Motivos por que não gostamos de Karl Popper
Fátima Margarida Fonseca Nº
Melchior Pereira Xavier Nº13
Rafaela Pache Rodrigues Nº
Filosofia
Lamego, 22/05/2024
Motivos por que não gostamos de Karl Popper
INDICE
Quem foi Karl Popper? ----------------------------------------------------------------------------------- Página 3
O critério da falsificabilidade --------------------------------------------------------------------------- Página 3
Testar teorias e tentar refutá-las ou falsificá-las --------------------------------------------------- Página 3
A perspetiva dedutivista do método ------------------------------------------------------------------ Página 4
Críticas a Popper ------------------------------------------------------------------------------------------- Página 5
Motivos por que não gostamos de Popper --------------------------------------------------------- Página 6
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Motivos por que não gostamos de Karl Popper
QUEM FOI KARL POPPER?
Karl Raimund Popper (Viena, 28 de julho de 1902 — Londres, 17 de setembro de 1994) foi um
filósofo liberal e professor austro-britânico. Amplamente considerado um dos maiores
filósofos da ciência do século XX, Popper é conhecido por sua rejeição das visões indutivistas
clássicas sobre o método científico em favor da falsificabilidade.
O CRITERIO DA FALSIFICABILIDADE
Popper argumenta que aqueles que pensam que o critério da verificabilidade que permite
demarcar a ciência da não-ciência por acreditar que graças ao raciocínio indutivo é possível
verificar empiricamente teorias ou proposições universais como é o caso das leis científicas
mas Popper considera que Hume mostrou que o raciocínio do tipo não permite tal coisa e que
nenhuma teoria universal é empiricamente verificável nem sequer confirmável. Popper afirma
que a indução de nada serve. Assim, nem a ciência se baseia na indução, nem a verificabilidade
serve como critério de demarcação. Popper também afirma que uma Teoria científica só é
científica se. Ela possa ser empiricamente testada e não empiricamente verificada. Isto
significa que deve haver alguma observação ou experiência possível que ,se realizado, poderia
mostrar que A teoria está errada. Mas surge um problema, como se testam as teorias? Popper
diz que é simplesmente tentar arduamente encontrar casos que sejam incompatíveis com ela.
ISTO também significa que estamos a fazer precisamente o oposto de verificá-las, assim os
cientistas o que fazem antes de verificadas e tentar falsificá-las.
TESTAR TEORIAS E TENTAR RETUTA-LAS OU FALSIFICÁ-LAS
Neste caso é preciso ver as coisas de uma outra forma. Qual é o uso das observações dos
cientistas uma vez que estas não servem para verificar teorias? Popper usa o exemplo dos
cisnes uma única observação de um Cisne não branco bastou para mostrar que a teoria de que
todos os cisnes são brancos é falsa ISTO significa que mesmo que algumas posições típicas da
ciência nunca possam ser verificadas essas mesmas proposições podem ser falsificadas com
apenas uma observação incompatível com elas. As teorias científicas estão sempre abertas a
possibilidade de reputação assenta NOS resultados dos testes caso estes lhes sejam
desfavoráveis. O que acontece com as teorias pseudocientíficas é que estas tentam proteger-
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se de possíveis observações incompatíveis com elas. Daí que os em termos demasiado vagos e
recorram há explicações ad hoc (explicações que servem apenas para esse fim) para provarem
que as suas teorias não falharam. Revelam assim a marca da pseudociência: aparentemente
apresentam-se como irrefutáveis.
A PRESPETIVA DEDUTIVISTA DO METODO
Karl popper foi um crítico da perspetiva indutiva vista do método dizendo que não havia lugar
para a indução da ciência e este afirma também que isso não é um problema para a ciência
dizendo que esta funciona dedutivamente em que os cientistas em vez de tentarem verificar as
suas teorias tentam falsificá-las isso implica conceber o método científico de uma maneira
muito diferente do habitual. Os cientistas têm 2 tarefas uma teórica e outra prática. A parte
teórica é quando forem confrontados com um problema comecem a imaginar soluções essas
propostas de solução não são mães que suposições palpites hipóteses ou teorias, mas Popper
os o termo “conjeturas” para sublinhar o seu carácter provisório e a condição de estarem
sempre sujeitas a críticas. Depois disto é que se entra na parte prática, ou seja, criticá-las/pô-
las a prova. Nesta parte prática usam-se provas que se opõem às hipóteses ou conjeturas
assim o intuito destas provas e que sejam incompatíveis com as conjeturas. Uma outra forma
de pós a prova e realizar experiências com o intuito de refutar essas conjeturas. Esta parte
prática em que se utiliza a observação e a experiência para tentar mostrar que as conjeturas
são falsas em que diz respeito a refutação. Daí dizer que se trata de um método das conjeturas
e refutações que também podemos designá-lo por método crítico. Para concluir ISTO leva e
que se as tentativas de refutação forem bem-sucedidas conclui-se que a conjetura é falsa pelo
que terá de ser substituída por outra conjetura e voltar a fazer o mesmo com ela mas se pelo
contrário esta não conseguir ser refutada nada se pode concluir. Sobretudo não se pode
concluir como pretender indutivistas que a teoria é verdadeira só se pode considerar que esta
conjetura está corroborada.
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Críticas A POPPER
Karl Popper é conhecido pela sua perspetiva racionalista da ciência, que se baseia na ideia de
que a ciência avança através da conjetura e refutação. Segundo Popper, os cientistas formulam
hipóteses que são rigorosamente testadas e potencialmente falsificadas. Esta visão idealiza a
ciência como uma busca contínua pela verdade através da eliminação de erros, destacando a
importância do espírito crítico e da objetividade no processo científico. Contudo, esta
abordagem recebeu críticas significativas, especialmente de Thomas Kuhn e outros
historiadores e filósofos da ciência. Kuhn argumenta que a visão de Popper é excessivamente
idealizada e não reflete com precisão a realidade da prática científica. No seu influente livro "A
Estrutura das Revoluções Científicas", Kuhn introduz o conceito de paradigmas científicos e
sugere que a ciência evolui através de uma série de revoluções, onde períodos de ciência
normal (trabalho dentro de um paradigma estabelecido) são interrompidos por crises e
mudanças de paradigma. Segundo Kuhn, durante os períodos de ciência normal, os cientistas
não estão constantemente a tentar refutar as suas teorias; pelo contrário, trabalham para
resolver "quebra-cabeças" dentro do paradigma existente, muitas vezes ignorando ou
racionalizando anomalias. A perspetiva de Kuhn sugere que a ciência é muito mais um
empreendimento humano, sujeito a influências sociais, culturais e psicológicas, do que a visão
racionalista e idealizada de Popper. Os cientistas, segundo Kuhn, são pessoas reais com
crenças, preconceitos e interesses que podem influenciar a forma como conduzem as suas
pesquisas e interpretam os dados. Esta visão mais sociológica e histórica da ciência desafia a
ideia de que a ciência é uma atividade puramente racional e objetiva. Outra crítica importante
à perspetiva de Popper é que o seu foco na falsificação pode minar a confiança nas teorias
científicas. Se a ciência é essencialmente uma busca por erros e as teorias são sempre
provisórias e sujeitas a falsificação, isso pode levar a um ceticismo excessivo sobre o
conhecimento científico. Popper caracteriza a ciência como um empreendimento que nunca
chega à verdade definitiva, mas apenas a teorias que ainda não foram falsificadas. Esta visão
pode ser interpretada como sugerindo que nunca podemos ter confiança plena em qualquer
teoria científica, o que contrasta com a prática científica onde muitas teorias são aceites e
utilizadas como verdadeiras por longos períodos, proporcionando uma base fiável para o
avanço tecnológico e científico. Além disso, o enfoque de Popper na falsificação como o
principal método científico pode não captar a complexidade de como as teorias são realmente
avaliadas. Nem todas as teorias científicas são facilmente falsificáveis e muitas vezes a ciência
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progride não por falsificação, mas por acumulação de evidências que suportam ou refinam
uma teoria. Este processo inclui a verificação empírica, a validação experimental, a replicação
de resultados e a integração de diferentes linhas de evidência. A visão de Popper pode ser
vista como simplificadora e inadequada para capturar a riqueza e a diversidade dos métodos
científicos reais.
MOTIVOS POR QUE NÃO GOSTAMOS DE POPPER
Há varias razoes para não gostamos de Karl Popper uma delas e pelo motivo de ele ser pouco
realista, não observa as coisas como elas são, por exemplo: A teoria de Karl Popper veio após
1° guerra mundial, por este motivo, a teoria de Popper é tão inalcançável e tão teórica que não
consegue ser colocada em prática. Popper cunhou o termo "Racionalismo Crítico" para
descrever a sua filosofia. Esta designação é significante e é um indício da sua rejeição do
empirismo clássico e do observacionalismo-indutivista da ciência, que disso resulta. Para
Popper a verdade é inalcançável, todavia devemos nos aproximar dela por tentativas. O estado
atual da ciência é sempre provisório. Ao encontrarmos uma teoria ainda não refutada pelos
factos e pelas observações. A perspectiva de Popper exige um nível de criticismo constante e
rigoroso que, na prática, é difícil de sustentar e pode não ser eficaz para o progresso científico.
Popper subestimou o valor das previsões bem-sucedidas. As previsões que se confirmam são
fundamentais para a aceitação e consolidação das teorias científicas. Quando uma teoria faz
previsões que se revelam corretas, isso não só aumenta a confiança na teoria, mas também a
torna útil para a aplicação prática e para o desenvolvimento de novas tecnologias e soluções.
No entanto, Popper colocou um foco desproporcionado na falsificação, desvalorizando a
importância das previsões bem-sucedidas que confirmam uma teoria. Além disso, Popper não
abordou adequadamente o conhecimento útil gerado pela ciência. A ciência não se limita a
formular hipóteses e testá-las, mas também gera conhecimento prático que pode ser aplicado
para resolver problemas reais. Este conhecimento útil é muitas vezes resultado da acumulação
de evidências e da verificação empírica, processos que Popper tende a subestimar. A ênfase
excessiva na falsificação pode levar à negligência do conhecimento prático e aplicável que a
ciência proporciona. Popper argumentou que o método indutivo era conjetural, pois não
garantia conclusões absolutas. Segundo Popper, a indução não pode fornecer uma justificação
lógica para as teorias científicas, porque o futuro não pode ser garantido pelo passado. No
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entanto, esta visão ignora a força e a utilidade da indução na prática científica. A indução
permite que os cientistas construam teorias a partir da observação e da experiência,
fornecendo uma base para previsões e aplicações. Embora a indução possa não garantir
conclusões absolutas, é um método essencial e eficaz para o progresso científico. O rigor
extremo do sistema de Popper, com a sua insistência na falsificação como o único critério de
demarcação científica, pode levar a um ceticismo excessivo e a uma visão desmoralizadora da
ciência. Em vez de reconhecer o valor das teorias que, apesar de provisórias, têm sucesso em
prever e explicar fenómenos, Popper concentra-se na possibilidade sempre presente de
falsificação. Esta abordagem pode ser desmotivadora e pouco prática, ignorando a forma
como a ciência realmente avança: através de uma combinação de verificação empírica,
acumulação de evidências e refinamento de teorias.