Quarta-feira, 29 de Dezembro de 1999 I SÉRIE - Número 52
BOLETIM DA REPÚBLICA
PUBLICAÇÃO OFICIAL DA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE
2.° SUPLEMENTO
IMPRENSA NACIONAL DE MOÇAMBIQUE de 3 de Dezembro, os Ministros da Administração Estatal
e do Plano e Finanças determinam:
AVISO Artigo 1. São incluídas nos grupos a seguir mencionados,
A matéria a publicar no «Boletim da República» deve ser referidos no artigo 1 do Diploma Ministerial n.° 23/99,
remetida em cópia devidamente autenticada, uma por cada de 24 de Março, as seguintes áreas territoriais:
assunto, donde conste, além das indicações necessárias para
asse efeito, o averbamento seguinte, assinado a autenticado: 1.° Grupo: Cidade de Nacala.
Para publicação no «Boletim da República».
2.° Grupo:
Província de Cabo Delgado:
SUMÁRIO Administrativos de Mapupulo, Namanhumbir,
Nairoto e Mirate;
Ministérios d a Administração Estatal e do
Plano e Finanças:
-
o
Diploma Ministerial n. 134/99: nistrativos de Ocua, Mazeze, Catapua, Namo-
Atinente a alterações na classificação das áreas terri- gelia e Chiúre-Velho.
toriais para efeito de atribuição de bónus especial
aos funcionários do Estado. Província de Nampula:
Ministério da Educação:
Diploma Ministerial n.o 135/99: 3.° Grupo:
Cria as Zonas de Influência Pedagógica e aprova o Província de Cabo Delgado:
respectivo Regulamento.
Diploma Ministerial n.o 136/99: ministrativo de Mucojo e Quiterajo;
Aprova o Regulamento da Organização dos Exames - Distrito de Mocímboa da Praia, com excepção dos
do Ensino Geral, Alfabetização e Educação de Postos Administrativos de Mbau e Diaca;
Adultos, Ensino Técnico-Profissional das instituições
de Formação de Professores.
ministrativos de Kwekwé, Impire e Mavala;
Chiúre;
MINISTÉRIOS DA ADMINISTRAÇÃO ESTATAL
E D O PLANO E FINANÇAS
Quissanga;
de Montepuez.
Diploma Ministerial n. 134/99
o
de 29 de Dezembro Província do Maputo:
Havendo necessidade de se proceder a alterações na Manhiça.
classificação das áreas territoriais para efeito de atribuição
de bónus especial aos funcionários do Estado, aprovada 4.° Grupo:
pelo Diploma Ministerial n.° 23/99, de 24 de Março; Província de Cabo Delgado:
Sob proposta dos Governadores Provinciais e ao abrigo
do disposto no n.° 2 do artigo 26 do Decreto n.° 64/98,
-Regulamento da ZIP Post
rate, no Distrito de Montepuez;
- Preâmbulo Post
de Mocímboa da Praia;
Em 1976, os núcleos
- que se ocupavam dos assuntos Post
Ibo; administrativos e pedagógicos de um conjunto de institui-
ções de ensino situados
- num determinado raio de acção da Postos
distrito de Macomia; educação foram transformados em Zonas de Influência
Pedagógica. No entanto, mantiveram as funções que ou-
trora desenvolviam,- com maior destaque para os assuntos Postos
vala no distrito de Balama; pedagógicos.
Com o efeito, as -Zonas de Influência Pedagógica servi- Postos
re-Velho, Imbuho e Namogelia no distrito de ram de base para o desenvolvimento da Educação, durante
Chiúre; um determinado período, realizando acções de coordena-
ção e aperfeiçoamento- pedagógicos dos professores. Por Post
Namuno. vários factores, foram-se tornando, porém, inoperantes do
ponto de vista pedagógico dando lugar a acções isoladas
Província de Nampula: de apoio ao trabalho do professor.
Com o fim da -guerra, urge revitalizar as Zonas de Post
Memba; Influência Pedagógica, conferindo-lhes as funções que lhes
cabem nesta fase do- relançamento das actividades da Edu- Postos
distrito de Mongincual. cação em todo o território nacional, num clima de paz e
estabilidade.
Província de Tete: O presente Regulamento é um instrumento de trabalho
e de consulta para -a ZIP. Nele vêm inseridos objectivos, Post
Cahora Bassa; tarefas, atribuições, sugestões de métodos de trabalhos e
periodicidades dos - encontros a programar em jeito de Posto
distrito de Mutarara; normas de trabalho que conduzam ao desenvolvimento de
acções de elevação -de conhecimentos científicos, pedagó- Post
trito de Macanga; gicos e organizacionais.
Definição - ARTIGO 1
Posto
Chipera no distrito de Marávia;
- Post
Changara. A Zona de Influência Pedagógica, abreviadamente desig-
nada por ZIP, é um órgão de funcionamento pedagógico
Art. 2. O presente diploma produz efeitos a partir de 1 que integra um conjunto de professores de escolas de um
de Abril de 1999. mesmo grau ou ciclo de ensino para superação pedagógica
O Ministro da Administração Estatal, Alfredo Maria de dos docentes.
São Bernardo Cepeda Gamito. - O Ministro do Plano e ARTIGO 2
Finanças, Tomaz Augusto Salomão. Âmbito de aplicação
1. O presente Regulamento de funcionamento da ZIP
abrange todas as Instituições de Ensino Básico na
República de Moçambique.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO 2. O Regulamento aplica-se também às escolas pri-
vadas no que não for contrário ao seu regime jurídico,
com as necessárias adaptações,
Diploma Ministerial n.o 135/99
de 29 de Dezembro ARTIGO 3
Objectivos das ZIP
Havendo necessidade de estabelecer mecanismos que
concorram para a elevação contínua do nível profissional 1. Promover e estimular o aperfeiçoamento peda-
dos professores em exercício, o Ministro da Educação, gógico dos professores.
usando das competências que lhe são atribuídas pelo n.o 3 2. Garantir a melhoria da qualidade de ensino.
do artigo 4 do Decreto Presidencial n.° 10/96, de 28 de
Agosto, determina: 3. Incentivar a formação contínua dos docentes
em exercício, pela publicação de brochuras, pela divul-
Artigo 1. São criadas Zonas de Influência Pedagógica gação, em revistas pedagógicas, de experiências avançadas
como mecanismos para promover o aperfeiçoamento con- de ensino, pela criação de micro projectos de formação
tínuo dos professores em exercício. contínua por áreas/disciplinas afins, entre outros aspectos.
Art. 2. É aprovado o Regulamento da ZIP, que vai em 4. Estabelecer e desenvolver relações de amizade
anexo ao presente diploma do qual faz parte integrante. e cooperação entre as escolas da ZIP, por um lado, e entre
Art. 3. O presente diploma entra imediatamente em estas e outras, por outro.
vigor. 5. Promover o desenvolvimento profissional dos pro-
Ministério da Educação, em Maputo, 20 de Dezembro fessores.
de 1999. - O Ministro da Educação, Arnaldo Valente 6. Promover intercâmbios desportivos, culturais entre
Nhavoto. ZIP, escolas e comunidades.
ARTIGO 4 4. A ZIP funciona com a seguinte estrutura orgânica:
Atribuições a) Coordenação da ZIP;
b) Assembleia da ZIP.
Constituem atribuições das ZIP:
1. Promover seminários, reuniões, conferências, «Work- 5. A coordenação da ZIP é constituída por:
shops» e outro tipo de encontros, visando a capacitação,
reciclagem, formação, apoio pedagógico e / o u troca de а) Coordenador da ZIP;
experiência entre docentes; b) Directores das escolas que fazem parte da ZIP.
2. Possuir dados actualizados sobre o quadro do-
6. Por Assembleia da ZIP, entenda-se o conjunto
cente e em exercício na ZIP, no que se refere a sua
formação académica, inicial e acções de capacitação parti- de todos os agentes de Educação a nível da ZIP desde
cipadas: professores à representantes dos Conselhos de Escola, Co-
missão de Pais e outros intervenientes do processo do
-
trabalho.
ZIP, permanentemente actualizados;
ARTIGO 6
-
nível da ZIP. Designação do coordenador da ZIP
4
3. Incentivar o estudo de normas pedagógicas e de 1. O Coordenador da ZIP é designado pelo Director
outra legislação, aprovada e bem como o seu cumprimento Distrital de entré os melhores directores das escolas.
integral; 2. A coordenação da ZIP é dirigida pelo coorde-
4. Adequar os programas de ensino à realidade local e nador e com os directores das restantes escolas formam
assegurar o seu cumprimento; uma equipa técnica de trabalho.
5. Incentivar a elaboração de textos de apoio e a 3. Do Coordenador da ZIP.
produção de material didáctico, recorrendo ao uso de Compete ao coordenador da ZIP:
recursos locais; а) Assumir e coordenar todas as actividades organi-
6. Sugerir medidas que conduzam à melhoria da zativas e pedagógicas da ZIP;
qualidade de ensino e à consequente eficácia do sistema b) Dirigir as reuniões da ZIP;
de educação;
c) Propor à aprovação da assembleia quaisquer ino-
7. Difundir experiências pedagógicas; vações e iniciativas criadoras conducentes à re-
8. Motivar os professores a empenharem-se na ins- solução democrática dos problemas que se colo-
trução e educação cívica dos alunos; cam num processo de Educação;
9. Racionalizar a utilização dos recursos humanos, d) Recolher e sistematizar todos os dados sócio-pro-
e materiais; fissionais e pedagógicos de cada escola agregada
10. Analisar o aproveitamento, identificando as prin- à ZIP;
cipais causas do insucesso/sucesso escolar e definindo e) Enviar atempadamente todas as informações refe-
estratégias de superação/melhoramento adequadas; rentes à ZIP aos órgãos competentes sempre
11. Incentivar assistência mútua as aulas. que for necessário ou solicitado;
12. Abrir espaço para o envolvimento da comuni- f) Respeitar e defender as opiniões e decisões da
dade no debate e busca de soluções dos problemas da assembleia da ZIP;
Educação a nível das escolas da ZIP. g) Representar a ZIP quando necessário;
h) Manter a assembleia da ZIP informada sobre todas.
ARTIGO 5 as orientações recebidas de outras entidades;
Critérios para a formação e sede da ZIP i) Estabelecer contactos com outras ZIP e entidades
interessadas dentro da sua área de jurisdição
1. Os critérios com base nos quais se constitui a para fins diversos que se proponham realizar;
ZIP variam de acordo com as condições locais, podendo j) Enviar à direcção da cidade/distrito/província a
ser, nomeadamente: proposta para avaliação do desempenho dos
a) Rede escolar da região; professores e outros trabalhos das escolas da
b) Número de escolas a integrar; ZIP;
c) Número de professores existentes, devendo o grupo l) Organizar intercâmbios desportivos, culturais e
de classe/disciplina possuir no mínimo 3 pro- pedagógicos inter-ZIP.
fessores;
d) Distância que separa cada uma das instituições ARTIGO 7
da Sede da ZIP. Funcionamento
2. A sede da ZIP é a escola que reúne no mínimo 1. O Coordenador da ZIP reúne-se ordinariamente,
os seguintes elementos: com os Directores das Escolas da ZIP, para se inteirar da
Condições que permitam acolher e acomodar os do- questão do processo pedagógico nas escolas.
centes das escolas que constituem a ZIP, de modo 2. A Coordenação da ZIP reúne-se mensal e trimes-
a realizarem o aperfeiçoamento pedagógico. tralmente com os docentes de todas as escolas da ZIP,
podendo porém haver outras reuniões extraordinárias, sem-
3. Cabe ao Director Provincial legitimar a delimi- pre que as exigências do trabalho assim o determinarem.
tação da ZIP e estimular o seu funcionamento mediante Estas reuniões destinam-se a avaliar e definir as estratégias
proposta da Assembleia da ZIP. de superação dos problemas pedagógicos identificados.
3. O coordenador da ZIP poderá gozar de redução animação
de carga horária semanal, se as condições locais o permi- docente-educativas.
tirem e for exigido pela situação em concreto, sem pre- ARTIGO 1 0
juízo do funcionamento normal das instituições a que Atribuição de estímulos e prémios
estão vinculados.
4 O trabalho pedagógico da ZIP correspondente 1. Deverão ser atribuídos, sempre que possível, estí-
as classes ou grupos de classes deve ser realizado mensal- mulos e prémios aos professores que demostrem qua-
mente. lidades profissionais relevantes.
5. Todo o trabalho realizado deve ser reduzido à 2. A atribuição de prémios deve ser feita de acordo
escrita, com uma cópia arquivada na sede da ZIP e nas com o parecer do Coordenador da ZIP em coordenação
instituições agregadas à ZIP, de modo a permitir o seu com a Direcção Distrital e Provincial de Educação, bem
aces-o a todos os interessados. como com as unidades de produção, podendo constituir;
6. Para o efeito do número anterior, pressupõe-se a) Registo do bom desempenho do professor no seu
o funcionamento de um secretariado em todas as reuniões processo;
e trabalhos da ZIP que elabora uma acta na qual deverá b) Menções;
constar:
c) Material escolar, livros, cadernos, roupa, rádios,
a) Identificação dos participantes e datas de reunião; relógios, bicicletas ou outros;
b) Progressos registados; d) Valores monetários (valores adquiridos através de
c) Problemas pedagógicos identificados; várias iniciativas locais).
d) Causas dos problemas identificados;
3 A atribuição de estímulos e prémios deve ser feita
e) Formas de superação (estratégias); mediante um regulamento específico elaborado pela
f ) Outros aspectos a considerar. Direcção de Educação de Cidade/Distrito/Província.
4. De entre outros aspectos a considerar, para apu-
ARTIGO 8
ramento da qualificação e direito ao prémio, destacam-se:
Metodologia do trabalho
a) Assiduidade do professor;
1. Os temas a discutir na ZIP, serão seleccionados b) Realização do trabalho dentro das orientações e
previamente mediante as dificuldades e propostas coloca- prazos;
das pelos professores de cada escola. c) O número de iniciativas individuais em benefício
2. Os temas a tratar poderão ser desenvolvidos em da maioria e para o melhor trabalho;
grupos de classe/disciplina, devendo-se para o efeito indi- d) O controlo das frequências e o respectivo combate
car professores com experiência técnica, capacidade de às desistências até ao final do ano lectivo;
inserção e comunicação no seio dos demais, para a orien-
e) O número percentual de aprovações no final do
tação do trabalho dos grupos.
ano;
3. Nas sessões plenárias discutir-se-ão temas de inter-
resse geral. f ) A qualidade do desempenho profissional do do-
cente.
4. Quando os temas a discutir exijam aulas modelo, ARTIGO 1 1
quer simuladas, quer em presença de alunos, a coorde-
Persuação
nação da ZIP deverá acompanhar cuidadosamente a. plani-
ficação e execução dessas aulas, assim como indicar o pro- 1. As repreensões devem ter um carácter pedagó-
fessor mais adequado para o efeito. gico. Elas devem ser feitas e encaradas como um impulso
5. Os membros da ZIP podem recorrer aos Centros para a melhoria da qualidade do trabalho e responsabili-
de Formação de Professores Primários. Núcleos Pedagó- dade. As repreensões devem ser de molde a nunca produzir
gicos, Bibliotecas e outros centros de desenvolvimento de revoltas, ódio ou más relações de trabalho.
recursos existentes para busca de informação pertinente
2. Em caso de reincidência de ausências às sessões
ao trabalho da ZIP.
das ZIP devem ser aplicadas medidas administrativas
ARTIGO 9 de acordo com a lei.
Seminários pedagógicos ARTIGO 1 2
1. Os seminários pedagógicos devem ser realizados Equipamentos das ZIP
nos intervalos intertrimestrais ou semestrais. Eles desti- 1. Para que a ZIP realize eficazmente o seu traba-
nam-se a dar resposta às necessidades e problemas de lho pressupõe-se que possua um currículo relevante
carácter pedagógico e organizacional cuja dimensão não. para convívios culturais, debates e estudo de valores cul-
permite que sejam tratados nas reuniões mensais da ZIP. turais entre a comunidade e os professores da ZIP, bem
2 A agenda dos programas dos seminários deve ser como certos bens patrimoniais, dos quais se destacam:
elaborada com a participação plena dos directores das
escolas que compõem a ZIP e na base dos dados sistema- a) Uma sede de trabalhos que facilite a realização
tizados durante as reuniões de planificação semestral. das tarefas de uma forma organizada;
3. Os seminários pedagógicos devem, entre outros b) Um arquivo que tenha os documentos funda-
objectivos, servir para uma reflexão profunda sobre os mentais para consulta;
progressos e problemas identificados e suas causas. c) Pequenas bibliotecas para consultas de certos as-
4. Os seminários pedagógicos devem prever acções pectos de carácter prático, científico e cultural
a desenvolver nas etapas seguintes do ano lectivo, tomando (incluindo dicionários, gramáticas), etc.;
em conta os recursos disponíveis.
5. Nos seminários pedagógicos, entre outras acti- para permitir a deslocação do coordenador às
vidades, devem ser experimentadas várias técnicas de escolas.
ARTIGO 1 3 b) Concepção e elaboração de propostas de provas
Considerações finais de exames;
c) Análise e aprovação das propostas;
1. Mantêm-se em vigor todas as normas que não
contrariem o disposto no presente Regulamento. d) Dactilografia;
2. As dúvidas que surgirem na interpretação e imple- e) Revisão;
mentação do presente regulamento serão esclarecidas f) Impressão e empacotamento;
por despacho do Ministro da Educação. g) Conferência;
h) Envio e distribuição;
i)Realização;
Diploma Ministerial n.° 136/99 j) Correcção;
de 29 de Dezembro l) Análise dos resultados e elaboração de relatórios.
Havendo necessidade de aprovar o Regulamento da
ARTIGO 4
Organização dos Exames do Ensino Geral, Alfabetização
e Educação de Adultos, Ensino Técnico-Profissional das (Da planificação do processo de exames)
instituições de Formação de Professores e, no âmbito do
Decreto Presidencial n.° 10/96, de 28 de Agosto, o Minis- 1. A planificação constitui uma componente importante
tro da Educação determina: na organização dos exames e consiste em:
Único. É aprovado o Regulamento da Organização dos cr) Delinear as actividades a realizar ao longo do ano,
Exames que faz parte integrante do presente diploma. identificando as fases, intervenientes, responsa-
bilidade e prazos;
Ministério da Educação, em Maputo, 17 de Setembro. b) Determinar as necessidades em meios materiais e
de 1999. - O Ministro da Educação, Arnaldo Valente humanos;
Nhavoto. c) Inventariar os custos dos exames.;
d) Seleccionar o pessoal necessário;
Regulamento da Organização do Processo de Exames e) Criar as condições de sigilo necessárias.
CAPÍTULO 1 2. A planificação tem como base o relatório de activi-
dades do ano anterior devendo ser elaborado em cada
Da definição, objectivos e âmbito de aplicação nível de intervenção.
ARTIGO 1
SECÇÃO I I
(Da definição e âmbito de aplicação)
Da concepção e elaboração das propostas de exames
1. O presente Regulamento é um documento de carácter ARTIGO 5
normativo que norteia a organização do processo de exa- (Da responsabilidade peia elaboração das provas)
mes nas suas diversas etapas desde a concepção à análise
dos resultados. 1. Todas as provas de exame são concebidas pelos órgãos
2. O presente Regulamento aplica-se a todos os sub- centrais do Ministério da Educação.
sistemas do Sistema Nacional de Educação da República
de Moçambique, com excepção do Ensino Superior, 2. Exceptuam-se os casos de algumas provas do Ensino
Técnico-Profissional, das instituições de formação de pro-
ARTIGO 2 fessores que são elaboradas localmente pelas próprias ins-
(Dos objectivos) tituições.
3. As propostas de exames são elaboradas com base nos
O Regulamento da Organização dos Exames tem como programas de ensino vigentes;
objectivos: 4. As propostas de exames são elaboradas por técnicos
1. Contribuir para uma melhor organização do pro- e professores seleccionados pela Comissão de Exames.
cesso dos exames;
2. Orientar o trabalho das diferentes instituições in- ARTIGO 6
tervenientes no processo de concepção; dactilo- (Do conteúdo das provas)
grafia, revisão, envio e distribuição, realização,
correcção e análise dos resultados dos exames; 1. A metodologia de elaboração é definida pela Comis-
3. Garantir a uniformização de métodos e procedi- são de Exames, em dispositivos apropriados.
mentos de trabalho. 2. O conter a das provas de exames abrange todas as
CAPÍTULO II
classes de nível/grau ou ciclo de ensino;
3. A linguagem usada nas perguntas das provas de
Das fases do processo de exames exame deve ser simples, clara e objectiva, devendo reflectir
SECÇÃO I a prática e as condições de ensino.
4. As perguntas e a sua cotação devem reflectir a rele-
Etapas e planificação do processo de exames vância e dominância dos conteúdos programáticos.
ARTIGO 3 5. As respostas contidas nos guias de correcção devem
(Das etapas do processo de exames) corresponder às exigências dos objectivos definidos nos
programas de ensino em vigor.
O processo de exames compreende as seguintes fases: 6. Nos enunciados deverão constar para além das per-
a
guntas, a cotação atribuída a cada uma.
ARTIGO 7 SECÇÃO V
(Do número de propostas e da respectiva entrega) Da revisão das provas
ARTIGO 1 1
1. O número de propostas de exame será definido pela
Comissão de Exames. (Do objectivo e competência pela revisão)
2. Os elaboradores devem depositar o material de tra-
balho num lugar previamente indicado pela Comissão de 1. Antes de se dar início à impressão, as provas deverão
Exames. ser cuidadosamente revistas com vista a eliminar eventuais
erros ortográficos, científicos, ou mesmo omissões.
3. O material entregue pelos elaboradores deverá ser
guardado em local seguro e de acesso restrito. 2. No caso das provas elaboradas pelos órgãos centrais
do Ministério, competirá à Comissão de Exames garantir
ARTIGO 8 a revisão das mesmas.
(Da observância do sigilo sobre o conteúdo das provas)
SECÇÃO v i
1. É proibido aos elaboradores divulgar informações Da impressão e empacotamento dos exames
relativas ao conteúdo das propostas de exame, sob pena
ARTIGO 12
de medidas disciplinares previstas no Estatuto Geral dos
Funcionários do Estado e/ou Estatuto do Professor. (Da preparação do processo de Impressão)
2. Em casos de negligência ou de violação das medidas
1. A impressão das provas de exame será antecedida de:
de segurança que comprometam o sigilo das propostas de
exame serão tomadas medidas adequadas para a resolução а) Verificação dos meios de impressão;
do problema, de acordo com a legislação em vigor. b) Constituição das equipas de impressão;
SECÇÃO III
c) Levantamento dos dados estatísticos relativos aos
centros de exame quanto ao número de candi-
Análise e aprovação das propostas datos a exame por nível, classe e disciplina;
ARTIGO 9 d) Criação de condições logísticas para o processo
de impressão e empacotamento;
(Da análise das propostas de exame)
e) Um plano detalhado de impressão que contenha
1. A análise e aprovação das propostas elaboradas pelos a data do início da impressão, previsão do tér-
órgãos centrais são da responsabilidade da Comissão de mino do empacotamento; o número total de
Exames. exemplares e envelopes por prova e chamada /
2. A análise e aprovação das propostas elaboradas local- / época, quer para os enunciados, quer para os
mente são da responsabilidade das Direcções dos estabe- guias de correcção; a ordem de impressão e
lecimentos de ensino respectivas. empacotamento quanto ao nível e chamada /
/ época;
SECÇÃO IV f) Endereçamento dos envelopes com a identificação
Da dactilografia e composição das propostas da disciplina, chamada, classe e número de
enunciados ou guias.
ARTIGO 1 0
(Da dactilografia s composição) ARTIGO 1 3
(Dos órgãos responsáveis pela Impressão)
1. Compete à Comissão de Exames assegurar a dactilo-
grafia e composição das provas do seu âmbito. A impressão das provas de exame é feita ao nível:
2. Compete às Direcções das instituições de ensino, em a) Do Ministério da Educação - o caso das provas
coordenação com as DPE's, assegurar a dactilografia e
do Ensino Secundário (1.° e 2 ° ciclos), Ensino
composição das provas do seu âmbito.
Técnico (Básico e Médio - provas de elabora-
3. Todos os enunciados deverão ter um cabeçalho uni- ção central);
forme com os seguintes elementos e dizeres: b) Das Direcções Provinciais de Educação - para as
a) Emblema e a inscrição «República de Moçambi- provas do Ensino Primário (3.° ano, 5.a e 7.a
que»; classes).
b) Ministério da Educação; c) Dos Centros de Formação de Professores e IMAP's,
c) Classe; dos exames respectivos;
d) Disciplina; d) Das escolas do ETP, para os exames de elaboração
e) Ano de realização; local.
f ) Chamada/época; ARTIGO 1 4
g) Duração. (Das condições da segurança no processo de impressão)
4. O enunciado deve terminar com a indicação da 1. A impressão e o empacotamento das provas de
palavra «Fim». exame realizam-se numa sala devidamente preparada para
5. No caso da prova ter mais do que uma página, o efeito e com condições de segurança.
dever-se-á assinalar na página inferior do enunciado a 2. O acesso à sala de impressão e empacotamento dos
palavra «... vire a folha» e no verso a palavra «... conti- exames é apenas permitido aos elementos da equipa de
nuação». impressão, empacotamento e distribuição, sendo obrigató-
6. A dactilografia das provas de exames deve efectuar-se ria a presença permanente do chefe da equipa de impressão.
numa sala cujo acesso se restringe às pessoas para o efeito 3. É proibida à equipa de impressão divulgar o con-
designadas. teúdo dos exames, sob pena de medidas disciplinares p r e -
7. No caso de utilização de um computador, os textos vistas no Estatuto Geral dos Funcionários do Estado e / o u
dactilografados devem ser arquivados em duplicado. Estatuto do Professor.
4. Durante a impressão, dever-se-á recolher e destruir e) Articulação com os governos locais para o trans-
as folhas mal impressas ou outros resíduos. porte e a segurança das provas;
f) Confirmação do número definitivo de candidatos;
ARTIGO 1 5
g) Articulação com os recebedores relativos ao pe-
(Do método de empacotamento das provas) ríodo de envio, portador e condições de segu-
rança.
1. O número de enunciados por envelopes deve ser de
ARTIGO 18
30 exemplares.
(Daresponsabilidadepela distribuição das provas)
2. Para a 2. a chamada será preparado um único enve-
lope por escola e por disciplina, com 30 enunciados. 1. A distribuição das provas de exame é da. responsa-
Quando o número de examinandos da 2. a chamada ultra- bilidade:
passe a 30, as instituições de ensino deverão comunicar
com a antecedência de 72 horas à Direcção Provincial de
Educação, que, por sua vez, o fará a Comissão de Exames. responsabiliza pela distribuição das provas ela-
boradas e impressas centralmente para as DPE's
3. Durante o processo de impressão e empacotamento ou directamente para os centros de exame;
deverá adoptar-se um método que evite a mistura e troca
de enunciados ou guias de correcção.
4. O empacotamento das provas deve ser feito por cada provas provenientes do Ministério da Educação
centro de exame. e as de impressão local e que se destinam às
5. Os enunciados e guias de correcção serão empaco- DDE's e instituições de ensino;
tados em envelopes separados.
6. Cada embrulho, contendo enunciados e guias de ponsabiliza pela redistribuição das provas pro-
correcção por centro de exame, deverá ser devidamente venientes da Direcção Provincial de Educação.
lacrado. Cada embrulho lacrado deve ser identificado com
os seguintes dados: 2. Deve-se limitar o número de intermediários ao míni-
a) Nome da escola destinatária; mo. Sempre que possível, as provas devem ser entregues
directamente ao Director da Escola onde se realizam os
b) Localidade e distrito ou província;
exames.
c) Ano/classe; ARTIGO 1 9
d) Chamada/época;
e) A designação «enunciados» ou «guias»; (Das guias da acompanhamento das provas)
f) As disciplinas, número de envelopes e exemplares. As provas deverão ser acompanhadas das respectivas
7. Depois de impressos e empacotados os enunciados guias de entrega, com a especificação das disciplinas e
ou guias de correcção, os envelopes deverão ser colados número de exemplares enviados, que, no acto da entrega,
serão assinadas pelo portador e pelo recebedor.
e lacrados nas partes susceptíveis de serem abertos.
8. Os embrulhos, destinados ao mesmo centro de exame, ARTIGO 2 0
são empacotados em caixas onde é apenas identificado o
(Das condições de segurança durante a distribuição)
destinatário e a respectiva Direcção Provincial de Educa-
ção (ou Direcção Distrital de Educação, no caso do Ensino 1. Ê da responsabilidade do Presidente da Comissão de
Básico). Exames garantir a segurança das provas de exame durante
SECÇÃO V I I
a fase de distribuição do Ministério da Educação para as
Da conferência Direcções Provinciais de Educação; do Director Provincial
ARTIGO 1 6 de Educação ao nível da província; do Director Distrital
ao nível do distrito e do Director da Escola, ao nível da
(Da conferência)
escola.
1. Após a impressão e empacotamento e antes de se 2. Durante o processo de distribuição, as provas de
iniciar a distribuição das provas de exame e guias de exames serão acompanhadas por técnicos designados pela:
correcção proceder-se-á a conferência das embalagens. Comissão de Exames - do Ministério da Educação
2. A conferência tem em vista verificar se as quanti- para as Direcções Provinciais de Educação;
dades correspondem às necessidades das escolas assim Director Provincial de Educação sob proposta da
como se os endereços estão devidamente identificados. Comissão Provincial de Exames - da Direcção
3. É da responsabilidade do Chefe da equipa de impres- Provincial de Educação para as Direcções Distri-
são e empacotamento a conferência do material por expedir. tais de Educação;
Director Distrital de Educação - das Direcções Dis-
SECÇÃO V I I I
tritais de Educação para as escolas.
Da distribuição das provas.
3. Os embrulhos contendo os enunciados e guias de
ARTIGO 1 7 correcção só podem ser abertos nos centros de exame no
(Da preparação do processo de distribuição) dia da realização dos respectivos exames, perante a Direc-
ção da Escola.
A distribuição das provas deverá ser antecedida das 4. Sempre que as condições de segurança o exijam, as
seguintes acções: provas de exames deverão ser escoltadas por membros de
a) Elaboração de um plano de distribuição; órgão de protecção legalmente instituídos, sem prejuízo do
b) Aquisição das passagens e ajudas de custos; acompanhamento feito pelos técnicos da Educação.
c) Designação do pessoal a envolver; 5. Sempre que possível, nas zonas próximas da Direcção
d) Coordenação com as forças da Lei e Ordem para Provincial de Educação e Direcção Distrital de Educação,
o acompanhamento dos exames; as provas de exames deverão ser distribuídas pelas insti-
tuições de ensino no próprio dia da realização, até 20 b) Nas outras classes do Ensino Geral e nos outros
minutos antes da hora oficial do início da realização desse Subsistemas de Educação um máximo de 25 a
exame. 30 alunos;
6. Quando o meio de transporte de provas de exames c) No caso dc se utilizarem salões ou ginásios, os
for aéreo, o carregamento de volumes de provas de exames alunos serão subdivididos em grupos de 25 a
ocorre no próprio dia do voo, na presença de um elemento 30 alunos.
da Comissão de Exames do respectivo nível.
2. Por cada sala deve haver dois professores vigilantes
SECÇÃO I X e, no caso de se utilizarem salões ou ginásios, deve ser
destacado dois professores por cada grupo.
Da realização dos exames
ARTIGO 2 1
ARTIGO 2 4
(Da preparação) (Do material)
1. A realização dos exames é o corolário de todo o 1. Para o exame, o candidato poderá ser portador dos
processo de preparação iniciado anteriormente e tem como seguintes materiais:
base o calendário e as orientações estipuladas na Instrução
Ministerial, no Regulamento de Exames, nos regulamentos a) Lápis, borracha, esferográficas ou canetas (azul ou
de avaliação, nos regulamentos de ensino, entre outros. preta), compasso, régua, transferidor e esqua-
dro;
2. Ao nível do Ministério da Educação, a realização dos
exames é antecedida da: b) Material específico das diferentes disciplinas se tal
for necessário.
a) Impressão e distribuição das provas;
b) Inspecção e controlo do processo de preparação 2. Exceptuando o Ensino Básico, é permitido o uso da
ao nível das instituições. máquina nos restantes níveis de ensino, nomeadamente no
Ensino Secundário Geral, Ensino Técnico-Profissional e
3. Ao nível das Direcções Provinciais de Educação, a Cursos de Formação de Professores.
realização dos exames e antecedida da:
a) Aprovação e divulgação dos centros de realização ARTIGO 2 5
dos exames; (Das condições de acesso à sala de exame)
b) Designação dos júris de exame; 1. O aluno deve estar à porta de entrada da sala de
c) Impressão e distribuição das provas. exame 30 minutos antes da hora marcada, sendo portador
de:
4. Ao nível das Direcções Distritais de Educação a rea-
lização dos exames é antecedida da: a) Cédula pessoal ou Bilhete de Identidade, no caso
de E P I ;
a) Divulgação dos centros de realização dos exames;
b) Bilhete dc Identidade nos restantes níveis de en-
b) Distribuição das provas. sino;
5. Ao nível da escola a realização dos exames e antece- c) Cartão de estudante no caso dos alunos internos.
dida da:
2. A entrada para a sala de exame só e permitida depois
a) Realização dos Conselhos de Notas; da confrontação do indivíduo com a identificação descrita
b) Articulação com a Direcção Provincial de Educa- no n.° 1 do presente artigo.
ção sobre dados estatísticos do número de can- 3. Após a hora fixada de início do exame, a tolerância
didatos a exame; para entrada na sala de exame é de 10 minutos, devendo,
c) Divulgação dos resultados de frequência; no entanto, os candidatos atrasados entregar as provas ao
d) Inscrição aos exames; mesmo tempo que os restantes.
e) Elaboração e publicação das listas de candidatos;
ARTIGO 2 6
f) Preparação dos júris;
(Dos procedimentos relativamente à folha de respostas)
g) Preparação das condições logísticas (salas, folhas
de exame, etc.); 1. Antes do início da realização das provas, as folhas
h) Divulgação do calendário e demais instruções rela- de respostas e de rascunho serão carimbadas e distribuídas
tivas aos exames. pelos examinandos.
2. Todas as folhas de exame e de rascunho, a serem
ARTIGO 2 2 utilizadas pelos examinandos devem ser carimbadas e ru-
(Do modelo da folha de exame) bricadas pelos professores vigilantes.
3. O candidato preenche o cabeçalho sob orientação dos
Os exames serão resolvidos em folhas de modelo apro- professores vigilantes no lugar reservado para o efeito.
vadas pela Comissão de Exames (em anexo). 4. Os professores vigilantes devem verificar se o cabe-
çalho identificativo de cada prova está correctamente pre-
ARTIGO 2 3
enchido.
(Da organização das salas) ARTIGO 2 7
1. As salas de exame devem ser organizadas no sentido (Da abertura dos envelopes e início da prova)
de comportarem: 1. É expressamente proibido abrir os envelopes de pro-
a) No 1.o grau do Ensino Básico (5. a classe), a turma vas de exames antes da hora estabelecida e fora das salas
inteira; onde decorrem os exames.
2. A abertura dos envelopes das provas dos exames SECÇÃO x
e a distribuição dos enunciados é feita na presença dos Da correcção das provas
examinandos na hora oficial do início dos exames. ARTIGO 3 3
(Dos júris de correcção)
ARTIGO 2 8
(Da realização da prova) 1. Para a correcção de exames escritos, orais e práticos
são designados júris, constituídos, no mínimo:
1. É expressamente proibido prestar informações ou
a) Por dois professores, para o Ensino Básico;
esclarecimentos aos candidatos sobre a matéria da prova.
b) Por três professores, um dos quais será o presi-
2. É expressamente proibida a alteração, acréscimo ou
dente, para as restantes classes do Ensino Geral
supressão de perguntas contidas nas provas de exames.
e Ensino Técnico-Profissional e Formação de
3. O Delegado de disciplina ou um professor designado Professores.
pelo Director da Escola é responsável pelo esclarecimento,
apenas, de eventuais questões organizativas da prova. 2. Em casos excepcionais, o júri poderá constituir-se por,
4. No caso de anomalias, os professores deverão comu- menos professores do que o estabelecido no parágrafo
nicá-las ao Director da Escola. Este, por sua vez, comu- anterior.
nicará à Comissão Distrital ou Provincial de Exames ou, 3. A correcção de provas de exames não deve exceder
directamente, à Comissão Central de Exames, pela via os quinze dias úteis, contados a partir do dia da prestação
mais rápida possível. da última prova do respectivo exame.
5. No final do tempo regulamentar, os professores vigi- 4. Cada júri de exame é dirigido por um presidente.
lantes vão de carteira em carteira, recolher as provas. Compete ao Presidente do Júri:
a) Orientar todo o trabalho de correcção;
ARTIGO 2 9
b) Levantar as provas no início e devolvê-las no fim
(Da salda da saia de exames)
de cada sessão;
1. Não é permitida a saída dos candidatos da sala de c) Distribuir as provas pelos elementos do júri;
exame, antes do término da hora da prova. d) Controlar a qualidade de correcção dos exames.
2. a) Por motivo de força maior, o examinando pode 5. O júri apenas poderá trabalhar na presença do seu
ser autorizado a ausentar-se da sala; presidente. No caso do presidente ser obrigado a abando-
b) O examinando que for autorizado a abandonar a nar a sala de correcção, por motivo de força maior e por
sala deve ser acompanhado de um professor ou longo período, o Director da Escola indicará um substi-
contínuo até à sua reentrada na sala; tuto do presidente.
c) O tempo de ausência não é descontado. ARTIGO 3 4
(Da metodologia de correcção)
ARTIGO 3 0
1. Antes de iniciar a correcção, o júri começará por:
(Da conferência das provas)
a) Riscar os espaços em branco em todas as provas
de exame à tinta vermelha;
1. Após a recolha das provas é feita a conferência e os
candidatos são autorizados a abandonar a sala. b) Resolver a prova de exame e confrontá-la com o
guia de correcção;
2. Feita a conferência das provas, os professores vigi-
lantes farão a entrega das mesmas nos envelopes originais c) Estudar as resoluções do guia de correcção.
ao Director da Escola.
2. Consideram-se certas as respostas alternativas que
3. As faltas são registadas na relação nominal dos candi- exprimam a mesma ideia do guia de correcção.
datos que prestam provas de exame na sala respectiva e 3. Cada resposta nova de um examinando, não prevista
anexada às provai recolhidas. no guia de correcção será discutida pelo júri determinando-
se a cotação a atribuir.
ARTIGO 3 1 4. As anomalias identificadas nos enunciados e guias de
(Da codificação das provas) correcção são comunicadas imediatamente ao Presidente
da Comissão Central de Exames com o conhecimento da
1. Compete ao Director da Escola ou à pessoa por ele DDE e/ou DPE. A correcção das perguntas corresponden-
designada, proceder à codificação das provas de exames tes é, em princípio, adiada até a recepção da decisão da
e separação dos respectivos canhotos. Comissão Central sobre a comunicação feita, no prazo má-
2. A concepção do código é da iniciativa e responsabi- ximo de quarenta e oito horas.
lidade do Director da Escola. 5. Após a primeira correcção, as provas são sujeitas a
3. A conservação, segurança e segredo dos códigos é da uma segunda correcção por um elemento diferente do júri
responsabilidade do Director da Escola que abrirá os res- devendo as alterações serem discutidas com o professor
pectivos envelopes após a conclusão da correcção das pro- da primeira correcção. Em caso de impasse, caberá ao
presidente do júri tomar a decisão final.
vas de exames,
6. Depois da correcção de todas as provas do exame
ARTIGO 3 2 do júri proceder-se-á a soma das cotações parciais, à lápis.
(Da informação sobra o decurso dos exames) 7. Após a correcção, o presidente do júri verificará
aleatoriamente a correcção feita pelos professores, em pelo
Durante a realização dos exames, as instituições de menos um envelope por pergunta. No caso de constatar
ensino e os órgãos deverão reportar à estrutura a que se uma cotação mal atribuída, chamará os respectivos elemen-
subordinam, o balanço diário do decurso dos exames. tos do júri para discutir o caso e rectificar a correcção feita.
8, Feita a segunda correcção, as cotações parciais e a de um relatório circunstanciada sobre a alteração ou não
sua soma serão passadas a tinta vermelha, depois da res- do resultado e assinado pelos respectivos membros do júri
pectiva "verificação. Em seguida, cada membro do júri e, de revisão.
finalmente, o Presidente do Júri de correcção assinarão as 3. O júri de revisão deverá apresentar o resultado ao
provas. Director da Escola, no prazo máximo de 7 dias úteis, a
ARTIGO 3 5 partir da interposição do recurso.
(Da Inspecção da correcção) 4. A decisão final deve ser comunicada ao interessado
até quinze dias após a interposição do recurso.
1. As provas corrigidas pelos júris estão sujeitas a uma
inspecção com ou sem aviso prévio. 5. Em caso de provimento do recurso, a nota final é a
2. A inspecção tem em vista: do recurso, devendo-se alterar os resultados dos alunos
nos documentos de registo.
a) Avaliar a qualidade de correcção; 6. Da decisão do Director da Escola não há apelo.
b) Detectar erros de correcção; 7. O limite de revisão de provas de exame é de 2 (duas)
c) Avaliar a fiabilidade dos resultados. provas por ano lectivo por examinando. Excepcionalmente,
o Director Provincial de Educação, sob proposta do Di-
3. Se se provar que uma determinada prova de exame
rector da Escola poderá autorizar a revisão de mais provas.
foi deliberadamente mal corrigida, os seus autores estarão
sujeitos a procedimentos disciplinares nos termos do Esta- ARTIGO 4 0
tuto Geral dos Funcionários do Estado.
4. Concluída a correcção e feita a verificação, o Presi- (De fraude)
dente do júri entregará ao Director da Escola uma acta
1. Comete fraude académica, o aluno que durante a
sobre o processo de correcção onde constem os nomes dos
realização de qualquer uma das provas de exame:
elementos do júri, as perguntas por eles corrigidas e outros
aspectos relevantes. а) For encontrado na posse de quaisquer informações
ARTIGO 3 6 relativas aos conteúdos dos programas, dos
(Do Conselho de Exames) enunciados ou guias de correcção das provas
ou exames em curso;
1. O Conselho de Exames é constituído por todos os b) For encontrado a copiar ou a trocar informações
presidentes dos júris dos exames escritos, orais e práticos, com colegas;
pelo adjunto pedagógico e é presidido pelo Director da c) Substituir-se por outrém na realização de uma
Escola. prova;
2. Compete ao Conselho de Exames proceder à análise d) Escrever sinais identificadores na sua folha de
dos resultados e ao lançamento das notas nos respectivos exame, com o fito de anular o efeito dos códigos
documentos oficiais. dos exames.
ARTIGO 3 7
2. A Direcção da Escola, e os professores devem adoptar
(Do pedido de revisão) medidas adequadas de modo a evitar que se cometam
1. Considera-se recurso todo o pedido de revisão da fraudes durante a preparação, realização e correcção das
prova escrita de exame. provas, e divulgação das notas, pois constituem grave
2. Podem apresentar recurso os alunos maiores de quebra à disciplina escolar.
18 anos, ou os encarregados de educação dos alunos me-
ARTIGO 4 1
nores de 18 anos.
3. O recurso será feito mediante requerimento ao Di- (Das sanções à fraude)
rector da Escola, dentro de 48 horas após a fixação dos
1. A fraude é sancionada com a:
resultados.
4. O Director da Escola também pode determinar a a) Anulação das provas;
revisão de provas, quando haja indícios bastantes ou de- b) Expulsão do aluno da sala de exame;
núncias de irregularidade na correcção. e) Reprovação em todas as disciplinas ou secções em
5. No acto da entrega do pedido de recurso, o reque- que o aluno se tenha inscrito.
rente procederá a entrega, na secretaria da escola um
depósito em dinheiro de acordo com a legislação em vigor. 2. A fraude deve ser comunicada, por escrito, à Direc-
6. A quantia depositada é guardada na escola até à ção da Escola de modo a efectuar o respectivo registo no
comunicação da decisão do recurso ao requerente. processo individual.
7. O montante é restituído ao requerente no caso de 3. Quando a fraude for cometida por vários alunos, os
provimento do recurso, ou revertido a favor do Estado no envolvidos serão sancionados da mesma forma.
caso contrário. 4. O autor da fraude académica incorre em procedi-
ARTIGO 3 8
mento criminal, nos termos previstos pela lei, se para tal
houver matéria, sem prejuízo dos procedimentos adminis-
(Do júri de revisão da prova) trativos.
Para efeitos de revisão das provas de exame, o Director 5. O aluno que cometa mais de duas fraudes académi-
da Escola indica, sigilosamente, um júri que não inclua cas, será expulso da escola, de imediato, não podendo
membros do júri da primeira correcção. frequentar qualquer estabelecimento de ensino público nem
prestar provas de exame durante um período de dois anos
ARTIGO 3 9 consecutivos.
(Dos resultados e prazos da revisão) 6. A expulsão do aluno é da competência do Director
da Escola, ouvido o Conselho da Escola.
1. Compete ao Director da Escola decidir sobre os resul- 7. Da decisão do Director da Escola, pode haver recurso
tados do recurso apresentado, ouvido o júri de correcção. ao Director Provincial da Educação, no prazo de trinta
2. A revisão da prova de exame deve ser acompanhada dias a contar da data da comunicação da expulsão.
SECÇÃO XI ARTIGO 4 5
Da análise do processo e resultados dos exames (Da análise ao nível da Direcção Provincial de Educação)
ARTIGO 4 2 Ao nível das Direcções Provinciais de Educação a aná-
(Dos intervenientes na análise do processo lise deverá incidir sobre:
o resultados dos exames) a) Análise global do aproveitamento das escolas da
1. Após a realização e correcção dos exames seguir-se-á província;
a análise dos resultados e a elaboração dos respectivos b) Trabalho realizado pela Direcção Provincial de
relatórios ao nível do: Educação na organização dos exames;
c) Execução orçamental do processo de exames.
- Grupos de
- Escola; ARTIGO 4 6
- (Da análise ao nível do Ministério da Educação)
Direcção Distrital de
- Direcção Provincial de
Ao nível do Ministério da Educação a análise deverá
-
incidir sobre: Ministério da
2. A análise do processo de exames incidirá sobre os а) Análise global do aproveitamento e em particular
aspectos de natureza quantitativa e qualitativa, nomeada- da validade e fiabilidade de conteúdo dos exa-
mente: mes incluindo estatísticas específicas de análise
а) Organização de todo o processo nas diferentes de itens;
fases; b)Análise do trabalho realizado ao nível de todo
país no que concerne à organização e realização
b)Conteúdo dos exames confrontado com o processo dos exames;
de ensino-aprendizagem e Programas de Ensino; c) Execução orçamental do processo de exames;
c) Despesas. d) Considerações de conteúdo relativos aos exames
ARTIGO 4 3 por níveis de ensino.
(Da análise ao nível da escota) ARTIGO 4 7
Ao nível da escola, a análise do grupo de disciplina (Dos prazos da elaboração de relatórios)
deverá incidir sobre:
а) Objectivos e conteúdos avaliados; 1. Os prazos de entrega dos relatórios são os seguintes:
b)Rendimento dos alunos em cada pergunta e global- a) Da Escola à Direcção Distrital de Educação ou
mente através do preenchimento da grelha (vide Direcção Provincial de Educação - 31 de Ja-
modelo); neiro;
c) Aspectos organizativos tais como o processo de b) Da Direcção Distrital de Educação à Direcção
distribuição, as condições logísticas, vigilância, Provincial de Educação - 28 de Fevereiro;
constituição dos júris e correcção das provas; c) Da Direcção Provincial de Educação ao Ministério
d) Dados estatísticos referentes ao número de exami- da Educação - 30 de Março.
nandos por disciplina e chamada/época, nú- 2. Ao nível do Ministério da Educação o relatório
mero de dispensados, aprovados e excluídos. deverá estar concluído até finais de Abril.
ARTIGO 4 4
CAPITULO III
(Da análise ao nível da Direcção Distrital de Educação)
Disposições finais
Ao nível das Direcções Distritais de Educação a análise
ARTIGO 4 8
deverá incidir sobre:
а) Aproveitamento das escolas do distrito; Quaisquer dúvidas de interpretação ao presente Regu-
b)Trabalho realizado pela Direcção Distrital de Edu- lamento serão esclarecidas pelo Ministro da Educação.
cação na preparação, organização e realização ARTIGO 4 9
dos exames;
c) Execução orçamental. O presente Regulamento entra imediatamente em vigor.
Nome
REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO N.°da pauta
Ano lectivo de:
Classe:
Escola
não
Exame de Chamada/Época
preencher
não
preencher
Resultado Nome do professor: Assinatura dos vigilantes
a
_ 1 correcção 1.°
(em algarismo)
2.a correcção 2.°
(por extenso)
N Ã O UTILIZAR ESTE ESPAÇO
NOME
N.° da pauta
REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE
Ano lectivo de:
MINISTÉRIO DÁ EDUCAÇÃO
Exame de não preencher não preencher
Escola Chamada/ Época
Classe
Resultado: NOME DO PROFESSOR DA: Assinatura dos vigilantes
o
1. correcção 1.°
(em algarismo)
2.a correcção 2.o
(por extenso)
REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
Grelha para análise dos resultados dos Exames
Província. Escola .a Classe .a Chamada/Época Disciplina. Ano Lectivo
Cotação Máxima Total 20 Val.
Código do aluno
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
11.
12.
13.
14.
15.
16.
17.
18.
19
20.
21
22.
23.
24.
25.