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Cálculo de Limites e Propriedades

Direitos autorais
© All Rights Reserved
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ROBSON RODRIGUES DA SILVA | SILVIA CRISTINA MARTINI

NOTAS DE AULA

CONCEITOS E APLICAÇÕES
NOTAS DE AULA
CÁLCULO DIFENRENCIAL E INTEGRAL
CONCEITOS E APLICAÇÕES

Robson Rodrigues da Silva


Silvia Cristina Martini

Universidade de Mogi das Cruzes


Mogi das Cruzes
2022
©Robson Rodrigues da Silva, Silvia Cristina Martini, 2022

Coordenação Editorial: EAD - UMC


Edição de texto: Robson Rodrigues da Silva e Silvia Cristina Martini
Consultoria didático-pedagógica: Robson Rodrigues da Silva e Silvia Cristina Martini.
Coordenação de design e projetos visuais: EAD - UMC
Projeto Gráfico: Robson Rodrigues da Silva
Capa: Robson Rodrigues da Silva
Editoração eletrônica: Robson Rodrigues da Silva e Silvia Cristina Martini
Coordenação de revisão: Robson Rodrigues da Silva e Silvia Cristina Martini
Revisão: Robson Rodrigues da Silva e Silvia Cristina Martini
Coordenação de pesquisa iconográfica: Robson Rodrigues da Silva, Silvia Cristina Martini

FICHA CATALOGRÁFICA
AGRADECIMENTOS

A concretização desse livro não se deve somente aos autores, mas também, a
todos aqueles que de forma direta ou indireta se envolveram no projeto.
Podemos citar como exemplo os professores que utilizaram versões preliminares
das notas de aula em seus cursos e principalmente aos alunos pelo feedback
que nos forneceram ao longo desses anos. Um agradecimento especial para
toda equipe do EAD da Universidade de Mogi das Cruzes, pelo longo trabalho
de desenvolvimento dos objetos de aprendizagem (animações) inseridos em
cada nota de aula. Tudo foi pensado para que todo conteúdo fosse apresentado
da forma mais didática possível, o que é um dos principais diferenciais desse
livro. E por fim, agradecemos à Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), em
particular ao Prof. Dr. Cláudio José Freixeiro Alves de Brito (Pró-Reitor
Acadêmico – Campus Sede – Mogi das Cruzes) e ao Prof. Dr. Hélio Martucci
Neto (Assessor Pedagógico da Pró-Reitoria Acadêmica) que mais uma vez
acreditaram em nosso trabalho e possibilitaram essa publicação.

Os autores
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO 2
A IMPORTÂNCIA DO CÁLCULO NA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS 3
INTRODUÇÃO AO CONCEITO DE FUNÇÃO 6
Conceito de função – exercícios 8
FUNÇÃO LINEAR 10
Função linear e sua representação gráfica 10
Interpretação e cálculo do coeficiente angular 11
Função linear – exercícios 11
FUNÇÃO QUADRÁTICA 16
Função quadrática – exercícios 21
INTRODUÇÃO AO CONCEITO DE LIMITES - PARTE I 22
O conceito de limite 22
INTRODUÇÃO AO CONCEITO DE LIMITES - PARTE II 26
Definição intuitiva de limite 26
O cálculo do limite 26
Cálculo de limites – exercícios 29
INTRODUÇÃO AO CONCEITO DE DIFERENCIAÇÃO – PARTE I 31
O conceito intuitivo de derivada 31
O conceito de taxa (velocidade) média de uma função 31
Diferenciação – exercícios 34
INTRODUÇÃO AO CONCEITO DE DIFERENCIAÇÃO - PARTE II 35
O conceito intuitivo de derivada 35
O conceito de taxa (velocidade) de variação instantânea 35
Diferenciação – exercícios 39
CÁLCULO DAS DERIVADAS ELEMENTARES 41
Cálculo das derivadas elementares – exercícios 44
DERIVADA DO PRODUTO 45
Derivada do produto – exercícios 47
DERIVADA DO QUOCIENTE 48
Derivada do quociente – exercícios 51
DERIVADA COMO TAXA DE VARIAÇÃO INSTANTÂNEA - PARTE I 52
Derivada como taxa de variação instantânea – exercícios 56
DERIVADA COMO TAXA DE VARIAÇÃO INSTANTÂNEA - PARTE II 58
Uma aplicação ambiental na engenharia ambiental 58
Derivada como taxa de variação instantânea exercícios 61
DERIVADAS SUCESSIVAS 63
Derivadas sucessivas – exercícios 65
FUNÇÃO COMPOSTA E A REGRA DE CADEIA - PARTE I 66
Função composta 66
Derivada da função composta ou a regra da cadeia 66
Função composta e a regra da cadeia – exercícios 68
FUNÇÃO COMPOSTA E A REGRA DE CADEIA - PARTE II 70
Aplicações da regra da cadeia 70
Função composta e a regra da cadeia – exercícios 73
DERIVADA DAS PRINCIPAIS FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS 75
Principais funções trigonométricas 75
Derivada das principais funções trigonométricas exercícios 79
DERIVADA DA FUNÇÃO EXPONENCIAL 81
Função exponencial 81
Derivada da função exponencial – exercícios 85
DERIVADA DA FUNÇÃO LOGARÍTMICA 86
Logaritmos 86
Derivada da função logarítmica – exercícios 89
APLICAÇÕES DAS DERIVADAS 91
A derivada como taxa de variação instantânea 91
A inclinação de um gráfico 93
Aplicações da derivada como coeficiente angular exercícios 97
EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES 99
Aplicações da função quadrática 104
Gabarito parcial da função quadrática 106
Limites – aplicações 107
Gabarito parcial de limites 109
Derivadas elementares: cálculo e aplicações 112
Gabarito parcial de derivadas elementares. 114
Derivadas: cálculos e aplicações 115
Gabarito parcial de derivadas 117
Funções trigonométricas 119
Gabarito funções trigonométricas 121
Exponencial e logaritmos 123
Gabarito exponencial e logaritmos 125
REFERÊNCIAS
PREFÁCIO

O orgulho ao aceitar o convite para escrever o prefácio deste livro tem inúmeras
fontes e vertentes. O primeiro deles é pelo convite em si, mas na sequência, vem
tantos outros....
Me sinto um pouco padrinho dele, pois quando os autores me procuraram com
a ideia, achei tão apropriada que me atrevi a contribuir com algumas sugestões
para forma de edição, divulgação e venda. O livro teve sua editoração e
desenvolvimento dos objetos de aprendizagem toda feita pela equipe do EAD da
UMC. Como sempre fizeram um trabalho excelente. Também não consigo e nem
posso me esquecer que já fui aluno de engenharia quase 30 anos atrás e que,
como os demais, sofreu com as disciplinas de cálculo. Mudaram os recursos
tecnológicos - só tínhamos uma HP 48C, nada de computadores e softwares,
mas sei que a dificuldade continua. Quem dera tivéssemos um livro desses
naquela época.
Para finalizar quero externar meus parabéns aos Professores Sílvia e Robson
pela iniciativa, qualidade científica do livro, didática em sala de aula e dedicação
fora dela, sem falar no altruísmo em compartilhar gratuitamente suas
experiências no ensino de matemática. Tenham certeza de que ambos têm
minha admiração e reconhecimento.
Aos alunos das engenharias, sejam da UMC ou não, tenho certeza que
encontrarão aqui um grande auxílio e, ao se formarem, terão nessa profissão
maravilhosa muitas opções e áreas de trabalho – quem diria que eu um dia
estaria aqui escrevendo este prefácio. Vocês verão que independente da
engenharia que escolheram, nosso DNA, cartesiano, é o mesmo!

Prof. Dr. Cláudio José Alves de Brito


Pró-Reitor Acadêmico – Campus Sede
Diretor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão
2

INTRODUÇÃO

Esse livro intitulado Notas de Aula – Cálculo Diferencial e Integral –Conceitos e


Aplicações tem como principal objetivo apresentar os conceitos básicos e aplicações de
uma das áreas mais intrigantes da Matemática, o Cálculo Diferencial e Integral. O
volume 1 traz conteúdos do Cálculo Diferencial, seus principais conceitos e aplicações.
O livro destina-se a professores e alunos ou a todos os interessados em
conhecer essa área da Matemática de uma forma fácil e descomplicada. Em cada
capítulo, ou Nota de Aula, você encontrará os objetivos de cada unidade, um resumo
simplificado da teoria e exercícios resolvidos, além de vários objetos de aprendizagem
com ilustrações e animações que visam facilitar o aprendizado do tema proposto
sempre do ponto de vista prático, contextualizando o tema em estudo com aplicações
interessantes nas mais diversas áreas do conhecimento.
Todos os objetos de aprendizagem podem ser acessados pelo celular utilizando
um leitor de QR code ou clicando no link disponível em cada unidade.
Aos professores de Cálculo, nossa sugestão é que esse livro possa ser utilizado
como um roteiro para suas aulas, sempre deixando em aberto a possibilidade de
aprofundar cada tema de acordo com o interesse da sua turma. Já, para os alunos, o
propósito principal é realmente apresentar um dos temas mais temidos pelos
estudantes, de uma forma simples e objetiva, mostrando que todos, sem exceção,
podem ter a oportunidade de compreender os conceitos básicos e as diversas
aplicações do Cálculo Diferencial.
A publicação desse livro é resultado de vários anos lecionado Cálculo Diferencial
e Integral para alunos dos cursos de Engenharia da Universidade de Mogi das Cruzes.
Durante todo esse período foi possível verificar que o conteúdo de Cálculo Diferencial e
Integral ministrado para alunos de cursos de Licenciatura em Matemática não poderiam
ser apresentados da mesma forma para alunos da Engenharia. O enfoque deveria ser
outro, uma vez que para esses alunos o Cálculo trata-se de uma ferramenta de trabalho
e não somente uma teoria.
Esperamos que os objetivos do livro sejam alcançados e que futuramente novas
propostas de ensino sejam apresentadas, pois acreditamos que todos tem o direito ao
conhecimento de uma forma simples e descomplicada. Bons estudos!

Os autores
3

A importância do cálculo na
resolução de problemas

Objetivo(s) - Destacar a importância do Cálculo Diferencial e Integral na resolução de


problemas práticos.

Apresentação

Caro (a) aluno(a),

Nesta aula, faremos uma breve introdução descrevendo a importância da disciplina de Cálculo
Diferencial e Integral na resolução de problemas práticos.

O objetivo principal dessa aula é realmente motivá-lo para que você possa estudar melhor essa
disciplina e para tanto, ao longo do curso, veremos vários exemplos de aplicações do Cálculo
Diferencial e Integral.

Bons estudos!

Introdução

A Matemática é uma ciência que possui poderosas ferramentas que são utilizadas para a
compreensão e descrição das leis que regem a Natureza e o Universo. O Cálculo Diferencial e Integral
(C.D.I.) é uma dessas importantes ferramentas e foi desenvolvida por Isaac Newton entre os séculos
XVI e XVII para resolver problemas de Física e Astronomia. Na mesma época da invenção de Newton,
o matemático alemão Gottfried W. Leibniz, de forma independente, também foi responsável pelo
desenvolvimento C.D.I. com a vantagem de ter inventado uma notação mais didática e que é utilizada
até os dias de hoje.

Com o C.D.I. podemos resolver problemas relacionados aos conceitos de derivação e integração. Os
problemas relacionados com a derivação são aqueles que envolvem variações ou mudanças, como
por exemplo a velocidade de propagação de uma epidemia, comportamentos econômicos, a deflexão
de uma viga, a variação da corrente em um circuito elétrico etc.
4

A seguir destacamos um primeiro exemplo que ilustra a importância do Cálculo Diferencial e Integral
na resolução de problemas reais. Nesse primeiro exemplo de aplicação, o objetivo é destacar as
ferramentas da Matemática que serão utilizadas para a resolução desse problema. Fique tranquilo!
Todos esses conceitos lhe serão apresentados no decorrer do curso.

 Acesse o ambiente virtual e veja um objeto de aprendizagem sobre esse


assunto.

Uma aplicação do Cálculo Diferencial e Integral

Todas as ferramentas utilizadas para a solução desse problema serão apresentadas durante o curso.
Na próxima aula, daremos início ao estudo mais detalhado sobre uma dessas importantes
ferramentas: o conceito de função. Até lá!

Saiba Mais
Para saber um pouco mais sobre a história do Cálculo Diferencial e Integral deixamos
aqui como sugestão de leitura o livro, e em especial, o capítulo que trata
especificamente de cálculo diferencial: POSKITT, Kjartan. Issac Newton e sua maçã.
Cia. das Letras. São Paulo, 2001.
5

Referências

STEWART, J. Cálculo. 6. ed. v.1. São Paulo: Cengage Learning, 2010.


6

Introdução ao conceito de função

Objetivo(s) - Apresentar a definição e notações utilizadas para o estudo do conceito de


uma função real de uma variável real.

Apresentação

Caro (a) aluno(a), nesta aula, faremos uma breve introdução a um dos conceitos mais importantes do
Cálculo Diferencial e Integral, o conceito de função real de uma variável real. Bons estudos!

O conceito de função
Função é uma regra que aceita certos números como valor de entrada e associa a cada um deles um
único valor de saída. O conjunto formado por todos os valores de entrada é chamado de domínio da
função e o conjunto dos valores de saída é a imagem da função. Para indicar que uma variável y
depende da variável x escrevemos y = f (x) e lê-se “y é função de x”. Em matemática utilizamos
funções para descrever como uma quantidade (variável) depende da outra.

Vamos agora apresentar alguns exemplos onde você possa verificar a importância e as
aplicações do conceito de função nas mais diversas áreas do conhecimento. Na animação a
seguir, apresentarei uma aplicação do conceito de função na Física.

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assunto.

Lei da função

Uma função pode ser representada por uma tabela, um gráfico ou uma expressão matemática
também conhecida como lei ou regra da função. Vamos agora para o próximo exemplo. Em muitas
situações práticas, nós não conhecemos a lei da função, mas temos que determiná-la de acordo com o
problema. Veja a animação a seguir: 7

 Acesse o ambiente virtual e veja um objeto de aprendizagem sobre esse


assunto.

Lei da função

Agora que você já sabe que uma função pode ser representada por uma lei, uma tabela ou um gráfico,
vamos na próxima aula começar o estudo de algumas funções especiais. Até lá!

Referências

STEWART, J. Cálculo. 6. ed. v.1. São Paulo: Cengage Learning, 2010.


8

CONCEITO DE FUNÇÃO – EXERCÍCIOS

Exercício 1. A tabela abaixo indica a temperatura máxima registrada na cidade


de Mogi das Cruzes no período de 25 a 28 de fevereiro de 2018.

DIA 25 26 27 28

Temperatura máxima (°C) 26 28 27 28

Observe que a temperatura máxima depende, é função da data escolhida. A


cada dia d, corresponde uma única temperatura máxima T. Chamaremos a
função de f e escreveremos: T = f(d), onde T representa a variável dependente
e d a variável independente.

Com base nessas informações pode-se dizer que o valor de f(26) é igual a:

a) 29
b) 28
c) 26
d) 27

RESPOSTA

(b) – Observando o a tabela é possível verificar que a temperatura máxima no


dia 26 de fevereiro é de 28 °C.

Exercício 2. Calcule f(5) para a função definida por f(x) = x2 – 2x + 3

a) 18

b) 3

c) 5

d) 15

RESPOSTA

(a) f(5) = 52 – 2.5 + 3 = 25 – 10 + 3 = 18


9

Exercício 3. Observando o gráfico da função dada a seguir, calcule f(3).

a) 0

b) 1

c) 2

d) 3

e) 4

RESPOSTA

(b) Observe o gráfico e verifique para x = 3 segue que y = 1.


10

Função Linear

Objetivo(s) - Apresentar como é a lei (regra) e o gráfico de uma função linear ou função polinomial de grau
1.

Apresentação

Caro(a) aluno(a), nesta aula, iremos apresentar um dos modelos matemáticos mais utilizados nas
aplicações do Cálculo Diferencial e Integral, a função linear. Bons estudos!

Função linear e sua representação gráfica


No Cálculo I denominaremos função linear a toda função cuja equação ou lei pode ser expressa na
forma: y = mx + n, sendo m e n são números reais. Como você irá assistir na videoaula, a
representação gráfica de uma função linear é uma reta.

Observação: O ângulo α que a reta forma como o eixo x (medido no sentido anti-horário) será
chamado de inclinação da reta. Observe na figura anterior as seguintes situações:
m > 0 α é agudo, ou seja, α < 90° 11

m < 0 α é obtuso, ou seja, α > 90°

m = 0 α é nulo, ou seja, α = 0°

Na equação linear y = mx + n, o valor de m está relacionado com a inclinação da reta e por esse
motivo “m” será chamado de coeficiente angular.

Quando m = 0 dizemos que função linear é constante.

Já, o valor de n indica exatamente o local onde a reta intercepta o eixo vertical. Chamaremos esse
coeficiente de coeficiente linear da reta.

Interpretação e cálculo do coeficiente angular

O coeficiente angular (m) indica o número de unidades que a reta se eleva (ou desce) verticalmente
para cada unidade de variação na horizontal da esquerda para a direita.

Exemplo

Observe a tabela abaixo:


A inclinação de uma reta também é chamada de taxa de variação de y em relação a x 12

△y
m= △x

De forma geral temos:

Vejamos agora um exemplo de aplicação do conceito de função linear e suas principais características.
Nesse exemplo a função linear é utilizada para a escala de conversão de temperaturas. Veja a
animação a seguir:

 Acesse o ambiente virtual e veja um objeto de aprendizagem sobre esse


assunto.

Função linear


13
Agora que você já conhece como é o modelo e a representação gráfica de uma função linear, na
próxima aula iremos estudar a função quadrática.

Referências

STEWART, J. Cálculo. 6. ed. v.1. São Paulo: Cengage Learning, 2010.


14

FUNÇÃO LINEAR - EXERCÍCIOS

EXERCÍCIO 1. Determine o coeficiente angular da reta cujo gráfico é dado abaixo:

a) m = 3
b) m = 2
c) m = 1,5
d) m = -1,5
e) m = -2

RESPOSTA:

d) Observando o gráfico verifique que a reta passa pelos pontos A(2, 0) e B(0,3). Assim
! "! $"%
o coeficiente angular dessa reta será dado por: m = #! "# " = %"& = −1,5
! "

EXERCÍCIO 2. Determine a equação (modelo) linear da reta apresentada no exercício


anterior.
a) y = 1,5x + 3
b) y = -1,5x + 3
c) y = x + 3
d) y = 2x - 3
e) y = 3x + 3

RESPOSTA:

(b) como o coeficiente angular dessa reta é m = -1,5 (calculado no exercício anterior) e

essa reta intercepta o eixo vertical em n = 3, lembrando que o modelo linear é do tipo y =

mx + n, segue que a equação dessa reta é y = -1,5x + 3.


15

EXERCÍCIO 3. João comprou um carro zero por R$ 80.000,00. Suponha que esse carro
tenha uma vida útil de 25 anos, após o que seu valor estimado será de R$ 8.000,00.
Estabeleça uma equação linear que dê o valor P desse carro durante os 25 anos de sua
vida útil. (Represente por t o tempo em anos).

a) P = -2.880t + 80.000
b) P = 2.880t + 80.000
c) P = 2.880t - 80.000
d) P = -2.880t
e) P = 2.880t

RESPOSTA: (a) Supondo que a depreciação seja linear, teremos uma reta que passa

pelos pontos A(0, 80.000) e B(25, 8.000) temos:

8000 - 80000
m= = -2880 Þ P = - 2880t + 80000
25 - 0
16

Quadrática
F
u
n
ç
ã
o
Objetivo(s) - Apresentar como é a lei (regra) e o gráfico de uma função quadrática ou função polinomial de
grau 2.

Apresentação

Caro(a) aluno(a), nesta aula, iremos apresentar outra função de grande importância na matemática, a
função quadrática.

Bons estudos!

Introdução

A parábola é uma curva que possui uma propriedade de reflexão. A reta “n” normal num ponto P da
parábola é bissetriz do ângulo FPM, onde F é o foco e PM é a semirreta paralela ao eixo de simetria da
parábola.


17

Com base nessa propriedade, podemos citar algumas aplicações da parábola:

A construção de faróis de automóveis, os espelhos de telescópios, pratos de satélites etc.

As antenas parabólicas estão presentes na maioria dos aparelhos receptores ou coletores de


ondas eletromagnéticas: antenas de comunicação por satélite, coletores de energia solar e
antenas de radar.

Fonte: Barbieri e Sodré (2005)

Função quadrática

Chamaremos de função quadrática toda função cuja equação é dada por:

f (x) = ax2 + bx + c, onde a, b e c são números reais com a ≠ 0.

A representação gráfica da função quadrática é uma curva chamada parábola.


18

Pontos notáveis para construção do gráfico de uma parábola.

Vamos agora determinar alguns pontos que são importantes para a construção do gráfico de uma
parábola.

a) Ponto onde a parábola intercepta o eixo y.

Como no eixo y temos x = 0, substituindo na equação da parábola encontramos y = c.


19

b) Pontos onde a parábola intercepta o eixo x.

Como no eixo x temos y = 0, teremos: ax2 + bx + c = 0 →


−b±√△
x= 2a
, onde: △= b2 – 4ac.

Resolvendo a equação do 2° grau encontraremos as raízes da função: x1 e x2.


20
c) Vértice da parábola:

−b ∆ x1 x2
xv = 2a e yv = 4a
ou então temos : xv = +
2 e yv = f (xv )

Do
a
-A
4a

X1 X2

-2

0
Agora que você já conhece como é o modelo e a representação gráfica de uma função quadrática, na
próxima aula teremos condições de iniciar o conceito de limite de uma função. Até breve!

Referências

BARBIERI, Andresa F. e SODRÉ, Ulysses A função quadrática (Parábola) 2005 Disponível em:
[Link] Acesso em: 21 mar.2018

STEWART, J. Cálculo. 6. ed. v.1. São Paulo: Cengage Learning, 2010.


21

FUNÇÃO QUADRÁTICA - EXERCÍCIOS

EXERCÍCIO 1. A função h = - 20t2 + 200t indica a altura (em metros) atingida por um
projétil em função do tempo t dado em segundos. Qual a altura máxima atingida por esse
projétil?
a) 200 m
b) 500 m
c) 100 m
d) 250 m

RESPOSTA:
(b) A altura máxima é dada pela ordenada do vértice da parábola de equação
!"##
h = - 20t2 + 200t. Fazendo a = -20, b = 200 e c = 0 temos xv = -b = !$# = 5 e calculando
2a
f(5) temos: f(5) = -20.52 + 200.5 = 500 m.

EXERCÍCIO 2. Sendo f(x) = x2 – 2x + 1 determine f(1).

a) 0
b) 1
c) -1
d) 2

RESPOSTA:

(a) Calculando f(1) temos: f(1) = 12 – 2.1 + 1 = 0.


22

Introdução ao conceito de limites -


Parte I

Objetivo(s) - Apresentar o conceito de limites para uma função real de uma variável real

Apresentação

Caro(a) aluno(a), nesta aula, iremos fazer uma introdução ao conceito de limite de uma função.

O que é? Como se calcula? Para que serve?

Bons estudos!

Introdução

Quando o gás propano se acende, ele queima o propelente que libera vapor e impulsiona o foguete. A
ignição é controlada e ativada por um computador. As funções que apresentam restrições em seu
domínio também ajudam a descrever vários fenômenos físicos. Por exemplo, a equação que relaciona
a energia de ignição de uma massa de gás propano em função de sua pressão inicial na câmara de
combustão. Como poderíamos programar um computador utilizado para lançamento de foguetes?

 Acesse o ambiente virtual e veja um objeto de aprendizagem sobre esse


assunto.

Introdução ao conceito de limites

O conceito de limite
A ferramenta matemática que permite estudar o comportamento de uma função nas proximidades de 23
um ponto é o estudo de limites.

x2 − 1
1° Exemplo – Considere a seguinte função f (x) =
x−1

a) Qual é o domínio dessa função?

b) Observe que f não está definida para x = 1. O que ocorre com f (x) quando x se
aproxima de 1 pela esquerda, ou seja, por valores menores que 1? E pela direita?

Completando a tabela observe que quando x se aproxima de 1 pela esquerda ou pela direita,
f (x) se aproxima de 2. Então escrevemos:
24

c) O que ocorre com f (x), quando x tende a 1?

Quando x se aproxima de 1 temos que f (x) se aproxima de 2.

Então escrevemos: limx→1 f (x) = 2

d) Quando os limites laterais são iguais, dizemos que a função possui limite nesse ponto.

e) Interpretação geométrica.

Agora que você já conhece o conceito de limite para uma função real de uma variável real, na próxima
aula iremos aprender como de fato, podemos calcular esse limite.

Até breve!
Referências 25

STEWART, J. Cálculo. 6. ed. v.1. São Paulo: Cengage Learning, 2010.


26

Introdução ao conceito de limites -


Parte II

Objetivo(s) - Explicar como pode-se calcular o limite de algumas funções.

Apresentação
Caro(a) aluno(a), nesta aula, continuaremos com a introdução ao cálculo do limite de uma função.

Para prosseguir com essa aula você deverá lembrar algumas regras de fatoração de expressões
algébricas.

Bons estudos!

Definição intuitiva de limite


Se f(x) se aproxima de um número real (L) quando x se tende a um número real “a” de qualquer lado,
então escrevemos:

limx→a f (x) = L

O cálculo do limite
O cálculo do limite de uma função é fundamentado em propriedades e teoremas da matemática, que
unidos nos fornecem a técnica da substituição. Observe os exemplos abaixo:
27

A)Calculeolim(x+1)
2 x-

Nessecasoéfácilverificarquequandoxse
aproximade2,f(x)seaproximade3.

Entãoescrevemos:lim(x+1)=3.

Observequeesseresultadopodeserobtidosimplesm
substituindoovalordex=2nafunção:lim(x+1)

B)Calculeolimx2-1
x=1x-1
x2-1
Pelatécnicadasubstituiçãotemosquelim
oqueéumaindeterminação.
x->1
x-1

bs e r va ndoquex -1 (x-1)(x+1)
,o

Mas x-1
=
(x-1)
=x+

x2-1
( x+1 )= 1 +1 = 25
x-1 =lim
temos: lim O cálculo do limite

Muitas vezes o limite de f (x) quando x tende para a é simplesmente f (a),

oqueestádeacordocomovalorobtidoanteriorme
nesse caso dizemos que o limite pode ser calculado através da substituição
direta. Exemplo:

limx→0 (5x + 4) =5.0 + 4 = 4

Muitas técnicas para o cálculo de limites também se baseiam na seguinte


afirmação:
28

Se duas funções f e g coincidem em todos os pontos, exceto num único ponto


(x = a), então elas têm comportamento limite idêntico em (x = a), isto é,

limx→a f (x) = limx→a g (x) = L

Agora que já sabemos para que serve e como se calcula o limite de uma função real de uma variável
real, estamos prontos, enfim, para entrar no principal tema do nosso curso: o cálculo diferencial.

Até a próxima aula!

Referências

STEWART, J. Cálculo. 6. ed. v.1. São Paulo: Cengage Learning, 2010.


29

CÁLCULO DE LIMITES - EXERCÍCIOS

EXERCÍCIO 1. lim x + 3
x ®1

a) 0

b) 1

c) 2

d) 3

RESPOSTA (c): lim x + 3 = lim 1 + 3 = 2


x ®1 x ®1

EXERCÍCIO 2. lim t - 5
2
t ®5 t - 25

a) 0,1

b) 1

c) 10

d) 0

t -5 t -5 1 1
RESPOSTA (a): lim = lim = lim = = 0,1
t ®5 t - 25
2 t ®5 (t - 5)(t + 5) t ®5 (5 + 5) 10
30

EXERCÍCIO 3. lim 2 + x - 2
x ®0 x

!
a)
√#

!
b) #√#

c) 1
!$
d)
√#

RESPOSTA (b):

2+ x - 2 2+ x - 2 2+ x + 2 2+ x-2 x
lim = lim . = lim = lim
x ®0 x x ®0 x 2+ x + 2 x ®0
x( 2 + x + 2 ) x ®0
x( 2 + x + 2 )

1 1
lim = @ 0,36
x ®0
2+ x + 2 2 2

EXERCÍCIO 4. lim 2x - 6
x ®3 x-3

a) 0

b) 1

c) 2

d) 3

RESPOSTA (c):

2x - 6 2( x - 3)
lim = lim =2
x ®3 x - 3 x ®3 x-3
31

Introdução ao conceito de
diferenciação – Parte I

Objetivo(s) - Apresentar conceito intuitivo do processo de diferenciação ou derivação primeiramente


através da definição de taxa de variação média de uma função.

Apresentação

Caro(a) aluno(a), nesta aula, iremos apresentar o tema central do Cálculo Diferencial e Integral I, o
conceito de derivação ou diferenciação. Bons estudos!

O conceito intuitivo de derivada


Inicialmente vamos lembrar que nas engenharias em geral, o tempo todo nós trabalhamos com
dependência de variáveis: corrente de um circuito elétrico em função do tempo, velocidade em
função do tempo, ou seja, trabalhamos com funções: y = f(x). Saber como alterações na variável de
entrada (x) pode alterar a variável de saída (y) é um tema de grande importância. Dessa forma
podemos definir:

O conceito de taxa (velocidade) média de uma


função
Sendo y = f(x) a taxa de variação média da variável y em relação à variável x é definida por:

∆y
ms − ∆x

Graficamente a taxa de variação média de uma função pode ser interpretada como o coeficiente
angular de uma reta secante ao gráfico dessa função. Observe a figura a seguir:
32

Ду

Ax
 Acesse o ambiente virtual e veja um objeto de aprendizagem sobre esse
assunto.

Taxa de velocidade média de uma função


Referências 33

STEWART, J. Cálculo. 6. ed. v.1. São Paulo: Cengage Learning, 2010.


34

DIFERENCIAÇÃO - EXERCÍCIOS

Exercício 1. Um corpo se move em linha reta de acordo com a equação 𝑆 = √4 + 3𝑡 ! ,


onde S é dado em metros e t em segundos. Determine a velocidade média desse corpo
entre os instantes t = 0 e t = 1s.

A) 1 m/s

B) 2 m/s

C) 3 m/s

D) 1,5 m/s

E) 2,5 m/s

Solução:

A) 1 m/s

Verifique que em t = 0 teremos 𝑆 = √4 + 3. 0! = 2 e que em t = 2, S = √4 + 3. 2! = 4

"#!
Assim a velocidade média será dada por v = !#$ = 1 𝑚/𝑠

Exercício 2. Sabemos que a área de um quadrado é função do seu lado. Determinar a taxa
de variação média da área de um quadrado em relação ao lado quando este varia de
2,5 m para 3 m.

A) 4

B) 3

C) 5

D) 4,5

E) 5,5

Solução: E) 5, 5

Primeiramente lembre-se que área (A) de um quadrado de lado L é dada por L2. O que
∆' )! #!,+!
queremos calcular é: ∆( = )#!,+
= 5,5
35

Introdução ao conceito de
diferenciação - Parte II

Objetivo(s) - Apresentar conceito intuitivo do processo de diferenciação ou derivação como uma taxa de
variação instantânea.

Apresentação

Caro(a) aluno(a), nesta aula, iremos apresentar o tema central do Cálculo Diferencial e Integral I, o
conceito de derivação ou diferenciação a partir da ideia de taxa de variação instantânea. Bons
estudos!

O conceito intuitivo de derivada


Vimos na aula anterior o conceito de taxa de variação média de uma função. Como foi observado,
esse conceito nos fornece apenas uma média da variação da variável que estamos estudando. Sendo
assim necessitamos de algo mais preciso, o conceito de taxa de variação instantânea de uma função.
Essa taxa vai nos mostrar o que ocorre com a função a cada instante.

O conceito de taxa (velocidade) de variação instantânea


Sendo y = f(x) a taxa de variação instantânea da variável y em relação à variável x será denotada e
definida por:

dy △y
dx
= limx→0 △x

Na aula anterior vimos que graficamente a taxa de variação média de uma função pode ser
interpretada como o coeficiente angular de uma reta secante ao gráfico dessa função. Observe o que
ocorre quando △x se “aproxima de 0” (△x → 0). Para indicar que △x é tão pequeno quanto se
possa imaginar, iremos denotá-lo por dx (diferencial de x). Observe abaixo:
36

 Acesse o ambiente virtual e veja um objeto de aprendizagem sobre esse


assunto.

Taxa de variação média

Assim podemos definir que essa taxa de variação instantânea representa graficamente o coeficiente
angular de uma reta tangente ao gráfico da função f.

dy
mt = dx

Mas como realizar esses cálculos na prática? Essa taxa de variação instantânea da função f também é
conhecida como a derivada dessa função.

Antes de apresentarmos as aplicações das derivadas, devemos primeiramente aprender a calculá-la.


Observe o exemplo abaixo:

Calcule a taxa de variação instantânea (dy/dx) da função y = x3 para x = 1.

Primeiramente observe que como y depende de x, alterações em x, como por exemplo, um acréscimo
(dx) pode produzir alterações em y, como por exemplo, um acréscimo dy. Assim podemos escrever:
37

y=x3
y=dy=(x+dx)3

Agoralembrandoque(a+b)3=a3+3a2b+

y+dy=x3+[Link]+3x.(dx)2+dx3


ecomoy=x3

+dy=x+[Link]+3x./dy?+dia
Agora veja qual foi a grande ideia que fundamenta o cálculo diferencial:

Como dx é um valor muito próximo de zero, quando elevamos esse valor a uma potência 2 ou maior,
dy=[Link]+3x.(dx)2+dx3
seu valor fica menor ainda, e nesse caso dizemos seu valor chega a ser desprezível para o cálculo, ou
seja:

Assim a taxa de variação instantânea da função y = x3 no ponto onde x =1 vale 3, ou seja, bem
próximo de x = 1, pequenas variações em x irão produzir uma variação em y que seria o triplo da 38
variação de x.

Observe que o cálculo da taxa de variação instantânea como foi dada no exemplo anterior, torna o
cálculo mais demorado e algumas vezes mais complexo. Na próxima aula iremos ver algumas regras
que irão facilitar esse cálculo.

dy
A taxa de variação instantânea dx também pode ser denotada por y 3 .

Referências

STEWART, J. Cálculo. 6. ed. v.1. São Paulo: Cengage Learning, 2010.


39

DIFERENCIAÇÃO - EXERCÍCIOS

Exercício 1. Exatamente como foi dado no exemplo da aula 8, calcule a taxa de variação
instantânea (dy/dx) da função y = x2 para x = 1.

A) 1

B) 2

C) 3

D) 4

E) -1

SOLUÇÃO:

B) Alternativa correta.

Primeiramente observe que como y depende de x, alterações em x, como por exemplo,


um acréscimo (dx) pode produzir alterações em y, como por exemplo, um acréscimo dy.

Assim podemos escrever:

y = x2

y + dy = (x + dx)2

Agora lembrando que (a + b)2 = a2 + 2ab + b2

y + dy = x2 + [Link] + (dx)2

e como y = x2

x2 + dy = x2 + [Link] + (dx)2

dy = [Link] + dx2

Agora veja qual foi a grande ideia que fundamenta o cálculo diferencial:

Como dx é um valor muito próximo de zero, quando elevamos esse valor a uma
potência 2 ou maior, seu valor fica menor ainda, e nesse caso dizemos seu valor chega a
ser desprezível para o cálculo, ou seja:

dy = [Link]
40

𝑑𝑦
= 2𝑥
𝑑𝑥
!"
Agora fazendo x = 1 teremos que !# = 2

Exercício 2. Exatamente como foi dado no exemplo da aula 8, calcule a taxa de variação
instantânea (dy/dx) da função y = x.

A) 1
B) 2
C) 3
D) -1
E) -2

SOLUÇÃO:

A) Alternativa correta. Verifique que:


y=x
y + dy = x + dx

!"
Como y = x segue que dy = dx, ou seja, !# = 1.
41

Cálculo das derivadas elementares

Objetivo(s) - Apresentar as primeiras regras básicas para o cálculo das derivadas.

Apresentação

Caro(a) aluno(a), na aula anterior vimos como calcular a taxa de variação instantânea (derivada) de
uma função utilizando a definição e o conceito de diferenciais. Agora vamos a partir desses conceitos
extrair algumas regras básicas para o cálculo das derivadas. Vale lembrar que nessa aula não
estaremos preocupados com o significado ou aplicações das derivadas, mas sim em inicialmente
aprender a calcular uma derivada a partir de algumas regras básicas. Bons estudos!

Cálculo das derivadas elementares

O processo para o cálculo de uma derivada através da definição pode ser muito trabalhoso, temos
assim algumas regras (e propriedades) básicas de derivação. A partir dos exemplos e exercícios
propostos na aula 8, podemos elaborar as seguintes regras de derivação:

Verifique se a regra anterior está de acordo com o que deveria acontecer, pois se uma
função é constante, sua taxa de variação realmente deve ser nula.
42

REGRA2
Derivadadafunção
identidade
Sef(x)=xouyentãof'(x)=1.
Exemplos:

dy
aly=X→ax =1b)S=+>ai
dS

REGRAB
Derivadadapotência
Sef(x)=x"onden€R,entãof'(x)=nxn-1.
Exemplos:

as
b)S=+3-+. =3+2 c)p

a)f(x)=×?>f(x)=2x

dt

Para conseguirmos calcular mais algumas derivadas, precisamos das seguintes


propriedades:


43

 Acesse o ambiente virtual e veja um objeto de aprendizagem sobre esse


assunto.

Derivadas das funções

Referências

STEWART, J. Cálculo. 6. ed. v.1. São Paulo: Cengage Learning, 2010.


44

CÁLCULO DAS DERIVADAS ELEMENTARES - EXERCÍCIOS

Exercício 1. Sendo f(x) = x3 – 6x2 + 12x – 1 calcule a derivada de f para x = 1.


A) 1
B) -1
C) 2
D) -2
E) 3

SOLUÇÃO:
E) Alternativa correta.
f(x) = x3 – 6x2 + 12x – 1 ® f’(x) = 3x2 – 12x + 12 ® f’(1) = 3.12 – 12.1 + 12 = 3

Exercício 2. Encontre a taxa de variação instantânea de uma população p(t) = t3 + 4t + 1


no instante t = 2. Sendo P dado em milhões de habitantes e t o tempo dado em anos.

A) 16

B) 12

C) 0

D) 9

E) 13

SOLUÇÃO:
A) Alternativa correta.
!" !"
p(t) = t3 + 4t + 1 ® !#
= 3𝑡 $ + 4 ® !#
(2) = 3. 2$ + 4 = 16 milhões de habitantes/ano
45

Derivada do produto

Objetivo(s) - Apresentar as primeiras regras básicas para o cálculo das derivadas. Em particular nessa aula
iremos aprender a derivada do produto de duas ou mais funções.

Apresentação

Caro(a) aluno(a), na aula anterior vimos como calcular a taxa de variação instantânea (derivada) de
uma função utilizando algumas regras e propriedades básicas de derivação. Agora há situações onde
teremos que calcular a derivada do produto de duas funções. Bons estudos!

Derivada do produto
Primeiramente observe o que ocorre com derivada da função:

f (x) = (x2 + 1). (3x + 2)

Aplicando a distributiva antes de aplicar as regras básicas de derivação temos:

f (x) = (x2 + 1). (3x + 2) = 3x3 + 2x2 + 3x + 2, derivando temos:



f (x) = 9x2 + 4x + 3 (I)

Agora verifique o que acontece se aplicamos as regras de derivação antes da distributiva, ou seja,
derivando cada função separadamente:

f (x) = (x2 + 1). (3x + 2)



f (x) = (2x + 0). (3 + 0) = 6x (II)

ATENÇÃO!

Quando comparamos os resultados (I) e (II) observamos que o resultado (II) não está correto, ou seja,
ao encontrarmos um produto de duas ou mais funções, não podemos derivar cada função
separadamente e depois multiplicar os resultados. Mas os matemáticos desenvolveram outra forma
de calcular a derivada do produto de duas funções.
Veja a seguir: 46

Sendo y = u(x). v(x) é possível demonstrar que:

y ′ = u′ (x). v(x) + u(x). v′ (x)

Veja como fica a derivada da função dada no exemplo anterior, só que agora utilizando a derivada do
produto;

f(x) = (x2 + 1). (3x + 2)


↑ ↑
u(x) v(x)

f (x) = (2x). (3x + 2) + (x2 + 1). (3)

Aplicando a distributiva:

f (x) = 6x2 + 4x + 3x2 + 3

f (x) = 9x2 + 4x + 3 (III)

Verifique que esse resultado (III) está de acordo com o resultado (I).

Referências

STEWART, J. Cálculo. 6. ed. v.1. São Paulo: Cengage Learning, 2010.


47

DERIVADA DO PRODUTO - EXERCÍCIOS

Utilizando a derivada do produto de duas funções, calcule a derivada das funções


apresentadas nos exercícios a seguir:

Exercício 1. y = (2x - 3).(x2 – 5x)


A) y’ = 6x2 – 26x + 15
B) y’ = 6x2 – 26x
C) y’ = x2 – 26x + 15
D) y’ = 6x2 – 6x + 15
E) y’ = x2 – 6x + 15

SOLUÇÃO:
A) Alternativa correta.
y’ = 2(x2 – 5x) + (2x – 3)(2x – 5) = 2x2 – 10x + 4x2 – 10x – 6x + 15 = 6x2 – 26x + 15

Exercício 2. w = ( t – 1)(t + 3)
A) w’ = t + 2
B) w’ = t + 3
C) w’ = 2t
D) w’ = 2t -1
E) w’ = 2t + 2

SOLUÇÃO:
E) Alternativa correta.
w’ = 1(t + 3) + (t – 1)1 = t + 3 + t – 1 = 2t + 2
48

Derivada do quociente

Objetivo(s) - Apresentar a regra para cálculo da derivada do quociente entre duas funções.

Apresentação
Caro(a) aluno(a), na aula anterior vimos como calcular a derivada (ou taxa de variação) do produto de
duas funções, agora chegou o momento de estudarmos como é o cálculo da derivada do quociente
entre duas funções. Bons estudos!

Derivada do produto
u(x)
Sendo y = é possível demonstrar que:
v(x)

2x−3
Veja no exemplo abaixo como calcular a derivada da função y = x2
+1
49

Aplicando a derivada do quociente temos:

Agora, para finalizar é só aplicarmos a distributiva da expressão que aparece no numerador:

Agrupando os termos semelhantes:


50

Muito bem! Agora chegou a sua vez de treinar um pouco. Resolva os exercícios da plataforma.

Na próxima aula iremos iniciar nossos estudos com as aplicações das derivadas.

Referências

STEWART, J. Cálculo. 6° ed. v.1. São Paulo: Cengage Learning, 2010.


51

DERIVADA DO QUOCIENTE - EXERCÍCIOS


!"#$
Exercício 1. Sendo 𝑦 = " ! %& determine o valor de y’(1)

A) 0

B) 1,5

C) 1

D) 2

E) 2,5

SOLUÇÃO:

B) Alternativa correta.

!"#$ !.(" ! %&)#(!"#$).!" !" ! %!#," ! %-" #!" ! %-"%!


𝑦 = " ! %& ® 𝑦´ = (" ! %&)!
® 𝑦´ = (" ! %&)!
® 𝑦´ = (" ! %&)!

Agora, substituindo x = 1 temos que y’ = 6/4 = 3/2 = 1,5

"#&
Exercício 2. Sendo 𝑓(𝑥) = "%& determine o valor de f ’(x)

!
A) 𝑓′(𝑥) = (#$%)!

'!
B) 𝑓′(𝑥) = (#$%)!

#
C) 𝑓′(𝑥) = (#$%)!

%
D) 𝑓′(𝑥) = (#$%)!

'%
E) 𝑓′(𝑥) = (#$%)!

RESPOSTA:

A) Alternativa correta.
#'% %(#$%)'(#'%).% #$%'#$% !
𝑓(𝑥) = #$% ® 𝑓′(𝑥) = (#$%)!
® 𝑓′(𝑥) = (#$%)!
® 𝑓′(𝑥) = (#$%)!
52

Derivada como taxa de variação


instantânea - Parte I

Objetivo(s) - Apresentar a interpretação da derivada de uma função como uma taxa de variação
instantânea e resolver problemas de aplicações envolvendo o cálculo de derivadas.

Apresentação

Caro(a) aluno(a), a partir desta aula, vamos iniciar nossos estudos com as aplicações das derivadas.
Você verá que a derivada será uma poderosa ferramenta para resolver problemas das mais diversas
áreas do conhecimento. Bons estudos!

A derivada como taxa de variação

Sejam y e x duas variáveis, em que y = f(x), definimos:

1. A taxa de variação média de y em relação à x no intervalo [x, x + ∆x ], que é dada por:

∆y f(x+∆x)−f(x)
∆x
= ∆x
2. A taxa de variação instantânea (ou, simplesmente, taxa de variação) de y em relação à x, que é 53
obtida quando fazemos ∆x → 0 . Assim, a taxa de variação instantânea é dada por:

f(x+∆x)−f(x) df
lim∆x→0 ∆x
= dt

Em outras palavras, a derivada de uma função nos diz como a função original está variando a cada
instante. Observe o exemplo abaixo, uma aplicação que, com certeza, você vê nas aulas de Física.

Exemplo 1.

A posição de um corpo, que se move em linha reta, é dada pela função S = t3 + 3t2 + 1, sendo t dado
em segundos e S em metros. Determine a velocidade média desse corpo entre os instantes t = 1 e t = 3
s.

Solução:

Na física, sabemos que a velocidade média é definida como sendo a razão (ou divisão) da variação da
posição pela variação do tempo, ou seja, v = ∆s
∆t
.

Vamos, então, calcular a posição desse corpo em cada instante:

Em t = 1 s, temos: S = 13 + 3.12 + 1 = 5 m.

Em t = 3 s, temos: S = 33 + 3.32 + 1 = 55 m.

Assim, podemos verificar que: = 55 – 5 = 50 m.


Ou seja, esse corpo percorreu 55 m em 2 segundos (3 – 1). Assim, sua velocidade média será dada por 54
55/2 = 27,5 m/s.

Mas fique atento! Essa velocidade é apenas uma velocidade média. Isso não
quer dizer que o objeto em estudo realizou seu percurso nesse intervalo de
tempo sempre com essa velocidade de 27,5 m/s.

Imagine, agora, que seja instalado um radar no instante em que esse corpo passou pela posição 55 m,
ou seja, no instante t = 3s. Qual seria a velocidade acusada por este radar?

Para resolver esse problema, necessitamos do conceito de taxa de variação instantânea ou


velocidade instantânea.

Exemplo 2.

Determine a velocidade instantânea do corpo, citado no exemplo anterior, para t = 3s.

Solução:
55
Com queremos calcular a velocidade em um determinado instante, teríamos ∆t = 0 na expressão
∆s
V = ∆t
.

Mas, como já sabemos que não podemos dividir por zero, a ideia é fazer ∆t tender a zero, ou seja,

ds
V = dt = s´

Assim, a derivada da posição em função do tempo nos fornece a velocidade instantânea.

S = t3 + 3t2 + 1

Aplicando as regras de derivação que você viu até este momento:

V = S’ = 3t2 + 6t

V = 3t2 + 6t

No instante t = 3, temos:

v = 3.32 + 6.3 = 45 m/s

Na próxima aula, iremos resolver mais problemas de aplicações das derivadas como taxa de variação
instantânea. Até lá!

Referências

HUGHES-HALLETT, Deborah. Cálculo aplicado. 2. ed. RJ: LTC, 2005.


56

DERIVADA COMO TAXA DE VARIAÇÃO INSTANTÂNEA – EXERCÍCIOS

Exercício 1. A posição de um corpo no instante t é dada por S = 3t3 + 4t2 – t + 3, onde t é dado em
segundos e S em metros. Determine a velocidade desse corpo no instante t = 1s.

A) 10 m/s

B) 15 m/s

C) 16 m/s

D) 12 m/s

E) 14 m/s

SOLUÇÃO.
C) Alternativa correta.

dS , temos:
S = 3t 3 + 4t 2 - t + 3. Sabendo-se que v =
dt

v = 9t 2 + 8t - 1
v(1) = 9.12 + 8.1 - 1
v(1) = 16m / s
57

Exercício 2. Utilizando o mesmo enunciado do exercício anterior, determine a aceleração desse


corpo no instante t = 1 segundo.
A) 20 m/s2

B) 25 m/s2

C) 26 m/s2

D) 22 m/s2

E) 24 m/s2

SOLUÇÃO.
C) Alternativa correta.

v = 9t2 + 8t – 1

v’ = a = 18t + 8

em t =1 temos: a = 18.1 + 8 = 26 m/s2


58

Derivada como taxa de variação


instantânea - Parte II

Objetivo(s) - Apresentar a interpretação da derivada de uma função como uma taxa de variação
instantânea e resolver problemas de aplicações envolvendo o cálculo de derivadas.

Apresentação

Caro(a) aluno(a), vamos agora apresentar e resolver mais um problema de aplicações das derivadas.
Bons estudos!

Uma aplicação ambiental na engenharia ambiental


Na capital de uma grande cidade foi realizado um estudo para verificar o nível de poluição produzido
pela liberação do monóxido de carbono. A partir dos dados levantados pelos especialistas, foi
elaborado um modelo matemático que prediz que daqui a t anos a concentração de monóxido de
carbono no ar será dada por Q(t) = 0,05t2 + 0,1t + 3,4 partes por milhão (ppm). Determine qual será a
taxa de variação da concentração de monóxido de carbono com o tempo daqui a um ano? Qual será a
taxa de variação média da concentração de monóxido de carbono durante o primeiro ano?
59

Solução:

Primeiramente vamos calcular qual será a taxa de variação média da concentração de monóxido de
carbono durante o primeiro ano, ou seja, a taxa de variação entre t = 0 e t = 1 ano.

Q(t) = 0,05t2 + 0,1t + 3,4;

Q(0) = 3,4 ppm;

Q(1) = 0,05.12 + 0,1.1 + 3,4 = 3,55 ppm.

Assim, a taxa de variação média da concentração de monóxido de carbono será dada por:

∆Q Q(1)−Q(0) 3,55 − 3,40


∆t = 1−0 = 1−0 = 0, 15ppm/ano.

Muito bem! Agora vamos calcular a taxa de variação da concentração de monóxido de


carbono após 1 ano, ou seja, em t =1.

dQ
Nesse caso teremos que calcular: dt em t=1.

dQ
dt
= 0, 1t + 0, 1

Em t = 1 teremos:

dQ
dt
= 0, 1x1 + 0, 1 = 0, 2 ppm/ano.
60

Referências

HUGHES-HALLETT. Cálculo aplicado. 2. ed. RJ: LTC, 2005.


61

DERIVADA COMO TAXA DE VARIAÇÃO INSTANTÂNEA


EXERCÍCIOS

Exercício 1. O calor produzido por certo tipo de aquecedor de precisão é controlado pela variação da
corrente que o abastece. A caloria (cal) Q produzida pelo aquecedor em 1 segundo é dada pela função
Q = 150i2, onde i é a corrente dada em Ampères (A). Qual é a taxa de variação do calor Q, em relação
a corrente i, quando a corrente é de 2 A?

A) 300 cal/A

B) 500 cal/A

C) 600 cal/A

D) 100 cal/A

E) 350 cal/A

SOLUÇÃO.
C) Alternativa correta.

!" !"
Q = 150i2 ® = 300𝑖 ® (2) = 300.2 = 600 calorias/amper
!# !#
62

Exercício 2. Na medida em que o sangue corre do coração pelas artérias principais para as capilares
e de retorno pelas veias, a pressão sistólica cai continuamente. Considere uma pessoa cuja pressão
sanguínea P, em milímetros de mercúrio (mmHg),é dada por:

25t 2 + 125
P= , 0 < t < 10
t2 + 1

onde t é medido em segundos. A que taxa está variando a pressão 3 segundos após o sangue deixar
o coração?
A) - 12 mmHg/s

B) - 10 mmHg/s

C) - 6 mmHg/s

D) - 8 mmHg/s

E) - 9 mmHg/s

SOLUÇÃO.
C) Alternativa correta.

25t 2 + 125
Derivando a função P = pela regra do quociente dada na aula 11 temos:
t2 + 1

𝑑𝑃 50𝑡. (𝑡 ! + 1) − (25𝑡 ! + 125).2𝑡


=
𝑑𝑡 (𝑡 ! + 1)!
Em t = 3s temos:
𝑑𝑃 50.3. (3! + 1) − (25. 3! + 125).2.3
=
𝑑𝑡 (3! + 1)!

𝑑𝑃 1500 − 2100
=
𝑑𝑡 (10)!

𝑑𝑃 −600
=
𝑑𝑡 100

𝑑𝑃
= − 6 𝑚𝑚𝐻𝑔/𝑠
𝑑𝑡
63

Derivadas sucessivas

Objetivo(s) - Apresentar o cálculo e a interpretação das derivadas sucessivas.

Apresentação

Caro(a) aluno(a), vimos na aula 12 que a velocidade instantânea de um corpo em movimento é dada
pela derivada da função posição em relação tempo. Contudo, a velocidade também pode variar ao
longo do tempo, e assim temos como calcular a taxa de variação da velocidade. Mas como a
velocidade já é uma taxa de variação (taxa de variação da posição), estaremos calculando a taxa da
taxa de variação, ou seja, uma derivada de segunda ordem. Esse será nosso tema da aula de hoje.
Bons estudos!

Derivadas sucessivas

A derivada segunda de uma função é a derivada da derivada dessa função. Sendo y = f(x), vimos que a
dy
sua primeira derivada é indicada por y’ ou dx .

2
d y
Já, a segunda derivada de f será denotada por: y" ou 2 e assim sucessivamente.
dx

Exemplo:

Calcule a derivada de segunda ordem da função: y = 5x4 – 3x2 + 3x – 7.

y = 5x4 – 3x2 + 3x – 7

y’ = 20x3 – 6x1 + 3

y’’ = 60x2 – 6

Assim como a primeira derivada indica a taxa de variação de f, a segunda


derivada indica a taxa de variação de f ’, ou seja, a segunda derivada é a taxa de 64
variação da taxa de variação.

Vejamos agora uma aplicação da derivada segunda na Engenharia de Produção:

 Acesse o ambiente virtual e veja um objeto de aprendizagem sobre esse


assunto.

Derivadas sucessivas

Referências

HUGHES-HALLETT. Cálculo aplicado. 2. ed. RJ: LTC, 2005.


65

DERIVADAS SUCESSIVAS - EXERCÍCIOS

Exercício 1. Sendo y = x3 + 5x2 – 10x + 6 calcule sua derivada de 3a ordem

A) 6x - 10

B) 5

C) 6x + 10

D) 6

E) 10x + 10

SOLUÇÃO.
D) Alternativa correta.

y = x3 + 5x2 – 10x + 6

y’ = 3x2 + 10x – 10

y’’ = 6x + 10

y’’’ = 6

Exercício 2. A posição de um corpo que está se movendo em linha reta é dada por
S = t3 – 3t2 + 4t sendo S dado em m e t o tempo em segundos. Calcule a aceleração desse corpo
em t = 3 s.

A) - 12 m/s2

B) 10 m/s2

C) 12 m/s2

D) - 10 m/s2

E) 11 m/s2

SOLUÇÃO.
C) Alternativa correta.

Derivando a função S = t3 – 3t2 + 4t teremos a velocidade desse corpo: S’ = 3t2 – 6t + 4

Derivando pela segunda vez teremos a aceleração: S’’ = 6t – 6

Em t = 3 teremos: S’’ = 6.3 – 6 = 12 m/s2


66

Função composta e a regra de


cadeia - parte I

Objetivo(s) - Demonstrar o cálculo e interpretar as derivadas sucessivas.

Apresentação
Caro(a) aluno(a), na aula de hoje iremos recordar o que é uma função composta e como calcular a
derivada desse tipo de função através da regra da cadeia. Bons estudos!

Função composta

Considere as seguintes funções: y = x6 (1) e x = 3t2 + 5 (2). Verifique que já sabemos calcular a
derivada das funções (1) e (2) individualmente. Mas agora observe o que ocorre quando substituímos
(2) em (1):
6
y = (3t2 + 5) .

Essa nova função construída a partir das funções (1) e (2) recebe o nome de função composta, por se
formar a partir das funções (1) e (2). Como calcular a derivada dessa nova função?

Derivada da função composta ou a regra da cadeia

Se y = f(u) é uma função diferenciável em u e u = g(x) é diferenciável em x, então a composta f(g(x)) é


diferenciável em x e vale

dy dy du
[f(g(x))]′ = f ′ (g(x)). g ′ (x). Com a notação de Leibniz escrevemos: dx = .
du dx

Essa nova regra será chamada de regra da cadeia. Assim verifique que para derivar uma função
composta você deve:

Derivar a função externa (mantendo a função interna);

Em seguida multiplicar pela derivada da função interna, ou seja, temos assim uma
derivação em cadeia, ou seja, uma derivação em sequência. 67

Exemplo:

Utilizando a regra da cadeia, calcule a derivada da função y = (3t2 + 5)6 :

y = (3t2 + 5)6

y’ = 6.(3t2 + 5)5.6t

y’ = 36t.(3t2 + 5)5

Na próxima aula iremos estudar algumas situações onde aparece a regra da cadeia.

Referências

HUGHES-HALLETT. Cálculo aplicado. 2. ed. RJ: LTC, 2005.


68

FUNÇÃO COMPOSTA E A REGRA DA CADEIA – EXERCÍCIOS

Exercício 1. Calcule a derivada da função y = (5x – 2)3

A) 3.(5x – 2)2

B) (5x – 2)2

C) 5x – 2

D) 15.(5x – 2)2

E) 10.(5x – 2)2

SOLUÇÃO.
D) Alternativa correta.

y = (5x – 2)3

y’ = 3.(5x - 2)2.5
y’ = 15.(5x - 2)2

Exercício 2. Um corpo se move em linha reta de acordo com a equação S = 4 + 3t 2 , onde S


é dado em metros e t em segundos. Determine a velocidade do corpo no instante t = 2s.

A) 2 m/s

B) 1 m/s

C) 1,5 m/s

D) 3 m/s

E) 3,5 m/s

SOLUÇÃO.
C) Alternativa correta.

Derivando a função posição pela Regra da Cadeia temos:

S= 4 + 3t 2

S = (4 + 3t2)1/2
S’ = (1/2).(4 + 3t2)-1/2. 6t
69

S’ = 3t. (4 + 3t2)-1/2
3t
S’ = =v
2
4 + 3t

v(2) = 3.2 = 1,5 m/s


16
70

Função composta e a regra de


cadeia - parte II

Objetivo(s) - Aplicar a regra da cadeia em situações-problema.

Apresentação
Caro(a) aluno(a), na aula anterior vimos o que é uma função composta e como calcular a derivada
desse tipo de função através da regra da cadeia. Agora vamos resolver um problema de aplicação da
regra da cadeia. Bons estudos!

Aplicações da regra da cadeia


Problema: Suponha que uma caixa d’água esteja sendo esvaziada para limpeza e que a quantidade de
água nessa caixa, em litros, t horas após o escoamento ter começado é dada por V = 50(80-t)2. Com
base nessas informações determine a taxa de variação do volume de água nessa caixa, após 2 horas
de escoamento.
71

Solução:

V = 50.(80 – t)2

dv
dt
= -100.(80 – t)

dv
dt
(2) = - 8.800 litros / hora

Ou seja, 8 horas após o escoamento ter começado, o volume de água no reservatório continua
diminuindo a uma velocidade de 8800 l/h.
72

Tenteresolveroproblema
aseguircomoumdesafio
edepoisassistaanossa
videoaulaparaconfirmar
asolução.
Umcaminhãoestádespejando
areiasobreochãoeacada
instanteforma-seummonte,
quetemaformadeumcone
circularreto,comdiâmetro
debaseigualàaltura. H
Sabendo-sequequando
aalturadesseconeé

de4m,ataxade
variaçãocomqueaareia
édespeiadaéde10m'h,
R
Até a próxima aula!
determineataxadevariação
daalturadoconequando
estaforde4m?

Referências

HUGHES-HALLETT. Cálculo aplicado. 2. ed. RJ: LTC, 2005.


73

FUNÇÃO COMPOSTA E A REGRA DA CADEIA – EXERCÍCIOS

Exercício 1. Um quadrado está se expandindo segundo a equação L = 2 + t2, onde a variável t


indica o tempo t horas após a expansão ter começado e L é a medida do lado desse quadrado
dada em cm. Determinar a taxa de variação da área desse quadrado 2 horas após a expansão
ter iniciado.

A) 12 cm2/h

B) 24 cm2/h

C) 36 cm2/h

D) 48 cm2/h

E) 20 cm2/h

SOLUÇÃO.
D) Alternativa correta.

Sendo A a área de um quadrado de lado L segue que A = L2, como L = 2 + t2 temos:

A = (2 + t2)2.

Queremos dA (2).
dt

Aplicando a Regra da Cadeia:

dA = 2.(2 + t2).2t = 4t.(2 + t2)


dt

dA (2) = 48 cm2/h
dt
74

3
Exercício 2. Um corpo se move de acordo com a equação p = , onde p é dado em
( 2t - 5 ) 2
metros e t em segundos. Determine a velocidade do corpo no instante t = 2s.

A) 10 m/s

B) 6 m/s

C) 12 m/s

D) 11 m/s

E) 20 m/s

SOLUÇÃO.
C) Alternativa correta.

Derivando a função posição pela Regra da Cadeia temos:

3
p=
( 2t - 5 ) 2

p = 3.(2t – 5)-2

p’ = -6.(2t – 5)-3.2

-12
p’ =
( 2t - 5 ) 3

p’(2) = -12/(-1)3
p’(2) = 12 m/s
75

Derivada das principais funções


trigonométricas

Objetivo(s) - Apresentar as derivadas das principais funções trigonométricas.

Apresentação
Caro(a) aluno(a), nessa aula iremos ampliar nossas regras de derivação. Iremos estudar as derivadas
das principais funções trigonométricas. Bons estudos!

Principais funções trigonométricas


Abaixo você observa os gráficos das duas principais funções trigonométricas: y = senx e y = cosx.
Essas funções são periódicas e possuem inúmeras aplicações.


76

Aplicações das principais funções trigonométricas

São inúmeras as aplicações das funções trigonométricas. Vários fenômenos periódicos descritos em
função do tempo podem ser representados por funções trigonométricas.

Fonte: o autor

A figura anterior ilustra um braço mecânico com duas articulações, uma fixada no ponto O e com um
“cotovelo” no ponto B. Os comprimentos das duas hastes, r1 e r2 são fixos. Os ângulos θ1 e θ2 podem
ser controlados pelo operador ou por um programa de computador. No final desse braço mecânico 77
pode-se conectar uma garra (G). Determine em função de θ1 , θ2 r1 e r2 as coordenadas (x, y) da garra
G, para em seguida calcular a velocidade horizontal e vertical dessa garra. Veja na nossa videoaula 18
a solução desse problema.

Derivada das principais funções trigonométricas


Utilizando a definição de derivada e algumas relações da trigonometria é possível mostrar que:

dy dy
a) y = senx → dx = cosx b) y = cosx → dx = −senx

De forma geral através da REGRA DA CADEIA (aulas 15 e 16) podemos escrever:

EXEMPLO:
Calculeaderivadadasseguintesfunções:
a)w=3+[Link](2t)->w'=0+[Link](2t).2->w'
b)y=cos(x)->y'=-sen(x).2x->y'=-[Link](x)

C)y=x?.senx-›y'=[Link]+x?.cosx

Até a próxima aula!


APLICANDOAREGRADOPRODUTO:(U.v)'=U'.v+U.v
Referências 78

HUGHES-HALLETT. Cálculo aplicado. 2. ed. RJ: LTC, 2005.


79

DERIVADA DAS PRINCIPAIS FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

EXERCÍCIOS

Exercício 1. Lembrando que tgx = senx/cosx e que secx = 1/cosx determine a derivada da função
y = tgx.

A) y’ = tg2x

B) y’ = cossec2x

C) y’ = secx

D) y’ = sec2x

E) y’ = [Link]

SOLUÇÃO.
D) Alternativa correta.

senx
y = tgx Þ y =
cos x
cos x. cos x - senx.( -senx ) sen 2 x + cos 2 x 1
y' = 2
= 2
= 2
= sec 2 x
(cos x ) (cos x ) (cos x )

Exercício 2. Um projétil lançado do chão com uma velocidade inicial de 800 m/s, sem resistência
do ar, e formando um ângulo de a radianos com a horizontal (0 < a < p/2) atinge uma altura h
dada por h(a) = 10000sen2a metros acima do solo. Qual é a taxa de variação desta altura, em
relação a a, para a = p/6?

A) 5000√3 m/rad

B) 20.000√3 m/rad

C) 10.000√3 m/rad

D) 8.500√3 m/rad

E)12.000√3 m/rad
80

SOLUÇÃO.
A) Alternativa correta.

dh
h = 10.000sen2 a ® = 10.000.2sena. cos a = 20.000sena. cos a
da

Substituindo a = p/6 e lembrando que sen(p/6) = 1/2 e cos(p/6) = √3/2 temos:

𝑑ℎ 1 √3
= 20.000. . = 5000√3
𝑑𝛼 2 2
81

Derivada da função exponencial

Objetivo(s) - Apresentar a derivada da função y = ex.

Apresentação
Caro(a) aluno(a), nessa aula iremos ampliar nossas regras de derivação. Iremos estudar as derivadas
da função exponencial, em particular, a derivada de uma das funções mais importantes no cálculo, a
função exponencial cuja base é o número de Euler (e = 2,7182 . . .). Bons estudos!

Função exponencial
Chama-se função exponencial a toda função cuja equação é dada por y = bx sendo que b é um número
real positivo e diferente de um.

Exemplos – A seguir você pode visualizar o gráfico das funções y = 2x e y = (0,5)x respectivamente.


82

OBSERVAÇÃO:
Umafunçãoexponencialdegrandeimportâncianocálculo,
aplicações,éafunçãoy=ex,onde"e"éumaconstantecham
deEuler,cujovalorédadopore=2,718...
Naverdade,ovalordessaconstanteédadopeloseguintelim
Essafunçãopodeseraplicadaemproblemasdecrescimento

decaimentoradioativo,disseminaçãodedoenças,matemátic
entreoutrostemas.
Um exemplo de aplicação da função exponencial

EXEMPLO1
Apopulaçãodeumacidadecresceem
médiaaumataxade2%[Link]
queocrescimentosejaexponencial,então
daquiatanos,apopulaçãoserádadapor:
P=10.e0,02milhabitantes.
a)Qualéapopulaçãoatualdessacidade?

b)Qualseráapopulaçãapós10anos?
c)Qualéataxadevariaçãodessa
A solução completa para esse problema você poderá ver na nossa vídeo aula.
populaçãoapós10anos?
d)Depoisdequantotempoapopulação
seráodobrodaatual?
83

EXEMPLO
Utilizandoafunçãoe*dasuacalculadora,completeatabela

h 0.5 0.1 0.01


eh-1
h

Casovocêtenhacompletadoatabelaanteriordeformacorreta,pod

Quandoavariávelhseaproximade0,oresultadodocálculoet-1
Emlinguagemmatemáticaescrevemos:h-0,entãoeh-1
A derivada da função exponencial
*1.
Vamosutilizaresseresultadoparadescobriraderivadadafunçãoexp
f(x+h)−f(x)
Vamos agora determinar a derivada da função f(x) = ex. Lembrando que f ′ (x) = limh→0 h
(eh −1)
e sabendo que limh→0 h = 1 temos:

ex+h −ex ex eh −ex ex (eh −1) (eh −1)


f ′ (x) = limh→0 h = limh→0 h = limh→0 h =ex limh→0 h =ex .1 = ex .

Logo, se y = ex então y’ = ex. Agora utilizando a regra da cadeia podemos escrever:

EXEMPLOB
Calculeaderivadadafunção:y=2+3.e2x+1
y'=0+3.e≥x+1.2-›y'=6.e≥x+1

84
Na próxima aula iremos estudar a derivada da função logarítmica. Até lá!

Referências

HUGHES-HALLETT. Cálculo aplicado. 2. ed. RJ: LTC, 2005.


85

DERIVADA DA FUNÇÃO EXPONENCIAL - EXERCÍCIOS

Exercício 1. Sendo f(x) = 1 + 2.e2x podemos afirmar que f ’(0) vale:

A) 0

B) 5

C) 3

D) 4

E) 1

SOLUÇÃO.
D) Alternativa correta.

f’(x) = 4.e2x ® f’(0) = 4.e0 = 4.1 = 4

Exercício 2. Estima-se que daqui a t anos, a população de um certo país será P(t) = 50e0,03t
milhões de habitantes. Atualmente qual é a taxa de variação da população com o tempo?

A) 1,5 milhões de hab/ano

B) 2 milhões de hab/ano

C) 2,5 milhões de hab/ano

D) 1 milhão de hab/ano

E) 3 milhões de hab/ano

SOLUÇÃO.
A) Alternativa correta.

P(t) = 50.e 0,03t

P' (t) = 1,5.e 0,03t

P' (0) = 1,5.e 0,03.0 = 1,5 milhões de habitantes/ano.


86

Derivada da função logarítimica

Objetivo(s) - Apresentar a derivada da função y = ln(x).

Apresentação
Caro(a) aluno(a), nessa aula iremos ampliar nossas regras de derivação. Iremos estudar a derivada da
função logarítmica, em particular, a derivada de uma das funções mais importantes no cálculo, a
função logarítmica de base e = 2,7182... Bons estudos!

Logaritmos
Sendo 1 ≠ b > 0 e a > 0 definimos: logba = x → bx = a.

Exemplos:

a) log28 = 3 pois 23 = 8.

b) log525 = 2 pois 52 = 25.

Propriedades imediatas
P1. logb 1 = 0 P2. logb b = 1 P3. blogb a = a

Observações
1. Chamaremos de logaritmo decimal ao logaritmo de base 10. Nesse caso escreveremos:
log10 a = log a.

2. Chamaremos de logaritmo natural ou logaritmo neperiano (em homenagem ao matemático John


Napier) ao logaritmo cuja base é o famoso número de Euler (e = 2,718...). Nesse caso escreveremos:
loge a = ln a.
87
A função logarítmica

Chamaremos de função logarítmica a toda função cuja equação é dada por f(x) = logbx, onde x > 0, b >
0 e b ≠ 1.

A seguir você pode observar como é o gráfico da função logarítmica.

y= 1092*
A derivada da função y = lnx
У=109
Utilizando uma propriedade imediata dos logaritmos podemos escrever: eln x = x.

Agora, derivando cada membro dessa igualdade segue que:

1
eln x . (ln x)´ = 1 →(ln x)´ = 1 →(ln x)´ = x
.


De forma geral, utilizando a regra da cadeia escrevemos: (ln u)´ = u .

Exemplo:

Calcule a derivada da função y = ln (x2 + 1).

2x
y = ln (x2 + 1) → y´ = x2 +1
Referências 88

HUGHES-HALLETT. Cálculo aplicado. 2. ed. RJ: LTC, 2005.


89

DERIVADA DA FUNÇÃO LOGARÍTMICA - EXERCÍCIOS

Exercício 1. Sendo f(x) = 1 + [Link](2x+1) podemos afirmar que f ’(1) vale:

A) 5

B) 4

C) 7

D) 6

E) 1

SOLUÇÃO.
D) Alternativa correta.

! ! !
f(x) = 1 + [Link](2x+1) ® f’(x) = 0 + 3. ® f’(x) = f’(0) = =6
!"#$ "#$% ".'$%

Exercício 2. A densidade populacional, a x quilômetros do centro de uma cidade, é dada por


uma função da forma D = A.e-kx. Encontre essa função, sabendo-se que a densidade
populacional no centro da cidade é de 15000 hab/km2, e a densidade a 10 km do centro é de
9000 hab/km2.

A) D = 15000 e-0,051x

B) D = 15000.e0,051x

C) D = 9000.e-0,051x

D) D = 15000e-0,51x

E) D = 15000e0,51x

SOLUÇÃO.
A) Alternativa correta.
É dado no problema que:

x = 0 Þ D 0 = 15000hab / km 2 = A
x = 10 Þ D = 9000

Assim temos:
90

D = A.e - k . x
9000 = 15000.e - k .10
0,6 = e - k .10
ln 0,6 = ln e - k .10
k = 0,051

D = 15000.e -0,051.x
91

Aplicações das derivadas

Objetivo(s) - Aplicar a derivada como o coeficiente angular de uma reta tangente.

Apresentação

Caro(a) aluno(a), agora que finalizamos a apresentação das principais regras de derivação e vimos que
a derivada é uma taxa de variação instantânea, vamos passar a interpretar o resultado da derivada,
como o coeficiente angular de uma reta tangente. Bons estudos!

A derivada como taxa de variação instantânea

Você viu no início das nossas aulas de diferenciação, que a derivada de uma função pode ser
interpretada como uma taxa (velocidade) de variação instantânea dessa função. Revise isso com o
exemplo a seguir.

Exemplo: A posição de um corpo no instante t é dada por S = f(t) onde f(t) = t2. Determine a
velocidade desse corpo num instante t qualquer.
92

00

∆s
Basta lembrarmos que a velocidade instantânea é dada por v = ds
dt
onde, ds =
dt lim∆→0 ∆t
.

Calculando ∆s
∆t
temos:

∆s f(t+∆t)−f(t) (t+∆t)2 −t2


∆t
= ∆t = ∆t = 2t + ∆t.

Assim, v=lim∆→0 ∆s 2+ 2 , ou seja, a velocidade desse corpo num instante t


∆t = lim∆t→0 ( t ∆t) = t
qualquer é dada pela função v = 2t ou ds
dt
=2t.

Para calcular a velocidade no instante t = 1s segue que v = 2.1 = 2m/s. Observe que a função S =
t2 fornece a posição do corpo em cada instante e sua derivada v = 2t ou ds
dt
=2t, fornece a velocidade
do corpo em cada instante.

ATENÇÃO!

Vimos também que o cálculo da derivada de uma função utilizando o conceito


de limite pode ser algo bem trabalhoso. Aprendemos então as principais regras
de derivação.
93

FORMULÁRIOBÁSICO
1.(un)'=[Link]-1.u' 5.(Inu)'=u'/u

2.(senu)'=cosu.u' 6.(U.V)=UV+u

3.(cosu)'=-senu.u 7.(u/v)'=(u'v-uv
Vamos agora fazer uma outra interpretação das derivadas, uma interpretação geométrica.
4.(e')=eu.u
 Acesse o ambiente virtual e veja um objeto de aprendizagem sobre esse
assunto.

Interpretação geométrica da derivada

A inclinação de um gráfico

A reta tangente é uma aproximação linear do gráfico de uma função f, nas proximidades de um ponto
P. Assim, conhecendo o coeficiente angular temos a inclinação do gráfico de f em cada ponto.

Exemplo:

Encontre a equação da reta tangente ao gráfico da função f(t) = 6t – t2 no ponto de abscissa t = 4.

Primeiramente verifique que f(4) = 6.4 – 42 = 24 – 16 = 8, ou seja, essa reta tangente passa pelo ponto
P(4, 8).

Agora lembrando que a equação fundamental da reta é dada por:

y – yo = m.(x – xo) .

Sendo (xo, yo) as coordenadas de um ponto conhecido da reta e m seu coeficiente angular temos:

y – 8 = m.(x – 4).
Assim falta apenas determinarmos o coeficiente angular dessa reta, e como trata-se de uma reta 94
tangente, segue que:

m = f’(4).

Logo, sendo f(t) = 6t – t2 temos que f’(t) = 6 – 2t → f’(4) = 6 – 2.4 = -2, ou seja, m = -2.

Voltando para a equação da reta:

y – 8 = -2.(x – 4)

y – 8 = -2x + 8

y = -2x + 16

ou

y = -2t + 16

Observe que o coeficiente angular dessa reta é negativo, fato que pode ser comprovado ao
esboçarmos o seu gráfico.

OBSERVAÇÃO
Verifique que em t = 2 teríamos uma reta tangente crescente e, portanto, um
coeficiente angular positivo. O que de fato ocorre. Veja que f´(2) = 2.
95

Já em t = 3 a reta tangente seria “constante” e, portanto, seu coeficiente angular seria nulo. O que de
fato ocorre, pois sendo f’(t) = 6 – 2t segue que f’(3) = 0.

Essa ideia nos permite concluir que em um ponto de máximo ou ponto de mínimo a reta tangente é
constante e, portanto, sua derivada de primeira ordem se anula.

A partir dessa ideia iremos voltar ao problema apresentado em nossa primeira aula.

Agora estamos prontos para resolvê-lo. Veja a solução na nossa videoaula.


Referências 96

HUGHES-HALLETT. Cálculo aplicado. 2. ed. RJ: LTC, 2005.


97

APLICAÇÕES DA DERIVADA COMO COEFICIENTE ANGULAR

EXERCÍCIOS

Exercício 1. Determine o coeficiente angular da reta tangente ao gráfico da função f(x) = x3 – 2x


no ponto de abscissa 2.

A) 8

B) -8

C) 4

D) 10

E) - 10

SOLUÇÃO.
D) Alternativa correta.

f(x) = x3 – 2x ® f’(x) = 3x2 – 2 ® f’(2) = 3.22 – 2 = 10

Exercício 2. Qual seria a equação da reta tangente ao gráfico da função f(x) = x3 – 2x no ponto
de abscissa 2?

A) y = 10x - 16

B) y = -10x + 16

C) y = -10x - 20

D) y = 10x + 16

E) y = 10x + 20

SOLUÇÃO.
A) Alternativa correta.
Como f(x) = x3 – 2x segue que f(2) = 8 – 4 = 4. Logo a reta tangente passa pelo ponto
P(2, 4).

Agora, sendo que f(x) = x3 – 2x ® f’(x) = 3x2 – 2 ® f’(2) = 3.22 – 2 = 10

Temos que o coeficiente angular dessa reta será m = 10.


98

Assim sua equação fundamental é dada por:

y – 4 = 10.(x – 2)

y – 4 = 10x – 20

y = 10x – 16
99

EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES
100

APLICAÇÕES DA FUNÇÃO LINEAR

Problema 01. Determine o coeficiente angular das retas cujos gráficos são dados abaixo:
a) b) c)

1
0 1

Problema 02. Através do coeficiente angular e com o auxílio de uma calculadora, determine a
inclinação  de cada uma das retas dadas no exercício anterior. (Verifique se sua calculadora
está trabalhando no modo “graus”, indicado no visor por D ou DEG. Nesse caso  = tg-1(m) onde
m é o coeficiente angular).

Problema 03. Determine a equação linear das retas dadas no problema 01.

Problema 04. Esboce o gráfico das seguintes equações: a) S = 4 – 3t b) y = 2 c) p = 2t + 2

Problema 05. Utilizando o plano cartesiano, marque os pontos A(-1,2) e B(2,3), trace a reta
determinada por esses pontos e encontre sua equação linear.

Problema 06. (Lei de Ohm) “A intensidade da corrente elétrica (i) que circula em um circuito é
diretamente proporcional a tensão elétrica (V) aplicada e inversamente proporcional à
V
resistência (R) apresentada pelo circuito.” Matematicamente escrevemos i= , ou
R
equivalentemente, V = Ri . Esboce o gráfico da equação V = Ri para R = 0,6  e 0  i  10 A.

i
101

Problema 07. Uma companhia constrói um armazém por $ 80.000,00. O armazém tem uma vida
útil estimada de 25 anos, após o que seu valor estimado será de $ 8.000,00. Estabeleça uma
equação linear que dê o valor P do armazém durante os 25 anos de sua vida útil. (Represente
por t o tempo em anos).

Problema 08. Determine o coeficiente angular das retas cujas equações são dadas abaixo:
a) S = 0,31t + 2 b) V = 0,8i c) 2x + 3y – 4 = 0 d) y = 3

Problema 09. Estabeleça uma equação linear que expresse a relação entre a temperatura em
graus Celsius, C, e em graus Kelvin, K. Utilize o fato de que água congela a 0o Celsius (273,15
Kelvin) e ferve a 100o Celsius (373,15 Kelvin).

Problema 10. Uma companhia telefônica cobra uma taxa de 9 centavos por minuto e uma taxa
fixa de R$ 6,50 por mês. Escreva uma equação linear que permita calcular o valor da conta
mensal (em reais) em função do tempo total de ligações em minutos.

As equações lineares são as mais simples, mas desempenham um papel muito


importante no cálculo. Na verdade, uma das principais idéias do cálculo é usar equações lineares
para analisar o comportamento de equações mais complicadas. Além disso, as equações lineares
podem ser usadas para modelar certos fenômenos, como nos problemas abaixo tirados da
economia:

Problema 11. Uma pequena fábrica de guitarras tem uma despesa fixa (aluguel da fábrica,
salários, etc) de R$ 1200,00 por mês. O custo para a fabricação de uma guitarra é de R$ 450,00 e
o preço de venda é de R$ 1050,00.
a) Escreva o custo mensal (C), a receita (R) e o lucro (L) em função do número x de
guitarras vendidas.
b) Determine o ponto de equilíbrio, ou seja, o número de guitarras que devem ser vendidas
para que o custo e a receita se equilibrem, isto é, o valor de x para que L = 0.
c) Qual será o lucro da fábrica se produzir e vender 9 guitarras por mês?
d) Suponha que a fábrica reduza o preço da guitarra para R$ 950,00. Quantas guitarras
terão que produzir e vender por mês para ter lucro?

Problema 12. O lucro diário (em reais) de uma pequena livraria é dado por L = 1,5x – 300, onde
x indica o número de livros vendidos.
a) Quantos livros a loja deve vender em um dia para obter um lucro de R$ 750,00?
b) Qual é a taxa de variação do lucro em relação ao número de livros vendidos?
102

GABARITO PARCIAL

Problema 4.
a) S b) c)

2 2
1

t
1 -1

x+7
Problema 5. y =
3

Problema 6. V = 0,6i V

10 i

8000 − 80000
Problema 7. m = = −2880  P – 80000 = -2880(t – 0)  P = - 2880t + 80000
25 − 0

2
Problema 8. a) m = 0,31 b) m = 0,8 c) m = − d) m = 0.
3

373,15 − 273,15
Problema 9. m = = 1  K = C + 273,15
100 − 0

Problema 10. Sendo V o valor da conta e t o tempo temos: V = 0,09t + 6,50.

Problema 11.
a) C = 1200 + 450x R = 1050x L = R – C  L = 600x – 1200.

b) x = 2 guitarras.

c) L = 4200 reais.
103

d) Reduzindo o preço da guitarra para 950,00, para obtermos lucro, deveremos vender no mínimo 3
guitarras.

Problema 12.
a) x = 700 livros.
b) A taxa de variação do lucro em relação ao número de livros vendidos, é dada pelo coeficiente
angular da reta, ou seja, 1,5 reais/ livro.
104

APLICAÇÕES DA FUNÇÃO QUADRÁTICA

Problema 01. Considere a função f(x) = x2 – 2x + 1. Determine:

a) f(-1) b) f(1) c) f(-2) d) f(t)

Problema 02. Utilizando os pontos notáveis, esboce o gráfico das funções abaixo:

a) f(x) = x2 – 4x + 3 b) S = - t2 + 2t c) f(x) = x2 – 4 d) p = t2 – 2t + 2

Problema 03. Sabe-se que, sob certo ângulo de tiro, a altura atingida por uma bala, em metros, em função do tempo,
em segundos, é dada por h = - 20t2 + 200t. Qual a altura máxima atingida pela bala? Em quanto tempo, após o tiro, a
bala atinge a altura máxima?

Problema 04. Em um jogo de futebol, um jogador irá bater uma falta diretamente para o gol. A falta é batida do ponto
P, localizado a 12 metros da barreira. Suponha que a trajetória da bola seja uma parábola, com ponto de máximo em Q,
exatamente acima da barreira, a 3 metros do chão, como ilustra a figura abaixo.

Sabendo-se que o gol está a 8 metros da barreira, a que altura estará bola ao atingir o gol?

Problema 05. Com uma folha de zinco de 60 cm de largura, pretende-se construir uma calha de secção transversal
retangular conforme a figura abaixo:

a) Determine a área da secção em função de x.


b) Esboce o gráfico da função encontrada no item anterior e determine o valor de x para que a vazão da calha seja
máxima.
105

Problema 6. Uma viga metálica está presa nas suas extremidades, A e B, e sofre uma deflexão na vertical, em relação
10𝑥−𝑥 2
ao segmento horizontal AB, dada por y(x) = , y em metros, em um ponto de AB que dista x metros de A,
1000
conforme a figura a seguir.

Podemos afirmar que:


a) a viga tem 20 metros.
b) a deflexão máxima da viga é de 25 mm.
c) a deflexão máxima da viga ocorre para x = 10.
d) a distância entre os pontos onde a deflexão é 16 mm é 5 metros.
e) a deflexão y(x) é diretamente proporcional a x.

Problema 7. Os cabos da ponte pênsil, indicada na figura abaixo, tomam a forma de arcos de parábola. As torres de
suporte têm 24 metros de altura e há um intervalo entre elas de 200 metros. O ponto mais baixo de cada cabo fica a 4
metros do leito da estrada. Considerando o plano horizontal do tabuleiro da ponte contendo o eixo dos x e o eixo de
simetria da parábola como sendo o eixo dos y, perpendicular a x, determine o comprimento do elemento de sustentação
AB, que liga verticalmente o cabo parabólico ao tabuleiro da ponte, situado a 50 m do eixo y.
106

GABARITO PARCIAL

Problema 1.

a) 4
b) 0
c) 9
d) t2 – 2t + 1

Problema 2.
a) b)

c) d)

Problema 3. A bala atinge a altura máxima de 500 m após 5s.

Problema 4. Aproximadamente 1,67 m.

Problema 6. (b)

Problema 7. 9 m
107

LIMITES - APLICAÇÕES

Introdução
O estudo de limite tem como principal objetivo analisar o comportamento de uma função nas
proximidades de um ponto, ou seja, verificar o que ocorre com f(x) quando x se aproxima de um ponto
fixo a.
Notação: lim f ( x) = L
x →a

Questão 01. Complete as tabelas abaixo e estime o limite.


x−2
a) lim
x →2 x2 −4

x 1,9 1,99 1,999 2 2,001 2,01 2,1

f(x)

b) lim (5x + 4)
x →0

x -0,1 -0,01 -0,001 0 0,001 0,01 0,1

f(x)

O cálculo do limite
Muitas vezes o limite de f(x) quando x tende para a é simplesmente f(a), nesse caso dizemos que o
limite pode ser calculado através da substituição direta.
Exemplo:
lim (5x + 4) = 5.0 + 4 = 4, o que confere com o item b do exercício 1.
x →0

Muitas técnicas para o cálculo de limites também se baseiam na seguinte afirmação:


Se duas funções f e g coincidem em todos os pontos exceto num único ponto (x = a), então elas têm
comportamento limite idêntico em x = a, isto é, lim f ( x ) = lim g( x) .
x →a x→a

Questão 02. Ache os limites:

t−5 x−2 2+x − 2


a) lim x+3 b) lim 7 c) lim d) lim e) lim
x →1 x→3 t →5 t 2 − 25 x →−2 x2 − 4x + 4 x →0 x

2x − 6 x+4 −2
f) lim g) lim
x →3 x−3 x →0 x

Questão 03. Ache os limites abaixo, se existir:


1  x se x  1
 x − 2 se x  3
a) lim f ( x ) onde f ( x) =  3 b) lim g( x ) onde g( x ) = 
x →3  1 − x se x  1
− 2x + 5 se x  3
x→1

Questão 04. Esboce o gráfico da função g apresentada no exercício anterior.


108

Questão 05. As funções que apresentam restrições em seu domínio também ajudam a descrever vários
fenômenos físicos. Por exemplo, a equação que relaciona a energia de ignição de uma massa de gás
propano em função de sua pressão inicial na câmara de combustão.
. pressão
gás

C3H8

Através de uma coleta de dados e utilizando a modelagem matemática foi possível obter a
P−6
equação que relaciona a energia de ignição com a pressão inicial: E = .
P−2 −2
a) Utilizando a função anterior complete a tabela abaixo:

P (atm) 3 4 5 6 7 8 9

E (J)

P−6
b) Calcule lim .
P→6 P−2 −2

c) Qual deve ser a energia necessária para a ignição quando a pressão se aproxima de 6 atm?

P−6
d) Esboce o gráfico da função E = .
P−2 −2

Curiosidade

Quando o gás propano se acende, ele queima o propelente que libera vapor e impulsiona o foguete.
A ignição é controlada e ativada por um computador que obedece ao seguinte fluxograma:

leitura da
pressão

P=5 P:5 P5

abre a ativa a
válvula centelha
109

GABARITO - PARCIAL
Questão 01.
a) x 1,9 1,99 1,999 2 2,001 2,01 2,1
x−2 f(x) 0,2564 0,2506 0,25006 ? 0,2499 0,2493 0,2439
lim =
x →2 x2 − 4
0,25

b) x -0,1 -0,01 -0,001 0 0,001 0,01 0,1


lim (5 x + 4) f(x) 3,5 3,95 3,995 4 4,005 4,05 4,5
x →0

=4

Questão 02.

a) lim x + 3 = lim 1 + 3 = 2
x →1 x →1

b) lim 7 = 7
x →3

t −5 t −5 1 1
c) lim = lim = lim = = 0,1
t →5 t − 25
2 t →5 (t − 5)(t + 5) t →5 (5 + 5) 10
x−2 −2−2 − 4 −1
d) lim = lim = lim = = −0,25
x → −2 x − 4 x + 4
2 x → −2 4 + 8 + 4 x → −2 16 4

2+ x − 2 2+ x − 2 2+ x + 2 2+ x−2 x
e) lim = lim . = lim = lim
x →0 x x →0 x 2 + x + 2 x→0 x( 2 + x + 2 ) x→0 x( 2 + x + 2 )
1 1
lim =  0,36
x →0
2+ x + 2 2 2
2x − 6 2( x − 3)
f) lim = lim =2
x →3 x − 3 x →3 x−3

x+4 −2 x+4 +2 x+4−4 1 1


g) lim . = lim = lim = lim = 0,25
x →0 x x + 4 + 2 x→0 x( x + 4 + 2) x→0 x + 4 + 2 x→0 2 + 2

Questão 03.

1
 x − 2 se x  3
a) lim f ( x ) onde f ( x) =  3

x→ 3
− 2 x + 5 se x  3
1 1
Equação I: lim f ( x) = lim x − 2 = .3 − 2 = −1
x→3− x→3− 3 3

Equação II: lim f ( x ) = lim ( −2x + 5) = −2.3 + 5 = −1


x →3 + x →3 +
110

Como os limites laterais são iguais  lim f ( x) = −1


x →3

 x se x  1
b) lim g ( x) onde g ( x) = 
x→1
1 − x se x  1
Equação I: lim g( x ) = lim x = 1
x →1− x →1−

Equação II: lim g( x ) = lim (1 − x ) = 0


x →1+ x →1+

Como os limites laterais são diferentes, não existe lim g ( x) .


x→1

Questão 04.
Equação I: Equação II: Gráfico:

x y x y
y
1 1 1 0

0 0 3 -2 1
x
1 3

-2

Questão 05.

P (atm) 3 4 5 6 7 8 9

E (J) 3 3,41 3,73 ? 4,24 4,45 4,64

a)

P−6 P−2 +2 (P − 6)( P − 2 + 2)


b) lim . = lim = lim ( P − 2 + 2) = 2 + 2 = 4 .
P→6 P−2 −2 P−2 +2 P→6 P−2−4 P→6

c) A energia necessária para ignição, quando a pressão se aproxima de 6atm é de aproximadamente


4J .

P−6
d) E =
P−2 −2
111

E(J)

4
P E

6 4 3
3 3
2
2 2

P(atm)
2 3 6
112

DERIVADAS ELEMENTARES: CÁLCULO E APLICAÇÕES

Vimos que sendo y = f (x) , a derivada de f em relação a variável x, é uma nova função

df
denotada por f ' ( x) ou e definida da seguinte forma:
dx
dy y
= lim
dx x →0 x

O cálculo da derivada utilizando a definição anterior se torna muito trabalhoso, assim segue diretamente da
definição e das propriedades de limites as seguintes regras de derivação:
R1. A derivada da função constante: se f(x) = c então f ’(x) = 0.
R2. A derivada da função identidade: se f(x) = x então f ’(x) = 1.
R3. A derivada da potência: se f(x) = xn, onde n é um número real, então f ’(x) = [Link] – 1.
R4. Múltiplo constante: sendo c uma constante e f uma função diferenciável temos (c.f)’=c.f '.
R5. Soma e diferença de funções: sendo f e g duas funções diferenciáveis temos ( f  g)’ = f ’  g’.

Questão 01. Calcule a derivada das funções abaixo aplicando as regras básicas de diferenciação.

x
a) y = 3 g) f(x) = 4 x m) f ( x) =
x

4 1
b) f(x) = 3x + 1 h) p = 2
+ 2t 2 n) w =
t t

c) S = t2 +3 i) f(x) = - 2 o) F = kx onde k é uma constante

d) f(t) = -3t2 + 2t – 4 j) s(t) = 43 t + 2

e) s(t) = t3 – 2t + 4 k) w = 4t-1 + t

2
f) y = 4x2/3 l) y =
3x3

Geometricamente, vimos que f ’(xo) representa o coeficiente angular da reta tangente ao gráfico de
f no ponto de abscissa x = xo, assim também podemos definir que f ’(xo) representa a inclinação do
gráfico de f no ponto (xo , f(xo)).

Questão 02. Ache uma equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto indicado. Verifique então seu resultado
esboçando o gráfico de f e da reta tangente.

Função Ponto de tangência


a) y = x2 – 4x P(3, -3)

b) f ( x) = x P(4, 2)
113

S
Definindo a velocidade média de um corpo como sendo , onde  S representa a
t
variação do espaço e  t a variação do tempo, vimos que a velocidade instantânea
S dS
pode ser definida da seguinte forma: v = lim = .
t →0 t dt
Agora, admitindo que a aceleração represente uma taxa de variação da velocidade, podemos definir a aceleração
v dv
instantânea de um corpo como sendo a = lim =
t →0 t dt

Questão 03. A posição de um corpo no instante t é dada por S = 3t3 + 4t2 – t + 3, onde t é dado em segundos e S
em metros. Determine a velocidade e a aceleração desse corpo no instante t = 1s.

Questão 04. Um corpo desliza de A para B vinculado a um arame como mostra a figura abaixo. A velocidade é
constante durante o movimento. Nessas condições sabe-se que sua aceleração em P é normal a trajetória no sentido
do centro de curvatura. Determine o ângulo que a aceleração faz com o eixo vertical.

y (m)

x (m)

Questão 05. Num determinado jogo de videogame, os aviões voam da esquerda para a direita segundo a trajetória
1
y=1+ e podem disparar suas balas na direção da reta tangente contra os alvos localizados ao longo do eixo x
x
em x = 1, 2, 3, 4 e 5. Determine se algum alvo será atingido se o avião disparar um projétil quando estiver em:

a) P(1, 2)
3 5
b) Q( , )
2 3
114

GABARITO PARCIAL

Questão 01.

a) y' = 0 b) f ' ( x) = 3
c) dS d) f ' ( x) = −6t + 2
= 2t
dt

e) S' = 3t 2 − 2 f) dy 8 − 13
= x
dx 3

g) 1 h) 4
f ( x ) = 4 x  f ( x ) = 4.x 2 p= + 2t 2  p = 4.t −2 + 2t 2
t2
−1
f ' ( x ) = 2.x 2 dp dp 8
= −8.t −3 + 4t  = − 3 + 4t
dt dt t

i) f ' ( x) = 0 j) 1
s( t ) = 43 t + 2  s( t ) = 4t 3 + 2
4 −2 4 4
s' = t 3 = 2
 s' =
3 3.t 3
3
3 t2

k) w ' = −4t −2 + 1 l)
y=
2 2
 y = .x −3
3
3x 3
2
y' = −2.x −4  y' = − 4
x

m) x x −1 n) 1
f ( x) =  f ( x) = 1
= x.x 2
w=  w = t −1
x x 2 t
1
f ( x) = x
1
2
1 −1 2
 f ' ( x) = x  f ' ( x) =
1 w ' = −1.t −2  w ' = −
2 2 x t2

o) F' = k

Questão 02.
a) y = 2x – 9
b) y = 0,25x + 1

Questão 03. v = 16 m/s e a = 26 m/s2

Questão 04. 153,27°

Questão 05. O alvo atingido quanto o avião estiver em P(1, 2) será em x = 3.


115

DERIVADAS: CÁLCULOS E APLICAÇÕES

Questão 01. Utilizando a regra do produto, calcule a derivada das funções abaixo:

a) y = (2x-3)(x2 – 5x) b) w = ( t – 1)(t + 3) c) p = (t2 – 5)(2t + 3)

Questão 02. Utilizando a regra do quociente, determine a derivada das funções abaixo:

2x − 3 t 2 − 2t 5
a) y = b) w = c) p =
x+5 3t + 4 2
t − 3t + 5

Questão 03. Utilizando a “regra da cadeia”, diferencie as funções abaixo:


3
a) y = (5x – 2)3 b) w = 2t 2 + 5t c) p =
( 2t − 5 ) 2

Questão 04. Um corpo se move em linha reta de acordo com a equação S = 4 + 3t 2 , onde S é dado
em metros e t em segundos.
a) Determine a velocidade média desse corpo no intervalo [0,2].
b) Determine a velocidade do corpo no instante t = 2s.

Questão 05. Um empresário estima que quando x unidades de certo produto são vendidas, a receita
bruta associada ao produto é dada por C = 0,5x2 + 3x – 2 milhares de reais. Qual é a taxa de variação da
receita quando 3 unidades estão sendo vendidas? Interprete o resultado obtido.

Questão 06. No instante t = 0, um mergulhador salta de um trampolim a 32 pés de altura. Como a


velocidade inicial do mergulhador é de 16 pés por segundo, sua função posição é: H = -16t2 +16t + 32.
a) Em que instante o mergulhador atinge a água?
b) Qual a velocidade do mergulhador no momento do impacto?

t2 − t + 1
Questão 07. O modelo N = mede a percentagem do nível de oxigênio em uma lagoa; t é o
t2 + 1
tempo em semanas, após o lançamento de detritos orgânicos na lagoa. Ache a taxa de variação de N
em relação a t quando:
a) t = 0,5 b) t = 2 c) t = 8.

Questão 08. Determine a taxa de variação do volume V de uma esfera em relação ao seu raio r para:
a) r arbitrário b) r = 1 m

Questão 09. Uma mancha de óleo se alastra sempre circularmente. Ache a taxa de variação da área A
da superfície da mancha em relação ao raio r do círculo para:
a) r arbitrário b) r = 200 m
116

Questão 10. Despeja-se areia sobre o chão fazendo um monte que tem, a cada instante, a forma de um
cone com diâmetro de base igual à altura. Quando a altura do monte é de 3 m, a taxa de variação com
que a areia é despejada é de 0,01 m3/ min. Qual a taxa de variação da altura do monte quando esta for
de 3 m?

Questão 11. Sabemos que a área de um quadrado é função do seu lado. Determinar:
a) A taxa de variação média da área de um quadrado em relação ao lado quando este varia de 2,5 para
3 m.
b) A taxa de variação da área em relação ao lado quando este mede 4 m.

Questão 12. Uma cidade é atingida por uma moléstia epidêmica. Os setores de saúde calculam que o
número n de pessoas atingidas pela moléstia depois de um tempo t (medido em dias a partir do primeiro

t3
dia de epidemia) é, aproximadamente, dado por n = 64 t − .
3
a) Qual a razão da expansão da epidemia no tempo t = 4?
b) Qual a razão da expansão da epidemia no tempo t = 8?
c) Quantas pessoas serão atingidas pela epidemia no 5° dia?

Questão 13. Um reservatório de água está sendo esvaziado para limpeza. A quantidade de água no

reservatório, em litros, t horas após o escoamento ter começado é dada por V = 50(80 − t ) 2 . Determinar:

a) A taxa de variação média do volume de água no reservatório durante as 10 primeiras horas de


escoamento.
b) A taxa de variação do volume de água no reservatório após 8 horas de escoamento.
c) A quantidade de água que sai do reservatório nas 5 primeiras horas de escoamento.

Questão 14. Um quadrado de lado l está se expandindo segundo a equação l = 2 + t 2, onde a variável t
representa o tempo. Determinar a taxa de variação da área desse quadrado quando t = 2.

Questão 15. Acumula-se areia em um monte com a forma de um cone onde a altura é igual ao raio da
base. Se o volume de areia cresce a uma taxa de 10 m 3/h, a que razão aumenta a área da base quando
a altura do monte é de 4 m?
117

GABARITO PARCIAL

Questão 01.
a) y’ = 2(x2 – 5x) + (2x – 3)(2x – 5) = 2x2 – 10x + 4x2 – 10x – 6x + 15 = 6x2 – 26x + 15
b) w’ = 1(t + 3) + (t – 1)1 = t + 3 + t – 1 = 2t + 2
c) p’ = 2t(2t + 3) + (t2 – 5)2 = 4t2 + 6t + 2t2 – 10 = 6t2 + 6t – 10

Questão 02.

13 3t 2 + 8t − 8 −10 t + 15
a) y’ = b) w’ = c) p’ =
2
( x + 5) (3t + 4) 2 2
( t − 3t + 5) 2

Questão 03.

4t + 5 −12
a) y’ = 15(5x – 2)2 b) w’ = c) p’ =
2 2t 2 + 5 t (2t − 5) 3

3t 3 .2
Questão 04. a) vm = 1 m/s b) v =  v(2) = = 1,5 m/s
4 + 3t 2 16

Questão 05.

dC dC
=x+3 (3) = 3 + 3 = 6 mil reais / unidade
dx dx

Quando a produção é de 3 unidades a receita da empresa está aumentado a uma taxa de 6 mil reais por
unidade produzida.

Questão 06.

a) Na água temos H = 0  - 16t2 + 16t + 32 = 0  t = 2s

dH
b) v =  v = -32t + 16  v(2) = - 48 m/s.
dt

dN t2 − 1
Questão 07. Como = temos:
dt ( t 2 + 1) 2

dN dN dN
a) (0,5) = - 0,48 % / semana b) (2) = 0,12 % / semana c) (8) = 0,015 % /
dt dt dt
semana

Questão 08. Resolvida em aula

Questão 09. Resolvida em aula

A dA dA
Questão 11. a) = 5,5 b) = 2l  ( 2 ) = 2 .4 = 8
l dl dl
118

Questão 12.

dn dn
a) = 64 − t 2  ( 4) = 64 – 42 = 48 pessoas/ dia
dt dt

Logo, no tempo t = 4, a moléstia está se espalhando à razão de 48 pessoas por dia.

dn
b) (8 ) = 0. Logo, no tempo t = 8, a epidemia está controlada.
dt

c) O número de pessoas atingidas pela moléstia durante o 5° dia é dado por: n(5) – n(4)  43 pessoas.

Questão 13.

V
a) = - 7500 litros /hora ( o sinal negativo indica que o volume de água está diminuindo com o tempo)
t

dV dV
b) = -100(80 – t)  (8) = - 7200 litros / hora
dt dt

c) No início temos V(0) = 320000 litros


5 horas depois o volume de água é dado por V(5) = 281250 litros
Volume de água que saiu do reservatório nas 5 primeiras horas é : 320000 – 281250 = 38750 litros.

Questão 14.
Sendo A a área de uma quadrado de lado l segue que A = l2, como l = 2 + t2 temos: A = (2 + t2)2.

dA
Queremos (2).
dt

dA dA
= 2(2 + t2).2t = 4t(2 + t2)  (2) = 48 unidades de área / unidade de tempo
dt dt
119

FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

Questão 01. Esboce o gráfico das funções y = senx e y = cosx no mesmo plano cartesiano.

Questão 02. Lembrando que (senu)’ = u’.cosu e que (cosu)’ = - u’.senu, calcule a derivada das
funções dadas abaixo:

a) y = 5sent b) y = sen(5t) c) y = 5 + sent d) y = 4 + 2cos(2t)

e) p = cos(t2 – 12t) f) w = sen(2t).cost g) w = [Link] h) p = 3sen(3t+2)

i) y = tgx j) f(t) = ksen(t + ) k) y = sen3t

Questão 03. O fluxo de um campo magnético através de uma bobina, em função do tempo, é dado
por  = [Link](t) onde B é a intensidade do campo, l o comprimento da espira e  a velocidade
angular da bobina. Pela “ Lei de Faraday” temos que a tensão V do circuito associado a esse campo
d
é dado por V = − .
dt
a) Escreva a equação do fluxo para B = 20, l = 2 e  = 4.
b) Determine expressão de V em função de t.
c) Pesquise quais são as unidades das grandezas envolvidas.

Questão 04. Um projétil lançado do chão com uma velocidade inicial de 800m/s, sem resistência do
ar, e formando um ângulo de  radianos com a horizontal (0 <  < /2) atinge uma altura h dada por
h = 10000sen2 metros acima do solo. Qual é a taxa de variação desta altura em relação a , para:
a)  = /6 b)  = /4 c)  = /3?
120

O próximo exercício é inspirado na robótica, a ciência que estuda o projeto e operação


de robôs industriais. O modelo apresentado é mais simples que os modelos utilizados na prática, que
envolvem o uso de várias articulações em um espaço tridimensional, mas serve para ilustrar os
princípios básicos envolvidos bem como, a importância da trigonometria.

Questão 05. A figura anterior mostra um braço robótico bidimensional com duas articulações, fixado
no ponto O e com um “cotovelo” no ponto B. Os comprimentos das duas hastes, r1 e r2 são fixos. Os
ângulos 1 e 2 podem ser controlados pelo operador ou por um programa de computador. A peça
conectada no ponto G, denominada garra, é que faz o trabalho. (Essa peça pode ser, por exemplo,
uma furadeira ou um dispositivo de soldagem).
a) Determine em função de 1, 2, r1 e r2 as coordenadas (x, y) da garra G.
b) Suponha que r1 = 15 cm e r2 = 12 cm. Determine as coordenadas da garra G para 1 = 22o e
2 = 39o.
dx dy
c) Suponha que r1 = 15 cm, r2 = 12 cm, 1 = 2t e 2 = 3t. Determine e . Qual o significado
dt dt
dessas derivadas?

Questão 06. Um foguete é lançado verticalmente para cima e é rastreado por uma estação de radar
localizada no solo a 4 milhas da plataforma de lançamento.
y

 = t

a) Sendo  a velocidade angular, determine a equação que fornece a altura y do foguete em função
do tempo t.
b) Encontre a velocidade do foguete em cada instante.
121

GABARITO

Questão 01.
y = sen x y=
cos x
x y x y
0 0 0 1
π/2 1 π/2 0
π 0 π -1
3 π/2 -1 3 π/2 0
2π 0 2π 1

y=cos x
1
y=sen x
X
π/2 π 3π/2 2π
-1

Questão 02.
a) y' = 5 cos t b) y' = cos(5t ).5 = 5 cos 5t c) y' = cos t
d) y' = 2.(−sen2t ).2 = −4sen2t e) p' =´−sen(t 2 − 12t ).(2t − 12) f) w' = 2 cos 2t cos t − [Link]

g) w' = sent + t. cos t h) p' = 9 cos(3t + 2)


senx
y = tgx  y =
cos x
i)
cos x. cos x − senx.(−senx ) sen 2 x + cos 2 x 1
y' = 2
= 2
= = sec 2 x
(cos x ) (cos x ) (cos x ) 2
df
= k. cos( wt +  ).w k) y' = 3sen2 t. cos t
dt
j)
df
= kw cos( wt +  )
dt

Questão 03.
 = 20 .2 [Link]( 4t ) v = 80. cos(4t ).4
a) B b)
 B = 80 .sen( 4t ) v = 320 . cos(4t )

Questão 04.
h = 10.000 sen 2  dh
= 10 .000 .2sen. cos  = 20 .000 sen. cos 
d
dh dh 2 2 dh 3 1
= 20 .000 sen. cos  = 2000 . . = 20 .000 . .
d
b) d 2 2 c) d 2 2
dh 1 3 dh dh
a) = 20 .000 . . = 10 .000 m / rad  8.500 m / rad
d 2 2 d d
dh
 8.500 m / rad
d
122

Questão 05.
x = r1. cos 1 + r2 . cos  2 b) r1 = 15cm  1 = 22º
a)
y = [Link] 1 + r2 .sen 2 r2 = 12cm   2 = 39º

x = [Link] 22+[Link] 39 = 23,24 cm


y = [Link] 22+[Link] 39 = 13,17 cm
c) r1 = 15cm  1 = 2t
r2 = 12cm   2 = 3t

x = [Link] 2t+[Link] 3t
x’ = 15.(-sen2t)2+12(-sen3t).3
x’ = -[Link] 2t – [Link] 3t

y = [Link] 2t+[Link] 3t
y’ = [Link] 2t.2 + [Link] 3t.3
y’ = [Link] 2t + [Link] 3t

Essas derivadas fornecem a velocidade instantânea da garra nos eixos horizontais e verticais.

Questão 06.
 = t
y
a) tg =  y = [Link]  y = [Link](t )
4

b) y' = 4. sec 2 (t ).


123

EXPONENCIAL E LOGARITMOS

Vimos que os problemas envolvendo crescimento populacional, juros compostos, disseminação de


doenças, desintegração de material radioativo etc, podem ser modelados através da função exponencial natural
1 n
y = ex onde e é o famoso número de Euler definido por : e = lim (1 + ) = 2,718...
n→  n

Questão 01. O modelo matemático que descreve o crescimento de uma cultura de bactérias é dada
1,25
por: P = onde P é o peso da cultura em gramas e t o tempo em horas. Utilizando esse
1 + 0,25 e −0,4t
modelo, complete a tabela abaixo:

t 0 1 10

Questão 02. Lembrando que (eu)’ = eu.u’ , determine a derivada das seguintes funções exponenciais:

2
−5 t
a) y = ex b) y = 2ex c) y = e2x d) p = e2t+5 e) p = e t

f) w = 5esenx g) w = [Link] h) y = ex + e-x

Questão 03.

a) Esboce o gráfico da função y = ex.


b) Trace a reta tangente ao gráfico da função y = e x no ponto de abscissa x = 1.
c) Determine a equação da reta tangente citada no item anterior.

Questão 04. Estima-se que daqui a t anos, a população de um certo país será P(t) = 50e 0,03t milhões
de habitantes.
a) Qual é a população atual desse país? Qual será a população daqui a 10 anos?
b) Atualmente qual é a taxa de variação da população com o tempo?
c) Quanto tempo será necessário para que a população desse país seja o triplo da atual?
124
Questão 05. Na Arqueologia: em 1960, [Link] ganhou o prêmio Nobel pela descoberta da
datação por carbono, uma técnica usada para determinar a idade de fósseis e artefatos.
Apresentamos a seguir uma descrição resumida da técnica.

A incidência de raios cósmicos nas camadas superiores da atmosfera converte parte do nitrogênio num isótopo
14
radioativo de carbono, C. A vegetação, pela absorção de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera, retém um pouco desse
14
isó[Link] as demais formas de vida também acabam retendo C pela cadeia alimentar. Enquanto vivo, o nível desse
isótopo no organismo é constante. Quando a planta, ou animal, morre, cessa a reposição de carbono 14 no organismo e esse
nível decresce, gradualmente, com o decorrer do tempo; a cada 5730 anos o nível de carbono 14 reduz-se à metade (tempo
de meia-vida). Nessas condições, esse nível, t anos após a morte, é dado por N(t) = N 0.e-kt , onde k é uma constante e vale
1,21.10-4. A partir dessas informações podemos obter uma estimativa da idade de um fóssil.

Testes realizados em um fóssil descoberto no sítio arqueológico de Debert, na Nova Escócia,


revelam que 28% do isótopo 14C original ainda estão presentes. Qual é a idade aproximada do fóssil,
sabendo-se que a lei matemática que descreve o nível do isótopo 14C daqui a t a anos é dado por
N(t) = N0.e-kt onde, k = 1,21.10-4 e N0 representa o nível de carbono 14 encontrado atualmente nos
seres vivos?
u'
Questão 06. Lembrando que (ln u)' = determine a derivada das seguintes funções logarítmicas:
u

a) y = lnx b) y = 2lnx c) y = ln(2x) d) y = ln(x 2 + 5x) e) y = ln(x+1)

ln x
f) p = ln(2t2 + 5t) g) w = ln(5t) h) p = [Link] I) w = m) y = ln( x − 1 )
x

Questão 07. O corpo de uma vítima de assassinato foi encontrado às 22 horas. Às 22h30 o médico
da polícia chegou e, imediatamente, mediu a temperatura do cadáver, que era de 32,5oC . Uma hora
mais tarde, mediu a temperatura outra vez e ela era de 31,5oC. A temperatura do ambiente foi
mantida constante a 16,5oC. Admita que a temperatura normal de uma pessoa viva seja de 36,5 oC, e
suponha que a lei matemática que descreve o resfriamento do corpo é dada por D(t) = D 0.e-2kt, em
que t é o tempo em horas, D0 é a diferença de temperatura do cadáver com o meio ambiente no
instante t = 0, D(t) é a diferença de temperatura do cadáver com o meio ambiente num instante t
qualquer, e k é uma constante positiva. Determine:
a) a constante k;
b) a hora em que a pessoa morreu.

Questão 08. A densidade populacional, a x quilômetros do centro de uma cidade, é dada por uma
função da forma D = A.e-kx. Encontre essa função, sabendo-se que a densidade populacional no
centro da cidade é de 15000 hab/km2, e a densidade a 10 km do centro é de 9000 hab/km 2.

Questão 09. A quantidade de uma certa substância radioativa remanescente após t anos é dada por
uma função da forma Q = Qoe-kt, onde Qo é a quantidade inicial e k uma constante positiva. Encontre
o tempo de meia-vida dessa substância.
125

GABARITO

Questão 01.
t 0 1 10
P 1 1,07 1,24

Questão 02.
a) y’=ex b) y’=2 ex c) 2.e2x d) p' = 2.e 2t +5
f) w' = 5.e senx . cos x g) w' = (1 + x).e x h) y' = e x − e − x
2 −5 t
e) p' = (2t − 5).e t

Questão 03.
a) y = e x
x y 8

0 1 7
2; 7,4

1 2,7 6
2 7,4 5

3
1; 2,7

1 0; 1

0
0 0,5 1 1,5 2 2,5

b) y = e x c) y − y 0 = m( x − x 0 )
y' = e x y − 2,7 = 2,7( x − 1)
y' (1) = e 1 = 2,7
y = 2,7x

tg −1 2,7 = 69 º 48'

Questão 04.
a) t = 0  P = 50.e 0 = 50 milhões de habitantes b) P(t) = 50.e 0,03 t
t = 10  P = 50 .e 0,03 .10 = 67,5 milhões de habitantes. P' (t) = 1,5.e 0,03 t
P' (0) = 1,5.e 0,03.0 = 1,5 milhões de habitantes/ano.
c) 150 = 50 .e 0,03 t
3 = e 0,03 t
ln 3 = 0,03 t
t  37anos

Questão 05.
0,28N 0 = N 0 .e −kt
ln 0,28 = ln e −kt  −1,27 = −kt
1,27
t=  10496 anos
1,21 .10 − 4

Questão 06.
1 2 1 2x + 5 1
a) y' = b) y' = c) y' = d) y' = e) y' =
x x x 2
x + 5x x +1
4t + 5 1 h) p' = ln t + 1 − ln x + 1 1
f) p' = 2 g) w ' = i) w ' = j) y' =
2t + 5 t t x2 2x − 2

Questão 07.
126
15 = 16 .e −2.k.1 D = D 0 .e −2.0,03 .t
e − 2k = 0,94 20 = 16.e −0,06.t
b)
a) ln e − 2k = ln 0,94 1,25 = e −0,06.t
− 2k ln e = ln 0,94 ln 1,25 = ln e −0,06 t
k = 0,031 t = −3,72 horas
t = −3 : 43h

Hora que ocorreu o crime:


22 : 30 − 3 : 43 = 18 : 47h

Questão 08.
x = 0  D 0 = 15000 hab / km2 = A
x = 10  D = 9000

D = A.e −k.x
9000 = 15000 .e −k.10
0,6 = e −k.10
ln 0,6 = ln e −k.10
k = 0,051

D = 15000 .e −0,051 .x

Questão 09.
1
Q 0 = Q 0 .e −k.t
2
1
ln = ln e −k.t
2
ln 2 −1 = −kt
− ln 2 = −kt
ln 2 0,693
t= 
k k
127

REFERÊNCIAS

EDWARDS, C.H.; PENNEY, D.E. Cálculo com Geometria Analítica. 4 ed.


RJ: LTC, 1999

EWEN, D. TOPPER, M. A. Cálculo Técnico. RJ: Hemus, 2008.

FLEMMING, D. M.; GONÇALVES, M.B. Cálculo A – Funções, Limite,


Derivação e Integração. 5 ed. SP: PEARSON, 2004

HIMONAS, A.; HOWARD, A. Cálculo – Conceitos e Aplicações. RJ: LTC,


2005

HUGHES-HALLETT, D. Cálculo Aplicado. 2. ed. RJ: LTC, 2005.

LARSON, R.E.; HOSTETLER, R.P.; EDWARDS, B.H. Cálculo com


Aplicações. 4 ed. RJ: LTC, 1998

SILVA, R.R.; MARTINI, S.C.; CAMARGO, L.C.; MENDES, N.D. Cálculo


Aplicado às Engenharias. SP. UMC, 2019.

STEWART, J. Cálculo. 7. ed. v.1. SP: Cengage Learning, 2014.


128
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SOBRE OS AUTORES

Robson Rodrigues da Silva


Graduado em Matemática pela Universidade de Mogi das Cruzes – UMC
Mestrado em Análise Matemática pelo IME – USP
Doutorado em Engenharia Biomédica pela UMC
Pós-Doutorado em Engenharia Biomédica pelo CEB – UNICAMP
Professor de Matemática do Colégio Unisuz
Professor e Pesquisador na Universidade de Mogi das Cruzes
Pesquisador Colaborador no Centro de Engenharia Biomédica – UNICAMP

Silvia Cristina Martini


Graduada em Matemática pela UFSCAR
Graduada em Análise e Desenvolvimento de Sistemas – UNIVERITAS
Mestrado e Doutorado em Engenharia Elétrica pela EESC – USP
Pós-Doutorado em Engenharia Elétrica pela EESC – USP
Professora e Pesquisadora na Universidade de Mogi das Cruzes

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