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Edital Concurso Assistente Administrativo MG

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SETE LAGOAS - MG
CÂMARA MUNICIPAL DE SETE LAGOAS
- MINAS GERAIS

Assistente Administrativo

EDITAL Nº 01/2024

CÓD: SL-223MA-24
7908433255697
ÍNDICE

Língua Portuguesa
1. Compreensão e interpretação de textos. Leitura e interpretação de textos literários e não literários...................................... 9
2. Identificação de ideias principais e secundárias em um texto.................................................................................................... 12
3. Reconhecimento de informações explícitas e implícitas em um texto. Inferência de sentido de palavras e expressões no con-
texto............................................................................................................................................................................................ 13
4. Domínio da norma culta da Língua Portuguesa.......................................................................................................................... 14
5. Ortografia oficial......................................................................................................................................................................... 15
6. Acentuação gráfica...................................................................................................................................................................... 16
7. Emprego das classes de palavras: substantivo, adjetivo, advérbio, pronome, verbo, preposição, conjunção, interjeição......... 17
8. Concordância nominal e verbal.................................................................................................................................................. 26
9. Regência nominal e verbal.......................................................................................................................................................... 27
10. Emprego do sinal indicativo de crase.......................................................................................................................................... 30
11. Pontuação................................................................................................................................................................................... 31
12. Aspectos morfossintáticos da língua. Formação de palavras: derivação, composição e flexão.................................................. 33
13. Estrutura e formação de frases e orações. Termos da oração: classificação e função. Período simples e período composto:
classificação e construção........................................................................................................................................................... 34
14. Coesão e coerência textual. Emprego de elementos de coesão textual: pronomes, conjunções, conectivos. Manutenção da
coesão e coerência textual. Relações semânticas entre partes do texto.................................................................................... 37
15. Variedades linguísticas. Reconhecimento de variedades linguísticas e registros formais e informais........................................ 40
16. Adequação da linguagem ao contexto comunicativo................................................................................................................. 41
17. Figuras de linguagem. Reconhecimento e interpretação de figuras de linguagem presentes em um texto.............................. 42
18. Interpretação de gêneros textuais. Reconhecimento e interpretação de diferentes gêneros textuais: narrativo, descritivo,
dissertativo, argumentativo, entre outros. Identificação das características estruturais e linguísticas de cada gênero textual. 45
19. Redação. Produção de texto dissertativo-argumentativo sobre tema atual, com introdução, desenvolvimento e conclusão.. 51
20. Coerência e coesão textual. Adequação ao tema proposto. Observância às normas da língua-padrão.................................... 52

Matemática e Raciocínio Lógico


1. Teoria dos conjuntos (união e interseção, diagrama de Venn) e operações com conjuntos...................................................... 63
2. Conjuntos e conjuntos numéricos: naturais, inteiros, racionais e reais...................................................................................... 66
3. Notação científica....................................................................................................................................................................... 76
4. Cálculo algébrico: expressões algébricas e equações de 1° grau................................................................................................ 76
5. Razões, proporções, regra de três simples e composta. Problemas envolvendo grandezas diretamente e inversamente pro-
porcionais................................................................................................................................................................................... 79
6. Matemática financeira: porcentagem, juros simples e compostos, equivalência de taxas, Cálculos com porcentagens........... 81
7. Sequências: reconhecimento de padrões, progressões aritmética e geométrica...................................................................... 84
8. Geometria euclidiana plana: distâncias, ângulos, polígonos, teorema de Tales, semelhança de triângulos, perímetro e área de
polígonos.................................................................................................................................................................................... 86
9. Geometria espacial: áreas e volumes de blocos retangulares.................................................................................................... 94
10. Análise combinatória: problemas de contagem, arranjo simples, permutação, probabilidade................................................. 97
11. Estatística: análise, leitura e interpretação de tabelas e gráficos, medidas de tendência central.............................................. 101

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ÍNDICE

12. Conceitos básicos de raciocínio lógico: proposições simples e compostas, valores lógicos das proposições, tabela verdade,
conectivos lógicos (e, ou, não, se, então)................................................................................................................................... 108
13. Lógica de argumentação............................................................................................................................................................. 112
14. Raciocínio sequencial envolvendo problemas aritméticos e geométricos (sequências lógicas envolvendo números, letras e
figuras)........................................................................................................................................................................................ 112

Legislação Municipal
1. Conhecimento da legislação municipal no que se refere ao Estatuto dos Servidores, (Lei Complementar nº 192/2016: Dis-
põe sobre o Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Sete Lagoas e dá outras providências).................................... 119
2. Lei Orgânica Municipal, Regimento Interno da Câmara Municipal (Resolução nº 810/1995: Dispõe sobre o Regimento Interno
da Câmara de Sete Lagoas)......................................................................................................................................................... 141
3. Constituição da República Federativa do Brasil: Constituição da República: Título I: “Dos Princípios Fundamentais”: art. 1º ao
4º................................................................................................................................................................................................ 169
4. Título II: “Dos Direitos e Garantias Fundamentais”: art. 5º, 7º, 12 e 13..................................................................................... 170
5. Título III: “Da Organização do Estado”: arts. 18 ao 39................................................................................................................ 177
6. Título IV: “Da Organização dos Poderes”: arts. 44 ao 75............................................................................................................ 188

Informática Básica
1. Sistemas operacionais: conhecimentos do ambiente Windows 10: configurações básicas do Sistema Operacional (painel de
controle); organização de pastas e arquivos; operações de manipulação de pastas e arquivos (criar, copiar, mover, excluir e
renomear)................................................................................................................................................................................... 201
2. Editor de texto Microsoft Word (pacote Microsoft 365): criação, edição, formatação e impressão; criação e manipulação de
tabelas; inserção e formatação de gráficos e figuras; geração de mala direta........................................................................... 221
3. Planilha eletrônica Microsoft Excel (pacote Microsoft 365): criação, edição, formatação e impressão; utilização de fórmulas;
geração de gráficos; classificação e organização de dados......................................................................................................... 223
4. Software de apresentações PowerPoint (pacote Microsoft 365): criação, edição, formatação e impressão das apresenta-
ções............................................................................................................................................................................................. 224
5. Segurança. Conceitos de segurança da informação. Classificação da informação, segurança física e segurança lógica. Análise
e gerenciamento de riscos. Ameaça, tipos de ataques e vulnerabilidade.................................................................................. 228
6. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD)........................................................................................................................ 232
7. Conhecimentos de internet: noções básicas; correio eletrônico (receber e enviar mensagens; anexos; catálogos de endereço;
organização das mensagens)...................................................................................................................................................... 245

Conhecimentos Específicos
Assistente Administrativo
1. Redação de textos (ofícios, protocolos, tabelas e documentos diversos)................................................................................... 255
2. Conhecimentos de atendimento ao público interno e externo.................................................................................................. 265
3. Gestão de bens materiais e patrimoniais................................................................................................................................... 267
4. Fundamentos da administração pública..................................................................................................................................... 287
5. Teoria geral da administração..................................................................................................................................................... 289
6. Planejamento estratégico........................................................................................................................................................... 295

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ÍNDICE

7. Gestão da qualidade em serviços............................................................................................................................................... 296


8. Gestão de recursos humanos...................................................................................................................................................... 300
9. Responsabilidade técnica do administrador............................................................................................................................... 302
10. Ética na administração pública................................................................................................................................................... 302
11. Direito Administrativo................................................................................................................................................................. 303

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LÍNGUA PORTUGUESA

A imagem a seguir ilustra uma campanha pela inclusão social.


COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS. LEITURA
E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS LITERÁRIOS E NÃO LITERÁ-
RIOS

Definição Geral
Embora correlacionados, esses conceitos se distinguem, pois
sempre que compreendemos adequadamente um texto e o objetivo
de sua mensagem, chegamos à interpretação, que nada mais é
do que as conclusões específicas. Exemplificando, sempre que
nos é exigida a compreensão de uma questão em uma avaliação,
a resposta será localizada no próprio no texto, posteriormente,
ocorre a interpretação, que é a leitura e a conclusão fundamentada
em nossos conhecimentos prévios.

Compreensão de Textos “A Constituição garante o direito à educação para todos e a


Resumidamente, a compreensão textual consiste na análise do inclusão surge para garantir esse direito também aos alunos com
que está explícito no texto, ou seja, na identificação da mensagem. deficiências de toda ordem, permanentes ou temporárias, mais ou
É assimilar (uma devida coisa) intelectualmente, fazendo uso menos severas.”
da capacidade de entender, atinar, perceber, compreender.
Compreender um texto é apreender de forma objetiva a mensagem A partir do fragmento acima, assinale a afirmativa incorreta.
transmitida por ele. Portanto, a compreensão textual envolve a (A) A inclusão social é garantida pela Constituição Federal de
decodificação da mensagem que é feita pelo leitor. Por exemplo, 1988.
ao ouvirmos uma notícia, automaticamente compreendemos (B) As leis que garantem direitos podem ser mais ou menos
a mensagem transmitida por ela, assim como o seu propósito severas.
comunicativo, que é informar o ouvinte sobre um determinado (C) O direito à educação abrange todas as pessoas, deficientes
evento. ou não.
(D) Os deficientes temporários ou permanentes devem ser in-
Interpretação de Textos cluídos socialmente.
É o entendimento relacionado ao conteúdo, ou melhor, os (E) “Educação para todos” inclui também os deficientes.
resultados aos quais chegamos por meio da associação das ideias
e, em razão disso, sobressai ao texto. Resumidamente, interpretar Comentário da questão:
é decodificar o sentido de um texto por indução. Em “A” o texto é sobre direito à educação, incluindo as pessoas
A interpretação de textos compreende a habilidade de se com deficiência, ou seja, inclusão de pessoas na sociedade. =
chegar a conclusões específicas após a leitura de algum tipo de afirmativa correta.
texto, seja ele escrito, oral ou visual. Em “B” o complemento “mais ou menos severas” se refere à
Grande parte da bagagem interpretativa do leitor é resultado “deficiências de toda ordem”, não às leis. = afirmativa incorreta.
da leitura, integrando um conhecimento que foi sendo assimilado Em “C” o advérbio “também”, nesse caso, indica a inclusão/
ao longo da vida. Dessa forma, a interpretação de texto é subjetiva, adição das pessoas portadoras de deficiência ao direito à educação,
podendo ser diferente entre leitores. além das que não apresentam essas condições. = afirmativa correta.
Em “D” além de mencionar “deficiências de toda ordem”, o
Exemplo de compreensão e interpretação de textos texto destaca que podem ser “permanentes ou temporárias”. =
Para compreender melhor a compreensão e interpretação de afirmativa correta.
textos, analise a questão abaixo, que aborda os dois conceitos em Em “E” este é o tema do texto, a inclusão dos deficientes. =
um texto misto (verbal e visual): afirmativa correta.
FGV > SEDUC/PE > Agente de Apoio ao Desenvolvimento Escolar Espe-
cial > 2015 Resposta: Logo, a Letra B é a resposta Certa para essa questão,
Português > Compreensão e interpretação de textos visto que é a única que contém uma afirmativa incorreta sobre o
texto.

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LÍNGUA PORTUGUESA

IDENTIFICANDO O TEMA DE UM TEXTO IDENTIFICAÇÃO DE EFEITOS DE IRONIA OU HUMOR EM


O tema é a ideia principal do texto. É com base nessa ideia TEXTOS VARIADOS
principal que o texto será desenvolvido. Para que você consiga
identificar o tema de um texto, é necessário relacionar as diferen- Ironia
tes informações de forma a construir o seu sentido global, ou seja, Ironia é o recurso pelo qual o emissor diz o contrário do que
você precisa relacionar as múltiplas partes que compõem um todo está pensando ou sentindo (ou por pudor em relação a si próprio ou
significativo, que é o texto. com intenção depreciativa e sarcástica em relação a outrem).
Em muitas situações, por exemplo, você foi estimulado a ler um A ironia consiste na utilização de determinada palavra ou ex-
texto por sentir-se atraído pela temática resumida no título. Pois o pressão que, em um outro contexto diferente do usual, ganha um
título cumpre uma função importante: antecipar informações sobre novo sentido, gerando um efeito de humor.
o assunto que será tratado no texto. Exemplo:
Em outras situações, você pode ter abandonado a leitura por-
que achou o título pouco atraente ou, ao contrário, sentiu-se atraí-
do pelo título de um livro ou de um filme, por exemplo. É muito
comum as pessoas se interessarem por temáticas diferentes, de-
pendendo do sexo, da idade, escolaridade, profissão, preferências
pessoais e experiência de mundo, entre outros fatores.
Mas, sobre que tema você gosta de ler? Esportes, namoro, se-
xualidade, tecnologia, ciências, jogos, novelas, moda, cuidados com
o corpo? Perceba, portanto, que as temáticas são praticamente in-
finitas e saber reconhecer o tema de um texto é condição essen-
cial para se tornar um leitor hábil. Vamos, então, começar nossos
estudos?
Propomos, inicialmente, que você acompanhe um exercício
bem simples, que, intuitivamente, todo leitor faz ao ler um texto:
reconhecer o seu tema. Vamos ler o texto a seguir?

CACHORROS
Os zoólogos acreditam que o cachorro se originou de uma
espécie de lobo que vivia na Ásia. Depois os cães se juntaram aos
seres humanos e se espalharam por quase todo o mundo. Essa ami-
zade começou há uns 12 mil anos, no tempo em que as pessoas
precisavam caçar para se alimentar. Os cachorros perceberam que,
se não atacassem os humanos, podiam ficar perto deles e comer a
comida que sobrava. Já os homens descobriram que os cachorros
podiam ajudar a caçar, a cuidar de rebanhos e a tomar conta da
casa, além de serem ótimos companheiros. Um colaborava com o
outro e a parceria deu certo.
Ao ler apenas o título “Cachorros”, você deduziu sobre o pos-
sível assunto abordado no texto. Embora você imagine que o tex-
to vai falar sobre cães, você ainda não sabia exatamente o que ele
falaria sobre cães. Repare que temos várias informações ao longo Na construção de um texto, ela pode aparecer em três mo-
do texto: a hipótese dos zoólogos sobre a origem dos cães, a asso- dos: ironia verbal, ironia de situação e ironia dramática (ou satírica).
ciação entre eles e os seres humanos, a disseminação dos cães pelo
mundo, as vantagens da convivência entre cães e homens. Ironia verbal
As informações que se relacionam com o tema chamamos de Ocorre quando se diz algo pretendendo expressar outro sig-
subtemas (ou ideias secundárias). Essas informações se integram, nificado, normalmente oposto ao sentido literal. A expressão e a
ou seja, todas elas caminham no sentido de estabelecer uma unida- intenção são diferentes.
de de sentido. Portanto, pense: sobre o que exatamente esse texto Exemplo: Você foi tão bem na prova! Tirou um zero incrível!
fala? Qual seu assunto, qual seu tema? Certamente você chegou à
conclusão de que o texto fala sobre a relação entre homens e cães. Ironia de situação
Se foi isso que você pensou, parabéns! Isso significa que você foi A intenção e resultado da ação não estão alinhados, ou seja, o
capaz de identificar o tema do texto! resultado é contrário ao que se espera ou que se planeja.
Fonte: [Link]
cundarias/

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LÍNGUA PORTUGUESA

Exemplo: Quando num texto literário uma personagem planeja uma ação, mas os resultados não saem como o esperado. No livro
“Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, a personagem título tem obsessão por ficar conhecida. Ao longo da vida, tenta
de muitas maneiras alcançar a notoriedade sem sucesso. Após a morte, a personagem se torna conhecida. A ironia é que planejou ficar
famoso antes de morrer e se tornou famoso após a morte.

Ironia dramática (ou satírica)


A ironia dramática é um efeito de sentido que ocorre nos textos literários quando o leitor, a audiência, tem mais informações do que
tem um personagem sobre os eventos da narrativa e sobre intenções de outros personagens. É um recurso usado para aprofundar os sig-
nificados ocultos em diálogos e ações e que, quando captado pelo leitor, gera um clima de suspense, tragédia ou mesmo comédia, visto
que um personagem é posto em situações que geram conflitos e mal-entendidos porque ele mesmo não tem ciência do todo da narrativa.
Exemplo: Em livros com narrador onisciente, que sabe tudo o que se passa na história com todas as personagens, é mais fácil aparecer
esse tipo de ironia. A peça como Romeu e Julieta, por exemplo, se inicia com a fala que relata que os protagonistas da história irão morrer
em decorrência do seu amor. As personagens agem ao longo da peça esperando conseguir atingir seus objetivos, mas a plateia já sabe que
eles não serão bem-sucedidos.

Humor
Nesse caso, é muito comum a utilização de situações que pareçam cômicas ou surpreendentes para provocar o efeito de humor.
Situações cômicas ou potencialmente humorísticas compartilham da característica do efeito surpresa. O humor reside em ocorrer
algo fora do esperado numa situação.
Há diversas situações em que o humor pode aparecer. Há as tirinhas e charges, que aliam texto e imagem para criar efeito cômico; há
anedotas ou pequenos contos; e há as crônicas, frequentemente acessadas como forma de gerar o riso.
Os textos com finalidade humorística podem ser divididos em quatro categorias: anedotas, cartuns, tiras e charges.

Exemplo:

ANÁLISE E A INTERPRETAÇÃO DO TEXTO SEGUNDO O GÊNERO EM QUE SE INSCREVE


Compreender um texto trata da análise e decodificação do que de fato está escrito, seja das frases ou das ideias presentes. Interpretar
um texto, está ligado às conclusões que se pode chegar ao conectar as ideias do texto com a realidade. Interpretação trabalha com a sub-
jetividade, com o que se entendeu sobre o texto.
Interpretar um texto permite a compreensão de todo e qualquer texto ou discurso e se amplia no entendimento da sua ideia principal.
Compreender relações semânticas é uma competência imprescindível no mercado de trabalho e nos estudos.
Quando não se sabe interpretar corretamente um texto pode-se criar vários problemas, afetando não só o desenvolvimento profissio-
nal, mas também o desenvolvimento pessoal.

Busca de sentidos
Para a busca de sentidos do texto, pode-se retirar do mesmo os tópicos frasais presentes em cada parágrafo. Isso auxiliará na apreen-
são do conteúdo exposto.
Isso porque é ali que se fazem necessários, estabelecem uma relação hierárquica do pensamento defendido, retomando ideias já
citadas ou apresentando novos conceitos.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Por fim, concentre-se nas ideias que realmente foram explici- A literatura apresenta-se como o instrumento artístico de análi-
tadas pelo autor. Textos argumentativos não costumam conceder se de mundo e de compreensão do homem. Cada época conceituou
espaço para divagações ou hipóteses, supostamente contidas nas a literatura e suas funções de acordo com a realidade, o contexto
entrelinhas. Deve-se ater às ideias do autor, o que não quer dizer histórico e cultural e, os anseios dos indivíduos daquele momento.
que o leitor precise ficar preso na superfície do texto, mas é fun-
damental que não sejam criadas suposições vagas e inespecíficas. Ficcionalidade: os textos baseiam-se no real, transfigurando-o,
recriando-o.
Importância da interpretação
A prática da leitura, seja por prazer, para estudar ou para se Aspecto subjetivo: o texto apresenta o olhar pessoal do artista,
informar, aprimora o vocabulário e dinamiza o raciocínio e a inter- suas experiências e emoções.
pretação. A leitura, além de favorecer o aprendizado de conteúdos
específicos, aprimora a escrita. Ênfase na função poética da linguagem: o texto literário mani-
Uma interpretação de texto assertiva depende de inúmeros fa- pula a palavra, revestindo-a de caráter artístico.
tores. Muitas vezes, apressados, descuidamo-nos dos detalhes pre-
sentes em um texto, achamos que apenas uma leitura já se faz sufi- Plurissignificação: as palavras, no texto literário, assumem vá-
ciente. Interpretar exige paciência e, por isso, sempre releia o texto, rios significados.
pois a segunda leitura pode apresentar aspectos surpreendentes
que não foram observados previamente. Para auxiliar na busca de Principais características do texto não literário
sentidos do texto, pode-se também retirar dele os tópicos frasais Apresenta peculiaridades em relação a linguagem literária, en-
presentes em cada parágrafo, isso certamente auxiliará na apreen- tre elas o emprego de uma linguagem convencional e denotativa.
são do conteúdo exposto. Lembre-se de que os parágrafos não es-
tão organizados, pelo menos em um bom texto, de maneira aleató- Ela tem como função informar de maneira clara e sucinta, des-
ria, se estão no lugar que estão, é porque ali se fazem necessários, considerando aspectos estilísticos próprios da linguagem literária.
estabelecendo uma relação hierárquica do pensamento defendido,
retomando ideias já citadas ou apresentando novos conceitos. Os diversos textos podem ser classificados de acordo com a
Concentre-se nas ideias que de fato foram explicitadas pelo au- linguagem utilizada. A linguagem de um texto está condicionada à
tor: os textos argumentativos não costumam conceder espaço para sua funcionalidade. Quando pensamos nos diversos tipos e gêneros
divagações ou hipóteses, supostamente contidas nas entrelinhas. textuais, devemos pensar também na linguagem adequada a ser
Devemos nos ater às ideias do autor, isso não quer dizer que você adotada em cada um deles. Para isso existem a linguagem literária
precise ficar preso na superfície do texto, mas é fundamental que e a linguagem não literária.
não criemos, à revelia do autor, suposições vagas e inespecíficas.
Ler com atenção é um exercício que deve ser praticado à exaustão, Diferente do que ocorre com os textos literários, nos quais há
assim como uma técnica, que fará de nós leitores proficientes. uma preocupação com o objeto linguístico e também com o estilo,
os textos não literários apresentam características bem delimitadas
Diferença entre compreensão e interpretação para que possam cumprir sua principal missão, que é, na maioria
A compreensão de um texto é fazer uma análise objetiva do das vezes, a de informar. Quando pensamos em informação, alguns
texto e verificar o que realmente está escrito nele. Já a interpreta- elementos devem ser elencados, como a objetividade, a transpa-
ção imagina o que as ideias do texto têm a ver com a realidade. O rência e o compromisso com uma linguagem não literária, afastan-
leitor tira conclusões subjetivas do texto. do assim possíveis equívocos na interpretação de um texto.

TEXTOS LITERÁRIOS E NÃO LITERÁRIOS.


IDENTIFICAÇÃO DE IDEIAS PRINCIPAIS E SECUNDÁRIAS
Detecção de características e pormenores que identifiquem o EM UM TEXTO
texto dentro de um estilo de época
Para uma boa compreensão textual é necessário entender a es-
Principais características do texto literário
trutura interna do texto, analisar as ideias primárias e secundárias1
Há diferença do texto literário em relação ao texto referencial,
e verificar como elas se relacionam.
sobretudo, por sua carga estética. Esse tipo de texto exerce uma
As ideias principais estão relacionadas com o tema central, o
linguagem ficcional, além de fazer referência à função poética da
assunto núcleo. Já as ideias secundárias unem-se às ideias princi-
linguagem.
pais e formam uma cadeia, ou seja, ocorre a explanação da ideia
básica e a seguir o desdobramento dessa ideia nos parágrafos se-
Uma constante discussão sobre a função e a estrutura do tex-
guintes, a fim de aprofundar o assunto. Exemplos:
to literário existe, e também sobre a dificuldade de se entenderem
“Meu primo já havia chegado à metade da perigosa ponte de
os enigmas, as ambiguidades, as metáforas da literatura. São esses
ferro quando, de repente, um trem saiu do trilho, a cem metros da
elementos que constituem o atrativo do texto literário: a escrita
ponte. (Ideia principal)
diferenciada, o trabalho com a palavra, seu aspecto conotativo,
seus enigmas.

1 [Link]
pal-e-ideia-secundaria/.
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MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO
LÓGICO

⊅: não contém
TEORIA DOS CONJUNTOS (UNIÃO E INTERSEÇÃO, DIAGRA- /: tal que
MA DE VENN) E OPERAÇÕES COM CONJUNTOS ⟹: implica que
⇔: se,e somente se
∃: existe
Conjunto está presente em muitos aspectos da vida, sejam eles ∄: não existe
cotidianos, culturais ou científicos. Por exemplo, formamos conjun- ∀: para todo(ou qualquer que seja)
tos ao organizar a lista de amigos para uma festa agrupar os dias da ∅: conjunto vazio
semana ou simplesmente fazer grupos. N: conjunto dos números naturais
Os componentes de um conjunto são chamados de elementos. Z: conjunto dos números inteiros
Para enumerar um conjunto usamos geralmente uma letra Q: conjunto dos números racionais
maiúscula. Q’=I: conjunto dos números irracionais
R: conjunto dos números reais
Representações
Pode ser definido por: Igualdade
-Enumerando todos os elementos do conjunto: S={1, 3, 5, 7, 9} Propriedades básicas da igualdade
-Simbolicamente: B={x>N|x<8}, enumerando esses elementos Para todos os conjuntos A, B e C,para todos os objetos x ∈ U,
temos: temos que:
B={0,1,2,3,4,5,6,7} (1) A = A.
(2) Se A = B, então B = A.
– Diagrama de Venn (3) Se A = B e B = C, então A = C.
(4) Se A = B e x ∈ A, então x∈ B.
Se A = B e A ∈ C, então B ∈ C.

Dois conjuntos são iguais se, e somente se, possuem exata-


mente os mesmos elementos. Em símbolo:
Para saber se dois conjuntos A e B são iguais, precisamos saber
apenas quais são os elementos.
Não importa ordem:
A={1,2,3} e B={2,1,3}

Não importa se há repetição:


A={1,2,2,3} e B={1,2,3}

Há também um conjunto que não contém elemento e é repre- Classificação


sentado da seguinte forma: S = c ou S = { }. Definição
Quando todos os elementos de um conjunto A pertencem tam- Chama-se cardinal de um conjunto, e representa-se por #, ao
bém a outro conjunto B, dizemos que: número de elementos que ele possui.
A é subconjunto de B
Ou A é parte de B Exemplo
A está contido em B escrevemos: A ⊂ B Por exemplo, se A ={45,65,85,95} então #A = 4.

Se existir pelo menos um elemento de A que não pertence a Definições


B: A ⊄ B Dois conjuntos dizem-se equipotentes se têm o mesmo cardi-
nal.
Símbolos Um conjunto diz-se
∈: pertence a) infinito quando não é possível enumerar todos os seus ele-
∉: não pertence mentos
⊂: está contido b) finito quando é possível enumerar todos os seus elementos
⊄: não está contido c) singular quando é formado por um único elemento
⊃: contém d) vazio quando não tem elementos
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MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

Exemplos
N é um conjunto infinito (O cardinal do conjunto N (#N) é infi-
nito (∞));
A = {½, 1} é um conjunto finito (#A = 2);
B = {Lua} é um conjunto singular (#B = 1)
{ } ou ∅ é o conjunto vazio (#∅ = 0)

Pertinência
O conceito básico da teoria dos conjuntos é a relação de perti-
nência representada pelo símbolo ∈. As letras minúsculas designam
os elementos de um conjunto e as maiúsculas, os conjuntos. Assim,
o conjunto das vogais (V) é:
V={a,e,i,o,u} Exemplo:
A relação de pertinência é expressa por: a∈V A = {0, 1, 2, 3, 4, 5} e B = {5, 6, 7}
A relação de não-pertinência é expressa por:b∉V, pois o ele- Então os elementos de A – B serão os elementos do conjunto A
mento b não pertence ao conjunto V. menos os elementos que pertencerem ao conjunto B.
Portanto A – B = {0, 1, 2, 3, 4}.
Inclusão
A Relação de inclusão possui 3 propriedades: Complementar
Propriedade reflexiva: A⊂A, isto é, um conjunto sempre é sub- O complementar do conjunto A( ) é o conjunto formado pelos
conjunto dele mesmo. elementos do conjunto universo que não pertencem a A.
Propriedade antissimétrica: se A⊂B e B⊂A, então A=B
Propriedade transitiva: se A⊂B e B⊂C, então, A⊂C.

Operações
União
Dados dois conjuntos A e B, existe sempre um terceiro formado
pelos elementos que pertencem pelo menos um dos conjuntos a
que chamamos conjunto união e representamos por: A∪B.
Formalmente temos: A∪B={x|x ∈ A ou x ∈ B}
Exemplo:
A={1,2,3,4} e B={5,6}
A∪B={1,2,3,4,5,6}

Interseção Fórmulas da união


A interseção dos conjuntos A e B é o conjunto formado pelos n(A ∪B)=n(A)+n(B)-n(A∩B)
elementos que são ao mesmo tempo de A e de B, e é representada n(A ∪B∪C)=n(A)+n(B)+n(C)+n(A∩B∩C)-n(A∩B)-n(A∩C)-n(B C)
por : A∩B. Simbolicamente: A∩B={x|x∈A e x∈B}
Essas fórmulas muitas vezes nos ajudam, pois ao invés de fazer
todo o diagrama, se colocarmos nessa fórmula, o resultado é mais
rápido, o que na prova de concurso é interessante devido ao tempo.
Mas, faremos exercícios dos dois modos para você entender
melhor e perceber que, dependendo do exercício é melhor fazer de
uma forma ou outra.

Exemplo
(MANAUSPREV – Analista Previdenciário – FCC/2015) Em um
grupo de 32 homens, 18 são altos, 22 são barbados e 16 são care-
Exemplo: cas. Homens altos e barbados que não são carecas são seis. Todos
A={a,b,c,d,e} e B={d,e,f,g} homens altos que são carecas, são também barbados. Sabe-se que
A∩B={d,e} existem 5 homens que são altos e não são barbados nem carecas.
Sabe-se que existem 5 homens que são barbados e não são altos
Diferença nem carecas. Sabe-se que existem 5 homens que são carecas e não
Uma outra operação entre conjuntos é a diferença, que a cada são altos e nem barbados. Dentre todos esses homens, o número
par A, B de conjuntos faz corresponder o conjunto definido por: de barbados que não são altos, mas são carecas é igual a
A – B ou A\B que se diz a diferença entre A e B ou o comple- (A) 4.
mentar de B em relação a A. (B) 7.
A este conjunto pertencem os elementos de A que não perten- (C) 13.
cem a B. (D) 5.
A\B = {x : x∈A e x∉B}. (E) 8.
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64
a solução para o seu concurso!
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

Primeiro, quando temos 3 diagramas, sempre começamos pela Quando somarmos 5+x+6=18
interseção dos 3, depois interseção a cada 2 e por fim, cada um X=18-11=7

Carecas são 16

Se todo homem careca é barbado, não teremos apenas ho- 7+y+5=16


mens carecas e altos. Y=16-12
Homens altos e barbados são 6 Y=4

Então o número de barbados que não são altos, mas são care-
cas são 4.
Nesse exercício ficará difícil se pensarmos na fórmula, ficou
grande devido as explicações, mas se você fizer tudo no mesmo dia-
grama, mas seguindo os passos, o resultado sairá fácil.

Exemplo
(SEGPLAN/GO – Perito Criminal – FUNIVERSA/2015) Suponha
que, dos 250 candidatos selecionados ao cargo de perito criminal:

1) 80 sejam formados em Física;


2) 90 sejam formados em Biologia;
Sabe-se que existem 5 homens que são barbados e não são 3) 55 sejam formados em Química;
altos nem carecas. Sabe-se que existem 5 homens que são carecas 4) 32 sejam formados em Biologia e Física;
e não são altos e nem barbados 5) 23 sejam formados em Química e Física;
6) 16 sejam formados em Biologia e Química;
7) 8 sejam formados em Física, em Química e em Biologia.

Considerando essa situação, assinale a alternativa correta.


(A) Mais de 80 dos candidatos selecionados não são físicos nem
biólogos nem químicos.
(B) Mais de 40 dos candidatos selecionados são formados ape-
nas em Física.
(C) Menos de 20 dos candidatos selecionados são formados
apenas em Física e em Biologia.
(D) Mais de 30 dos candidatos selecionados são formados ape-
nas em Química.
(E) Escolhendo-se ao acaso um dos candidatos selecionados, a
Sabemos que 18 são altos
probabilidade de ele ter apenas as duas formações, Física e Quími-
ca, é inferior a 0,05.

Resolução
A nossa primeira conta, deve ser achar o número de candidatos
que não são físicos, biólogos e nem químicos.
n (F ∪B∪Q)=n(F)+n(B)+n(Q)+n(F∩B∩Q)-n(F∩B)-n(F∩Q)-
-n(B∩Q)
n(F ∪B∪Q)=80+90+55+8-32-23-16=162
Temos um total de 250 candidatos
250-162=88
Resposta: A.
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MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

CONJUNTOS E CONJUNTOS NUMÉRICOS: NATURAIS, IN-


TEIROS, RACIONAIS E REAIS

O agrupamento de termos ou elementos que associam


características semelhantes é denominado conjunto. Quando Operações com Números Naturais
aplicamos essa ideia à matemática, se os elementos com Praticamente, toda a Matemática é edificada sobre essas duas
características semelhantes são números, referimo-nos a esses operações fundamentais: adição e multiplicação.
agrupamentos como conjuntos numéricos.
Em geral, os conjuntos numéricos podem ser representados Adição de Números Naturais
graficamente ou de maneira extensiva, sendo esta última a A primeira operação essencial da Aritmética tem como objetivo
forma mais comum ao lidar com operações matemáticas. Na reunir em um único número todas as unidades de dois ou mais
representação extensiva, os números são listados entre chaves {}. números.
Caso o conjunto seja infinito, ou seja, contenha uma quantidade Exemplo: 6 + 4 = 10, onde 6 e 4 são as parcelas e 10 é a soma
incontável de números, utilizamos reticências após listar alguns ou o total.
exemplos. Exemplo: N = {0, 1, 2, 3, 4…}.
Existem cinco conjuntos considerados essenciais, pois são Subtração de Números Naturais
os mais utilizados em problemas e questões durante o estudo da É utilizada quando precisamos retirar uma quantidade de outra;
Matemática. Esses conjuntos são os Naturais, Inteiros, Racionais, é a operação inversa da adição. A subtração é válida apenas nos
Irracionais e Reais. números naturais quando subtraímos o maior número do menor,
ou seja, quando quando a-b tal que a≥b.
Exemplo: 200 – 193 = 7, onde 200 é o Minuendo, o 193
Subtraendo e 7 a diferença.

Obs.: o minuendo também é conhecido como aditivo e o


subtraendo como subtrativo.

Multiplicação de Números Naturais


É a operação que visa adicionar o primeiro número, denominado
multiplicando ou parcela, tantas vezes quantas são as unidades do
segundo número, chamado multiplicador.
Exemplo: 3 x 5 = 15, onde 3 e 5 são os fatores e o 15 produto.
- 3 vezes 5 é somar o número 3 cinco vezes: 3 x 5 = 3 + 3 + 3 + 3
+ 3 = 15. Podemos no lugar do “x” (vezes) utilizar o ponto “. “, para
indicar a multiplicação).

Divisão de Números Naturais


Dados dois números naturais, às vezes precisamos saber
quantas vezes o segundo está contido no primeiro. O primeiro
número, que é o maior, é chamado de dividendo, e o outro
número, que é menor, é o divisor. O resultado da divisão é chamado
quociente. Se multiplicarmos o divisor pelo quociente, obtemos o
dividendo.
CONJUNTO DOS NÚMEROS NATURAIS (N)
No conjunto dos números naturais, a divisão não é fechada,
O conjunto dos números naturais é simbolizado pela letra N
pois nem sempre é possível dividir um número natural por outro
e abrange os números que utilizamos para realizar contagem,
número natural, e, nesses casos, a divisão não é exata.
incluindo o zero. Esse conjunto é infinito. Exemplo: N = {0, 1, 2, 3,
4…}

O conjunto dos números naturais pode ser dividido em


subconjuntos:
N* = {1, 2, 3, 4…} ou N* = N – {0}: conjunto dos números
naturais não nulos, ou sem o zero.
Np = {0, 2, 4, 6…}, em que n ∈ N: conjunto dos números naturais
pares.
Ni = {1, 3, 5, 7..}, em que n ∈ N: conjunto dos números naturais
ímpares.
P = {2, 3, 5, 7..}: conjunto dos números naturais primos.

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LEGISLAÇÃO MUNICIPAL

VII - referência é a designação numérica indicativa da posição


CONHECIMENTO DA LEGISLAÇÃO MUNICIPAL NO QUE SE do cargo na hierarquia da tabela de vencimentos;
REFERE AO ESTATUTO DOS SERVIDORES, (LEI COMPLE- VIII - faixa de vencimento é a escala de padrões atribuídos a
MENTAR Nº 192/2016: DISPÕE SOBRE O ESTATUTO DOS uma determinada referência;
SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE SETE LAGOAS IX - padrão de vencimento é o algarismo romano que identifica
E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS) a retribuição pecuniária recebida pelo servidor dentro da sua faixa
excluídas as vantagens pessoais decorrentes de legislações especi-
ficas;
LEI COMPLEMENTAR Nº 192 DE 30 DE MARÇO DE 2016. X - interstício é o lapso de tempo estabelecido com o mínimo
necessário para que o servidor se habilite a progressão.
DISPÕE SOBRE O ESTATUTO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO § 1º Os cargos e as funções de confiança stricto sensu, que são
MUNICÍPIO DE SETE LAGOAS, ESTADO DE MINAS GERAIS E DÁ OU- espécies do gênero função de confiança latu sensu, serão criados
TRAS PROVIDÊNCIAS. com denominação própria, número certo, atribuições especificas
e corresponderão a valores determinados por lei de iniciativa do
O Povo do Município de Sete Lagoas, por seus representantes Poder Executivo.
legais votou, e eu em seu nome sanciono a seguinte Lei Comple- § 2º Os cargos de confiança, a serem preenchidos nos casos,
mentar: condições e percentuais mínimos previstos neste Estatuto e nas leis
específicas que tratam da estrutura organizacional da Administra-
TÍTULO I ção Direta, das Autarquias, das Fundações Municipais e da Câmara
CAPÍTULO ÚNICO Municipal, destinam-se às atribuições de direção, chefia e assesso-
ramento.
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES § 3º No mínimo 20% (vinte por cento) das funções de confiança
Art. 1º Esta Lei Complementar institui o Estatuto dos Servido- latu sensu serão preenchidos por ocupantes de cargo de provimen-
res da Administração Pública Direta, das Autarquias e das Funda- to efetivo.
ções Públicas do Município de Sete Lagoas, Estado de Minas Gerais. § 4º O disposto neste Estatuto, ressalvados os dispositivos que
Art. 2º Para os efeitos desta Lei Complementar são adotadas as esta Lei identificar situações específicas, aplicar-se-á aos ocupantes
seguintes definições: do Quadro Especial de Servidores, constituído de funções públicas
I - servidor público é a pessoa legalmente investida em cargo e de funções atividades.
ou função pública; § 5º Integram o Quadro Especial a que se refere o parágrafo
II - cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilida- anterior os servidores:
des previstas na Estrutura Organizacional, que devem ser cometidas I - que adquiriram estabilidade por força do artigo 19 do Ato
a um servidor. das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Fede-
III - cargo público de carreira, assim declarados em lei, de pro- ral de 1988, que tiveram seus empregos transformados em funções
vimento efetivo, ocupados por servidores aprovados em concurso públicas, assegurados, entre outros direitos, a estabilidade no servi-
público; ço público, a carreira, a remuneração e as atribuições dos empregos
IV - cargo público de confiança, assim declarados em lei, de li- transformados;
vre nomeação e exoneração; II - admitidos, na forma da Lei, por tempo indeterminado,
V - função de confiança stricto sensu se refere à função pú- no período compreendido entre 05 de outubro de 1983 e 05 de
blica que é o conjunto de deveres, atribuições e responsabilidades outubro de 1988, que tiveram seus empregos transformados em
cometidas, exclusivamente e transitoriamente, ao servidor público, funções atividades, assegurados, entre outros direitos, a carreira,
ocupante de cargo efetivo, e os cargos de confiança em comissão, a a remuneração e as atribuições dos empregos transformados, em
serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições conformidade com artigo 280A da Lei Orgânica do Município de
e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atri- Sete Lagoas.
buições de direção, chefia e assessoramento.
VI - grupo ocupacional é o agrupamento de cargos de carrei-
ra de natureza, requisitos e responsabilidades semelhantes, que
justifiquem tratamento de investimentos, segundo a natureza do
trabalho, ou grau de conhecimento exigido pelo seu desempenho;

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a solução para o seu concurso!
LEGISLAÇÃO MUNICIPAL

TÍTULO II SEÇÃO I
DO CONCURSO E DO ESTÁGIO PROBATÓRIO DA AVALIAÇÃO DO ESTÁGIO PROBATÓRIO

CAPÍTULO I Art. 9º Como condição essencial para a aquisição da estabili-


DO CONCURSO dade, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará
sujeito ao Programa de Avaliação Probatória pelo período de 36
Art. 3º A investidura em cargo público depende de aprovação (trinta e seis) meses de efetivo exercício durante o qual a sua apti-
prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, ressal- dão e capacidade serão objeto de avaliação especial de desempe-
vadas as nomeações para cargo de confiança declarado em Lei, de nho. (Vide regulamentação dada pelo Decreto nº 5712/2017)
livre nomeação e exoneração. Parágrafo único. A Avaliação Probatória é o instrumento legal,
Art. 4º As normas gerais para a realização de concursos, para a ser aplicada semestralmente, pelo qual serão avaliadas a eficiên-
a convocação e nomeação dos candidatos serão estabelecidas em cia, aptidão e a capacidade demonstrada no trabalho pelo servidor
regulamento e deverão ser expedidas pela entidade ou órgão com- nomeado para cargo de provimento efetivo em cumprimento de
petente, com ampla publicidade. estágio probatório.
Art. 5º Poderá inscrever-se em concurso público quem satisfi- Art. 10 O Programa de Avaliação Probatória, gerido pela Secre-
zer os requisitos disciplinares contidos em Lei. taria Municipal, Autarquias, e Fundações responsáveis pela gestão
Art. 6º Sem prejuízo de outras exigências regulamentares, ob- de pessoal, se caracteriza como processo pedagógico, participativo
servar-se-ão as seguintes normas na realização de concursos: e integrador e suas ações deverão ser articuladas com o planeja-
I - as provas poderão ser escritas ou escritas e práticas; mento institucional e com o programa de capacitação e aperfeiço-
II - os concursos terão validade de até 02 (dois) anos, a contar amento disciplinado na Lei que tratar das carreiras dos servidores
da homologação, prorrogável uma vez, por igual período; municipais.
III - o edital conterá todas as exigências ou condições, de modo Art. 11 São objetivos do Programa de Avaliação Probatória,
que o candidato comprove a viabilidade de sua participação; sem prejuízo de outros que a Lei vier a determinar:
IV - garantia de ampla defesa aos candidatos, quando da homo- I - avaliar a qualidade dos trabalhos desenvolvidos pelo servi-
logação das inscrições, publicação do resultado, homologação do dor estagiário, tendo em vista a satisfação dos usuários dos serviços
concurso ou nomeação dos aprovados. prestados pelo Município;
Art. 7º O aprovado em concurso público será convocado, ob- II - subsidiar o planejamento institucional do Município, visan-
servada a ordem de classificação, com prioridade sobre novos con- do aprimorar as metas, os objetivos e o desenvolvimento organiza-
cursados, para assumir o cargo na carreira, no prazo de sua validade cional;
previsto no edital de convocação. III - fornecer elementos para avaliação da política de pessoal
Parágrafo único. A inobservância do disposto neste artigo im- e subsidiar os programas de melhoria do desempenho gerencial;
plica nulidade do ato e punição da autoridade responsável, nos ter- IV - identificar a demanda de capacitação e aperfeiçoamento à
mos da Lei. luz das metas e objetivos contidos no planejamento institucional;
V - identificar a relação entre desempenho e a qualidade de
CAPÍTULO II vida do servidor público municipal;
DO ESTÁGIO PROBATÓRIO VI - fornecer elementos para o aprimoramento das condições
de trabalho;
Art. 8º Estágio probatório é a exigência a que se submete o VII - propiciar o auto desenvolvimento do servidor estagiário e
servidor nomeado e empossado por concurso para cargo de car- assunção do papel social que desempenha como servidor público.
reira, destinado a apurar as qualidades e aptidões do servidor para Art. 12 A Avaliação Probatória será realizada durante os primei-
o cargo, julgando a conveniência de sua permanência no serviço. ros 36 (trinta e seis) meses de efetivo exercício do servidor esta-
§ 1º O estágio probatório tem duração de 03 (três) anos de efe- giário, ressalvadas as hipóteses de suspensão previstas nesta Lei,
tivo exercício. observando-se o seguinte procedimento:
§ 2º No período mencionado no parágrafo anterior, apurar-se- I - o servidor será avaliado, conforme critérios estabelecidos
-ão os seguintes requisitos básicos: pela Comissão Permanente de Avaliação Probatória, e pela Comis-
I - assiduidade; são Setorial, sendo esta composta por:
II - pontualidade; a) Chefia imediata;
III - disciplina; b) 03 (três), servidores efetivos e estáveis escolhidos, mediante
IV - responsabilidade; votação, dentre aqueles lotados no setor de trabalho do estagiário,
V - capacidade de iniciativa; com notório conhecimento e capacidade de realização do cargo, as-
VI - eficiência e aptidão. síduos, pontuais, disciplinados e que não tenham sofrido nenhuma
§ 3º É vedado o aproveitamento do tempo de serviço público sanção administrativa disciplinar;
anterior de qualquer natureza para fins de dispensa do estágio pro- II - ao servidor avaliado deve ser dada ciência, mediante sua
batório. assinatura, das conclusões de sua avaliação, sendo-lhe permitido o
pedido de reconsideração no prazo de 48 (quarenta e oito) horas,
após conhecimento da avaliação, que será analisado pela Comissão
Setorial, devendo esta comunicar ao servidor da retificação ou ra-
tificação da avaliação, antes do envio da mesma para a Comissão
Permanente de Avaliação;

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a solução para o seu concurso!
LEGISLAÇÃO MUNICIPAL

III - o servidor enviará avaliação própria, com base no mesmo Art. 16 São atribuições da Comissão Permanente de Avaliação
instrumento de avaliação, semestralmente. Probatória, sem prejuízo das que forem regulamentadas por instru-
Parágrafo único. As competências, os mecanismos, as rotinas, mento próprio do Poder Executivo ou do Poder Legislativo:
os prazos e os índices de aproveitamento da avaliação probatória I - organizar e realizar encontros dos responsáveis pela avalia-
deverão ser regulamentados por ato do Poder Executivo e terão por ção probatória para uniformizar parâmetros e mecanismos, bem
objetivo: como para tirar dúvidas acerca do procedimento da avaliação pro-
I - detectar a aptidão do servidor estagiário e a necessidade batória;
de sua integração nas diversas atividades, visando à qualidade do II - analisar e julgar o resultado das avaliações encaminhadas
trabalho; pela Comissão Setorial responsável pela avaliação probatória;
II - identificar a capacidade e potencial de trabalho dos servido- III - recomendar a manutenção, efetivação ou exoneração do
res estagiários de modo que os mesmos sejam melhor aproveitados servidor cujo desempenho não atenda ao estabelecido neste Es-
no conjunto de atividades da unidade; tatuto e no regulamento, baseando-se no parecer da Comissão
III - identificar necessidades e aspirações de capacitação e de Setorial responsável pela avaliação probatória e pela avaliação do
aperfeiçoamento dos servidores estagiários; próprio servidor estagiário;
IV - estimular o desenvolvimento profissional dos servidores IV - dar ciência ao servidor da avaliação realizada;
estagiários; V - encaminhar ao órgão responsável pela Gestão de Pessoal
V - identificar a necessidade de remoção dos servidores estagi- onde o estagiário estiver lotado, para arquivamento, anotações e
ários ali localizados ou de recrutamento de novos servidores; providências, os documentos referentes à Avaliação de Desempe-
VI - identificar os problemas relativos às condições de trabalho nho no prontuário de cada servidor avaliado.
da unidade; Art. 17 A avaliação probatória do servidor estagiário, sempre
VII - planejar e incentivar a melhoria da qualidade do trabalho baseada nos planos de metas contidos nos instrumentos de avalia-
e dos serviços desenvolvidos na unidade, tendo em vista as neces- ção, deverá observar em todos os casos se as condições de trabalho
sidades dos usuários; acordadas e constantes do instrumento de avaliação foram postas à
VIII - gerar um sistema de informações integrado, capaz de sub- disposição do servidor estagiário.
sidiar a gestão e o desenvolvimento de pessoal; Art. 18 O servidor que não obtiver conceito favorável, na ava-
IX - verificar a pontualidade e assiduidade do servidor estagi- liação da Comissão Permanente, à sua confirmação no estágio pro-
ário, considerando que o mesmo não poderá se ausentar por mais batório, recebendo nota de aproveitamento inferior à contida na
de 03 (três) dias, consecutivos ou não, em cada período de avalia- regulamentação específica, poderá apresentar defesa escrita no
ção de estágio probatório, excluídas as Licenças para Tratamento de prazo de 15 (quinze) dias, a contar da data da ciência do parecer.
Saúde e as faltas legais. § 1º O parecer e a defesa serão julgados pela Comissão Per-
Art. 13 Não será permitido ao servidor em estágio probatório: manente de Avaliação Probatória, no prazo de 15 (quinze) dias, a
I - a alteração de lotação, exceto em casos considerados pela contar da data da apresentação da defesa do servidor avaliado.
Administração Pública, de relevante interesse público, devidamente § 2º O servidor será cientificado da decisão da Comissão Per-
justificadas; manente de Avaliação Probatória no prazo de 05 (cinco) dias, po-
II - obter licença para tratar de assunto particular. dendo, no prazo de 10 (dez) dias da ciência da decisão, interpor
Parágrafo único. O servidor em estágio probatório poderá exer- recurso ao Secretário Municipal de Administração.
cer cargo ou função de confiança de qualquer natureza, e terá o § 3º O ato de exoneração do servidor submetido ao estágio
estágio probatório suspenso durante o período em que exercer o probatório, com base na decisão que concluir pela desaprovação
cargo de confiança. do mesmo, será fundamentado, e deverá ser efetivado no máximo
Art. 14 Será suspenso o cômputo do estágio probatório nos se- até o início do último semestre do estágio probatório.
guintes casos: Art. 19 A aprovação na avaliação do estágio probatório impor-
I - exercício de funções estranhas ao cargo; tará na efetivação e na aquisição de estabilidade do servidor e, caso
II - licenças e afastamentos legais superiores a 15 (quinze) dias; não aprovado, será exonerado.
III - nos dias relativos às:
a) faltas injustificadas; TÍTULO III
b) suspensões disciplinares. DO PROVIMENTO, DA NOMEAÇÃO, DA POSSE DO EXERCÍ-
Parágrafo único. Na contagem dos prazos do inciso II, serão CIO E DA VACÂNCIA
considerados todos os dias em que o servidor esteve em licença
ou em afastamento dentro do mesmo mês e, no caso das licenças CAPÍTULO I
para tratamento de saúde somar-se-ão os períodos de concessão DO PROVIMENTO
da mesma natureza ou conexa, segundo a versão atualizada da Clas-
sificação Internacional de Doenças. Art. 20 Os cargos públicos serão providos por:
Art. 15 A Comissão Permanente de Avaliação Probatória, no- I - nomeação;
meada pelo Prefeito Municipal, Presidente ou Diretor de Fundação II - reintegração;
ou Autarquias Públicas Municipais e o Presidente da Câmara Mu- III - aproveitamento;
nicipal, com mandato de 02 (dois) anos, de forma paritária, será IV - reversão;
composta na forma que o instrumento próprio do Poder Executivo V - readaptação;
ou do Poder Legislativo dispuser. VI - recondução;
VII - promoção.

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a solução para o seu concurso!
LEGISLAÇÃO MUNICIPAL

Art. 21 Só poderá ser investido em cargo público quem satisfi- Art. 27 A posse deverá verificar-se no prazo máximo de 30 (trin-
zer os seguintes requisitos: ta) dias, contados a partir da data da publicação do ato de provi-
I - ser brasileiro ou estrangeiro na forma da Lei; mento.
II - idade mínima de 18 (dezoito) anos; § 1º Esse prazo poderá ser prorrogado por outros 30 (trinta)
III - estar em gozo dos direitos políticos; dias, mediante solicitação escrita e fundamentada do interessado e
IV - estar quites com as obrigações militares; despacho favorável da autoridade competente para dar posse.
V - possuir aptidão física e mental devidamente atestada; § 2º Se a posse não se der dentro do prazo estabelecido no
VI - habilitar-se previamente em concurso público, salvo quan- “caput” deste artigo ou no da prorrogação prevista no parágrafo
to aos cargos de confiança; 1º, será tornado sem efeito, por ato da autoridade competente, o
VII - ter atendido condições especiais prescritas em lei e no res- provimento.
pectivo edital de concurso; § 3º Em se tratando de servidor que esteja na data de publica-
VIII - ter boa conduta, comprovada por atestado de bons ante- ção no Ato de provimento em licença prevista nos incisos I, III, IV, VII
cedentes emitido pela autoridade competente; do artigo 85, ou afastado nas hipóteses dos incisos VII, X XI do artigo
IX - comprovar escolaridade exigida em lei para provimento do 71, o prazo será contado do término do impedimento.
cargo.
CAPÍTULO IV
CAPÍTULO II DO EXERCÍCIO
DA NOMEAÇÃO
Art. 28 O exercício é o desempenho dos deveres e atribuições
Art. 22 A nomeação será feita: do cargo ou função pública.
I - em caráter efetivo, para os cargos de carreira de provimento Parágrafo único. O início, a interrupção e o reinício do exercício
permanente; serão registrados no assentamento individual do servidor pelo ór-
II - em caráter precário, para cargos de confiança ou funções gão gestor de pessoal.
públicas com provimento provisório, ou em substituição ao ocupan- Art. 29 O exercício do cargo ou função pública terá início até 30
te de cargo ou função pública afastado temporariamente de acordo (trinta) dias a contar:
com a Lei. I - da data da publicação oficial do ato, nos casos da designação
§ 1º Os cargos e as funções públicas serão providos, no âmbito para o desempenho de função pública;
da Administração Pública, por atos próprios das autoridades com- II - da data da posse para o desempenho de cargos públicos de
petentes. carreira ou de confiança.
§ 2º Os demais requisitos para o ingresso e o desenvolvimento Art. 30 O servidor terá exercício na entidade ou no órgão em
do servidor na carreira, mediante promoção, serão estabelecidos que for lotado.
pela Lei que fixar as diretrizes do sistema de carreira na Administra- Art. 31 O servidor público municipal não poderá ausentar-se do
ção Pública Municipal e seus regulamentos. Município durante o horário de expediente, com ou sem ônus para
a Administração Pública, sem autorização ou designação expressa
CAPÍTULO III da autoridade competente.
DA POSSE Art. 32 Nenhum servidor poderá ser colocado, com ônus para
a entidade ou órgão em que estiver lotado, à disposição de outro
Art. 23 A posse é o ato de investir o cidadão em cargo público órgão ou entidade, salvo para prestação de serviços decorrentes de
de carreira ou de confiança. convênio.
Parágrafo único. A posse em cargo de confiança só se fará após Art. 33 O servidor preso em flagrante ou preventivamente, ou
a apresentação, pelo empossado, da cópia de declaração de bens. recolhido à prisão em decorrência de pronúncia, denúncia ou con-
Art. 24 São competentes para dar posse o Prefeito, a Presidên- denação por crime inafiançável, será considerado afastado do exer-
cia da Câmara, o Presidente ou Diretor de Fundação e Autarquias cício do cargo, até a decisão final transitada em julgado.
Públicas Municipais. Parágrafo único. Cabe ao servidor preso ou a alguém, em seu
Parágrafo único. O ato de que trata o caput do artigo, poderá nome, comunicar ao órgão responsável pela gestão de pessoal a
ser delegado aos responsáveis pelas atividades de pessoal dos res- ocorrência da reclusão ou detenção, visando à efetivação do afas-
pectivos poderes e entidades, devidamente formalizado por instru- tamento.
mento legal compatível. Art. 34 Terminada a reclusão ou detenção o servidor afastado
Art. 25 A posse verificar-se-á mediante a lavratura de um ter- deve se apresentar à Secretaria Municipal, Autarquia ou Fundação
mo, no qual deverão constar as atribuições, os deveres, as respon- responsável pela gestão de pessoal para reinício do exercício no
sabilidades e os direitos inerentes ao cargo ocupado, assinado pela prazo de 10 (dez) dias corridos, contados da data da soltura, cons-
autoridade que a der e pelo servidor, e será arquivado no órgão de tante do Alvará oficial que lhe concedeu a liberdade.
pessoal competente, depois dos respectivos registros. § 1º Cabe ao órgão responsável pela gestão de pessoal:
Parágrafo único. O servidor prestará, no ato da posse, o com- I - observar a sentença prolatada pelo Juiz de Direito;
promisso de cumprir fielmente as atribuições e deveres do cargo. II - destinar a nova unidade de trabalho do servidor, sendo que
Art. 26 A autoridade que der posse deverá verificar, sob pena em caso de absolvição o servidor deverá ser encaminhado prefe-
de ser pessoalmente responsabilizada, se foram satisfeitas as con- rencialmente à unidade em que trabalhava antes da reclusão ou
dições fixadas em Lei e regulamento, para a investidura no cargo. detenção.

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122
a solução para o seu concurso!
INFORMÁTICA BÁSICA

SISTEMAS OPERACIONAIS: CONHECIMENTOS DO AMBIENTE WINDOWS 10: CONFIGURAÇÕES BÁSICAS DO SISTEMA OPE-
RACIONAL (PAINEL DE CONTROLE); ORGANIZAÇÃO DE PASTAS E ARQUIVOS; OPERAÇÕES DE MANIPULAÇÃO DE PASTAS E
ARQUIVOS (CRIAR, COPIAR, MOVER, EXCLUIR E RENOMEAR)

O Windows 10 é um sistema operacional desenvolvido pela Microsoft, parte da família de sistemas operacionais Windows NT. Lançado
em julho de 2015, ele sucedeu o Windows 8.1 e trouxe uma série de melhorias e novidades, como o retorno do Menu Iniciar, a assistente
virtual Cortana, o navegador Microsoft Edge e a funcionalidade de múltiplas áreas de trabalho. Projetado para ser rápido e seguro, o
Windows 10 é compatível com uma ampla gama de dispositivos, desde PCs e tablets até o Xbox e dispositivos IoT.

Operações de iniciar, reiniciar, desligar, login, logoff, bloquear e desbloquear

Botão Iniciar
O Botão Iniciar dá acesso aos programas instalados no computador, abrindo o Menu Iniciar que funciona como um centro de comando
do PC.

Menu Iniciar

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INFORMÁTICA BÁSICA

Expandir: botão utilizado para expandir os itens do menu.

Botão Expandir

Conta: apresenta opções para configurar a conta do usuário logado, bloquear ou deslogar. Em Alterar configurações da conta é possível
modificar as informações do usuário, cadastrar contas de e-mail associadas, definir opções de entrada como senha, PIN ou Windows Hello,
além de outras configurações.

Configurações de conta

Ligar/Desligar: a opção “Desligar” serve para desligar o computador completamente. Caso existam programas abertos, o sistema não
os salvará automaticamente, mas perguntará ao usuário se deseja salvá-los.

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INFORMÁTICA BÁSICA

Outras opções são:


a) Reiniciar: reinicia o computador. É útil para finalizar a instalação de aplicativos e atualizações do sistema operacional, mas, com
frequência, não é um processo necessário.
b) Suspender: leva o computador para um estado de economia de energia que permite que o computador volte a funcionar
normalmente após alguns segundos. Todas as tarefas são mantidas, podendo o usuário continuar o trabalho.
Em portáteis, o Windows salva automaticamente todo o trabalho e desliga o computador se a bateria está com muito pouca carga.
Muitos portáteis entram em suspensão quando você fecha a tampa ou pressiona o botão de energia.
c) Hibernar: opção criada para notebooks e pode não está disponível em todos os computadores. É um sistema de economia de
energia que coloca no disco rígido os documentos e programas abertos e desliga o computador. Hibernar usa menos energia do que
Suspender e, quando você reinicializa o computador, mas não volta tão rapidamente quanto a Suspensão ao ponto em que estava.

Além dessas opções, acessando Conta, temos:

d) Sair: o usuário desconecta de sua conta, e todas as suas tarefas são encerradas.
e) Bloquear: bloqueia a conta do usuário, mantendo todas as tarefas em funcionamento.
Para trocar o usuário, basta apertar CTRL + ALT + DEL:

f) Trocar usuário: simplesmente dá a opção de trocar de usuário, sem que o usuário atual faça o logoff. Assim, todas as tarefas são
mantidas em funcionamento, e quando o usuário quiser, basta acessar sua conta para continuar de onde parou.

Esquematizando essas opções:

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INFORMÁTICA BÁSICA

Ligar/Desligar e outras opções.

Área de trabalho, ícones e atalhos

Área de Trabalho
A Área de trabalho (ou desktop) é a principal área exibida na tela quando você liga o computador e faz logon no Windows. É o lugar
que exibe tudo o que é aberto (programas, pastas, arquivos) e que também organiza suas atividades.

Área de Trabalho do Windows 10.


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CONHECIMENTOS
ESPECÍFICOS
Assistente Administrativo

masc. Masculino
REDAÇÃO DE TEXTOS (OFÍCIOS, PROTOCOLOS, TABELAS E
DOCUMENTOS DIVERSOS) obj. dir. Objeto direto
obj. ind. Objeto indireto
A terceira edição do Manual de Redação da Presidência da Re- p. Página
pública foi lançado no final de 2018 e apresenta algumas mudanças p. us. Pouco usado
quanto ao formato anterior. Para contextualizar, o manual foi criado
pess. Pessoa
em 1991 e surgiu de uma necessidade de padronizar os protocolos
à moderna administração pública. Assim, ele é referência quando pl. Plural
se trata de Redação Oficial em todas as esferas administrativas. pref. Prefixo
O Decreto de nº 9.758 de 11 de abril de 2019 veio alterar re-
gras importantes, quanto aos substantivos de tratamento. Expres- pres. Presente
sões usadas antes (como: Vossa Excelência ou Excelentíssimo, Vossa Res. Resolução do Congresso Nacional
Senhoria, Vossa Magnificência, doutor, ilustre ou ilustríssimo, digno
RICD Regimento Interno da Câmara dos Deputados
ou digníssimo e respeitável) foram retiradas e substituídas apenas
por: Senhor (a). Excepciona a nova regra quando o agente público RISF Regimento Interno do Senado Federal
entender que não foi atendido pelo decreto e exigir o tratamento s. Substantivo
diferenciado.
s.f. Substantivo feminino
A redação oficial é s.m. Substantivo masculino
A maneira pela qual o Poder Público redige comunicações ofi- SEI! Sistema Eletrônico de Informações
ciais e atos normativos e deve caracterizar-se pela: clareza e pre-
cisão, objetividade, concisão, coesão e coerência, impessoalidade, sing. Singular
formalidade e padronização e uso da norma padrão da língua por- tb. Também
tuguesa.
v. Ver ou verbo
v.g. verbi gratia
SINAIS E ABREVIATURAS EMPREGADOS
var. pop. Variante popular
• Indica forma (em geral sintática) inaceitável ou
agramatical
A finalidade da língua é comunicar, quer pela fala, quer pela
§ Parágrafo escrita. Para que haja comunicação, são necessários:
adj. adv. Adjunto adverbial a) alguém que comunique: o serviço público.
b) algo a ser comunicado: assunto relativo às atribuições do
arc. Arcaico órgão que comunica.
art.; arts. Artigo; artigos c) alguém que receba essa comunicação: o público, uma insti-
tuição privada ou outro órgão ou entidade pública, do Poder Execu-
cf. Confronte
tivo ou dos outros Poderes.
CN Congresso Nacional Além disso, deve-se considerar a intenção do emissor e a fina-
Cp. Compare lidade do documento, para que o texto esteja adequado à situação
comunicativa. Os atos oficiais (atos de caráter normativo) estabele-
EM Exposição de Motivos
cem regras para a conduta dos cidadãos, regulam o funcionamento
f.v. Forma verbal dos órgãos e entidades públicos. Para alcançar tais objetivos, em
fem. Feminino sua elaboração, precisa ser empregada a linguagem adequada. O
mesmo ocorre com os expedientes oficiais, cuja finalidade precípua
ind. Indicativo é a de informar com clareza e objetividade.
ICP - Brasil Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

Atributos da redação oficial: quando se lê um texto e se verifica que as palavras, as frases e os


• clareza e precisão; parágrafos estão entrelaçados, dando continuidade uns aos outros.
• objetividade; Alguns mecanismos que estabelecem a coesão e a coerência de um
• concisão; texto são:
• coesão e coerência; • Referência (termos que se relacionam a outros necessários à
• impessoalidade; sua interpretação);
• formalidade e padronização; e • Substituição (colocação de um item lexical no lugar de outro
• uso da norma padrão da língua portuguesa. ou no lugar de uma oração);
CLAREZA PRECISÃO • Elipse (omissão de um termo recuperável pelo contexto);
• Uso de conjunção (estabelecer ligação entre orações, perío-
Para a obtenção de clareza, su- O atributo da precisão comple- dos ou parágrafos).
gere-se: menta a clareza e caracteriza-se A redação oficial é elaborada sempre em nome do serviço pú-
a) utilizar palavras e expres- por: blico e sempre em atendimento ao interesse geral dos cidadãos.
sões simples, em seu sentido a) articulação da linguagem co- Sendo assim, os assuntos objetos dos expedientes oficiais não de-
comum, salvo quando o texto mum ou técnica para a perfeita vem ser tratados de outra forma que não a estritamente impessoal.
versar sobre assunto técnico, compreensão da ideia veicula- As comunicações administrativas devem ser sempre formais,
hipótese em que se utilizará da no texto; isto é, obedecer a certas regras de forma. Isso é válido tanto para as
nomenclatura própria da área; b) manifestação do pensamen- comunicações feitas em meio eletrônico, quanto para os eventuais
b) usar frases curtas, bem es- to ou da ideia com as mesmas documentos impressos. Recomendações:
truturadas; apresentar as ora- palavras, evitando o emprego • A língua culta é contra a pobreza de expressão e não contra
ções na ordem direta e evitar de sinonímia com propósito a sua simplicidade;
intercalações excessivas. Em meramente estilístico; e • O uso do padrão culto não significa empregar a língua de
certas ocasiões, para evitar am- c) escolha de expressão ou modo rebuscado ou utilizar figuras de linguagem próprias do estilo
biguidade, sugere-se a adoção palavra que não confira duplo literário;
da ordem inversa da oração; sentido ao texto. • A consulta ao dicionário e à gramática é imperativa na reda-
c) buscar a uniformidade do ção de um bom texto.
tempo verbal em todo o texto;
d) não utilizar regionalismos e
neologismos; O único pronome de tratamento utilizado na comunicação com
e) pontuar adequadamente o agentes públicos federais é “senhor”, independentemente do ní-
texto; vel hierárquico, da natureza do cargo ou da função ou da ocasião.
f) explicitar o significado da si- Obs. O pronome de tratamento é flexionado para o feminino e
gla na primeira referência a ela; para o plural.
e
g) utilizar palavras e expressões São formas de tratamento vedadas:
em outro idioma apenas quan- I - Vossa Excelência ou Excelentíssimo;
do indispensáveis, em razão de II - Vossa Senhoria;
serem designações ou expres- III - Vossa Magnificência;
sões de uso já consagrado ou IV - doutor;
de não terem exata tradução. V - ilustre ou ilustríssimo;
Nesse caso, grafe-as em itálico. VI - digno ou digníssimo; e
VII - respeitável.
Por sua vez, ser objetivo é ir diretamente ao assunto que se
deseja abordar, sem voltas e sem redundâncias. Para conseguir isso, Todavia, o agente público federal que exigir o uso dos prono-
é fundamental que o redator saiba de antemão qual é a ideia prin- mes de tratamento, mediante invocação de normas especiais refe-
cipal e quais são as secundárias. A objetividade conduz o leitor ao rentes ao cargo ou carreira, deverá tratar o interlocutor do mesmo
contato mais direto com o assunto e com as informações, sem sub- modo. Ademais, é vedado negar a realização de ato administrativo
terfúgios, sem excessos de palavras e de ideias. É errado supor que ou admoestar o interlocutor nos autos do expediente caso haja erro
a objetividade suprime a delicadeza de expressão ou torna o texto na forma de tratamento empregada.
rude e grosseiro. O endereçamento das comunicações dirigidas a agentes pú-
Conciso é o texto que consegue transmitir o máximo de infor- blicos federais não conterá pronome de tratamento ou o nome
mações com o mínimo de palavras. Não se deve de forma alguma do agente público. Poderão constar o pronome de tratamento e o
entendê-la como economia de pensamento, isto é, não se deve nome do destinatário nas hipóteses de:
eliminar passagens substanciais do texto com o único objetivo de I – A mera indicação do cargo ou da função e do setor da ad-
reduzi-lo em tamanho. Trata-se, exclusivamente, de excluir palavras ministração ser insuficiente para a identificação do destinatário; ou
inúteis, redundâncias e passagens que nada acrescentem ao que já II - A correspondência ser dirigida à pessoa de agente público
foi dito. específico.
É indispensável que o texto tenha coesão e coerência. Tais atri-
butos favorecem a conexão, a ligação, a harmonia entre os elemen-
tos de um texto. Percebe-se que o texto tem coesão e coerência
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

Até a segunda edição deste Manual, havia três tipos de expedientes que se diferenciavam antes pela finalidade do que pela forma:
o ofício, o aviso e o memorando. Com o objetivo de uniformizá-los, deve-se adotar nomenclatura e diagramação únicas, que sigam o que
chamamos de padrão ofício.
Consistem em partes do documento no padrão ofício:
• Cabeçalho: O cabeçalho é utilizado apenas na primeira página do documento, centralizado na área determinada pela formatação.
No cabeçalho deve constar o Brasão de Armas da República no topo da página; nome do órgão principal; nomes dos órgãos secundários,
quando necessários, da maior para a menor hierarquia; espaçamento entrelinhas simples (1,0). Os dados do órgão, tais como endereço,
telefone, endereço de correspondência eletrônica, sítio eletrônico oficial da instituição, podem ser informados no rodapé do documento,
centralizados.
• Identificação do expediente:
a) nome do documento: tipo de expediente por extenso, com todas as letras maiúsculas;
b) indicação de numeração: abreviatura da palavra “número”, padronizada como Nº;
c) informações do documento: número, ano (com quatro dígitos) e siglas usuais do setor que expede o documento, da menor para a
maior hierarquia, separados por barra (/);
d) alinhamento: à margem esquerda da página.

• Local e data:
a) composição: local e data do documento;
b) informação de local: nome da cidade onde foi expedido o documento, seguido de vírgula. Não se deve utilizar a sigla da unidade da
federação depois do nome da cidade;
c) dia do mês: em numeração ordinal se for o primeiro dia do mês e em numeração cardinal para os demais dias do mês. Não se deve
utilizar zero à esquerda do número que indica o dia do mês;
d) nome do mês: deve ser escrito com inicial minúscula;
e) pontuação: coloca-se ponto-final depois da data;
f) alinhamento: o texto da data deve ser alinhado à margem direita da página.

• Endereçamento: O endereçamento é a parte do documento que informa quem receberá o expediente. Nele deverão constar :
a) vocativo;
b) nome: nome do destinatário do expediente;
c) cargo: cargo do destinatário do expediente;
d) endereço: endereço postal de quem receberá o expediente, dividido em duas linhas: primeira linha: informação de localidade/lo-
gradouro do destinatário ou, no caso de ofício ao mesmo órgão, informação do setor; segunda linha: CEP e cidade/unidade da federação,
separados por espaço simples. Na separação entre cidade e unidade da federação pode ser substituída a barra pelo ponto ou pelo traves-
são. No caso de ofício ao mesmo órgão, não é obrigatória a informação do CEP, podendo ficar apenas a informação da cidade/unidade da
federação;
e) alinhamento: à margem esquerda da página.

• Assunto: O assunto deve dar uma ideia geral do que trata o documento, de forma sucinta. Ele deve ser grafado da seguinte maneira:
a) título: a palavra Assunto deve anteceder a frase que define o conteúdo do documento, seguida de dois-pontos;
b) descrição do assunto: a frase que descreve o conteúdo do documento deve ser escrita com inicial maiúscula, não se deve utilizar
verbos e sugere-se utilizar de quatro a cinco palavras;
c) destaque: todo o texto referente ao assunto, inclusive o título, deve ser destacado em negrito;
d) pontuação: coloca-se ponto-final depois do assunto;
e) alinhamento: à margem esquerda da página.

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

• Texto:

NOS CASOS EM QUE NÃO SEJA USADO PARA ENCAMINHA- QUANDO FOREM USADOS PARA ENCAMINHAMENTO DE
MENTO DE DOCUMENTOS, O EXPEDIENTE DEVE CONTER A DOCUMENTOS, A ESTRUTURA É MODIFICADA:
SEGUINTE ESTRUTURA:
a) introdução: em que é apresentado o objetivo da comunicação. a) introdução: deve iniciar com referência ao expediente que so-
Evite o uso das formas: Tenho a honra de, Tenho o prazer de, Cum- licitou o encaminhamento. Se a remessa do documento não tiver
pre-me informar que. Prefira empregar a forma direta: Informo, sido solicitada, deve iniciar com a informação do motivo da comu-
Solicito, Comunico; nicação, que é encaminhar, indicando a seguir os dados completos
b) desenvolvimento: em que o assunto é detalhado; se o texto con- do documento encaminhado (tipo, data, origem ou signatário e as-
tiver mais de uma ideia sobre o assunto, elas devem ser tratadas sunto de que se trata) e a razão pela qual está sendo encaminhado;
em parágrafos distintos, o que confere maior clareza à exposição; e b) desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer al-
c) conclusão: em que é afirmada a posição sobre o assunto. gum comentário a respeito do documento que encaminha, poderá
acrescentar parágrafos de desenvolvimento. Caso contrário, não
há parágrafos de desenvolvimento em expediente usado para en-
caminhamento de documentos.

Em qualquer uma das duas estruturas, o texto do documento deve ser formatado da seguinte maneira:
a) alinhamento: justificado;
b) espaçamento entre linhas: simples;
c) parágrafos: espaçamento entre parágrafos: de 6 pontos após cada parágrafo; recuo de parágrafo: 2,5 cm de distância da margem
esquerda; numeração dos parágrafos: apenas quando o documento tiver três ou mais parágrafos, desde o primeiro parágrafo. Não se
numeram o vocativo e o fecho;
d) fonte: Calibri ou Carlito; corpo do texto: tamanho 12 pontos; citações recuadas: tamanho 11 pontos; notas de Rodapé: tamanho
10 pontos.
e) símbolos: para símbolos não existentes nas fontes indicadas, pode-se utilizar as fontes Symbol e Wingdings.

• Fechos para comunicações: O fecho das comunicações oficiais objetiva, além da finalidade óbvia de arrematar o texto, saudar o
destinatário.
a) Para autoridades de hierarquia superior a do remetente, inclusive o Presidente da República: Respeitosamente,
b) Para autoridades de mesma hierarquia, de hierarquia inferior ou demais casos: Atenciosamente,

• Identificação do signatário: Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da República, todas as demais comunicações ofi-
ciais devem informar o signatário segundo o padrão:
a) nome: nome da autoridade que as expede, grafado em letras maiúsculas, sem negrito. Não se usa linha acima do nome do signa-
tário;
b) cargo: cargo da autoridade que expede o documento, redigido apenas com as iniciais maiúsculas. As preposições que liguem as
palavras do cargo devem ser grafadas em minúsculas; e
c) alinhamento: a identificação do signatário deve ser centralizada na página. Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assi-
natura em página isolada do expediente. Transfira para essa página ao menos a última frase anterior ao fecho.

• Numeração de páginas: A numeração das páginas é obrigatória apenas a partir da segunda página da comunicação. Ela deve ser
centralizada na página e obedecer à seguinte formatação:
a) posição: no rodapé do documento, ou acima da área de 2 cm da margem inferior; e
b) fonte: Calibri ou Carlito.

Quanto a formatação e apresentação, os documentos do padrão ofício devem obedecer à seguinte forma:
a) tamanho do papel: A4 (29,7 cm x 21 cm);
b) margem lateral esquerda: no mínimo, 3 cm de largura;
c) margem lateral direita: 1,5 cm;
d) margens superior e inferior: 2 cm;
e) área de cabeçalho: na primeira página, 5 cm a partir da margem superior do papel;
f) área de rodapé: nos 2 cm da margem inferior do documento;
g) impressão: na correspondência oficial, a impressão pode ocorrer em ambas as faces do papel. Nesse caso, as margens esquerda e
direita terão as distâncias invertidas nas páginas pares (margem espelho);
h) cores: os textos devem ser impressos na cor preta em papel branco, reservando-se, se necessário, a impressão colorida para gráfi-
cos e ilustrações;

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