Universidade Federal de Santa Catarina
Centro de Filosofia e Ciências Humanas
História – História da América Portuguesa
Prof. Tiago Kramer de Oliveira
Guilherme Silva Ramos
Relatório de leitura Unidade I: História Econômica
O empreendimento de conquista e colonização do continente americano, realizado pelas
potencias europeias a partir do século XVI, não pode ser apreendido á modo isolado das
concepções político-econômicas que orientavam estes estados e suas respectivas classes
dominantes (Novais, 1989, p. 60). Neste o sentido, Novais aponta que as sociedades europeias
eram orientadas por políticas econômicas metalistas; na qual a riqueza dos estados era
compreendida por suas capacidades de acumular metais preciosos, como ouro e prata. Esta
riqueza, por sua vez, era gerada pelo comércio, ou seja, pela circulação de mercadorias
(Novais, 1989, p. 63). Contudo, a opção pelo comércio como cerne das atividades econômicas
não ocorre sem a geração de convulsões sociais em sociedades previamente feudais. A
paulatina dissolução dos laços servis nos centros urbanos ligados ao comércio em
contraposição com o estreitamento das obrigações servis nas demais localidades gera em
última instância revoltas urbanas e camponesas respectivamente (Novais, 1989, p. 64).
É a partir desta conjuntura que se estruturam os primeiros estados-nações europeus
caracterizados pela centralização política na figura do monarca. Este novo modelo
organizativo unitário impulsiona as políticas mercantis através da integração do mercado
interno com legislação padronizando pesos e medidas além de findar as aduanas internas.
Ademais, no plano do comércio externo a adoção de tarifas alfandegarias e proibição da
entrada de manufaturados gera uma balança comercial positiva alcançando continuo ingresso
metálico. O crescimento econômico proporcionado por essa política mercantilista alivia as
tensões sociais e retroalimenta a centralização na medida que o estado também é beneficiado
pela expansão mercantil através da taxação (Novais, 1989, p. 66).
Para Novais é nesse cruzamento de interesses que surge a colonização das américas, sendo
está uma consequência da expansão comercial europeia. As condições para à arriscada
empreitada do projeto colonial encontrava-se na estrutura embricada do capitalismo mercantil
com o estado absolutista - capazes de arcar com os riscos e custos político-monetários de
tamanho projeto através da acumulação prévia de capital e crescente centralização política. Na
adequação desse esquema surgem as ocupações europeias no continente americano, em
primeiro momento visando apenas garantir a posse frente aos demais concorrentes europeus e
posteriormente adequando está produção à moda do capitalismo mercantil ao produzir e
fornecer artigos coloniais-primários a Metrópole europeia simultaneamente absorvendo
produtos manufaturados ou de outras colônias via metrópole (Novais, 1989, p. 67). Portanto,
de acordo com Novais, a colonização e o sistema colonial por serem frutos de estruturas
cronologicamente modernas, isto é, situadas no tempo entre um período na história europeia
feudal e o momento da consolidação do capitalismo industrial possuem um caráter de
transição. Nessa perspectiva o capitalismo mercantil que preenche esta lacuna é entendido
como momento de transição entre os modos de produção feudal e capitalista, sendo o sistema
colonial uma das mais potentes alavancas geradoras de acumulo primitivo de capital para esta
transição (Novais, 1989, p. 70-71).
As postulações de Novais, ainda que bem-quistas em ambientes escolares e acadêmicos, não
formam uma perspectiva hegemônica na historiografia. Dessarte podemos ver na obra de
Fragoso e Florentin – O arcaísmo como projeto, diversos contrapontos à perspectiva de antigo
sistema colonial proposta por Novais. Enquanto para este o sistema colonial, ainda que com
pontuais exceções enquadraria toda a colonização do continente americano, seja ela efetuada
por ingleses, neerlandeses, franceses ou ibéricos, Fragoso e Florentin enxergavam
singularidade no modelo colonial lusitano (Florentino; Fragoso, 2001, p. 19). De acordo com
os mesmos tal particularidade ocorria devido ao caráter aristocrático agrário que permeava a
sociedade portuguesa do antigo regime, o excedente produtivo comercializado no lugar de
acelerar a acumulação como ocorria nas demais praças de comércio europeias era despendido
em bens marcadores de status e no aprofundamento de propriedades rurais arcaicas
(Florentino; Fragoso, 2001, p. 21).
A sustentação de tal argumento é proveniente da mudança do escopo de pesquisa documental,
brasil colonial não é mais entendido somente a partir da logica exclusiva colônia-metrópole,
mas sim a partir de circuitos mercantis do atlântico sul que de fato ligavam Brasil a Portugal,
e não obstante também conectavam a colônia brasileira as demais colônias luso-africanas e
asiáticas. Na análise de Fragoso e Florentino o Rio de Janeiro transformaria progressivamente
na maior praça comercial portuguesa ao sul do equador sendo o principal responsável da
difusão de bens do comércio interno brasileiro. (Florentino; Fragoso, 2001, p. 84-86).
Ao analisar as balanças comerciais do Rio de Janeiro no início do século XIX, contata-se um
tendencia que no primeiro momento parece confirmar as teses de Novais a respeito do papel
da economia colonial, nesse caso deficitária ao fornecer produtos a baixo custo
simultaneamente importando mercadorias a um custo elevado de Portugal (Florentino;
Fragoso, 2001, p. 102-103). Contudo, Fragoso e Florentin apontam que este modelo ao ser
reprisado constantemente levaria a crises econômicas pois o território fluminense era
justamente o maior parceiro comercial de Lisboa no momento. Diante deste paradoxo,
averiguando a inexistência de crises no período, o reexame de fontes incluindo a reexportação
para o mercado interno brasileiro demonstra uma economia colonial superavitária e com
relativa autonomia que contava com um comércio interior pujante capaz de sanar suas dívidas
(Florentino; Fragoso, 2001, p. 104-105). Axioma contrastante com a visão de Novais de um
mercado interno estéril e à mercê de estímulos exógenos europeus (Novais, 110).
Seguindo esta lógica de Novais, em que o setor econômico expressivo era aquele ligado ao
mercado externo metropolitano; a única classe social capaz de manter certa concentração de
renda seria dos senhores de escravos, embora, este acumulo de ganhos seja pequeno em
comparação com as classes mercantis metropolitanas. Ademais, o lucro obtido nas
exportações pelos senhores eventualmente retornaria a metrópole por via da dependência
colonial das importações metropolitanas (Novais, 1989, p. 107). Retomando a obra de
Gorenstein, Fragoso e Florentin enxergam além da aristocracia senhorial outra classe social
capaz de acumular riquezas nas economias escravistas e agrárias da américa latina; os
comerciantes de grosso trato, ou seja, aqueles que possuíam crédito e liquidez o suficiente
para promover o giro da produção em larga escala nestas economias de baixa circulação
pecuniária (Florentino; Fragoso, 2001, p. 163-164).
Outra divergência entre essas duas obras transcorria a questão mão de obra colonial, para
Novais a opção pela escravaria generalizada de africanos decorreria do empreendimento do
tráfico atlântico, sendo este, um mecanismo fundamental de transferência de riquezas para as
elites comerciais metropolitanas; visto que a redução de trabalhadores africanos a mercadoria
seria por si um meio de incrementar a acumulação primitiva de capital (Novais, 1989, p. 105).
Ainda que o trabalho livre seja mais adequado para acumulação de capital através da extração
da mais-valia, nas Américas, mediante a abundância de terras - consideradas não ocupadas
pelos colonizadores, inviabilizaria uma força de trabalho assalariada pois diante destas
circunstâncias o salário teria que ser demasiadamente alto para competir com a opção de ser
um produtor livre (Novais, 1989, p. 101-103).
Fragoso e Florentin consideram à explicação anterior insuficiente por dois fatores; o primeiro
porque ela não explica a extensa disseminação da escravaria africana no brasil, inclusive
presente nas camadas brancas e livres mais pobres, fenômeno este constatado através da
análise de inventários (Florentino; Fragoso, 2001, p. 123). Em segundo lugar e mais
importante, essa interpretação toma o continente africano como passivo exclusivamente
respondendo aos estímulos capital-produtivos das metrópoles e colônias. É necessário levar
em conta o enorme contingente demográfico de mais de 4 milhões de cativos africanos
transplantados para a colônia brasileira no decorrer de mais de 3 séculos. A chave para a
tamanha dinâmica, defendem Fragoso e Florentin, estaria situada nas dinâmicas internas do
próprio continente africano (Florentino; Fragoso, 2001, p. 126-127). Dentre estas dinâmicas é
possível citar; a pratica de captura de cativos e existência de redes de comércios dos mesmos
anteriores ao contato com a empresa escravista europeia, as dinâmicas de conflito entre os
diversos povos agravadas por crises climáticas cíclicas e pela intervenção europeia que com o
transcorrer do tempo transmutou as relações continentais africanas para um cenário de guerra
permanente. Nessa direção nota-se que o conflito bélico, como força motriz da produção de
escravizados, os produz a um custo muito baixo, isto porque a quantidade de horas-trabalho
para escravizar uma pessoa é ínfima quando comparada com a quantidade de horas-trabalho e
recursos necessários para tal individuo subsistir como força social até o momento da sua
captura. Somando-se a isto a autossuficiência produtiva dos povos africanos é possível
entender o baixo preço com que o cativo chegava na empresa traficante europeia. Os bens que
serviam de moeda de troca eram sobretudo artigos de luxo e outros meios distinção social,
patrimônios fundamentais para as sociedades africanas que acentuavam a diferenciação social
entre classes e concomitantemente fortaleciam seus aparatos estatais. De forma resumida, para
Fragoso e Florentin, são essas condições de baixo preço e disponibilidade aliados aos ideais
aristocráticos de investimento agrícola que explicam a escravaria africana generalizada no
brasil. (Florentino; Fragoso, 2001, p. 138-148).
Por esta razão, Alencastro entende a economia brasileira como fiadora de um ciclo maior de
saque de cativos africanos, destacando a assimetria da relação brasil e angola. Está última,
enquanto subordinada a primeira, estagnava econômica e demograficamente tendo como
função única fornecer a mão de obra africana para o desenvolvimento da fazenda brasileira
(Alencastro, 2000, p. 330). É importante destacar, contudo, que a desigualdade dessa relação
transcontinental não implica em discrepâncias cronológicas, ao apropriar-se de uma
perspectiva de longa duração brodeliana Alencastro distanciam-se da fase de transição feudal-
capitalista de Novais concomitantemente negando a permanência aristocrática de Fragoso e
Florentin. Pelo contrário, é através da sincronia prolongada do binômio brasil-angola que o
atlântico-sul é observado, considerando a simultaneidade dos conflitos contra os neerlandeses
em Recife e Luanda e também a concomitância da guerra aos bárbaros aos conflitos no Congo
(Alencastro, 2000, p. 336).
Ademais, nesta intima correlação entre as duas costas do atlântico, Alencastro enxerga a
mestiçagem como elemento comum, a diferença portanto estaria nos sentidos opostos dos
mecanismos de produção social da mestiçagem entre elementos afro-europeus. Enquanto na
África as engrenagens moveram-se para reintegração dos mulatos a núcleos africanos, pois
estes estariam geograficamente próximos de seus grupos de origem e eram vistos com
hostilidade e desconfiança pelas partes lusitanas, em decorrência de experiencias conflituosas
ocorridas no século XVI e XVII em Lisboa, São Tomé e Angola (Alencastro, 2000, p. 348-
349). Nas colônias brasileiras, os mulatos seriam capazes de atender a demanda de ofícios
especializados; em atividades como a de supervisão e pastoreio além de atuação privilegiada
nos regimentos militares e no povoamento fronteiriço. Essa engenharia social brasílica,
igualmente fruto de diversas violências, dentre elas a de gênero, fluía em sentido oposto
produzindo um novo estrato social com limitada mobilidade social no brasil. É importante
ressaltar que esta restrita valoração mulata ocorria em detrimento dos africanos, sendo estes
sujeitos dos mais precários ofícios e mesmo quando libertos alvos de draconiana legislação
anti-quilombola (Alencastro, 2000, p. 347).
O artigo de Oliveira e Oliveira, à primeira vista, aproxima-se de Alencastro ao considerar a
experiencia colonial brasileira como parte de um modelo brodeliano de economia-mundo
europeia, simultaneamente interpelando-se a análise de Fragoso e Florentin que privilegia as
elites mercantis coloniais (Oliveira; Oliveira, 2022, p. 199-201). Entretanto, sem
desconsiderar os estudos prévios, Oliveira e Oliveira trazem novas perspectivas a respeito do
período. Ao privilegiar noções de totalidade e continentalidade é possível enxergar
correspondência na expansão pecuarista brasileira com dinâmicas mercantis e colônias
globais (Oliveira; Oliveira, 2022, p. 213). Tal a analise confere maior importância as
capitanias de São Vicente e Maranhão e também articula a história indígena a história colonial
brasileira, elementos que na obra de Alencastro eram vistos como secundários e não
constituintes da economia-mundo europeia (Alencastro, 2000, p. 330). Ademais, é postulado
por Oliveira e Oliveira que seriam as elites mercantis coloniais o elo melindroso capaz de
integrar os plurais grupos e micromodelos produtivos às elites comerciais no centro da
economia-mundo europeia. Porém, enquanto Fragoso e Florentin veem os comportamentos
aristocráticos dessas elites como corroboração de uma atuação não capitalista, Oliveira e
Oliveira dialogando com Arrighi enxergam essas características como expressões de distinção
social típicas do comércio no antigo regime, o que as torna constituinte e compatíveis com o
capitalismo do período (Oliveira; Oliveira, 2022, p. 202). Ademais, sob o risco de produzir-se
uma história economicista, retomando o conceito de totalidade é importante frisar que apesar
das espacializações coloniais estarem interligadas a expansão do economia-mundo europeia
estas não podem ser circunscritas a este fenômeno (Oliveira; Oliveira, 2022, p. 203).
Percorrendo este sentido de integração econômica e tomando o gado como objeto de análise,
apesar da pujança econômica deste permitir ele ser analisado por si mesmo, nota-se a
correlação que este exerce com as demais cadeias produtivas coloniais; açúcar, ouro e tabaco -
tanto ao produzir couro para embalo e transporte destes quanto para fornecer charque para
alimentação dos trabalhadores e atravessadores empregados nestas atividades. (Oliveira;
Oliveira, 2022, p. 212). Essas integrações, para além de reflexo singular do ciclo aurífero
(Alencastro, 2000, p. 353), são vistas para além do mercado interno cruzando as fronteiras
portuguesas numa perspectiva transnacional. Nesse encadeamento a Inglaterra, como mais
antigo aliado português, em troca de seu apoio político-militar, como também visto em
Novais, emerge como vencedora de estímulos comerciais coloniais, tendo a partir do
comercio triangular as bases que fomentaram sua ascensão como potência mundial no século
XIX (Oliveira; Oliveira, 2022, p. 213).
Complementando esta interpretação econômica às novas perspectivas da história ambiental,
levando em conta as sincronias e diacronias espaciais-temporais, Oliveira e Oliveira através
da obra de Moore nos atenta que a colonização além de gerar desigualdade econômica
resultante de uma divisão internacional de produção e trabalho também gera desigualdade
ecológica alterando profundamente os biomas americanos e por consequência o estilo de vida
dos povos originários do continente (Oliveira; Oliveira, 2022, p. 213).
Referências bibliográficas
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singularidade do Brasil”. In ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes:
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FLORENTINO, Manolo; FRAGOSO, João. “Introdução”; “A integração do Rio de Janeiro no
Sistema Atlântico Português”. In FLORENTINO, Manolo e FRAGOSO, João. O arcaísmo
como projeto: mercado atlântico, sociedade agrária e elite mercantil em uma economia
colonial tardia: Rio de Janeiro, c. 1790- c. 1840. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001,
p. 17-21; p. 63-165.
NOVAIS, Fernando A. ‘’A crise do antigo sistema colonial’’. In: NOVAIS, Fernando A.
Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial (1777-1808). 5. Ed. São Paulo:
Editora Hucitec, 1989, p. 57-116.
OLIVEIRA, Tiago Kramer de; OLIVEIRA, Antonio José Alves de. Capitalismo e natureza no
Brasil colonial: a pecuária bovina no Ceará e a continentalidade do jogo das trocas (ca. 1680-
1750). Tempo, Niterói, vol. 28, n. 1, p. 198-219, Jan./Abr. 2022.
PARA ALEM – DESIGUILDADE TROCASZ
OLIVEIRA e oliveira
199 reconfiguração lusa espaçop atlantico – caráter capitalista OK
201 importancia da classe mercantil OK
202 elites mercantis como elo bla bla caderno – distinção social como parte do capitalismo OK
203 ligadas mas não reduzidas a emc europeia
204 biota portátil abrindo caminho continental
205 escrav e reduçãi indígena --- liga a emc
206 suplantação indígena gado
207 agente antropo causa mudança ambiental
209 luta pelos recursos coloni-indig
211 interligação interior minas ou interior porto exportador recife, ciclo do couro outros ciclos a
economia europeia
212 neste esquema periferia arca com os custos de maneira desigual
213 matriz inglesa do comercio atlantico ligação com Portugal – transnacional, considerar heterogenieda
espaço temporal da emc – integrar os estudos via economia sem meramente o diminuir a eles.
215 importancia indígena guaykury
216 continentalidade e ligação de elementos
Allencastro
330 – binômio angola e brasil
330 – sp e maranhão fora do comercio atlantico
334 – opção pelo comercio e não povoamento em africa – separação comercio e expansão
335 – confusão expansionista
336 – aliança ou extermínio
337 – escrav – ind não ligadas ao atlantico+
338 – dimensão transcontinental do ataque a indig
339 – violência brugueira consequencia da segurança de supply escrav africa, reabilitados por pombal
como auxiliar força de trab
340 – colonização brasileira a partir do repoavamento e gado..
341 – tênue presença mercantil na fronteira aberta pelo gado
342 – bahia como sede arcebispal comandando rio de janeiro
343 – avanço colonial expande brasil, estagna angola, declionio no oriente
345 – condição negro liberdade indig?
346 – poucos direitos > mestiçagem
347 – favorecimento mulatos perante pares negros - singular
351 – impossibilidade mulata em africa
352 e 353– engenharia social distintas
353 – brasil a partir de angola, ciclos tributários a pilhagem africana**
354 – perspectiva sul atlântica-+
355 – front único luanda recife., braço brasilizado trafico negreiro
Mao de obra fora do pais
66 MERCADO IMPORTANTE
Já no primeiro momento intro FF 19 – Lusitanos contra capital mercantil
Ve singularidade no modelo português
Lineamentos não capitalistas – mao de obra barata
85 comerciantes
88 sociedade escravista como um todo
Balança comercial FF 98
101 IMPORTAÇÕES NÃO REINOIS IGNORAVA REEXPORTAÇÃO CARIOCA
118 ILUDISE A PRODUÇÃO DO CATIVO
119 VARIAVEL PASSSIVA – PERCEBIDA SEM CONSIDERALA
120 TRAB INDIGENA
125 ORIGEM AFRICA TRAB ESCRAVO
127 MAÇIÇA E MTO BAIXO PREÇO
132 CONGO –
133 ENRIQUECIMENTO EM AFRICA
135 CONFLITO AUMENTA OFERTA REINOS CONGO
136 ESTADO DE GUERRA CONSTANTE P/ DEMANDA DE MAO DE OBRA
137 INTERMEDIO BRASILEIRO
138 SENHORES DE GUERRA
139 AREA IDEAL COMPETIÇÃO DE RECURSO
142 AUTOSUFICIENCIA E PADRÃO POR LUXO
143 FUNLÇÃO ESTRUTUAL EM AMBOS CONTINENTES
144 LIGADO AO ESTADO E DIFERENCIAÇÃO SOCIAL – ATENDIA DEMANDA INTERNA
148 COMPRA NÃO EXPRESSA CUSTO REAL – GERA A RENTABILIDADE E FACIL ACESSO
tráfico negretro que a alimentou, um dos setores mais rentáveis
do·comércio colonial. Se à escravidão afncana acrescermos as
várias formas de trabalho compulsório, servil e semi-.. ervil, - «encomienda
», «mita», «indentured», etc. - resulta que estreitíssima era a
faixa que restava, no conjunto do mundo colonial, ao trabalho livre.
A colonização do Antigo Regime foi, pois, o universo paradisíaco do
trabalho não·livre, o ddorado enriquecedor da Europa (NOVAIS 98)
a mercantilil,lI,lO da produção só podc generalizarse.
o
dommando as relações SOCIaiS, quando a força produnva do trabalho
se (Orf'.1 ('"la própria flH"fladoria. ISto é, quando a economia mer,
a.\til ~e Integra [Link] (novais 99)
indígenas negocio interno – escravismo maior acumulo primitivo (sendo ele mesmo uma mercadoria)
para compensar a abundancia de terras e possibilidade de ser independente o salario de um trabalhador
livre deveria ser demasiadamente alto (101-103 novais) 98-108
inviabiliza trabalho não escravo
108fugaaa indígena
107 senhor ricasso