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Antiguidade Clássica: Grécia e Roma

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ARA0441: ARTES, ARQ. E URB.: IDADE MODERNA 2023.

ANTIGUIDADE
CLÁSSICA:
Grécia e Roma

Prof. Richard Gomes


[Link]@[Link]
ANTIGUIDADE ORIENTAL

Termo utilizado para referir-se as


civilizações que se desenvolveram
durante a Idade Antiga no Oriente,
em especial no norte da África e
no Oriente Médio, como a egípcia
e mesopotâmica. Essa
denominação é dada em oposição
ao conceito de Antiguidade
Clássica - ou Ocidental - que se
dedica principalmente ao estudo
de Grécia e Roma.
MESOPOTÂMIA EGITO

Tais civilizações eram pautadas na crença e na A arte egípcia, por exemplo, comunicava, em
religiosidade, que frequentemente regulava os aspectos primeiro lugar, doutrinas políticas, sociais e
sociais destas culturas. espirituais, de modo que suas obras exercessem,
sobretudo, função religiosa, dinástica e cultural.
GRÉCIA

"O homem é a medida de todas as coisas,


das coisas que são, enquanto são,
das coisas que não são, enquanto não são."

- Protágoras (ca. 490 - 420 a.C.)


RAZÃO E BELEZA

É pela primeira vez, na Grécia, que o homem se coloca no centro


de todas as coisas, explicando o universo através de si.
Assim as forças que regem as leis da natureza passam a ser
explicadas a partir da RAZÃO humana.

Outrossim é busca pelo ideal de BELEZA que, acreditava-se,


sendo o homem o único ser dotado de capacidade de apreciar a
beleza (pela razão), assim também ela poderia ser criada pelo
homem.
A díade RAZÃO e BELEZA
teve reflexos na política, na
filosofia, na religião e também
na arte e na arquitetura.

Os deuses gregos, por


exemplo, eram humanizados,
ou seja, possuíam
características humanas.

Na mitologia grega temos


deuses, mentirosos, traidores,
ciumentos, vingativos...
Período Arcaico: 8000 a.C. a 490 a.C.

Artes:

• Rigorosa posição frontal;


• Geometrismo;
• Cabelos caídos e frisados;
• Tronco largo, cintura estreita e detalhes esquemáticos.

Os Kouroi (Kouros) Kleobis e Biton,


ca. 610 - 580 a.C., Museu Arqueológico
Delfos, Grécia.
Rigidez ainda bastante semelhante à da arte egípcia.

Tríade de Miquerinos, 2490 -2472 a.C.,


Museu Egípcio do Cairo, Egito.
Começam bem rígidos, bem frontais, mas a busca
continuada pelo ideal de beleza, leva, aos poucos,
uma busca pelo NATURALISMO.

A figura começa a se libertar da rigidez, mas ainda


temos um esquematismo dos panejamentos.

Kore, ca. 530-520 a.C., Acropolis,


Grécia.
Período Clássico: 510 a.C. a 323 a.C.

Artes:

A conquista definitiva de 3
aspectos na representação:

• MOVIMENTO;

• PROPORÇÃO;

• MATURIDADE.
O MOVIMENTO

Aliada à busca do equilíbrio e da estabilidade.

O Discólobo de Míron, ca.


450 a.C.,
cópia em bronze da
Gliptoteca de Munique.
O MOVIMENTO

Força e contra força.

O Discólobo de Míron, ca.


450 a.C.,
cópia em bronze da
Gliptoteca de Munique.
1

2 A PROPORÇÃO

3
• A altura do homem idealizado: 1.98m;

4 • Proporcionalidade: estabelecendo-se, por exemplo, a


medida do corpo devendo ser 7 vezes a altura da cabeça;

• Pose grega: o uso do contrapeso ou contraposto.


5

6 O Doríforo, ca. 450 - 440 a.C.,


cópia do Museu Arqueológico
Nacional de Nápoles.

7
A MATURIDADE

A busca pela
representação mais
DETALHADA possível

Apolo de Belvedere,
séc. IV a.C,
Museus do Vaticano.
Período Helenístico: 323 a.C. a 146 a.C.

A Macedônia alcançou uma posição


hegemônica dentro da Grécia e, entre os
séculos III e II a.C., Alexandre Magno
expande o seu império sobre parte da
África e Egito. Esse período é marcado
por conquistas territoriais e também
pelo desenvolvimento cultural e
artístico no Oriente.
Artes:

Período da conquista
da EXPRESSÃO.

Grupo de Laocoonte e seus


filhos, ca. 150 a.C., acervo do
Museu Pio Clementino,
Belvedere, Vaticano.
Arquitetura:

Caracterizada pelo uso das


ORDENS CLÁSSICAS.

As cinco ordens arquitetônicas,


segundo o tratado de Giacomo
Vignola, Regole delle cinque
ordini d’architettura.
Métopa
Período Arcaico: Ordem Dórica
Friso Tríglifo

Capitel
simples
• O capitel é simples, sem
decoração;

• O fuste tem arestas vivas;

Fuste • As colunas não têm base.


Templo Dórico

Partenon, séc. V a.C.


Atenas, Grécia.
Período Clássico: Ordem Jônica
Friso liso

Capitel com
volutas

• O capitel é decorado com volutas;

• O fuste é canelado com arestas suaves;

Fuste • A coluna apoia-se numa base.

Base
Templo Jônico

Erecteion, ca. 421-


406 a.C., Atenas,
Grécia.
Período Helenístico: Ordem Coríntia
Friso liso

Capitel com
folhas de
acanto • O capitel é decorado com folhas
de acanto;

• O fuste tem arestas vivas;


Fuste
• As colunas não têm base.

Base
Templo Coríntio

Templo de Zeus, séc.


VI a.C. Atenas,
Grécia.
Na busca por relações geométricas que
traduzissem a estrutura harmônica do universo,
os gregos estabeleceram traçados reguladores
como o Retângulo Áureo, baseado na Sequência
de Fibonacci, em que cada termo é igual à soma
dos dois termos anteriores: 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21,
34...
Teatro Grego

Teatro Epidauro,
séc. IV a.C.,
Argólida, Grécia.
ROMA

No século I a.C., Roma conquista o


Império Macedônico, após a
fragmentação da região devido a morte
de Alexandre Magno em 383 a.C.
MITOLOGIA
GRECO-ROMANA

Ocorre a fusão das culturas


grega e romana, muito
proeminente na mitologia
greco-romana resultante da
associação dos deuses
gregos aos deuses romanos.
Origem mitológica da
fundação de Roma:
a lenda de Rômulo e Remo
(753 a.C.)

Rômulo e Remo eram filhos


do deus Marte (deus Ares
para os gregos) com uma
mortal chamada Reia Sílvia,
filha de Numitor, Rei de Alba
Longa (cidade lendária).

Loba Capitolina, ca. séc. XI-XII, Palazzo


dei Conservatori, Roma.
No entanto, os gêmeos foram
atirados no rio Tiber para
morrerem, a mando de seu
tio-avô Amúlio cuja intenção
era dar fim a qualquer
descendência de Numitor,
que havia sofrido um golpe de
estado, mas uma loba os
encontrou e alimentou.

Loba Capitolina (detalhe), ca. séc. XI-XII,


Palazzo dei Conservatori, Roma.
Posteriormente, um pastor de
ovelhas chamado Fáustulo
encontrou os irmãos perto da
entrada de uma caverna e,
com sua esposa, criou os
meninos como filhos. Quando
adultos Rômulo e Remo
recuperam o trono para o avô
Numitor e ganham o direito de
fundar uma cidade: Roma.

Fáustulo encontra a loba com os


gêmeos Rômulo e Remo, séc. II,
Pergamon Museum, Berlim.
A contribuição romana

Criação da Filosofia (gregos) /


Criação do Direito (romanos)

Busca pela Beleza (gregos) /


Busca pelo Poder (romanos)
Logo, a arte era utilizada como símbolo de PODER.
E, para isso, era necessário que ela fosse o mais
REALISTA possível pois, não poderia haver dúvidas
na identificação das figuras representadas.

A arte romana era, portanto, a síntese da busca pelo


movimento, proporção, beleza e emotividade
gregas com a busca pelo realismo romano.

Augusto de Prima Porta, ca. 20 a.C.,


Roma.
Essa busca pelo REALISMO irá também
influenciar na pintura, com a criação da
chamada Trompe d’oleil (enganar os olhos),
afresco que tinha como objetivo de ornamentar
espaços interiores com imagens que
remetessem a uma tridimensionalidade a partir
de uma representação bidimensional.

Casa dos Vetii, séc. I d.C.,


Pompeia, Itália.
4
Arquitetura:

De modo especial, a Arquitetura também


era utilizada como símbolo de PODER.

O Arco Romano – os arcos do triunfo


romanos eram uma homenagem
monumental, em forma de uma porta ou
passagem em forma de arco, para
comemorar o triunfo dos imperadores
romanos: quase sempre conquistas de
territórios ou vitórias em guerras.

Arco de Constantino,
315 d.C., Roma.
O Arco Romano (Arco Pleno) era uma grande conquista da arquitetura e da
engenharia romana, pois permitia uma maior de distribuição de cargas na
construção: tanto na longitude, alcançando grandes extensões, quanto na altitude.
Aqueduto du Gard,

É o caso dos aquedutos. século I, sul da França.


Construído no século XVIII, o
aqueduto ligava o morro do Desterro
(atual morro de Santa Teresa) ao
morro de Santo Antônio.

Na segunda metade do século XIX


com a evolução do sistema de
abastecimento de água da cidade, a
construção passou a servir como
viaduto para os bondinhos.

Arcos da Lapa, séc. XVIII,


Rio de Janeiro.
Teatro – Peças e tragédias gregas (Valorização da
SENSIBILIDADE).

Anfiteatro – Combates de gladiadores, simulações de


batalhas e caças de animais selvagens. (Valorização da
FORÇA / PODER).

Mosaico de Zlitene, séc. II d.C.,


Líbia.
4
Coliseu (Anfiteatro Flavio), é o
exemplo mais proeminente de
anfiteatro romano. Que, com sua
planta elíptica de 3 andares, chegou
a alcançar de 52 metros de altura na
sua construção, possibilitado
também pelo uso do Arco Romano,
podendo caber de 50 a 70 mil
pessoas

Possui em sua fachada a


representação das 3 principais
ordens clássicas.

Coliseu, 72 - 82d.C., Roma.


Templo Romano, a princípio, era
uma continuidade dos templos
gregos.

Templo de Poseidon, c.500 a.C.,


Paestum, Campânia (Itália).
Templo de Portunus
(Templo da Fortuna Viril),
80-70 a.C., Roma.
Maison Carrée, ca.16 a.C.,
Nîmes (França).
Eventualmente encontraremos
exemplos também de templos circulares
como o caso do Templo de Hércules
Victor (Hércules, o vitorioso).

Uso da planta circular (Templo de


Hércules Victor) e elíptica (Coliseu)
também teria sido uma contribuição
romana na arquitetura.

Templo de Hércules
Victor, séc. II a.C., Roma.
.
O Phanteon de Roma, maior e mais
bem preservado templo romano
sobrevivente, teria sido, portanto,
uma síntese da fusão entre a
arquitetura grega e romana.

Pantheon, 118-25 d.C., Roma.


Frontão tipicamente grego e corpo em
forma de cilindro encimado por uma
cúpula monumental e uma abertura
chamado óculo.

A cúpula do Pantheon romano foi


executada com uma espécie de concreto
chamada de pozzolana (uma primeira
versão de argamassa produzida com
cinzas vulcânicas com cal).

Pantheon, 118-25 d.C., Roma.


Etienne Duperac.
Pantheon, século
XVI.
O MEDIEVO
O cristianismo nasce no seio do império romano
tendo sido Constantino I, também conhecido como
Constantino, o Grande, o primeiro imperador
convertido ao cristianismo.

Constantino adotou o monograma do nome de Cristo


em grego Chi(χ) Rho(ρ)—como emblema de seu
exército, após sua vitória sobre Maxêncio na Ponte
Mílvia.

Idade Média: Do século IV, considerando a elevação


do cristianismo à religião oficial do Império Romano,
pelo Imperador Teodósio I no ano de 380, ao início do
século XVI com Martinho Lutero e a Reforma
Protestante, em 1517;

Detalhe de um sarcófago romano, ca. 350,


Museo Pio Christiano. 4

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