TEORIA GERAL DA
ADMINISTRAÇÃO -
TGA
1
TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO
AS 6 VARIÁVEIS DA TGA
TAREFAS
AMBIENTE ESTRUTURA
TECNOLOGIA PESSOAS
COMPETITIVIDADE
TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO
• As teorias administrativas nascem com TAYLOR que deu
ênfase nas TAREFAS em 1903 - Adm Científica de Taylor.
• Em um segundo momento surge a ênfase na ESTRUTURA
com as idéias da Teoria Clássica de FAYOL e a Teoria Burocrática
de WEBER.
• Mais tarde aparece a reação humanística com a ênfase nas
PESSOAS Teoria das Relações Humanas, Teoria
Comportamental e Teoria do Desenvolvimento Organizacional.
• A ênfase no AMBIENTE surge com a Teoria dos Sistemas e a
Teoria das Contingências, sendo que esta última passou a
enfatizar a TECNOLOGIA.
TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO
CRONOLOGIA
ANOS: TEORIAS:
1903 Administração Científica
1916 Teoria Clássica
1932 Teoria das Relações Humanas
1940 Teoria da Burocracia
1947 Teoria Behaviorista
1950 Teoria dos Estruturalista
1960 Teoria dos Sistemas
1962 Desenvolvimento Organizacional
1970 Teoria Neoclássica
1972 Teoria da Contingência
1990 Novas Abordagens
ADMINISTRAÇÃO
CIENTÍFICA
ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA
ORIGENS
1- CONSEQÜÊNCIAS DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
- crescimento acelerado e desordenado das empresas.
- complexidade na administração.
- necessidade de planejamento da produção.
- reduzir improvisação.
2- AUMENTAR EFICIÊNCIA E COMPETÊNCIA DAS EMPRESAS
- melhor rendimento dos recursos.
- evitar desperdícios.
- economizar mão-de-obra.
- concorrência e competição.
ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA
ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA
CARACTERÍSTICAS
1- 1903 – Estados Unidos.
2- Frederick Winslow Taylor (1856-1915).
3- Ênfase nas tarefas (métodos e processos de trabalho).
4- Aplicação de métodos da ciência na Administração.
5- Alcançar elevada eficiência - produtividade.
6- Eliminar o desperdício e as perdas.
TAREFA : Toda e qualquer atividade executada por
uma pessoa no seu trabalho dentro da organização.
ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA
PRIMEIRO PERÍODO DE TAYLOR:
1- Livro: Administração de Oficinas - 1903
2- Racionalização do trabalho do operário
3- Estudo de tempos e movimentos
4- Análise das tarefas em movimentos e processos
5- Aperfeiçoamento e racionalização
6- Objetivo da Administração:
- Pagar melhores salários e reduzir custos unitários de produção
- Formular princípios e padronizar processos
- Empregados com materiais e condições de trabalho adequados
- Treinar os empregados
- Cooperação com os trabalhadores
ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA
ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA
FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA
1- Administração como Ciência.
- Improvisação X Planejamento
- Empirismo X Ciência
2- Objetivo principal dos sistemas de administração – empregador e
empregado.
- Divisão de responsabilidades + Harmonia
3- Identidade de interesses de empregadores e empregados.
- Individualismo X Cooperação
4- Influência da produção na prosperidade de empregadores e
empregados.
- Produção reduzida X Rendimento Máximo
ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA
SEGUNDO PERÍODO DE TAYLOR
1- Livro: Princípios da Administração Científica - 1911
2- Racionalização e Estruturação geral da empresa
3- Problemas das indústrias da época:
- Vadiagem sistemática dos operários
- Desconhecimento, pela gerência, das rotinas e tempos de trabalho
- Falta de uniformidade das técnicas e métodos.
SOLUÇÃO: ORT - ORGANIZAÇÃO RACIONAL DO TRABALHO
- Implantação de forma gradual
- Considera o operário irresponsável, vadio e negligente
- Eficiência industrial com eficiência de cada tarefa
- Eficiência do operário gera melhoria na empresa
ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA
ORGANIZAÇÃO RACIONAL DO TRABALHO
1- Análise do trabalho e Estudo de tempos e movimentos
2- Estudo da Fadiga Humana
3- Divisão do trabalho e Especialização do operário
4- Desenho de cargos e tarefas
5- Incentivos salariais e prêmios de produção
6- Condições de trabalho
7- Padronização
8- Supervisão funcional
9- Conceito de Homo Economicus
ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA
PRINCÍPIOS DE TAYLOR:
1- Princípio de planejamento – planejar o método de
trabalho.
2- Princípio de preparo – treinar operadores, montar arranjo
físico e disposição racional das ferramentas.
3- Princípio do controle – verificar se está de acordo com o
planejado.
4- Princípio da execução – distribuir atribuições e
responsabilidades.
ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA
PRINCÍPIOS IMPLÍCITOS DA ADMINISTRAÇÃO
1- Reduzir movimentos inúteis
2- Estudar o trabalho antes de fixar o método
3- Selecionar o trabalhador de acordo com a tarefa
4- Treinamentos técnicos
5- Separar preparo de execução
6- Especialização dos trabalhadores
7- Preparar a produção
8- Padronizar
9- Dividir as vantagens proporcionalmente
10- Controlar para manter o nível desejado
11- Classificar de forma prática e simples
ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA
PRINCÍPIOS DE EFICIÊNCIA DE EMERSON:
1- Traçar plano bem definido
2- Predomínio do bom senso
3- Oferecer orientação e supervisão
4- Manter disciplina
5- Honestidade nos acordos
6- Manter registros precisos
7- Remuneração proporcional ao trabalho
8- Padronização para condições de trabalho
9- Instruções precisas
10- Incentivos ao maior rendimento
ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA
HISTÓRIA DE HENRY FORD
1- Mecânico – Engenheiro Chefe.
2- 1899 – fundou a sua primeira fábrica de automóveis – Logo foi fechada.
3- 1903 – Ford Motor - Vender carros Populares com Assistência Técnica.
4- 1905 e 1910 – Grande inovação – Produção em massa.
5- 1913 – 800 carros por dia.
6- 1926 – 88 fábricas - 2 milhões de carros por ano.
Condições para a Produção em Massa: SIMPLICIDADE
- Processo produtivo planejado, ordenado e contínuo.
- O trabalho é entregue ao trabalhador.
- As operações são analisadas constantemente para aumentar eficiência.
ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA
ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA
PRINCÍPIOS BÁSICOS DE FORD:
1- Princípio de intensificação – minimizar o tempo de duração da produção.
2- Princípio de economicidade – reduzir ao mínimo o nível de estoque.
3- Princípio de produtividade – especialização do trabalhador.
PRINCÍPIOS DA EXCEÇÃO (TAYLOR)
1- Sistema de controle operacional
2- Verificação dos desvios de padrões
3- Identificar exceções para tomar decisão
ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA
CONSIDERAÇÕES
1- Recompensas Salariais - Homo Economicus.
2- Enfoque Mecanicista do Homem - Teoria da Máquina.
3- Abordagem Fechada – esquece ambiente externo.
4- Superespecialização do operário
5- Exploração dos operários.
6- Visão microscópica do homem
7- Ausência de comprovação científica.
8- Abordagem incompleta da organização.
9- Limitação do campo de aplicação.
10- Abordagem prescritiva e normativa.
ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA
NOVOS PARADIGMAS
1- TOYOTISMO
- Auto-ativação – evitando defeitos.
- Just-in-time e Kan-Ban.
2- FLEXIBILIZAÇÃO – trabalhadores multifuncionais.
3- PÓS-FORDISMO.
4- NEOFORDISMO.
TEORIA
CLÁSSICA
TEORIA CLÁSSICA
ABORDAGEM CLÁSSICA
Administração Científica Teoria Clássica
EUA – Taylor - 1903 França – Fayol – 1916
- Eficiência no nível operacional - Eficiência no nível institucional
Ênfase nas tarefas
- - Ênfase na estrutura
(Divisão do trabalho) organizacional
- Abordagem de baixo para cima - Abordagem de cima para baixo
- Cargo (ocupante e tarefas) - Departamentos
- Método de trabalho - Fisiologia da organização
- Organização Racional do trabalho - Estrutura Organizacional
TEORIA CLÁSSICA
FORMA E
1916 - FRANÇA - HENRY FAYOL DISPOSIÇÃO
Engenheiro francês FISIOLOGIA
ÊNFASE NA ESTRUTURA
PREVER
ORGANIZAR
FUNÇÕES
BÁSICAS DA COMANDAR
EMPRESA Funções
COORDENAR
Administrativas
CONTROLAR
Funções Funções Funções Funções de Funções
Técnicas Comerciais Financeiras Segurança Contábeis
TEORIA CLÁSSICA
PROPORCIONALIDADE
DAS FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS
NÍVEIS
HIERÁRQUICOS
Funções
Administrativas
UNIDADE SOCIAL
Funções Não FUNÇÃO
Administrativas ADMINISTRATIVA
ADMINISTRAÇÃO ORGANIZAÇÃO
TEORIA CLÁSSICA
PRINCÍPIOS GERAIS
1. Divisão do Trabalho 8. Cadeia Escalar
2. Autoridade e 9. Centralização da
Responsabilidade Autoridade
3. Disciplina 10. Ordem
4. Unidade de Comando 11. Equidade
5. Unidade de Direção 12. Estabilidade do pessoal
6. Espírito de Equipe 13. Iniciativa
7. Remuneração do 14. Subordinação dos
Pessoal interesses individuais aos
gerais
TEORIA CLÁSSICA
TEORIA DA ADMINISTRAÇÃO
1. DIVISÃO DO TRABALHO E ESPECIALIZAÇÃO
- Horizontalmente – departamentalização.
- Verticalmente - Autoridade e responsabilidade.
- Especialização e Diferenciação.
2. COORDENAÇÃO
- Comunhão de interesses para alcançar um objetivo.
3. ORGANIZAÇÃO LINEAR
- Unidade de Comando ou Supervisão Única
- Unidade de Direção
- Centralização da Autoridade
- Cadeia Escalar
4. CONCEITO DE LINHA E STAFF
TEORIA CLÁSSICA
ELEMENTOS DA ADMINSTRAÇÃO
URWICK GULICK
Investigação Planejamento
Previsão Organização
Planejamento Assessoria
Organizaçaõ Direção
Coordenação Coordenação
Comando Informação
Controle Orçamento
TEORIA CLÁSSICA
PRINCÍPIOS DE ADMINISTRAÇÃO PARA URWICK
- Especialização - uma só função.
- Autoridade - linha de autoridade claramente definida.
- Amplitude Administrativa (Span of Control).
- Definição – deveres, autoridades e responsabilidades -
escrito e comunicado a todos.
TEORIA CLÁSSICA
APRECIAÇÃO CRÍTICA
- Abordagem Simplificada da Organização Formal, sem
considerar tópicos psicológicos e sociais.
- Ausência de trabalhos experimentais.
- Extremo racionalismo na concepção da administração.
- Teoria da Máquina - Visão mecanicista da organização.
- Abordagem incompleta da organização – formal.
- Abordagem de Sistema fechado.
TEORIA CLÁSSICA
ABORDAGEM CLÁSSICA
Administração Científica Teoria Clássica
EUA – Taylor - 1903 França – Fayol – 1916
- Eficiência no nível operacional - Eficiência no nível institucional
Ênfase nas tarefas
- - Ênfase na estrutura
(Divisão do trabalho) organizacional
- Abordagem de baixo para cima - Abordagem de cima para baixo
- Cargo (ocupante e tarefas) - Departamentos
- Método de trabalho - Fisiologia da organização
- Organização Racional do trabalho - Estrutura Organizacional
TEORIA DAS
RELAÇÕES HUMANAS
TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS
ADMINISTRAÇÃO
TAREFAS
ABORDAGEM CIENTÍFICA
CLÁSSICA TEORIA ESTRUTURA
CLÁSSICA
MÉTODO
MÁQUINA
ORGANIZAÇÃO
FORMAL
TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS
Possibilidade de
Novos pensamentos,
Novas idéias e
Novos rumos!
TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS
SURGE NOS EUA EM 1930 - APÓS CRISE DE 1929.
OBJETO DE ESTUDO = GRUPOS INFORMAIS
ADAPTAÇÃO DO TRABALHO AO TRABALHADOR
ORIGENS
1- NECESSIDADE DE HUMANIZAR E DEMOCRATIZAR A ADMINISTRAÇÃO.
- Rigor Científico e Exploração do Trabalhador.
- Interesses Patronais (Lucro).
2- DESENVOLVIMENTO DAS CIÊNCIAS HUMANAS.
3- EXPERIÊNCIA DE HAWTHORNE.
TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS
AUTORES
ELTON MAYO (1880-1949):
através do estudo de Hawthorne, demostra as
relações sociais no trabalho;
KURT LEWIN (1890-1947):
precursor da dinâmica de grupo - estudo de pequenos
grupos - importância da interação individual.
TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS
KURT LEWIN
Doutor em Filosofia Prussiano – emigrante EUA
Professor de Psicologia nas Universidades de
Stanford (CA), Cornell (NY), Iowa (IO) e Harvard (MA).
“Teoria do Campo de Lewin”
Comportamento: é função da relação entre a pessoa e o ambiente (campo
dinâmico), tal como este é percebido psicologicamente.
Busca do Equilíbrio: atração por objetos de valência positiva e repulsa por objetos
de valência negativa.
FANATISMO ATITUDES
Moral Alta EUFORIA NEGATIVAS Moral Baixa
ATITUDES INSATISFAÇÃO
POSITIVAS PESSIMISMO
SATISFAÇÃO OPOSIÇÃO
OTIMISMO MÁ VONTADE
COOPERAÇÃO DISPERSÃO
IDENTIFICAÇÃO AGRESSÃO
TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS
TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS
MARCO
A Teoria das Relações
Humanas surge em decorrência
de estudos e Experiências de
Hawthorne, realizadas entre
1927 e 1932 numa fábrica da
Western Electric de
equipamentos e componentes
telefônicos, situada no bairro
Hawthorne, na cidade de
Chicago.
TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS
Elton Mayo (Médico e Sociólogo),
nascido na Austrália é considerado o
“pai das relações humanas” por causa
da sua liderança na condução da
pesquisa de Hawthorne e outras
investigações no campo do
comportamento humano. O ponto
essencial de suas descobertas foi a
identificação da relevância de fatores
não econômicos, especialmente os
sociais, na motivação dos
trabalhadores.
TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS
EXPERIÊNCIA DE HAWTHORNE
PONTO CENTRAL
Detectar quais os fatores, presentes no ambiente
físico e social de uma organização, são capazes
de afetar seu desempenho no trabalho e sua
satisfação pessoal com a tarefa realizada.
OBJETIVO DA EXPERIÊNCIA DE HAWTHORNE
Encontrar a relação entre produtividade e condições físicas do trabalho
para aprimorar o desempenho da organização.
PROBLEMAS
Baixa Produtividade e Rotatividade Anual de 250%.
TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS
EXPERIÊNCIA DE HAWTHORNE
FASE 1 - 1927: ESTUDOS DA ILUMINAÇÃO - Dois grupos de trabalho com
condições ambientais diferentes – Variações semelhantes de produtividade –
Descoberta do Fator Psicológico.
FASE 2 – ABRIL 1927: SALA DE MONTAGEM DE RELÊS - Introdução de novas
variáveis (descanso, lanche) – Crescimento da produtividade e ambiente mais
amistoso.
FASE 3 – SET 1928: PROGRAMAS DE ENTREVISTAS - Conhecer atitudes e
sentimentos – Existência da Organização Informal.
FASE 4 – NOV 1931 e MAIO1932: SALA DE MONTAGEM DE TERMINAIS -
Relações entre a Organização Formal da Fábrica e Organização Informal dos
operários.
TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS
DECORRÊNCIAS DA EXPERIÊNCIA DE HAWTHORNE
1- PRODUÇÃO RESULTANTE DA INTEGRAÇÃO SOCIAL - Quanto mais
integrado no grupo maior será a disposição para o trabalho.
2- COMPORTAMENTO SOCIAL DOS
EMPREGADOS - o nível de produção tem maior
influência das normas do grupo que dos incentivos
físicos ou fisiológicos. O comportamento dos
empregados sofre uma enorme influência das
normas e valores desenvolvidos pelo grupo.
3- RECOMPENSAS E SANÇÕES SOCIAIS - Mais importante que o incentivo
econômico é a necessidade de reconhecimento e aprovação social que influênciam
decisivamente a motivação do trabalhador.
TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS
DECORRÊNCIAS DA EXPERIÊNCIA DE HAWTHORNE
4- GRUPOS INFORMAIS - A empresa passou a ser vista como um conjunto de
grupos sociais informais. Surgiu o papel do “líder” que facilita a relação das
pessoas e orienta o grupo a alcançar os objetivos da organização.
5- RELAÇÕES HUMANAS - Estudar as interações
sociais dentro das organizações.
6- IMPORTÂNCIA DO CONTEÚDO DO CARGO - Especialização não é a forma
mais eficiente de trabalho.
7- ÊNFASE NOS ASPECTOS EMOCIONAIS
TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS
IDEIAS CENTRAIS DA ESCOLA DAS RELAÇÕES HUMANAS
1- HOMO SOCIAL – Satisfação de outras necessidades além de salário e benefícios
financeiros.
2- O GRUPO INFORMAL – tem sua origem nos Interesses em comum, na Integração
provocada pela Organização Formal, na Movimentação do pessoal na empresa e no
Tempo Livre. Sua Interação é espontânea, transcende a Organização Formal e define
os Padrões de relações, atitudes e Desempenho dos operários.
3- PARTICIPAÇÃO NAS DECISÕES – o operário participava na decisão da tarefa
antes de executá-la.
4- ENFÂSE NAS PESSOAS.
5- ORGANIZAÇÃO COMO SISTEMA SOCIAL.
6- INCENTIVOS SOCIAIS E SIMBÓLICOS – busca da Satisfação do Operário.
7- IDENTIDADE DE INTERESSES INDIVIDUAIS E ORGANIZACIONAIS.
TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS
CRÍTICAS À ABORDAGEM HUMANA
1- NEGAÇÃO DO CONFLITO ENTRE EMPRESA E FUNCIONÁRIO.
2- RESTRIÇÃO DE VARIÁVEIS E DA AMOSTRA - A pesquisa ateve-se
ao ambiente restrito das fábricas, deixando de verificar outros tipos de
organizações.
3- CONCEPÇÃO UTÓPICA DO SER HUMANO.
4- ÊNFASE EXCESSIVA NOS GRUPOS INFORMAIS.
5- ESPIONAGEM DISFARÇADA.
6- AUSÊNCIA DE NOVOS CRITÉRIOS DE GESTÃO.
7- OPOSIÇÃO ACIRRADA À ABORDAGEM CLÁSSICA.
TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS
DIFERENÇAS ENTRE AS ABORDAGENS
CLÁSSICA RELAÇÕES HUMANAS
Organização como Grupo de
Organização como Máquina
pessoas
Estrutura e Tarefas Pessoas
Sistemas de Engenharia Sistemas de Psicologia
Autoridade centralizada Delegação de autoridade
Confiança nas regras e
Confiança nas pessoas
regulamentos
Acentuada Divisão do Trabalho Confiança e Abertura
TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS
COMPARATIVO ENTRE LÍDERES
LÍDER TAYLORISTA: Orientação para a Produção. Autoritário, vê as
pessoas como recursos.
LÍDER DE RELAÇÕES HUMANAS: Orientação para o Empregado
Democrático, vê as pessoas como seres humanos.
ESTILOS DE LIDERANÇA: Autocrático, Democrático e Liberal (laissez-
faire).
ABORDAGEM SITUACIONAL: Quem determina o estilo de liderança?
LÍDER (valores pessoais, confiança, tolerância).
LIDERADOS (autonomia, maturidade, conhecimento).
SITUAÇÃO (tipo de empresa, problema, tempo).
TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS
TEORIA
BUROCRÁTICA
TEORIA BUROCRÁTICA
BUROCRACIA
POSITIVO
X
NEGATIVO
BURROCRACIA
TEORIA BUROCRÁTICA
O QUE É BUROCRACIA?
Senso Comum Significado Original
Segundo o conceito popular Segundo WEBER
É a organização onde É a organização eficiente por
papéis se multiplicam e se excelência. E para se conseguir
avolumam; impedindo as essa eficiência, é necessário
soluções rápidas, há o detalhar antecipadamente e nos
apego dos funcionários aos mínimos detalhes como as coisas
regulamentos, ineficiência. deverão ser feitas.
Etimologia: “bureau” (francês) + “krátias” (grego)
GOVERNO DOS TÉCNICOS
TEORIA BUROCRÁTICA
Surgiu por volta de 1940, como conseqüência dos trabalhos do
economista e sociólogo Max Weber.
RACIONALIDADE – ADEQUADOS DOS MEIOS AOS FINS.
ORIGENS DA TEORIA DA BUROCRACIA:
A parcialidade das Teorias Clássica e Relações Humanas
A necessidade de um modelo de organização racional
O crescente tamanho e complexidade das empresas
O ressurgimento da Sociologia da Burocracia
TIPOS DE SOCIEDADE E AUTORIDADE:
Tradicional – família, clã, sociedade medieval...
Carismática – grupos revolucionários, partidos políticos...
Legal, Racional ou Burocrática – grandes empresas...
TEORIA BUROCRÁTICA
CARACTERÍSTICAS DA BUROCRACIA - WEBER
Caráter Legal das Normas e Regulamentos
Caráter Formal das Comunicações
Caráter Racional e Divisão do Trabalho
Impessoalidade nas Relações
Hierarquia da Autoridade
Rotinas e Procedimentos Padronizados
Competência Técnica e Meritocracia
Especialização da Administração
Profissionalização dos Participantes
Completa Previsibilidade do Funcionamento
TEORIA BUROCRÁTICA
VANTAGENS DA BUROCRACIA
Racionalidade no alcance dos objetivos
Precisão na definição do cargo e na operação
Rapidez nas decisões
Univocidade de interpretação
Uniformidade de rotinas e procedimentos
Continuidade da Organização
Redução do atrito entre pessoas
Constância
Confiabilidade
Benefícios para as pessoas da organização
TEORIA BUROCRÁTICA
Sistema Social Racional
Burocracia
Exigência de
Controle
Conseqüências Conseqüências
Previstas: Imprevistas:
Previsibilidade do Disfunções da
Comportamento Burocracia
Maior Eficiência Ineficiência
TEORIA BUROCRÁTICA
DISFUNÇÕES DA BUROCRACIA
Internalização das regras e regulamentos
Excesso de formalismo e de papelório
Resistência a mudanças
Despersonalização do Relacionamento
Categorização do processo decisorial
Superconformidade às rotinas e procedimentos
Exibição de sinais de autoridade
Dificuldade no atendimento a clientes
TEORIA BUROCRÁTICA
MODELO BUROCRÁTICO DE MERTON
BASEADO NAS DISFUNÇÕES DA BUROCRACIA
Consequências Previstas
1. Exigência de Controle por parte da organização
2. Ênfase na previsibilidade de comportamento
3. Justificativa da ação individual
Consequências não-previstas
4. Rigidez de comportamento e defesa mútua
5. Grau de dificuldade com clientes
6. Sentimento de defesa na ação individual
TEORIA BUROCRÁTICA
EXIGÊNCIAS EXTERNAS DOS CLIENTES
EXIGÊNCIAS INTERNAS DOS PARTICIPANTES
Philip Selznick – flexibilidade e
ajustamento da burocracia a essas demandas.
Princípios para estudo da Organização Formal
1. Organização Burocrática é uma estrutura social adaptativa
2. Existência da Estrutura Informal - Indispensável
3. Estrutural e Funcional X Fechado e Estável
4. Aspectos do comportamento organizacional interno
5. Para Tensões e dilemas usa-se Restrições e Limitações
TEORIA BUROCRÁTICA
MODELO DE PHILIP SELZNICK
1. Exigência de Controle
2. Delegação de autoridade
3. Estabelecimento de subobjetivos das subunidades
4. Internalização de subobjetivos pelos participantes
5. Teor das Decisões
6. Internalização dos objetivos pelos participantes
7. Operacionalidade dos objetivos da organização
BUROCRACIA ADAPTATIA E DINÂMICA,
INTERAGINDO COM O AMBIENTE EXTERNO.
TEORIA BUROCRÁTICA
Gouldner – Não existe um único modelo de burocracia
Modelo de Gouldner: burocracia = ciclo instável
Escassez de Burocratização Excesso de Burocratização
Falta de especialização Divisão do Trabalho Superespecialização
bagunça, confusão responsabilidade
Falta de Hierarquia Autoridade autocracia e
autoridade imposição
Liberdade excessiva Ordem e disciplina
Regras e Regulamentos
Falta de documentos Excesso de papelório
Informalidade Comunicação Formal Formalismo
Ênfase nas pessoas Impessoalidade Ênfase nos cargos
Apadrinhamento Seleção e Promoção Excesso de61exigências
TEORIA BUROCRÁTICA
APRECIAÇÃO CRÍTICA DA BUROCRACIA
O excessivo racionalismo da burocracia
Mecanicismo e as limitações da “Teoria da Máquina”
Conservantismo da burocracia
Abordagem de sistema fechado
Abordagem descritiva e explicativa
Ausência da organização informal na burocracia de Weber
Distinção entre tipos de autoridade exagerada
Conflito interno considerado indesejável
TEORIA
ESTRUTURALISTA
TEORIA ESTRUTURALISTA
Teoria Teoria das
Clássica Relações Humanas
+ Max + Karl
Weber Marx
Teoria
Estruturalista
Em meados da década de 50 a teoria das Relações Humanas
entrou em declínio e a Teoria da Burocracia não conseguiu
ultrapassar e resolver as profundas divergências e conflitos
existentes nas novas organizações. A Teoria Estruturalista veio
representar um avanço na Teoria Burocrática com características
da Teoria das Relações Humanas e críticas à organização formal.
TEORIA ESTRUTURALISTA
ORIGENS
A oposição surgida entre a Teoria Clássica e a Teoria das
Relações Humanas.
A organização como uma unidade social complexa.
A influência do estruturalismo nas ciências sociais.
Novos conceitos de estrutura.
Surge em meados da década de 1950.
Desdobramento da Teoria Burocrática (prática inviável).
IDEIA BÁSICA: Considerar a organização em todos os seus
aspectos como uma só estrutura.
“A organização é um complexo de grupos sociais com interesses
conflitantes ou não” (AMITAI ETZIONI)
TEORIA ESTRUTURALISTA
TEÓRICOS DO ESTRUTURALISMO
Teoria
Estruturalista
Victor A. Amitai Talcott Peter M. W. Richard
Thompson Etzioni Parsons Blau Scott
Amitai Etzioni: Tipologia das Organizações.
Peter M. Blau e W. Richard Scott: Tipologia das Organizações.
Victor A. Thompson: “Slack Theory” (inovação e mudanças).
TEORIA ESTRUTURALISTA
A teoria estruturalista analisa globalmente a organização através
do estudo de sua estrutura, a partir da crítica dos problemas já
abordados por escolas anteriores de forma parcial.
“O TODO É MAIOR QUE A SOMA DAS PARTES”
ESTRUTURA: Conjunto formal constituído por mais de duas
pessoas, com relações e forma fixa definida.
ESTRUTURALISMO: Método de análise e comparação da
organização com ênfase no todo e nas relações entre os
elementos que a compõe. A mudança em um dos elementos
tem impacto direto nos demais da estrutura.
Ênfase na ESTRUTURA e no AMBIENTE
TEORIA ESTRUTURALISTA
O TODO ORGANIZACIONAL
O estruturalismo preocupa-se com o todo e com o
relacionamento das partes que constituem o todo.
A totalidade e a interdependência das partes.
O todo é maior que a simples soma das partes.
ORGANIZAÇÕES = ORGANISMOS
Relações orgânicas e interdependentes
Complexidade
Contínua transformação
Interação com o ambiente
TEORIA ESTRUTURALISTA
A SOCIEDADE DE ORGANIZAÇÕES
O homem depende para nascer, viver e morrer.
O estruturalismo estuda a interação entre as organizações sociais.
ETAPAS HISTÓRICAS DAS ORGANIZAÇÕES (ETZIONI)
Organização
Capital
Trabalho
Natureza
Natureza: O homem tirava da natureza a sua subsistência.
Trabalho: O elementos da natureza passam a ser transformados pelo trabalho.
Capital: Quando o capital prepondera a natureza e o trabalho.
Organização: Natureza, capital e trabalho se submetem à organização.
TEORIA ESTRUTURALISTA
SOCIEDADE DAS ORGANIZAÇÕES
Uma organização como um conjunto de elementos ordenados
em função de um objetivo comum.
As organizações se inter-relacionam entre si e ao mesmo tempo
com o ambiente externo.
FOCO DA TEORIA ESTRUTURALISTA
Estudar a estrutura interna da organização e
suas inter-relações, ou seja, estudar as
relações entre as organizações.
TEORIA ESTRUTURALISTA
CARACTERÍSTICAS
Abordagem Múltipla das Organizações;
Abordagem Globalizante das Organizações;
Recompensas Sociais e Materiais;
Conceito de Homem Organizacional;
Estabelecimento dos Níveis Organizacionais;
Considera os Conflitos como Inevitáveis
Tipologias das Organizações
TEORIA ESTRUTURALISTA
ABORDAGEM MÚLTIPLA DAS ORGANIZAÇÕES
Organização Formal: Refere-se ao padrão de organização determinado
pela administração: divisão do trabalho e poder de controle, as regras
e regulamentos, controle de qualidade, etc.
Organização Informal: Refere-se às relações sociais que se
desenvolvem espontaneamente entre as pessoas, acima e além da
formal.
“TENTA-SE BUSCAR UM EQUILÍBRIO ENTRE OS ELEMENTOS
RACIONAIS E EMOCIONAIS”.
TEORIA ESTRUTURALISTA
ABORDAGEM GLOBALIZANTE DAS ORGANIZAÇÕES
Devido ao interesse pelos estudos da organização total como
sistema social onde há interações com outras organizações.
Preocupação com o ambiente
RECOMPENSAS SOCIAIS E MATERIAIS
Para estimular as pessoas da organização os incentivos não podem ser
vistos de forma independente e sim de forma conjunta.
Teoria Clássica Incentivos Monetários (materiais)
Teoria das Relações Humanas Incentivos Sociais
Teoria Estruturalista Incentivos Sociais e Materiais
TEORIA ESTRUTURALISTA
HOMEM ORGANIZACIONAL
O homem organizacional participa simultaneamente em várias
organizações. Para isso, ele desempenha vários papéis de acordo
com cada organização.
Homem organizacional ou
Estruturalismo
Moderno
CARACTERÍSTICAS
Flexibilidade (mudanças)
Relações Humanas Homem social
Resistência à frustração (conflitos)
Capacidade de adiar recompensas
Escola Clássica Homo economicus Desejo permanente de realização
TEORIA ESTRUTURALISTA
ESTABELECIMENTO DOS NÍVEIS ORGANIZACIONAIS
Nível Institucional, Nível Gerencial e Nível Técnico
Nível Institucional Diretores
Decisões
Nível Gerencial
Gerentes e Chefes
Planos
Nível Técnico Executores
Operações
TEORIA ESTRUTURALISTA
CONFLITOS ORGANIZACIONAIS INEVITÁVEIS
Conflito é a existência de idéias antagônicas que podem se chocar.
O conflito leva às mudanças e ao desenvolvimento da organização.
O conflito organizacional é sanado através da cooperação.
Para os estruturalistas o conflito entre grupos é um processo social
fundamental, já que é o grande elemento propulsor de mudanças e do
desenvolvimento
Organizações
Autoridade de Especialista - Especializadas Linha
x - Não especializadas x
Autoridade Administrativa - De serviços Staff
Coordenação Planejamento Centralizado Disciplina Burocrática
x x x
Comunicação Livre Iniciativa Individual Especialização Profissional
TEORIA ESTRUTURALISTA
TIPOLOGIA DE ETZIONI
Uso e significado da obediência.
Ingresso e
Tipos de Tipos de Controle permanência Envolvimento
organização Poder Utilizado dos pessoal dos Motivação Exemplos
participantes participantes
através de
Coação,
imposição, Negativa
Prêmios e força,
Coercitiva Coercitivo
punições
Alienativo (punições) Prisões
ameaça e
medo
Convicção,
Normativo Moral e fé, crença, Moral e Auto- Igreja
Normativa ideologia motivacional expressão
ético
Interesse,
Incentivos vantagem Benefícios e Empresas
Remunerativo Calculativo
Utilitária econômicos percebida vantagens comerciais
CRÍTICA
Pouca consideração à Estrutura, Tecnologia e Ambiente externo.
TEORIA ESTRUTURALISTA
TIPOLOGIA DE BLAU E SCOTT
Beneficiados da organização.
Tipos de organização Principais Beneficiários Exemplo
Associações de benefícios Os próprios membros da Associações profissionais,
mútuos organização cooperativas, sindicatos,
fundos mútuos, consórcios
Associações de interesses Os proprietários ou acionistas da Sociedades anônimas ou
comerciais organização empresas familiares.
Hospitais, universidades,
Organizações de serviços Os clientes organizações religiosas e
agências sociais,
organizações filantrópicas.
Organização militar,
Organizações de estado O público em geral segurança pública, correios,
saneamento básico
CRÍTICA: Pouca consideração à Estrutura e Tecnologia.
TEORIA ESTRUTURALISTA
CONTRIBUIÇÕES DO ESTRUTURALISMO
Convergência e ampliação de várias abordagens divergentes.
Tentativa de identificar vários tipos de organização e as
diferenças que esses tipos mantém em suas estruturas.
Análise organizacional mais extensa.
A nova visão do indivíduo, com introdução de conceitos de
conflitos e interação entre diferentes grupos.
Preocupação em identificar problemas e necessidades de
mudanças organizacionais.
Teoria de transição e mudança.
TEORIA ESTRUTURALISTA
INFLUÊNCIA DO AMBIENTE
Influência do ambiente
Objetivo original
Situação inicial
Novo objetivo
Toda organização depende de outras organizações e do
ambiente para sobreviver.
Essa crescente dependência leva às organizações a mudarem
seus objetivos.
Assim, as organizações desenvolvem estratégias para lidar
com o ambiente.
TEORIA ESTRUTURALISTA
TEORIA DE TRANSIÇÃO
Modelo de Lógica Características Abordagem
organização utilizada
Certeza e Administração
Racional Sistema previsibilidade, Científica e
fechado planejamento e Teoria
controle Burocrática
Interdependência com
Natural Sistema o meio ambiente. Teoria dos
aberto Incerteza Sistemas.
TEORIA ESTRUTURALISTA
APRECIAÇÃO CRÍTICA
1- Convergência de várias abordagens divergentes: Teoria
Clássica, Relações Humanas e Burocracia.
2- Ampliação da Abordagem – visão mais ampla.
3- Dupla tendência teórica – integrativa e conflito.
4- Análise Organizacional mais ampla.
5- Inadequação das tipologias.
6- Teoria da Crise.
7- Teoria da Transição e Mudança.