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Drogas: Lícitas e Ilícitas em Foco

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DROGAS – 8ºM1

Um papo inteligente que tem que ser levado a sério.


Sumário
Introdução ao assunto.....................................................................................................3
Origem.............................................................................................................................3

Droga Lícita X Droga Ilícita..............................................................................................3

O que é crise/síndrome de abstinência?.........................................................................4

Justiça X Droga...............................................................................................................5

Conheça algumas drogas...............................................................................................7

Maconha.........................................................................................................................7

Cocaína..........................................................................................................................8

Álcool .............................................................................................................................9

Ecstasy.........................................................................................................................10

Nicotina........................................................................................................................11

Anabolizantes...............................................................................................................12

GHB ............................................................................................................................13

Heroína........................................................................................................................14

Para refletir..................................................................................................................15

Passatempos................................................................................................................16

Resposta dos passatempos.........................................................................................18

Grupo

- Bruno Nº7
- Caio Nº8
- Cauã Nº11
- Gabriel Nº14
- Leonardo Augusto Nº23
- Vinicius Nº37

2
1. Introdução ao assunto.
Drogas é a denominação dada a qualquer substância que, quando
utilizada, causa alterações na estrutura e funções do organismo. As drogas
são utilizadas pelo homem há séculos. Inicialmente, eram retiradas da natureza
– as folhas secas eram o principal recurso no tratamento de doenças.
Atualmente, muitas dessas drogas são sintetizadas em laboratórios, e muitas
são usadas de forma recreativa.

1.1. Origem
A palavra droga provavelmente tem origem francesa (drogue) ou
holandesa (droog) e, originalmente, referia-se às folhas secas utilizadas nos
tratamentos de doenças. Atualmente, essa denominação está relacionada não
apenas às substâncias utilizadas no tratamento de doenças, tampouco às
substâncias de origem natural (extraídas da natureza) apenas, referindo-se
também às substâncias de uso recreativo e de origem sintética (produzidas
em laboratório e com ausência de substâncias naturais em sua composição)
e semissintética (produzidas em laboratório com a presença de substâncias
naturais em sua composição).
O homem sempre teve uma relação com a natureza de forma íntima. A
utilização das plantas em seu dia a dia foi essencial para o conhecimento de
suas diversas propriedades, como a existência de substâncias psicoativas.
O homem faz uso dessas substâncias desde a antiguidade, como para suportar
algumas adversidades no ambiente em que viviam, como o cansaço. Em
seguida, essas substâncias passaram a ser utilizadas em rituais religiosos,
como forma de cura, ou recreativamente.
Alguns termos conhecidos atualmente têm relação direta com essa
temática. O termo drogaria, por exemplo, refere-se aos locais onde as
substâncias utilizadas em tratamentos, como as folhas secas, eram
compradas.
[Link]
1.2. Droga Lícita X Droga Ilícita
1.2.1. O que são drogas lícitas?

As drogas lícitas são aquelas cuja comercialização é permitida por lei.


Mas nem por isso são menos prejudiciais do que as drogas lícitas: sua
permissão contribui ainda mais para o seu consumo, já que seu acesso é
facilitado e ainda são socialmente aceitas.

O consumo de drogas lícitas como o álcool e o cigarro é um problema


ainda mais sério nos jovens, pois além dos problemas de saúde que podem
causar em todas as pessoas, elas podem afetar seriamente o desenvolvimento
cognitivo dos adolescentes, trazendo prejuízos como dificuldades de
aprendizagem, atenção, memória, etc. É preocupante o fato de que os diversos
ambientes frequentados por jovens estão repletos desse tipo de drogas.

Não é pelo fato de que as drogas lícitas são comercializadas livremente


que podem ser consideradas menos danosas. Em cada indivíduo ela produzirá

3
efeitos distintos, mas todas têm o potencial de causar dependência química e
ocasionar riscos sérios à saúde.

1.2.2. O que são drogas ilícitas?

As drogas ilícitas são aquelas cuja comercialização é proibida por lei,


como: Crack, cocaína, maconha, LSD, heroína, etc., também conhecidas como
“drogas pesadas”.

Essa distinção entre drogas ilícitas e lícitas não quer dizer


necessariamente que as ilícitas são “piores” em seus efeitos, já que todo tipo
de droga (até mesmo aquelas de uso medicinal, usadas de modo inadequado)
podem ocasionar danos ao indivíduo. Essas duas categorias servem como
norteadores no que se refere à legislação do seu comércio.

Se quisermos categorizar as drogas por seus efeitos, poderíamos falar


das drogas estimulantes (como crack, cocaína e ecstasy), drogas depressoras
(tranquilizantes, álcool, lança-perfumes, etc.) e opiáceos (heroína, morfina,
entre outros).

[Link]
diferenca-entre-drogas-licitas-e-ilicitas/

1.3. O que é a crise/síndrome de abstinência?

Segundo alguns dicionários, abstinência significa ação de abster, de se


privar de alguma coisa. Esse ato de abster pode ser se privar de algum
consumo, seja ele de comida, cigarro, drogas e outros.

O presente artigo trata da Síndrome de Abstinência de drogas.


Àqueles que estão em tratamento de dependência química renunciam ao uso
da substância viciante, no caso a droga. O ato de renuncia a droga pode
causar sérias perturbações ao organismo dependente, desde alterações
comportamentais até sensações físicas, a isso dar-se o nome de Síndrome da
Abstinência.

Alguns sintomas são: sofrimento mental, sofrimento físico e mal-estar.

Os sintomas citados acima podem ocorrer em diversos graus de acordo


com o vício adquirido, ou seja, de acordo com a droga causadora da
dependência, que pode ser:

 Álcool;
 Cigarro;
 Heroína;
 Crack;
 Cocaína;
 Maconha, etc.

4
Os sintomas podem ser cada vez mais intensos, na medida em que o
tempo de abstinência fica mais longo. O usuário pode ter convulsões,
hiperatividade, tremores, insônia, alucinações visuais, táteis e auditivas,
descontrole psicomotor e ansiedade.

A Síndrome pode se dividir em: SAA – Síndrome de Abstinência Aguda e


a SAD – Síndrome de Abstinência Demorada. A primeira pode ocorrer na
ausência do composto viciante entre 3 a 10 dias do último uso, já a segunda se
difere nos sintomas, que podem ser visualizados entre a sobriedade do
indivíduo ocorrendo no intervalo de meses ou até anos após o uso.

Alguns sintomas provenientes da SAD são: mente confusa, problemas de


coordenação motora, problema de memória, reação emocional exagerada ou
apatia e distúrbio do sono ou alteração. A SAD, portanto, é a mais severa e
preocupante, pois dela pode resultar danos cerebrais importantes e até mesmo
recaídas.
[Link]

1.4. Justiça X Droga

A Lei das Drogas (ou Lei de Tóxicos), oficialmente lei 11.343/2006,


institui o sistema de políticas públicas sobre drogas no Brasil.
Promulgada em 23 de agosto de 2006, a lei prescreve "medidas para
prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e
dependentes de drogas; estabelece normas para repressão à produção não
autorizada e ao tráfico ilícito de drogas; define crimes e dá outras
providências."
O artigo 28 da lei trata de crimes relacionados à posse de drogas
ilícitas para consumo próprio, elencando as seguintes sanções: "I - advertência
sobre os efeitos das drogas; II - prestação de serviços à comunidade; III -
medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo."
O artigo 33 da lei trata da produção e distribuição não autorizada e
do tráfico de drogas ilícitas, elencando as penas de "reclusão de 5 (cinco) a 15
(quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos)
dias-multa."
Uma crítica à lei é sobre a omissão da distinção objetiva entre consumo
pessoal e tráfico.
O artigo 28 da Lei 11.343/2006 diz que as seguintes condutas são
consideras crime:
Art. 28. Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer
consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo
com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas:
De acordo com o Supremo Tribunal Federal, esse artigo prevê um tipo
penal, em outras palavras, a posse de drogas para consumo pessoal é um
crime. Contudo, as sanções previstas, "I - advertência sobre os efeitos das
drogas; II - prestação de serviços à comunidade; III - medida educativa de
comparecimento a programa ou curso educativo.", não são consideradas

5
penas, ocorrendo o fenômeno da "despenalização", caracterizado pela
exclusão de penas privativas de liberdade como sanção principal ou
substitutiva, não deixando, contudo, de ser crime, com as consequências dessa
definição (perda dos direitos políticos, possibilidade de reincidência,
antecedentes, etc). Esse entendimento foi firmado no julgamento de questão
de ordem no Recurso Extraordinário 4301059/RJ, relatado pelo Ministro
Sepúlveda Pertence, decidido por unanimidade pela Primeira Turma, em 2007.
Da mesma forma, prevê os seguintes crimes:
o
§ 1 Às mesmas medidas submete-se quem, para seu consumo pessoal,
semeia, cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena
quantidade de substância ou produto capaz de causar dependência física ou
psíquica.
O parágrafo segundo diz que, para determinar se a droga seria
destinada para consumo pessoal, o juiz deverá atentar "à natureza e à
quantidade da substância apreendida, ao local e às condições em que se
desenvolveu a ação, às circunstâncias sociais e pessoais, bem como à conduta
e aos antecedentes do agente."
Nota-se que não há um critério objetivo para determinar o elemento
subjetivo, ou seja, para determinar a intenção da pessoa que seria encontrada
com a droga, como por exemplo a quantidade de droga por peso.
Na hipótese de o autor do fato se recusar a cumprir as sanções descritas
acima, o juiz deverá, de acordo com o parágrafo sexto, submetê-lo,
sucessivamente, a "I - admoestação verbal; II - multa.”
Sobre a multa, veja:
Art. 29. Na imposição da medida educativa a que se refere o inciso II do §
6o do art. 28, o juiz, atendendo à reprovabilidade da conduta, fixará o número
de dias-multa, em quantidade nunca inferior a 40 (quarenta) nem superior
a 100 (cem), atribuindo depois a cada um, segundo a capacidade
econômica do agente, o valor de um trinta avos até 3 (três) vezes o valor
do maior salário mínimo.
Parágrafo único. Os valores decorrentes da imposição da multa a que se refere
o § 6o do art. 28 serão creditados à conta do Fundo Nacional Antidrogas.
Os artigos 33 a 37 da Lei 11.343/2006 tratam de forma bastante extensa
as condutas consideradas crime, que alcançam toda a estrutura de associação,
produção, empacotamento, distribuição, logística, venda e financiamento, entre
outras.
O caput do artigo 33 da Lei 11.343/2006 diz que as seguintes condutas
são consideradas crime:
Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir,
vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo,
guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda
que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal
ou regulamentar: Pena - reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento
de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa.
[Link]

6
2. Conheça algumas drogas.
2.1. Maconha
A maconha (Cannabis sativa) é, sem dúvidas, uma das
drogas mais polêmicas da atualidade. Isso se deve
ao fato de que, apesar de ter uso recreativo e
apresentar danos ao organismo, essa planta possui
componentes que apresentam importância medicinal,
sendo, portanto, uma planta que merece atenção.
A maconha é uma planta da família Moraceae muito
utilizada em todo o planeta, sendo considerada a droga
ilícita mais utilizada no mundo. Seu consumo, quando
comparada com outras drogas permitidas, perde
apenas para o álcool e cigarro.
A principal forma de administração da maconha é
a inalação (fumada), método que leva a um efeito
rápido no organismo. Estima-se que em cerca de meia
hora a maconha atinja seus níveis máximos no sangue
do usuário. Além da inalação, muitas pessoas fazem
uso da maconha, ingerindo-a.
A maconha pode causar danos ao organismo, principalmente, quando o
usuário faz uso de grande quantidade e em grande período de tempo. O abuso
cada vez maior dessa substância está relacionado com o fato de que muitos
acreditam que se trata de um produto natural e consequentemente não faz mal
ou mesmo que a maconha seja uma droga considerada leve.
É importante salientar que a maconha causa alterações a curto e também a
longo prazo no organismo. A seguir, temos um quadro com os efeitos mais
comuns da maconha a curto prazo, entretanto, é muito importante destacar que
esses efeitos tratam-se daqueles mais comumente relatados, não sendo
observados, portanto, em todas as pessoas que fazem uso da maconha.

Efeitos colaterais Efeitos do uso prolongado

 Boca seca;  Maior risco de ter câncer de


 Confusão mental; pulmão;
 Aumento do apetite;  Desmotivação;
 Olhos avermelhados;  Dificuldade de memória;
 Redução da capacidade motora;  Maior risco de infertilidade.
 Pânico.

[Link]

2.2. Cocaína

7
Cocaína é uma droga ilícita, ou seja, uma substância psicoativa de ação estimulante
do sistema nervoso central, de uso e comercialização proibidos.
O hidroclorido de cocaína (pó branco e cristalino) é extraído, por
meio de processos químicos, das folhas da coca (Erythroxylum
coca), uma planta originária da América do Sul.
A cocaína geralmente é consumida por aspiração nasal
(“cheirada”), ou via intravenosa (dissolvida em água e injetada
diretamente na corrente sanguinea). Os O inicio dos efeitos do
uso da cocaína variam: cheirando o "pó", os efeitos aparecem
entre 10 e 15 minutos. Via intravenosa, os efeitos surgem em 3 a 5 minutos após a injeção.
Por tratar-se de uma substância que exerce ação estimulante, seu uso aumenta a atividade
cerebral, sobretudo nas áreas motora e sensorial.

Efeitos Colaterais Efeitos do uso prolongado


 Elevação da temperatura corporal;  Problemas cardíacos;
 Aumento dos batimentos cardíacos;  Dependência;
 Prazer, euforia, perda do sono e  Alterações no sistema nervoso;
da fome;
 Maior risco de overdose;
 Crises de ansiedade.
 Sangramento nasal.

[Link]

2.3. Álcool

8
O principal agente do álcool é o etanol (álcool etílico). O consumo do
álcool é antigo, bebidas como vinho e cerveja possuíam conteúdo alcoólico
baixo, uma vez que passavam pelo processo
de fermentação. Outros tipos de bebidas
alcoólicas apareceram depois, com o processo
de destilação.

Apesar de o álcool possuir grande aceitação


social e seu consumo ser estimulado pela
sociedade, ele é uma droga psicotrópica que
atua no sistema nervoso central, podendo
causar dependência e mudança no
comportamento.
Quando consumido em excesso, o álcool é visto como um problema de
saúde, já que esse excesso pode estar ligado a acidentes de trânsito, violência
e alcoolismo (quadro de dependência).

Efeitos Colaterais Efeitos do uso prolongado


 Tontura;  Hipertensão (pressão alta);
 Náusea e vômito;  Arritmia cardíaca (mudança no ritmo do
 Diarreias; batimento cardíaco) ;
 Lapsos de memória;  Aumento do colesterol;
 Dificuldade respiratória;  Aumento da aterosclerose (acúmulo de placas
 Alucinações. de gordura no interior das artérias);
 Cardiomiopatia alcoólica (assim como outras
formas de cardiomiopatia (doença do músculo
cardíaco) , esta causada pela ingestão cronica e
frequente de bebidas alcoólicas, relacionada à
deficiente absorção de tiamina (vitamina B1), apre-
senta sintomas ligados ao mal-funcionamento e
consequente sobrecarga do coração, levando à
progressiva falência de sua função de bombear o
sangue através de todo o organismo.)

[Link]
[Link]
[Link]

2.4. Ecstasy

9
Também chamado de droga do amor, o ecstasy é uma droga psicoativa,
conhecida quimicamente como 3,4-
metilenodioximetanfetamina e abreviada por
MDMA. O ecstasy foi produzido por uma indústria
farmacêutica no ano de 1914 com o intuito de ser
utilizado como supressor do apetite, mas nunca foi
utilizado para essa finalidade. Nos anos 60,
começou a ser utilizado por psicoterapeutas para
elevar o ânimo de pacientes; e na década de 70
passou a ser consumido recreativamente, sendo
disseminado principalmente entre estudantes
universitários. O uso dessa droga é proibido em
vários países, inclusive no Brasil.
Embora esse modo de utilização não seja mais empregado, o ecstasy pode ser
injetado via intravenosa. Atualmente o consumo ilegal de ecstasy tem sido
realizado na forma de comprimidos via oral.

O efeito do ecstasy pode durar em média oito horas, mas isso varia de acordo
com o organismo. Em pessoas que possuem maiores quantidades de enzimas
metabolizadoras, o efeito do ecstasy pode durar menos tempo. À medida que
as enzimas do organismo metabolizam as toxinas, elas produzem também
metabólitos ativos que continuam exercendo atividade psicoativa, como se
fosse a própria droga, mas com efeitos não muito agradáveis, que podem durar
por mais algumas horas.

Os usuários dessa droga sentem aumento do estado de alerta, maior interesse


sexual, sensação de bem-estar, grande capacidade física e mental, euforia e
aumento da sociabilização e extroversão.

Efeitos Colaterais Efeitos do uso prolongado


 Ansiedade;  Morte de células cerebrais;
 Paranoias;  Pertubações mentais;
 Falta de memória;
 A MDMA atua no cérebro, controlan-
 Síndrome do pânico;
do duas substâncias: a dopamina,
que interfere nas dores, e a serotoni-  Depressão.
na, que está ligada às sensações de
amor. A combinação das duas, deixa
a pessoa muito mais eufórica, confian-
te, sociável, etc;
 Aumento da produção de suor;
 Aumento dos batimentos cardíacos;
 Bruxismo (ranger dos dentes).

[Link]
[Link]

2.5. Nicotina

10
A nicotina é um composto orgânico do grupo dos alcaloides, que
são aminas heterocíclicas, isto é, que possuem
cadeias fechadas (ciclos), contendo um nitrogênio.
Sua fórmula estrutural está representada a seguir:
Por ser uma amina, a nicotina tem caráter
básico e se apresenta (à temperatura ambiente e
na sua forma pura) de um modo líquido oleaginoso
e incolor. Porém, em contato com o ar, esse líquido
se oxida, ficando pardo-escuro. É solúvel em água
e muito solúvel em solventes orgânicos como o éter
e o álcool.

Assim, como os demais alcaloides, a nicotina possui gosto amargo e é


muito tóxica. Ela se encontra nas plantas de tabaco, a partir das quais se
produz o fumo, em uma concentração que varia de 2% a 8%.

Ela é produzida na queima do cigarro e é a principal causadora da


dependência que o fumante apresenta. Isso ocorre porque, ao se tragar o
cigarro, a nicotina chega em cerca de 9 segundos ao cérebro e atua sobre o
sistema nervoso central, causando uma sensação de bem-estar agradável. No
entanto, essa sensação é passageira e quanto mais a pessoa fuma mais o
organismo se adapta à droga e o vício aumenta, necessitando de mais doses
de nicotina no organismo, ou seja, aumentando-se a quantidade de cigarros
consumidos. É por isso que quando alguém tenta parar com o vício,
suspendendo repentinamente o consumo de cigarros, ela costuma ter
uma síndrome de abstinência.

Efeitos Colaterais Efeitos do uso prolongado

 Aumento da pressão arterial;  Insuficiência respiratória;


 Redução do apetite;  Câncer de pulmão, garganta e
 Aumento dos batimentos boca;
cardíacos;  Bronquite;
 Aumento da frequência  Asma;
respiratória;  Maior risco de infarto.
 Formigamento;
 Alterações no humor.

[Link]

2.6. Anabolizantes

11
Os esteróides anabolizantes, mais conhecidos apenas com o nome de
anabolizantes, são drogas relacionadas ao
hormônio masculino Testosterona fabricado
pelos testículos. Os anabolizantes possuem
vários usos clínicos, nos quais sua função
principal é a reposição da testosterona nos
casos em que por algum motivo patológico
tenha ocorrido um déficit. Assim, os efeitos
"anabólicos", no que se refere aos esteróides,
são aqueles que envolvem a síntese da
proteína para a reparação e crescimento do
músculo, já que, em esportes de explosão,
existem microrupturas destes. O hormônio masculino, testosterona, tem duas
funções primordiais. A primeira, chamada de função androgênica, estimula o
desenvolvimento e manutenção das características sexuais secundárias
masculinas ( como o pêlo facial, timbre de voz, distribuição e quantidade de
gordura no corpo, e outras características associadas aos traços masculinos).
As funções anabólicas da testosterona incluem o desenvolvimento e
manutenção da musculatura, este é o objetivo principal visado por
fisiculturistas. Então, esteróides anabólicos são compostos químicos de
derivação sintética que imitam os efeitos anabólicos do testosterona enquanto,
ao mesmo tempo, minimiza os efeitos androgênios. Um dos mais importantes
atributos dos esteróides anabólicos é sua capacidade de estimular a síntese da
proteína. Isto é conseguido em parte por que o corpo tende a "armazenar"
nitrogênio , quando são usados esteróides anabólicos, promovendo um maior
crescimento muscular.

Efeitos Colaterais Efeitos do uso prolongado

 Ganho de peso;  Câncer no fígado;


 Aumento de pressão;  Problemas urinários;
 Acne;  Infertilidade;
 Queda de cabelo;  Impotência sexual.
 Redução do tamanho dos
testículos.
Além de uso médico, eles têm a propriedade de aumentar volume dos
músculos e por esse motivo são muito procurados por atletas ou pessoas que
querem melhorar a performance e a aparência física. Os esteróides
anabolizantes podem ser tomados na forma de comprimidos ou injeções e seu
uso ilícito pode levar o usuário a utilizar centenas de doses a mais do que
aquela recomendada pelo médico. Frequentemente combinam diferentes
esteróides entre si para aumentar a sua efetividade. Outra forma de uso dessas
drogas é toma-las durante 6 a 12 semanas, ou mais e depois parar por várias
semanas e recomeçar novamente.

[Link]

2.7. Ácido Gama Hidroxibutirato – GHB

12
Apesar de ser comum nos Estados Unidos
e principalmente na Europa, essa é uma
substância relativamente nova no Brasil. É
impressionante o nível de sigilo em tomo do
GHB (ácido gama hidroxibutirato). Até
mesmo atletas que se predispõem a falar
abertamente sobre seus ciclos, podem citar
esteróides anabólicos, GH, insulina e
outras drogas, mas normalmente omitem o
GHB.

Essa droga foi descoberta pelo cientista francês Hemi Laborit, em 1960,
enquanto explorava os efeitos de um neurotransmissor inibitório denominado
GABA (ácido gama amino-butírico), que atua nos neurônios gabaérgicos.
Como muito pouco GABA atravessava a barreira cerebral, Laborit sintetizou o
GHB. Ele consegue atravessar a barreira cerebral facilmente, sendo em parte
metabolizado em GABA. Ou seja, o GHB é um metabólito do GABA,
aumentando sua concentração ao nível cerebral. O GABA é responsável
também pelo estímulo e acúmulo de dopamina, associada aos efeitos de bem-
estar e clareza, após sua utilização.

Nosso organismo também produz o GHB, mas em pequenas


quantidades. Laborit imediatamente observou as propriedades benéficas
do GHB como um importante metabólito, capaz de promover efeito antioxidante
e antiisquêmico. O medicamento também poderia proteger o cérebro contra
certos tipos de lesão. Laborit, inclusive, sugeriu o uso do GHB para o
tratamento do mal de Parkinson e para tratar dependentes de morfina.
Originalmente, o GHB foi desenvolvido como sedativo para ajudar em casos de
insônia e como anestésico de uso hospitalar. Porém, devido as dificuldade dos
médicos em precisarem a dosagem ideal, seu uso foi deixado de lado, sendo
inclusive banido pelo FDA (Food and Drug Administration), em 1990, após
serem constatados óbitos associados ao abuso da substância. A droga pode
ainda ser encontrada com o nome de GBL (gama butil-Iactona),
biotransformada em GHB em nosso corpo.
Efeitos Colaterais Efeitos do uso prolongado

 Vômito;  Dependência;
 Náusea; *OBS: os efeitos do uso
 Euforia; prolongado de GHB não são
 Redução do nível de consciência; conhecidos.
 Falta de coordenação motora.
[Link]

2.8. Heroína

13
Há mais de cinco mil anos a Papoula, planta de onde deriva a heroína, é
conhecida pela humanidade. Naquela época, os sumérios costumavam a
utilizá-la para combater algumas doenças
como a insônia e constipação intestinal.
No século
passado, farmacêuticos obtiveram, da
Papoula, uma substância que foi chamada
de Morfina. O uso da morfina foi
amplamente difundido na medicina do
século XIX devido, principalmente, a suas
propriedades analgésicas e antidiarréicas.

Da morfina, logo foram sintetizadas


várias derivações como
diamorfina, codeína, codetilina, heroína,
metopon. A heroína é a mais conhecida delas. Na década de 20 foi constatado
que a heroína causava dependência química e psíquica, por isso foi proibida
sua produção e comércio no mundo todo. A heroína voltou a se expandir pelo
mundo depois da Segunda Guerra Mundial e hoje é produzida no mercado
negro principalmente no Sudeste Asiático e na Europa.

A heroína é uma variação da morfina, que por sua vez é uma variação
do ópio, obtido de uma planta denominada Papoula. A designação química da
heroína é diacetilmorfina. A heroína se apresenta no estado sólido. Para ser
consumida, ela é aquecida normalmente com o auxílio de uma colher onde a
droga se transforma em líqüido e fica pronta para ser injetada. O consumo da
heroína pode ser diretamente pela veia, forma mais comum no ocidente, ou
inalada, como é, normalmente, consumida no oriente.

Efeitos Colaterais Efeitos do uso prolongado

 Sono excessivo;  Risco de infecção pelo HIV pelo


 Euforia; compartilhamento de seringas;
 Depressão profunda;  Delírios;
 Náusea;  Cegueira;
 Vômito.  Inflamação das válvulas cardíacas;
 Morte.

[Link]

14
Para refletir!

15
Passatempos
1. Droga não tem graça!

É muito comum utilizarmos de uma imagem ou mesmo de uma charge carregada de humor para tratar de
assuntos de relevância. Com a temática “Drogas” não poderia ser diferente. Foram selecionadas algumas
imagens para que analise e identifique o tipo de substância utilizada.

a)
( ) b)( ) c)( )

d) ( ) e) ( )

f) ( )

16
h)( )

g )( )

i) (
) j)
(
)

Caça Palavras DICA : 8 Palavras

ABGHJGIPFLAVYSMACONHATUOPIYGHICJ
LKHEUWERTYUIOPWASXREWSZLLÇSEROO
UVBRSTRJUIANAGHIFLAVIAOJHKLYDRYCI
SHUJKGJABSTINÊNCIACAPITUASSISFYA K
THJAAGYCAUAWQERFJVCSERVQAIOPO IKL
RWASXREWSEJFERJEDJIFOHÇASEETRKNI
ADJIFOHÇASTYIORESTAUEROQWERTAN A
TSERTFFDRSTJUSUÁRIOKLÇOIPUYRSWQA
AUWERTYUIOPWASXREWSZLLÇSEROOGHJ
MVAFERIROWSARTWDFDGFVCSARSFTEVF
E I U E S FC V B H N MK L Ç O I Ã J K I O Ç O J E N T I O P L I O
NICOTINAFFDRTYUOPLKJÇCVXDSAWETYM
THGSERTGFDCVCIJHJKVCHDXZSETFGFFJ
OEUWERTYUIOPWASXREWSZLLÇIOPKÇJG
JSTYIORERTYWQASDFERCVÇJKBNDCXSZA
OGJOOPMEPQXERWQANABOLIZANTESKLO

RESPOSTAS DOS PASSATEMPOS

17
1. a) Anfetaminas; b) Anestésico para cachorro; c)Ecstasy; d) Cocaína;

e) Álcool; f) Crack; g) Nicotina; h) Anabolizantes; i) Cocaína; j)Maconha.

ABGHJGIPFLAVYSMACONHATUOPIYGHICJ
LKHEUWERTYUIOPWASXREWSZLLÇSEROO
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SHUJKGJABSTINÊNCIACAPITUASSISFYA K
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TSERTFFDRSTJUSUÁRIOKLÇOIPUYRSWQA
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