Curso de Técnico ORVC (Orientação, Reconhecimento e Validação de Competências)
Manual do e-formando
Processos de RVCC
Formadora
Sandra Vieira
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Índice
OBJETIVOS PEDAGÓGICOS ......................................................................................... 3
INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 4
PROCESSO DE RVCC ESCOLAR .................................................................................... 7
RVCC ESCOLAR DE NÍVEL BÁSICO....................................................................................... 7
Reconhecimento de Competências ............................................................................. 8
Validação de Competências ...................................................................................... 9
Certificação de Competências ................................................................................... 9
RVCC ESCOLAR DE NÍVEL SECUNDÁRIO .............................................................................. 12
Reconhecimento de Competências ........................................................................... 13
Validação de Competências .................................................................................... 22
Certificação de Competências ................................................................................. 23
PROCESSO DE RVCC PROFISSIONAL ......................................................................... 26
INTRODUÇÃO .............................................................................................................. 26
Reconhecimento de Competências ........................................................................... 27
Validação de Competências .................................................................................... 29
Certificação de Competências ................................................................................. 29
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................... 31
BIBLIOGRAFIA ............................................................................................................. 31
WEBGRAFIA................................................................................................................ 32
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Manual do e-formando – Módulo III
Objetivos Pedagógicos
Pretende-se que no final deste módulo, os formandos sejam capazes de:
• Explicar em que consiste um Processo de RVCC;
• Descrever as etapas que integram um Processo de RVCC Escolar;
• Caracterizar as etapas que integram um Processo de RVCC Profissional.
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Introdução
Os Processos de RVCC, desenvolvidos nos Centros Qualifica, consistem no
reconhecimento de competências adquiridas pelos adultos, ao longo da vida, em
contextos formais, informais e não-formais, tendo em vista a certificação escolar e/ou
profissional (RVCC escolar e/ou RVCC profissional).
O processo de RVCC pode ser escolar e/ou profissional:
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Manual do e-formando – Módulo III
Este processo integra duas etapas:
1. O Reconhecimento e Validação de Competências, que permite a
identificação das competências detidas pelo adulto, através da aplicação de um
conjunto de metodologias e instrumentos específicos;
2. A Certificação de Competências consiste na demonstração das competências
validadas através da realização de uma prova escrita, oral ou prática, ou que
conjugue as várias tipologias. A prova é organizada por áreas de
competências-chave, no caso do processo de RVCC escolar, ou por Unidades de
Competência, no caso de se tratar de um processo RVCC de profissional.
Os processos de reconhecimento, validação e certificação de competências escolares
baseiam-se em Referenciais de Competências-Chave de Educação e Formação de
Adultos para o nível básico e secundário (In Documentação de Apoio).
Os processos de reconhecimento, validação e certificação de competências
profissionais têm como base os referenciais de competências profissionais que
integram as qualificações disponíveis no Catálogo Nacional de Qualificações.
Podem ingressar num percurso RVCC os adultos, com idade igual ou superior a 18
anos, que reúnam os seguintes requisitos:
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A conclusão de um processo de RVCC escolar pode conduzir a uma certificação total
(equivalente ao 1.º 2.º ou 3.º ciclos do ensino básico ou do nível secundário de
educação) ou a uma certificação parcial.
A conclusão de um processo de RVCC profissional pode conduzir a uma certificação
total correspondente ao nível 2 de qualificação (caso o candidato já seja detentor do
3º ciclo do Ensino Básico) ou ao nível 4 de qualificação (caso o candidato já seja
detentor do nível secundário de educação) ou a uma certificação parcial.
Caso o candidato obtenha uma certificação parcial no âmbito do desenvolvimento de
um processo de RVCC, o Centro Qualifica procede ao seu encaminhamento para uma
modalidade de educação/formação externa ao Centro, que lhe permita a conclusão do
nível de certificação a que se propôs, integrando um Curso de Educação e Formação
de Adultos (EFA) ou um percurso de Formação Modular Certificada (FMC).
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Processo de RVCC Escolar
RVCC Escolar de Nível Básico
Este processo baseia-se na evidenciação de competências previamente adquiridas
pelos adultos, ao longo da sua vida, em contextos formais, informais e não formais.
Durante o processo cada adulto constrói um Portefólio Reflexivo das Aprendizagens
(PRA), orientado segundo o Referencial de Competências-Chave (emitido pela Agência
Nacional para a Qualificação).
O RVCC desenvolve-se, numa primeira fase, num sistema de sessões (não são aulas,
mas reuniões de trabalho onde se realizam tarefas e se prepara o trabalho a
desenvolver pelo adulto), coletivas e individuais, de cerca de 1,5h a 2h por semana,
destinadas a reconhecer as competências de cada adulto, em conjunto com a equipa
técnico-pedagógica.
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Manual do e-formando – Módulo III
Na fase seguinte, decorre a etapa de validação das competências, que consiste numa
sessão na qual o adulto e a equipa pedagógica analisam e avaliam o PRA, face ao
Referencial de Competências-Chave, identificando as competências a validar e a
evidenciar/desenvolver, através da continuação do processo de RVCC ou de formação
a realizar em entidade formadora certificada.
Por fim, a certificação de competências realiza-se perante um Júri de Certificação,
constituído pelo Profissional de RVC (técnico) e pelos Formadores.
Após este processo, elabora-se um Plano de Desenvolvimento Pessoal, tendo em vista
a continuação do percurso de qualificação/aprendizagem de cada adulto.
Sempre que são detetadas lacunas em termos de competências evidenciadas pelos
adultos face ao Referencial de certificação, são desenvolvidas ações de formação
complementar (no máximo 50 horas por adulto em processo RVCC), baseadas nas
Áreas de Competências-Chave dos respetivos Referenciais.
O horário é combinado entre os adultos e a equipa técnico-pedagógica e pode ser
laboral ou pós-laboral.
A duração total do processo depende do próprio adulto, da sua disponibilidade e
capacidade de trabalho.
Reconhecimento de Competências
Na etapa de reconhecimento, o adulto identifica as competências adquiridas ao longo
da vida através do recurso à metodologia de balanço de competências. Este trabalho é
desenvolvido pelos profissionais de RVC e pelos formadores, que, para o efeito,
organizam sessões de trabalho individuais, em pequenos grupos e/ou em grupos
alargados de adultos.
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Validação de Competências
As competências identificadas e reconhecidas durante o processo de Reconhecimento
são depois validadas numa sessão, na qual o adulto e a equipa pedagógica analisam e
avaliam o PRA, face ao Referencial de Competências-Chave, identificando as
competências a validar e a evidenciar/desenvolver, através da continuação do
processo de RVCC ou formação complementar a desenvolver. Caso se entenda que o
candidato reúne as condições para concluir o seu processo (com certificação total ou
parcial) será encaminhado para a sessão de júri de certificação.
Certificação de Competências
A certificação de competências realiza-se perante um Júri de Certificação, constituído
pelo Profissional de Reconhecimento e Validação de Competências que acompanhou o
adulto e pelos formadores das áreas de competências-chave.
Esta sessão representa o momento final que corresponde ao final dos processos de
RVCC, assumindo várias funções, designadamente encerramento oficial e público dos
processos RVCC, legitimação social dos mesmos e avaliação final dos candidatos.
O Processo de RVCC pode conduzir a uma certificação total (equivalente ao 1.º, 2.º ou
3.º ciclo do ensino básico) ou parcial, das respetivas competências. A conclusão do
nível básico dá lugar à emissão de um diploma e de um certificado de qualificações,
que atesta as unidades de competência certificadas. O mesmo modelo de certificado
de qualificações é emitido quando o candidato apenas obtém uma qualificação parcial.
Nesta situação, o certificado indica quais as unidades de competência certificadas
através do processo de RVCC.
Para cada adulto certificado é definido um Plano de Desenvolvimento Pessoal, tendo
em vista a continuação do seu percurso de qualificação/aprendizagem ao longo da
vida após o processo de RVCC. Este Plano, articulado entre a equipa pedagógica e o
adulto em sessões individuais, toma forma na definição do projeto pessoal e
profissional do adulto, com a identificação de possibilidades de prosseguimento das
aprendizagens, de apoio ao desenvolvimento de iniciativas de criação de auto
emprego e/ou de apoio à progressão/reconversão profissional.
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Referencial de competências-chave para a educação e formação de adultos
Documento fundamental que orienta o trabalho de reconhecimento, validação e
certificação desenvolvido pelos formadores, pelos profissionais e pelo adulto durante o
RVCC.
Encontra-se organizado em três níveis: Básico 1, Básico 2, Básico 3, correspondendo,
respetivamente, ao 1.º, 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico, abrangendo quatro áreas de
competências-chave, consideradas essenciais à formação dos adultos:
1. Cidadania e Empregabilidade (CE);
2. Linguagem e Comunicação (LC);
3. Matemática para a Vida (MV);
4. Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).
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ESTRUTURA DO REFERENCIAL DE COMPETÊNCIAS-CHAVE DO NÍVEL BÁSICO
Competência
Combinatória de conhecimentos, capacidades, aptidões e atitudes apropriadas a
situações específicas, requerendo também 'a disposição para' e 'o saber como'
aprender.
Competências-chave
Conjunto articulado, transferível e multifuncional, de conhecimentos, capacidades e
atitudes indispensáveis à realização e desenvolvimento individuais, à inclusão social e
ao emprego. Estas competências deverão ser desenvolvidas no âmbito da
escolaridade obrigatória ou da formação inicial e funcionar como alicerce de
aprendizagens posteriores numa perspetiva de aprendizagem ao longo da vida.
Toda a atividade desenvolvida vai resultando na construção/reconstrução do Portefólio
Reflexivo de Aprendizagens (PRA) do adulto.
O PRA é um arquivo dinâmico de testemunhos pessoais, onde são registados e
organizados documentos que comprovam os saberes e competências adquiridas ao
longo do percurso de vida do candidato, de forma a poder proporcionar uma visão tão
alargada e pormenorizada quando possível das diferentes componentes do seu
desenvolvimento, das aprendizagens realizadas e competências adquiridas,
nomeadamente ao nível das áreas constantes nos Referenciais de Competências-
Chave.
Como instrumento de avaliação, o PRA deverá conter referência a contextos situações
reais de aquisição de competências, bem como reflexões acerca das aprendizagens
efetuadas pelo candidato.
Todos os elementos que integram o PRA deverão ser fruto de uma seleção pessoal e
devem ser sempre acompanhados de uma fundamentação.
O PRA poderá ser desenvolvido em vários suportes, nomeadamente em papel ou
digital, desde que o mesmo consiga refletir o processo e se constitua como um
produto resultante, quer da evidenciação das competências que os adultos possuem,
quer das aprendizagens efetuadas ao longo do processo RVCC.
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A evolução do processo de reconhecimento e, em particular, as conclusões que a
equipa vai tirando relativamente às competências que podem ou não ser validadas,
são comunicadas ao adulto, à medida que as sessões forem decorrendo, em
momentos específicos para o efeito ou no decorrer do balanço de competências. Os
erros constantes do documento deverão ser identificados bem como as estratégias
usadas durante o processo de RVCC para a sua superação. Contudo, não é necessário
que o PRA seja obrigatoriamente "passado a limpo".
RVCC Escolar de Nível Secundário
Este processo baseia-se na evidenciação de competências previamente adquiridas
pelos adultos, ao longo da sua vida, em contextos formais, informais e não formais.
Durante o processo cada adulto constrói um Portefólio Reflexivo das Aprendizagens
(PRA), orientado segundo o Referencial de Competências-Chave (emitido pela Agência
Nacional para a Qualificação).
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O RVCC desenvolve-se, numa primeira fase, num sistema de sessões (não são aulas,
mas reuniões de trabalho onde se realizam tarefas e se prepara o trabalho a
desenvolver pelo adulto), coletivas e individuais, de cerca de 1,5h a 2h por semana,
destinadas a reconhecer as competências de cada adulto, em conjunto com a equipa
técnico-pedagógica.
Na fase seguinte, decorre a etapa de validação das competências, que consiste numa
sessão na qual o adulto e a equipa pedagógica analisam e avaliam o PRA, face ao
Referencial de Competências-Chave, identificando as competências a validar e a
evidenciar/desenvolver, através da continuação do processo de RVCC ou de formação
a realizar em entidade formadora certificada.
Por fim, a certificação de competências realiza-se perante um Júri de Certificação,
constituído pelo Profissional de RVC (técnico) e pelos Formadores.
Após este processo, elabora-se um Plano de Desenvolvimento Pessoal, tendo em vista
a continuação do percurso de qualificação/aprendizagem de cada adulto.
Sempre que são detetadas lacunas em termos de competências evidenciadas pelos
adultos face ao Referencial de certificação, são desenvolvidas ações de formação
complementar (no máximo 50 horas por adulto em processo RVCC), baseadas nas
Áreas de Competências-Chave dos respetivos Referenciais.
O horário é combinado entre os adultos e a equipa técnico-pedagógica e pode ser
laboral ou pós-laboral.
A duração total do processo depende do próprio adulto, da sua disponibilidade e
capacidade de trabalho.
Reconhecimento de Competências
Na etapa de reconhecimento, o adulto identifica as competências adquiridas ao longo
da vida através do recurso à metodologia de balanço de competências. Este trabalho é
desenvolvido pelos profissionais de RVC e pelos formadores, que, para o efeito,
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organizam sessões de trabalho individuais, em pequenos grupos e/ou em grupos
alargados de adultos.
Referencial de competências-chave para a educação e formação de adultos
Documento fundamental que orienta o trabalho de reconhecimento, validação e
certificação desenvolvido pelos formadores, pelos profissionais e pelo adulto durante o
RVCC.
O Referencial de Competências-chave de nível secundário está organizado segundo
três áreas de competências-chave:
1. Cidadania e Profissionalidade;
2. Sociedade, Tecnologia e Ciência;
3. Língua, Cultura, Comunicação.
Cada unidade de competência é composta por 4 competências, correspondentes a 4
domínios de referência: Privado, Profissional, Institucional e Macroestrutural.
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ORGANIZAÇÃO DO REFERENCIAL
ÁREA DE CIDADANIA E PROFISSIONALIDADE
A Área Cidadania e Profissionalidade estrutura-se em torno de oito Unidades de
Competência (UC), geradas a partir de oito Núcleos Geradores. Cada Núcleo Gerador
preconiza 4 temas, perfazendo o total de 32 temas.
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ÁREA DE SOCIEDADE, TECNOLOGIA E CIÊNCIA
A Área Sociedade, Tecnologia e Ciência estrutura-se em torno de sete Unidades de
Competência (UC), geradas a partir de sete grandes Núcleos Geradores que projetam
a Ciência e a Tecnologia na Sociedade. Cada Núcleo Gerador preconiza 4 temas,
perfazendo o total de 28 temas.
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ÁREA DE CULTURA, LÍNGUA E COMUNICAÇÃO
A Área Cultura, Língua, Comunicação, tal como a Área STC, alicerça-se em torno de
sete Unidades de Competência (UC), geradas a partir dos sete grandes Núcleos
Geradores, que surgem como temas onde se trabalham as competências de cultura,
língua e comunicação. Cada Núcleo Gerador preconiza 4 temas, perfazendo o total de
28 temas.
LÍNGUA ESTRANGEIRA
O Referencial de Competências-Chave de nível secundário pressupõe como obrigatória
a evidenciação de competências em Língua Estrangeira. Assim, para ser atribuído o
crédito a uma competência que tem a formulação de língua portuguesa e/ou língua
estrangeira, dever-se-á ler “língua portuguesa e língua estrangeira”, não existindo
créditos específicos para a língua estrangeira. O candidato tem que evidenciar e
demonstrar competências de compreensão e interpretação, produção oral e produção
escrita de uma língua estrangeira – equivalente ao nível 3 (B1) do Quadro Europeu
Comum de Referência para as Línguas.
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Pode ser trabalhada qualquer língua estrangeira e pode ser trabalhada mais do que
uma língua em simultâneo, contudo a evidência de competências numa só língua
estrangeira é suficiente para o reconhecimento em Cultura, Língua, Comunicação.
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Quadro Resumo
Portefólio Reflexivo de Aprendizagem (PRA)
Toda a atividade desenvolvida vai resultando na construção/reconstrução do Portefólio
Reflexivo de Aprendizagens.
Características do PRA:
1. É a base de todo o processo RVCC;
2. Decorre do balanço de competências;
3. Retrata o percurso de aquisição de competências;
4. É elaborado pelo adulto, de forma mais ou menos apoiada pela equipa técnico-
pedagógica;
5. Totalmente informatizado;
6. Estrutura, forma e conteúdo de responsabilidade do adulto.
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Validação de Competências
As competências identificadas e reconhecidas durante o processo de Reconhecimento
são depois validadas numa sessão, na qual o adulto e a equipa pedagógica analisam e
avaliam o PRA, face ao Referencial de Competências-Chave, identificando as
competências a validar e a evidenciar/desenvolver, através da continuação do
processo de RVCC ou formação complementar. Caso se entenda que o candidato
reúne as condições para concluir o seu processo (com certificação total ou parcial)
será encaminhado para a sessão de júri de certificação.
Os critérios de evidência definidos para cada competência estão estruturados em
função de 3 elementos de complexidade:
Tipo I – identificação
Tipo II – compreensão
Tipo III – intervenção
Em Cidadania e Profissionalidade, cada competência é validada quando se
evidencia um critério de evidência cuja complexidade é de tipo III.
Em Sociedade, Tecnologia e Ciência e Cultura Língua e Comunicação, para a
competência ser validada, terão de ser analisados os critérios de evidência das 3
dimensões da competência, sendo que, em pelo menos uma das dimensões, terá que
se evidenciar, obrigatoriamente, um critério de complexidade tipo III, podendo, nas
outras duas dimensões, ter combinações diversas de tipo I e tipo II, mas nunca a sua
ausência total.
Exemplo de uma validação possível em STC
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Existem diversos temas nos quais os candidatos poderão evidenciar competências em
mais do que uma área. Para tal, torna-se necessário procurar as relações existentes
entre as três Áreas de Competências-Chave.
Certificação de Competências
A certificação de competências realiza-se perante um Júri de Certificação, constituído
pelo Profissional de Reconhecimento e Validação de Competências que acompanhou o
adulto e pelos formadores das áreas de competências-chave.
Esta sessão representa o momento final que corresponde ao final dos processos de
RVCC, assumindo várias funções, designadamente encerramento oficial e público dos
processos RVCC, legitimação social dos mesmos e avaliação final dos candidatos.
Para que o candidato seja certificado, é necessário que se verifique, em simultâneo, o
cumprimento dos seguintes requisitos:
1- A obtenção de, no mínimo, 44 créditos, distribuídos da seguinte forma:
• 16 Créditos na Área Cidadania e Profissionalidade;
• 14 Créditos na Área Sociedade, Tecnologia e Ciência;
• 14 Créditos na Área Cultura, Língua, Comunicação.
2 - A validação de, pelo menos, 2 competências em cada UC.
Curso de Técnico ORVC 23
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O Processo de RVCC pode conduzir a uma certificação total ou parcial das respetivas
competências.
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Para cada adulto certificado é definido um Plano de Desenvolvimento Pessoal, tendo
em vista a continuação do seu percurso de qualificação/aprendizagem ao longo da
vida após o processo de RVCC. Este Plano, articulado entre a equipa pedagógica e o
adulto em sessões individuais, toma forma na definição do projeto pessoal e
profissional do adulto, com a identificação de possibilidades de prosseguimento das
aprendizagens, de apoio ao desenvolvimento de iniciativas de criação de auto
emprego e/ou de apoio à progressoão/reconversão profissional.
Curso de Técnico ORVC 25
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Processo de RVCC Profissional
Introdução
O RVCC Profissional é um processo que permite reconhecer, validar e certificar as
competências que os adultos adquirem pela experiência de trabalho e de vida, através
da atribuição de um Certificado de Formação Profissional.
É uma resposta para aqueles que adquiriram saberes e competências profissionais
através da experiência de trabalho ou noutros contextos de vida, e pretendam obter
uma certificação profissional na sua área e/ou (re)iniciar um percurso formativo
adequado às suas necessidades de formação.
O processo é desenvolvido ao longo de um conjunto de sessões durante as quais os
candidatos são apoiados, por técnicos e formadores da área profissional em causa, na
identificação e reconhecimento das competências e na recolha de evidências que as
comprovem, bem como na demonstração.
Curso de Técnico ORVC 26
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A base de trabalho é o Catálogo Nacional de Qualificações e segue as seguintes fases:
1. Identificação e reconhecimento das competências profissionais detidas;
2. Identificação das competências profissionais em falta, com indicação da
formação adicional que deve frequentar;
3. Certificação das competências profissionais para obtenção de um Certificado
de Qualificações e, caso haja condições, de um Diploma.
Após este processo, elabora-se um Plano de Desenvolvimento Pessoal, tendo em vista
a continuação do percurso de qualificação/aprendizagem de cada adulto.
Sempre que são detetadas lacunas em termos de competências evidenciadas pelos
adultos face ao Referencial de Certificação, são desenvolvidas ações de formação
complementar (no máximo 50 horas por adulto em processo RVCC), baseadas nas
Áreas de Competências-Chave dos Referenciais.
O horário é combinado entre os adultos e a equipa técnico-pedagógica e pode ser
laboral ou pós-laboral.
A duração total do processo depende do próprio adulto, da sua disponibilidade e
capacidade de trabalho.
Os processos de RVCC Escolar e de RVCC Profissional podem ser desenvolvidos de
forma integrada, dando acesso à dupla certificação dos candidatos, sendo, neste caso,
constituído um júri de validação comum.
Reconhecimento de Competências
Existe um referencial para cada saída profissional. Este referencial é o ponto de
partida para o processo de reconhecimento, funcionando como a tabela suporte dos
critérios necessários para avaliar se determinado indivíduo tem ou não as
competências para o desempenho de determinada profissão. Os referenciais
profissionais podem ser consultados em: [Link]
Curso de Técnico ORVC 27
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Num primeiro momento, o candidato elabora um levantamento de todo o seu percurso
de vida, focando-se nas aprendizagens efetuadas em contexto profissional e
extraprofissional.
Numa segunda etapa são aplicados ao candidato um conjunto de instrumentos de
avaliação – grelha de autoavaliação, guião de entrevista, exercícios e grelha de
observação no posto de trabalho-que compõem um KIT de avaliação, e que são
concebidos a partir dos referenciais de formação relativos a cada saída profissional,
que integram o Catálogo Nacional de Qualificações. A cada saída profissional
corresponde um KIT de avaliação. Os candidatos são submetidos a exercícios de
observação que podem ser realizados em contexto simulado (nas instalações do
Centro Qualifica) ou em contexto real (no local de trabalho do candidato).
Exemplo de um referencial de RVCC Profissional:
Curso de Técnico ORVC 28
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Validação de Competências
Tudo o que é construído pelo candidato é colocado num Portefólio que deverá ser
enriquecido com documentos evidenciadores das suas competências, por exemplo:
contrato de trabalho, carta de recomendação, certificados de formação, Curriculum
Vitae ou até mesmo fotografias de trabalhos elaborados.
As competências identificadas e reconhecidas durante o processo de Reconhecimento
são depois validadas numa sessão, na qual o adulto e a equipa do Rede Valorizar
analisam e avaliam o Portefólio Reflexivo de Aprendizagem, face ao Referencial de
RVCC Profissional, identificando as competências a validar e a evidenciar/desenvolver,
através da continuação do processo de RVCC ou formação complementar. Caso se
entenda que o candidato reúne as condições para concluir o seu processo (com
certificação total ou parcial) será encaminhado para a sessão de júri de certificação.
Certificação de Competências
A certificação de competências realiza-se perante um Júri de Certificação, constituído
pelo Profissional de Reconhecimento e Validação de Competências que acompanhou o
adulto e pelos formadores.
Esta sessão representa o momento final que corresponde ao final dos processos de
RVCC, assumindo várias funções, designadamente encerramento oficial e público dos
processos RVCC, legitimação social dos mesmos e avaliação final dos candidatos.
O resultado da sessão de certificação pode ser de vários tipos:
1. Se o candidato tiver condições de certificar todas as unidades de competência
consideradas necessárias para a obtenção de um nível 2 ou 3 de qualificação
(associada à dupla certificação), é-lhe emitido um Certificado de Qualificações e
um Diploma;
2. Se o candidato tiver condições de certificar todas as unidades de competência
consideradas necessárias para a certificação profissional, mas não detiver o
Curso de Técnico ORVC 29
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correspondente nível de escolaridade, é emitido apenas um Certificado de
Qualificações (que identifica as unidades de competência certificadas);
3. Se o candidato não tiver condições de certificar todas as unidades de
competência necessárias para a certificação profissional, são emitidos um
Certificado de Qualificações (certificado parcial, que identifica as unidades de
competência certificadas) e um Plano Pessoal de Qualificação, em função das
competências profissionais em défice, mediante o qual se faz o seu
encaminhamento para um percurso formativo.
Para cada adulto certificado é definido um Plano de Desenvolvimento Pessoal, tendo
em vista a continuação do seu percurso de qualificação/aprendizagem ao longo da
vida após o processo de RVCC. Este Plano, articulado entre a equipa pedagógica e o
adulto em sessões individuais, toma forma na definição do projeto pessoal e
profissional do adulto, com a identificação de possibilidades de prosseguimento das
aprendizagens, de apoio ao desenvolvimento de iniciativas de criação de auto
emprego e/ou de apoio à progressão/reconversão profissional.
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Referências Bibliográficas
Bibliografia
ALONSO, Luísa; Educação e Formação de Adultos: Referencial de Competências Chave;
Documento de Trabalho, Vol.I e II; ANEFA; Lisboa: 2000.
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COSTA, Célio, Apender a aprender, Editora Simonsen, Rio de Janeiro, 2009.
FREIRE, Paulo; Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa; Paz
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GOMES, Maria do Carmo; Referencial de Competências-Chave para a Educação e
Formação de Adultos – Nível Secundário: Guia de Operacionalização; Ministério da
Educação; Lisboa; 2006.
HÉRNANDEZ, A Pedagogia de Projetos, 1998.
LEITÃO, José Alberto; Cursos de Educação e Formação de Adultos – Orientações para
a Acção; DGFV; Lisboa; 2003.
PIRES, Ana Luísa, Educação e formação ao longo da vida: Análise Crítica dos sistemas
e diapositivos de reconhecimento e validação de aprendizagens e de competências,
2000, Lisboa.
RECOMENDAÇÃO DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO relativa à instituição
do Quadro Europeu de Qualificações para a aprendizagem ao longo da vida, 23 de
Abril de 2008.
ROLDÃO, M.C.; Gestão do currículo e avaliação de competências: As questões dos
professores; Editorial Presença; Lisboa; 2003.
Curso de Técnico ORVC 31
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Webgrafia
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[Link]
[Link]
Curso de Técnico ORVC 32
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