ESTUDANDO: INTRODUÇÃO A
DINÂMICAS DE GRUPO
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Dinâmicas Variadas 2
MINHA CARACTERÍSTICA MAIOR
OBJETIVOS:
Favorecer a comunicação verbal, criar um clima de empatia e
estimular o processo de conhecimento do outro.
MATERIAL:
Papel e lápis.
PROCESSO:
O facilitador explica que “todos nós temos características são
mais marcantes e visíveis aos outros”.
Distribuir papel e lápis, onde cada pessoa, escreverá uma frase
que resume aquilo que ela é e o que faz de melhor.
Exemplo:
(José) “ Sou um batalhador incansável pela justiça.”
(Roberta) “ Sou sensível à miséria e não me canso de ajudar os
pobres.”
Fixar os papéis no peito, e todos, ao som de uma música (suave)
passeiam pela sala, lendo as frases dos demais.
Solicitar que formem pares ou tríades com as pessoas cujas
frases lhes chamaram a atenção.
Retornar após (mais ou menos) quinze minutos para o grupo
maior, onde os membros de cada dupla (ou tríade) apresentam
um ao outro, salientando os aspectos positivos do encontro.
ROMPENDO O CERCO
OBJETIVOS:
Constatar as dificuldades existentes quando queremos
ultrapassar alguma dificuldade, enquanto as pessoas ao nosso
redor dificultam ainda mais ou não ajudam.
Observar a perseverança e resistência dos participantes, diante
de uma situação de pressão.
Trabalhar um relacionamento.
MATERIAL:
Não é necessário.
PROCESSO: Formar um círculo, de modo que os membros fiquem
com os braços entrelaçados e firmes.
Pedir um voluntário, sem dar explicações.
Explicar que a dinâmica tem duas orientações básicas:
- O voluntário deverá tentar, por todos os meios, sair do
círculo;
- Cabe aos demais, que estão firmemente no círculo,
impedir que o voluntário saia.
Pedir que o de dentro troque com outra pessoa, repetindo o
procedimento mais algumas vezes.
Ao final, seguem-se alguns comentários para reflexão do grupo:
1. O que você sentiu ao ser voluntário, tentando sair do círculo
e enfrentando tamanha dificuldade?
2. Qual o sentimento do grupo? Houve vontade de ceder?
Surgiu sensação de sadismo? Compaixão?
3. O que significa romper o cerco?
4. O que isso tem a ver com a realidade do nosso dia-a-dia?
5. Quais as palavras “mágicas” do relacionamento humano?
Licença
Desculpe
Por favor
Obrigado
Amo você
Volte sempre
Disponha
POSSO ENTRAR?
OBJETIVOS:
Promover o entrosamento dos membros do grupo que estiverem
mais “deslocados” e levar os participantes a refletirem sobre as
razões que levam um grupo a ser “fechado”, de difícil acesso.
MATERIAL:
Não é necessário.
PROCESSO:
Uma vez percebido quem está deslocado no grupo, o facilitador
orienta a formação de um círculo ( ou mais de um, se for o caso),
onde os participantes ficam com os braços entrelaçados
fortemente.
As pessoas que irão formar o círculo deverão ser convidadas
uma a uma, justamente para deixar de fora aquelas que irão
tentar entrar no círculo.
Após a formação do círculo, cada pessoa que estiver fora vai
tentar entrar.
A função dos que estiverem formando o círculo é não permitir,
sob hipótese nenhuma, a entrada do “intruso” no círculo.
Tendo conseguido ou não, o facilitador deve substituir a pessoa
que tentou entrar no círculo (se for mais de uma que ficou
sentada), até que todas tenham participado.
Ao final, todos sentam no chão e é aberto espaço para o
questionamento:
Quais os sentimentos experimentados durante o exercício?
Qual a sensação de não ser escolhido para participar do círculo?
O que você sentiu ao não conseguir entrar no grupo?
O que você sentiu ao conseguir?
Durante o questionamento, o facilitador deve (se não tiver
acontecido) promover o entrosamento, de forma calorosa,
dessa(s) pessoa(s) ao grupo.
O PRESENTE DA ALEGRIA
OBJETIVOS:
Exercitar a verbalização das qualidades do outro, num clima de
confiança pessoal e mostrar que um presente não tem que ser,
necessariamente, algo material.
MATERIAL:
Papel e lápis.
PROCESSO:
Estando o grupo sentado em círculo, inicia-se uma exposição
sobre a importância de dar e receber presentes: Queremos, com esta
dinâmica, mostrar que um presente pode ser uma palavra , um gesto, um carinho, um
incentivo, um beijo, enfim. Coisas do nosso comportamento para com os outros e que
têm um valor incalculável.
De modo que vamos dizer para a pessoa que está aqui conosco quais as qualidades.
Quais os aspectos do seu comportamento, da sua maneira de ser que nós admiramos.
Portanto, agora, cada pessoa escreverá na sua papeleta, de uma a três qualidades –
algo que você percebe do seu nível de relacionamento ou que percebeu aqui no grupo
– para a pessoa da sua direita.
Orientar, também, que a papeleta não deverá ter destinatário
nem remetente, ou seja, nem escrever o seu nome, nem o nome
da pessoa para a qual você está escrevendo.
É importante escrever uma mensagem que se enquadre bem na
pessoa, ao invés de um comentário generalizado.
O facilitador deverá recolher as papeletas, dobradas.
Redistribuir as papeletas, de modo que nenhuma pessoa pegue a
sua própria (todos deverão ficar, nessa etapa, com as papeletas
trocadas).
Desse momento em diante, cada pessoa deverá ler o que está
escrito na papeleta da sua mão, oferecendo como presente, a
qualquer pessoa do grupo.
Deve sair do lugar e dar um abraço nessa pessoa.
Todas as pessoas do grupo oferecerão os seus “presentes” às
demais.
Uma pessoa poderá ter vários “presentes”.
Alguém poderá não receber nada.
Ao final, quando todos tiverem verbalizados o que escreveram,
poderão ser feitos alguns comentários adicionais, sobre quais os
sentimentos de cada um, em relação ao que aconteceu.
ABRIGO SUBTERRÂNEO
OBJETIVOS:
Questionar sobre conceitos e valores morais, trabalhar a questão
do preconceito no grupo e exercitar uma atividade de consenso.
MATERIAL:
Caneta ou lápis e uma cópia do “abrigo subterrâneo” para cada
participante.
PROCESSO:
Dividir o grupo em subgrupos de cinco pessoas.
Distribuir uma cópia do “abrigo subterrâneo” para cada
participante.
Orientar que cada pessoa deverá proceder a sua decisão
individual, escolhendo até seis pessoas (da lista do abrigo) de
sua preferência.
Em seguida, cada subgrupo deverá tentar estabelecer o seu
consenso, escolhendo, também, as suas seis pessoas.
Ao final, o facilitador sugere retornar ao grupão, para que cada
subgrupo possa relatar os seus resultados.
Proceder os seguintes questionamentos:
Quais as pessoas escolhidas de cada subgrupo?
Qual o critério de escolha/eliminação?
Qual(is) o(s) sentimentos que vocês vivenciaram durante o
exercício?
Solução: Uma escolha livre de preconceitos seria promover um sorteio.
ABRIGO SUBTERRÂNEO
Você está correndo um sério perigo de vida. Sua cidade está
sendo ameaçada de um bombardeio. Você recebe a ordem de
que deverá acomodar em um abrigo subterrâneo apenas seis
pessoas , entretanto há doze precisando entrar no abrigo. Abaixo,
estão quais as pessoas e suas características. Faça a sua
escolha. Apenas seis poderão entrar no abrigo:
( ) Um violinista, 40 anos, viciado
( ) Um advogado, 25 anos.
( ) A mulher do advogado, 24 anos, que acaba de sair do
manicômio. Ambos preferem ou ficar juntos no abrigo, ou fora
dele.
( ) Um sacerdote, 75 anos.
( ) Uma prostituta, com 37 anos.
( ) Um ateu, 20 anos, autor de vários assassinatos.
( ) Uma universitária, 19 anos, que fez voto de castidade.
( ) Um físico, 28 anos, que só aceita entrar no abrigo se
puder levar consigo sua arma.
( ) Um declamador fanático, 21 anos , baixo QI.
( ) Um homossexual, 47 anos, geólogo.
( ) Um débil mental, 32 anos, que sofre de ataques epiléticos.
( ) Uma menina, 12 anos, baixo QI.
CÍRCULO E BEIJO
OBJETIVOS:
Promover a aproximação entre os participantes, quebrar
preconceitos, estimular o toque e o afeto e exercitar a
motricidade.
MATERIAL:
Não é necessário.
PROCESSO:
Formar um círculo de mãos dadas.
Cada pessoa dirige-se, sem soltar as mãos, a uma outra pessoa
do grupo, no sentido oposto e beija- a no rosto (ou não).
As pessoas com as quais ela está de mãos dadas resistem em
acompanhá-la, puxando-a para trás, porém vão cedendo aos
poucos (sensação de resistência e, ao mesmo tempo,
alongamento muscular).
A pessoa escolhida dá continuidade à dinâmica, obedecendo ao
mesmo procedimento, até que todos tenham repetido o exercício.
Ao final, sempre é bom o facilitador sugerir uma boa sessão de
abraços.
ESPELHO
OBJETIVOS:
Exercitar a percepção do outro, através do olhar, estabelecer
empatia e quebrar a resistência de proximidade.
MATERIAL:
Aparelho de som e cd ou fita de música instrumental.
PROCESSO:
Formar duplas, cujos membros devem se colocar frente a frente,
e cada um unirá a palma da sua mão à palma da mão do outro.
Colocar uma música suave, instrumental.
Orientar os participantes, dizendo-lhes que eles estão diante de
um espelho e que irão passar suas mãos ao longo de todo
espelho.
Fazer movimentos circulares bem alongados e abrangentes.
Ficar olhando nos olhos do outro.
Após alguns segundo, o facilitador sugere que cada dupla se
despeça com um abraço.
Procure outra pessoa e formar nova dupla, repetindo o exercício.
Variação de procedimentos:
Depois do período de várias trocas, o facilitador pode sugerir
juntar duas duplas e estas farão o exercício a quatro; depois, um
grupo de quatro se junta a outro grupo de quatro; os oito se
juntarão a outro grupo de oito; até que , ao final, forme-se um
círculo único, criando uma sincronia nos movimentos. Na
finalização, o facilitador sugere que todos aplaudam, utilizando a
mão do outro.
RELÂMPAGO
OBJETIVOS:
Desfazer as “panelinhas” , formar novas parcerias e amizades e
descontrair e “acordar” o grupo.
MATERIAL:
Não é necessário.
PROCESSO:
O facilitador solicita que peguem suas ‘bagagens” ( bolsas,
material, pastas, etc.).
“Observe e grave quem é a pessoa que está à sua direita e à sua esquerda.
Vou contar, até cinco e todos deverão trocar de lugar, de modo que ninguém fique
perto de quem estava antes.
Quem se sentar por último paga uma prenda.”
Quando estiverem novamente acomodados:
“ Cumprimente e dê boas vindas ao seu novo vizinho.”