Inteligência Emocional e Trabalho em Equipe
Sumário
Apresentação.......................................................................................................................................3
01 - Inteligência Emocional................................................................................................................5
02 - Qual é a Melhor Inteligência?....................................................................................................8
03 - Você se Considera Emocionalmente Inteligente?...................................................................13
04 - Parábola Indiana: A Árvore dos Desejos................................................................................17
05 - Compreendendo as Emoções....................................................................................................20
Referências........................................................................................................................................27
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Inteligência Emocional e Trabalho em Equipe
Apresentação
Bem-vindo ao curso sobre Inteligência Emocional e Trabalho em
Equipe. Se você, em qualquer momento da sua vida, já entrou em conflito
com pessoas queridas, já se viu sem conseguir ter uma relação afetiva
saudável com alguém importante, ou ainda, já teve problemas para se
relacionar com colegas de trabalho, então provavelmente se beneficiará
enormemente do conteúdo que apresentarei aqui. Além disso, esse curso
será de grande valia para pessoas que já enfrentaram problemas tais como
depressão, ansiedade, ataques de pânico e irritação constante.
Durante as próximas horas, eu, Kamila Nascimento1, lhe conduzirei em
uma jornada de autoconhecimento que lhe permitirá conhecer a si mesmo e
aos demais por meio de uma nova perspectiva. Há mais de uma década,
venho estudando os seres humanos e seus relacionamentos na sociedade.
Essa interação entre o “eu” e o “outro” tem sido o coração dos estudos das
ciências sociais e da psicologia desde seus primórdios. A partir de inúmeros
experimentos e observações, os pesquisadores buscaram analisar, do ponto
de vista individual e coletivo, como essa interação ocorre e de que modo ela
pode ser aperfeiçoada a fim de contribuir com a nossa felicidade.
A felicidade é o aspecto mais importante deste curso. A Inteligência
Emocional é um caminho que podemos utilizar para melhorar a nossa
qualidade de vida e nossas relações, visto que nossos relacionamentos
1(Kamila Nascimento é professora universitária, atuando em diversas disciplinas de
Sociologia e Gestão de Pessoas. Formada em Ciência Sociais, Mestre e Doutora em Ciência
Política.)
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Inteligência Emocional e Trabalho em Equipe
interferem de modo direto em nossa felicidade. Refiro-me aqui aos
relacionamentos afetivos pessoais, bem como àqueles que desenvolvemos
no nosso ambiente de trabalho, onde passamos praticamente um terço de
nossa vida mais ativa.
Nesta primeira parte, falarei dos aspectos mais gerais da Inteligência
Emocional. Apresentarei sua conceituação e abordarei os diversos tipos de
inteligência e como a Inteligência Emocional se destaca como habilidade
essencial para todos os indivíduos. Também lhe mostrarei de que modo você
pode utilizar a Inteligência Emocional em benefício próprio, tornando sua
própria vida mais feliz e positiva.
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Inteligência Emocional e Trabalho em Equipe
01 - Inteligência Emocional
Antes de iniciarmos a jornada que leva à
felicidade pessoal, preciso esclarecer o que estou
chamando aqui de Inteligência Emocional. De
modo simplificado, a Inteligência Emocional pode
ser definida como a habilidade de lidar
adequadamente com as próprias emoções e de
compreender as emoções das outras pessoas, de
modo a alcançar relações intrapessoais e
interpessoais satisfatórias. Desse modo, pode ser
compreendida como uma habilidade que é
mobilizada tanto para o autoconhecimento como
para que possamos nos relacionar com as outras
pessoas.
De acordo com a Teoria das Inteligências Múltiplas, desenvolvida pelo
psicólogo Howard Gardner, na década de 80, os seres humanos possuem
nove tipos de inteligência, as quais podem ser utilizadas em diferentes
situações e desafios humanos (HOWARD, 1999). São elas:
Inteligência Lingüística
Relacionada à capacidade de trabalhar com as palavras, sendo atribuída
especialmente aos poetas.
Inteligência Lógico-Matemática
Ligada à capacidade para a lógica e matemática, sendo tradicionalmente
utilizada pelos testes de QI.
Inteligência Espacial
Relacionada à capacidade de visualizar dimensões espaciais, sendo
bastante utilizada por engenheiros, arquitetos, pilotos, etc.
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Inteligência Emocional e Trabalho em Equipe
Inteligência Musical
Trata-se da habilidade dos músicos e compositores
Inteligência Corporal-Cinestésica
Atribuída aos atletas, dançarinos e artistas que desenvolvem e
trabalham o próprio corpo.
Inteligência Interpessoal
Capacidade de se relacionar com outras pessoas com facilidade. Envolve
aspectos como empatia e escuta ativa e é atribuída a psicólogos, terapeutas,
professores e a pessoas que trabalham com negociações, como vendedores
e políticos.
Inteligência Intrapessoal
Capacidade de se relacionar consigo mesmo e lidar com os próprios
sentimentos e emoções. Relaciona-se com o autoconhecimento e com a
autoestima;
Inteligência Naturalista
Relacionada com os profissionais que se interessam pelas ciências
naturais e do meio ambiente. É a compreensão da natureza e seu
funcionamento;
Inteligência Existencial
Atribuída aos profissionais de filosofia, sociologia, antropologia, entre
outros. É a capacidade de investigar e refletir sobre a existência humana, bem
como de questionar a realidade.
Todos os tipos de inteligência são muito desejáveis e é bem provável que
logo após ter lido sobre elas, você tenha se identificado com uma ou mais
delas. É normal percebermos que existe em nós uma predominância de
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Inteligência Emocional e Trabalho em Equipe
algumas dessas inteligências, enquanto outras nos parece um tanto difícil de
praticar.
Quanto a isso, é importante destacar que mesmo que tenhamos nos
identificado mais com uma delas, todos os seres humanos, a princípio,
possuem estas nove inteligências ou a capacidade de desenvolvê-las.
Obviamente, nem todos os indivíduos possuem todas na mesma proporção,
afinal, elas se apresentam de forma bastante singular em cada pessoa
(HOWARD, 1999).
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Inteligência Emocional e Trabalho em Equipe
02 - Qual é a Melhor Inteligência?
Figura 02: Representação do cérebro racional e emocional
Fonte: banco de imagens gratuitas, Canvas, 2020.
Se não podemos possuir o máximo grau de inteligência nos nove tipos
citados acima, talvez você tenha se questionado quais deles você deveria
optar por desenvolver, ou seja, quais desses tipos de inteligência dão mais
vantagens aos indivíduos?
A resposta para esta pergunta é que o tipo de inteligência que você
deseja possuir está relacionada ao tipo de atividade que pratica ou deseja
praticar. Um indivíduo pode correr tão rápido quanto Usain Bolt, embora não
seja capaz de influenciar milhares de pessoas como uma Oprah Winfrey.
Outro pode desenvolver teorias utilizando física e matemática como Albert
Einstein, mas esse mesmo indivíduo dificilmente conseguirá tocar ou compor
como Amadeus Mozart. Ainda, alguém poderia construir monumentos e
edifícios como Oscar Niemeyer, e ainda assim não ser capaz de copiar um
único salto ornamental da Daiane dos Santos. Em resumo, não importa o
quão genial uma pessoa possa ser em algo específico, ela jamais será capaz
de se destacar em tudo.
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Inteligência Emocional e Trabalho em Equipe
No entanto, a Inteligência Emocional, que abrange as inteligências
intrapessoal e interpessoal, é fundamental em quaisquer tipos de trabalhos
ou atividades e, por esse motivo, precisam ser desenvolvidas por todos. De
fato, a Inteligência Emocional é considerada pelo Fórum Econômico Mundial
como uma das dez habilidades mais importantes para a carreira, bem como
um fator decisivo para explicar a alta performance e o sucesso da maioria dos
profissionais (RATCHEVA, LEOPOLD e SAA ZAHIDI, 2020).
Nossa sociedade, por muitas décadas, e mesmo nos dias atuais, tratou de
destacar especialmente as inteligências ligadas à lógica matemática e
linguística, as quais costumam ser muito importantes para as habilidades
profissionais e técnicas (OSHO, 2016).
FIQUE ATENTO
Um exemplo que destaca bem essa preferência são os testes de QI que
avaliavam as habilidades técnicas e cognitivas dos indivíduos relacionadas ao
pensamento lógico, resolução de problemas, memorização, habilidades
verbais, entre outras.
Assista ao vídeo de Teste de QI de 5 Perguntas que Vai Detectar o Seu
Intelecto, do canal INCRÍVEL .
Não por acaso, os pesquisadores acabaram formulando teorias que
demonstravam que apenas uma pequena parcela da população era “muito
inteligente”, sendo que a grande maioria estava na média ou mesmo abaixo
dela. Ora, se nossas inteligências estão distribuídas de modo aleatório,
obviamente apenas um pequeno grupo de pessoas será extremamente
eficiente em uma ou mais delas.
A partir desses resultados, percebeu-se que estes tipos de testes eram
extremamente limitados e preconceituosos, visto que destacavam apenas um
pequeno número de habilidades humanas que não reflete a diversidade dos
seres. Conforme destacado acima, cada tipo de atividade que um ser humano
queira exercer estará relacionado a um tipo de inteligência distinta. Bill Gates,
por exemplo, talvez não fizesse bom uso das habilidades de um grande
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Inteligência Emocional e Trabalho em Equipe
corredor, enquanto um esportista provavelmente não precisa das habilidades
de um empreendedor.
Entretanto, isso de modo algum nos autoriza a pensar que as habilidades
de um milionário sejam mais importantes que as de um atleta. No entanto,
socialmente, fomos condicionados a valorizar mais alguns tipos de
habilidades - como as lógico-matemáticas - em prejuízo de outras - como as
motoras e musicais.
IMPORTANTE
Um primeiro passo para corrigir essa desvalorização foi a criação de
quadros de inteligências muito mais abrangentes, como o que já foi
mencionado acima, proposto por Howard Gardner. Neste caso, quando
adota-se o ponto de vista das múltiplas inteligências, um indivíduo “muito
inteligente” seria aquele que pudesse mobilizar de forma eficiente o maior
número de inteligências, e não apenas ser muito bom em algo. O motivo
disso é que há vários exemplos de indivíduos extremamente habilidosos
em um tipo de tarefa, mas que falham em tantas outras que são
consideradas relativamente fáceis para a maioria dos indivíduos (HOWARD,
1999).
No caso específico da Inteligência Emocional, é preciso considerar que,
independente da capacidade que um indivíduo tenha para correr, dançar,
escrever, cantar ou resolver fórmulas matemáticas, todos os seres humanos,
para se construírem como indivíduos e se relacionarem com os demais,
necessitam mobilizar as inteligências intrapessoal e interpessoal, sendo elas
indispensáveis à convivência social.
Como resultado disso, os indivíduos que não possuem nenhuma dessas
inteligências como preponderantes necessitam aprender como desenvolvê-
las. Talvez, por esta razão, os livros e treinamentos sobre o tema da
inteligência emocional vêm sendo cada dia mais disseminados. Inclusive, você
que se matriculou neste curso provavelmente está em busca de aprender
novas técnicas que lhe possibilite dominar habilidades de desenvolvimento
pessoal.
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Inteligência Emocional e Trabalho em Equipe
FIQUE ATENTO
A Inteligência Emocional inclui a flexibilidade emocional, empatia,
capacidade de gerenciar o estresse, autoconhecimento, autoestima, entre
outros. Estas são habilidades que nos auxiliam a lidar com as nossas
emoções e com as dos demais no dia a dia, e são especialmente úteis em
situações de mudanças de ambiente e contexto (CURY, 2007).
Isto ocorre porque pessoas com alta Inteligência Emocional
costumam ser muito eficazes em processos adaptativos, conseguindo
facilmente perceber mudanças e se ajustar a elas. Além disso, é bastante
provável que elas consigam facilmente conectar-se em novos
relacionamentos interpessoais, o que explica o fato dela ser um fator
preponderante para quem trabalha com vendas e negociações.
Por outro lado, uma baixa Inteligência Emocional pode nos levar a
problemas de comunicação, de interação com as novidades, e pode
inclusive nos induzir a tomar decisões precipitadas que geram conflitos
ou danos contra a própria pessoa e os outros (CURY, 2007).
A baixa capacidade em compreender e lidar com as emoções
também está associada a uma maior propensão para doenças mentais e
físicas. Isto ocorre porque as emoções que não são bem processadas
pelo indivíduo tendem a se acumular e causar problemas como
ansiedade, estresse e depressão. Estes, por sua vez, podem prejudicar
o sistema imunológico e causar outros tipos de doenças.
Gerenciar as emoções não significa reprimir tudo aquilo que se apresenta
imediatamente como negativo a fim de viver apenas as emoções positivas.
Essa atitude nos levaria a ignorar parte da nossa existência e, na verdade,
logo em seguida ela voltaria a se apresentar (CURY, 2007).
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Inteligência Emocional e Trabalho em Equipe
FIQUE ATENTO
A Inteligência Emocional está relacionada ao reconhecimento da
nossa posição no mundo de uma forma que nos empodere em vez de nos
limitar. Os maiores obstáculos para alcançar este estado emocional são
justamente negar a realidade ou buscar manejá-la de acordo com nosso
entendimento pessoal. Ora, a realidade não se adapta aos nossos desejos
individuais, ao contrário, somos nós que devemos desenvolver as
habilidades necessárias para nos adaptarmos ao nosso contexto.
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Inteligência Emocional e Trabalho em Equipe
03 - Você se Considera Emocionalmente Inteligente?
Figura 03: A dúvida
Fonte: banco de imagens gratuitas,
Canvas, 2020.
Poucos de nós fomos ensinados a questionar sobre a nossa capacidade
de compreender a nós mesmos e aos outros. Seus cuidadores na infância
provavelmente lhe ensinaram a respeitar as outras pessoas, especialmente as
mais velhas e as figuras hierárquicas, e também a amar o próximo e a tratar
os demais com gentileza.
Infelizmente, poucas pessoas foram estimuladas a respeitarem a si
mesmas e a se tratarem com a mesma gentileza. O autorrespeito e o
autocuidado são tomados como certos, como algo natural e, por isso, muitos
pensam que eles não necessitam ser ensinados. Porém, se isso fosse verdade,
não veríamos tantos casos de pessoas envolvidas em relações tóxicas.
É bastante comum que os pais ensinem aos filhos a se protegerem dos
perigos externos. Ainda, mesmo que as crianças saibam como “jamais levar
desaforo para casa” ou “nunca apanhar das outras crianças”, isso pode, em
alguma medida, ser considerado como autocuidado. Também é bastante
óbvio que atender às nossas necessidades biológicas - tais como comer,
beber e dormir - é um cuidado que temos com o nosso corpo.
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Inteligência Emocional e Trabalho em Equipe
CURIOSIDADE
No entanto, mesmo nesses aspectos mais básicos da vida, podemos
perceber que poucos de nós fomos ensinados a refletir sobre como o que
comemos, bebemos ou o modo como dormimos, afeta a nossa felicidade
ou bem-estar, por exemplo. Em alguns ambientes familiares, nossos pais
ou companheiros são bastantes gentis e nos questionam, por exemplo,
sobre a qualidade do nosso sono ao amanhecer, mas você provavelmente
nunca acordou e conversou consigo mesmo sobre o quão bem ou mal
dormiu. Talvez você jamais tenha pensado sobre isso.
Mesmo no imaginário popular existe o desestímulo a tal prática, e quem
descobrir que você está conversando consigo mesmo perguntará se está em
seu pleno juízo ou se ficou louco. Este tipo de ideia é extremamente
prejudicial, pois nos torna dependentes da gentileza das outras pessoas para
verificarmos como estão as nossas emoções e qualidade de vida. Porém,
temos total capacidade de conhecermos a nós mesmos. Além disso,
terceirizar esses questionamentos nos coloca na expectativa com relação aos
gestos das outras pessoas e nos frustra quando pensamos que o outro “não
está nem aí pra nós”.
Em contrapartida, é bastante importante que consigamos compreender
que cada um é responsável por si mesmo e pelo próprio bem-estar. Ao
entendermos esta realidade, somos empoderados com a capacidade de
tornarmos a nós mesmos pessoas mais felizes ao focalizarmos a nossa
atenção em nós mesmos, compreendendo nossas emoções e necessidades.
Para tanto, precisamos apenas interrogar o nosso eu, conversando conosco,
com o nosso ser. Esta é, sem dúvida, a mais saudável conversação que você
encontrará. Aqui, eu gostaria de chamar sua atenção para uma questão muito
importante:
Se você não consegue compreender a si mesmo, como poderá
comunicar sobre você às outras pessoas?
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Inteligência Emocional e Trabalho em Equipe
Você já deve ter observado que é comum que as pessoas se sintam
desconfortáveis quando em uma entrevista ou conversa inicial alguém lhes
faz perguntas que levam à reflexão interna. Separei aqui algumas perguntas
que são frequentes em ocasiões como essas e gostaria você verificasse
quantos desses questionamentos é capaz de responder imediatamente.
Pegue uma folha em branco e escreva essas perguntas e em seguida
responda. Ao final faça uma reflexão e dê continuidade ao curso.
1. Você pode falar um pouco sobre você?
2. Por que você quer este trabalho?
3. Quais são os seus pontos fortes?
4. Quais são os seus pontos fracos?
5. Como você lida com pressões ou situações estressantes?
6. Como você reage às críticas?
7. Que hobbies você tem fora do trabalho?
8. O que lhe motiva?
9. Qual o seu maior fracasso?
10. O que lhe deixa desconfortável?
Estas perguntas estão entre as mais comuns quando alguém tem a
intenção de nos conhecer. Ora, a única forma que aquele ser humano
desconhecido tem de saber sobre você é lhe interrogando. E você, como
conhece a si mesmo? Certamente não é pela simples convivência que tem
consigo pois, se fosse assim, seria muito fácil responder a estas perguntas.
Conhecer a si mesmo implica questionar-se, fazer estas perguntas na
sua intimidade, pois a simples convivência leva ao efeito contrário.
Convivemos tanto tempo com nós mesmos que nos tornamos familiarizados
a ponto de não conversarmos conosco, e acabamos por dar ouvidos ao que
outras pessoas nos dizem sobre nós. Por melhor que seja a intenção dessas
pessoas, ninguém pode de fato lhe conhecer e cada impressão pessoal pode
lhe tornar confuso, pois a tendência é que cada um lhe dê um feedback
diferente sobre você.
É fundamental que você conheça a si mesmo, e que faça com que seus
olhos que olham para fora sejam direcionados para dentro. Quando abrimos
os olhos, vemos o mundo, mas quando os fechamos, vemos a nós mesmos.
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Inteligência Emocional e Trabalho em Equipe
Para alguns, fechar os olhos é ver apenas escuridão ou nada ver; porém
qualquer um que, algum dia, tenha feito uma meditação, por exemplo,
entende que, ao fecharmos os olhos, nos voltamos para o nosso universo e
ele é tão ilimitado que podemos imaginá-lo sendo escuro ou sendo o lugar
mais iluminado que existe.
IMPORTANTE
Eu gostaria que você prestasse bastante atenção nesse ponto: o
mundo exterior, aquele que olhamos enquanto estamos com os olhos
abertos, é um mundo limitado e, conforme expliquei antes, restringe
nossas ações a todo momento. Por outro lado, nosso mundo interior,
aquele que observamos enquanto fechamos os olhos, é ilimitado e
completamente acessível, dependendo exclusivamente da nossa própria
vontade. Sendo assim, em qual desses mundos você imagina que um ser
humano pode se sentir mais confortável e emocionalmente seguro? No
mundo exterior - em que ele é, a todo momento, limitado em suas ações -
ou no mundo interior - onde ele está absolutamente sobre o seu próprio
domínio?
O mundo exterior não atende às nossas vontades, pois não podemos
modificá-lo ao nosso prazer. Contudo, de certo modo, podemos sim mudar a
realidade - pelo menos aquela que olhamos com a nossa perspectiva -
estando sempre conscientes de que esta será sempre a nossa visão particular
da realidade e não a realidade em si. Trata-se de adaptar a nossa perspectiva
sobre a realidade, sem tentar impor esta mesma visão aos demais ou cair na
ilusão de que nossa visão é a correta e verdadeira, desmerecendo todas as
outras perspectivas.
IMPORTANTE
Quanto a isto, gostaria que você prestasse atenção em uma história
que reflete exatamente como cada pessoa pode criar o seu próprio paraíso
e também o seu próprio inferno interior. Conscientes disso, podemos
adicionar prazer e felicidade em nossas vidas, ou, quando não estamos em
alerta sobre isso, podemos ficar a mercê de todo tipo de acontecimento
aleatório e fruto de medos e padrões negativos.
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Inteligência Emocional e Trabalho em Equipe
04 - Parábola Indiana: A Árvore dos Desejos
Figura 04: Representação da Árvore dos Desejos
Fonte: banco de imagens gratuitas, Canvas, 2020.
Certa vez um homem estava viajando e acidentalmente entrou no
paraíso. No conceito indiano, existem árvores dos desejos, as Kalpatarus.
Você simplesmente senta debaixo delas, deseja qualquer coisa e
imediatamente seu desejo é realizado; não há intervalo entre o desejo e sua
realização.
O homem estava cansado e pegou no sono sob a árvore dos desejos.
Quando despertou, estava com muita fome e então disse:
- “Estou com tanta fome! Desejaria poder conseguir alguma comida de
algum lugar”.
E imediatamente apareceu, vinda do nada, uma deliciosa comida
flutuando no ar.
Ele estava tão faminto que não prestou atenção de onde a comida
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Inteligência Emocional e Trabalho em Equipe
viera – quando se está com fome, não se é filósofo. Ele começou a comer
imediatamente, e a comida estava tão deliciosa…
Depois, a fome tendo passado, olhou à sua volta. Agora, estando
satisfeito, outro pensamento surgiu em sua mente:
“Se ao menos pudesse conseguir algo para beber…”
Como não há proibições no paraíso, imediatamente apareceu um
excelente vinho. Bebendo o vinho relaxadamente na brisa fresca do paraíso,
sob a sombra da árvore, começou a pensar:
“O que está havendo? Estou sonhando ou existem espíritos ao redor
fazendo truques comigo?”
Então espíritos apareceram. E eram ferozes, horríveis, nauseantes.
Ele começou a temer e um pensamento surgiu em sua mente:
“Agora serei assassinado, com certeza…”
E ele foi assassinado.
As Kalpatarus simbolizam a mente. A mente é criativa como a árvore
dos desejos: o que você pensa, mais cedo ou tarde se realiza. Às vezes, o
intervalo é tão grande que você se esquece completamente que desejou
aquilo; logo, não faz a ligação com a fonte. Entretanto, se olhar
profundamente, perceberá que todos os seus pensamentos estão criando
você e sua vida.
“Você cria seu inferno e paraíso, seu tormento e alegria, o
negativo e o positivo”.
Todos aqui são mágicos. E todos estão fiando e tecendo um mundo
mágico ao seu redor... e aí são apanhados. A aranha é capturada em sua
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Inteligência Emocional e Trabalho em Equipe
própria teia. Ninguém está lhe torturando, a não ser você mesmo. Toda a
sua vida é obra sua, criação sua. Ao compreendermos que somos artistas da
nossa própria existência, temos a possibilidade de mudar as cores com que
pintamos a nossa realidade.
Fonte: Osho, 2016.
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Inteligência Emocional e Trabalho em Equipe
05 - Compreendendo as Emoções
Figura 05: Representação do aprendizado
Fonte: banco de imagens gratuitas, Canvas, 2020.
Se é tão simples criar a própria realidade, como foi mostrado na parábola
indiana, porque poucos de nós conseguem acessar essa ferramenta?
A educação encontra-se entre o nosso nascimento e a nossa capacidade
de criar nossa realidade conscientemente. Fomos ensinados a pensarmos de
determinadas formas e, pelo menos no mundo ocidental, essas formas pouco
se relacionam com o nosso eu interior e estão quase que inteiramente
focalizadas no exterior.
Nossas sociedades foram desenvolvidas através do trabalho e das
disputas bélicas; por isso, nosso aprendizado está voltado às habilidades mais
valorizadas para a produção de mercadorias, enquanto nosso emocional foi
preparado para reagir a ambientes inóspitos. Cabe chamar atenção para o
fato de que, para os homens - que foram bem antes das mulheres preparados
para este mundo de competição e aspereza -, o ensinamento foi o de sufocar
as emoções, pois “homens não choram”. Mais tarde, a entrada das mulheres
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Inteligência Emocional e Trabalho em Equipe
no mundo do trabalho tendeu também a um maior endurecimento do ser
frente às adversidades e ao sufocamento das emoções (OSHO, 2016).
O pensar tornou-se preponderante frente ao sentir, e esta operação é
extremamente danosa aos indivíduos, levando ao aumento de problemas
mentais e físicos, pois as emoções são parte essencial do nosso ser e não
podem ser eliminadas.
IMPORTANTE
Aqui é bastante importante esclarecer que as emoções não são em si
negativas ou positivas; logo, não há qualquer razão para eliminá-las. Na
verdade, grande parte de nossa evolução como seres humanos se deve às
nossas emoções. Todas as emoções têm razão para existir. Sem o medo,
por exemplo, não teríamos sobrevivido, pois somos dentre as espécies
animais uma das mais frágeis fisicamente. É o medo que nos alerta que
algo desconhecido ou fora do nosso controle pode nos ameaçar; por isso
ele foi tão importante na nossa evolução para nos ajudar a desenvolver
estratégias de fuga, caça e preservação (CURY, 2007).
O problema é que o medo pode ser despertado em praticamente todas
as situações que fogem ao nosso controle e, de fato, são realmente poucas as
situações que estão em nossas mãos. Se nosso medo fosse despertado em
todas as situações cotidianas das quais não temos controle, viveríamos em
um estado constante onde predomina o sentimento de pânico.
Para evitar que isso ocorra, criamos situações sociais que nos trazem
sensação de segurança, evitando que o medo seja permanentemente ativado.
É o caso da segurança pública, mas também da nossa própria casa como
refúgio de proteção, a família, os contratos, e etc.
Ainda assim, a vida é permeada por situações que podem vir a despertar
reações negativas em nosso sistema. Na verdade, as emoções duram apenas
alguns segundos e são uma espécie de reflexo do cérebro. Entretanto, as
emoções têm a capacidade de ativar pensamentos e sentimentos, e estes
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Inteligência Emocional e Trabalho em Equipe
podem ser prolongados muito tempo e provocar graves problemas aos
indivíduos.
CURIOSIDADE
Percebam o grande problema em que nos colocamos. Sufocamos as
emoções - que são pequenos avisos passageiros - e incentivamos os
pensamentos que se prolongam e que podem gerar comportamentos
extremamente obsessivos. A pessoa sente algo e não se permite o sentir,
ao contrário, racionaliza os acontecimentos e essa racionalidade pode levar
a estados mentais permanentes de revisar o passado, causando
depressões, ou de tentar antecipar o futuro, causando ansiedades.
Outro ponto essencial que devemos compreender em relação à nossa
mente é que para evitar tomar milhares de novas decisões todos os dias,
nosso cérebro costuma gravar que algumas emoções estão relacionadas a
determinados pensamentos, os quais se relacionam a certas atitudes ou
comportamentos. Nosso cérebro grava nosso histórico e sistematiza de forma
que, quando passamos por uma mesma situação, tendemos a repetir a
resposta que damos a ela, ou seja, condicionamos nossas atitudes.
Sendo assim, determinadas reações emocionais exageradas, dramáticas e
violentas podem vir a se repetir em um mesmo indivíduo, uma vez que o
cérebro gravou que aquela é a reação normal daquela pessoa e ela reage de
forma automática. Ao longo da vida, isso pode representar um indivíduo com
bastante dificuldade de se relacionar, pois responde muito mal a
determinados tipos de situação e não consegue modificar essas reações,
ainda que lide com pessoas diferentes.
Além disso, nosso cérebro também costuma economizar energia e
esforço diário copiando as interações sociais. Desse modo, o cérebro observa
como determinados grupos se comportam e informam ao indivíduo como ele
deve proceder. Por esta razão, tendemos a nos tornar parecidos com as
pessoas com quem convivemos por tempo prolongado e isso significa
replicar atitudes que podem ser positivas e empoderadoras, ou negativas e
estatizantes.
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Inteligência Emocional e Trabalho em Equipe
Como podemos mudar as atitudes do nosso cérebro?
Como eu disse na parábola da árvore dos desejos, os nossos
pensamentos podem ser estimulados de forma positiva para que possamos
ter respostas de bem estar e felicidade. Se o indivíduo modifica seus
pensamentos e reações para atitudes que possam ser consideradas mais
construtivas, o cérebro tende a compreender que esse é o tipo de atitude
que aquele indivíduo deseja ter como reação e resposta à interação social.
Então, será muito provável que nas mais diversas situações e com as mais
diversas pessoas, o indivíduo tenderá a dar respostas que contribuem para
uma boa interação social e felicidade pessoal.
Para tanto, é necessário, antes de mais nada, reconhecer que nossas
emoções não são ameaças destrutivas, mas apenas sinais do nosso cérebro
que respondem aos ambientes. Ao invés de combatê-las, podemos deixar
que elas simplesmente passem por nós por alguns instantes e, dessa forma,
conscientemente ativamos pensamentos que podem ser positivos ou
simplesmente de aceitação (CURY, 2007).
É disso que trata a Inteligência Emocional, ou seja, nossa capacidade de,
através da nossa inteligência, compreendermos conscientemente que tipo de
respostas estamos emitindo para determinadas emoções e situações sociais.
Dessa forma, seremos capazes de perceber se elas estão de acordo com o
que gostaríamos de transmitir às outras pessoas. No caso do diagnóstico ser
negativo, também podemos utilizar a inteligência para modificar o nosso
padrão de pensamento. Isso dependerá da escolha consciente e também da
aplicação da sua escolha de modo diário e prolongado até que se torne um
novo padrão mental para o seu cérebro em substituição a um padrão mental
anterior.
Recepcionar as próprias emoções não significa ceder a todos os desejos
e impulsos que surgem imediatamente em nossa mente. A Inteligência
Emocional significa o discernimento das nossas emoções e a decisão
consciente de como responder a elas (CURY, 2007).
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Inteligência Emocional e Trabalho em Equipe
Para iniciar o processo de autoconhecimento das emoções e dos seus
padrões mentais, é necessário que você comece a tomar consciência de
como, no seu dia a dia, costuma reagir a determinadas situações recorrentes
na sua rotina. Para isso, será necessário um esforço no sentido de coletar
essas informações a partir da sua própria mente, e isso pode ser alcançado
através de um diário.
Tomar notas da sua rotina e dos seus pensamentos e reações por
determinado período lhe ajudará a compreender seu padrão mental e lhe
dará o direcionamento de como modificá-lo. Portanto, minha dica é: anote os
seus diálogos mais importantes e especialmente momentos em que reagiu de
modo reativo às pessoas e ambientes.
Com a mente tranquila, você poderá imaginar as possíveis respostas
alternativas para aquela mesma situação, ou seja, formas mais construtivas
que poderiam ter sido utilizadas em reação a determinado diálogo ou
circunstância.
Digamos que, por exemplo, você tenha se sentido ofendido por alguém
em um dia específico. Sua reação foi provavelmente responder a essa ofensa
de modo agressivo, ou talvez não respondeu, mas guardou aquela situação
com mágoa e rancor. No seu diário, fora da emoção reativa do momento,
você poderá questionar a si mesmo se, de fato, aquela pessoa teve intenção
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Inteligência Emocional e Trabalho em Equipe
de lhe magoar e lhe ofender ou se, na verdade, houve um mal-entendido
referente às diferentes formas que vocês têm de ver o mundo.
Como eu disse há poucas linhas atrás, desde criança é bastante comum
que os pais ensinem aos filhos a jamais levarem ofensas para casa. Não
somente isso, os pais também ensinam aos filhos o que é uma ofensa. Isso
significa que o que nos ofende, na verdade, é aquilo que ofende aos nossos
pais ou àqueles que nos ensinaram sobre tal princípio. Não fomos ensinados
a questionar o nosso próprio entendimento sobre uma ofensa e apenas
replicamos o que foi ensinado. Dessa forma, reagimos a determinadas regras
sem nunca termos nos questionado sobre o que é para nós uma ofensa.
O grande problema relacionado a isso é que determinadas pessoas,
famílias e culturas podem compreender de forma diferente o que seria uma
ofensa. Em algumas famílias, é ensinado às crianças que elas jamais podem
questionar a figura de autoridade do pai, por exemplo. Em outros lares,
outras pessoas são estimuladas a questionarem de forma respeitosa e a
chegarem por elas mesmas suas próprias conclusões em relação ao mundo
(OSHO, 2016).
Não é difícil imaginar que o relacionamento entre pessoas dessas duas
famílias possa ser bastante desafiador. Talvez as pessoas da primeira família
interpretem, em determinadas situações, que as pessoas da segunda família
são muito questionadoras e que têm dificuldade de seguir comandos. Já as
pessoas da segunda família podem interpretar que as primeiras são
dependentes e não têm atitudes próprias. Se elas considerarem que seu
próprio ponto de vista está correto, será impossível aceitar o comportamento
do outro com empatia.
IMPORTANTE
Para que possamos estar abertos ao desenvolvimento de nossa
inteligência emocional, teremos que compreender que a nossa própria
visão de mundo é o resultado daquilo que fomos ensinados e educados a
fazer. Ainda, é necessário entender que cada indivíduo recebeu
informações completamente diferentes e que nenhum deles está
inteiramente correto.
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Isso significa que não existem visões certas ou erradas sobre o mundo,
apenas visões particulares que podem ou não ser condizentes com a maioria.
E, na verdade, a visão que temos sobre o mundo é muito comumente a visão
que outras pessoas nos informaram sobre ele.
Para que possamos, de fato, ter uma visão sobre o mundo, é necessário
fecharmos os olhos e conhecermos o nosso próprio ser e como este observa
o mundo, independente de qualquer coisa que nos foi ensinado. Ainda assim,
esta será sempre nossa própria visão particular do mundo.
Na próxima parte do curso, você descobrirá como a compreensão do
seu próprio ser pode ser extremamente benéfico para a sua convivência
social e para o desenvolvimento no ambiente de trabalho. Mostrarei
como as inteligências intrapessoal e interpessoal podem ser
desenvolvidas para gerar felicidade e afastar problemas mentais, tais
como depressão e ansiedade, transformando seu mundo em um lugar
cheio de bem-estar.
Contudo, antes de entrarmos nesse próximo conhecimento, eu
gostaria que você respondesse algumas questões sobre o conteúdo
apresentado para fixar o seu conhecimento e checar se conseguiu
absorver a maior parte do que foi dito.
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Inteligência Emocional e Trabalho em Equipe
Referências
CURY, Augusto. Treinando a emoção para ser feliz: nunca a auto
estima foi tão cultivada no solo da vida. São Paulo: Editora Planeta
do Brasil, 2007.
Gardner, Howard. Inteligência um conceito reformulado. Editora
Objetiva, 1999.
Ratcheva, Vesselina, Till Alexander Leopold, and Saa Zahidi. Jobs of
tomorrow: mapping opportunity in the new economy. World
Economic Forum, Geneva, Switzerland, 2020.
Osho. Confiança. Editora Pensamento Cultrix. 2016
FRANCO, Maria da Glória Salazar d'Eça Costa and SANTOS, Natalie
Nobrega. Desenvolvimento da Compreensão Emocional. Psic.: Teor. e
Pesq. [online]. 2015, vol.31, n.3 [cited 2020-09-18], pp.339-348.
Available from: ISSN 1806-3446.
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