Guia Prático sobre Restrição de Movimentos
Guia Prático sobre Restrição de Movimentos
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Wesley Pinto da Silva
Ednei Fernando dos Santos
Jonh Morais
Leonardo Clément
25 Videoaulas
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SUMÁRIO
MÓDULO 1: CONCEITOS FUNDAMENTAIS DE RMC PÁGINAS:
História da Imobilização 10
Mudança de Conceito 18
Princípios x Preferências 21
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Wesley Pinto: Mensagem aos Leitores
Olá amigos, sou Wesley Pinto enfermeiro há 18 anos e sempre sedento por descobrir e compartilhar novos
conhecimentos. Atualmente sou Mestre em Ensino em Ciências da Saúde e Meio Ambiente pelo UNIFOA e pós graduado em
Enfermagem em Urgência e Emergência, Auditoria em Serviços de Saúde além de Saúde da Família e Comunidade.
Nos últimos 12 anos minha atuação foi focada em estudar a área de emergência onde fui indicado para instrutor em vários cursos
internacionais como: BLS, ACLS, PALS, EMR, ITLS Military, PHTLS, STAPH, EMPACT, AMLS entre outros.
Além disso, dediquei esses anos a quatro pilares de trabalho: ensino como Docente em Graduação, Pós – Graduação e cursos de
extensão; gestão e consultoria de serviços de emergência; prática assistencial em atendimento pré-hospitalar (APH) como oficial
enfermeiro do CBMERJ além de participar na construção de grupos de estudos, conteúdos em plataformas digitais, artigos, livros e
e-books como esse.
Esse e-book apresenta um enfoque nas principais evidências científicas sobre Restrição de
Movimentos da Coluna (RMC) de uma forma objetiva e clara.
Nos últimos anos, surgiram cada vez mais oportunidades dos profissionais de emergência,
sobretudo pré-hospitalar, de pautar sua ações com base na melhor prática clínica e
respaldados pelas principais evidências científicas.
Com este e-book espero contribuir para seu processo contínuo em busca da melhor evidência
para um atendimento seguro e de qualidade.
Atenciosamente,
Wesley Pinto
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Ednei Fernando: Mensagem aos Leitores
Olá, muito prazer, sou Ednei Fernando, profissional de Educação Física formado pela Faculdade de Educação Física de Santo
André (FEFISA), pós graduado em ciências da reabilitação e traumatologia, mestre em ciências da reabilitação corporal.
Pesquisador na área de biomecânica do trauma com desenvolvimento do projeto de doutorado de comparações entre as técnicas de extrações
de vítimas em acidentes automobilísticos.
Sou professor universitário de graduação e pós graduação, instrutor de APH credenciado pela American Safety and Health Institute (ASHI),
instrutor de SBV inicialmente credenciado pela Emergency First Response (EFR) e American Heart Association (AHA).
Formado pela Escola Superior de Bombeiros (ESB) com especialização em Resgate, Emergências Médicas e Salvamento Veicular, onde toda
minha atuação profissional ao longo de 18 anos de experiência voltados as práticas do atendimento pré hospitalar e de salvamento diversos.
Esse material foi estruturado com muito carinho e respeito a você que pretende se atualizar ou
até conhecer um pouco mais sobre essa tendência de Restrição de Movimentos da Coluna
(RMC).
Espero que esse e-book possa gerar um novo despertar ou mesmo motiva-lo a conhecer um
pouco mais sobre o assunto e que juntos possamos construir um caminho de evidências e
fundamentos ao APH nacional.
Atenciosamente,
Ednei Fernando
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Jonh Morais: Mensagem aos Leitores
Olá meus amigos, sou Jonh Morais, enfermeiro aficionado por Urgência, Emergência e
Atendimento Pré-Hospitalar. Atualmente Pós-Graduado em Urgência e Emergência pela FASP, bem como
em Terapia Intensiva e Cardiologia e Hemodinâmica pela FACESF.
Como fruto da busca de conhecimento pude me tornar instrutor de programas como o BLS da American
Heart Association, o EMPACT, o Stop The Bleed e pelo IBRAPH dos cursos MDB e STAPH
Caro leitor, espero que esse material sirva de ferramenta para a construção de
um pensamento crítico que impactará positivamente no desfecho de muitos
atendimentos a vítimas de trauma.
Atenciosamente,
Jonh Morais
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Leonardo Clément: Mensagem aos Leitores
Olá, prazer, sou Leonardo Clément, médico formado pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP).
É com muita alegria e após quase um ano de planejamento e trabalho que trazemos esse e-book sobre Restrição
de Movimentos da Coluna no APH (RMC).
Tive a honra de participar da construção desse material ao lado de três grandes profissionais de APH, que muito
me ensinarem sobre esse tema assim como sobre muitos outros temas relacionados ao APH.
Certas crenças são enraizadas em nossos subconsciente pela simples repetição, sem que haja um verdadeiro
questionamento sobre o porquê de determinadas informação e muito menos em relação à fundamentação
científica das mesmas.
Será que devemos usar um colar cervical em todos os pacientes vítimas de trauma
no APH? E o que dizer em relação ao uso da prancha rígida? Ouvimos muito falar do
famoso “Protocolo trauma”, que significa no jargão do APH, prancha rígida, colar
Cervical e tirante aranhas em todas as vítimas de trauma. O que as literaturas mais
atuais sobre trauma no APH falam a esse respeito?
Atenciosamente,
Leonardo Clément
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Prefácio Texto traduzido do inglês
[Link]
Atenciosamente, Mark Dixon
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AVISO IMPORTANTE
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Conteúdos Ilustrativos
Para ilustrar na prática e aprofundar a discussão de alguns assuntos apresentados nesse livro,
disponibilizaremos ao longo do mesmo, fotos ilustrativas extraídas do STAPH e
hiperlinks para que você possa assistir vídeos também extraídos do STAPH
disponibilizados como conteúdo complementar a esse e-book.
Para assistir esses vídeos, você será redirecionado para o canal do IBRAPH no Youtube.
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Conceitos Fundamentais
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História da Imobilização
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História da Imobilização
E por muito tempo o Ocidente
permaneceu sem informações oficiais
sobre lesão da coluna.
Porém durante o Renascimento alguns
médicos europeus começam a publicar
sobre essa temática.
Em seu livro: Dix Livres de Chirurgie, o
barbeiro-cirurgião francês:
Ambroise (1510-1590)...
...menciona o reposicionamento da
coluna vertebral lesionada por
suspensão do paciente, com a parte
superior do corpo preso e os pés
pendurado.
Contos semelhantes podem ser
encontrados na literatura árabe antiga e
na literatura chinesa.
Fonte da referência + Imagem:
[Link]
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História da Imobilização
A teoria de que a imobilização espinhal impede a secundária deterioração
neurológica data de 1966, quando Geisler publicou uma análise retrospectiva
de 958 pacientes com lesões na coluna cervical.
Este artigo descreveu 29 pacientes que experimentaram deterioração
neurológica após lesão na coluna vertebral e concluiu que cada caso de
paralisia ocorreu devido a uma falha em reconhecer lesões ou proteger os
pacientes das consequências de sua coluna instável.
Este trabalho forneceu o fundamento para a ideia de que a imobilização
pré-hospitalar poderia evitar a deterioração neurológica.
Geisler WO, Wynne-Jones M, Jousse AT. Early management of patients with trauma to the spinal cord. Med Serv J of Can. 1966;4:512-23.
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História da Imobilização
Implementação da imobilização pré-hospitalar é
creditada a Louis Kossuth, que em 1966
desenvolveu uma...
...prancha curta que era até a cintura.
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História da Imobilização
"Death in a Ditch", escrito por JD Farrington, MD, FACS, então
cirurgião de trauma em Minocqua, WI, continua sendo um dos
artigos mais citados em revistas de trauma desde 1967.
O artigo demonstra o Dr. Farrington apresentando seus
conceitos, que foram utilizados para instruir equipes de
resgate e moradores da cidade, sobre...
...extração segura, atendimento de emergência e
transporte de pacientes...
envolvidos em acidentes de trânsito.
Ele descreve as etapas que os socorristas devem executar na
avaliação do nível de lesão dos pacientes e na prestação de
cuidados no local para essas condições.
Também demonstra técnicas adequadas de remoção
e lista os equipamentos que devem ser transportados
em veículos de emergência.
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História da Imobilização
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História da Imobilização
De onde veio a ideia de imobilizar a coluna de
uma vítima de trauma baseado na cinemática?
A partir dos estudos de Geisler na década de 60 e Bohlmam na década de 80,
iniciou-se a relação entre paraplegia tardia e a falta de imobilização no APH.
Em um desses estudos, 100 de um total de 300 pacientes analisados,
apresentaram paraplegia tardia e lhes foram atribuídos como principal fator, a
falta de imobilização das vítimas no APH.
Por esse motivo, surgiu a indicação de imobilização completa em todos os
doentes de trauma com mecanismo de trauma preocupante
Essas recomendações permaneceram até o início dos anos 2000.
Foi nesta época que inciou a aplicação de imobilização da coluna,
com base APENAS no mecanismo de lesão.
Bohlman HH. Acute fractures and dislocations of the cervical spine. J Bone & Joint Surg. 1979;61A:1119-42.
Riggins RS, Kraus JF. The risk of neurologic damage with fractures of the vertebrae. J Trauma 1977;17:126-133.
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Mudança de Conceito
O conceito “imobilização total”, IMOBILIZAÇÃO TOTAL
bastante utilizado no passado deve ser
substituído por 2 novos conceitos:
1. Restrição de Movimentos da
Coluna Completa ou RMC Completa
2. Restrição de Movimentos da RMC COMPLETA
Coluna Minimalista ou RMC
Minimalista RMC MINIMALISTA
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Mudança de Conceito
IMOBILIZAÇÃO TOTAL
Técnicas atuais limitam ou reduzem o
movimento da coluna, mas não fornecem
verdadeira imobilização.
O termo:
RMC COMPLETA
“Restrição de Movimentos da Coluna Vertebral (RMC)”
seria mais apropriado do que:
“imobilização da coluna vertebral” RMC MINIMALISTA
Quase um milhão de pacientes são avaliados para lesões medulares todos os anos nos departamentos de
emergência dos EUA. Apenas 2-3% desses pacientes realmente apresentam lesões medulares.
No entanto, não tratar uma lesão que mais tarde pode gerar deficiência está entre os maiores medos dos
profissionais de emergência.
Infelizmente, os procedimentos e atendimento à emergências traumáticas são altamente ritualizados e limitados
e por vezes atendem preceitos históricos. (HAUSWALD, 2012).
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Mudança de Conceito
IMOBILIZAÇÃO TOTAL
Em 2018, o Comitê de Trauma do Colégio
Americano de Cirurgiões, a Associação Nacional de
Serviços Médicos de Emergência EMS e o Colégio
Americano de Médicos de Emergência atualizaram
as recomendações sobre o uso da:
RMC COMPLETA
RESTRIÇÃO DE MOVIMENTOS DA COLUNA (RMC).
RMC MINIMALISTA
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Princípios x Preferências
O entendimento da diferença que existe entre esses dois conceitos é
fundamental para uma atuação assertiva no APH.
Princípios são universais e imutáveis, não podem mudar ao
longo do tempo ou a depender do protocolo consultado.
Exemplos de princípios:
Controlar uma hemorragia
Mobilizar minimamente a coluna de um paciente com suspeita de traumatismo raqui medular
Liberar as vias aéreas de um paciente que não consegue ventilar adequadamente
Etc.
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O Brasil está Atrasado?
É muito comum ouvirmos por aí que o Brasil está muito atrasado em diversos
aspectos relacionados ao APH quando comparado a outros países.
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CRITÉRIOS + ALGORTIMOS DE RMC
3 possíveis escolhas
relacionadas com RMC diante de qualquer vítima de Trauma:
NÃO RESTRINGIR
RESTRIÇÃO COMPLETA
RESTRIÇÃO MINIMALISTA
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Critérios para Tomada de Decisão
Existem alguns critérios que já foram estudados cientificamente e que
possuem o objetivo de auxiliar os profissionais nessa tomada de decisão:
QUANDO RESTRINGIR E QUE TIPO DE RESTRIÇÃO?
Seguem os dois principais. Nas próximas páginas, descreveremos cada um.
NEXUS
CCR
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Nacional Emergency X-Radiography Utilization Study
(NEXUS)
NEXUS
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Nacional Emergency X-Radiography Utilization Study
(NEXUS)
NEXUS
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Canadian C-Spine Rule Study (CCR)
A regra canadense CCR (Canadian Cervical Spine Rules) é uma ferramenta validada e
confiável para avaliação do pescoço quanto à presença de uma possível fratura da coluna cervical.
Deve-se ter em mente que esta ferramenta avalia apenas o pescoço, e a restrição de movimento do restante
da coluna pode ser necessária, dependendo do mecanismo de trauma e da avaliação.
CCR
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Canadian C-Spine Rule Study (CCR)
Qualquer fator de alto risco que indica a radiografia?
Idade > igual 65 anos
1 Mecanismo perigoso*
Parestesias nas extremidades
Radiografar
Não
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Principais Guidelines de RMC
A partir da década de 80, diversos estudos científicos começaram a surgir evidenciando
eventos adversos associados ao uso de colar cervical e prancha longa
rígida, quando utilizados de forma indiscriminada no trauma, ou seja, sem que tenha
havido uso de critérios para indicação de RMC.
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Guideline Alemão (Protocolo MARSHAL)
Estabilização manual em linha
(tem que ser continuada durante todas as manipulações do paciente) Restrição completa
Avaliação prejudicada?
Se possível Restrição com parte superior Barreira à comunicação Sim para qualquer um
do corpo elevada em 30° e Intoxicação
sem colar cervical Lesão distrativa
B
Estável
Risco aumentado para lesão na coluna vertebral?
M - Sensibilidade ou deformidade na linha Média da coluna
C A - Idade > igual 65 Anos
R - Redução da sensibilidade ou função motora
S - Lesões Supra-claviculares
Instável
D H - Velocidade > 100 Km/H, capotamento, ejeção
A - Carga Axial, queda > igual 2 m
Recursos humanos são
limitados
L - Colisão em bicicLeta ou motocicLeta
Sim
Trauma
penetrante
Trauma E Não
contuso
Não
Nenhuma Restrição
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Guideline Norueguês
Fluxograma: Tradução Livre
TRAUMA
Trauma
penetrante INSTABILIDADE
Sim
isolado HEMODINÂMICA?
Não
Nexus AVALIAÇÃO DO
negativo
NEXUS
Nexus
positivo
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Guideline Sul-Africano
10 DESTAQUES DO GUIDELINE
1 Avaliação através do critério canadense CCR
2 Gestão de Pacientes (manuseio mínimo, procedimentos de extração,
manejo da coluna e restrição de movimento da coluna)
3 Prioridades para retira da vítima do chão: 1. Prancha Scoop; 2. Elevação à
Cavaleira; 3. Rolamento
4 Autoextração podendo até mesmo a vítima deambular até a ambulância
5 Contraindicação do KED
6 Contraindicação do Colar cervical
7 Uso de restrição manual, blocos laterais
8 Orientação verbal à vítima
9 Restrição com maca a vácuo, prancha scoop e maca da ambulância com
headblocks laterais
10 Realizar anotação criteriosa
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Guideline Sul-Africano
Paciente cooperativo? Fluxograma: Tradução Livre
Sim Não
Não
Sim
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Consenso do Reino Unido
6 RECOMENDAÇÕES
1 A prancha longa é um dispositivo de extração apenas.
2 Estabilização manual alinhada é uma alternativa adequada ao colar cervical
3 Um algoritmo de RMC pode ser adotado, embora as preferências possam
mudar a depender da situação
4 Pode haver potencial para variação do algoritmo de RMC baseado no nível
consciência do paciente
5 Trauma penetrante sem sinais neurológicos não requer RMC
6 A prática de “pranchamento em pé" deve ser evitada
7 Paciente consciente, que não está sob a influência de álcool ou drogas, e
que não apresenta lesões graves, deve ser convidado a se auto extrair e
deitar-se sobre a maca retrátil de transporte
Considerou-se que a ênfase deveria permanecer na priorização do ABC em pacientes politraumatizados.
Concordou-se que a diferenciação entre o paciente consciente e inconsciente e o tratamento adequado para cada
um deles deva ser considerado em diretrizes futuras. Pode ser que no paciente cooperativo, a imobilização possa
ser adiada para depois da avaliação primária, aconselhando-se a vítima a não se movimentar.
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International Trauma Life Support (ITLS)
4 DESTAQUES
1 Existem evidências suficientes para apoiar o uso centrado e seletivo do
colar cervical somente no trauma contuso
2 Recomenda-se o uso de uma abordagem padronizada na liberação da
imobilização da coluna ainda no Pré-Hospitalar
3 Falta de evidências para uso de colares e RMC em pacientes acordados sem
lesão focal ou sintomas neurológicos
4 A autoextração controlada é preconizada em pacientes estáveis
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International Trauma Life Support (ITLS)
Mecanismo de POSITIVO
NEGATIVO
lesão
Mecanismos Positivos:
• CVM* de alta velocidade
Incerto • Quedas> 3x a altura do
paciente
• Carga axial
Aplicar • Acidentes de mergulho
• Ferida penetrante dentro ou
estabilização perto da coluna espinhal
Paciente manual até o • Lesões esportivas na cabeça
Confiável é: fim do exame ou pescoço
• Calmo completo
Paciente não confiável • Paciente de Trauma
• Cooperativo
tem: Inconsciente.
• Sóbrio
• Reação ao estresse
• Alerta
agudo
• Sem lesões
• Lesão Dor na coluna ou sensibilidade SIM
de distração
Cabeça/Cerebral
• Estado mental
alterado
• Intoxicação com
drogas/ Álcool NÃO
• Outros ferimentos ANORMAL
que causam
distração
SIM
NÃO
NORMAL
Lesão Vertebral
Negativa:
RMC NÃO INDICADA
PACIENTE CONFIÁVEL?
Lesão Vertebral
Nota: se houver alguma dúvida Positiva:
RMC INDICADA
Fluxograma: Tradução Livre ITLS, 8ed. 2018.
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Pré-Hospital Life Support (PHTLS)
INDICAÇÕES PARA RMC
NÃO
TRANSPORTE RÁPIDO
Presença de:
Uso de álcool/drogas
Traumas distrativos
Incapacidade de comunicação
TRANSPORTE RÁPIDO TRANSPORTE TRANSPORTE TRANSPORTE Fluxograma: Tradução Livre PHTLS, 9ed. 2018.
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Guideline Dinamarquês
Trauma penetrante isolado? Fluxograma: Tradução Livre
Não
Sim Não
Sim
Não Sim
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Guideline Dinamarquês
DEFINIÇÕES Déficit neurológico
✓ Capacidade afetada de aperto de mão e/ou flexão
dorsal e extensão dos pés
✓ Sensibilidade afetada de braços, pernas e/ou tronco
Trauma (exame rápido)
✓ Ocorrido nas últimas 48 horas
✓ Paciente com 18 anos ou mais
✓ Trauma relevante da coluna vertebral com risco de
desenvolvimento de lesão medular traumática
Tempo crítico e estabilização espinhal
✓ Geralmente, apenas medidas de estabilização
secundária
espinhal, que não atrasem quaisquer outras medidas
necessárias do ABCDE ou transporte para o hospital
Problema crítico no ABC ✓ O tipo de estabilização depende da situação (maca à
vácuo, prancha Scoop, prancha rígida ou equivalente,
A: obstrução de vias aéreas ou alto risco
maca simples da ambulância possivelmente em
B: suspeita de pneumotórax, hemotórax, tórax
combinação com estabilização da cabeça em linha.
instável ou hipóxia
C: ameaça ou manifestação de instabilidade
circulatória
Estabilização espinal
✓ Pré-hospitalar: posicionamento e transporte em maca
Sensibilidade da coluna à palpação a vácuo sem uso de colar cervical rígido.
✓ Sensibilidade direta ou indireta à palpação de ✓ No hospital: dependente de achados neurológicos:
processo espinhoso Em caso de déficit neurológico: posicionamento em
✓ Em vez de perguntar ao paciente sobre um maca macia.
sensibilidade na palpação, a interpretação de Em caso de não haver déficit neurológico: auto
reação dos pacientes à palpação é recomendada posicionamento em uma maca, por exemplo.
(ex. expressão facial) Tente alcançar o máximo de conforto do paciente
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Técnicas / Preferências de RMC
Maca da
Prancha Scoop Maca a Vácuo
Ambulância
Pranchamento
em Pé
Autoextração
Retirada em
Retirada Rápida
Ângulo Zero, 30
(90 graus)
Transferência e 60 graus
APH x INTRA
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Manuseio da Vítima
Quatro áreas centrais são importantes no tratamento de uma vítima com
potencial lesão na coluna:
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Vítima em Pé
Há pouco valor em se fazer uma remoção deitada de uma vítima que encontrava-se em pé.
(Ou seja, não fazer pranchamento em pé)
Recomenda-se que as vítimas que deambulam pela cena
andem e se deitem na maca da ambulância
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O Mito do Colar Cervical
Gravamos uma web série de 3 vídeos sobre esse tema.
Confira logo abaixo:
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Prancha Rígida
A técnica de fixação da vítima à prancha rígida não deixa de ter seus efeitos nocivos.
Entre eles podemos incluir o...
...comprometimento respiratório, feridas de pressão, dor e claustrofobia.
A prancha rígida não deve ser utilizada
para transporte de vítimas estáveis
hemodinamicamente.
Trata-se de um
dispositivo de remoção
e não de transporte.
A exceção a essa recomendação, são os pacientes
instáveis hemodinamicamente que poderão ser
transportados em prancha rígidas por distâncias curtas.
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Prancha Rígida (Retirada)
Por ser um dispositivo “APENAS” de remoção, e não de transporte, a
prancha rígida deve idealmente ser retirada da vítima assim que possível.
No APH essa retirada pode ser realizada assim que a vítima
é posicionada na maca da ambulância.
Lembrando que pacientes instáveis hemodinamicamente
podem ser transportados até o hospital na prancha rígida
(Quando a distância até o hospital e tempo de transporte forem curtos)
Fontes das Imagem: ITLS 8ª Ed. Fontes das Imagens: ATLS 10ª Ed.
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Retirada da Vítima do Solo
O conceito de manipulação mínima da vítima significa que a vítima deve
ser movida o menor número de vezes possível.
Todo movimento deve ser deliberado e com um propósito.
A Técnica de rolamento em bloco não é a primeira opção no
ambiente pré-hospitalar para retirada da vítima do solo.
Prancha Scoop (Melhor Opção) Elevação em Bloco (Alternativa) – 5 Profissionais no mínimo Rolamento 90 graus
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Prancha Scoop
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Prancha Scoop
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Prancha Scoop (Retirada)
Assim como mencionamos para a Prancha Rígida, a Prancha Scoop
também deve ser retirada assim que possível.
Seja no APH assim que a vítima é posicionada na maca da ambulância ou na maca à vácuo, ou
no intra-hospitalar assim que a vítima chega na sala vermelha ou sala de trauma.
Lembrando que para ser transportada até o hospital na Prancha Scoop, a vítima precisa estar
instável hemodinamicamente e a distância/tempo até o hospital precisam ser curtos.
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Tipos de Retiradas Veiculares
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O protocolo Africano tem sido muito enfático neste sentido e inseriu as seguinte
frase em suas recomendações: “O seu uso não é recomendado”.
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Autoextração Assistida
A autoextração assistida é uma técnica de retirada veicular
considerada RESTRIÇÃO COMPLETA DE MOVIMENTOS DA COLUNA, na qual a
vítima sai do veículo por meios próprios sob orientação do profissional de APH.
Trata-se da técnicas menos invasiva, mais conservadora e que menos movimenta a coluna
da vítima conforme estudo de Mark Dixon em laboratório de biomecânica com auxílio de
sensores e reproduzido em estudo de Ednei Fernando em laboratório da USP.
Para que essa técnica seja indicada, alguns critérios precisam estar presentes:
Paciente estável hemodinamicamente, com indicação de RMC completa, não alcoolizado, sem lesões
de distração, que não está preso nas ferragens sem dor durante o processo de autoextração.
Veículo com as 4 rodas no chão e devidamente estabilizado.
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Autoextração Assistida
O Mark Dixon realizar um estudo com o objetivo de identificar qual técnica fornece o desvio
mínimo da coluna cervical durante a extração do paciente que se encontra dentro de um veículo.
Para isso ele utilizou sensores e conceitos de biomecânica para analisar as diferentes técnicas.
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Autoextração Assistida
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Autoextração Assistida
1 2 3
Exame Primário Tomada de Decisão de Auto extração Saída de perna e braço esquerdo
4 5 6
Saída de perna e braço direito A vítima levanta A vítima se afasta do carro
7 8 9
A vítima senta na maca A vítima é posicionada na maca A vítima é fixada e transportada
Fontes das Imagens: Suporte ao Trauma no APH (STAPH) - IBRAPH
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Retirada em Ângulo Zero
A Retirada em Ângulo Zero é outra boa opção para retirada de
vítimas estáveis hemodinamicamente com indicação de RMC Completa.
Essa técnica consiste em retirar a vítima do veículo em “linha reta”,
respeitando a posição que o paciente se encontra no momento do atendimento e
sem que haja rotação da vítima sobre o seu próprio eixo.
Fonte: STAPH/IBRAPH
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Retirada em Ângulo Zero
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Retirada em 30 e 60 Graus
Outras retiradas em ângulo maiores, porém menores do que 90 graus, como por
exemplo: 30 e 60 graus, também podem ser preferências de retiradas para
vítimas estáveis hemodinamicamente com indicação de RMC Completa.
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Retirada Rápida (90 Graus)
A técnica de retirada rápida é uma técnica de retirada veicular
considerada RESTRIÇÃO MÍNIMA DOS MOVIMENTOS DA COLUNA, na qual a vítima
é retirada do veículos por uma equipe de APH. Nesse caso existe uma preocupação
em restringir os movimentos da coluna, porém não há tempo hábil para realização
de uma técnica de Restrição Completa de Movimentos da Coluna.
Para que essa técnica seja indicada, alguns critérios precisam estar
presentes:
Vítima instável hemodinamicamente, ambiente seguro.
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Retirada Rápida (90 Graus)
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Conceitos de Remoção
A remoção de vítimas de veículos é uma situação comum enfrentada pelos prestadores de
Serviços Médicos de Emergência (EMS) na África do Sul.
Situações como essa se transformaram em eventos bastante complexos, e os seguintes
conceitos devem ser considerados:
✓ Recomenda-se que vítimas conscientes que não estejam sob a influência de álcool ou
drogas, que não tenham ferimentos graves e que não estejam fisicamente presos, sejam
incentivados a se autoextrair e deitar-se em uma maca. Se sentirem dor, elas
devem ser instruídas a parar e a remoção deve ser concluída pela equipe do EMS usando
uma técnica aceitável.
✓ Recomenda-se que vítimas conscientes que já tenham se autoextraído caminhem e
deitem na maca da ambulância. Assim essas vítimas podem ser avaliadas e terem seus
movimentos restritos conforme necessário.
✓ Para fins de extração, uma prancha de trauma (Prancha Rígida) pode ser uma ferramenta
útil. Recomenda-se que ela seja utilizada apenas para a extração, para deslizar a vítima
para fora do veículo e, em seguida, a vítima deve ser posicionada no dispositivo de
transporte preferido.
❖ O Dispositivo de Remoção de Kendrick (KED) leva muito tempo para ser posicionado e
fornece uma falsa sensação de restrição de movimento.
Seu uso não é recomendado.
Fonte: Guideline Sul-Africano de RMC
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Maca à Vácuo
A maca a vácuo, é um dispositivo de transporte e é amplamente divulgada
pelos guidelines de trauma e RMC como uma excelente opção segura e confortável
para transporte de vítimas de trauma estáveis hemodinamicamente até o hospital:
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Maca à Vácuo
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Fonte: PHTLS 9ª Ed.
Maca à Vácuo
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1. Maca à vácuo;
2. As vítimas também podem ter seus movimentos restritos em uma maca de
ambulância com colchão.
✓ As vítimas podem ser orientadas a permanecerem paradas se estiverem conscientes
(Orientação verbal).
✓ Os blocos de imobilização de cabeça (Head Blocks) podem ser presos à maca da
ambulância para vítimas irresponsivas.
✓ O transporte de uma vítima em prancha longa esta fortemente desaconselhado. Embora
seja uma ferramenta valiosa para extrair e mobilizar vítimas, não há benefício em
transportar uma vítima neste dispositivo.
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Maca da Ambulância
A maca da ambulância é um excelente dispositivo para transporte de
vítimas com indicação de RMC Completa sem que haja necessidade de uma
prancha rígida durante o transporte. Além de trazer mais conforto para a vítima,
sua coluna vertebral irá se movimentar menos no colchão da maca simples do que
quando presa a uma prancha rígida. Porém alguns cuidados devem ser
observados:
• A maca da ambulância deve estar bem
fixada no solo da ambulância
• A vítima deve estar fixada à maca da
ambulância pelos cintos de segurança
• A base de estabilizadores de cabeça
laterais (head-block) base pode ser
fixada diretamente à maca da
ambulância e auxiliar na estabilização da
cabeça durante o transporte.
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Maca da Ambulância
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Transferência APH → INTRA
Um dos principais motivos que levam os profissionais a manter a prancha rígida por tempo
prolongados na vítima de trauma é a “facilidade” de transferência nessa vítima da maca do
APH para o leito ou maca o intra-hospitalar.
Porém já sabemos que essa permanência da prancha rígida por tempo prolongado leva a
diversos prejuízos para a vítima de trauma.
Existem dispositivos e técnicas que permitem que essa transferência entre macas seja
realizada de forma segura e respeitando o princípio de RMC.
A padrão ouro seria o uso da prancha scoop que pode ser posicionada e retirada da
vítima sem que haja necessidade de rolamentos. Outras técnicas como o uso de maca de
arrasto, ou “padiolas”, ou arrastos em bloco também podem ser empregadas. A técnica de
rolamento em bloco em 90 grau também é uma opção.
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Transferência APH → INTRA
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Transferência APH → INTRA
Outro estudo avaliou o efeito clínico e a segurança do CCR implantado por enfermeiros de
triagem do Pronto Socorro para remover a imobilização da coluna cervical.
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Anotação Criteriosa
Os seguintes eventos são importantes para anotação:
✓ O método utilizado para avaliar a coluna, os achados e a decisão a favor
ou contra a restrição de movimento de coluna;
✓ A técnica usada para restrição de movimentos da coluna vertebral;
✓ Realização de cuidados para se evitar lesões por compressão.
Exemplo:
✓ Utilizado o critério CCR para avaliação. Paciente vítima de queda de 3m
de altura com dor em coluna cervical. Estável hemodinamicamente e com
nível de consciência preservado. RMC completa indicada...
✓ Paciente encontrado em decúbito dorsal, retirado da cena com prancha
scoop e posicionado com maca a vácuo e head-blocks para transporte...
✓ Distância para o hospital de 25 min. Uma vez no hospital e assim que
possível, o mesmo será retirado da maca a vácuo e mantido em leito
acolchoado para evitar possíveis lesões por compressão...
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Conclusão
No APH em situações de emergência, existem os princípios e as
preferências. O princípio de RMC consiste em mobilizar minimamente a
coluna vertebral do doente de trauma com o intuito de não causar uma
lesão secundária ou não agravar uma lesão pré-existente.
Para alcançar esse princípio, existem vários preferências que podem
mudar a depender da situação, condição do doente, qualificação da
equipe, recursos disponíveis e protocolos institucionais.
Diante de uma ocorrência de trauma precisamos tomar uma decisão
entre 3 possíveis opções:
1. Não restringir a coluna do doente
2. Realizar uma restrição minimalista da coluna do doente
3. Realizar uma restrição completa
Essa decisão e como alcançar o objetivo, vão depender de tudo aquilo
que foi discutido ao longo desse livro.
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Suporte ao Trauma no APH (STAPH)
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Os 15 Módulos do Curso
MÓDULO 1: CONCEITOS FUNDAMENTAIS
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Gamificação – Tabuleiro do Jogo STAPH
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Fotos das Gravações
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Para realizar a sua inscrição e/ou obter mais informações entre em contato com nosso suporte via whatsapp:
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Gostaria mais uma vez de lhe agradecer por estarmos juntos nessa jornada, e espero que esse conteúdo
tenha agregado valor na sua formação profissional e na sua vida.
Iremos concluir esse livro relembrando a nossa missão, espero continuarmos juntos nessa jornada...
“Diminuir a distância que existe entre o padrão ouro mundial e a realidade do APH brasileiro”
Atenciosamente,
Equipe IBRAPH
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Obrigado!
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Wesley Pinto da Silva
Ednei Fernando dos Santos
Jonh Morais
Leonardo Clément