0% acharam este documento útil (0 voto)
6 visualizações24 páginas

Manual de Apoio ao Jornalismo Radiofónico

Enviado por

Iracelma
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
6 visualizações24 páginas

Manual de Apoio ao Jornalismo Radiofónico

Enviado por

Iracelma
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

5

CENTRO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE JORNALISMO

MANUAL DE APOIO DE JORNALISMO RADIOFÓNICO

LUBANGO/2021.

5
6

TEXTO DE APOIO CURSO DE JORNALISMO- ACADEMIA SUL-Centro de


Formação Profissional de Jornalismo

A. COMUNICAÇÃO SOCIAL
B. O JORNALISMO ANGOLANO

C. JORNALISMO

D. CONCEITOS BASILARES

E. ÉTICA E DEONTOLOGIA PROFISSIONAL

F. OS TÍTULOS JORNALÍSTICOS

G. [Link] FONTES JORNALÍSTICAS

H. LINHA EDITORIAL

I. A PAUTA JORNALISTICA

J. ENTREVISTA JORNALISTICA 1

K. REDACÇÃO JORNALÍSTICA E NOTÍCIA

L. A NOTÍCIA

M. PUBLICIDADE E O SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA

N. LINGUAGEM JORNALISTICA

O. TÉCNICAS DE REDACÇÃO E EDIÇÃO JORNALÍSTICA

P. LOCUÇÃO

Q. FONÉTICA E FONOLOGIA

R. REPORTAGEM E O JORNALISTA

S. A RÁDIO, POR DENTRO

T. CRÓNICA JORNALÍSTICA

U. SLOGANS OU VINHETAS

V. CONTEÚDO GRAMATICAL

6
7

01.-COMUNICAÇÃO SOCIAL

O conceito de comunicação social é algo tão antigo como o próprio homem. Desde o uso
de objectos naturais e artificiais como suporte materiais de dados de mensagens, com
intenção de memória, passando pela fase pictórica ou de representação de objectos e
situações quotidiana através da pintura rupestre com finalidade mágico-religiosa;
também a fase ideológica ou de associação de símbolos pictóricos representando,
objectos, acções e ideias (hieróglifos), até a fase fonética ou de representação de sons
articulados da linguagem oral a partir da invenção do alfabeto (na Fenícia, 3.000 a.C.).

―Todo este processo leva- TEXTO DE APOIO CURSO DE JORNALISMO- Centro de


Formação Profissional de Jornalismo –/ACADEMIA SUL/ nos a comprovar o interesse
do homem pré-histórico em manifestar suas possibilidades de comunicação, inerentes à
sua essência social‖. Ideias básicas de comunicação Do ponto de vista antropológico,
segundo Ferrater Mora, ―o termo comunicação deve ser utilizado para designar o
carácter das relações humanas enquanto são, ou podem ser, relações recíprocas ou de
compreensão. O termo é sinónimo de coexistência ou vida com os outros e indica o
conjunto de modos específicos que pode adoptar a convivência humana, contanto que se
trate de modos humanos, ou seja, do modo nos quais fique a salvo certa possibilidade de
compreensão. Os homens formam uma comunidade, porque se comunicam e porque
podem participar reciprocamente de seus modos de ser, e dessa maneira adquirem novos
e compreensíveis significados‖.

Comunicação é uma palavra derivada do termo latino "communicare", que significa


"partilhar, participar algo, tornar comum". Através da comunicação, os seres humanos e
os animais partilham diferentes informações entre si, tornando o ato de comunicar uma
actividade essencial para a vida em sociedade. Comunicação Social – é o acto de
informar em público por meios audiovisuais ou físico. É o processo especializado de
transmitir uma informação a um auditório. COMUNICAR é transmitir. ACÇÃO – agir.
Comunicação ± acto de transmitir uma informação Meios de comunicação antigos: fumo,
son, luz, fogo. Maios actuais de Imprensa: Jornais, Rádios, Televisões, Sites e Agencias
de Noticias. Exemplo de Jornais: JORNAL DE ANGOLA, JORNAL ―O PAIS‖,
SEMANÁRIO ANGOLENSE… Exemplo de Rádios: RNA, RÁDIO 5, RADIO 2000,
RÁDIO MAIS… Exemplo de Televisões: TPA; TV ZIMBO, TV ZAP, TVI, CM TV…
Exemplo de Sites e Agencias de Notícias: [Link]

7
8

([Link]), PANAPRESS, EURONEWS. Atte: A EURONEWS é uma


cadeia de Notícias ou informação, Ela tem Rádio, TV, Site e Jornal. Jornalismo é a
actividade profissional que tem por objecto o apuramento, processamento, e transmissão
periódica de informações de actualidade para um grande público ou determinados
segmentos dele, através de veículos de difusão colectiva, como rádio, televisão, agência
de notícia, jornal, cinema, revista, boletins informativos, internet, etc. Apuramento
(colher informações nas fontes) Processamento (redacção ou tratamento da informação)
Transmissão (divulgar, difundir, noticiar para o público) A actividade jornalística
observa algumas regras práticas, que realmente se aprendem mediante o exercício da
profissão jornalística. Assim, ser jornalista significa dominar três níveis do jornalismo:

a)Nível Contextual Este nível envolve a pauta e o apuramento. Nos dois primeiros,
compreende as decisões profissionais que têm como objectivo TEXTO DE APOIO
CURSO DE JORNALISMO- Centro de Formação Profissional de Jornalismo –
/ACADEMIA SUL/ identificar os factos que devem ser considerados como noticias,
aqueles que devem ser noticiados. A selecção quer dizer, definir os assuntos que serão
abordados. É a etapa da escolha a partir dos indícios ou sugestões que devem ser
considerados para a publicação final.

O apuramento é o processo de averiguar a informação em estado bruto. Normalmente


quer dizer a entrevista. Neste processo, o jornalista recolhe dados como nome, números,
para ser trabalhados na redacção. Na verdade, como diz o Padre Benedito Kapiñgala, no
―Paixão do Jornalismo‖, o jornalista é um verdadeiro interprete dos factos, pois
identifica-os, selecciona-os e confronta-os para avaliar o mais importante.

b) Nível Textual Consiste na finalização do material redigido em produto de


comunicação, partindo por uma hierarquização e coordenação do conteúdo da
informação, que deverá ser apresentado ao público. Este nível diz respeito a edição que
confere o sentido geral às informações conseguidas nas etapas anteriores.

c) Nível Estilístico Este nível diz respeito ao estudo das características próprias do estilo
dos diversos géneros jornalísticos e das suas qualidades expressivas. Aqui, o jornalista
age como escritor e escolhem os termos ou expressões que tornam mais convidativo o
texto jornalístico. Usa umas palavras em detrimento de outras e prefere umas expressões
ao invés de outras. O jornalismo também de define como a prática de buscar, redigir,
editar e publicar informações sobre acontecimentos actuais.

8
9

O jornalismo é uma actividade de comunicação. O profissional desta área é um jornalista.


Jornalista – é o profissional da comunicação social cuja sua tarefa principal (diária) é
colher, tratar e divulgar assuntos de interesse público, a notícia. O jornalista deve: Cultura
geral ampla Hábito de leitura Hábito de escrita Domínio das TIC’s Tudo isto significa
―actualização constante‖.

TIPOS DE JORNALISMO: Jornalismo Político, Jornalismo Social, Jornalismo


Económico, Jornalismo Cultural, Jornalismo Desportivo, Jornalismo Infantil,
Especialista em assuntos Internacionais.

C. CONCEITOS BASILARES

Actualidade é um vínculo central que se estabelece entre a audiência e o jornal. A


ausência desse factor tornaria o telejornal/noticiário/jornal obsoleto uma vez que não
haveria o interesse do público em assistir, ouvir ou ler o que já é conhecido, o que não é
actual.

A actualidade é um vínculo central que se estabelece entre a audiência e o jornal. A


ausência desse factor tornaria o telejornal obsoleto uma vez que não haveria o interesse
do público em assistir o que já é conhecido, o que não é actual.

A Notícia – é um texto informativo de interesse público elaborado por meio jornalístico


e que deve retratar ou relatar factos de actualidade.

Reportagem – é o texto jornalístico que retrata acontecimentos relevantes sobre a vida


de um cidadão, grupo, comunidade ou sociedade. A reportagem é um género mais
criativo e desenvolvido em relação a notícia. Entrevista – é um género jornalístico em
que o profissional da Comunicação Social recolhe os dados necessários que serão
trabalhados tecnicamente e divulgados no Órgão de Comunicação Social.

Título Jornalístico – é um parágrafo que serve de anúncio da notícia, dado que indica,
de forma resumida, o tema principal da história a ser noticiada.

ÉTICA E DEONTOLOGIA PROFISSIONAL -A Ética e a Deontologia profissional


andam de mãos dadas para se fazer um profissional qualificado no Jornalismo, na saúde,
na educação, na polícia, no desporto e em todos os sectores. Ética – pode ser dita como
a arte de saber distinguir entre o bem e o mal. Trata-se da ciência da moral. Conforme o

9
10

Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) o exercício da profissão de Jornalista é uma


actividade de natureza social e pública. Deontologia – é o estudo dos deveres especiais
de uma situação, particularmente dos deveres das profissões. A estes dois conceitos
associamos a Estética, para lembrar do belo.

O jornalista deve apresentar sempre uma imagem exterior acima da média, como um
bom cidadão, porque a sua actividade é social, melhor, lhe dá com o público. Por
exemplo, vestir-se bem, falar bem, pensar bem dos outros, tudo isto alimenta a mente do
jornalista e ajuda o profissional a desenvolver o seu pensamento. Assim, o jornalista tem
o direito a dignas condições de trabalho opor-se às formas de monopólio informativo que
possam impedir o pluralismo social e político.

O jornalista tem o direito e o dever de ser defendido pela própria empresa e associações
profissionais a que esteja filiado em face a qualquer tipo de pressões que visem desviá-
lo previsto no código deontológico. Conduta O exercício desta profissão é incompatível
com cargos na função pública, partidos políticos, forças de defesa, segurança e policiais
e com o exercício da actividade publicitária e assessoria de imprensa. Mais esta realidade
é violada muitas vezes.

O jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpreta-los com honestidade.
Para a divulgação dos factos, todas as partes com interesses atendíveis no acontecimento
devem ser ouvidas. Aqui, está o contraditório, um princípio importantíssimo no
Jornalismo imparcial. O jornalista não deve falsificar ou encenar situações nem abusar
da boa fé do público. Deve manter uma atitude independente e crítica perante todos os
poderes e interesses estabelecidos, mas nunca de forma preconceituosa. Deve utilizar
meios leais para obter informações, imagens ou documentos.

Deve usar como critério fundamental a identificação das fontes. Não se esqueça, caro
profissional dve distinguir a verdade dita da verdade real. Verdade dita: o que a
fonte/entrevistado diz. Verdade real: o que é visto por todos. Os factos inegáveis.

O jornalista deve ter a responsabilidade de promover a pronta rectificação das


informações que se revelem inexactas ou falsas. O jornalista tem a obrigatoriedade do
registo de um ou mais pseudónimos na comissão de Carteira e Ética, o jornalista não
deve aproveitar os seus pseudónimos para publicar matérias lesivas ao bom-nome, honra
e privacidade dos cidadãos e instituições.

10
11

OS TÍTULOS JORNALÍSTICOS O título é o anúncio da notícia, dado que indica, de


forma resumida, o tema principal da história, ajuda a localizar as notícias. O título é o
espelho da notícia, pois revela ao leitor o assunto de cada história. Além disso, é um dos
elementos básicos de uma edição, pois, quando bem elaborado, o título é um mundo de
surpresas: força a acção, aumenta o interesse, obriga o leitor/ouvinte/telespectador a
acompanhar todo o noticiário. Para a composição de um título tem de se ter em conta que
ele é a síntese da matéria, tem de ser objectivo e conciso.

Deve conter necessariamente um verbo, na voz activa e no presente (excepto quando se


referir a factos distantes no passado ou no futuro). Os artigos definidos e indefinidos
devem ser eliminados. Em títulos de textos informativos não utilizar pontuação. Só se
utiliza siglas e nomes próprios se forem de conhecimento geral. Nos títulos evitam-se
palavras semanticamente vagas, como: alguns, vários, muitos, uns etc.

Exemplos de títulos Sócrates vem a Angola. Portas fora do PSD Garra e Determinação
OBS: Estes exemplos enquadram-se nos Jornais e cadeias televisivas Governo huilano
oferece escola de 24 salas de aulas a comunidade do Sendi PSD inaugura nova Municipal
em Braga Presidente da Federação Angolana de Futebol dá voto de confiança ao
seleccionador sénior masculino Angolanos apontam aumento de infra-estruturas sociais
como ganhos dos 14 anos da Paz e da Reconciliação Nacional OBS: Estes exemplos
enquadram-se para Rádio e para Agencias de Notícias. Evitam-se títulos negativos, como
por exemplo: António Cunha não foi condenado pelo Tribunal Provincial

Equipa Nacional não quer jogar com o Egipto no CAN Neste caso, devem ser: António
Cunha absolvido pelo Tribunal Provincial Equipa Nacional evita jogar com Egipto no
CAN A excepção que pode admitir-se o emprego da forma negativa num título é quando
se reporta a situações em que a partícula de negação (o não), causa comoção ou alívio.
Exemplos: Angola não apoia guerra no Sudão do Sul Evitam-se títulos demasiado gerais.
Exemplo: Parlamento angolano toma medidas importantes sobre a crise. Deve ser, por
exemplo: Parlamento angolano aprova plano económico nacional para contrapor crise
económica. Existem também ocasiões em que se utilizam antetítulos, títulos e pós-títulos
ou subtítulos. Esta realidade é frequente nos Jornais. Existem também títulos e dois Pés.

AS FONTES JORNALÍSTICAS

As fontes Jornalísticas são pessoas, instituições ou outros veículos de comunicação que


fornecem as informações ao jornalista: a testemunha directa dos factos, a pessoa

11
12

informada, o especialista, a TV, a Rádio ou a Agencia de Noticia. (Pág. 69 A Paixão do


Jornalismo).

Tipos de fontes

a) Pessoas

b) Instituições Governamentais

c) Instituições não Governamentais (conhecidas por Organizações)

d) CDI, Gabinetes de imprensa

e) Outros Órgãos de Comunicação Social Tudo o que dissermos não anula o dever de o
jornalista identificar a fonte e comprovar, verificar, a informação o máximo possível.

A credibilidade do jornalista e a validade de informação que ele oferece é proporcional


a autoridade e ao nível de identidade da fonte que usa. O jornalista deve esforçar-se por
verificar a autenticidade da fonte que lhe fornece os dados. A credibilidade do Jornalista
depende em grande medida do facto de que a fonte que ele utiliza é identificável e
credível. Todavia, não é possível identificar as próprias fontes, enquanto estas podem
pretender permanecer no anonimato. Os intermediários informativos: são encontrados
nas Agências de Notícias e nos Gabinetes de Imprensa. Destacamos também as
Testemunhas, os Porta-Vozes e os Confidentes. (Pág. 71 a Paixão do Jornalismo). Os
Géneros Jornalísticos Neste material destacamos três principais géneros jornalísticos,
obviamente podem existir outros, em função da evolução da doutrina. a) Jornalismo
Informativo – inclui a Notícia e a Reportagem. b) Jornalismo Interpretativo – diz respeito
a entrevista. c) Jornalismo de opinião – diz respeito a crónica propriamente dita e os
textos de opinião, moralmente os textos de opinião são de autoria dos directores dos
órgãos.

LINHA EDITORIAL

Linha Editorial - é o conjunto de regras e princípios que qualquer Órgão de Comunicação


define para orientar os seus profissionais no exercício diário da sua tarefa. Todo o
jornalista deve dominar a Linha Editorial do Órgão de Comunicação Social onde
trabalha. A linha editorial e influenciada por: 1. Dono da Empresa (Estado ou um
particular. Aquele que financia o órgão é quem dita a Linha Editorial) 2. Contexto Social
(Os Órgãos de Comunicação social noticiam o que é actual e de interesse público) 3.

12
13

Objecto social da criação do Órgão (se o Órgão foi criado para divulgar as actividades
de um determinado grupo, assim o faz. Por exemplo, a Rádio da Assembleia Nacional só
divulga actividades do Parlamento. A Rádio Desportiva só divulga Desporto). Logo, os
jornalistas ligados aos referidos órgão reportam matérias do género. É a Linha Editorial
que dita a forma como os profissionais devem se vestir, se apresentar na empresa, se
apresentar nas actividades de reportagem e entrevistas.

A linha editorial tem ligações com a deontologia profissional. EXEMPLOS DE UM


TEXTO JORNALISTICO, LINHA EDITORIAL NOVA ESTRADA MELHORA A
CIRCULAÇÃO RODOVIÁRIA do MUNUICÍPIO DE VIANA

A cidade de Luanda ganhou hoje, 16 de Fevereiro, uma nova estrada completamente


asfaltada, com uma dimensão de 10 quilómetros de comprimento e quatro de largura,
composta por duas faixas de rodagem, inaugurada pelo Governador Domingos Garcia .
A nova via custou aos cofres do Estado 15 milhões de dólares, tendo durado um ano para
a sua execução. A estrada está situada no bairro Cuanavale, arredores de Viana.

A infra-estrutura vem oferecer maior mobilidade ao trânsito automóvel na cidade capital


da província. Assistiram a inauguração da estrada de 10 quilómetros, os membros do
Governo, Autoridades Tradicionais e da Sociedade Civil e moradores da zona.

2 FAMILIAS DESALOJADAS EM 2014 EM MENONGUE CONTINUAM


DESABRIGADAS

As 120 famílias desalojadas em Outubro de 2014 no bairro da Cuanavale, cidade de


Menongue, pelo Governo local, continuam ao relento, sujeitas a contrair doenças ou
mesmo o pior. O bairro em causa continua a ser lugar de muitos delinquentes que tiram
sossego aos populares privados de água potável e luz eléctrica a muitos anos. O Governo
desabrigou as mais de cem famílias naquele bairro, para construir nos seus arredores uma
estrada com extensão de 10 km.

A infra-estrutura que não possui iluminação nem sinalização, foi construída em 12 meses
e custou aos cofres do Estado 15 milhões de kwanzas. A mesma obra foi inaugurada pelo
Governador José Jesus.

A PAUTA JORNALISTICA

Reunião de Pauta - é o encontro que todos os Órgãos de Comunicação Social realizam


diariamente para balancear as actividades realizadas no dia anterior e programar as

13
14

acções a serem feitas no presente ou noutro dia. No balanço: Deve-se saber o que foi
feito no dia antes, como foi feito, com que meios, qual a avaliação que se tem das acções
feitas. Quem são os profissionais indicados para a referida as mesmas actividades. Na
perspectiva: programar as actividades de hoje. Neste caso, tem-se em conta dois factores:
1- Os pedidos de cobertura.

2- A criatividade do órgão (profissional).

Os pedidos de cobertura devem ser prioritários, por ocasião da distribuição das tarefas
dos jornalistas, pois, as instituições são parceiras da Rádio, Televisão, Jornal ou Agência.
Nos pedidos de cobertura, mandam-se jornalistas mais experientes para actividades mais
―pesadas‖, de grande impacto. Mandam-se jornalistas menos experientes para
actividades de menos impacto social. Mas atenção, o Jornalista pode fazer do pequeno
acontecimento uma grande notícia, isto tem a ver com a forma como explora os dados e
como vai compô-los em notícias. Ele pode ditar a qualidade da notícia. Na reunião de
pauta devem participar: o Director do órgão, o Chefe de Produção, Chefe de Informação,
Chefe de Reportagem, Editores, Chefe da Área técnica, Jornalistas, Repórteres,
Operadores, Sonorizadores, Chefe dos Transportes, Chefe das Finanças, Chefes dos
Recursos Humanos. Pauta Jornalística – é um documento (mapa) de actividades fixado
num lugar de acesso fácil nas Redacções dos Órgãos de Comunicação Social e, que serve
de base orientadora para os profissionais de cada empresa jornalística.

A PAUTA E A NOTÍCIA Com ela é possível se prever os temas, os formatos


jornalísticos que estarão presentes dentro de uma edição. Mais que isso, a pauta pode ser
resumida como o panejamento da reportagem. Uma pauta bem planejada proporciona,
por consequência, uma reportagem bem apurada e rica em informações para o leitor.
Cabe a quem faz a pauta, redigi-la. A Pauta Jornalística pode ser: Diária, Semanal ou
Mensal.

PEDIDOS DE COBERTURA JORNALÍSTICA Os pedidos de Cobertura Jornalística


são documentos ou solicitações que as instituições, organizações ou pessoas singulares
enviam aos órgãos de comunicação social para a cobertura da sua actividade. Nos
pedidos de cobertura jornalística devem constar o promotor da actividade, o tipo de
actividade, lugar, data, hora, orador (palestrante ou presidente da actividade), objectivos
da actividade, tempo de duração da mesma. O Centro de Formação Profissional de
Jornalismo ACADEMIA SUL, promove dia 20 de Outubro, as 9 horas, nas suas

14
15

instalações, uma palestra que aborda O PAPEL DO JORNALISMO NO CONTEXTO


DAS SOCIEDADE, a ser orientada pelo comunicólogo Pedro Bambi Tchikambi. A
referida palestra junta 100, formandos e docentes deste centro . Deste modo, pedimos ao
Órgão de Comunicação Social supracitado a cobertura jornalista da referida actividade.
Gratos pela compreensão.

PAUTA JORNALISTICA ÓRGÃO:_____________ DATA:______________ O


CHEFE DE PRODUÇÃO_____________ Nº ACTIVIDADE LOCAL PROMOTOR
DATA/HORA EQUIPA

01 Inauguração da Escola de Artes e Ofícios. Município de Cacuaco , bairro Preto


Administração municipal de Cacuaco 03.09.2016, 10 horas Mário Vaz e Benedito
Kayela 02 Lançamento da campanha de vacinação contra a febre-amarela Hospital
Central David Bernardino Direcção Provincial da Saúde 03.09.2016, 9 horas Pedro e
Tomé 03 Seminário sobre “Direitos Humanos” Faculdade de Direito, junto aos coqueiros
Faculdade de Direito da UCAN 03.09.2016, 11 horas Isaías Afonso e Patrícia Costa 04
Treinos da equipa de futebol do Petro de Luanda Estádio dos Coqueiros APL 03.09.2016,
09 horas Tadeu e Judas 05 Corrida de Atletismo “Salve a Vida” Administração
Municipal de Viana até Direcção Provincial da Juventude e Desportos Associação
Provincial de Atletismo 03.09.2016, 17 horas Arlindo Leitão e Leda Macuéria .

ENTREVISTA JORNALISTICA

Entrevista – é um género jornalístico em que o profissional da Comunicação Social


recolhe os dados necessários que serão trabalhados tecnicamente e divulgados no Órgão
de Comunicação Social. O jornalista, para fazer um trabalho de qualidade, concretamente
uma entrevista completa, deve juntar meios técnicos totalmente em bom estado. Estes
meios passam pelas máquinas de reportagem, de filmagem, fotográficas, mais pilhas ou
baterias carregadas, bloco de apontamentos, esferográficas, tema definidos, questionário
(no mínimo 7 perguntas ou tópicos sobre o tema), identificação e conhecimento
suficiente da fonte, sua identificação enquanto profissional, para não parecer um estranho
diante do entrevistado. Toda a entrevista deve ser avisada/combinada. O entrevistado
deve saber que está a ser entrevistado e deve saber por que jornalista e por que Órgão. O
entrevistado tem o direito de saber com que fim está a ser entrevistado e em que órgão
será divulgado a sua entrevista.

15
16

Antes da entrevista - é imprescindível que o jornalista leia o máximo possível de textos


sobre o que já foi publicado sobre o assunto pesquise sobre o entrevistado e o que ele já
disse sobre o assunto, formule as perguntas com antecedência. Se o tempo da entrevista
for curto edite as principais perguntas, anote em tópicos os principais temas que serão
abordados na entrevista. O jornalista dispõe de duas técnicas na formulação de perguntas:
as perguntas abertas e as perguntas fechadas.

Perguntas abertas são aquelas genéricas, em que o entrevistado tem a possibilidade de


discorrer sobre um assunto tangenciando a informação principal. Exemplo: Qual a sua
opinião sobre um eventual terceiro mandato presidencial?

Perguntas fechadas são mais objectivas. O entrevistado não tem espaço para rodeios e
tem que responder directamente às questões formuladas. Exemplo: O senhor será
candidato ao governo do Estado? As duas são muito úteis no jornalismo e dependendo
da situação, o jornalista faz o uso mais adequado de cada uma delas. Às vezes, uma
pergunta aberta é interessante de ser usada para descontrair o ambiente e deixar o
entrevistado mais solto, sendo precedida de uma pergunta objectiva. Mas, isso não é uma
regra e o uso de cada uma delas depende de cada situação e do bom senso do interlocutor.
Grave a entrevista, mediante autorização do entrevistado. Isso é imprescindível.

Cheque sempre como se soletra o nome do entrevistado, sua idade e seu cargo
Contextualização: a entrevista deve ser iniciada colocando o entrevistado a par do que se
pretende com a entrevista, explicando a ele qual é o objectivo. Faça uma pergunta de
cada vez no caso de uma colectiva, fique atento para as perguntas dos outros
entrevistados, para não correr o risco de repetir uma pergunta.

O repórter é o responsável por conduzir a entrevista e não deixar que ela perca o seu
foco. Quando o entrevistado fugir de uma pergunta, a refaça de outra forma. Não deixe
dúvidas sobre os temas abordados não interprete as respostas do entrevistado ser crítico
numa entrevista não é sinónimo de ser agressivo não se deixe levar pelo tom emocional
ao desligar o gravador ou fechar o bloco de anotações continue perguntando. Boas
repostas podem surgir nessas horas sempre agradeçam ao entrevistado pela entrevista
Perguntas delicadas devem ser deixadas por último, a menos que não se tenha muito
tempo para fazê-las Dando retorno Faz parte da rotina do entrevistado dar um retorno ao
chefe de reportagem ou editor sobre o que conseguiu apurar e o que eventualmente não
conseguiu. Escrevendo-o o repórter deve escrever a matéria o quanto antes, se possível

16
17

logo depois de ela ter sido apurada. A memória é traiçoeiras Quando for necessário
reproduzir aspas literalmente e não tiver certeza delas, volte a entrarem contacto com o
entrevistado. É melhor gastar tempo numa nova ligação do que produzindo uma errata.
Depois da entrevista Isto é uma recomendação e não uma praxe. É interessante para o
jornalista construir relacionamento. Todo o conjunto de meios técnicos que o Jornalista
utiliza para o seu trabalho durante a entrevista tem o nome de Guião.

O material bruto colhido no exterior, em rádio tem o nome de som, quando trabalhado
ganha o nome de Registo Digital (RD). Antes era chamado Registo Magnético (RM).

Programa para edição de som na Rádio:

1. Sound Forge (com as suas várias versões)

2. Audacity

3. Acoustica MP3

4. Adobe Audition Existem outros mais.

Para Rádio e Televisão existem Entrevistas em Directo com convidados ou fontes


jornalísticas. REDACÇÃO JORNALÍSTICA E NOTÍCIA Aqui, nesta perspectiva o
conceito de Redacção é o acto de escrever um texto jornalístico. Um bom texto é
fundamental no jornalismo. O jornalista que não escreve bem e não sabe usar as palavras
é como o pintor que não domina o pincel e as tintas ou a cozinheira que não tem
intimidade com o fogão e os temperos. O jornalista que não escreve não é jornalista.
(Jornalismo politico, Franklin Martins, pág105). Mas o que faz que uma pessoa escreva
bem? Embora, neste caso também não haja regras, o fundamental, sem dúvidas, é ler e
ler muito, ler tudo, ler o tempo todo. Lembre-se do prazer da leitura é que nasce o prazer
da escrita e o prazer da fala. A leitura é uma dimensão da vida, é uma forma de se
comunicar com o mundo. O estudante do jornalismo que não gosta de ler e escrever está
numa profissão errada. Esta é uma profissão em que as pessoas têm de gostar de ler e
escrever. Ler muito é o primeiro passo para escrever bem. O jornalista é basicamente um
curioso, um sujeito que desconfia de tudo, que duvida de tudo. Fazer perguntas é uma
forma de ler, ou é a forma mais plena de ler. Um bom jornalista não se contenta apenas
em ler o que está escrito, mas busca nas entrelinhas, ler o que não está nas palavras,
muitas vezes, o que está escondido pelas palavras. SEM PAIXÃO PELA PROFISSÃO,

17
18

SEM GOSTO PELA NOTÍCIA, SEM RESPEITO PELO LEITOR, É IMPOSSÍVEL


ESCREVER BEM.

A NOTÍCIA

A Notícia – é um texto informativo de interesse público elaborado por meio jornalístico


e que deve retratar ou relatar factos de actualidade. A Notícia divide-se em 4 partes,
nomeadamente:

1- Título (o destaque da notícia)

2- Lead (parágrafo introdutório ou de abertura)

2- Desenvolvimento (onde constam vários dados complementares da notícia)


3- 4- Conclusão (roda-pé, onde ficam os dados complementares da notícia)

A notícia é um texto Jornalístico que responde quatro e mais duas perguntas num total
de seis. (Quem? O quê? Quando? Onde?) e (Porquê? Como?) Quem: responde ao sujeito
que pode ser pessoa ou instituição O Quê: o facto noticioso, o objecto que constitui
notícia. Onde: responde o local onde foi praticado a acção, local do acontecimento.
Quando: responde o tempo, o momento em que os factos acontecem. Porque: as
razões/motivações que levam os factos a acontecerem. Como: as circunstâncias em que
os factos acontecem. Nem todo texto Jornalístico é notícia mas, toda notícia é passível
de apuramento (investigação) jornalística.

Desta feita, 4 são os factores principais que determinam a qualidade da notícia:

1. Novidade: a notícia deve conter dados novos, não deve repetir coisas já conhecidas

2. Proximidade: quanto mais próximo do público o local do acontecimento, mais


interesse a notícia gera, porque implica directamente a vida desse público.

3. Tamanho: depende do interesse do público do e o meio a usar para veicular tal


informação.

4. Importância: a notícia deve ser importante, ou, pelo menos, significativa.


Acontecimentos banais, geralmente não interessam ao público.

A Notícia tem o interesse público e humano.

Interesse público: um interesse é público se condiciona a vida de muitas pessoas. As


decisões políticas, por exemplo, incidem sobre a vida de todos os cidadãos. Na

18
19

organização das notícias pode-se considerar o núcleo principal da informação a


actividade política de relevo nacional e internacional. O ingrediente político é um dos
principais aspectos considerados pelos jornalistas, quando avaliam as notícias que devem
ser publicadas e aquelas que não devem publicas.

Interesse humano: não é muito fácil distinguir este ingrediente daquilo que é chamado
interesse social. As ditas notícias de interesse humano, em geral não têm elementos de
natureza pública ou social. A notícia deve ter pelo menos as seguintes qualidades:
Unidade: uma só ideia predominante Coerência: relação entre a ideia predominante e as
secundárias Ênfase: ideia predominante coloca-se em posição de relevo. O texto para
Rádio, de certa forma, fica a meio caminho entre o texto de Jornal e de Televisão. Em
nenhum outro órgão, o jornalista é dono da sua notícia como na rádio. A técnica de
redacção é o nome que se dá à disciplina que determina as técnicas de escrever para a
imprensa e veículos jornalísticos.

A redacção jornalística é o estilo de prosa curta, utilizado em matérias jornalísticas e


boletins noticiosos publicados em jornais, revistas, rádio e televisão. A Noticia é um
texto cuja estrutura é vista como pirâmide invertida. Entre os maiores e mais respeitados
jornais, franqueza e equilíbrio são factores fundamentais na apresentação verbal da
informação. As políticas editoriais determinam o não uso de adjectivo. Jornais com
público leitor internacional, por exemplo, geralmente usam estilo de redacção mais
formal. Especificamente, a redacção jornalística deve ser inteligível para a maior parte
dos leitores em potencial, bem como ser instigante e concisa. Dentro destes limites,
matérias também pretendem ser compreensíveis ou satisfazer a curiosidade dos leitores.
Os jornalistas devem antecipar as dúvidas dos leitores e respondê-las. De facto, o
Noticiário é o conjunto de Noticias. Só temos noticiário, quando o editor recebe ou junta
as várias noticias produzidas pelos repórteres ao longo do dia.

PUBLICIDADE E O SUP

O mundo nos dias actuais vive uma intensa competitividade, isso faz com que as pessoas
pesquisem, inovem e busquem alternativas para alcançar êxito nos negócios. A
publicidade e a propaganda neste caso são ferramentas de extrema importância, pois se
bem utilizadas são capazes de promover a empresa, fazendo com que lucro e visibilidade
apareçam. Cada vez mais as empresas procuram utilizar essas ferramentas, pois todo
cliente espera inovações dos produtos, buscam realizações e são apaixonadas pelos

19
20

sonhos que vivem. É notável o êxito quando o bom profissional em publicidade e


propaganda desenvolve com afinco o trabalho. A publicidade e a propaganda são capazes
de transformar, fazer as pessoas acreditarem no melhor sempre, por isso a importância
de utilizá-las, aprimorando e personalizando para cada tipo de cliente e situação.

SPOT

AAPCIL FEIRA DO NATAL 2016. A Associação Agro-pecuária Comercial e Industrial


da Huíla promove, de 5 a 11 de Dezembro, no complexo da Expo, no recinto de Festas
da Nossa Senhora do Monte, a FEIRA DO NATAL 2016, com a exposição de produtos
do campo. Venha e faça parte do evento económico huilano diversificado integrado nas
festividades do Natal. Para mais informações, dirija-se a AAPCIL no Complexo da Expo
Huíla, no recinto de Festas da Senhora do Monte. AAPCIL – A união que faz a força O
SUP – Serviço de Utilidade Pública é um espaço que as Rádios, Televisões e Jornais
dispõem na sua programação, afim de o seu público consumidor, parceiros e ouvintes
divulgarem assuntos ou temas de interesse público, como por exemplo, comunicados
fúnebres (necrologia), perdidos e achados, mandatos de captura, convocatórias e
solicitação da força de trabalho. COMUNICADO JOSÉ HENRIQUES MALITI perdeu
a sua pasta de bolsos na via pública, contendo B.I e outros documentos. Pede-se aquém
achar a referida pasta, o favor de contacta-lo pelos terminais 929-001-072 ou ainda deixar
a mesma no Comando da Policia Nacional.

LINGUAGEM JORNALISTICA

Via de regra, jornalistas não usam termos incomuns quando podem usar palavras
coloquiais. A construção gramatical utilizada é sujeito-verbopredicado. Em jornalismo
mais popular ou literário, é comum incluir exemplos, metáforas e anedotas, e menos
generalizações e ideias abstractas. Os redactores geralmente evitam repetir a mesma
palavra em frases seguidas. O mais importante, no entanto, é utilizar termos "neutros",
na medida do possível, que não traduzam julgamento de valor. O uso de elogios e
pejorativos é visto como falta de objectividade.

Estrutura da notícia e Pirâmide invertida Os professores de redacção costumam descrever


a organização ou estrutura da notícia como uma "pirâmide invertida": o lado mais largo
(a base) da pirâmide fica voltado para cima, pois as informações mais importantes devem
vir no início do texto. Essencialmente, os jornalistas colocam na abertura da matéria os
elementos mais relevantes e interessantes do facto. As demais informações seguem em

20
21

ordem decrescente de importância. O elemento estrutural mais importante de uma


matéria é o seu lide ou lead. O lide é a primeira frase — ou, em casos especiais, as duas
primeiras frases. O princípio de antecipar a informação se aplica especialmente ao lide,
mas a ilegibilidade de frases longas contrai o tamanho do lide. Por isso, redigir um lide
é, tecnicamente, um problema de optimização, no qual o objectivo é articular o dado mais
inovador ou relevante em uma única frase, de acordo com o material da vaporação. É
comum afirmar que a imensa maioria dos leitores lê apenas o lide de cada matéria. São
vários os géneros da escrita jornalística. Cada qual com suas particularidades e com suas
normas, técnicas e linguagens. No entanto, muitos têm dificuldades de adequação a cada
tipo específico de textos jornalísticos.

A Redacção Jornalística (Jornalismo informativo) se propõe a mostrar os procedimentos


técnicos e linguísticos que permitam melhorar a produção de textos de acordo com as
normas gramaticais e sintáxicas da Língua Portuguesa. Por isso, o nosso objectivo é
fornecer ao aluno instrumentos técnico e teórico que lhe permita elaborar pautas, notícias
e reportagens, realizar entrevistas e utilizar as informações colectadas para a redacção do
jornalismo informativo. Orientar o aluno a utilizar a pesquisa jornalística na
fundamentação e aprofundamento de trabalhos jornalísticos para conhecer as
possibilidades e extensões do texto informativo. Com isso, ele poderá adquirir fluência
na expressão textual.

TÉCNICAS DE REDACÇÃO E EDIÇÃO JORNALÍSTICA Os Géneros jornalísticos


requerem uma linguagem e uma técnica redacional específica. O lead ou lide é o "guia"
do texto, a estruturação por ordem de importância dos factos narrados que responde as
seis perguntas básicas do jornalismo: o que, quem, quando, como, onde e porquê. A
consagrada fórmula da pirâmide invertida foi introduzida no Brasil nos anos 50 pelo
jornal Diário Carioca com um texto de Joaquim Manuel sob o pseudónimo de Dalton
Jobin, na coluna ―Cartas a um foca‖. Como forma de honrar a escrita dos textos
publicados, os jornais lançaram seus Manuais de Redacção que estabelecem regras a
serem observadas pelos jornalistas ao redigirem as suas matérias. Como já disse, este é
um item básico na bibliografia dos profissionais de jornalismo. O estudo organizado e
sistematizado do tema é importante, pois, estes conceitos são bastante cobrados, uma vez
que o texto é o produto final do trabalho de um jornalista. Separamos as técnicas de
redacção em 3 pontos para facilitar o processo de aprendizagem.

21
22

NARRAÇÃO

Narrar é contar um facto, um episódio; todo discurso em que algo é CONTADO possui
os seguintes elementos, que fatalmente surgem conforme um facto vai sendo narrado: A
representação acima quer dizer que, todas as vezes que uma história é contada (é
NARRADA), o narrador acaba sempre contando onde, quando, como, e com quem e
porque ocorreu o episódio. É por isso que numa narração predomina a AÇÃO: o texto
narrativo é um conjunto de acções; assim sendo, a maiorias dos VERBOS que compõem
esse tipo de texto são os VERBOS DE ACÇÃO. O conjunto de acções que compõem o
texto narrativo, ou seja, a história que é contada nesse tipo de texto, recebe o nome de
ENREDO. As acções contidas no texto narrativo são praticadas pelas PERSONAGENS,
que são justamente as pessoas envolvidas no episódio que está a ser contado ("com
quem?" do quadro acima). As personagens são identificadas (nomeadas) no texto
narrativo pelos SUBSTANTIVOS PRÓPRIOS. Quando o narrador conta um episódio,
às vezes (mesmo sem querer) ele acaba contando "onde" (em que lugar) as acções foram
realizadas pelas personagens. O lugar onde ocorre uma acção ou acções é chamado de
ESPAÇO, representado no texto pelos ADVÉRBIOS DE LUGAR. Além de contar onde,
o narrador também pode esclarecer "quando" ocorreram as acções da história. Esse
elemento da narrativa é o TEMPO, representado no texto narrativo através dos tempos
verbais, mas principalmente pelos ADVÉRBIOS DE TEMPO. É o tempo que ordena as
acções no texto narrativo: é ele que indica ao leitor "como" o fato narrado aconteceu. A
história contada, por isso, passa por uma INTRODUÇÃO (parte inicial da história,
também chamada de prólogo), pelo DESENVOLVIMENTO do enredo (é a história
propriamente dita, o meio, o "miolo" da narrativa, também chamada de trama) e termina
com a CONCLUSÃO da história (é o final ou epílogo). Aquele que conta a história é o
NARRADOR, que pode ser PESSOAL (narra em 1a pessoa: EU...) ou IMPESSOAL
(narra em 3a. pessoa: ELE...).

DESCRIÇÃO

Descrever é CARACTERIZAR alguém, alguma coisa ou algum lugar através de


características que particularizem o caracterizado em relação aos outros seres da sua
espécie.

Descrever, portanto, é também particularizar um ser. É "fotografar" com palavras.

22
23

No texto descritivo, por isso, os tipos de verbos mais adequados (mais comuns) são os
VERBOS DE LIGAÇÃO (SER, ESTAR, PERMANECER, FICAR, CONTINUAR,
TER, PARECER, etc.), pois esses tipos de verbos ligam as características - representadas
linguisticamente pelos ADJETIVOS - aos seres caracterizados - representados pelos
SUBSTANTIVOS.

EXEMPLOS DOS VÁRIOS TIPOS DE LEAD

O município da Matala, situado a 180 quilómetros a leste do Lubango, acolheu hoje,


sexta-feira, a abertura do Ano Lectivo 2020, que vai contar com oitocentos e cinquenta
mil alunos em toda Província, de acordo com o Governador da Huíla, Luis Nunes.

Oitocentos e cinquenta mil alunos vão, neste Ano Lectivo de 2020, frequentar aulas em
oitocentas escolas espalhadas pelos 14 municípios da província, segundo o Governador
da Huíla Luís Nunes.

O Governador da Huíla Luís Nunes informou hoje, sexta-feira, 29 de Janeiro, na Matala,


que esta província vai contar, neste Ano Lectivo, com 850 mil alunos, que vão estudar
em todos os municípios desta parte do país.

LOCUÇÃO

Há diferença entre a voz do locutor e a voz de um outro cidadão leitor. A locução é o


processo de narrar os factos por meios jornalísticos. A locução é uma técnica de leitura
ou apresentação dos factos (notícia, reportagem…) que interessam há um público ouvinte,
considerado também de auditório. A tua verdadeira voz não é aquela que você próprio
escutas, mas aquela que os outros escutam, quando falas. A voz do locutor é bastante
importante, pois é a matéria-prima do jornalismo falado (jornalismo radiofónico e
televisivo). A voz do locutor é o som que o profissional da Comunicação Social emite
quando fala para o seu auditório. Auditório é o conjunto de ouvintes, espectadores ou
telespectadores. Todos os cidadãos são chamados a ter o máximo cuidado com a sua voz,
reconhecer a sua importância e tudo devem fazer para manter saudável a sua voz. Desde
sempre, o ser humano sentiu a necessidade de comunicar e a voz é um dos principais
veículos de transmissão da mensagem, que permite expor as ideias com clareza e eficácia.
A voz é um instrumento importante na socialização, comunicação e interacção. É um
factor importante nas relações sociais, pois estimula o interesse e permite desenvolver a
afectividade. A voz é o resultado da expressão corporal que depende do bem-estar físico

23
24

e psíquico do indivíduo, a voz está associada a fala na realização da comunicação verbal.


A Locução – é o processo de narrar situações ou ler interpretando um texto que
acompanha um produto de comunicação audiovisual ou de rádio ou de televisão. O
locutor dá vida aos factos narrados através da voz. Características da variação da voz:
Pode variar em função da: 1. Intensidade (energia humana, força); 2. Inflexão (curva do
corpo, a forma como posiciona o tronco); 3. Ressonância (eco); 4. Articulação (pronúncia
das palavras) Cuidados a ter com a voz:

1. Não ter o hábito de consumir coisas quentes nem frescas, porque altera a naturalidade
da voz.

2. Quando fazer locução, evite beber algo fresco ou quente, 30 minutos antes do seu
exercício, isto pode altera a naturalidade da voz. Beba água em estado natural.

3. Pode cantar, rir de gargalhadas, mas tenha cuidado com as cordas vocais.

4. Fale, mas tenha cuidados com o som pela foças nasais. No homem, o número de ciclos
vibratório é cerca de 125 vezes por segundo. Na mulher, cujo timbre é mais agudo, o
número de ciclos vibratórios aumenta para 250 vezes por segundo. A esta característica
dáse o nome de frequência. Nunca devemos nos esquecer que quando falamos fazemo-lo
para o outro. A comunicação, a linguagem verbal e o uso da voz só têm sentido quando
temos o outro como interlocutor e quando nos fazemos entender. Por isso, a voz é um
recurso importante para esse entendimento. A voz pode dizer quando estamos
interessados em alguém, quando estamos cansados, tristes, alegres. A voz pode dizer se
estamos a acordar agora, se estamos a exercer uma actividade, se estamos calmos ou
nervosos.

O 16 de Abril é considerado o Dia Mundial da voz. O especialista que trata da voz é o


otorrinolaringologista. A dicção é o exercício de pronunciar correctamente as palavras. O
locutor deve educar a sua língua para queda fácil das palavras.

SINAIS DA DICÇÃO Como

devem ser ditas algumas palavras. Alguns exemplos de articulação:


DESENVOLVIMENTO SOCIAL – DSENVOLVIMENTO SOCIAL FUTEBOL –
FUTBOL EXECUTIVO – ISECUTIVO CATEGORIA – CATGORIA
CARACTERISTICA – CARACTRISTICA EXCELENCIA – EXCLENCIA. Durante a
locação, encha os pulmões de ar, de preferência pelo nariz, principalmente em ambientes

24
25

abertos ou frios. Faça-o estendendo o diafragma para baixo, de modo que sua barriga
pareça encher-se de ar. Você notará que a parte superior dos seus pulmões, também se
inflamará: somente no final de sua inspiração. Isto quer dizer, que você conseguiu
inflamar todo o seu pulmão. É claro que você não vai fazer nenhum mergulho em
profundidade. Entretanto, é necessário que as pessoas que trabalham com a vóz dominem
esta técnica. Toda a produção do som e todas as técnicas da fala estão baseadas na
respiração, que influi na dicção, volume da voz e resistência do locutor. Explorar da
melhor maneira possível suas áreas de ressonância, é um dos segredos para manter a
beleza da voz. Quando queremos falar num tom mais grave, utilizamos a região do tórax
onde ressoam os tons graves e médios. Os timbres mais altos ressoam na região da face,
onde os tons agudos se amplificam, dando uma aparência mais jovial a fala.

Articular bem as vogais, abrir a boca de forma correcta, também é algo vital para uma
qualidade de voz que se quer. Uma vez que é nas articulações da boca, (lábios, língua,
musculatura da face, dentes), que o som adquire características especiais, seja vogal ou
consoante. A – É – Ó – Sons claros e abertos. Para emissão perfeita destas vogais, temos
que ovalar a boca. Com esta posição o som recua para o fundo da garganta e vibra no
palato mole, entrando para a ressonância alta, e projectando-se timbrado. Ô – Ê – I – U –
Sons escuros e fechados. O movimento labial faz com que eles se projectem para frente.
Nos sons agudos o maxilar cai deixando a boca ovalada. Ê – I – Estas duas vogais
merecem atenção pois são horizontais, e para se projectarem usamos o sorriso, que os
mantém vibrando no mordente até o centro da voz. Para atingir notas agudas, o sorriso
permanece, porém a boca vai se ovalando em busca de um som arredondado e bem
timbrado. Tão importantes quanto as vogais são as consoantes. Se as vogais são
responsáveis por uma fala com óptima qualidade de timbre, as consoantes tornam a leitura
ou a locução mais inteligíveis. Articular bem as consoantes, é imprescindível para uma
boa comunicação. Para exercitar as consoantes, deve-se fazer a leitura em voz alta,
exagerando ou hiperarticulando todas as sílabas. Não se preocupe com o ritmo ou
velocidade de sua leitura, faça o exercício de forma bem consciente e com calma.

A REPORTAGEM E O JORNALISTA

A Reportagem – é o texto jornalístico que retrata acontecimentos relevantes sobre a vida


de um cidadão, grupo, comunidade ou sociedade. A reportagem é um género mais criativo
e desenvolvido em relação a notícia. Aqui, o jornalista aproximase do lugar do

25
26

acontecimento, dos seus protagonistas, das suas testemunhas, pergunta, copia os


dados…e depois oferece aos leitores, ouvintes ou telespectadores, a fim de que tome conta
daquilo que aconteceu e do que pensam e experimentam os protagonistas. O jornalista
deve estar atento para o quotidiano, para a observação do mundo com um olhar crítico e
estar com o nível de atenção redobrado para o que pode e o que não pode virar notícia.
Definida a pauta, que a grosso modo é a anotação e o panejamento de uma ideia, o
jornalista passa para a fase de vaporação, a partir das fontes que foram previstas durante
a fase da planificação (pauta).

O Repórter – é o profissional que vai apurar a notícia. Talvez seja a função mais nobre
do jornalismo, pois é quem de facto vai extrair da realidade as informações que serão
levadas a conhecimento do leitor a partir do formato da notícia. Dentre as funções do
repórter estão o levantamento de uma ―história‖, pesquisa com fontes e redacção da
reportagem. Redactor – é o profissional que vai pegar o texto bruto do repórter e dar o
formato final a ele, editando e fazendo o texto caber dentro da edição. Além disso, faz
textos de apoio e checa informações para a edição final.

Chefe de Reportagem – é o jornalista que dialoga com o repórter sobre a condução da


notícia. O chefe de reportagem define se há necessidade de mais apuração e quais os
rumos que a reportagem vai tomar. Serve como um orientador do repórter.

Editor – é o profissional que define o que entra na edição, em qual lugar da página, quais
os assuntos abordados, onde entrarão os anúncios, enfim, é o responsável pela palavra
final dentro da edição. Correspondente - também é o profissional localizado num ponto
estratégico de interesse do veículo de comunicação. Já o enviado especial é aquele que se
desloca extraordinariamente para a cobertura de um fato.

SECTORES DAS RÁDIOS

1. Sector de Produção: está subdividido em três sectores, nomeadamente o Sector de


Informação, Realização e Técnica. Nestes sectores são os seus elementos os Jornalistas,
Editores, Realizadores, Repórteres, Locutores, Técnicos de Som (Operadores e
Sonorizadores) e motoristas.

2. Sector Administrativo: nele fazem parte os funcionários administrativos, secretárias,


estafetas (homens da correspondência), guardas.

26
27

3. Sector de Marketing e Imagem: responsáveis das relações publicas, que promovem a


imagem da empresa. Apenas destacamos os sectores técnicos, escusamo-nos de citar a
Direcção da Rádio. Estrutura dos Noticiários ou edição dos Noticiários Nome da estação
emissora, local de Emissão, Nome do noticiário, tempo do noticiário, data, títulos dos
noticiários, equipa técnica, todas as notícias do dia.

As notícias podem ser alinhadas em função de dois critérios: a) Critério temático 1.


Política; 2. Saúde 3. Educação 4. Social (por exemplo, assistência aos desfavorecidos pelo
MINARS) 5. Economia/Finanças 6. Cultura 7. Internacional 8. Desporto (Futebol,
Basquetebol, Andebol e outras modalidades):

RÁDIO DA ESCOLA – FREQUENCIA 88.6 FM MHZ TERÇA-FEIRA 02 DE


FEVEREIRO 2016 SERVIÇO CENTRAL DE NOTICIAS 12 HORAS (DAS 12 AS 12
HORAS 30 MINUTOS) DESTAQUES « « Governo traça estratégias para superar a crise
que afecta todos os angolanos. «« Actividades do 4 de Fevereiro mobilizam cidadãos de
várias partes da província. «« PAIGC apela militantes a reforçarem vigilância depois do
assalto violento à casa do seu porta-voz. «« Angola calha no grupo da Sérvia para o
Torneio Pré-Olímpico do Rio de Janeiro de 2016 FICHA TECNICA EDITA ESTE
NOTICIÁRIO: TÉCNICA: APRESENTA: DESENVOLVIMENTO ««««« Primeira
notícia: Política Segunda notícia: Saúde Terceira notícia: Educação Quarta notícia:
Economia/Finanças Quinta notícia: Cultura Sexta notícia: Internacional Sétima notícia:
Desporto Até a última notícia NOVAMENTE OS TÍTULOS E FICHA TECNICA
Realização de Programas Programas de entretenimento Estrutura dos programas de
entretenimento/animação Nome da estação emissora, local de Emissão, Nome do
programa, tempo do programa, data, equipa técnica, temas em abordagem, convidados,
tipos de músicas a tocar no programa. Critérios dos assuntos nos noticiários ou
programas: 1 - Critério temático. 2 - Critério de importância. Realização de Programas
Programas de entretenimento Estrutura dos programas de entretenimento/animação
Nome da estação emissora, local de Emissão, Nome do programa, tempo do programa,
data, equipa técnica, temas em abordagem, convidados, tipos de músicas a tocar no
programa. Critérios dos assuntos nos noticiários ou programas: 1 - Critério temático. 2 -
Critério de importância. RÁDIO DA ESCOLA FREQUENCIA 88.5 FM MHZ TERÇA-
FEIRA 02 DE FEVEREIRO 2016 NOME DO PROGRAMA: ESTRELA JOVEM DAS
15 HORAS ÀS 18 HORAS) DESTAQUES «« Disco de Matias Damásio faz sucesso
internacional. Músico vende 100 milhões de cópias em Portugal. «« Juventude da Igreja

27
28

Católica de Luanda querem salvar vidas com doação de sangue nos vários Hospitais da
capital do país Nesta edição vamos falar com o responsável do grupo. «« Internet está de
luto. Morreu o Pai e Criador do e-mail e do símbolo arroba. Nesta edição do nosso
programa juvenil saberá das causas que vitimaram o cientista americano. « A boa música
nos fará companhia nesta tarde juvenil. FICHA TECNICA Coordena: Realiza: Assegura
a técnica: Apresenta ou vai falar para a cidade: Vamos a música. Depois vamos destacar
a primeira curiosidade da tarde (Música de Matias Damásio, “Amo essa mulher”)
(Assunto agendado) (Música de Yola Araújo, “Injusta”). É assim sucessivamente. Definir
o tempo em função das musicas e e dos convidados. Por exemplo: das 16h10 as 16 horas
45. Conversa na Rádio para abordagem do tema preparado. Musica relacionada a
conversa

SLOGANS OU VINHETAS

Vinheta é um pequeno selo, autocolante vídeo ou áudio usado para fins diversos. Pode
servir também de chamariz para programas. Pode referirse a: Vinheta (artes gráficas) -
uma pequena gravura usada para ornar ou ilustrar livros e também um termo utilizado
para definir os rectângulos em que se divide uma banda desenhada Vinheta (fotografia) -
efeito visual fotográfico causado pela lente da câmara. O slogan é sem dúvida uma das
principais marcas de qualquer empresa, por exemplo, quem ouve a frase ―O melhor de
hoje está aqui….”, fica pregado para saber o que se trata ou o que vem por detrás do
slogan. As rádios ganham audiência por causa dos slogans bem montados Exemplos: 1.
RÁDIO Escola. A MELHOR RADIO DA CIDADE; 2. A NOSSA RÁDIO. A MAIS
OUVIDA; 3. A RÁDIO QUE ESTÁ NO CORAÇÃO DA CIDADE; 4. A RÁDIO QUE
MAIS CRESCE EM AUDIÊNCIA; 5. OS ALUNOS MELHOR PREPARADOS DO
MERCADO ESTÃO AQUI, NESTA RÁDIO, 898.5 fm. 6. NÃO DÁ PRA DESLIGAR;
7. UMA RÁDIO. UM OUVINTE. 8. UMA RÁDIO. UMA VOZ. 9. ACOMPANHE
TODOS OS DIAS, NA FREQUENCIA 88.5

28

Você também pode gostar