Atividades de Escultura no Ensino Fundamental
Atividades de Escultura no Ensino Fundamental
UNIDADE
ARTES VISUAIS
• Contextos e práticas
• Elementos da linguagem O que vamos estudar:
• Matrizes estéticas e culturais
• Materialidades
• Processos de criação • Abstracionismo
• Sistemas da linguagem • Arte e sociedade
• Cubismo
• Escultura
• Pontilhismo
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• Explorar, conhecer, fruir e analisar criticamente práticas e produções artísticas e culturais do seu entorno social, dos povos
indígenas, das comunidades tradicionais brasileiras e de diversas sociedades, em distintos tempos e espaços, para reconhecer
a arte como um fenômeno cultural, histórico, social e sensível a diferentes contextos e dialogar com as diversidades.
231
1
SUMÁRIO
5 UNIDADE 1 – Artes visuais
6 Abstracionismo
9 Arte e sociedade
16 Cubismo
18 Escultura
20 Pontilhismo
24 Gêneros musicais
27 Música e dança
29 UNIDADE 3 – Teatro
30 O foco narrativo
33 A matéria literária
35 A arte de fazer rir
38 Palhaçaria
40 Arte indígena
42 Folclore
45 Fotografia
232
UNIDADES OBJETOS
HABILIDADES
TEMÁTICAS DE CONHECIMENTO
233
UNIDADES OBJETOS
HABILIDADES
TEMÁTICAS DE CONHECIMENTO
234
UNIDADES OBJETOS
HABILIDADES
TEMÁTICAS DE CONHECIMENTO
235
ÁREA DE CONHECIMENTO
• Abstracionismo
• Arte e sociedade
Conteúdo • Cubismo
• Escultura
• Pontilhismo
236
(EF15AR07)
Reconhecer algumas
categorias do siste-
ma das artes visuais
(museus, galerias, Prismas elétricos, de Sonia Delaunay.
instituições, artistas,
artesãos, curadores
Formando Cidadãos 6 Arte • 5o ano
etc.).
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Orientação didática
Abstracionismo
Antes de oferecer o conceito de abstracionismo, res- solicite que procurem no dicionário o conceito de abs-
gate dos alunos adjetivos para esse movimento. Mos- tração e tentem compreender o conceito e a lingua-
tre algumas obras modernistas e peça que, com base gem utilizada pelos pintores desse movimento. Como
na bagagem cultural adquirida no desenvolver do pro- nas demais atividades, convide-os a reproduzir algu-
jeto, digam as diferenças encontradas entre as obras ma obra que tenha chamado a atenção e, especial-
até agora apresentadas e o abstracionismo. Depois, mente, a criar uma obra utilizando essa linguagem.
CONTINUAÇÃO
237
[Link].
[Link] | [Link]
(EF15AR02)
Explorar e reconhe-
[Link].
[Link].
cer elementos consti-
tutivos das artes
visuais (ponto, linha,
forma, cor, espaço,
movimento etc.).
(EF15AR07)
Reconhecer algumas
Jogo de dados, de Geraldo de Barros.
categorias do siste-
ma das artes visuais Escultura de Amilcar de Castro
(museus, galerias, no jardim do MAC-USP.
instituições, artistas,
artesãos, curadores
etc.). Formando Cidadãos 7 Arte • 5o ano
238
BNCC Reflita sobre os sentimentos em destaque e crie uma obra com características do abstracionismo
(EF15AR01) para representá-los.
Identificar e apreciar Raiva – Dor – Alegria – Angústia
formas distintas das
artes visuais tradi-
cionais e contempo-
râneas, cultivando a
percepção, o imagi-
nário, a capacidade
de simbolizar e o
repertório imagético.
(EF15AR06)
Dialogar sobre a sua
criação e as dos co-
legas, para alcançar
sentidos plurais. Formando Cidadãos 8 Arte • 5o ano
Orientação didática
Quadro decorativo lado. É importante aguardar a secagem de cada demão
por aproximadamente uma hora.
Materiais: bandeja de isopor para frios; canetinhas colori- 2. Oriente-os a repartir esse processo em um quadrado de
das; cola branca; folhas de papel sulfite tamanho A4; pa- isopor de 15 cm de lado, passando uma cor diferente da
pelão; pincel no 20/054; prendedor de roupas; régua; revis- utilizada anteriormente.
tas; tintas plásticas e acrílicas foscas de cores diversas. 3. Solicite às crianças que apliquem um pouco de cola
branca no verso da figura de uma borboleta. Elas devem
Passo a passo: fixar a ilustração no centro da placa de isopor. Diga para
1. Peça aos alunos que apliquem três camadas de tinta espalharem, com o pincel, um pouco de cola sobre a ima-
acrílica fosca sobre um quadrado de papelão de 30 cm de gem, a fim de impermeabilizá-la. Deixe secar.
239
[Link].
nário, a capacidade
de simbolizar e o B Formas irregulares.
repertório imagético.
C Formas geométricas.
Reprodução.
Reprodução.
C A
visuais (ponto, linha,
forma, cor, espaço, Os retirantes, de Candido Portinari.
movimento etc.).
[Link].
(EF15AR04)
Experimentar dife-
rentes formas de
expressão artística
(desenho, pintura,
colagem, quadrinhos,
Reprodução.
dobradura, escultura, D
modelagem, instala- A face da guerra, de Salvador Dalí.
ção, vídeo, fotografia
A arte expressa os dramas humanos. Em
etc.), fazendo uso
cada quadro, observamos temas que continuam
sustentável de mate- a agredir o homem. Quando lemos ou assistimos
riais, instrumentos, a documentários, ficamos assustados com os
recursos e técnicas problemas enfrentados pela humanidade. Nos
convencionais e não quadros Guernica, de Picasso, e A face da guerra, de
Reprodução.
convencionais. Salvador Dalí, vemos os homens da guerra sendo B
retratados por visões diferentes. Embora os estilos
sejam distintos, percebemos que a representação
(EF15AR07) da dor e do sofrimento é a mesma.
Reconhecer algumas Já em Os retirantes, Candido Portinari aborda o
categorias do siste- problema da fome enfrentado por todo o mundo.
ma das artes visuais
(museus, galerias,
instituições, artistas, Formando Cidadãos 9 Arte • 5o ano
artesãos, curadores
etc.).
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Orientação didática
ANOTAÇÕES
É importante que você explore, durante o trabalho
sobre a relação das artes com a sociedade, vários
tipos de manifestação artística. Exponha pinturas,
esculturas, HQs, exiba vídeos (podem estar no forma-
to de animação) e converse com as crianças sobre
o retrato de problemas e avanços sociais feito pelos
artistas, perguntando-lhes quais benefícios e conse-
quências são trazidos por esses retratos à vida das
pessoas.
240
(EF15AR04)
Experimentar dife-
rentes formas de
expressão artística
(desenho, pintura, Resposta pessoal
colagem, quadrinhos,
dobradura, escultura,
modelagem, instala-
ção, vídeo, fotografia
etc.), fazendo uso
sustentável de mate-
riais, instrumentos,
recursos e técnicas
convencionais e não
convencionais.
(EF15AR07)
Reconhecer algu-
mas categorias do
sistema das artes
visuais (museus, ga-
lerias, instituições, Formando Cidadãos 10 Arte • 5o ano
artistas, artesãos,
curadores etc.).
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Orientação didática
ANOTAÇÕES
Faça a seguinte pergunta a seus alunos: “Por que
devemos ter arte em sociedade?”. Não exija uma
resposta imediata.
Dê uma semana, sugira-lhes que conversem com
outras pessoas e que analisem o que foi estudado ao
longo do ano antes de responder. Registre as res-
postas e procure observar se os alunos levaram em
conta o fator social, o retrato e a representação das
sociedades, o recorte histórico, etc.
241
Reprodução.
râneas, cultivando a e viveu desde pequeno em uma fazenda em Bro-
percepção, o imagi- dowski, em São Paulo. Foi uma criança muito fe-
liz, mesmo tendo um defeito em uma das pernas.
nário, a capacidade
Portinari começou a vida de artista muito cedo,
de simbolizar e o após ser recrutado por um grupo de pintores que
repertório imagético. visitavam a cidade, os quais foram contratados
para fazer um trabalho na igreja, o que chamou
(EF15AR02) a atenção de Portinari, que era coroinha. Esses
Explorar e reconhe- pintores não eram conhecidos, mas decoraram
todas as capelas. Quando se tornou um pintor fa-
cer elementos consti-
moso, Portinari retratou muita coisa da sua vida
tutivos das artes cotidiana, como a pobreza de sua cidade e as
visuais (ponto, linha, brincadeiras de criança. Portinari morreu no Rio
forma, cor, espaço, de Janeiro em 6 de fevereiro de 1962.
movimento etc.). Autorretrato, de Candido Portinari.
(EF15AR04)
Experimentar dife-
(EF15AR07)
Reconhecer algu-
O massacre dos inocentes, de Candido Portinari.
mas categorias do
sistema das artes
visuais (museus, ga-
lerias, instituições, Formando Cidadãos 11 Arte • 5o ano
artistas, artesãos,
curadores etc.).
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Orientação didática
ANOTAÇÕES
Deixe que seus alunos manifestem suas inquietações
por meio da arte. Pergunte-lhes quais problemas eles
acham que poderiam ser melhorados na sociedade,
na escola, no bairro onde moram, etc., e peça-lhes que
os expressem artisticamente. É importante que você
deixe os alunos livres quanto à forma de expressão:
eles podem escrever um poema, compor uma canção,
confeccionar uma escultura, pintar uma tela.
Não se esqueça de solicitar a eles que nomeiem a
obra. Depois, realize uma grande mostra na escola,
como forma de incentivar a produção de seus alunos.
242
Reprodução.
artes visuais tradi-
cionais e contempo- Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, na
12
râneas, cultivando a Espanha, no dia 25 de outubro de 1881. Assim
percepção, o imagi- como aconteceu com Georges Braque, o primei-
nário, a capacidade ro contato de Picasso com a pintura foi também
com o pai, que era professor de desenho. Porém,
de simbolizar e o
foi em Barcelona que se profissionalizou. Suas
repertório imagético. obras podem ser divididas em várias fases, de
acordo com as cores valorizadas. A fase azul
(EF15AR02) (1901-1904) foi o período em que predominaram
Explorar e reconhe- em suas pinturas os tons de azul. Na fase rosa
cer elementos consti- (1905-1907), predominam as cores rosa e verme-
lha, e suas obras ganham uma conotação lírica.
tutivos das artes
Picasso faleceu em 1973, na cidade de Mougins,
visuais (ponto, linha, na França, perto de Cannes, em 8 de abril.
Três Mulheres na fonte, de Pablo Picasso.
forma, cor, espaço,
Salvador Dalí
movimento etc.).
Pintor espanhol que misturou técnicas e ima-
Reprodução.
(EF15AR04) gens provocativas. Nasceu no dia 11 de maio de
1904, na cidade espanhola de Figueres. Sua fa-
Experimentar dife-
mília era muito influente no meio social e inte-
rentes formas de lectual e logo o incentivou ao mundo das artes.
expressão artística Quando foi estudar pintura, Dalí já tinha experiên-
(desenho, pintura, cia com esse mundo.
colagem, quadrinhos,
dobradura, escultura,
Reprodução.
modelagem, instala-
ção, vídeo, fotografia
etc.), fazendo uso
sustentável de mate-
riais, instrumentos,
recursos e técnicas
convencionais e não
convencionais.
Velho guitarrista, de Pablo Picasso.
(EF15AR07)
Reconhecer algumas
categorias do siste- Cabeça rafaelesca arrebentada, de
ma das artes visuais Salvador Dalí.
(museus, galerias,
instituições, artistas, Formando Cidadãos 12 Arte • 5o ano
artesãos, curadores
etc.).
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Orientação didática
As nossas impressões sobre as obras de arte são
distintas.
Por isso, apresente aos alunos o quadro ao lado —
em que falta uma parte, para que eles registrem o que
acham que há na outra metade e tente completá-lo.
Em seguida, pergunte-lhes que nome dariam à obra
em questão.
243
Reprodução.
repertório imagético.
(EF15AR02)
Explorar e reconhe-
cer elementos consti-
tutivos das artes
visuais (ponto, linha,
forma, cor, espaço,
movimento etc.).
(EF15AR04)
Guernica, de Pablo Picasso.
Experimentar dife-
Reprodução.
rentes formas de
Reprodução.
expressão artística
(desenho, pintura,
colagem, quadrinhos,
dobradura, escultura,
modelagem, instala- A persistência
da memória, de
ção, vídeo, fotografia Salvador Dalí.
etc.), fazendo uso
sustentável de mate-
Reprodução.
riais, instrumentos,
recursos e técnicas
convencionais e não
convencionais.
(EF15AR07)
Reconhecer algumas Ángelus arquitectónico de Millet, de
categorias do siste- Salvador Dalí, Salvador Dalí.
ma das artes visuais em 1972.
(museus, galerias,
instituições, artistas, Formando Cidadãos 13 Arte • 5o ano
artesãos, curadores
etc.).
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Orientação didática
Leve várias imagens de pinturas ou esculturas fa- dos trabalhos, reconhecendo-os como verdadeiros
mosas e deixe que os alunos escolham de qual irão artistas e etiquetando as obras, como nos grandes
fazer a releitura em sala de aula. quadros (ex.: Paulo Rosa. Monalisa. Escultura em
No processo de confecção, disponibilize materiais PET, 2017). Os alunos irão sentir-se reconhecidos e
concretos para os alunos, como isopor e sucata, para estimulados com essa prática.
que eles possam realizar a releitura da maneira que
desejarem. Ao final, comente com eles o resultado
244
Reprodução.
râneas, cultivando a 12 de dezembro de 1863. Segundo alguns estu-
diosos, ele foi o pai do expressionismo alemão.
percepção, o imagi-
Estudou em Oslo e começou a pintar em 1880.
nário, a capacidade Pintou retratos e, logo depois, uma sequência
de simbolizar e o de quadros naturalistas. A sua obra provocou
repertório imagético. escândalo em uma exposição em Oslo, mesmo
assim ele ganhou uma bolsa de estudos.
(EF15AR02) Ele pintou muitos quadros, os quais quase
sempre carregavam nuances sombrias e ima-
Explorar e reconhe-
gens fantasmagóricas. Pintou Amor e dor, Ansie-
cer elementos consti- dade e O grito. Seus trabalhos eram considerados
tutivos das artes uma arma contra a sociedade. O grito é um dos
visuais (ponto, linha, quadros mais famosos do mundo e retrata o dra-
forma, cor, espaço, ma da existência humana. Edvard Munch morreu
movimento etc.). em 23 de janeiro de 1944, na cidade de Ekely pró-
xima a Oslo.
(EF15AR04)
Experimentar dife-
O grito, de Edvard Munch.
rentes formas de
expressão artística
Reprodução.
(desenho, pintura,
colagem, quadrinhos,
dobradura, escultura,
modelagem, instala-
ção, vídeo, fotografia
etc.), fazendo uso
sustentável de mate-
riais, instrumentos,
recursos e técnicas
convencionais e não
convencionais.
(EF15AR07)
Reconhecer algumas
categorias do siste-
ma das artes visuais Amor e dor, de Edvard Munch.
(museus, galerias,
instituições, artistas, Formando Cidadãos 14 Arte • 5o ano
artesãos, curadores
etc.).
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Orientação didática
ANOTAÇÕES
Leve as releituras que Picasso fez das obras de Dela-
croix e Manet para que os alunos possam comparar
as técnicas utilizadas, a permanência ou mudança
do esquema de cores e em que isso influencia na per-
cepção e no sentido da obra. A partir dessa obser-
vação, converse com eles sobre a subjetividade da
releitura, ou seja, sobre a forma como cada artista
enxerga uma mesma obra.
245
(EF15AR02)
Explorar e reconhecer
elementos constituti-
vos das artes visuais
(ponto, linha, forma,
cor, espaço, movi-
mento etc.).
Resposta pessoal
(EF15AR04)
Experimentar dife-
rentes formas de
expressão artística
(desenho, pintura,
colagem, quadrinhos,
dobradura, escultura,
modelagem, instala-
ção, vídeo, fotografia
etc.), fazendo uso
sustentável de mate-
riais, instrumentos,
recursos e técnicas
convencionais e não
convencionais.
(EF15AR05)
Experimentar a cria-
ção em artes visuais
de modo individual, Não deixem de comentar sobre as ideias que tiveram para a obra do outro.
coletivo e colaborati-
vo, explorando diferen- Formando Cidadãos 15 Arte • 5o ano
tes espaços da escola
e da comunidade.
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Orientação didática
ANOTAÇÕES
Realize uma atividade de colagem com fotos sobre a
obra O grito, de Edvard Munch.
Primeiro, os alunos desenharão o fundo do cenário
da obra do pintor norueguês. Como próxima etapa,
tire fotos de cada aluno na posição do personagem
angustiado na doca de Oslofjord.
Revele ou imprima as fotos e peça aos alunos que as
colem sobre o cenário desenhado. Deixe o resultado
exposto na escola para que outras turmas o vejam.
246
Reprodução.
nário, a capacidade O estilo artístico do cubismo é representado por fi-
guras geométricas, na maioria das vezes cilindros e
de simbolizar e o
cubos, que parecem quebradas em pequenos frag-
repertório imagético. mentos, daí a origem do nome. Para o cubismo, a
representação do mundo passava a não ter nenhum
(EF15AR02) compromisso com a aparência real das coisas.
Explorar e reconhe- Os principais pintores cubistas foram os espanhóis
cer elementos consti- Pablo Ruiz Picasso (1881–1973) e Juan Gris (1887–
1927) e os franceses Georges Braque (1882–1963) Retrato de D. H.
tutivos das artes Kahnweiler, de
e Fernand Léger (1881–1955).
visuais (ponto, linha, Novas técnicas artísticas surgiram no século XX. O
Pablo Picasso.
forma, cor, espaço, cubismo foi um desafio. Picasso e Braque foram de
movimento etc.). uma coragem e importância grandiosa para o desa- O que você consegue identificar nessa obra?
brochar de novas tendências. Resposta pessoal
(EF15AR04)
Reprodução.
Experimentar dife-
rentes formas de
expressão artística
(desenho, pintura,
colagem, quadrinhos, Como tudo na vida se modifica, a arte também.
dobradura, escultura, Com o tempo, o cubismo tomou outras formas,
ficou mais colorido e talvez mais identificável.
modelagem, instala-
Observe.
ção, vídeo, fotografia
etc.), fazendo uso
Reprodução.
sustentável de mate- Violino, de Pablo Picasso.
riais, instrumentos,
recursos e técnicas
convencionais e não
convencionais.
Reprodução.
(EF15AR07)
Reconhecer algumas
categorias do siste- Primeiros Passos,
ma das artes visuais Violino, copo e faca, de Georges Braque. de Pablo Picasso..
(museus, galerias,
instituições, artistas, Formando Cidadãos 16 Arte • 5o ano
artesãos, curadores
etc.).
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Orientação didática
• Professor, explique a importância do cubismo • Solicite aos alunos uma pesquisa sobre os prin-
como movimento artístico, pois ele representou uma cipais artistas do Cubismo. Divida-os em grupos,
quebra de paradigmas aos padrões de estética da para que apresentem um seminário sobre o assunto.
época, que valorizavam a perfeição das formas e a Enfatize que é importante trazerem imagens dessas
representação fiel do objeto. Dê exemplos de artistas obras para exemplificar bem o que se pretende dizer.
que fizeram parte do movimento e explore algumas de • Confeccione, com os alunos, um mural com obras
suas telas, por meio de recursos visuais, utilizando o de vários artistas cubistas. Depois, faça a exposição
projetor de multimídia. É interessante trabalhar a disci- dos trabalhos na escola, para as outras turmas apre-
plina de Arte com recursos como esse, pois aguçam o ciarem.
interesse dos alunos para o que vai ser apresentado.
247
(EF15AR04)
Experimentar dife-
rentes formas de Que tal pintar uma das obras de Romero Britto? Siga as cores originais.
expressão artística Pintar de acordo com
as cores originais.
(desenho, pintura,
colagem, quadrinhos,
dobradura, escultura,
modelagem, instala-
ção, vídeo, fotografia
etc.), fazendo uso
sustentável de mate-
riais, instrumentos,
recursos e técnicas
convencionais e não
convencionais. Romero Britto
Romero Britto nasceu no Recife no dia 6 de outubro de 1963. É um famoso artista plástico, radicado
(EF15AR07) em Miami, nos EUA. É muito influenciado pela estética cubista e tem Picasso como um grande mestre.
Reconhecer algumas
categorias do siste- Formando Cidadãos 17 Arte • 5o ano
ma das artes visuais
(museus, galerias,
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instituições, artistas,
artesãos, curadores
etc.).
Orientação didática
• Solicite aos alunos que recortem, em papel sulfite • Explore o conteúdo estudado com os alunos pe-
colorido, figuras geométricas. Depois, peça-lhes que, dindo que escolham apenas uma forma geométrica:
em uma folha de cartolina, formem um desenho quadrado, triângulo ou outras, e desenhem várias
com as formas recortadas. Explique-lhes que podem delas formando outro desenho. Apresente a tela
colar as figuras de modo que fiquem justapostas ou Estrada de Ferro Central do Brasil, de Tarsila do Ama-
sobrepostas. Ao final da atividade, solicite-lhes que ral, e solicite aos alunos que identifiquem as figuras
apresentem seu trabalho e que não se esqueçam de geométricas utilizadas em sua obra.
dar nome à sua obra de arte.
248
Orientação didática
ANOTAÇÕES
Professor, para introduzir o assunto Escultura, converse
com os alunos a respeito das diversas manifestações
artísticas que eles conhecem. Fale sobre os quadros, a
música, a literatura, etc., para só então partir para o as-
sunto propriamente dito. Questione-os sobre o quanto já
viram esculturas em galerias de arte, ou em pontos turís-
ticos da cidade onde moram, ou em viagens, para avaliar
o conhecimento prévio de cada um. Há vários exemplos
de escultura espalhados por pontos turísticos de várias
cidades do Brasil que podem ser apresentados na aula.
249
(EF15AR02)
Madeira Gesso Gesso Bronze
Explorar e reconhecer
elementos constituti-
Responda ao que se pede.
vos das artes visuais
(ponto, linha, forma, O que é uma escultura?
cor, espaço, movi- É um objeto artístico de forma tridimensional.
mento etc.).
Quais materiais podem ser utilizados na produção de uma escultura?
(EF15AR04) Bronze, mármore, argila, cera, madeira, gesso, etc.
Experimentar dife-
Como as esculturas podem ser classificadas?
rentes formas de
Como abstratas ou figurativas.
expressão artística
(desenho, pintura, Explique a diferença entre esculturas abstratas e figurativas.
colagem, quadrinhos, A escultura abstrata representa o objeto como o artista o vê. Na figurativa, o artista representa o objeto
dobradura, escultura, da maneira mais próxima possível da realidade.
modelagem, instala-
ção, vídeo, fotografia
etc.), fazendo uso Escreva o nome de alguns escultores.
sustentável de mate- Sugestão de resposta: Michelangelo, Rodin, Aleijadinho, Ernesto de Fiori.
riais, instrumentos,
recursos e técnicas Michelangelo criou várias esculturas famosas. Pesquise e escreva o nome de algumas.
convencionais e não Sugestão de resposta: Pietà, David, Moisés.
convencionais.
Que tal ser um(uma) escultor(a)?
(EF15AR07) Você vai precisar de uma barra de sabão ou sabonete e de uma faca sem ponta para moldar sua es-
Reconhecer algumas cultura. Capriche! Depois, faça uma exposição de sua obra com sua turma.
categorias do siste- Resposta pessoal
ma das artes visuais
(museus, galerias,
instituições, artistas, Formando Cidadãos 19 Arte • 5o ano
artesãos, curadores
etc.).
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Orientação didática
• Proponha uma atividade de campo aos alunos: uma • Providencie uma caixa de sapatos com várias
visita a uma galeria de arte; se for viável geografica- figuras de esculturas abstratas e figurativas. Divida
mente, seria interessante conhecer o Instituto Ricar- os alunos em grupos e proponha uma gincana. Um
do Brennand, para eles observarem e apreciarem as representante de cada grupo retira uma imagem por
obras, fazerem suas observações e registrarem suas vez e mostra ao seu grupo, que irá dizer se a imagem
impressões e sentimentos diante delas. Essa ativi- apresentada corresponde a uma escultura figurativa
dade é importante porque desperta a curiosidade do ou abstrata. Ganha a gincana quem acertar mais.
aluno, desenvolve o senso estético, além de ser uma
ferramenta importante para afixar a aprendizagem do
conteúdo.
250
Reprodução
de simbolizar e o de longe, as cores se misturam na tela, cabendo
repertório imagético. ao observador percebê-las como um todo plena-
mente organizado, o que causa um bom efeito.
Um dos principais artistas do pontilhismo foi
(EF15AR02)
o pintor francês Georges Seurat. Sua arte afetou
Explorar e reconhe- seus sucessores e os movimentos artísticos que
cer elementos consti- surgiram nos séculos XIX e XX.
tutivos das artes Observe.
visuais (ponto, linha, A summer landscape, de Georges Seurat.
Reprodução
movimento etc.).
(EF15AR04)
Experimentar dife-
rentes formas de
expressão artística
(desenho, pintura,
colagem, quadrinhos, Um banho em Asnières, de Georges Seurat.
[Link].
convencionais e não mensão e profundidade.
convencionais. O pontilhismo surgiu em 1886 com a última
exposição dos artistas impressionistas.
(EF15AR07) Essa técnica interessante foi utilizada ini-
O porto de
Reconhecer algumas cialmente por dois artistas, que participaram da
Saint-Tropez, de
exposição e que criaram uma nova tendência ao
categorias do siste- Paul Signac.
movimento: Georges Seurat e Paul Signac.
ma das artes visuais
(museus, galerias,
instituições, artistas, Formando Cidadãos 20 Arte • 5o ano
artesãos, curadores
etc.).
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Orientação didática
ANOTAÇÕES
Para iniciar o assunto do conteúdo proposto, apre-
sente aos alunos alguns quadros em que é utilizada
a técnica do pontilhismo e alguns em que são utili-
zadas formas geométricas, por exemplo, ou outros
que apresentem técnicas diferentes. Estabeleça uma
comparação entre as obras e solicite aos alunos que
levantem características que diferenciam as obras
em que é usado o pontilhismo das demais.
251
[Link].
râneas, cultivando a técnicas. Em nosso país, sua prática já tem mais
percepção, o imagi- de 30 anos.
nário, a capacidade
EQRoy/[Link]
mentas de registro histórico e simbólico.
riais, instrumentos,
Sean Pavone/[Link]
recursos e técnicas
convencionais e não
convencionais.
(EF15AR07)
Reconhecer algumas
categorias do siste- Five Pointz, considerado uma meca de graffiti, é um
espaço de exposição ao ar livre com inúmeros artistas de
ma das artes visuais graffiti, no Queens, Nova York.
Os murais de arte de rua no Rio de Janeiro (2015).
(museus, galerias,
instituições, artistas, Formando Cidadãos 21 Arte • 5o ano
artesãos, curadores
etc.).
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Orientação didática
Pontilhismo consiste na formação do desenho por vários pontos
distintos e organizados, porém sem nenhum traço.
Materiais: canetinhas coloridas; ilustração em pon- Para que eles visualizem melhor a técnica, mostre-
tilhismo (pode ser uma existente no livro didático); -lhes a ilustração pesquisada por você. Evidencie os
folhas de papel sulfite tamanho A4. efeitos causados pelos pontos e diga à turma que,
Colocando em prática: Técnica utilizada há muito afastando-os ou agrupando-os, eles conseguirão
tempo, o pontilhismo proporcionará aos alunos um resultados curiosos e bem diferentes.
exercício de concentração, persistência e atenção, Revista Projetos Escolares: Ensino Fundamental. Ano 3, n. 29.
além de explorar a criatividade e a elaboração men- São Paulo: On Line.
252
2
Identificar e apreciar
formas distintas das O protesto é legal e todos podem expressar O mundo precisa de paz. Mas “a paz do mun-
artes visuais tradi-
cionais e contempo-
sua opinião livremente. No entanto a grafitagem
sem autorização se configura como crime. Para
do começa em mim”.
22
râneas, cultivando a grafitar as paredes e muros de qualquer parte
percepção, o imagi- da cidade, é necessária a autorização dos entes “Chegou a hora da gente construir a paz,
competentes. ninguém suporta mais o desamor.”
nário, a capacidade
Agora, olhe atentamente para a grafitagem Nando Cordel
de simbolizar e o abaixo e escreva qual assunto é tratado nela.
repertório imagético.
Instruções: Utilizando lápis de cor, caneta
(EF15AR02) hidrográfica ou giz de cera, faça uma grafitagem
Explorar e reconhe- abordando o tema acima.
cer elementos consti-
tutivos das artes
visuais (ponto, linha,
forma, cor, espaço,
movimento etc.).
(EF15AR04)
Experimentar dife-
rentes formas de
expressão artística Sugestão de resposta: O assunto tratado na grafi-
(desenho, pintura, tagem é o da exploração do trabalho infantil.
colagem, quadrinhos,
dobradura, escultura,
Resposta pessoal
modelagem, instala-
ção, vídeo, fotografia
etc.), fazendo uso
sustentável de mate-
riais, instrumentos,
recursos e técnicas
convencionais e não
convencionais.
(EF15AR07)
Reconhecer algumas
categorias do siste-
ma das artes visuais
(museus, galerias,
instituições, artistas, Formando Cidadãos 22 Arte • 5o ano
artesãos, curadores
etc.).
FC_Arte_5A.indd 22 06/02/20 08:24
Orientação didática
Desenho esfumaçado do papelão, formando um pó preto, que deverá ser
armazenado no recipiente e reservado. Solicite-lhes
Materiais: caixa de papelão vazia; carvão; fixador de que façam um contorno na folha sulfite A4, utilizando
cabelo em spray, conhecido como laquê (sem CFC a tesoura ou simplesmente rasgando o papel.
– produto prejudicial à natureza); folhas de papel
sulfite tamanhos A4 e A3; lixa fina; recipiente; tesou-
ra com ponta arredondada; giz de cera colorido.
Colocando em prática:
Abra a caixa de papelão para delimitar o espaço de
trabalho. Peça que os alunos lixem o carvão em cima
253
254
DANÇA E MÚSICA
• Contextos e práticas
• Elementos da linguagem
• Processos de criação
• Materialidades
• Notação e registro musical
• Gêneros musicais
• Música e dança
FC_Arte_5A.indd 23 04/02/20 19:12
• Compreender as relações entre as linguagens da Arte e suas práticas integradas, inclusive aquelas
possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de informação e comunicação, pelo cinema e pelo audio-
visual, nas condições particulares de produção, na prática de cada linguagem e nas suas articulações.
• Pesquisar e conhecer distintas matrizes estéticas e culturais – especialmente aquelas manifestas na
arte e nas culturas que constituem a identidade brasileira –, sua tradição e manifestações contemporâ-
neas, reelaborando-as nas criações em Arte.
255
ÁREA DE CONHECIMENTO
Gêneros musicais
Conteúdo
Música e dança
256
Microgen/[Link]
tos de circulação, em • O meio sonoro corresponde à instrumentação,
ou seja, aos instrumentos musicais utilizados
especial, aqueles da
nas músicas. Aquelas com composição seme-
vida cotidiana. lhante normalmente são caracterizadas no mes-
mo gênero musical.
(EF15AR16)
Explorar diferentes for- • A função está relacionada ao papel que cada
música exerce: se é executada, por exemplo, para
mas de registro musi- encenar algo, em um ritual, como prelúdio, etc.
cal não convencional
(representação gráfica • A composição está relacionada ao texto ou ao
de sons, partituras conteúdo expresso nas músicas, que está pre-
sente nas músicas instrumentais e verbais, po-
criativas etc.), bem
dendo ser romântico, amoroso, dramático, profa-
como procedimentos no, sagrado, etc.
e técnicas de registro
em áudio e audiovi-
sual, e reconhecer
a notação musical Formando Cidadãos 24 Arte • 5o ano
convencional.
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Orientação didática
A introdução da Educação Artística no currículo es- habilitados e, menos ainda, preparados para o domí-
colar foi um avanço, principalmente pelo aspecto de nio de várias linguagens, que deveriam ser incluídas
sustentação legal para essa prática e por considerar no conjunto das atividades artísticas (Artes Plásti-
que houve um entendimento em relação à arte na cas, Educação Musical, Artes Cênicas).
formação dos indivíduos. PCN – Arte
No entanto, o resultado dessa proposição foi contra-
ditório e paradoxal. Muitos professores não estavam
257
glazok90/[Link]
(EF15AR14)
Perceber e explorar
os elementos cons-
titutivos da música
(altura, intensidade,
timbre, melodia, rit-
mo etc.), por meio de
jogos, brincadeiras,
Rap
canções e práticas
diversas de composi- Hip-Hop Esse estilo musical surgiu na Jamaica, por
volta de 1960. Essa tendência artística enfatiza-
ção/criação, exe-
A cultura hip-hop começou nos Estados Uni- va, por meio dos ritmos jamaicanos, expressões
cução e apreciação dos. Ela é a fusão de três bases: o rap (música), o de denúncias sociais. Atualmente, os rappers ou
musical. grafite (pintura) e o break (dança). MCs exercem o papel de falar sobre determina-
das questões sociais nos shows.
(EF15AR15)
chaoss/[Link]
stock_photo_world/[Link]
Explorar fontes
sonoras diversas,
como as existentes
no próprio corpo (pal-
mas, voz, percussão
corporal), na natu-
reza e em objetos
cotidianos, reconhe-
cendo os elementos
constitutivos da mú-
sica e as característi-
cas de instrumentos Formando Cidadãos 25 Arte • 5o ano
musicais variados.
FC_Arte_5A.indd 25 04/02/20 19:12
Orientação didática
ANOTAÇÕES
Material: bola de borracha.
258
(EF15AR14)
Perceber e explorar Escolha uma música de um gênero musical bra-
os elementos cons- sileiro e a descreva no espaço abaixo seguindo
titutivos da música os tópicos destacados.
(altura, intensidade, instrumentação composição
timbre, melodia, ritmo estrutura contexto
etc.), por meio de
jogos, brincadeiras, Resposta pessoal
canções e práticas
diversas de composi- Resposta pessoal
ção/criação, exe-
cução e apreciação
musical.
Pesquise e escreva representantes importantes
(EF15AR17) dos gêneros musicais abaixo.
Experimentar impro- Rap
visações, composi- Resposta pessoal
ções e sonorização MPB
de histórias, entre Resposta pessoal
outros, utilizando Pagode
vozes, sons corporais
Resposta pessoal
e/ou instrumentos
musicais convencio- Sertanejo
nais ou não conven- Resposta pessoal
cionais, de modo
individual, coletivo e Formando Cidadãos 26 Arte • 5o ano
colaborativo.
FC_Arte_5A.indd 26 04/02/20 19:12
Orientação didática
Cores musicais • abrir os olhos e escolher um modelo para pintar
Objetivo: desenvolver a criatividade por meio da que esteja de acordo com o sentimento desperta-
audição e do relaxamento. do pelo ritmo da música (uma flor, paisagem ou
Material: músicas diversas (suaves ou ritmadas). modelo abstrato).
Procedimento:
• fechar os olhos;
• soltar a imaginação. Pensar em uma cor e em
um modelo que possam representar o ritmo da
música;
259
A música e a dança podem ser executadas para divertimento, em cerimônias, como manifestação
artística, etc.
BNCC
(EF15AR08) Assim, podemos dizer que música e dança, quando em conjunto, podem ser realizadas quanto ao
Experimentar e apre- modo de dançar, à origem e à finalidade.
ciar formas distintas Em relação ao modo, há danças:
de manifestações da • Solo – em que o dançarino executa a dança sozinho.
dança presentes em • Em dupla – em que a dança é executada com pares de dançarinos.
diferentes contextos, • Em grupo – em que a dança é executada por vários dançarinos.
cultivando a percep-
ção, o imaginário, a Em relação à origem, há danças:
capacidade de sim- • Folclóricas – são as danças tradicionais dos diversos grupos sociais.
bolizar e o repertório • Históricas – são as danças populares que se preservaram historicamente.
corporal. • Cerimoniais – são as danças mantidas em contextos cerimoniais ou ritualísticos.
• Étnicas – são as danças conservadas por um grupo étnico ou por uma determinada área geográfica.
(EF15AR09)
Estabelecer relações Em relação à finalidade, há danças:
• Cênicas, ou performáticas – são danças que representam ou expressam sentimentos ou situações.
entre as partes do
• Sociais – são danças que buscam interação de um grupo de pessoas.
corpo e destas com
• Religiosas – são danças que fazem parte de uma expressão religiosa.
o todo corporal na
• Coreografadas – são danças cujos movimentos e passos foram ensaiados para compor a dança e
construção do movi-
executados em momento de contextualização.
mento dançado.
Dm_Cherry/[Link]
lev radin/[Link]
(EF15AR10)
Experimentar
diferentes formas
de orientação no
espaço (deslocamen-
tos, planos, direções,
caminhos etc.) e
ritmos de movimento
(lento, moderado e
rápido) na constru-
ção do movimento Formando Cidadãos 27 Arte • 5o ano
dançado.
FC_Arte_5A.indd 27 04/02/20 19:12
Orientação didática
Dançando com as mãos • trabalhar preferencialmente seguindo o ritmo de
Objetivo: soltar os movimentos do desenho. uma música;
Materiais: papel branco; canetas coloridas (opcional: • procurar fazer esses exercícios selecionando cores
música). que se harmonizem;
• quando conseguir um bom estudo de forma e cor,
Procedimento: aproveitar o modelo para pintar uma tela.
• segurar uma caneta normalmente ou como os pin-
tores seguram o pincel (entre o polegar e o indicador,
com o corpo do lápis debaixo da palma da mão);
• iniciar fazendo uma série de linhas, círculos e for-
mas ovais;
260
Orientação didática
Em círculo, agora unidos pelos ombros e mantendo de. Incentive-os a comentar se houve variedade de
os olhos fechados. A um sinal combinado, cada um ritmos e sons, se o grupo conseguiu ou não alcançar
dos elementos do grupo começa a emitir um som, um único ritmo e um único som, se houve respeito às
cuja altura média deve ser sempre mantida. Aos pou- diferenças, enfim, os aspectos que facilitaram e os
cos, ouvindo-se uns aos outros, os alunos vão modi- que dificultaram atingir ritmos e sons harmônicos,
ficando os sons de modo a criar, ao final, um único e dentre outros.
harmonioso som.
261
Visitando escolas, encontro casos de excelência no trabalho coletivo de professores, assim como de atua-
ções individuais excepcionais. No entanto, ao dar destaque a eles, tenho sido questionado por alguns
leitores sobre eventuais idealizações de minha parte. Segundo eles, os personagens de meus exemplos
provavelmente não teriam o mesmo desempenho se encarassem condições adversas, como violência, indis-
ciplina e problemas de infraestrutura ou de ordem material.
Em respeito a essa preocupação, reitero que não falo de professores notáveis, com superpoderes e capa-
zes de qualquer proeza, em qualquer situação. É preferível valorizar o trabalho de profissionais que fazem o
possível nas circunstâncias que enfrentam, com os recursos de que dispõem.
Idealizações são artificiais, como as imagens tão comuns em propagandas de carro de luxo, que mostram
ao volante um jovem atlético, sorridente e ousado, mesmo quando se sabe que a maioria dos proprietários é
mais velha, séria e cautelosa. A intenção é facilitar a venda, associando esse virtual comprador ao produto.
A Educação, porém, não deve estar a serviço dos valores do mercado, e sim da sociedade.
Logo, as qualidades que destacam professores nada têm de publicitárias. Eu as encontro em educadores
que gosto de ver no comando das salas de aula brasileiras. Vejamos quais são, em minha opinião, essas
características:
• Lucidez para não esperar alunos ideais, que já cheguem motivados, atentos e com os pré-requisitos dese-
jados. Esses professores trabalham com o que de fato recebem e, na medida de suas possibilidades, enfren-
tam os desafios que se apresentam. Por isso, quase nunca se decepcionam ou se frustram.
• Respeito próprio para não aceitar condições impróprias de trabalho, nem se limitar a reclamar delas. Ao
contrário, eles buscam transformá-las por saberem que um ambiente mais satisfatório para eles será tam-
bém mais efetivo para o aprendizado de seus alunos.
• Comprometimento com a formação dos estudantes de forma que, além de ministrar suas disciplinas, tam-
bém se articulem com colegas e coordenadores em torno de ações educativas conjuntas. Sem isso, não se
efetivaria o projeto pedagógico da escola.
• Consciência do próprio valor e da importância dos conhecimentos e das competências que promovem.
Por isso, esses profissionais não se acomodam com o que já sabem, mas buscam aperfeiçoamento didáti-
co e cultural permanente. A partir dessa atitude, de recusa à passividade, esses docentes também rejeitam
gestões pedagógicas burocráticas.
• Solidariedade para quem necessita de mais atenção, como alunos e colegas de trabalho em situação difí-
cil.
• Coragem para intervir quando é preciso tomar decisões complicadas, como mediar conflitos, mostrando
que a atitude justa não é de indiferença ou neutralidade.
Professores que mesclam, em parte ou integralmente, essas qualidades, realmente existem e constituem
uma referência de conduta importante nas escolas em que trabalham. Por isso, as instituições que os rece-
bem são privilegiadas. Esses profissionais não são geniais ou perfeitos, mas nunca paro de aprender com
eles. Também não me canso de citá-los em conversas informais e palestras.
Mas não é necessário, e nem sequer possível, reunir todos eles em um único tipo ideal. Além disso, minha
seleção é muito variada e inclui gente expansiva e tímida, jovem e madura, comunicativa e reservada, sim-
ples ou descolada.
Você sabe que não se fazem estátuas de educadores assim, mas eles podem ser encontrados ensinando
em qualquer escola, na sua, inclusive. E, quem sabe, usando seus sapatos.
MENEZES, Luis Carlos de. In: Revista Nova Escola. São Paulo: Abril. n. 234. Agosto, 2010.
262
TEATRO
• Contextos e práticas
• Elementos da linguagem
O que vamos estudar:
• Processos de criação
• O foco narrativo
• A matéria literária
• A arte de fazer rir
FC_Arte_5A.indd 29 04/02/20 19:12
• Palhaçaria
• Experienciar a ludicidade, a percepção, a expressividade e a imaginação, ressignificando espaços da escola e de fora dela no
âmbito da Arte.
• Mobilizar recursos tecnológicos como formas de registro, pesquisa e criação artística.
• Estabelecer relações entre arte, mídia, mercado e consumo, compreendendo, de forma crítica e problematizadora, modos de
produção e de circulação da arte na sociedade.
263
ÁREA DE CONHECIMENTO
• O foco narrativo
• A matéria literária
Conteúdo
• A arte de fazer rir
• Palhaçaria
264
Kozlik/[Link]
de personagens e
narrativas etc.).
(EF15AR21)
Exercitar a imitação
e o faz de conta,
ressignificando
objetos e fatos e
experimentando-se
no lugar do outro, ao
compor e encenar
acontecimentos
cênicos, por meio de
músicas, imagens,
textos ou outros
pontos de partida, de
forma intencional e
Formando Cidadãos 30 Arte • 5o ano
reflexiva.
Orientação didática
A Arte na Educação refere-se ao desenvolvimento cado, mas orientado para expor toda a sua originali-
das aptidões e potencialidades de cada indivíduo. O dade, sua criatividade, reflexão, sua tendência para
aluno não pode ser manipulado como objeto. Deve a liberdade, para a autocriação, sua capacidade de
ser tratado como ser humano único, próprio, espontâ- autolimitar-se e de aspirar, e o seu poder de inquieta-
neo e com diferenças individuais que anseiam por se ção interior que o impele até mesmo para o transcen-
manifestar. dental.
265
Igor Bulgarin/[Link]
de manifestações do
teatro presentes em
diferentes contextos,
aprendendo a ver
e a ouvir histórias
dramatizadas e culti-
vando a percepção, o
imaginário, a capaci-
dade de simbolizar e
o repertório ficcional.
(EF15AR19)
Descobrir teatralida-
des na vida cotidiana,
identificando elemen-
tos teatrais (variadas
entonações de voz,
diferentes fisicali-
dades, diversidade
de personagens e
narrativas etc.). Resposta pessoal Resposta pessoal
(EF15AR21)
Exercitar a imitação
e o faz de conta,
ressignificando
objetos e fatos e
experimentando-se
no lugar do outro, ao
compor e encenar
acontecimentos
cênicos, por meio de
músicas, imagens,
textos ou outros
pontos de partida, de
forma intencional e
Formando Cidadãos 31 Arte • 5o ano
reflexiva.
Orientação didática
Personagens contorno de um boneco.
Materiais: Cartolina ou folha de papel Canson; ca- Reproduza-o na quantidade necessária e o distribua
netinhas; cola branca; contorno de boneco; lápis às crianças para que desenhem nele.
coloridos; palitos de churrasco; tesoura com ponta Divida a sala em grupos de cinco integrantes e distri-
arredondada. bua as fichas entre eles. Instrua-os a lerem as infor-
Colocando em prática: mações e, com elas, complementarem sua pesquisa.
Recorte pequenos pedaços de cartolina e entregue- Peça-lhes que formulem um roteiro com base em
-os aos alunos para que criem os personagens da tudo que descobriram. A história será apresentada
época. em forma de teatro.
Para essa dinâmica, você também pode utilizar o
266
(EF15AR19)
Descobrir teatralida-
des na vida cotidiana,
identificando elemen- Pesquise e leia o texto João e Maria, dos Irmãos Grimm. Em seguida, identifique as diferentes persona-
tos teatrais (variadas gens no texto e escreva as versões dessa história contadas pelo pai, pela Maria, pelo João e pela bruxa.
entonações de voz,
diferentes fisicali- Resposta pessoal
dades, diversidade
Marbury/[Link]
de personagens e
narrativas etc.).
(EF15AR21)
Exercitar a imitação
e o faz de conta,
ressignificando
objetos e fatos e
experimentando-se
no lugar do outro, ao
compor e encenar
acontecimentos
cênicos, por meio de
músicas, imagens,
textos ou outros
pontos de partida, de
forma intencional e
Formando Cidadãos 32 Arte • 5o ano
reflexiva.
Orientação didática
ANOTAÇÕES
O novo!
Explique em sala de aula o que foi a Semana da Arte
Moderna de 1922 e conte para a turma as reações ad-
versas que o público teve ao presenciar, por exemplo,
a discussão entre o belo e o grotesco. A partir disso,
desperte nos alunos o gosto pela leitura e o desejo de
confeccionar esculturas e escrever poesias. Propo-
nha-lhes as atividades e bom aprendizado!
267
(EF15AR22)
Experimentar pos-
sibilidades criativas
de movimento e de
voz na criação de um
personagem teatral,
discutindo estereó- Formando Cidadãos 33 Arte • 5o ano
tipos.
FC_Arte_5A.indd 33 04/02/20 19:12
Orientação didática
ANOTAÇÕES
A Arte protagoniza as mudanças sociais e o proces-
so de construção da sociedade. Na Educação, ela
forma um cidadão consciente, crítico e participativo,
capaz de compreender a realidade em que vive. A
ação educativa da Arte tem como objetivo a prepara-
ção do jovem para a vida plena da cidadania, buscan-
do a formação de cidadãos que possam intervir na
realidade, podendo ser considerada como um instru-
mento de transformação social.
268
vando a percepção, o
imaginário, a capaci-
dade de simbolizar e
o repertório ficcional.
Escreva sobre o texto literário de que você mais gosta.
(EF15AR20) Qual é o nome do texto?
Experimentar o Resposta pessoal
trabalho colaborati-
Que tema esse texto aborda?
vo, coletivo e autoral
em improvisações Resposta pessoal
teatrais e processos O que você acha interessante na invenção desse texto?
narrativos criativos
Resposta pessoal
em teatro, exploran-
do desde a teatrali- Que imagem pode representar esse texto?
dade dos gestos e
das ações do cotidia-
no até elementos de
diferentes matrizes
estéticas e culturais.
Resposta pessoal
(EF15AR22)
Experimentar pos-
sibilidades criativas
de movimento e de
voz na criação de um
personagem teatral,
discutindo estereó- Formando Cidadãos 34 Arte • 5o ano
tipos.
FC_Arte_5A.indd 34 04/02/20 19:12
Orientação didática
ANOTAÇÕES
Diferentes habilidades são afloradas por meio da
literatura, entre elas a linguagem, contribuindo para a
ampliação do vocabulário e incentivando a criativida-
de e a vivência do mundo do faz de conta.
Ler, contar e ouvir histórias são atividades pelas
quais a criança pode conhecer diferentes formas
de falar, viver, pensar e agir, além de um universo de
valores, costumes e comportamentos de sua e de ou-
tras culturas situadas em tempos e espaços diversos
do seu.
269
Izida1991/[Link]
Sunny studio/[Link]
compor e encenar
acontecimentos
cênicos, por meio de
músicas, imagens,
textos ou outros
pontos de partida, de
forma intencional e
reflexiva.
movimento e de voz
na criação de um
personagem teatral,
discutindo estereó-
tipos.
Orientação didática
O presente que você me deu
que ele achou do presente que ela deu. O amigo deve
Uma criança no “palco” e outra fora da sala de aula. responder e continuar a conversa, perguntado por
A criança que estiver no “palco” deve esconder com que ela comprou aquele presente, onde ela comprou,
ela um objeto que deve ser de conhecimento da etc. É legal que todas as perguntas tenham respos-
turma. A criança que estiver fora da sala de aula (a tas (Exemplo: “Comprei isso para você porque achei a
única que não sabe qual objeto está escondido) foi a sua cara!”). Em determinado momento da cena, quan-
que “deu o presente”. do a criança achar pertinente ou quando o professor
Ela deve entrar, cumprimentar o amigo, iniciar uma indicar, o presente deve ser mostrado e a cena deve
conversa e, em determinado momento, perguntar o ter uma continuidade.
270
(EF15AR19)
Descobrir teatralida-
des na vida cotidiana, Palhaço vagabundo. Ora é feliz, ora é triste. Seu Palhaço bufão, ou bobo da corte. Veste trajes
identificando elemen- vestuário é, geralmente, um traje masculino ele- espalhafatosos, coloridos e chapéus com guizos
tos teatrais (variadas
gante e escuro, embora surrado. e sinos nas pontas.
entonações de voz,
diferentes fisicali-
dades, diversidade
de personagens e
narrativas etc.).
(EF15AR21)
Exercitar a imitação
e o faz de conta,
ressignificando
objetos e fatos e
experimentando-se
no lugar do outro, ao
compor e encenar
acontecimentos
cênicos, por meio de Palhaço augusto, ou tonto. Apresenta o nariz Palhaço branco. Sua maquiagem resume-se na
músicas, imagens, vermelho e representa a liberdade do mundo cara pintada de branco.
textos ou outros
infantil.
pontos de partida, de
forma intencional e
reflexiva. [Link] | Alexander Raths, Sarah2, Everett Collection/[Link]
movimento e de voz
na criação de um
personagem teatral,
discutindo estereó-
tipos.
Orientação didática
QUEM SOU EU? (exemplo: um médico, um professor, uma celebridade,
Escrito por Teatro na Escola um coveiro, etc). O grupo inicia o improviso deixan-
do claro o “Onde”, o “O quê” e o “Quem”. O professor
Objetivo: Trabalhar principalmente o “Quem” da cena. pede que o aluno/ator entre na sala e observe o im-
Um dos participantes deixa o ambiente e, ao voltar, proviso. Ao sinal do professor, o aluno/ator entra em
deve adivinhar que personagem os outros decidiram cena sem personagem (neutro). Os alunos/atores em
que ele é. cena devem se relacionar com o ator que estava fora
Selecionar um grupo entre 4 e 6 alunos/atores. Pedir de cena. Nessa hora, aparecem as dicas sobre como
que um dos alunos saia da sala. Combinar com os os outros se referem a ele na cena.
atores que ficaram quem é o ator que saiu de sala
CONTINUAÇÃO
271
(EF15AR19)
Descobrir teatralida-
des na vida cotidiana,
identificando elemen-
tos teatrais (variadas Desenhe, no rosto a seguir, a maquiagem que você utilizará em seu palhaço. Resposta pessoal
entonações de voz,
diferentes fisicali-
dades, diversidade
de personagens e
narrativas etc.).
(EF15AR21)
Exercitar a imitação
e o faz de conta,
ressignificando
Crie, desenhe e pinte o vestuário do seu palhaço.
objetos e fatos e
experimentando-se
no lugar do outro, ao
compor e encenar
acontecimentos
cênicos, por meio de
músicas, imagens, Resposta pessoal
textos ou outros
pontos de partida, de
forma intencional e
reflexiva.
(EF15AR22)
Formando Cidadãos 37 Arte • 5o ano
Experimentar possibi-
lidades criativas de
movimento e de voz
FC_Arte_5A.indd 37 04/02/20 19:12
na criação de um
personagem teatral,
discutindo estereó-
tipos.
Evidentemente, eles não podem dizer o nome dele Continue sempre em forma de uma cena. Evite fazer
ou fazer qualquer referência direta sobre quem ele é. perguntas, como “Eu derrubei uma cerejeira?” ou
À medida que o ator entender quem ele é, tiver ideia “Sou eu George Washington?” (ou similares racio-
sobre que pessoa ele é, deve começar a adotar o nais). Comece com um ou dois atores e com aquele
modo de agir característico daquela pessoa e dizer que tenta adivinhar. Outros podem entrar em cena se
as mesmas coisas que ela diria. Se ficar evidente que tiverem ideias para pistas, mas devem sair logo que
está enganado, ele deve atuar como espectador e tiverem cumprido seu propósito, de modo a não ha-
ouvir um pouco mais até ter outra ideia sobre quem ver muitas pessoas no palco. Ao mesmo tempo, este
pode ser. exercício é bom para desenvolver a representação de
um personagem.
272
4
ciar formas distintas
de manifestações do
teatro presentes em Observe as imagens e escreva como as
Palhaçaria situações representadas nelas poderiam ser 38
diferentes contextos,
encaradas com humor e alegria.
aprendendo a ver
e a ouvir histórias A palhaçaria é uma forma de expressão em
Anna Nahabed/[Link]
que a pessoa busca brincar consigo mesmo,
dramatizadas e culti-
geralmente por meio do humor. Todas as suas
vando a percepção, o ações, reações, trejeitos, problemas, maneira de
imaginário, a capaci- ver o mundo, etc., podem vir a ser motivo de brin-
dade de simbolizar e cadeira.
o repertório ficcional. Nesse contexto, as pessoas que se expres-
sam dessa forma terminam encarando as difi-
(EF15AR19) culdades e os problemas de maneira mais leve,
mais amena, por meio do humor, do engraçado.
Descobrir teatralida-
Isso porque aquilo que incomoda ou preocupa se
des na vida cotidiana, transforma em força teatral. Resposta pessoal
identificando elemen- Assim, a palhaçaria é um meio de encontrar
tos teatrais (variadas prazer em tudo o que se vive e se faz, mesmo em
entonações de voz, situações difíceis.
diferentes fisicali- Esse tipo de expressão artística está relacio-
nado a como cada pessoa de fato é, pois aconte-
dades, diversidade
ce de forma natural e honesta. É uma maneira de
de personagens e encarar as emoções presentes nas situações da
narrativas etc.). vida, já que mostra a vulnerabilidade de cada um.
Além disso, é uma forma de aprender a escutar
(EF15AR21) o outro.
Africa Studio/[Link]
Exercitar a imitação Enfim, a palhaçaria é um meio de manter o
riso e a alegria presentes em sua vida e no modo
e o faz de conta,
de se fazer as coisas, mas sempre respeitando
ressignificando aqueles com quem se convive.
objetos e fatos e
experimentando-se
stockfour/[Link]
no lugar do outro, ao
compor e encenar
acontecimentos
cênicos, por meio de Resposta pessoal
músicas, imagens,
textos ou outros
pontos de partida, de
forma intencional e
reflexiva.
(EF15AR22)
Formando Cidadãos 38 Arte • 5o ano
Experimentar possibi-
lidades criativas de
movimento e de voz
FC_Arte_5A.indd 38 04/02/20 19:12
na criação de um
personagem teatral,
discutindo estereó-
tipos.
Orientação didática
O uso da Arte na Educação aponta para um cená- pelo desenvolvimento de uma capacidade crítica,
rio em que as respostas moldadas e impermeá- visando à formação de sujeitos ativos e autên-
veis não podem mais ser seguidas por pontos ticos. É exatamente neste sentido que a Arte na
finais. Devem, sim, ser levadas para “seres hu- Educação atua como veículo de transformação e
manos pensantes”, que possam reconstruí-las e um canal para o vislumbre de novas possibilida-
adaptá-las às suas realidades e às suas necessi- des, novos horizontes.
dades. A Arte na Educação busca a intensificação
do interesse por novas criações, pela reflexão e
273
A motivação do aluno para os estudos é considerada um fator de suma importância para o êxito escolar. Pode-
mos definir motivação como a força propulsora interior a cada pessoa que estimula, dirige e mobiliza, ou seja,
conduz o sujeito à ação com empenho e entusiasmo.
Na literatura, encontram-se dois tipos de motivação: a) Motivação intrínseca: baseada em um interesse pessoal.
Possui como características a autonomia e o autocontrole. Por exemplo: o aluno estuda História da África para
entender sua condição de negro. b) Motivação extrínseca: baseada em recompensas materiais e sociais. Quan-
do o sujeito se dirige a um determinado objetivo estimulado por aspectos correlatos que dele podem resultar.
Por exemplo: o aluno estuda História da África para ser aprovado no vestibular.
Destacamos três fatores que podem influenciar significativamente a motivação:
O significado do conteúdo e da disciplina varia de acordo com as metas e os objetivos de vida de cada um. Caso
não se perceba a utilidade, o interesse e o esforço tendem a diminuir à medida que o aluno se pergunta que serven-
tia tem aquilo que o professor lhe ensina. É importante colocar para os alunos problemas ou interrogações, desper-
tar a curiosidade deles, mostrando a relevância que pode ter a realização da tarefa, que é essencial.
274
A elevada autoestima estimula o aprendizado. O estudante que goza de elevada autoestima aprende com
mais alegria e facilidade. Quem se julga incompetente e incapaz de aprender aproxima-se de toda nova tarefa
de aprendizagem com uma sensação de desesperança e medo. Alunos desmotivados, com baixa autoestima,
costumam desenvolver atitudes, como “não sei fazer, não adianta tentar, não vou conseguir...”. Eles necessitam
de uma orientação educacional que inclua estímulos socioafetivos que favoreçam o desenvolvimento do auto-
conhecimento, da identidade pessoal e, com ela, a elevação da autoestima, para reconstruir seus projetos de
estudo e de vida.
A motivação do professor
Tendo em vista que a atividade acadêmica se realiza de forma coletiva e em um contexto social, o professor
deve criar um “ambiente motivador”. Isso significa desenvolver, em sala de aula, situações de aprendizagem em
que o aluno tenha papel ativo na construção do conhecimento, usando adequadamente os recursos didáticos, a
avaliação formativa, as estratégias de ensino e o conteúdo, proporcionando atividades desafiadoras, etc. Entre-
tanto, o professor é, por excelência, o principal agente motivador. Ele precisa estar motivado, ter compromisso
pessoal com a educação, demonstrar dedicação, entusiasmo, amor e prazer no que faz.
O educador deve ser aquele que estabelece uma relação de afetividade com o aluno, que busca mobilizar a ener-
gia interna dele. Se o clima de calor humano desenvolvido pelo professor é percebido no processo de interação,
passando a imagem de pessoa digna de confiança, amistosa, é provável que os estudantes se esforcem para
corresponder às suas expectativas. Comentários do tipo “você não aprende mesmo!” ou “você não quer nada,
não tem jeito!” danificam a autoestima do aluno e reforçam o sentimento de incompetência.
A qualidade das relações estabelecidas no interior da sala de aula tem implicações na motivação do aluno. As
pessoas procuram sentir-se aceitas pelos outros. Podemos chamar isso de motivação de filiação, ou seja, a ne-
cessidade que a pessoa tem de se sentir aceita e valorizada.
É preciso levar em consideração que fatores socioeconômicos e biológicos também influenciam a motivação. O
professor não pode considerar o problema do desinteresse do aluno apenas como uma questão psicológica. A
falta de motivação pode ocorrer, também, pela não satisfação de necessidades, como fome, cansaço e afeto. O
importante é avaliar cada caso e procurar resolvê-lo na medida do possível.
275
ARTES INTEGRADAS
• Processos de criação
• Matrizes estéticas culturais
• Patrimônio cultural
• Arte e tecnologia
O que vamos estudar:
• Arte indígena
• Folclore
• Fotografia
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• Problematizar questões políticas, sociais, econômicas, científicas, tecnológicas e culturais, por meio de exercícios, produções,
intervenções e apresentações artísticas.
• Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria e o trabalho coletivo e colaborativo nas artes.
• Analisar e valorizar o patrimônio artístico nacional e internacional, material e imaterial, com suas histórias e diferentes visões
de mundo.
276
ÁREA DE CONHECIMENTO
• Arte indígena
Conteúdo • Folclore
• Fotografia
• Apreciar os aspectos culturais do povo indígena, seu modo de agir, entre outros.
• Conscientizar-se das necessidades de conservar a natureza, assim como os indíge-
nas fazem.
Como posso melhorar • Descobrir as principais manifestações folclóricas do nosso País, conhecer alguns de
seus personagens e suas características por meio de suas obras.
• Participar de atividades sobre a fotografia para que os alunos gravem o conteúdo
estudado.
277
[Link].
Quando os portugueses chegaram ao Brasil,
notaram que os habitantes dessa terra eram bem
BNCC diferentes. Enquanto os europeus vestiam roupas
(EF15AR23) luxuosas e moravam em casas confortáveis, os
Reconhecer e expe- indígenas andavam nus ou seminus e moravam
rimentar, em proje- em ocas.
tos temáticos, as
Pedro Biondi/ABr
relações processuais
entre diversas lingua-
gens artísticas..
(EF15AR24)
[Link].
Caracterizar e expe-
rimentar brinquedos,
brincadeiras, jogos,
danças, canções e
histórias de diferen-
tes matrizes estéti- Outro fato interessante observado pelos colo-
nizadores foram as pinturas no corpo dos indíge-
cas e culturais.
nas. Além de expressarem a sua arte, elas tinham
significados diferentes. Havia pintura para as noi-
(EF15AR25) tes de festa e pintura para a guerra.
Conhecer e valorizar
o patrimônio cultural,
material e imaterial, Como o indígena vive próximo à natureza, utili-
Marcello Casal Jr./ABr
Orientação didática
Solicite aos alunos uma pesquisa sobre a cultura dos genas.
povos indígenas de antigamente. Se conseguirem Medicina – Chás.
alguns objetos indígenas, peça que façam uma expo- Artes – Utensílio de cerâmica (barro).
sição desses objetos na escola. Folclore – Dramatização de lendas.
Junto às crianças, identifique o que é herança indí- Pesquise, também, os variados instrumentos indíge-
gena no dia a dia e monte um cartaz expondo esses nas, socialize as pesquisas na sala de aula e expo-
objetos, utensílios, alimentos, etc. Cada dia da sema- nha-as em um mural.
na será vivenciado um hábito/costume dos povos Depois, é possível produzir uma história em quadri-
indígenas. nhos, enfatizando os tipos de instrumento utilizados
Alimentação – Lanche coletivo com alimentos indí- pelos indígenas.
278
Resposta pessoal
Índio terena, guarani ou Kaiowá
ara a terra, lavra a terra,
ama a terra que Deus dá.
(EF15AR24)
Observe o vaso abaixo e pinte-o de acordo com
Caracterizar e expe-
os padrões de alguma arte indígena.
rimentar brinquedos,
brincadeiras, jogos,
danças, canções e
histórias de diferen-
tes matrizes estéti-
Pintar
cas e culturais.
gens artísticas.
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Orientação didática
ANOTAÇÕES
Separe os alunos em grupo, depois distribua para
cada grupo uma cartolina.
Solicite aos alunos que façam ilustrações sobre o
que mais gostaram de saber sobre os indígenas e
seus costumes.
Quando os grupos terminarem, peça que cada um
apresente o seu trabalho para a turma. Ao final das
apresentações, procure esclarecer as dúvidas que
possam surgir.
279
(EF15AR24)
Caracterizar e expe-
rimentar brinquedos, arogant, kaband, Kamira/[Link]
brincadeiras, jogos, Os gregos, por volta de 600 a.C, já utilizavam o barro para criar peças de uso doméstico e também
danças, canções e para decoração. Após a confecção, eles pintavam desenhos sobre a mitologia.
histórias de diferen-
tes matrizes estéti- Vamos colocar a mão na massa?
cas e culturais.
Utilizando argila, faça vasos e figuras de animais. Deixe-os secar e pinte-os de modo bem colorido.
Convide os alunos de outras salas para visitarem a exposição de arte indígena criada por você e
(EF15AR25)
seus colegas.
Conhecer e valorizar Usando papel colorido e cola, confeccione, junto com seus colegas, máscaras como as dos indíge-
o patrimônio cultural, nas e utilize-as numa apresentação especial.
material e imaterial,
de culturas diver-
[Link].
[Link].
[Link].
sas, em especial a
brasileira, incluindo-
-se suas matrizes
indígenas, africanas
e europeias, de
diferentes épocas, fa-
vorecendo a constru-
ção de vocabulário
e repertório relativos
às diferentes lingua- Formando Cidadãos 42 Arte • 5o ano
gens artísticas.
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Orientação didática
Reúna os alunos e fale um pouco sobre o conceito As demonstrações podem ser em forma de fantasias,
de folclore, suas diferentes manifestações e pergun- teatro, contos inéditos, etc.
te o que eles acharam mais interessante acerca da Depois que os alunos apresentarem suas criações,
explanação. peça que eles expliquem o porquê de a representação
Quando os alunos começarem a dividir suas opi- escolhida fazer parte do folclore.
niões, separe-os em grupos de interesses e peça
que, em casa, pesquisem mais sobre o determinado
símbolo do folclore explanado.
Os alunos podem ficar livres para escolher de que
maneira querem representar o tema em sala de aula.
280
Reconhecer e expe-
rimentar, em proje-
tos temáticos, as
relações processuais
entre diversas lingua-
gens artísticas.
(EF15AR24)
Caracterizar e expe- Marcio Jose Bastos Silva/[Link]
rimentar brinquedos, Você conhece algum artista de sua região que trabalhe com o barro? Pesquise, com seu(sua)
brincadeiras, jogos, professor(a), o nome de alguns artistas e escreva-os abaixo.
danças, canções e Resposta pessoal.
histórias de diferen-
tes matrizes estéti-
cas e culturais.
(EF15AR25)
Conhecer e valorizar Observe a imagem de uma arte feita em barro e reproduza-a, procurando adicionar traços seus à obra.
o patrimônio cultural,
Marcio Jose Bastos Silva/[Link]
material e imaterial,
de culturas diver-
sas, em especial a
brasileira, incluindo-
-se suas matrizes Resposta pessoal
indígenas, africanas
e europeias, de
diferentes épocas, fa-
vorecendo a constru-
ção de vocabulário
e repertório relativos
às diferentes lingua- Formando Cidadãos 43 Arte • 5o ano
gens artísticas.
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Orientação didática
O folclore se faz presente de algumas maneiras coloque no baú frases, como “festa junina”, “lenda do
diferentes no dia a dia da população. Ele pode se Saci Pererê” e peça que os alunos colem as frases
apresentar em forma de narrativas, superstições, onde acham que elas pertencem.
costumes e pela linguagem. Além de despertar o protagonismo dos alunos e
Separe, em um baú ou uma caixa, frases impressas envolvê-los em uma dinâmica diferente, após a reali-
que contenham manifestações que se encaixem zação da atividade sobre folclore, eles vão conseguir
em cada uma dessas formas e peça que os alunos compreender a pluralidade das representações do
façam essa relação em um quadro. tema.
Divida o quadro em quadrantes que contenham
“narrativas populares”, “costumes populares”, etc., e
281
BNCC
(EF15AR23)
Reconhecer e expe-
rimentar, em proje-
tos temáticos, as
relações processuais
entre diversas lingua-
gens artísticas.
(EF15AR24)
Caracterizar e expe-
rimentar brinquedos,
brincadeiras, jogos,
danças, canções e
histórias de diferen-
Pesquise imagens de objetos de cerâmica e cole-as abaixo.
tes matrizes estéti-
cas e culturais.
(EF15AR25)
Conhecer e valorizar
o patrimônio cultural,
material e imaterial,
de culturas diver-
sas, em especial a Resposta pessoal
brasileira, incluindo-
-se suas matrizes
indígenas, africanas
e europeias, de
diferentes épocas, fa-
vorecendo a constru-
ção de vocabulário
e repertório relativos
às diferentes lingua- Formando Cidadãos 44 Arte • 5o ano
gens artísticas.
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Orientação didática
O folclore brasileiro é repleto de personagens com contar sobre o porquê de terem escolhido retratar a
traços fortes e excêntricos. Desse jeito, ilustrar os Cuca de determinada maneira.
personagens pode ser uma atividade muito divertida. Ao final da atividade, é importante pontuar que não
Selecione um personagem específico, como por existe maneira errada de se ilustrar o personagem.
exemplo, a Cuca. Conte aos alunos sobre a sua lenda
e peça que eles desenhem o personagem, do jeito
deles.
Cada aluno terá a liberdade para desenhar o perso-
nagem da maneira que imagina e, ao final, podem
282
A primeira fotografia foi feita em 1826, pelo francês Joseph Nicéphore Niépce.
Denis Makarenko/[Link]
está cada vez mais presente no nosso cotidiano.
BNCC Ela é muito importante, uma vez que contribui
(EF15AR26) positivamente para muitas coisas e em vários
Explorar diferentes âmbitos profissionais.
tecnologias e recur- É utilizada na medicina, no jornalismo e em di-
versas áreas para um melhor desenvolvimento de
sos digitais (multi-
estudos e pesquisas. Fotografia é para ser exposta,
meios, animações, é para informar, renovar. No dia 19 de agosto, come-
jogos eletrônicos, moramos o Dia Mundial da Fotografia.
gravações em áudio
Dentre as áreas que necessitam da fotografia, está o
e vídeo, fotografia, jornalismo.
softwares etc.) nos
processos de criação Formando Cidadãos 45 Arte • 5o ano
artística.
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Orientação didática
Antes de propor uma exposição às crianças, verifique encaixará e, depois de decidido, proponha um tema.
o espaço onde será realizada a atividade e determine Instigue na garotada a vontade de criar e desperte-a
o tamanho das obras. Dessa maneira, é possível evi- para a originalidade. Boa exposição!
tar que as peças fiquem amontoadas e permitir que a
circulação de pessoas ocorra livremente. Além disso, Revista Projetos Escolares: Ensino Fundamental. Ano 4, n. 38.
pense em alternativas para diversificar o formato São Paulo: On Line.
283
Resposta pessoal
BNCC
(EF15AR26)
Explorar diferentes
tecnologias e recur-
sos digitais (multi-
meios, animações,
jogos eletrônicos,
Junte-se a um(a) colega, e juntos tirem fotos de diversos momentos vivenciados na sua turma: assistin-
gravações em áudio do à aula, no recreio, em passeios, etc. Montem um mural. Em seguida, contem para todos como foi a
e vídeo, fotografia, experiência e como vocês se sentiram fazendo esse trabalho. Usem papel 40 kg ou cartolina.
softwares etc.) nos
processos de criação Formando Cidadãos 46 Arte • 5o ano
artística.
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Orientação didática
tar ou retirar elementos, criando uma nova imagem.
Remontar imagens Como as crianças normalmente gostam de humor,
sugira que façam composições utilizando elementos
Materiais: colas branca e bastão; folhas de papel de diferentes fontes. Os alunos poderão escolher a
sulfite tamanho A4; papéis coloridos; retalhos de imagem de uma pessoa ou animal e sobrepor novas
tecidos; revistas e jornais velhos; tesoura com ponta partes à imagem, como um novo olho, uma boca, um
arredondada. penteado ou um nariz, dar cabelo a um careca, etc.
Colocando em prática:
Nesta atividade os alunos deverão recortar fotos de Revista Projetos Escolares: Especial Arte. Ano 5, n. 23. São Pau-
revistas e criar uma colagem na folha de papel sulfi- lo: On Line.
te. O objetivo é montar um novo cenário e acrescen-
284
Menina sem
terra, de
Sebastião
Salgado.
A série Terra retrata a situação do MST na década de 1990.
BNCC
(EF15AR26)
Explorar diferentes
tecnologias e recur-
sos digitais (multi-
meios, animações,
jogos eletrônicos,
gravações em áudio Outras américas, de 1986. Trabalhadores, de 1993. Africa, de 2007. Genesis, de 2013.
e vídeo, fotografia,
softwares etc.) nos
processos de criação Formando Cidadãos 47 Arte • 5o ano
artística.
FC_Arte_5A.indd 47 04/02/20 19:12
Orientação didática
Desenho coletivo cor, canetinhas e recortes de revistas. Proponha
que confeccionem um mural sobre o fundo do mar e
Materiais: canetinhas; cola-bastão; giz de cera; lápis solicite que dialoguem e planejem a atividade. Nes-
coloridos; papel Kraft; recortes de jornais e revistas; se momento, os estudantes exercitarão a escuta e
tesoura com ponta arredondada. a fala, trabalhando coletivamente e, principalmente,
Colocando em prática: opinando e sugerindo.
Forre uma parede com papel Kraft e entregue aos
alunos alguns materiais, como giz de cera, lápis de Revista Projetos Escolares: Ensino Fundamental. Ano 6, n. 54.
São Paulo: On Line.
285
Ano:
Data:
Visite uma exposição e escolha uma fotografia que lhe interessou particularmente. Em seguida, com-
plete:
Resposta pessoal
Exposição:
Estado:
Título da fotografia:
Autor:
Descrição da obra:
artística.
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Orientação didática
ANOTAÇÕES
Peça aos alunos que tragam para a escola materiais
de texturas diferentes. Entregue folhas de sulfite e
solicite que a turma coloque embaixo dela as textu-
ras escolhidas, de forma ordenada ou não. A seguir,
devem friccionar o lápis ou o giz de cera no papel
para imprimir as marcas dos materiais. Incentive-os a
criar novas produções utilizando diferentes texturas
ou reordenando as já existentes.
286
287
Lepusinensis | [Link]
ções e apresentações artísticas. mundo.
Ao ingressar no Ensino Fundamental – Anos Iniciais, os alunos vivenciam a transição de uma orientação
curricular estruturada por campos de experiências da Educação Infantil, em que as interações, os jogos e
as brincadeiras norteiam o processo de aprendizagem e desenvolvimento, para uma organização curricular
estruturada por áreas de conhecimento e componentes curriculares.
Nessa nova etapa da Educação Básica, o ensino de Arte deve assegurar aos alunos a possibilidade de se
expressar criativamente em seu fazer investigativo, por meio da ludicidade, propiciando uma experiência de
continuidade em relação à Educação Infantil. Dessa maneira, é importante que, nas quatro linguagens da
Arte – integradas pelas seis dimensões do conhecimento artístico –, as experiências e vivências artísticas
estejam centradas nos interesses das crianças e nas culturas infantis.
Tendo em vista o compromisso de assegurar aos alunos o desenvolvimento das competências relaciona-
das à alfabetização e ao letramento, o componente Arte, ao possibilitar o acesso à leitura, à criação e à
produção nas diversas linguagens artísticas, contribui para o desenvolvimento de habilidades relacionadas
tanto à linguagem verbal quanto às linguagens não verbais.
288









