0% acharam este documento útil (0 voto)
4 visualizações30 páginas

Silvicultura e Manejo Florestal no Brasil

Enviado por

daniel
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
4 visualizações30 páginas

Silvicultura e Manejo Florestal no Brasil

Enviado por

daniel
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

SILVICULTURA, MANEJO E

PRODUÇÃO FLORESTAL
AULA 3

Prof. Thiago Cardoso Silva


CONVERSA INICIAL

Nesta abordagem, trataremos de temáticas relacionadas às condições


ambientais no Brasil que proporcionam as atividades de produção florestal. As
temáticas abordadas envolvem conceitualização e caracterização das divisões
fitogeográficas brasileiras e suas características ambientais e ecológicas que
favorecem a atividade florestal.
Como objetivo, visamos o estudo dos biomas e domínios fitogeográficos
que possuem características florestais que favorecem o estabelecimento de
plantios florestais. Busca-se correlacionar as potencialidades de cada ambiente
florestal sob o ponto de vista da Silvicultura, Manejo e Produção Florestal.
Os tópicos desta abordagem serão:

• Fundamentos de Ecologia Florestal;


• Fitogeografia do Brasil;
• Características da produção florestal na Região Florística Amazônica;
• Características da produção florestal na Região Florística do Brasil
Central;
• Características da produção florestal nas Regiões Florísticas Nordestina
e do Sul-Sudeste.

Vamos reiniciar o estudo, pois daremos início a novos conceitos


importantes para produção florestal.

TEMA 1 – FUNDAMENTOS DE ECOLOGIA FLORESTAL

A Ecologia Florestal é a divisão da Ecologia que trata dos fenômenos


naturais que estabelecem as relações nas formações florestais. É uma parte das
Ciências Florestais cujo objetivo principal é compreender a dinâmica do
comportamento dos biomas, envolvendo uma análise da diversidade de
espécies no sistema e considerando os fatores edafoclimáticos (clima + solo) e
os processos biológicos associados a esses ambientes.
O estudo da ecologia de ecossistemas é uma missão difícil, pois
ambientes como a floresta apresentam sistemas complexos de interações entre
seres vivos e entre o ambiente. Nesta parte da nossa análise, separaremos o
estudo da floresta em noções de relações solo-vegetação, sucessão ecológica
e classificação ecológicas das plantas. Nos tópicos seguintes, os conceitos

2
apresentados aqui irão se complementar para descrição das formações
florestais do Brasil, correlacionando com a Silvicultura, Manejo e Produção
Florestal.

1.1 Classificação ecológica das plantas e relações solo/planta

As plantas podem ser classificadas de diversas formas. Nos


ecossistemas, a classificação pode ser baseada na disponibilidade de luz e água
nos habitats. As classificações são as seguintes (Odum, 2010):

I. Considerando-se a presença ou ausência da luz:

a. Heliófilas: plantas que normalmente se desenvolvem ao sol. A


necessidade de luz do sol é obrigatória, pois as plantas não suportam
sombra. Geralmente ocorrem em locais abertos, onde não ocorrem
muitas formações florestais com plantas altas, sendo exemplos as
plantadas de campos (ex. gramíneas) e das caatingas (ex.: cactos);
b. Ciófilas facultativas: crescem menos vigorosas sob diversos graus de
sombreamento. Geralmente são plantas associadas a ecossistemas
florestais tropicais (ex. árvores altas);
c. Ciófilas: vivem sob sombra ou luz difusa em florestas. A necessidade de
sombra é obrigatória, visto que não suportam incidência direta de luz,
porém necessitam de luz difusa;
d. Heliófilas facultativas: crescem satisfatoriamente sob influência da luz,
porém não é obrigatória a incidência de luz solar todo o tempo.

II. Considerando-se a disponibilidade de água:


a. Xerófilas: plantas resistentes à falta de água em qualquer ambiente. Por
isso conseguem sobreviver sob diferentes níveis de seca, sendo as
principais plantas caracterizadas como:

1. Plantas anuais: herbáceas de pequeno porte que vivem em regiões


áridas. Cumprem o ciclo de vida (crescem, florescem e frutificam) durante
as chuvas;
2. Plantas suculentas: habitam locais desertos, arenosos, estepes,
rochas, solos salinos, troncos de árvores florestais, montanhas... e
armazenam água nas células de parênquima;

3
3. Plantas esclerófilas: são adaptadas para sobreviverem em condições
adversas de solos pobres, secas e altas temperaturas, principalmente em
regiões de clima mediterrâneo ou áreas semiáridas;
4. Plantas caducifólias: também são adaptadas à região de altas
temperaturas e seca, perdendo folhas para evitar a perda de água nesses
períodos;

b. Mesófilas: plantas de ambientes onde a água não é fator limitante para


sua ocorrência. Podem ser:

1. Higrófilas: plantas de ambientes úmidos ou saturados na mata, com


água superficial e sombreamento acentuado (áreas de depressão da mata
atlântica);
2. Heliomórficas: desenvolvem-se sob luz solar plena e em atmosfera
insaturada de água. Apresenta folha grandes, diferenciando-as das
xerófilas;

c. Helófilas: plantas emergentes com raízes fixas em substratos lamacentos


banhados por água rasa e parte aérea em contato com a atmosfera.
Representam uma transição entre mesófilas e hidrófilas. São exemplos
as plantas de áreas pantanosas e manguezais;
d. Hidrófitas: plantas que crescem em ambientes com excesso de água.
Podem ser natantes (flutuantes ou fixadas) ou submersas.

Dependendo do ambiente em que vivem essas plantas, é necessário


escolher espécies com essas características para desenvolvimento da
Silvicultura. Dependendo da região do Brasil, principalmente nas regiões
tropicais, são escolhidas espécies heliófilas adaptadas a ambientes xerófitos,
pois os regimes de chuvas acabam regulando o crescimento das florestas nestas
condições. Para isso, é fundamental ter noção de como é a relação entre as
condições de solo e a sustentação da vida vegetal.
A relação entre solo e planta é fundamental para o crescimento saudável
das plantas e para a manutenção dos ecossistemas. Essa relação é complexa e
envolve vários aspectos, sendo os principais (Martins, 2012):

I. Nutrientes: o solo fornece os nutrientes essenciais para as plantas, sejam


os macros e os micronutrientes, além da fração orgânica que ajuda na
manutenção da disponibilidade de nutrientes. A disponibilidade e a

4
composição desses nutrientes afetam diretamente o crescimento e
desenvolvimento das plantas;
II. Água: o solo atua como reservatório de água para as plantas. A
capacidade de retenção de água do solo e sua disponibilidade influenciam
a quantidade de água que as plantas podem absorver e utilizar. Muitas
condições regulam a quantidade de água nos solos, sendo os principais
a quantidade de chuvas, a incidência de sol e ventos, a textura do próprio
solo e a retirada da água pelas raízes;
III. Estrutura do solo: a estrutura do solo, incluindo sua textura, porosidade
e composição orgânica, afeta a aeração, drenagem e penetração de
raízes. Isso influencia diretamente o crescimento das plantas;
IV. Microbiota do solo: a vida microbiana presente no solo é fundamental
para a ciclagem de nutrientes, decomposição da matéria orgânica e
disponibilidade de nutrientes para as plantas;
V. Fatores abióticos: além dos aspectos mencionados, fatores abióticos
como pH do solo, salinidade e processos danos (poluição e erosão)
também podem influenciar significativamente a capacidade das plantas
de se desenvolverem.

A compreensão dessas interações é essencial para práticas agrícolas e


silviculturais sustentáveis, conservação de ecossistemas naturais e para
aumentar a produtividade das plantas em ambientes cultivados. Porém diversas
outras questões devem ser levadas em consideração, principalmente
envolvendo o ambiente.

1.2 Sucessão ecológica em florestas

As unidades biológicas que compõem os ambientes florestais estão em


constantes ajustes que auxiliam na recomposição ecológica da vegetação.
Sucessão Ecológica é o processo de substituição ordenada entre comunidades
desequilibradas para o estabelecimento de comunidades ecologicamente
equilibradas, influenciando nos padrões de colonização e extinção de espécies
em uma determinada área (Begon et al., 2006). Segundo os autores, a origem
da sucessão acontece a partir de processos de:

I. Ação: em que o habitat condiciona o ecossistema florestal;

5
II. Reação: em que as comunidades bióticas influenciam e modificam o
habitat:

• Reação modificadora: gerando microclimas favoráveis para as


comunidades por ação de indivíduos dominantes;
• Reação edificadora: resíduos acumulados por animais e vegetais
formando a necromassa (matéria orgânica morta de árvores ainda em
pé ou caídas, galhos e folhas que ficam na superfície do solo,
serapilheira);
• Reação destruidora: as comunidades destroem o habitat;

III – Coação: interação benéfica ou maléfica entre organismos da mesma


comunidade (sucessão biológica).

Então pudemos observar que a vida influencia no ambiente, o ambiente


influencia nos seres vivos e ambos coexistem para manter o equilíbrio natural
dos ecossistemas. As principais características da sucessão ecológica nas
florestas são as seguintes:

• Aumenta a diversidade de espécies e altera a complexidade estrutural e


funcional da floresta;
• Aumenta a produção de biomassa por planta e por área;
• Implementa diversos estágios da sucessão.

A sucessão ecológica pode ser classificada de algumas formas. As de


melhor entendimento para nosso estudo são feitas a partir da observação da
(Begon et al., 2006; Odum, 2010):

I. Natureza do substrato onde ocorre o processo sucessional:

a. Sucessão primária: ocorre o processo de colonização inicial de áreas


onde não haviam sido ocupadas por organismos (ex. afloramentos
rochosos, areia, água...);
b. Sucessão secundária: ocorre em ambientes cuja vegetação foi
substituída por processos de mudança no uso e ocupação dos solos
(Figura 1). Esse é o processo que ocorre na implantação de povoamentos
florestais e recuperação de ambientes naturais degradados realizados
pela Silvicultura. Quando a floresta apresenta as condições ideais, as
árvores são cortadas, aumentando então a produção florestal. Esses
conceitos são implementados pelos estudos da dinâmica e estrutura das

6
florestas (pela ecologia e dendrometria) e pelos estudos de inventário e
manejo florestal, que serão discutidos no próximo conteúdo.

Figura 1 – Padrões de sucessão secundária de florestas

Crédito: VectorMine/Shutterstock.

II. Estágios sucessionais:

a. Pioneiras: comunidades que iniciam a sucessão. Apresentam baixa


produção de biomassa e pouca biodiversidade;
b. Serais: comunidades intermediárias temporárias, portanto são
consideradas instáveis no ambiente. Também separadas em
secundárias iniciais ou tardias. Observa-se aqui um aumento na
produção de biomassa e na biodiversidade;
c. Clímax: comunidades que encerram a sucessão, indicando
maturidade do ecossistema, estabilidade da interação
comunidades/ambiente e ocorre a morte dos indivíduos mais velhos,
dando lugar aos jovens que irão reiniciar o processo de sucessão.
Nesses casos há elevada produção de biomassa e alta biodiversidade.

Esses padrões ecológicos influenciam diretamente na tomada de decisão


em todas as ações da produção florestal. A ecologia das espécies é fundamental
para entendimento do crescimento das florestas plantadas, as práticas
silviculturais aplicáveis e o como realizar o melhor manejo dessas florestas.

7
TEMA 2 – FITOGEOGRAFIA DO BRASIL

O Brasil é um país com dimensões continentais, por isso acaba


apresentando diversas condições ambientais que influenciam em diversos
aspectos, inclusive na distribuição das espécies vegetais em seu território. O
agrupamento de espécies ocorre por vários motivos, sobretudo pelas condições
climáticas e de solo. Esse agrupamento permitiu separar as regiões florísticas
em várias partes, denominadas biomas ou domínios fitogeográficos.
Os conceitos básicos de o que é um bioma envolvem três abordagens:

(1) Comunidade principal de plantas e animais associada a uma zona


de vida ou região com condições ambientais, principalmente
climáticas, estáveis.
(2) A unidade biótica de maior extensão geográfica, compreendendo
várias comunidades em diferentes estágios de evolução, porém
denominada de acordo com o tipo de vegetação dominante: mata
tropical, campo, etc.
(3) Amplo conjunto de ecossistemas terrestres, caracterizados por
tipos fisionômicos semelhantes de vegetação com diferentes tipos
climáticos. (Pires et al., 2018, p. 17)

Para melhor entendimento dos biomas que ocorrem no Brasil, é


necessário compreender fundamentos básicos e conceitos da fitogeografia
brasileira, correlacionando com a ecologia florestal. A fitogeografia, chamada
de geografia das plantas, é um campo científico que estuda origem, distribuição,
adaptação e interconexão das plantas, considerando sua localização geográfica
e evolução (Fagundes, 2021). O estudo da fitogeografia faz parte da
biogeografia, envolvendo nesses casos as características vegetais.
A partir daí pode-se levantar algumas potencialidades das paisagens
brasileiras, sobretudo relacionando as condições naturais com a produção
agrária, levando em consideração a agricultura, a pecuária e a produção
florestal. Juntando estes fatores com as características ecológicas das áreas
naturais do Brasil, foi possível identificar a formação de dois tipos de paisagens
(Albertin, 2021):

I. Paisagem natural: representa a formação do ambiente a partir da junção


dos elementos naturais, principalmente em questão da vegetação, do
relevo, do clima, do solo, da fauna e da hidrografia;
II. Paisagem cultural: relaciona os elementos da paisagem natural com a
ação harmoniosa do ser humano, sendo observadas adaptações
biológicas do ser humano às condições naturais apresentadas, fazendo

8
com que consiga explorar os recursos naturais em benefício próprio.
Apesar de as zonas urbanas serem o principal exemplo, no meio rural
também são observadas paisagens culturais, que são importantes para a
implantação de povoamentos florestais que auxiliam no aumento da
produção florestal.

No Brasil, as paisagens resultam de “variados fluxos de matéria e energia


entre os elementos bióticos, como fauna, flora e grupos humanos, e abióticos,
como clima, rocha, solo e relevo, ao longo do tempo geológico, geomorfológico,
pedológico e humano” (Coeli, 2021, p. 151). Por isso, a fitogeografia brasileira
denominou os principais biomas que ocorrem no país (Figura 2), sendo os
principais (Pires et al., 2018; Albertin, 2021):

Figura 2 – Biomas brasileiros

Crédito: Tereza Ferreira/Shutterstock.

I. Floresta Amazônica: floresta tropical com vegetação arbórea de grande


porte em uma região de altas umidade e temperaturas, com elevada
biodiversidade. Além de precipitação média acima da média, há bastante

9
relação entre os rios e a vegetação, formando muitas paisagens, como os
brejos e igapós. Apresenta alto potencial de produção de biomassa, por
isso é fundamental para regular o clima a nível global, participando
intensamente do processo de sequestro de carbono. Ocorre em todos os
estados do Norte do Brasil e nos estados do Mato Grosso (Centro-Oeste)
e do Maranhão (Nordeste). Abrange também mais oito países da América
do Sul;
II. Mata Atlântica: floresta tropical com elevada biodiversidade que faz parte
dos mares de morros que acompanham a costa brasileira do Oceano
Atlântico. A vegetação é altamente arborizada, com sub-bosque denso,
porém passou e ainda passa por processos de antropização (resultado da
ação humana) que reduziram a cobertura vegetal da Mata Atlântica,
sendo encontrada muito fragmentada. Devido a isso, apresenta legislação
própria para manejo e conservação de suas florestas, a Lei do Bioma Mata
Atlântica – Lei n. 11.428/2006 (Brasil, 2006).

A Mata Atlântica envolve as seguintes formações de florestas nativas e


seus ecossistemas associados: floresta ombrófila densa; floresta ombrófila
mista: também conhecida como mata de araucárias, ocorre no Sul e no Sudeste,
envolvendo a presença da espécie Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze;
floresta ombrófila aberta; floresta estacional semidecidual; floresta estacional
decidual; manguezais; restingas; campos de altitude; brejos interioranos; e
encraves florestais do Nordeste.
III. Cerrado: é considerada uma área savanizada. Caracterizada
principalmente por ocupar os planaltos sedimentares e os de estrutura
complexa. Apresenta cursos d’água perenes, porém os caminhos d’água
desaparecem no período seco. A vegetação se caracteriza como de
médio e de baixo porte, formando as savanas com espécies arbóreas que
possuem troncos e galhos tortuosos.

Um fator que regula a ecologia do Cerrado é a ocorrência periódica de


queimadas naturais que, apesar de carbonizar a biomassa, favorece a
germinação das sementes que estão no ambiente (sendo essa a forma natural
dessas espécies superarem a dormência). Ocupa uma extensa área no interior
do Brasil, envolvendo principalmente estados do Sudeste e Centro-Oeste, porém
ocorre em todas as regiões.

10
IV – Caatinga: faz parte da caracterização da vegetação em local de clima
semiárido, com longos períodos de seca. O solo geralmente é raso,
apresentando afloramento das rochas em muitos locais. Essas rochas são
pouco decompostas devido às condições climáticas da região. A grande
parte dos rios são temporários, aparecendo apenas nos períodos de
chuvas. A vegetação é geralmente baixa, com árvores de pequeno porte,
caracterizadas pela perda total de folhas no período de seca e presença
de espinhos;
V. Pantanal: compõe um dos maiores sistemas vegetacionais que ocorrem
em área alagada. Possui alta biodiversidade e ocorre em local com altas
temperaturas. Apresenta mudanças entre ciclos de cheias e secas. Na
estação chuvosa, proporciona os alagamentos, porém a vegetação está
adaptada a essas mudanças. Ocorre principalmente na região Centro-
Oeste;
VI. Pampas: a vegetação é baixa, predominantemente formada por
gramíneas e herbáceas, ocorrendo em local com clima temperado, com
longos períodos secos e frios. Os solos são sedimentares, facilitando a
drenagem.

Por meio dos estudos de fitogeografia, é possível investigar como os


fatores climáticos, tais como ventos, umidade e temperatura, juntamente com
aspectos fisiográficos como altitude, exposição solar e declividade do terreno,
além da influência da iluminação, influenciam na determinação do crescimento,
desenvolvimento e na definição dos padrões de distribuição das plantas
(Fagundes, 2021). Essa análise detalhada permite compreender a interação
entre o ambiente e as plantas, dando ênfase aos fatores que moldam suas
características, sua diversidade e a forma como se distribuem geograficamente
em diferentes ecossistemas.
A classificação dos biomas brasileiros foi realizada pela combinação entre
dados climáticos e geológicos. Os três princípios dessa classificação são
(Ab’Sáber, 1977):

• Cada um dos domínios fitogeográficos representa uma grande região com


padrões climáticos, topográficos e vegetativos distintos e específicos;

11
• As áreas que delimitam as separações entre os domínios apresentam
áreas de transição, por isso podem compartilhar características
específicas de cada uma das áreas em que transicionam;
• Dentro de cada domínio pode ser observado a presença de vegetação
típica (nativa/natural) de outros domínios fitogeográficos, aumentando a
diversidade de plantas numa mesma região.

Estas características definem a existência das regiões fitoecológicas.


As regiões fitoecológicas são padrões florísticos que se repedem dentro de uma
mesma região climática, sendo diretamente influenciada pelo relevo (Coeli,
2021). No Quadro 1 podem ser observadas as características principais das
regiões fitoecológicas que ocorrem no Brasil.

Quadro 1 – Regiões fitoecológicas do Brasil e suas características

Regiões
Principais características
fitoecológicas
• Associada a solos arenosos, com poucos nutrientes;
• Ocorre em áreas planas, frequentemente alagadas;
Campinarana • Vegetação raquítica arbórea, arbustiva e herbáceas;
• Clima quente e superúmido;
• Ocorre na região Norte.
• Vegetação predominantemente campestre, porém, podendo
ocorrer formações arborizadas;
Estepe
• Clima com duas estações definidas (uma seca e uma fria);
• Ocorre na região da campanha gaúcha, região Sul.
• Caracterizada pela queda parcial das folhas (20% a 50%) em
Floresta determinada estação climática (principalmente na seca, em
estacional ambientes tropicais, e no frio, em ambientes subtropicais);
semidecidual • Encontrada em muitas áreas do território brasileiro e possui
muitas estruturas.
• Vegetação arbórea de grande e médio portes, com presença
de cipós e epífitas (utilizam outras árvores como suporte para
sobrevivência);
Floresta ombrófila
• Acompanha a costa do Atlântico de Norte a Sul, ocorrendo
densa
também em regiões do interior do país;
• Associada a altas temperaturas e elevada precipitação
distribuída ao longo do ano.
• Vegetação com árvores mais espaçadas, com arbustos pouco
densos;
Floresta ombrófila
• Diferencia-se da ombrófila densa pela presença de palmeiras,
aberta
cipós e bambus em grande quantidade;
• Clima quente e úmido, com alguns (2 a 4) meses secos.
• Faz parte da Mata Atlântica, com presença predominante de
Floresta ombrófila araucária;
mista • Ocorre em locais quentes e úmidos, porém com períodos
frios, com temperaturas abaixo de 15ºC, ocorrendo geadas.
Savana • Corresponde ao Cerrado, ocorrendo em todas as regiões;

12
• Ocorre em áreas de chapada, com diferentes condições
climáticas;
• Espécies arbóreas de baixo e médio porte, tronco e galhos
tortuosos e raízes profundas.
• Corresponde à Caatinga, que ocorre no Nordeste e em Minas
Gerais;
Savana estépica • A vegetação arbórea é de baixo porte, perdendo totalmente
as folhas em períodos secos;
• Os solos são rasos e pedregosos.
Fonte: Coeli, 2021.

Os ambientes arborizados brasileiros que se destacam em produção e


manejo florestal envolvem os biomas da Floresta Amazônica, Mata Atlântica,
Cerrado e Caatinga. Após desenvolvimento dos fundamentos da ecologia
florestal, irão ser abordadas as características da produção florestal em cada
região fitogeográfica no Brasil.

TEMA 3 – CARACTERÍSTICAS DA PRODUÇÃO FLORESTAL NA REGIÃO


FLORÍSTICA AMAZÔNICA

Como observado, a região florística amazônica apresenta condição para


altas produção de biomassa florestal e biodiversidade. Essa biomassa é
responsável pela produção florestal das espécies nativas, que geralmente
apresentam como características: árvores altas, de grandes diâmetros, com
fuste/tronco reto, madeiras mais densas e resistentes (resistência mecânica e
contra degradação).
Essa região apresenta algumas fisionomias diferentes, dependendo de
condições climáticas e de solo, que afetam diretamente na vegetação. As
principais divisões estão apresentadas no Quadro 2.

Quadro 2 – Principais divisões da Região Florística Amazônica e suas


características

Divisão Florística
Principais características
Amazônica
Floresta Ombrófila • Região florestal de alta diversidade;
Densa • Ocupa áreas montanhosas, submontanas e de terras baixas.
• Ocorre em áreas menos úmidas, podendo ficar encharcadas
Floresta Ombrófila em épocas de grandes chuvas;
Aberta • Presença de grande quantidade de espécies de palmeiras,
cipós e bambus.
Floresta Estacional • Ocorre em terreno sedimentares, frequentemente em áreas
Sempre-Verde planas;

13
• Apresenta uma riqueza menor de espécies que a floresta
ombrófila.
• Ocorre em terrenos arenosos muito lixiviados (baixa
quantidade de nutrientes), porém também apresenta algumas
Campinarana
regiões alagáveis;
• Vegetação predominantemente composta por herbáceas.
Fonte: IBGE, 2012.

Os plantios florestais na região Amazônica podem ser implantados para


enriquecimento e para recuperação ambiental, utilizando espécies nativas, ou
para implantação de monocultivos. Apesar de a maior parte da produção
madeireira da Amazônia ser originada da exploração de espécies nativas, além
da extração de produtos florestais não madeireiros, algumas áreas abandonadas
pela agropecuária estão sendo ocupadas por plantios florestais. No Quadro 3
pode ser observada a evolução da quantidade de áreas plantadas na região
Amazônica em cinco anos, entre 2018-2022.

Quadro 3 – Histórico da área plantada com árvores total por estado da região
Amazônica no período 2018-2022 (em hectares)

Estados 2018 2019 2020 2021 2022


Acre - - 967 967 23
Amapá 67.826 67.826 92.217 92.217 86.539
Amazonas - - 382 382 362
Maranhão 225.052 237.859 279.238 297.213 301.181
Mato Grosso 258.805 260.032 199.235 207.832 207.745
Pará 212.957 212.436 193.602 193.602 197.717
Rondônia 26.318 27.319 8.822 8.822 12.153
Roraima 21.557 30.000 23.079 23.079 23.003
Tocantins 156.461 156.432 103.766 106.923 106.545
Total 968.976 991.904 901.308 931.037 935.268
Fonte: IBÁ, 2023.

Mesmo estando abaixo da média dos anos anteriores, o plantio de


florestas aparenta estar com uma tendência de aumento em grande parte das
áreas da região Amazônica. Além disso, é importante salientar que grande parte
dos plantios do Mato Grosso e do Maranhão (estados que não fazem parte da
Região Norte) faz parte de áreas de Cerrado e transição entre os biomas.
As florestas plantadas na região amazônica são compostas
principalmente por espécies do gênero Eucalyptus, sendo observados também
plantios de teca (Tectona grandis), acácia (Acacia mangium), mogno (Swietenia
macrophylla) e paricá (Schizolobium amazonicum), com menos expressão.
Grande parcela dessas florestas são destinadas para a produção de energia na

14
forma de biomassa florestal, porém também têm outras finalidades, como uso
estrutural e de cercas (madeira roliça), parcela para madeira serrada e laminação
e uma pequena para indústrias de celulose e papel (Ibá, 2022).
As árvores plantadas na região amazônica são favorecidas, na maioria
das vezes, por condições climáticas ideais para seu desenvolvimento. Os
plantios florestais da região costumam apresentar rápido crescimento (muitas
vezes favorecido pela seleção dos melhores materiais genéticos para a região),
com árvores altas e bom crescimento em diâmetro. As principais características
da região para o melhor crescimento das florestas plantadas são (Machado,
2008):

• Alta incidência solar em grande parte do ano, recomendando, portanto, o


uso espécies heliófilas (desenvolvimento em pleno sol);
• Chuvas distribuídas em parte do ano, com alta precipitação, com curtos
períodos de seca, favorecendo o desenvolvimento das florestas;
• Os solos são profundos e bem formados em grande parte da região;
• Ocorrência de áreas alagadas, o que favorece a movimentação de
matéria orgânica nos solos. Porém pode proporcionar a lixiviação de
minerais, deixando os solos menos férteis. Portanto há grande
necessidade de adubação durante o preparo do solo e plantio das mudas
e outra para manutenção.

Diante dessas características, os principais manejos das florestas


plantadas na região são a definição do sistema produtivo. Além dos monocultivos
das espécies arbóreas, há grande implantação em sistemas de integração, como
os sistemas agroflorestais. A integração entre pecuária e floresta (Integração
Pecuária-Floresta) são os mais implantados na região, com as seguintes
características (Oliveira, 2013):

• Consórcio entre diversas espécies de capim e árvores;


• As árvores no consórcio não diminuem a produtividade do capim,
proporcionando também conforto aos animais pelas sombras formadas
pelas copas das árvores;
• Maiores espaçamentos nesses sistemas favorecem o desenvolvimento
de árvores de maiores diâmetros, portanto haverá maior produção de
madeira. As toras obtidas nesse sistema podem ser utilizadas para
diversas finalidades, inclusive para obtenção de madeira serrada.

15
Com base no apresentado, é possível fazer uma relação com as práticas
culturais e silviculturais necessárias para o melhor desenvolvimento dos plantios
florestais na Amazônia. Destaca-se:

• A maior incidência de luz favorece o desenvolvimento de galhos e


ramificações, sendo então necessária uma maior quantidade de
podas/desramas. Nesses casos, recomenda-se, portanto, o uso de
espécies de Eucalyptus com desrama natural para reduzir as
necessidades de podas;
• Maiores espaçamentos podem favorecer o crescimento de gramíneas,
pois reduzem o sombreamento. O calor, a incidência de luminosidade e a
quantidade de água na Amazônia também favorecem o crescimento
dessas plantas. Nos casos de integração pecuária-floresta (que também
pode estar associado à agricultura), é uma característica bem-vinda.
Porém em monocultivos, as ervas podem aumentar a competição com as
árvores por água, nutrientes e espaço, sendo então necessário realizar
uma maior quantidade de capinas;
• Muitas áreas apresentam solos arenosos e com grande potencial de
lixiviação. A quantidade de chuvas e o potencial de alagamento dessas
áreas também favorece a retirada de nutrientes do sistema. Essa
característica faz com que seja necessário realizar mais fertilizações para
que a floresta consiga se estabelecer no local;
• Como os solos são profundos e geralmente pouco compactados, há uma
facilidade de preparar o solo para plantio;
• Uma dificuldade para a região Amazônica é conseguir mudas florestais
apropriadas para realizar a implantação com mudas de melhores
características genéticas. Grande parte dos viveiros da região é de
espécies nativas, utilizadas para recuperação ambiental.

TEMA 4 – CARACTERÍSTICAS DA PRODUÇÃO FLORESTAL NA REGIÃO


FLORÍSTICA DO BRASIL CENTRAL

As paisagens da região florística do Brasil Central que discutiremos aqui


são as do Cerrado. Como observado anteriormente, a formação do Cerrado que
apresenta árvores compõe o Cerradão, chamado também como savana
florestada. A fitofisionomia dessa formação apresenta aspectos xeromórficos,

16
cujas condições climáticas da região influenciam no crescimento de árvores com
troncos tortuosos e ramificações irregulares (Martins, 2012). Segundo o autor,
essa formação apresenta três estratos: um arbóreo denso, um arbustivo bem
formado e às vezes denso e outros herbáceo formado por poucas gramíneas.
As características citadas ajudam a separar as regiões florísticas do Brasil
Central (Quadro 4). Outras características importantes da região são (IBGE,
2012; Martins, 2012):

• Apresenta períodos anuais bem definidos entre chuvas e secas, que


regulam a vegetação, que depende da origem dos solos e de sua
fertilidade;
• Os solos são profundos com características ácidas;
• A fertilidade dos solos pode ser dividida entre solos pobres (Cerradão
Distrófico) ou solos de fertilidade mediana (Cerradão Mesotrófico).

Quadro 4 – Principais divisões da Região Florística do Brasil Central e suas


características

Divisão Florística
Principais características
do Brasil Central
• Ocorre em locais com solo arenoso lixiviado e rico em
alumínio trocável;
Savana • Adaptação da vegetação a condições de menor
disponibilidade de água e nutrientes. Na maioria dos casos a
vegetação é de baixo porte, podendo ser raquítica.
• Ocorre em locais com solos mais férteis;
Floresta Estacional
• Apresenta certa quantidade de espécies decíduas adaptadas
Semidecidual
a locais que acompanham cursos de rios.
• Ocorre em locais com solos mais férteis;
Floresta Estacional
• Alta diversidade de espécies decíduas adaptadas a locais que
Decidual
acompanham cursos de rios.
Fonte: IBGE, 2012.

Nessa região são encontradas as maiores expressões em quantidades de


florestas plantadas. Historicamente, as áreas naturais nesta região foram
convertidas em áreas produtivas em agricultura e pecuária. As estratégias de
implantação de florestas produtivas no Cerrado se dão após o abandono das
áreas agricultáveis e pastagens como forma de recuperação ambiental, porém
grande parcela dessas áreas é utilizada para monocultivos.
A maior contribuição em número de florestas plantadas vem dos estados
da região Sudeste que apresentam Cerrado em sua composição florística: Minas
Gerais e São Paulo. Algumas áreas de São Paulo são implantadas em locais de

17
Mata Atlântica, porém a maior parcela se encontra no interior, em áreas de
transição entre as fitofisionomias. Algumas áreas do Maranhão e do Tocantins
também fazem parte do Cerrado, sendo adicionado também esse valor para esta
região. No Quadro 5 pode ser observada a evolução da quantidade de áreas
plantadas na região Brasil Central considerado o avanço de plantios em áreas
de Cerrado em cinco anos, entre 2018-2022.

Quadro 5 – Histórico da área plantada com árvores total por estado da região
Brasil Central no período 2018-2022 (em hectares)

Estados 2018 2019 2020 2021 2022


Distrito Federal 4.143 3.685 2.085 2.085 -
Goiás 178.425 169.094 189.179 191.528 181.962
Mato Grosso 258.805 260.032 199.235 207.832 207.745
Mato Grosso do Sul 1.104.717 1.125.435 1.052.720 1.073.523 1.134.478
Minas Gerais 2.020.786 2.306.205 2.305.918 2.305.582 2.265.929
São Paulo 1.148.089 1.629.768 1.221.441 1.263.620 1.283.267
Tocantins 156.461 156.432 103.766 106.923 106.545
Total 4.871.426 5.650.651 5.074.344 5.151.093 5.179.926
Fonte: IBÁ, 2023.

É nesta região que está a maior parte das indústrias de consumo de


biomassa florestal. Grande porcentagem desses plantios é formado por florestas
de Eucalyptus, utilizadas principalmente pelas indústrias de obtenção de
celulose e produção de papéis e pelas indústrias que necessitam da biomassa
florestal na sua base energética, sendo queimada diretamente. Em Minas
Gerais, por exemplo, a maior parcela é voltada para as indústrias siderúrgicas
que utilizam carvão vegetal no processo de produção metalúrgica. Há também
nessa região a maior parcela de florestas plantadas de teca, utilizada para
obtenção de madeira serrada e possui alto valor agregado.
As áreas de Cerrado possuem diversas condições favoráveis para
implantação de florestas, sendo as principais facilidades de mecanização de
acordo com o relevo e disponibilidade e baixo valor da terra (Silva et al., 2021).
Ainda conforme os autores, os principais desafios para os plantios florestais no
Cerrado são:

I. Adaptação da espécie/clone ao ambiente de cultivo: abordando as


problemáticas:

• Escolha de materiais genéticos de interesse comercial adequados às


condições edafoclimáticas da região;

18
• Alcançar, no mínimo, a mesma produtividade madeireira registrada em
outras regiões de cultivo florestal do Brasil;
• Minimizar os riscos oriundos de fatores bióticos e abióticos.

II. Conhecimento silvicultural: adequação para as condições


edafoclimáticas do Cerrado para:

• Manejar da melhor forma os plantios para que apresentem o máximo


potencial produtivo;
• Reduzir os impactos ambientais nas plantas;
• Desafios implícitos do mercado de madeira e geração de rentabilidade do
plantio.

III – Disponibilidade de sementes e ou mudas: muitas vezes não há


mudas suficientes para o plantio das áreas existentes e aumento da
produtividade das florestas plantadas. O uso de mudas clonais é essencial
para a uniformidade de crescimento da floresta, o que influencia
diretamente na produção florestal.

As principais características da região para o melhor crescimento das


florestas plantadas são (Martins, 2012):

• Alta incidência solar em grande parte do ano, recomendando, portanto, o


uso espécies heliófilas (desenvolvimento em pleno sol);
• Poucos períodos de chuvas concentradas, com longos períodos de seca,
o que reduz um pouco a produtividade da floresta. Porém questões de
melhoramento genético de espécies e clones adaptadas a regiões secas
já superam esta dificuldade;
• Os solos são profundos e bem formados em grande parte da região.
Apresentam leves teores de acidez, porém há grande disponibilidade de
nutrientes. Portanto a fertilidade dos solos favorece o melhor
desenvolvimento da floresta, dependendo muito das épocas de chuva
para melhoria da nutrição da floresta. Isso reduz a necessidade de cargas
maiores de adubação, reduzindo também os custos de manutenção do
plantio.

Como a região apresenta alta produtividade agropecuária, também há


destaque dos plantios em sistemas de integração. Existem muitas propriedades
de médio e pequeno portes que implantam sistemas de integração Pecuária-

19
Floresta, utilizando teca e eucalipto com as principais espécies florestais. Assim
como na Região Amazônica, existe a relação de consórcio entre diversas
espécies de capim e árvores, que não reduzem a produtividade do capim, mas
proporcionam conforto aos animais pelo sombreamento. Esses sistemas geram
árvores com maiores diâmetros, que são utilizadas para produção de madeira
serrada.
A partir da observação das características apresentadas, é possível fazer
uma relação com as práticas culturais e silviculturais necessárias para o melhor
desenvolvimento dos plantios florestais nas regiões de Cerrado. Destaca-se:

• A maior incidência de luz favorece o desenvolvimento de galhos e


ramificações, sendo então necessária uma maior quantidade de
podas/desramas. Nesses casos, recomenda-se, portanto, o uso de
espécies de Eucalyptus com desrama natural para reduzir as
necessidades de podas;
• Maiores espaçamentos podem favorecer o crescimento de gramíneas,
pois reduzem o sombreamento. O calor e a incidência de luminosidade no
Cerrado também favorecem o crescimento dessas plantas, sendo
regulado apenas pela disponibilidade de água no sistema. Nos casos de
integração pecuária-floresta (que também pode estar associado à
agricultura), é uma característica bem-vinda. Porém em monocultivos, as
herbáceas podem aumentar a competição com as árvores por água,
nutrientes e espaço, sendo então necessário realizar uma maior
quantidade de capinas, aumentando os custos de manutenção dos
plantios;
• Os solos sendo bem férteis, pode reduzir um pouco a necessidade de
adubação;
• Como os solos são ácidos, há necessidade de realizar a calagem. Isso
implica no aumento dos custos, também de preparo do solo;
• Por serem, em sua maioria, áreas abandonadas da pecuária, os solos
menos profundos e geralmente compactados, há uma necessidade de
preparar o solo para plantio, inclusive com técnicas de descompactação
e revolvimento.

20
TEMA 5 – CARACTERÍSTICAS DA PRODUÇÃO FLORESTAL NAS REGIÕES
FLORÍSTICAS NORDESTINA E DO SUL-SUDESTE

Neste tópico, destacaremos as outras duas regiões florísticas do Brasil. A


Nordestina é caracterizada por apresentar formações/biomas: Mata Atlântica e
Caatinga, com presença também de Cerrados. Já a região Sul-Sudeste aqui será
caracterizada apenas pela produção em áreas de Mata Atlântica.

5.1 Região Florística Nordestina

A maior parte dos estados nordestinos apresenta áreas de Mata Atlântica


e de Caatinga em seus territórios. Há uma pouca influência dos Cerrados nas
formações florestais do Nordeste. Por isso, há uma grande divisão florística
(Quadro 6).

Quadro 6 – Principais divisões da Região Florística Nordestina e suas


características

Divisão Florística
Principais características
Nordestina
• Clima semiárido;
Savana-Estépica: • Chuvas intermitentes torrenciais seguidas de longo período
Caatinga do Sertão seco;
Árido • Vegetação savânica com predominância de plantas arbóreas
espinhosas deciduais.
• Região florestal de alta diversidade da Mata Atlântica (faz
Floresta Ombrófila parte da Zona da Mata);
Densa • Ocupa áreas montanhosas, submontanas e de terras baixas;
• Ocorre em áreas com grande umidade e precipitação.
• Ocorre em áreas menos úmidas da Mata Atlântica, podendo
ficar encharcadas em épocas de grandes chuvas (faz parte
Floresta Ombrófila
da Zona da Mata);
Aberta
• Presença de grande quantidade de espécies de palmeiras,
cipós e bambus.
• Teoricamente, inicia o processo de transição entre a Mata
Floresta Estacional Atlântica e a Caatinga/Cerrado;
Semidecidual • A vegetação arbórea costuma acompanhar os cursos d’água;
• Boa parte da vegetação perde folhas nos períodos de seca.
Floresta Estacional • Região mais próxima da Caatinga/Cerrado;
Decidual • Toda a vegetação perde folhas nos períodos de seca.
• Ocorre em locais com solo arenoso lixiviado e rico em
alumínio trocável;
Savana • Adaptação da vegetação a condições de menor
disponibilidade de água e nutrientes. Na maioria dos casos a
vegetação é de baixo porte, podendo ser raquítica.
Fonte: IBGE, 2012.

21
Existem poucos plantios florestais na região. A existência de grande
parcela de região semiárida desfavorece os plantios arbóreos, sendo priorizados
os monocultivos agrícolas e sistemas agroflorestais para produção de alimentos.
A maior parte dos plantios florestais está em áreas de Mata Atlântica,
principalmente na Bahia, e em áreas de transição com o Cerrado do Maranhão.
No Quadro 7 pode ser observada a evolução da quantidade de áreas plantadas
na região Nordestina considerado o avanço de plantios em áreas de Caatinga e
Mata Atlântica em cinco anos, entre 2018-2022.

Quadro 7 – Histórico da área plantada com árvores total por estado da região
Nordestina no período 2018-2022 (em hectares)

Estados 2018 2019 2020 2021 2022


Alagoas 21.000 21.512 13.863 13.863 16.997
Bahia 593.404 599.562 639.707 661.608 664.415
Ceará 650 867 342 342 21
Maranhão 225.052 237.859 279.238 297.213 301.181
Paraíba 5.614 6.109 82 82 144
Pernambuco 4.060 4.873 961 961 1.337
Piauí 25.675 25.281 34.098 32.159 32.587
Rio Grande do Norte - - 44 44 44
Sergipe 6.179 6.024 3.381 3.381 3.601
Total 881.634 902.087 971.716 1.009.653 1.020.326
Fonte: IBÁ, 2023.

A formação da Caatinga apresenta espécies arbóreas em sua


composição. Teoricamente não é uma formação florestal, porém é caracterizada
como savana-estépica arborizada. A vegetação é composta por plantas
lenhosas com espinhos e plantas de savanas, com árvores pequenas, de troncos
grossos e bastante ramificados, perdendo totalmente as folhas em épocas secas
para reduzir a perda de água (Martins, 2012). Outras características importantes
da região são (IBGE, 2012; Martins, 2012):

• Clima quente e semiárido, com longo período seco;


• A vegetação precisa estar adaptada às condições de seca;
• Solos rasos e com muitos afloramentos rochosos;
• Os solos costumam ser muito férteis, porém a baixa disponibilidade água
desfavorece a nutrição mineral das plantas.

As principais características da região para o melhor crescimento das


florestas plantadas são (Martins, 2012):

22
• Alta incidência solar em grande parte do ano, recomendando, portanto, o
uso espécies heliófilas (desenvolvimento em pleno sol);
• Longos períodos secos e poucos períodos de chuvas concentradas,
reduzindo a produtividade da floresta. Necessário desenvolvimento de
seleções de melhoramento genético para obter clones resistentes à seca;
• Os solos são rasos e férteis. A fertilidade dos solos favorece o melhor
desenvolvimento da floresta, porém depende muito das épocas de chuva
para melhoria da nutrição da floresta. Isso reduz a necessidade de cargas
maiores de adubação, reduzindo também os custos de manutenção do
plantio.

Com base na observação das características apresentadas, é possível


fazer uma relação com as práticas culturais e silviculturais necessárias para o
melhor desenvolvimento dos plantios florestais nas regiões de Caatinga.
Destaca-se:

• A maior incidência de luz favorece o desenvolvimento de galhos e


ramificações, sendo então necessária uma maior quantidade de
podas/desramas. Nesses casos, recomenda-se, portanto, o uso de
espécies de Eucalyptus com desrama natural para reduzir as
necessidades de podas;
• Não há muita disseminação de gramíneas, portanto pode-se utilizar
maiores espaçamentos para produção. Há pouca formação de sub-
bosque, reduzindo a necessidade de realizar uma maior quantidade de
capinas, diminuindo os custos de manutenção dos plantios;
• Os solos sendo bem férteis, pode reduzir um pouco a necessidade de
adubação;
• Como os solos são rasos, há necessidade de utilizar espécies que não
tenha sistema radicular muito profundo, sendo essa uma característica
essencial para o desenvolvimento da floresta;
• Uma dificuldade para a região nordestina da Caatinga é conseguir mudas
florestais apropriadas para realizar a implantação com mudas de
melhores características genéticas. Grande parte dos viveiros da região é
de espécies nativas, utilizadas para recuperação ambiental.

A maior necessidade de plantios florestais na Caatinga seria para uso na


matriz energética, substituindo o uso de vegetação nativa para essa finalidade.

23
Materiais genéticos de eucalipto têm se mostrado promissões para isso, visto
que apresentam produção volumétrica superior às florestas nativas (1 ha de
eucalipto equivale à produção de 6 ha de nativas da Caatinga) (Silva et al.,
2016/2017).
As áreas de Mata Atlântica são mais propícias ao desenvolvimento de
florestas plantadas, porém há grande domínio das atividades agrícolas,
principalmente os plantios de cana-de-açúcar. As florestas plantadas são
majoritariamente formadas por eucaliptos plantados para a produção de celulose
e papel nas empresas localizadas na Bahia. Nas demais localidades, são
utilizadas para produção de biomassa para energia.
A vegetação da Mata Atlântica costuma apresentar alta diversidade,
possuindo muitas espécies arbóreas de grande porte. Outras características
importantes da região são (IBGE, 2012):

• Clima quente e úmido, com períodos definidos de seca e de chuvas


torrenciais;
• Os solos são profundos, levemente ácidos, na maioria argilosos e pouco
férteis;
• Há alto potencial de decomposição da matéria orgânica, o que ajuda na
ciclagem de nutrientes nessas florestas.

A região apresenta um potencial de produção de biomassa semelhante


ao observado na Floresta Amazônica. As principais características da região
para o melhor crescimento das florestas plantadas são (Martins, 2012):

• Alta incidência solar em grande parte do ano, recomendando, portanto, o


uso de espécies heliófilas (desenvolvimento em pleno sol);
• Chuvas torrenciais em parte do ano, com alta precipitação, com certos
períodos de seca, influenciando o desenvolvimento das florestas;
• Os solos são profundos e bem formados em grande parte da região;
• A alta decomposição da biomassa favorece a movimentação de matéria
orgânica nos solos e ciclagem de nutrientes.

A partir do apresentado, é possível fazer uma relação com as práticas


culturais e silviculturais necessárias para o melhor desenvolvimento dos plantios
florestais na Mata Atlântica nordestina. Destaca-se:

24
• A maior incidência de luz favorece o desenvolvimento de galhos e
ramificações, sendo então necessária uma maior quantidade de
podas/desramas. Nesses casos, recomenda-se, portanto, o uso de
espécies de Eucalyptus com desrama natural para reduzir as
necessidades de podas;
• Maiores espaçamentos podem favorecer o crescimento de gramíneas,
pois reduzem o sombreamento. O calor, a incidência de luminosidade e a
umidade também favorecem o crescimento dessas plantas, o que pode
aumentar a competição com as árvores por água, nutrientes e espaço,
sendo então necessário realizar uma maior quantidade de capinas;
• Como os solos são profundos e geralmente pouco compactados, há uma
facilidade de preparar o solo para plantio;
• Uma dificuldade para a região nordestina da Mata Atlântica é conseguir
mudas florestais apropriadas para realizar a implantação com mudas de
melhores características genéticas. Grande parte dos viveiros da região é
de espécies nativas, utilizadas para recuperação ambiental.

5.2 Região Florística do Sul-Sudeste

As áreas avaliadas nesta parte fazem parte das regiões Sul e Sudeste,
levando em consideração apenas as áreas de Mata Atlântica que formam estes
ambientes. As principais divisões florísticas são apresentadas no Quadro 8.

Quadro 8 – Principais divisões da Região Florística do Sul-Sudeste e suas


características

Divisão Florística
Principais características
do Sul-Sudeste
• Região florestal de alta diversidade da Mata Atlântica (faz
Floresta Ombrófila parte da Zona da Mata);
Densa • Ocupa áreas montanhosas, submontanas e de terras baixas;
• Ocorre em áreas com grande umidade e precipitação.
• Caracterizada pela presença da espécie Araucaria
Floresta Ombrófila angustifolia em grande quantidade;
Mista • Ocupa áreas montanhosas, submontanas e de terras baixas;
• Ocorre em áreas com grande umidade e precipitação.
• A vegetação arbórea costuma acompanhar os cursos d’água;
Floresta Estacional
• Boa parte da vegetação perde folhas nos períodos de seca;
Semidecidual
• O período de seca está associado os períodos de frio.
Floresta Estacional • Toda a vegetação perde folhas nos períodos de seca.
Decidual • O período de seca está associado os períodos de frio.
Fonte: IBGE, 2012.

25
No Sudeste, os principais estados produtores de florestas são Minas
Gerais e São Paulo, com os plantios de eucalipto em áreas de Cerrado, que já
vimos as características anteriormente. No Quadro 9 pode ser observada a
evolução da quantidade de áreas plantadas nas regiões Sul e Sudeste
considerado o avanço de plantios em áreas de Mata Atlântica em cinco anos,
entre 2018-2022.

Quadro 9 – Histórico da área plantada com árvores total por estado da região
Sul-Sudeste no período 2018-2022 (em hectares)

Estados 2018 2019 2020 2021 2022


Espírito Santo 231.073 231.421 270.631 279.821 274.535
Paraná 1.066.479 1.008.990 1.165.490 1.177.596 1.164.920
Rio de Janeiro 30.574 29.764 29.903 30.325 29.632
Rio Grande do Sul 780.900 828.457 915.552 934.608 931.479
Santa Catarina 664.238 642.310 1.004.844 1.031.694 1.025.014
Total 2.773.264 2.740.942 3.386.420 3.454.044 3.425.580
Fonte: IBÁ, 2023.

A grande maioria dos plantios desta região florística está no Sul. Estas
florestas são dominadas por plantios com espécies do gênero Pinus, que são
utilizadas para geração de madeira sólida e embalagens. As indústrias de
madeira serrada no Sul do Brasil são essenciais para a produção florestal do
país, possuindo as principais empresas que dedicam os produtos para
exportação. Algumas empresas de celulose e papel também atuam na região. É
uma das mais completas em relação à quantidade de produtos florestais.
A vegetação da Mata Atlântica costuma apresentar alta diversidade,
possuindo muitas espécies arbóreas de grande porte. No caso das fisionomias
da Floresta Ombrófila Mista, há destaque pela presença de araucárias. Outras
características importantes da região são (IBGE, 2012):

• Clima extremos com divisões entre épocas quentes e de extremo frio e


seca, com ocorrência de geadas;
• As épocas úmidas apresentam alta precipitação, com chuvas torrenciais;
• Os solos são profundos, levemente ácidos, na maioria argilosos e pouco
férteis;
• Há baixo potencial de decomposição da matéria orgânica, reduzindo o
ritmo de ciclagem de nutrientes nessas florestas.

26
As principais características da região para o melhor crescimento das
florestas plantadas são (Martins, 2012):

• Baixa incidência solar em grande parte do ano, recomendando, portanto,


o uso espécies de clima frio e sobrevivam à baixas taxas de iluminação
com raios solares;
• Chuvas torrenciais em parte do ano, com alta precipitação, com certos
períodos de seca, influenciando o desenvolvimento das florestas;
• Ocorrência de geadas, que prejudica as florestas, podendo matar as
plantas;
• Os solos são profundos e bem formados em grande parte da região,
porém grande parte dos plantios está em locais com relevo irregular,
dificultando as técnicas de preparo do solo e as práticas silviculturais.

Com destaques no uso de espécies de climas temperados, resistentes


às geadas, são utilizadas espécies de pinus. Apesar de alguns materiais
genéticos de eucalipto possuírem potencial para superar os problemas de
geadas, o destaque no Sul são as florestas de pinus. As principais características
dos plantios de pinus na região Sul são as seguintes (Ahrens, 1997):

I. Localização das plantações: principalmente em locais de topografia


muito acidentadas, aumentando custos de plantio, de manutenção, de
colheita e de transporte. Nestes locais fica difícil também realizar
desbastes seletivos e podas;
II. Espaçamento inicial: menores espaçamentos no início, comumente
entre 2,0 m x 2,0 m e 3,0 m x 3,0 m, realizando-se desbastes futuros para
aumento da área disponível, aumentando também os diâmetros das
árvores;
III. Rotação: o pinus acaba crescendo menos que o eucalipto, porém a
grande maioria das espécies plantas é resistente às geadas. Por isso, é
necessário um maior tempo para desenvolvimento das florestas de pinus.

A partir do apresentado, é possível fazer uma relação com as práticas


culturais e silviculturais necessárias para o melhor desenvolvimento dos plantios
florestais das regiões frias do Sul. Destaca-se:

• A baixa incidência de luz proporcionada por longos períodos nublados


dificulta o desenvolvimento das florestas. Por isso, recomenda-se a

27
escolha de espécies adaptadas ao frio e às geadas, como as do gênero
Pinus de climas subtropical e temperado, e algumas do Eucalyptus como
o E. dunni;
• As espécies plantadas nesta região geralmente não possuem desrama
natural, sendo necessário realizar mais atividades de poda;
• Há alta produtividade de herbáceas no sub-bosque das florestas, o que
pode aumentar a competição com as árvores por água, nutrientes e
espaço, sendo então necessário realizar uma maior quantidade de
capinas;
• Como os solos são profundos e geralmente pouco compactados, há uma
facilidade de preparar o solo para plantio em áreas planas. Em áreas
acidentadas, dificulta a realização de muitas atividades, desde o preparo
do solo até a colheita de madeira;
• Alguns solos na região Sul são naturalmente ácidos e podem estar
sujeitos à erosão. Isso pode impactar os níveis de desenvolvimento dos
plantios florestais.

FINALIZANDO

Nesta abordagem, pudemos observar que o Brasil apresenta diversas


nuances em sua paisagem, o que aumenta a diversidade edafoclimática e
favorece o desenvolvimento de diversas formações vegetais. Estudamos aqui
sobre a Fitogeografia do Brasil.
Os diversos biomas brasileiros ajudam na diversidade da produção
florestal, porém, como vimos nesta abordagem, algumas condições ambientais
desfavorecem a formação de florestas plantadas.
Observamos também quais são as áreas mais produtivas e quais as
práticas culturais e silviculturais que ajudam a silvicultura, o manejo e a produção
florestal.

28
REFERÊNCIAS

AB’SÁBER, A. Os domínios morfoclimáticos na América do Sul. Geomorfologia,


n. 52, p. 1-22, 1977.

AHRENS, S. O manejo e a silvicultura de plantações de pinus na região Sul


do Brasil. Colombo: Embrapa Floresta, 1997.

ALBERTIN, R. M. Domínios morfoclimáticos. In: ALBERTIN, R. M. et al.


Geografia física do Brasil. Porto Alegre: Sagah, 2021. p. 93-106.

BEGON, M.; TOWNSEND, C. R.; HARPER, J. Ecologia: de indivíduos a


ecossistemas. Oxford: Blackwell, 2006. 759p.

BRASIL. Lei n. 11.428, de 22 de dezembro de 2006. Diário Oficial da União,


Brasília, DF, 23 dez. 2006. Seção 1, p. 1.

COELI, L. Biogeografia do Brasil. In: RIFFEL, E. et al. Biogeografia. Porto


Alegre: Sagah, 2021. p. 151-168.

FAGUNDES, F. N. Biogeografia: conceitos e temas. In: RIFFEL, E. et al.


Biogeografia. Porto Alegre: Sagah, 2021. p. 11-16.

INSTITUTO BRASILEIRO DE ÁRVORES – IBÁ. Relatório anual IBÁ 2023. Itaim


Bibi: Indústria Brasileira de Árvores, 2023. 88p.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Manual


técnico da vegetação brasileira. 2. ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro: IBGE, 2012.

MACHADO, M. R. Plantios florestais na Amazônia Central: biometria,


ciclagem bioquímica e alterações edáficas. Dissertação (Mestrado em Ciências
Agrárias) – Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Manaus, 2008.

MARTINS, S. V. Ecologia de florestas tropicais do Brasil. 2. ed. rev. e ampl.


Viçosa: Ed. UFV, 2012.

ODUM, E. P. Fundamentos de ecologia. 5. ed. São Paulo: Cengage Learning,


2010.

OLIVEIRA, T. K. Sistemas integrados na Amazônia brasileira: experiências


demonstrativas e resultados de pesquisa. Campo Grande: SAP+10, 2013. 29p.

PIRES, P. T. L. et al. Dicionário de termos florestais. 1. ed. rev. e ampl.


Curitiba: FUPEF, 2018.

29
SILVA, J. A. A. et al. Modelagem do crescimento volumétrico de clones de
eucalipto (Eucalyptus urophylla) no polo gesseiro do Araripe-PE. Anais da
Academia Pernambucana de Ciência Agronômica, v. 13/14, p. 173-190,
2016/2017.

SILVA, L. D. et al. Plantações com espécies florestais/clones em monocultivos e


sistema iLPF no bioma Cerrado. In: SILVA, L. D. et al. (org.). Sistema de
informações para planejamento florestal no cerrado brasileiro. Piracicaba:
ESALQ/USP, 2021, p. 44-52. v. 2.

30

Você também pode gostar