Titulo
Metodologia do método racional :
O método racional foi apresentado primeiramente em 1851 por William Thomas Mulvany e
relaciona a precipitação ocorrida ao escoamento superficial e por isso é considerado um método
indireto.
Segundo SMEDEMA e RYCROFT (1983) o método racional foi inicialmente desenvolvido para
estimar vazões máximas de escoamento em pequenas bacias urbanas.
Sendo a plasticidade do método racional capaz de contemplar desde áreas menores que 2km² até
áreas que podem superar 10 km² conforme ilustra a bibliografia para cada aplicação em áreas tão
distintas a equação deve ser ajustada afim de permitir a adequada continuidade da precisão no
projeto .
A abrangência do método racional é tamanha que foram feitas ramificações tais como método
racional com coeficiente de deflúvio dos engenheiros Baptista Gariglio e José Paulo Ferrari ,
racional com coenficnete de retardo, método do hifrograma triangular sintético e R. Peltier / J.L.
Bonnenfant.
Apesar de ser desenvolvido para a drenagem pluvial urbana há mais de 100 anos devido a
facilidade de entendimento e aplicação até hoje´é utilizado para projetos de drenagem agrícola,
dimensionamento de rodovias expressas e reservatórios hídricos já que seus princípios de cálculos
conseguem manter uma perspectiva fidedigna do fenômeno físico real.
O método racional parte dos seguintes princípios básicos:
• desconsidera a influência do armazenamento superficial sobre a vazão máxima de forma que o
período de retorno relativo à vazão máxima toma-se igual ao da precipitação.
• a vazão máxima, provocada por uma chuva de intensidade uniforme e constante, ocorre quando
todas as partes da bacia contribuem simultaneamente com escoamento na seção de deságüe.
• A duração da precipitação máxima de projeto é igual ao tempo de concentração da bacia. Admite-
se que a bacia é pequena para que essa condição aconteça, pois a duração é inversamente
proporcional à intensidade;
• Adota um coeficiente único de perdas, denominado C, estimado com base nas características da
bacia;
• Não avalia o volume da cheia e a distribuição temporal das vazões.
• Distribuição uniforme da chuva no tempo, ou seja, esta deve ser mantida constante ao longo de
sua duração;
• Distribuição uniforme da chuva no espaço, ou seja, esta deve ser homogênea em toda área da
bacia;
• O tempo de concentração da bacia deve ser igual à duração da chuva;
• É desprezível o armazenamento na bacia.
• Fornece dados mais precisos quando utilizada em grandes tempos de duração de precipitação.
Adiante serão abordados os fatores que são considerados no dimensionamento da equação do
método racional :
A área a ser considerada (A) :
É o parâmetros que indica quais coeficientes utilizar nos termos de tempo de concentração e
intensidade da chuva.
A intensidade máxima média da precipitação (IM) :
Devido a natureza impreca das chuvas e seus tempos de recorrência na formulação de projetos
utilizando o método racional deve-se utilizar critérios que permitam transmissão de segurança
durante o tempo de operação para isso a escolha do tempo de recorrência de uma chuva por vezes é
mensurado em função do critério econômico ou do tempo de utilização do solo. Assim para projetos
em áreas urbanas ou de grande vulto financeiro recomenda-se utilizar o período de retorno de 50 ou
100 anos já para projetos de conservação de solos SCHWAB et al. (1966) recomendam um período
de retorno de 10 anos.
No quadro abaixo estão presentes alguns períodos de retomo recomendados por DAEE-CETESB
em função da utilização da área:
O tempo de concentração :
A escolha do tempo de concentração é feita em função da área escolhida afim de permitir a
adequada precisão para o projeto.
Dessa forma o método racional ramifica-se como uma especialização afim de que a determinada
vazão seja obtida com coeficiente de segurança adequado . A seguir são apresentadas algumas
equações de tempo de recorrência :
Equação de Kirpich : indicada para método racional com coeficiente de deflúvio dos engenheiros
Baptista gariglio e José paulo ferrari (área<4km²) , racional com coeficiente de retardo (4km² < área
< 10km²) e método do hifrograma triangular sintético(área > 10km²) .
Equação de ven te chow : é recomendada para bacias de até 24 km² e apresenta
Tc em minutos.
*talvegue : consiste na parte mais profunda de uma bacia. L: comprimento de talvegue. Tc minutos
Equação de SCS lag : é indicada para bacia de ate 8 km² e aplicável em
situações onde o escoamento sobre a superfície do terreno é predominante.
*cn : curva numero, So : declividade média do talvegue, tc: em minutos ,L : comprimento de
talvegue.
Equação de Dodge : foi determinada com bacias rurais com áreas entre 140km² e 930 km².
* tc = tempo de concentração, em minutos; A = área da bacia, em km2 ; S0 = declividade
média do talvegue, em m m-1 .
- Coeficiente de escoamento (C ) :
Do volume precipitado na bacia apenas uma fração alcança a seção do leito já que parte da
água é perdida sob forma de infiltração no solo e preenchendo depressões.
A relação entre o volume escoado e o volume precipitado é denominada coeficiente de
escoamento. A duração da precipitação e a intensidade tendem a serem diretamente
proporcionais a percentagem de chuva convertida em escoamento superficial.
Abaixo estão alguns coeficientes de escoamento em função do tipo de solo e ocupação :
conclusão :
A especialização do método racional permite sua aplicação em diferentes atividades no
entanto ao envolver simplificações e o uso de coeficientes de grande subjetividade a precisão
deve ser ajustada de forma incisiva e localmente, já que a imprecisão do emprego do método
tende a ser tanto maior quanto maior for a área da bacia, o que inviabiliza uma equação
global que pudesse ser aplicada a qualquer lugar.
No Brasil o departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) recomenda a utilização do
método racional para bacias de até 2 km², Marcos Jabor (2013) recomenda o método Racional
para áreas de até 4 km² e o método racional modificado para áreas de 4 a 10 km². Em São
Paulo a recomendação é de que o método racional seja aplicado para áreas de até 2,0 km², o
Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT) recomenda o método
racional para áreas de até 1 km² e o método racional modificado para áreas maiores
(BRASIL, 2005).
Ao comparar métodos em bacias com áreas inferiores a 1 km² os métodos Racional e Ven te
Chow apresentaram valores relativamente próximos. Conforme a área é ampliada o método
Racional e o método Ven te Chow tendem a apesentar valores superiores a outros abordados
neste artigo oque demostra a tendência da superestimação das vazões.
Conseguetemente a resoluçao do DNIT está correta em aplicar o metodo racional somente em
áreas de até 1km².
Bilbliografia:
texto [Link] ([Link])/cristina d'ornellas filipakis souza
Curve Number da Base Hidrográfica Ottocodificada ([Link])
manejo e conservacao - parte [Link] ([Link])
Microsoft Word - DAC-PMPA-JDP-SÃO [Link]
([Link])
versã[Link] ([Link])
[Link] ([Link])
Departamento de Águas e Energia Elétrica - Departamento de Águas e Energia Elétrica
([Link])