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Dimensionamento de Rede Elétrica em Chimoio

Projecto de electricidade
Direitos autorais
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(Capitulo I)

INTRODUÇÃO

___________________________________ Pagina 1 _____________________________


1.1.1. Introdução
A distribuição de energia eléctrica tem um papel fundamental no bem-estar da
população e funcionamento da sociedade actual, pelo que devemos abordá-la
seriamente, dando-lhe importância tanto a nível técnico como prático.

O presente projecto retrata á aplicação pratica de energia eléctrica, este projecto e o


resultando profundo do estagio pré-profissional que decorrem na empresa electricidade
de Moçambique (EDM) tendo constando que havia a falta de acesso da energia eléctrica
no bairro 7 de Abril na zona de Muntipante, optou-se em fazer o dimensionamento de
uma de rede de baixa tensão para suprir a falta de energia eléctrica.

1.1.2. Objectivo geral


Projectar e dimensionar uma rede de baixa tensão para alimentar o bairro 7 de Abril na
zona de Muntipante na cidade de Chimoio.

1.1.3. Objectivos específicos


 Dimensionar a canalização;

 Dimensionar a protecção da canalização;

 Calcular a secção do cabo;

 Efectuar o levamento de matérias;

 Avaliação económica.

1.1.4. Justificativa
O projecto de dimensionamento de uma rede de distribuição de energia eléctrica em
baixa, tem finalidade de atender ou responder aquilo que é a necessidade ou a demanda
do crescimento populacional do bairro 7 de Abril, com o objectivo de estabelecer o
fornecimento de energia em qualquer momento.

Portanto, esse projecto ira obedecer todas as regras e normas do [Link].T—


Regulamento de segurança de redes de distribuição de baixa tensão, critérios da
montagem e instalação do mesmo, Plano de manutenção e tudo que será necessário para
garantir o bom funcionamento segurança e que tenha a vida longa.

___________________________________ Pagina 2 _____________________________


1.1.5. Problematização

Com o recente crescimento populacional do bairro7 de Abril nos últimos anos, havendo
falta ao acesso da corrente eléctrica por parte da população do bairro 7 de Abril na zona
de Muntipante na cidade de Chimoio, elaborou-se este projecto com finalidade essencial
de dimensionar uma rede de distribuição de energia eléctrica em baixa tensão e
estabelecer a corrente eléctrica para população.

1.1.6. Delimitação do projecto

Este projecto está delimitado no Dimensionamento de uma Rede de Distribuição de


energia eléctrica em baixa tensão no bairro 7 de Abril na zona de Muntipante.

Em que será abordado a seguinte estrutura:

 Conceito;
 Cálculo;
 Descrição dos recursos necessários para realização do projecto;
 Especificações de materiais;
 Orçamento;
 Recomendações;
 Anexos.

1.1.7. Módulos

1.1.8. Os módulos genéricos utilizados para elaboração deste projecto são:

 Comunicar informação relacionada com o trabalho;


 Resolver problemas de crescimento exponencial;
 Ler e responder a materiais escritos.

1.1.9. Os módulos Vocacionais utilizados para elaboração são:

 Levamento das cargas de cada habitacao;

 Dimensionanto da potencia do transformador;

 Dimensionamento dos orgaos de protecao;

 Distribuir a energia elétrica de qualidade;

 Expandir a energia eléctrica para o bairro.

___________________________________ Pagina 3 _____________________________


(Capitulo II)

PARTE GERAL

___________________________________ Pagina 4 _____________________________


2. Generalidade

A história da civilização é a história da invenção de mais e mais novos métodos de


conversão de energia, controlando suas novas fontes e, por aumentando o consumo de
energia, um homem em uma sociedade consome 100 vezes mais energia do que o
homem primitivo.

É impossível imaginar a vida sem energia eléctrica na sociedade actual. A energia


eléctrica invadiu todas as esferas da actividade humana: indústria, agricultura, ciência e
o nosso quotidiano.

Mais é evidente que a energia eléctrica não aparece em nossas casas por acaso. Provém
--das centrais eléctricas, junto de cada central existe uma subestação com um parque de
transformação e manobra de onde partem grupos de condutores que constituem as linhas
de transporte, o conjunto de varias linhas de transporte, das diferentes centrais, e que
ligam entre si subestações constituem o que se chama de rede de transporte Algumas
destas subestações reduzem a tensão, e nos locais de utilização, há os postos de
transformação que ainda a baixam, mais, para 220 ̸ 380V. Destes, a energia é levada às
habitações ou pequenas fabricas, etc., por linhas áreas ou subterrâneas, constituídas as
redes de distribuição de baixa tensão.

Fig. 1: Sistema de produção, transmissão e distribuição da energia eléctrica

Fonte: [Link]

___________________________________ Pagina 5 _____________________________


2.1. Rede eléctrica

Segundo RSIUEE [1]: Rede elétrica entendesse como todo sistema energético de
produção de transporte de distribuição e consumo de energia elétrica.

A energia elétrica é um bem para toda a sociedade, pois sem esta, a maioria das tarefas
realizadas no dia-a-dia não seria possível de efetuar. Assim, a distribuição de energia
elétrica consiste num processo singular que permite que cada um satisfaça as suas
diferentes necessidades, sendo esta, também, a alavanca base para alcançar os mais
diversos avanços tecnológicos dos nossos dias. Deste modo, uma das consequências
com maior impacto na sociedade, por parte da distribuição da energia elétrica.

2.1.1. Redes de distribuição de baixa tensão

Segundo o R.S.R.D.E.E.B.T [1] – é uma instalação eléctrica de Baixa Tensão destinada


à transmissão de energia eléctrica a partir de um posto de transformação ou de uma
central geradora até às portinholas, constituída por canalizações principais e ramais.

2.1.2. Constituição de uma rede de distribuição:

 Canalizações principais;

 Ramais;

 Troço comum de chegada;

 Chegada;

 Portinhola;

2.1.3. Canalização principal


É uma canalização eléctrica, que parte do quadro de um posto de transformação (ou
de uma central geradora), ramificando-se depois em remais ou chegas, destinada a
alimentar um conjunto de edifícios.

2.1.4. Ramal
Segundo o R.S.R.D.E.E.B.T, ramal é uma canalização eléctrica, sem qualquer
derivação que parte de um posto de transformação, de uma central geradora ou de uma
canalização principal, e termina onde começa uma ou mais chegada, numa portinhola,
ou num quadro de colunas [1].

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2.1.5. Troço comum de chegada
É a canalização de onde derivam varias chegadas.

2.1.6. Chegada
É uma canalização eléctrica, estabelecida sem atravessar a via publica, a longo de
edifícios, paredes ou muros, que deriva de uma canalização principal, ramal ou troço
comum.

2.1.7. Portinhola
Quadro ou caixa onde termina o ramal, contendo os aparelhos de proteção geral
contra sobreintensidades das instalações colectivas de edifícios ou das entradas ligadas a
jusante.

2.1.8. Quanto ao funcionamento


O fornecimento de energia para os inúmeros estabelecimentos residências, comercias
e industriais pode ser feito por meio de sistemas de transmissão:

 Redes trifásicas;

 Redes bifásicas;

 Redes monofásicas.

2.1.9. Redes trifásicas


No sistema trifásico, a rede eléctrica é composta por três fases e um neutro.

2.2.1. Redes bifásicas


No sistema bifásico, a rede eléctrica é composta por duas fases e um neutro.

2.2.2. Redes monofásicas


No sistema bifásico, a rede eléctrica é composta por uma fase e um neutro.

2.2.3. Quanto a instalação


A medida que a electricidade aproxima-se dos consumidores, os postos de
transformação por meio dos transformadores, reduz a tensão para que ela possa chegar
às residências, empresas e indústrias por meio de dois tipos de redes que são:

 Redes aéreas;

 Redes subterrâneas

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2.2.4. Redes aéreas

Quando estiver suspensa e apoiada sobre postes.

Vantagens das redes aéreas isoladas

Relativamente as redes áreas nuas, as isoladas em cabo torçado levam uma melhor
vantagem.

Vantagens económicas:

 Redução de incêndios originados por sobreintensidade;


 Redução dos custos de implantação;
 Redução de recursos humanos para a montagem.
Vantagens de segurança:
 Oferece maior facilidade de segurança na execução dos trabalhos de
manutenção, conservação e exploração;
 Diminuição dos riscos de contactos acidentais com pecas em tensão.

Vantagens na estética:

 Boa integração na paisagem rural;


 Redução do espaço visual ocupado; e
 Maior aproveitamento do espaço.

 Vantagens na qualidade do serviço:

 Diminuição do tempo de interrupção do fornecimento de energia eléctrica


durante a eventual substituição de troco de rede danificado;
 Diminuição de número de avarias que ocorrem durante a exploração das redes
eléctricas.

2.2.5. Redes subterrâneas

Quando a rede estiver instalada em vales. As redes de distribuição subterrâneas


proporciona o maior nível de confiabilidade e oferece melhor resultado estético pois as
redes ficam enterradas.

2.2.6. Elementos que constituem uma rede de distribuição de baixa tensão

Uma rede de Distribuição de baixa tensão é constituída por:

 Posto de transformação

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 Transformador

 Disjuntor;
 Fusível;
 Postes;
 Escoras;
 Espias;
 Cabo;
 Ligadores;
 Pinça de amarração;
 Pinça de suspensão;
 Ferragens e acessórios de montagem (parafusos rabo de porco M16,olhal com
rosca).
2.3. Posto de transformação
Ou simplesmente PT é uma instalação onde se procede a transformação da energia
eléctrica de média tensão para baixa tensão, alimentando a rede de distribuição de baixa
tensão.
Uma PT, é constituído essencialmente por três componentes:
 Equipamentos de proteção e seccionamento;
 Um ou mais transformadores, responsáveis pela transformação da tensão de
média para, baixa tensão;
 Quadro geral de baixa tensão, onde partem diversos ramais da rede de baixa
tensão.

Fig. 2: Posto de transformação


Fonte: [Link]

___________________________________ Pagina 9 _____________________________


2.3.1. Transformadores
Um dispositivo destinado a modificar os níveis de tensão e corrente eléctrica, mantendo
praticamente constante, de um circuito a outro, modificando também os valores das
impedâncias eléctricas de um circuito eléctrico a outro.
Um transformador trifásico possui internamento (3) bobinas que podem ser ligados de
diferentes modos: Ligados os enrolamentos primários em triângulo e os enrolamentos
secundários em estrela, ficamos com um conjunto em que o primário recebe corrente
trifásica e no secundário temos as três fases e um neutro (sendo o neutro o centro da
estrela).
Temos assim desta tensões simples e tensões compostas. No caso da distribuição de
energia temos 400 volts entre fases, temos (3) situações destas (entre as fases R e S; S e
T; e R e T) temos 230 volts entre qualquer uma das fases e o neutro.
2.3.2. Tipos de transformadores
Os transformadores são classificados de acordo com vários critérios. As
classificações de acordo a finalidade, o tipo, o material do núcleo e o número de fases
são algumas das mais importantes.
2.3.3. Quanto á finalidade
 Transformadores de corrente;
 Transformadores de potência;
 Transformadores de distribuição;
 Transformadores de força.
2.3.4. Quando ao tipo de enrolamentos
 Dois ou mais enrolamentos;
 Autotransformador;
2.3.5. Quanto ao número de fases
 Monofásico;
 Trifásico;
 Polifásico.

Fig. 3: Um
transformador

___________________________________ Pagina 10 _____________________________


Fonte: [Link]

2.3.6. Disjuntores
É um aparelho de corte, comando e protecção, dotado de conveniente poder de corte
para correntes de curto-circuito e cuja actuação se pode produzir automaticamente em
condições predeterminadas. Os disjuntores utilizados nos postos de transformação são
os disjuntores de caixa moldada.

Fig. 4: Disjuntores residências

Fonte: [Link]

2.3.7. Disjuntores de caixa moldada


São disjuntores utilizados principalmente nos postos de transformação e, em ambientes
indústrias, onde é exigido interrupções com alta corrente de curto-circuito, também
podemos encontra-los em QDC (quadro de distribuição compacto) e QGBT (quadro
geral de baixa tensão) de estabelecimentos comercias e condomínios.

Fig. 5: Disjuntor caixa moldada

___________________________________ Pagina 11 _____________________________


Fonte: [Link]

2.3.8. Fusíveis
É um aparelho de protecção contra sobreintensidades, dotado de conveniente poder de
corte de correntes de curto-circuito, actuando por fusão de uns elemento fusível.

O fusível nada mais é do que um elo de ligação por onde passa a corrente. O
funcionamento é bem simples quando a intensidade da corrente eléctrica ultrapassa o
limite do fusível, a liga do fusível esquenta e se funde, causando a interrupção da
passagem da corrente.

2.3.9. Classificação dos fusíveis


A categoria e especificação das classes de serviço dos fusíveis é defina através de
duas letras, sendo a primeira minúscula e a segunda maiúscula:

 aM — A primeira letra é um (a) minúsculo que indica que a actuação é contra


curto-circuito. A segunda letra é (M) maiúsculo que indica que este fusível é
para proteção de motores;

 gL ̸ gG — As primeiras letras é um ( g e L) que indica que a actuação é contra


sobrecarga e curto-circuito. As segundas letras é um (g e G) que indica que este
fusível é para proteção de cabos e uso geral.

2.4. Tipos de fusíveis


 Fusível tipo NH -- Estes fusíveis são aplicados em instalações eléctricas
industriais na protecção sobre correntes de curto-circuito. Estes fusíveis possuem
a categoria de utilização gL̸ gG.

 Fusível tipo D -- Estes fusíveis são usados na protecção de curto-circuito em


instalações residências.

Mas para garantir essa protecção eficaz, é necessário que a capacidade dos fusíveis
seja correctamente dimensionada, caso contrário o fusível não vai actuar quando
houver um excesso de carga.

___________________________________ Pagina 12 _____________________________


Fig. 6: Fusíveis

Fonte: [Link]

2.4.1. Postes
É um elemento de uma rede de distribuição aérea que tem como função que sustentar as
linhas de transmissão de energia eléctrica.

Os postes podem ser:

 Postes de Troncos (Madeira).


 Postes de betão;
 Postes Metálicos.
2.4.2. Postes de Madeira
Serve de apoio para o cabo torçado; este tipo de poste são de eucalipto creosotado com
comprimento de 9 a 12m e geralmente de 14.5cm diâmetro no topo, os postes de
madeira submetidos ao tratamento vivem mais de 25 anos e não carecem de muita
manutenção. Os postes de madeira são implantados directamente no solo a uma
profundidade mínima em metros de tal maneira que este fique seguro.

Vantagens

 Facilita a transmissão da energia eléctrica aos consumidores,


 Menor custo na sua aquisição.
 Possuem menor condutividade eléctrica garantindo segurança e menor risco de
deslizamento de redes eléctricas

Desvantagens

 A grande desvantagem fica por conta das áreas de baixa unidade e aumento de
riscos de queimaduras que diminuem a durabilidade do material.

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Fig. 7: Postes de madeira

Fonte: [Link]

2.4.3. Poste de Betão armado


São postes de maior resistência a sua construção é feita através de material de
construção, por meio de ferro de aço e massa de cimento.

Vantagens:

 Possui maior resistência;


 Maior tempo de vida útil;
 Devido à armação, esse material estrutural também pode suportar uma boa
quantidade de esforços de tração.
 O custo de manutenção do concreto armado é muito baixo.
 Uma estrutura em ‘armado’ pode ser moldada de diversas maneiras e formatos.
 Exige mão-de-obra menos qualificada para sua execução, em comparação com
estruturas metálicas, por exemplo.
 Boa resistência ao fogo e ao tempo.
 Uma estrutura em ‘armado’ é mais durável do que qualquer outro sistema de
construção.
 Boa resistência ao desgaste mecânico como choques e vibrações.
Desvantagens:
 Maior custo na sua requisição;
 Conte peso no seu transporte

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Fig. 8: Poste de bentão
Fonte: [Link]

2.4.4. Poste de metal


Poste de metal são postes de formato metálico que são muito usado nas vias públicas
para iluminação pública.

Vantagens:

 E mas leve em relação aos outros;


 A grande vantagem fica por conta das áreas de baixa unidade e aumento de
riscos de queimaduras que diminuem a durabilidade do material.

Desvantagens:

 Maior risco de deslizamento na sua manutenção;

Fig. 9: Postes de metal

Fonte: [Link]

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2.4.5. Tipos de postes quanto a função na rede
Os postes quanto a função podem ser:

 Postes de alinhamento
 Postes Fim de Linha ou de reforço
 Postes de ângulo

2.4.6. Poste de alinhamento


A sua função e de suportar os condutores em linha recta.

2.4.7. Poste de fim de linha


Os postes de fim de linha, ou de reforço, são aqueles que suportarão todo o esforço das
forças de tensão, aplicadas às linhas, no último vão, o cálculo do seu esforço depende da
tensão aplicada às linhas, do peso dos condutores, acessórios e força do vento.

2.4.8. Poste de ângulo


Suportam a linha nos pontos em que muda de direcção.

2.4.9. Espias
Espia é um material constituído por cabos ou varetas com elos de ligação robustos, de
aço galvanizado, Os arames ou fios constituintes dos cabos não devem ter um diâmetro
inferior a 3mm.

O espiamento dos postes é importante efectivamente porque garante uma boa segurança
dos postes, (nos ângulos, nas derivações, nos inicio e fim de linha). As espias oferecem
uma força contrária de modo a anular os esforços resultantes da força de tracção dos
condutores devido a acção do vento.

Na parte enterrada das espias, e numa extensão de 0,50m fora do solo, deve ser utilizado
varão de aço de diâmetro não inferior a 12mm (R.S.R.D.B.T, artigo ver anexo).

2.5. Escoras
Em regra de madeira, serão estabelecidos nos postes de fim linha, de ângulo ou outros
postes e destinam-se a suportar os esforços que serão transmitidos pelos condutores e
cabos de guarda.

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As escoras devem ter resistência mecânica conveniente e são fixadas tão próximo
quanto possível do ponto de aplicação da resultante dos esforços sobre o respectivo
apoio.

2.5.1. Cabos

Cabo é um conjunto de condutores isolados entre si, destinado a assegurar a passagem


da corrente eléctrica. Os cabos usados nas redes de distribuição de baixa tensão podem
ser de designação:

 LXS— Cabo torçado com alma de alumínio (mais utilizados)

 XS— Cabo torçado com alma de cobre.

Princípios utilizados para identifição dos condutores:

 Condutores de fases (nr de ranhuras no condutor);


 Condutores de iluminação pública (o condutor com menor secção);
 Condutores neutros (identificação do fabricante).
Os cabos mais utilizados nas redes de distribuição de baixa tensão sãos cabos torçado
com a alma de alumínio (LXS) com o revestimento polietileno reticulado (PEX).

Fig. 10: Cabo torçado (LXS)

Fonte: [Link]

2.5.2. Ligadores

Dispositivo destinado a ligar, electricamente um condutor ao outro, é constituído por


um parafuso de aperto que quando freado permite o contacto dos condutores através de

___________________________________ Pagina 17 _____________________________


dentes que perfuram o isolamento dos condutores até entrar em contacto permanente
com as almas dos condutores que se pretende ligar.

Fig. 11: Ligadores

Fonte: [Link]

2.5.3. Pinça de suspensão


Permite a suspensão do cabo torçado ao poste de alinhamento, é constituído por uma
parte metálica, uma peça de borracha no seu interior com a função de amortecer e evitar
que o cabo seja golpeado com a parte metálica e um parafuso de aperto.

Fig. 12: Pinça de suspensão

Fonte: [Link]

2.5.4. Pinça de amarração


Permite a fixação do cabo torçado ao poste por meio de gancho. Usa-se geralmente no
princípio e no fim, nas derivações, ou nos casos do cabo terminar, constituído por uma

___________________________________ Pagina 18 _____________________________


parte metálica e uma borracha no seu interior dotado de orifícios por onde se envolve o
condutor isolado, um parafuso de aperto para frear de modo a não permitir movimentos
horizontais do cabo.

As pinças de amarração deverão apertar os 2 ou 4 condutores principais dos cabos de


torçados, conforme se trata de cabo monofásico ou trifásico. Os condutores de IP,
quando existirem, passarão fora da pinça.

Fig. 13: Pinça de amarração

Fonte: [Link]

2.5.5. Ferragens (gancho)


Permite fixar as pinças de amarração e de suspensão ao poste, esses ganchos são feitos
de material de aço galvanizado, são introduzidos no poste por meio de orifício e freado
por um parafuso com porca.

Fig. 14: Ferragens

Fonte: [Link]

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2.5.6. Algoritmo de cálculos

2.5.7 Cálculo das potências eléctricas instaladas em cada habitação

As potências serão determinadas atrás das áreas das divisões principais e das cargas
mínimas admissíveis

Sinst =N x Pele (Eq.1)

Onde:

N— Numero de habitações

2.5.8. Cálculo das potências instaladas ( Pinst KW):


Pinst = Sinst ×Cosφ (Eq.2)

Onde:

Pinst (h)−¿Potencia instalada em KW

Sinst (h) −¿ Potência aparente em KVA

Cosφ – factor de potência

2.5.9. Potencia ligada ou de serviço

P L=Pinst × FU × F S (Eq.3)

Onde:

Pl– Potencia ligada em (Kw)

Pinst (h) – Potencia instalada em (Kw)

F U −¿Factor de utilização

F SOu g1−¿ Factor de simultaneidade das residências

2.6. Equação do factor de simultaneidade

+0 , 8
g1=0 ,2= (Eq.4)
√n

Onde:

n−numero de residencias com potencia ligada

___________________________________ Pagina 20 _____________________________


2.6.1. Cálculo da potência instalada de iluminação pública ( Pinst (IP))

Pinst (IP )=Pl × N l (Eq.5)

Onde:

Pl - Potência por lâmpada

N l - Número de lâmpadas

2.6.2. Potencia ligada ou de serviço de iluminação pública ( Pl (IP))

Pl (IP) =Pinst (IP) × F U × F S (Eq.6)

Onde:

Pl (IP)– Potencia ligada em (Kw)

Pinst (IP ) – Potencia instalada em (Kw)

F U – Factor de utilização

F S−¿Factor de simultaneidade

2.6.3. Cálculo da Potência ligada ou de serviço total na rede ( Pl (t ))

Pl (t ) = ∑ Pl (IP ) + P L(h ) (Eq.7)

2.6.4 Cálculo da corrente de serviço

Pl (t )
I s= (Eq.8)
√ 3 x U C x cosφ
Onde:

Is— Corrente de serviço

Uc— Tensão composto

Cosφ— Factor de ponteçia

2.6.5. Cálculo da corrente fictícia

IS
I fi = → I fi ≅ I máx . (Eq.9)
β∙γ

Onde:

I fi −¿Corrente fictícia em A ;

___________________________________ Pagina 21 _____________________________


I S−¿Corrente de serviço em A

β−¿ Factor de correcção atendendo ao modo de instalação real: número de condutores


instalados conjuntamente;

2.6.6. Cálculo da intensidade máxima admissível nas condições reais ( I Z )

I Z =I máx . ∙ β ∙ γ (Eq.10)

Onde:

I Z −¿ Corrente máxima admissível no cabo nas condições reais em A ;

I máx . −¿Corrente máxima admissível no cabo nas condições ideais em A ;

β−¿ Factor de correção atendendo ao modo de instalação real: número de condutores


instalados conjuntamente;

γ −¿ Factor de correcção atendendo a temperatura real de montagem.

2.6.7. Cálculo de protecção contra curto-circuito

As características de funcionamento dos aparelhos de proteção contra curto-circuito


devem satisfazer simultaneamente as seguintes condições: I S ≤ I n ≤ I Z
(Eq.11)

2.6.8. Cálculo da corrente de funcionamento

I f ≤ 1.45 I Z (Eq.12)

Onde:

I f −¿Corrente de funcionamento em A ;

I Z −¿ Corrente máxima admissível no cabo nas condições reais em A .

Verificação da condição

IS ≤ In ≤ IZ (Eq.13)

Onde:

I S−¿Corrente de serviço do gerador em A ;

I n−¿Corrente nominal em A .

___________________________________ Pagina 22 _____________________________


2.6.9. Cálculo da resistência à20

r' ∙l
R20=2 ∙ (Eq.14)
1000

Onde:

R20 −¿ Resistência à 20 em Ohm [ Ω ] ;

r '−¿Resistência do condutor por unidade de comprimento [ Ω/km ] ;

l−¿ Comprimento do condutor em metros [ m ]

2.7. Cálculo da resistência total da canalização

RT =R20 ∙ ( 1+α ∙ ∆T ) (Eq.15)

Onde:

RT −¿ Resistência total da canalização em Ohm[ Ω ] ;

R20 −¿ Resistência à 20 em Ohm [ Ω ] ;

∆ T −¿ Variação de temperatura em℃ .

2.7.1. Cálculo da corrente de curto-circuito

Un
I cc(2)= (Eq.16)
2 RT

Onde:

I cc−¿ Corrente de curto-circuito bipolar mínima (KA);

U n −¿Tensão nominal em volts (V );

RT −¿Resistência total da canalização em Ohm[ Ω ] .

2.7.2 Cálculo da queda de tensão percentual

1.06 ∙ r ' ∙ I ∙ l
∆ U %= (Eq.17)
2200

Onde:

r '−¿Resistência do condutor por unidade de comprimento (Ω/ Km);

I −¿Intensidade de corrente que atravessa o condutor em amperes ( A );

l−¿ Comprimento do condutor em metros (m );

___________________________________ Pagina 23 _____________________________


∆ U %−¿Queda de tensão percentual em (% ).

2.7.3. Cálculo do tempo máximo que a canalização poderá ficar submetida ao


curto-circuito


t cc = K .
S dc
I CC(2)
(Eq.18)

Onde:

t cc−¿ Tempo máximo que a canalização suporta a corrente de curto-circuito sem atingir
o seu ponto de ruptura térmica em s;

Sdc −¿Secção do cabo em mm2;

K−¿ Constante que depende do material isolante.

2.7.4. Cálculo de profundidade das covas de baixa tensão

H
h¿ +0,5 (Eq.19)
10

h- altura das covas da BT em m;

H- altura do poste em m.

___________________________________ Pagina 24 _____________________________


Capitulo III

PARTE ESPECIFICA

___________________________________ Pagina 25 _____________________________


3.2.4. Levantamento da carga do local

A carga em questão:

Consumidores Quantidades

Casa tipo 1 35

Casa tipo 2 26

Casa tipo 3 21

Tabela 1: Tabela das instituições públicas

3.2.5. Dados das residências habitacionais

3.2.6. Casas tipo 1


Divisões C (m) L (m) A (m2 ¿

Varanda 2.5 2 5

Sala 4 3 12

Q1 3 3 9

ADP 26

Tabela 2: Tabela das casas do tipo 1

3.2.7. Calculo das potências instaladas em cada habitação ¿ KVA):

Sinst (h) =ADP (S ¿ ¿ min ( il /ug )+ S min ( clima )) x N ¿

___________________________________ Pagina 26 _____________________________


Sinst (h)= 26m2 x (25VA/ m2 +80VA/m2) x 35

Sinst (h)= (26m2 x 105 VA) x 35

Sinst (h)= 2730 VA ≈ 2.73 KVA

Sinst (h)= 2.73 KVA x 35

Sinst (h)= 95.55 KV

3.2.8. Cálculo das potências instaladas em cada habitação ¿ KW):

Pinst (h) = Sinst (h) × Cosφ

Pinst (h)= 95.55 KVA x 0,8

Pinst (h)= 76.44 KW

3.2.9. Equação do factor de simultaneidade de residências

0,8
g1=0 ,2+
√n

0 ,8
g1 = 0,2 + =
√ 35

g1= 0,2 + 0,13

g1= 0,33

3.3. Potencia ligada ou de serviço em cada tipo de residência P L (h )

P L(h )=Pinst (h) × F U × F S

P L (h )=76.44 x 0 ,75 x 0 ,33

P L (h )=18.91 KW

3.3.1. Casas tipo 2

Divisões C (m) L (m) A (m2 ¿

Sala 4 4 12

Cozinha 3.5 3 10,5

Q1 4 3.5 14

___________________________________ Pagina 27 _____________________________


Q2 4 3 12

WC 2 1.9 3,8

Varanda 4 2.5 10

ADP 62,5

Tabela 3: Tabela das casas do tipo 2

3.3.2. Cálculo das potências instaladas em cada habitação ¿ KVA):

Sinst (h) =ADP ¿

Sinst (h)= 62,5m2 x [(25VA/ m2 +80VA/m2 )]+ (2KVA+5KVA) x 26

Sinst (h)= (62,5 x 105 VA) + 7 KVA x 26

S¿ st (h) = 6562,5 VA ≈ (6,562 KVA +7 KVA) x 26

Sinst (h)= 13,562 KVA x 26

Sinst (h)= 352.612 KVA

3.3.3. Calculo das potências instaladas em cada habitação ¿ KW):

Pinst (h) = Sinst (h) × Cosφ

Pinst (h)= 352.612 KVA x 0,8

Pinst (h)= 282 KW

3.3.4. Equação do factor de simultaneidade de residências

0,8
g1=0 ,2+
√n

0,8
g1 = 0,2 +
√ 26

g1= 0,2+¿ 0.15

g1=0.35

3.3.5. Potencia ligada ou de serviço em cada tipo de residência P L (h )

P L(h )=Pinst (h) × F U × F S

___________________________________ Pagina 28 _____________________________


P L (h )=282 KW x 0 ,75 x 0 , 35

P L (h )=74 KW

3.3.6. Casas tipo 3

Divisões C (m) L (m) A (m2 ¿

Varanda principal 5 3 15

Q1 4.5 4 18

Q2 4 3.5 14

Q3 4 3.5 14

Sala de estar 5 4 20

Sala de jantar 4.5 4 18

Dispensa 2.5 1.9 3.8

Cozinha 3.5 3 10,5

WC 2 1.9 3,8

ADP 117,1

Tabela 4: Tabela das casas do tipo 3

3.3.7. Cálculo das potências instaladas em cada habitação ¿ KVA):

Sinst (h) =ADP [(S ¿ ¿ min ( il /ug ) +S min (clima ))]+(S ¿ ¿ min ( cosinha ) + S min (aqueci de agua )+ S min (maquim de lavar )) xN ¿ ¿

Sinst (h)= 117,1 m2 x [(25VA/ m2 +80VA/m2)] + (8KVA + 3KVA + 3,3KVA) x 21

Sinst (h)= (117,1m x 105 VA) + 14,3 x 21

Sinst (h)= 12295,5VA ≈ (12,295KVA + 14,3 KVA) x 21

___________________________________ Pagina 29 _____________________________


Sinst (h)= 26,595KVA x 21

Sinst (h) = 558.495KVA

3.3.8. Cálculo das potências instaladas em cada habitação ¿ KW):

Pinst (h) = Sinst (h) × Cosφ

Pinst (h)= 558.495KVA x 0,8

Pinst (h)= 446.796KW

3.3.9. Equação do factor de simultaneidade de residências

0,8
g1=0 ,2+
√n

0 ,8
g1 = 0,2 +
√ 21

g1= 0,2 + 0,17

g1= 0,37

3.4. Potencia ligada ou de serviço em cada tipo de residência P L (h )

P L(h )=Pinst (h) × F U × F S

P L (h )=446.796 KW x 0 ,75 x 0 ,37

P L (h )=123.98 KW

3.4.1. Cálculo de iluminação pública ( Pl (IP))

N (postes) = 23 postes

Comentário: será usado 23lâmpadas na rede para iluminação pública correspondendo


a distância de 40m entre os cetros luminosos e número de postes.

P Hh=n ∙ α l ∙ g1 ∙ P l

P Hh=23 ×1 ×1 ×150W

P Hh 3450 W

P Hh=3 , 45 KW

___________________________________ Pagina 30 _____________________________


3.4.2. Cálculo da potência do bairro

PB =P HP+ P Hh=216.89+ 3.45=220.34 KVA

3.4.3. Cálculo da potência aparente

PB 220.34
S B= = 275 , 42 KVA
Cosφ 0.8

3.4.4. Cálculo da potência do transformador pelo método de sobrecarga admissível

SB 275.42
S SC = = =220.36 KVA
K SC am 1.25

n=5 (ano de crescimento populacional)

NB: considerando a expansão futura do bairro.

T X =0.05

K SCadm (%)+100 25+100


= =1.25
100 100

Comentário: A Potência do Transformador foi dimensionada com uma sobrecarga


máxima admissível de 25%.

3.4.5. Determinação da potência total do transformador

ST =SSC ∙ ( 1+ T X )n=220.36 ( 1+0.05 )5=281.24 KVA

Como S NT ≥ S T ⟹ S NT =315 KVA

Comentário: A potência do transformador proposto por este projecto para alimentar o


bairro chissui será de 315KVA.

3.4.6. Cálculo da corrente de serviço

Sn 315000
I 2 n= = =454 , 6 A
√3 ∙ U 2 n √3 ∙ 400
3.4.7. Secção do cabo alimentador

O cabo alimentador será de cobre (VAV), saindo do secundário do transformador até ao


quadro geral do poste de transformação, o cabo será 240 mm2( ver anexo)

___________________________________ Pagina 31 _____________________________


3.4.8. Dimensionamento do cabo (sob alimentador) da rede

Haverá (3) cabos de alumínio torçado ABC saindo do (QGBT) de secção mínima
2
95 mm .

454.6
=151,53A
3

I Z =I máx ∙ β ∙ γ =250 ×0.9 × 0.88=150.48 A

Nota: cálculo de factor de correcção em condições normal do cabo.

3.4.9. Dimensionamento do Calibre dos fusíveis e disjuntor

1- Condição 1- Condição

IS ≤ In ≤ IZ IS ≤ In ≤ IZ

151.53A≤ 160A ≤ 198A 151.53≤160≤198

2- Condição 2- Condição

I f ≤ 1.45 I Z I f ≤ 1.45 I Z

256 A ≤ 1, 45 x 198 A 216≤ 1 , 45 x 198 A

256A≤ 287.1 A 216≤ 287.1 A

NB: Condição verificada

Comentário: para a devida protecção da rede vão ser usados fusíveis e disjuntor de
corrente nominal de 160A (Ver anexo o valor de If)

3.5. Cálculo da resistência a 20º

r' ∙l
R20=2 ∙
1000

2 x 0,208 x 1000 416


R20 = = = 0,41Ω
1000 1000

3.5.1. Cálculo da resistência total da canalização

RT =R20 ∙ ( 1+α ∙ ∆T )

RT = R20 x (1+ α x ¿f- t1)

RT = 0,41Ω x [( 1 + 0,004x (40 – 20)]

RT = 0,41Ω x [(1+0,004 x (10)]

___________________________________ Pagina 32 _____________________________


RT = 0,41Ω x (1+0,08)

RT = 0,41Ω x (1,08)

RT = 0,44Ω

3.5.2. Cálculo da corrente de curto-circuito

Un
I cc(2)=
2 RT

400
I cc(2) =
2 x 0 , 44 Ω

400
I cc(2)=
0.88

I cc(2)= 454.54A

I cc(2)=0.45 KA .

3.5.3. O tempo de actuação dos fusíveis parciais

S dc
√ t cc=K ∙ +
I cc

S dc 135 ×95
√ t cc=K ∙ = =5.16 s
I cc 454.54

___________________________________ Pagina 33 _____________________________


3.6. Metodologia

3.6.1. Descrição de actividades que concorrem para atingir os objectivos de


projecto

[Link]. Transformador de potência


O transformador vai ser montado sobre uma base de cimento feito para suportar o peso
do transformador.
3.6.2. Implantação dos postes de madeira
Os postes que irão ser usados para sustentar os cabos na rede serão de madeira. Este tipo
de postes são implantados directamente no solo a uma profundidade mínima em metros,
de maneira que este fique seguro (R.S.R.D.B.T, artigo 27̊ ver anexo). A profundidade
mínima de enterramento, em metros, deve ser igual a:

3.6.3. Vãos máximos


Em regra os vãos na rede não podem ultrapassar 40m de distância entre os postes.

3.6.4. Espias

Os Procedimento de espiamento dos postes, são:

 A espia é fixada na parte superior do poste, acima do gancho;

 A outra extremidade da espia é fixada no solo; por meio de uma vareta de aço junto
com uma âncora de metal;

 A âncora deve ser enterrada a uma profundidade de 0,80m, a uma distância de 5m


do poste;

 Intercala-se na espia um isolador de retenção a uma distância igual ou superior a


50cm em relação ao ponto de fixação da espia ao poste. (ver anexo)

3.6.5 Montagem do cabo torçado


A montagem do cabo torçado ao longo da linha será feita obedecendo os seguintes
critérios:

 Abrir furos na parte superior do poste;

___________________________________ Pagina 34 _____________________________


 No furo criado na parte superior do poste coloca-se parafuso M16, conhecido
como rabo do porco.
 Montar as roldanas em cada poste a uma altura de fixação do cabo;
 Esticar o cabo até no último poste;
 Esticar o cabo com Polife até que o cabo esteja bem esticado; e Substituir as
roldanas ou estropo adaptado pelos acessórios definitivos (pinças de amarração e
de suspensão).
3.7. Lista de material

Item Designação Referencia Un Qty

01 Poste de madeira De eucalipto, banhado em creosote, Un 51


comprimento 9m, diâmetro no topo 14cm.

02 Ligador Un 30

03 Pinça de amarração Ref. 331 210 210,; força máxima: 1500kg, Un 20


secções abrangidas (4x25 - 4x95mm2).

04 Pinça de suspensão Ref. 331 166 5665; s (4x16 - 4x95 mm2),; Un 11


suporte de borracha natural, largura 55mm;

05 Filaça preforma para espia M 40

06 Ancora de espia Un 9

07 Acessórios (crescente Un 4

08 Isolador de retenção para espia Em forma de ovo; de porcelana castanha, Un 9

09 Cabo torçado NP-3528, alma condutora multifilar, M 720


cabeados de secção circular em alumínio,
polietileno reticulado agrupados em feixe
designados lxs.

10 Parafuso Un 23

11 Ferragem M16 Un 24

___________________________________ Pagina 35 _____________________________


Tabela 01: Lista de material
[Link]çamento de material

Designação Referencia Un Qty Preço (MT)

Unit Total

Cabo torçado LXS 4 M 1000 1,100.00 1100,000.00


2
× 95 mm

Transformador Trifasico, Un 1 80,000.00 80,000.00


315KVA

Pinça de amarração aluminio Un 23 380.00 8,740.00

Pinça de suspensão Aluminio Un 16 280.00 4,480.00

Poste de madeira 9.14m Un 26 5800.00 150,800.00

Filaça preforma M 50 240.00 12,000.00


para espia

Ancora de espia Un 15 250.00 3,750.00

Ferragem M16 Un 27 300.00 8,100.00

Isolador de Em forma de Un 12 200.00 2,400.00


retenção para espia ovo; de
porcelana
castanha,

Ligador Alumínio Un 40 315.00 12,600.00

Parafuso Un 36 125.00 4,500.00

Acessórios Un 10 120.00 1,200.00


(crescente

Sob total 1,388,570.00

___________________________________ Pagina 36 _____________________________


Continência de material 6% 83,314.2

Total 1,471,884.2

Tabela02: Orçamento de material

3.7.2. Custo de mão-de-obra

Categoria Quantidade Número de dias Mt/hora Custo total


(MT)

Tec. Básico 8 60 200 108,000.00

Tec. Médio 2 60 250 45,000.00

Subtotal B −¿ −¿ 153,000.00

Tabela03: Custo de mão-de-obra

3.7.3. Transporte

Designação Quantidade Preço unitário Preço total (MT

Ligeiro 4 × 4 1 3,500.00 3,500.00

Grua 1 7,000.00 7,000.00

Subtotal C −¿ −¿ 10,500.00

Tabela04: Transporte

3.7.4 Total

Subtotal ( A+ B+C ) 1,635,384,2

Custo administrativo (7 % ) 114,476.88

IVA 17 % 1,749,861.08

Custo total 1,298,727.08

___________________________________ Pagina 37 _____________________________


Tabela05: Total de Cusso.

21/09/20
Etapas 20/08/202 01/09/20 15/09/20 25/09/2 31/09/20 16/09/20 19/09/202
23
3 23 23 023 23 23 3

Escolha do X
tema

Levamento X
bibliográfic
o

Selecção da X
informação

Colecta de X
Fontes

Analise de X
fontes

Redenção X
do trabalho

Primeira X
verificação

X
Revisão/
Redacção
final/Entre
ga

___________________________________ Pagina 38 _____________________________


3.7.5. Cronograma Tabela06: Cronograma

3.7.5. Conclusão

Consoante os conteúdos espanado neste projecto, conclui-se que os objectivos


inicialmente propostos foram alcançados, que é a elaboração do projecto de
dimensionamento de uma rede de baixa tensão para alimentar o bairro Chissui na cidade
de Chimoio.

Todavia, este projecto foi elaborado para um correcto funcionamento e eficaz, com uma
protecção suficiente para impedir que os elementos que constitui a rede de baixa tensão
não se danifique por qualquer situação anormal que eventualmente possa ocorrer
durante o seu funcionamento.

Tendo-se constatado a falta de acesso de energia no bairro cerâmica, viu se a


necessidade de estabelecer a energia elétrica neste bairro, com a base dos cálculos feitos
no estudo da rede, a secção mínima da rede será de 95 mm 2, tendo três saídas, a potência
do transformador será de 315KVA.

Contudo os acessórios serão escolhidos e montados de modo a suportar os esforços de


tracção da rede provocada pelo peso bem como pela acção do vento ate nas condições
mais desfavoráveis.

O orçamento, a escolha do material, a protecção e o cálculo foi feita em conformidade


com as exigências técnicas e os preços praticado no mercado formal, por isso conclui-se
que o projecto em questão é funcional.

___________________________________ Pagina 39 _____________________________


3.7.6. Recomendações

Para garantir que a instalação tenha um tempo de vida útil muito longo e se mantenha a
qualidade desejada, tanto do funcionamento da instalação como do serviço prestado
recomenda-se:

 Cumprir com a planificação de manutenção da instalação;

 Substituir os materiais sempre que necessário;

 Verificar o estado dos postes.


 Verificar o estado das espias;
 Verificar o nível de crescimento dos consumidores na zona;

 A comunidade recomenda-se fazer bom uso da instalação, controle e


conservação da instalação.

___________________________________ Pagina 40 _____________________________


3.7.8. Referências bibliográficas
[1] Regulamento de Segurança de Redes de Distribuição de Energia Eléctrica em Baixa
Tensão de 1999 (artigo1).

[2] Brás, Nelson M. C. (Dezembro, 2011). Intervenção em Redes Elétricas de


Distribuição de Energia. Relatório de Estágio para obtenção do grau de Mestre em
Automação e Comunicações em Sistemas de Energia, Instituto Superior de Engenharia
de Coimbra, Coimbra.

[3] Helenos, S.A. (2017). Atividades. [Online].

[Link] [Maio, 2017].

[4] Helenos, S.A. (2017). Recursos Humanos. [Online].

Http://[Link]/[Link]. [Maio, 2017].

[5] Helenos, S.A. (2017). Código de Ética da Helenos, S.A. [Online].

Http://[Link]/images/[Link]. [Maio, 2017].

[6] Helenos, S.A. (2017). Sistema de Gestão Integrado. [Online].

Http://[Link]/[Link]. [Maio, 2017].

[7] Helenos, S.A. (2017). Manual do Sistema de Gestão Integrado da Helenos, S.A.
[Maio, 2017].

[8] Helenos, S.A. (2017). Documentação interna da Helenos, S.A. [Maio, 2017].

[9] Quanta Geração S.A. (2016). Produção, Transmissão, Distribuição e Consumo de


Energia Elétrica. (2017). [Online].

Http://[Link]/perguntas-frequentes. [Julho, 2017].

[10] Ministérios da Indústria e Energia e do Equipamento Social. (1984). Regulamento


de Segurança

De Redes de Distribuição de Energia Elétrica em Baixa Tensão. Decreto Regulamentar


n.º 90/84 de

26 De Dezembro de 1984. [Julho, 2017].

___________________________________ Pagina 41 _____________________________


[11] EDP Distribuição, S.A. (2015). Obras de Construção, Reparação e Manutenção de
Redes de Distribuição AT, MT e BT em Regime de Empreitada Contínua. Condições
Especiais do Contrato.

ANEXOS

___________________________________ Pagina 42 _____________________________


Anexo A – folha 1

Potências mínimas em instalações estabelecidas em locais residenciais e de uso


profissional sem habitações anexam
GERAL NÚMERO DE DIVISOES PRINCIPAIS

Até 3 4 5

Iluminação e 25 VA /m
2 −¿ −¿ −¿ −¿

Tomada (UG)

Máquina de lavar 3.3KVA −¿ −¿ −¿ −¿

Climatização 80 VA /m
2
−¿ −¿ −¿ −¿

Aquecimento eléctrico −¿ 1.5KV −¿ −¿ −¿


de água A

−¿ −¿ 2KVA 2KVA −¿

−¿ −¿ −¿ −¿ 3KVA

Cozinha eléctrica −¿ 3KVA −¿ −¿ −¿

−¿ −¿ 4KVA −¿ −¿

−¿ −¿ −¿ 5KVA −¿

−¿ −¿ −¿ −¿ 8KVA

Anexo B – folha 2 e 3

Intensidades admissíveis ( I máx)Em cabos de tensão nominal 0,8/1,2kv ou 2,4/3,6kv


Tabela 1 Intensidades admissíveis em cabos de tensão nominal 0,8/1,2kv ou 2,4/3,6kv

___________________________________ Pagina 43 _____________________________


Conduto Secção Cabos instalados ao ar Cabos enterrados
r Nomina 1 2 3a4 1 2 3a4
l
Conduto Condutore Condutore Condutore Condutore Condutore
r s s s s s

1,5 27 22 20 34 30 25

2,5 36 30 28 45 40 35

4 48 40 36 60 50 45

6 60 50 48 75 65 60

10 85 70 65 105 90 80

16 115 95 90 140 120 110

25 145 125 110 180 155 135

35 175 150 130 220 185 165


Cobre
50 205 180 150 260 220 190

70 260 225 195 325 280 245

95 310 270 235 390 335 295

120 355 305 270 445 380 340

150 400 350 310 500 435 390

185 440 390 355 550 490 445

240 500 445 410 625 570 515

300 555 510 470 695 640 590

___________________________________ Pagina 44 _____________________________


400 630 610 560 785 760 700

500 685 - - 855 - -

16 90 75 70 115 95 90

25 115 100 90 145 125 110

35 140 120 105 170 150 130

50 165 150 125 210 180 155

70 210 180 155 260 225 195

95 250 215 190 310 270 235


Alumínio
120 285 245 215 355 305 270

150 320 280 250 400 350 310

185 350 310 285 440 390 355

240 400 365 330 500 455 410

280 430 - - 540 - -

300 445 410 375 555 510 470

380 495 - - 620 - -

400 505 490 450 630 610 560

480 535 - - 670 - -

500 550 - - 685 - -

Anexo C – folha 4

Características dos corta-circuitos fusíveis


Intensidade Intensidade Intensidade Intensidade Intensidade Intensidade

___________________________________ Pagina 45 _____________________________


Nominal Convencional Convencional nominal Convenciona Convencional
(IN) (IN) l
de de de fusão
(A) (A) de
não fusão fusão (A)
não fusão
(A) (A)
(A)

2 3 4 50 65 80

4 6 8 60 78 96

6 9 13 63 82 101

8 12 16 80 104 128

10 15 19 100 130 160

12 17 21 125 162 200

15 21 26 160 208 256

16 22 28 200 260 320

20 28 35 250 325 400

25 35 44 315 401 504

30 39 48 400 520 640

32 41 51 500 650 800

40 52 64 630 820 1008

___________________________________ Pagina 46 _____________________________


Anexo D – folha 5 e 6

RESISTIVIDADE, CONDUTIBILIDADE E COEFICIENTE DE


TEMPERATURA

Metais e ligas Resistividade Condutibilidade Coeficiente de

Metálicas Ohm Mho Temperatura


a 20℃ /mm2
a 20 m m
℃ 2 α
mm
j
ρ

Platina 0.112 9 0.0021

Ouro 0.021 47.5 0.0036

Prata 0.016 62.5 0.036

Cobre 0.0178 56 0.0040

Latão 0.07 13 0.0015

Alumínio 0.03 34 0.0038

Ferro 0.13 7.7 0.0045

Chumbo 0.21 4.8 0.0038

Níquel 0.1 10 0.0040

Zinco 0.062 16 0.0039

Estanho 0.1 10 0.0040

Ferro-Níquel 0.73 1.37 0.0009

Termostan 0.1 0.9 0.0002

(cromo e níquel)

Mailchort 0.30 3.3 0.0004

___________________________________ Pagina 47 _____________________________


(cobre, zinco e níquel)

Anexo E– folha 7

CARACTERISTICAS DOS DISJUNTORES

(R.S.I.U.E.E Artigo 134-comentário 2)

Intensidade Intensidade
convencional
Intensidade nominal Convencional
de
I N (A ) de não funcionamento
Funcionamento
I nf ( A)
I f ( A)

6 7 8

10 11 13

15 16,5 19,5

16 17,5 21

20 22 26

25 27,5 32,5

30 33 39

40 44 52

50 55 65

60 66 78

80 88 104

100 110 130

125 137 162

150 165 195

___________________________________ Pagina 48 _____________________________


Anexo F – folha 8

Fatores de correção para temperaturas ambientes diferentes de 20 ° C (γ ¿

TABELA Fatores de correção para temperaturas ambientes

7 Diferentes de 20 ° C (γ ¿

TEMPERATURA 5 10 15 20 25 30
AMBIENTE ° C 35

Multiplicar os valores das Tensão nominal ate


tabelas 1 a 3 por 4,8/7,2 KV 1,15 1,10 1,05 1,00 0,94 0,88
0,82

Tensão nominal

7,2/12KV 1,20 1,13 1,07 1,00 0,93 0,85


0,76

Anexo G- folha 9

Potência nominal de transformador

Potência nominal (KVA)

10

12.5

16

20

25

31.5

___________________________________ Pagina 49 _____________________________


40

50

63

80

100

125

160

200

250

315

400

630

Anexo H – folha 11

Tipos de condutor e respectivos valores de K

TIPO DE CONDUTOR K

Alma: cobre 115

Isolamento: poli cloreto de vinilo

Alma: alumínio 135

Isolamento: borracha, butílica ou de polietileno

Alma: alumínio 74

___________________________________ Pagina 50 _____________________________


Isolamento: poli cloreto de vinilo

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