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Avaliação de Impacto Ambiental no Brasil

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Conteúdo programático

Módulo 1 – Impactos Ambientais e Desenvolvimento Sustentável

• Introdução

• Desenvolvimento Sustentável

• Impacto Ambiental

• Avaliação de Impactos Ambientais – Histórico

Módulo 2 – Legislação Ambiental e a AIA

• Legislação Ambiental no Brasil – História

• Avaliação de Impactos Ambientais como instrumento da Política Nacional do Meio Ambiente.

• Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA

• AIA – Instrumentos e Diretrizes

• Participação Social no processo de AIA

• Agentes Sociais Envolvidos no Processo de AIA

Módulo 3 – Licenciamento Ambiental

• Licenciamento Ambiental

• Principais Leis Federais de Referência

• Procedimentos do Licenciamento

• A Emissão de Licenças

Módulo 4 – Processos da Avaliação de Impactos Ambientais

• Etapas do Processo de AIA

• Processo de Triagem

• Estudos Ambientais e Documentos Técnicos

• Estudo de Impacto Ambiental – EIA


• Relatório de Impacto Ambiental – RIMA

Módulo 5 – Elaboração de EIA/RIMA

• Escopo do Estudo e Formulação de Alternativas

• Termo de Referência

• Planejamento e Elaboração de um EIA

• Estudos de Base e Diagnóstico Ambiental

Módulo 6 – Planejamento Ambiental

• Identificação e Previsão de Impactos Ambientais

• Plano de Gestão Ambiental

• Medidas Mitigadoras,

• Medidas Compensatórias

• Plano de Monitoramento

• Qualidade dos Estudos Ambientais

• Estudos de Caso

O que Avaliação de Impacto Ambiental?

A Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) é uma forma de análise que avalia as prováveis
consequências ambientais das atividades propostas. É uma ferramenta importante para que os
tomadores de decisão compreendam o potencial impacto ambiental de planos, programas e
projetos e assegurem que medidas apropriadas de mitigação e gestão sejam implementadas. A
AIA considera os impactos diretos, indiretos e cumulativos da atividade proposta no ar, água,
solo, flora e fauna, pessoas, valores culturais e socioeconômicos e outros elementos do meio
ambiente. A AIA também analisa os potenciais impactos sociais e económicos, bem como
formas de minimizar os impactos negativos e promover os benéficos. O processo de EIA ajuda
a garantir que os planos e projetos sejam elaborados e implementados de forma
ambientalmente correta e sustentável

Como surgiu a avaliação de impacto ambiental no Brasil?

A Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) no Brasil surgiu como resultado da promulgação da Lei
nº 6.938/81, conhecida como Política Nacional do Meio Ambiente. A lei estabeleceu as bases
para a avaliação de impacto ambiental no país, definindo que todas as obras ou
empreendimentos que possam causar significativos danos ao meio ambiente precisam passar
pela AIA antes de sua implantação. Desde então, a avaliação de impacto ambiental tem sido
uma importante ferramenta para avaliar os efeitos de um projeto na qualidade ambiental
local.

Licenciamento Ambiental

O Licenciamento Ambiental é um processo legal no Brasil que exige que as empresas


obtenham uma licença do governo antes de poderem operar no país. Esta licença é emitida
pelo Ministério do Meio Ambiente e visa garantir que as empresas estejam em conformidade
com os regulamentos ambientais do país. A licença é concedida após uma avaliação
abrangente das operações da empresa, incluindo seu impacto ambiental, e é válida por um
período de três anos. As empresas devem renovar sua licença a cada três anos para
permanecer em conformidade. O processo de obtenção da licença é rigoroso e envolve uma
análise detalhada das operações da empresa, seu impacto ambiental e o cumprimento das leis
locais e nacionais. As empresas também devem demonstrar seu compromisso com a
sustentabilidade e fornecer evidências de seus esforços para reduzir o impacto ambiental e
incentivar práticas de produção mais limpas.

Processos da Avaliação de Impactos Ambientais

O Processo de Avaliação de Impactos Ambientais é um processo que visa avaliar e identificar


os possíveis impactos ambientais associados a um projeto ou atividade antes que ela seja
implementada.

O processo de AIA é composto por quatro etapas principais:

Planejamento

Avaliação de Impactos

Monitoramento

Avaliação de Resultados

Estudos Ambientais e Documentos Técnicos

Estudos ambientais são essenciais para o licenciamento de atividades potencialmente


degradadoras do ambiente. No entanto, diversos estudos ambientais foram criados,
paralelamente ao EIA/RIMA (estudo de impacto ambiental exigido nos termos constitucionais),
para complementar e fortalecer o processo de AIA.

A Resolução CONAMA 006/87 instituiu um novo estudo ambiental que deve ser apresentado
pelo empreendedor na solicitação da LI, denominado Plano Básico Ambiental. Enquanto que,
as resoluções CONAMA 009/90 e 010/90 solicitam a apresentação de um Planto de Controle
Ambiental para o processo de concessão de LI. A Resolução CONAMA 010/90 criou o Relatório
de Controle Ambiental em substituição ao EIA/RIMA na solicitação de LP.

Segundo a Resolução CONAMA 237/97 (artigo 1°, § 3), estudos ambientais “são todos e
quaisquer estudos relativos aos aspectos ambientais relacionados à localização, instalação,
operação e ampliação de uma atividade ou empreendimento, apresentado como subsídio para
a análise da licença requerida, tais como: relatório ambiental, plano e projeto de controle
ambiental, relatório ambiental preliminar, diagnóstico ambiental, plano de manejo, plano de
recuperação de área degradada e análise preliminar de risco”.

Dessa forma podemos listar os seguintes estudos ambientais previstos pela legislação:

Projeto Básico Ambiental – PBA: vários programas, recomendados no EIA/RIMA, que devem
ser implantados pelo empreendedor para concessão da LI (setor elétrico).

Plano de Recuperação de Áreas Degradadas – PRAD: uma série de medidas de controle e de


recuperação das áreas alteradas em decorrências das atividades do empreendimento.
Obrigatório para todos os empreendimentos de mineração.

Plano de Controle Ambiental – PCA: reúne informações sobre o empreendimento e medidas


de controle, mitigação e compensação dos potenciais impactos do empreendimento. É exigido
para concessão de LI (mineração e irrigação) e LO (produção de petróleo e gás).

Relatório de Controle Ambiental – RCA: relatório apresentado para obtenção da LI (para


empreendimentos que extração mineral) e/ou LP (perfuração de poços de petróleo), deve
conter informações sobre o empreendimento e as atividades, bem como avaliar os impactos
potenciais. Além disso, o relatório deve apresentar medidas mitigadoras dos efeitos negativos
e um programa de monitoramento das atividades.

Estudo de Viabilidade Ambiental – EVA: aplicado para a concessão de LP (campo petrolífero),


avalia as limitações do projeto quanto às exigências ambientais de suas atividades.

Relatório de Avaliação Ambiental – RAA: identifica os impactos potenciais para projeto que são
classificados como passíveis de gerar impactos significativos, além disso, o relatório deve
prever medidas mitigadoras e um plano de gestão ambiental, com diretrizes e planos de
monitoramento e controle. Este relatório é exigido em especial para a concessão de LI (para a
perfuração de poços de petróleo).

Estudo de Viabilidade de Queima – EVQ: estudo exigido para o licenciamento do


processamento de resíduos em fornos de cimento, e deve avaliar o processo operacional do
projeto, a qualidade dos resíduos e os efeitos ambientais do projeto.

Plano de Encerramento: descreve as atividades de desativação de projetos (postos de


combustível, aterros sanitários, etc.).

Relatório Ambiental Simplificado – RAS: analisa a viabilidade ambiental de projetos para


obtenção de LP (Setor elétrico de pequeno potencial).
Plano de Emergência Individual: exigido para o licenciamento de portos organizados,
instalações portuárias ou terminais, dutos, plataformas, bem como suas respectivas
instalações de apoio. Este documento deve conter informações e procedimentos de
emergência a serem adotados em acidentes com óleo.

Plano de Contingência (1), Plano de Emergência (2), Plano de Desativação (3): 1 e 2 Estudos
apresentados para o licenciamento de unidades de tratamento térmico de resíduos, 3
apresentado para o encerramento dessas atividades. Os Planos de Contingência e Emergência
tratam de procedimentos a serem adotados em caso de acidentes ou situações anormais das
atividades (fogo, explosão, liberação de gás, etc.).

Relatório Ambiental Preliminar – RAP: é realizado para os empreendimentos que causem


algum impacto ambiental. Deve apresentar uma avaliação dos potenciais impactos das
atividades, diagnóstico da área de influência do empreendimento e medidas mitigadoras e
controle ambiental.

Estudo Ambiental Simplificado – EAS: avalia os impactos potenciais e medidas mitigadoras


para o licenciamento de empreendimentos pequenos ou que causem impactos não
significativos.

Estudo de Análise de Riscos – EAR/ Programa de Gerenciamento de Riscos – PGR/ Plano de


Ação de Emergência – PAE: são exigidos para o licenciamento de atividades perigosas. Nestes
estudos são realizadas análises dos potenciais efeitos negativos e riscos que podem advir
dessas atividades.

Para todo estudo ambiental existe um manual que pode ser utilizado com guia para sua
elaboração, chamado de Termo de Referência (que veremos no módulo V), que é
disponibilizado pelos órgãos ambientais competentes.

O tempo despendido para a obtenção de licença ambiental, reflete a quantidade de


procedimentos e documentos necessários para regularizar o projeto de acordo com a
legislação.

Estudo de Impacto Ambiental – EIA

O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) é o instrumento mais importante da disciplina de AIA.


Trata de estudo completo, que consome muito tempo e exige um alto investimento do
empreendedor. Neste estudo são realizadas análises referentes à viabilidade ambiental de
projetos que possam causar impactos significativos. O estudo deve ser elaborado por uma
equipe de profissionais de diferentes áreas técnicas, que contemple todas as áreas de
abrangência dos impactos ambientais potenciais do projeto.

A maioria dos EIA deve avaliar os potenciais impactos sobre os fatores físicos, bióticos e sócio-
econômicos. Dessa forma, a equipe deverá contemplar engenheiros (arquitetos), geólogos,
biólogos, sociólogos, psicólogos, médicos sanitaristas, etc. Todos esses profissionais deverão
estar credenciados no conselho regional de sua área de atuação. A equipe não poderá ter
nenhum vínculo com o empreendedor, que é o responsável pela sua contratação.
Através do EIA, a equipe técnica deve realizar: um diagnóstico ambiental da área de influência
do empreendimento (meio físico, biótico e sócio-econômico); um prognóstico dos impactos
(identificação, valoração e interpretação dos impactos); medidas mitigadoras e
potencializadora (métodos de controle e mitigação dos efeitos negativos e potencialização dos
efeitos positivos da atividade); programa de acompanhamento e monitoramento ambiental
(alternativas para monitorar as atividades e seus impactos ambientais).

Todos esses procedimentos devem ser realizados a partir de metodologias delineadas para
cada situação e área de conhecimento, e abranger uma escala espacial e temporal compatível
para uma avaliação completa dos impactos potenciais.

Relatório de Impacto Ambiental – RIMA

O Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) trata de um documento que apresenta, em


linguagem acessível, todas as conclusões relativas ao EIA. Este documento servirá como base
para a avaliação do empreendimento, para fins de licenciamento, pelos órgãos competentes,
instituições interessadas e população.

O RIMA deve conter informações sobre o projeto (como localização, objetivos, atividades,
recursos utilizados, resíduos produzidos, tecnologias utilizadas); resultados do diagnóstico
ambiental realizado no EIA; descrição dos impactos identificados no EIA; caracterização da
qualidade ambiental da área de influência do empreendimento; prognóstico realizado no EIA e
o plano de gestão ambiental, com medidas mitigadoras, compensatórias e plano de
monitoramento e controle ambiental.

AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL

# CAPITULO

1 Definições e conceitos básicos

2 Conteúdo e metodologia geral da AIA

3 Outros métodos de identificação e avaliação de impactos

4 E.I.A nos diversos países*

5 Casos práticos
Descrições dos Cursos

CAPÍTULOS

Proporciona-se uma série de definições necessárias para relacionar e quantificar, dentro da


legislação vigente, os diferentes impactos que possa ter uma atividade sobre o ambiente;
diferentes classificações desses impactos em função de vários critérios e segundo os índices
que os caracterizam; as metodologias mais habituais que permitirão realizar o estudo das
possíveis alterações ambientais e, finalmente, as referências aos trâmites administrativos a
serem seguidas para a declaração de impacto ambiental.

DEFINIÇÕES E CONCEITOS BÁSICOS

Introdução. Definições. Elementos adjacentes. Elementos do processo. Elementos intrínsecos:


Avaliação de Impacto Ambiental (AIA), Avaliação Estratégica Ambiental (AEA), Estudo de
Impacto Ambiental (EsIA), a Valoração do Impacto Ambiental (VIA), a Declaração de Impacto
Ambiental (DIA), a estimativa de impacto ambiental. Diferentes tipos de avaliações.

CONTEÚDO E METODOLOGIA GERAL DA E.I.A.

Conteúdo do Estudo de Impacto Ambiental. Análise do projeto e de suas alternativas.


Descrição do entorno do projeto. Inventário ambiental. Previsão dos efeitos gerados pelo
projeto ambiental. Identificação das ações que podem causar impactos. Identificação dos
fatores ambientais do entorno suscetíveis de receber impactos. Identificação de impactos:
matrizes causa-efeito (matrizes de impacto), matrizes escalonadas e outros métodos de
identificação de impactos. Avaliação qualitativa e quantitativa de impactos. Medidas corretivas
e preventivas. Plano de acompanhamento e vigilância ambiental. Documento de síntese.

OUTROS MÉTODOS DE IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE IMPACTOS

Classificação das técnicas de avaliação de impactos: classificação de Dickert e de Estevan


Bolea. Sistemas de rede e gráficos: matrizes causa-efeito (matriz de Leopold), listas de
checagem, método CNYRPAB, método das matrizes de Sorensen. Sistemas cartográficos:
superposição de camadas de informação, método de Mc-Harg e de Tricart. Análise de
sistemas. Métodos baseados em indicadores, índices e integração da avaliação: método de
Holmes, método de Hill-Scheckter. Métodos quantitativos: método do Instituto Batelle-
Columbus. Método de Domingo Gómez Orea. Comparações com o método de Vicente Conesa
Fdez.-Vítora. Caso prático: estudo de impacto ambiental de uma ETE.

E.I.A NOS DIVERSOS PAÍSES*

Trâmites administrativos na AIA. Iniciação e consultas. Informações ao titular do projeto.


Realização da AIA. Informação pública. Remissão do expediente. Informação pública da AIA.
Redação da DIA. Remissão da DIA. Resolução de discrepâncias. Notificação das condições da
DIA. Publicação da DIA. Legislação européia sobre AIA.
CASOS PRÁTICOS

AIA na construção e execução de uma represa. AIA na construção e execução de uma Estação
de Tratamento de Águas Residuárias (ETE). AIA na explotação de uma pedreira. AIA em uma
estação incineradora. AIA em um despejo. AIA na implantação de um parque eólico. AIA na
construção e na execução de uma rodovia.

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