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Teologia do Juízo no Livro de Naum

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FACULDADE ADVENTISTA DA AMAZÔNIA

Curso de Teologia

Prova de Livros Proféticos


Disciplina: Livros Proféticos
Professor: Ezinaldo Ubirajara Pereira Data: 29/11/2022
Aluno: Classe/1° Ano 2° período

LIVRO DE NAUM

1 INDIQUE UMA DAS TEOLOGIAS, OU A TEOLOGIA DO LIVRO.

No livro de Naum, uma das teologias presentes é a do juízo divino e a preocupação em


mostrar como é o caráter de Deus.

2 APRESENTE, DE FORMA SISTEMÁTICA (CADEIA DE TEXTOS COM


EXPLICAÇÃO DE CADA UM), ESTA TEOLOGIA – PRECISA MOSTRAR A
CONEXÃO TEMÁTICA ENTRE OS TEXTOS.

O livro começa com a indicação de que houve um julgamento e uma decisão:


“Sentença contra Nínive” (Nm 1:1, ARA). Os capítulos 2 e 3 detalham essa “sentença”. O
profeta explica quais serão as consequências da decisão divina, ou seja, quais os castigos irão
cair sobre a cidade. Antes, porém, o capítulo 1 fala sobre os motivos de Deus, os crimes da
cidade e as boas notícias para o povo de Judá, que veria seu perseguidor sendo condenado.
Em resumo, Deus estava provando, através de seu ato punitivo, a validade do Seu caráter.
Depois da introdução do verso 1, que especifica que o livro se trata de uma sentença
contra Nínive, o primeiro capítulo segue explicando que Deus estava irado, mas por um bom
motivo. Ele é apresentado como “zeloso e vingador”, “vingador e cheio de ira” (Nm 1:2), mas
ainda assim, “tardio em irar-se” (v. 3). O resultado é que Ele “jamais inocenta o culpado”.
Para ressaltar o ímpeto de Deus em destruir Seu inimigo culpado, o profeta menciona
como as pobres forças e monumentos da natureza de desfazem diante de Sua presença (Nm
1:4-6). Quando direciona essa ira ao objeto de punição, Deus não deixa sobrar nada (Nm 1:9-
10). No verso 9, o profeta pergunta: “Que pensais vós contra o SENHOR?”. Uma das
respostas que ele mesmo dá num dos versos anteriores, que diz: “O SENHOR é bom, é
fortaleza no dia da angústia e conhece os que nele se refugiam” (Nm 1:7, ARA). A cláusula
adversativa que vem depois parece fazer um contraste entre essa bondade de Deus e o que Ele
estava prestes a fazer, mas, na verdade, se trata de uma consequência natural de Seu caráter:
“Mas, com inundação transbordante, acabará de uma vez com o lugar desta cidade; com
trevas, perseguirá o SENHOR os seus inimigos” (Nm 1:8, NAA).
É nesse contexto que o profeta pergunta quem os assírios pensavam que o Senhor era.
Será que um Deus bom e justo poderia deixar de punir os pecados deles, que incluíam roubo,
destruição (Nm 2:2), crueldade, mentiras, terrorismo (Nm 3:1), prostituição e feitiçarias (Nam
3:4)? É por isso que Naum encerra perguntando: “porque sobre quem não passou
continuamente a tua maldade?” (Nm 3:19, ARA).
Finalmente, o resultado da sentença divina é o terror dos condenados e a alegria das
vítimas que haviam sido prejudicadas. Depois de dizer que iria exterminar os ninivitas, Deus
garante para o Seu povo perseguido: “Mas de sobre ti, Judá, quebrarei o jugo deles e romperei
os teus laços” (Nm 1:13, NAA).
O resultado do julgamento divino, portanto, se resume a pelo menos três
consequências no livro de Habacuque: (1) os maus são justamente punidos, (2) as vítimas são
libertas da opressão e (3) o caráter de Deus é vindicado.

3 APRESENTE A APLICAÇÃO DESTA TEOLOGIA PARA A ATUALIDADE NA


IGREJA.

A visão de um Deus atento e cuidadoso, que tem anotado todo o mal que os homens
fazem ao seu próximo e se preocupa em punir a perversidade, ressalta a confiança que os
irmãos podem ter de que todo o mal que existe hoje terá o seu fim. Se Deus mostrou a
bondade e a justiça de Seu caráter ao punir o mal feito pelos assírios, Ele novamente se
preocupará em deixar claro quem realmente é ao interferir na História uma vez mais, e
definitivamente. Usando um famoso texto do próprio livro de Naum: “(...) não se levantará
por duas vezes a angústia” (Nm 1:9, ARA)

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