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Custos e Orçamentos de Residência T3

O,
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REPÚBLICA DE ANGOLA

INSTITUTO POLITÉCNICO DE CAMACUPA


ÁREA DE FORMAÇÃO: CONSTRUÇÃO CIVIL
CURSO: TÉCNICO DESENHADOR DE PROJETISTA
PROJETO TECNOLÓGICO
GRUPO No 03
13a CLASSE

TITULO:
ATIVIDADES PRATICAS CUSTOS E ORÇAMENTOS DE UMA
RESIDENCIA UNIFAMILIAR DO TIPO T3

AUTORES:
António Nick Amando
Bento Ngaieta Nginga Ngola

CAMACUPA – BIÉ/2023,2024
INSTITUTO POLITÉCNICO DE CAMACUPA
ÁREA DE FORMAÇÃO: CONSTRUÇÃO CIVIL
CURSO: TÉCNICO DESENHADOR PROJETISTA
PRPROJETO TECNOLÓGICO
GRUPO No 03
13a CLASSE

TITULO:
ATIVIDADES PRATICAS CUSTOS E ORÇAMENTOS DE UMA
RESIDENCIA UNIFAMILIAR DO TIPO T3

AUTORES:
António Nick Armando
Bento Ngaieta Nginga Ngola
Orientador: Engo. Celestino Uliengue Macedo

CAMACUPA – BIÉ/2023,2024
FICHA CATOLOGRÁFICA

AUTORES:

ARMANDO, António Nick - 1998

NGOLA, Bento Ngaieta Nginga - 2004

Relatório de Projeto Tecnológico apresentado ao Instituto


Politécnico de Camacupa como pré-requisito para a
realização a prova de Aptidão Profissional.

TITULO: ATIVIDADES PRATICAS CUSTOS E ORÇAMENTOS DE UMA


RESIDENCIA UNIFAMILIAR DO TIPO T3

Orientador: Engo. Celestino Uliengue Macedo

Palavras-chaves: Custos, Orçamento.

Números de páginas:

II
FICHA DE APROVAÇÃO

AUTORES:

ARMANDO, António Nick

NGOLA, Bento Ngaieta Nginga – 2004

TITULO: ATIVIDADES PRATICAS CUSTOS E ORÇAMENTOS DE UMA


RESIDENCIA UNIFAMILIAR DO TIPO T3

Objetivo geral: Propor atividades pratica de elaboração dos custos e orçamento


de um projeto de uma obra no Município de Camacupa na vila (sede), bairro santa
Teresa projeto T3.

Data de aprovação ____/____/______

JÚRI

Subdiretor Pedagógico Coordenador do Curso

________________________ ______________________

Professor de PT Orientador

________________________ _______________________

Diretor de Turma GIVA

________________________ _______________________

III
DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho a minha família, colegas e professores por me que de uma
forma motivadora têm contribuindo tanto na minha caminhada estudantil.

António Nick Armando

Dedico este trabalho aos meus pais pelas forças e coragem que me têm dado dia
após dia.

Bento Ngaieta Nginga Ngola

IV
AGRADECIMENTOS

Os meus agradecimentos vão primeiramente ao criador a aos professores e


colegas pelo contributo dos conhecimentos obtidos a nível acadêmico na vida
profissional, bem como nos trabalhos realizados a nível técnicos no processo de
ensino e aprendizado.

António Nick Armando

Agradeço a Deus por tudo que tem feito na minha vida, e um especial
agradecimento aos familiares que têm me ajudado direta e indiretamente no
percurso do ensino aos Engenheiros, Arquitetos pelo ensino e as experiencias
que me deram ao longo deste período acadêmico e a Sr. Cristina Cufa agradeço
pelo apoio e pelos conselhos.

Bento Ngaieta Nginga Ngola

V
RESUMO

Este estudo tem como proposito de evidenciar a importância de um


orçamento de uma obra, com o objetivo de realizar menos gastos e alcançar a
qualidade desejada.

A abordagem do tema está relacionada ao interesse de elaborar e controlar


o orçamento por meio da exposição das informações obtidas, evidenciando os
mecanismos necessários na gestão das atividades, tendo como base os dados
obtidos no orçamento analítico do projeto e as demais informações cedidas no
empreendimento. É a partir do orçamento que se torna possível evidenciar a
análise dos custos demonstrando a importância dos resultados obtidos.

O presente trabalho tem como objetivo de apresentar uma metodologia de


orçamento de obras.

Palavras-chaves: Custos. Orçamento.

VI
ABSTRACT
This study aims to highlight the importance of a project budget, with the aim
of making less expenditure and achieving the desired quantity
The approach to the topic is related to the interest of preparing and
controlling the budget through the presentation of the information obtained,
highlighting the activity management mechanisms, based on the data obtained in
the project's analytical budget and other information made available in the project.
And the part of the budget that makes it possible to highlight the cost
analysis, demonstrating the importance of the results obtained
The present work aims to present a construction budget methodology.
keywords: [Link]

VII
Índice de Tabelas
Tabela 1:Distribuição dos munícipes, quanto a preocupação do auxílio de uma
atividade práticas de custo e orçamento no Município. ........................................ 19
Tabela 2:Aceitação dos munícipes, quanto a atividades práticas de custo e
orçamento no Município. ...................................................................................... 19
Tabela 3:Levantamento dos cutos já utilizado na obra ........................................ 27
Tabela 4:Estrutura analítica dos custos feitos diretamente .................................. 28
Tabela 5: Estrutura analítica do projeto ................................................................ 29
Tabela 6: Identificação das actividades ................................................................ 29
Tabela 7: Algumas composições do projeto da residência .................................. 31
Tabela 8:Composição de preço unitário ............................................................... 33
Tabela 6: Identificação das actividades ................................................................ 35
Tabela 9:Custos indiretos e cotação de preços.................................................... 37
Tabela 10: Planilha resumo do orçamento ........................................................... 38

VIII
Índice de Figuras

Figura 1: Estado da obra, parte frontal. ................................................................ 16


Figura 2: Estado da obra, parte posterior ............................................................. 17
Figura 3:Mapa de Angola ..................................................................................... 18
Figura 4: Mata do Bié ........................................................................................... 18
Figura 5: Camacupa ............................................................................................. 18
Figura 6: Localização do terreno. ......................................................................... 20

IX
Lista de Símbolos e Abreviaturas
Un...........................................................................................Unidade
Kg...........................................................................................Kilograma
m............................................................................................Metro
m2..........................................................................................Metro Quadrado
m3..........................................................................................Metro Cúbico
L.............................................................................................Litro
Km.........................................................................................Kilometro
H............................................................................................Homem

X
Indice
Introdução .......................................................................................................... 1
Justificativa ......................................................................................................... 2
Problema cientifico ............................................................................................. 2
Delimitação do tema ........................................................................................... 2
Objetivos: ........................................................................................................... 2
Geral: ................................................................................................................. 2
Específicos ......................................................................................................... 2
Hipóteses ........................................................................................................... 2
Estrutura do trabalho .......................................................................................... 2
1.1 Fundamentos teóricos de custos e orçamentos ....................................... 4
1.2 ORÇAMENTO .............................................................................................. 4
1.3 Etapas da orçamentação.............................................................................. 6
1.3.1 Estudo das condicionantes (condições de contorno) ............................. 6
1.3.2 Composição de custo ............................................................................. 9
1.3.3 Determinação do preço ........................................................................ 11
1.4 Grau de detalhe do orçamento ................................................................... 12
1.4.1 Estimativa de custo .............................................................................. 12
1.4.2 Orçamento preliminar........................................................................... 13
1.4.3 Orçamento analítico ou detalhado ....................................................... 13
1.5 Tipos de custos .......................................................................................... 15
1.6 Definição das durações .............................................................................. 15
1.7 Importância do orçamento na construção civil .......................................... 16
2.1 Diagnóstico da obra. .................................................................................. 16
2.1.1 Caraterização Geográfica do Município de Camacupa ........................... 17
2.2 DESENHO METODOLÓGICO ................................................................... 16
2.2.1 Modelos de investigação ...................................................................... 16
[Link] Descritivo ....................................................................................... 16
[Link] Explicativo ...................................................................................... 16
2.2.2 Método empregue ................................................................................ 16
[Link] Métodos teóricos............................................................................ 16
[Link] Histórico-Lógico ............................................................................. 16
[Link] Análise-síntese .............................................................................. 17
[Link] Indutivo-Dedutivo ........................................................................... 17

XI
2.2.3 Métodos empírico ................................................................................. 17
[Link] Análise-Documental ....................................................................... 17
[Link] Observação ................................................................................... 17
[Link] Inquérito ......................................................................................... 17
[Link] Entrevista ....................................................................................... 17
[Link] População e Amostra..................................................................... 18
[Link] População ...................................................................................... 18
[Link] A mostra ........................................................................................ 18
2.2.4 Métodos estatístico-matemático:.......................................................... 18
2.2.4.1Contributo prático............................................................................ 18
[Link] Apresentação e análise dos resultados ......................................... 19
2.3 Estudo de caso ........................................................................................... 20
3.1 Analise do método utilizado na elaboração dos custos e orçamento no
município de Camacupa. .................................................................................. 16
3.2 Levantamento dos custos já feitos na residência unifamiliar T3 ................. 16
3.3 ELABORAÇÃO DE ORÇAMENTO DOS SERVIÇOS EM FALTA .............. 28
3.3.1 Identificação das atividades em falta na obra e estudos das
condicionantes .............................................................................................. 28
3.3.2 Levantamento de quantitativo .............................................................. 29
3.3.3 Composições de preço unitário ............................................................ 31
3.3.5 Definição dos custos Indireto e cotação de Preços.............................. 37
CONCLUSÃO................................................................................................... 39
RECOMENDAÇÕES ........................................................................................ 40
Referências Bibliográficas ................................................................................ 41
ANEXOS .......................................................................................................... 42

XII
Introdução
Custos e orçamento de uma obra é uma etapa que visa determinar os
gastos para execução de um empreendimento. Ele engloba os custos desde a
concepção até o momento em que a construção é totalmente finalizada.

O orçamento de uma obra é resultado de um conjunto de serviços


planejados e previstos, necessários à execução, variando conforme o tipo do
serviço. O cálculo está associado ao levantamento dos custos diretos, que são
representados pelos valores dos insumos, mão de obra e equipamentos, tais
quais, integram seus custos unitários de serviços, ou seja, orçar é prever o custo
de uma obra antes de sua execução. (TISAKA, 2006).

A maior preocupação de um construtor é manter o custo da obra conforme


o orçamento realizado e, tudo isso, sem perder qualidade nos serviços. A
informação obtida no orçamento apresenta, em sua estrutura, informações de
receitas previstas e estimativa de despesas, sendo assim um mecanismo que
auxilia os gestores de obra a tomarem decisões no sentido de atingir as metas
determinadas no planejamento do orçamento. (DE OLIVEIRA, 2014)

Muitas das vezes a orçamentação é realizada por um profissional da


empresa que não está inserido diretamente na execução da obra, o que faz com
que o orçamento seja realizado de uma forma mais genérica sem levar em
consideração situações peculiares de cada empreendimento. Conforme MATTOS
(2006), o que se percebe claramente é que, quanto maior o conhecimento prático
do orçamentista maior a probabilidade de o orçamento estar apurado e menor a
chance de que frustrações futuras ocorram na obra.

O controle de custos da obra vem para alinhar o que foi detalhado no


orçamento com o que realmente é realizado durante a obra. Tentando evitar ao
máximo grandes alterações (tanto para mais quanto para menos) no custo final da
obra. É por isso que se faz necessário a integração da equipe de obra durante o
planejamento e orçamentação do empreendimento. (DE OLIVEIRA, 2014).

1
Justificativa
O tema por nós apresentado foi escolhido por causa da falta de elaboração
de orçamento nas obras, este tema tem o objetivo de mantendo-os o mais
próximo possível do custo estimado no orçamento analítico para cada serviço
evitando, assim, prejuízos aos clientes e a empresa construtora do
empreendimento.

Problema cientifico
Como apresentar atividades pratica sobre custos e orçamento de uma
obra

Delimitação do tema
Objeto de estudo: Orçamento de uma obra.
Campo de ação: Sede Municipal de Camacupa/Bié.

Objetivos:

Geral:
• Prática de elaboração dos custos e orçamento de uma obra.

Específicos
• Fundamentar teoricamente o estudo de custos e orçamentos de uma obra;
• Analisar os métodos utilizados para a elaboração dos custos e orçamentos
de uma obra no município de Camacupa;
• Elaborar atividades práticas de custos e orçamentos de uma obra.

Hipóteses
Se forem aplicadas um conjunto de atividades prática poderá facilitar o
processo de controle dos custos na obra.

Estrutura do trabalho
O trabalho está composto por:

Introdução(Onde está contida pertinência do tema e os pressupostos da sua


Investigação)

Desenvolvimento:

2
I Capítulo (Trata das concepções teóricas da elaboração de um orçamento)

II Capítulo (Trata da fundamentação metodológica, Caracterização do Local em


estudo)

III capítulo (Trata das atividades prática de elaboração de custos e orçamento de


uma residência unifamiliar T3).

Conclusões, Referência bibliográficas e Anexos.

3
I. APÍTULO:
CONCEPÇÕES
TEÓRICAS DE CUSTOS
E ORÇAMENTO DE UMA
RESIDÊNCIA
1.1 Fundamentos teóricos de custos e orçamentos

No âmbito da construção civil, o orçamento compõe o planejamento dos


custos e é a tradução do projeto em termos econômicos e financeiros e apresenta
o cálculo dos custos necessários à execução da obra, que são a soma dos custos
diretos (mão de obra, material, equipamentos), custos indiretos (equipes de
supervisão, despesas do canteiro de obras, taxas etc.) e os impostos e lucro.
Para sua elaboração, divide-se em três etapas: estudo das condicionantes, que
engloba o levantamento dos documentos disponíveis, visitas a campo e consultas
ao cliente; composição dos custos, onde se levanta os valores unitários dos
serviços e seus quantitativos e determinação do preço, que é a soma da
composição dos custos com o custo indireto e aplicação da margem de lucro,
obtendo-se o preço de venda (MATTOS, 2014).

Custos e orçamento de uma obra é uma etapa que visa determinar os


gastos para execução de um empreendimento. Ele engloba os custos desde a
concepção até o momento em que a construção é totalmente finalizada.
(htts://[Link]çã[Link])

1.2 ORÇAMENTO
O orçamento é um estudo do custo total ou parcial de um projeto. Esse
custo equivale ao valor correspondente da soma de todos os gastos necessários
para execução do mesmo. Todo orçamento apresenta-se como uma previsão, por
esse motivo é um valor aproximado, por mais cuidadoso e cauteloso que seja
elaborado o orçamento ele não tem que ser exato, porém precisa seguir uma
linha de base correta tendo uma precisão. O orçamento, portanto, dará uma ideia
do valor correspondente de um projeto, quanto mais criterioso for feito, menor é a
margem de erros. (Ferreira, 2019)

Segundo o Sampaio em (1989), diz que orçamento é o cálculo dos custos


para executar uma obra ou um empreendimento, quanto mais detalhado, mais se
aproximará do custo real. Segundo Cardoso (2009), orçamento é um documento
valioso em qualquer estudo preliminar ou de viabilidade.

4
O orçamento, parte integrante dos contratos, é o documento por meio do
qual o auditor acessa as mais variadas informações dos projetos de arquitetura e
de engenharia, podendo ainda efetuar diversas confrontações com os
documentos e relatórios de prestação de contas. (Ferreira, 2019)

Em geral, um orçamento é determinado somando-se os custos diretos -


mão-de-obra de operários, material, equipamento - e os custos indiretos - equipes
de supervisão e apoio, despesas gerais do canteiro de obras, taxas, etc. - e por
fim adicionando-se impostos e lucro para se chegar ao preço de venda. (Mattos,
2006)

Segundo Mattos (2006)” Orçamento não se confunde com orçamentação.


Aquele é o produto; este, o processo de determinação.

De acordo com o Mattos (2008) o orçamento é a definição de todos os


ofícios, e seus quantitativos, multiplicada pelos valores unitários, cuja adição
define o valor total. O orçamento precisa ser preparado antes da construção
definitiva. Não é recomendada a aplicação através de suposições, e devem ser
aplicados documentos seguros, não sendo preciso obter rigorosidade, já que não
existe a possibilidade de antecipar todos os custos, este no caso deve refrear
maior exatidão. Então Mattos(2008) apresenta os atributos de um orçamento para
a construção civil, considerados decisivos, que são:

Aproximação: pelo fato de orçamento ser uma antevisão, este nunca será exato,
porém deverá ter uma maior exatidão possível. Para o orçamento ser exato, é
preciso integrar os diferentes itens que o formam;

Mão de obra: fecundidade das equipes, encargos sociais e laborais;

Material: valor dos insumos, impostos, perdas, reaproveitamento;

Equipamentos: valor de horário, produtividade, esboço comparativo entre


orçamentação e valor real obtido em residência unifamiliar;

Custos indiretos: mão de obra, despesas em geral, imprevistas;

5
Especificidade: não é possível discorrer sobre orçamento padrão, mas é
possível se basear em orçamentos precedentes, é necessário harmonizar para a
obra específica;

Temporalidade: um orçamento realizado anteriormente já não é válido hoje. O


mesmo ocorre pelo fato do aumento da despesa de insumos ao longo do tempo,
melhora dos métodos construtivos e diferentes cenários financeiros e gerenciais.

Tisaka (2011) afirma que o orçamento ao ser elaborado, deverá conter


todos os serviços a serem executados na obra, compreendendo o levantamento
dos quantitativos físicos do projeto e da composição dos custos unitários de cada
serviço, das leis sociais e encargos complementares, apresentados em planilha.

1.3 Etapas da orçamentação


Para a elaboração do orçamento é necessário obter informações que
expressem os custos para a realização do empreendimento, com o objetivo de
absorver informações exatas com relação aos valores que serão estabelecidos .

Segundo Mattos (2006) esquematicamente, a orçamentação engloba três


grandes etapas de trabalho: estudo das condicionantes (condições de
contorno), composição de custos e determinação do preço.

1.3.1 Estudo das condicionantes (condições de contorno)


Todo orçamento baseia-se num projeto, seja ele básico ou executivo. É o
projeto que norteia o orçamentista. A partir dele serão identificados os serviços
constantes da obra com suas respectivas quantidades, o grau de interferência
entre eles, a dificuldade relativa de realização das tarefas, etc.

• Leitura e interpretação do projeto e especificações técnicas

As obras geralmente contêm uma série de plantas preparadas pelos diversos


projetistas. São projetos arquitetônicos, de cálculo estrutural, de instalações
(elétricas, hidrossanitários, gás, incêndio), de paisagismo, de impermeabilização,
etc.

Os projetos são compostos de:

6
• Plantas baixas - de arquitetura, de fôrma, de caminhamento de tubulação, etc.; •
Cortes;

• Vistas - fachadas, perfis, etc.;

• Perspectivas - isométricas, cavaleiras, etc.;

• Notas esclarecedoras;

• Detalhes - em escala que permita melhor observação;

• Diagramas - unifilares, de Bruckner, croquis, etc.;

• Gráficos - perfis de sondagem, curvas cota-volume;

• Tabelas - de elementos topográficos, curvas granulométricas, etc.;

• Quadros - de ferragem, de cabos, etc. A depender da complexidade da obra,


essas plantas baixas, cortes, vistas, perspectivas, notas, detalhes, diagramas,
tabelas e quadros, que em essência definem o produto final a ser construído,
demandam maior ou menor análise.

O entendimento do projeto depende muito da experiência do orçamentista e


de sua familiaridade com o tipo de obra. As especificações técnicas são
documentos de texto que trazem informações de natureza mais qualitativa do que
quantitativa. Elas contêm, entre outras coisas:

• Descrição qualitativa dos materiais a serem empregados - pisos, tintas,


esquadrias, etc.;

• Padrões de acabamento;

• Tolerâncias dimensionais dos elementos estruturais e tubulações;

• Critério de aceitação de materiais;

• Tipo e quantidade de ensaios a serem feitos;

• Resistência do concreto;

• Grau de compactação exigido para aterro;

• Granulometria dos agregados;

7
• Interferências com tubulações enterradas

• Leitura e interpretação do edital

O edital é o documento que rege a licitação, no caso de a obra ser objeto de uma
concorrência. Ele traz as "regras" do projeto. É o principal documento da fase de
licitação.

Algumas das informações contidas no edital e que são indispensáveis para a


elaboração do orçamento:

• Prazo da obra;

• Datas-marco contratuais;

• Penalidade por atraso rio cumprimento do prazo ou bônus por antecipação;

• Critérios de medição, pagamento e reajustamento;

• Regime de preços (unitário, global, por administração); • Limitação de horários


de trabalho;

• Critérios de participação na licitação (capital social da empresa, índice de


endividamento, etc.);

• Habilitação técnica requerida com relação à empresa e responsável técnico;

• Documentação requerida;

• Seguros exigidos;

• Facilidades disponibilizadas pelo contratante (instalações de água, energia,


etc.).

• Visita técnica

É sempre recomendável proceder-se a uma visita técnica ao local da obra. A


visita serve para tirar dúvidas, levantar dados importantes para o orçamento, tirar
fotos, avaliar o estado das vias de acesso e verificar a disponibilidade de
materiais, equipamento e mão-de-obra na região (muito importante quando a obra
não é feita em grandes centros urbanos).

8
Quando da visita técnica, é sempre interessante conversar com algum construtor
que esteja fazendo obra na vizinhança, de preferência para o mesmo cliente.

Alguns órgãos contratantes instituem a obrigatoriedade da visita de campo.

O construtor deve colher o visto de algum preposto do órgão, atestando que


visitou o local da obra.

O levantamento de dados da visita pode ser facilitado com a utilização de


formulários. Isso evita que os profissionais tenham preocupações diferentes na
hora de registrar o que viram no local. As empresas podem ter formulários para
obras urbanas, rurais, de edificação, de terraplenagem, etc.

1.3.2 Composição de custo


• Identificação dos serviços

O custo total de uma obra é fruto do custo orçado para cada um dos serviços
integrantes da obra. Portanto, a origem da quantificação está na identificação dos
serviços. Um orçamento, por mais cuidadoso que seja feito, estará longe de ser
completo se excluir algum serviço requerido pela obra.

• Levantamento de quantitativos

Cada serviço identificado precisa ser quantificado. O levantamento de


quantitativos é uma das principais tarefas do orçamentista, isso no caso de o
projetista não os fornecer detalhadamente.

Um pequeno erro de conta pode gerar um erro de enormes proporções e


consequências nefastas.

No caso de licitações em que o órgão contratante fornece a planilha de


quantidades, é importante que o orçamentista obtenha seus próprios
quantitativos. A identificação de discrepância nas quantidades pode ser de grande
valia quando do desbalanceamento dos preços, como será visto mais adiante.

O levantamento de quantitativos inclui cálculos baseados em dimensões precisas


fornecidas no projeto (volume de concreto armado, área de telhado, área de
pintura, etc.) ou em alguma estimativa (volume de escavação em solo, quando
são dados perfis de sondagem, por exemplo).

9
• Discriminação dos custos diretos

Os custos diretos são aqueles diretamente associados aos serviços de campo.


Representam o custo orçado dos serviços levantados.

A unidade básica é a composição de custos, os quais podem ser unitários, ou


seja, referendados a uma unidade de serviço (quando ele é mensurável- ex.: kg
de armação, m3 de concreto) ou dado como verba (quando o serviço não pode
ser traduzido em uma unidade fisicamente mensurável- ex.: paisagismo,
sinalização).

Cada composição de custos unitários contém os insumos do serviço com seus


respectivos índices (quantidade de cada insumo requerida para a realização de
uma unidade do serviço) e valor (provenientes da cotação de preços e da
aplicação dos encargos sobre a hora-base do trabalhador). (A rigor, até esse
momento os preços de mercado ainda não são conhecidos, pois a cotação vem a
seguir).

• Discriminação dos custos indiretos

Os custos indiretos são aqueles que não estão diretamente associados aos
serviços de campo em si, mas que são requeridos para que tais serviços possam
ser feitos.

Nessa fase são dimensionadas as equipes técnicas (engenheiros, mestres,


encarregados), de apoio (almoxarife, apontador) e de suporte (secretária, vigia), e
identificadas as despesas gerais da obra (contas, materiais de escritório e
limpeza, etc.), mobilização e desmobilização do canteiro, taxas e emolumentos,
entre outras despesas

• Cotação de preços

Consiste na coleta de preços de mercado para os diversos insumos da obra, tanto


os que aparecem no custo direto, quanto no custo indireto.
É importante que esta etapa seja feita em seguida à seleção das
composições de custos, para que o orçamentista possa ter uma relação completa
de todos os insumos do orçamento

10
• Definição de encargos sociais e trabalhistas

Consiste na definição do percentual de encargos sociais e trabalhistas a ser


aplicado à mão-de-obra. Envolve os diversos impostos que incidem sobre a hora
trabalhada e os benefícios a que têm direito os trabalhadores e que são pagos
pelo empregador.

1.3.3 Determinação do preço


• Definição da lucratividade

Baseado nas condições intrínsecas e extrínsecas da obra, o construtor define a


lucratividade que deseja obter na obra em questão. Ele deve levar em conta
fatores como concorrência, risco do empreendimento, necessidade de conquistar
aquela obra, etc.

• Cálculo do BDI (Benefícios e Despesas Indiretas)

Tendo em vista que no caso de planilhas de concorrências as propostas são


baseadas nos serviços nelas listados, o construtor precisa diluir sobre esses itens
todo o custo que não aparece explicitado.

Em outras palavras, sobre o custo direto é necessário aplicar um fator que


represente o custo indireto e o lucro, além dos impostos incidentes. Este fator de
majoração é o BDI - Benefícios e Despesas Indiretas, expresso em percentual.

• Desbalanceamento da planilha

Em tese, o BDI deve ser aplicado uniformemente sobre todos os serviços.


Entretanto, como forma de melhorar a situação econômica do contrato, o
construtor pode realizar a distribuição não uniforme do preço total nos itens da
planilha.

A desbalanceamento possibilita obter vantagem da seguinte forma:

• Aumentando o preço de serviços que ocorrem cedo na obra e diminuindo o


preço dos serviços que ocorrem mais perto do fim;

• Aumentando o preço dos serviços cujo quantitativo tende a crescer e diminuindo


o preço daqueles cujo quantitativo tende a ser menor do que o da planilha.

11
A desbalanceamento é uma "jogada de preços" na planilha, sem alteração do
preço de venda.

1.4 Grau de detalhe do orçamento


Segundo Mattos (2006) A depender do grau de detalhamento de um
orçamento, ele pode ser classificado como: estimativa de custo, orçamento
preliminar e orçamento analítico.

1.4.1 Estimativa de custo


A estimativa de custo, segundo Mattos - é uma avaliação expedita com
base em custos históricos e comparação com projetos similares. Dá uma ideia
aproximada da ordem de grandeza do custo do empreendimento.

Em geral, a estimativa de custos é feita a partir de indicadores genéricos,


números consagrados que servem para uma primeira abordagem da faixa de
custo da obra. A tradição representa um aspecto relevante na estimativa.

No caso de obras de edificações, um indicador bastante usado é o custo do


metro quadrado construído. Inúmeras são as fontes de referência desse
parâmetro, sendo o Custo Unitário Básico (CUB) o mais utilizado. Cada
construtora, no entanto, pode ir gerando seus próprios indicadores com o passar
do tempo. Outros indicadores genéricos são:

• Custo por metro linear de rede de drenagem ou esgoto;

• Custo por hectare de urbanização;

• Custo por megawatt de energia instalado (para usinas hidrelétricas);

• Custo do quilômetro de estrada;

• Custo do quilômetro de linha de transmissão de alta tensão.

Importante: A estimativa de custos não elimina a necessidade de se fazer o


orçamento analítico.

12
1.4.2 Orçamento preliminar
O orçamento preliminar está um degrau acima da estimativa de custos,
sendo um pouco mais detalhado. Ele pressupõe o levantamento expedito de
algumas quantidades e a atribuição do custo de alguns serviços. Seu grau de
incerteza é mais baixo do que o da estimativa de custos.

No orçamento preliminar, trabalha-se com uma quantidade maior de


indicadores, que representam um aprimoramento da estimativa inicial. Os
indicadores servem para gerar pacotes de trabalho menores, de maior facilidade
de orçamentação e análise de sensibilidade de preços.

Em obras similares, a construtora pode ir gerando seus próprios


indicadores. Embora os prédios tenham projetos arquitetônicos distintos e
acabamentos diferentes, nota-se que os indicadores não flutuam muito .

Embora cada prédio tenha seu projeto particular, a relação entre os


quantitativos dos principais serviços obedece a um comportamento geral.

1.4.3 Orçamento analítico ou detalhado


O orçamento analítico constitui a maneira mais detalhada e precisa de se
prever o custo da obra. Ele é efetuado a partir de composições de custos e
cuidadosa pesquisa de preços dos insumos. Procura chegar a um valor bem
próximo do custo "real".

O orçamento analítico vale-se de uma composição de custos unitários para


cada serviço da obra, levando em consideração quanto de mão-de-obra, material
e equipamento é gasto em sua execução. Além do custo dos serviços (custo
direto), são computados também os custos de manutenção do canteiro de obras,
equipes técnica, administrativa e de suporte da obra, taxas e emolumentos, etc.
(custo indireto), chegando a um valor orçado preciso e coerente. (Mattos, 2006)

Sobre custos Mattos (2006) cita que o custo está diretamente relacionado à:

− Definições técnica: projeto de diversas áreas como o projeto arquitetônico,


estrutural, de instalações, entre outros que são compostos de planta baixas,
cortes, detalhes que permitem maior destaque, tabelas, quadros, etc. e
especificações técnicas que definem qualitativamente os materiais que serão

13
empregados, padrões de qualidade e aceitação dos serviços, ensaios a serem
realizados, resistências dos materiais e outros.

− Quantidades dos serviços: uma etapa muito importante nos orçamentos,


pois um erro pode acarretar faltas de recursos, excedendo um orçamento
previsto ou ter como consequência a inviabilidade de uma obra. O
levantamento de quantidade é realizado através de projetos já especificados
acima, onde são calculadas áreas (pintura), volumes (concreto), peço (aço),
quantidades lineares (tubulação), dos serviços através das dimensões e
caraterísticas técnicas apresentadas, sendo que alguns serviços são
adimensionais, ou seja, são calculados pela contagem, por exemplo, números
de torneiras luminárias e outros. É de extrema importância o memorial de
cálculo para possíveis conferencia, inclusive por outras pessoas que não
realizaram o levantamento.

− Produtividade: reflete efeitos diretos na composição de custos. Por exemplo,


a mão de obra (servente) para execução do serviço de demolição de piso
cimentado pelo TCPO- Tabela de Composição de preço para Orçamentos-
são necessárias 1,30h/m2 , pelo informador das construções são necessárias
1,10h/m2 , assim, essa diferença de índices pode ser sanada através de
levantamentos reais em campo, apropriado os índices as empresas
executoras dos serviços podem otimizar custos em relação a produtividade ou
podem propor metas de desempenho para as equipes.

− Cotação dos insumos: para execução direta dos serviços de uma obra, são
necessários os matérias, equipamentos e mão de obra que são os insumos de
uma composição de serviço. Os matérias, em algumas obras de edificações,
representam muitas vezes mais da metade do custo unitário de um serviço,
dessa forma, é importante uma maior atenção para cotação desses insumos.

14
1.5 Tipos de custos
Existe dois tipos de custos: custos direto e custos indireto.

Custo direto, segundo Tisaka (2006), como o próprio nome diz, custo direto
são todos os custos envolvidos diretamente na execução da obra, onde estão
incluídos todos os insumos de materiais, mão de obra e equipamentos auxiliares.
O custo direto representa o somatório de todos os custos unitários obtidos pelo
consumo dos insumos dos respetivos serviços, responsáveis pela efetiva
execução da obra, multiplicados pelos quantitativos. Custo unitário direto é a
soma dos custos unitários dos componentes da composição.

Custo indireto, conforme Mattos (2006), o custo indireto não é diretamente


associado ao trabalho de campo, mas é necessário para atendimento do mesmo.
São custos que não estão associados diretamente as quantidades produzidas em
campo, mas devem ser considerados, como salário do engenheiro, telefone, entre
outros. É todo custo que não está no custo direto. Os custos indiretos podem ser
divididos em dois, fixos que não tem variação com a duração da obra e mensais
onde o cumprimento do cronograma é de extrema importância, pois alteram os
custos da obra, alterando o BDI- Benefícios e Despesas Indiretas.

Custos unitários surgem através do quantitativo de material, levantamento


de horas para executar cada serviço, número de pessoas e quantidade de horas
para a utilização dos equipamentos. São multiplicados pelos custos unitários os
insumos, hora de locação da máquina ou salário-hora de cada funcionário.
(Tisaka, 2006)

1.6 Definição das durações


Para todas as atividades que foram listadas, é necessário que seja
atribuída uma duração de tempo para cada uma delas, levando em consideração
o tempo determinado para executar cada tipo de serviço. A duração das
atividades corresponde à quantidade de períodos de trabalho necessários para
conclusão de cada atividade. (FERREIRA 2019)

É importante ressaltar que, por mais criterioso que seja feito o


planejamento, a duração é sempre uma estimativa, e está sujeita a uma margem
de erro. Por esse motivo é necessário não somente planejar, mas também

15
controlar para avaliar as eventuais discrepâncias e poder ajustar o cronograma
para o restante do projeto.

Segundo FERREIRA (2019), alguns fatores influenciam na duração das


atividades, entre eles, experiência da equipe, grau de conhecimento do serviço,
apoio logístico, esses fatores podem provocar um aumento ou uma diminuição na
duração. A duração das atividades é calculada em função do quantitativo do
serviço, da sua produtividade, e de seus recursos alocados.

Exemplo: Para realização de escavação de base para tubulões a céu


aberto.

• Quantidade de escavação = 84,48m³;

• Produtividade do tubulão = 0,22m³/h;

• Jornada de trabalho = 8 horas – 1,78m³/dia.

Logo a escavação durará 84,48/1,78 aproximadamente 47 dias com 1 tubulão.

É de responsabilidade do planejador definir a relação de prazo e a equipe


que será utilizada de acordo com sua necessidade, é importante que as
produtividades estabelecidas no orçamento sejam amarradas com as durações
estabelecidas no planejamento. (FERREIRA 2019)

1.7 Importância do orçamento na construção civil

O princípio de todo empreendimento sustentável vem da viabilidade


técnica, aceitação do produto e serviço pelo mercado e da viabilidade financeira.
Neste aspecto o orçamento é fundamental para se iniciar um negócio e para que
ele tenha boa fluidez. É importante que se estime despesas, custos e receitas; e
por meio de um orçamento será possível projetar e obter bons resultados. Mas é
necessário primeiramente ter conhecimento sobre os seus aspectos básicos.

16
II. CAPÍTULO:
FUNDAMENTAÇÃO
METODOLÓGICA DE
CUSTOS E ORÇAMENTO
DE UMA RESIDÊNCIA
UNIFAMILIAR DO TIPO
T3
2.1 Diagnóstico da obra.
A obra está localizada no Bairro Santa Tereza delimitado geograficamente,
á Norte igreja e caminho de ferro, á Sul Ninho, á Leste antena da Unitel e á Oeste
Estrada nacional no 250.

O terreno tem uma área ocupada cerca de 500 m 2 resultado obtido pela
multiplicação da parte maior com a parte menor onde 25,00 m (comprimento) e
20,00 m (largura), a área ocupada pelo edifício com cerca de 90 m 2 resultado
obtido pela multiplicação do comprimento e largura onde: 10,00 m (comprimento)
e 9,00 m (largura), foi destes que resultará a área total ocupada pelo edifício.

A obra em estudo encontra-se edificada, ainda não está terminada , suas


atividades tiveram início em 08 de outubro de 2023. Porém não há previsão de
término da obra, uma vez que, o recurso utilizado para construção provém
inteiramente do salário do dono da obra. Atualmente os materiais no mercado
estão em constante alteração, então a obra está parada por falta de adaptação
dos novos preços do mercado, porém não possui todo o recurso. Para fins do
estudo de caso, será feita uma estimativa de gastos da obra.

Inicialmente a obra em estudo irá apresentar as características especificas


dos gastos já feito, e posteriormente será elaborado o passo a passo de custos e
orçamento descrito no presente trabalho. Na figura 7 e 8 poderá ser observado a
situação da obra no seu estado atual.

Figura 1: Estado da obra, parte frontal.

Fonte: Fonte

16
Figura 2: Estado da obra, parte posterior

Fonte: Autores

2.1.1 Caraterização Geográfica do Município de Camacupa


O município de Camacupa é uma cidade e município da província do Bié,
em Angola, possuem uma areia de 9 469 km2 e cerca de 289 mil habitantes. É
limitado a norte pelos municípios de Nharea e Luquembo, a leste pelos municípios
de Cuemba, Moxico e Luchazes, a sul pelo município de Chitembo e a oeste
pelos municípios de Catabola e Cuíto.

O município é constituído pela comuna-sede, correspondente à cidade de


Camacupa, e pelas comunas de Ringoma, Santo António da
Muinha, Umpulo e Cuanza. Nas imediações do aeródromo de Camacupa localiza-
se o centro geodésico de Angola, assinalado com um monumento de um Cristo-
Rei com os braços abertos e erguidos. O município é conhecido como sendo um
coração de Angola e é caracterizado pelo cultivo do arroz, abacate e milho.

No termo das características construtivas do município, o município é


predominante pelas construções colonial, pois estas construções predominam o
município pelas suas características construtivas empregadas nas suas
execuções. Pois são edifício construídos de associação de abobes, tijolo e perdas
ligados com a argamassa de argila de cimento, onde a espessura das paredes é
de 60cm, e 2.5 a 5cm de espessura reboco, com pilares em alguns edifícios
formado nos cruzamentos de adobes e tijolos, os varões presentes nestas
construções são varões lisos com bitolas de 0.15 a 0.20 em várias construções,

17
com dois tipos de coberturas presentes nos mesmos edifícios com chapas de
rosalites e telhas, tetos e com vários tipos de acabamentos, pedrinhas de
mármores e azulejos.

Destes edifícios, o projeto a ser executado as atividades práticas de custos


e orçamento de uma obra, não se encaixa nas construções antigas do município,
mas sim se encaixa nas construções modernas do município, de tijolo vazado e
bloco vazado com fundações figas de fundação, radier, sapatas e bloco continuo,
feitos de Betão armado, Betão ciclópico e Betão.

Figura 3:Mapa de Angola Fonte: Google Earth

Fonte: Google Earth Figura 4: Mata do Bié

Figura 5: Camacupa

Fonte: Google Earth

18
2.2 DESENHO METODOLÓGICO
2.2.1 Modelos de investigação
O estudo realizado foi do tipo explorativo descritivo, modelo misto, com
abordagem qualitativa e quantitativa, que teve como instrumento de coletas de
dados os questionários, contendo perguntas abertas e fechadas. Com entrevistas
aplicadas aos pedreiros e empreiteiro do município, e este estudo também, teve o
suporte de pesquisa bibliográfico sobre o tema em questão.

Sendo o modelo qualitativo uma técnica apropriada para se identificar e


medir a intensidade de atitudes e opiniões dos questionários, pois busca coletar
informações a partir de métodos apropriados questionários dirigidos aos
moradores.

O grupo optou pelo tipo investigação descritiva e explicativa.

[Link] Descritivo
Porque a compreensão do fenómeno investigado, e o diagnóstico baseou-
se na descrição de todos os elementos que estão no presente trabalho.

[Link] Explicativo
Porque centrou-se na comprovação dos fatos e a causa dos objetos de
investigação para a elaboração de um plano de implantação de um de custos e
orçamento no município de Camacupa/Bié.

2.2.2 Método empregue


A realização da presente investigação, tornou-se possível tendo em conta
os métodos de nível teóricos e empíricos e Métodos estatístico e matemático.

[Link] Métodos teóricos


Utilizou-se com objetivo de analisar os resultados dos dados empíricos e na
construção do desenvolvimento da fundamentação teórica e interpretar
conceptualmente os dados encontrados, aprofundar as causas, regularidades
através de sistema de ações.

[Link] Histórico-Lógico
Possibilitou a fundamentação teórica do tema, aprofundar em suas relações
analisar diferentes critérios relacionado com a inclusão da prática pedagógica e

16
sua relação com a elaboração de um plano de custos e orçamento no Município
de Camacupa.

[Link] Análise-síntese
Foi usado para processar a informação relacionada com atividades prática
e teóricas, a fim de entender os procedimentos da elaboração de um plano de
custos e orçamento no Município de Camacupa.

[Link] Indutivo-Dedutivo
Como o propósito de efetuar as generalizações necessárias durante a
revisão bibliográfica, assim como o processamento da informação obtida até a
realização da elaboração.

2.2.3 Métodos empírico


Possibilitou o reflexo da realidade desde o ponto de vista de suas
propriedades e relações essenciais a contemplação da realidade e permitiu
também colher os dados necessários para serem verificados.

[Link] Análise-Documental
Foi empregue para a obtenção das informações necessárias para o
desenvolvimento da investigação, extraída das matérias impressos e electrónicos
consultados relacionados com o tema pelos objetos de investigação, que permite
aproveitar experiência acerca da elaboração de um plano de custos e orçamento
no Município de Camacupa.

[Link] Observação
Empegou-se para constatar os métodos e vias que os pedreiros e
empreiteiros utilizam para a distração de custos e orçamento.

[Link] Inquérito
Este método foi utilizado como objetivos de obter informações sobre a
utilização das vias e técnicas para a realização de diversas atividades decorrente
do Município de Camacupa/Bié.

[Link] Entrevista
Foi aplicada aos pedreiros e empreiteiros de Camacupa com o objetivo de
obter informações necessárias de como têm feito para ter a previsão de gastos

17
necessários na construção de residências. Desta feita, convém mostrar os
pressupostos da investigação bem como os resultados obtidos na entrevista de
respostas de carácter aberto e fechado.

[Link] População e Amostra


Na presente investigação, definiu-se como a população o universo de
empreiteiros e pedreiros de Camacupa/Bié.

[Link] População
A população em estudo são cerca de 92.236 da sede municipal de
Camacupa.

[Link] A mostra
Foram cerca de 20 indivíduos entrevistado, dos quais, 1 Engenheiro, 7
empreiteiros e 12 pedreiros. Tudo com uma correspondência percentual de
0,02%. Sendo selecionados segundo o critério não probabilístico de maneira
intencional.

2.2.4 Métodos estatístico-matemático:


Através da estatística descritiva, fez-se análise percentual e quantitativa
dos resultados obtidos no diagnóstico feito sobre as principais dificuldades dos
empreiteiros e pedreiros para a demonstração das atividades de custos e
orçamento.

O estudo realizado foi do tipo explorativo descritivo, modelo misto, com


abordagem qualitativa e quantitativa, que teve como instrumentos de coleta de
dados as entrevista e referências bibliográficas.

2.2.4.1Contributo prático
Os empreiteiros e pedreiros de Camacupa puderam com uma estratégia de
aprendizado para o contributo do processo de atividades práticas sobre custos e
orçamento, elaborado de forma sistemática, de acordo com o nível de
desempenho cognitivo de cada um deles como um recurso bibliográfico
representativo elaborado pelos autores da presente investigação.

18
[Link] Apresentação e análise dos resultados
A recolha de dados baseou-se nas entrevistas feitas aos empreiteiros e
pedreiros no seu todo do Município de Camacupa.

A presente pesquisa permitiu compreender como o estudo do lugar, pode


contribuir para uma boa elaboração de um plano de atividades práticas sobre
custo e orçamento, especialmente a partir das concepções e representações dos
empreiteiros e pedreiros acercar da realidade vivenciada na realização de
orçamento.

Tabela 1:Distribuição dos munícipes, quanto a preocupação do auxílio de uma


atividade práticas de custo e orçamento no Município.

Alternativas Sim Não Talvez Total


N° Engenheiros 1 0 0 5%
N° dos Empreiteiros 5 0 2 35%
N° dos Pedreiros 8 2 2 60%
Percentagem % 70% 10% 20% 100%
Fonte: Autores

Os resultados da tabela demonstram que 14 Munícipes que correspondem


a 70% dizem SIM justificando de todas formas, e 04 que se encontra em estado
condicionado este que correspondem em 20% derivados de toda população e 02
que dizem NÃO justificando de todas as formas.

Tabela 2:Aceitação dos munícipes, quanto a atividades práticas de custo e


orçamento no Município.

Aceitação Sim Não Talvez Total


N° de Engenheiro 1 0 0 5%
N° dos Empreiteiros 5 0 0 25%
N° dos Pedreiros 8 0 0 40%
Percentagem % 70% 0% 0% 70%
Fonte: Autores

Existe uma possibilidade de 70% para se efetuar um plano atividades


práticas de custos e orçamentos. De acordo com as respostas 70% que perfazem

19
a amostra, dizem sim, isto que indica que existe 70% de certeza para se fazer
uma atividade prática de custos e orçamento no Município de Camacupa.

2.3 Estudo de caso


O edifício é uma residência unifamiliar do tipo T3 com os seguintes
compartimentos: Varanda, sala estar, sala de jantar, cozinha, área de serviços,
dois dormitórios, WC, suíte, e um escritório.

O edifício está composto por vigas de fundações como fundações rasas


feito de Betão ciclópico e pilares feito com varão 8, que será construído com as
alvenarias do bloco 12, que é o mais usual neste município e com revestimentos
de azulejos nas áreas húmidas da casa. Portas de madeira, Janelas de ferro
vidrado, teto falso de PVC, cobertura de chapas de zinco.

Figura 6: Localização do terreno.

Fonte: Google Earth

- Norte: Igreja e caminho de ferro.


- Sul: Estrada nacional no 250.
- Leste: Antena da Unitel.
- Oeste: Ninho.

20
III. CAPÍTULO:
ATIVIDADES PRÁTICAS
DE CUSTOS E
ORÇAMENTO DE UMA
RESIDÊNCIA
UNIFAMILIAR DO TIPO
T3
3.1 Analise do método utilizado na elaboração dos custos e orçamento no
município de Camacupa.
O método utilizado na elaboração de custos e orçamento no município é o
Método Empírico.

O método de empirismo é utilizado da seguinte maneira o dono da obra


conversa com o pedreiro perguntando os serviços e materiais que serão utilizados
nas primeiras atividades, o dono da obra faz o levantamento dos materiais que
serão usados a obra, e depois ele faz analises dos preços do mercado, por último
ele soma todos os gastos que serão feitos.

No município de Camacupa a elaboração de custos e orçamentos é feito


somente nas obras públicas, isto é, obras do estado.

Nas obras particulares os donos não contratam orçamentista por que


desconhecem a importância de um orçamento, por outro lado lhes tem sido
desagradável saber quanto irá gastar numa determinada obra. Por isso eles
preferem deixar o orçamento como o ultimo serviço, isto é, um dos motivos que
lhes leva a gastar desnecessariamente em algumas atividades.

O mesmo método foi utilizado na obra em estudo.

Por desconhecer a elaboração de um bom orçamento, o dono da obra


utilizou o método empírico.

3.2 Levantamento dos custos já feitos na residência unifamiliar T3


Como já se sabe que a obra em estudo já esteve em andamento, então
antes de iniciar um orçamento analítico, primeiro vamos apresentar alguns custos
feitos pelo dono na obra.

16
Tabela 3:Levantamento dos cutos já utilizado na obra

Preço total
ATIVIDADES Unidade Quantidade (kzs)
SERVIÇO PRELIMINARES 100.000,00
Limpeza e regularização do
m2 500 20.000,00
terreno com remoção resíduos
Movimento de terra m3 9 738 35.000,00
Transporte de materiais-inclusive m3 1 45.000,00
estiva/bota-fora
FUNDAÇÃO (BETÃO CICLOPICO) 177.500,00
Pedras m3 1 50.000,00
Areia m3 1 45.000,00
Cimento Kg 15 67.500,00
água L 400 15.000,00
PAREDE 1.500.000,00
ESTRUTURA 446.000,00
PILARES 255.500,00
Varão 6 (estribos) m 10 30.000,00
Varão 12 m 24 168.000,00
Arame Kg 2 6.000,00
Brita m3 1 20.000,00
Cimento Portland Kg 7 31.500,00
VIGAS 190.500,00
Varão 6 (estribos) m 15 45.000,00
Varão 12 m 18 126.000,00
Arame Kg 2 6.000,00
Cimento Portland Kg 3 13.500,00
Mão de obra H 150.000,00
Total 2 223 500,00
Tabela 4:Estrutura analítica dos custos feitos diretamente
Custo total
ATIVIDADES Unidade Quantidade (kzs)
TRANSPORTES 130.000,00
Transporte de areia Km 2 30.000,00
Transporte de pedra Km 1 20.000,00
Cimento Kg 45 9.000,00
varões Kg 67 6.700,00
Blocos m2 2000 50.000,00
Britas m3 1 5.000,00
Água L 10.000,00
ALIMENTAÇÃO 20.000,00
Almoço Kg 20.000,00
Total 150.000,00

A obra em estudo de todas as atividades já feita no processo da construção


já se gastou 2 373 500,00kzs.

3.3 ELABORAÇÃO DE ORÇAMENTO DOS SERVIÇOS EM FALTA


3.3.1 Identificação das atividades em falta na obra e estudos das
condicionantes
A primeira etapa do orçamento será identificar os serviços em falta no caso
na obra em estudo. Para isso é importante que antes seja feito um criterioso e
amplo estudo de toda as características do projeto e de suas condicionantes
como é descrito no primeiro passo do roteiro de orçamento.

Depois de ser apresentado o projeto em estudo e boa parte de suas


principais características, é hora de iniciar a elaboração efetiva do orçamento que
está em falta durante o trabalho.

Depois do estudo de todos os projetos executivos e de toda as condições


que envolvem a construção em falta da obra em estudo, foi levantado a lista inicial
das atividades em falta da obra.

28
Tabela 5: Estrutura analítica do projeto

DESCRIÇÃO DAS ACTIVIDADE


ESTRUTURA
ALVENARIA
COBERTURA
REVESTIMENTO
ESQUADRIAS
TECTO SUSPESOS
INSTALAÇÕES HIDROSANITÁRIAS
INSTALAÇÕES ELECTRICAS
PINTURA
SERVIÇO FINAL

3.3.2 Levantamento de quantitativo


O próximo passo desenvolvido no orçamento é levantamento de
quantitativo, para saber a quantidade do que se precisa. Por esse motivo todas as
atividades serão primeiramente quantificadas de acordo com a quantidade que
cada uma será executada e logo depois serão montadas as composições de
preço unitário.

Depois de ser realizado todos os cálculos de quantitativo, retirados dos


projetos executivos da obra em estudo, segue adiante a planilha de quantidades
de tudo que está em falta na obra.

Tabela 6: Identificação das actividades

DESCRIÇÃO Unidade Quantidade


ESTRUTURA
Lages vg 1
ALVENARIA
Fornecimento e execução de alvenaria de vedação m2 130.73
com bloco 12
COBERTURA

29
Fornecimento e execução da cobertura geral com m2 98.50
chapas metálicas de 0.03mm de espessura e
estrutura metálica com tubos de (60x40)cm
REVESTIMENTO
Fornecimento e aplicação de revestimentos com m2 615.20
argamassa de cimento Portland composto por
chapisco, emboço e reboco nas alvenarias.
Fornecimento e aplicação de mosaicos cerâmico em m2 89.61
pavimento de toda edificação.
Fornecimento e aplicação de azulejos cerâmico em m2 46.80
paredes WCs e cozinhas.
ESQUADRIAS
Fornecimento e aplicação de porta de ferro de un 1
(2,10x0,90)m para a entrada principal
Fornecimento e aplicação de porta de madeira de un 5
(2,10x0,80)m para todas as portas dos quartos
Fornecimento e aplicação de porta de madeira de un 3
(2,10x0,70)m para todas as portas das wcs e
dispensa
Fornecimento e aplicação de janela de ferro de un 3
(0,70x0,70)m para wcs e dispensa.
TECTO SUSPESOS
Fornecimento e aplicação de tecto falso em placas m2 89,61
de PVC em todos os compartimentos do edifício.
INSTALAÇÕES HIDROSANITÁRIAS
Fornecimento e Execução da rede de esgoto e vg 1
sistema de distribuição de água completa, com
tubagem e todos acessórios
Fornecimento e colocação de SANITA un 2
Fornecimento e colocação de LAVATÓRIO de un 1
560x780mm
INSTALAÇÕES ELECTRICAS

30
Execução de instalações elétrica completa. vg 1
PINTURA
Fornecimento e aplicação de tinta no edifício todo. vg 1
SERVIÇO FINAL
Execução de limpeza e remoção de todos os vg 1
resíduos.

3.3.3 Composições de preço unitário


Com todos os itens quantificados, serão montadas todas as composições
de preços unitários. Levando em consideração o tamanho do arquivo das
composições que compõem a lista de quantidade, não serão colocadas todas as
composições no trabalho, pois caso contrário o trabalho ficaria muito extenso. Por
esse motivo, serão demonstradas apenas algumas composições e a planilha de
custo, tendo já o preço unitário de cada serviço e a multiplicação do valor unitário
pela quantidade, chegando assim no valor final do serviço e do custo direto.

Tabela 7: Algumas composições de preços do projeto da residência

Preço Preço
DESCRIÇÃO Unidade Quantidade unitário total
(kzs) (kzs)
ALVENARIA DE VEDAÇÃO 8.720,00
Bloco un 16 240 3.840,00
Cimento kg 12 260 3.120,00
Areia kg 24 30 720,00
Água L 12 20 240,00
Mão de obra m2 1 800 800,00

Preço Preço
DESCRIÇÃO Unidade Quantidade unitário total
(kzs) (kzs)
FORNECIMENTO E APLICAÇÃO DE AZULEJOS CERÂMICO 10.035,00
Azulejos m2 13.5 570 7.695,00

31
Cimento cola kg 5 260 1.300,00
Água L 2 20 40,00
Mão de obra m2 1 1.000 1.000,00

Preço Preço
DESCRIÇÃO Unidade Quantidade unitário total
(kzs) (kzs)
FORNECIMENTO E APLICAÇÃO DE REVESTIMENTOS COM 3.299,00
ARGAMASSA DE CIMENTO PORTLAND COMPOSTO POR
EMBOÇO E REBOCO
Cimento m3 9,720000 130,00 1.263,00
Areia m3 0,024320 50,00 1.126,00
Água L 6 20,00 120,00
Mão de obra m2 1 700,00 700,00

Preço Preço
DESCRIÇÃO Unidade Quantidade unitário total
(kzs) (kzs)
FORNECIMENTO E APLICAÇÃO DE MOSAICOS CERÂMICO EM 10.340,00
PAVIMENTO DE TODA EDIFICAÇÃO.
Mosaico m2 4 2.000,00 8.000,00
Cimento cola kg 5 260,00 1.300,00
Água L 2 20,00 40,00
Mão de obra m2 1 1.000,00 1.000,00

Com todos os itens quantificados, serão montadas todas as composições


de preços unitários. Porém durante o orçamento da obra todas as composições
foram montadas, para que assim fosse possível elaborar a planilha de custo
direto, através da multiplicação do valor unitário de cada item retirado das
composições pela quantidade de cada atividade. Contemplando os serviços,
unidade, quantidade, valor unitário e valor total do serviço.

32
Tabela 8:Composição de preço unitário

Preço Preço total


ACTIVIDADES Unidade Quantidade unitário (kzs)
(kzs)
ESTRUTURA 241.500,00
Lages vg 1 241.500,00 241.500,00
ALVENARIA 1.129.965,00
Fornecimento e execução de m2 130.73 8.720,00 1.129.965,00
alvenaria de vedação com
bloco 12
COBERTURA 867.000,00
Fornecimento e execução da vg 1 867.000,00 867.000,00
cobertura geral com chapas
metálicas de 0.03mm de
espessura e estrutura
metálica com tubos de
(60x40)cm
REVESTIMENTOS 3 425 749,00
Fornecimento e aplicação de m2 615.20 3.299,00 2.029.544,00
revestimentos com
argamassa de cimento
Portland composto por
emboço e reboco nas
alvenarias.
Fornecimento e aplicação de m2 89,61 10.340,00 926.567,00
mosaicos cerâmico em
pavimento de toda
edificação.
Fornecimento e aplicação de m2 46,80 10.035,00 469.638,00
azulejos cerâmico em
paredes WCs e cozinhas.
ESQUADRIAS 1 545 000,00
Fornecimento e aplicação de un 1 90.000,00 90.000,00

33
porta de ferro de
(2,10x0,90)m para a entrada
principal
Fornecimento e aplicação de un 5 60.000,00 300.000,00
porta de madeira de
(2,10x0,80)m para todas as
portas dos quartos
Fornecimento e aplicação de un 3 45.000,00 135.000,00
porta de madeira de
(2,10x0,70)m para todas as
portas das wcs e dispensa
Fornecimento e aplicação de un 3 20.000,00 60.000,00
janela de ferro de
(0,70x0,70)m para wcs e
dispensa.
Fornecimento e aplicação de un 6 160.000,00 960.000,00
janela de alumínio de
(1.50x1.10)
TECTO SUSPENSOS 636.231,00
Fornecimento e aplicação de M2 89,61 7.100,00 636.231,00
tecto falso em placas de PVC
em todos os compartimentos
do edifício.
INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIOS 1 910 000,00
Fornecimento e Execução da vg 1 800.000,00 800.000,00
rede de esgoto e sistema de
distribuição de água
completa, com tubagem e
todos acessórios
Fornecimento e colocação de un 2 450.000,00 900.000,00
SANITA
Fornecimento e colocação de un 1 210.000,00 210.000,00
LAVATÓRIO de 560x780mm

34
INSTALAÇÕES ELECTRICAS 750.000,00
Execução de instalações Vg 1 750.000,00 750.000,00
elétrica completa.
PINTURA 350.000,00
Fornecimento e aplicação de Vg 1 350.000 350.000,00
tinta no edifício todo.
SERVIÇO FINAL 55.000,00
Execução de limpeza e Vg 1 55.000 55.000,00
remoção de todos os
resíduos.

3.3.4 Descrição das durações das atividades

De posse das composições de preços unitários e da quantidade de todas


as atividades, será possível realizar a definição das durações de tempo de todas
elas, através do índice de produtividade retirado das composições.

O cálculo das durações da residência não será demonstrado, uma vez que,
já foi demonstrado como é feito na parte teórica do trabalho, e tendo o objetivo
também de não deixar o trabalho cansativo e muito extenso. Abaixo será
colocado cada tarefa com sua respectiva duração.

Tabela 9: Identificação das actividades

Atividade Tempo
ESTRUTURA 3 dias
Lages 3 dias
ALVENARIA 11 dias
Fornecimento e execução de alvenaria de vedação 11 dias
com bloco 12
COBERTURA 3,5 dias
Fornecimento e execução da cobertura geral com 3,5 dias
chapas metálicas de 0.03mm de espessura e
estrutura metálica com tubos de (60x40)cm

35
REVESTIMENTO 26 dias
Fornecimento e aplicação de revestimentos com 12 dias
argamassa de cimento Portland composto por
chapisco, emboço e reboco nas alvenarias.
Fornecimento e aplicação de mosaicos cerâmico em 9 dias
pavimento de toda edificação.
Fornecimento e aplicação de azulejos cerâmico em 5 dias
paredes WCs e cozinhas.
ESQUADRIAS 12 dias
Fornecimento e aplicação de porta de ferro de 0,5 dia
(2,10x0,90)m para a entrada principal
Fornecimento e aplicação de porta de madeira de 4,5 dias
(2,10x0,80)m para todas as portas dos quartos
Fornecimento e aplicação de porta de madeira de 3 dias
(2,10x0,70)m para todas as portas das wcs e
dispensa
Fornecimento e aplicação de janela de ferro de 4 dias
(0,70x0,70)m para wcs e dispensa.
TECTO SUSPESOS 14 dias
Fornecimento e aplicação de tecto falso em placas 14 dias
de PVC em todos os compartimentos do edifício.
INSTALAÇÕES HIDROSANITÁRIAS 29 dias
Fornecimento e Execução da rede de esgoto e 25 dias
sistema de distribuição de água completa, com
tubagem e todos acessórios
Fornecimento e colocação de SANITA 2 dias
Fornecimento e colocação de LAVATÓRIO de 2 dias
560x780mm
INSTALAÇÕES ELECTRICAS 20 dias
Execução de instalações elétrica completa. 20 dias
PINTURA 7 dias
Fornecimento e aplicação de tinta no edifício todo. 7 dias

36
SERVIÇO FINAL 3 dias
Execução de limpeza e remoção de todos os 3 dias
resíduos.
Total 128.5 dias

3.3.5 Definição dos custos Indireto e cotação de Preços


Para elaboração da planilha de custo indireto será necessário levar em
consideração o prazo final teórico considerado da obra e todos os custos
indiretamente envolvidos nos serviços que não foram levados em consideração
no custo direto.

No caso da obra em estudo a planilha de custo indireto levará em


consideração apenas uma estimativa de tempo de duração da obra.

Será considerado no custo indireto da obra os seguintes itens: transportes


dos matérias e dos instrumentos, alimentação.

Tabela 10:Custos indiretos e cotação de preços

Preço Preço total


ATIVIDADES Unidade Quantidade unitário (kzs)
(kzs)
TRANSPORTES vg 1 89.625,00 89.625,00
ALIMENTAÇÃO vg 1 62.500,00 62.500,00
CUSTOS INDIRETOS 152 125,00

Ao final do levantamento do custo indireto, é ideal que se faça uma planilha


resumo, contemplando todo o custo da construção do empreendimento e tendo o
valor final estimado do projeto. Na tabela 10 mostrará a planilha resumo do custo
total da obra, expresso também em Kwanza.

37
Tabela 11: Planilha resumo do orçamento

Orçamento da obra
Descrição Total
Serviço preliminares 100.000,00

Fundação (Betão ciclópico) 177.500,00

Alvenaria de vedação 2.629.965,00

Estrutura 687.500,00
Cobertura 867.000,00
Revestimentos 3 425 749,00
Esquadria 1.545.000,00
Tecto suspensos 636.231,00
Instalações hidrossanitários 1 910 000,00
Instalações elétricas 750.000,00
Pintura 350.000,00
Serviço final 55.000,00
Custo directo 13.133.945,00
Transportes 219.625,00
Alimentação 82.500,00
Custo indirecto 302 125,00
Custo directo+ Custo indirecto 13 436 070,00

Com a soma das planilhas de Custos direto (13.133.945,00) e Custo


indireto (302 125,00) é possível chegar ao valor final (13 436 070,00) do custo do
projeto.

Como já foi descrito no roteiro de orçamento, o orçamento é um estudo do


custo total de um projeto, levando a uma estimativa do custo da execução de todo
o empreendimento. Por esse motivo, é essencial que após o fechamento das
planilhas de custo direto e indireto, sejam feitas cotações das atividades tanto
diretas como indiretas, essas cotações irão dar mais segurança e credibilidade
para o orçamento

38
CONCLUSÃO
Concluímos que o princípio de todo empreendimento sustentável vem da
viabilidade técnica, aceitação do produto e serviço pelo mercado e da viabilidade
financeira. Neste aspecto o orçamento é fundamental para se iniciar um negócio e
para que ele tenha boa fluidez. É importante que se estime despesas, custos e
receitas; e por meio de um orçamento será possível projetar e obter bons
resultados. Mas é necessário primeiramente ter conhecimento sobre os seus
aspectos básicos.

O objetivo deste trabalho era demonstrar a necessidade de se ter um


controle maior dos custos durante a execução de um empreendimento e, com
isso, apresentar uma metodologia prática e simples que auxilie a equipe técnica
de engenharia no controle dos custos de sua obra para mantê-los dentro do preço
previsto para os serviços mais críticos. Fica claro que a necessidade de uma
orçamentação bem realizada também é primordial para que não haja imprevistos
durante a execução da obra.

A metodologia proposta, efetivamente, tende a evitar o desperdício de


materiais, gastos adicionais com manutenções corretivas e a reduzir a ociosidade
da mão de obra, estimulando o aumento do controle e da produtividade no
canteiro.

39
RECOMENDAÇÕES

Para donos de obra:

1. Antes de iniciar uma obra é melhor contratar um orçamentista para controle


de gastos.
2. Seguir as orientações do orçamentista e não reclamar dos preços que vem
no orçamento para melhor qualidade.
3. Para o sucesso de um empreendimento de uma construção civil é
necessário que se faça um rígido controle de todas as etapas que
envolvem o projeto. Com isso, o gerenciamento de custos torna-se um
fator decisivo para o sucesso do mesmo. O desenvolvimento de um
orçamento conciso, que contemple todos os serviços necessários para a
execução do empreendimento, faz-se necessário para evitar perdas e
atrasos no cronograma físico-financeiro da obra.

Para as empresas:

1. Com bons investimentos nesses setores as empresas correm menos


riscos, pois se antecipam os problemas conseguem garantir assim seus
principais indicadores, prazo, custo, qualidade e lucro como já foi descrito
no resumo e na introdução desse trabalho, visto a importância de tais
indicadores.
2. Portanto não há espaço, e nem se quer garantia de sobrevivência para
empresas e empreendedores que não param para planejar, estudar,
pensar e avaliar seus projetos antes mesmo de iniciarem. É necessário
apontar risco, pensar em futuros desvios, localizar problemas e agir para
soluciona-los, isso tudo nada mais é que a vivência. Essa necessidade é
real e não há como fugir do frenético desenvolvimento do mercado
empresarial.
3. Gerir custos através das boas técnicas fará com que o resultado final fique
mais próximo do planejado

40
Referências Bibliográficas

1. De Oliveira, 2014, metodologia de controle de custos em obras.


2. Ferreira, 2019, planejamento e orçamento de obra: roteiro e estudo de
caso de elaboração um planejamento e orçamento de obras.
3. Goldman, Pedrinho. Introdução do planejamento e controle de custos
na construção civil brasileira.4. ed. prod. Paulo: Editora Pini,2004.
4. Mattos, Aldo Dórea. como preparar o orçamento de obras. 4. Ed. Prod.
São Paulo: Editora Pini. LTDA, 2006.
5. Tisaka, Maçahiko. Orçamento na construção civil: consultoria, projeto
execução. 1. Ed. Prod. São Paulo: Editora Pini, 2006.

41
ANEXOS

Inquérito aos munícipes

Objetivo: identificar quais são os problemas que tem decorrido numa


determinada construção sem a presença e custo e orçamento.

Como estudantes e técnico do instituto politécnico de Camacupa, propomos como


trabalho de fim de curso o tema: actividades práticas sobre custos e orçamento de
uma de obra com o objetivo de facilitar os gastos e ter mais controle financeiro.

QUESTIONÁRIO

1- Gostarias que antes da execução da tua obra te apresentassem um


orçamento?
Sim Não Talvez

2- Porquê?
........................................................................................................................
........................................................................................................................
........................................................................................................................
........................................................................................................................
................
3- Já realizaste uma obra com um orçamento?

Sim Não Talvez

4- Quais são as dificuldades que encontraste na execução de uma obra com


orçamento?

........................................................................................................................
........................................................................................................................
........................................................................................................................
........................................................................................................................
........................................................................................................................
....................

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