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Programa Alargado de Vacinação em Moçambique

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Saúde da Comunidade

Programa Alargado de Vacinação (PAV)

20 de Maio de 2024
Docente: Valdo António
História das Vacinas

 Idade antiga
• Ao perceberem que os sobreviventes de um ataque de
varíola não voltavam a sofrer da doença, muitos povos
tentaram provocar a moléstia numa forma mais branda.
• Os primeiros registos desta prática, que recebeu o
nome de variolização, remontam aos chineses. Era
conhecida entre diversos povos da África e da Ásia, como
hindus, egípcios, persas, circassianos, georgianos,
árabes. Na Turquia, no início do século XVIII, duas
inoculadoras de origem grega ficaram famosas – uma
delas, a Tessaliana, chegou a imunizar cerca de 40 mil
pessoas
História das Vacinas
 A 1ª Vacina – Vacina contra a Varíola
Edward Jenner, um médico inglês, observou que um número
expressivo de pessoas mostrava-se imune à varíola. Todas eram
ordenhadoras e tinham se contaminado com cowpox, uma doença do
gado semelhante à varíola, pela formação de pústulas, mas que não
causava a morte dos animais.
Após uma série de experiências, constatou que estes indivíduos
mantinham- se refratários à varíola, mesmo quando inoculados com o
vírus. A 14 de maio de 1796, Jenner inoculou James Phipps, um
menino de 8 anos, com o pus retirado de uma pústula de Sarah
Nelmes, uma ordenhadora que sofria de cowpox O garoto contraiu
uma infecção extremamente benigna e, dez dias depois, estava
recuperado. Meses depois, Jenner inoculava Phipps com pus
varioloso. O menino não adoeceu. Era a descoberta da vacina.
História das Vacinas

 A 1ª Vacina – Vacina contra a


Varíola
História das Vacinas
 Vacina contra a Raiva
A 6 de Julho de 1885, chegava ao laboratório de Louis Pasteur um
menino de 9 anos, Joseph Meister, que havia sido mordido por um
cão raivoso. Pasteur, que vinha desenvolvendo pesquisas na
atenuação do vírus da raiva, injectou na criança material proveniente
de medula de um coelho infectado. Ao todo, foram 13 inoculações,
cada uma com material mais virulento. Meister não chegou a
contrair a doença. A 26 de outubro, o cientista francês comunicava à
Academia de Ciências a descoberta do imunizante contra a raiva,
que chamou de vacina em homenagem a Jenner. Louis Pasteur já
era famoso quando salvou Meister. Desenvolvera pesquisas
sobre fermentação, elaborando um método para conservação
da cerveja, a pasteurização. Formulou a teoria da origem
microbiana das doença.
As vacinas de Pasteur foram as primeiras obtidas seguindo uma
metodologia científica.
Programa Alargado de Vacinação (PAV)

• O Programa Alargado de Vacinação (PAV) foi lançado em


Moçambique em 1979, após a 1ª campanha nacional
de vacinação pós independência nacional, tendo mostrado
ao longo dos anos notáveis ganhos de saúde.
• PAV é um programa nacional e gratuito, destinado,
principalmente, a vacinação de mulheres em idade fértil
e crianças, bem como de outros grupos sob condições
especiais (como trabalhadores em risco de contrair
tétano, por exemplo), para prevenção de doenças
infecciosas preveníveis pela vacinação (tuberculose, difteria,
tétano, tosse convulsa, pólio, hepatite B, sarampo, tétano e
as pneumonias e meningite por haemophilus influenzae tipo
b e outras).
Programa Alargado de Vacinação (PAV)

• Vacinas – são substâncias biológicas preparadas no


laboratório a partir de microrganismos causadores de
doenças - bactérias ou vírus, e que induzem a produção de
certas substâncias protectoras no corpo (chamados de
anticorpos).

• Vacinar é o acto de administrar substâncias biológicas no


organismo de forma a criar um estado de protecção
contra determinadas doenças, através de produção (pelo
organismo - a pessoa nesse caso) de defesas contra as
bactérias e vírus que causam tais doenças
Programa Alargado de Vacinação (PAV)
• A imunização através de vacinação constitui uma das formas mais
eficazes de diminuição da mortalidade materna, neonatal e infantil.
No nosso país existem postos fixos de vacinação, geralmente nos
postos e centros de saúde, bem como brigadas móveis que se
deslocam às comunidades com vista a atingir as zonas que não são
cobertas pelas unidades sanitárias.
• A missão do PAV é melhorar a qualidade de vida da
população moçambicana, protegendo-lhe contra e envidando
esforços para eliminar o sofrimento causado por doenças
infecciosas preveníveis por vacina (doenças imuno-preveníveis).
• A meta do PAV é proteger todas as mães e suas crianças menores
de 5 anos de todas as doenças preveníveis por vacina.
• O principal objectivo do PAV é reduzir a mortalidade infantil,
morbilidade e incapacidade, utilizando as melhores vacinas,
tecnologias médicas e práticas seguras disponíveis.
Programa Alargado de Vacinação (PAV)
Dentro deste grande objectivo encontramos os seguintes
objectivos específicos:
 Aumentar a cobertura de DPT-HepB-Hib 3 (3ª dose
da vacina da Difteria/Pertussis/Tétano/Hepatite B e
haemophilus influenzae tipo b);
 Reduzir a taxa de quebra vacinal (reduzir o número de indivíduos
que não completem totalmente as séries de vacinação);
 Desenvolver uma estratégia de comunicação PAV e reforçar a
comunicação interpessoal entre provedores de saúde e comunidade;
 Aumentar os recursos humanos para oferta dos serviços do PAV;
 Manter as actividades de controlo de pólio e sarampo; e
 Manter a tendência de eliminação do tétano materno-neonatal.
Programa Alargado de Vacinação (PAV)
• As estratégias do PAV no país incluem vacinação de rotina, brigadas
móveis e campanhas de vacinação.

1. Vacinação rotineira nas unidades sanitárias


• É uma estratégia adoptada pelo Ministério da Saúde para
oferecer os serviços de vacinação às crianças menores de um ano
de idade, mulheres grávidas e mulheres em idade fértil. Para o
cumprimento desta medida, todas as unidades que prestam
cuidados de saúde primários, nomeadamente Postos e Centros
de Saúde devem dispor de um serviço de medicina preventiva, onde
são feitas as vacinas de rotina.
• Geralmente, os hospitais rurais, provinciais e centrais
dispõem de vacinação para as vacinas dadas à nascença e
que, normalmente, são dispensadas nas maternidades, sendo que
a continuação das vacinações é feita nos postos e centros de saúde
Programa Alargado de Vacinação (PAV)
2. Brigadas Móveis e Campanhas de Vacinação
• Para além das vacinações de rotina nas US,
há também estratégias de
mandar equipas (brigadas móveis) das unidades às localidades
distantes,
com vista a alcançar aquelas crianças que não conseguemchegar
às unidades
• Para além das visitas de brigadas móveis, há políticas e princípios
traçados
pela Organização Mundial da Saúde, que visam, essencialmente,
eliminar e
erradicar algumas doenças, tais como sarampo, tétano neonatal
e poliomielite.
• Para a implementação dessas políticas são levadas a cabo
campanhas de
vacinação, direccionadas a grupos de idade diferentes daqueles
da vacinação de rotina.
Programa Alargado de Vacinação (PAV)

• As vacinas quando são introduzidas no organismo,


estimulam-no a criar defesas, chamadas de anticorpos, contra
as mesmas bactérias ou vírus de que foram feitas.
• Por exemplo, a vacina contra o Sarampo contém os vírus
provocam o Sarampo, mas estão modificados de modo que
provocarema a doença, mas ainda ajudam o organismo a não
produzir as defesas que vão-lhe defender se esse vírus lhe
atacar.
Programa Alargado de Vacinação (PAV)

Lista de Doenças Alvos


• Sarampo do PAV • Doenças causadas pelo
• Poliomielite influenza tipo Bhaemophilus
(pneumonia
• Tétano Neonatal e e
• Tuberculose meningite
)
• Difteria • Vírus do Papiloma Humano (HPV)

• Covid-19
Pertussis (Tosse convulsa) • Vitamina “A” e desordens por
• Hepatite B deficiência de vitamina “A” –
• Rotavírus não é uma doença prevenível por
• Rubéola para éaum
vacinas, prevenção
suplementoe tratamento
deficiência de vitamina A da
• Vacina Pneumocócica (PCV)
aproveita administrar
que na mesma se
altura que as vacinas
Programa Alargado de Vacinação (PAV)
 Características de uma vacina ideal
• Vacinas contêm antígenos que são alvos do sistema
imunológico.
• A vacinaçãodeveria gerar uma imunidade efetiva (anticorpos
e células T).
• Vacinas devem produzir imunidade protetora.
• Bom nível de proteção sem a necessidade de uma dose de
reforço.
• Seguras: uma vacina não pode causar doença ou morte.
• Considerações práticas: Baixo custo pordose.
Fácil de administrar. Estável biologicamente.
Poucos ou nenhum efeito colateral.
Programa Alargado de Vacinação (PAV)

Principais Vacinações no País


As principais vacinas dadas no país são as seguintes:
• Vacina da BCG (Bacilo de Calmette e Guerin)
• VAP (Vacina Anti-Pólio)
• IPV (Vacina injectável da Pólio)
• Vacina da DPT/HepB+Hib – também chamada de
“pentavalente”
• (Difteria/Pertussis/Tétano/Hepatite B/Haemophilus influenzae
tipo B)
• MR (Vacina Anti-Sarampo e anti-rubéola)
• VAT (Vacina Anti-Tetânica)
• PCV (Vacina pneumocócica)
• Rotarix (Vacina contra rotavírus)
• COVID-19
• HPV
EPIDEMIOLO
Trabalhos em
GIA
grupo
• A turma será dividida em grupos
• Farão o documento em powerpoint e irão apresentar nos dia 1,
4, 8 e 11 de Março.
• As apresentações serão em formato powerpoint, o tamanho
mínimo das letras é de 24.
• Deve conter imagens ilustrativas.
• No dia da apresentação de cada grupo, todos os
integrantes terão que falar, seguindo uma ordem
clara.
Trabalhos em
grupo
Higiene Ambiental e Saneamento
1. Conceitos básicos de saneamento do meio e a sua relação com a saúde
2. Doenças cuja transmissão é favorecida por meio terrestre não saneado e sua
interacção com os vectores (moscas, mosquitos, mãos, animais domésticos,
roedores e utensílios).
a. Práticas e opções para a remoção e descarte do lixo doméstico nos
ambientes rurais
suburbanos e urbanos
3. Doenças de transmissão fecal oral
a. Precauções para evitar a transmissão fecal-oral incluindo opções para
deposição de dejectos humanos nos ambientes rurais, suburbanos e urbanos.
b. Construção e manutenção de latrinas melhoradas.
4. Riscos e medidas para minimizar os mesmos na estabulação de animais
domésticos.
5. Água como meio de transmissão de doenças
a. Medidas de controlo e barreiras de propagação de doenças transmitidos por
Trabalhos em
grupo
Higiene Ambiental e Saneamento (Cont.)
6. Riscos de consumo de alimentos mal conservados,
deteriorados ou contaminados.
a. Boas práticas para garantir a higiene dos alimentos durante
a confecção e a conservação.
7. Poluição biológica do ar e doenças respiratórias infecciosas.
8. Poluição química do ar por poeira, fumo, compostos
orgânicos voláteis, e maus odores.
9. Práticas básicas de higiene pessoal
10. Práticas de manter a higiene do lar
Trabalhos em
Promoção de Saúde
1. Conceitos básicos
grupo
2. Pilares de intervenção na área de promoção de saúde em
Moçambique
3. Educação para saúde:
a. Definição
b. Principais intervenções e programas
4. Comunicação para saúde
a. Definição
b. Principais intervenções e programas
5. Envolvimento Comunitária para
Saúde
a. Definição e estratégia nacional
b. Principais intervenções e programas
6. Intervenções em que o Administrador tiver um papel
a. Comités de co-gestão das unidades sanitária
b. Fortalecimento da ligação entre Saúde-Comunidade
c. Programa dos Agentes Polivalentes Elementares (APEs)
Trabalhos em
grupo
 Higiene Ambiental e
Saneamento
Grupo 1: pontos 1 à 3
Grupo 2: pontos 4 à 6
Grupo 3: pontos 7 à 10

 Promoção de Saúde
Grupo 4: pontos 1 à 3
Grupo 5: pontos 4 à 6

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