0% acharam este documento útil (0 voto)
4 visualizações19 páginas

Classes de Palavras e Suas Funções

O documento descreve as classes de palavras e como elas são classificadas de acordo com sua natureza e função gramatical. São dez classes principais que podem ser variáveis ou invariáveis. Algumas classes como substantivos e adjetivos possuem subclasses adicionais com base em características como concreto, abstrato, número, gênero e grau.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
4 visualizações19 páginas

Classes de Palavras e Suas Funções

O documento descreve as classes de palavras e como elas são classificadas de acordo com sua natureza e função gramatical. São dez classes principais que podem ser variáveis ou invariáveis. Algumas classes como substantivos e adjetivos possuem subclasses adicionais com base em características como concreto, abstrato, número, gênero e grau.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

1.

CLASSES DE PALAVRAS

As classes de palavras ou classes gramaticais são categorias nas quais as palavras são
distribuídas de acordo com a sua natureza e função gramatical no enunciado. Existem
dez classes de palavras, sendo elas:

 Substantivo;
 Artigo;
 Adjectivo;
 Numeral;
 Pronome;
 Verbo;
 Advérbio;
 Preposição;
 Conjunção;
 Interjeição;

Entre as classes de palavras, existem dois tipos:

 Palavras variáveis: são aquelas que mudam de acordo com o gênero (masculino
ou feminino), o número (singular ou plural), o grau (aumentativo ou diminutivo)
ou o tempo (passado, presente ou futuro).
 Palavras invariáveis: permanecem sempre iguais, independentemente do gênero,
do número, do grau ou do tempo.

1.1. CLASSIFICAÇÃO DOS SUBSTANTIVOS


CONCRETOS, ABSTRATOS, PRÓPRIOS, COMUNS E COLECTIVOS

Os substantivos são palavras utilizadas para nomear seres, objectos, sentimentos, cores,
entre outras coisas. Costumam ser variáveis e são subdivididos em algumas categorias:

 Concreto: é aquele cuja existência independe do pensamento de outro ser. Pode


ser real ou imaginário, no entanto apresenta existência própria.

“O portão é azul.”
“Imagino um dragão azul.”

 Abstracto: é aquele cuja existência depende de outro ser concreto, sem o qual não
é possível produzir o substantivo abstracto.

“Qual será a verdade?”

“O amor desses dois é lindo.

 Próprio: é o nome específico que se dá a um indivíduo particular de uma categoria


de seres ou de coisas. É escrito em letra maiúscula:

“O meu gato Tomás dorme muito.”

 Comum: é o nome genérico que se dá a uma mesma categoria de seres ou de


coisas. É escrito em letra minúscula:

“O meu gato dorme muito.”

 Colectivo: são nomes dados para um grupo muito grande de seres ou de objectos
de uma mesma categoria.

“Ele viu um enxame se aproximando de nós.”

1.2. CLASSIFICAÇÃO DAS PALAVRAS QUANTO A PRONUNCIA,


GRAFIA E SIGNIFICADO: HOMOFONAS, HOMOGRAFAS,
HOMONIMAS E PARONIMAS

As palavras são sequências de letras e sílabas que dão nomes a tudo aquilo que
fazemos, sabemos, vemos, sentimos, pensamos, tudo o que é real ou não. Cada palavra
corresponde a um elo dentro de uma extensa cadeia, como uma corrente de outras
palavras, as quais formam o léxico de uma língua.

Classificação das palavras quanto à pronúncia, grafia e significado


Definição Exemplos

à, há
acento (sinal), assento
Mesma pronúncia, grafia e
Homófonas (banco)
significado diferentes
hera (planta), era (época)
cela (prisão), sela (cavalo)

este, Este (ponto cardeal)


pregar (pregos), pregar
Mesma grafia, pronúncia e
Homógrafas (discurso)
significado diferentes
doméstica, domestica
cópia, copia

amo (senhor), amo (verbo


amar)
Mesma pronúncia e grafia, canto (ângulo), canto (verbo
Homónimas
significados diferentes cantar)
são (saudável), são (verbo
ser)

Comprimento, cumprimento
Grafia e pronúncia
arrolhar, arrulhar
Parónimas parecidas, significados
eminente, iminente
diferentes
despensa, dispensa

1.3. PALAVRAS ANTONIMAS E SINONIMAS

As palavras sinónimas são palavras que têm um significado muito aproximado entre si,
podendo ser muitas vezes substituídas umas pelas outras sem mudar o sentido do
enunciado.

Exemplo:
Eu fiquei rouco de tanto gritar.

Eu fiquei rouco de tanto berrar.

Eu fiquei rouco de tanto bradar.

Os sinónimos podem ser perfeitos ou imperfeitos.

 Sinónimos perfeitos

Os sinónimos perfeitos são aqueles que apresentam um significado igual.

sinónimos perfeitos
idoso ancião
alfabeto abecedário
após depois
morrer falecer

De certa forma, é possível substituir as palavras da primeira coluna pelos seus pares da
segunda coluna sem alterar o significado. Porém, muitos gramáticos defendem que
não existem sinônimos absolutamente perfeitos, ou seja, que não existem significados
iguais, já que cada palavra tem um traço específico em seu significado. Por exemplo, a
palavra “falecer” é mais formal e menos agressiva do que a palavra “morrer”.

 Sinónimos imperfeitos

Os sinónimos imperfeitos são aqueles que apresentam significado semelhante, mas não
exactamente igual. Podem ser conceitos mais ou menos abrangentes ou que se
assemelham por meio de um aspecto específico, mas não em sua totalidade.

sinónimos imperfeitos
cidade município
triste cabisbaixo
sábio inteligente
amor paixão

As palavras antónimas são palavras que têm entre si uma relação de significado
oposto, contrário.

Exemplo:

Eu estava sentindo muito calor.

Eu estava sentindo muito frio.

Os antónimos podem ser binários (também chamados de complementares), inversos ou


gradativos.

 Antónimos binários/complementares

Os antónimos binários (ou complementares) são aqueles que têm relação de sentidos
opostos que se contradizem entre si. Em outras palavras, a afirmação de um implica a
negação do seu par antónimo.

Antónimos binários
igual diferente
visível invisível
barulhento silencioso
racional irracional

 Antónimos inversos

Os antónimos inversos são aqueles que trazem uma relação de sentido oposto por
meio de pontos de vista diferentes.

Antónimos inversos
pai filho
dentro fora
inferior superior

 Antónimos gradativos

Os antónimos gradativos são aqueles que estabelecem uma relação de sentido


oposto dentro de uma escala. Nesses casos, é possível haver expressões como “meio”,
“muito”, “pouco”, “mais”, “menos”, entre outras que indiquem uma oscilação nessa
escala.

Antónimos gradativos
claro escuro
vazio cheio
alto baixo
gordo magro
quente frio

1.4. ADJECTIVOS: VARIACAO EM GRAU

O adjectivo é uma classe de palavras que atribui características aos substantivos, ou


seja, ele indica suas qualidades e estados.

Essas palavras variam em género (feminino e masculino), número (singular e plural) e


grau (comparativo e superlativo).

Exemplos de adjetivos:

 Garota bonita
 Garotas bonitas
 Criança obediente
 Crianças obedientes

Quanto ao grau, os adjectivos são classificados em dois tipos:

 Comparativo: utilizado para comparar qualidades.


 Superlativo: utilizado para intensificar qualidades.

O grau comparativo é usado para comparar qualidades entre seres ou coisas diferentes.
Assim, essa comparação pode ser de igualdade, de inferioridade ou de
superioridade.

 Comparativo de igualdade é utilizado para expressar a ideia de igualdade entre


dois elementos.
Exemplos:

João é tão feliz quanto Maria.

Eu sou tão pesado quanto você.

 Comparativo de inferioridade é utilizado para expressar a ideia de inferioridade


entre dois elementos.
Exemplos:

João é menos feliz do que Maria.

Um pássaro é menos pesado que um macaco.

Comparativo de superioridade é utilizado para expressar a ideia de superioridade


entre dois elementos.

Exemplos:

João é mais feliz do que Maria.

Um rinoceronte é mais pesado que um tatu.

O grau superlativo é usado para expressar qualidades num grau máximo ou bastante
elevado. O grau superlativo pode ser absoluto ou relativo.
 Superlativo absoluto é usado para expressar qualidades em grau bastante
elevando. Pode ser subdividido em analítico ou sintético.
 Superlativo absoluto analítico

O adjectivo é acompanhado de outra palavra para expressar a intensidade da qualidade,


geralmente um advérbio de intensidade.

Exemplos:

Essa casa é muito bela.

Nossa família foi pobre demais.

Esse exercício é extremamente fácil.

 Superlativo absoluto sintético

A intensidade da qualidade é expressa em uma única palavra, sendo o próprio adjectivo


em sua forma superlativa.

Essa casa é belíssima.

Nossa família foi paupérrima.

Esse exercício é facílimo.

 Superlativo relativo

Indica o grau máximo de qualidade de algo ou alguém. Esse grau máximo pode se dar
em superioridade ou em inferioridade.

 Superlativo relativo de superioridade

Indica o grau máximo de superioridade de algo ou alguém.

→ Analítico:

Ele era o mais lento de todos nós.

→ Sintético:

Rita é a maior da família.


 Superlativo relativo de inferioridade

Indica o grau máximo de inferioridade de algo ou alguém.

Exemplo:

Ele era o menos rápido de todos nós.

1.5. FUNÇÕES DE LINGUAGEM

As funções da linguagem são categorias dos estudos da comunicação. Toda linguagem


é utilizada para comunicar algo a alguém. Sendo assim, considerando os elementos que
constituem a comunicação (emissor, receptor, código, canal, mensagem e contexto), as
funções dividem-se em:

 Emotiva
 Conativa
 Metalinguística
 Fática
 Poética
 Referencial

Cada função está, respectivamente, relacionada a um elemento da comunicação.

 Função emotiva ou expressiva

A função emotiva ou expressiva prioriza o sujeito que emite a mensagem, por isso
evidencia os aspectos subjetivos e sentimentais do indivíduo que fala. Nos discursos de
função emotiva, é recorrente o uso de predicativos e outros qualificadores, servindo
para caracterizar as sensações do autor.

Exemplo:

Eu não aguento mais! Todo dia é um problema, toda semana eu tenho que ajudar
alguém! Eu preciso ter tempo para mim!

 Função poética
A função poética prioriza a mensagem, ela é o principal foco e objetivo de
todo texto com predominância dessa função. Sua linguagem apresenta aspecto
simbólico e subjetivo. O intuito principal da função poética é transmitir uma mensagem
e utilizar o trabalho com a língua como ferramenta estilística e estética, para garantir
maior impacto e força no conteúdo.

Exemplo:

“Ando muito completo de vazios.


Meu órgão de morrer me predomina.
Estou sem eternidades.”

 Função referencial ou denotativa

A função referencial prioriza o contexto. Seu objetivo é apontar para o sentido da


realidade material, logo, para os seres e as coisas que existem. Sua linguagem visa à
precisão das palavras bem como não expõe visões subjetivas sobre o tema. Nesse
sentido, a função referencial está relacionada a um aspecto de “verdade”.

Exemplo:

“O morango é um fruto típico de climas temperados do norte e do Chile. Pequeno, de


cor avermelhada brilhante, com sabor levemente ácido, aroma agradável e forte, o
alimento é bastante versátil, servindo para o preparo de sucos, sorvetes, doces, bolos,
biscoitos e receitas agridoces (principalmente saladas).”

Nesse parágrafo, a linguagem tem o objectivo de apresentar um fruto existente na


realidade material: o morango. Desse modo, o texto fornece apenas características e
informações com valor de verdade material e científica. Apesar de descrever aspectos
que categorizam a fruta, o autor não expõe seu juízo de valor a respeito do tema.

 Função fática ou de contacto

A função fática se concentra no canal, por isso é uma comunicação utilizada quando se
deseja testar a eficácia do veículo de comunicação. Por exemplo, em casos de ligação,
os interlocutores podem utilizar expressões como “alô?”, “tá aí?!”, “oi?!” e outras, para
verificar se a transmissão está funcionando, permitindo, assim, a comunicação.

Exemplo:
Não acredito que isso está acontecendo! Sim, estou ouvindo.

 Função metalinguística

A função metalinguística concentra-se no código e utiliza-o para falar sobre ele


mesmo. Por exemplo, utiliza-se a língua para falar da língua, o texto para falar de texto,
a poesia para falar da poesia. A linguagem fala sobre si mesma. O poema “Poesia”,
de Carlos Drummond de Andrade, é um exemplo da função metalinguística:

Gastei uma hora pensando um verso


que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia desse momento
inunda minha vida inteira.

A metalinguagem é expressa no poema quando o eu lírico decide compô-lo falando da


sua própria composição.

 Função conativa ou apelativa

A função conativa se concentra no sujeito que recebe a mensagem, seu objetivo é


instruí-lo, induzi-lo ou convencê-lo a respeito de algo. Sua linguagem é marcada pelo
aspecto persuasivo.

Exemplo:

COMPRE AGORA E SÓ PAGUE DAQUI A 45 DIAS!

A linguagem publicitária utiliza-se da linguagem conativa para atrair e convencer o


público a adquirir um serviço ou produto. A linguagem direciona-se diretamente ao
receptor, e utiliza de verbos imperativos “compre”, “pague”, acompanhados de
modificadores “agora”, “só” e “daqui a 45 dias”, no intuito de persuadir o leitor.
[Link] MOÇAMBICANOS E AS SUAS OBRAS

PAULINA CHIZIANE

Vida

Paulina Chiziane (Manjacaze, Gaza, 4 de Junho 1955) é uma escritora moçambicana. Paulina
Chiziane cresceu nos subúrbios da cidade de Maputo, anteriormente chamada Lourenço
Marques. Nasceu numa família protestante onde se falavam as línguas Chope e Ronga.
Aprendeu a língua portuguesa na escola de uma missão católica. Começou os estudos
de Linguística na Universidade Eduardo Mondlane sem, porém, ter concluído o curso.

Participou activamente à cena política de Moçambique como membro da Frelimo (Frente de


Libertação de Moçambique), na qual militou durante a juventude. A escritora declarou, numa
entrevista, ter apreendido a arte da militância na Frelimo. Deixou, todavia, de se envolver na
política para se dedicar à escrita e publicação das suas obras. Entre as razões da sua escolha
estava a desilusão com as directivas políticas do partido Frelimo pós-independência.

Iniciou a sua actividade literária em 1984, com contos publicados na imprensa moçambicana.
Com o seu primeiro livro, Balada de Amor ao Vento, editado em 1990, tornou-se a primeira
mulher moçambicana a publicar um romance.

Obras

 Balada de Amor ao Vento:


 Ventos do Apocalipse:
 O Sétimo Juramento. Lisboa: Caminho, 2000.
 Niketche: Uma História de Poligamia:
 O Alegre Canto da Perdiz. Lisboa: Caminho, 2008.
 Na mão de Deus,2013.
 Por Quem Vibram os Tambores do Além, 2013

JOSÉ JOÃO CRAVEIRINHA

Vida

Lourenço Marques (actual Maputo), 1922 – 2003

Poeta, ensaísta e jornalista. Nasceu em Lourenço Marques (hoje Maputo), filho de pai branco
(algarvio) e de mãe negra (ronga). Sendo o pai um modesto funcionário e, ao tempo da opção,
já reformado, José Craveirinha teve de ser sacrificado, ficando pela instrução primária, para
que seu irmão mais velho fizesse o liceu. Mas Craveirinha, que então já lia muito, influenciado
por seu pai, grande apaixonado de Zola, Victor Hugo e Junqueiro, passa a fazer em casa o curso
que o irmão fazia no liceu, acompanhando as lições que este ia tendo. Assim, os seus
professores foram-no sem o saber ou sabendo-o só mais tarde. Iniciou a sua actividade
jornalística no Brado Africano, mas veio a colaborar depois no Notícias, onde foi também
revisor, na Tribuna, no Notícias da Beira, na Voz de Moçambique e no Cooperador de
Moçambique. Neste último publicou uma série de artigos ensaísticos sobre folclore
moçambicano que constituem uma importante contribuição para o tema. Mas foi na poesia
que Craveirinha se revelou como um destacado caso nas letras de língua portuguesa,
afirmando-se “a incomensurável distância – o maior poeta africano de expressão portuguesa”
(Rui Knopfli). Estrear-se-ia como poeta, também no Brado Africano de Lourenço Marques, em
1955, seguindo-se a publicação de poemas seus no Itinerário da mesma cidade e em jornais e
revistas de Angola, Portugal (nomeadamente em Mensagem, da Casa dos Estudantes do
Império) e Brasil, principalmente. Figura em todas as antologias de poesia africana de língua
portuguesa que desde então se publicaram e também em muitas antologias de poesia africana
de todas as línguas.

Obras

Chigubo. Lisboa: Casa dos Estudantes do Império, 1964 (com treze poemas); a 2ª
Edição foi rebaptizada Xigubo, com vinte e um poemas (Maputo: INLD, 1980).

Cantico a un dio di catrane. Milano: Lerici, 1966. Edição bilingue com tradução e
prefácio de Joyce Lussu.

Karingana ua karingana. Lourenço Marques: Académica, 1974. 2ª Edição, Maputo:


INLD, 1982. 3ª Edição, Maputo: AEMO, 1996.

Cela 1. Maputo: INLD, 1980 (Poemas da prisão, ao jeito dos que escreveram os
angolanos António Jacinto e António Cardoso).

Izbrannoe. Moskva: Molodaya Gvardiya, 1984.

Maria. Lisboa: ALAC (África, Literatura, Arte e Cultura), 1988 (Poemas dedicados à
falecida mulher, selecção de entre muitas e muitas dezenas, conforme informação do
autor.)

Babalaze das hienas. Maputo: AEMO, 1996.

Hamina e outros contos. Maputo: Ndjira, 1997.

Maria. Vol.2. Maputo: Ndjira, 1998.

Poemas da Prisão, Lisboa, Texto Editora, 2004.

Poemas Eróticos. Moçambique Editora/Texto Editores, 2004 (edição póstuma, sob


responsabilidade de Fátima Mendonça)

MIA COUTO

Vida
Mia Couto, pseudónimo de António Emílio Leite Couto (Beira, 5 de Julho de 1955), é
um biólogo e escritor moçambicano.

Mia Couto nasceu e foi escolarizado na Beira, cidade capital da província de Sofala,
em Moçambique – África. Adotou o seu pseudónimo porque tinha uma paixão por gatos e
porque o seu irmão não sabia pronunciar o nome dele. Com catorze anos de idade, teve alguns
poemas publicados no jornal “Notícias da Beira” e três anos depois, em 1971, mudou-se para a
cidade capital de Lourenço Marques (agora Maputo). Iniciou os estudos universitários
em medicina, mas abandonou esta área no princípio do terceiro ano, passando a exercer a
profissão de jornalista depois do 25 de Abril de 1974. Trabalhou na Tribuna até à destruição
das suas instalações em Setembro de 1975, por colonos que se opunham à independência. Foi
nomeado director da Agência de Informação de Moçambique (AIM) e formou ligações de
correspondentes entre as províncias moçambicanas durante o tempo da guerra de libertação.
A seguir trabalhou como director da revista Tempo até 1981 e continuou a carreira no
jornal Notícias até 1985. Em 1983, publicou o seu primeiro livro de poesia, Raiz de Orvalho,
que, segundo algumas interpretações, inclui poemas contra a propaganda marxista militante.
Dois anos depois, demitiu-se da posição de director para continuar os estudos universitários na
área de biologia.

Obras

Mia Couto tem uma obra literária extensa e diversificada, incluindo poesia, contos,
romance e crónicas.

Poesias

 Raiz de Orvalho
 Idades Cidades Divindades
 Tradutor de Chuvas

Contos

 Vozes Anoitecidas.
 Caminho, em 1987;
 Cada Homem é uma Raça
 Estórias Abensonhadas
 Contos do Nascer da Terra
 Na Berma de Nenhuma Estrada
 Fio das Missangas
 Crónicas
 Cronicando
 O País do Queixa Andar (2003)
 Pensatempos. Textos de Opinião
 E se Obama fosse Africano? e Outras Interinvenções.

Romances

 Terra Sonâmbula
 A Varanda do Frangipani
 Mar Me Quer
 Vinte e Zinco
 Último Voo do Flamingo
 Gato e o Escuro
 Um Rio Chamado Tempo, uma Casa Chamada Terra
 A Chuva Pasmada
 Outro Pé da Sereia
 beijo da palavrinha
 Venenos de Deus, Remédios do Diabo (2008)
 Jesusalém [no Brasil, o livro tem como título Antes de nascer o mundo] (2009)
 A Confissão da Leoa (2012)

UNGULANI BA KA KHOSA

Vida

Ungulani Ba Ka Khosa (pseudónimo de Francisco Esaú Cossa), (Inhaminga, 1 de


Agosto de 1957) é um escritor e professor de Moçambique.

Khosa fez o ensino primário na provincia de Sofala e o ensino secundário, parte em Lourenço
Marques e parte na Zambézia. Em Maputo tira o bacharelato em História e Geografia na
Faculdade de Educação da Universidade Eduardo Mondlane e exerceu a função de professor
do ensino secundário.

Em 1982 trabalha para o Ministério da Educação durante um ano e meio. Seis meses depois de
ter saído do Ministério da Educação é convidado para trabalhar na Associação dos Escritores
Moçambicanos (AEMO), da qual é membro.

Iniciou a sua carreira como escritor com a publicação de vários contos


e participou na fundação da revista Charrua da AEMO.

Foi a realidade vivida em Niassa e Cabo Delgado, onde existiam as zonas de campos de
reeducação que eram mal organizadas, que o fez inclinar mais para a literatura e, por isso,
sentiu a necessidade de escrever para falar e expor essa realidade para as pessoas.

Obras

 Ualalapi, 1987 ;
 Orgia dos Loucos, 19902 ;
 Histórias de Amor e Espanto, 1999;
 No Reino dos Abutres, 2002;
 Os sobreviventes da noite, 2007;
 Choriro, 2009;
 Entre as Memórias Silenciadas, 2013.

BIBLIOGRAFIA

 ABOOBAKAR, Chakil (2010) Uma Vida Qualquer. 2ª ed. Maputo:


Associação dos Escritores Moçambicanos.
 ABREU, António Pinto de (2000) Murmúrio da Acácia. Maputo:
Ndjira.

Você também pode gostar