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AIDPI: Diagnóstico e Tratamento Infantil

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Ana Karen
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© All Rights Reserved
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AIDPI

Metodologia da Estratégia AIDPI SINAIS: Respiração rápida


CLASSIFIQUE: PNM
TRATE: Dê um ATB por 7d. Alivie a tosse
com medidas caseiras. Informe a mãe quando
retornar imediatamente. Se tiver sibilância
trate com broncodilatador durante 5d. Marque
retorno em 2d.

SINAIS: Nem um sinal de pnm ou doença


muito grave.
CLASSIFIQUE: Não é pnm
Sinais gerais de perigo TRATE: Se estiver tossindo há mais de 30d,
•A criança não consegue beber nem mamar no refira para avaliação. Alivie a tosse com
peito. medidas caseiras. Se tiver sibilância trate com
•A criança vomita tudo o que ingere. broncodilatador por 5d. Seguimento em 5d, se
•A criança teve convulsões ou movimentos não melhorar.
anormais (< 72h).
•A criança está letárgica ou inconsciente. Sibilância
•A criança apresenta tempo de enchimento A sibilância é uma condição muito comum nas
capilar (TEC) > 2 seg. crianças, sendo uma causa importante de
•A criança apresenta batimento de asas do nariz demanda nas unidades de saúde. Pode ser
e/ou gemência. confundida com ou estar associada a um
quadro infeccioso das vias respiratórias. Seu
aparecimento se deve às alterações funcionais
decorrentes do processo inflamatório crônico,
tais como a hiperreatividade brônquica e a
obstrução ao fluxo aéreo (broncoconstrição,
formação crônica de rolhas de muco, edema e
alterações estruturais das vias aéreas). As
principais doenças que cursam com sibilância
são a asma (principal causa de obstrução
Tosse ou dificuldade de respirar brônquica nas crianças acima de quatro anos)
AVALIE A TOSSE OU DIFICULDADE e bronquiolite (predominantemente nos seis
PARA RESPIRAR primeiros meses de vida). Os principais
1. Tosse 2. Dificuldade para respirar agentes etiológicos da bronquiolite são de
causa viral (vírus sincicial respiratório – 50 a
PERGUNTE: A criança está com tosse ou 90% – e parainfluenzae) associada à hiper
tem dificuldade para respirar? Há quanto reatividade das vias aéreas induzida pela
tempo? A criança apresenta sibilância infecção. O pico de incidência está entre dois e
ocasional ou frequentemente? seis meses, época em que se concentram 80%
CONTE: As respirações por minuto dos casos do primeiro ano de vida. Essas
2m a menores de 1a: menor ou igual a 50 doenças podem ocasionar retração intercostal
1a a menores de 5a. menor ou igual a 40 e subcostal, aumento da FR. Pode ser
confundida com pneumonia. É necessário
SINAIS: qualquer sinal de perigo ou tiragem antes de classificar a criança, tratar a sibilância
subcostal ou estridor em repouso e fazer uma reavaliação depois.
CLASSIFIQUE: PNM grave, ou doença 1. Reavaliar a criança após cada nebulização,
muito grave para ver se ela melhora da sibilância.
TRATE: Dê a 1° dose de ATB recomendado. 2. Caso a criança tenha respiração rápida ou
Refira URGENTEMENTE ao hospital. tiragem subcostal, avalie também se estas
AIDPI
diminuíram. Orientar a mãe sobre como proceder na crise e
[Link] depois da primeira nebulização, melhorar quando retornar imediatamente. Marque o
a sibilância, reavalie e classifique a criança de retorno em 2d.
acordo com o quadro da criança com tosse ou
dificuldade para respirar. ASMA
4. Se depois da primeira nebulização a criança SINAIS: Frequência: crise diária ou contínua
não melhorar, repita a nebulização a cada 20 OU sintomas noturnos: acorda 2x semana
minutos, no máximo de três vezes, fazendo devido a tosse ou dispneia OU historia de
uma reavaliação da criança a cada vez. internação por crise de sibilância nos últimos
12 meses
SINAIS: Sensório: letárgica, inconsciente, CLASSIQUE: Asma grave
sempre agitada OU dispneia: fala somente TRATE: Refere ao especialista com tto prévio.
palavras isoladas OU musculatura acessória: Caso não seja possível: corticoide VI, oriente
tiragem supraclavicular OU sat < 90%. como proceder na crise e quando retornar
CLASSIFIQUE: Crise de sibilância grave ou imediatamente.
doença muito grave
TRATE: Refira urgente. Tratamento prévio: SINAIS: Frequência: crise 1x/sem mas não
O2; b-2 agonista por inalação; 1° dose de contínuas OU sintomas noturnos: 1 a 2x/sem
corticoide e 1° dose ATB. devido a tosse ou dispneia
CLASSIFIQUE: Asma moderada
SINAIS: Sensório: alerta com períodos de TRATE: Encaminhe < 1a. Corticoide VI.
agitação OU dispneia: fala frases entrecortadas Oriente a mãe o que fazer e quando retornar
OU musculatura acessória: tiragem subcostal imediatamente. Aconselhe medidas de
OU taquipneia OU sat 90-95% controle ambiental. Retorno em 2 meses.
CLASSIFIQUE: Crise de sibilância moderada
TRATE: Administre b-2 por inalação (até 3x); SINAIS: Frequência: crises < 1x/sem OU
corticóide VO; Se não melhorar: REFIRA. Se sintomas noturnos: até 1x/sem e no máximo
melhorar: tratar em casa com B-2 por inalação 3x/mês
e corticóide VO por 5d. Oriente a mãe sobre CLASSIFIQUE: Asma leve
como proceder na crise e quando retornar TRATE: Oriente o que fazer na crise e quando
imediatamente. Marque o retorno em 2d. retornar. Aconselhe medidas de controle
ambiental.
SINAIS: Nenhum sinal de crise de sibilância
grave ou doença muito grave ou de crise de Diarréia
sibilância moderada. Perda de água e eletrólitos nas fezes é maior
CLASSIFIQUE: Crise de sibilância leve do que a normal, resultando no aumento do
TRATE:Tratar em casa com b-2 por VI, por volume e da frequência das evacuações e
5d. Corticóide VO se em uso de b2 há 24h ou diminuição da consistência das fezes.
mais. Orientar a mãe sobre como proceder na Ocorrência de três ou mais amolecidas ou
crise e quando retornar imediatamente. líquidas em um período de 24h. A doença
Seguimento em 2d, caso não melhorar ou se diarreica aguda é uma das principais causas de
em uso de corticoide. morbidade e mortalidade infantil no Brasil,
especialmente nas crianças menores de 6
SINAIS: Caso frequência respiratória se meses. Na região Nordeste, onde o problema
mantenha aumentada após o tratamento da assume maior magnitude, o risco de morte por
crise diarreia em crianças menores de 5a é cerca de
CLASSIFIQUE: Crise de sibilância moderada 4 a 5x maior do que na região Sul.
+ pneumonia Quase todos os tipos de diarreia que causam
TRATE: Tto domiciliar da CRISE desidratação cursam com fezes líquidas. A
MODERADA: Dar atb recomendado por 7d. cólera é um exemplo clássico de diarreia com
AIDPI
fezes líquidas, mas apenas uma pequena outro problema. Refira urgentemente ao
proporção das diarreias líquidas se devem à hospital com a mãe dando SRO. Recomende a
cólera. A maioria dos episódios de diarreia mãe a amamentar. Seguimento em 5 dias se
aguda são provocados por agente infeccioso e não melhorar.
dura menos de 2 semanas. Caso a diarreia dure
14 dias ou mais é denominada de diarreia SINAIS: Não há sinais suficientes para
persistente. Até 10% dos episódios de diarreia classificar como desidratação ou desidratação
são persistentes, causam problemas grave
nutricionais e contribuem para a mortalidade CLASSIFIQUE: Sem desidratação
na infância. A diarreia com sangue com ou TRATE: Dê alimentos e líquidos para tratar a
sem muco é chamada de disenteria. A causa diarreia em casa - Plano A. Informe a mãe
mais comum da disenteria é a bactéria sobre quando retornar. Seguimento em 5 dias
Shigella. A disenteria amebiana não é comum se não melhorar.
nas crianças pequenas. Uma criança com
diarreia deve ser avaliada para identificar: se SINAIS: Há desidratação
há sinais de desidratação; se há sangue nas CLASSIFIQUE: Diarreia persistente grave
fezes; quanto tempo a criança tem tido diarréia TRATE: Trate a desidratação antes de referir a
criança a não ser que essa se enquadre em
PERGUNTE: A criança tem diarreia? Se sim, outra classificação grave. Refira ao hospital.
há quanto tempo? Tem sangue nas fezes?
Verifique SEMPRE o estado de hidratação da SINAIS: Não há desidratação
criança; OBSERVE E DETERMINA: O EG CLASSIFIQUE: Diarreia persistente
da criança. Os olhos estão fundos? Ofereça TRATE: Informe a mãe sobre como alimentar
líquidos à criança: A criança não consegue uma criança com diarréia persistente. Dê
beber ou bebe mal? Bebe avidamente, com multivitaminas e sais minerais. Marque
sede? VERIFICAR O SINAL DA PREGA retorno em 5 dias.
NO ABDÔMEN: A pele volta ao estado
anterior muito lentamente (em mais de 2 SINAIS: Hematoquezia
segundos)? lentamente? CLASSIFIQUE: Disenteria
TRATE: Dê um ATB recomendado para
SINAIS: Dois sinais que se seguem: letárgica Shigella durante 5 dias se houver
ou inconsciente. Olhos fundos. Não consegue comprometimento do EG. Marque retorno em
beber ou bebe mal. Sinal da prega: a pele volta 5 dias.
muito lentamente ao estado anterior.
CLASSIQUE: Desidratação grave PLANO A: Tratar a diarreia em casa
TRATE: Se a criança não se enquadra em Recomende a mãe ou o acompanhante sobre
nenhuma outra classificação: inicie o plano C; as três regras do tto domiciliar.
se a criança se enquadrar em outra 1 - Dê líquidos adicionais (o que a criança
classificação grave: refira urgentemente ao aceitar). Recomende: amamentar com
hospital com a mãe dando SRO. Recomende a frequência por tempo mais longo a cada vez.
mãe amamentar se a criança tiver dois ou mais Se a criança se alimenta exclusivamente de
anos de idade e se houver cólera, inicie ATB. LM, pode-se dar SRO. Se a criança não estiver
em regime exclusivo de LM, dê um ou mais
SINAIS: Dois sinais que se seguem: inquieta dos seguintes: solução de SRO, líquidos
ou irritada. Olhos fundos. Bebe avidamente, caseiros (caldo, água de arroz, soro caseiro ou
com sede. Sinal da prega: a pele volta água). É especialmente importante dar SRO
lentamente ao estado anterior. em casa quando: Durante esta visita a criança
CLASSIFIQUE: Desidratação recebeu o tto do plano B ou C. Se a criança
TRATE: Plano B: Se a criança também se não puder retornar a um serviço de saúde se a
enquadra em uma classificação grave devido a diarreia piorar. Ensine a mãe a preparar a
AIDPI
mistura e a dar a SRO. Entregar um pacote de reidratação. Explique as 3 regras do
SRO à mãe para utilizar em casa, se tratamento domiciliar.
necessário. Mostre à mãe a quantidade de 1 - Dar líquidos adicionais
líquidos adicionais a dar em casa além dos 2 - Continuar a alimentar
líquidos dados habitualmente. Até 1a: 50 a 3 - Quando retornar
100ml a cada evacuação aquosa. 1a ou mais:
100 a 200ml a cada evacuação aquosa.
Recomende: administre frequentemente
pequenos goles de líquidos em uma xícara. Se
a criança vomitar aguardar 10 min e depois
continuar, porém mais lentamente. Continue a
dar líquidos adicionais até a diarreia parar.
2 - Continue a alimentar: oriente sobre a Febre
alimentação da criança. Ensine a mãe a tratar
Febre: sinal de alerta
em casa a criança com peso baixo ou muito
20-30% das consultas pediátricas têm a febre
baixo.
como queixa única predominante.
3 - Quando retornar: não consegue beber nem
Uma criança com febre pode ter uma doença
mamar no peito. Piora do EG. Aparecimento
grave, um simples resfriado ou outra infeção
ou piora da febre. Hematoquezia. Dificuldade
viral.
para beber.
AVALIE A FEBRE: A criança tem sintoma
principal de febre se - tiver história de febre;
PLANO B: Trate a diarreia com SRO.
está quente ao toque; ou tem temperatura
As crianças com desidratação deverão
axilar acima de 37,5ºC ou mais.
permanecer na unidade de saúde até a
PERGUNTE: A criança está com febre?
reidratação completa. Durante um período de
Verifique se a criança tem uma história de
4h, administre a quantidade de SRO
febre. Está quente ao toque ou temperatura de
recomendada. Somente utilizar a idade da
37,5ºC ou mais. Certifique-se de que a mãe
criança quando desconhecer seu peso. A
entende o que é febre. Palpe o abdômen ou
quantidade aproximada de SRO necessária
axilas da criança e determine se a criança está
deve ser calculada multiplicando o peso por 75
quente. Meça a temperatura se possível.
ml/kg/4h. Se a criança quiser mais SRO do
Caso a criança tenha uma temperatura de
que a quantidade citada, dar mais. Demonstre
37,5ºC ou mais, a criança tem febre. Caso a
para a mãe como administrar a solução de
criança não tenha febre, passe para o protocolo
SRO: dê com frequência pequenos goles de
seguinte. Caso tenha febre, avalie-a conforme
líquidos usando copo ou colher. Se a criança
o quadro e decida por área sem risco de
vomitar aguardar 10 min e depois continuar,
malária.
porém mais lentamente. Continue a
PERGUNTE: Há quanto tempo? Se há mais
amamentar ao peito sempre que a criança
de 7 dias, pergunte: Tem tido febre todos os
desejar.
dias? Febre causada por virose cessa em 3
Após 4h: reavaliar a criança e classificá-la
dias. Febre presente por mais de 7 dias pode
quanto à desidratação. Selecionar o plano
significar doença mais grave - referir a criança
apropriado para continuar o tto. Se possível,
para uma avaliação mais acurada.
começar a alimentar a criança na unidade de
OBSERVE E EXAMINE: Para determinar se
saúde.
há rigidez de nuca. Febre + rigidez de nuca -
Se, em situações excepcionais, a mãe precisar
meningite - necessita de tto urgente e ser
ir para casa antes de terminar tto: oriente,
referida a um hospital. Observe se a criança
como preparar a solução em casa. Oriente
move ou dobra o pescoço facilmente quando
sobre a quantidade de SRO a ser administrada
olha ao redor. Faça com que a criança olhe o
até completar o tto. Entregue uma quantidade
seu umbigo e os dedos dos pés. Inclinar a
suficiente de SRO para completar a
cabeça da criança para frente em direção ao
AIDPI
peito. mãe não está segura, pergunte se a criança
OBSERVE E EXAMINE: Para determinar se esteve irritada ou se tem esfregado a orelha.
há petéquias. Lesões puntiformes PERGUNTE: Há secreção no ouvido? Se
avermelhadas na pele. houver, há quanto tempo? Secreção de ouvido
OBSERVE E PALPE: Se há abaulamento da é sinal de infecção. Secreção presente por
fontanela. Pesquisar em crianças menores de 1 menos de duas semanas é considerada
ano (Fontanela anterior). A criança não pode infecção aguda do ouvido e quando presente
estar chorando. por mais de duas semanas, indica infecção
Caso algum desses sinais esteja presente, a crônica de ouvido.
criança deve ser referida com urgência a um OBSERVE: Há secreção purulenta no ouvido?
hospital. É sinal de infecção mesmo que a criança não
refira dor. Observe dentro do ouvido da
SINAIS: Qualquer sinal geral de perigo OU criança. Caso não haja secreção visível
rigidez de nuca OU petéquias OU indagar a mãe se secou o ouvido antes da
abaulamento de fontanela consulta.
CLASSIFIQUE: Doença febril muito grave PALPE: Para determinar se há tumefação
TRATE: Dê a 1º dose de ATB; Trate a criança dolorosa atrás do ouvido. Palpe atrás das duas
para evitar hipoglicemia; Dê antitérmico se regiões dos ouvidos, compare e decida se tem
febre de 38,5ºC ou mais; Refira urgentemente tumefação dolorosa ao toque da apófise
ao hospital mastóidea. Para classificar como mastoidite é
necessário que haja tumefação dolorosa ao
SINAIS: Nenhum sinal de doença muito grave toque.
CLASSIFIQUE: Doença febril AVALIAÇÃO DA CRIANÇA COM
TRATE: Dê antitermico se febre de 38,5ºC ou PROBLEMA DE OUVIDO: A criança está
mais; Informe a mãe quando retornar com algum problema de ouvido? Está com dor
imediatamente; Seguimento em 2 dias se a de ouvido? Há secreção de ouvido? Se houver:
febre persistir; Se tiver febre todos os dias por há quanto tempo? Use o otoscópio quando
mais de 7 dias referir para investigação. possível. Observe se há secreção purulenta no
ouvido. Palpe para determinar se há tumefação
Dor de ouvido dolorosa atrás do ouvido.
Quando uma criança tem infecção no ouvido,
a secreção purulenta se acumula por trás do SINAIS: Tumefação dolorosa ao toque atrás
tímpano causando dor e febre. Caso a infecção da orelha.
não seja tratada, o tímpano pode romper, CLASSIFIQUE: Mastoidite
drenando a secreção purulenta e diminuindo a TRATE: Dê a 1ºdose de ATB e uma dose de
dor. Maior incidência e prevalência nas analgésico. Refira urgentemente ao hospital.
crianças abaixo de 2 anos - devido a maior
incidência de IVAS, menor resistência e SINAIS: Secreção purulenta visível de ouvido
disfunção tubária (curta, ampla e com ângulo há menos de 14 dias.
horizontal). Pode evoluir para meningite. CLASSIFIQUE: Infecção aguda de ouvido
Raramente as infecções de ouvido causam TRATE: ATB recomendado por 8 dias. Dê
morte, mas levam a intensa morbidade. uma dose de analgésico. Seque o ouvido com
Principal causa de surdez nos países em mecha, se há secreção. Marque o retorno em 5
desenvolvimento. dias.
PERGUNTE: A criança está com algum
problema de ouvido? Se a mãe responder não SINAIS: Dor no ouvido
passe para o próximo protocolo. Se a mãe CLASSIFIQUE: Possível infecção aguda no
responder sim, continue com a próxima ouvido
pergunta. TRATE: Dê uma dose de analgésico. Marque
PERGUNTE: Está com dor de ouvido? Se a o retorno em 2 dias.
AIDPI
SINAIS: Secreção purulenta visível de ouvido saúde deve examinar a garganta da criança
há mais de 14 dias. com um foco de luz e um abaixador de língua,
CLASSIFIQUE: Infecção crônica de ouvido caso a criança não consiga abrir a boca
TRATE: Seque o ouvido com mecha, marque suficientemente para a garganta ser
o retorno em 5 dias. examinada. No exame, deve ser pesquisada a
presença de abaulamento do palato, a
SINAIS: Não tem dor de ouvido e não tem existência de hiperemia, exsudatos, petéquias
secreção purulenta visível de ouvido e vesículas. Existem 3 possíveis classificações
CLASSIFIQUE: Não há infecção do ouvido para uma criança com dor de garganta. São
TRATE: Nenhum tto adicional elas: Infecção grave/moderada/leve de
garganta.
Dor de garganta
As infecções das VAS são causas importantes SINAIS: Um dos seguintes sinais: qualquer
de demanda às unidades de saúde na faixa sinal geral de perigo; abaulamento do palato;
etária pediátrica. Entre as IVAS, encontramos amígdalas com presença de membranas
muito frequentemente as tonsilites, que se branco-acinzentadas que sangram quando
apresentam como queixa de dor de garganta. A destacadas.
etiologia é predominantemente viral CLASSIFIQUE: Infecção grave de garganta
principalmente abaixo de 3 anos de idade, TRATE: Dar 1º dose de ATB recomendado.
sendo os agentes mais comuns o rinovírus e o Refira urgentemente ao hospital.
adenovírus. Entre as causas bacterianas,
merece destaque a tonsilite causada pelo SINAIS: Um dos seguintes sinais: gânglios
Streptococcus pyogenes ou simplesmente o aumentados e dolorosos no pescoço;
estreptococo do grupo A. Na tonsilite aguda amígdalas hiperemiadas com pontos
bacteriana, a antibioticoterapia está purulentos ou petéquias em palato
definitivamente indicada, com o objetivo de CLASSIFIQUE: Infecção moderada de
prevenir as sequelas, não supurativas, garganta
sobretudo a febre reumática. Uma criança com TRATE: Dar um ATB recomendado por 10
dor de garganta é avaliada verificando: se há dias. Dar analgésico para dor. Marcar consulta
sinais de perigo; presença de gânglios de retorno em 2 dias. Informar a mãe sobre
cervicais; alteração ao exame da orofaringe. quando retornar imediatamente.

SINAIS: Se: Vesículas ou hiperemia de


garganta, associadas a sinais de resfriado
comum.
CLASSIFIQUE: Infecção leve de garganta
TRATE: Dar analgésico para dor. Seguimento
PERGUNTAR: A criança está com dor de em 2 dias se persistir dor de garganta.
garganta? Caso a mãe responda que sim, Informar a mãe sobre quando retornar
faça-lhe a pergunta seguinte. imediatamente.
OBSERVAR: Se a criança apresenta gânglios
cervicais dolorosos. Uma criança que SINAIS: Se: não há nenhum dos sinais acima
apresente gânglios cervicais dolorosos tem descritos
uma chance maior de ter uma doença CLASSIFIQUE: Não há infecção de garganta
bacteriana. Para verificar se existem gânglios TRATE: Nenhum tto adicional
cervicais dolorosos, o profissional de saúde
deve examinar o pescoço da criança, Anemia e desnutrição
apalpando a cadeia ganglionar cervical e Criança com desnutrição grave pode estar
observando manifestações de dor. exposta a várias doenças. Tem infecções mais
OBSERVAR A garganta: O profissional de graves e maior risco de morrer.
AIDPI
Diferentes tipos de desnutrição grave: SINAIS: Palidez palmar leve
Marasmo (emagrecimento acentuado); CLASSIFIQUE: Anemia
Kwashiorkor ( edema); Kwashiorkor-marasmo TRATE: Dê ferro. Mebendazol (1 ano ou mais
(edema e emagrecimento acentuado). de idade e não tiver tomado nos últimos
Avitaminose A - cegueira noturna, xeroftalmia meses. Avalie a alimentação e oriente sobre os
ou queratomalácia. ricos em ferro. Marque o retorno em 14 dias.
Anemia ferropriva - carência nutricional de
maior prevalência na infância. Principal causa:
desmame precoce e inadequado. Outras
causas: infecções, infecções por parasitas,
malária.
Kwashiorkor: deficiência predominantemente
proteica. É mais comum em crianças abaixo
de 5 anos e é caracterizado por edema, ascite,
diarreia, descamação de pele, despigmentação
do cabelo, apatia, tristeza, face de lua. Ocorre
diminuição das proteínas plasmáticas,
teciduais e viscerais, causando importantes
alterações bioquímicas.
Marasmo: deficiência energético-protéica
equilibrada. A criança apresenta déficit
acentuado de crescimento, perda de peso,
atrofia muscular, ausência de gordura
subcutânea, pele enrugada e comportamento
irritadiço. Para diagnóstico de desnutrição
devem ser utilizadas medidas antropométricas,
exames laboratoriais, aspectos clínicos e
alimentares da criança.
OBSERVE: Se há emagrecimento acentuado?
Criança com emagrecimento acentuado visível
tem marasmo. Dispa a criança. Atrofia
muscular nos ombros, nádegas, braços e
pernas. Abdômen talvez seja grande e/ou
distendido.
VERIFIQUE: Se há edema em ambos os pés.
Uma criança com edema em ambos os pés
pode apresentar Kwashiorkor. Observe e palpe
para determinar se a criança tem edema. A
criança tem edema se ficar uma marca no pé
quando você pressiona e retira o dedo.
OBSERVE: Se há palidez palmar. A palidez
fora do comum na pele é sinal de anemia.
Observe a pele da palma da criança e a
mantenha aberta. Compare a cor da palma da
mão da criança com a da mãe.

SINAIS: Palidez palmar grave


CLASSIFIQUE: Anemia grave
TRATE: Refira urgentemente ao hospital

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