquenta centavos) a R$ 15.961,50 (quinze mil,
novecentos e sessenta e um reais e cinquenta centavos), duplicada em caso de reiteração
de conduta (artigo 36, da Resolução TSE n.º 23.608/2019).
DICA 233
ELEIÇÕES SUPLEMENTARES
O conceito de eleições suplementares é extraído do artigo 224, do Código Eleitoral, o
qual prevê a realização de novas eleições em basicamente duas hipóteses :
Quando houver nulidade de votos que atinja mais da metade da votação para os
cargos majoritários de presidente da República, governador ou pref eito;
A segunda hipótese de eleição suplementar ocorre quando decisão da Justiça Eleitoral
importar no indeferimento do registro, a cassação do diploma ou a perda do
mandato de candidato eleito em pleito majoritário, independentemente do número
de votos anulados.
Assim, eleições suplementares ocorrem sempre que houver nulidade da eleição
anterior, seja pela anulação de mais da metade dos votos, seja pelo af astamento da chapa
eleita (por indef erimento do registro, cassação do diploma ou perda do mandato) na eleição
regular.
CUIDADO: o parágraf o terceiro do artigo 224 teve sua constitucionalidade questionada
perante o Supremo Tribunal Federal por meio da ADIN n.º 5525 e, em 8 de março de 2018,
o Tribunal, por maioria, declarou a inconstitucionalidade da expressão “após o trânsito
em julgado”.
Sendo assim, finalizadas as instâncias ordinárias (juiz eleitoral e Tribunal Regional
Eleitoral), deve ser determinada a realização de eleição suplementar nos casos previstos no
artigo 224, do Código Eleitoral.
DICA 234
CONVENÇÕES PARTIDÁRIAS
Segundo a Lei das Eleições (artigo 8º, caput, da Lei n.º 9.504/97) a escolha dos candidatos
pelos partidos e a deliberação sobre coligações deverão ser f eitas no período de 20 de julho
a 5 de agosto do ano em que se realizarem as eleições.
ATENÇÃO!!
cada partido poderá registrar candidatos para a Câmara dos Deputados, Câmara e
Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais no total de até 100% do número de
lugares a preencher mais um (artigo 10, caput, da Lei n.º 9.504/97).
CUIDADO! Cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% (trinta por cento) e
o máximo de 70% (setenta por cento) para candidaturas de cada sexo (artigo 10, parágrafo
terceiro, da Lei n.º 9.504/97).
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DICA 235
FEDERAÇÕES PARTIDÁRIAS
Dois ou mais partidos políticos podem se reunir em f ederação, registrada perante o TSE, a
qual atuará como se f osse uma única agremiação partidária (artigo 11-A, Lei n.º 9.096/95).
ATENÇÃO!!
Os partidos reunidos em f ederação deverão permanecer f iliados por no mínimo quatro
anos (artigo 11-A, inciso II, Lei n.º 9.096/95).
Se o partido sair da f ederação f icará proibido de ingressar em outra f ederação, de celebrar
coligação nas duas eleições seguintes e até completar o prazo mínimo remanescente da
f ederação, de utilizar o f undo partidário (artigo 11-A, parágraf o quarto, Lei n.º 9.096/95).
CUIDADO! Se houver desligamento de um ou mais partidos, a f ederação prosseguirá
em funcionamento até a eleição seguinte, desde que nela permaneçam dois ou mais
partidos (artigo 11-A, parágraf o quinto, Lei n.º 9.096/95).
O partido que se desligar da f ederação poderá participar da eleição isoladamente se
a ruptura ocorrer até seis meses antes do pleito. Caso a extinção da f ederação seja
motivada pela f usão ou incorporação entre os partidos, nenhuma das penalidades será
aplicada.
A Resolução TSE n.º 23.670, de 14 de dezembro de 2021 regulamenta as f ederações de
partidos políticos.
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DIREITO FINANCEIRO
DICA 236
JURISPRUDÊNCIAS DO DIREITO FINANCEIRO- POSSIBILIDADE DE
DESONERAÇÃO DO ESTRANGEIRO COM RESIDÊNCIA PERMANENTE NO BRASIL EM
RELAÇÃO ÀS TAXAS COBRADAS PARA O PROCESSO DE REGULARIZAÇÃO
MIGRATÓRIA
IMPORTANTE: Segundo o RE 1018911, que f ixou o tema 988, julgado no STF, pelo
ministro Luiz Fux, há a possibilidade de desoneração do estrangeiro com residência
permanente no Brasil em relação às taxas cobradas para o processo de regularização
migratória.
Em suma, é imune ao pagamento de taxas para registro da regularização migratória o
estrangeiro que demonstre sua condição de hipossuf iciente, nos termos da legislação de
regência.
QUESTÃO INÉDITA E SIMULADA.
Petrus é um estrangeiro, e recentemente chegou ao Brasil, para f ugir de uma guerra civil
em seu país. Ele é hipossuf iciente, e conseguiu f azer a comprovação de tal
hipossuf iciência, nos termos da legislação atual. Segundo entendimento do STF, podemos
af irmar corretamente que Petrus:
a) É imune ao pagamento de taxas para registro da regularização migratória.
b) Não é imune ao pagamento de taxas para registro da regularização migratória.
c) Só seria imune e isento se tivesse um f ilho menor.
d) Só se imune caso f osse casado com uma brasileira.
Gabarito: Letra a.
DICA 237
JURISPRUDÊNCIAS DO DIREITO FINANCEIRO- É CONSTITUCIONAL
CONDICIONAR O RESGATE ANTECIPADO DE TÍTULOS DA DÍVIDA PÚBLICA
EMITIDOS EM FAVOR DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR À SATISFAÇÃO
DE SUAS OBRIGAÇÕES PREVIDENCIÁRIAS
Segundo o Inf ormativo STF 847, por causa do julgamento da ADI 2.545, onde a relatora f oi
a ministra Carmem Lúcia, f icou f ixado o entendimento de que é constitucional condicionar
o resgate antecipado de títulos da dívida pública emitidos em f avor das instituições de ensino
superior à satisf ação de suas obrigações previdenciárias.
Esta medida tem como intuito excluir da possibilidade de acesso ao crédito imediato dos
valores correspondentes a tais certif icados as entidades que apresentem débitos com a
previdência.
DICA 238
JURISPRUDÊNCIAS DO DIREITO FINANCEIRO- LEI ESTADUAL E CONCESSÃO DE
BENEFÍCIO FISCAL SEM PRÉVIA ESTIMATIVA DE IMPACTO ORÇAMENTÁRIO E
FINANCEIRO
Segundo a ADI 6303/RR, onde o relator f oi o ministro Roberto Barroso, é inconstitucional
lei estadual que concede benef ício f iscal sem a prévia estimativa de impacto orçamentário
e f inanceiro exigida pelo art. 113 do ADCT.
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Veja como isto pode cair na prova:
QUESTÃO INÉDITA E SIMULADA.
O Estado Alf a criou recentemente uma lei que concede benef ício f iscal, contudo, não
houve uma prévia estimativa de impacto orçamentário e f inanceiro exigida pelo art. 113
do ADCT, pois o presidente da Assembleia Legislativa af irmou-se que tal estimativa seria
completamente desnecessária. Segundo entendimento recente do STF, a lei do Estado
Alf a:
a) É inconstitucional
b) Era inconstitucional, mas a partir de 2022, passou a ser constitucional
c) É constitucional
d) É constitucional, mas atualmente está em julgamento no STF
Gabarito: Letra a.
DICA 239
O PODER PÚBLICO NÃO PODERÁ ALEGAR EXCESSO DE GASTO COM PESSOAL PARA
NEGAR PROGRESSÃO FUNCIONAL COM BASE NA LEI DE RESPONSABILIDADE
FISCAL
Recentemente, o STJ decidiu que o poder público não pode deixar de conceder progressão
f uncional ao servidor que preenche os requisitos legais, mesmo que tenham sido superados
os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para gastos com pessoal.
No entendimento do STJ a progressão se trata de um direito subjetivo do servidor público,
decorrente de determinação legal, e está compreendida na exceção normatizada no inciso
I do parágraf o único do artigo 22 na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A decisão se deu
no REsp 1878849.
DICA 240
ANTECIPAÇÃO DE RECEITA ORÇAMENTÁRIA (ARO)
Um ponto que merece a sua atenção é que enquanto a amortização da dívida principal do
ARO é uma despesa extraorçamentária, o pagamento dos seus juros é uma despesa
orçamentária, pois deve estar incluso dentro do orçamento.
Esquematizando:
AMORTIZAÇÃO DA DÍVIDA DESPESA EXTRAORÇAMENTÁRIA
PRINCIPAL DO ARO
PAGAMENTO DOS SEUS JUROS DESPESA ORÇAMENTÁRIA
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DICA BÔNUS
É CONSTITUCIONAL A LEI ESTADUAL QUE CONSIDERA AS CONSULTAS POPULARES
COMO ETAPA OBRIGATÓRIA E PRELIMINAR DO PROCESSO LEGISLATIVO DA PEÇA
ORÇAMENTÁRIA?
Não. É inconstitucional a lei estadual que considera as consultas populares como etapa
obrigatória e preliminar do processo legislativo da peça orçamentária, segundo
entendimento do STF, de acordo com o Inf ormativo 1112.
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONSTITUCIONAL E FINANCEIRO. LEI
ESTADUAL. PROPOSTA DE LEI ORÇAMENTÁRIA. OBSERVÂNCIA DE INTERESSES
MUNICIPAIS E REGIONAIS REVELADOS EM CONSULTAS DIRETAS À POPULAÇÃO.
OBRIGATORIEDADE DE INCLUSÃO NA LEI ORÇAMENTÁRIA DAS ESCOLHAS MANIFESTADAS
PELA POPULAÇÃO. CONTRARIEDADE À RESERVA DE INICIATIVA DO CHEFE EXECUTIVO (CF,
ARTS. 61, § 1º, II, “B”, E 165, III) E AO PODER DE EMENDA DO LEGISLATIVO (CF, ART.
166).
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DIREITO PREVIDENCIÁRIO
DICA 241
REAPOSENTAÇÃO
A reaposentação visava a utilização das novas contribuições previdenciárias,
desconsiderando-se o período usado para a primeira aposentadoria.
Ex.: Um segurado que se aposentou com 55 anos por tempo de contribuição e continuou
trabalhando por mais 10 anos e aos 65 anos pretende obter aposentadoria por idade com
base nas contribuições f eitas após a aposentadoria inicial.
Seguindo a mesma linha da desaposentação, o STF entendeu que ante a ausência de
autorização legal permitindo a reaposentação, ela não é possível.
DICA 242
IMPENHORABILIDADE, INALIENABILIDADE E INDISPONIBILIDADE DOS
BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS
O benefício previdenciário não poderá ser objeto de penhora , sequestro ou arresto,
sendo nulo de pleno direito a sua cessão ou venda, ou qualquer outro ônus sobre esse
benef ício, devido seu caráter alimentar, salvo quando se tratar de valor dívida de prestação
de alimentos (pensão alimentícia) reconhecida por sentença judicial.
Dispõe, ainda o artigo 115, da Lei 8213/91, que podem ser descontados dos
benefícios:
contribuições devidas pelo segurado à Previdência Social;
pagamento administrativo ou judicial de benef ício previdenciário ou assistencial indevido,
ou além do devido, inclusive na hipótese de cessação do benef ício pela revogação de
decisão judicial, em valor que não exceda 30% (trinta por cento) da sua importância, nos
termos do regulamento;
Imposto de Renda retido na f onte;
pensão de alimentos decretada em sentença judicial;
mensalidades de associações e demais entidades de aposentados legalmente
reconhecidas, desde que autorizadas por seus f iliados.
pagamento de empréstimos, f inanciamentos, cartões de crédito e operações de
arrendamento mercantil concedidos por instituições f inanceiras e sociedades de
arrendamento mercantil, ou por entidades f echadas ou abertas de previdência
complementar, públicas e privadas, quando expressamente autorizado pelo benef iciário,
até o limite de 35% (trinta e cinco por cento) do valor do benef ício, sendo 5% (cinco
por cento) destinados exclusivamente para:
amortização de despesas contraídas por meio de cartão de crédito; ou
utilização com a f inalidade de saque por meio do cartão de crédito.
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DICA 243
CRIMES PREVIDENCIÁRIOS
Os crimes previdenciários são crimes praticados contra a Previdência Social ou áreas
correlatas da seguridade social. São tipos previstos no Código Penal, sendo eles os crimes
de:
apropriação indébita previdenciária;
sonegação de contribuição previdenciária;
f alsif icação de documento público contra a Previdência Social;
estelionato previdenciário.
DICA 244
CRIMES PREVIDENCIÁRIOS – APROPRIAÇÃO INDÉBITA
O crime é o de apropriação indébita previdenciária, apesar da localização no código penal,
é um tipo penal dif erente do crime de apropriação indébita relacionada no artigo 168, que
se ref ere apenas ao crime contra o patrimônio.
Existe uma crítica doutrinária quanto a inserção do crime na parte que trata dos crimes
contra o patrimônio, pois, aqui o bem jurídico violado é a previdência social e assim sendo,
os cof res públicos.
DICA 245
FALSIDADE DOCUMENTAL PREVIDENCIÁRIA
O conceito de documento ref ere-se a toda escrita f ormal, ou todo suporte material f ormal
que pode ser inclusive de natureza privada utilizado para comprovação de algo. Para f ins
penais mais do que documentar esse objeto comprobatório necessita de três cara cterísticas:
ser um meio de comprovação e perpetuação do seu conteúdo;
identif icar o autor por seu intermédio;
servir como instrumento de prova do seu conteúdo.
Assim o documento plausível de f alsif icação é aquele que de f ato tem algum valor
probatório. Sendo estes ainda dif erenciados quando públicos ou privados.
No tipo penal em questão protege-se a f é pública, o documento público, ou seja, que possui
a chancela da autoridade estatal. Com o §3º tratando exclusivamente de ilícitos ligado a
previdência.
Trata-se de crime plurissubsistente, sendo possível a tentativa, com modalidade
comissiva e omissiva.
Fundamento Normativo: Art. 297, §§ 3º e 4º, Código Penal.
Pena base: Reclusão de 2 a 6 anos e multa.
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Conduta típica:
Inserir ou f azer inserir (§ 3º):
I – na f olha de pagamento ou em documento de inf ormações que seja destinado a f azer
prova perante a previdência social, pessoa que não possua a qualidade de segurado
obrigatório;
II – na CTPS do empregado ou em documento que deva produzir ef eito perante a
previdência social, declaração f alsa ou diversa da que deveria ter sido escrita;
III – em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as
obrigações da empresa perante a previdência social, declaração f alsa ou diversa da que
deveria ter constado.
Omitir (§ 4º): nos documentos ref eridos no § 3º, o nome do segurado e seus dados
pessoais, a remuneração, a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços.
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