UNIDADE ORGÂNICA DE XAI-XAI
Direito Internacional Publico
2°ANO
Discente:
Marta Quiteria Sitoe Tembe
CURSO DE LICENCIATURA EM DIREITO
Xai-Xai, Maio de 2024
1. Indique e explique a importância das fontes do DIP.
No âmbito do direito internacional público (DIP), temos como principais fontes
as convenções internacionais, os costumes internacionais e princípios gerais de direito
Tratados Internacionais
De maneira geral, os tratados internacionais são a principal fonte do Direito Internacional.
Para a validação de um tratado, é necessária a participação direta e democrática dos
Estados envolvidos. Eles são fonte direta, clara e de fácil comprovação pois é preciso a
sua documentação escrita e ratificada (assinada) por todos os Estados que se
comprometem a cumprir as suas normas.
Costumes Internacionais
Os costumes internacionais são práticas gerais aceitas como sendo um direito. São a segunda
grande fonte formal e, historicamente, a mais antiga. Para a formação de um costume, é
preciso dois elementos: o material, repetição generalizada de certos atos, e o psicológico, a
convicção de que tais atos são praticados por obrigação. Os costumes devem ser provados
para que tenham validade.
Princípios gerais de Direito
Os princípios gerais do Direito são fontes de difícil identificação e muitos já estão
convertidos como tratados ou já são considerados como costume. Os princípios são normas
que partem do Direito dos Estados, ou Direito Doméstico, e passam a ser aceitos na ordem
Internacional. Podemos considerar, por exemplo, os princípios da boa-fé, da proteção da
confiança e do direito adquirido, como princípios gerais do Direito.
2. Explique como se determina as fontes do DIP.
Para Salem Hikmat Nasser as fontes do Direito são os “instrumentos ou processos pelos
quais surgem ou se permitem identificar as normas jurídicas”. Em simples palavras, as
fontes do Direito nada mais são do que sua origem, de onde vem, como deu-se seu
nascimento, como foram criadas. Nas palavras de Hugo de Brito Machado.
Logo “A fonte de uma coisa é o lugar de onde surge essa coisa. O lugar de onde ela nasce.
Assim, a fonte do Direito é aquilo que o produz, é algo de onde nasce o Direito. Para que se
possa dizer o que é fonte do Direito é necessário que se saiba de qual direito. Se cogitarmos
do direito natural, devemos admitir que sua fonte é a natureza humana. Aliás, vale dizer, é
a fonte primeira do Direito sob vários aspectos.”
3. Qual é a natureza e objecto do DIP.
O DIP procura formular os princípios e regras conducentes à determinação da lei ouleis
aplicáveis às questões mergentes das relações privadas internacionais, e bem assim assegurar
o reconhecimento no Estado do foro das situações jurídicas puramente internas,
O objecto principal do D.I.P. é a averiguaçãoda lei aplicável às relações privadas
internacionais, com vista à determinação da disciplina jurídico-material reguladora de tais relações.
4. O individuo enquanto sujeito do DIP pode ser submetido nos mesmos termos aos direitos
e deveres dos demais sujeitos. Justifique a sua resposta.
O mesmo individou que beneficia dos direitos e deveres em um pais europeu, pode vir a
se beneficiar dos mesmos em um pais americano, africano assim como asiatico, insto é
nao se dispoe de nenhuma interferencia juridica que lhes impeca de usufruir dos seus
direitos e ou deveres estabelecidas pelas Nacoes Unidas.
5. Explique quais são os pressupostos da aplicação das normas do DIP.
O direito internacional encontra-se sobretudo em acordos ou convenções internacionais,
além de um conjunto de valores, normas e princípios comummente reconhecidos, que não
têm de ser expressamente referidos num acordo. Os acordos internacionais podem ser
bilaterais (isto é, entre dois países soberanos) ou multilaterais (isto é, entre mais do que
dois países).
6. Quais são as matérias do ordenamento jurídico interno e ou estadual que poderão ser
internacionalizadas.
Uma vez completado todos os ritos do processo de conclusão dos tratados até a entrada
no ordenamento jurídico: negociação, assinatura, ratificação, entrada em vigor, registro
e incorporação; aquele se encaixará na estrutura normativa de os países contratantes
sempre à luz do Principio do Pacta Sunt Servanda, e receberá certo grau de hierarquia
dentre as normas já existentes nos seus respectivos ordenamentos jurídicos.
7. A globalização influencia o DIP? Se sim. De que forma.
O Direito Internacional, de uma maneira geral, e os Direitos Humanos, em particular,
localizam-se no cenário descrito na medida em que se esboça continuamente uma idéia de
"globalização da justiça". Com efeito, pode-se afirmar que o tema da defesa internacional dos
direitos fundamentais do ser humano tem assumido uma configuração cada vez mais
"global", eis que se exige dos Estados nacionais o cumprimento dos instrumentos jurídicos
internacionais firmados que regulam a matéria. Exemplos recentes são as cobranças feitas
pela União Européia à Turquia (que almeja integrar o seleto grupo dos Quinze), ou de ONG's
que denunciam a repressão política em países como a China. Cabe assinalar, ainda, as
diversas querelas entre Estados duvidosamente democráticos e as ONG's, tais como
"Amnesty International"(7) e "Human Rights Watch".
8. Que relações podem se aferir entre o DIP e DIPr.
Direito Internacional Público é o ramo do direito que tem por objetivo promover a
regulação da sociedade internacional, buscando a convivência pacífica dos seus
membros e a promoção da cooperação internacional com vistas a encontrar soluções para
os problemas comuns da humanidade.
Trata-se do ordenamento jurídico da sociedade internacional, que visa tutelar (proteger)
assuntos de interesse internacional.
Por sua vez, o Direito Internacional Privado, é um ramo do direito cujo objetivo é solucionar
os conflitos de leis no espaço em relações de natureza privada que possuem conexão
internacional.
Logo, ao contrário do que muitos pensam, a resposta para esta pergunta é facilmente
encontrada na leitura de suas definições e aplicações, não sendo o Direito Internacional
Privado, ramo do Direito Internacional Público.
9. Haverá diferença entre as fontes do DIP e do Direto interno. Se sim, em que consiste.
Nao!.
10. No DIP haverá à semelhança do Direito Interno, áreas afins? Se sim, quais.
Sim, que sao: Direito dos Tratados e Direito Constitucional Internacional
11. Apresente a distinção entre a convenção, acordo, pacto e tratado internacional.
Os documentos assinados em conferências internacionais que tratam de assuntos de
interesse geral são denominados convenções. São acordos firmados entre dois ou mais
países a respeito dos mais diversos temas, como transporte, comércio, trabalho, entre
outros. Um tratado internacional é a formalização de um pacto celebrado entre países ou
grupos étnicos com o propósito de instituir a paz e o equilíbrio econômico, definir
fronteiras físicas, organizar atividades comerciais, estabelecer regras ambientais ou
promover a paz por sua vez um pacto podemos lhe assemelhar a em geral, contrato.
12. Que função desempenha a doutrina no DIP.
Se referia ao jurista como pessoa física, mas hoje em dia deve ser interpretado emsentido
amplo, sendo todas as manifestações de cunho doutrinário, ainda que não de Pessoa
Física, como os ANAIS das Conferências, os grupos de estudos da ONU, as decisões de
Tribunais Internacionais, dentre outros, considerados doutrina.
13. Os conflitos armados internos estão sujeitos à regulação do DIP. Justifique a sua resposta.
Os conflitos armados estão presentes na história desde os primórdios da civilização.
Conflitos estes, que possuem distintas causas, sejam por questões territoriais, étnicas,
crenças, interesses em comum, entre outros. O uso da força, em muitas vezes, é o meio
em que os Estados encontram para resolver e alcançar seus determinados fins.
O Direito Internacional rege a sociedade internacional a partir de normas que
regulamentam as relações entre Estados, Organizações Internacionais e demais sujeitos.
Esta área de conhecimento divide-se entre público e privado, tendo cada um, diferentes
objetos de estudo. No caso do direito internacional privado, este não apresenta qualquer
importância para o desenvolvimento deste artigo, visto que se baseia nas “relações entre
particulares, tais como: contratos entre empresas ou solução de conflitos sem a presença
do Estado”
14. A que situações jurídicas internacionais é chamado o principio de Pacta Sun Servanda.
No seu sentido mais comum, o princípio pacta sunt servanda refere-se aos contratos
privados, enfatizando que as cláusulas e pactos ali contidos são um direito entre as
partes, e o não cumprimento das respectivas obrigações implica a quebra do que foi
pactuado, isto é, respeitar o princípio Pacta Sunt Servanda segundo o qual o contrato é lei
entre as partes. Na sua conceituação doutrinaria, o princípio da Pacta Sunt Servanda
reflete a ideia de que os acordos legais e livremente formados são lei para aqueles que os
fizeram, e só podem ser revogados de consentimento mútuo nos limites da lei. Percebe-se
que a força vinculativa do contrato é garantida pela imutabilidade dos acordos e por
sanções por não execução. Consequentemente, o juiz limita-se a garantir a validade
desses acordos, garantindo assim uma segurança jurídica para as partes contratantes. O
presente trabalho pretende discutir às limitações do princípio de Pacta Sunt Servanda, no
momento da pandemia da COVID-19. O desenvolvimento desse tema é de suma
importância para entender se existem limitações para a aplicação do princípio de Pacta
Sunt Servanda em tempos de excepcionalidade.