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Aventura de Simbad e o Ovo do Rukh

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Simbad, o Marujo

Depois de minha primeira viagem, eu tinha decidido passar o resto de meus


anos tranqüilamente em Bagdá, mas um dia comecei a me aborrecer com
aquela vida monótona e de novo tive vontade de navegar. Comprei mercadorias
para vender ou trocar e parti com outros mercadores. Embarcamos num bom
navio, pedimos a proteção de Deus e soltamos as velas.

Fomos de ilha em ilha, fazendo negócios muito vantajosos. Um dia paramos


numa pequena ilha. Enquanto meus companheiros colhiam flores e frutas,
sentei-me perto de um riacho, tomei a minha refeição e depois adormeci.
Quando acordei, vi que nosso navio tinha partido, deixando-me sozinho naquele
lugar desconhecido! Achei que ia morrer de dor e desespero, arrependendo-me
amargamente de não ter me contentado com minha primeira viagem.
Finalmente, aceitei, conformado, a vontade de Deus e subi numa grande árvore
para ver se avistava alguma coisa que pudesse me trazer esperança de
salvação.

Lançando a vista ao mar, meus olhos só viram água e céu. Mas de repente
enxerguei uma coisa branca em terra e decidi ir até ela. Desci da árvore e
caminhei em direção àquilo. Ao chegar a certa distância, pude observar que se
tratava de um globo cuja altura e diâmetro eram espantosos. Procurei uma
abertura para poder entrar ali, mas não havia nenhuma. Pensei em subir naquele
globo, mas era liso demais.

O sol já ia se pondo no horizonte, quando de repente escureceu de uma vez,


como se uma nuvem gigantesca cobrisse sua luz. Fiquei mais espantado ainda
quando descobri a causa daquela escuridão repentina: um pássaro enorme, que
voava na minha direção! Lembrei que os marinheiros costumavam falar de uma
ave assim, chamada rukh. Então compreendi que o globo branco era o ovo
daquele pássaro.

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