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Matemática: Plano Cartesiano e Funções

O documento descreve o método de representar pontos em um plano cartesiano através de coordenadas x e y e fornece exemplos de como plotar e identificar pontos nesse plano. O documento também introduz funções do primeiro grau e como representá-las graficamente.

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Matemática: Plano Cartesiano e Funções

O documento descreve o método de representar pontos em um plano cartesiano através de coordenadas x e y e fornece exemplos de como plotar e identificar pontos nesse plano. O documento também introduz funções do primeiro grau e como representá-las graficamente.

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Núcleo Estadual de Educação de

Jovens e Adultos
NEEJA Caxias do Sul

ENSINO MÉDIO
Módulo único – 2022

Matemática
PLANO CARTESIANO

O método de representar pontos por coordenadas cartesianas consiste em dividir o plano


em dois eixos, chamados eixos coordenados, e identificar os pontos do plano por dois números,
que indicam respectivamente as distâncias desses pontos aos eixos coordenados (veja a figura)
A cada ponto P do plano cartesiano corresponde um único par ordenado (x, y) de números
reais e a cada par ordenado (x, y) está associado a um único ponto do plano. Indicamos por P(x,
y).

Obs.: O eixo horizontal (0x) é o eixo das abscissas.


O eixo vertical (0y) é o eixo das ordenadas.
O ponto 0 (interseção de 0x com 0y) é a
origem (0, 0).
O plano que contém 0x e 0y é o plano

Exercícios
1) Marque em um plano cartesiano os pontos:
A (3, 1) D (-1, -1) G (0, 0)
B (-4, 2) E (2, 0) H (-4, 0)
C (5, 3) F (0, -2) I (-2, -3)

2) Forneça as coordenadas de cada ponto assinalado no plano cartesiano:

Cuidado!
Não esqueça que as coordenadas são representadas
através do par ordenado (x, y).
FUNÇÃO DO 1º GRAU (FUNÇÃO AFIM)

Na loja automotiva PNEUBOM o preço de um pneu comum novo é de R$ 140,00.


Esta loja costuma fazer também o serviço de trocar os pneus, cobrando uma taxa de R$
8,00, independentemente do número de pneus a serem trocados.
O ganho diário da loja com a venda e troca desses pneus varia conforme o número de pneus
que ela vende diariamente.

Sendo x o número de pneus vendidos e y o ganho correspondente, em regra, podemos


escrever y em função de x:

 para x = 1, y = 1 . 140 + 8
 para x = 2, y = 2 . 140 + 8
 para x = 3, y = 3 . 140 + 8

Generalizando, temos y = x . 140 + 8 ou y = 140 x + 8, e a função obtida é um função do 1º


grau.
De modo geral, chamamos de Função do 1º grau ou Função Afim toda função que obedeça
com satisfação a lei de formação y = a x + b ou f( x) = ax + b, onde a ≠ 0.

Exemplos: y = f(x)
y = 3x + 2 a = 3, b = 2
4x 4
y=2- a=- ,b=2
3 3
y=x a = 1, b = 0

Obs.: O coeficiente de x, a , é chamado de coeficiente angular da reta (a está ligado a inclinação


da reta em relação ao eixo 0x no sentido anti-horário).
O termo constante, b, é chamado de coeficiente linear da reta.
Exemplo:
Dada a função definida por f(x) = 5x – 1, calcular:

a) f(3) = 5.(3) – 1 = 15 – 1 = 14  f(3) = 14

b) f(– 2) = 5. (– 2) – 1 = – 10 – 1 = –11  f(– 2) = –11

c) f(0) = 5.(0) – 1 = 0 – 1 = – 1  f(0) = –1

d) f   = 5.   – 1 = f   = 1
2 2 10 2
– 1 = 2 – 1 = 1
5 5 5 5

e) o valor de x para que f(x) = 9.


f(x) = 9  5x – 1 = 9
5x = 9 + 1
5x = 10
10
x= x=2
5

f) o valor de x para que f(x) = 0.


f(x) = 0  5x – 1 = 0
5x = 0 + 1
5x = 1
1
x=
5
Exercícios

1) Dada a função f(x) = 3x – 6, calcule:


c) f  
2
a) f(0) b) f(– 2)
3

d) o valor de x para que f(x) = 1.


e) o valor de x para que f(x) = 0.

2) Dada a função y = – 2x – 1, calcule:


5
a) f(– 3) b) f(0) c) f(5) d) f  
 2 
e) o valor de x para que f(x) = – 3.
f) o valor de x para que f(x) = 0.

Gráfico

O gráfico de uma função do 1º grau, y = ax + b, com a ≠ 0, é sempre uma reta oblíqua aos
eixos 0x e 0y.
Exemplo:

1) Vamos construir o gráfico da função y = 3x - 1.


Como o gráfico é uma reta, basta obter dois de seus pontos e ligá-los com o auxílio de uma
régua.

Resumindo:

Para construir o gráfico da função y = ax + b, com a ≠ 0 basta acharmos os pares ordenados


(0, y) e (x, 0) e ligar os pontos.

y = 3x – 1 Graficamente:

(0, y) (x, 0)
y=3.0-1 3x - 1 = 0
y = 0 -1 3x = 1
1
y = -1 x=
3
1
(0 , -1) ( , 0)
3

2) Vamos construir o gráfico da função y = -2x + 3.

y= -2x + 3 Graficamente

(0, y) (x, 0)
y = -2 . 0 + 3 -2x + 3 = 0
y=3 -2x = -3 (x -1)
(0, 3) 2x = 3
3 3 
x=  ,0 
2 2 
Exercícios

3) Faça o gráfico das funções:

a) y = x -1 b) y = - 2x + 4 c) y = 3x + 2 d) y = - x – 2

Você deve ter observado que na função y = ax + b com a ≠ 0:


Se a > 0 a função é crescente.
Se a < 0 a função é decrescente.

4) Sem construir o gráfico, classifique as funções abaixo em crescentes e decrescentes:


1 2 1
a) y = 3x – 2 b) y = 9x c) y = x – 4 d) y = - x +
2 3 4
e) y = -x + 5 f) y = x – 1

PROBLEMAS UTILIZANDO A FUNÇÃO DO 1º GRAU:

Exemplos:

1-) Regina descobriu que a relação entre o tempo t (em horas) de utilização da Internet e o valor
V (em reais) a ser pago por ela no final do mês, é representado pela fórmula V = 30 + 0,15.t
Quanto gastará Regina se, durante o mês, utilizar a Internet por 10 horas?
Resolução:
t = 10 horas V=?

V = 30 + 0,15.t
V = 30 + 0,15 . 10
V = 30 + 1,5
V = 31,5
Regina pagará durante um pela Internet R$ 31,5 reais.

2-) Suponha que você resolva poupar uma certa quantidade de dinheiro, guardando-o em casa,
sem a possibilidade de render juros ou sofres correção monetária, e começar guardando no
primeiro dia R$ 10,00 e a partir do segundo dia acrescentar R$ 5,00 por dia.
Considere y como sendo a quantia acumulada e x o número de dias que se passaram após o início
da poupança. Qual é a fórmula matemática que representa essa situação?

Resolução:
y = representa a quantia. y = 10 + 5.x
x = representa os números de dias.

Exercícios

5) Em uma padaria o preço do pão é determinado pela equação: P(n) = 0,18n, sendo P o preço a
ser pago e n o número de pães comprados. Se Maria foi à padaria e pediu 16 pães, o valor a ser
pago é:

a) 1,08 b) 3,24 c) 2,88 d) 3,40 e) 5,80

6) (ENCEEJA 2006) A escola de natação “Nada ou tudo” cobra R$ 100,00 de matrícula e R$


80,00 de mensalidade para uso da piscina duas vezes por semana. O valor total de um usuário
paga depende do número de meses que frequenta a escola. A lei matemática que representa o
valor total V pago pelo usuário em função do número n de meses é:
a) V = 100 + 80n b) V = 80 + 100n c) V = 100 – 80n
d) V = 80 – 100n e) V = 80n
7) Qual será o número de habitantes de uma cidade, daqui há 15 anos, se a população está
estimada, em função do tempo t, em anos, através de f(t) = 500. t – 1500?

a) 5500 habitantes b) 6000 habitantes c) 5800 habitantes


d) 6200 habitantes e) 6500 habitantes

8) O custo de um produto de uma indústria é dado por C(x) = 250,00 + 10,00x, sendo x o número
de unidades produzidas e C(x) o custo em reais. Qual é o custo de 1000 unidades desse produto?

9) O custo de fabricação de x unidades de certo produto é dado por C(x) = 100 + 2x. Nestas
condições,
a) calcule o custo de produção de 250 unidades desse produto.
b) quantas unidades desse produto devem ser fabricadas para que o custo seja de
R$ 1 900,00.

Zero ou raiz da função do 1º grau

Chama-se zero ou raiz da função do 1º grau y = ax + b , a ≠ 0 , o número real x tal que f


(x) = 0.

Exemplo:

1) f (x) = 2x - 5 2) f (x) = 5x - 1 3) f (x) = - x - 3


2x - 5 = 0 5x - 1 = 0 -x-3=0
2x = 5 5x = 1 -x=3 (x-1)
x= 5 x= 1 x=-3
2 5

Exercícios

10) Ache a raiz de cada uma das seguintes funções:


3x  5
a) y = 3x – 1 b) y = – 2x + 1 c) y =
2
d) y = 4x e) y = 2x – 7 f) y = 20 – 5x

FUNÇÃO DO 2º GRAU OU FUNÇÃO QUADRÁTICA

Definição

Chamamos de função do 2º grau ou função quadrática, toda função com a lei de formação
y= ax2+ bx + c , com a ≠ 0.

Exemplos:

y = 2x2 + 3x + 5 a = 2, b = 3, c = 5
y = x2 - 1 a = 1, b = 0, c = -1
y = -x2 + 2x a = -1, b = 2, c = 0
y = -3x2 a = -3, b = 0, c = 0

Exemplos:
 Dada a função definida por f(x) = x2 – 2x + 3, calcular:
a) f(-2) = (-2)2 – 2.(-2) + 3 = 4 + 4 + 3 = 11
b) f(0) = (0)2 – 2.(0) + 3 = 0 + 0 + 3 = 3

 Dada a função definida por f(x) = – x2 + x + 1, calcular:

a) f(-3) = – (-3)2 + (-3) +1 = – 9 – 3 + 1 = – 11


b) f(2) = – (2)2 + (2) + 1 = – 4 + 2 + 1 = – 1

Exercícios

11) Dada a função definida por f(x) = x2 – x + 2, calcular:


a) f(-3) b) f(0) c) f(1)

12) Dada a função definida por f(x) = – x2 + 5x + 6, calcular:


a) f(-1) b) f(0) c) f(2)

Gráfico

Gráfico de uma função do 2º grau, y = ax2 + bx + c com a ≠ 0, é sempre uma curva chamada
de parábola.

Para construirmos o gráfico da função, devemos:


1º. Primeiro atribuímos a x alguns valores.
2º. Calculamos o valor correspondente a y para cada valor de x.
3º. Encontramos os pares ordenados.
4º. Marcamos no plano cartesiano os valores encontrados.
5º. Ligamos os pontos.

Exemplos:

1. Construa o gráfico da função y = x2 – x – 2

1º 2º 3º 4º / 5º
x y = x2 - x – 2 (x, y)
-2 (-2)2 – (–2) – 2 = 4 + 2 – 2 = 4 (-2, 4)
-1 (-1)2 – (-1) – 2 = 1 + 1 - 2 = 0 (-1, 0)
0 (0)2 – (0) - 2 = 0 – 0 – 2 = – 2 (0, -2)
1 (1)2 – (1) - 2 = 1 - 1 - 2 = – 2 (1, -2)
2 (2)2 – (2) - 2 = 4 - 2 - 2 = 0 (2, 0)

2. Construa o gráfico da função y = -x2 + 1

x y = – x2 + 1 (x, y)
-2 – (-2)2 + 1 = – 4 + 1 = – 3 (-2, -3)
-1 – (-1)2 + 1= – 1 + 1 = 0 (-1, 0)
0 – 02 + 1 = 0 + 1 = 1 (0, 1)
1 – (1)2 + 1 = – 1 + 1 = 0 (1, 0)
2 – (2)2 + 1 = – 4 + 1 = – 3 (2, -3)
Exercícios
13) Construa o gráfico das funções:
a) y = x2 b) y = x2 - 2x + 4 c) y = -x2 + 1 d) y = -2x2

Observe que ao construir o gráfico de uma função quadrática y = ax2 + bx + c com a ≠ 0 se:
 a > 0 a parábola tem a concavidade para cima;
 a < 0 a parábola tem a concavidade para baixo.

14) Os gráficos das funções abaixo são parábolas. Classifique com C a parábola que tem a
concavidade para cima e B a parábola que tem concavidade para baixo:

a) y = 3x2 - 5x + 1 d) y = 2 - x2 + 3x
b) y = - x2 - 2x + 1 e) y = 4x + 3x2
c) y = 4x2 f) y = x2 – 1

Zeros da função do 2º grau

Chamam-se zeros ou raízes da função do segundo grau y = ax2 + bx + c com a ≠ 0 os


números x tais que f (x) = 0.
Então as raízes da função y = ax2 + bx + c são as soluções da equação do 2º grau ax2
+ bx + c = 0, as quais são dadas pela chamada FÓRMULA DE BÁSKARA:

 b  b2  4ac
x
2a
Exemplo:
Encontre as raízes da função y = x2 - 5x + 6

x2 - 5x + 6 = 0 a=1
b = -5
c=6

  5   52  4.1.6 5  25  24 5 1
x x x
2.1 2 2

5 1 5 1 6
x x1   3
2 2 2
5 1 4
x2   2 As raízes são 2 e 3.
2 2

Exercícios
15) Determine as raízes de cada função:
a) y = 2x2 - 3x + 1 b) y = 4x - x2 c) y = 9x2 - 1 d) y = -x2 + 6x - 9

Obs.: A quantidade de raízes reais de uma função quadrática depende do valor obtido para o
radicando ∆ = b2 - 4ac, chamado discriminante:
 quando ∆ > 0, teremos duas raízes reais e diferentes;
 quando ∆ = 0, teremos uma só raiz real;
 quando ∆ < 0, não há raiz real.
Vértice de uma Parábola

O vértice de uma parábola é o ponto extremo da função quadrática correspondente. Ao


observarmos com um pouco mais de atenção uma parábola, é possível perceber que ela admite
um eixo vertical de simetria que passa pela parábola exatamente no ponto denominado vértice.

O vértice pode representar um ponto mínimo (se a concavidade estiver voltada para cima) ou
ponto máximo (se a concavidade estiver voltada para baixo) da parábola.
O vértice V (xv, yv) da parábola de equação y = ax2 + bx + c com a ≠ 0 é o ponto V(xv,yv).

b 
onde: xv = e yv = em que
4a ∆ = b2 - 4ac
2a

Obs.: O valor de yv, também, pode ser determinado substituindo o valor de xv na função, ou seja,
yv = f( xv )

Exemplo:

Calcular as coordenadas do vértice da parábola correspondente a f(x) = – x2 – 6x – 7.

b  (6) 6
xv =  xv =   3  xv = – 3
2a 2(1)  2

yv = f(– 3) = – (– 3)2 – 6(– 3) – 7 = – 9 + 18 – 7 = 2  yv = 2

O vértice da parábola é V(– 3, 2).

Exercícios

16) Obtenha as coordenadas do vértice de cada parábola correspondente à função quadrática.

a) y = 2x2 - 4
b) y = -x2 + 4x - 5
c) y = x2 - 9x

Como na função de 1º grau, a função de 2º grau se apresenta como “situações” do dia-a-


dia. Observe:

Uma bala é atirada de um canhão (como mostra a figura) e descreve uma parábola de equação.
y = – 3x2 + 60x, onde x representa o tempo, em segundos e y é a altura, em metros.
Vamos determinar:
a) a altura máxima atingida pela bala;
b) o instante em que a bala retorna ao solo.
Agora, observe a resolução dos itens acima:

a) Como a = – 3 < 0, a parábola tem um ponto de máximo V cujas coordenadas são (xv , yv). Temos:

 b  60    3600
xv    10 e yv    300
2a 6 4a  12

ou yv = f(10) = – 3.(10)2 + 60.10


yv = – 3 .100 + 600
yv = – 300 + 600
yv = 300

Assim, a altura máxima atingida é 300 m.

b) A bala toca o solo quando y = 0, isto é: -3x2 + 60x = 0 x = 0 ou x = 20.


Logo, a bala toca o solo 20 segundos após seu lançamento.

Exercícios

17) A trajetória de um jato d’água que sai de uma mangueira descreve uma parábola. Supondo-se
que sua altura h, em metros , seja dada por h = – t2 + t + 12 em que t é o tempo, em segundos.
Nessas condições, para um tempo de 2 segundos a altura em metros equivale a:
a) 10 b) 12 c) 14 d) 16 e) 18

18) Durante uma situação de emergência, o capitão de um barco dispara um sinalizador para avisar
a guarda costeira. A trajetória que o sinal luminoso descreve é um arco de parábola.
A função que descreve o movimento do sinal luminoso é dada por h(t) = 80t – 5t2, sendo h a altura
do sinal, em metros, e t, o tempo decorrido após o disparo, em segundos.
a) Qual é a altura do sinal luminoso após 6 segundos do disparo?

b) Quantos segundos se passam, após o disparo, até o sinal luminoso atingir a altura máxima?

c) Qual é a altura máxima que esse sinal luminoso pode atingir?

TRIGONOMETRIA

Trigonometria no triângulo retângulo

Triângulo retângulo é o triângulo que tem um ângulo reto (de 90º)


Atualmente, as razões trigonométricas num triângulo retângulo são apresentadas como na figura
abaixo .

catetooposto a cateto adjacente b cateto oposto a


sen   cos    tag  
hipotenusa c hipotenusa c cateto adjacente b

Onde a, b são as medidas dos catetos e c da hipotenusa desse triângulo retângulo;  e  seus
ângulos agudos; e sen (seno), cos (cosseno) e tg (tangente) são razões entre medidas dos lados
desse triângulo como está descritas acima.

EXEMPLO:

Atualmente, os topógrafos dispõem de instrumentos de medida de ângulo que lhes permite


determinar medidas por vezes inacessíveis.

Desejando saber qual a altura do morro que tinha à sua frente, um topógrafo colocou-se com seu
teodolito a 200m do morro. Ele sabe que a altura do teodolito é de 1,60m. Posiciona o aparelho
que lhe fornece a medida do ângulo de visada de parte do morro: 30º. Consulta uma tabela de
3 1,73
tangentes e verifica que tg 30º = = = 0,57.
3 3
Assim, no triângulo TPM temos:
h h
tg 30º = ou 0,57 =
200 200
o que lhe permite calcular h:
h = 200 x 0,57 = 114

O topógrafo conclui que o morro tem 114 + 1,60 = 115,60m de altura.

Atenção: Valores importantes que devem ser lembrados.


x 30º 45º 60º
sen x 1 2 3
2 2 2
cos x 3 2 1
2 2 2
tg x 3 1 3
3

Exercícios

1) Dado o triângulo retângulo ABC da figura, determine:

a) sen Ĉ b) cos Ĉ c) tg Ĉ

2) Calcule o valor de x nas figuras abaixo:

a) b)

c) d)

3) Um foguete é lançado à velocidade de 200 m/s, segundo um ângulo de inclinação de 60º (ver
figura). Supondo a trajetória retilínea e a velocidade constante, determine a altura que o foguete se
encontra, após 4 s, quando a distância por ele percorrida terá sido de 800 m. (use 3 = 1,73)
4) Uma pessoa está na margem de um rio, onde existem duas árvores (B e C na figura). Na outra
margem, em frente a B, existe outra árvore A, vista de C segundo um ângulo de 30º, com relação
a B. Se a distância de B a C é 150 m, qual é a largura do rio, nesse trecho?
(use 3 = 1,73)

5) Parte de uma pista de skate é constituída de uma rampa com 2 2 m e 45º de inclinação. Qual
a altura dessa rampa?

CIRCUNFERÊNCIA TRIGONOMÉTRICA
A circunferência trigonométrica ou ciclo trigonométrico é de extrema importância para o estudo da
Trigonometria, pois é baseado nela que todos os teoremas são deduzidos.

QUADRANTE
Observe que o círculo fica dividido em quatro partes que chamamos de quadrantes. A partir dessa
circunferência vamos tomar arcos com origem no ponto (x,y) = (0,1) que aumentarão no sentido anti-horário

SEQUÊNCIAS

Os jogos olímpicos, o mais importante evento esportivo do planeta, ocorrem a cada 4 anos.
Os últimos jogos olímpicos ocorreram na cidade de Pequim, no ano de 2008. É possível sabermos
em quais anos teremos a realização de jogos olímpicos?

Ora, essa não é uma pergunta difícil, já temos as informações necessárias para respondê-la:
2008, 2012, 2016, 2020, ...
Os números acima formam uma sequência. Note que obedecemos a uma ordem ao escrevermos
esses números. Dizemos que 2008 é o 1º termo da sequência, 2012 é o 2º termo, 2016 é o 3º
termo e, assim, sucessivamente. Essa informação normalmente é dada de maneira mais resumida.
Observe:
a1 = 2008
a2 = 2012
a3 = 2016

A sequência é formada por números, mas também podemos estudar sequências de figuras,
objetos, letras e qualquer outra coisa que desejarmos.

Note que existe uma lei em nossa sequência, que nos permite descobrir quais serão os seus
próximos elementos. Nem sempre, porém, isso ocorre. Imagine que a sequência (3, 0, 2, 1, 1, 2)
seja o número de gols que uma equipe marcou nos 6 primeiros jogos de um campeonato.
É possível sabermos o próximo elemento dessa sequência apenas observando os
anteriores?

EXERCÍCIOS:

1) Observe a sequência abaixo:

Desenhe o próximo termo da sequência.

2) A medida do lado de cada um dos polígonos regulares abaixo é 1 cm.

a) Encontre o perímetro de cada figura.

b) Os números encontrados formam uma sequência?

3) Escreva os cinco primeiros termos da sequência definida por an = n – 2, com n  IN*.


4) Escreva os seis primeiros termos da sequência definida por an = 2n, com n  IN*.
5) Escreva os quatro primeiros termos da sequência definida por a n = 2n + 1, com n  IN*.

Progressões Aritméticas
Definição

Progressão aritmética (PA) é uma sequência numérica em que cada termo, a partir do
segundo, é igual ao anterior somado com um número fixo, chamado de razão da progressão
(indica-se por r).
Exemplos:

 (2, 5, 8, 11, 14...) r=5-2 r=3 PA crescente


 (-5, -1, 3, 7, 11...) r = - 1 - (-5) = -1 + 5 r=4 PA crescente
 ( 7, 7, 7, 7) r = 7- 7 = 0 r=0 PA constante
 (15, 13, 11, 9, 7...) r = 13 - 15 r=-2 PA decrescente

Representação de uma progressão aritmética (PA)

A representação matemática de uma progressão aritmética (PA) é:


(a1, a2, a3, ..., an, an+1)

Logo:
an+1 = an + r ou a razão: r = a2 - a1 = a3 - a2 = a4 - a3
Exemplos:

1. Calcular r e a5 na PA (3, 9, ...)


r=9–3 a1 = 3
r=6 a2 = 9
a3 = a2 + r = 9 + 6 = 15
a4 = a3 + r = 15 + 6 = 21
a5 = a4 + r = 21 + 6 = 27

Exercícios

6) Escreva:
a) uma PA de 5 termos em que o 1º termo (a1) é 10 e a razão (r) é 3.
b) uma PA de 8 termos em que a1 = 6 e r = – 4.

Termo geral da PA

Vamos agora encontrar uma expressão que nos permita obter um termo qualquer da PA
conhecendo apenas o 1º termo e a razão.
Seja (a1, a2, a3, ..., an) uma PA de razão r.
Temos:
a2 – a1 = r a2 = a 1 + r
a3 – a2 = r a3 = a 2 + r a3 = a1 + 2r
a4 – a3 = r a4 = a 3 + r a4 = a1 + 3r
De modo geral:

an = a1 + (n – 1) . r

Assim, por exemplo, podemos escrever:


a4 = a1 + 3r a12 = a1 + 11r a32 = a1 + 31r

Exemplos:

1. Encontre o termo geral da PA (4, 7, ...)


a1 = 4 an = a1 + (n - 1) r
an = a n an = 4 + (n - 1) 3
r=7–4=3 an = 4 + 3n - 3
n=n an = 3n + 1
2. Qual é o vigésimo termo da PA (3, 8, ...)
a1 = 3 an = a1 + (n - 1) r
an = a20 a20 = 3 + (20 - 1) . 5
r=8-3=5 a20 = 3 + 95
n = 20 a20 = 98

Exercícios

7) Encontre o oitavo termo da PA (2, 7, ...)

8) Qual é o décimo quinto termo da PA (4, 10, ...) ?

9) Numa P.A. a1 = 20 e r = 5. Calcule a26.

10) Qual é o 42º termo da PA (– 31, – 25, – 19, – 13, ...) ?

Soma dos n termos de uma PA

Considerando a PA (a1, a2, a3, ..., an) a soma Sn de todos os termos dessa progressão pode
ser escrita assim:

(a1  an ).n
Sn =
2
Exemplos:

1) Determine a soma dos trinta primeiros termos da PA (- 4, - 2, 0, 2, ...)


(a  an ).n
a1 = – 4 an = a1 + (n – 1) r Sn = 1
2
( 4  54).30
n = 30 a30 = – 4 + (30 –1) . 2 S30 =
2
50.30
r=2–0=2 a30 = – 4 + 58 S30 =
2
S30 = ? a30 = 54 S30 = 750

Exercícios

11) Calcule a soma dos quinze primeiros termos da PA (– 45, – 41, – 37, – 33, ...).

12) Calcule a soma dos vinte primeiros termos da PA (15, 40, 65, 90, ...).

OBSERVAÇÃO: Antes, de iniciarmos o estudo das progressões geométricas, vamos revisar


potenciação.

Progressão Geométrica (PG)


Definição

Progressão geométrica (PG) é uma sequência de números não nulos em que cada termo,
a partir do segundo, é igual ao anterior multiplicado por um número fixo, chamado de razão da
progressão (indica-se por q).
Exemplo:
12
 (4, 12, 36, ...) q= =3 Crescente
4
 15
 (-3, -15, -75, ...) q= =5 Decrescente
3
9 1
 (27, 9, 3, ...) q= = Decrescente
27 3

Representação de uma progressão geométrica (PG)


A representação matemática de uma progressão geométrica (PG) é:
(a1, a2, a3, ..., an, an+1)
Logo:
a 2 a3 a 4 a
an + 1 = an . q ou    .... n1  q (razão)
a1 a2 a3 an
Exemplos:
1. Escrever uma PG de 4 termos em que a1 = 2 e q = 3.
a1 = 2
a2 = a1 . q = 2 . 3 = 6
a3 = a2 . q = 6 . 3 = 18 (2, 6, 18, 54)
a4 = a3 . q = 18 . 3 = 54

Exercícios

13) Determine a razão de cada uma das seguintes PG.


a) (3, 12, 48, ...) b) (10, 15, ...) c) (5, – 15, ...) d) (10, 50, ...) e) (– 2, – 6, ...)

14) Escreva:
a) uma PG de quatro termos em que a1 = 5 e q = 3.
b) uma PG de seis termos em que a1 = – 2 e q = 2.
1
c) uma PG de cinco termos em que a1 = 540 e q = .
3

Termo geral de uma PG

Seja a PG (a1, a2, a3, ..., an) de razão q.


a1 = a 1 . q a2 = a1 . q1

a3 = a2 . q = a1 . q1 . q = a1 . q2 a4 = a3 . q = a1 . q2 . q = a1 . q3

Assim, podemos afirmar que:


onde: an = termo geral
an = a1 . qn-1 a1 = 1º termo
n = nº de termos
q = razão
Exemplos:
1
1. Vamos determinar o 10º termo da PG ( , 1, 3, 9, ...)
3
1
a1 = an = a1 . qn - 1
3
1
an = a10 a10 = . 310 - 1
3
1 3
q= = 1. = 3 a10 = 3-1 . 39
1 1
3
a10 = 38 a10 = 6561

2. Determine quantos termos tem a PG (6, 18, ..., 1458).

a1 = 6 an = a1 . qn - 1
]

an = 1458 1458 = 6 . 3n - 1

18 1458
q= =3 = 3n - 1 3n - 1 = 3 5
6 6

n=n 3n - 1 = 243 n–1=5 n=6

Exercícios:

15) Encontre o sétimo termo da PG (2, 4, ...).

16) Ache o décimo termo da PG (2, 6, ...).

17) Numa PG de quatro termos, a razão é 5 e o último termo é 375. Calcule o primeiro termo da
PG.

18) Numa PG de 6 termos, o primeiro termo é 2 e o último termo é 486. Calcule a razão dessa PG.

19) Encontre o quinto termo da PG (1, 5, ...).

Soma dos termos de uma PG

Seja a PG finita (a1, a2, a3, ..., an) de razão q, a soma de todos os termos (Sn) é encontrada
através da fórmula:

a1  (q n  1)
Sn = Obs.: q ≠ 1
q 1

Exemplos:

1) Calcule a soma dos seis primeiros termos da PG (-2, 4, -8, ...).


 2  [( 2) 6  1]
a1 = - 2 S6 =
 2 1
4  2  [64  1]
q= =-2 S6 =
2 3
 2  [63]
n=6 S6 =
3
S6 = ?
 126
S6 =
3
S6 = 42
Exercícios

20) Calcule a soma dos seis primeiros termos da PG (1, 3, ...).

21) Determine a soma dos oito primeiros termos da PG (– 3, 6, ...).

22) Calcule a soma dos 10 primeiros termos da PG (3, 6, ...).

MATRIZES

Conceito de Matriz
Matrizes são tabelas retangulares utilizadas para organizar dados numéricos.
Nas matrizes, cada número é chamado elemento da matriz, as filas horizontais são
chamadas de linhas e as filas verticais são chamadas de colunas.
Representaremos uma matriz colocando a tabela dentro de parênteses ou colchetes, ou
ladeando a tabela, à esquerda e à direita, por duas barras verticais.

Exemplos:

20 3 10 5 7 
1) 1 0 4 9 6  Matriz com 3 linhas e 5 colunas. Dizemos que essa é uma matriz do
11 7 8 2 13
tipo 3 x 5. (lê-se: três por cinco)

6 2 
2)   É uma matriz 2 x 2.
3  1

3) 1 3 5 É uma matriz 1 x 3.

Indicaremos uma matriz por letra maiúscula e um elemento qualquer da matriz por letra
minúscula munida de dois índices: o primeiro indica a linha em que está o elemento e o segundo
a coluna à qual o elemento pertence.
Convencionando que as linhas sejam numeradas de cima para baixo e as colunas da esquerda
para a direita, podemos representar uma matriz A do tipo m x n, da seguinte forma:

a11 a12 a13 ... a1n 


a a a ... a 
A =  21 22 23 2n 
i = linha j = coluna
 
 
a m1 a m 2 a m3 ... a mn 

Exemplo:
Construir a matriz A = (aij)2x4 sabendo-se que aij = 3i + j
a11 a12 a13 a14 
A=  
a21 a22 a23 a24  m x n

Se aij = 3i + j
a11 = 3.1 + 1 = 4 a21 = 3.2 + 1 = 7
a12 = 3.1 + 2 = 5 a22 = 3.2 + 2 = 8
a13 = 3.1 + 3 = 6 a23 = 3.2 + 3 = 9
a14 = 3.1 + 4 = 7 a24 = 3.2 + 4 = 10

Portanto
4 5 6 7
A= 
7 8 9 10

Exercícios
1) Dê a ordem de cada uma das seguintes matrizes:

1 3 1 5 7 

a) A =  7 2  d) D = 3 1 4 
4 2   2 9 6

1 
b) B = 3  4 2 9 e) E = 1 
2

1 4 2  3 
a b
c) C =  f) F = 2 7 0  1 
c d  
3 9 0  5 

2) Determine a matriz em que:

a) A = (aij)4x4 e aij = 3i – 2 b) B = (bij)3x3 e bij = i + j c) C = (cij)2x3 e cij = i – j2

RAZÕES E PROPORÇÕES

1 – Razão

Henrique comprou uma chácara bem longe da população da cidade. Nela construiu um
pequeno chalé em formato triangular. Ele tem a parte inferior em tijolos e a parte superior de
madeira.
Paulo, seu amigo, gostou tanto que tirou fotos do chalé para construir um do mesmo modelo,
porém um pouco maior, por isso ao revelar as fotos, pediu uma ampliação da foto do chalé. Veja
como ficou.
Foto 2

Com o auxílio de uma régua, mediu em centímetros, algumas medidas do chalé em cada uma das
fotos.
Altura do triângulo de Largura da base Comprimento de cada um
madeira superior de tijolos dos lados do telhado
Foto 1 4 cm 5 cm 5,6 cm
Foto 2 6 cm 7,5 cm 8,4 cm
Dividindo-se cada comprimento da foto 2 pelo respectivo comprimento de foto 1 (ver tabela)
obtivemos:
6 cm 6 7,5 cm 7,5 8,4 cm 8,4
  1,5   1,5   1,5
4 cm 4 5 cm 5 5,6 cm 5,6
Observe que todos os quocientes obtidos são iguais a 1,5, ou seja a razão entre cada
comprimento da foto 2 e o comprimento correspondente da foto 1 e 1,5.
Essa razão (1,5) foi o fator de ampliação. Isso significa que cada cm medido na foto 1
corresponde a 1,5 cm na foto 2.
De um modo geral, dizemos que:

Razão de dois números racionais (com o segundo diferente de zero) é o quociente do


primeiro pelo segundo.

Observações:
a
1) A razão ou a : b pode ser lida das seguintes maneiras: “razão de a para b” ou “a está para b”.
b
2) Em toda razão o primeiro número denomina-se antecedente e o segundo número,
consequente.
a antecedente
b conseqüente

Exemplos:
1º) Determinar a razão de 12 para 40.
12 : 4 3
=  fração irredutível que corresponde à razão pedida.
40 : 4 10

Nesse caso podemos ler “3 está para 10” ou “3 para 10”.

2º) Numa partida de basquete, Rafael fez 15 arremessos acertando 9 deles. Nessas
condições:
a) Qual a razão do número de acertos para o número total de arremessos de Rafael?
acertos
9 3
9 : 15 = =  “3 está para 5”, ou seja, para cada 5 arremessos
15 5
dados, Rafael acertou 3.
total
b) Qual a razão entre o número de arremessos que Rafael acertou e o número de
arremessos que ele errou?
15 – 9 = 6  Número de arremessos errados.
9 3
9:6= =  “3 está para 2”, ou seja, para cada 3 arremessos
6 2
acertados, Rafael errou 2.

EXERCÌCIOS:

1. Escreva na forma de razão e dê a leitura correspondente:


2
MODELO: 2 e 9   lê-se 2 está para 9
9
a) 3 e 4  ____________ b) 1 e 8  __________ c) 6 e 10  ___________

2. Resolva os problemas:
a) Num tanque de combustível há 5 litros de álcool e 30 litros de gasolina. Determine as
razões das medidas:
1) do álcool para a gasolina; 2) da gasolina para a mistura; 3) do álcool para a mistura

b) João faz entregas a domicílio usando uma moto. Certo dia, ele rodou 150 km e, no dia seguinte,
500 km. Qual é a razão entre os percursos de um dia para o dia seguinte?

PROPORÇÃO

Para entendermos o significado da proporção, iremos recorrer à medidas do chalé do início


desse módulo, cujas medidas estão abaixo.

Altura do triângulo de Largura da base


madeira superior de tijolos
Foto 1 4 cm 5 cm
Foto 2 6 cm 7,5 cm

Veja que:
 A razão entre a altura do triângulo de madeira da foto 1 e da foto 2 é:
4 2
, ou seja:
6 3
 A razão entre a largura da base superior de tijolos da foto 1 e da foto 2 é:
5 5 x 10 50 2
, ou seja: = =
7,5 7,5 x 10 75 3
2 4 5
Como as duas razões são iguais a podemos escrever: =
3 6 7,5

Então: Proporção é uma igualdade entre duas razões.


4 5
A proporção = também pode ser escrita assim:
6 7,5
4 : 6 = 5 : 7,5
As duas representações lê-se: “quatro está para seis, assim como cinco está para sete e meio”.

Observações:
1) Os números 4, 6, 5 e 7,5 são chamados termos da proporção.
2) O primeiro e o último termo são chamados extremos da proporção e os outros dois,
meios da proporção.

extremos

4 5  meios
4 : 6 = 5 : 7,5 =
6 7,5  extremos

meios

Veja o que acontece quando:


 multiplicamos os meios: 6 . 5 = 30
 multiplicamos os extremos: 4 . 7,5 = 30

Viu? Deu a mesma coisa.


Isso acontece em toda a proporção, o que significa dizer que:

Em toda a proporção o produto dos meios é igual ao produto dos extremos.

Essa propriedade é chamada de propriedade fundamental das proporções.


5 15
 As razões e formam uma proporção, pois 5 . 24 = 8 . 15
8 24
120 120
7 14
 As razões e não formam uma proporção, pois 7 . 3  6 . 14
6 3
21 84
EXERCÌCIOS:

3. Complete:
3 6
a) = Lê-se: 3 está para 4, assim como 6 está para __________.
4 8
7 14
b) = Lê-se: 7 está para 3, assim como 14 está para __________.
3 6

4. Complete:
1 2
a) = 1 e 10 são os extremos e 5 e __________ são os meios.
5 10

4 12
b) = 4 e ______ são os extremos e 3 e __________ são os meios.
3 9

Proporção: Resolução

Resolver uma proporção é determinar o valor do termo desconhecido, que torna a igualdade
verdadeira.
Veja alguns exemplos:
20 8
1) Resolver a proporção =
25 x
 Aplicando a propriedade fundamental: 20 . x = 25 . 8
 Resolvendo a equação: 20x = 200
200
x= x = 10
20
x3 3
2) Resolver a proporção =
x 1 5

 Aplicando a propriedade fundamental: 5 . (x + 3) = 3 . (x + 1)

 Resolvendo a equação: 5x + 15 = 3x + 3 2x = – 12 x=–6


5x – 3x = 3 – 15

Como:
 o antecedente é x + 3, temos – 6 + 3 = – 3 e
 o consequente é x + 1, temos – 6 + 1 = – 5

EXERCÌCIO:
[Link] o valor do termo desconhecido:
3 x 4 6 7 7 2x 8
a) = b) = c) = d) =
12 4 x 3 x 5 3 6

GRANDEZAS PROPORCIONAIS

Grandeza: É uma relação numérica estabelecida com um objeto. Assim, a altura de uma
árvore, o volume de um tanque, o peso de um corpo, a quantidade pães, entre outros, são
grandezas. Grandeza é tudo que você pode contar, medir, pesar, enfim, enumerar
Exemplo:
Quando colocamos gasolina em nosso carro, despendemos certa importância em dinheiro.
A quantidade colocada e o preço que pagamos por ela são duas grandezas variáveis dependentes.
O mesmo ocorre quando compramos arroz, feijão, batata, açúcar... O peso e custo da
mercadoria comprada são grandezas variáveis dependentes.

Consideremos, então, o exemplo seguinte:


 Uma máquina produz:
- 3 camisas em 2 horas; - 6 camisas em 4 horas; - 12 camisas em 8 horas.

À medida que aumentamos a grandeza “camisa” a grandeza “tempo” (horas) também


aumenta na mesma razão. Então, dizemos que as grandezas camisa e tempo são diretamente
proporcionais.
Duas grandezas são diretamente proporcionais quando aumentando uma delas, a outra
aumenta na mesma razão; ou quando diminuindo uma delas a outra também diminui na mesma
razão.
Duas grandezas são ditas inversamente proporcionais quando o aumento de uma implica
na redução da outra, quando a redução de uma implica no aumento da outra, ou seja, o que você
fizer com uma acontecerá o inverso com a outra.

Observação: É necessário que satisfaça a propriedade destacada abaixo.


Exemplo: Numa viagem, quanto maior a velocidade média no percurso, menor será o tempo de
viagem. Quanto menor for a velocidade média, maior será o tempo de viagem.

Observe a tabela abaixo que relaciona a velocidade média e o tempo de viagem, para uma distância
de 600km.
Velocidade média
60 100 120 150 200 300
(km/h)
Tempo de viagem
10 6 5 4 3 2
(h)

Velocidade média e Tempo de viagem são grandezas inversamente proporcionais, assim se viajo
mais depressa levo um tempo menor, se viajo com menor velocidade média levo um tempo maior.
Observe que quando multiplicamos a velocidade média pelo tempo de viagem obtemos sempre o
mesmo valor.

EXERCÌCIO:

6. Complete, usando aumenta ou diminui e diretamente ou inversamente:

a) Um auto percorre 120 km em:


- 1 hora, com velocidade de 120 km por hora;
- 2 horas, com velocidade de 60 km por hora.
Aumentando a grandeza tempo (horas), a grandeza velocidade _______________.
Então, tempo e velocidade são grandezas _________________ proporcionais.
b) Uma automóvel percorre a distância de:
- 120 km e consome 20 litros de álcool;
- 240 km e consome 40 litros.

Aumentando a grandeza distância (km), a grandeza álcool _______________.


Então, distância e álcool são grandezas _________________ proporcionais.

c) Uma padaria gasta:


- 100 km de farinha de trigo para fazer 500 pães;
- 200 km de farinha de trigo para fazer 1.000 pães.
Aumentando a grandeza farinha, a grandeza pães _______________.
Então, farinha e pães são grandezas _________________ proporcionais.

Regra de três simples

Regra de três simples é um processo prático para resolver problemas que envolvam quatro valores
dos quais conhecemos três deles. Devemos, portanto, determinar um valor a partir dos três já
conhecidos.

Passos utilizados numa regra de três simples:


1º) Construir uma tabela, agrupando as grandezas da mesma espécie em colunas e mantendo
na mesma linha as grandezas de espécies diferentes em correspondência.
2º) Identificar se as grandezas são diretamente ou inversamente proporcionais.
3º) Montar a proporção e resolver a equação.
Exemplos:
1) Com uma área de absorção de raios solares de 1,2m 2, uma lancha com motor movido a
energia solar consegue produzir 400 watts por hora de energia. Aumentando-se essa área para
1,5m2, qual será a energia produzida?

Solução: montando a tabela:


Área (m2) Energia (Wh)
1,2 400
1,5 x
Identificação do tipo de relação:

Inicialmente colocamos uma seta para baixo na coluna que contém o x (2ª coluna).
Observe que: Aumentando a área de absorção, a energia solar aumenta.

Como as palavras correspondem (aumentando - aumenta), podemos afirmar que as grandezas são
diretamente proporcionais. Assim sendo, colocamos uma outra seta no mesmo sentido (para
baixo) na 1ª coluna. Montando a proporção e resolvendo a equação temos:

Logo, a energia produzida será de 500 watts por hora.

Veja os exemplos:
a) Se 20 metros de arame custam R$ 100,00, quanto custarão 15 metros desse arame?

Metros Reais
20 100  Colocamos a flecha apontando para “x”
15 X

Se, comprando 20 metros gastamos R$ 100,00, comprando menor quantidade de metros


gastaremos menos.

As grandezas arame (metros) e preço (reais) são diretamente proporcionais, portanto,


colocamos as flechas (setas) no mesmo sentido.

Metros Reais
20 100
15 x

Montando a proporção e resolvendo:

20 100 1500
= 20 . x = 100 . 15 20x = 1500 x= Então: x = 75
15 x 20

Resposta: Custarão R$ 75,00

b) Se uma casa é construída por 4 homens em 3 dias, em quantos dias essa casa será
construída por 1 homem?
Homens Dias
4 3  Colocamos a flecha apontando para “x”
1 x

Com menos homens trabalhando, são necessários mais dias para realizar a obra.
As grandezas homens e dias são inversamente proporcionais, portanto, colocamos as
setas em sentido contrário.
Homens Dias
4 3

1 x

Ao montar a proporção uma das razões será invertida:


1 3
= 1.x=4.3 x = 12 Então: x = 12
4 x
Resposta: 12 dias
EXERCÌCIO:
7. Resolva os problemas:
a) Se 8 metros de um tecido custam R$ 60,00, quanto custarão 24 metros desse tecido?

Metros R$
8 60

24 x

b) Um operário ganha R$ 75,00 em 5 dias. Quanto receberá trabalhando 30 dias?

R$ Dias
75 5
x 30

c) Uma máquina produz 300 peças em 6 minutos. Quantas peças essa máquina produzirá
em 7 minutos?

Peças Minutos
300
6
x
7

d) Se 6 homens constroem uma ponte em 1º dias, em quantos dias 2 homens construirão


esta ponte?

Homens Dias
6 10

2 x

e) Um auto faz um percurso em 3 horas, com a velocidade de 60 km/h. Em quantas horas


fará esse percurso com a velocidade de 90 km/h?
Horas Velocidade
3 60

x 90

f) Três torneiras enchem um tanque em 12 horas. Quantas torneiras iguais serão necessárias
para encher o mesmo tanque em 9 horas?
g) Um trem faz um percurso em 2 horas, com a velocidade de 40km/h. Qual deverá ser sua
velocidade para fazer o mesmo percurso em 10 horas?
h) Em um terreno de 1.000 metros quadrados podemos plantar 2.000 pés de laranjas.
Quantos pés de laranjas poderemos plantar em um terreno de 200 metros quadrados?

PORCENTAGEM

Quase todos os dias vemos ou ouvimos a expressão por cento, indicando acréscimo ou
desconto, ou noticiando situações do nosso dia a dia. Por isso, precisamos conhecer o conceito
matemático de porcentagem para saber interpretá-lo e aplicá-lo corretamente sempre que for
necessário.
Porcentagem é uma forma usada para representar uma fração de denominador 100. Assim,
p
ao escrevermos p%, estamos representando a fração .
100
As porcentagens podem ser expressas de duas maneiras: na forma de fração com
denominador 100 ou na forma decimal, dividindo-se o numerador pelo denominador.

Exemplos:
30 4
a) 30% = = 0,30 b) 4% = = 0,04
100 100
135 27,9
c) 135% = = 1,35 d) 27,9% = = 0,279
100 100

e) Num lote de 50 lâmpadas, 13 apresentam defeito. A razão entre o número de lâmpadas


13 26
defeituosas e o total de lâmpadas é dado por:   26% , ou seja, se o lote tivesse 100
50 100
lâmpadas, 26 estariam com defeito. O número 26% é a taxa percentual de lâmpadas defeituosas.

Problema Resolvido
Os problemas de porcentagem podem ser resolvidos através de uma regra de três simples
e direta.

Exemplos:

a) Em uma classe de 40 alunos, 10% formam reprovados. Quantos alunos foram


reprovados?
Em 100 alunos, seriam reprovados 10.
10% significa que
Em 40 alunos, foram reprovados x.
100  10
40  x Aplicando a regra de três,
100 . x = 40 . 10
400
100x = 400 x= x=4 Resposta : Foram reprovados 4 alunos.
100

b) Se 30% de uma certa quantia é R$ 12,00, qual é essa quantia?


100  30
x  12 Aplicando a regra de três:
1200
30 . x = 12 . 100 30x = 1200 x= x = 40
30
Resposta : A quantia é de R$ 40,00

Exercícios

1) A quantia de R$ 36,00 corresponde a quanto por cento de R$ 120,00?

2) Em um curso de matemática estão matriculados 30 alunos. No primeiro dia de aula 27 alunos


compareceram. Qual a porcentagem de alunos ausentes?

3) Um objeto foi comprado por R$ 20,00 e vendido por R$ 25,00. Qual foi a porcentagem de lucro?

4) Uma máquina produz 300 peças em 1 hora. Após ser recondicionada passa a produzir 360 peças
por hora. Qual a porcentagem de aumento da produção?

5) Uma classe é constituída de moças e rapazes, num total de 30 alunos. Qual a porcentagem de
rapazes se há seis moças nessa classe?

6) Misturam-se 30 litros de álcool com 20 litros de gasolina. Qual a porcentagem de gasolina na


mistura?

7) Uma empresa produziu 120.000 toneladas de certo produto, no ano de 2007 e em 2008 a
produção desse produto aumentou para 147.000 toneladas. Baseado nessas informações
determine a porcentagem de aumento da produção desse produto.

8) O preço de uma blusa de malha é de R$ 90,00. Em uma liquidação, ela é vendida por R$
63,00. Qual é a taxa percentual de desconto nessa liquidação?

9) Um objeto que custava R$ 700,00 teve seu preço aumentado em R$ 105,00. O acréscimo
percentual em relação ao custo anterior foi de:
a) 12% b) 15% c) 18% d) 20%

10) Em uma residência, a conta de luz baixou de R$ 60,00 para R$ 52,50 em um mês. Qual é a
taxa percentual de decréscimo no valor da conta?

Porcentagem de uma quantia

Para calcularmos a porcentagem de uma quantia, devemos multiplicar a fração que


representa a porcentagem, ou o número decimal correspondente, por esta quantia.

Exemplos:
10
a) 10 % de 50 = . 50 = 0,10.50 = 5
100
30
b) 30 % de 900 = . 900 = 0,30.900 = 270
100
25
c) 25 % de 400 = . 400 = 0,25.400 = 100
100

Exercícios

11) Em um exame de habilitação de motoristas participaram 380 candidatos. Sabe-se que taxa de
reprovação foi de 15%. Quantos candidatos foram reprovados?

12) Numa pesquisa sobre leitura de jornais foram entrevistadas 450 pessoas. Verificou-se que 32%
dessas pessoas têm preferência pelo jornal A. Quantas dessas pessoas preferem o jornal A?

13) Em 150 mililitros de uma mistura de leite e água, 20 % é de água. Quantos mililitros de leite há
na mistura?

14) Uma liga de latão é formada com 65% de cobre e o restante de zinco. Que quantidade de cobre
e de zinco é necessária para produzir uma peça de latão de 8 Kg?

15) Sobre o salário bruto do Sr. Joaquim incide um desconto de 11% referente ao INSS. Se o salário
bruto do Sr. Joaquim é igual a R$ 760,00, então esse desconto em reais é de:

a) R$ 76,00 b) R$ 83,60 c) R$ 76,60 d) R$ 116,00 e) R$ 86,60

16) (ENCCEJA) - Todo ano os brasileiros precisam acertar as contas com o Leão, ou seja, com o
Imposto de Renda (I R). Suponha que, se a faixa salarial anual de um contribuinte está entre R$
15.085,45 e R$ 30.144,96, então ele deve pagar 15% de I R. Logo, para verificar o valor devido,
basta multiplicar a renda total no ano por 0,15. Nessa situação, se uma pessoa teve uma renda
anual de R$ 20.000,00, o valor devido a título de I R é de:

a) R$ 120,00 b) R$ 300,00 c) R$ 1.200,00 d) R$ 3.000,00

17) Comprei 30 peças de roupa para revender. Na primeira saída eu estava com sorte e consegui
vender 60%. Quantas peças de roupa eu vendi?

18) Uma empresa selecionou 640 pessoas para participarem de um processo seletivo para
preenchimento das vagas de trabalho disponíveis. Na primeira fase do processo, 85% dos
candidatos foram reprovados; entre os que participaram da fase seguinte, 31,25% foram aprovados
e contratados. Quantos candidatos não foram escolhidos nesse processo seletivo?

19) (ENCCEJA) – Uma empregada doméstica tem salário mensal de R$ 700,00. Todo mês, sua
patroa recolhe ao Instituto Nacional de Seguros Sociais (INSS) o percentual de 19,65% sobre o
valor do seu salário. Esse percentual é dividido em duas parcelas. Uma delas é de 12%, que
compete à patroa recolher, e a outra é descontada do salário da empregada. O salário líquido dessa
empregada é

a) R$ 646,45, porque são descontados 7,65% do seu salário mensal.


b) R$ 616,00, porque a patroa paga 12% de INSS do seu salário mensal.
c) R$ 562,45, porque a patroa recolhe 19,65% do seu salário mensal.
d) R$ 560,00, porque são descontados cerca de 20% do seu salário mensal
Aumento e Desconto

Observe os exemplos a seguir:

1) Um tênis é vendido por R$ 280,00. Se seu preço fosse aumentado em 20%, quanto
passaria a custar?

1º) o aumento seria 20% de 280,00  0,20.280,00 = R$ 56,00;


2º) o novo preço seria de 280,00 + 56,00 = R$ 336,00.
Para responder a pergunta do problema, poderíamos fazer simplesmente:
280.(100% + 20%) = 280.(1 + 0,20) = 280. 1,20 = R$ 336,00

2) Um tênis é vendido por R$ 280,00. Se numa liquidação, fosse anunciado um desconto de


20%, quanto passaria a custar?
1º) o desconto seria 20% de 280,00  0,20.280,00 = R$ 56,00;
2º) o novo preço seria de 280,00 – 56,00 = R$ 224,00.
Para responder a pergunta do problema, poderíamos fazer simplesmente:
280.(100% – 20%) = 280.(1 – 0,20) = 280. 0,80 = R$ 224,00

Exercícios

20) Um litro de leite custava R$ 1,20 e sofreu acréscimo de 15%. Qual será o novo valor do litro
desse leite?

21) O preço de um par de sapatos é de R$ 140,00. Em uma liquidação, ele é vendido com 35% de
desconto. Quanto passará a custar?

22) Uma tevê cujo preço é de R$ 900,00 está sendo vendida, em uma promoção, com desconto de
12%. Por quanto ela está sendo vendida?

23) Se uma empresa possui 360 funcionários e 25% deles utilizam transporte próprio, qual o
número de funcionários dessa empresa que utiliza outros meios de transporte?

24) Suzana abriu com R$ 500,00 uma caderneta de poupança no dia 2 de maio. Não fez nenhum
outro depósito durante o mês. Se o rendimento nesse mês foi de 0,7%, qual será o saldo de Suzana
no dia de 3 de junho?
a) R$ 503,50 b) R$ 507,70 c) R$ 535,00 d) R$ 570,00

Aumentos e descontos sucessivos

Vamos analisar algumas situações:


1ª) Uma loja de material esportivo estava vendendo uma camisa de um time de futebol por R$
100,00 no mês de janeiro e aplicou um aumento de 10% no mês de abril. Como no mês de junho
o time ganhou um torneio e as vendas aumentaram, resolveu aplicar outro aumento de 10%. Qual
a porcentagem total de aumento aplicado à camisa desse time durante esse 1º semestre?
Alguma situação semelhante a essa já ocorreu com você? Será que o aumento foi de 20%?
Como você faria os cálculos para descobrir a porcentagem total do aumento?

Pra resolver o problema existem vários procedimentos corretos que levam ao resultado. Você
deve escolher a forma que achar mais apropriada, mais conveniente ao seu modo de interpretar e
resolver. No entanto, observe o seguinte modo:

100. 1,10.1,10 = 100. 1,21 = 121


Como o número decimal 1,21 representa 121% e 121% = 100% + 21%, obtemos então, o
aumento de 21%.

2ª) Algumas lojas de roupas e acessórios costumam fazer no mês de março uma liquidação dos
seus artigos de verão para, então colocar nas vitrines a nova coleção de inverno. Flávia, sabendo
dessa liquidação, não comprou uma blusa que custava R$ 50,00 em janeiro. Ela teve sorte, pois
sobre esse valor, foram aplicados dois descontos sucessivos, um em fevereiro de 10% e outro em
março de 20%. Qual o desconto total aplicado sobre o valor da blusa?

Como na situação anterior, você pode resolver o problema de várias maneiras diferentes.
No entanto, observe o seguinte modo:

50. 0,90.0,80 = 50.0,72 = 36

Como o número decimal 0,72 representa 72%.


72% = 100% – 28 %, obtemos então, o desconto total de 28%.

3ª) Uma mercadoria custava R$ 80,00 e seu preço foi reajustado (aumentado) em 10%. Se ao novo
preço for dado um desconto de 10% ele voltará a custar R$ 80,00? Por quê?

Como nas situações anteriores, você pode resolver o problema de várias maneiras
diferentes. No entanto, observe o seguinte modo:

80. 1,10.0,90 = 80.0,99 = 79,20


Como o número decimal 0,99 representa 99%.
99% = 100% – 1%, obtemos então, o desconto de 1%.

Algumas pessoas erram a solução desse tipo de problema porque usam a soma. Mas, como
você pôde observar utilizamos à multiplicação e não a soma, por isso, a ordem em que os aumentos
ou descontos são calculados não altera os cálculos.

Exercícios

25) Sobre uma mercadoria que custa R$ 200,00 houve um desconto de 20% e depois outro
desconto de 30%. Qual a porcentagem final do desconto sobre essa mercadoria?

26) Se em um determinado país, a taxa de inflação no mês de maio foi de 2% e a do mês de junho
foi de 5%, então a taxa de inflação acumulada nesses dois meses foi de:
a) 7% b) 7,1% c) 8,2% d) 10%

27) Uma pessoa aplica R$ 1 000,00 a 10% ao ano. Ao final do terceiro ano, quanto por cento terá
rendido a aplicação e qual o valor que esta pessoa terá?

28) Karine tem duas opções de pagamento na compra de um fogão: sem juros, em quatro
parcelas mensais iguais de R$350,00; ou à vista, com 15% de desconto. Nesse contexto, o preço
desse fogão, à vista, é:
a) R$ 1190,00. b) R$ 1100,00. c) R$ 1210,00.
d) R$ 1090,00. e) R$ 1290,00.
Notação científica

Notação científica é o modo como ficou conhecida a técnica de escrever números


reais muito pequenos ou muito grandes por meio do uso de uma potência de base dez. A forma
que as notações científicas assumem, portanto, é:

a·10n

Nessa disposição, a é chamado de mantissa, ou coeficiente, e n é chamado de expoente,


ou ordem de grandeza.

Assim, são exemplos de números reais e suas respectivas notações científicas:

0,0003 = 3·10– 4

14000000 = 1,4·107

Como encontrar a mantissa ou coeficiente

A mantissa, ou coeficiente, é obtida ao posicionar a vírgula à direita do primeiro algarismo


significativo do número. Esse reposicionamento da vírgula deve ser feito a partir de divisões ou
multiplicações por potências de base dez. Uma técnica prática para essas multiplicações e divisões
será discutida mais adiante.

Na forma de notação científica, a mantissa do número 0,00045 é 4,5. Isso acontece porque
o primeiro algarismo significativo é quatro. A mantissa do número 3256565 é 3,256565, pois o
primeiro algarismo significativo é três, embora todos sejam significativos. Por fim, a mantissa, ou
coeficiente, do número 0,000000003 é 3. Isso acontece porque 3,0 = 3.

Expoente ou ordem de grandeza

A ordem de grandeza é assim conhecida porque é ela quem determina quais as dimensões
do número em notação científica. Por exemplo, sabemos que a massa do elétron expressada por
notação científica possui a seguinte mantissa: 9,10938356. Entretanto, esse número não oferece
as reais dimensões da massa do elétron. Para isso, existe a ordem de grandeza. A massa do
elétron é da ordem de 10– 28 gramas, ou seja, a massa de um elétron é de:

9,10938356·10– 28 g

Esse número, caso escrito em sua forma decimal, seria:

0,000000000000000000000000000910938356 g

Como encontrar a ordem de grandeza

Se o número a ser escrito na forma de notação científica for decimal, de modo que a vírgula
tenha de ser deslocada para a direita para encontrar a mantissa, a ordem de grandeza será
negativa e igual ao número de casas decimais que a vírgula deslocou

Caso a vírgula precise ser deslocada para a esquerda para encontrar a mantissa,
a ordem de grandeza será positiva e igual ao número de casas decimais que a vírgula deslocou.

Observe o exemplo da massa do elétron. Até posicionar a vírgula no lado direito do primeiro
algarismo significativo, nesse caso o número nove, ela teve de ser deslocada por 28 casas decimais
para a direita. Assim, a ordem de grandeza desse número será – 28.
Geometria Plana
Vamos recordar alguns conceitos de geometria estudados no ensino fundamental, para
aplicá-los na resolução de problemas de Geometria Espacial.

Triângulo

Os triângulos são figuras geométricas de três lados.

Classificação dos triângulos

Os triângulos podem ser classificados quanto às medidas dos lados e quanto às medidas
dos ângulos.

1) Quanto aos lados:

a) Triângulo equilátero: os três lados são congruentes (mesma medida).

b) Triângulo isósceles: dois lados são congruentes.

c) Triângulo escaleno: os três lados têm medidas diferentes.

2) Quanto aos ângulos:

a) Triângulo acutângulo: os três ângulos são agudos (menores que 90º).

b) Triângulo retângulo: tem um ângulo reto (igual a 90º).

a) Triângulo obtusângulo: tem um ângulo obtuso (maior que 90º).


Quadriláteros

Os quadriláteros são figuras geométricas de quatro lados.

Classificação dos quadriláteros

1) Paralelogramos: são os quadriláteros com dois pares de lados paralelos.

Os paralelogramos podem ser:

a) Retângulo: quando tem os quatro ângulos congruentes (retos, iguais a 90º).

b)Losango: quando tem os quatro lados congruentes.

c) Quadrado: quando tem os quatro lados congruentes e os quatro ângulos congruentes (retos,
iguais a 90º).

2) Trapézios: são os quadriláteros com dois lados paralelos e os outros dois, não paralelos.

Os trapézios podem ser:

a) Trapézio isósceles: quando os lados não paralelos são congruentes.

b) Trapézio escaleno: quando os lados não paralelos não são congruentes.

c) Trapézio retângulo: quando tem dois ângulos retos (iguais a 90º).


Teorema de Pitágoras

Num triângulo retângulo, o quadrado da medida da hipotenusa é igual à soma dos quadrados
dos catetos.
No triângulo retângulo da figura em que:
a: hipotenusa,
b: cateto,
c: cateto,
temos: a 2 = b 2 + c2
Exemplo:

Calcule o valor de x, no triângulo retângulo abaixo:


a²= b² + c²
Resolução: x2 = 32 + 42
x2 = 9 + 16
x2 = 25
x = 25
x=5

Exercícios

1) Usando o teorema de Pitágoras, calcule as medidas desconhecidas nos triângulos retângulos


abaixo:

a) b)

c) d)

2) Pretendemos fazer em papel cartolina


um chapéu de palhaço com as medidas
indicadas na figura.
Qual será a altura do chapéu?
3) Num triângulo retângulo isósceles (os catetos são congruentes isto é dois lados de mesma
medida), cada cateto mede 5 cm. Calcule a medida da hipotenusa.

4) Num triângulo isósceles, cuja base mede 24 cm, cada lado congruente mede 20 cm. Qual é a
medida da altura relativa à base?

5) O perímetro de um retângulo mede 34 cm. Um dos seus lados mede 5 cm. Calcule a medida da
sua diagonal.

Aplicações importantes do teorema de Pitágoras

1) Cálculo da medida da diagonal de um quadrado

 : medida do lado do quadrado


d: medida da diagonal
No triângulo retângulo ABC ( B̂ é reto), temos:

AC2 = AB2 + BC2 (Teorema de Pitágoras)

d2 =  2   2  d2 = 2 2  d = 2 2  d=  2

Exemplo:

Calcule a medida da diagonal de um quadrado que tem 40 cm de lado.


Resolução:
Como d =  2 e  = 40 cm temos: d = 40 2 cm

2) Cálculo da medida da altura de um triângulo equilátero

 : medida do lado do triângulo equilátero


h: medida da altura
H: ponto médio de BC
No triângulo retângulo AHC ( Ĥ é reto), temos:
AC2 = AH2 + HC2 (Teorema de Pitágoras)

2
 2 2
2
 = h2 +     2 = h2 +  h2 =  2 – 
2 4 4

3 2 3 2  3
h2 =  h=  h=
4 4 2

Exemplo:
Calcule a medida da altura de um triângulo equilátero de lado 50 cm de lado.
 3 50 3
Resolução: Como h = e  = 50 cm temos: h =  h = 25 3 c
2 2
Exercícios

6) Calcule a medida da diagonal de um quadrado que tem 10 cm de lado.

7) O perímetro de um quadrado mede 20 cm. Calcule a medida da sua diagonal.

8) Calcule a medida da altura de um triângulo equilátero cujo lado mede 8 cm.

9) O perímetro de um triângulo equilátero mede 18 cm. Calcule a medida de sua altura.

Medida do comprimento de uma circunferência

Seja a circunferência da figura:

A medida do segmento AB denomina-se medida da circunferência ou o comprimento de AB que


é o comprimento da circunferência.
Quando dividimos o comprimento C da circunferência pelo seu diâmetro (2r), obtemos uma
constante.

Esta constante é um número irracional de valor 3,1415692..., que é indicado pela lera grega 
(pi), e se escreve:

C
  C = 2 r e d = 2r
2r
Exemplo:

Qual é o comprimento de uma circunferência de raio r = 9 cm?

Resolução:
Como: C = 2  r e r = 9, temos:
C = 2 . 3,14 . 9  C = 56,52 cm

Exercícios

10) O diâmetro de uma circunferência mede 20 cm. Qual é o comprimento dessa circunferência?

11) O comprimento de uma circunferência é 37,68 cm. Quanto mede o raio dessa circunferência?

12) Quantos metros percorre uma pessoa que dá 10 voltas completas numa pista circular de raio 8
m?

13) Uma roda tem 0,40 m de raio. Quantas voltas completas essa roda dá numa distância de 7
536 m?
Áreas de figuras planas

Área do triângulo

Seja o triângulo ABC, de base b e altura h, representado na figura abaixo.

A área (A) de um triângulo é igual à metade do produto da medida da base pela medida da
altura, ou seja:

bh
A
2

Área do retângulo

A área de um retângulo é igual ao produto da medida da base pela medida da altura.


Assim, no retângulo ao lado:

A: área da superfície,
b: medida da base, A = b.h
h: medida da altura,

Área do quadrado

Consideremos que todo quadrado é um retângulo cuja medida da base é igual à medida da
altura, aplicando-se a fórmula da área do retângulo para b =  e h =  , temos:

A = 2

Área do círculo

Considere um círculo de raio r  A =  r2


Exercícios

14) Calcule a área de um triângulo cuja base mede 26 cm e a altura relativa a esta base mede 8,5
cm.

15) Qual é a área de um triângulo retângulo cuja hipotenusa mede 13 cm e um dos catetos mede
5 cm?

16) A medida do lado de um triângulo equilátero é 16 cm. Calcule a área desse triângulo.

17) Qual é a área de um retângulo cujas medidas são 24 m por 12,5 m?

18) Um terreno retangular tem 8,4 m por 15 m e está sendo gramado. Sabendo que um quilo de
semente de grama é suficiente para gramar 3 m2 de terreno, quantos quilos de semente de grama
são necessários para gramar o terreno todo?

19) O perímetro de um quadrado mede 48 cm. Calcule a área desse quadrado.

20) Para ladrilhar totalmente uma parede de 27 m2 de área foram usadas peças quadradas de 15
cm de lado. Quantas peças foram usadas?

21) Na figura abaixo tem-se o esquema de um terreno plano com as dimensões indicadas.
Determine a área do terreno.

22) O piso (fundo) de uma piscina circular tem 2,80 m de diâmetro (internamente). Qual é a área
do piso dessa piscina?

23) A figura abaixo nos mostra o tampo de uma mesa de madeira, com suas medidas. Qual é a
área do tampo da mesa?

GEOMETRIA ESPACIAL
Poliedros

Denomina-se poliedro o sólido limitado por polígonos planos, pertencentes a planos


diferentes e que têm dois a dois, um lado comum.

As figuras espaciais abaixo são exemplos de poliedros.


Os principais elementos de um poliedro são as faces, as arestas e os vértices.
Cada uma das regiões poligonais que limitam o poliedro é chamada de face do poliedro.
A intersecção de duas faces dá origem a uma aresta do poliedro.
A intersecção de três ou mais arestas dá origem a um vértice do poliedro.

Entre os poliedros mais conhecidos, destacamos os prismas e as pirâmides.

Prismas

São poliedros que têm duas faces paralelas e congruentes, chamadas bases, e as demais
faces têm a forma de paralelogramos e são chamadas faces laterais.
O prisma é reto quando as arestas laterais são perpendiculares às bases e oblíquo quando
não o são.

No prisma reto, as faces laterais são retângulos e as arestas laterais têm a mesma medida da
altura do prisma.

Paralelepípedo retângulo

Um paralelepípedo retângulo tem as seis faces retangulares e são inúmeros os objetos que
têm a sua forma: um tijolo, uma caixa de sapatos, um livro, etc.
As dimensões de um paralelepípedo são chamadas de comprimento, largura e altura, cujas
medidas serão indicadas por a, b e c, respectivamente.
At = 2Ab + A ou At = 2.(ab + bc + ac)

V = Ab.h ou V = a.b.c

Exemplo

1) Uma indústria precisa fabricar 10 000 caixas de sabão com as medidas da figura abaixo.
Desprezando as abas, calcule, aproximadamente, quantos m 2 de papelão serão necessários.

Resolução:
Área de cada caixa = Área total do paralelepípedo = At = 2.(ab + bc + ac)
At = 2.( 14.20 + 20.40 + 14.40) = 2.(280 + 800 + 560) = 3 280 cm 2
Como são 10 000 caixas, temos:
A = 10 000. 3 280 = 32 800 000 cm2 = 3 280 m2

Portanto são necessários 3 280 m2 de papelão.

Cubo

O cubo tem seis faces quadradas de lado a, e um objeto típico tem sua forma: o dado

Ab = a2

A = 4a2

At = 6a2

V = a3
Exemplo:

Quantos cm2 de cartolina, aproximadamente, foram usados para montar um cubo de 10 cm de


aresta?

Resolução:

At = 6a2 = 6.102 = 6. 100 = 600 cm2

Foram usados 600 cm2 de cartolina.

Exercícios

1) As dimensões de um paralelepípedo retângulo são 20 cm, 8 cm e 5 cm. Calcule a área total e o


volume desse paralelepípedo.

2) Calcule a área total e o volume de um cubo de 3 cm de aresta.

3) Uma laje é um bloco retangular de concreto de 6 m de comprimento por 4 m de largura. Sabendo


que a espessura da laje é de 12 cm, calcule o volume de concreto usado na laje.

Esfera
Esfera é o conjunto de todos os pontos do espaço cuja distância ao ponto O seja menor ou
igual a r.

O ponto O é chamado de centro da esfera, e r é a medida do seu raio.

Uma esfera pode ser obtida pela rotação completa de um semicírculo em torno de seu
diâmetro.

Área da superfície esférica

A área de uma superfície esférica de raio r é dada por: A = 4  r2

Volume da esfera
4 3
O volume de uma esfera de raio r é dado por: V= r
3

Exemplos:
1) Calcule a área de uma superfície esférica ( BOLA ) de raio 6 cm.
Resolução:

Sendo r = 6 cm, temos:


A = 4  r2  A = 4  62  A = 4  36  A = 144 
A área da superfície esférica é 144  cm2

2) O raio de uma esfera é 3 cm. Calcule o volume dessa esfera.


Resolução:
Sendo r = 3 cm, temos:
4 4 4
V =  r3  V =  33  V =  .27  V = 36  cm3
3 3 3

Exercícios
4) Calcule a área de uma superfície esférica de raio 3 cm.

5) Sabendo que a área de uma superfície esférica é 8  cm2, calcule o raio da esfera.

6) Quantos cm2 de plástico são usados para fazer um balão de gás que tem 12 cm de diâmetro?
(use  = 3,14)

7) O diâmetro de uma esfera de ferro fundido é 6 cm. Qual é o volume dessa esfera.
(use  = 3,14)

Probabilidade

A probabilidade é uma parte da Matemática que estuda a chance de ocorrência dos


possíveis resultados em experimentos aleatórios.

Quando falamos na chance de ganhar na loteria ou na possibilidade de ter um dia chuvoso,


ou na chance de que uma lâmpada se queime em menos de um mês, estamos falando em
probabilidades.

Experimento aleatório

O experimento aleatório é definido como um experimento que, ao ser repetido sob as


mesmas condições, produz resultados diferentes.

De modo simples, são experimentos cujos resultados não podem ser previamente
conhecidos.

Um exemplo clássico de experimento aleatório é o lançamento de uma moeda ao ar.


Nesse experimento, conhecemos os possíveis resultados: cara ou coroa. No entanto, não
podemos dizer, com toda certeza, qual desses dois resultados vamos obter.
O que podemos dizer é que há 50% de chance de sair cara e 50% de chance de sair coroa,
ou seja, probabilidade igual a 0,5 para cada um dos resultados.

Outro exemplo, é o lançamento de um dado, um número par pode ocorrer de 3 maneiras


diferentes dentre 6 igualmente prováveis, portanto, P = 3/6= 1/2 = 50%.
Como calcular probabilidade

Considere um experimento aleatório com espaço amostral , onde os eventos têm igual
chance de ocorrência.

Então, para calcular a probabilidade de um evento A, utilizamos a seguinte fórmula de


probabilidade:

Média aritmética simples

A média aritmética simples também é conhecida apenas por média. É a medida de posição
mais utilizada e a mais intuitiva de todas. Ela está tão presente em nosso dia a dia que qualquer
pessoa entende seu significado e a utiliza com frequência.

A média de um conjunto de valores numéricos é calculada somando-se todos estes


valores e dividindo-se o resultado pelo número de elementos somados, que é igual ao número
de elementos do conjunto, ou seja, a média de n números é sua soma dividida por n.

Exemplo:

Marcos realizou quatro provas de Matemática no decorrer do ano. Suas notas foram:

1ª prova = 6,0

2ª prova = 7,0

3ª prova = 9,0

4ª prova = 8,0

Para encontrar a média aritmética simples, somamos as notas e dividimos por 4, que é o número
de provas realizadas:

Portanto, a média das notas de Marcos foi 7,5.

Gráficos e tabelas do dia-a-dia

Vamos considerar o exemplo do consumo de energia de um prédio nos últimos doze meses,
apresentado no Gráfico 1. Observe que este gráfico apresenta, numa linha horizontal, os meses do
ano e, numa linha vertical, o consumo mensal. Esse consumo é expresso em kWh. (Lê-se:
“quilovate hora”, que corresponde ao consumo de 1.000 Watts em uma hora).
Veja que o gráfico apresenta alguns pontos que estão destacados. Você notou que cada um
dos pontos assinalados no gráfico corresponde ao cruzamento de duas informações? Ao observar
isso, você pode olhar para o primeiro ponto da esquerda para direita e responder às seguintes
questões:
• Qual o mês que corresponde a esse ponto?
• Qual o consumo de energia desse mês?
Cada ponto corresponde ao cruzamento das informações: mês do ano e consumo de
energia.
Assim, o primeiro ponto corresponde ao cruzamento do mês de abril com o consumo de
11.500 kWh. Isso quer dizer que, durante o mês de abril, esse prédio consumiu 11.500 kWh.
Agora é sua vez: localize o mês e consumo do segundo ponto do gráfico. Veja outras
questões que você já pode responder:
• Qual foi o consumo do mês de junho?
Repare que, para fazermos esta leitura, temos que localizar o mês solicitado e encontrar o
ponto de cruzamento para chegar ao consumo. Faça isso e verifique se nesse mês o consumo foi
de 12.500 kWh.
Queremos ressaltar que o gráfico apresenta somente doze pontos, que relacionam os meses
com seus respectivos consumos. No entanto, os pontos estão ligados entre si, apenas para uma
melhor visualização da variação do consumo de um mês para outro.

Responda:

1. Qual foi o maior consumo durante o ano? Em


que mês isso ocorreu?
2. Qual o consumo de maio? Encontre outro mês
que teve esse mesmo consumo.
3. Comparando os meses de junho e dezembro,
qual deles teve o maior consumo?
4. Em quais meses foram consumidos 12.000
kWh?
5. Qual foi o menor consumo do ano? Quando
isso ocorreu?

Agora, observe a tabela:

Lembre-se de que os
dados são coletados a
partir do cruzamento de
duas informações.
Então vamos à
pergunta:
• Em que país ocorreu a
copa de 1990?
As duas informações
que temos de tomar
como ponto de partida
são o ano de 90 e o local
de realização da Copa.
Faça o cruzamento
dessas duas
informações e descubra
a resposta. Você deve ter localizado a Itália.
Vamos localizar outros dados a partir de outras informações.
Veja:
• Quantas seleções participaram das eliminatórias na Copa realizada no Chile? A resposta é 51.
Quais informações se cruzam para fornecer essa resposta?
Neste caso, teríamos de cruzar as informações relacionadas ao Chile e participantes das
eliminatórias. Às vezes necessitamos comparar os dados para determinar qual é a informação
solicitada. Veja:
• Em que ano houve mais seleções nas eliminatórias? Ao localizar o maior número de participantes,
encontramos o ano de 94.

Responda:

[Link] seleções participaram das eliminatórias em 1998? Qual foi a campeã?


2. Onde foi realizada a Copa de 86? Em qual colocação o Brasil ficou?
3. Qual foi o país campeão da Copa da Espanha? Em que ano isso aconteceu?
4. Em que ano foi realizada a Copa que teve menor número de participantes nas eliminatórias?
CHAVE DE CORREÇÃO DOS EXERCÍCIOS DE FUNÇÃO

1) a) f(0) = – 6 b) f(– 2) = – 12 b) y = x2 - 2x + 4
c) f   = – 4
2 7
d) x = e) x = 2 x y
3 3
-2 12
2) a) f(– 3) = 5 b) f(0) = – 1 c) f(5) = – 11 -1 7
0 4
5 1
d) f  = 4 e) x = 1 f) x = 1 3
 2  2 2 4
3)a) y = x -1 d) y = -x – 2

c) y = -x2 + 1
x y
-2 -3
-1 0
b) y = -2x + 4 c) y = 3x + 2 0 1
1 0
2 -3
d) y = -2x2
x y
-2 -8
-1 -2
0 0
1 -2
2 -8
4) a) Crescente d) Decrescente
14) a) C d) B
b) Crescente e) Decrescente
b) B e) C
c) Crescente f) Crescente
c) C f) C
5) c 6) a 7) b
1
15) a) x = 1 ou x =
8) R$ 10 250,00 2
9) a) R$ 600,00 b) 900 unidades
1 1 5 b) x = 0 ou x = 4
10) a) b) c) 1 1
3 2 3 c) x = ou x = 
7 3 3
d) 0 e) f) 4 d) x= 3
2
11) a) 14 b) 2 c) 2 16) a) V (0, -4)
12) a) 0 b) 6 c) 12
9 81
b) V (2, -1) c) V ( ,- )
2 4

13)a) y = x2 17) a
18) a) 300 metros b) 8 segundos c) 320
x y metros
- 4
2
- 1
1
0 0
1 1
2 4
TRIGONOMETRIA

2
1) a) sen Ĉ = 2/10 b) cos Ĉ = 5/10 c) tg Ĉ =
5
2) a) x = 5 2 cm b) x = 5 cm
c) x = 6 5 cm d) x = 21 cm

3) 692 m

4) 86,5 m

5) 2 m

SEQUÊNCIA, PROGRESSÃO ARITIMÉTRICA E PROGRESÃO GEOMÉTRICA.

CHAVE DE CORREÇÃO DOS EXERCÍCIOS


b) (6, 2, – 2, – 6, – 10, – 14, – 18, – 22)

1) 7) a8 = 37 8) a15 = 88

9) a26 =145

10) 215
2) a) 3 cm, 4 cm, 5 cm, 6 cm
b) Sim
3) (– 1, 0, 1, 2, 3) 11) – 255 12) 5050

4) (2, 4, 6, 8, 10, 12)


3
12) a) 4 b) c) – 3
5) (3, 5, 7, 9) 2
d) 5 e) 3
6) a) (10, 13, 16, 19, 22)

14) a7 = 128 15) a10 = 2. 39ou 39366


13) a) (5, 15, 45, 135)
b) (– 2, – 4, – 8, – 16, – 32, – 64)
16) a1 = 3 17) q = 3 18) a5 = 625
20
c) (540, 180, 60, 20, ) 19) 364 20) 255 21) 3069
3

CHAVE DE CORREÇÃO DOS EXERCÍCIOS:

MATRIZES
1) a) A = (aij)3x2 b) B = (bij)1x4
c) C = (cij)2x2 d) D = (dij)3x3
e) E = (eij)3x1 f) F = (fij)3x4

1  1  3  5 
 
2) a) A =  4 2 0  2 
7 5 3 1
 
10 8 6 4 

2 3 4
 
b) B =  3 4 5
4 5 6 

0  3  8
c) C =  
1  2  7 

CHAVE DE CORREÇÃO DOS EXERCÍCIOS DA PORCENTAGEM

1) 30% 2) 10% 3) 25% 4) 20% 5) 80%


6) 40% 7) 22,5% 8) 30% 9) b 10) 12,5 %
11) 57 candidatos 12) 144 pessoas 13) 120 ml
14) 5,2 kg de cobre e 2,8 kg de zinco 15) b 16) d 17) 18
18) 610 19) a 20) R$ 1,38
21) R$ 91,00 22) R$ 792,00 23) 270 funcionários
24) a 25) 44% 26) b 27) 33,1% e R$ 1.331,00 28) a

CHAVE DE CORREÇÃO DOS EXERCÍCIOS DA GEOMETRIA PLANA

1) a) 10 b) 3 c) 3 d) 58
2) 15 cm 3) 5 2 cm 4) 16 cm 5) 13 cm
6) 10 2 cm 7) 5 2 cm 8) 4 3 cm 9) 3 3 cm
10) 62,80 cm 11) 6 cm 12) 502,40 m 13) 3 000 voltas
14) 110,5 cm2 15) 30 cm2 16) 64 3 cm2 17) 300 m2
18) 42 Kg 19) 144 cm2 20) 1 200 peças 21) 272 m2
22) 6,15 m2 23) 3,785 m2
GEOMETRIA ESPACIAL

1) A 600cm2 ,V = 800cm3
t=
2) At = 54cm2 V = 27cm3
3) V = 2,88cm3
4) A = 36πcm2
5) R = 2 cm
6) A = 452,16cm2
7) V = 113,04cm3
CHAVE DE CORREÇÃO DOS EXERCÍCIOS DE RAZÃO, PROPORCÃO, REGRA DE TRÊS

Exercício 1.
3
a) ; 3 está para 4
4
1 6
b) ; 1 está para 8 c) ; 6 está para 10
8 10

Exercício 2.
1 6 1 3
a) 1) 2) 3) b)
6 7 7 10
Exercício 3.
a) 8 b) 6
Exercício 4.
a) 2 b) 9;12 c) 3 e10; 5 d) 4 e 14; 7 e 8 são meios
Exercício 5.
a) 1 b) 2 c) 5 d) x = 2
Exercício 6.
a) diminui; inversamente b) aumenta, diretamente c) aumenta; diretamente
Exercício 7.
a) R$ 180,00 b) R$ 450,00 c) 350 peças d) 30 dias e) 2 horas f) 4 torneiras
g) 8 Km/h h) 400 laranjeiras

CHAVE DE RESPOSTAS GRÁFICOS E TABELAS

Responda - gráfico
1. O maior consumo foi de 13.500 KWh referente ao mês de julho.
2. Em maio foram consumidos 13.000 KWh, o mesmo consumo de agosto.
3. O mês de junho.
4. Setembro e dezembro.
5. Consumo de 10.500 kWh, referente ao mês de fevereiro.

Responda - tabela
1. Houve 99 participantes em 98. A seleção campeã foi a França.
2. A copa de 86 foi realizada México. O Brasil ficou em 5º lugar.
3. A seleção campeã da Copa da Espanha foi a Itália, no ano de 1982.
4. Pela tabela, o menor número de participantes das copas ocorreu em 1954

BLIOGRAFIA

Kátia / Roku – Matemática vol. 1 – Ed. Saraiva.


Giovani / Bonjorno / Giovani Jr. – Matemática Fundamental – vol. único, FTD.
Gelson Iezzi / Osvaldo Dolce – Matemátca ciência e aplicação – vol. 2, Ed. Atual.
Provas – Enceja e Enem
Kátia / Roku – Matemática – vol. 2 – Ed. Saraiva.
Bianchini / Paccola – Curso de Matemática – vol. único, Ed. Moderna.
NAME, Miguel Asis. Vencendo com a Matemática. 8ª série.1ª. ed.São Paulo : Editora do Brasil, 2005.
BIANCHINI, Edwaldo, PACCOLA, Herval. Curso de Matemática. vol. único. 1ª. ed.. São Paulo : Moderna, 1996.
IEZZI, Gelson, DOLCE, Osvaldo, DEGENSZAJN, David, PÉRIGO, Roberto e ALMEIDA, Nilze de. Matemática:
Ciências e Aplicações, vol. 1. 4ª. ed. São Paulo: Atual, 2006.
DANTE, Luiz Roberto. Matemática: Contextos e Aplicações, vol. 1. 1ª. ed. São Paulo : Ática, 1999.
MURRIE, Zuleika de Felice. Matemática e suas tecnologias : livro do estudante : ensino médio. 2. ed. Brasília : MEC
: INEP, 2006

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