A PNASA dispõe sobre a
organização hierárquica
e regionalizada de uma
rede de atenção integral Foi instituído pelo
(diagnóstico, Ministério da Saúde no
reabilitação, promoção e ano de 2004.
proteção) em saúde
auditiva e, também,
sobre a oferta de terapia
fonoaudiológica.
PNASA
POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO À SAÚDE AUDITIVA.
Sistema de refêrencia
O sistema de Referência
representa o maior grau de
Com o objetivo de Sistema de Contrarreferência complexidade, então
aprimorar o atendimento O sistema de Contrarreferência é consiste no
em saúde auditiva no basicamente o oposto, representa o encaminhamento do
sistema único de saúde menor grau de complexidade, quando paciente aos níveis de
(SUS) o paciente tem uma menor serviços mais complexos.
necessidade e é encaminhado a um
serviço menos complexo.
IRDA
TANU
Indicadores de Risco
para a Deficiência
Auditiva (IRDA)
A definição dos IRDA teve seu início na década de Triagem Auditiva
1970, com a preocupação de identificar os neonatos Neonatal Universal
com maior probabilidade de apresentar um problema A TANU é recomendada com o objetivo de oferecer as
auditivo, devido a algum fator presente na história de melhores possibilidades de desenvolvimento para a
saúde da criança criança com deficiência auditiva
As crianças com fatores de risco em suas histórias A TANU é viável, pois por meio de medidas
têm maior probabilidade de alteração e por isso os fisiológicas simples e rápidas de serem aplicadas, ela
IRDA indicam a necessidade de um monitoramento permite a avaliação de um grande número de
audiológicos nos primeiros anos de vida, devido à neonatos.
possibilidade de início da perda auditiva tardia, como Os diferentes níveis de atenção à saúde devem
é o caso da hereditariedade, infecções congênitas, participar da TANU, seja na realização da triagem,
entre outros. durante a internação na maternidade, ou na Atenção
São frequência de Indicadores de Risco para a Básica, que tem papel fundamental no rastreamento
Deficiência Auditiva (IRDA): de crianças que não fizeram a TANU ao nascimento,
História familiar de deficiência auditiva congênita; que falharam na TANU e não aderiram ao processo de
Infecção congênita; Malformação de cabeça e pescoço; diagnóstico ou tratamento, e no monitoramento da
Pesoao nascer ≤1.500g; Hiperbilirrubinemia em nível de audição de crianças com indicadores de risco para a
exsanguinotransfusão; Meningitebacteriana; Asfixia deficiência auditiva (IRDA).
neonatal grave; Medicação ototóxica; Ventilação No Brasil, a TANU tem como objetivo identificar
mecânica; Síndromes associadas a deficiência auditiva; perdas auditivas cocleares maiores ou iguais a 35 dB
Permanênciaem UTI ≥ 48h; Malformação craniofacial; NA para os neonatos sem IRDA.
História familiar de deficiência auditiva neurossensorial
permanente; Infecção congênita ; Uso do PEATE para
identicar ENA nos casos de permanência em UTI ≥ 5dias;
Todas as crianças com ou sem IRDA deveriam ser testadas ao nascimento, por meio Estratégias de inclusão da Atenção Básica no programa de TANU podem
da TANU, com medidas fisiológicas da audição, ou seja EOA e/ou PEATEa facilitar a efetividade do programa no rastreamento e monitoramento de
Devem ser estudados quais os IRDA que sugerem a realização do PEATEa, antes da crianças com ou sem IRDA
alta hospitalar, por maior probabilidade de perdas auditivas retrococleares ou ENA É fundamental a utilização de um banco de dados para gerenciamento da
Os IRDA devem apontar os fatores de risco que necessitam de monitoramento qualidade e efetividade da TANU, e para que resultados conclusivos possam
audiológico, por início tardio da perda auditiva ser obtidos sobre a epidemiologia da deficiência auditiva em neonatos
EOA PEATE
As emissões otoacústicas é o exame realizado na triagem auditiva
O Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE), conhecido
neonatal, também conhecido como teste da orelhinha. Este exame nos
pela sua sigla em inglês BERA, avalia o percurso do som, desde a sua
fornece informações sobre a Cóclea, que é o órgão responsável pela
entrada no ouvido até a chegada no tronco encefálico, analisando a
audição.
integridade das vias auditivas
CATEGORIAS DAS EMISSÕES OTOACÚSTICAS
Como o exame PEATE é realizado?
1. Espontâneas O exame PEATE é feito com o auxílio de eletrodos de superfície que são
2. Evocadas: fixados na testa e atrás da orelha, para captar a atividade do nervo
Transiente; auditivo e das estruturas do tronco encefálico.
Estímulo-Frequência; O aparelho passa a emitir estímulos sonoros, que são responsáveis por
Produtos de Distorção; gerar uma quantidade mínima de eletricidade.
A presença das emissões otoacústicas indica que o mecanismo receptor Para que serve o exame
coclear pré-neural (e necessariamente o mecanismo da orelha média) é O exame BERA é indicado principalmente para avaliar o
capaz de responder ao som de um modo normal, sendo este, até então, desenvolvimento e a resposta auditiva de crianças, recém nascidos
o seu maior valor clínico. prematuros, crianças autistas ou com alterações genéticas, como por
exemplo a Síndrome de Down.
Principais aplicações em crianças: Além disso, o exame também pode ser feito para diagnosticar a perda
Triagem auditiva neonatal. auditiva em adultos, investigar a causa de zumbidos, detectar a
Triagem auditiva escola. presença de tumores envolvendo os nervos auditivos ou para
Avaliação pediátrica. monitorar pacientes internados ou em coma.
Monitoramento da função coclear durante o uso de agentes ototóxicos.
Diagnóstico de neuropatia auditiva.
IMPORTÂNCIA DO TESTE DA ORELHINHA
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 288 milhões
de pessoas sofrem com perdas auditivas de grau moderado a profundo,
dessas, 80% vivem em países em desenvolvimento. Ainda de acordo
com a OMS, metade desses casos poderia ser prevenida e seus efeitos
minimizados se a intervenção fosse iniciada precocemente, pois são
raros os casos que não têm tratamento.