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Tendências em Sistemas de Informação

Fundamentos de sistemas

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03/04/2023, 22:20 UNINTER

FUNDAMENTOS DE SISTEMAS
DE INFORMAÇÃO
AULA 6

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Prof.ª Vívian Ariane Barausse de Moura

CONVERSA INICIAL

O mundo da tecnologia da informação nunca fica parado, uma característica que está

diretamente ligada aos sistemas de informação. Trata-se de uma indústria rápida, em constante

mudança, repleta de novas tecnologias, ferramentas, estruturas de software e ideias inovadoras.

A cada ano surgem novas tendências no setor. Assim, é importante que os profissionais estejam

familiarizados com as diferentes tendências e tudo o que implicam. Não importa em qual profissão
você trabalhe, é preciso estar familiarizado com essa realidade para melhorar a sua posição

profissional, o que o ajuda a entender as melhores atualizações para o setor em que você já está

trabalhando.

A indústria de tecnologia da informação tem experimentado um boom sem precedentes. Mais e

mais marcas estão procurando expandir nesta área, devido ao seu imenso potencial. A tecnologia da

informação tem várias aplicações, razão pela qual também provou ser um componente-chave para a

estrutura das indústrias contemporâneas. Assim, é importante entender os aspectos mais importantes

dessa indústria e os principais componentes que a tornam a ferramenta revolucionária que ela é.

O objetivo desta etapa é introduzir os principais conceitos sobre as tendências em sistemas de


informação.

TEMA 1 – METAVERSO

Recentemente, o Facebook anunciou que estava mudando para Meta, com foco no futuro do

próximo “metaverso”. Desde então, o significado desse termo não é mais claro. A Meta está

construindo uma plataforma social de realidade virtual; a Roblox está facilitando os videogames

gerados pelo usuário; e muitas outras empresas estão oferecendo pouco mais do que mundos de

jogos.

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Gigantes da tecnologia, como Microsoft e Meta, estão trabalhando na construção de tecnologias

relacionadas à interação com mundos virtuais, mas não são os únicos. Outras grandes empresas,

incluindo Nvidia, Unity, Roblox e até Snap, bem como uma variedade de pequenas empresas e

startups, estão construindo uma infraestrutura para criar mundos virtuais melhores, que imitam de

perto a nossa vida física.

Para entender a atração do metaverso, é útil pensar nas tendências distintas que convergem para

criá-lo, conforme a figura a seguir.

Figura 1 – Metaverso: interseção entre três tecnologias e bases de usuários

Fonte: Bobier et al. p. 3.

Os mundos do metaverso (m-worlds) reúnem centenas de milhões de usuários ativos, graças à

poderosa capacidade de computação e à disponibilidade do mercado de massa de telefones

celulares, tablets e PCs, bem como melhorias nos serviços de nuvem e conectividade (como

fibra e 5G).

Um mercado de massa para headsets de realidade aumentada, virtual e mista (AR, VR e MR),

está crescendo rapidamente, com dispositivos como o Meta Quest 2, com preços acessíveis e

dispositivos fáceis de configurar e usar.

Os ativos virtuais alimentados por uma inovadora pilha de tecnologia Web3 estão ganhando

popularidade como objetos a serem adquiridos e trocados.

Vamos fazer um “remember", voltar a 2007, ao lançamento do iPhone – um único dispositivo que

reunia câmera, computador, telefone celular e sistema operacional. As tecnologias envolvidas não

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eram novas. A revolução estava em sua convergência, recebendo o estímulo empresarial resultante

de milhares (e, finalmente, milhões) de desenvolvedores de aplicativos, que começaram a encontrar

maneiras de colocar a nova ferramenta mágica em uso. De maneira semelhante, o metaverso

trabalha com a convergência de vários desenvolvimentos envolvendo mudanças na capacidade

tecnológica.

Crédito: Monkey Business Images/Shutterstock.

Mas o que exatamente é o metaverso? É difícil encontrar definições precisas para palavra que é
muito usada. Como Eric Ravenscraft observou recentemente na Wired, se você substituir “metaverso”

por “ciberespaço”, o significado da frase não mudará em 90% dos casos.

Os entusiastas veem o metaverso como a próxima geração da internet, uma realidade virtual e

interconectada, perfeitamente tecida em nosso mundo físico. Graças à realidade virtual e aumentada,

sugere-se que as experiências sociais, de consumo e de negócios, reais e virtuais, vão se começar a se

entrelaçar.

Os jogadores já estão familiarizados com essa noção (embora geralmente em duas dimensões),

mas os jogos são apenas o começo. Milhões de usuários agora se reúnem em shows virtuais em 3D,

fazem compras em shoppings virtuais com moedas virtuais, de posse de casas virtuais totalmente

personalizadas. Eles também participam de uma considerável e crescente economia de ativos virtuais,

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comprando, vendendo e criando bens como roupas, imóveis, arte e moeda. Em 2021, mais de US$ 40

bilhões foram gastos em tokens não fungíveis (NFTs), que são certificados de propriedade de ativos

digitais, de acordo com o Financial Times.

As empresas exploram o metaverso de maneira rudimentar quando realizam reuniões com

aplicativos de conferência virtual, como Zoom ou Microsoft Teams. De fato, grande parte do valor do

metaverso aparece não no consumidor, mas em aplicativos de negócios, como reuniões virtuais e
sessões de treinamento, além de recursos de design de novos produtos e da capacidade de oferecer

aos clientes a experiência de uma casa ou veículo virtual antes da compra.

Essa é a visão adotada pelo CEO da Microsoft, Satya Nadella, que disse ao Financial Times

(citado por Sthefany, 2022):

Você e eu estaremos sentados em uma mesa de conferência em breve com nossos avatares ou

nossos hologramas ou mesmo superfícies 2D com áudio surround. Adivinha? O lugar onde temos
feito isso desde sempre... são os jogos. [...] E assim, a maneira como abordamos o lado do sistema

do que vamos construir para o metaverso é, essencialmente, democratizar a construção do jogo... e


trazê-lo para qualquer pessoa que queira construir qualquer espaço e tenha essencialmente,

pessoas, lugares, coisas digitalizadas e relacionadas umas às outras com sua presença corporal.

Crédito: skipper_sr/Shutterstock.

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As visões divergentes não são incomuns quando passam a tomar forma novas tecnologias e

modelos de negócios, finanças e comércio, contrariando os paradigmas existentes. Mas o metaverso

está começando a entrar em foco. O mercado que passa a tomar forma oferece uma ampla gama de

oportunidades comerciais para as empresas de vários setores.

As empresas de tecnologia, mídia e telecomunicações vão se beneficiar diretamente do

fornecimento de capacitadores tecnológicos, como 5G, redes Wi-Fi ou banda larga de última

geração, além de novos sistemas operacionais, lojas de aplicativos e plataformas que promovem mais
criação de conteúdo.

As ferramentas de realidade virtual e realidade aumentada estão sendo ativamente exploradas e

usadas desde cuidados de saúde até bens industriais. Para os consumidores, existem diferentes
motivações para entrar no metaverso, muito além dos jogos. Por exemplo:

experiências físico-virtuais ou acesso exclusivo a eventos ou concertos da marca;

novas formas de fazer compras, como vitrines virtuais, com provas virtuais para produtos
virtuais e físicos;

novas maneiras de participar de m-worlds, como co-criar ativos e experiências, trocar


mercadorias ou ganhar dinheiro; e

novas formas de interagir com os outros, em comunidades construídas em torno de interesses


particulares ou áreas de exclusividade, por exemplo, ou ainda através de experiências

associadas aos três exemplos anteriores.

Vale a pena lembrar que, à medida que as tecnologias amadurecem, o desenvolvimento de

novos aplicativos e casos de uso acaba sendo acelerado. Pense na curta história da internet, ou ainda
na conectividade móvel e nas mídias sociais. O metaverso e as tecnologias que impulsionam o seu
desenvolvimento ainda são jovens. Mas a adolescência e a plena maturidade podem estar a apenas

alguns anos de distância.

TEMA 2 – TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO: EDUCAÇÃO


AMBIENTAL E SUSTENTABILIDADE NA SOCIEDADE

A TI Verde é um movimento global que visa minimizar a pegada tecnológica no meio ambiente.

A crescente popularidade da adoção de critérios ESG está redefinindo as prioridades nas empresas.

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O tema está monopolizando a agenda corporativa, estimulando uma maior participação das

organizações na promoção de ações que reduzem a pegada ambiental – incluindo a participação


ativa dos setores de tecnologia por meio da chamada TI verde.

Esses novos valores, pautados por boas práticas de sustentabilidade, sociais e de governança,
evidenciam que o desenvolvimento sustentável é um entrave à rentabilidade das empresas. Pelo

contrário: hoje, especialistas dizem que ter um pilar sustentável consolidado é um diferencial para
atrair investidores.

Você se lembra da máxima de que, no século 21, toda empresa seria de tecnologia? Pois bem,

sendo um dos maiores impulsionadores da inovação, os setores de Tecnologia da Informação, a


famosa TI, não poderiam deixar de contribuir com essa realidade.

Acompanhe-nos até o final da publicação para entender o que é TI verde, por que você deve

investir nela e como dar os primeiros passos para reduzir o impacto tecnológico no meio ambiente.

Bom, primeiramente, o que é TI verde? Trata-se de um movimento global em Tecnologia da

Informação que busca reduzir os efeitos do consumo de tecnologia em cadeias produtivas e


ecossistemas.

O conceito envolve um conjunto de práticas ecológicas, incluindo armazenamento em nuvem,

melhoria no consumo de energia, modernização dos equipamentos para aumentar a sua vida útil,
além de uma política de descarte eficiente.

Em um contexto mais amplo, a TI verde faz parte de um movimento de conscientização sobre a

gravidade das mudanças climáticas e a necessidade de reestruturar as cadeias produtivas, desde a


extração de matérias-primas até o descarte de materiais, contribuindo para uma economia circular e

regenerativa.

Como faço para transformar minha TI em uma TI verde? A implementação não garante

automaticamente o selo verde: é necessário obter certificação internacional em um processo judicial,


que exige medições frequentes.

Para atingir o status de TI verde, é preciso atender à ISO 14001, que determina os requisitos de

um sistema de gestão ambiental. A norma é responsável por mensurar o impacto de diversos


negócios no meio ambiente.

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Por que você deve prestar atenção nisso? Ao longo do tempo, os avanços tecnológicos
passaram a exigir ampla resiliência dos ecossistemas terrestres, desde a era das grandes máquinas

nas fábricas industriais até os computadores, periféricos e componentes eletrônicos da era digital.

O impacto, claro, é diferente. Mas faz parte do esforço atual de combate às mudanças climáticas
implementar medidas ainda mais ousadas para compensar o tempo perdido.

Um estudo da Gartner, de 2007, estima que a indústria de TI era responsável por cerca de 2%
das emissões de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. Como principal protagonista desses

números está o alto consumo de energia resultante do processo de produção dos equipamentos.

O progresso tecnológico nos ajuda a descobrir soluções que também preservam o meio

ambiente. Além disso, diante de toda a movimentação do mundo empresarial em direção aos
critérios ESG, adotar boas práticas de sustentabilidade nos departamentos de TI tornou-se um

compromisso estratégico para toda a organização.

Quais são os benefícios da TI verde? Além da ética ambiental, ela garante retorno econômico,
por garantir uma gestão sustentável do setor de TI, fazendo com que a estratégia seja interessante

para organizações de todos os tipos e portes.

É natural que empresas com orçamento mais modesto tenham dificuldade em implementar
iniciativas verdes – afinal, é necessário um investimento inicial. Mas à medida que as ações são

realizadas, os ganhos de eficiência e produtividade e a redução de custos são evidentes. Essa


economia gera fluxo de caixa para novas melhorias.

Dito isso, para as empresas menores, consolidar práticas sustentáveis, mesmo em pequena e
micro escala, abre caminho para mudanças significativas, de acordo com o desenvolvimento dessas

organizações.

Além disso, uma TI verde confere às empresas um posicionamento estratégico, o que mostra ao
setor a sua capacidade de compreender valores sociais. O “selo” também melhora a reputação da

organização, sempre útil para atrair investidores.

Em resumo, algumas das vantagens da TI verde são:

consumo de energia reduzido e mais inteligente;

aumento do espaço na nuvem, com liberação de espaço;


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custo reduzido do equipamento com servidores locais;

modernização de equipamentos e períodos de manutenção mais prolongados;


aumento de desempenho e produtividade; e

valorização da marca, imagem e reputação.

Neste ponto, você já entende o conceito e as oportunidades envolvidas na adoção da TI verde.


Agora, é hora de entender quais práticas você deve adotar em seu departamento para avançar em

uma direção mais sustentável. Vamos listar quatro pontos de atenção para a implementação de
práticas exemplares em seu departamento de TI.

Reduza o consumo de energia: a sua empresa utiliza um servidor físico próprio? Ao planejar a
infraestrutura de TI, garanta uma localização adequada, para economizar espaço físico e
energia, principalmente com ar-condicionado. Isso mesmo! Não é novidade para ninguém que

um ambiente de trabalho saudável exige uma temperatura controlada. Por isso, em várias
empresas, a gestão dos sistemas de climatização é de responsabilidade da Tecnologia da

Informação. Servidores/data centers obsoletos muitas vezes sobrecarregam o sistema de


refrigeração, buscando manter a produtividade. Sempre que possível, substitua os

equipamentos antigos por versões mais modernas, que consomem menos energia. A medida
aumenta a vida útil e reduz os custos de manutenção com as máquinas. Ah, há uma razão para

essa medida: a redução do consumo de energia tem consequências imediatas e é facilmente


observável.

Descarte adequado: procure reaproveitar materiais que ainda estejam em boas condições de
uso. Em caso de perda total, assegure o descarte adequado de equipamentos, periféricos e

outros componentes eletrônicos desatualizados em pontos de coleta especializados.


Digitalize e desmaterialize: esta recomendação poderia ser chamada de “migrar para a

nuvem”, mas isso não é tudo, porque estamos falando da transição do físico para o digital
através do armazenamento de dados na nuvem. Esse processo pode promover uma reflexão

até mesmo sobre mudanças no modelo de negócios, de hardware para software.


Parceiros Privilege com o “selo verde”: já apontamos que a TI verde pode melhorar a

reputação da sua organização, certo? Por que não avançar para a criação de um sistema
produtivo sustentável?

Ao fechar negócios, dê uma olhada em sua produção e em sua cadeia de suprimentos. Escolha

fornecedores e parceiros alinhados ao posicionamento de sua empresa, aqueles quase seguem as

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boas práticas ambientais.

A TI estratégica passa por uma TI mais verde, considerando a enxurrada de dados que invadiu as
organizações na última década. O surgimento de novas tecnologias e a evolução das técnicas para

lidar com esse volume de informações exigiram que os departamentos de TI desenvolvessem um


papel mais significativo.

Os departamentos de TI passaram por uma reviravolta importante. Equipes antes reativas,


focadas apenas em execução, ganharam importância estratégica, fomentando a inovação e
participando ativamente das decisões importantes da organização.

Com a atenção de todos finalmente voltada para o desenvolvimento sustentável, a TI recebe


uma nova tarefa: desenvolver maneiras mais ecológicas de realizar as atividades do dia a dia. Sim,

uma TI estratégica também implica uma TI mais verde.

Para adquirir um papel cada vez mais relevante nas empresas, é necessário dar o exemplo. Por
isso, os gestores de TI devem estar dispostos a fornecer aos seus departamentos os insumos

necessários para promover a adoção de boas práticas de sustentabilidade. A TI verde é um bom


negócio para os departamentos de TI, para as empresas, para os investidores e, claro, para o planeta.

TEMA 3 – BLOCKCHAIN: BITCOIN

O bitcoin é uma moeda digital descentralizada que pode ser comprada, vendida e trocada

diretamente, sem intermediação com instituições financeiras. O criador do bitcoin, Satoshi Nakamoto,
pensava originalmente na necessidade de um sistema de pagamento eletrônico baseado em provas

criptográficas em vez de confiança.

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Crédito: rzoze19/Shutterstock.

Bitcoin é uma forma de dinheiro digital que elimina a necessidade de autoridades centrais, como

bancos ou governos. Em vez disso, o bitcoin usa uma rede de internet ponto a ponto para confirmar
compras diretamente entre usuários.

Cada transação de bitcoin fica disponível em um livro público acessível a qualquer pessoa, o que

faz com que as transações sejam difíceis de reverter e de falsificar. Isso acontece por design:

essenciais para a sua natureza descentralizada, os bitcoins não são apoiados pelo governo ou por
qualquer instituição emissora, e não há existe para garantir o seu valor além da prova produzida no

coração do sistema.

Desde o seu lançamento público em 2009, o bitcoin aumentou dramaticamente de valor. Embora

tenha sido vendido inicialmente por menos de US$ 150 por moeda, recentemente 1 BTC valia cerca

de US$ 30.200. Como a sua oferta é limitada a 21 milhões de moedas, muitos esperam que o preço

continue subindo com o passar do tempo, especialmente à medida que investidores institucionais
começam a tratá-lo como uma espécie de ouro digital para se proteger da volatilidade e da inflação

do mercado. Atualmente, existem mais de 19 milhões de moedas em circulação.

O bitcoin é construído em um registro digital distribuído, chamado blockchain. Como o nome

indica, blockchain é um corpo de dados vinculado, composto de unidades chamadas blocos, com

informações sobre cada transação, incluindo data e hora, valor total, comprador e vendedor, além de

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um código de identificação exclusivo para cada troca. As entradas são encadeadas em ordem
cronológica, criando uma cadeia digital de blocos.

Nos últimos anos, você deve ter ouvido diversas vezes o termo tecnologia blockchain,
provavelmente na lida com criptomoedas, como o bitcoin. Blockchain é um livro-razão distribuído e

imutável, usado para registrar transações e rastrear ativos dentro de uma rede de negócios. É uma

forma de armazenar informações que impede qualquer pessoa de alterá-las, hackeá-las ou trapaceá-

las. Os ativos intangíveis incluem propriedade intelectual, patentes, direitos autorais e outros ativos
de marca. Os ativos tangíveis incluem casas, carros, dinheiro e terrenos.

A tecnologia blockchain é uma estrutura que armazena registros transacionais, também

conhecidos como bloco, em diversos bancos de dados, conhecidos como cadeias, em uma rede

conectada através de nós ponto a ponto. Normalmente, o armazenamento é chamado de

contabilidade digital.

Cada transação nesse livro é autorizada pela assinatura digital do proprietário, que autentica a
transação e a protege contra adulterações. Portanto, as informações do livro digital são altamente

seguras.

Em termos mais simples, o livro digital é como uma planilha do Google, compartilhada entre

vários computadores, em uma rede, na qual os registros transacionais são armazenados com base

nas compras reais. O ângulo fascinante é que qualquer um pode ver os dados, mas não pode
corrompê-los.

Por que o blockchain é popular? Suponha que você esteja transferindo dinheiro para a sua
família ou amigos, a partir de sua conta bancária. Você faria login no banco on-line e transferiria o

valor para a outra pessoa usando o número da conta. Quando a transação é concluída, o banco

atualiza os registros da transação. Parece bastante simples, certo? Mas existe um problema potencial

que a maioria de nós negligencia.

Essas transações podem ser adulteradas muito rapidamente. As pessoas que estão familiarizadas
com essa verdade costumam desconfiar desses tipos de transações, daí a evolução dos aplicativos de

pagamento de terceiros nos últimos anos. Mas a vulnerabilidade é essencialmente o motivo pelo

qual a tecnologia blockchain foi criada.

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Tecnologicamente, blockchain é um livro digital. Mas por que se tornou tão popular? Bem, vamos

cavar para entender todo o conceito. A manutenção de registros de dados e transações é uma parte
crucial do negócio. Muitas vezes, essas informações são tratadas internamente ou transmitidas por

terceiros, como corretores, banqueiros ou advogados, aumentando o tempo, o custo ou ambos os

fatores para o negócio. Felizmente, o blockchain evita esse longo processo, facilitando um

movimento mais rápido na transação, o que traz economia de tempo e dinheiro.

A maioria das pessoas assume que blockchain e bitcoin podem ser usados de forma
intercambiável, mas na realidade esse não é o caso. Blockchain é a tecnologia capaz de suportar

vários aplicativos relacionados a diferentes setores, como finanças, cadeia de suprimentos,

manufatura etc. Já o Bitcoin é uma moeda que depende da tecnologia blockchain em termos de

segurança.

Blockchain é uma tecnologia emergente, com muitas vantagens em um mundo cada vez mais

digital.

Altamente seguro: usa um recurso de assinatura digital para realizar transações sem fraude,
impossibilitando a corrupção ou a alteração dos dados de um indivíduo por outros usuários

sem uma assinatura digital específica.

Sistema descentralizado: convencionalmente, você precisa da aprovação de autoridades

reguladoras, como governos ou bancos, para efetuar transações. No entanto, com o blockchain,
as transações são feitas com o consenso mútuo dos usuários, resultando em transações mais

suaves, seguras e rápidas.

Capacidade de automação: é programável e pode gerar ações, eventos e pagamentos

sistemáticos automaticamente quando os critérios de gatilho são atendidos.

Blockchain é uma combinação de três tecnologias líderes:

Chaves criptográficas;
Rede ponto a ponto com um livro-razão compartilhado; e

Meio de computação para armazenar transações e registros da rede.

As chaves de criptografia são duas: chave privada e chave pública. Elas ajudam na realização de

transações bem-sucedidas entre duas partes. Cada indivíduo tem as duas chaves, usadas para

produzir uma referência de identidade digital segura. A identidade segura é o aspecto mais

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importante da tecnologia blockchain. No mundo das criptomoedas, essa identidade é chamada de

“assinatura digital”, sendo usada para autorizar e controlar transações.

A assinatura digital é mesclada com a rede ponto a ponto. Um grande número de indivíduos que

atua como autoridades utiliza a assinatura digital para chegar a um consenso sobre transações, entre
outras questões. Quando eles autorizam um negócio, ele é certificado por verificação matemática,

resultando em uma transação segura e bem-sucedida entre as duas partes conectadas à rede. Para

resumir, os usuários de blockchain empregam chaves de criptografia para realizar diferentes tipos de

interações digitais na rede ponto a ponto.

Existem quatro tipos de blockchain.

Redes blockchain privadas: operam em redes fechadas e tendem a funcionar bem para

empresas e organizações privadas. As empresas podem usar blockchains privados para


personalizar as suas preferências de acessibilidade e autorização, com parâmetros para a rede e

outras opções importantes de segurança. Apenas uma autoridade gerencia uma rede

blockchain privada.

Redes blockchain públicas: bitcoin e outras criptomoedas se originam de blockchains


públicos, que também desempenham um papel importante na popularização da tecnologia de

contabilidade distribuída (DLT). As blockchains públicas também ajudam a eliminar certos

desafios e problemas, como falhas de segurança e centralização. Com o DLT, os dados são

distribuídos em uma rede ponto a ponto, em vez de serem armazenados em um único local.
Um algoritmo de consenso é usado para verificar a autenticidade das informações. A prova de

participação (PoS) e a prova de trabalho (PoW) são métodos de consenso frequentemente

usados.
Redes blockchain permitidas: também conhecidas como blockchains híbridas, as redes de

blockchain com permissão são blockchains privados que permitem acesso especial para

indivíduos autorizados. As organizações normalmente configuram os blockchains para obter o

melhor dos dois mundos, permitindo uma estrutura mais adequada, ao atribuir quem pode
participar da rede e em quais transações.

Blockchains de consórcio: de modo semelhante aos blockchains autorizados, os blockchains

de consórcio apresentam componentes públicos e privados, mas aqui várias organizações

gerenciam uma única rede de blockchain de consórcio. Embora esses tipos de blockchains
sejam inicialmente mais complexos em termos de configuração, uma vez em execução eles

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oferecem maior segurança. Além disso, blockchains de consórcio são ideais para a colaboração

com várias organizações.

Uma das principais características da tecnologia blockchain é a forma como ela confirma e

autoriza transações. Por exemplo, se dois indivíduos desejam realizar uma transação com uma chave

privada e pública, respectivamente, a primeira pessoa anexa as informações da transação à chave


pública da segunda parte. Tais informações são reunidas em um bloco.

O bloco contém uma assinatura digital, um carimbo de data/hora, além de outras informações
importantes. É importante notar que o bloco não inclui as identidades dos indivíduos envolvidos na

transação. O bloco é então transmitido por todos os nós da rede. Quando o indivíduo certo usa a sua

chave privada e a combina com o bloco, a transação é concluída com sucesso.

Além de realizar transações financeiras, o blockchain também pode conter detalhes transacionais

de propriedades, veículos etc.

A tecnologia blockchain causou um grande impacto na sociedade, com destaque para o


surgimento do bitcoin, o principal aplicativo do blockchain. A razão pela qual a tecnologia foi

desenvolvida em primeiro lugar ajudou muitas pessoas com serviços financeiros, como carteiras

digitais. Além disso, garante o fornecimento de microempréstimos, permitiu micropagamentos a

pessoas em circunstâncias econômicas menos do que ideais, introduzindo assim uma nova vida na
economia mundial.

O próximo grande impacto é o conceito de confiança, especialmente na esfera das transações

internacionais. Anteriormente, os advogados eram contratados para preencher a lacuna de confiança

entre duas partes diferentes, mas isso consumia tempo e dinheiro. Nesse cenário, a introdução da

criptomoeda mudou radicalmente a equação da confiança. Muitas organizações estão localizadas em


áreas onde os recursos são escassos e a corrupção é generalizada. Nesses casos, o blockchain oferece

uma vantagem significativa para as pessoas e organizações afetadas, permitindo que escapem dos

truques de intermediários não confiáveis.

A nova realidade da Internet das Coisas (IoT) já está repleta de dispositivos inteligentes, capazes

de ligar máquinas de lavar, dirigir carros, navegar navios, organizar a coleta de lixo e gerenciar a
segurança no trânsito em sua comunidade – você escolhe! É aí que entra o blockchain. Em todos

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esses casos, alavancar a tecnologia blockchain, criando contratos inteligentes permite que qualquer
organização melhore as suas operações, a partir da manutenção de registros mais precisos.

A tecnologia blockchain cria uma rede ponto a ponto descentralizada para organizações ou

aplicativos como Airbnb e Uber. Ela também pode ser usada como plataforma segura para o setor de

saúde, para fins de armazenamento de dados confidenciais de pacientes. As organizações da área da

saúde podem criar um banco de dados centralizado com a tecnologia, para compartilhar informações
apenas com as pessoas devidamente autorizadas.

TEMA 4 – INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

A inteligência artificial não é uma tecnologia nova, mas o seu impacto está apenas começando a

ser sentido, à medida que empresas e indivíduos começam a entender as possibilidades que ela

oferece. Rapidamente, os seus recursos estão encontrando o seu caminho em nossas vidas
cotidianas.

Crédito: teamplay/Shutterstock.

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Quais são as tendências de IA e o que os avanços mais recentes em IA significam para os


próximos anos? Vamos analisar algumas dessas tendências, com as implicações dessas tecnologias

nas empresas, considerando os seus esforços de transformação digital.

4.1 MODELOS DE LINGUAGEM

O modelo de linguagem é o "cérebro" da compreensão da linguagem. Os modelos de IA

dependem do aprendizado de máquina para determinar como frases, sentenças ou parágrafos estão
relacionados. Aprende, e entendem o idioma a partir de uma grande quantidade de texto,

construindo um modelo estatístico que entende a probabilidade de frases, sentenças ou parágrafos

relacionados entre si.

Os modelos de linguagem estão ficando maiores e mais refinados na compreensão da

linguagem. A inteligência artificial pode processar e gerar interações mais humanas, com o uso de
técnicas semânticas que melhoram a qualidade dos resultados.

Outro benefício dos grandes modelos de linguagem é que são necessários apenas alguns
exemplos de treinamento para ajustar o modelo para um novo problema. Anteriormente, as soluções

de IA exigiam muitos dados rotulados por humanos, o que é difícil e caro de criar. Com modelos de

IA maiores, podemos obter resultados iguais ou melhores com apenas um ou alguns exemplos de
treinamento, o que reduz o custo da inteligência artificial. Assim, é de se esperar que muitos

processos de negócios sejam automatizados.

4.2 PROCESSAMENTO DE LINGUAGEM NATURAL

O Processamento de Linguagem Natural (PNL) é “a capacidade de um computador entender o

significado de texto ou fala”, e vem revolucionando a forma como os humanos interagem com as
máquinas. Isso é evidente no uso generalizado de assistentes de IA, como Siri, Alexa e Cortana. Essas

tecnologias podem entender o que as pessoas dizem, agir de acordo com essas informações e

responder da melhor forma. No entanto, a PNL tem muito mais a oferecer do que apenas comunicar-

se claramente com os usuários, pois também pode ajudar a dimensionar as operações de negócios.

4.3 INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA

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É um ramo de IA que se concentra na geração de conteúdo, como as atividades de escrever

texto, gerar imagens, gerar texto para imagens e criar músicas. A IA generativa pode ser usada para
diversos fins, incluindo fins artísticos, geração de conteúdo para meios de comunicação, criatividade

pessoal ou educação.

Modelos de linguagem generativa são uma aplicação fascinante. Permitem a geração de texto

com som natural, gramaticalmente correto e apropriado para um determinado tópico ou estilo. Eles

também podem criar inteligência geral, resolver problemas e se adaptar a diferentes situações.

4.4 APRENDIZADO POR REFORÇO

Este é um ramo do aprendizado de máquina em que os cientistas de dados se concentram na

tomada de decisões e no treinamento baseado em recompensas. O aprendizado por reforço aprende

com o ambiente, ajustando o seu comportamento para maximizar as recompensas. Imita a forma

como aprendemos: nem sempre recebemos reforço positivo, cometemos erros e passamos por um
processo de tentativa e erro para atingir os nossos objetivos.

O aprendizado por reforço é amplamente utilizado em robótica, jogos, ciência de dados e

negociação financeira. Como esperamos que os agentes tomem decisões complexas e mantenham

metas de longo prazo, essa é uma das tendências mais empolgantes da IA.

4.5 APRENDIZADO MULTIMODAL

O aprendizado multimodal é um ramo do aprendizado de máquina em que um sistema pode


aprender a partir de entradas sensoriais, como imagens, texto, fala, som e vídeo. Por exemplo,

sistemas multimodais podem aprender com imagens e textos, permitindo uma melhor compreensão

de ideias. Da mesma forma, as máquinas podem trabalhar com dados de fontes diferentes, como

processamento de fala e linguagem, para criar resultados mais precisos.

O aprendizado multimodal é importante porque ajuda as máquinas a entender o mundo da


melhor forma. Usando várias formas de entrada, podemos obter uma compreensão completa de

objetos e eventos. Isso nos ajuda a construir modelos melhores de IA, o que por sua vez acarreta

melhores resultados.

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4.6 REMOÇÃO DE VIÉS NO APRENDIZADO DE MÁQUINA

À medida que os algoritmos de IA se tornam predominantes nos negócios, eles passam a

receber maior escrutínio. Muitos temem que esses sistemas sejam capazes de perpetuar e até piorar

questões históricas de preconceito, como racismo, sexismo e intolerância.

Os cientistas de negócios e dados devem combater o preconceito durante o desenvolvimento de

IA, para combater esses problemas. As empresas podem reduzir o viés na IA verificando as entradas e
ajustando-as sempre que possível. Por exemplo, se um sistema é treinado em fotos de pessoas, mas

não tem imagens de mulheres mais velhas, ele pode ter problemas para reconhecê-las.

Muitos líderes de tecnologia ainda estão tentando entender como a IA funciona e como podem

usá-la em seus campos. Para começar a incorporar a IA, é importante ter um objetivo claro em

mente, considerando o que você deseja que o sistema de IA faça. Compreender os dados disponíveis
e o que você precisa que o sistema de IA faça é essencial.

Preste atenção especial ao desenvolvimento de grandes modelos de linguagem, pois tais

modelos sofreram importantes avanços nos últimos anos, de modo que podem revolucionar a

indústria. A capacidade de entender e responder ao idioma é um componente-chave para aplicativos

inteligentes, abrindo novas oportunidades de negócios.

A adoção da IA ​continuará a crescer à medida que mais organizações de negócios e pesquisa


implementam ferramentas, técnicas e tecnologias para impulsionar a inovação. Os sistemas de IA já

estão sendo usados ​para melhorar as estratégias dos negócios, o atendimento ao cliente, com

desenvolvimento de pesquisa de mercado, publicidade, manutenção preditiva, carros autônomos,

vigilância por vídeo, medicina e muito mais.

Eles abrem novas possibilidades, como a capacidade da tecnologia de entender os dados e de

aumentar a eficiência dos processos de negócio. Também implicam novos desafios, como a remoção
do viés do aprendizado de máquina. Essas tendências vão afetar a vida cotidiana em todo o mundo,

em especial os negócios, de maneiras novas e empolgantes.

TEMA 5 – INDUSTRIA 5.0

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De acordo com Praven et al. (2022), a Indústria 5.0 é a próxima evolução industrial. O seu

objetivo é alavancar a criatividade de especialistas humanos em colaboração com máquinas

eficientes, inteligentes e precisas, a fim de obter soluções de fabricação eficientes em termos de

recursos, ganhando a preferência do usuário em comparação com a Indústria 4.0.

Espera-se que inúmeras tecnologias e aplicações promissoras ajudem a Indústria 5.0 a aumentar
a produção e a entregar produtos personalizados de forma espontânea.

Os autores destacam que o padrão da Indústria 4.0 revolucionou o setor de manufatura, ao


integrar diversas tecnologias, como inteligência artificial (IA), Internet das Coisas (IoT), computação

em nuvem, sistemas físicos cibernéticos (CPSs) e computação cognitiva. O princípio por trás da

Indústria 4.0 é tornar a indústria manufatureira “inteligente”, ao interligar máquinas e dispositivos que
podem controlar uns aos outros durante todo o ciclo de vida.

Na Indústria 4.0, a principal prioridade é a automação de processos, reduzindo a intervenção


humana no processo de fabricação. A Indústria 4.0 busca melhorar a produtividade e o desempenho

em massa, por meio do fornecimento de inteligência entre dispositivos e aplicativos, usando o

aprendizado de máquina.

Por sua vez, a Indústria 5.0 busca alavancar a criatividade única de especialistas humanos, para

colaborar com máquinas poderosas, inteligentes e precisas. Muitos visionários técnicos acreditam
que a Indústria 5.0 trará de volta o toque humano à indústria manufatureira. Espera-se que a

Indústria 5.0 mescle as máquinas de alta velocidade e precisão com o pensamento crítico e cognitivo

dos humanos.

A personalização em massa é outra importante contribuição da Indústria 5.0, pois os clientes

tendem a preferir produtos personalizados e customizados de acordo com seus gostos e


necessidades. A Indústria 5.0 aumentará significativamente a eficiência de fabricação, garantindo

versatilidade entre humanos e máquinas e aumentando a responsabilidade, por conta de sua

interação e das atividades de monitoramento. A colaboração entre humanos e máquinas visa

aumentar a produção em ritmo acelerado.

A Indústria 5.0 demanda empregos mais qualificados em comparação com a Indústria 4.0, pois
os profissionais intelectuais trabalham com máquinas. A Indústria 5.0 se concentra principalmente na

customização em massa, em um cenário no qual humanos vão guiar robôs. Na Indústria 4.0, os robôs

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já estão ativamente engajados na produção em larga escala, enquanto a Indústria 5.0 é projetada
principalmente para aumentar a satisfação do cliente.

A Indústria 4.0 se concentra na conectividade CPS, enquanto a Indústria 5.0 se conecta a

aplicativos da Indústria 4.0, estabelecendo uma relação entre robôs colaborativos (cobots). Outro

benefício interessante da Indústria 5.0 é o fornecimento de soluções mais verdes em comparação

com as transformações industriais existentes, nenhuma das quais está focada na proteção do meio
ambiente. (Praven et al., 2022).

A Indústria 5. 0 usa análise preditiva e inteligência operacional para criar modelos capazes de

tomar decisões mais precisas e menos instáveis. Na Indústria 5.0, a maior parte do processo de

produção é automatizada, pois os dados em tempo real serão obtidos de máquinas em colaboração

com especialistas altamente equipados. Como a Indústria 5.0 ainda está em evolução, diferentes
profissionais e pesquisadores trabalham com diferentes definições. Vejamos algumas delas.

Primeira definição: a Indústria 5.0 é uma primeira evolução industrial liderada pelo humano,
com base nos princípios 6R (Reconhecer, Reconsiderar, Realizar, Reduzir, Reutilizar e Reciclar) de

reutilização industrial, uma técnica sistemática de prevenção de resíduos e design de eficiência

logística capaz de avaliar o padrão de vida e as criações inovadoras, com a produção de


produtos personalizados de alta qualidade.

Segunda definição: a Indústria 5.0 traz de volta a força de trabalho humana para a fábrica, onde

homem e máquina estão emparelhados para aumentar a eficiência do processo, utilizando o

poder do cérebro humano e a criatividade, com a integração de fluxos de trabalho com


sistemas inteligentes.

Terceira definição: o Comité Econômico e Social Europeu afirma que a nova onda

revolucionária, a Indústria 5.0, integra os pontos fortes dos sistemas de produção ciber-física

(CPPS) e a inteligência humana para a criação de fábricas sinérgicas. Além disso, para lidar com
o enfraquecimento da mão de obra pela Indústria 4.0, os responsáveis por formular políticas

estão procurando um design inovador, ético e centrado no ser humano.

Quarta definição: a Indústria 5.0, é uma inovação simétrica. A governança global da próxima

geração é um avanço incremental da Indústria 4.0 (inovação assimétrica). O seu objetivo é


projetar saídas seguras, ortogonais, segregando os sistemas de automação hiperconectados

para a fabricação e a produção.

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Várias tendências tecnológicas facilitadoras, como IoT, análise de big data, cobots, 5G e

blockchain estão integradas com habilidades cognitivas e inovação, podendo ajudar as indústrias a
aumentar a produção e a entregar produtos personalizados mais rapidamente.

Essas tecnologias fazem da Indústria 5.0 um modelo de produção avançado, com foco na
interação entre máquinas e humanos. Máquinas inteligentes são projetadas para trabalhar de forma
colaborativa com seres humanos. Esse trabalho colaborativo garante maior produtividade às

capacidades humanas, sendo excepcionalmente fácil de automatizar para indivíduos e pequenas


empresas.

FINALIZANDO

Analisamos algumas das tendências em sistemas de informação, iniciando pela que pode ser
considerada a mais promissora – o Metaverso. Na sequência, estudamos o TI verde, as tecnologias de
informação no processo de educação ambiental e a sustentabilidade em sociedade. Estudamos ainda

o bitcoin e o blockchain, além de tendências de Inteligência Artificial, finalizando com os conceitos e


as possibilidades da Indústria 5.0.

REFERÊNCIAS

BOBIER, J-F. et al. The Corporate Hitchhiker’s guide to the metaverse. Boston: BCG, 2022.

PRAVEEN K. R. M. et al. Industry 5.0: A survey on enabling technologies and potential


applications. Journal of Industrial Information Integration, v. 26, 2022.

STHEFANY, C. CEO da Microsoft compara Metaverso com estar num jogo videogame. UOL, 4 fev.
2022. Disponível em: <[Link]

metaverso-com-estar-num-jogo-videogame>. Acesso em: 9 ago. 2022.

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