EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DA 1ª VARA FEDERAL DA CIRCUNSCRIÇÃO DE GUARAPUAVA, SEÇÃO
JUDICIÁRIA DO ESTADO DO PARANÁ
ANTONIO CARLOS VAZ DE OLIVEIRA, devidamente qualificado nos autos do
processo em epígrafe de Ação Previdenciária que promove em face do INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO
SOCIAL, igualmente qualificado, por intermédio de seu procurador judicial ao final firmado, vem perante Vossa
Excelência, apresentar suas CONTRARRAZÕES ao Recurso de Apelação interposto pela autarquia previdenciária,
requerendo, outrossim, sejam as mesmas recebidas e remetidas ao Egrégio Tribunal Regional Federal da 4ª
Região.
Termos em que,
pede e espera deferimento.
Londrina/PR, 27 de abril de 2023.
Fabiano Luiz de Oliveira
OAB/PR n. 38.156
Contra Razões ao Recurso interposto
Egrégio Tribunal Regional Federal da 4ª Região;
Colendo Colegiado;
Doutos Julgadores:
Data máxima vênia, a Autarquia sempre impõe diversas barreiras ao reconhecimento das
atividades especiais desenvolvidas, exigindo documentos impossíveis de obtenção pelo segurado, como PPP E
Laudos Técnicos de empresas extintas, de empregadores pessoa física (muito comum na construção civil), de
empresas que já forneceram documentos ao segurado, bem como declarações no que tange a intensidade e tipo
de exposição.
Assim, a própria Previdência Social faz exigências criando obstáculos intransponíveis ao
segurado, motivando uma verdadeira judicialização obrigatória dessas demandas.
Por esta razão, discorda o recorrido das indagações do recorrente que contradizem à
respeitável decisão prolatada pelo Meritíssimo Juízo a quo, pelas razões a seguir aduzidas.
•Agentes Químicos
“A exigência relativa à necessidade de explicitação da composição e concentração dos
agentes químicos a que o segurado estava exposto não encontra respaldo na legislação previdenciária, a qual
reconhece a especialidade do labor quando existe contato com agentes químicos nocivos à saúde, elencados na
legislação de regência. Nesse sentido: Embargos Infringentes nº 5004090-13.2012.404.7108, 3ª Seção, Des.
Federal Ricardo Teixeira do Valle Pereira, por unanimidade, juntado aos autos em 06/12/2013.
Note-se ser é dispensável o exame da concentração do agente químico (análise
quantitativa) para as substâncias arroladas no Anexo 13 da NR 15, em relação às quais é suficiente a avaliação
qualitativa de risco (IN 45/10 e 77/15).
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O STJ já decidiu que os óleos minerais são agentes químicos nocivos à saúde,
enquadrados na subespécie Hidrocarbonetos e Outros Compostos de Carbono, independente de especificação
sobre qual o tipo de óleo (STJ, AgInt no AREsp 1204070/MG, Rel. Min. Francisco Falcão, 2ª T., j. 08.05.2018).
Isso porque, quanto aos agentes químicos como hidrocarbonetos aromáticos, o contato
com esses agentes é responsável por frequentes dermatoses profissionais, com potencialidade de ocasionar
afecções inflamatórias e até câncer cutâneo em número significativo de pessoas expostas, em razão da ação
irritante da pele, com atuação paulatina e cumulativa, bem como irritação e dano nas vias respiratórias quando
inalados e até efeitos neurológicos, quando absorvidos e distribuídos através da circulação do sangue no
organismo, bem como problemas hepáticos, pulmonares e renais (nesse sentido: Apelação n° 0001699-
27.2008.404.7104/RS, Relator Des. Federal Celso Kipper, DE 26/09/2011, unânime).
Ainda nesse sentido, "os hidrocarbonetos constituem agente químico nocivo (Quadro
Anexo do Decreto nº 53.831/1964, o Anexo I do Decreto nº 83.080/1979, o Anexo IV do Decreto nº 2.172/1997 e
o Anexo IV do Decreto nº 3.048/99 - códigos 1.2.11, 1.2.10; 1.0.3, 1.017 e 1.0.19, respectivamente), de modo
que a atividade exercida sob a sua exposição habitual e permanente goza de especialidade" (TRF4 5024866-
96.2014.4.04.7000, TRS/PR, Rel. Des. Federal Luiz Fernando Wowk Penteado, 05.08.2018).
Com relação ao agente fumos metálicos, decorrente da utilização de solda de peças
metálicas, tem previsão no código 1.2.11 do Anexo I do Decreto nº 83.080/79 (fumos metálicos decorrentes da
utilização de solda elétrica), consubstanciando a especialidade da atividade, inclusive independentemente do nível
de sujeição sofrida pelo demandante.
Em suma, "a exposição a hidrocarbonetos aromáticos e fumos metálicos enseja o
reconhecimento do tempo de serviço como especial" (TRF4, APELREEX 0009385-37.2016.4.04.9999, 6ª T., Rel.
Juíza Federal Taís Schilling Ferraz, D.E. 01.08.2018; TRF4, REOAC 0017047-23.2014.4.04.9999, TRS/SC, Rel. Des.
Federal Celso Kipper, D.E. 20.07.2018).”1
Neste ponto os Ministérios do Trabalho, da Previdência e da Saúde editaram a Portaria
Interministerial n. 9, de 07 de outubro de 2014, publicando a Lista Nacional de Agentes Cancerígenos para
Humanos - LINACH, encontrando-se os "óleos minerais" no Grupo 1 - Agentes confirmados como carcinogênicos
para humanos.
Destarte como bem decidiu o MM juizo aquo, a simples presença do agente químico
nocivo no ambiente laboral, independente do nível de concentração, em meu sentir, é suficiente para caracterizar a
especialidade das atividades. Entretanto, o contato [com o agente químico nocivo] há de ser ínsito às atividades
desenvolvidas pelo trabalhador, o que não significa exposição ao longo de toda a jornada - o que, a bem da
1
(TRF4, AC 5061363-36.2019.4.04.7000, DÉCIMA TURMA, Relatora CLÁUDIA CRISTINA CRISTOFANI, juntado aos autos em 05/04/2023)
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verdade, ocorre em raras atividades -, mas de forma integrada à sua rotina de trabalho, não eventual nem
ocasional.
Assim, in casu, Excelência, considerando o exposto, demonstrada a exposição do
recorrido a hidrocarbonetos aromáticos, em especial a óleos e graxas, data vênia, deve a r. sentença ser mantida
quanto ao reconhecimento da especialidade da atividade exercida nos períodos de 22/06/1978 a 03/06/1981,
01/07/1981 a 06/12/1993, 12/08/1995 a 08/02/1997, 08/11/2011 a 20/03/2014, 21/03/2014 a 29/04/2015,
30/04/2015 a 28/04/2016, 29/04/2016 a 23/03/2017 e de 24/03/2017 a 17/07/2017.
• Uso do Equipamento de Proteção Individual
Deve-se ponderar que a utilização de equipamentos de proteção individual (EPI) é
considerada irrelevante para o reconhecimento da especialidade das atividades exercidas sob exposição a agentes
nocivos até 03/12/1998, data da publicação da MP 1.729/98, convertida na Lei 9.732/98, que alterou o § 2.º do
artigo 58 da Lei 8.213/91.
O próprio INSS já adotou esse entendimento na Instrução Normativa n° 45/2010 (artigo
238, § 6º).
Para os períodos posteriores, merece observância o decidido pelo Supremo Tribunal
Federal, no julgamento do ARE 664.335/SC em 04/12/2014, que fixou duas (02) teses distintas, que servirão para
o reconhecimento de tempo de serviço sob condições prejudiciais à saúde ou a integridade física.
1) o direito à aposentadoria especial pressupõe a efetiva exposição do trabalhador a
agente nocivo à sua saúde, de modo que, se o EPI for realmente capaz de neutralizar a nocividade não haverá
respaldo constitucional à aposentadoria especial;
2) na hipótese de exposição do trabalhador a ruído acima dos limites legais de tolerância,
a declaração do empregador, no âmbito do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), no sentido da eficácia do
Equipamento de Proteção Individual (EPI), não descaracteriza o tempo de serviço especial para aposentadoria.
Nos casos de exposição habitual e permanente a ruído acima dos limites de tolerância
sempre caracteriza a atividade como especial, independentemente da utilização ou não de EPI, ou de menção em
laudo pericial à neutralização de seus efeitos nocivos, uma vez que os equipamentos eventualmente utilizados não
detêm a progressão das lesões auditivas decorrentes
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Consoante já identificado pela medicina do trabalho, a exposição a níveis elevados de
ruído não causa danos apenas à audição, de sorte que protetores auriculares não são capazes de neutralizar os
riscos à saúde do trabalhador. Os ruídos ambientais não são absorvidos apenas pelos ouvidos e suas estruturas
condutivas, mas também pela estrutura óssea da cabeça, sendo que o protetor auricular reduz apenas a
transmissão aérea e não a óssea, daí que a exposição, durante grande parte do tempo de serviço do segurado
produz efeitos nocivos a longo prazo, como zumbidos e distúrbios do sono.
Em relação aos demais agentes, a desconfiguração da natureza especial da atividade em
decorrência da utilização de EPI’s é admissível, desde que estejam demonstradas no caso concreto a existência de
controle e peridiocidade do fornecimento dos equipamentos, a sua real eficácia na neutralização da insalubridade
e, ainda, que o respectivo uso era, de fato, obrigatório e continuamente fiscalizado pelo empregador.
A matéria foi objeto de exame pelo Tribunal Regional Federal da 4ª quarta Região no
Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas nº 5054341-77.2016.4.04.0000/SC (IRDR Tema 15), que
estabeleceu a seguinte tese jurídica: 'a mera juntada do PPP referindo a eficácia do EPI não elide o direito do
interessado em produzir prova em sentido contrário'.
Conforme estabelecido no precedente citado, há hipóteses em que é reconhecida a
ineficácia dos EPIs ante a determinados agentes nocivos, como em caso de exposição a ruído, a agentes
biológicos, a agentes cancerígenos e à periculosidade. Nessas circunstâncias, torna-se despiciendo o exame acerca
do fornecimento e da utilização de EPIs.
Nos demais casos, a eficácia dos equipamentos de proteção individual não pode ser
avaliada a partir de uma única via de acesso do agente nocivo ao organismo, mas a partir de toda e qualquer
forma pela qual o agente agressor externo possa causar danos à saúde física e mental do segurado trabalhador ou
risco à sua vida.
Conforme estabelecido no precedente citado, restou garantida ao segurado a
possibilidade de discutir a matéria e produzir provas no sentido de demonstrar a ineficácia do EPI e a permanência
da especialidade do labor, razão pela qual, nesta oportunidade o autor impugna a anotação aposta pela empresa
no item 15.7 do formulário padrão (PPP1), e requer a oportunidade de comprovar a ineficácia do EPI fornecido
pela empregadora.
Quanto a exposição a ruído, a exposição acima dos limites de tolerância sempre
caracteriza a atividade como especial, independentemente da utilização ou não de EPI, ou de menção em laudo
pericial à neutralização de seus efeitos nocivos, uma vez que os equipamentos eventualmente utilizados não detêm
a progressão das lesões auditivas decorrentes.
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Quanto a exposição aos agentes químicos, a utilização de luvas e cremes de proteção
não possui o condão de neutralizar a ação dos agentes nocivos a que estava exposto o segurado, uma vez que, os
Óleos minerais são derivados de petróleo contendo Hidrocarbonetos aromáticos, policíclicos, parafinas (alcanos
hidrocarbonetos alifáticos de cadeia aberta) cicloparafinas (hidrocarbonetos de cadeia fechada), que tem potencial
carcinógeno.
Considerando aspectos ínsitos à prestação laboral em análise, o constante manuseio de
óleos e graxas minerais podem conduzir a problemas que atingirão principalmente a pele ocasionando dermatites.
Os óleos e graxas agem sobre a pele obstruindo os poros e, com isto, agilizam a inflamação dos mesmos
provocando irritação, formação de pus e acne nas glândulas sebáceas.
Assim, não convincente a afirmação de que a utilização apenas de cremes de proteção,
ainda que de forma adequada, possui o condão de neutralizar a ação de agentes nocivos químicos, ainda mais
considerando que a exposição do segurado ocorria de forma "contínua e permanente".
Em relação ao Benzeno, trata-se de um composto tóxico, cuja exposição tem graves
efeitos na saúde. O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (US Departmentof Health
andHuman Services, DHHS) classifica o benzeno como um cancerígeno humano.
A exposição habitual a benzeno no ar pode provocar leucemia, câncer potencialmente
fatal do sangue para os órgãos hematopoiéticos, em indivíduos suscetíveis. Em particular, a leucemia mieloide
aguda ou leucemia não linfocítica, aguda não são contestadas como sendo causadas pelo benzeno.
Também é largamente conhecido por atingir o fígado, rins, pulmões, coração e cérebro,
podendo causar quebras da cadeia de DNA, provocando danos cromossômicos e, via de consequência, diversos
tipos de câncer
A este respeito, no parecer elaborado pela FUNDACENTRO para instruir o Inquérito Civil
Público n° 1.29.000.000814/2007-55, instaurado no MPF/RS, é afirmado que não há nível de exposição segura ao
benzeno, por ser muito tóxico e comprovadamente cancerígeno, conforme o item 6.1 do Anexo 13-A da NR-15, in
verbis:
6.1 O princípio da melhoria contínua parte do reconhecimento de que o benzeno é uma
substância comprovadamente carcinogênica, para a qual não existe limite seguro de exposição. Todos os esforços
devem ser dispendidos continuamente no sentido de buscar a tecnologia mais adequada para evitar a exposição
do trabalhador ao benzeno.
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Para registro, o benzeno foi descrito no citado parecer como "substância química do tipo
hidrocarboneto aromático, de odor característico, líquido, volátil, incolor, altamente inflamável, explosivo, não polar
e lipossolúvel".
Face sua toxicidade, com a publicação da Portaria Interministerial MTE/MS/MPS n. 09, de
07 de outubro de 2014, publicada em 08-10-2014, foi publicada a Lista Nacional de Agentes cancerígenos para
Humanos - LINACH, como referência para formulação de políticas públicas, onde constam três grupos de agentes:
Grupo 1 - carcinogênicos para humanos; Grupo 2A - provavelmente carcinogênicos para humanos e; Grupo 2B -
possivelmente carcinogênicos para humanos.
Em face disso, em 23-07-2015 o INSS editou o Memorando-Circular Conjunto n.
2/DIRSAT/DIRBEN/INSS, onde uniformizou os procedimentos para análise de atividade especial referente à
exposição aos agentes nocivos reconhecidamente cancerígenos, biológicos e ruído, dispondo serem considerados
agentes reconhecidamente cancerígenos os constantes do Grupo I da lista da LINACH que possuam o Chemical
Abstracts Service - CAS e que constem no Anexo IV do Decreto nº 3.048/99, cuja exposição será apurada na
forma qualitativa, sendo que a presença no ambiente de trabalho com possibilidade de exposição de agentes
nocivos reconhecidamente cancerígenos, será suficiente para comprovação da efetiva exposição do trabalhador.
In casu Excelência, considerando que o benzeno integra o Grupo 1 (agentes confirmados
como cancerígenos para humanos) do Anexo da Portaria Interministerial MPS/MTE/MS nº 09-2014, encontrando-se
registrado no Chemical Abstracts Service (CAS) sob o nº 71-43-2, e tem previsão no código 1.0.3 do Decreto nº
3.048/99, sendo passível de aposentadoria especial aos 25 anos, resta evidente tanto a insalubridade da atividade
de frentista exercida pelo autor nos períodos de 01/10/2004 a 01/08/2005, 06/01/2006 a 03/08/2006, 20/02/2008
a 13/03/[Link] sitio do Ministério da saúde se reconhece que o labor em postos e Combustíveis encontra-se
inserido num grupo der risco em relação à ação prolongado ao benzeno:
Embora a exposição ambiental ao benzeno seja importante, a magnitude da exposição
ocupacional é mais acentuada que na população em geral. Assim, trabalhadores de cadeias de extração e refino do
petróleo, siderúrgicas, indústrias petroquímicas, postos de gasolina e oficinas mecânicas são considerados grupos
de risco para o desenvolvimento de benzenismo, um quadro de manifestações clínicas tipicamente associado à
exposição prolongada ao benzeno. O diagnóstico de benzenismo é eminentemente clínico e epidemiológico,
fundamentando-se na história de exposição ocupacional e na observação de sinais e sintomas.
Como se observa trata-se de um composto tóxico, cuja exposição tem graves efeitos na
saúde. O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (US Departmentof Health andHuman
Services, DHHS) classifica o benzeno como um cancerígeno humano. A exposição prolongada a níveis excessivos
de benzeno no ar provoca leucemia, câncer potencialmente fatal do sangue para os órgãos hematopoiéticos, em
indivíduos suscetíveis. Em particular, a leucemia mieloide aguda ou leucemia não linfocítica, aguda não são
contestadas como sendo causadas pelo benzeno. Também é largamente conhecido por atingir o fígado, rins,
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pulmões, coração e cérebro, podendo causar quebras da cadeia de DNA, provocando danos cromossômicos e, via
de consequência, diversos tipos de câncer.
Assim, comprovada a ineficácia do EPI no presente caso onde, o recorrido, exerceu
atividade laboral exposto ao agente nocivo ruído e químicos em intensidades superiores aos limites legais,
previstos no conjunto normativo que rege a matéria, data máxima venia, deve a r. sentença ser mantida quanto ao
reconhecimento da especialidade da atividade exercida nos períodos de 22/06/1978 a 03/06/1981, 01/07/1981 a
06/12/1993, 12/08/1995 a 08/02/1997, 08/11/2011 a 20/03/2014, 21/03/2014 a 29/04/2015, 30/04/2015 a
28/04/2016, 29/04/2016 a 23/03/2017 e de 24/03/2017 a 17/07/2017.
•Pedidos da parte recorrida
Diante de todo o exarado Preclaros Julgadores, no caso em testilha, o critério adotado
pelo Meritíssimo Juiz a quo acerca do reconhecimento dos períodos de 22/06/1978 a 03/06/1981, 01/07/1981 a
06/12/1993, 12/08/1995 a 08/02/1997, 08/11/2011 a 20/03/2014, 21/03/2014 a 29/04/2015, 30/04/2015 a
28/04/2016, 29/04/2016 a 23/03/2017 e de 24/03/2017 a 17/07/2017, como atividades especiais, deve ser
mantido por este Egrégio Tribunal Regional Federal, sob pena de se manter o recorrido tolhido do seu direito a
percepção do beneficio previdenciário.
Desta forma sejam mantidos os benefícios da assistência judiciária gratuita requeridos,
por ser o recorrido pobre na acepção legal do termo, bem como, não seja conhecido ou provido o presente
recurso, mantendo-se a o julgamento contido na r. sentença monocrática, condenando-se o recorrente ao
pagamento de honorários de sucumbência, pelo trabalho adicional realizado em grau recursal, observando,
conforme o caso, o disposto nos §§ 2º a 6º e os limites estabelecidos nos §§ 2º e 3º do art. 85, por medida de
Justiça!
Nestes termos,
pede deferimento.
Londrina/PR, 27 de abril de 2023.
Fabiano Luiz de Oliveira
OAB/PR n. 38.156
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