Solos (Parte II)
Conteudista: Prof. Cleber de Fátima Pagano
Revisão Textual: Adrielly Rodrigues | Aline Gonçalves | Telma Santos
Objetivo da Unidade:
Identificar os tipos de solos e fundações.
📄 Material Teórico
📄 Referências
📄 Material Teórico
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Compactação e Adensamento
Adensamento
É quando o solo sofre acomodação, redução de volume e aumento de seu peso específico. É a
consequência da perda de água (BOTELHO, 2009).
Compactação
É quando o solo é comprimido, quando se reduz o seu volume pela ocupação dos grãos nos
espaços vazios ocupados pelo ar (BOTELHO, 2009).
É quando o solo é comprimido, quando se reduz o seu volume pela ocupação dos grãos nos
espaços vazios ocupados pelo ar (BOTELHO, 2009).
As vantagens de um solo compactado:
a) Recalca menos.
b) Aumenta sua impermeabilidade.
c) Aumenta sua resistência.
A compactação é realizada espalhando o solo em camadas horizontais de 20 a 30 cm por camada,
com o lançamento de nova camada; entre as camadas deve haver a compactação do material.
Importante!
Não são indicados para compactação de solos os materiais como
turfas, argilas orgânicas, solos com material orgânico, entre outros,
pois são problemáticos para a construção por serem muito
compreensíveis, ou seja, seu volume diminui após a compressão,
causando recalque.
Figura 1 – Classificação dos grãos
Fonte: BOTELHO, 2009
Os principais equipamentos normalmente utilizados na compactação são: caminhão basculante,
retroescavadeira, rolo compactador, caminhões-pipa, trator de lâmina, trator com grade e
motoniveladora.
Corte e aterro
A porção de terra retirada de determinada área chama-se corte, e a porção de terra destinada ao
enchimento é chamada de aterro.
Figura 2 – Nomenclaturas em movimento de terra
Fonte: SALGADO, 2014
Vídeo
Mecânica dos Solos – Recalque / Adensamento
Assista ao seguinte vídeo sobre recalque/adensamento.
Mecânica dos solos - Recalque / Adensamento
Empolamento e Contração
Empolamento
Quando é feito o corte, o solo “aumenta” de volume, ocorre uma expansão volumétrica devido
aos vazios que aparecem após o corte do solo.
Para calcular o índice de empolamento, utilizaremos a seguinte fórmula:
Vs = Vc x (1 + E)
Onde:
Vs = volume de terra solta;
Vc = volume de terra medido no corte;
E = taxa ou coe ciente de empolamento.
Figura 3 – Empolamento do solo
Fonte: Reprodução
Contração
Quando é feito o aterro, o solo “diminui” de volume, ocorre uma redução volumétrica devido ao
preenchimento dos espaços vazios que deixam de existir após a compactação.
Para calcular o volume de contração, utilizaremos a seguinte fórmula:
Vc = Va / C
Onde:
Vc = volume de terra medido no corte;
Va = volume compactado no aterro;
C = contração.
Figura 4 – Contração do solo
Fonte: Reprodução
Vídeo
Engenharia, Topografia, Agrimensura, Terraplenagem, Corte e Aterro,
Empolamento e Compactação
Assista as vídeo sobre corte e aterro, empolamento e compactação.
ENGENHARIA TOPOGRAFIA AGRIMENSURA TERRAPLENAGEM C…
C…
Investigação Geotécnica: Sondagem
Sondagem é uma investigação do subsolo que busca avaliar as condições do terreno onde será
feita a construção.
É por meio da sondagem que o projetista determinará o tipo de fundação a ser adotada. As
sondagens representam, em média, apenas de 0,05 a 0,005% do custo total da obra (MILITO,
2009).
Os requisitos técnicos a serem preenchidos pela sondagem são os seguintes:
a) Determinar os tipos de solos que ocorrem no subsolo;
b) Determinar as condições de compacidade ou consistência em que ocorrem os tipos de solos;
c) Determinar a espessura das camadas constituintes do subsolo e avaliação da orientação dos
planos que as separam;
d) Informar sobre a ocorrência de água no subsolo.
Importante!
Existem diversos métodos de sondagem utilizados no Brasil, o mais
conhecido é a sondagem a percussão SPT (Standard Penetration Test).
Os pontos para realização dos furos da sondagem devem ser criteriosamente distribuídos na
área do terreno de forma a cobrir toda a área de estudo. O número mínimo de pontos de
sondagem pode seguir a tabela a seguir.
Tabela 1 – Número mínimo de pontos em função da área construída
Área construída Nº de sondagens
de 200m2 até 1,200m2 1 sondagem para cada 200m2.
1 sondagem para cada 400m2
e 1,200m2 até 2,400m2
que exceder a 1,200m2.
Área construída Nº de sondagens
Será fixada a critério,
acima de 2,400m2 dependendo do pleno de
construção.
Fonte: Adaptado de MILITO, 2009
Resistência à penetração
O índice de resistência à penetração é determinado por meio do número de golpes do peso
padrão do amostrador, que permite uma estimativa da compacidade das areias e da consistência
das argilas a partir da resistência à penetração medida nas sondagens.
Tabela 2 – Compacidade das areias e consistência das argilas
Compacidades e Consistências segundo a Resistência à Penetração
- S.P.T.
Solo Denominação Nº de Golpes
Compacidades e Consistências segundo a Resistência à Penetração
- S.P.T.
Fofa ≤4
Pouco Compacta 5-8
Compatibilidade de
areias e siltes Med. Compacta 9-18
arenosos
Compacta 9-41
Muito Compacta > 41
Muito Mole <2
Mole 2-5
Consistência de
argilas e siltes Média 6-10
argilosos
Rija 11-19
Dura > 19
Fonte: Adaptado de MILITO, 2009
Vídeo
3 Motivos Para Você Querer Fazer Sondagem – SPT
Assista ao vídeo a seguir que fala da importância de se fazer a
sondagem de solo.
3 MOTIVOS para você querer fazer SONDAGEM - SPT
Ensaio SPT e Perfil Geotécnico do Terreno
O ensaio SPT (Standard Penetration Test) é um processo de exploração e reconhecimento do solo
que definirá o tipo e o dimensionamento das fundações que servirão de base para uma
edificação.
Execução da sondagem
A execução de uma sondagem é um processo repetitivo, que consiste em três etapas:
1 Abertura do furo;
2 Ensaio de penetração;
3 Amostragem a cada metro de solo sondado.
O ensaio é realizado contando o número de golpes necessários à cravação da parte de um
amostrador no solo pela queda livre de um martelo de massa de 65 kg e altura de 75 cm.
Inicialmente faz-se a abertura do furo com um comprimento de 55 cm, e o restante dos 45 cm
para realização do ensaio de penetração, sendo anotado o número necessário à penetração de
cada 15 cm. Considera-se o número necessário à penetração dos últimos 30 cm do amostrador.
Figura 5 – Equipamento de sondagem a
percussão/Esquema de sondagem
Fonte: Adaptado de MILITO, 2009
A distância entre os furos de sondagem deve ser de 15 a 25 m, próximo da área em estudo e
evitando que fiquem na mesma reta. Em relação à profundidade, existem alguns métodos para
determiná-las, podendo ser pelo critério do bulbo de pressão ou pelas recomendações da norma
brasileira.
Vídeo
Aula de Sondagem
Assista ao vídeo a seguir e veja a execução de um ensaio de sondagem a
percussão SPT.
AULA DE SONDAGEM
Fundações Rasas e Profundas
Fundações são elementos destinados a suportar toda a carga da edificação. Esses elementos têm
por finalidade transferir todos os esforços estruturais da edificação para o solo (SALGADO,
2014).
Figura 6 – Carregamentos ou cargas em uma estrutura
Fonte: SALGADO, 2014
Fundações Rasas
As fundações rasas, também chamadas de fundações diretas, buscam apoio em solos a
pequenas profundidades, no máximo 4 m. Nesse tipo de fundação a carga da estrutura é
transmitida ao solo pelas pressões distribuídas pela base da fundação. São tipos de fundações
rasas: sapata, bloco, radier e vigas de fundação.
Importante!
O tipo de fundação a ser utilizada em uma edificação é definido com o
estudo do solo por meio de uma sondagem de reconhecimento.
Figura 7 – Principais tipos de fundações rasas
Fonte: Reprodução
Fundações profundas
As fundações profundas, também chamadas de fundações indiretas, buscam apoio em solos a
grandes profundidades a partir de 4 m. Nesse tipo de fundação a carga da estrutura é transmitida
por meio da resistência de ponta (base), pela resistência de fuste (lateral) ou por ambas. São
tipos de fundações profundas: estacas de concreto pré-moldada, tubulões e estacas metálicas.
Vídeo
Laudo de Sondagem. Como Interpretar?
🏗Laudo de sondagem, Como interpretar?
Dimensionamento de Fundações Rasas
Para o dimensionamento de fundações rasas do tipo sapata, devemos obedecer aos seguintes
critérios:
Todas as bases das fundações que estarão em contato com o
solo devem ser assentadas sobre um lastro de brita ou de
concreto não estrutural e na espessura de 5 cm;
As dimensões mínimas devem ser de 0,60 m;
Área comprimida deve ser no mínimo de 2/3 da área total;
A profundidade mínima deve ser 1,50 m, exceto para sapatas com dimensões
inferiores a 1 m.
Figura 8 – Sapata quadrada
Fonte: elaborada pelo autor
Importante!
Para o dimensionamento de fundações deve-se seguir a norma da
ABNT NBR 6122/2010 – projeto e execução de fundações.
Figura 9 – Sapata quadrada
Fonte: elaborada pelo autor
Dimensionamento de Sapatas Quadradas
Figura 10
Dimensionamento de Sapatas Retangulares
Figura 11
Infográfico da Unidade III:
Caro(a) aluno(a), visualize o infográfico desta Unidade em seu
Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA)!
Em Síntese
Adensamento é quando o solo sofre acomodação; vimos que
compactação é quando o solo é comprimido e empolamento é o
“aumento” do volume do solo. Também aprendemos que sondagem é a
investigação do subsolo que busca avaliar as condições do terreno. O
ensaio mais utilizado para a investigação é o SPT (Standard Penetration
Test). Fundações são elementos que transferem os esforços da
edificação para o solo, sendo divididas em fundações diretas e
indiretas.
Importante!
Não deixe de acessar o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), nem
de realizar as tarefas e enviar suas dúvidas para o tutor. Acompanhe a
trilha de estudos publicada em seu AVA para a próxima Unidade.
📄 Referências
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BOTELHO, M. H. C. Manual de primeiros socorros do engenheiro e do arquiteto. 2. ed. São Paulo:
Editora Blucher, 2009.
MILITO, J. A. Técnicas de construção e construção de edifícios. Anotações de aula da Faculdade
de Ciências Tecnológicas da PUC Campinas e Faculdade de Engenharia de Sorocaba, 2009.
MOURA, A. P. Fundações rasas: dimensionamento geotécnico. UFVJM – Universidade Federal
dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - Instituto de Ciência, Engenharia e Tecnologia.
SALGADO, J. C. P. Técnicas e práticas construtivas: da implantação ao acabamento. 1. ed. São
Paulo: Editora Érica, 2014.