BFP
Foi criada com base em itens de escalas previamente construídas que avaliam
individualmente os cinco fatores. Foram utilizados itens das Escalas Fatoriais
de: Neuroticismo (EFN), Extroversão (EFEx), Socialização (EFS), Realização
(EFR) e Abertura (EFA).
Os resultados das subescalas da BFP devem ser entendidos como a
intensidade dos traços avaliados por elas. Deve-se entender que quanto
menor for o escore de uma pessoa em uma subescala, maior é a chance de
ela apresentar os comportamentos, as crenças e atitudes descritos para
resultados baixos. Em nenhuma situação, por mais baixo ou alto que seja o
resultado encontrado, é correto afirmar que uma pessoa “tem” uma dada
característica ou que “certamente” irá se comportar de tal forma. A BFP, como
qualquer teste de personalidade, permite identificar tendências de
comportamentos, bem como padrões mais prováveis de atitudes e crenças.
Pontos Percentílicos Faixa
Até 14 Muito Baixo
15 – 19 Baixo
30 – 70 Médio
71 - 85 Alto
Maior que 85 Muito Alto
Neuroticismo
Pessoas com altos níveis de Neuroticismo tendem a vivenciar de forma mais
intensa sofrimento psicológico, instabilidade emocional e vulnerabilidade, além
de relatarem ter experiências intensas de eventos negativos, dando pouca
ênfase aos aspectos positivos dos fatos. Altos níveis estão associados à
ocorrência de sintomas de depressão e ansiedade, e pesquisas têm indicado a
utilidade dos instrumentos para a avaliação desse fator para a identificação de
indivíduos com maior propensão a desenvolver esses quadros.
N1 Vulnerabilidade avalia o quão frágeis emocionalmente as pessoas são.
Também relaciona-se a quão intensamente as pessoas vivenciam sofrimento
emocional em decorrência da sua percepção de como os outros a aceitam.
Pessoas que apresentam um escore muito alto nesse fator tendem a
apresentar baixa autoestima e relatam ter grande medo de que seus amigos se
deixem em decorrência de seus erros. Usualmente, são capazes de ter atitudes
contra a sua vontade, com o objetivo de agradar os outros. Também relatam
ser inseguras, muito dependentes das pessoas próximas, e ter dificuldades em
tomar decisões.
Escores muitos baixos em Vulnerabilidade também podem indicar má
adaptação. Indivíduos com esse perfil podem ser caracterizados por uma
grande independência emocional em relação as outras pessoas, chegando à
frieza e à falta de sensibilidade para com os outros. Podem ser excessivamente
individualistas e nem um pouco preocupados com as opiniões alheias,
indicando um padrão de relacionamentos sociais distorcido. As características
cobertas por esse fator agrupam sintomas típicos de transtornos de
personalidade dependente de esquiva, a partir do DSM-IV (Widiger et al, 2002).
N2 Instabilidade Emocional avalia o quanto as pessoas se descrevem como
irritáveis, nervosas e com grandes variações de humor.
Indivíduos com altos escores nessa faceta indicam que tendem a agir
impulsivamente quando sentem algum desconforto psicológico, tomando
decisões precipitadas com relativa frequência. Tendem a apresentar grandes
oscilações de humor sem um motivo aparente e tem dificuldade para controlar
seus sentimentos negativos, além de possuírem baixa tolerância à frustação.
Pessoas com baixos resultados em Instabilidade emocional tendem a
apresentar menos ocorrência de sentimentos negativistas e uma avaliação
mais favorável sobre a qualidade de suas vidas. Tendem também a apresentar
maior constância de humor, capacidade para lidar com sentimentos
negativistas e controle de impulsos.
N3 Passividade / Falta de Energia avalia o nível de atividade das pessoas e
seu empenho para resolver situações rapidamente. Tal faceta também se
relaciona à velocidade de decisão.
Pessoas com altos escores nesta faceta tendem a apresentar um
comportamento de procrastinação, com grande dificuldade para iniciar tarefas,
mesmo que simples. Têm também dificuldade para manter a motivação em
afazeres longos ou difíceis, tendendo a abandoná-los antes de sua conclusão.
Pessoas com esse perfil necessitam de estímulo de outros para conseguirem
levar adiante seus planos e, com frequência, abstêm-se de tomar decisões
sobre assuntos de seu interesse.
Escores baixos em N3 indicam pessoas mais proativas, que iniciam e
concluem tarefas importantes e que se empenham para tomar decisões.
Devem apresentar motivação interna para realizar seus planos, sem precisar
de estímulos ou auxílio externo para tanto. Além disso, têm maior facilidade
para a tomada de decisões profissionais e mais clareza sobre si mesmo, o que
inclui um autoconhecimento mais amplo eu se refere à melhor definição de
suas preferências e ao reconhecimento de seus potenciais.
N4 Depressão avalia os padrões de interpretações que os indivíduos
apresentam em relação aos eventos que ocorrem ao longo de suas vidas.
Aqueles com escores altos nessa faceta tendem a relatar expectativas
negativas em relação ao seu futuro e indicam ter uma vida monótona e sem
emoção. Além disso, tendem a sentirem-se solitários, sem objetivos claros para
suas vidas, consideram-se incapazes de lidar com as dificuldades do cotidiano
e, relatam uma expectativa negativa em relação ao próprio futuro, o que
caracteriza desesperança.
As pessoas que apresentam escores baixos podem ter dificuldade para
reconhecer eventos negativos e avaliar os problemas, minimizando-os.
Pessoas com esse perfil tendem a ter uma expectativa muito positiva em
relação ao seu futuro, acreditando em sua capacidade para lidar com as
eventuais dificuldades que podem ocorrer. Em níveis extremos, tal
característica pode indicar uma dificuldade para perceber quando estão diante
de problemas reais, e isso pode prejudicá-los, em decorrência de uma falta de
atitudes que poderiam resolver efetivamente os problemas que precisam ser
enfrentados.
Extroversão
Indivíduos que apresentam altos níveis de Extroversão tendem a ser falantes e
buscam contato com pessoas, mesmo que as conheçam pouco. Tendem a ter
um senso de intimidade maior que os demais, contando fatos íntimos e
confiando em pessoas que conhecem relativamente pouco. Além disso,
geralmente são pessoas ativas e externalizam suas preferências e crenças
para os demais, podendo apresentar certa dominância. Essa característica
parece estar relacionada com uma tendência a liderança, indicada na literatura,
apresentada por pessoas mais extrovertidas. Esses indivíduos também
preferem realizar atividades em grupo, procurando ativamente por companhia.
Tal característica pode ser observada em vários contextos, como no trabalho,
na escola e na organização de atividades lúdicas.
Pessoas com níveis baixos em extroversão tendem a ser caladas e reservadas.
Geralmente, falam pouco sobre si e necessitam de um contato frequente e
prolongado para desenvolver um senso de intimidade com os demais. Podem
também representar um padrão pouco adaptativo dos traços de personalidade.
E1 Comunicação é composto por itens que descrevem o quão comunicativas
e expansivas as pessoas acreditam que são.
Pessoas com escores altos nessa escala usualmente apresentam facilidade
para falar em público e para conhecer novas pessoas. Tendem a falar mais
sobre si mesmas, a iniciar conversas com os outros, a expressar suas opiniões
e interesses quando estão em grupo. Além disso, indicam que dificilmente
sentem-se constrangidas em situações sociais.
Níveis baixos no subfator Comunicação sugerem pessoas que preferem não se
expressar em público, que podem se constranger em situações de maior
exposição e que falam pouco sobre si mesmas.
E2 Altivez é composto por itens que descrevem pessoas com uma percepção
grandiosa sobre a sua capacidade e o seu valor.
Indivíduos com escores altos nessa escala relatam a necessidade de receber
atenção das pessoas, a crença de que os demais os invejam e uma
predisposição para falar excessivamente sobre si.
Pessoas com níveis baixos geralmente são mais humildes, não se vangloriam
pelos bens e capacidades pessoais, e apresentam pouca necessidade de
receber atenção das pessoas. Podem inclusive ter dificuldade para reconhecer
suas capacidades e atributos favoráveis, mesmo que sejam evidentes.
E3 Dinamismo é composta por itens que indicam o quanto as pessoas tomam
a iniciativa em situações variadas, quão facilmente julgam que colocam suas
ideias em prática e seu nível de atividade.
Pessoas com altos escores nessa escala usualmente são mais dinâmicas,
envolvem-se em várias atividades simultaneamente e preferem, mesmo
quando estão de folga ou de férias, manter-se ocupados com atividades
variadas.
Indivíduos com escores baixos em E3 tendem a se concentrar em uma única
atividade por vez e não precisam estar sempre em movimento ou em atividade
para se sentirem bem. Além disso, podem demorar mais para colocar suas
ideias em prática e tomar iniciativa para realizar certas ações.
E4 Interações Sociais descreve pessoas que buscam ativamente situações
que permitam interações sociais, como festas, atividades em grupo, e outros.
Indivíduos com altos escores nessa escala tendem a ser gregários e esforçam-
se para manter contato com seus conhecidos. Relatam preferir atividades em
grupo e se envolvem rapidamente com as pessoas.
Por outro lado, escores baixos tendem a estar presentes em pessoas que
preferem ficar sozinhas ou em grupos pequenos, e que tendem a demorar mais
para desenvolver novas relações sociais. Pessoas com níveis baixos tendem
também a apresentar uma necessidade reduzida de viver situações mais
intensas, de frequentarem lugares mais ricos em termos de estímulos e
possibilidades de contatos sociais.
Socialização
Pessoas que pontuam alto em socialização tendem a confiar nos demais,
acreditando no seu lado positivo e raramente suspeitando das suas intenções.
Esse aspecto é importante, pois influencia o desenvolvimento psicossocial das
pessoas, se associando à formação da sua identidade e a capacidade de
intimidade com os demais. Essas pessoas tendem a ser leais com as demais e
têm como característica marcante a franqueza. Apresentam preocupação e
desejo de ajudar os demais, tendo um alto nível de altruísmo. Tendem a ser
submissas e atendem mais facilmente às necessidades dos outros que lutam
ativamente pelos seus interesses (McCrae & Paul T. Costa, 2003).
Pessoas com pontuação baixas em Socialização tendem a ser hostis com os
demais, incluindo uma postura manipuladora, cujo objetivo é o seu próprio
benefício. Tendem a desconfiar dos demais, o que pode ser evidenciado
também na área sentimental, a partir de relatos frequentes de episódios e
comportamentos motivados por ciúmes extremo. Em decorrência disso,
pessoas com escores baixos em Socialização geralmente relatam ter poucos
amigos ou pessoas significativas. Podem apresentar também padrões mais
elevados de consumo de substâncias psicoativas, bem como quebra de leis e
regras sociais, infidelidade recorrente e outros comportamentos associados ao
transtorno Antissocial. É frequente a associação dessas características com
dificuldades de adaptação, expulsão e problemas recorrentes na trajetória
escolar (Nunes, 2005).
S1 Amabilidade agrupa itens que descrevem o quão atenciosas,
compreensivas e empáticas as pessoas procuram ser com as demais. Indica o
quão agradáveis as pessoas buscam ser com os outros, observando suas
opiniões, sendo educadas com elas e se importando com suas necessidades.
Pessoas com altos escores em Amabilidade tendem a ser atenciosas e
amáveis com as demais, demonstrando sua preocupação com as
necessidades alheias. Tendem a ser proativas para resolver os problemas das
pessoas, bem como expor seu apreço por elas. Indivíduos altos nesse fator
apresentam uma preocupação em tratar bem as demais pessoas, perguntando
como estão e esforçando-se para que se sintam bem.
Pessoas com baixos escores em Amabilidade tendem a apresentar pouca
disponibilidade para com os demais, sendo autocentradas e indiferentes às
necessidades alheias. Apresentam pouca preocupação em promover o bem-
estar dos outros, podendo dirigir-se a elas de forma pouco cuidadosa, tratando
de assuntos delicados de forma insensível, chegando a ser hostis.
S2 Pró-sociabilidade agrupa itens que descrevem comportamentos de risco,
concordância ou confronto com leis e regras sociais, moralidade,
agressividade, e padrões de consumo de bebidas alcoólicas.
Pessoas com altos escores em Pró-sociabilidade tendem a evitar situações de
risco, bem como transgressões a leis ou regras sociais. Tendem a apresentar
uma postura franca com os demais, evitando pressioná-los ou induzi-los a
fazerem algo que não queiram.
Indivíduos com baixos escores em Pró-sociabilidade tendem a envolverem-se
em situações que podem colocá-los, ou às demais pessoas, em perigo.
Também apresentam pouca preocupação em seguir leis e regras sociais,
podendo apresentar uma visão que minimiza, ignora ou desqualifica a sua
importância. Podem ser manipuladores, agindo ativamente para que as demais
pessoas façam o que eles desejam. Podem apresentar um padrão hostil de
interação com os demais, tratando-os de forma desrespeitosa ou opositora.
S3 Confiança nas Pessoas agrupa itens que descrevem o quanto as pessoas
confiam nos outros e acreditam que eles não as prejudicarão.
Indivíduos com escores muito altos em Confiança podem apresentar uma
postura ingênua com os demais, chegando a colocar-se em situações nas
quais facilmente podem ser prejudicadas ou enganadas por pessoas mal
intencionadas.
Indivíduos com escores muito baixos nessa escala frequentemente relatam
uma constante percepção de que as pessoas podem estar tentando prejudicá-
las em variados contextos. Tendem a ser muito ciumentas no que diz respeito
às relações amorosas e a apresentar uma grande dificuldade em desenvolver
intimidade com outros.
Realização
Envolve traços de personalidade que se relacionam com motivação para o
sucesso, perseverança, capacidade de planejamento de ações em função de
uma meta, bem como nível de organização e pontualidade.
Pessoas que apresentam altos níveis de Realização tendem a buscar formas
de alcançar seus objetivos, mesmo que isso envolva algum sacrifício ou conflite
com algum desejo imediato. Tendem a ser ambiciosas, esforçadas e muito
dedicadas ao trabalho.
Indivíduos com baixos níveis em Realização tendem a ter pouca motivação
para lidar com tarefas complexas, desistindo diante das dificuldades. Tendem a
ter um interesse muito difuso em relação ao planejamento geral de suas
atividades e a se envolver em atividades sem uma noção clara de como estas
as levarão aos seus objetivos. Além disso, usualmente são descomprometidos
e pouco pontuais; têm dificuldades para se manterem envolvidos em tarefas,
mesmo que isso gere prejuízos para eles e para outras pessoas.
R1 Competência é composta por itens que descrevem uma atitude ativa na
busca dos objetivos e a consciência de que é preciso fazer alguns sacrifícios
pessoais para se obter os resultados esperados. Também são descritas situações
em que as pessoas possuem uma percepção favorável de si mesmas, acreditando na
sua capacidade para realizar ações consideradas difíceis e importantes.
Escores altos referem-se a pessoas que tendem a acreditar no seu potencial
para realizar várias tarefas ao mesmo tempo, a gostar de atividades complexas
e desafiadoras e a possuir clareza sobre quais objetivos de vida possui.
Escores baixos sugerem pouca disposição para atingir objetivos; pessoas com
esse perfil facilmente desistem frente a obstáculos ou necessidade de fazer
sacrifícios. Escores baixos também tendem a estar presentes em pessoas com
uma percepção desfavorável sobre sua capacidade, que evitam atividades
complexas e desafiantes e, que não possuem objetivos bem definidos.
R2 Ponderação / Prudência é composta por itens que descrevem situações
que envolvem o cuidado com a forma para expressar opiniões ou defender
interesses, bem como a avaliação das possíveis consequências de ações.
Pessoas com escores altos tendem a ser mais ponderadas quanto ao que
dizem e fazem, tentando controlar sua impulsividade ao resolver problemas.
Indivíduos com escores baixos nessa faceta tendem a falar sem pensar antes,
a agir antes de fazer algum planejamento e a serem impulsivas. A
impulsividade, nesse caso, não se relaciona necessariamente a baixa
tolerância à frustração ou uma reação emocional negativa intensificada, mas
sim, à falta de planejamento e organização de modo geral.
R3 Empenho / Comprometimento descrevem uma tendência ao detalhismo
na realização de trabalhos e alto nível de exigência pessoal com a qualidade
das tarefas realizadas.
Pessoas com altos escores tendem a dedicar-se bastante às suas atividades
profissionais/acadêmicas, gostam de obter reconhecimento por seu esforço e
podem ser perfeccionistas. Também descrevem uma tendência a querer
planejar detalhadamente os passos para a realização de alguma tarefa e
sentem a necessidade de realizar revisões cuidadosas dos trabalhos antes de
expô-los a terceiros.
Pessoas com níveis baixos de Empenho tendem a colocar pouca energia nas
atividades em que se envolvem e podem, com alguma frequência, fazê-las de
tal forma que a qualidade de seu trabalho seja insuficiente ou, ainda, podem
não completá-las. Tendem também a ser verificados em pessoas que não
costumam se dedicar a atividades acadêmicas e profissionais e que são mais
descuidadas com a forma de realização e conclusão de tarefas.
Abertura
Refere-se aos comportamentos exploratórios e de reconhecimento da
importância de ter novas experiências.
Indivíduos com altos níveis em Abertura tendem a ser curiosos, imaginativos,
criativos, divertem-se com nova ideias e com valores não convencionais.
Pessoas que pontuam baixo nesse fator tendem a ser convencionais nas suas
crenças e atitudes, conservadoras nas suas preferências, dogmáticas e rígidas.
Além disso tendem a ser menos responsivas emocionalmente. (Costa &
Widiger, 2002)
A1 Abertura a Ideias descrevem abertura para novos conceitos ou novas
ideias, que podem incluir postura aberta para posições filosóficas, arte,
fotografia, estilos musicais, diferentes expressões culturais e uso da
imaginação e da fantasia.
Pessoas com altos níveis de Abertura a ideias gostam de participar de
atividades que exijam imaginação ou fantasia, têm interesse por ideias
abstratas, discussões filosóficas e arte. Além disso, têm curiosidade sobre
novas tendências musicais e por áreas afins.
Indivíduos com baixos escores são pouco curiosas para conhecer novos
temas, são mais conservadoras e fiéis a seus gostos artísticos e possuem
postura rígida quanto a conceitos.
A2 Liberalismo descrevem uma tendência à abertura para novos valores
morais e sociais.
Indivíduos com altos escores tendem a relativizar valores morais e regras
sociais, tendo consciência de que estes evoluem ao longo do tempo e que
podem ser diferentes a depender da cultura local em questões.
Pessoas com escores baixos envolvem pouco interesse por questões
referentes à relativização de valores e conceitos sociais, dogmatismo e
entendimento de que os valores adotados não devem ser mudados com o
passar do tempo.
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