Introduçao
Presente trabalho de carater avaliativo da disciplina de Português da, turma
a
B1/1 12 classe, cujo tema prinsipal é acordo ortografico, é onde vamos falar
sobre a historia do processo desse acordo, vamos falar tanbem alguns topicos
que tem haver com esse acordo, de seguida falaremos, sobre classificaçao dos
substantivo, e flexão quanto ao numero, genero e por ultimo em grau.
O trabalho esta estruturado da seguente forma :
❑ Capa ;
❑ Contracapa,
❑ Indice;
❑ Introduçao;
❑ Desenvolvimento;
❑ Conclusão e Bibliografia.
1
Variação da língua portuguesa no espaço: Moçambique e Brasil
A Língua Portuguesa apresenta algumas diferenças quanto à utilização que
dela se faz em alguns países do mundo. Entre o português falado em
Moçambique (PM) e o português falado no Brasil (PB) existem agumas
diferenças.
No PB há tendência para omissão de artigos e no PM os artigos antecedem os
nomes.
Exempos:
1. Durante a filmagem, Carla sorria alegremente. (PB)
[Link] a filmagem, a Cara sorria alegremente. (PM)
[Link] nossa escola. (PB)
[Link] a nossa escola. (PM)
Podemos definir cada uma destas variações do seguinte modo:
Variações diatópicassão as que se referem a faares locais, regionais e
intercontinentais (como é o caso do português do Brasil edo português de
Moçambique).
Variações diastráticas—são as que se referem às diferenças verificadas na
linguagem das várias camadas socioculturais.
Variações difásicas—são as que dizem respeito aos diferentes tipos de
modalidade expressiva (língua falada, escrita, literária).
Variedade Moçambicana
Uma língua viva, apesar da unidade que a torna comum a uma nação,
apresenta variedades quanto à pronúncia, à gramática e ao vocabulário.
Chama-se variação linguística a essa propriedade de diferenciação de uma
língua em função do espaço geográfico, da sociedade, da situação e do tempo,
dando origem a variantes e a variedades linguísticas.
2
Variedade brasileira
É a língua portuguesa falada no Brasil, com algumas diferenças em relação à
variedade europeia, como a audibilidade das vogais.
O português do Brasil tem algumas variações, mas, como diz Paul Teyssier, "as
divisões dialectais do Brasil são menos geográficas que sócio-culturais".
Geograficamente, é possível observar uma oposição norte/sul, entre os estados
do litoral acima do estado da Baía (inclusive) e os que estão abaixo, com base
na realização aberta das pretónicas ao norte e sua realização fechada ao sul;
uma oposição entre a cadência, verificada no Norte, e a pronúncia "cantada",
no Sul.
Moçambique Brazil
Luzecu Vaga- lume
Chuinga Chiclé
Garina Guria ou mina
Museque ou Musseque Favela
Geleira Geladeira
Bichar Fila
Mata- bicho Café da manha
Chima Mandioca
Tabacaria Quitanda
Pulover Suéter
As diferenças gramaticais entre o português do Brasil e de Moçambique
também podem ser observadas em alguns aspectos da língua. Aqui estão
algumas diferenças gramaticais que podem ser encontradas:
1. Concordância verbal:
- No português do Brasil, é comum o uso da terceira pessoa do plural do
pretérito perfeito do indicativo com o pronome "eles" (ex: "eles chegaram").
Em Moçambique, é mais frequente o uso da terceira pessoa do singular (ex:
"ele chegou").
2. Uso de pronomes pessoais:
- Em Moçambique, pode haver variações no uso de pronomes pessoais em
comparação com o português do Brasil, tanto na forma como são utilizados
3
quanto na frequência de uso de pronomes oblíquos átonos (me, te, se, nos, vos,
lhe, lhes).
3. Regência verbal e nominal:
- Alguns verbos e preposições podem ser utilizados de forma diferente em
ambos os países. Por exemplo, a regência de alguns verbos e preposições pode
variar sutilmente.
Essas diferenças gramaticais refletem as influências históricas e culturais que
moldaram o desenvolvimento do português em cada país, demonstrando a
riqueza e diversidade da língua portuguesa.
Ortografia
A ortografia é a parte da Gramática que se preocupa com o uso correto de
letras e sinais gráficos na escrita de um idioma. No português, a forma de
escrever certas palavras, muitas vezes, está associada a questões etimológicas
ou históricas. Em outros casos, há regras, como, por exemplo, para o uso de
“s”, “z” e “x”.
Acordo ortografico
O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 (abreviado AO90),
também denominado Ortografia Unificada da Língua Portuguesa, é um
tratado internacional firmado em 1990 com o objetivo de criar uma ortografia
unificada para o português, a ser usada por todos os países de língua oficial
portuguesa (lusófonos); assinado por representantes oficiais de Angola, Brasil,
Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe na
cidade de Lisboa, em 16 de dezembro de 1990.[1] Após a recuperação da
independência, Timor-Leste aderiu ao Acordo em 2004. O processo negocial
que resultou no Acordo contou com a presença de uma delegação de
observadores da Galiza.
O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 pretende instituir uma
ortografia oficial unificada para a língua portuguesa, com o objetivo explícito
de pôr fim à existência de duas normas ortográficas oficiais divergentes, uma
no Brasil e outra nos restantes países de língua oficial portuguesa,
contribuindo assim, nos termos do preâmbulo do Acordo, para aumentar o
prestígio internacional do português. Na prática, o acordo estabelece uma
4
unidade ortográfica de 98% das palavras, contra cerca de 96% na situação
anterior. Contudo, um dos efeitos do Acordo foi o de dividir ainda mais estes
países, criando agora três normas ortográficas: a do Brasil, de Portugal e dos
restantes países africanos que não implantaram o Acordo apesar de o terem
assinado. É dado como exemplo motivador pelos proponentes do Acordo[4] o
castelhano, que apresenta diferenças, quer na pronúncia quer no vocabulário
entre a Espanha e a América hispânica, mas está sujeito a uma só forma de
escrita, regulada pela Associação de Academias da Língua Espanhola. Por
outro lado, os oponentes têm apontado o facto de a ortografia da língua inglesa
(e de tantas outras) apresentar variantes nos diversos países anglófonos, sem
que a ortografia inglesa tenha sido objecto de regulação estatal legislada.
A adoção da nova ortografia, de acordo com o Anexo II do Acordo (a Nota
Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990,[6] que se
baseia numa lista de 110 mil lemas da Academia das Ciências de Lisboa),[7]
acarreta alterações na grafia de cerca de 1,6% do total de palavras (lemas) na
norma em vigor em Portugal, nos Países Africanos de Língua Oficial
Portuguesa (PALOP), no Timor-Leste e na Região Administrativa Especial de
Macau e de aproximadamente 0,8% do total de palavras (lemas) na
brasileira.[8] Mas, de acordo com o vocabulário[9] elaborado em 2008 pelo
Instituto de Linguística Teórica e Computacional (Lisboa) a partir da base de
dados linguísticos MorDebe[10] com 135 mil lemas, a percentagem de lemas
afetados — ou seja, palavras simples não flexionadas que constituem entradas
num dicionário ou vocabulário — ascende a quase 4% na norma europeia.[11]
Este número inclui tanto as palavras que apresentam modificações efetivas na
grafia, como as que passam a ser variantes legalmente válidas em toda a
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
O teor substantivo e o valor jurídico do tratado não suscitaram consenso entre
linguistas, filólogos, académicos, jornalistas, escritores, tradutores e
personalidades dos setores artístico, universitário, político e empresarial das
sociedades dos vários países de língua portuguesa. Na verdade, a sua aplicação
tem motivado discordância por motivos técnicos, havendo quem aponte
lacunas, erros e ambiguidades no texto do Acordo ou simplesmente conteste a
adequação ou a necessidade de determinadas opções ortográficas, como a
introdução de facultatividades (i.e., possibilidade de a mesma palavra ter mais
do que uma grafia permitida) em vários domínios da ortografia (acentuação,
maiusculação e consoantes mudas), a supressão das chamadas "consoantes
5
mudas" (i.e., as que não se pronunciam), as novas regras de hifenização, a
supressão do acento diferencial em diversas palavras e a supressão do trema.
Também tem havido contestação ao Acordo com fundamentos políticos,
económicos e jurídicos, havendo mesmo quem tenha afirmado, em Portugal, a
inconstitucionalidade do tratado. Outros ainda afirmaram que o Acordo
Ortográfico serve, acima de tudo, a interesses geopolíticos e económicos do
Brasil.[14][15] O certo é que o Art.º 9.º (Tarefas Fundamentais do Estado) da
Constituição da República Portuguesa refere expressamente o uso e difusão
internacional da língua portuguesa, mas não se conhece nenhum parecer
autorizado sobre a inconstitucionalidade do teor das bases ortográficas do
Acordo de 1990.[carece de fontes]
O Acordo Ortográfico de 1990 chegou à década de 2020 sem adoção completa
pelos países de língua oficial portuguesa e sem atingir seus objetivos de
unificação da ortografia e compilação de um vocabulário comum à Lusofonia.
Atualmente, entre os membros da CPLP, apenas Portugal, Brasil e Cabo Verde
implantaram o acordo em todas as suas etapas de assinatura, ratificação e
transição ortográfica, enquanto o mesmo processo apresenta pendências em
demais países de língua oficial portuguesa, inclusive havendo um país, Angola,
que nem sequer o ratificou.[16] A ortografia anterior à reforma persiste em
vários países, inclusive nas redações de jornais angolanos e moçambicanos.
Até ao início do século XX, tanto em Portugal como no Brasil, seguia-se uma
ortografia que, por regra, se baseava nos étimos latino ou grego para escrever
cada palavra[19] (exemplos: architectura, caravella, diccionario, diphthongo,
estylo, grammatica, lyrio, parochia, kilometro, orthographia, pharmacia,
phleugma, prompto, psychologia, psalmo, rheumatismo, sanccionar, theatro,
etc.).
Em 1911, no seguimento da implantação da república em Portugal, foi levada a
cabo uma profunda reforma ortográfica — a Reforma Ortográfica de 1911 —
que modificou completamente o aspeto da língua escrita, aproximando-o
muito do atual. No entanto, essa reforma foi feita sem qualquer acordo com o
Brasil,[20] pelo que os dois países passaram a ter ortografias diferentes:
Portugal com uma ortografia reformada, o Brasil com a ortografia tradicional
(dita pseudoetimológica).
6
Ao longo dos anos seguintes, a Academia das Ciências de Lisboa e a Academia
Brasileira de Letras foram protagonizando sucessivas tentativas de
estabelecimento de uma grafia comum a ambos os países. Embora tenha sido
feito um primeiro acordo em 1931, como os vocabulários que se publicaram
em 1940 (em Portugal) e 1943 (no Brasil) continuavam a conter algumas
divergências, realizou-se um novo encontro que deu origem ao Acordo
Ortográfico de 1945. Este acordo tornou-se lei em Portugal pelo Decreto n.
35.228/45.[22] No Brasil, o Acordo de 1945 foi aprovado pelo Decreto-Lei n.
8.286/45, mas não foi ratificado pelo Congresso Nacional, sendo por fim
revogado pela Lei n. 2.623/55,[24] continuando os brasileiros a regular-se pela
ortografia do Formulário Ortográfico de 1943.
Novo entendimento entre Portugal e o Brasil — efetivo em 1971 no Brasil e em
1973 em Portugal — aproximou a escrita dos dois países, suprimindo-se os
acentos gráficos responsáveis por 70% das divergências entre as duas
ortografias oficiais[26] e aqueles que marcavam a sílaba subtónica nos
vocábulos derivados com o sufixo -mente ou iniciados por -z- (ex.: sòmente,
sòzinho, pèzão). Novas tentativas de acordo saíram goradas em 1975 — em
parte devido ao período de convulsão política que se vivia em Portugal — e em
1986 — devido à reação que se levantou em ambos os países, principalmente a
propósito da supressão da acentuação gráfica nas palavras esdrúxulas (ou
proparoxítonas).
No entanto, como, segundo os proponentes da unificação, a persistência de
duas ortografias oficiais da língua portuguesa — a luso-africana e a brasileira
— impedia a unidade intercontinental do português e diminuía o seu prestígio
no mundo, foi elaborado um "Anteprojeto de Bases da Ortografia Unificada da
Língua Portuguesa"[28] em 1988, atendendo às críticas feitas à proposta de
1986, que conduziu à assinatura do novo Acordo Ortográfico em 1990.
Em 1986, após negociações no Encontro de Unificação Ortográfica da Língua
Portuguesa ocorrido na cidade do Rio de Janeiro, os países lusófonos presentes
em igualdade decidiram, em 12 de maio daquele ano, aprovar as “Bases
Analíticas da Ortografia Simplificada da Língua Portuguesa de 1945,
renegociadas em 1975 e consolidadas em 1986”.[30]
7
Os estudiosos contrários ao Acordo[quem?] apontam para o facto de que
nenhum Acordo pode dar prestígio a nenhuma língua, ficando isso à
responsabilidade dos falantes. Também sustentam que não se pode aproximar
variantes de culturas separadas, dado que cada variante deve ser
representativa da sua cultura e não de uma outra. Linguistas, historiadores e
críticos comparam o Acordo com uma tentativa de neocolonialismo por parte
do Brasil. Defendem que, para as variantes se juntarem, há que se juntar as
pessoas — verdadeiras criadoras da língua —, e enquanto estas estiverem
separadas culturalmente cada Acordo é um abuso por parte dos
políticos.[carece de fontes]
Historial do processo
Para a elaboração do Acordo Ortográfico, reuniram-se na Academia das
Ciências de Lisboa, no período de 6 a 12 de outubro de 1990, as seguintes
delegações:
Angola: Filipe Zau; Brasil: Antônio Houaiss e Nélida Piñon;
Cabo Verde: Gabriel Moacyr Rodrigues e Manuel Veiga;
Galiza (observadores): António Gil Hernández e José Luís Fontenla;
Guiné-Bissau: António Soares Lopes Júnior e João Wilson Barbosa;
Moçambique: João Pontífice e Maria Eugénia Cruz;
Portugal: Américo da Costa Ramalho, Aníbal Pinto de Castro, Fernando
Cristóvão,[33] Fernando Roldão Dias Agudo;[34] João Malaca Casteleiro, José
Tiago de Oliveira,[35] Luís Filipe Lindley Cintra, Manuel Jacinto Nunes, Maria
Helena da Rocha Pereira e Vasconcelos Marques;
São Tomé e Príncipe: Albertino dos Santos Bragança[36] e João Hermínio
Pontífice.
Para além destes, no Anteprojeto de Bases da Ortografia Unificada da Língua
Portuguesa,[37] de 1988, e no Encontro de Unificação Ortográfica da Língua
Portuguesa, realizado na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro,
entre 6 e 12 de maio de 1986,[2] intervieram ainda: Maria Luísa Dolbeth e
Costa (Angola); Abgar Renault, Adriano da Gama Kury, Austregésilo de Ataíde,
Celso Ferreira da Cunha, Eduardo Mattos Portella, Francisco de Assis Balthar
8
Peixoto de Vasconcellos e José Olympio Rache de Almeida (Brasil); Corsino
Fortes (Cabo Verde); Paulo Pereira (Guiné-Bissau); Luís Filipe Pereira
(Moçambique); Maria de Lourdes Belchior Pontes e Mário Quarin Graça
(Portugal).[carece de fontes
Acordo e protocolos modificativos
No artigo 3.º, o "Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990)" previa a sua
entrada em vigor a 1 de janeiro de 1994, mediante a ratificação de todos os
membros. No entanto, como apenas Portugal (em 23 de agosto de 1991[38]),
Brasil (em 18 de abril de 1995[39]) e Cabo Verde[40] ratificaram o documento,
sua entrada em vigor ficou pendente.
Assim, em 17 de julho de 1998, na cidade da Praia, foi assinado um "Protocolo
Modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa" que retirou do
texto original a data para a sua entrada em vigor, embora continuasse a ser
necessária a ratificação de todos os signatários para que o Acordo de 1990
passasse a vigorar.
Reunião dos chefes de Estado e de governo da Comunidade dos Países de
Língua Portuguesa
Em julho de 2004, os chefes de Estado e de governo da CPLP, reunidos em São
Tomé e Príncipe, aprovaram um "Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo
Ortográfico"[42] que, para além de permitir a adesão de Timor-Leste, previa
que, em lugar da ratificação por todos os países, fosse suficiente que três
membros da CPLP ratificassem o Acordo Ortográfico para que este entrasse
em vigor nesses países.
Vasco Graça Moura, escritor e ex-eurodeputado, um dos mais conhecidos
opositores do Acordo, defende que o Segundo Protocolo Modificativo, como
qualquer outra convenção internacional, só obriga à sua aplicação em cada
país se for ratificado por todos os países signatários, o que ainda não
aconteceu. Ou seja, só depois de todos os países ratificarem este Protocolo é
que estes ficam obrigados a implementar o Acordo internamente. No entanto,
este argumento da ilegalidade da ratificação do Protocolo Modificativo de 2004
é contestado pelo jurista e ex-eurodeputado Vital Moreira.
9
O Brasil ratificou o "Segundo Protocolo Modificativo" em outubro de 2004 e,
em abril de 2005, Cabo Verde também. A 17 de novembro de 2006, de uma
assentada, São Tomé e Príncipe ratificou o Acordo e os dois protocolos
modificativos,[44] cumprindo-se o estabelecido por este Protocolo. Apesar de,
na prática, as novas normas já poderem ter entrado em vigor nos três países
que ratificaram o Acordo e os protocolos modificativos, considerou-se inviável
avançar sem que Portugal também desse por concluído todo o processo. Após
alguns adiamentos, a Assembleia da República portuguesa acabou por ratificar
o "Segundo Protocolo Modificativo" em 16 de maio de 2008,[45] sendo o texto
promulgado pelo presidente da república Cavaco Silva a 21 de julho de 2008.
Reunidos em Lisboa no dia 25 de julho de 2008, na Declaração sobre a Língua
Portuguesa os chefes de Estado e de governo da CPLP manifestaram "o seu
regozijo pela futura entrada em vigor do Acordo Ortográfico, reiterando o
compromisso de todos os Estados membros no estabelecimento de
mecanismos de cooperação, com vista a partilhar metodologias para a sua
aplicação prática".[47] Na declaração final da reunião dos ministros da Cultura
e Educação havida em Lisboa, em 15 de novembro de 2008, apelou-se "aos
Estados Membros que ainda o não fizeram para que ratifiquem os protocolos
modificativos e implementem o Acordo Ortográfico e aos que já ratificaram os
protocolos modificativos para que estabeleçam no mais curto espaço de tempo
uma data comum para implementar a sua utilização nos documentos e
publicações oficiais".[48] Paralelamente, o ministro português José António
Pinto Ribeiro afirmou que "assim que tivermos o Acordo ratificado por todos
os membros da CPLP, temos o instrumento necessário para avançar na ONU e
fazer com que o Português seja uma das línguas de trabalho".
3 de setembro de 2009, o ministro timorense da Educação, João Câncio Freitas,
informou que a ratificação do Acordo Ortográfico já se tinha efetuada,
"conforme Resolução do Parlamento Nacional da República Democrática de
Timor-Leste".[50] A 24 de novembro do mesmo ano foi a vez de os deputados
da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau também ratificarem, por
unanimidade, o Acordo Ortográfico. Finalmente, a 7 de junho de 2012, o
Conselho de Ministros de Moçambique ratificou também o Acordo Ortográfico.
10
Fica a faltar apenas Angola[53] que, através do Ministério da Educação,
começou também a preparar a ratificação do documento, afirmando que
entrará em vigor logo que seja ratificado.
Vocabulário comum
No Artigo 2.º do Acordo Ortográfico de 1990 lê-se:
Os Estados signatários tomarão, através das instituições e órgãos competentes,
as providências necessárias com vista à elaboração, até 1 de Janeiro de 1993,
de um vocabulário ortográfico comum da língua portuguesa, tão completo
quanto desejável e tão normalizador quanto possível, no que se refere às
terminologias científicas e técnicas.
Como tal, segundo algumas opiniões, a publicação de um vocabulário
ortográfico comum a todos os países lusófonos deveria preceder a entrada em
vigor das normas do Acordo Ortográfico.[56] Na verdade, para que haja uma
ortografia oficial comum é necessária a existência de um vocabulário comum
que inclua as grafias consideradas corretas para todos os povos da lusofonia.
É, por exemplo, necessário que esse vocabulário tenha duplas entradas nos
casos de dupla grafia (ex.: académico e acadêmico, facto e fato, receção e
recepção, etc.), bem como delibere sobre o aportuguesamento de palavras
estrangeiras, a adoção de neologismos e as terminologias científicas e
técnicas.[57] Os estudiosos que estão contra o Acordo[quem?] lembram que a
quantidade de duplas grafias criadas é um sinal de que a unificação pela
oralidade é um absurdo, dado que as pronúncias divergem mesmo dentro de
cada país e a língua Portuguesa abrange vários continentes. Unificação pela
etimologia é o único critério que pode, de facto, aproximar todas as palavras
que divergiram.[carece de fontes]
Num parecer enviado pela Academia das Ciências de Lisboa ao Instituto
Camões em 2005, assinado por João Malaca Casteleiro, aquela instituição
manifestou a necessidade da elaboração de um vocabulário comum,
corroborando o estipulado no Acordo:
No Acordo Ortográfico de 1990 está prevista a publicação de um Vocabulário
Ortográfico Unificado da Língua Portuguesa, elaborado pela Academia das
Ciências de Lisboa e pela Academia Brasileira de Letras, com a colaboração
das competentes instituições dos países-parceiros do Acordo, o qual constituirá
11
um instrumento de consulta e de resolução de dúvidas, que a aplicação de
qualquer Acordo sempre levanta.
Nesse parecer, Malaca Casteleiro declarou ainda que a Academia portuguesa
estava preparada e disponível para efetuar num prazo de seis meses (ou seja,
até meados de 2006) uma primeira versão do vocabulário com cerca de 400
mil entradas, a submeter à Academia brasileira.
No entanto, em 18 de março de 2009, o presidente da Academia Brasileira de
Letras, Cícero Sandroni, apresentou publicamente a nova edição revista e
atualizada do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, com a grafia de
381.128 palavras, já com as devidas alterações preconizadas pelas novas
regras ortográficas e dirimindo várias dúvidas e omissões presentes no texto
do Acordo.[60] O filólogo Evanildo Bechara, responsável pela elaboração deste
VOLP, disse que não tinham sido consultados especialistas portugueses porque
"em nenhum momento o Acordo fala em vocabulário comum. O VOLP,
portanto, é brasileiro, e os outros países de língua portuguesa poderão criar os
seus."[60][61] Este VOLP não contou com a colaboração de instituições
portuguesas, alegadamente porque a entrada em vigor do Acordo em Portugal
tinha um prazo mais dilatado do que no Brasil.[62] No entanto, podemos assim
concluir que vários são os aspectos que divergem as variantes — não só
sintáticas mas léxicais — e que retirar tremas e consoantes mudas pouco
muda nessa diferença.[carece de fontes]
Em abril de 2009, o ministro da Cultura português, José António Pinto Ribeiro,
levantou a possibilidade de a edição portuguesa do VOLP vir a ser feita por
outra entidade, por alegada incapacidade da Academia das Ciências de Lisboa
para fazê-lo.[63] No entanto, a Academia das Ciências de Lisboa, em
comunicado à imprensa de junho do mesmo ano,[64] anunciava já estar a
elaborar uma nova edição do Vocabulário da Língua Portuguesa, a publicar
até ao final de 2009. Esta nova edição do Vocabulário da Academia teria a
supervisão científica dos professores catedráticos Maria Helena da Rocha
Pereira e Aníbal Pinto de Castro, entretanto falecido, tendo a responsabilidade
editorial sido entregue à Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Antecipando-se à
ACL, em outubro do mesmo ano, a Porto Editora lançou um Vocabulário
Ortográfico da Língua Portuguesa, sob a orientação científica de João Malaca
Casteleiro.[65] A obra contém mais de 180 mil vocábulos da variante europeia
e, ainda, mais de cinco mil vocábulos próprios do português do Brasil, assim
12
como africanismos, asiaticismos e galeguismos, além de nomes próprios e
topónimos.[66] Em janeiro de 2010 foi publicado,[67] no Portal da Língua
Portuguesa, de acesso gratuito, o Vocabulário Ortográfico do Português, com
cerca de 150 mil entradas com informação flexional e derivacional, formação
de plurais e conjugação de verbos. A obra foi apoiada e financiada pelo Fundo
da Língua Portuguesa, sob a alçada de seis ministérios portugueses, e
desenvolvida no Instituto de Linguística Teórica e Computacional, de Lisboa,
contando com um número alargado de consultores de diversas instituições
científicas portuguesas. A 9 de dezembro de 2010, na Resolução[68] que
determina a aplicação do Acordo Ortográfico no sistema educativo português
no ano letivo de 2011-2012 e, a partir de 1 de janeiro de 2012, em todos os
serviços, organismos e entidades do Estado,[69] estipula-se que este mesmo
Vocabulário Ortográfico do Português, desenvolvido pelo Instituto de
Linguística Teórica e Computacional, é adotado como oficial em Portugal.
Para além das academias brasileira e portuguesa, a Academia Galega da
Língua Portuguesa apresentou em 2009 um Léxico da Galiza, com mais de 800
entradas, a ser integrado no Vocabulário Comum. Também Angola anunciou
que estava a fazer um levantamento do vocabulário angolano, com vista a vir
a incluí-lo no comum.
Com o Acordo Ortográfico já legalmente em vigor em vários países, em junho
de 2010 os ministros da Cultura da CPLP anunciaram a criação de um grupo de
trabalho com a incumbência de, finalmente, elaborar um Vocabulário
Ortográfico Comum da Língua Portuguesa abrangendo todos os países
lusófonos que deveria ficar concluído em julho de 2014.
Entretanto, apesar das ambiguidades do texto do Acordo Ortográfico e das
dúvidas que levanta em diversos pontos, tanto em Portugal como no Brasil[75]
tem-se dado à estampa sucessivos dicionários de língua portuguesa
observando as normas do Acordo Ortográfico.
Classificação dos substantivos
Os substantivos possuem a seguinte classificação: comum ou próprio, concreto
ou abstrato, primitivo ou derivado, simples ou composto e, por fim, coletivo.
Substantivo comum X substantivo próprio
13
Substantivo comum: é o nome genérico que se dá a um mesmo grupo de
seres ou de objetos. Costuma vir em letra minúscula.
Exemplos: sofá, café, amor, partida, livro, mar, lua.
Substantivo próprio: é o nome que se dá especificamente a um (ou alguns)
indivíduo(s) ou objeto(s) de um grupo de seres ou de objetos, identificando-os
em relação ao todo do grupo e tornando-os inconfundíveis. Costuma vir em
letra maiúscula.
Substantivo concreto X substantivo abstrato
Substantivo concreto: é o nome que se dá ao substantivo cuja existência é
independente de outro ser. Nesse caso, o pensamento apresenta sua existência
como própria e independente de outra. Por isso, o substantivo concreto pode
ser real ou imaginário, material ou imaterial.
Exemplos: professor, caneta, gato, fogo, enchente, dragão, unicórnio, anjo,
Deus etc.
Substantivo abstrato: é o nome que se dá ao substantivo cuja existência
depende de um ser concreto para existir. Sem o ser concreto, o substantivo
abstrato não é capaz de ser produzido.
Exemplos: ensino, sede, calor, ternura, misericórdia, imaginação, chegada etc.
Substantivo primitivo X substantivo derivado
Substantivo primitivo: é aquele cujo nome não se origina de outro nome. Esse
tipo de substantivo costuma dar origem a outras palavras.
Substantivo derivado: é aquele cujo nome origina-se com base em outro nome.
Substantivo simples X substantivo composto
Substantivo simples: possui apenas um radical, isto é, apenas um elemento
formador da palavra.
Exemplos: xícara, vaso, polvo, pessoa, tédio, santa etc.
Substantivo composto: possui mais de um radical, comumente formado pela
junção de duas ou mais palavras para formar-se uma só.
14
Exemplos: paraquedas, segunda-feira, girassol, guarda-roupa, antissocial,
louva-a-deus etc.
Substantivo coletivo
Nome que se dá a uma coleção ou a um conjunto de seres ou de objetos de
uma mesma classificação ou ideia. O coletivo, por representar a ideia de
múltiplos indivíduos ou objetos, vem sempre no singular.
Flexão de gênero dos substantivos
A flexão de gênero diz respeito à capacidade de a palavra assumir uma face
feminina, marcada, entre outras formas, pela utilização tanto do artigo
(palavra que precede o substantivo a fim de especificá-lo) definido “a” quanto
do artigo indefinido “uma”; ou apresentar um aspecto masculino, o qual
poderá ser assinalado da mesma maneira, por meio do uso de “o” e “um”.
Diante disso, um mesmo substantivo pode transitar entre o gênero masculino
e o feminino, característica que o leva a ser classificado como biforme.
Exemplos
Homem/mulher Cavalo/égua
Trabalhador/trabalhadora
Todavia, essa não é a única configuração dos substantivos, pois há aqueles que
possuem apenas um modo de ser escrito ou falado e, em virtude disso, adotam
apenas um gênero, apesar de poderem abarcar seres masculinos e femininos.
Essas palavras são tidas como uniformes.
Exemplos
Pessoa, Vítima ,Cas
Alteração semântica em virtude da mudança de gênero
Há alguns substantivos que podem assumir um sentido ou outro, conforme o
gênero empregado.
Exemplos
O rádio (aparelho de difusão sonora), a rádio (emissora, canal)
15
O guia (pessoa ou entidade responsável por dar a direção a alguém), a guia
(documento)
O capital (relacionado à economia), a capital (sede administrativa de algum
lugar)
O cabeça (mentor), a cabeça (parte do corpo)
Flexão de número dos substantivos
A flexão de número é responsável por marcar a quantidade de seres, emoções,
fenômenos expressos pelos nomes, isto é, se se trata de apenas um elemento
(singular) ou de dois ou mais elementos (plural). Importante esclarecer que as
palavras singulares são as originais, portanto, são as plurais que carregam
algum elemento diferenciador, como a inserção das desinências “s” ou “es”.
Observação 1: Destaca-se que alguns termos diminutivos têm um mecanismo
próprio de construção de seus plurais, já que, inicialmente, deve-se
transformar a palavra original em seu plural para, depois, retirar a letra “s” e
acrescentar os sufixos (partes que se localizam no final dos vocábulos e
carregam uma informação) “zinhos” ou “zitos”.
Exemplos
Cordão – cordões – cordõezinhos, Carnaval – carnavais – carnavaizinhos
Observação 2: Quando os substantivos compostos possuem, em suas
estruturas, apenas adjetivos, numerais ou substantivos combinados entre si,
todos os termos pertencentes a essas classes gramaticais devem ser
flexionados. Exemplos
Sextas-feiras (numeral + substantivo) Obras-primas (substantivo + adjetivo)
Tubarões-martelos (substantivo + substantivo)
Entretanto, se houver dois substantivos e entre eles existir uma preposição,
apenas o primeiro termo deve ser flexionado.
Exemplos : Pés-de-moleque, Orelhas-de-burro
Além dessa exceção, caso o segundo elemento apresente a finalidade do
primeiro, apenas este carrega a marca do plural.
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Exemplos: Bananas-prata
Navios-escola
Por fim, se dois elementos iguais ou onomatopaicos (figura de linguagem que
consiste na reprodução similar de algum som ou ruído) constituírem o
substantivo, é recomendável que apenas o segundo pluralize-se.
Exemplos : Pingue-pongues, Pega-pegas
Flexão de grau dos substantivos
Apesar de a maioria dos gramáticos considerar que o grau é um fenômeno de
flexão, ou seja, apenas uma variação da palavra resultante da inserção de um
sufixo, Mattoso Câmara, um importante linguista brasileiro, afirma que, na
verdade, a transformação vocabular advinda da marcação do grau constitui
um mecanismo de derivação, isto é, de formação de um novo termo, e cita
como exemplo a palavra “portão”, cuja significação distancia-se da de seu
termo base “porta”.
Divergências à parte, os substantivos podem expressar um sentido
aumentativo ou diminutivo em relação à palavra original. Tal capacidade pode
ser interpretada, analogamente, como um forno no qual as chamas ficam mais
fortes ou mais fracas, conforme se mexe no botão do fogão, sendo que esse
botão é o grau.
Para entender-se como funciona o estabelecimento dos graus aumentativo e
diminutivo, é importante ter-se em mente que essa ação dá-se por meio de dois
processos, conforme se observa a seguir:
→ Analítico: o substantivo é modificado por adjetivos (palavras que expressam
estados, características ou qualidades das coisas em geral).
Exemplos
O menino grande está assistindo à TV. O menino pequeno fez birra.
→ Sintético: ao substantivo, acresce-se um sufixo.
Exemplos : O meninão deveria tomar vergonha na cara.
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O menininho é tão fofo.
Percebe-se que a última modalidade, além de transmitir a ideia de algo maior
ou menor que o original, ainda carrega um aspecto valorativo de quem
enuncia, ou seja, no primeiro exemplo, há um certo desdém direcionado ao
menino, e no segundo, evidencia-se uma relação de afetividade entre o falante
e a criança.
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Conclusão
Dado trabalho da disciplina de Português da turma B1/1 12 classe,
introdizimos falando sobre variedades que o Português apresenta no espaço
sendo Moçambique e brazil, vimos que tem muitas variedades entre ambos
paises que podem ser gtamaticais entre outros. O nosso tema prinsipal fala
sobre acordo ortografico vimos as mudanças e sua historia, de seguida
falamos tanbem sobre classificaçao dos substantivo que é o nosso ultimo tema.
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Bibliografia
BERQUó, Diogo. "Substantivo"; Brasil Escola. Disponível em:
[Link] Acesso em 15 de
junho de 2024.
[Link]
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