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UNIVERSIDADE PÚNGUÈ- EXTENSÃO DE TETE
Faculdade de ciências agrárias e biológicas
Tema:
Estudo do vírus
Licenciatura em Ensino de Biologia com habilitação em Química
Flipa Jeremias Domingos
3°Ano
Tete, 2024
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UNIVERSIDADE PÚNGUÈ- EXTENSÃO DE TETE
Faculdade de ciências agrárias e biológicas
Tema: Estudo do vírus
Licenciatura em Ensino de Biologia com habilitação em Química
3º Ano
Filipa Jeremias Domingos
Trabalho A Ser Apresentada
Na Cadeira de Microbiologia,
Curso De Licenciatura Em
Ensino De Biologia Na
Universidade púnguè, Para
Fim Avaliativo.
Docente: Pele
Tete, 2024
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Índice
1. Introdução ............................................................................................................................ 3
2. Objectivos ............................................................................................................................ 4
2.1. Geral .............................................................................................................................. 4
2.2. Especifico ...................................................................................................................... 4
3. Metodologia ......................................................................................................................... 4
4. Vírus ..................................................................................................................................... 4
4.1. Origem dos vírus ........................................................................................................... 5
4.2. Características gerais, estrutura e morfológica .............................................................. 6
4.2.1. Características ......................................................................................................... 6
4.2.2. Princípios da estruturairal ....................................................................................... 7
4.2.3. Estrutura dos vírus .................................................................................................. 7
4.3. Ciclo de multiplicação ................................................................................................... 8
4.3.1. Adsorção ................................................................................................................. 9
4.3.2. Penetrarão ............................................................................................................. 10
4.3.3. Desnudamento ...................................................................................................... 10
4.3.4. Transcrição e tradução .......................................................................................... 10
4.3.5. Replicação do genoma .......................................................................................... 13
4.3.6. Montagem ............................................................................................................. 14
4.3.7. Liberação .............................................................................................................. 14
5. Conclusão ........................................................................................................................... 15
6. Referências bibliográficas .................................................................................................. 16
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1. Introdução
Os vírus são os menores agentes infecciosos (com diâmetro que varia de cerca de 20 nm a
cerca de 300 nm) e contêm apenas um tipo de ácido nucleico (RNA ou DNA) como genoma,
circundado por um envelope proteico que pode ser delimitado por membrana contendo
lipídeo. A unidade infecciosa completa é denominada virion.
Universo dos vírus apresenta grande diversidade. Os vírus variam enormemente na sua
estrutura, organização e expressão do genoma, bem como nas estratégias de replicação e
transmissão. A variedade de hospedeiros para determinado vírus pode ser ampla ou
extremamente limitada. Sabe-se que os vírus infectam os microrganismos unicelulares, como
micoplasmas, bactérias e algas, bem como todas as plantas e animais superiores.
A origem dos vírus ainda não é conhecida. Existem profundas diferenças entre os vírus de
DNA, os de RNA e os que utilizam tanto o DNA quanto o RNA como material genético
durante diferentes estágios do seu ciclo de vida.
Existem muitas controvérsias na comunidade científica a respeito do vírus ser ou não um ser
vivo. Muitos autores consideram que a vida se originou do RNA, pois, a partir desta
molécula são formadas novas quantidades dela mesma. Em 1960, o físico alemão Manfred
Eigen, ganhador de um premio Nobel, descobriu que era possível a replicação de RNA in
vitro. O RNA, portanto, tornou-se um grande candidato à condição de supermolécula da vida
primitiva, capaz de se replicar e sofrer mutações, albergando genes codificadores de enzimas
e outras proteínas.
Os vírus são inertes no ambiente extracelular, replicam-se apenas em células vivas e são
parasitos em nível genético. O ácido nucleico viral contém a informação necessária para
programar a célula infectada do hospedeiro para sintetizar macromoléculas específicas do
vírus necessárias à produção da progénie viral.
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2. Objectivos
2.1. Geral
Compreender o ciclo de vida do vírus
2.2. Especifico
Caracterizar o vírus;
Descrever o ciclo de vida do vírus:
Explicar a estrutura do vírus
3. Metodologia
Segundo Lakatos, “método é o caminho pelo qual se chega a detruncado resultado...”
(Hegenberg, [Link]-115). Para efetivação deste trabalho foi usada a metodologia de
consulta bibliográfico, da qual houve consulta de alguns manuais físicos, electrónicos, assim
como, visita de algumas páginas na internet. As mesmas fontes são apresentadas nas
referências bibliográficas.
4. Vírus
A palavra vírus é originária do latim e significa “toxina” ou “veneno”. As evidências sobre
a existência das infecções virais surgiram desde os primeiros registos de actividades
humanas, sendo empregados vários métodos para combatê-las, mesmo antes do
conhecimento da existência da partícula viral como agente etiológico de doenças (PAIXÃO,
P. 171)
Fig 1e 2. Virus
Fonte: [Link]
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4.1. Origem dos vírus
A origem dos vírus é incerta. No entanto, sabendo-se que eles não podem se replicar sem
uma célula hospedeira, provavelmente eles não estavam presen tes antes do
desenvolvimento das células primitivas.
Existem algumas hipóteses para o surgimento dos vírus. Um grupo de pesquisadores sugere
que eles e os organismos celulares se desenvolveram juntos, sendo tanto os vírus como as
células originárias de moléculas, com replicação própria, existentes num mundo “anterior ao
celular”.
Outra vertente é que os vírus seriam originários de células que perderam suas junções,
conservando somente a informação para se replicar, utilizando, então, a maquinaria celular
de outra célula. Uma terceira hipótese sugere que os vírus se desenvolveram a partir de
plasmídios, moléculas de DNA com re plicação independente encontrados em muitas
células bacterianas, ((PAIXÃO, P. 174)
É possível que os diferentes tipos de agente tenham origens distintas. Duas teorias sobre a
origem dos vírus podem ser resumidas da seguinte maneira:
1. Os vírus podem ser derivados do DNA ou do RNA dos ácidos nucleicos de células
hospedeiras que adquiriram a capacidade de replicação autónoma e evoluíram
independentemente. Assemelham-se a genes que adquiriram a capacidade de existir
independentemente da célula. Algumas sequências virais estão relacionadas com
porções de genes celulares que codificam domínios funcionais proteicos. É provável
que pelo menos alguns vírus tenham evoluído dessa maneira.
2. Os vírus podem consistir em formas degeneradas de parasitos intracelulares. Não há
evidências de que os vírus tenham evoluído a partir de bactérias, embora exista a
probabilidade de que outros microrganismos intracelulares obrigatórios (p. ex.,
riquétsias e clamidíase) tenham feito isso. Todavia, os poxvírus são tão grandes e
complexos que podem representar produtos evolutivos de algum ancestral celular.
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4.2. Características gerais, estrutura e morfológica
Os vírus são organismos muito simples que se destacam pela ausência de células. São muito
conhecidos pelas doenças que causam aos seres humanos, entretanto, é importante saber que
alguns são inofensivos para o homem. A seguir descreveremos melhor as características, a
estrutura e a maneira como os vírus reproduzem-se.
4.2.1. Características
Os vírus, palavra derivada do latim vírus que significa “veneno” ou “toxina”, são organismos
microscópicos extremamente pequenos que possuem um tamanho que pode variar de cerca
de 20 a 300 mm. Para se ter uma ideia desse tamanho, os vírus que possuem cerca de 20 nm
de diâmetro são menores que o ribossomo, uma pequena estrutura celular responsável pela
síntese de proteínas. Em razão desse pequeno tamanho, na maioria das vezes, só podem ser
vistos pelo microscópio electrónico, (SANTOS, 2008).
A característica mais marcante dos vírus é a ausência de células. Por isso, eles também não
possuem organelas importantes, por exemplo os ribossomos, que produzem proteínas; nem
mesmo enzimas, as quais são necessárias param a realização de diversas reacções. Uma
característica interessante é o fato de que os vírus podem ser cristalizados, o que não é
observado nas células. Por conta da ausência de células e de uma maquinaria metabólica, os
vírus são incapazes de reproduzirem-se sozinhos, sendo fundamental, então, parasitar uma
célula para que isso possa acontecer. Em consequência dessa característica, os vírus são
chamados de parasitas intracelulares obrigatórios. Os vírus possuem material genético, na
maioria das vezes, ou RNA ou o DNA. No caso do Mimivírus, temos uma situação pouco
comum, já que nele são observados tanto DNA quanto RNA. Outra característica peculiar é
que o material genético dos vírus pode ser DNA de dupla-fita, DNA de fita simples, RNA de
dupla-fita ou RNA de fita simples, (SANTOS, 2008).
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4.2.2. Princípios da estrutura viral
Os vírus exibem muitas formas e tamanhos. É necessário dispor de informações sobre a
estrutura dos vírus para a sua classificação e o estabelecimento de relações entre a estrutura e
a função das proteínas virais. As características estruturais peculiares de cada família de
vírus são determinadas pelas funções do virion: morfogénese e liberação das células
infectadas; transmissão para novos hospedeiros; e fixação, penetração e desnudamento em
células recém-infectadas, (SANTOS, 2008)
O conhecimento da estrutura dos vírus é necessário para que se compreendam os
mecanismos de certos processos, como a interacção das partículas virais com receptores de
superfície celular e anticorpos neutralizantes, o que também pode levar ao planeamento
racional de fármacos antivirais, capazes de bloquear a fixação, o desnudamento ou a
organização dos vírus em células susceptíveis.
Fig 3. Exemplo de alguns virus
Fonte: https//[Link]/ciências/virus
4.2.3. Estrutura dos vírus
A estrutura dos vírus é bastante simples quando o comparamos com qualquer organismo
possuidor de células. Podemos dizer que os vírus são partículas constituídas por material
genético envolto por uma camada proteica. Em alguns casos, observa-se ainda um envelope
membranoso envolvendo a cápsula de proteínas.
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Fig 4 e 5. As principais partes do vírus
Fonte: https//[Link]/ciências/virus
Material genético: Nos vírus, encontramos DNA, RNA ou os dois combinados. Os vírus que
apresentam DNA são chamados de vírus de DNA e aqueles que possuem RNA são
chamados de vírus de RNA.
Capsídio: O capsídio é uma cápsula formada por proteínas que envolvem o material
genético. Apresenta diferentes formatos e é formado por pequenas subunidades
denominadas de capsômeros.
Envelope: Os envelopes encontrados nos vírus são, geralmente, derivados da
membrana plasmática da célula onde o vírus reproduziu-se. Esse envelope apresenta
fosfolipídeos e proteínas da membrana, além de proteínas e glicoproteínas que
possuem origem viral.
4.3. Ciclo de multiplicação
Como já mencionado anteriormente, vírus são parasitas intracelulares obrigatórios, pois
necessitam do ambiente intracelular de um organismo vivo para se reproduzir. Ao processo
de reprodução de um vírus dá-se o nome de replicação viral. O tempo de duração do ciclo de
replicação viral varia entre as diversas famílias de vírus, podendo levar poucas horas ou até
dias. Esta seção apresentará as etapas envolvidas num ciclo de replicação viral, focado
principalmente em vírus que infectam animais. De uma maneira geral, a replicação pode ser
dividida em 7 etapas, que são:
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1. Adsorção;
2. Entrada;
3. Desnudamento;
4. [Link]ção e tradução;
5. Replicação do genoma;
6. Montagem; e
7. Liberação.
4.3.1. Adsorção
Uma etapa essencial à reprodução viral é a adsorção (ligação) do vírion a uma célula
susceptível. A adsorção viral se dá por meio da interacção entre proteínas virais, presentes no
envelope ou no caprídeo, e receptores celulares que se encontram ancorados a membrana
plasmática, expostos ao ambiente extracelular. A ligação entre alguns vírus e células também
pode envolver a participação de co-receptores (receptores secundários). A especificidade
destas interacções é alta, como em um modelo chave-fechadura, e determina o tropismo viral
para infectar determinadas células e tecidos específicos. Ligações químicas não co-valentes,
tais como pontes de hidrogénio, atracções iónicas e forças de van der Waals, são
responsáveis pela adesão entre as proteínas virais e os receptores celulares.
[Link]
Nos momentos iniciais da adsorção, a partícula viral interage com um ou poucos receptores,
caracterizando uma ligação reversível. Porém, à medida que mais receptores se associam ao
vírion, esta ligação passa a ser irreversível, possibilitando a posterior entrada do vírus na
célula. Os receptores em geral são proteínas ou carboidratos presentes em glicoproteínas e
glicolipídios. Muitas das proteínas receptoras são imunoglobulinas, transportadores
transmembrana e canais, ou seja, são estruturas produzidas pelas células para executar
funções comuns e essenciais ao bom funcionamento celular. Muitas funcionam como
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receptores de quimosinas e factores de crescimento, ou são responsáveis pelo contato e
adesão célula a célula. Os vírus subvertem o papel primordial destas moléculas, utilizando-as
como meio para adentrar nas células hospedeiras.
[Link]
4.3.2. Penetrarão
A entrada do vírus na célula. Esta pode ser feita de duas maneiras: fusão e viropexia. A fusão
é quando a membrana celular e o envelope do vírus se fundem, permitindo a entrada deste no
citosol da célula. No caso da família Paramixoviridae, a proteína F catalisa a ligação da
membrana com o envelope. A viropexia é uma invaginação da membrana celular mediada
por receptores e por proteínas, denominadas clatrinas, que revestem a membrana
internamente. Nos dois mecanismos existe uma dependência em relação ‡ temperatura
adequada, que fica em torno de 37ºC, em vírus que replicam em células de vertebrado,
(FERREIRA, 2011).
4.3.3. Desnudamento
Neste processo, o caprídeo é removido pela acção de enzimas celulares existentes nos
lisossomos, expondo o genoma viral. Além disso, se observa a fase de eclipse, onde não há
aumento do número de partículas infecciosas na célula hospedeira. De uma maneira geral, o
vírus que possui como ·Acido nucleico o DNA faz síntese no núcleo, com excepção do
PoxvÌrus, uma vez que precisa da enzima polimerase, encontrada no núcleo da célula. O
vírus que possui como genoma o RNA faz a síntese viral no citoplasma, com excepção do
vírus Influenza, pois j· possui a enzima polimerase, (FERREIRA, 2011).
4.3.4. Transcrição e tradução
Como mencionado anteriormente, o Sistema de Classificação de Baltimore foi criado com
base nos diferentes mecanismos de transcrição que os vírus adotam para sintetizar mRNA a
partir dos seus variados tipos de material genético. Os vírus podem ter genoma constituído
por dsDNA, ssDNA, dsRNA, ssRNA, além de alguns serem capazes de realizar a transcrição
reversa (ssRNA-RT e dsDNA-RT). Outra propriedade notável dos ácidos nucleicos virais é a
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polaridade (sentido, ou senso) das fitas de DNA e RNA. Fitas senso positivo (+) apresentam
sequência idêntica à do mRNA, enquanto as senso negativo (-) apresentam sequência
nucleotídica complementar. Diante desta complexidade de características, as estratégias de
transcrição do genoma viral são tão variadas quanto os mecanismos de entrada, e podem
envolver mais de uma etapa, as quais levam à conversão da informação genética viral em
mRNA.
Grupo I (dsDNA): Vírus de DNA dupla fita apresentam ORFs em ambas as fitas de DNA,
as quais servem diretamente como moldes para a síntese de mRNA. Vírus do grupo I que
transcrevem o DNA no interior do núcleo utilizam RNA polimerase II celular para a síntese
de mRNA, já aqueles que executam este processo no citosol devem possuir sua própria RNA
polimerase DNA-dependente (RpDd) para produzir os transcritos
Grupo II (ssDNA): Vírus de DNA fita simples apresentam fita positiva ou negativa. Para a
síntese de mRNA, estes vírus produzem uma respectiva fita complementar ao seu genoma,
gerando uma dupla fita que serve como molde para a transcrição. Estes procedimentos
ocorrem no núcleo, com o auxílio de enzimas celulares (RpDd e DpDd (DNA polimerase
DNA-dependente)).
Grupo III (dsRNA): Vírus de RNA dupla fita apresentam uma fita positiva e outra negativa. A fita negativa é
utilizada como molde para a síntese de mRNA, em processo que ocorre no citosol, com auxílio de uma RNA
polimerase RNA-dependente (RpRd).
Grupo IV ((+)ssRNA): Vírus de RNA fita simples senso positivo apresentam genoma com sequência idêntica
à do mRNA, e podem ser utilizados prontamente para a síntese de proteínas. No entanto, é usual a síntese de
novas cópias positivas do genoma, mediante a ação de uma RpRd, que produz uma fita negativa que serve
como molde para a síntese de novas fitas positivas (mRNAs).
Grupo V ((-)ssRNA): Vírus de RNA fita simples senso negativo, por possuírem genoma
com sequência complementar ao mRNA, servem diretamente como molde para a produção
de fitas senso positivo. A maioria dos vírus (-)ssRNA (e.g. Rhabdovírus, Filovírus,
Bunyavírus, Arenavírus) normalmente procede a transcrição no citosol. Algumas exceções,
como os Orthomixovírus, transcrevem seu material genético no núcleo.
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Grupo VI (ssRNA-RT): Vírus de RNA com transcrição reversa apresentam genoma de
senso positivo. Por meio de uma enzima denominada transcriptase reversa (uma DNA
polimerase RNA-dependente), os retrovírus produzem uma fita simples de DNA senso
negativo que posteriormente serve de molde à síntese de uma fita positiva de DNA. Ao final,
este processo gera uma fita dupla de DNA, que poderá ser integrada ao genoma do
hospedeiro no núcleo, e utilizada para a síntese de mRNA viral.
Grupo VII (dsDNA-RT): Vírus de DNA com transcrição reversa (e.g. Hepadnavírus) são
vírus dsDNA que promovem a síntese de mRNA no núcleo, sob a ação da RNA polimerase
II celular. Neste grupo, a transcrição reversa não ocorre antes síntese de mRNA, como
observado nos retrovírus, mas sim posteriormente a replicação do genoma viral.
Síntese de proteínas
Eventos finais da replicação viral:
1. Transporte do genoma (DNA ou RNA) para o sítio de processamento (núcleo ou
citosol)
2. Transcrição (síntese de mRNA)
3. Síntese de proteínas não estruturais
4. Replicação do material genético
5. Síntese de proteínas estruturais
6. Montagem dos nucleocapsídeos
7. Vesícula com glicoproteínas direcionadas ao complexo de Golgi
8. Transporte das proteínas de envelope à membrana plasmática
9. Liberação de partículas virais por lise (vírus não envelopados), ou por brotamento
(vírus envelopados)
As proteínas virais são sintetizadas pela maquinaria celular (ribossomos e tRNAs). O
processo de tradução ocorre no citosol, em ribossomos livres ou associados ao retículo
endoplasmático. Algumas das proteínas sintetizadas em ribossomos livres são transportadas
para o núcleo. Proteínas produzidas em ribossomos associados ao retículo são transportadas
desta organela para o complexo de Golgi, onde podem sofrer modificações pós-traducionais
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(glicosilação e fosforilação). O destino final de muitas destas proteínas é a membrana
celular, onde estas se concentram em regiões específicas.
Em estágios finais da infecção, estas farão parte do envelope de partículas virais que sairão
por brotamento nessas regiões. Dentro do ciclo de replicação, os primeiros produtos génicos
sintetizados são proteínas não estruturais, como proteínas de ligação ao DNA e enzimas.
Entre estas enzimas estão as polimerases e outras moléculas catalíticas, as quais são
componentes essenciais à replicação do genoma viral. Já as proteínas estruturais, que
formarão as novas partículas virais, normalmente são sintetizadas tardiamente no ciclo de
infecção. As novas cópias de material genético sintetizadas são utilizadas para a síntese de
mRNAs, os quais codificarão proteínas estruturais que a partir de então serão produzidas em
grandes quantidades para compor os vírus em formação. Os diferentes vírus de DNA e RNA
possuem mecanismos próprios de regulação da expressão génica, os quais controlam a
produção de proteínas em momentos e quantidades apropriadas às necessidades virais.
4.3.5. Replicação do genoma
Na maioria dos casos, o genoma é replicado no mesmo local onde ocorre a transcrição do
material genético do vírus, isto é, no citoplasma ou no núcleo. Assim como ocorre na
transcrição, o processo de replicação de genomas virais envolve a participação de
polimerases. Vírus de fita simples, dos grupos II, IV e V, precisam produzir uma fita
complementar ao genoma, que posteriormente servirá de molde para a síntese do material
genético. Vírus de fita dupla, dos grupos I e III, utilizam cada uma das duas fitas para gerar
suas respectivas cópias complementares, (FERREIRA, 2011).
Em geral, moléculas de DNA são sintetizadas a partir de outras moléculas de DNA (DNA →
DNA), e o mesmo acontece com moléculas de RNA (RNA → RNA). A exceção a esta regra
fica por conta dos vírus que realizam transcrição reversa. Membros do grupo VI (ssRNA-
RT) replicam o seu genoma a partir de um intermediário de DNA (RNA → DNA → RNA).
Já os membros do I (dsDNA-RT) replicam o seu genoma a partir de um intermediário de
RNA (DNA → RNA → DNA), (FERREIRA, 2011).
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4.3.6. Montagem
Nessa fase, as proteínas vão se agregando ao genoma, formando o nucleocapsideo. Alguns
vírus, como o RotavÌrus, apresentam mais de um caprídeo. A maturação consiste na formão
das partículas virais completas, ou virions, que, em alguns casos, requerem a obtenção do
envoltórios lipidico ou envelope. Este processo, dependente de enzimas tanto do vírus
quanto da célula hospedeira, podendo ocorrer no citoplasma ou no núcleo da célula. De uma
forma geral, os vírus que possuem genoma constituído de DNA condensam as suas partes no
núcleo, enquanto os de RNA, no citoplasma, (FERREIRA, 2011).
4.3.7. Liberação
A saída do vírus da célula pode ocorrer por lise celular ou brotamento. Na lise celular (ciclo
lítico), a quantidade de vírus produzida no interior da célula é tão grande que a célula se
rompe, liberando novas partículas virais que vão entrar em outras células. Geralmente, os
vírus não envelopados realizam este ciclo, ao passo que os envelopados saem da célula por
brotamento. Neste caso, os núcleocapsídeos migram para a face interna da membrana celular
e saem por brotamento, levando parte da membrana.
Fig 6 e 7. Ciclo de multiplicação
Fonte: adaptado de [Link]
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5. Conclusão
Depois das pesquisas e/ou consultas bibliograficas e e a elaboracao deste trabalhaos,
chegamos a conclusão de que: Os vírus são seres acelulares, isto é, desprovidos de uma
estrutura de células como ocorre em todo ser vivo. Por assim serem, tais partículas
dependem completamente dos mecanismos bioquímicos da célula hospedeira para de que
possam se desenvolver e multiplicar, característica esta que os classifica como parasitas
intracelulares obrigatórios. No seu processo de reprodução, os vírus contam com dois tipos
de ciclos: o ciclo lisogênico e o ciclo lítico. No ciclo lítico, o vírus insere o seu material
genético no da célula hospedeira, e, ao contrário do outro ciclo, passa a dominar o
metabolismo da mesma, destruindo-a por final.
As propriedades físico-químicas dos vírus os tornam capazes de infectar o organismo através
de receptores de membrana específicos, presentes nas células hospedeiras. O fato de o vÌrus
apresentar tropismo celular vai influenciar no tipo de doença causada. Por exemplo, um vírus
que possui afinidade por células do sistema imune compromete a sua função. Assim, a
interacção vírus-hospedeiro È a chave de muitos aspectos das doenças virais, tanto da
transmissão quanto da capacidade de o vírus de se sobrepor ‡s defesas do hospedeiro. Uma
resposta imune exacerbada do hospedeiro pode, também, contribuir para causar maiores
danos, agravando a enfermidade.
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6. Referências bibliográficas
ARAGUAIA, Mariana. "Reprodução dos vírus de DNA"; Brasil Escola. Disponível em:
[Link]
FERREIRA, A. W. ; £VILA, S. L. M. Diagnostico laboratorial das principais doenças
infecciosas e auto-imunes. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.
Germana Costa Paixão,[et al.].Desvendando o mundo invisível da microbiologia, 2. ed. –
Fortaleza, EdUECE, 2015.
[Link]
[Link]
https//[Link]/ciências/virus
SANTOS, N. S. O. ; ROMANOS, M. T. V. ; WIGG, M. D. IntroduÁ„o ‡ Virologia
Humana. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan , 2008.