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Guia Prático sobre Restrição de Movimentos

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Licensed to Sávio Felipe dos Santos Bacelar - saviofbacelar@hotmail.

com - HP1101591145214
Wesley Pinto da Silva
Ednei Fernando dos Santos
Jonh Morais
Leonardo Clément

Prefácio: Mark Dixon

RESTRIÇÃO DE MOVIMENTOS DA COLUNA


Baseado

RMC Nos Guidelines e Evidências


Mais Atuais

25 Videoaulas
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SUMÁRIO
MÓDULO 1: CONCEITOS FUNDAMENTAIS DE RMC PÁGINAS:
História da Imobilização 10
Mudança de Conceito 18
Princípios x Preferências 21

MÓDULO 2: CRITÉRIOS + ALGORITMOS DE RMC


3 Possíveis Caminhos 24
Critérios para Tomadas de Decisão 25
NEXUS 26
CCR 28
Guideline Alemão 32
Guideline Norueguês 33
Guideline Sul-Africano 35
Consenso do Reuno Unido 37
ITLS 38
PHTLS 40
Guideline Dinamarquês 41

MÓDULO 3: TÉCNICAS / PREFERÊNCIAS RMC


Vítima em Pé 46
Colar Cervical 47
Prancha Rígida 49
Prancha Scoop 52
Tipos de Retiradas Veiculares 57
KED 58
Autoextração assistida 59
Retirada em Ângulo 0 61
Retirada Rápida (90 Graus) 64
Maca a Vácuo 67
Transporte de Vítimas 70
Maca da Ambulância 71
Transferências APH → Intra-hospitalar 73

MÓDULO EXTRA: SUPORTE AO TRAUMA NO APH (STAPH) 79

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Wesley Pinto: Mensagem aos Leitores
Olá amigos, sou Wesley Pinto enfermeiro há 18 anos e sempre sedento por descobrir e compartilhar novos
conhecimentos. Atualmente sou Mestre em Ensino em Ciências da Saúde e Meio Ambiente pelo UNIFOA e pós graduado em
Enfermagem em Urgência e Emergência, Auditoria em Serviços de Saúde além de Saúde da Família e Comunidade.

Nos últimos 12 anos minha atuação foi focada em estudar a área de emergência onde fui indicado para instrutor em vários cursos
internacionais como: BLS, ACLS, PALS, EMR, ITLS Military, PHTLS, STAPH, EMPACT, AMLS entre outros.

Além disso, dediquei esses anos a quatro pilares de trabalho: ensino como Docente em Graduação, Pós – Graduação e cursos de
extensão; gestão e consultoria de serviços de emergência; prática assistencial em atendimento pré-hospitalar (APH) como oficial
enfermeiro do CBMERJ além de participar na construção de grupos de estudos, conteúdos em plataformas digitais, artigos, livros e
e-books como esse.

Esse e-book apresenta um enfoque nas principais evidências científicas sobre Restrição de
Movimentos da Coluna (RMC) de uma forma objetiva e clara.

Nos últimos anos, surgiram cada vez mais oportunidades dos profissionais de emergência,
sobretudo pré-hospitalar, de pautar sua ações com base na melhor prática clínica e
respaldados pelas principais evidências científicas.

Com este e-book espero contribuir para seu processo contínuo em busca da melhor evidência
para um atendimento seguro e de qualidade.

Atenciosamente,
Wesley Pinto

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Ednei Fernando: Mensagem aos Leitores
Olá, muito prazer, sou Ednei Fernando, profissional de Educação Física formado pela Faculdade de Educação Física de Santo
André (FEFISA), pós graduado em ciências da reabilitação e traumatologia, mestre em ciências da reabilitação corporal.

Pesquisador na área de biomecânica do trauma com desenvolvimento do projeto de doutorado de comparações entre as técnicas de extrações
de vítimas em acidentes automobilísticos.

Sou professor universitário de graduação e pós graduação, instrutor de APH credenciado pela American Safety and Health Institute (ASHI),
instrutor de SBV inicialmente credenciado pela Emergency First Response (EFR) e American Heart Association (AHA).

Formado pela Escola Superior de Bombeiros (ESB) com especialização em Resgate, Emergências Médicas e Salvamento Veicular, onde toda
minha atuação profissional ao longo de 18 anos de experiência voltados as práticas do atendimento pré hospitalar e de salvamento diversos.

Ao longo desses anos além da atuação prática de atendimentos, tenho atuado


na formação e especialização de profissionais de emergência em todo Brasil.
Em paralelo venho publicando artigos e livros voltados a temática do pré-hospitalar.

Esse material foi estruturado com muito carinho e respeito a você que pretende se atualizar ou
até conhecer um pouco mais sobre essa tendência de Restrição de Movimentos da Coluna
(RMC).

Espero que esse e-book possa gerar um novo despertar ou mesmo motiva-lo a conhecer um
pouco mais sobre o assunto e que juntos possamos construir um caminho de evidências e
fundamentos ao APH nacional.

Atenciosamente,
Ednei Fernando

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Jonh Morais: Mensagem aos Leitores
Olá meus amigos, sou Jonh Morais, enfermeiro aficionado por Urgência, Emergência e
Atendimento Pré-Hospitalar. Atualmente Pós-Graduado em Urgência e Emergência pela FASP, bem como
em Terapia Intensiva e Cardiologia e Hemodinâmica pela FACESF.

Assistencialmente tive a oportunidade de trabalhar em alguns SAMU’s, UPA-24h e hospitais.


Acumulando experiências como emergencista, bem como em cargos de coordenação e direção.
Além disso, outra vertente de minha carreira tem sido as atividades de docência em várias instituições de
pós-graduação e cursos de extensão.

Como fruto da busca de conhecimento pude me tornar instrutor de programas como o BLS da American
Heart Association, o EMPACT, o Stop The Bleed e pelo IBRAPH dos cursos MDB e STAPH

Esse e-book foi cuidadosamente preparado com base nas melhores


recomendações sobre Restrição de Movimentos da Coluna (RMC) para que você
possa ter acesso de forma simples e objetiva.

Caro leitor, espero que esse material sirva de ferramenta para a construção de
um pensamento crítico que impactará positivamente no desfecho de muitos
atendimentos a vítimas de trauma.

Atenciosamente,
Jonh Morais

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Leonardo Clément: Mensagem aos Leitores
Olá, prazer, sou Leonardo Clément, médico formado pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP).
É com muita alegria e após quase um ano de planejamento e trabalho que trazemos esse e-book sobre Restrição
de Movimentos da Coluna no APH (RMC).
Tive a honra de participar da construção desse material ao lado de três grandes profissionais de APH, que muito
me ensinarem sobre esse tema assim como sobre muitos outros temas relacionados ao APH.

Certas crenças são enraizadas em nossos subconsciente pela simples repetição, sem que haja um verdadeiro
questionamento sobre o porquê de determinadas informação e muito menos em relação à fundamentação
científica das mesmas.

Em diversas localidades do mundo, o assunto RMC, vem sendo estudo e debatido,


o que vem inclusive resultado em novas recomendações que vêm abalar muitas
daquelas crenças que estão enraizadas no mais profundo de nosso subconsciente.

Será que devemos usar um colar cervical em todos os pacientes vítimas de trauma
no APH? E o que dizer em relação ao uso da prancha rígida? Ouvimos muito falar do
famoso “Protocolo trauma”, que significa no jargão do APH, prancha rígida, colar
Cervical e tirante aranhas em todas as vítimas de trauma. O que as literaturas mais
atuais sobre trauma no APH falam a esse respeito?

Discutiremos essas e muitas outras questões interessantes ao longo desse livro.

Atenciosamente,
Leonardo Clément
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Prefácio Texto traduzido do inglês

A medicina baseada em evidências tem sido associada a resultados positivos dentro do


cuidado definitivo. Infelizmente, o ambiente pré-hospitalar não tem essa direção com muitos
protocolos e procedimentos baseados no pragmatismo e no comércio, em vez de evidências concretas.
Em uma palheta semelhante, a transferência de intervenções hospitalares para situações pré-
hospitalares simplesmente não funciona.
O advento de programas baseados em graduação em Enfermagem e EMS ofereceu um vislumbre de luz
pelo qual os profissionais de APH agora possuem habilidades suficientes para conduzir suas próprias
pesquisas e determinar o melhor caminho para pacientes pré-hospitalares.
Os artigos a seguir identificam a restrição de movimento espinhal como o exemplo perfeito.
O trabalho inicial de décadas atrás demonstra esmagadoramente que o dogma das tábuas espinhais,
colares rígidos e cintas é inapropriado.

Mais recentemente, modelos de pesquisa baseados em alta tecnologia


reaplicaram as descobertas iniciais e, em muitos países, novas diretrizes
nacionais foram aprovadas e divulgadas.
Os sistemas EMS mudam muito para abraçar a ciência e espero que a
plataforma muito valiosa que o IBRAPH forneceu permita que os prestadores
de cuidados e os tomadores de decisão ofereçam os cuidados mais adequados.
Em uma nota pessoal, tenho o prazer de poder oferecer minha menor
contribuição para a crescente base de pesquisa e parabenizar meus colegas
brasileiros por seus esforços para espalhar a palavra.

[Link]
Atenciosamente, Mark Dixon
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AVISO IMPORTANTE

O OBJETIVO PRIMÁRIO DESTE E-BOOK CONSISTE EM


CONSCIENTIZAR FAZER O LEITOR REFLETIR SOBRE A
EXISTÊNCIA DESSAS RECOMENDAÇÕES INTERNACIONAIS.

O MESMO NÃO TEM O OBJETIVO DE MUDAR A SUA


CONDUTA DIANTE DE VÍTIMAS DE TRAUMA.

A CONDUTA DO PROFISSIONAL DEVE SER BASEADA DE


PREFERÊNCIA NO SEU PROTOCOLO INSTITUCIONAL.

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Conteúdos Ilustrativos
Para ilustrar na prática e aprofundar a discussão de alguns assuntos apresentados nesse livro,
disponibilizaremos ao longo do mesmo, fotos ilustrativas extraídas do STAPH e
hiperlinks para que você possa assistir vídeos também extraídos do STAPH
disponibilizados como conteúdo complementar a esse e-book.
Para assistir esses vídeos, você será redirecionado para o canal do IBRAPH no Youtube.

Fontes das Imagens: Suporte ao Trauma no APH (STAPH) - IBRAPH

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Conceitos Fundamentais

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História da Imobilização

A primeira descrição data de 3000


anos A.C. no Antigo Egito:
o Papiro Edwin Smith descreve
seis lesões da medula espinhal
cervical, concluindo que...
...omelhor tratamento é
descanso e suporte.
Fonte da Imagem: Plates VI and VII of the Edwin Smith Papyrus
at the Rare Book Room, New York Academy of Medicine

Isso nos demonstra que a história do tratamento de


traumas de coluna é extremamente antigo.

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História da Imobilização

E durante a história encontramos um texto


da Grécia antiga,
Hipócrates (460-377 a.C.)

Esse texto afirma que se uma lesão foi


apresentada com paralisia...
→ Nenhuma opção de
tratamento é possível.

Mas para deformidades da coluna


vertebral, ele introduziu...
→ A extensão no banco e outros
métodos para reduzir tais deformidades

Fonte da referência + Imagem:


[Link]

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História da Imobilização
E por muito tempo o Ocidente
permaneceu sem informações oficiais
sobre lesão da coluna.
Porém durante o Renascimento alguns
médicos europeus começam a publicar
sobre essa temática.
Em seu livro: Dix Livres de Chirurgie, o
barbeiro-cirurgião francês:
Ambroise (1510-1590)...
...menciona o reposicionamento da
coluna vertebral lesionada por
suspensão do paciente, com a parte
superior do corpo preso e os pés
pendurado.
Contos semelhantes podem ser
encontrados na literatura árabe antiga e
na literatura chinesa.
Fonte da referência + Imagem:
[Link]

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História da Imobilização
A teoria de que a imobilização espinhal impede a secundária deterioração
neurológica data de 1966, quando Geisler publicou uma análise retrospectiva
de 958 pacientes com lesões na coluna cervical.
Este artigo descreveu 29 pacientes que experimentaram deterioração
neurológica após lesão na coluna vertebral e concluiu que cada caso de
paralisia ocorreu devido a uma falha em reconhecer lesões ou proteger os
pacientes das consequências de sua coluna instável.
Este trabalho forneceu o fundamento para a ideia de que a imobilização
pré-hospitalar poderia evitar a deterioração neurológica.
Geisler WO, Wynne-Jones M, Jousse AT. Early management of patients with trauma to the spinal cord. Med Serv J of Can. 1966;4:512-23.

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História da Imobilização
Implementação da imobilização pré-hospitalar é
creditada a Louis Kossuth, que em 1966
desenvolveu uma...
...prancha curta que era até a cintura.

Mais tarde, ele desenvolveu uma prancha de


corpo inteiro que foi um protótipo da atual
prancha longa rígida.

Na época em que Kossuth estava popularizando


sua teoria, o cuidado pré-hospitalar em si estava
Fonte da Imagem: [Link]
passando por uma significativa reorganização.

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História da Imobilização
"Death in a Ditch", escrito por JD Farrington, MD, FACS, então
cirurgião de trauma em Minocqua, WI, continua sendo um dos
artigos mais citados em revistas de trauma desde 1967.
O artigo demonstra o Dr. Farrington apresentando seus
conceitos, que foram utilizados para instruir equipes de
resgate e moradores da cidade, sobre...
...extração segura, atendimento de emergência e
transporte de pacientes...
envolvidos em acidentes de trânsito.
Ele descreve as etapas que os socorristas devem executar na
avaliação do nível de lesão dos pacientes e na prestação de
cuidados no local para essas condições.
Também demonstra técnicas adequadas de remoção
e lista os equipamentos que devem ser transportados
em veículos de emergência.

Fonte da referência + Imagem: Death in a Ditch, Farrington JD, 1967

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História da Imobilização

1971 O INÍCIO FORMAL DO EMS


A Academia Americana de Cirurgiões
Ortopédicos (AAOS) publicou as primeiras
diretrizes para o Emergency Medical Service
(EMS).
“Cuidados de Emergência e
Transporte de Doentes e Feridos”

Advogando uso de imobilização espinhal


usando uma prancha e colar cervical para
pacientes com trauma com sinais e sintomas
de lesão medular.

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História da Imobilização
De onde veio a ideia de imobilizar a coluna de
uma vítima de trauma baseado na cinemática?
A partir dos estudos de Geisler na década de 60 e Bohlmam na década de 80,
iniciou-se a relação entre paraplegia tardia e a falta de imobilização no APH.
Em um desses estudos, 100 de um total de 300 pacientes analisados,
apresentaram paraplegia tardia e lhes foram atribuídos como principal fator, a
falta de imobilização das vítimas no APH.
Por esse motivo, surgiu a indicação de imobilização completa em todos os
doentes de trauma com mecanismo de trauma preocupante
Essas recomendações permaneceram até o início dos anos 2000.
Foi nesta época que inciou a aplicação de imobilização da coluna,
com base APENAS no mecanismo de lesão.
Bohlman HH. Acute fractures and dislocations of the cervical spine. J Bone & Joint Surg. 1979;61A:1119-42.
Riggins RS, Kraus JF. The risk of neurologic damage with fractures of the vertebrae. J Trauma 1977;17:126-133.

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Mudança de Conceito
O conceito “imobilização total”, IMOBILIZAÇÃO TOTAL
bastante utilizado no passado deve ser
substituído por 2 novos conceitos:
1. Restrição de Movimentos da
Coluna Completa ou RMC Completa
2. Restrição de Movimentos da RMC COMPLETA
Coluna Minimalista ou RMC
Minimalista RMC MINIMALISTA

Ao longo deste livro buscaremos alcançar 3 objetivos principais:


1. Entender o conceito desses termos e a diferença entre eles
2. Aprender quando indicar cada um com base em critérios oficiais
estabelecidos na literatura
3. Conhecer a diferenças técnicas ou preferências que mostram COMO
executar esses conceitos na prática

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Mudança de Conceito
IMOBILIZAÇÃO TOTAL
Técnicas atuais limitam ou reduzem o
movimento da coluna, mas não fornecem
verdadeira imobilização.
O termo:
RMC COMPLETA
“Restrição de Movimentos da Coluna Vertebral (RMC)”
seria mais apropriado do que:
“imobilização da coluna vertebral” RMC MINIMALISTA

Quase um milhão de pacientes são avaliados para lesões medulares todos os anos nos departamentos de
emergência dos EUA. Apenas 2-3% desses pacientes realmente apresentam lesões medulares.
No entanto, não tratar uma lesão que mais tarde pode gerar deficiência está entre os maiores medos dos
profissionais de emergência.
Infelizmente, os procedimentos e atendimento à emergências traumáticas são altamente ritualizados e limitados
e por vezes atendem preceitos históricos. (HAUSWALD, 2012).

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Mudança de Conceito
IMOBILIZAÇÃO TOTAL
Em 2018, o Comitê de Trauma do Colégio
Americano de Cirurgiões, a Associação Nacional de
Serviços Médicos de Emergência EMS e o Colégio
Americano de Médicos de Emergência atualizaram
as recomendações sobre o uso da:
RMC COMPLETA
RESTRIÇÃO DE MOVIMENTOS DA COLUNA (RMC).
RMC MINIMALISTA

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Princípios x Preferências
O entendimento da diferença que existe entre esses dois conceitos é
fundamental para uma atuação assertiva no APH.
Princípios são universais e imutáveis, não podem mudar ao
longo do tempo ou a depender do protocolo consultado.
Exemplos de princípios:
Controlar uma hemorragia
Mobilizar minimamente a coluna de um paciente com suspeita de traumatismo raqui medular
Liberar as vias aéreas de um paciente que não consegue ventilar adequadamente
Etc.

Preferências representam técnicas utilizadas para colocar em prática os princípios.


As mesmas podem variar a depender de 5 pontos:
SITUAÇÃO CONDIÇÃO DO DOENTE QUALIFICAÇÃO DA EQUIPE

RECURSOS DISPONÍVEIS PROTOCOLO LOCAL


Fonte: PHTLS 9ª Ed.

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O Brasil está Atrasado?
É muito comum ouvirmos por aí que o Brasil está muito atrasado em diversos
aspectos relacionados ao APH quando comparado a outros países.

Essa afirmação não é verdadeira por 2 motivos:


1. Existem muitas iniciativas dentro do APH que nasceram no Brasil e servem como
exemplo para o mundo todo (Inclusive para os países mais desenvolvidos. Um exemplo
seria a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquática (SOBRASA), liderada por Dr. David
Szpilman, que é a maior referência mundial nesse assunto. Inclusive grande parte das
evidências científicas e recomendações nesta área nasceram no Brasil e compõem os
protocolos Americanos, Europeus e Australianos (Ex. Cadeia de Sobrevivência do
Afogado, os 6 Graus do Afogado, entre muitas outras...)
2. Em relação a outras áreas, como RMC por exemplo, outros países estão mais a frente,
isso é um fato. Mas isso não significa que estamos “atrasados”, assim como não
podemos dizer que uma “criança” está atrasada na vida em relação aos adultos
simplesmente por ela ser uma “criança”. Da mesma forma, o Brasil tem um APH
relativamente novo em relação a outros países do mundo e estamos simplesmente em
nosso momento evolutivo e cada um de nós tem a sua responsabilidade e contribuir
com essa evolução. Contribuir estudando, aprendendo, treinando e multiplicando esses
conhecimentos.

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CRITÉRIOS + ALGORTIMOS DE RMC

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3 Caminhos
O profissional de APH terá:

3 possíveis escolhas
relacionadas com RMC diante de qualquer vítima de Trauma:

NÃO RESTRINGIR
RESTRIÇÃO COMPLETA
RESTRIÇÃO MINIMALISTA
25
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Critérios para Tomada de Decisão
Existem alguns critérios que já foram estudados cientificamente e que
possuem o objetivo de auxiliar os profissionais nessa tomada de decisão:
QUANDO RESTRINGIR E QUE TIPO DE RESTRIÇÃO?
Seguem os dois principais. Nas próximas páginas, descreveremos cada um.

NEXUS
CCR
26
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Nacional Emergency X-Radiography Utilization Study
(NEXUS)

O NEXUS é um estudo multicêntrico muito grande, apoiado pelo


governo federal norte americano. Trata-se de um estudo prospectivo
projetado para definir a sensibilidade para detectar lesão significativa
da coluna cervical. O mesmo possui alto valor preditivo negativo.
Feito em 23 diferentes departamentos de emergência em todo os
Estados Unidos e projetado para ter 20 vezes mais pacientes com
suspeita de lesão na coluna vertebral do que qualquer estudo anterior,
o NEXUS foi capaz de responder definitivamente perguntas sobre a
validade e confiabilidade de critérios clínicos.

NEXUS

27
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Nacional Emergency X-Radiography Utilization Study
(NEXUS)

A radiografia da coluna cervical é indicada para pacientes com trauma, a


menos que atendam a todos os seguintes critérios:

Sem sensibilidade posterior da coluna cervical na linha média


Nenhuma evidência de intoxicação
Nível normal de alerta
Sem déficit neurológico focal
Sem ferimentos dolorosos de distração

NEXUS
28
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Canadian C-Spine Rule Study (CCR)
A regra canadense CCR (Canadian Cervical Spine Rules) é uma ferramenta validada e
confiável para avaliação do pescoço quanto à presença de uma possível fratura da coluna cervical.

Para ser confiável, a vítima deve ser capaz de se comunicar,


não estar sob a influência de drogas ou álcool e estar disposto a cooperar.

Deve-se ter em mente que esta ferramenta avalia apenas o pescoço, e a restrição de movimento do restante
da coluna pode ser necessária, dependendo do mecanismo de trauma e da avaliação.

A regra CCR usa fatores clínicos, epidemiológicos e decorrentes do mecanismo de


lesão para determinar a necessidade de restrição de movimentos.

CCR
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Canadian C-Spine Rule Study (CCR)
Qualquer fator de alto risco que indica a radiografia?
Idade > igual 65 anos
1 Mecanismo perigoso*
Parestesias nas extremidades
Radiografar
Não

Algum fator de baixo risco que permita uma avaliação segura da


amplitude de movimento?
Mecanismo perigoso*
2 CVM simples na traseira** • Queda de altura > igual 2m/ 5 degraus
Posição sentada no DE • Carga axial na cabeça
Ambulatório a qualquer momento • CVM em alta velocidade (100 km/h),
Início tardio de dor no pescoço*** capotamento ou ejeção.
Ausência de sensibilidade na coluna cervical • Colisão de veículos motorizados de
recreação
• Colisão de bicicleta.
Sim
CVM simples na traseira excluir**
• Empurrado para o tráfego que se aproxima
Capaz de girar ativamente o pescoço? • Atingido por ônibus/caminhão grande
3 45° à direita e esquerda • Capotamento
• Atingido por veículo em alta velocidade
Capaz
Início tardio***
• Isto é, início não imediato de dor no
pescoço
Não Radiografar

Fluxograma: Tradução Livre


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CCR - Interpretação para o APH

Esse é o fluxograma traduzido


livremente por nosso time para o
português a partir do algoritmo CCR
para tomada de decisão de Restrição de
Movimentos da Coluna (RMC).

Esse é o critério escolhido para ser


utilizado por alguns guidelines
internacionais de RMC.

O mesmo se baseia em critérios clínicos,


epidemiológicos (idade) e de cinemática.

Outros guidelines internacionais de


RMC, optaram por um critério de
tomada de decisão que se baseia
exclusivamente em aspectos clínicos, no
caso o NEXUS.

31
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Principais Guidelines de RMC
A partir da década de 80, diversos estudos científicos começaram a surgir evidenciando
eventos adversos associados ao uso de colar cervical e prancha longa
rígida, quando utilizados de forma indiscriminada no trauma, ou seja, sem que tenha
havido uso de critérios para indicação de RMC.

Por esse motivo, começaram então a surgir guidelines de RMC em diversas


localidade do mundo com o objetivo de termos maior assertividade nesta tomada de
decisão e assim garantir mais benefícios do que malefícios para os pacientes no que diz
respeito à RMC no Trauma.

BENEFÍCIOS > MALEFÍCIOS

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Guideline Alemão (Protocolo MARSHAL)
Estabilização manual em linha
(tem que ser continuada durante todas as manipulações do paciente) Restrição completa
Avaliação prejudicada?
Se possível Restrição com parte superior Barreira à comunicação Sim para qualquer um
do corpo elevada em 30° e Intoxicação
sem colar cervical Lesão distrativa

A Lesão cerebral traumática


com aumento de PIC
Não

B
Estável
Risco aumentado para lesão na coluna vertebral?
M - Sensibilidade ou deformidade na linha Média da coluna
C A - Idade > igual 65 Anos
R - Redução da sensibilidade ou função motora
S - Lesões Supra-claviculares

Instável
D H - Velocidade > 100 Km/H, capotamento, ejeção
A - Carga Axial, queda > igual 2 m
Recursos humanos são
limitados
L - Colisão em bicicLeta ou motocicLeta
Sim
Trauma
penetrante
Trauma E Não
contuso

Restrição mínima Indícios de lesão na coluna vertebral?


Instável Dor à palpação?
(não adiar o transporte rápido)
Dor durante rotação ativa do pescoço em 45°?

Não

Nenhuma Restrição

Fluxograma: Tradução Livre


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Guideline Norueguês
10 RECOMENDAÇÕES
1 Vítimas com potencial de lesão da coluna vertebral devem ter estabilização da coluna
2 Uma estratégia de manipulação mínima deve ser considerada
3 Estabilização da coluna nunca deve atrasar ou impedir intervenções que salvam vidas
4 Vítimas de traumas penetrantes isolados não devem ser imobilizadas
5 Ferramentas de triagem (Critérios) baseadas nos achados devem ser implementadas
6 A estabilização cervical pode ser alcançada usando a estabilização manual em linha,
headblocks, um colar rígido ou combinações dos mesmos
7 Transferência do solo ou entre os sistemas de macas deve ser alcançado usando uma
prancha scoop
8 Pacientes com suspeita de lesão devem ser transportados em maca vácuo ou maca
da ambulância
9 Sistemas de maca de superfície dura podem ser utilizados apenas para transportes de
duração mais curta
10 Os pacientes devem, sob certas circunstâncias, ser convidados a autoextração

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Guideline Norueguês
Fluxograma: Tradução Livre
TRAUMA

Trauma
penetrante INSTABILIDADE
Sim
isolado HEMODINÂMICA?

Não

Nexus AVALIAÇÃO DO
negativo
NEXUS
Nexus
positivo

SEM RESTRIÇÃO DA RESTRIÇÃO COMPLETA DA RESTRIÇÃO MÍNIMA DA


COLUNA VERTEBRAL COLUNA VERTEBRAL COLUNA VERTEBRAL

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Guideline Sul-Africano
10 DESTAQUES DO GUIDELINE
1 Avaliação através do critério canadense CCR
2 Gestão de Pacientes (manuseio mínimo, procedimentos de extração,
manejo da coluna e restrição de movimento da coluna)
3 Prioridades para retira da vítima do chão: 1. Prancha Scoop; 2. Elevação à
Cavaleira; 3. Rolamento
4 Autoextração podendo até mesmo a vítima deambular até a ambulância
5 Contraindicação do KED
6 Contraindicação do Colar cervical
7 Uso de restrição manual, blocos laterais
8 Orientação verbal à vítima
9 Restrição com maca a vácuo, prancha scoop e maca da ambulância com
headblocks laterais
10 Realizar anotação criteriosa

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Guideline Sul-Africano
Paciente cooperativo? Fluxograma: Tradução Livre

Sim Não

Fator de risco elevado presente?


Idade > 65 anos
Déficit neurológico
Queda > 1m ou 5 degraus Restrição de
Carga axial Sim movimentos da
CVM > 100 km/h ou
capotamento/ejeção coluna indicado
Colisão de bicicleta
Colisão em veículo recreativo

Não

Fator de baixo risco presente?


CVM simples na traseira
Andando/Sentado na cena Não
Início tardio de dor no pescoço
Sem dor na linha média na palpação

Sim

Capaz de girar o pescoço 45° para Não há necessidade de restrição de


Sim
ambos os lados sem dor? movimentos da coluna

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Consenso do Reino Unido
6 RECOMENDAÇÕES
1 A prancha longa é um dispositivo de extração apenas.
2 Estabilização manual alinhada é uma alternativa adequada ao colar cervical
3 Um algoritmo de RMC pode ser adotado, embora as preferências possam
mudar a depender da situação
4 Pode haver potencial para variação do algoritmo de RMC baseado no nível
consciência do paciente
5 Trauma penetrante sem sinais neurológicos não requer RMC
6 A prática de “pranchamento em pé" deve ser evitada
7 Paciente consciente, que não está sob a influência de álcool ou drogas, e
que não apresenta lesões graves, deve ser convidado a se auto extrair e
deitar-se sobre a maca retrátil de transporte
Considerou-se que a ênfase deveria permanecer na priorização do ABC em pacientes politraumatizados.
Concordou-se que a diferenciação entre o paciente consciente e inconsciente e o tratamento adequado para cada
um deles deva ser considerado em diretrizes futuras. Pode ser que no paciente cooperativo, a imobilização possa
ser adiada para depois da avaliação primária, aconselhando-se a vítima a não se movimentar.

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International Trauma Life Support (ITLS)
4 DESTAQUES
1 Existem evidências suficientes para apoiar o uso centrado e seletivo do
colar cervical somente no trauma contuso
2 Recomenda-se o uso de uma abordagem padronizada na liberação da
imobilização da coluna ainda no Pré-Hospitalar
3 Falta de evidências para uso de colares e RMC em pacientes acordados sem
lesão focal ou sintomas neurológicos
4 A autoextração controlada é preconizada em pacientes estáveis

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International Trauma Life Support (ITLS)
Mecanismo de POSITIVO
NEGATIVO
lesão

Mecanismos Positivos:
• CVM* de alta velocidade
Incerto • Quedas> 3x a altura do
paciente
• Carga axial
Aplicar • Acidentes de mergulho
• Ferida penetrante dentro ou
estabilização perto da coluna espinhal
Paciente manual até o • Lesões esportivas na cabeça
Confiável é: fim do exame ou pescoço
• Calmo completo
Paciente não confiável • Paciente de Trauma
• Cooperativo
tem: Inconsciente.
• Sóbrio
• Reação ao estresse
• Alerta
agudo
• Sem lesões
• Lesão Dor na coluna ou sensibilidade SIM
de distração
Cabeça/Cerebral
• Estado mental
alterado
• Intoxicação com
drogas/ Álcool NÃO
• Outros ferimentos ANORMAL
que causam
distração

EXAME MOTOR E SENSORIAL

SIM

NÃO
NORMAL
Lesão Vertebral
Negativa:
RMC NÃO INDICADA
PACIENTE CONFIÁVEL?

Lesão Vertebral
Nota: se houver alguma dúvida Positiva:
RMC INDICADA
Fluxograma: Tradução Livre ITLS, 8ed. 2018.

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Pré-Hospital Life Support (PHTLS)
INDICAÇÕES PARA RMC

Mecanismo de trauma com


relativo prejuízo

Alteração do nível de consciência (ECG<15)

Trauma penetrante na cabeça,


pescoço ou dorso
SIM NÃO

Dores na coluna ou sensibilidade?


ou
Deficiência ou queixa neurológica?
ou
RMC CONTRAINDICADA
Deformidade anatômica da coluna?

NÃO

TRANSPORTE RÁPIDO
Presença de:
Uso de álcool/drogas
Traumas distrativos
Incapacidade de comunicação

SIM SIM NÃO

RMC RMC RMC RMC NÃO INDICADA

TRANSPORTE RÁPIDO TRANSPORTE TRANSPORTE TRANSPORTE Fluxograma: Tradução Livre PHTLS, 9ed. 2018.

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Guideline Dinamarquês
Trauma penetrante isolado? Fluxograma: Tradução Livre

Não

Problema crítico no ABC?


e/ou ECG < 15?

Sim Não
Sim

Sensibilidade na palpação espinhal?


E/ou déficit neurológico?

Não Sim

Sem RMC RMC COMPLETA RMC MÍNIMA

Contato inicial pré-hospitalar com o paciente:


Contato inicial hospitalar com o paciente:
Posicionamento em uma maca à vácuo.
Após a chegada ao hospital: Reposicionar em maca acolchoada com headblocks e tirantes.
Se déficit neurológico: posicionamento em maca acolchoada.
Autoextração: se a sensibilidade espinhal óssea na palpação é o único sintoma a autoextração é
Se não houver déficit neurológico: auto posicionamento na maca,
possível de outra forma.
cama, cadeira, etc a fim de alcançar o máximo de conforto do
Extração assistida com e/ou posicionamento em dispositivos depende da situação (scoop ou
paciente
equivalente, prancha rígida etc., possibilidade em combinação com estabilização da cabeça em linha).

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Guideline Dinamarquês
DEFINIÇÕES Déficit neurológico
✓ Capacidade afetada de aperto de mão e/ou flexão
dorsal e extensão dos pés
✓ Sensibilidade afetada de braços, pernas e/ou tronco
Trauma (exame rápido)
✓ Ocorrido nas últimas 48 horas
✓ Paciente com 18 anos ou mais
✓ Trauma relevante da coluna vertebral com risco de
desenvolvimento de lesão medular traumática
Tempo crítico e estabilização espinhal
✓ Geralmente, apenas medidas de estabilização
secundária
espinhal, que não atrasem quaisquer outras medidas
necessárias do ABCDE ou transporte para o hospital
Problema crítico no ABC ✓ O tipo de estabilização depende da situação (maca à
vácuo, prancha Scoop, prancha rígida ou equivalente,
A: obstrução de vias aéreas ou alto risco
maca simples da ambulância possivelmente em
B: suspeita de pneumotórax, hemotórax, tórax
combinação com estabilização da cabeça em linha.
instável ou hipóxia
C: ameaça ou manifestação de instabilidade
circulatória
Estabilização espinal
✓ Pré-hospitalar: posicionamento e transporte em maca
Sensibilidade da coluna à palpação a vácuo sem uso de colar cervical rígido.
✓ Sensibilidade direta ou indireta à palpação de ✓ No hospital: dependente de achados neurológicos:
processo espinhoso Em caso de déficit neurológico: posicionamento em
✓ Em vez de perguntar ao paciente sobre um maca macia.
sensibilidade na palpação, a interpretação de Em caso de não haver déficit neurológico: auto
reação dos pacientes à palpação é recomendada posicionamento em uma maca, por exemplo.
(ex. expressão facial) Tente alcançar o máximo de conforto do paciente

43
Técnicas / Preferências de RMC

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Técnicas / Preferências de RMC

Colar Cervical Prancha Rígida KED

Maca da
Prancha Scoop Maca a Vácuo
Ambulância

Pranchamento
em Pé

Autoextração
Retirada em
Retirada Rápida
Ângulo Zero, 30
(90 graus)
Transferência e 60 graus
APH x INTRA

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Manuseio da Vítima
Quatro áreas centrais são importantes no tratamento de uma vítima com
potencial lesão na coluna:

1. Manipulação mínima da vítima;


2. Procedimentos para extração da vítima;
3. Controle da coluna cervical;
4. Restrição de movimentos da coluna vertebral.

Fonte das Imagens: Suporte ao Trauma no APH (STAPH) - IBRAPH

46
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Vítima em Pé
Há pouco valor em se fazer uma remoção deitada de uma vítima que encontrava-se em pé.
(Ou seja, não fazer pranchamento em pé)
Recomenda-se que as vítimas que deambulam pela cena
andem e se deitem na maca da ambulância

Vítima em Pé na Cena Orientada a Sentar na Maca

Fontes das Imagens: Suporte ao Trauma no APH (STAPH) - IBRAPH

Fonte: Guideline Sul-Africano de RMC

Fonte da Imagem: ITLS 8ª Ed.


47
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Colar Cervical
Existe um grande conjunto de evidências que desafiam o valor dos colares cervicais
no tratamento de lesões na coluna cervical.
Eventos adversos como o aumento da pressão intracraniana, aumento do movimento em fraturas
instáveis, bem como necrose tecidual e fatores de conforto já foram descritos.

Até o momento, nenhum estudo em paciente humano demonstrou benefício claro da


aplicação de um colar cervical rígido em vítimas com lesão no pescoço.

Devido ao risco desses eventos adversos e à falta de eficácia,


o uso de colares cervicais rígidos deve ser criterioso.

Os cuidados no manejo da coluna cervical incluem restrição manual, posicionamento


da vítima em uma posição confortável e uso de blocos de espuma ou outros
dispositivos macios.

A vítima também deve ser orientada


a restringir a movimentação do pescoço sempre que possível.

48
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O Mito do Colar Cervical
Gravamos uma web série de 3 vídeos sobre esse tema.
Confira logo abaixo:

Clique nas Imagens a Seguir

PARTE 1 PARTE 2 PARTE 3

49
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Prancha Rígida
A técnica de fixação da vítima à prancha rígida não deixa de ter seus efeitos nocivos.
Entre eles podemos incluir o...
...comprometimento respiratório, feridas de pressão, dor e claustrofobia.
A prancha rígida não deve ser utilizada
para transporte de vítimas estáveis
hemodinamicamente.

Trata-se de um
dispositivo de remoção
e não de transporte.
A exceção a essa recomendação, são os pacientes
instáveis hemodinamicamente que poderão ser
transportados em prancha rígidas por distâncias curtas.

Fontes da Imagem: Suporte ao Trauma no APH (STAPH) - IBRAPH

50
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Prancha Rígida (Retirada)
Por ser um dispositivo “APENAS” de remoção, e não de transporte, a
prancha rígida deve idealmente ser retirada da vítima assim que possível.
No APH essa retirada pode ser realizada assim que a vítima
é posicionada na maca da ambulância.
Lembrando que pacientes instáveis hemodinamicamente
podem ser transportados até o hospital na prancha rígida
(Quando a distância até o hospital e tempo de transporte forem curtos)

No Intra-hospitalar a prancha rígida deve ser retirada assim que o


paciente chega na sala vermelha ou sala de trauma.

Fontes das Imagem: ITLS 8ª Ed. Fontes das Imagens: ATLS 10ª Ed.

51
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Retirada da Vítima do Solo
O conceito de manipulação mínima da vítima significa que a vítima deve
ser movida o menor número de vezes possível.
Todo movimento deve ser deliberado e com um propósito.
A Técnica de rolamento em bloco não é a primeira opção no
ambiente pré-hospitalar para retirada da vítima do solo.

Técnicas como a elevação em bloco (Elevação a cavaleira), o


deslizamento usando uma prancha rígida ou uma prancha
Scoop para levantar o paciente, são as mais recomendadas.

Recomendado... Recomendado... Evitar...

Prancha Scoop (Melhor Opção) Elevação em Bloco (Alternativa) – 5 Profissionais no mínimo Rolamento 90 graus

Fontes das Imagens: Suporte ao Trauma no APH (STAPH) - IBRAPH

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Prancha Scoop

A prancha scoop, também chamada de “prancha colher” ou “prancha


tesoura” a depender da localidade, é um dispositivo amplamente recomendado
pelos guidelines internacionais de trauma e RMC como:

1ª opção para remoção dos pacientes que se encontram em


decúbito dorsal e para transferência entre macas

Esse equipamento permite a remoção da vítima sem que haja


necessidade de rolamento da mesma, respeitando assim:

O princípio de manuseio mínimo da coluna


vertebral nos pacientes vítimas de trauma

53
Prancha Scoop

Fontes das Imagens: Suporte ao Trauma no APH (STAPH) - IBRAPH

54

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Fonte: PHTLS 9ª Ed.
Prancha Scoop

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Prancha Scoop - Cuidados
Para vítimas transportadas em pranchas
scoop...
...deve-se tomar cuidado para minimizar as complicações de
problemas relacionados à pressão.
Recomenda-se que esses cuidados incluam:
✓ Para vítimas inconscientes, cuidados em relação a compressão local devem ser
considerados.
✓ Retirar a vítima da maca scoop o mais rápido possível ao chegar ao hospital.
✓ Lembrando que as macas scoop são isolantes térmicos fracos e que medidas para
evitar hipotermia devem ser fornecido as vítimas.
✓ As mesmas observações valem para as pranchas rígidas.

Fontes das Imagens: Suporte ao Trauma no APH (STAPH) - IBRAPH

56
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Prancha Scoop (Retirada)
Assim como mencionamos para a Prancha Rígida, a Prancha Scoop
também deve ser retirada assim que possível.
Seja no APH assim que a vítima é posicionada na maca da ambulância ou na maca à vácuo, ou
no intra-hospitalar assim que a vítima chega na sala vermelha ou sala de trauma.

Lembrando que para ser transportada até o hospital na Prancha Scoop, a vítima precisa estar
instável hemodinamicamente e a distância/tempo até o hospital precisam ser curtos.

Fontes das Imagens: Suporte ao Trauma no APH (STAPH) - IBRAPH

57
Tipos de Retiradas Veiculares

58

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Kendrick Extrication Device (KED)
O KED tem sido indicado ao longo dos anos como a principal preferência para
retirada veicular em vítimas estáveis hemodinamicamente.
Porém, estudo recentes realizados em laboratórios de biomecânica com uso de
sensores de movimentação da coluna vertebral, têm demonstrado que a retirada
com KED movimenta muito mais a coluna vertebral do que imaginávamos.

O protocolo Africano tem sido muito enfático neste sentido e inseriu as seguinte
frase em suas recomendações: “O seu uso não é recomendado”.

59
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Autoextração Assistida
A autoextração assistida é uma técnica de retirada veicular
considerada RESTRIÇÃO COMPLETA DE MOVIMENTOS DA COLUNA, na qual a
vítima sai do veículo por meios próprios sob orientação do profissional de APH.

Trata-se da técnicas menos invasiva, mais conservadora e que menos movimenta a coluna
da vítima conforme estudo de Mark Dixon em laboratório de biomecânica com auxílio de
sensores e reproduzido em estudo de Ednei Fernando em laboratório da USP.

Para que essa técnica seja indicada, alguns critérios precisam estar presentes:
Paciente estável hemodinamicamente, com indicação de RMC completa, não alcoolizado, sem lesões
de distração, que não está preso nas ferragens sem dor durante o processo de autoextração.
Veículo com as 4 rodas no chão e devidamente estabilizado.

60
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Autoextração Assistida
O Mark Dixon realizar um estudo com o objetivo de identificar qual técnica fornece o desvio
mínimo da coluna cervical durante a extração do paciente que se encontra dentro de um veículo.
Para isso ele utilizou sensores e conceitos de biomecânica para analisar as diferentes técnicas.

Conclusão dos autores:

• Altura e peso corporal tem significante influencia sobre as técnicas de extração;


• O KED demonstrou forte correlação entre o movimento da coluna cervical e altura (tendências de
indivíduos mais altos apresentarem mais movimentação na extração).
• Os autores sugerem que a altura e peso da vítima deve ser levado em consideração no momento de
escolha da técnica de extração.
• As técnicas atuais podem não estar proporcionando o cuidado ideal para as vítimas de acidente
automobilísticos.
• Indivíduos mais pesados sofrem maiores consequências de movimentação da coluna quando são
retirados em prancha longa pelo lado do passageiro;
• A correlação mais forte de movimentação comparando massa e altura é a retirada com KED pelo lado
do motorista

61
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Autoextração Assistida

Em outro estudo recente, Mark Dixon participa


de uma avaliação biomecânica da autoextração
com e sem colar cervical.
E os autores concluíram que o desalinhamento
da coluna cervical é igual com ou sem colar
cervical durante a autoextração.
Inclusive sugerem um infograma para a técnica
de autoextração.

62
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Autoextração Assistida

1 2 3
Exame Primário Tomada de Decisão de Auto extração Saída de perna e braço esquerdo

4 5 6
Saída de perna e braço direito A vítima levanta A vítima se afasta do carro

7 8 9
A vítima senta na maca A vítima é posicionada na maca A vítima é fixada e transportada
Fontes das Imagens: Suporte ao Trauma no APH (STAPH) - IBRAPH

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Retirada em Ângulo Zero
A Retirada em Ângulo Zero é outra boa opção para retirada de
vítimas estáveis hemodinamicamente com indicação de RMC Completa.
Essa técnica consiste em retirar a vítima do veículo em “linha reta”,
respeitando a posição que o paciente se encontra no momento do atendimento e
sem que haja rotação da vítima sobre o seu próprio eixo.

Fonte: STAPH/IBRAPH

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Retirada em Ângulo Zero

Neste excelente artigo


publicado na Revista
Emergência, Ednei Fernando
explica com maiores detalhes
em que consiste essas técnicas
de retirada, suas indicações e a
diferenças entre as mesmas.

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Retirada em 30 e 60 Graus
Outras retiradas em ângulo maiores, porém menores do que 90 graus, como por
exemplo: 30 e 60 graus, também podem ser preferências de retiradas para
vítimas estáveis hemodinamicamente com indicação de RMC Completa.

Fonte: Marques R. M. 2017

Fonte: CBMDF, 2018

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Retirada Rápida (90 Graus)
A técnica de retirada rápida é uma técnica de retirada veicular
considerada RESTRIÇÃO MÍNIMA DOS MOVIMENTOS DA COLUNA, na qual a vítima
é retirada do veículos por uma equipe de APH. Nesse caso existe uma preocupação
em restringir os movimentos da coluna, porém não há tempo hábil para realização
de uma técnica de Restrição Completa de Movimentos da Coluna.

Para que essa técnica seja indicada, alguns critérios precisam estar
presentes:
Vítima instável hemodinamicamente, ambiente seguro.

Caso a cena esteja insegura ou a vítima de encontre em PCR, nesse caso a


técnica de retirada imediata deverá ser indicada.

Caso a vítima esteja estável hemodinamicamente e tenha indicação de


RMC Completa por algum critério (NEXUS; CCR ou MARSHAL), nesse caso,
a vítima deverá ser retirada através da autoextração assistida.
Caso essa técnica não seja possível no momento, através de alguma
técnica no menor ângulo possível. Idealmente em ângulo ZERO.

67
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Retirada Rápida (90 Graus)

Fontes das Imagens: Suporte ao Trauma no APH (STAPH) - IBRAPH

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Conceitos de Remoção
A remoção de vítimas de veículos é uma situação comum enfrentada pelos prestadores de
Serviços Médicos de Emergência (EMS) na África do Sul.
Situações como essa se transformaram em eventos bastante complexos, e os seguintes
conceitos devem ser considerados:

✓ Recomenda-se que vítimas conscientes que não estejam sob a influência de álcool ou
drogas, que não tenham ferimentos graves e que não estejam fisicamente presos, sejam
incentivados a se autoextrair e deitar-se em uma maca. Se sentirem dor, elas
devem ser instruídas a parar e a remoção deve ser concluída pela equipe do EMS usando
uma técnica aceitável.
✓ Recomenda-se que vítimas conscientes que já tenham se autoextraído caminhem e
deitem na maca da ambulância. Assim essas vítimas podem ser avaliadas e terem seus
movimentos restritos conforme necessário.
✓ Para fins de extração, uma prancha de trauma (Prancha Rígida) pode ser uma ferramenta
útil. Recomenda-se que ela seja utilizada apenas para a extração, para deslizar a vítima
para fora do veículo e, em seguida, a vítima deve ser posicionada no dispositivo de
transporte preferido.
❖ O Dispositivo de Remoção de Kendrick (KED) leva muito tempo para ser posicionado e
fornece uma falsa sensação de restrição de movimento.
Seu uso não é recomendado.
Fonte: Guideline Sul-Africano de RMC

69
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Maca à Vácuo
A maca a vácuo, é um dispositivo de transporte e é amplamente divulgada
pelos guidelines de trauma e RMC como uma excelente opção segura e confortável
para transporte de vítimas de trauma estáveis hemodinamicamente até o hospital:

Não é indicada para pacientes instáveis hemodinamicamente


devido ao tempo que leva para ser posicionada na vítima
Para vítimas instáveis outras preferências devem ser adotadas, como por
exemplo a maca da ambulância para qualquer tipo de transporte ou
eventualmente a prancha rígida para transportes mais curtos.

A maca à vácuo diminui os pontos


de pressão na vítima ao mesmo
tempo que confere uma boa
restrição dos movimentos da coluna

Fonte da Imagem: Suporte ao Trauma no APH (STAPH) - IBRAPH

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Maca à Vácuo

Fonte das Imagens: Suporte ao Trauma no APH (STAPH) - IBRAPH

Fonte: Guideline Norueguês de RMC Fonte: Guideline Dinamarquês de RMC

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Fonte: PHTLS 9ª Ed.
Maca à Vácuo

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Transporte de Vítimas
A seleção de dispositivos para o transporte de vítimas com movimento restrito deve ocorrer na
seguinte ordem decrescente de preferência:

1. Maca à vácuo;
2. As vítimas também podem ter seus movimentos restritos em uma maca de
ambulância com colchão.
✓ As vítimas podem ser orientadas a permanecerem paradas se estiverem conscientes
(Orientação verbal).
✓ Os blocos de imobilização de cabeça (Head Blocks) podem ser presos à maca da
ambulância para vítimas irresponsivas.
✓ O transporte de uma vítima em prancha longa esta fortemente desaconselhado. Embora
seja uma ferramenta valiosa para extrair e mobilizar vítimas, não há benefício em
transportar uma vítima neste dispositivo.

Maca a Vácuo Maca da Ambulância

Fonte das Imagens: Suporte ao Trauma no APH (STAPH) - IBRAPH

73
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Maca da Ambulância
A maca da ambulância é um excelente dispositivo para transporte de
vítimas com indicação de RMC Completa sem que haja necessidade de uma
prancha rígida durante o transporte. Além de trazer mais conforto para a vítima,
sua coluna vertebral irá se movimentar menos no colchão da maca simples do que
quando presa a uma prancha rígida. Porém alguns cuidados devem ser
observados:
• A maca da ambulância deve estar bem
fixada no solo da ambulância
• A vítima deve estar fixada à maca da
ambulância pelos cintos de segurança
• A base de estabilizadores de cabeça
laterais (head-block) base pode ser
fixada diretamente à maca da
ambulância e auxiliar na estabilização da
cabeça durante o transporte.

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Maca da Ambulância

Fonte da Imagem: Suporte ao Trauma no APH (STAPH) - IBRAPH

Fonte: Guideline Norueguês de RMC

Fonte: Guideline Sul-Africano de RMC

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Transferência APH → INTRA
Um dos principais motivos que levam os profissionais a manter a prancha rígida por tempo
prolongados na vítima de trauma é a “facilidade” de transferência nessa vítima da maca do
APH para o leito ou maca o intra-hospitalar.
Porém já sabemos que essa permanência da prancha rígida por tempo prolongado leva a
diversos prejuízos para a vítima de trauma.
Existem dispositivos e técnicas que permitem que essa transferência entre macas seja
realizada de forma segura e respeitando o princípio de RMC.
A padrão ouro seria o uso da prancha scoop que pode ser posicionada e retirada da
vítima sem que haja necessidade de rolamentos. Outras técnicas como o uso de maca de
arrasto, ou “padiolas”, ou arrastos em bloco também podem ser empregadas. A técnica de
rolamento em bloco em 90 grau também é uma opção.

Prancha Scoop Maca de Arrasto Arrasto Simples

Fonte das Imagens: Suporte ao Trauma no APH (STAPH) - IBRAPH

76
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Transferência APH → INTRA

Um estudo multicêntrico prospectivo Canadense de 2010, analisou a confiabilidade e


aceitabilidade do CCR quando utilizado por enfermeiros na triagem para tomada de decisão
de retirada da imobilização.

Utilizaram 6 serviços de emergência durante 3 anos e 191 enfermeiros.


Assim, os autores concluíram que o uso do CCR por enfermeiros na triagem
era preciso, confiável e aceitável clinicamente.

Além disso, a implementação


generalizada por enfermeiros em todo
o Canadá e em outros lugares
diminuiria o desconforto do paciente e
melhoraria o fluxo de pacientes em
departamentos de emergência
superlotados.

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Transferência APH → INTRA
Outro estudo avaliou o efeito clínico e a segurança do CCR implantado por enfermeiros de
triagem do Pronto Socorro para remover a imobilização da coluna cervical.

Realizaram este programa multicêntrico de 2 fases, de coorte prospectiva em 9 hospitais.


Durante a fase 1, as enfermeiros da emergência foram treinados, em seguida, tiveram que
demonstrar competência antes de serem certificados.
Durante a fase 2, os enfermeiros certificados foram habilitados por um corpo médico para
avaliar a coluna cervical dos pacientes, permitindo-lhes remover a imobilização e triagem
para uma área menos crítica.
Na fase 2, 806 pacientes chegaram de
ambulância imobilizados.
O resultado primário da remoção da
imobilização por enfermeiros foi de 41,1% em
comparação com 0% antes do programa.

NENHUMA lesão cervical passou


despercebida à avaliação realizada pelos
enfermeiros através da implementação do
critério CCR como ferramenta de triagem.

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Anotação Criteriosa
Os seguintes eventos são importantes para anotação:
✓ O método utilizado para avaliar a coluna, os achados e a decisão a favor
ou contra a restrição de movimento de coluna;
✓ A técnica usada para restrição de movimentos da coluna vertebral;
✓ Realização de cuidados para se evitar lesões por compressão.

Exemplo:
✓ Utilizado o critério CCR para avaliação. Paciente vítima de queda de 3m
de altura com dor em coluna cervical. Estável hemodinamicamente e com
nível de consciência preservado. RMC completa indicada...
✓ Paciente encontrado em decúbito dorsal, retirado da cena com prancha
scoop e posicionado com maca a vácuo e head-blocks para transporte...
✓ Distância para o hospital de 25 min. Uma vez no hospital e assim que
possível, o mesmo será retirado da maca a vácuo e mantido em leito
acolchoado para evitar possíveis lesões por compressão...

Fonte: Guideline Sul-Africano de RMC

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Conclusão
No APH em situações de emergência, existem os princípios e as
preferências. O princípio de RMC consiste em mobilizar minimamente a
coluna vertebral do doente de trauma com o intuito de não causar uma
lesão secundária ou não agravar uma lesão pré-existente.
Para alcançar esse princípio, existem vários preferências que podem
mudar a depender da situação, condição do doente, qualificação da
equipe, recursos disponíveis e protocolos institucionais.
Diante de uma ocorrência de trauma precisamos tomar uma decisão
entre 3 possíveis opções:
1. Não restringir a coluna do doente
2. Realizar uma restrição minimalista da coluna do doente
3. Realizar uma restrição completa
Essa decisão e como alcançar o objetivo, vão depender de tudo aquilo
que foi discutido ao longo desse livro.

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Suporte ao Trauma no APH (STAPH)

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STAPH
Videoaula:
>> CLIQUE AQUI <<

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Visão Geral do Programa
O treinamento Suporte ao Trauma no APH (STAPH), é um treinamento completo de trauma no
APH, desenvolvido por Leonardo Clément e Wesley Pinto.

Trata-se de um treinamento 100% online com CERTIFICADO DE 60H que acontece através de
centenas de videoaulas teóricas e práticas disponibilizadas em portal do aluno protegido por login
e senha.

A missão do programa consiste em:


“Diminuir a distância que existe entre o padrão ouro mundial
e a realidade do APH brasileiro”

Benefícios do Programa:
• 15 módulos (listados na página seguinte) + LIVES mensais de atualização
• 100% online, pode aprender sem precisar sair de casa
• Aulas práticas gravadas com qualidade profissional (Equipe de Filmagem Profissional)
• No final de cada módulo, um quiz com 10 perguntas para validar o conhecimento adquirido
• Certificado de 60h com selo de qualidade do IBRAPH reconhecido em todo território nacional
• Instrutores com anos de experiência, tanto na teórica quanto na PRÁTICA DE APH e ensino

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Os 15 Módulos do Curso
MÓDULO 1: CONCEITOS FUNDAMENTAIS

MÓDULO 2: BIOMECÂNICA DO TRAUMA

MÓDULO 3: AVALIAÇÃO DA CENA

MÓDULO 4: AVALIAÇÃO E MANEJO INICIAL

MÓDULO 5: VIAS AÉREAS NO TRAUMA

MÓDULO 6: TRAUMA TORÁCICO

MÓDULO 7: FISIOPATOLOGIA DO CHOQUE

MÓDULO 8: TRAUMA ABDOMINAL

MÓDULO 9: TRAUMA DE CABEÇA

MÓDULO 10: TRAUMA RAQUI MEDULAR (TRM)

MÓDULO 11: TRAUMA DE EXTREMIDADES

MÓDULO 12: QUEIMADURAS

MÓDULO 13: POPULAÇÕES ESPECIAIS

MÓDULO 14: DESASTRES E VÍTIMAS EM MASSA

MÓDULO 15: PCR NO TRAUMA

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Gamificação – Tabuleiro do Jogo STAPH

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Bastidores das Gravações + Simulado
Clique nas Imagens a Seguir

BASTIDORES (PARTE 1) BASTIDORES (PARTE 2) BASTIDORES (PARTE 3)

BASTIDORES (PARTE 4) SIMULADO COMPLETO

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Fotos das Gravações

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Mensagem Final aos Leitores...
Obrigado por ter dedicado um pouco de seu precioso tempo para a leitura desse material.
Como forma de agradecimento, gostaria de lhe convidar para participar de treinamento online
Suporte ao Trauma no APH (STAPH) com uma condição especial exclusiva para leitores deste e-book.

Para realizar a sua inscrição e/ou obter mais informações entre em contato com nosso suporte via whatsapp:
(71) 9 9912-1001 e informe o CUPOM: EBOOKRMC2020

Gostaria mais uma vez de lhe agradecer por estarmos juntos nessa jornada, e espero que esse conteúdo
tenha agregado valor na sua formação profissional e na sua vida.

Criei uma pequena pesquisa de satisfação e para sugestão de melhorias.


Se puder responder ficaria muito agradecido:

(CLIQUE AQUI PARA RESPONDER A NOSSA PEQUENA PESQUISA)

Iremos concluir esse livro relembrando a nossa missão, espero continuarmos juntos nessa jornada...

“Diminuir a distância que existe entre o padrão ouro mundial e a realidade do APH brasileiro”

Atenciosamente,
Equipe IBRAPH

88
Obrigado!

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Wesley Pinto da Silva
Ednei Fernando dos Santos
Jonh Morais
Leonardo Clément

RESTRIÇÃO DE MOVIMENTOS DA COLUNA


Baseado

RMC Nos Guidelines e Evidências


Mais Atuais

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