DF
REALIDADE DO DISTRITO FEDERAL A realidade étnica, social, histórica, geográfica, cultural,
política e econômica do Distrito Federal e da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito
Federal e Entorno e RIDE, instituída pela L C federal nº 94/ e Autoriza o Poder Executivo a criar
a - RIDE e instituir o Programa Especial de Desenvolvimento do Entorno do Distrito Federal, e
dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional
decreta e eu sanciono a seguinte Lei Complementar: Art. 1º É o Poder Executivo autorizado a
criar, para efeitos de articulação da ação administrativa da União, dos Estados de Goiás e
Minas Gerais e do Distrito Federal, - RIDE. § 1º A Região Administrativa de que trata este artigo
é constituída pelo Distrito Federal, pelos Municípios de Abadiânia, Água Fria de Goiás, Águas
Lindas, Alexânia, Cabeceiras, Cidade Ocidental, Cocalzinho de Goiás, Corumbá de Goiás,
Cristalina, Formosa, Luziânia, Mimoso de Goiás, Novo Gama, Padre Bernardo, Pirenópolis,
Planaltina, Santo Antônio do Descoberto, Valparaíso e Vila Boa, no Estado de Goiás, e de Unaí
e Buritis, no Estado de Minas Gerais. § 2º Os Municípios que vierem a ser constituídos a partir
de desmembramento de território de Município citado no § 1º deste artigo passarão a
compor, automaticamente, a RIDE o Poder Executivo autorizado a criar um Conselho
Administrativo para coordenar as atividades a serem desenvolvidas Consideram-se de
interesse da RIDE os serviços públicos comuns ao Distrito Federal e aos Municípios que a
integram, especialmente aqueles relacionados às áreas de infraestrutura e de geração de
empregos. Art. 4º É o Poder Executivo autorizado a instituir o Programa Especial de
Desenvolvimento do Entorno do Distrito Federal, ouvidos os órgãos competentes,
estabelecerá, mediante convênio, normas e critérios para unificação de procedimentos
relativos aos serviços públicos, abrangidos tanto os federais e aqueles de responsabilidade de
entes federais, como aqueles de responsabilidade dos entes federados referidos no art. 1º,
especialmente em relação a: I - tarifas, fretes e seguros, ouvido o Ministério da Fazenda; II -
linhas de crédito especiais para atividades prioritárias; III - isenções e incentivos fiscais, em
caráter temporário, de fomento a atividades produtivas em programas de geração de
empregos e fixação de mão-de-obra. Art. 5º Os programas e projetos prioritários para a região,
com especial ênfase para os relativos à infraestrutura básica e geração de empregos, serão
financiados com recursos: I - de natureza orçamentária, que lhe forem destinados pela União,
na forma da lei; II - de natureza orçamentária que lhe forem destinados pelo Distrito Federal,
pelos Estados de Goiás e de Minas Gerais, e pelos Municípios abrangidos pela Região Integrada
de que trata esta Lei Complementar; III - de operações de crédito externas e internas. Art. 6º A
União poderá firmar convênios com o Distrito Federal, os Estados de Goiás e de Minas Gerais,
e os Municípios referidos no § 1º do art. 1º, com a finalidade de atender o disposto nesta Lei
Complementar. Art. 7º Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação. Art.
8º Revogam-se as disposições em contrário.
A construção e a inauguração de Brasília, em 1960, como capital federal, foi um dos marcos
deixados na história do Brasil pelo governo Juscelino Kubitschek (1956- 1960). Essa mudança,
visando um projeto especifico, buscava ampliar a integração nacional, mas JK, no entanto, não
foi o primeiro a propô-la, assim como Goiás nem sempre foi o lugar projetado para essa
experiência. Desejo de transferência (séc. XVIII e XIX) As primeiras capitais do Brasil, Salvador e
Rio de Janeiro, tiveram como característica fundamental o fato de serem cidades litorâneas,
explicado pelo modelo de ocupação e exploração empreendido pelos portugueses
anteriormente no continente africano e asiático. À medida que a importância econômica da
colônia aumentava para a manutenção do reino português, as incursões para o interior se
tornavam mais frequentes. 2 REALIDADE DO DISTRITO FEDERAL A percepção da fragilidade em
ter o centro administrativo próximo ao mar, no entanto, fez que muitos intelectuais e políticos
portugueses discutissem a transferência da capital da colônia e até mesmo do império para
regiões mais interiores do território. Um dos mais importantes apoiadores desse projeto foi
Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, em 1751. A transferência também
era uma das bandeiras de movimentos que questionavam o domínio português, como a
Inconfidência Mineira, ou de personagens que, após a independência do Brasil, desejavam o
fortalecimento da unidade do país e o desenvolvimento econômico das regiões interioranas,
como o Triângulo Mineiro ou o Planalto Central. Com a primeira constituição republicana
(1891), a mudança ganhou maior visibilidade e mais apoiadores, tanto que em seu 3º artigo
havia determinação de posse pela União de 14.400 quilômetros quadrados na região central
do país pra a futura instalação do Distrito Federal. Comissão Cruls e as décadas seguintes
Depois da Proclamação da República em 1889, o país se encontrava imerso em um cenário de
euforia com a mudança de regime e da crença no progresso e no futuro. Para definir o lugar
onde se efetivaria a determinação da futura capital, em 1892, o presidente Floriano Peixoto
criou uma comissão para concretizar esses estudos, chefiada pelo cientista Luis Cruls, de quem
a expedição herdou o nome. A expedição partiu de trem do Rio de Janeiro até Uberaba
(estação final da Estrada de Ferro Mogiana) e dali a pé e em lombo de animais até o Planalto
Central. Com pesquisadores de diversas áreas, foi feito um levantamento amplo (topográfico,
climatológico, geográfico, hidrológico, zoológico etc.) da região, mapeando-se a área
compreendida pelos municípios goianos de Formosa, Planaltina e Luziânia. O relatório final
permitiu que fosse definida a área onde futuramente seria implantada a capital. Uma segunda
missão de estudos foi empreendida nos locais onde a implantação de uma cidade seria
conveniente dentro do quadrilátero definido anteriormente. A saída de Floriano Peixoto do
governo em 1896 fez com que os trabalhos da Comissão Exploradora do Planalto Central do
Brasil fossem interrompidos. No entanto, mesmo não contando com a existência de Goiânia,
os mapas nacionais já traziam o quadrilátero Cruls e o Futuro Distrito Federal. Apesar do
enfraquecimento do ímpeto mudancista, eventos isolados deixavam claro o interesse de que
essa região recebesse a capital da federação. Em 1922, nas comemorações do centenário da
Independência nacional, foi lançada a pedra fundamental próximo à cidade de Planaltina. Na
década de 1940, foram retomados os estudos na região pelo governo de Dutra (1945-50) e, no
segundo governo de Getúlio Vargas (1950-1954), o processo se mostrou fortalecido com o
levantamento de cinco sítios para a escolha do local da nova capital. Mesmo com a morte de
Vargas, o projeto avançou, mas a passos lentos, até a posse de Juscelino Kubitschek. Governo
JK Desde seu governo como prefeito de Belo Horizonte (também projetada e implantada em
1897), Juscelino ficou conhecido pela quantidade e o ímpeto das obras que tocava, sendo
chamado à época de prefeito-furacão. O projeto de Brasília entrou no plano de governo do
então presidente como uma possibilidade de atender a demanda da época. Mesmo não
constando no plano original, ao ser questionado sobre seu interesse em cumprir a constituição
durante um comício em Jataí-GO, Juscelino sentiu-se impelido a criar uma obra que garantisse
a obtenção dos objetivos buscados pela sociedade brasileira na época: desenvolvimento e
modernização do país. Entrando como a meta 31 posteriormente sendo chamada de meta
síntese – Brasília polarizou opiniões. Em Goiás existia interesse na efetivação da transferência,
apesar da oposição existente em alguns jornais, assim como no Rio de Janeiro, onde ocorria
uma campanha aberta contra os defensores da NovaCap (nome da estatal responsável por
coordenar as obras de Brasília e que, por extensão, virou uma alusão a própria cidade). Com o
compromisso assumido por JK em Jataí, Brasília passou a materializar-se imediatamente, mas a
cada passo político ou técnico dado, uma onda de acusações era lançada contra a iniciativa.
Construída em pouco mais de 3 anos (de outubro de 1956 a abril de 1960), Brasília tornou-se
símbolo do espírito da época. Goiás, por outro lado, tornou-se a base para a construção, sendo
que Planaltina, Formosa, Corumbá de Goiás, Pirenópolis e, principalmente, Anápolis tiveram
suas dinâmicas modificadas, econômica e socialmente. História do Distrito Federal Brasília
começou a existir na primeira Constituinte no Império Brasileiro, em 1823, numa proposta
colocada por José Bonifácio de Andrada e Silva, argumentando quanto à necessidade da
mudança da Capital para um ponto mais central do interior do país e sugerindo ainda para a
cidade o próprio nome que a tornou famosa em todo o mundo. A vocação mística de Brasília
se inicia quando é incorporada à sua história a visão soft do santo italiano, São João Bosco –
Dom Bosco. Ele dizia ter sonhado com uma espécie de terra prometida para uma civilização do
futuro, que nasceria situada entre os paralelos 15° e 20°, às margens de um lago. No dia 7 de
Setembro de 1922 é lançada a pedra fundamental de Brasília, próxima a Planaltina. Por
inspiração e iniciativa do Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, em 1956, foi criada a
NOVACAP – Companhia Urbanizadora na Nova Capital, empresa pública à qual foi confiada a
responsabilidade e competência para planejar e executar a construção da nova capital, na
região do cerrado goiano. Tudo surge a partir do sinal da cruz traçado por Lúcio Costa, o
encarregado do urbanismo da cidade. Articulado com a equipe de Lúcio Costa, um grupo de
arquitetos encabeçado por Oscar Niemeyer projetou, em curto espaço de tempo, todos os
prédios públicos e grande parte dos residenciais da nova cidade. 3 REALIDADE DO DISTRITO
FEDERAL No dia 21 de Abril de 1960, a estrutura básica da cidade está edificada, muitos
prédios ainda são apenas esqueletos, mas os candangos (nome dado aos primeiros habitantes
da nova cidade), liderados por seu presidente, festejam ruidosamente a inauguração da
cidade, fazendo o coração do Brasil pulsar forte para dar vida à nova civilização sonhada por
Dom Bosco. Nasce Brasília – a Capital da Esperança. Ao lado os principais responsáveis pela
construção de Brasília: Oscar Niemeyer, Israel Pinheiro, Lúcio Costa e Juscelino Kubitschek.
Geografia e Política regional O Distrito Federal possui 5.801,9 km², está localizado na região
Centro-Oeste e possui como limites, Planaltina de Goiás (Norte), Formosa (Nordeste e Leste),
Minas gerais (Leste), Cristalina e Luziânia (Sul), Santo Antônio do Descoberto (Oeste e
Sudoeste), Corumbá de Goiás (Oeste) e Padre Bernardo (Noroeste). Suas características são:
planalto de topografias suaves e vegetação de cerrados, com altitude média de 1.172 metros,
clima tropical e os rios principais são o Paranoá, Preto, Santo Antônio do Descoberto e São
Bartolomeu. A hora local em relação a Greenwich (Inglaterra) é de – 3 horas. O Distrito Federal
é dividido em RAs (Regiões Administrativas). O governo é chefiado pelo Governador do Distrito
Federal, auxiliado pela Câmara Legislativa composta por 24 deputados distritais. No Congresso,
o Distrito Federal é representado por 3 senadores e 8 deputados federais. Para cada região
administrativa é nomeado um administrador. Essas regiões administrativas são formadas pela
área urbana e pela da zona rural de cada uma delas. O Distrito Federal é formado pelo Plano
Piloto, que engloba as asas sul e norte. São áreas próximas e que formam a cidade de Brasília
as regiões administrativas do lago sul, lago norte, setor sudoeste, octogonal, cruzeiro velho e
cruzeiro novo. Um pouco mais distante das áreas centrais, ficam as demais regiões
administrativas (antigamente chamadas de “cidades satélites”), que são cidades de pequeno e
médio portes, localizadas a uma distância variável entre de 6 e 25 km do Plano Piloto. São elas:
Gama, Taguatinga, Brazlândia, Sobradinho, Planaltina, Paranoá, Núcleo Bandeirante, Ceilândia,
Guará, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião, Recanto das Emas, Riacho Fundo I e II e
Candangolândia. Essas cidades satélites possuem administração própria, sob coordenação do
Governador do Distrito Federal e da SUCAR – Secretaria de Estado de Coordenação das
Administrações Regionais. Os órgãos do governo federal, embaixadas, residências oficiais e
prédios públicos federais, estão localizados no Plano Piloto, nas asa sul e norte e lago sul, em
sua grande maioria. Brasília (Plano Piloto) é dividida em áreas para facilitar a concentração de
empresas de um mesmo segmento, tais como: Setor Bancário, Setor Comercial, Setor
Hospitalar, Setor de Diversões, Setor de Autarquias, Setor de Clubes, Setor de Embaixadas,
áreas residenciais, comerciais locais, dentre outras. As ruas e avenidas em geral são largas,
bem conservadas e fluem bem o tráfego dos veículos apesar da cidade possuir a terceira maior
frota de veículos dentre todas cidades brasileiras. As principais são o Eixo Monumental (divide
as asas sul e norte e onde se localizam os Ministérios, Congresso Nacional e diversos órgãos do
governo local e federal), Eixo Rodoviário (pista central de alta velocidade, e os eixos paralelos
de menor velocidade, que atravessam a asa sul e asa norte de uma ponta a outra), a W-3 (W
de oeste em inglês, “west” – avenida comercial com muitas lojas, sinais e trânsito complicado
e atravessam também as asas sul e norte por completo) e a L-2 (L de leste, que atravessa a asa
sul e norte na região leste, onde se concentram escolas, entidades diversas, igrejas, hospitais,
etc). O povo de Brasília Para a construção de Brasília, vieram pessoas de várias regiões do país.
Eram os pioneiros, em busca de melhores condições de vida, deslumbrados pela possibilidade
de trabalho e atraídos pela proposta de uma remuneração melhor. Eles viveram na chamada
“Cidade Livre”, hoje Núcleo Bandeirante e também na Vila Planalto. Muitas construções –
diversas delas em madeira, são conservadas até hoje e fazem parte do patrimônio histórico da
cidade. Assim, a cidade recebeu sotaques, cultura e costumes de indivíduos que vinham de
todas as regiões do Brasil, mobilizadas rapidamente para a execução deste grandioso
empreendimento histórico. A população da cidade é predominantemente jovem. Talvez por
suas diferenças culturais e diversidade de costumes, esses jovens não incorporaram à sua
pronúncia qualquer dos sotaques regionais trazidos de tantos locais. Às festas, aos costumes,
ao folclore, à cultura, certamente devem permanecer enraizados os regionalismos mais
fortemente ensaiados aqui pelas correntes migratórias vindas de todos os pontos cardeais. O
tempo e essa gente vêm definindo o que fica e o que sai de lá. Esses jovens vão,
progressivamente, marcando a identidade cultural da cidade. Sua economia A atividade
econômica mais importante da cidade é sua própria proposta inspiradora, ou seja, sua função
administrativa. Por isso seu planejamento industrial é estudado com muita cautela pelo
Governo do Distrito Federal. É intenção preservar a cidade, incentivando o seu
desenvolvimento de indústrias não poluentes como a indústria de softwares, de cinema, vídeo,
gemologia, entre outras, com ênfase na preservação ambiental e na manutenção do equilíbrio
ecológico. A agricultura e avicultura ocupam lugar de destaque na economia brasiliense. Um
cinturão verde na Região Geoeconômica de Brasília abastece a cidade e já exporta alimentos
para outros locais. O Plano Piloto de Brasília hoje, possui a maior renda per capita do Brasil e a
melhor média nacional de habitantes/ telefone, habitantes/veículo dentre outros índices. 4
REALIDADE DO DISTRITO FEDERAL Seu clima Costuma-se racionalizar a informação sobre o
clima de Brasília, dizendo-se que lá existem apenas dois períodos climáticos no ano: o seco e o
chuvoso, o primeiro, de abril a meados de outubro e o segundo, de meados de outubro a
março. Invariavelmente, o mês mais seco do ano é agosto. O mês mais frio é julho. No restante
do ano, o clima é ameno e agradável, com temperatura média de 24 graus. Raramente a
temperatura atinge 30° de máxima e 15° de mínima. O normal é oscilar entre 22 e 28 graus.
Sua vida e o turismo A qualidade de vida da população de Brasília, situa-se dentro dos mais
avançados padrões de excelência. Certamente, por ser sede político e administrativa da
República, Brasília está dotada de infraestrutura básicas como segurança, assistência à saúde,
escolas e transportes, em nível de eficiência encontrado em poucos locais do país. Possui um
moderno aeroporto internacional – 3ª cidade do país em movimento de tráfego aéreo -,
metrô, uma enorme frota de ônibus urbano e transporte rodoviário para todo o país. O
trânsito já foi mais fácil, mas ainda permite se deslocar de grandes distâncias em poucos
minutos, que fazem com que a gente da cidade adquira certos costumes pouco peculiares a
outras populações de grandes centros. Em 2007 atingiu a incrível marca de um milhão de
veículos emplacados. A renda per capita atingiu R$ 14.405,00 ao ano – mais que o dobro da
média nacional – e acima de 1/5 da população possui renda média mensal acima de US$
1,350.00 (2007). Os parques da cidade e da água mineral (32.000 hectares), são locais de
grande concentração de pessoas de todas as classes, principalmente nos finais de semana e
nos feriados prolongados. Diversas atividades físicas e culturais são desenvolvidos no Parque
da Cidade – um dos maiores do mundo. Também há opções ao redor da cidade, como é o caso
do Salto do Itiquira, perto de Formosa-GO, e Pirenópolis-GO, cidade histórica distante duas
horas de carro de Brasília. Outro hábito muito peculiar aos habitantes da cidade é o das
recepções aos amigos, realizadas em recinto doméstico ou em clubes sociais e esportivos. A
cidade possui clubes de alto nível, geralmente à beira do Lago Paranoá, proporcionando
inúmeras opções esportivas e de lazer para as famílias. A cidade possui a 3ª maior frota
registrada de lanchas, barcos e embarcações náuticas em geral de todo o país. Brasília possui
também no Plano Piloto – Lagos Sul e Norte -, a maior concentração brasileira e quem sabe
mundial, de piscinas em casas de alto padrão de qualidade, também ao redor do Lago Paranoá.
Pistas modernas, bem conservadas e limpas cercam toda a cidade. Outros destaques também
são os monumentos e prédios públicos, de formas modernas e arrojadas e as construções
históricas, como o Catetinho – primeira residência oficial do presidente da república. Como
atrativos também se destacam a Torre de TV com vista panorâmica para toda a cidade, feiras
de artesanatos, o autódromo internacional Nélson Piquet com grandes atividades esportivas
nacionais e internacionais, a Ermida Dom Bosco, Igreja Dom Bosco, Catedral, Jardim Botânico e
o Jardim Zoológico. A cidade possui excepcional infraestrutura hoteleira, a maioria hotéis e
flats de 4 e 5 estrelas – a maior concentração nacional, quantidade adequada de táxis,
empresas de turismo, locadoras de veículos e passeios turísticos de helicóptero. Entretanto,
como toda cidade grande, existem também favelas, grandes concentrações de áreas com
população de baixa renda, principalmente no entorno. O turista que se dirige à cidade de
carro, percebe logo isso nas imediações da cidade. Isso, em razão de promessas políticas de
governadores do Distrito Federal, que incentivaram o êxodo de outras regiões para a cidade o
que acabou causando o aumento do desemprego e da violência. Para combater isso, Brasília
possui a mais moderna frota de veículos de fiscalização de trânsito e segurança pública do país
e também proporcionalmente a maior quantidade de homens policiais civis e militares nas
ruas, apesar da concentração se dar principalmente no plano piloto. Sua arquitetura
Patrimônio Cultural da Humanidade. Este é o título maior conferido à arquitetura de Brasília,
pela Organização das Nações Unidas – ONU. Lúcio Costa, seu projetista urbanístico, e Oscar
Niemeyer, o arquiteto das mais importantes edificações de Brasília, conseguiram a harmonia
plena entre volumes, espaços e formas. A linha do horizonte foi preservada como
característica do relevo natural e a cidade é apenas cortada no azul degradê do seu céu. Os
extensos gramados verdes e os jardins coloridos são o tom natural conferindo às edificações,
que parecem não ter peso sobre o solo. As linhas arquitetônicas adotadas para as fachadas e
colunas de sustentação dos prédios são de beleza ímpar. As fachadas envidraçadas dos
modernos edifícios comerciais, espelham a cidade, multiplicando o reflexo das belas imagens
arquitetônicas como um sonho futurista. Fonte: [Link] A criação do Distrito Federal
como sede da República Federativa é idéia que surgiu nos EUA, como forma de evitar
rivalidades entre o norte e o sul do país. Foi criado, então, o distrito de Colúmbia, que não é
nem Estado e nem Município. Na América Latina vários países como a Argentina, o México, a
Venezuela e o Brasil seguiram este exemplo. No séc. XIX o antigo DF (Rio de Janeiro) era um
município da província de mesmo nome. A partir de 1834 foi desmembrado da aludida
província para constituir o chamado Município Neutro, sede da corte e do governo central. O
Rio foi capital única do Brasil desde 1765 até 1961. 5 REALIDADE DO DISTRITO FEDERAL Mas
foi em 1891 que se transformou em DF, enquanto o Rio de Janeiro passou a ser Estado-
Membro. Rui Barbosa dizia que o DF era um semi-Estado ou um quase-Estado. Em 21.04.60,
concretizando uma ideia lançada já na CF 1891, a Capital foi transferida para o Planalto
Central. O antigo DF passou a constituir um novo Estado, o Estado da Guanabara, tendo a
cidade do Rio de Janeiro como Capital. A Capital do Estado do Rio de Janeiro, por sua vez, era
Niterói. O primeiro governador da Guanabara foi Carlos Lacerda. Em 1975 ocorreu a fusão dos
Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, preservando-se o nome Rio de Janeiro e
estabelecendo a cidade do Rio como Capital. O atual DF tem 5.814 Km2 e uma população de
aproximadamente 1.800.000 habitantes. É composto pela cidade de Brasília e mais 18 regiões
administrativas, entre elas Ceilândia, Taguatinga, Samambaia e Planaltina. Fonte:
[Link] historia-do-distrito-federal A cultura em
Brasília se confunde com a própria cidade já que ela é patrimônio Cultural da Humanidade. São
112,25 quilômetros quadrados de área tombada e o único bem contemporâneo a receber esta
distinção. Nela estão monumentos e edifícios que são marco da arquitetura e urbanismo
modernos. Brasília foi inscrita na lista da Organização das Nações Unidas para a Educação, a
Ciência e a Cultura (Unesco) em 7 de dezembro de 1987. Estes lugares são reconhecidos como
patrimônio de todo o mundo, independente do território onde estejam. O objetivo é a sua
preservação para as futuras gerações. Ela foi reconhecida como patrimônio por conta da sua
concepção modernista, baseada nas ideias de Lúcio Costa, que integravam a escala
monumental, dos grandes espaços e construções, à intenção bucólica, de convivência ao redor
das áreas verdes. Oscar Niemeyer projetou grandes monumentos que se integraram ao plano
urbanístico, com o melhor da expressão arquitetônica integrada à arte. É por esse motivo que
a cultura de Brasília também se mistura à sua história, à história de sua construção e à
arquitetura e ao urbanismo. Monumentos históricos Fazem parte dos equipamentos culturais
públicos de Brasília o Catetinho, primeira residência oficial de Juscelino Kubitschek por aqui, e
o Museu Vivo da Memória Candanga, antigo Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira (HJKO).
Ambas construções preservam peças, objetos e fotos da época da construção da Casa do
Cantador, Ceilândia – DF. Foto: Tony Winston/Agência Brasília A migração de habitantes de
diversas regiões do país para a construção de Brasília, além da convergência natural por ser a
capital do país, criou na cidade um caldeirão cultural que reuniu fragmentos de diversos
estados e culminou numa identidade própria. É possível ver essa mistura do patrimônio
imaterial, por exemplo, em uma visita à Feira da Torre de TV. Além de diversos artigos à venda,
a praça de alimentação reúne tradições culinárias de diversas partes do país. A cultura popular
também foi homenageada com a construção da Casa do Cantador, em Ceilândia. O espaço é
dedicado às apresentações de repentistas e à literatura de cordel. É forte ainda o movimento
hip hop em diferentes regiões do Distrito Federal. Junta-se ainda a importância do rock de
Brasília para a música brasileira. Fonte: [Link] cultura/
A Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE/DF) foi criada pela
Lei Complementar nº 94, de 19 de fevereiro de 1998 e regulamentada pelo Decreto nº 2.710,
de 04 de agosto de 1998, alterado pelo Decreto nº 3.445, de 04 de maio de 2000. A RIDE tem
como objetivo articular e harmonizar as ações administrativas da União, dos Estados e dos
municípios para a promoção de projetos que visem à dinamização econômica e provisão de
infraestruturas necessárias ao desenvolvimento em escala regional. Enquanto
institucionalidade legalmente constituída, a RIDE tem prioridade no recebimento de recursos
públicos destinados a investimentos que estejam de acordo com os interesses consensuados
entre os entes. Esses recursos devem contemplar demandas por equipamentos e serviços
públicos, fomentar arranjos produtivos locais, propiciar o ordenamento territorial e assim
promover o seu desenvolvimento integrado. Competência Articular, harmonizar e viabilizar as
ações administrativas da União, do Distrito Federal, dos Estados de Goiás e de Minas Gerais, e
dos municípios que a compõem para a promoção de projetos que visem à dinamização
econômica e provisão de infraestruturas necessárias ao desenvolvimento em escala regional.
Abrangência É constituída pelo Distrito Federal, pelos municípios de Abadiânia, Água Fria de
Goiás, Águas Lindas de Goiás, Alexânia, Cabeceiras, Cidade Ocidental, Cocalzinho de Goiás,
Corumbá de Goiás, Cristalina, Formosa, Luziânia, Mimoso de Goiás, Novo Gama, Padre
Bernardo, Pirenópolis, Planaltina, Santo Antônio do Descoberto, Valparaíso de Goiás e Vila
Boa, no Estado de Goiás, e de Unaí, Buritis e Cabeceira Grande, no Estado de Minas Gerais.
Fonte: [Link] 6 REALIDADE DO DISTRITO FEDERAL