Direitos Fundamentais na Constituição de Moçambique
Direitos Fundamentais na Constituição de Moçambique
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Ainete Bernardo Henrique Durão
DIREITOS FUNDAMENTAIS
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Índice
[Link]ção .................................................................................................................................................. 4
[Link] ............................................................................................................................................... 5
[Link] ...................................................................................................................................................... 5
[Link]íficos .............................................................................................................................................. 5
[Link] Direitos Fundamentais na Constituição Moçambicana ........................................................................ 6
[Link] sentidos formais e material dos Direitos Fundamentais ....................................................................... 7
[Link]ção da Republica ......................................................................................................................... 7
[Link] dos Direitos Fundamentais ................................................................................................... 8
[Link] e liberdades fundamentais ......................................................................................................... 9
[Link] à vida........................................................................................................................................... 9
[Link] ........................................................................................................................................... 10
[Link]ípio de igualdade........................................................................................................................... 10
[Link] de expressão ......................................................................................................................... 11
[Link] de imprensa .......................................................................................................................... 12
[Link] no processo penal .................................................................................................................... 12
[Link]ão................................................................................................................................................. 14
[Link]ências............................................................................................................................................... 15
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[Link]ção
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[Link]
[Link]
[Link]íficos
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[Link] Direitos Fundamentais na Constituição Moçambicana
O Direito, concebido como sendo um sistema de regras de conduta social, obrigatórias para todos
os membros de uma certa comunidade, a fim de garantir no seu seio a justiça, a segurança e os
Direitos Humanos, sob a ameaça das sanções estabelecidas para quem violar tais regras
(AMARAL, 2004, p. 65), revela que o bem por ele perseguido é o homem, que já nasce com
direitos (direitos humanos) que merecem uma tutela por parte da ordem jurídica onde se insere. É
esta protecção do bem perseguido (o homem) que gera a facção “Direitos Humanos”. Trata-se de
direitos de que uma pessoa necessita para viver com certa dignidade humana. São direitos
inerentes à pessoa humana, isto é, direitos individuais, conferidos por Deus ou pela Natureza,
reconhecidos pela Razão, inerentes à condição da pessoa humana, e por isso mesmo, anteriores e
superiores ao próprio Estado, a quem são oponíveis pelos indivíduos (AMARAL, 2004, p. 56).
A expressão Direitos Humanos, para designar os direitos que cada pessoa tem por ser pessoa,
mostra-se vaga e com sentido diferenciado para determinadas áreas (MIRANDA, 2014b). Aos
que trabalham o Direito Constitucional, nesse caso, Direito Interno (positivo) de cada Estado
soberano, preferem a expressão Direitos Fundamentais. Isto porque tratam-se, segundo eles, de
direitos assentes na ordem jurídica, e não de direitos derivados da natureza do homem e que
subsistam sem embargo de negação da lei (MIRANDA, 2014b). Trata-se de direitos humanos
consagrados em texto fundamental (Constituição) de forma a dar-lhes maior protecção e
garantia.
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[Link] sentidos formais e material dos Direitos Fundamentais
Entendendo-se por direito fundamental toda a posição jurídica subjectiva das pessoas enquanto
consagrada na lei fundamental, fica claro que será direito fundamental em sentido formal aquele
que está inscrito na Constituição formal, e será material aquele direito fundamental que não está
inscrito na Constituição formal, mas que em si, pela matéria e valor, é um direito fundamental.
Direitos fundamentais são todas aquelas posições jurídicas favoráveis às pessoas que explicitam,
directa ou indirectamente, o princípio da dignidade da pessoa humana, que se encontram
reconhecidas no texto da constituição formal (fundamentalidade formal), ou que, por seu
conteúdo e importância, são admitidas e equiparadas, pela própria Constituição, aos direitos que
esta formalmente reconhece, embora dela não façam parte (fundamentalidade material)
(CUNHA JÚNIOR, 2016, p. 488, sem grifos no original).
Ou seja, todos os direitos fundamentais em sentido formal são também em sentido material,
atendendo que antes de serem fundamentalizados (formalizados), já os eram em sentido material.
Mas o contrário nem sempre é válido, pois o processo de fundamentalização de direitos humanos
é lento e progressivo, havendo sempre alguns direitos humanos (escondidos) por ainda não terem
uma protecção constitucional. Mas isso não deve significar, nem de longe, que só são direitos
fundamentais aqueles previstos e ou consagrados na Constituição. Aliás, decorre do próprio texto
constitucional moçambicano a ideia expressa através da qual os direitos fundamentais
consagrados na Constituição não excluem quaisquer outros constantes nas leis (Art. 42 da CRM).
[Link]ção da Republica
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[Link] dos Direitos Fundamentais
Segundo Jorge Miranda (2014b), não pode haver verdadeiros direitos fundamentais sem que as
pessoas estejam em relação imediata com o poder, beneficiando de um estatuto comum e não
separadas em razão dos grupos ou das instituições a que pertençam. Também, não há direitos
fundamentais sem Estado. Ora, aqui, é preciso, para a protecção desses direitos fundamentais,
acrescentar-se um requisito: o Estado de Direito Democrático. Trata-se de um ambiente propício
para a garantia, respeito e protecção de direitos fundamentais.
Paisagem dos direitos fundamentais em Moçambique Em Moçambique, muito tem sido feita
para garantir a protecção dos Direitos Fundamentais. O primeiro esforço foi dado com a primeira
grande revisão constitucional de 1990. Esta Constituição consagrou, no país, um Estado de
Direito, estabeleceu as estruturas de mérito para a implantação de uma democracia política, da
separação de poderes, da liberdade política e da consagração efectiva dos principais direitos
fundamentais. Foi uma rotura ao anterior regime, de cariz socialista, com uma política de gestão
da coisa pública totalmente concentrada numa única pessoa que centralizava todos os poderes
Estes princípios da Constituição de 1990 foram enriquecidos, reformulados e ampliados pelas
alterações introduzidas e aprovadas pela Assembleia da República (AR) em Novembro de 2004.
Trata-se da “Constituição de 2004”. Aqui, são evidentes alguns direitos fundamentais como o
direito à vida (Art. 40º da CRM), princípios de igualdade e universalidade (Arts. 35º e 36º da
CRM), a liberdade de expressão (Art. 48º, número 1 e 2 da CRM), a liberdade de imprensa (Art.
48º, número 3 e 5 da CRM), a liberdade de associação (Art. 52 da CRM), a liberdade de
constituir, participar e aderir a partidos políticos (Art. 53 da CRM), a liberdade e consciência de
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religião e culto (Art. 54 da CRM), o direito à liberdade de manifestação e associação (Arts. 51 e
52 da CRM), o direito ao trabalho, à segurança no emprego e à filiação sindical (Arts. 84º, 85º e
86º da CRM), só para citar alguns exemplos.
[Link] à vida
Artigo 40
[Link] o cidadão tem direito à vida e à integridade física e moral e não pode ser sujeito à tortura
ou tratamento cruéis ou desumanos.
2. Na República de Moçambique não há pena de morte.
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Perguntas para reflexão:
[Link]
A República de Moçambique é uma democracia. Isto quer dizer que, é dirigido pelo povo. É uma
democracia representativa, significa que o povo exerce o seu poder através de representantes
eleitos por ele. A democracia como princípio fundamental da República de Moçambique
explicámos intensivamente na nossa outra brochura sobre: Estrutura do Estado e democracia em
Moçambique.
Estado Laico Em Moçambique, a religião é separado do Estado. Há uma divisão total, em que a
religião não tem nada a ver com o Estado. A constituição reconhece a liberdade de se praticar a
religião assim como desenvolver actividades de interesse social, mas sempre em observância
com as leis do Estado.
Artigo 12
Estado laico
3. As confissões religiosas são livres na sua organização e no exercício das suas funções de culto
e devem conformar-se com as leis do Estado.
[Link]ípio de igualdade
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Artigo 35 (Princípio da universalidade e da igualdade) Todos os cidadãos são iguais perante a lei,
gozam dos mesmos direitos e estão sujeitas aos mesmos deveres, independentemente da cor,
raças, sexo, origem étnica, lugar de nascimento, religião, grau de instrução, posição social,
estado civil dos pais, profissão ou opção política.
O homem e a mulher são iguais perante a lei em todos os domínios da vida política, económica,
social e cultural.
A lei não distingue as pessoas quanto aos seus direitos de cidadão. Perante a lei não há ministro
nem camponês, nem branco nem negro, nem mulher nem homem, nem macena nem makonde,
nem que este nasceu em Cabo Delgado ou em Niassa, não há muçulmano nem católico, não há
rico nem pobre, nem doutor nem analfabeto. Não importa se os pais são casados pelo registo ou
não, se trabalham ou não, se são da PDD ou da FRELIMO. Todos cidadãos são iguais perante a
lei e gozam dos mesmos direitos.
[Link] de expressão
Artigo 48
1. Todos os cidadãos têm direito à liberdade de expressão, à liberdade de imprensa, bem como o
direito à informação.
Artigo 48º da Constituição da República de Moçambique reconhece que cada um pode ter as
próprias opiniões e pode manifestá-las aos outros. As pessoas têm o direito de falarem aquilo que
sentem, desde que isso não prejudique o bem comum. Todos os cidadãos podem trocar ideias
com os outros e manifestar as suas próprias opiniões sem medo. Contra este direito vai a
proibição de exprimir as próprias opiniões. Também contra a lei é quando alguém está sendo
condenado porque ele tinha a coragem de manifestar as suas ideias. A liberdade de expressão
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tem limites nos direitos dos outros. Há, no entanto, actos que a lei pune como calúnia ou
difamação.
Resposta do exemplo
[Link] de imprensa
Artigo 48
5. O Estado garante a isenção dos meios de comunicação social do sector público, bem como a
independência dos jornalistas perante o Governo, a Administração e os demais poderes políticos.
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um crime, ele perde um direito muitíssimo importante, que é a sua liberdade. Para 15 assegurar
que a estadia na prisão assim como o julgamento não ultrapassem os limites do necessário para
manter a ordem do Estado, a Constituição põe ao lado da pessoa acusada dum crime alguns
direitos. Os mais importantes explicaremos neste capítulo.
Artigo 59
As pessoas em Moçambique só podem ser presas nos casos em que a lei o determina. Isso é, por
exemplo, quando a pessoa é encontrada a cometer um crime ou nos casos em que a pessoa
comete um crime punível com pena de prisão por mais de um ano (p.e. em caso alguém matar
uma outra pessoa).
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[Link]ão
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[Link]ências
Referências Legislativas
Código Civil, aprovado pelo Decreto nr. 47 344, de 25 de Novembro de 1966, tornado
extensivo à Moçambique por via da Portaria nr. 22 869, de 4 de Setembro de 1967,
actualizado pelo Decreto-Lei nr. 3/2006, de 23 de Agosto.
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