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Imposto do Selo em Moçambique: Guia Completo

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1.

Introdução

O imposto de selo é, portanto, um dos impostos cobrados pelo Estado Moçambicano e


queserve, basicamente, para o financiar. É um imposto sobre o consumo, apenas aplicado
ematos que não estão sujeitos ao pagamento do IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado), não
sendo, portanto, acumulável com este, O Imposto do Selo é um imposto sobre o consumo, que
só pode ser aplicado em atos não sujeitos ao pagamento de IVA. Encontra-seregulamentado no
Código do Imposto do Selo (CIS) e serve para financiar o Estado.

Ilustração a situação sobre o imposto, O Imposto do Selo é um imposto sobre o consumo, quesó
pode ser aplicado em atos não sujeitos ao pagamento de IVA. Encontra-se regulamentadono
Código do Imposto do Selo (CIS) e serve para financiar o Estado. No regime estãoinclusos os
tributos de IRPJ, CPP, PIS/PASEP, COFINS, IPI, CSLL, ICMS e ISS.

Objectivos:

Objetivo gera

lEstudar o imposto selo profundamente nos decretos Moçambicanos.1.1.2.

Objetivo especifico:

Dar o conceito do imposto selo;

Fazer a descrição sobre o imposto de selo;

Ilustrar as demais obrigações.

IMPOSTO DO SELO

Incidência objectiva
Segundo o Artigo 1, Decreto n.º 6/2004, de 1 de Abril O Imposto do Selo incide sobre todos
osdocumentos, contratos, livros, papéis e actos designados na Tabela anexa a este Código,
delefazendo parte [Link] outros como:

Actos e contratos celebrados junto de notário e outros;

Emissão de apólices de seguro, no momento da cobrança dos prémios;

Emissão de cartões de crédito e de débito e cheques editados por instituições decrédito


domiciliadas em território nacional;

Emissão, aceitação ou apresentação a pagamento de letras e livranças;

Operações de crédito, incluindo os casos em que revista a forma de conta corrente,descoberto


bancário ou modalidade equivalente;

Operações realizadas por ou com intermediação de instituições de crédito,


sociedadesfinanceiras ou outras entidades a elas legalmente equiparadas, sempre que dêem
lugar a cobrança de juros, prémios, comissões ou outras contraprestações semelhantes;

Testamentos públicos, no momento em que forem efectuados, e testamentos cerradosou


internacionais, no momento da aprovação e abertura;

Livros de comerciantes, incluindo os casos em que sejam utilizadas folhas avulsasescrituradas


por sistema informático ou semelhante para utilização ulterior sob aforma de livro;

Empréstimos efectuados pelos sócios às sociedades.

Não estão sujeitas a imposto as operações abrangidas pela incidência do imposto sobre ovalor
acrescentado e dele não isentas.

Incidência subjectiva

Segundo o Artigo 2, Decreto n.º 6/2004, São sujeitos passivos do Imposto do Selo, asentidades
com interesse económico nas realidades referidas no artigo 1, suportando orespectivo encargo.

Em caso de interesse económico comum a várias entidades, o encargo do imposto é repartido


proporcionalmente por todas elas.

Para efeitos do disposto nos números anteriores, considera-se que o interesse económico
pertence:

a)aos adquirentes, na aquisição de partes sociais e de direitos de créditos dos sócios e


naaquisição de obrigações;
b)aos adquirentes, na aquisição onerosa ou por doação do direito de propriedade ou defiguras
parcelares desse direito sobre bens imóveis;

c)ao locador e ao sublocador, no arrendamento e subarrendamento;

d)Ao titular da conta, nos cheques e nos cartões de crédito.

e)Ao comodatário, no comodato;

f)As entidades obrigadas à sua apresentação/constituição, nas garantias;

g)Ao apostador, nas apostas e aos premiados nos prémios no caso dos jogos;

h)Ao procurador e ao substabelecido, nas procurações e substabelecimentos; operaçõesde


crédito;

i)Aos clientes das instituições de crédito, sociedades ou outras instituições financeiras,nas


restantes operações financeiras realizadas por ou com intermediação destasinstituições. Ao
tomador, nos seguros, e ao mediador, na atividade de mediação;

j)Ao sacado e ao devedor, nas letras e livranças;

k)Ao credor, nos títulos de crédito não referidos anteriormente;

l)Ao requerente, ao requisitante, ao primeiro signatário, ao beneficiário ou aodestinatário de


quaisquer outros atos, contratos e operações.

Segundo o Artigo 3, Decreto n.º 6/2004, afirma que, substitutos tributários sem prejuízodo
disposto no artigo anterior são também sujeitos passivos do Imposto do Selo, as
entidadeslegalmente incumbidas da sua liquidação e pagamento, conforme estabelece o artigo
14.

Territorialidade

Segundo o Artigo 4, Decreto n.º 6/2004, afirma que, aterritorialidade sem prejuízo
doestabelecido no presente Código e na Tabela que disponha em sentido diferente, o Imposto
do Selo recai sobre todos os factos referidos no artigo 1, ocorridos em território nacional.

Ficam, ainda, sujeitos a este imposto:

a)Os documentos, atos ou contratos emitidos ou celebrados fora do território nacional,nos


mesmos termos em que o seriam se no território nacional fossem emitidos oucelebrados,
quando apresentados em Moçambique para quaisquer efeitos legais;
b)As operações de crédito realizadas e as garantias prestadas por instituições de
crédito,sociedades financeiras ou por quaisquer outras entidades, independentemente da
suanatureza, sediadas no estrangeiro, por filiais ou sucursais no estrangeiro deinstituições de
crédito, de sociedades financeiras, ou quaisquer outras entidades,sediadas no território
nacional, a quaisquer entidades, independentemente da suanatureza, domiciliadas neste
território, considerando-se domicílio a sede, filial,sucursal ou estabelecimento estável;

c)Os juros, as comissões e outras contraprestações cobrados por instituições de créditoou


sociedades financeiras sediadas no estrangeiro ou por filiais ou sucursais noestrangeiro de
instituições de crédito nacional a quaisquer entidades domiciliadasneste território,
considerando-se domicílio a sede, filial, que intervenham narealização das operações.

Isenções subjetivas

Segundo o Artigo 5, Decreto n.º 6/2004, afirma que, as Isenções subjetivas estão isentas
doImposto do Selo, quando este constitua seu encargo nos termos do artigo 2, as
seguintesentidades:

a)O Estado;

b)as autarquias locais e as suas associações e federações de municípios;

c)as instituições de segurança social legalmente reconhecidas e bem assim asinstituições de


previdência social;

d)As associações de utilidade pública a que se refere a Lei n.º 8/91, de 18 de Julho,devidamente
reconhecidas;

e)As associações de mera utilidade pública que prossigam predominantemente fins científicos
ou culturais.

Outras isenções

Segundo o Artigo 6, Decreto n.º 6/2004, outras isenções ficam também isentos deste Imposto:

a)As apólices referidas na tabela anexa, dos resseguros, tomados a empresas


operandolegalmente em Moçambique;

b)As apólices referidas na tabela anexa, dos seguros dos ramos «Vida» e «Saúde»;

c)Os escritos de quaisquer contratos que devam ser celebrados no âmbito das operaçõesa
contado ou a prazo realizadas, registadas, liquidadas ou compensadas através da Bolsa de
Valores de Moçambique e que tenham por objeto, direta ou indiretamente,valores mobiliários;
d)Os empréstimos, incluindo os respectivos juros, concedidos por instituições de
créditomoçambicanas ou por fundos legalmente constituídos, a residentes que
desenvolvamatividades agrícola, silvícola, pecuária, pesca, comércio rural e industrial no
territórionacional;

e)Os empréstimos, incluindo os respectivos juros, para aquisição, construção,reconstrução ou


melhoramento de habitação própria;

f)Os empréstimos com características de suprimentos, incluindo os respectivos juros,efetuados


por sócios às sociedades em que seja estipulado um prazo inicial nãoinferior a um ano e não
sejam reembolsados antes de decorrido esse prazo;

g)A constituição e o aumento do capital social de sociedades;

h)A constituição e o aumento do capital resultante da entrega por uma ou maissociedades,


comerciais da totalidade do respectivo património ou de um ou váriosramos da sua atividade a
uma ou mais sociedades comerciais em vias de constituiçãoou já existentes;

i)Os títulos de dívida pública e respectivos juros, bem como a sua transmissão, emitidos para
financiamento do défice do Orçamento e da Tesouraria do Estado, bem como ostítulos de
Autoridade Monetária;

j)As transmissões de ações de sociedades e de títulos representativos do capital desociedades,


bem como as obrigações, quando realizadas como pressuposto deadmissão na cotação da Bolsa
de Valores de Moçambique;

k)As garantias das obrigações, quando materialmente acessórias de contratosespecialmente


tributados na tabela do Imposto do Selo anexa e sejam constituídassimultaneamente com a
obrigação garantida, ainda que em instrumento ou títulodiferente;

l)As apostas de jogos, não sujeitas ao imposto especial sobre o jogo, quando promovidos por
entidades se fins lucrativos;

m) O contrato de locação financeira previsto no respectivo Regulamento aprovado peloDecreto


n.º 45/94, de 12 de outubro, bem como as garantias e demais atos edocumentos que fazem
parte da operação;

n)As, doações e partilhas previstas nos artigos 3.2 e 3.3 da Tabela, feitas ao
cônjuge,descendentes e ascendentes;

o)Os processos de inventário orfanológico; os autos de pobreza, conselhos de famíliaavulsos e


quaisquer outros atos no interesse dos menores ou interditos; públicaintentados pelo Estado e
os termos e atos precisos para o levantamento dasindemnizações devidas aos expropriados,
incluindo os precatórios; os processos deembargos contra as indemnizações arbitradas por
expropriações, quando essesembargos sejam julga funcionários civis; os processos em que for
parte a Fazenda Nacional, o Ministério Público ou qualquer estabelecimento de
beneficência,compreendendo aqueles que forem necessários para os instaurar e instruir.

p)Os precatórios para levantamento dos depósitos provisoriamente os não adjudicadosaos


depositantes, os de levantamentos de custas a que se refere o Código dasExecuções Fiscais, os
levantamentos das letras que caucionem exactores e osdepósitos efetuados pelos serviços do
Estado quando o seu levantamento se faça paradar-lhe destino legal que não seja a sua entrega
a entidades não oficiais.

O disposto na alínea h) do no 1. Não se aplica quando socio seja entidade domiciliada


emterritório sujeito a regime fiscal privilegiado conforme previsto no artigo 59 do código
doimposto sobre o Rendimento das pessoas colectivas (CIRPC), aprovado pelo Decreto
no21/2002, de 30 de junho.

Segundo o Artigo 7, Decreto n.º 6/2004, sempre que tenha lugar qualquer isenção, indicar-se-á
no documento ou titulo a disposição legal que concede.

Valor tributável

Segundo o Artigo 8, Decreto n.º 6/2004, O valor tributável do Imposto do Selo é o que resultada
Tabela, sem prejuízo do disposto no número seguinte.

Nos contratos de valor indeterminado, a sua determinação é efetuada pelas partes,


nodocumento que o formaliza, baseando-se em critérios e elementos que permitam estimar
ovalor económico do ato.

Quando se fixe como valor do contrato, um preço a vigorar em data futura, o imposto será pago
de acordo com o preço corrente na data de formalização do acto.

No caso de não existir antecedentes ou não ser possível estimar o valor económico do ato,
oimposto será no valor fixo de 5 000 000,00MT.

Quando houver lugar a determinação do valor tributável por métodos indiretos serãoaplicadas
as regras dos impostos sobre o rendimento, com as necessárias adaptações.

Segundo o Artigo 9, Decreto n.º 6/2004, afirma que,Valor representado em moedaestrangeira:


sempre que os elementos necessários à determinação do valor tributável sejamexpressos em
moeda diferente da moeda nacional, as taxas de câmbio a utilizar são as taxasmédias de venda,
publicadas pelo Banco de Moçambique, na data da constituição daobrigação tributária.

Não existindo câmbio na data referida no número anterior aplicar-se-á o da última


cotaçãoanterior publicada a essa data.

Segundo o Artigo 10, Decreto n.º 6/2004,Valor representado em espécie: a equivalênciaem


unidade monetária nacional dos valores em espécie faz-se de acordo com as regrasseguintes e
pela ordem indicada:

a) Pelo preço tabelado oficialmente;

b) Pela cotação oficial de compra;

c) Pelo valor do mercado em condições de concorrência.

Segundo o Artigo 11, Decreto n.º 6/2004,Correcção do valor tributável: Sem prejuízo dodisposto
no artigo 8, a Repartição de Finanças da área do domicílio do sujeito passivo podealterar o valor
tributável declarado sempre que, nos contratos de valor indeterminado ou nadeterminação da
equivalência em unidades monetárias nacionais de valores representados emespécie, não
tiverem sido seguidas as regras, respectivamente, dos artigos 8 e 10.

O procedimento referido no número anterior não prejudica a aplicação das


sançõescorrespondentes à utilização de critérios não adequados ou elementos falsos na
determinaçãodo valor tributável.

Taxas

Segundo o Artigo 12, Decreto n.º 6/2004, diz que, As taxas do imposto são as constantes
daTabela anexa, em vigor no momento em que nasce a obrigação tributária.

Para os casos previstos no n ° 2 do artigo 6 é devido imposto à taxa dos actos constantes
doartigo 1 da Tabela, a aplicar sobre o valor do capital ou aumento do mesmo.

Não haverá acumulação de taxas do imposto num mesmo acto ou documento.

Quando mais de uma taxa estiver prescrita, somente é devida a maior.

Liquidação e pagamento

Segundo o Artigo 13, Decreto n.º 6/2004, diz que, Nascimento da obrigação tributária:

Para efeitos das obrigações previstas no presente capítulo, a obrigação tributária considera-
seconstituída:
a)Nos actos e contratos, no momento da assinatura pelos outorgantes;

b)Nas apólices de seguro, no momento da cobrança dos prémios;

c)Nos cartões de crédito e débito e nos cheques editados por instituições de


creditodomiciliadas em território nacional, no momento da cobrança da comissão deemissão,
quer a impressão seja efectuada pela instituição de credito, ou por qualquer outra entidade;

d)Nos documentos, actos ou contratos emitidos ou celebrados fora do territórionacional, no


momento em que forem apresentados em Moçambique junto dequaisquer entidades;

e)Nas letras emitidas em território nacional, no momento da assinatura pelo sacador


oudesconto dos mesmos por instituições de crédito;

f) Nas letras emitidas no estrangeiro, no momento em que forem aceites, endossadas


ouapresentadas a pagamento em território nacional;

g)Nas letras e livranças em branco, no momento em que possam ser preenchidas nostermos da
respectiva convenção de preenchimento;

h)Nas operações de crédito, no momento em que forem realizadas; se o crédito for utilizado sob
a forma de conta corrente, descoberto bancário ou qualquer outro meioem que o prazo não
seja determinado nem determinável, no último dia de cada mês;

i)Nas operações realizadas por ou com intermediações de instituições de credito,sociedades


financeiras ou outras entidades a elas legalmente equipadas, no momentoda cobrança dos
juros, prémios, comissões e outras contraprestações, considerando-seefectivamente cobrados,
os juros e comissões quando debitados e contas correntes àordem dos clientes;

j)Nos testamentos públicos, no momento em que forem efectuados, e nos testamentoscerrados


ou internacionais, no momento da aprovação e abertura;

k)Nos livros, antes da sua utilização, salvo se forem utilizadas folhas a avulsasescrituradas por
sistema informático ou semelhante para utilização ulterior sob formade livro, caso em que o
imposto se considera devido nos sessenta das seguintes aotermo do ano económico ou da
secção da actividade;

l)Nos empréstimos efectuados pelos sócios as sociedades às sociedades em que sejaestipulado


prazo não inferior a um ano e sejam reembolsados antes desse prazo, noomento do reembolso;

m)Nos restantes casos, na data da emissão dos documentos, títulos e papéis ou daocorrência
dos factos;
n)Em caso de actos, contratos, documentos, títulos, livros, papéis e outros factos previstos na
Tabela anexa ao presente Código em que não intervenham a qualquer título pessoas colectivas
ou pessoas singulares no exercício de actividade decomércio, indústria ou prestação de serviços,
quando forem apresentados perantequalquer entidade pública.

Segundo o Artigo 14, Decreto n.º 6/2004, diz que, a liquidação e o pagamento do imposto
competem às seguintes entidades:

a)Notários, conservadores dos registos civil, comercial, predial e outras entidades públicas,
incluindo os estabelecimentos e organismos do Estado, relativamente aosactos, contratos e
outros factos em que sejam intervenientes, com a excepção doscelebrados perante notários
relativos a credito e garantias concedidos por instituiçõesde crédito, sociedades financeiras ou
outras entidades a elas legalmente equiparadas e por quaisquer outras instituições financeiras,
e quando, nos termos da alínea n) doartigo anterior, os contratos ou documentos lhes sejam
apresentados para qualquer efeito legal.

b)Entidades concedentes do crédito e da garantia ou credoras dos juros, prémios,comissões e


outras contraprestações;

c)Instituições de crédito, sociedades financeiras ou outras entidades a elas


legalmenteequiparadas residentes que tenham descontado títulos de crédito,
intermediadooperações de crédito, garantias peticionadas ou juros, comissões e
outrascontraprestações devidos por residentes em territórios nacional a instruções de créditoou
sociedades financeiras domiciliadas fora deste território;

d)Entidades mutuárias, beneficiárias da garantia ou devedoras dos juros, comissões eoutras


contraprestações no caso das operações referidas na alínea anterior que nãotenham sido
intermediadas por instituições de crédito, sociedades financeiras ououtras entidades a elas
legalmente equiparadas, e cujo credor não exerça a actividade,em regime de livre prestação de
serviços, no território moçambicano;

e)Empresas seguradoras relativamente à soma do prémio do seguro, custo da apólice


equaisquer outras importâncias cobradas em conjunto ou em documento separado, bemcomo
às comissões pagas a mediadores líquidas de imposto;

f)Entidades emitentes de letras e outros títulos de crédito, entidades editantes decheques,


cartões de crédito e de débito e livranças ou, no caso de títulos emitidos noestrangeiro, a
primeira entidade que intervenha na negociação ou pagamento;

g)Locador e sublocador, nos arrendamentos e subarrendamentos;


h)Outras entidades que intervenham nos actos e contratos ou emitam ou utilizem
osdocumentos, livros, títulos ou papéis;

i)Representantes que, para o efeito, são obrigatoriamente nomeados em Moçambique pelas


instituições de crédito ou sociedades financeiras que, no territóriomoçambicano, realizam
operações financeiras em regime de livre prestação deserviços que não sejam intermediadas
por instituições de crédito ou sociedadesfinanceiras domiciliadas em Moçambique;

j)Representantes que, para o efeito, são obrigatoriamente nomeados em Moçambique por


quaisquer entidades que, no território moçambicano, realizem quaisquer outrasoperações
abrangidas pela incidência do presente Código em regime de livre prestação de serviços.

Tratando-se de imposto devido por operações de crédito ou garantias prestadas por


umconjunto de instituições de crédito ou de sociedades financeiras, a liquidação do imposto
pode ser efectuada globalmente por qualquer daquelas entidades sem prejuízo
daresponsabilidade, nos termos gerais, de cada uma delas em caso de incumprimento.

Segundo o Artigo 15, Decreto n.º 6/2004, diz que, Responsabilidade tributaria: Sem prejuízo do
disposto no artigo 14, são solidariamente responsáveis com o sujeito passivo pelo pagamento
do imposto as pessoas que, por qualquer outra forma, intervierem nos actos,contratos e
operações, ou receberem ou utilizarem os livros, papéis e outros documentos,desde que
tenham colaborado dolosamente na falta de liquidação ou arrecadação do imposto,ou, na data
daquela intervenção, recepção ou utilização, não tenham dolosamente exigido amenção a que
alude o n° 2 do artigo 17.

Tratando-se das operações referidas nas alíneas i) e j) do artigo anterior, a entidade a quem
osserviços são prestados é sempre responsável solidariamente com as entidades emitentes
dasapólices e com as instituições de crédito, sociedades financeiras e demais entidades
nelasreferidas.

O disposto no n° 1 aplica-se aos funcionários públicos que tenham sido


condenadosdisciplinarmente pela não liquidação ou falta de entrega dolosas da prestação
tributária, ou pelo não cumprimento da exigência prevista na parte final do mesmo número.

Segundo o Artigo 16, Decreto n.º 6/2004, afirma que,forma de pagamento: O Imposto doSelo é
sempre pago por meio de guia.

Segundo o Artigo 17, Decreto n.º 6/2004, afirma que:


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Prazo, local de pagamento, caducidade e juros compensatórios

O Imposto do Selo é pago pelas entidades a quem incumba essa obrigação nas Repartições
deFinanças ou qualquer outra entidade autorizada nos termos da lei até ao dia 20 do
mêsseguinte àquele em que a obrigação tributária se tenha constituído.

Nos documentos, títulos e livros sujeitos a imposto são mencionados o valor do imposto e adata
da liquidação.

Sempre que o imposto deva ser liquidado pelos serviços da administração tributária e
oquantitativo da liquidação não seja inferior a 100 000MT, o sujeito passivo será notificado para
efectuar o seu pagamento no prazo de quinze dias, na Repartição de Finanças da área aque
pertença o serviço liquidador.

O imposto devido pelas, operações aduaneiras é liquidado pelos serviços da Direcção Geraldas
Alfândegas e pago junto destes serviços, conjuntamente com outras imposiçõesaduaneiras,
sendo devidas.

Sempre que, por facto imputável ao sujeito passivo, for retardada a liquidação ou o pagamento
de parte ou da totalidade do imposto devido, acrescerão ao montante do imposto juros
compensatórios, de harmonia com o artigo 76 do Código do Imposto sobre oRendimento das
Pessoas Singulares.

Os juros referidos no número anterior serão contados dia a dia, a partir do dia imediato
aotermo do prazo para a entrega do imposto ou, tratando-se de retardamento da liquidação, a
partir do dia em que o mesmo se iniciou, até à data em que for regularizada ou suprida a falta.

Só poderá ser liquidado o Imposto do Selo até ao fim do quinto ano seguinte ao da
ocorrênciado facto gerador do imposto, devendo a correspondente liquidação ser notificada,
dentro domesmo prazo, ao contribuinte.

Obrigações acessórias e fiscalização (Obrigações declarativas e contabilísticas)Segundo o


Artigo 18, Decreto n.º 6/2004, afirma que, Declaração anual: Os sujeitos passivos do imposto
ou os seus representantes legais são obrigados a apresentar anualmentedeclaração
discriminativa do imposto do selo liquidado.

A declaração a que se refere o número anterior é de modelo oficial e constitui um anexo


àdeclaração anual de informação contabilística e fiscal prevista no artigo 106 do Código
doImposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (CIRPC) e no artigo 98 do Código
doImposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (CIRPS), devendo ser apresentada nos
prazos aí previstos.
Sempre que aos serviços da Administração Tributária se suscitem dúvidas sobre quaisquer
elementos constantes das declarações, notificarão os contribuintes para prestarem por
escrito,no prazo que lhes for fixado, nunca inferior a dez dias, os esclarecimentos necessários.

Segundo o Artigo 19, Decreto n.º 6/2004, afirma que,Obrigações contabilísticas:Asentidades


obrigadas a possuir contabilidade organizada nos termos dos Códigos do IRPS e doIRPC devem
organizá-la de modo a possibilitar o conhecimento claro e inequívoco doselementos necessários
à verificação do Imposto do Selo liquidado, bem como a permitir o seucontrolo.

Para cumprimento do disposto no n.° 1, são objecto de registo as operações e os


actosrealizados, sujeitos a Imposto do Selo.

O registo das operações e actos a que se refere o número anterior é efectuado de forma
aevidenciar:

a)O valor das operações e dos actos realizados sujeitos a imposto, segundo o artigoaplicável da
Tabela;

b)O valor das operações e dos actos realizados isentos de imposto;

c)O valor do imposto liquidado, segundo o artigo aplicável da Tabela;

d)O valor do imposto compensado.

As pessoas que nos termos dos Códigos do IRPC e do IRPS não estejam obrigadas a possuir
contabilidade organizada, bem como os serviços públicos, quando obrigados à liquidação
eentrega do Imposto do Selo nos cofres do Estado, devem possuir registos adequados
aocumprimento das alíneas do número anterior.

Os documentos de suporte aos registos referidos neste artigo e os documentos


comprovativosdo pagamento do Imposto do Selo serão conservados em boa ordem durante o
prazo de dez anos.

Outras obrigações acessórias de entidades públicas e privadas

Segundo o Artigo 20, Decreto n.º 6/2004, afirma que, Declaração anual das entidadespública:
Os serviços, estabelecimentos e organismos do Estado e das autarquias locais,incluindo os
dotados de autonomia administrativa ou financeira e ainda que personalizados,as associações e
federações de municípios, bem como outras pessoas colectivas de direito público, as pessoas
colectivas de utilidade pública e as empresas públicas remetem àsRepartições de Finanças da
respectiva área a declaração a que se refere o artigo 18.
O mesmo decreto Artigo 21, diz que, Elaboração de questionários,Os serviços daAdministração
Tributária poderão enviar às pessoas singulares ou colectivas e serviços públicos questionários
quanto a dados e factos de carácter específico relevantes para ocontrolo do Imposto do Selo
que devem ser devolvidos, depois de preenchidos e assinados,no prazo que lhes for assinalado,
o qual não poderá ser inferior a dez dias úteis.

O mesmo decreto Artigo 22, diz que, Cautela fiscal: Quando, em processo judicial, semostre não
terem sido cumpridas quaisquer obrigações previstas no presente Código directaou
indirectamente relacionadas com a causa, deve o oficial judicial, no prazo de dez dias,
comunicar a infracção à Repartição de Finanças da área da ocorrência do facto tributário, para
efeitos da aplicação do presente Código.

O mesmo decreto Artigo 23, diz que, Títulos de crédito emitidos no estrangeiro: Os títulosde
crédito emitidos no estrangeiro não podem ser sacados, aceites, endossados, pagos ou por
qualquer modo negociados em território nacional sem que se mostre cobrado o
respectivoimposto.

O mesmo decreto Artigo 24, diz que, Legalização dos livros: Não podem ser legalizados oslivros
sujeitos a Imposto do Selo enquanto não for liquidado o respectivo imposto, nemefectuada a
menção a que obriga o n.° 2 do artigo 17.

O mesmo decreto Artigo 25, diz que, Contratos de arrendamento: As entidades no artigo 2,
bem como os locadores que, sendo pessoas singulares, não exerçam actividades de
comércio,industria ou prestação de serviços, são obrigadas a comunicar a Repartição de
Finanças daárea da situação do prédio, os contratos de arrendamento, subarramento e
respectivas promessas, bem como as suas alterações.

A comunicação referida no número anterior é efectuada até ao fim do mês seguinte ao doinício
do arrendamento, subarrendamento, das alterações ou, no caso de promessa,
dadisponibilização do bem locado.

No caso de o contrato de arrendamento ou subarrendamento apresentar a forma escrita,


acomunicação referida no número 1 é acompanhada de um exemplar do contrato.

O mesmo decreto Artigo 26, diz que, Processo individual: Na Repartição de


Finançascompetente organizar-se-á em relação a cada sujeito passivo um processo, com
carácter sigiloso, em que se incorporem as declarações e outros elementos que se relacionem
com omesmo.

Os sujeitos passivos, pessoalmente ou através de representante devidamente credenciado,


poderão examinar na respectiva Repartição de Finanças o seu processo individual.

Disposições diversas

O mesmo decreto Artigo 27, diz que, Cheques: A impressão dos cheques é feita
pelasinstituições de crédito para uso das entidades emitentes que nelas tenham
disponibilidades.

Os cheques são numerados por séries e, dentro destas, por números.

Em cada instituição de crédito haverá um registo dos cheques impressos contendo número
deseries, número de cheques de cada serie, total de cheques de cada impressão, data d
recepçãode cheques impressos, impostos do selo devido e data e local do pagamento.

O mesmo decreto Artigo 28, diz que, letras e livranças: As letras emitidas obedecerão
aosrequisitos previstos na lei uniforme rélativa a letras e livranças.

O modelo das letras e livranças e suas características são estabelecidos em DiplomaMinisterial


do ministro que superintende a área das Finanças.

As letras editadas pelas empresas públicas e sociedades regularmente constituídas


serãoimpressas nas tipografias autorizadas para o efeito por despacho do ministro que
superintendea área das finanças.

As letras referidas no número anterior contêm numeração sequencial impressatipograficamente


com uma ou mais séries, convenientemente referenciadas.

A aquisição das letras é efectuada mediante requisição de modelo oficial que contém
aidentificação fiscal da entidade adquirente, bem como da tipografia, ficando esta
sujeitarelativamente ao registo e comunicação às mesmas obrigações aplicáveis à impressão
dasfacturas com as adaptações necessárias.

As entidades que emitam letras e editem livranças devem possuir registo onde conste onúmero
sequencial, a data de emissão e o valor da letra ou livrança, bem como o valor e adata de
liquidação do imposto.

As letras oficialmente editadas são requisitadas nos serviços locais da AdministraçãoTributária


ou noutros estabelecimentos que aquela autorize.

As livranças são exclusivamente editadas pelas instituições de crédito e sociedadesfinanceiras.

Garantias dos contribuintes


Segundo o Artigo 29, Decreto n.º 6/2004, afirma que, Garantias dos contribuintes: Àsgarantias
dos contribuintes aplica-se a Lei n.° 15/2002, de 26 de Junho, Lei de Bases doSistema Tributário
e demais legislação aplicável.

O mesmo decreto Artigo 30, diz que, Restituição do imposto: Sem prejuízo do disposto
nosartigos anteriores, os sujeitos passivos podem solicitar reembolso do imposto
indevidamente pago no prazo de cinco anos contados a partir da data do pagamento.

Para efeitos do disposto no número anterior, os interessados apresentam, juntamente com o


pedido, os documentos comprovativos da liquidação e pagamento do imposto.

O mesmo decreto Artigo 31, diz que, Compensação do imposto: Se depois de efectuada
aliquidação do imposto pelas entidades referidas nas alíneas a) a e) do n.° 1 do artigo 14 for
anulada a operação ou reduzido o seu valor tributável em consequência de erro ou
invalidade,as entidades poderão efectuar a compensação do imposto liquidado e pago até à
concorrênciadas liquidações e entregas seguintes relativas ao mesmo número ou ponto da
tabela.

No caso de erros materiais ou de cálculo do imposto liquidado e pago a correção, pelas


entidades referidas no número anterior, poderá ser efectuada por compensação nas entregas
seguintes:

-A compensação do imposto referida nos números anteriores deve ser efectuada no prazo
deum ano, contado a partir da data que o imposto se torna devido.

-A compensação doimposto só poderá ser efectuada se devidamente evidenciada na


contabilidade, nos termos daalínea d) do n.° 3 do artigol9.

Disposições finais

Segundo o Artigo 32, Decreto n.º 6/2004, afirma que, Assinatura de documento: Asdeclarações,
relações e comunicações são assinadas pelas entidades obrigadas à suaapresentação ou pelos
seus representantes ou por gestor de negócios, devidamenteidentificados.

São recusadas as declarações, relações e comunicações que não se mostrem devidamente


preenchidas e assinadas, sem prejuízo das sanções estabelecidas pana a falta da
suaapresentação.

O mesmo decreto Artigo 33, diz que, Envio pelo correio: As declaraçoés previstas neste Código,
assim como quaisquer outros elementos declarativos ou informativos que devam ser enviados à
Administração Tributária, podem ser remetidas pelo correio.
No caso previsto nos números anteriores, a remessa deve ser efectuada de modo que
arecepção ocorra dentro do prazo fixado, considerando-se cumprido o prazo desde que se
prove que a remessa se faz com uma antecedência mínima do cinco dias ao do termo do prazo.

Conclusão

Em virtude dos factos mencionados anteriormente, ficou claro que O imposto de selo é,
portanto, um dos impostos cobrados pelo Estado Moçambicano e que serve, basicamente, para
o financiar. Tratando-se de imposto devido por operações de crédito ou garantias prestadas por
um conjunto de instituições de crédito ou de sociedades financeiras, aliquidação do imposto
pode ser efetuada globalmente por qualquer daquelas entidades, sem prejuízo da
responsabilidade, nos termos gerais, de cada uma delas em caso deincumprimento.

Bibliografia

• Decreto n.º 6/2004, de 1 de Abril, Cria a Administração Tributária dos Impostos e


aprova o respectivo Estatuto Orgânico.

• O quadro legal para impostos em Moçambique. No. 1 sistema Geral. Edição II


Dezembro2011.
INTRODUÇÃO

A integração económica regional é definida como a “conexão de várias partes de um todo;


outros a consideram como sendo várias formas de cooperação internacional, argumentando
que a simples existência de relações comerciais entre economias nacionais independentes, já
é um sinal de integração” (Balassa, 1973).

A União Africa reconheceu oito Comunidades Económicas Regionais (REGs), cumprindo com o
artigo 19 do Acto Constitutivo da União Africana (UA), “Racionalização das REGs”. Os Chefes
de Estado e de Governo da União Africana, reunidos na sua 7ª sessão ordinária de 1 e 2 de
Julho de 2006, reconheceram as seguintes comunidades: Comunidade Económica da África do
Oeste (CEDEAO); Mercado Comum da África Oriental e Austral (COMESA); Comunidade
Económica dos Estados da África Central (CEEAC); Autoridade Intergovernamental para o
Desenvolvimento (IGAD); União do Magrebe Árabe (UMA); Comunidade dos Estados Sahelo-
Saharianos (CEN-SAD); Comunidade da África Oriental (CAE) e Comunidade de
Desenvolvimento da África Austral (SADC) na qual abordaremos como tema do trabalho a que
nos compete desenvolver com mais ênfase no desenrolar do trabalho.

CAPITULO 1: O PROCESSO DE INTEGRAÇÃO ECONÔMICA

O processo de integração econômica é um conjunto de medidas que tem como objetivo


promover a aproximação e a união entre as economias de dois ou mais países. Geralmente
essas medidas começam com reduções tarifárias aplicadas ao comércio entre os países que
fazem parte do processo de integração; o segundo passo é reduzir as restrições não-tarifárias,
ou seja, barreiras que limitam o intercâmbio. Os processos de integração econômica são
classificados em diversas modalidades, variando de acordo com o grau de profundidade dos
vínculos que se criam entre os países envolvidos. (FLORÊNCIO e ARAÚJO, 1996:25)

1.1. Estágios da Integração Económica

a) Zona de Preferência Tarifária – ZPT

Este processo de integração é bem rudimentar. Consiste apenas em assegurar níveis tarifários
preferenciais entre os países membros do grupo, ou seja, passarão a trabalhar com tarifas
inferiores às cobradas de países terceiros. De igual modo há redução ou eliminação de
barreiras alfandegárias para o comércio dentro da zona integrada.

b) Zona de Livre Comércio - ZLC

Este modelo de integração econômica consiste na eliminação de barreiras tarifárias e não-


tarifárias incidentes sobre o comércio entre os países envolvidos. Podemos considerar como
exemplo deste modelo é o NAFTA – North American Free Trade Agreement (Acordo de Livre
Comércio da América do Norte), formado entre Estados Unidos, México e Canadá, cujo
objetivo é a eliminação de alíquotas de importação no intercâmbio de produtos.

"Nas discussões desenvolvidas no GATT, considera-se que um acordo comercial, para ser
considerado uma Zona de Livre Comércio, deve abarcar pelo menos 80% dos bens
comercializados entre os países membros, ou seja, devem ser eliminadas as barreiras que
atingem pelo menos 80% dos produtos." Afirmam FLORÊNCIO e ARAÚJO (1996:26)

c) União Aduaneira – UA

Consiste em uma Zona de Livre Comércio, dotada também de uma Tarifa Externa Comum. No
caso, aplica-se uma mesma tarifa para os produtos importados provenientes de países
terceiros. Segundo a história, nos diz que esta forma de integração tornou-se conhecida já no
século XIX, pela Zollverein, que culminou na união do Reino da Prússia a outros Estados
alemães menores, antes da unificação de 1871.

"Historicamente, o caso certamente mais famoso desse gênero de integração foi a Zollverein
(que em alemão significa exatamente União Aduaneira), planejada e desenvolvida na década
de 1850 por Otto von Bismarck, e que proporcionou a base econômica para a unificação
política da Alemanha." afirmam: FLORÊNCIO e ARAÚJO (1996:26)

d) Mercado Comum (Única)– MC

Este tipo de integração não prevê apenas a livre circulação de bens, como é o caso da União
Aduaneira, mas também a livre circulação de serviços, capitais e mão-de-obra. Além disso, o
Mercado Comum pressupõe a coordenação de políticas macroeconômicas, de maneira que
todos os países membros sigam os mesmos parâmetros para fixar suas taxas de juros e
câmbios e na definição de sua política fiscal.
e) União Econômica e Monetária – UEM

Esta é a última fase do estágio da integração económica e mais completo, com a subsistência
de um livre comércio, eliminação das barreiras comerciais; uma tarifa externa comum; livre
circulação de capital, serviços e mão-de-obra; harmonização das políticas fiscais e monetárias
e finalmente uma moeda comum. Este estágio não obstante da U.E, ainda não foi alcançado
na sua essência por uma outra integração regional. Sendo este a mais elevada etapa da
integração.

Para FLORÊNCIO e ARAÚJO (1996:26): "Ela ocorre quando existe uma moeda única e uma
política monetária inteiramente unificada, conduzida por um banco Central Comunitário."

Percebe-se portanto que a integração económica é constituída por diversas etapas ou estágio
sucessivas de um processo gradual, na qual cada estágio

Moeda Única

Meta

A etapa final no processo de aprofundamento da integração económica regional na SADC é a


implementação de uma moeda única, que estabelecerá a região como uma União Económica. O
Quadro de Implementação do Plano Estratégico Indicativo de Desenvolvimento Regional define
2018 como prazo para a consecução deste marco.

Resultados e Impacto

Embora a data prevista para o lançamento de uma Moeda Única esteja a vários anos da sua
concretização, o Comité Director dos Sistemas de Pagamento da SADC desenvolveu uma
proposta para o estabelecimento de um sistema destinado a facilitar a liquidação e o
pagamento transfronteiriço. Este sistema permitiria a liquidação das operações de pagamento
numa local central e basear-se-ia numa moeda única. Este sistema-modelo será inicialmente
testado nos actuais países da Zona Monetária Comum que utilizam o Rand sul-africano (África
do Sul, Lesoto, Namíbia e Suazilândia) e, se for bem sucedido, estará pronto a ser implementado
nos restantes Estados-Membros da SADC à medida que a região avançar no seu processo de
integração.
Desafios

Actualmente, o maior desafio para alcançar este objectivo, e qualquer um dos marcos de
integração mais avançados em termos económicos, é a falta de clareza em torno da questão dos
países que são membros de mais de uma união aduaneira. Só quando esta questão for resolvida
é que a SADC poderá avançar com a sua agenda de integração económica regional.

União Monetária

Meta

Designa-se por União Monetária quando dois ou mais países alcançam a convergência
macroeconómica, estabilizam e harmonizam os sistemas cambiais, liberalizam as transacções de
capitais e de contas correntes e adoptam abordagens orientadas para o mercado na condução
da política monetária. O estabelecimento da União Monetária na região da SADC é um dos
objectivos primordiais do Protocolo da SADC sobre o Comércio e um marco fundamental nos
esforços para uma integração mais profunda na SADC.

O quadro de implementação do Plano Estratégico Indicativo de Desenvolvimento Regional


identificou 2016 como o ano para a concretização deste marco, após a criação da Zona de
Comércio Livre, da União Aduaneira e de um Mercado Comum. Uma vez que houve atrasos em
relação ao segundo e terceiro marcos de integração, a União Monetária também pode sofrer
atrasos.

Os planos para a criação da União Monetária na SADC são apoiados pelo Comité de
Governadores dos Bancos Centrais da SADC, que lidera a cooperação entre os bancos centrais
da região. Esta cooperação visa reforçar a cooperação monetária regional através da reforma
dos sistemas de pagamento, compensação e liquidação; harmonização dos quadros
operacionais jurídicos para os bancos centrais e implementação das melhores práticas
bancárias.

Resultados e Impacto

Embora a criação da União Monetária da SADC não esteja prevista até 2016, na melhor das
hipóteses, estão a ser registados progressos consideráveis na preparação das condições para a
sua introdução:
Operacionalização dos sistemas de compensação e liquidação de pagamentos - o Sistema de
Liquidação por Bruto em Tempo Real foi desenvolvido para modernizar as liquidações de
pagamentos transfronteiriços e foi implementado em 12 Estados-Membros da SADC.

Implementação das melhores práticas, normas e padrões bancários - 14 Estados-Membros


introduziram uma aplicação para harmonizar os processos de supervisão bancária, desenvolvida
pelo subcomité de TIC do Subcomité de Supervisão Bancária da SADC.

Desenvolvimento de um quadro administrativo e jurídico institucional - em 2009, os Ministros


das Finanças da SADC desenvolveram e aprovaram a Lei Modelo do Banco Central, que foi
concebida para estabelecer quadros harmonizados de controlo das políticas cambiais, dos
procedimentos e sistemas bancários.

Desafios

Não obstante os progressos positivos nesta área, o Comité de Governadores dos Bancos
Centrais enfrentou desafios em termos de capacidade de recursos humanos e financiamento,
resultando em atrasos de alguns dos projectos destinados a facilitar a cooperação e
harmonização no sector bancário na SADC.

Mercado Comum

Meta

Um Mercado Comum consiste num acordo entre dois ou mais países que elimina todas as
barreiras comerciais entre si, estabelece barreiras tarifárias e não tarifárias comuns para os
importadores, e permite também a livre circulação de mão-de-obra, capital e serviços entre si.

O Mercado Comum da SADC é um dos principais objectivos da SADC na área do Comércio,


Liberalização Económica e Desenvolvimento e prevê-se que a região alcance este marco até
2015. Antes de alcançar este marco, a SADC deve criar uma União Aduaneira, que foi projectada
para ser concluída até 2010.

Cada um dos marcos nas áreas do Comércio, Liberalização Económica e Desenvolvimento


destina-se a colocar a região da SADC mais próxima de um Mercado Comum, o que, por sua vez,
se espera venha a reforçar o desenvolvimento industrial e aumentar a competitividade em
todos os sectores.
Resultados

Não obstante os actuais atrasos na concretização dos marcos precedentes, a SADC está a
trabalhar arduamente para superar os desafios apresentados pela União Aduaneira, com o
objectivo a longo prazo de criar um Mercado Comum.

Desafios

A SADC enfrenta actualmente dois grandes desafios à medida que os níveis de integração
avançam da Zona de Comércio Livre, passando pela União Aduaneira e em direcção a um
Mercado Comum:

Abordar os conflitos que possam surgir da tentativa de cumprir obrigações decorrentes da


adesão a vários organismos regionais e internacionais, tais como uniões aduaneiras e mercados
comuns.

Desenvolvimento de políticas e estratégias destinadas a apoiar grupos vulneráveis, populações


rurais e urbanas carenciadas, pequenas empresas, operadores informais e mulheres.

Regras de Origem

As Regras de Origem são os critérios necessários para determinar a origem de um produto. Os


governos aplicam diferentes métodos para definir as Regras de Origem. Alguns aplicam o
critério de alteração da classificação tarifária, outros o critério de valor acrescentado
percentual, e outros o critério de operação de fabrico ou transformação.

Num mundo globalizado, é cada vez mais importante que os Estados-Membros da SADC
harmonizem estas práticas, a fim de assegurar a sua coerência.

União Aduaneira

Meta

O Segundo Marco de Integração da SADC é a criação de uma União Aduaneira da SADC.

Uma União Aduaneira ocorre quando um grupo de países que criou uma zona de comércio livre
acorda numa pauta aduaneira externa comum e numa política comercial externa comum.
Impulsionado pela necessidade de aumentar as trocas comerciais e o desenvolvimento
económico na região, este marco centra-se na liberalização comercial e financeira, no
desenvolvimento industrial competitivo e diversificado e no aumento do investimento na
região. Todos estes elementos abrem caminho para a próxima etapa no quadro de
implementação do Plano Estratégico Indicativo de Desenvolvimento Regional no que diz
respeito aos Marcos de Integração - um Mercado Comum da SADC.

A data prevista para a criação de uma União Aduaneira incluída no Plano Estratégico Indicativo
de Desenvolvimento Regional foi 2010.

Resultados

Devido a limitações de capacidade dentro do Secretariado da SADC, a implementação do Plano


Estratégico Indicativo de Desenvolvimento Regional iniciou tarde, o que significa que este marco
ainda não foi alcançado. No entanto, prevê-se que a criação da União Aduaneira da SADC seja
concretizada até 2013.

Estes atrasos na implementação da União Aduaneira da SADC implicam que as seguintes etapas
na cadeia de marcos de integração sofrerão atrasos, incluindo o Mercado Comum e a União
Monetária da SADC.

Impacto

Embora a União Aduaneira da SADC ainda não tenha sido estabelecida, é possível apontar
outros exemplos regionais para mostrar os impactos da cooperação em matéria aduaneira e
comercial:

Acordo sobre o Açúcar

O Protocolo da SADC sobre Comércio inclui acordos especiais para produtos ou indústrias da
região que são “sensíveis” às forças do mercado externo, incluindo preços de mercado
artificialmente baixos. O Acordo sobre o Açúcar (Anexo VII) inclui medidas destinadas a reforçar
a cooperação e o apoio aos produtores de açúcar regionais.

apoio aos produtores de açúcar da África Austral foi concedido sob a forma de acesso
preferencial à União Aduaneira da África Austral (SACU), que é composta pelo Botswana,
Lesoto, Namíbia, África do Sul e Suazilândia. Os Estados-Membros da SADC com um excedente
de açúcar são autorizados a exportar uma parte acordada do excedente de açúcar para os
países membros da SACU sem pagar quaisquer direitos aduaneiros (com isenção de direitos). A
quantidade de açúcar que cada Estado-Membro da SADC pode exportar para a SACU é
proporcional à porção do Estado-Membro do excedente total de açúcar da SADC.

Desafios

A transição proposta da Zona de Comércio Livre da SADC para uma União Aduaneira da SADC
apresenta uma série de desafios que podem impedir o progresso. O primeiro grande desafio é o
estabelecimento de uma única Pauta Aduaneira Externa Comum (por vezes referida como CET),
o que é complicado pelo facto existirem actualmente na SADC 11 políticas tarifárias individuais
que terão de convergir para um regime tarifário único e uniforme. Este será um processo
complexo de negociação.

Zona de Comércio Livre

Meta

O Protocolo da SADC sobre o Comércio (2005), tal como alterado, prevê a criação de uma Zona
de Comércio Livre na Região da SADC até 2008 e os seus objectivos consistem em liberalizar
ainda mais o comércio intra-regional de bens e serviços; garantir uma produção eficiente;
contribuir para a melhoria do clima dos investimentos nacionais, transfronteiriços e
estrangeiros; e reforçar o desenvolvimento económico, a diversificação e a industrialização da
região.

A liberalização do comércio na região criará um mercado maior, libertando o potencial em


matéria de comércio, crescimento económico e criação de emprego. A Zona de Comércio Livre
da SADC procura satisfazer as seguintes necessidades do sector privado e de outros
intervenientes regionais:

• Aumento da produção interna

• Maiores oportunidades de negócios

• Maiores importações e exportações regionais


• Acesso a insumos e bens de consumo mais baratos

• Maiores oportunidades de emprego

• Mais investimento directo estrangeiro e joint ventures

• Criação de cadeias de valor regionais

Resultados

A Zona de Comércio Livre da SADC foi concretizada em Agosto de 2008, quando um programa
faseado de reduções tarifárias, iniciado em 2001, resultou na satisfação de condições mínimas
para a criação da Zona de Comércio Livre - 85% do comércio intra-regional entre os Estados
parceiros atingiu a taxa de direitos nula.

Embora as condições mínimas tenham sido cumpridas, a liberalização tarifária máxima só foi
alcançada em Janeiro de 2012, quando o processo de redução tarifária para produtos sensíveis
foi concluído.

Para os países abrangidos pela União Aduaneira da África Austral (SACU), este processo foi
concluído em Janeiro de 2007. Para Moçambique, o processo só estará concluído em 2015, no
que diz respeito às importações da África do Sul.

Treze dos quinze Estados-Membros da SADC fazem parte da Zona de Comércio Livre, enquanto
Angola e a República Democrática do Congo permanecem fora.

O Malawi registou um atraso na implementação do seu calendário de redução gradual das


tarifas desde 2004. Em Dezembro de 2010, o Malawi levou a cabo um exercício de reforma
tarifária para alinhar o seu calendário tarifário com os regimes tarifários da COMESA e da SADC.
Desde esta intervenção, o Secretariado da SADC está a avaliar o calendário tarifário do Malawi
para determinar o nível de cumprimento dos seus compromissos ao abrigo do Protocolo
Comercial da SADC.

O Zimbabwe enfrentou problemas na implementação dos seus compromissos tarifários sobre


produtos sensíveis e foi autorizado a suspender as reduções tarifárias entre 2010 e 2012. Por
conseguinte, as reduções anuais serão retomadas em 2012, devendo estar concluídas em 2014.

Embora a Tanzânia estivesse dentro do calendário previsto com os seus compromissos


tarifários, o Governo solicitou uma derrogação para cobrar direitos de importação de 25%
sobre o açúcar e produtos de papel até 2015, para que as indústrias tomassem medidas de
ajustamento.

Impacto

Desde 2000, quando se iniciou a implementação do Protocolo Comercial da SADC, as trocas


comerciais intra-SADC mais do que duplicaram, estimando-se que estas tenham aumentado de
cerca de USD13,2 mil milhões em 2000 para cerca de USD34 mil milhões em 2009, o que
representa um aumento de cerca de 155%.

Como proporção do comércio total da SADC, as trocas comerciais intra-SADC registaram apenas
um crescimento de 15,7% para 18,5% no mesmo período.

Uma vez que o processo de eliminação de tarifas sobre produtos sensíveis está em curso até
2012, existe ainda potencial para uma maior expansão do comércio intra-SADC, uma vez que a
maioria dos produtos da lista sensível, tais como têxteis e vestuário, couro e produtos de couro,
é constituída por produtos altamente comercializados.

Monitorização

A SADC está no processo de estabelecimento de um Mecanismo de Monitorização e


Conformidade Comercial para monitorizar a implementação da Zona de Comércio Livre, com
um mecanismo específico para identificar e eliminar barreiras não tarifárias. Este mecanismo
tem potencial para facilitar a circulação de mercadorias e conduzirá a um aumento das trocas
comerciais.

[Link]ÇÃO

No presente resumo serão abortadas temáticas relacionadas com as metodologias de ensino da


música para crianças. Onde serão citados os pedagogos e suas ideias com relação as
metodologias do ensino da música para crianças assim como a importância que se deve atribuir
à formação artística global e musical no contexto da educação de crianças, jovens e da formação
de professores.

[Link]

[Link]:

• Apresentar o resumo do livro metodologias do ensino da música para crianças.

[Link]íficos:

• Identificar os pedagogos e suas metologias de ensino da música; e

• Explicar os modelos do ensino da música para crianças.

[Link]

Revisão bibliográfica e o estudo documental com base em fontes secundárias.


[Link] DO ENSINO DA MÚSICA PARA CRIANÇAS

4.1.A Fundação Calouste Gulbenkian E Madalena Perdigão

A Fundação Calouste Gulbenkian foi e continua a ser uma instituição vocacionada para a
cooperação nos domínios das suas actividades. Dando especial atenção à duração artística esta
instituição ten realizado acções de grande envergadura na promoção e na colaboração em todos
os géneros de iniciativas, particularmente nas que visem a dignificação do ensino e da cultura
em Portugal e no mundo.

Considerando a grande importância das artes da música, no âmbito dos diferentes níveis de
ensino não será possível abordar a temática em estudo SRM salientar obpaoel fundamental e
impulsionar manifestado por esta fundação, através da pessoa de Madalena Perdigão (1981),
quanto a implementação do ensino artístico em Portugal.

a)Madalena Perdigão no contexto das metologias e da interculturalidade

Distinguindo-se por ter sido a pessoa que mais dinamizou o meio cultural português, naa
ultimas décadas foi directora do serviço de música desta instituição. Fundadora d directora do
serviço de Animação, Criação Artística e Educação pela Arte (ACARTE) pautou toda a sua acção
nos círculos musical e artístico (Sousa, 1999). No âmbito das temáticas que envolvem o livro
Sistema De Ensino Em Portugal (1981), Madalena Perdigão escreveu um capítulo sobre o
fenómeno da Educação Artística, no contexto do sistema de ensino português afirmando: as
artes não têm lugar nas universidades portuguesas a não ser em termos de passado como
história, o que sendo importante obviamente não basta(p.288).

No mesmo capitulo e em relação ao 1º Ciclo do Ensino Básico, no que se refere a formação e a


sensibilização do a professores nos domínios das artes, considera que esta formação se
encontra ainda num estado incipiente dizendo que se dava especial importância as restantes
matérias, considerando-se a música como disciplina secundária. Procurando dar resposta a está
lacuna, dedicou grande parte da sua vida a promover e a estimular a educação artística no país
e no estrangeiro. Assim promoveu e aprovou diversos cursos de formação nomeadamente, co
curso de professores de educação pela arte, acerca do qual afirmou: a frequência por parte de
professores da escola de formação de professores de Educação pela arte do conservatório
nacional e dos cursos de reciclagem em música organizados pela fundação Gulbenkian, assim
como as acções de apoio pedagógico da Direcção Geral do Ensino Básico, constituem
igualmente factores a ter em conta na melhoria que pode verificar-se quanto a capacidade de
alguns docentes sensibilizam os seus alunos para as artes (Perdigão, 1981, p.290).

b)Madalena Perdigão E As Metodologias Do Ensino Da Música Em Portugal

No âmbito da divulgação das metodologias do ensino e aprendizagem da música para crianças


foi determinante o papel desempenhado por Madalena perdigão, passando a descrição da
forma como se desenvolveu essa tensa actividade (Sousa, 2015, p.40).

Cristina Bruto da Cruz refere-se a sua iniciação no mundo musical da seguinte forma: comecei a
estudar música na Gulbenkian com 4 anos porque os mwua país entendiam que a música era
fundamental na educação.

No porto organizam-se igualmente cursos de iniciação musical para crianças e cursos de


iniciação para professores no âmbito da Metodologia Willems. Estes cursos subsidiados pela
Fundação Calouste Gulbenkian tinham como orientadores as professoraals Maria do Céu Diogo
Costa, que trouxe pela primeira vez a Portugal o professor Edgar Willema (Sousa, 2015, p.41

[Link] EMILE JACQUES DALCROZE(1865-1950)

a)Princípios E Orientações Metodologicas

Criador de um sistema musical através do movimento e do ritmo, apercebeu-se durante AA suas


aulas como professor de solfejo, no conservatório de Genève, de certas dificuldades de audição
e de execução musical do seus alunos. A partir desse momento deu início às suas investigações
através das quais descobriu a importante função do movimento corporal na consciência e na
clarificação do movimento musical, (Sousa, 2015, p.56).

A rítmica de Emile Jacques Dalcroze tem como base fundamental a formação da pessoa humana
através do movimento e do Ritmo-Eurítmica, isto é, o movimento perfeitamente coordenado
entre a parte intelectual e os seus músculos. É uma metodologia de formação musical activa, na
qual a aprendizagem da música ae faz com a participação de todo corpo, sendo a linguagem
musical compreendida através do movimento corporal, desenvolvendo-s2 as psicomotricidade e
a criatividade (Sousa, 2015, p.56).

[Link] JUSTINA BAYARD WARD (1879-1975)

a)Princípios e Orientações Metodológicas

Baseada na obra de Thomas Schields, grande inovador e autor de obras didácticas para crianças
e seu convite iniciou a criação de uma metodologia de educação para crianças (Dias e Giráldez,
2007), esta metodologia a que chamamos Metodologia WARD tem muito de ai, da sua
experiência pedagógica, da sua pesquisa e da sua certeza, e sobretudo da importância da
música na educação. Teve contactos com Emile Jacques Dalcroze inspirando-se nos seus
princípios rítmicos.

Esta metodologia está organizada para quatro níveis, ou anos, em cada um dos quais se
trabalham as seguintes matérias:

• Vocalização;

• Entoação;

• Ritmo;

• Notação;

• Actividades criativas e reportório (Diaz e Giráldez, 2007, p.38).

Em Portugal esta metodologia teve a sua implementação através do instituto Júlia d’Almendra,
tal como nos referiu em entrevista pessoas Idalete Giga professora e grande impulsionadora e
divulgadora desta nova visão do ensino e aprendizagem da música para crianças.

A metodologia Ward foi introduzida em Portugal pela professora Júlia d’Almendra na década de
cinquenta. (Idalete, 1999).

[Link] ZÖLTAN KODÁLY(1982-1967)

a)Princípios E Orientações Metodológicas

Partindo da recolha da música tradicional da Hungria nos meios rurais, depois de analisada nos
aspectos musical e literário, Zöltan Kodäly criou um novo estilo de música erudita húngara que
rapidamente passou a ser transmitida às escolas do estado e as salas de concertos (Sousa,
2015, p.70).

Esta metodologia tem como princípios a formação musical da criança que no seu ponto de vista
deve iniciar-se no ventre da avó- como referida em entrevista pessoal a professora Cristina Brito
da Cruz (Sousa, 1999).

Dando uma importância primordial à formação musical através do canto uma das formas de
desenvolvimento da capacidade intelectual da criança nos aspectos social e cognitivo, tem
como principais objectivos:

• Educar o corpo através da afinação vocal do desenvolvimento do sentido rítmico e da


coordenação de movimentos;

• Educar a mente através da concentração da memória auditiva e visual;


• Estimular um melhor desenvolvimento da vida efectiva da criança através da educação e
do gosto musical; e

• Contribuir para a formação da consciência social através do canto colectivo (Sousa,


1999).

6.A METODOLOGIA ZôLTAN KODáLY (1982-1967)

Esta metodologia teve sua implementação em Portugal através da professora Cristina Brito da
Cruz. Zöltan Kodály transmitiu os princípios da sua filosofia de uma educação musical para um
povo cujo objectivo consistia também em consolidar uma identidade nacional. Esta
metodologia continua a ter uma importante divulgação e aceitação em Portugal.

[Link] EDGAR WILLEMS (1890-1978),

a)Princípios e Orientações Metodologias

Os princípios fundamentais desta metologia não partem da matéria nem dos instrumentos, mas
sim dos princípios da vida que unem a música e o ser humano merecendo especial importância
o movimento e a voz (Willems, 1970).

A concepção da Metodologia Willems a música é uma linguagem e tal como a língua materna
necessita de uma interiorização anterior à sua prática, baseada na audição-desenvolvimento
sensorial que implica uma retenção e diversos propósitos re reprodução dessa linguagem.
(Sousa, 2015, p.80).

6.1.2.A Metodologia de Edgar Willems em Portugal

Esta metodologia teve a sua implementação em Portugal através do contributo da Fundação


Calouste Gulbenkian, que trouxe a Portugal o próprio professor Edgar Willems.

Maria Teresa Ferreira de Macedo afirmou: pessoalmente senti-me de tal forma sensibilizada
que na primeira oportunidade fui para a suíça estudar com o próprio professor Willems.
Homem de vasta cultura e de pensamento (não propriamente um filósofo), defendia teorias e
um ideal artístico e de vida que procurava firmemente transmitir.

[Link] ORFF E OS SEUS PRINCÍPIOS PEDAGÓGICOS (1895-1982)

a)Princípios E Orientações Metodológicas

A fundamentação doa seus princípios pedagógico-didácticos resumem-se no agir, reagir,


integrar e colaborar, onde convergem um conjunto de elementos que presidem à orientação de
todos os seus princípios pedagógicos:
• Ritmo;

• Melodia;

• Criatividade;

• Jogo;

• Improvisação e instrumental.

Foi a partir da observação directa das experiências das crianças nos jardins-de-infância que Carl
Orff elaborou os seus princípios pedagógicos (Sousa, 1999). A criação destes métodos não se
refere a um método mas sim a um sistema amplo e aberto para a educação.

b)Os princípios Pedagógicos de Carl Orff em Portugal

Maria de Lurdes Martins foi a grande impulsionadora destes princípios metodológicos em


Portugal, tal como já foi referido. Professora e compositora apresenta-nos diversos trabalhos e
variadas obras distinguindo-se entre elas a publicação da Orff_-Schulwerk-Carl-Orff-Gunild-
Keetman-Música para Crianças- versão portuguesa (1960).

Acerca das suas experiências práticas com estes princípios metodológicos, e em entrevista
pessoal, Maria de Lurdes Marins afirmou o seguinte:

Eu penso que Orff se situa muito mais ao nível de princípios de Orff do que propriamente de
um método.

[Link] DE WUYTACK E OS PRINCÍPIOS PEDAGÓGICOS CARL ORFF (1935)

a)Princípios e orientações metodológicas

Partindo das ideias da Orff-Schulwerk (obra escolar de Carl Orff), a pedagogia de Nos Wuytack
baseia-se em princípios de actividade, criatividade, comunidade e totalidade. Desenvolvendo
uma música elementar que forma uma unidade com a palavra e o movimento, propõe a
integração das expressões verbal, musical e corporal.

Pretende-se que a criança partícipe numa música de conjunto em que se combina a voz como
meio de expressão do ser humano, os instrumentos Orff na criação e interpretação musicais e o
corpo através do movimento, da mímica e da dança (Sousa, 1999). Nas suas canções o rítmo, o
espírito da melodia, a improvisação, a linguagem gestual, a alegria de cantar e de fazer
movimento são elementos básicos.

[Link] VAN HAUWE E OS PRINCÍPIOS PEDAGÓGICOS CARL ORFF (1920-2009)


a)Princípios e orientações metodológicas

Esta metodologia tem sido aplicada de forma abrangente em vários países do mundo,
descobrindo-se que através dela se encontram caminhos inovadores e motivadoras para a
didáctica da música. Considera-se que uma forma excelente de preparar os alunos para as aulas
de instrumentos, além do factor lúdico e alegre que faz emergir dentro e for a dos muros das
salas de aula. No seu meio local todos os jardins de infância e escolas do 1º ciclo utilizaram esta
metodologia até a década de noventa.

[Link] EDWIN GORDON (1927)

a)Princípios e orientações metodológicas

Os contributos mais importantes de Erwin Gordon tanto teóricos como metodológicos


consistem nos seus estudos aprofundados sobre o desenvolvimento musical e o
aperfeiçoamento de capacidades musicais em crianças, de preferência desde o seu nascimento.
Desta forma, desenvolve diferentes níveis da Teoria da aprendizagem musical (Music Learning
Theory) (Marti, 2007). Assim Gordon (2000), numa visão e numa perspectiva psicopedagógica
indica os seguintes princípios:

• Todos os alunos têm capacidades para aprender música;

• Ensinar é uma arte, aprender é um processo;

• Deveremos centrar-nos no potencial da criança que pretendemos ajudar;

• Prestar atenção às diferenças e necessidades individuais, aplicando-as à formação do


eluno; etc.

[Link] SHINICHI SUZUKI (1989-1998)

a)Princípios e orientações metodológicas

A metodologia de Suzuki é uma metodologia original especialmente concebida para o ensino e


para a aprendizagem de instrumentos de cordas, particularmente do violino.

Criada para o estudo do violino esta metodologia é Hône também adaptada e transferida para o
ensino e aprendizagem do piano. Tem como princípios fundamentais a aprendizagem da música
através da audição, da repetição e da imitação, isto é, da visualização e da repetição de
experiências.

[Link] DE KURTAG
a)Princípios e orientações metodológicas

A metodologia de Kurtag revolucionou o ensino tradicional do piano que na sua perspectiva se


encontrava desajustado e prejudicial no sentido da postura e dos movimentos. Este ensino
tradicional desmotivava mesmo os alunos mais vocacionados para aprendizagem do piano,
através desta metodologia a criança é introduzida no seu mundo imaginário, riquíssimo,
privilegiando o movimento e a diversificação de actividades lúdicas.

Trata-se de uma metodologia global no que se refere ao ensino e à aprendizagem do piano, em


si, quer na sua globalidade de forma e textura inteira, quer no aspecto de sonoplastia. É uma
metodologia acessível à criança no sentido de a respeitar como pessoa que se movimenta
continuamente e entende as coisas mais facilmente através do caminho sensorial. Integra os
alunos desde a sua primeira lição, na linguagem pianística de glissandos, clusters e demais
elementos dos vocábulos de vanguarda (Sousa, 1999).

[Link] MAURICE MARTENOT (1898-1980)

a)Princípios e orientações metodológicas

Martenot criou uma metodologia de ensino de educação musical para crianças a partir das suas
experiências com o som, tento inventado em 1928 um instrumento musical com o nome de
Ondes Musicales também conhecido por Ondes Martenot (Sousa, 1999). Os princípios básicos
desta metodologia assentam nos seguintes parâmetros:

• O respeito pela vida através do desenvolvimento e aprendizagem de todas as áreas de


expressão artística;

• O desenvolvimento do sentido rítmico, de forma acessível a todas as crianças;

• A pulsação como factor imprescindível na formação musical do aluno;

• O valor do desenvolvimento da afinação auditiva, etc.

[Link] MURRAY SCHAFER

a)Princípios e orientações metodológicas

Mateiro e Ilari (2013) afirmam que para poderem compreender as ideias de Murray Schafer, se
destacam três eixos fundamentais que são indicadores dos horizontes do seu pensamento:

• Relação som/ambiente, Murray Schafer situa o foco central do seu interesse na palavra
sundscape, que traduzida nos países da língua latina significa paisagem sonora;
• Confluência das artes, este eixo constitui-se num ideal cultivado por Schafer e num novo
género por ele criado: Teatro de Confluência que significa encontro com todas as artes.
Segundo Mateiro e Ilari (2013) no teatro as artes são subordinadas à palavra, enquanto
na ópera essa hierárquia é mais ouenos invertida mas não menos desproporcional;

• Relação de arte com o sagrado, Schafer fala da relação do homem com o sentido do
sagrado e da transcendência (Mateiro e Ilari, 2013).

[Link] DO ENSINO DA MUSICA PARA CRIANÇAS

a)Teorização de Análise Científica

De acordo com Clara Pereira Coutinho (2013), a investigação é uma actividade de natureza
cognitiva que consiste num processo sistemático, flexível e o objectivo de indagação e que
contribui para explicar e compreender os fenómenos sociais. Segundo Holloway(1999) descreve
que os estudos qualitativos consideram que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o
sujeito, ou seja, um vínculo indissociável entre o modo objectivo e s subjectividade do sujeito
que não pode ser traduzido em números.

b)A entrevista semi-estruturada

Na sua obra Metodologia de Investigação-Guia para Auto-Aprendizagem (1998), Carmo e


Ferreira afirmam que a interacção é uma questão-chave de entrevista (p. 125), e segundo Quivy
e Campenhoudt (2003) a entrevista semi-estruturada é o modelo mais utilizado em investigação
social.

c)Análise categorial

Esta fase da investigação surge quando o investigador na posse de todos os seus elementos de
recolha de dados pretende proceder à sua reorganização recorrendo então aos processos de
categorização. Para Laurence Bardin, na sua obra Análise de Conteúdo (1997), a partir do
momento em que a análise de conteúdo decide codificar o seu material deve produzir um
sistema de categorias. A categorização tem como primeiro objectivo favorecer por condensação
uma representação simplificada dos dados brutos (Jardim, 1977, p. 119).

• Categorização 1: metodologias do ensino da música para crianças e o seu impacto


transformador;

• Subcategoria 1: síntese dos princípios orientadores de cada uma das metologias;

• Categoria 2: elementos específicos de cada uma das metologias;


• Categoria 3: competências privilegiadas das metologia na sua globalidade;

• Categoria 4: pontos de convergência entre as metologias;

[Link]ÃO

O ensino da música tem sido objecto de sucessivas alterações desde os anos 20 do século
passado até praticamente os dias de hoje, nem sempre essas medidas terão sido acertadas.

O principio fundamental em que deve assentar programa de ensino é que a música não é um
luxo, a música faz parte da educação. Evidentemente é preciso um grande investimento no
ensino da música pois não podemos continuar a dizer que, dado que trata da formação de
crianças no jardim de infância ou no 1º ciclo do ensino básico, podemos disponibilizar
professores com pouca formação e poucas habilitações. O importante é a formação de quadros
muito bem organizados em qualidade em quantidade.

Temos que deixar de pensar que compete apenas aos professores o papel de serem sempre eles
a darem todas disciplinas. As aulas de músicas de e ser dadas por especialistas capazes de dar
respostas as enumeras necessidades que tenham haver com música.

[Link]ÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SOUSA, R, M, (2015), Metodologias do Ensino da Música para Crianças, Pedagogos,
Teorias,odeloa e Experiências, Investigação Científica Aplicada a Didáctica da Musica,
Portugal, II ed.

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